sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Como Dilma ajudou a impedir que se investigasse a Petrobras e concorreu para o naufrágio da empresa; pior: ignorou crimes reais e apontou os que não existiam. Ou: O vídeo da impostura

Corria o ano da graça de 2009, e a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já pré-candidata à Presidência, foi a público, no dia 22 de maio, vituperar contra a CPI da Petrobras. Fazia ainda o tratamento contra o câncer, razão de estar com peruca.  Felizmente — e quem me conhece sabe que não brinco nem ironizo —, ela se curou. A Petrobras, ao contrário, agoniza.

Vamos ver o que disse Dilma. Vejam o vídeo. Transcrevo depois a fala para que possa ser reproduzida sites e blogs afora.
“Eu acredito que a Petrobras é uma empresa tão importante do ponto de vista estratégico, no Brasil, mas também por ser a maior empresa, a maior empregadora, a maior contratadora de bens e serviços e a empresa que, hoje, vai ocupar cada vez mais, a partir do pré-sal, espaço muito grande, né?, ela é uma empresa que tem de ser preservada. Acho que você pode, todos os objetos, pelos menos os que eu vi da CPI, você pode investigar usando TCU e o Ministério Público. Essa história de falar que a Petrobras é uma caixa- preta… Ela pode ter sido uma caixa-preta em 97, em 98, em 99, em 2000. A Petrobras de hoje é uma empresa com um nível de contabilidade dos mais apurados do mundo. Porque, caso contrário, os investidores não a procurariam como sendo um dos grandes objetos de investimento. Investidor não investe em caixa-preta desse tipo. Agora, é espantoso que se refiram dessa forma a uma empresa do porte da Petrobras. Ninguém vai e abre ação na Bolsa de Nova York e é fiscalizado pela Sarbanes-Oxley e aprovado sem ter um nível de controle bastante razoável”.
Nota: Sarbanes-Oxley é o nome de uma lei dos EUA (formado a partir dos respectivos sobrenomes de um senador e de um deputado), de 2002, que estabelece mecanismos de transparência contábil para as empresas que operam na Bolsa dos EUA.
Embora a fala esteja vazada em búlgaro antigo, dá para entender o que ela quer dizer. Notem ali o tom de indignação, como se investigar a Petrobras correspondesse a apelar ao nefando, a violar o espaço do sagrado. Sim, temos a então ministra e presidente do Conselho a assegurar a superioridade dos mecanismos de controle da Petrobras. Não se esqueçam de que, àquela altura, os descalabros da Pasadena já tinham acontecido, e Dilma os conhecia muito bem. Ora, ora… Cerveró foi demitido. Ela, já presidente, o recontratou para a diretoria financeira da BR Distribuidora.
Eis aí. Não apenas Dilma queria matar a CPI — reitero que falava como ministra, presidente do Conselho e virtual candidata à Presidência da República — como fazia acusações genéricas contra o governo passado. Fez tábula rasa das evidências já escandalosas de irregularidades que havia na gestão petista, mirando seu canhão contra os adversários, a troco de nada.
Lembro: a CPI criada no Senado em maio e instalada só em julho de 2009 investigava manobras contábeis da empresa para driblar o fisco, irregularidades em patrocínios  e, atenção!, superfaturamento na construção de plataformas e na obras de Abreu e Lima. A maioria governista, claro!, esmagou a investigação. A oposição abandonou a comissão em sinal de protesto. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator, concluiu o seu texto em dezembro, de acordo com as vontades de Lula, do PT e de Dilma. Escreveu lá: “O conjunto de indícios de irregularidades apontados pelo TCU nas obras da Refinaria Abreu e Lima, depois da análise empreendida pela CPI, mostrou-se inconsistente.”
É bem verdade que Jucá chegou a identificar a atuação de uma quadrilha. Está escrito: “Diante das apresentações dos convidados ficou demonstrada a formação de uma quadrilha envolvendo funcionários da Petrobras em conluio com alguns representantes de empresas. Constatou-se que a fraude não foi maior devido ao trabalho conjunto do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e da Petrobras”. Viram só? Na Petrobras, teriam colaborado nesse trabalho meritório de identificação da quatrilha Paulo Roberto Costa, Renato Duque, Nestor Cerveró…
Com a devida vênia, num país sério, toda essa gente estaria em maus lençóis. Lamento, Dilma! O conjunto da obra constitui crime de responsabilidade. Por Reinaldo Azevedo

Depoimento de testemunha-chave levou à prisão de executivos da Arxo

Foi a partir da denúncia de uma testemunha-chave que se desencadeou a nona fase da Operação Lava Jato, desta vez com foco na empresa catarinense Arxo, cuja sede fica em Balneário Piçarras. Cintia Provesi Francisco, ex-gerente financeira da fabricante de tanques de combustível investigada pela Polícia Federal, procurou o Ministério Público Federal no dia 16 de janeiro deste ano para relatar o envolvimento dos donos e funcionários da fabricante em esquema de corrupção envolvendo pagamento de propina à Petrobras e lavagem de dinheiro. Com base em seu depoimento, o juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão temporária dos suspeitos de Santa Catarina, cumpridas na últimas quinta e sexta-feira. Cintia trabalhou na Arxo entre janeiro de 2013 e novembro de 2014 e prestou depoimento ao Ministério Público Federal na condição de testemunha voluntária. Ela revelou que a Arxo obtinha os contratos com a Petrobras, por meio de informações privilegiadas, efetuando o pagamento de vantagem indevida de 5 a 10% dos valores contratuais. A testemunha também afirmou que os sócios-proprietários e irmãos Gilson Pereira e João Pereira repassavam propina a cada "dois ou três meses" a Mário Góes, operador do esquema e elo entre a Petrobras e as empresas contratadas. A ex-funcionária afirmou ainda que "nos dias anteriores à vinda dele (Mário Góes) procediam-se todas as movimentações na empresa para gerar dinheiro em espécie". "Inclusive a depoente auxiliava a colocar o dinheiro em envelope, sendo que algumas oportunidades viu que Góes saia da empresa com este envelope debaixo do braço". Ao Ministério Público Federal, Cintia disse que questionou os empresários a respeito dos repasses em dinheiro a pessoas que não faziam parte da folha de pagamentos da empresa, mas que foi "advertida" a se manter calada. Após continuar fazendo perguntas, afirmou que foi ameaçada de morte. O juiz federal utilizou essa declaração para sustentar a ordem de prisão preventiva contra os suspeitos. Em seu despacho, Moro entendeu que Cintia estava motivada "aparentemente por ressentimento em relação à empresa", que a teria demitido ano passado. No entanto, ressalta que isso não retira o crédito do seu testemunho, que teve as informações cruzadas com levantamentos da Receita Federal. A checagem das informações corroborou a versão de Cintia. Nesta sexta-feira, o advogado da Arxo, Leonardo Pereima, disse que a denúncia da ex-funcionária era "fruto de revanchismo e vingança". "O relato de Cintia Provesi Francisco (...) encontra amparo parcial em documentos por ela apresentados e também na prova colacionada pelo Ministério público Federal, com destaque para os resultados da quebra fiscal", escreveu o juiz no documento. 

Vaccari confirma à Policia Federal que encontrou com o petista Renato Duque em hotel

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi questionado pela Polícia Federal sobre se encontrou com o petista Renato Duque no hotel Windsor de Copacabana, no Rio de Janeiro. Ele confirmou o encontro com o ex-diretor da Petrobras neste hotel algumas vezes. Perguntado o motivo, ele informou que foram conversas sociais. Vaccari leu o relato do depoimento nesta sexta-feira (6) a um grupo restrito de amigos. Segundo petistas, os delegados não perguntaram a Vaccari quando esse encontro ocorreu, sem mencionar ano ou mês. Em depoimento concedido em acordo de delação premiada, Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de engenharia da Petrobras, estima que o PT tenha recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões entre 2003 e 2013. Foi Barusco quem relatou que Vaccari e Duque se encontravam no hotel Windsor do Rio de Janeiro – informação confirmada pelo tesoureiro – e no hotel Meliá, em Santos. Barusco foi gerente da diretoria de Duque, a quem também acusa de receber propina. Barusco afirma que Vaccari Neto teve "participação" no recebimento desse suborno. O tesoureiro e o PT negam as acusações. Petistas se diziam tranquilos nesta sexta-feira porque o depoimento de Pedro Barusco não afirma que ele deu dinheiro ao tesoureiro. E que as perguntas do delegado iam nessa direção, de esclarecer o que o ex-gerente da Petrobras não deixou claro. Vaccari foi perguntado se conhecia empresários como Léo Pinheiro (OAS) e Ricardo Pessoa (UTC) e respondeu afirmativamente. E que, como responsável pelas finanças do PT, procura empresários para solicitar doações legais. O depoimento tem cerca de cinco páginas e deve ser disponibilizado pelo PT neste sábado. Vaccari confirmou ter comparecido à festa de uma filha de Duque. Segundo ele, uma festa para 500 pessoas, o que é, segundo ele, coerente com o fato de ter mantido relações sociais com ele: "Relações sociais não significam uma amizade próxima, como dizer que é amigo sugere". Sobre Barusco, Vaccari afirmou: "O cara ficou lá 16 anos e só fala de mim, do PT?"

O delator Pedro Barusco diz que acordo de propina na Petrobras foi selado na Itália com indicado pelo PT


Os valores das propinas que deveriam ser pagos aos agentes públicos daPetrobras e aos empresários da Setebrasil para o funcionamento da máquina de corrupção na estatal foram selados em Milão, na Itália, em outubro de 2011. Julio Camargo (lobista da empreiteira Toyo-Setal), Renato Duque (diretor de Serviços da Petrobras), João Carlos Ferraz (então presidente da Sete Brasil) e Pedro Barusco (gerente de Serviços da estatal) acertaram os detalhes em um jantar com o presidente do banco suíço Cramer e um agente da instituição, chamado Pierino Lardi. No dia seguinte, eles abriram contas em nome de off-shores no banco suíço, exceto Camargo, que já mantinha relacionamento com os europeus. É o que diz o próprio Pedro Barusco, em depoimento da delação premiada prestado em novembro ao Ministério Público Federal (MPF) e revelado na última quinta-feira pela Justiça Federal. Ele contou que foram abertas 19 contas em nove bancos e confirmou que o esquema de propinas teve início em 1997. A Sete Brasil é a empresa formada pela Petrobras e sócios privados para administrar o aluguel de sondas para o pré-sal. O delator abriu a conta em nome da off-shore Natiras Investiments Corporation; Renato Duque, nomeado diretor de Engenharia da estatal por influência do então chefe da Casa Civil, o bandido petista mensaleiro José Dirceu, em 2003, usou a off-shore Drenos; e João Ferraz, a Firasa. Os dados das contas foram repassados a Guilherme Esteves de Jesus, operador junto ao Estaleiro Jurong, que fazia os depósitos. Essas informações foram prestadas por Barusco em depoimento ao Ministério Público Federal, no acordo de delação premiada. De acordo com Barusco, há uma planilha detalhada que descreve o faturamento do estaleiro no mês e o valor total da propina e a parcela que cabia a Renato Duque, João Ferraz e Eduardo Musa, que posteriormente também abriu uma conta no Cramer. O faturamento do estaleiro começou a ser contabilizado em janeiro de 2013, e os valores lançados no mês seguinte, data do início da distribuição da propina, segundo a delação premiada. Barusco diz ter ganho, no primeiro pagamento, a quantia de US$ 377 mil. Ele reclamou com os demais suspeitos de que achava "injusta a distribuição estabelecida por João Vaccari Neto", tesoureiro do PT convocado na última quinta-feira para prestar esclarecimentos à Polícia Federal (PF) em São Paulo. O delator informou ao Ministério Público Federal que tinha mais de US$ 8 milhões em uma conta relativos aos depósitos de propinas da Petrobras.

Apelidos para as contas na Suíça
A planilha de Barusco coloca apelidos para as contas abertas por cada um dos beneficiados pela propina. MW é My Way, apelido de Renato Duque. Mars (abreviatura de Marshal ou Marechal) é João Ferraz. MZB é Eduardo Musa. Sab é o próprio Barusco, que colocou iniciais de Sabrina, uma ex-namorada. E Moch é João Vaccari Neto, uma referência à mochila que o tesoureiro do PT sempre carrega consigo. Os valores mencionados nas planilhas de Barusco são impressionantes. Há meses em que o somatório de depósitos aos supostos tomadores de propina (a maior parte dinheiro colocado em bancos suíços) é de US$ 4 milhões, US$ 5 milhões e até US$ 10 milhões. Barusco é alvo da Operação Lava-Jato, por suspeita de envolvimento com o esquema de corrupção na Petrobras. O depoimento do ex-gerente serviu de base para a nona fase da operação da Polícia Federal, deflagrada na quinta-feira eapelidada de “My Way”, em referência a como Barusco chamava o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, também investigado.

O super moralista Olívio Dutra, aquele não reconhece filhos, defende expulsão de tesoureiro e lamenta: "PT caiu na vala comum"


O petista ultra-moralista Olívio Dutra, o Exterminador do Futuro (aquele que não reconhece filhos uruguaios, conforme denúncia que surgiu durante a campanha eleitoral), ex-governador do Rio Grande do Sul, apresentou-se nesta sexta-feira como uma das raras vozes dissonantes ao discurso oficial da direção do PT de defesa do tesoureiro João Vaccari Neto. Para ele, o partido "já deveria" ter expulsado Vaccari da sigla e decretou: "O PT caiu na vala comum dos outros partidos". Vala comum dos outros partidos uma ova..... o PT é o partido mais bandido de toda a história republicana brasileira, e quer arrastrar para a vala da corrupção todos os outros partidos, para ter uma justificativa para suas práticas corruptas e corruptoras. Olívio Dutra faz parte da oposição interna da legenda ao grupo político que comanda o diretório nacional e já se manifestou publicamente reiteradas vezes contra a proteção do PT aos envolvidos no escândalo do Mensalão. O petista ultra-moralista Olívio Dutra lembra que o PT não aprendeu com as lições do episódio do Mensalão e disse que o afastamento de suspeitos de envolvimento na Operação Lava-Jato "já vem tarde": "Tem uma ferrugem contaminando as engrenagens do partido. As punições já vêm tarde. Medidas têm de ser tomadas e já vêm tarde, porque não foram tomadas atitudes com outras coisas (Mensalão) e a ferrugem foi se alastrando. É evidente que o PT, primeiro, tem de reconhecer que houve figuras importantes do partido e do governo que cometeram atos totalmente contrários aos princípios que fundamentaram a criação do PT e fundamentam a sua existência". Isso é uma lorota, porque o PT já nasceu sob a inspiração criminosa. Sempre propugnou que roubar para o benefício do partido não era roubo, mas ato revolucionário para "emancipação dos trabalhadores". Olívio Dutra afirmou também que o PT precisa "retomar a sua conduta" original. Segundo o ex-governador, o partido precisa parar de tentar transferir as responsabilidades pelas atitudes dos supostos envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras. O petista diz que o PT "precisa dar exemplo": "O partido tem de demonstrar claramente isso e não ficar tergiversando, desconversando e às vezes até alisando os pelos de quem está, se não envolvido de imediato, com elementos seríssimos de que participou ou participa de esquemas que privatizam o Estado por dentro. Caímos na vala comum por essas atitudes de figuras não só como essa como de outros. Então não é uma coisa isolada. Infelizmente, estamos imitando outros partidos. Não temos que estar achando: "Ah, os outros fizeram pior, os outros fizeram igual". Não tem que ficar querendo justificar essas atitudes. Tem de assumir que elas foram erradas, criminosas e o partido tem de retomar a sua conduta". O grande erro dele é dizer que o PT está imitando outros partidos. Um ova, o PT é o único partido até hoje na história republicana brasileira a introduzir a corrupção de forma sistêmica no aparelho de Estado, e a prova mais provada de todas, além do Mensalão, é agora o Petrolão. 

Banco do Brasil confirma Alexandre Abreu para presidência no lugar de Aldemir Bendine

O Banco do Brasil confirmou o nome de Alexandre Corrêa Abreu na presidência da instituição no lugar de Aldemir Bendine, que assumirá o comando da Petrobras. Ele era vice-presidente de Negócios de Varejo do BB e estava sendo cotado para o cargo juntamente com o do ex-secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli, que também já foi do banco. Em comunicado ao mercado, a presidente Dilma Rousseff indicou, na tarde desta sexta-feira, o executivo, de 49 anos, para ocupar o cargo de presidente do Banco do Brasil. Ele já assumia como interino da instituição na ausência de Bendine, cuja saída era esperada desde o ano passado. Ele ocupava a vice-presidência de Varejo desde 2009 e é executivo de carreira com mais de 28 anos na instituição, onde ingressou em agosto de 1986. Em sua gestão, o banco liderou, ao lado da Caixa Econômica Federal, a redução dos juros bancários no Brasil por meio do programa Bompratodos. Além disso, também comandou a transformação do Banco Postal em uma instituição financeira. No final do ano passado, era esperada a conclusão do plano de negócios no âmbito do novo acordo firmado com os Correios para ampliar o portfólio de produtos ofertados e a rede de atendimento. Graduado em administração de empresas com MBA em marketing na PUC-RJ, Abreu exerceu as funções de gerente geral, gerente de divisão e gerente regional na superintendência de São Paulo. Na direção do Banco do Brasil, foi gerente-executivo na unidade de internet e na diretoria de Varejo. Exerceu ainda os cargos de diretor de Cartões e de diretor de Seguros, Previdência e Capitalização. O Banco do Brasil divulga seu resultado do quarto trimestre na próxima quarta-feira, e encerra a temporada de balanços dos grandes bancos. Conforme a média de cinco casas (Goldman Sachs, BofA, Safra, UBS e uma casa que não quis ser citada), a instituição deve anunciar lucro líquido ajustado, que desconsidera efeitos não recorrentes, de R$ 2,884 bilhões no último trimestre do ano passado. Caso o montante seja atingido, será 19% maior do que os R$ 2,424 bilhões registrados um ano antes.

A generala em seu labirinto. Ninguém escreve à governanta. A incrível e triste história de Dilma Rousseff e do seu PT desalmado. Trinta e cinco anos de empulhação. Tempos de cólera. Que puta coisa triste! Relato de uma náufraga. Crônica de uma morte anunciada… Helôôô!!!

Val, uma mulher rica, pode ser agora a garota-propaganda das bombas da Petrobras. É o PT na era do socialismo socialite “que agrega”… Fui parodiando ou listando títulos de livros do esquerdista Gabriel García Márquez, morto no ano passado. Foi-se o último comuna de butique alfabetizado. O escritor colombiano se tornou notável pelo chamado realismo mágico, que tanto encantou a crítica européia. Sempre pareceu à intelectualidade do Velho Mundo que aquela soma de irracionalidade, sensualismo, violência e fetichismo era a cara da América espanhola. O Brasil, de herança portuguesa, fica um pouco fora desse registro. Mas agora não mais. A escolha de Aldemir Bendine, que já chegou a ser um virtual demitido do Banco do Brasil há quatro meses, para presidir a Petrobras, dá conta, a um só tempo, da estupidez política de Dilma, de sua solidão e, não é menos verdade, de seu espírito autoritário. As ações da empresa despencaram. Aliás, Bendine é o grande seca-pimenteira de ações de estatais. Quando foi escolhido para o Banco do Brasil, os papéis do banco caíram mais de 8%. Enquanto escrevo, as da petroleira mergulharam mais 6% — isso depois de uma sequência de desastres. Queriam o quê? Ele foi escolhido porque é petista. E só. É um agrado que Dilma faz a alguns setores do partido. É como se, à beira do abismo, a companheirada se agarrasse à estatal, deixando claro que, se afundar, leva a empresa junto. A má notícia não vem desacompanhada. O “sócio controlador”, que é o governo, confirmou, entre outros, os seguintes nomes para o Conselho, uma verdadeira plêiade de patriotas: Guido Mantega, Maria das Graças Foster, Luciano Coutinho e Miriam Belchior. Ah, sim: Mantega preside. Vocês acham o quê? Exceção feita a Coutinho, cuja alma talvez possa se salvar depois de muita contrição, os outros têm uma bela história de incompetência e desastres em suas respectivas áreas de atuação. Mais: a nomeação de Bendine deixa claro que Joaquim Levy, o ministro da Fazenda, está podendo bem menos do que supõem alguns nefelibatas. Está na cara que Dilma está jogando nos seus ombros a conta do ajuste recessivo da economia, fazendo com que encarne o demônio — e alguns liberais acham intelectualmente divertido esse papel —, mas não está disposta a dividir com ele aquilo que considera realmente importante. Bendine não conseguiu explicar até hoje um empréstimo de R$ 2,7 milhões que o Banco do Brasil concedeu a Val Marchiori, a Valdirene, amiga íntima do presidente. Ela chegou, aliás, a participar de eventos como contratada da área de marketing do banco — ou algo assim… Entendo! Se há uma figura no País que agasalha o trabalho duro e o empreendedorismo, é a Valdirene. A moça não se fez de rogada e já tornou pública sua mensagem a seu amigo íntimo, onde se percebe até certo patriotismo jacobino: “Desejo sorte ao novo presidente da Petrobrás! Que ele consiga restabelecer a confiança de nós brasileiros na instituição com a qual hoje estamos decepcionados”. Mal posso esperar para ver Val, a mulher rica, segurando uma mangueira dos postos Petrobras, indicando que o Brasil mudou de fase, entrando na era do socialismo socialite. É o outono do PT. Essa é a única boa notícia. Por Reinaldo Azevedo

Helôôô, ele não consegue explicar um empréstimo para uma “mulher rica”, mas vai presidir a Petrobras. É o socialismo “socialite”


Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil, vai presidir aquela que já foi a maior empresa estatal do país. A gigante decadente terá no comando um homem que não consegue explicar um empréstimo para uma “mulher rica”. 
Do que estou a falar. Reproduzo post do dia 21 de outubro. Volto no próximo post.
*
É do balacobaco. A Folha informou na edição de hoje que o Banco do Brasil concedeu um empréstimo de R$ 2,7 milhões a Val Marchiori, a socialite de profissão desconhecida. Ela se tornou uma celebridade com o programa “Mulheres Ricas”, embora sua única fonte de renda conhecida seja a pensão paga aos filhos pelo pai das crianças, que não é bem seu marido. O dinheiro emprestado pelo Banco do Brasil pertence a uma linha de crédito subsidiada pelo BNDES. Como diria Val, “Helôôô! As socialites também têm direito ao socialismo petista. Vamos lá. Valdirene, ou Val por apócope, não poderia ter obtido o empréstimo porque:
1: não pagou empréstimo anterior e já estava devendo ao banco;
2: não tem fonte de renda;
3: a empresa pela qual Val tomou o empréstimo, uma tal “Torke Empreendimentos”, apresentou como comprovação da receita a pensão alimentícia dos seus filhos;
4: a Torke pegou o dinheiro para investir na área de transportes — compra de caminhões, embora não tivesse experiência nenhuma na área.
Ah, ocorre que, no Banco do Brasil, existe um troço chamado “operação customizada”. Por intermédio dela, o banco dá crédito a quem quiser, como quiser, na hora em que quiser. As irregularidades pararam por aí? Não! A Torke tomou o empréstimo e, imediatamente, sublocou os caminhões para a Veloz Empreendimentos, que é do irmão da apresentadora, Adelino Marchiori. Ocorre que uma cláusula da linha Finame/BNDES, de onde saíram os recursos, impede cessão ou transferência dos direitos e obrigações do crédito sem a autorização do BNDES. Mas por que Val conseguiu o empréstimo com tanta desenvoltura? É que ela é amiga pessoal de Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil. Ela já esteve com ele em duas missões oficiais do banco, uma na Argentina e outra no Rio de Janeiro. Por que Val participa de uma ação oficial do Banco do Brasil? Vai ver é por causa de seu lado empreendedor. A coisa toda parece jocosa, apesar da dinheirama? Parece! Mas é reveladora da forma como se usam os bancos públicos no Brasil. Se Aécio Neves ganhar a eleição, tarefa inadiável é fazer uma auditoria rigorosa nesses bancos, inclusive no BNDES. De resto, eis aí: chegamos à era do socialismo socialite. O Brasil está na lama. Mas com muito glamour. Por Reinaldo Azevedo

Lula defende tesoureiro do PT e diz que, na dúvida, fica com companheiro Vaccari

O ex-presidente e alcaguete Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista na ditadura militar. conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de Reputações") defendeu, a portas fechadas, João Vaccari Neto durante reunião do Diretório Nacional do PT nesta sexta-feira (6) e disse que a Polícia Federal não precisava tê-lo conduzido coercitivamente. Segundo relatos, Lula disse que quando um companheiro é atacado, na dúvida, fica com o "companheiro". Vaccari foi citado na Operação Lava Jato e conduzido pela Polícia Federal a prestar esclarecimentos nesta quinta-feira (5), em São Paulo. Em depoimento concedido em acordo de delação premiada, Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de engenharia da Petrobras, estima que o PT tenha recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões entre 2003 e 2013. Barusco afirma que Vaccari Neto teve "participação" no recebimento desse suborno. O tesoureiro e o PT negam veementemente irregularidades. O ex-presidente disse aos dirigentes, com quem está reunido, que o depoimento de Barusco foi utilizado para criar manchetes contra o PT e que "bandido" vira delator e vítima de acusação sem provas vira réu. Afirmou que a sigla fez arrecadações legais, e que todos os partidos arrecadam, mas só se fala nas arrecadações da legenda. O ex-presidente também criticou a derrota do PT na eleição da Câmara dos Deputados, com ministros recém-nomeados, e a aprovação da nova CPI da Petrobras com a maior base aliada que um presidente já teve. Lula participará da festa de 35 anos do PT, nesta noite. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, também pediu nesta sexta-feira solidariedade ao tesoureiro do PT. Quando Pimentel falou, o plenário aplaudiu. Nesta quinta-feira, Vaccari já havia sido aplaudido durante reunião da corrente Construindo Novo Brasil, majoritária no PT. A defesa de Vaccari ainda foi feita pelo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, de quem é amigo pessoal. "Quando a pessoa sequer esta indiciada não dá para falar em acusações", disse ao chegar para reunião do diretório nacional do partido, em belo horizonte. A portas fechadas, ele chamou a companheiros de "abuso" a condução coercitiva de Vaccari nesta quinta à Polícia Federal. O ministro afirmou aos petistas, segundo relatos obtidos pela Folha, que o Brasil enfrenta um "momento jurídico-midiático" para atingir Dilma e Lula.

Representante de minoritários votou contra o petista Aldemir Bendine na Petrobras

Representantes dos acionistas minoritários no conselho de administração da Petrobras votaram contra a indicação de Ademir Bendine para a presidência da estatal. Pelo menos um conselheiro votou contra Bendine, mas pode ter havido outros votos contrários. Conforme fato relevante divulgado pela empresa, a aprovação do nome de Bendine e dos demais diretores ocorreu por "maioria". O conselho de administração se reuniu nesta sexta-feira (6) para aprovar o presidente e a nova diretoria da Petrobras, depois que Graça Foster e demais diretores renunciaram as cargos. O nome de Bendine foi proposto pelo governo federal, que é o acionista controlador. O mercado também reagiu mal a indicação e derrubou as ações da Petrobras.

Expectativa de desagravo a Vaccari causa racha no PT


A expectativa de que o aniversário de 35 anos do PT seja palco, nesta sexta-feira, de um ato em desagravo ao tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, já provoca divisões até entre petistas. A Mensagem ao Partido, uma das principais correntes internas do PT, decidiu na manhã desta sexta-feira que vai se posicionar contra qualquer tentativa de desagravo a Vaccari, apontado por delatores do Petrolão como um dos operadores do esquema de propinas na Petrobras. Um dos principais representantes da Mensagem ao Partido, ao lado do ministro da Justiça, o "porquinho" José Eduardo Cardozo, o ex-governador do Rio Grande do Sul, o peremptório "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro, tem defendido que o PT nomeie um advogado para estudar os autos da Operação Lava Jato, averiguar se houve responsabilidade de filiados ao PT no esquema e, se comprovada participação, que a direção partidária afaste os envolvidos. É muito cinismo. Afinal, o Delúbio Soares não está até hoje no partido e não é aclamado como herói do povo brasileiro? A corrente se reuniu nesta manhã para definir o posicionamento na reunião do Diretório Nacional que antecede a comemoração pelos 35 anos do PT, em Belo Horizonte. A presidente Dilma Rousseff participa do ato festivo, a partir das 19h15. Segundo relatos, em clima exaltado, alguns líderes da Mensagem ameaçaram abandonar a reunião do Diretório caso haja qualquer tipo de desagravo a Vaccari. A direção nacional do PT nega as acusações de desvios da Petrobras para o partido e, junto com a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), saiu em defesa do tesoureiro na quinta-feira. A reação da Mensagem fez com que integrantes da CNB começassem recuar da proposta de desagravo a Vaccari sob o argumento de que não surgiram fatos novos contra o tesoureiro nas últimas horas e, portanto, a iniciativa seria desnecessária. O ex-presidente Lula X9 (alcaguete que delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") é esperado na reunião do diretório petista. Caso a presença se confirme, será, segundo dirigentes, a primeira vez que Lula participa de um encontro da instância partidária desde que assumiu a Presidência, em 2003.

Polícia Federal apreende sete veículos de R$ 90 mil na casa de Eike Batista, o empresário de papel


A Polícia Federal apreendeu sete veículos, 90.000 reais em espécie, computadores, celulares e relógios na casa do empresário de papel Eike Batista no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A operação é um desdobramento da decisão da Justiça Federal do Rio de bloquear os bens de Eike Batista e de seus familiares. Eike Batista transferiu imóveis para os filhos, e o Ministério Público Federal avaliou que as operações foram feitas com o objetivo de evitar a eventual penhora desses ativos. Por isso, foi determinado o bloqueio de até 3 bilhões de reais em bens e ativos financeiros para garantir o ressarcimento das perdas causadas pelo naufrágio de empresas do grupo X. Entre os carros apreendidos há uma Lamborghini e um Porsche. Foram bloqueados veículos e imóveis não só do empresário, mas também dos filhos Thor e Olin Batista, da ex-mulher Luma de Oliveira e da atual, Flávia Sampaio. Pela ordem judicial, cartórios de registro de imóvel foram informados do bloqueio e ficam impedidas qualquer tentativa de negociar esses imóveis. Eike Batista já é réu na Justiça Federal do Rio de Janeiro pelos crimes de manipulação de mercado crimes de falsidade ideológica, formação de quadrilha, indução do investidor ao erro, uso de informação privilegiada e manipulação de mercado. Mas ele ainda é investigado por lavagem de dinheiro, pela suspeita de que usou offshores para esconder parte do patrimônio que possui. No começo de 2014, foram bloqueados 122 milhões de reais e, em setembro, outros 117 milhões de reais. Agora, a medida foi estendida a um valor maior e incluiu os familiares e a ex-mulher de Eike Batista.

ONS corta mais uma vez a projeção de chuvas para a região Sudeste em fevereiro


As previsões do Operador Nacional do Sistema (ONS) elétrico para o nível dos reservatórios de água se deterioram a cada semana. Nesta sexta-feira, o operador divulgou que a Energia Natural Afluente (ENA) para a região Sudeste deve ficar em 51% da média registrada no mês de fevereiro. Uma semana atrás, as previsões sugeriam ENA equivalente a 52% da média histórica. Com isso, o ONS reduziu a previsão do nível dos reservatórios ao final do mês de 19,7% para 19,5% da capacidade. O número considera os reservatórios localizados nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, que correspondem a 70% da capacidade de armazenamento do País. As novas projeções também sugerem volume menor de chuvas nas regiões Sul e Norte. A exceção fica por causa da região Nordeste, aquela onde o nível dos reservatórios é o mais baixo do país neste momento. A ENA prevista para a região Sul foi reduzida de 126% para 106% da média histórica. No Norte, caiu de 76% para 56% da média histórica em meses de fevereiro. Na região Nordeste, por outro lado, a previsão foi elevada de 18% para 25%. Diante dos novos números, o ONS acredita que, ao final de fevereiro, os reservatórios da região Sul estarão com 41,6% da capacidade. Na região Norte, o número considerado é de 34,7%. No Nordeste, o número previsto é de 16,5%. O dado mais recente do ONS, referente a ontem, indica que os reservatórios na região Sudeste/Centro-Oeste estavam com 16,58% da capacidade. Os reservatórios da região Sul estão com 57,24% da capacidade. Na região Norte, o número é de 33,91%. Já na região Nordeste, está em 15,93%. Sem qualquer iniciativa de restrição do consumo, a previsão do ONS para fevereiro é de que a carga encolha 2,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Na semana passada, a retração esperada era de 0,7%. Com isso, a carga mensal deve ficar em 68.357 MW médios, e não mais em 69.386 MW médios como divulgado.

Nomeação de Aldemir Bendine surpreende todo mundo e completa o desastre do governo petista de Dilma Rousseff


A escolha de Aldemir Bendine, o enrolado presidente do Banco do Brasil, para comandar a Petrobras em meio a sua maior crise causou perplexidade até mesmo a petistas, reunidos nesta sexta-feira em Belo Horizonte para a reunião do Diretório Nacional do partido. O mercado financeiro reagiu imediatamente – e mal: as ações da estatal desabaram. E a oposição verbalizou o que a esta altura parece óbvio: foi uma saída caseira diante da dificuldade da presidente Dilma Rousseff em encontrar alguém disposto a aceitar a árdua tarefa. Mais: a nomeação também indica que o Palácio do Planalto pretende blindar a estatal enquanto a Polícia Federal ainda tenta dimensionar o tamanho do assalto aos cofres da empresa para pagar propina a partidos e políticos governistas. Em Minas Gerais, dirigentes do PT que chegavam para o encontro da sigla foram surpreendidos com a notícia. O novo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), não disfarçou o incômodo: "Nossa torcida é que ele comande bem a Petrobras e siga a sua trajetória à frente de mais uma empresa pública". A oposição não poupou críticas. "Não tendo conseguido alguém de fora do governo que se dispusesse a ser sócio do maior escândalo de corrupção da história contemporânea do país, restou à presidente buscar dentro do próprio governo o novo presidente da Petrobras", afirmou o senador mineiro Aécio Neves, presidente do PSDB. "Só pode ser piada, é mais uma indicação política. Parece que o propósito do governo é muito mais colocar alguém de confiança para segurar a onda do petrolão do que recuperar a Petrobras. É uma decisão improvisada para um problema seríssimo que o Brasil enfrenta", afirmou o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE). O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), também criticou a escolha e lembrou que Bendine é investigado pelo Ministério Público: “Ele não tem conhecimento de um setor extremamente complexo e não possui estofo para levar a Petrobras a um patamar de credibilidade que ela necessita neste momento. Não podemos dizer que é um currículo que o recomende para assumir uma empresa da grandeza da Petrobras. Esse senhor esperava a demissão e foi presenteado com a presidência da Petrobras. O governo ri na cara da sociedade".​ "Nomes respeitáveis foram cogitados, mas a situação da Petrobras está tão crítica que tiveram de buscar uma solução caseira. Imagino que os grandes e respeitados empresários não quiseram se envolver nesse mar de lama. As pessoas respeitáveis querem distancia desse governo", afirmou o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP).

Dieese aponta que a cesta básica aumentou em 17 das 18 capitais pesquisadas


Os produtos da cesta básica ficaram mais caros em janeiro, na grande maioria das capitais, segundo Pesquisa Nacional da Cesta Básica pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Houve elevação em 17 das 18 capitais pesquisadas e as principais altas ocorreram em Salvador (11,71%); Aracaju (7,79%), Goiânia (7,48%) e Brasília (7,26%). A exceção foi Manaus, onde o valor da cesta caiu 0,89%, passando para R$ 317,84. Em 12 meses, a maior alta foi verificada em Aracaju, 23,65%. Apesar disso, a capital sergipana apresenta o menor valor com R$ 264,84, seguida de Natal, com R$ 277,56, alta de 3,29%; e João Pessoa, com R$ 278,73 e alta de 2,47%. A cesta mais cara foi encontrada em São Paulo, onde o consumidor paga R$ 371,22 , valor 4,81% acima do registrado em dezembro último e 14,76% maior do que em janeiro do ano passado. Segundo a lista dos maiores valores, Porto Alegre aparece em segundo lugar com R$ 361,11 ou 3,6% acima do mês anterior e 12,48% a mais que no mesmo mês de 2014. Em terceiro, está Florianópolis com R$ 360,64 e alta de 2,14% em relação ao registrado em dezembro último. Em 12 meses, a capital de Santa Catarina apresentou elevação de 11,76%. Em Goiânia, os preços subiram, na média, 18,22% em um ano, com cesta básica a R$ 323,73. Em Brasília, o valor alcançou R$ 353,60, alta de 16,28% em 12 meses. No Rio de Janeiro, o reajuste no mês foi 4,58%, com R$ 353,51, crescimento de 13,84% em 12 meses. Em Vitória, os consumidores pagavam em janeiro deste ano R$ 348,30, 4,55% a mais do que em dezembro último e 6,47% acima do mesmo período em 2014. Em Belo Horizonte, o valor saltou em um mês 6,81%, com R$ 337,57. Os preços na capital mineira ficam 10,31% mais altos do que há um ano. Em Curitiba, o valor da cesta básica cresceu 6,33%, com R$ 335,82, representando 14,2% a mais do que em janeiro de 2014. Em Campo Grande, o custo aumentou 6,9%, com R$ 329,58 ou 14,21%, correspondente ao período de um ano. Em Belém, o valor da cesta foi corrigido em 1,02%, passando para R$ 310,78 ou 4,86% de alta sobre janeiro do ano passado. No Recife, o valor atingiu R$ 290,43, altas de 1,41% no mês e de 3,45% em um ano. Em Fortaleza, o custo ficou em R$ 288,99, com alta de 3,07% sobre dezembro último e de 5,24% sobre o mesmo mês do ano passado. Com base na variação de preços apurada em São Paulo, que tem a cesta mais cara do país, o Dieese calculou que o salário mínimo ideal para suprir as necessidades básicas de uma família é R$ 3.118,62 ou 3,96 vezes maior do que o mínimo atualmente em vigor no país, R$ 788,00. Em dezembro último o valor tinha sido de R$ 2,975,55 ou 4,11 vezes mais do que o piso naquele período, que era R$ 724,00. Os itens que mais aumentaram em janeiro foram carne bovina, feijão, pão francês, tomate e batata. Na outra ponta, contribuíram para minimizar o impacto desses aumentos o leite e a farinha de mandioca. No caso do feijão preto, pesquisado no Sul e em parte do Sudeste (Rio de Janeiro e Vitória) e do Centro-Oeste (Brasília), os preços oscilaram entre 2,27% (Porto alegre) e 7,59% (Vitória). Em Brasília, houve queda de 0,18%. O feijão carioquinha foi cotado entre 8,27%, em Salvador e 46,21%, em Campo Grande. Segundo o Dieese, essa cultura foi comprometida em algumas localidades por excesso de chuva ou de estiagem e redução da área plantada, devido à baixa cotação no mercado. A carne bovina ficou mais cara em 16 das 18 capitais, por causa da redução da oferta. A batata chegou a custar até 74,9% a mais em Porto Alegre – em um ano, os gaúchos passaram a pagar até 100,87%. O pão francês foi reajustado em 14 capitais, com destaque para Campo Grande, onde o valor aumentou 2,06% em 12 meses. A maior alta do pãozinho foi em Aracaju (24,02%). Esses custos refletem tanto a cotação do trigo quanto o reajuste das tarifas públicas. Quanto ao tomate, nas 12 cidades onde o produto ficou mais caro, os destaque foram Belo Horizonte (39,93%) e Salvador (30,32%). O leite ficou mais barato em 15 das 18 capitais pesquisadas, com quedas mais expressivas em Goiânia (8,57%) e Belém (7,48%). Os preços da farinha de mandioca caíram em seis das oito capitais do Norte e do Nordeste. A maior retração foi em Natal (10,27%).

Ministério da Fazenda tem dois novos dirigentes

As nomeações de dois dirigentes do Ministério da Fazenda estão no Diário Oficial da União de hoje (6). Paulo Guilherme Farah Correa é o novo titular da Secretaria de Acompanhamento Econômico. Pablo Fonseca Pereira dos Santos, que ocupava o cargo, comandará a recém-criada Subsecretaria de Regulação e Infraestrutura, subordinada à de Acompanhamento Econômico. Farah é formado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tem mestrado pela Universidade de Western Ontario, no Canadá, e pelo Instituto de Economia da UFRJ. Ele deixou o cargo de economista principal e gerente para Inovação e Empreendedorismo de Comércio Internacional e Competitividade no Banco Mundial. Paulo Farah ocupou o cargo de secretário adjunto de Acompanhamento Econômico no Ministério da Fazenda de 1999 a 2001. Foi consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento para a área de infraestrutura, concorrência e comércio internacional, além de pesquisador no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e na Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior. Pablo Fonseca é formado em economia pela Universidade de Brasília e mestre em administração pública pela Universidade de Columbia, em Nova York. De acordo com o Ministério da Fazenda, na nova subsecretaria, “entre outras funções, ele vai se dedicar ao aprimoramento dos mecanismos de financiamento para a área de infraestrutura no Brasil”. 

Polícia Federal apreende carros e bens pessoais do empresário Eike Batista

A Polícia Federal cumpriu hoje (6) mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal na residência do empresário Eike Batista, zona sul do Rio de Janeiro. A assessoria da Polícia Federal informou que, durante a ação, foram apreendidos sete veículos, sendo dois de luxo, um compacto e quatro utilitários. Também foram confiscados R$ 90 mil em dinheiro, computadores, celulares e relógios. Na quarta-feira (4), a Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de todos os ativos e bens do empresário, dos filhos mais velhos e das ex-mulheres. Os valores superam R$3 bilhões. Há dois anos, Eike Batista foi considerado o homem mais rico do Brasil e um dos mais ricos do mundo. Após a falência de algumas de suas empresas, o empresário perdeu a fortuna e hoje responde processos de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e crimes contra o mercado financeiro. Até a publicação da matéria, a defesa de Eike Batista não havia se manifestado sobre as apreensões.

OAB cria Comissão Nacional da Verdade sobre a Escravidão; por que não uma comissão para investigar verdade sobre a perseguição dos judeus no Brasil e a inquisição?


Resgatar a história da população negra no Brasil, inclusive as atrocidades cometidas à época da escravatura, para fazer sugestões de políticas públicas e ações afirmativas para construir uma igualdade plena no Pais. Esse é o objetivo da Comissão Nacional da Verdade sobre a Escravidão Negra criada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados Brasil (OAB), entidade filopetista, que segue fielmente a cartilha petista. Inspirada na Comissão Nacional da Verdade que investigou o período da ditadura no Brasil, o grupo composto por 57 membros – 10 advogados, 35 consultores e 15 convidados do judiciário e Ministério Público – terá prazo de dois anos para concluir o trabalho. A expectativa é que um relatório parcial das atividades seja divulgado no final de 2015, já o documento final está previsto para dezembro de 2016. Por que a OAB também não cria uma Comissão da Verdade para investigar a perseguição dos judeus cristãos novos no Brasil e ação da inquisição no País? Petralhismo ideológico não tem limite, pretender rever toda história. “Queremos buscar todas aquelas ações da escravidão que persistem até hoje e fazem do País um campeão da desigualdade da descriminação e do racismo. É preciso que investiguemos a fundo os fatos da escravidão assim como a Comissão Nacional da Verdade investigou fatos da ditadura e da tortura que persistem até hoje, a nossa comissão também pretende abolir, encerrar, banir os fatos que existem na escravidão até hoje”, destacou o presidente do colegiado que tomou posse hoje, Humberto Adami. De fato, não tem jeito, o Brasil não consegue fugir da estupidez.... Para a realização dos trabalhos, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Republica, Ideli Salvatti, disse que o governo federal estará à disposição para ajudar no que for necessário. A comissão também terá parcerias com entidades como a Fundação Zumbi dos Palmares, o Instituto de Pesquisa e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), o Instituto Nzinga Mulher Negra, além de universidades brasileiras. Uma comissão da verdade para investigar a ação do terrorismo islâmico no Brasil nem passa pela cabeça da OAB petista, não é mesmo? O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho cobrou do governo federal uma comissão nos moldes da que foi empossada hoje pela entidade. “Somos um só Brasil. Queremos uma nação de iguais. O fim do racismo e do preconceito, não admitindo a intolerância e a discriminação, são fundamentais para a construção de uma sociedade justa, solidária e fraterna”, disse ele. A cerimônia de posse da Comissão teve a apresentação da banda mirim do Olodum, de Salvador; da cantora Martinha do Coco e do grupo Tambores do Paranoá, do Distrito Federal. Quilombolas de Paracatu, em Minas Gerais, também se apresentaram no evento. 


Pivô de polêmica com o petista Aldemir Bendine, a socialite Val Marchiori pede que ele acabe com corrupção na Petrobrás


Depois de ter sido pivô de uma polêmica que quase custou o cargo do petista Aldemir Bendine na presidência do Banco do Brasil, no ano passado, a socialiate e apresentadora de TV Val Marchiori diz desejar sorte ao novo presidente da Petrobrás. “Que ele consiga acabar com a corrupção lá dentro. E seja forte pra combater todo o mal feito à empresa”, disse ela após ser informada sobre o novo cargo do executivo. Val, que diz conhecer Bendine apenas de eventos, foi beneficiada pelo presidente do Banco do Brasil em um empréstimo de R$ 2,7 milhões para a sua empresa, a Torke Empreendimentos.  Na época, o empréstimo foi contestado por contrariar normas internas do banco e atribuído a uma "amizade" entre os dois. Bendine chegou a colocar seu cargo no Banco do Brasil à disposição em novembro do ano passado. Ambos negaram irregularidades na operação financeira. “Desejo sorte ao novo presidente da Petrobrás! Que ele consiga restabelecer a confiança de nós brasileiros na instituição com a qual hoje estamos decepcionados”, completou a ex-Mulheres Ricas. (Sonia Racy)

Aneel pode arrecadar até R$ 17 bilhões com novo valor das bandeiras tarifárias


Os novos valores das bandeiras tarifárias poderão representar aumento de quase R$ 6,5 bilhões na arrecadação prevista pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). De acordo com Tiago de Barros Correia, diretor da agência, a previsão era, no pior cenário, obter montante máximo de R$ 10,6 bilhões. Com o acréscimo, o montante pode atingir R$ 17 bilhões. O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, informou que a bandeira não representa necessariamente aumento de custo. Segundo ele, a bandeira apenas antecipa custos que teriam de ser repassados em outro momento, mas sem a incidência de juros. “A bandeira aprimora a forma de repassar o custo já existente ao consumidor. Na prática, não é aumento, porque o custo seria repassado posteriormente, com acumulado do ano e remuneração pela Selic. Portanto (no formato antigo), o consumidor, além de pagar o custo com defasagem, pagava com remuneração. Com a bandeira, ele não paga o custo financeiro”, disse Rufino. Tiago Correia lembrou que a bandeira tarifária é também um instrumento de comunicação das distribuidoras e da Aneel com o consumidor: “Se o consumidor aproveitar o sinal de preço para consumo mais consciente, ajudará a reduzir o preço da conta de luz. Estudos da Aneel mostram que 66% do consumo se concentram basicamente em ar-condicionado, chuveiro e geladeira". Ele acrescentou que são três itens aos quais o consumidor tem de ficar atento, porque uma redução no consumo permitirá que a bandeira vermelha não permaneça ao longo de todo o ano. Sobre a possibilidade de o Ministério de Minas e Energia prorrogar por um mês o horário de verão, Rufino afirmou que a questão não passa pela Aneel. "A nós cabe apenas contribuir e subsidiar autoridades por meio de simulações. Estudos já estão sendo feitos, mas só a conclusão nos mostrará se vale a pena diminuir o prazo”, concluiu Rufino.

A ESQUERDA, MAIS UMA VEZ, ESTAVA COMPLETAMENTE ERRADA

O comunista trotskista Mario Pedrosa, no dia da fundação do PT, em 10 de fevereiro de 1980, escreveu um manifesto que pretendia se tornar clássico, ou ser tornado clássico pela esquerda, na recente história política brasileira: Dizia o comunista trotskista Mário Pedrosa: “Partido de massa não tem vanguarda, não tem teorias, não tem livro sagrado. Ele é o que é, guia-se por sua prática, acerta por seu instinto. Quando erra, não tem dogmas e pela autocrítica refaz seu erro". Pois bem, hoje nós sabemos a que ponto chegaram o PT e os petistas com o seu pragmatismo. Em 14 de fevereiro de 1980, quatro dias depois da fundação do PT, o economista comunista petista Paul Singer escreveu na Folha de S.Paulo: “Nascendo de movimentos da sociedade civil, que procuram se exprimir através dele, sem subordinar suas lutas específicas à atividade partidária, o PT dificilmente será dominado por sua cúpula parlamentar ou burocrática. A sua viabilidade dependerá da vitalidade dos movimentos sociais que lhe dão origem. Não é descabido supor que esta vitalidade continuará em ascensão, alimentada que é por contradições sociais que não cessam de se agravar”. Podia um intelectual esquerdista comunista estar mais errado do que Paulo Singer? Dificilmente seria possível, embora a coisa mais comum entre intelectuais comunistas seja a prática constante de monumentais erros.

Ex-gerente da Petrobras abriu 19 contas na Suiça


O ex-gerente executivo de engenharia da Petrobrás, Pedro Barusco, abriu um total de 19 contas em nove bancos na Suíça para receber propinas e admite que, em março de 2014, tentou fazer transferências. Mas indicou em sua delação que suas contas foram congeladas naquele mês pelas autoridades suíças, que já investigavam o caso. A Operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos em contratos da Petrobrás foi deflagrada justamente em março do ano passado. Barusco, alvo da operação, está preso por suspeita de envolvimento com o esquema de corrupção na estatal. A Justiça suíça confirmou a informação e indicou que o sistema criado por Barusco de abertura de diversas contas e a criação de empresas offshore refletem um esforço de “camuflar” a origem do dinheiro. Os suíços, porém, evitam dar detalhes sobre o volume de dinheiro bloqueado. Em sua delação premiada no âmbito da Lava Jato, Barusco confirmou que o esquema de propinas da estatal começou em 1997. O teor do depoimento do ex-gerente serviu de base para a nona fase da operação da Polícia Federal, deflagrada nessa quinta-feira, 5, e apelidada de My Way, em referência a como Barusco chamava o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque, também investigado. O que chama a atenção dos investigadores no Brasil e na Suíça não são apenas os montantes depositados, mas também a quantidade de contas abertas em quase 20 anos. A primeira delas foi no Banco Republic, em 1997. Os valores seriam transferidos para o BBA Creditan, que “até março de 2003 já tinha US$ 1,4 milhão”. Naquele mesmo ano, ele abriu uma conta no Banco Safra, que fecharia em 2004 com US$ 1,8 milhão. Ainda em 2004, Barusco afirma ter criado uma offshore, a Tropez Real State, e uma conta em seu nome. Dez anos depois, essa conta foi fechada com US$ 13,5 milhões. Ele confessou que, desse total, US$ 8,7 milhões eram de propinas, principalmente da empresa holandesa SBM. Em 2005, mais uma conta: desta vez no Banco Safra em nome da offshore Dole Tech. Ela seria fechada em 2014 com US$ 11 milhões. Desse total, US$ 8,1 milhões seriam de propinas. O ex-diretor da Petrobrás abriu mais uma conta no Banco Safra em 2006, em nome da Marl Trader Services, empresa criada por ele e com sede nas Ilhas Virgens Britânicas. Em março de 2014, essa conta acumulava US$ 15,4 milhões, dos quais US$ 12,7 milhões eram de propinas. Ele fecharia essa conta em março para transferir o dinheiro para o Banco Cramer, em nome da empresa Ravenscroft Properties. Em 2008, Pedro Barusco abriu mais uma conta, em nome da Rhea Comercial Inc, que acumulou US$ 14,2 milhões até março de 2014. Naquele mesmo ano, ele abriu mais uma conta no Banco Safra, com US$ 7,2 milhões até março de 2014 e em nome da empresa Pexo Corporation. Ali, segundo ele, é que estaria um depósito de US$ 1 milhão feito pela Odebrecht. Em 2013, ele afirma ter aberto uma conta da empresa Canyon Biew no RBC da Suíça e transferiu do Julius Baer cerca de US$ 7,1 milhão. Em 2012, no tradicional banco Pictet, de Genebra, mais uma conta. Saldo: US$ 1,5 milhão. Ele ainda possuía a conta Lodgy, no Royal Bank of Canada, em sua sede suíça, assim como no PKB e outra no banco Pictet. Ele e sua família ainda contam com duas contas no banco Lombard Odier, HSBC e Delta. Em outra conta, a Natiras Investments, o saldo era de US$ 2,9 milhões em março de 2014. Barusco teria ainda mais US$ 2,8 milhões em mais uma conta no Banco Cramer. O delatou também confessou que tentou, em março de 2014, fazer uma série de transferências. Mas com as investigações já em andamento, os suíços o impediram e bloquearam os valores. Naquele momento, Berna já havia sido alertada pelas autoridades da Holanda e do Brasil sobre suspeitas envolvendo contratos entre a Petrobrás e a empresa holandesa SBM Offshore. As autoridades exigiram dos bancos informações sobre os clientes e, no momento que as transferências eram feitas, o dinheiro era congelado. Quatro contas em nome de sua família, porém, não foram bloqueadas naquele momento. Barusco ainda indicou que, para a abertura das contas na Suíça, utilizou os serviços do mesmo intermediário que teria ajudado Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, e que tem US$ 23 milhões bloqueados nos bancos suíços. O intermediário, segundo Costa, era Bernardo Friburghaus, com escritórios no Rio de Janeiro.

Busca na casa de Eike Batista

A sala de Eike
A sala de Eike
Eike Batista acordou mais cedo hoje – e da pior forma possível. Às seis horas da manhã, foi realizada uma operação de busca e apreensão de documentos na mansão de Eike, no Rio de Janeiro. Não era nada relacionado à Lava-Jato, porém. A operação é um desdobramento da decisão de anteontem da Justiça Federal do Rio de Janeiro de bloquear os bens de Eike, dos filhos e de sua mulher, Flávia. Por Lauro Jardim

Sinal de fracasso

Bendine: de presidência em presidência
Bendine: de presidência em presidência
Aldemir Bendine na presidência da Petrobras significa que o governo não conseguiu arranjar nenhum nome de peso do setor privado respeitado pelo mercado. O governo falhou nesta missão, portanto. E significa também que estará à frente da Petrobras alguém que o governo comanda. Por exemplo, se Dilma Rousseff quiser usar a Petrobras como braço de sua política econômica, Bendine não será um obstáculo. Se Dilma quiser segurar o preço da gasolina para controlar a inflação artificialmente, Bendine poderá até ser contra intimamente, mas não levantará um dedo contra uma decisão deste tipo vinda do Planalto. Bendine tem algumas passagens inusitadas em sua biografia. Em 2010, por exemplo, comprou um apartamento em São Paulo com dinheiro vivo. Pagou os 150 000 reais por um apartamento de 160 metros quadrados com dinheiro que guardava em casa, embora fosse presidente do Banco do Brasil. Por Lauro Jardim

“Quando a Dilma viaja, eu não posso viajar”

mercadante
Mercadante não vai a BH
Aloizio Mercadante não irá hoje à festa dos 35 anos do PT, em Belo Horizonte. Ficará em Brasília. Por causa do clima pesado? Ele mesmo respondeu à dúvida a um interlocutor anteontem: "Quando a Dilma viaja, eu não posso viajar". Por Lauro Jardim

A fantasia de Val neste Carnaval

Val: festeira
Val: festeira
A nomeação de Aldemir Bendine para a Petrobras fez explodir as menções à sua amiga Val Marchiori nas redes sociais e nas conversas entre executivos financeiros. Agora há pouco, um deles garantia que  neste Carnaval Val sairá fantasiada de barril… Por Lauro Jardim

Defesa pede à Justiça internação imediata de Cerveró

A defesa do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, preso na Operação Lava Jato, pediu à Justiça Federal internação hospitalar. Na petição, os advogados alegam que o médico particular de Cerveró se mostrou preocupado com a saúde do investigado, que tem diabetes e é hipertenso. A internação imediata chegou a ser pedida a um delegado da Polícia Federal, mas o entendimento foi o de que exames preliminares devem ser feitos. Cerveró está na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, e foi atendido na quarta-feira (4) por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após apresentar um quadro clínico de ansiedade, com alta de pressão arterial, segundo os advogados. Em outro pedido apresentado à Justiça nesta semana, a defesa requereu que o juiz federal Sérgio Moro autorize Cerveró a iniciar um tratamento contra a depressão. Segundo laudo de uma psicóloga particular, ele apresenta sintomas depressivos severos, necessitando de tratamento psicológico. De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), no dia 16 de dezembro, Cerveró sacou R$ 500 mil de um fundo de previdência privada e transferiu o valor para a filha, mesmo tendo sido alertado pela gerente do banco de que perderia 20% do valor. Em junho do ano passado, o ex-diretor da Petrobras havia transferido imóveis para seus filhos, com valores abaixo dos de mercado. Na interpretação do Ministério Público Federal, Cerveró tentou blindar seu patrimônio e, por isso, a prisão foi requerida.

Fernando Baiano indica Gabrielli como testemunha de defesa na Lava Jato



A defesa do empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, arrolou o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli como testemunha de defesa na Operação Lava Jato. A audiência com as testemunhas da ação penal que envolve o empresário está prevista para 13 de fevereiro, na Justiça Federal em Curitiba. Gabrielli poderá se recusar a depor. Na ação penal, além de Fernando Soares, são réus no processo o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró e o executivo Júlio Almeida Camargo, da empreiteira Toyo Setal, Soares é apontado como um dos operadores do esquema de superfaturamento de contratos da Petrobras e pagamento de propina a partidos e agentes públicos. Em depoimento de delação premiada, o consultor Júlio Gerin de Almeida Camargo afirmou que pagou US$ 40 milhões a Fernando Soares para intermediar a compra de sondas de perfuração para a Petrobras. No depoimento, o delator declarou que o valor foi repassado para Soares por meio de contas indicadas por ele no Uruguai e na Suíça. Para fechar o negócio, Camargo disse que procurou o empresário “pelo sabido bom relacionamento" dele na área internacional e de abastecimento da empresa, dirigidas à época por Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, respectivamente.

Aneel aumenta valores da bandeira tarifária - sobe o preço da energia elétrica



A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou proposta que aumenta em até 83% os valores da recém-criada bandeira tarifária que, desde 1º de janeiro vem sendo cobrada nas contas de luz para repassar ao consumidor o aumento de custos de geração para o setor de energia elétrica. Com isso, os preços para a bandeira amarela passarão dos atuais R$ 1,50 por 100 quilowatts-hora (kWh) para R$ 2,50 – aumento de 67%. No caso da bandeira vermelha, a tarifa passará de R$ 3 para R$ 5,50: aumento de 83%. Não há cobrança no caso da bandeira verde. Consumidores do Amazonas, do Amapá e de Roraima também não pagam a taxa. Por meio da bandeira tarifária, que adota as cores verde, amarelo e vermelho, o consumidor pode saber, a cada mês, se está pagando mais caro pela energia que gasta. A proposta será discutida em audiências públicas previstas para o período de 9 a 20 de fevereiro na Aneel. Caso não haja alteração no texto, os novos valores começarão a vigorar a partir de 1º de março.

Chuvas elevam nível de todos os mananciais de São Paulo


A crise hídrica ainda está longe de acabar, mas o volume de água armazenada subiu de ontem (5) para hoje (6) nos seis sistemas de abastecimento administrados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Isso foi resultado das chuvas praticamente contínuas que caíram tanto na região metropolitana quanto nas cabeceiras dos mananciais, informou a empresa. No principal deles, o Cantareira, de onde é retirada a água para abastecer 6,5 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, o nível aumentou de 5,2% para 5,4%. Ao contrário da pouca chuva de janeiro, o sistema conseguiu captar quase a metade da média histórica prevista para fevereiro, acumulando, em apenas cinco dias, 80,1 milímetros de pluviometria, diante de 199,1 milímetros do esperado para todo o mês. No Sistema Alto Tietê, o índice de armazenagem teve elevação mais expressiva do que no Cantareira, passando de 11% para 11,5% com a captação em um só dia de 43,8 milímetros. Desde o início de fevereiro, o sistema recebeu 67,6 milímetros de água de chuva, diante da média para o mês todo de 192 milímetros.


No Guarapiranga, o segundo maior reservatório de São Paulo, o nível passou de 48,1% para 49,8%, somando, desde o começo do mês, 68,6 milímetros de chuva diante da média histórica para fevereiro de 192,5. No Alto Cotia, o índice aumentou de 29,1% para 30,6% milímetros, com um acumulado de chuva em 87,8 milímetros. A média é 178,9. No Rio Claro, o nível hoje é 30,4%. Nessa quinta-feira, era 30%, com um acumulado de chuva em 49,6 milímetros, diante da média de 237,8 milímetros. No Rio Grande, o nível subiu de 75,1% para 76,4%. Nesse sistema já choveu 74,8 milímetros nos últimos cinco dias. A média esperada para todo o mês é 206,1 milímetros. Para hoje (6) e os próximos dias as previsões são de novas pancadas de chuva na Região Sudeste, incluindo as áreas desses mananciais, segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec).

ALDEMIR BENDINE, EX-PRESIDENTE DO BANCO DO BRASIL, É O NOVO PRESIDENTE DA PETROBRAS; ELES NÃO TOMAM JEITO....


O presidente do Banco do Brasil, o petista Aldemir Bendine, foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff para substituir Graça Foster na presidência da Petrobras. Bendine, Ele terá liberdade para formar equipe. Bendine esteve à frente do Banco do Brasil desde 8 de abril de 2009, em substituição ao então chefe do banco, Antonio Francisco de Lima Neto. Ele foi escolhido para o cargo na gestão do ex-presidente Lula X9 (ele alcaguetava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") para reduzir os juros banco e o aumentar do volume de crédito. Na ocasião o mercado não gostou da mudança, e as ações do BB caíram 8,15% em que dia em que a Bovespa subiu 0,82%. Investidores viram a troca como uma interferência do governo, que estaria insatisfeito com a demora do BB em reduzir suas taxas para estimular a economia e amenizar a crise de então. Nesta sexta-feira (6), a indicação de Bendine também não agradou; as ações da Petrobras desabaram mais de 6% após a indicação de Bendine, que é funcionário de carreira do BB. Ivan Monteiro, atual vice-presidente de Finanças do Banco do Brasil, será o novo diretor financeiro da Petrobras. O cargo é chave para enfrentar a atual crise pela qual a petroleira passa. Na quarta-FEIRA (4), Graça Foster e outros cinco conselheiros pediram demissão do cargo. O Conselho de Administração da companhia está reunido na manhã desta sexta-feira (6) para escolher os novos nomes da diretoria. O conselho é composto por dez pessoas e é presidido por Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda. Ele está no conselho por indicação do acionista controlador, ou seja, o Tesouro Nacional – portanto, o governo. Os demais membros são conselheiros. Graça Foster também participa. Confira os membros e quem elegeu cada um para ocupar o cargo:
Guido Mantega, eleito pelo acionista controlador
Maria das Graças Silva Foster, eleita pelo acionista controlador
Luciano Galvão Coutinho, presidente do BNDES, eleito pelo acionista controlador
Francisco Roberto de Albuquerque, eleito pelo acionista controlador
Márcio Pereira Zimmermann, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, eleito pelo acionista controlador
Sérgio Franklin Quintella, eleito pelo acionista controlador
Miriam Aparecida Belchior, ex-ministra do Planejamento, eleita pelo acionista controlador
José Guimarães Monforte, eleito pelos acionistas preferencialistas
Mauro Gentile Rodrigues da Cunha, eleito pelos acionistas minoritários
Sílvio Sinedino Pinheiro, eleito pelos empregados

Val Marchiori, a preferida do petista Aldemir Bendine  - ela agora vai vender ações da Petrobras?

A vulgaridade teológica do papa Francisco é pavorosa! Ou: Três Ave, Marias” e um tapa no traseiro

Quo usque tandem abutere, Francisce, patientia nostra? Até quando abusarás, Francisco, da nossa paciência? Sim, eu estou me referindo ao papa Francisco. Sou católico, o que, é evidente, não me dá licença especial para criticar o papa, mas não resisto a pegar uma carona em Cícero para expressar meu desagrado. O que ele fez desta vez? Numa audiência semanal em que tratou de assuntos relativos à família, saiu-se com esta:

“Uma vez, ouvi um pai num encontro com casais que disse: ‘Às vezes, tenho de bater nos meus filhos, mas nunca no rosto para não humilhá-los’. Que lindo! Ele conhece o senso de dignidade. Tem de puni-los, mas o faz de modo justo e dá o assunto por encerrado”.
Não dá! “Est modus in rebus”, escreveu o grande Horácio. Há um limite nas coisas. Eu me opus severamente a uma tolice autoritária chamada “Lei da Palmada”. Fiz picadinho do texto num post publicado aqui no dia 5 de junho do ano passado.
O primeiro problema da lei é sua imprecisão. Pune-se, por exemplo, qualquer tratamento que “ridicularize ou humilhe” a criança e o adolescente, sem que se diga o que são uma coisa e outra. Mais: há uma evidente interferência no Estado em assunto de família. De resto, o Estatuto da Criança e do Adolescente já assegura direitos dessas duas categorias contra a violência familiar. E, por último, embora eu jamais tenha recorrido a tal expediente com as minhas filhas, um tapa na bunda não ameaça, digamos, os direitos humanos.
Mas eu meu pergunto: cabe ao papa tratar dessas miudezas? Cabe ao papa abordar um assunto sem dúvida delicado com essa ligeireza? Cabe ao papa ficar pensando alto, assim como quem suspira?
A cada vez que Francisco fala, sinto uma saudade imensa de Bento 16. Esse papa já concedeu uma entrevista ambígua sobre aborto. Foi vago e impreciso sobre homossexualidade. Falou uma tolice gigantesca ao comentar o atentado contra o jornal francês “Charlie Hebdo”, dizendo que ele daria um soco em quem xingasse a sua mãe. Dia desses, afirmou que os católicos não precisavam se reproduzir como coelhos… Em todas as ocasiões, o Vaticano teve de vir a público para tentar explicar o que ele quis dizer.
Não dá! Com a devida vênia, isso não é conversa para papa, mas para cura de aldeia, para padre de paróquia — sem nenhum desdouro a ambos. Nesses ambientes, sim, um líder religioso pode descer a minudências.
Cristo, é certo, falava por parábolas, recorria a exemplos, tornava viva a palavra de Deus, buscando correspondência no cotidiano dos homens. Mas voltem aos Evangelhos. Tais parábolas, como é próprio da linguagem religiosa, são de tal sorte abertas que todos nós, com as nossas respectivas histórias, nelas nos reconhecemos. Releiam a fala de Francisco: ele transforma uma história tola num fundamento moral.
Mais: um papa fala pelo Trono de Pedro, santo Deus! O cristianismo católico é a única denominação religiosa no mundo que tem “o” hierarca. É bem verdade que o superior geral da Ordem dos Jesuítas — e Francisco é um jesuíta — tem tal poder  sobre seus comandados que é chamado “Papa Negro”, numa alusão à batina preta. Também ele exerce cargo vitalício. O atual superior geral é o padre espanhol Adolfo Nicolás.
Ao falar em nome da Igreja e se entregar a essas ligeirezas, fica a suspeita de que Francisco endossa castigos físicos, dede que moderados. Não é esse o seu papel. Desde os primeiros dias, noto no papa certa vocação midiática bem distinta daquela que exibia um João Paulo II. Aquele reforçava o papel de liderança moral da Igreja e reforçava seu apelo espiritual, místico.
Francisco tem se mostrado de uma vulgaridade teológica pavorosa. Talvez seja um tiozão legal para o “churras” de domingo. Mas é fraco para chefiar a Igreja. Espero que o “Papa Negro” chame o “Papa Branco” para lhe dar um puxão de orelha. Por Reinaldo Azevedo

No dia dos US$ 200 milhões, eu me lembrei de que, segundo vice-presidente do PT, os verdadeiros inimigos do Brasil somos eu e mais oito

Caberá aos órgãos competentes verificar se o que diz Pedro Barusco é ou não verdade. Segundo ele, João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, levou entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões de propina, decorrentes de contratos de empreiteiras com a Petrobras entre 2003 e 2013. Ele próprio, Barusco (falarei mais dele), devolverá US$ 97 milhões aos cofres públicos. Que a Petrobras tenha sido tomada por uma quadrilha, bem, creio que já não haja dúvida a respeito. Agora que o PT começou a morrer — ou, segundo certo ponto de vista, já morreu — cumpre lembrar um fato notável de sua trajetória.

No dia 16 de junho do ano passado, durante a Copa do Mundo, Alberto Cantalice, vice-presidente do partido, publicou no site da legenda um texto odiento, estimulando a caça às bruxas, e fez uma lista — sim, uma lista negra — de jornalistas e comunicadores que, segundo ele, faziam e fazem mal ao Brasil. Ele estava descontente com as críticas àquele projeto do PT que entregava parte da administração federal aos conselhos populares — que nada mais são do que esbirros do PT. Leiam o que escreveu:
“Divulgadores de uma democracia sem povo apontaram suas armas, agora, contra o decreto da Presidência da República que amplia a interlocução e a participação da população nos conselhos, para melhor direcionamento das políticas públicas.
Personificados em Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Lobão, Danilo Gentili, Marcelo Madureira, entre outros menos votados, suas pregações nas páginas dos veículos conservadores estimulam setores  reacionários e exclusivistas da sociedade brasileira a maldizer os pobres e sua presença cada vez maior nos aeroportos, nos shoppings e nos restaurantes. Seus paroxismos odientos revelaram-se com maior clarividência na Copa do Mundo.”
É verdade! Quem gosta de pobre é o PT. Basta ver o que a gestão do partido fez com a Petrobras, que é patrimônio do povo brasileiro. Nunca ocorreu aos “companheiros” que esses nove que eles escolheram para odiar defendem que pobres e ricos tenham aeroportos decentes. Segundo o jeito petista de fazer as coisas, a verdadeira igualdade consiste em oferecer aeroportos que não prestam para todos, sem distinção entre pobres e ricos.
Em junho do ano passado, o PT enfrentava algumas dificuldades, sim, e a popularidade de Dilma não andava lá essas coisas, mas a reeleição ainda era considerada, como se verificou, a hipótese mais plausível. E os companheiros já faziam seus planos para o quarto mandato, embora fosse evidente, havia pelo menos dois anos, que o país caminhava para a lona.
Nesta quinta, ao tomar conhecimento do depoimento de Pedro Barusco e ao ser informado de que agentes federais tiveram de pular o muro da casa de Vaccari para conduzi-lo para um depoimento, eu me lembrei da lista negra de Cantalice. Eu me lembrei de que, segundo o chefão petista, somos nós, aqueles nove, os verdadeiros inimigos do Brasil. Só para registro: no dia seguinte à publicação do texto deste senhor, as ameaças de agressão e morte que habitualmente chegam a este blog de multiplicaram.
E lembro: não houve uma só entidade ligada à imprensa ou à liberdade de expressão que tenha criticado o PT. O protesto partiu da França, da entidade “Repórteres Sem Fronteiras”. Se bem que houve, sim, um jornalista que se inflamou no Brasil: Janio de Freitas. Contra o PT? Não! Contra a “Repórteres Sem Fronteiras”. Endossou, assim, o comportamento fascistoide do petismo.
Entendo pessoas como Cantalice e seus petralhas. Imaginem como seria doce a vida dessa turma se toda a imprensa se comportasse como os patriotas dos blogs sujos, que trocam uma opinião por um anúncio estatal — inclusive da Petrobras. O chato para esse partido moribundo é que, a cada dia, fica mais claro onde estão os vilões. Em breve, a lista de Cantalice dos “inimigos do Brasil” incluirá mais ou menos 200 milhões de… brasileiros! Por Reinaldo Azevedo

Planilha do gerente Pedro Barusco detalha percentual desviado de cada obra na Petrobras



Onze operadores citados em uma planilha do ex-gerente executivo da Petrobras Pedro Barusco atuaram em 87 obras da estatal que somaram R$ 47 bilhões no Brasil e US$ 11 bilhões em contratos no exterior. Em depoimento ao Ministério Público, Barusco disse propinas entre 1% e 2% dos valores dos contratos firmados entre 2003 e 2010 na Petrobras eram divididos entre partidos e dirigentes da estatal. Veja a planilha completa clicando no link https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUVEhqLW9xTl9RZEE/view?usp=sharing . Um dos principais nomes dentro do esquema é o do consultor Mário Goes, que, segundo Barusco, atuou como operador das empresas UTC, MPE, OAS, Mendes Júnior, Andrade Gutierrez, Schahin, Carioca e Bueno Engenharia para viabilizar o pagamento de propinas relativas a contratos entre 2004 e 2013. O delator disse que Mário Goes, seu amigo há 15 anos, tem uma empresa chamada Rio Marines há pelo menos 20 anos e é engenheiro naval. Segundo Barusco, o engenheiro era a figura responsável pelo pagamento regular de propinas em nome de várias construtoras no Brasil e no exterior. Em muitos casos, os pagamentos era feitos em dinheiro vivo. Normalmente, os pagamentos a Barusco eram feitos na casa de Goes, na Estrada das Canoas, em São Conrado. O ex-gerente da Petrobras disse que cada pagamento variava entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. O policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, que transportava dinheiro do doleiro Alberto Youssef, já havia citado um homem chamado Mário, a localização da casa dele, mas não indicou o sobrenome do consultor. No depoimento, o policial diz: “Levei dinheiro do Youssef para uma pessoa chamada Mário, que trabalha com navios off-shore. Entreguei para ele no escritório, próximo à UTC, e na casa dele, em São Conrado. Passando pela Rocinha, antes de sair de São Conrado, pega à direita na padaria. É um condomínio que fica à esquerda, na casa 2. Fui lá umas duas vezes”. Até a noite de ontem, a Polícia Federal não havia divulgado contra quem era o mandado de prisão preventiva no Rio de Janeiro. Na planilha, é possível identificar quem em cada empresa ficou responsável por negociar o esquema de corrupção com os dirigentes da Petrobras. Parte das pessoas citadas está presa na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde novembro. A planilha detalha o percentual de propina em cada obra, e a quem o dinheiro foi destinado.