sábado, 7 de fevereiro de 2015

Emirados Arábes enviam esquadrão de caças à Jordânia

Os Emirados Árabes Unidos informaram neste sábado ter ordenado a partida de um esquadrão de caças F-16 para a Jordânia. Segundo uma autoridade do país, o objetivo era ajudar nos ataques aéreos contra o grupo Estado Islâmico. O país havia suspendido a sua participação nos ataques. 


Os caças dos Emirados Árabes Unidos vão participar de ataques aéreos contra alvos do Estado islâmico, disse uma autoridade jordaniana que falou sob condição de anonimato por não estar autorizada a discutir o assunto com jornalistas. O anúncio dos Emirados Árabes Unidos, transmitido pela agência de notícias estatal WAM, não informou o papel que os aviões de guerra dos Emirados irão desempenhar. Ambos os países são membros de uma coalizão militar liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico. No ano passado, os Emirados Árabes Unidos haviam suspendido seus ataques aéreos depois que um piloto da Jordânia caiu sobre o norte da Síria e foi capturado pelos terroristas do Estado Islâmico, conforme autoridades dos Estados Unidos. Os Emirados Árabes, que hospedam bases aéreas utilizadas pelos parceiros norte-americanos e da coalizão, não haviam comentado a suspensão dos ataques. Os terroristas recentemente divulgaram um vídeo mostrando o piloto da Jordânia, Muath al-Kaseasbeh, sendo queimado até a morte, enquanto estava preso em uma cela. As imagens enfureceram a Jordânia e o restante da região. A Jordânia prometeu dura retaliação e disse que vai intensificar ataques a alvos da organização terrorista Estado Islâmico. Desde quinta-feira, jatos jordanianos realizam ataques diários, de acordo com meios de comunicação militares e estatais. O ministro do Interior da Jordânia, Hussein al-Majali, disse ao jornal estatal al-Rai que o país irá atrás dos terroristas "onde quer que estejam".

Datafolha – Só 23% aprovam governo Dilma, 44% o rejeitam; para 54%, presidente é desonesta, além de falsa. Mas ela foi apagar velinha do PT, junto com Lula, na festa em que Vaccari brilhou. Só não é o Baile da Ilha Fiscal porque não há mar em Belo Horizonte e porque D. Pedro 2º era um homem honrado

Olhem esta foto, de Ricardo Bastos, do “Hoje em Dia”.

Dilma, Lula e Rui Falcão sopram as velinhas dos 35 anos do PT; à esquerda, José Nobre, o líder do governo na Câmara. É aquele cujo assessor usava a cueca como casa de câmbio...
Dilma, Lula e Rui Falcão sopram as velinhas dos 35 anos do PT; à esquerda, José Nobre, o líder do governo na Câmara. É aquele cujo assessor usava a cueca como casa de câmbio…
Agora vejam o gráfico com a popularidade da presidente Dilma, segundo dados de pesquisa Datafolha, publicados na Folha Online  e que devem ser detalhados na edição do jornal deste domingo.
Avaliação - Dilma 2.2015
É claro que poderia ser ainda pior para a presidente… Sempre pode. Ela, no entanto, atingiu o seu pior. Dilma tem hoje apenas 23% de ótimo e bom, contrastando com 44% de ruim e péssimo. É uma devastação. Nem nos momentos extremos da crise de 2013 ela chegou tão baixo. O saldo negativo é de espantosos 21 pontos. A raiz do problema? A roubalheira.
O prefeito Fernando Haddad (PT) — e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) — idem — também vêem cair suas respectivas popularidades: o tucano está com 38% de ótimo e bom e com 24% de ruim e péssimo, e o petista com 44% de ruim e péssimo e 20% de ótimo e bom. Daí que me pareça desafiar os fatos e o bom senso a afirmação que faz Marcelo Leite na Folha, a saber: “a queda abrupta de popularidade arrasta a presidente Dilma Rousseff (PT), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), juntos, para a vala comum da rejeição.” Leite ache o que quiser, mas é bobagem. Os números provam.
“Vala comum” é vala comum, não é? Os cadáveres não se distinguem. Dilma certamente trocaria seus 23% de ótimo e bom e 44% de ruim e péssimo pelos apenas 24% de ruim e péssimo e 38% de ótimo e bom de Alckmin, não é, Leite? Mas garanto que o tucano não aceitaria o convite. Da mesma sorte, o prefeito permutaria os seus apenas 20% de ótimo e bom e 44% de ruim e péssimo com os índices do governador. Mas, de novo!, acho que o tucano não toparia. As palavras fazem sentido. Se Leite diz que os três estão na “vala comum”, tanto faz ser rejeitado por 44% ou por 24%; não há diferença entre ser aprovado por 20%, 23% ou 38%. Quando uma opinião contraria a matemática, é o caso de fazer um “erramos”. Mas sigamos adiante. Publico também os gráficos referentes a Alckmin e Haddad, mas escreverei posts específicos sobre cada um.
Avaliação - ALckmin 2.2015
Avaliação - Haddad 2.2015
Corrupção
Dilma foi eleita faz três meses. Não vi a edição impressa do jornal e não sei se o Datafolha, desta feita, fez aquela “pesquisa-recall” que já fez com Alckmin. Três semanas depois da eleição, o instituto quis saber se ele ainda seria reeleito. Seria. No primeiro turno. Não se fez o mesmo em relação a Dilma. Acho que, hoje, ela não seria reeleita. A resposta a algumas perguntas dá as pistas. Apesar do descalabro, a corrupção ainda não aparece em primeiro lugar entre os problemas, segundo os entrevistados: a saúde está na ponta, com 26% das citações. A roubalheira vem em segundo lugar: 21%. Mas esperem. Há pouco mais de três meses, os hospitais públicos já não eram tão miseráveis como hoje, e o atendimento, uma lástima? Sim! Mas o que já é muito ruim fica parecendo muito pior quando as pessoas sabem que estão sendo assaltadas de maneira inédita, como “nunca antes na história deste pais”, para lembrar o chavão de Dom Lulone, o Poderoso Chefão do PT.
Datafolha - Problemas 1
Pois é. Afirmam ter tomado conhecimento das informações do petrolão 86% dos entrevistados, e 30% se dizem bem informados. Avaliam que a presidente sabia da roubalheira 77%; 52% consideram que ela sabia e deixou rolar; só 25% acreditam que, sabendo, ela nada poderia ter feito. Magros 14% a tomam como a pomba lesa, que a tudo ignorava. Inexpressivos 8% opinam que a corrupção é irrelevante para a estatal, contra 82% que concluem o óbvio: a empresa está sendo prejudicada — para 45%, um malefício que vai durar muito tempo, pondo em risco o futuro da gigante decadente.
Datafolha - Problemas 2
Estelionatos
Não é só a corrupção a manchar a reputação da presidente. A sua impressionante coleção de estelionatos eleitorais também está pegando. Seis em cada dez entrevistados afirmam que Dilma mentiu na campanha eleitoral: 46% opinam que ela disse mais mentiras do que verdades, e 14%, só mentiras. Quanto a governanta foi reeleita, só 6% acreditavam que a sua própria situação econômica iria piorar; agora, são 23%.
Desonesta
Até havia pouco, a imagem pessoal de Dilma era um tanto descolada dos desastres de seu governo. Eu mesmo cansei de ouvir, em todas as camadas sociais: “É, ela não é boa, mas é honesta”. A pesquisa detecta um outro sentimento: Dilma é desonesta, além de falsa, para 54%; 50% a tomam por indecisa. Entre os petistas, 15% apontam desonestidade, e 19%, falsidade.
De volta ao bolo
E olhem que as dissabores da operação Lava Jato, até agora, só atingiram os empreiteiros, apontados pela imprensa, pela Justiça e pelo Ministério Público como os grandes vilões. Ainda falta a cota que cabe aos políticos. Há quem diga que, nesse caso, a carga sobre os ombros de Dilma vai diminuir. Pois é… Acho que vai aumentar.
Ainda não li a edição impressa do jornal e não sei se há lá mais dados para satisfazer a minha curiosidade. Seria interessante saber se a população, hoje, aprovaria o impeachment da presidente — sempre lembrando que, se a deposição atingir também o vice antes de dois anos, a Constituição exige que se realizem novas eleições em 60 dias. Também gostaria de saber se Dilma seria reeleita caso a disputa fosse hoje.
Dilma apagando velinha nos 35 anos do PT, ao lado de Lula, com João Vaccari Neto na platéia? Não é o Baile da Ilha Fiscal porque não há mar em Belo Horizonte e porque, afinal, Dom Pedro 2º era um homem honrado. Por Reinaldo Azevedo

Datafolha – O desastre Haddad traduzido em números: 44% acham sua gestão ruim ou péssima. Ou: O ciclofaixista ignora a São Paulo real e governa para a Nova York ideal

A pesquisa Datafolha mediu a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT), do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito Fernando Haddad (PT),  em universos, obviamente, distintos na amplitude: nacional, estadual e municipal, respectivamente. O único que obtém um saldo positivo substancial (14 pontos) é Alckmin. Quem é premiado com a pior avaliação, e isto não me surpreende, é Haddad. Revejam o quadro.

Avaliação - Haddad 2.2015
Só 20% dizem que sua gestão é ótima ou boa, contra 44% que a consideram ruim ou péssima. Os números estão bem próximos do seu pior momento, em junho de 2013: 47% a 15%. O saldo negativo, agora, é de enormes 24 pontos. Um “haddadista” incorrigível diria que já foi de 32… É um jeito de ver as coisas. Em setembro do ano passado, fui surpreendido pelos números do próprio Datafolha, que apontavam uma diminuição substancial da rejeição substancial ao prefeito. Sua gestão, então, teria 22% de ótimo e bom e só 28% de ruim e péssimo. Com todo o respeito e sem inferir nada contra o Datafolha, não acreditei nos números.
E não acreditei porque eles clamavam de forma estridente contra a experiência. Entre ricos e pobres, no centro ou na periferia (e sei do que falo), não detectava esse movimento de adesão ao prefeito. A única área em que Haddad é incensado, aprovado quase por unanimidade, é a imprensa paulistana. A propósito: o Datafolha apontava em setembro que 88% dos entrevistados aprovavam as ciclofaixas… Escrevi à época que isso não era uma opinião, mas um preconceito: como as ditas-cujas se transformaram num fetiche do jornalismo descolado, mesmo quem as reprova não diz. Mas voltemos aos números.
Haddad é do PT, sim, mas é evidente que a crise da Petrobras não afeta a sua reputação. A sua única relação com os assaltantes, até agora, está em pertencer ao mesmo partido de alguns dos ladrões. Mas a população, sabemos, não faz esse juízo. Também os estelionatos eleitorais de Dilma não o atingem. Logo, os motivos que pesam contra a presidente não pesam contra ele.
Alckmin, que ainda aparece bem na fita se o compararmos com os petistas, também vê cair seu prestígio. No seu caso, pesa a crise hídrica — que é bem maior na imprensa do que na vida. De novo, a questão passa longe da Prefeitura. Ao contrário até: o alcaide tenta tirar uma casquinha da crise, apresentando-se, o que é patético, como interlocutor para uma solução. Seria trágico se não fosse momesco.
O fator Haddad
Então o que pesa contra Haddad? Ora, Haddad! À diferença dos outros dois, ele não tem nenhuma conjuntura especialmente negativa. O reajuste da tarifa de ônibus não é suficiente para provocar o estrago que se vê. As minguadas manifestações dos coxinhas vermelhos do Passe Livre evidenciam que a questão não ganhou acento popular desta vez.
Haddad obtém esses números porque a sua gestão é ruim para valer e porque ele decidiu ser o prefeito de uma cidade imaginária. Escolheu ser o porta-voz das elites moderno-esquerdosas, que se querem, intelectuais. Vá medir a popularidade de Haddad entre ciclistas profissionais: ele deve ter quase 100% de aprovação. Também os travestis, agora com direito a bolsa, e todos os militantes das “questões de gênero” certamente o consideram o máximo. E creio que seu prestígio ande bem entre os grafiteiros, que agora já podem sujar até o patrimônio tombado.
Haddad é um nefelibata arrogante, um esquerdista pós-cretino e um coxinha com complexo de revolucionário. A zeladoria da cidade raramente foi tão miserável. Suas ciclofaixas — feitas a um custo escandaloso — se transformaram em um fator de transtorno e só atendem à pressão de meia-dúzia. Não que elas sejam um mal em si: mas é preciso haver um planejamento. Pistas exclusivas para bicicletas não podem ser apenas pedaços pintados de vermelho. O prefeito entregou  parte considerável da área central da cidade a traficantes e consumidores de drogas, financiando, indiretamente, o vício e a venda de drogas ilícitas.
Não é um prefeito, mas um boneco de mamulengo do marketing. Ignora os problemas de São Paulo, sua gente real, suas deficiências reais, sua geografia real, suas ruas reais, suas carências reais, para se comportar como o prefeito de uma Nova York ideal, de uma Amsterdã ideal, de uma Berlim ideal.
Não sei se será ou não reeleito. É muito cedo. Espero que não. Quatro anos já custarão à cidade pelos 40 de atraso. De todo modo, cumpre ficar atento. Não me lembro de nenhuma figura que tenha contado antes com tantos porta-vozes na imprensa paulistana, insuportavelmente provinciana na sua sede de querer parecer “moderna” e “antenada”. Para essa gente, Haddad é um prato cheio: governa para todas as minorias influentes que aparelham o jornalismo.
Atenção: um quilômetro de ciclovia (não de ciclofaixa xexelenta) em Amsterdã custa R$ 210 mil; em Paris, R$ 150 mil. Em São Paulo, o mesmo tanto de ciclofaixa, em meio a buraqueira e mato, sai por R$ 650 mil. Haddad ainda tem muito espaço para cair.  Por Reinaldo Azevedo

Ministros Gilmar Mendes e José Eduardo Cardozo foram grampeados em investigação da Polícia Federal

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, tiveram conversas grampeadas pela Polícia Federal em um inquérito que investiga o ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), no âmbito da Operação Ararath. Mas, realmente grave é que as conversas de dois ministros, Gilmar Mendes e José Eduardo Cardozo, tenham vazado e chegado ao conhecimento do público. Os dois telefonaram para o então governador, em maio de 2014, quando ele foi preso em flagrante após uma busca e apreensão em sua residência ter encontrado uma pistola com o registro vencido. Ou seja, ele foi preso não porque tivesse qualquer prova de corrupção sido encontrada com ele, pelo simples fato de guardar em casa uma marca com registro vencido. As informações são da revista "Época", que teve acesso a inquérito que corre no Supremo e investiga o ex-governador por corrupção devido a um esquema de financiamento ilegal de campanha e lavagem de dinheiro entre empreiteiras, o governo e agentes públicos de Mato Grosso. No dia da prisão de Barbosa, seu celular, grampeado, recebeu por volta das 17 horas uma ligação do gabinete de Gilmar Mendes. Quando os dois entraram em contato, o ministro o questionou sobre o que estava acontecendo e lhe enviou um abraço de "solidariedade". O ministro taxou a situação como "uma loucura" e disse que iria conversar com o relator do inquérito no STF, ministro Dias Toffoli, sobre o caso. Pouco tempo depois da ligação de Gilmar Mendes, o telefone tocou novamente. Desta vez era o ministro José Eduardo Cardozo. Ele perguntou que "confusão" era aquela que estava acontecendo e, ao ouvir as explicações de Barbosa exclamou: "barbaridade". No final da conversa, José Eduardo Cardozo perguntou a Barbosa sobre a atuação da Polícia Federal e questionou se os policiais o haviam maltratado. Segundo o então governador, tudo aconteceu dentro da normalidade.
 

Quatro meses depois da troca de telefonemas, a Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros, analisou um pedido do Ministério Público, que queria mandar novamente para trás das grades o então chefe da Casa Civil do governo de Mato Grosso, Éder Moraes. Ele é apontado por investigadores como o operador do esquema que envolve Barbosa e o também ex-governador e atual senador Blairo Maggi (PR-MT).  Votaram pela prisão os ministros Marco Aurélio Mello e Rosa Weber, pela manutenção da liberdade os ministros Toffoli e Luiz Fux. Como o ministro Luís Roberto Barroso avaliou que não poderia atuar no processo, o julgamento acabou em 2 a 2. Apesar de em casos de empate haver benefício para o réu, os ministros entenderam que seria preciso se convocar alguém da Segunda Turma para um desempate. Gilmar Mendes foi convocado e, segundo a revista "Época", ele avaliou que não era um caso em que ele deveria se dar por impedido e votou pela manutenção da liberdade de Éder Moraes. À revista, o ministro disse que seu voto seguiu critérios de diversos outros casos semelhantes em que se discute a prisão de investigados. Disse também que, por não ser amigo íntimo de Silval Barbosa ou de qualquer outro dos investigados, não haveria motivos para que se desse por impedido de julgar. Ele comentou que o uso da expressão "uma loucura" foram interjeições sem juízo de valor. Também à revista, Toffoli disse que não conversou com Gilmar Mendes sobre o processo envolvendo Silval Barbosa ou Éder Moraes. O ministro petista José Eduardo Cardozo, por sua vez, disse que um de seus papéis é o de apurar abusos da Polícia Federal. Como ele havia recebido notícias de eventuais abusos ou arbitrariedades na prisão, e por se tratar de um governador de Estado, fez questão de pessoalmente perguntar a Barbosa se ele havia sido mal tratado por policiais. Ele também destacou que o uso da expressão "barbaridade" foi como uma concordância, sem fazer juízo de valor.

Farc propõem deixar luta armada e virar partido se governo aceitar acordo

A guerrilha terrorista comunista e narcotraficante das Farc se comprometeu neste sábado em Havana a abandonar a atividade armada e se transformar em um partido político se o governo colombiano cumprir as reformas e garantias solicitadas. As Farc "se comprometerão no que lhes couber a contribuir para a não repetição" das causas que geraram o atual conflito armado de meio século, disse a guerrilha colombiana em um comunicado lido à imprensa pelo negociador Jesús Santrich no início das negociações de paz com o governo de Juan Manuel Santos. Os terroristas cometeram inomináveis crimes nas cinco décadas e agora querem escapar das consequências e da responsabilidade criminal. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) garantem "sua contribuição para o fim do confronto armado, (...) sua decisão de se transformar em um movimento político que impulsione transformações estruturais e a ativa participação na construção da memória e da verdade histórica, e de ações reparadoras". Ao mesmo tempo, pedem ao governo uma série de ações imediatas, entre elas um cessar-fogo bilateral, a suspensão de alguns projetos de investimento em mineração e energia e o fim de medidas legislativas que sejam contrárias às negociações de paz. A petulância dos criminosos narcotraficantes chega ao ponto de querer fazer imposições ao governo. Também exigem "reformas estruturais para a não repetição (de ações) e reconciliação nacional", a proscrição do anticomunismo, a desmilitarização da sociedade e a reforma das forças militares, assim como a depuração do aparato de segurança do Estado. Ou seja, as condições dos terroristas narcotraficantes são simplesmente inaceitáveis. Outros pontos que pedem são a erradicação do paramilitarismo, garantias para o exercício político e a "formação da 'Comissão constitucional permanente de garantia, proteção e promoção dos direitos humanos e de prevenção de suas graves violações'". Esses crápulas falando em direitos humanos mostra o quanto se tornou irrisória essa consigna. Os representantes das Farc e da delegação do governo, liderada por Humberto de la Calle, discutem atualmente o complexo tema da reparação às vítimas do conflito, depois de terem entrado em acordo sobre os primeiros três temas da agenda das negociações, iniciadas em novembro de 2012.

Bolivianos vão às ruas pedir pela volta dos "Simpsons"

Fãs bolivianos de "Os Simpsons" se mobilizaram nas redes sociais e foram às ruas nas principais cidades do país, na sexta-feira (6) à noite, para pressionar a emissora local Unitel a voltar a transmitir a série no horário normal. O desenho foi substituído por um programa de variedades, mas a rede já anunciou que atenderá à demanda dos assinantes. Fantasiados de Homer, com máscaras de Bart e Lisa Simpson e até vestidos de garrafas da cerveja Duff, os fãs protagonizaram barulhentas passeatas nos arredores das instalações da rede, exigindo o retorno da série a seu horário normal. "Eu sou Homer!" e "televisão decente!" eram algumas das palavras de ordem dos manifestantes, que não se intimidaram nem mesmo com a chuva, segundo imagens divulgadas pelo canal de TV privado.

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Protestos parecidos aconteceram nas capitais de Santa Cruz (leste) e Cochabamba (centro). A mobilização, que reuniu mais de 200 pessoas, contou com a presença do ator mexicano Humberto Vélez, que dubla a voz de Homer Simpson para o espanhol. "Homer apoia este movimento. Vocês têm razão. Se vão substituir os 'Simpsons', que seja com programas inteligentes, e não com abobrinha", disse o comediante em uma mensagem gravada. A Unitel havia reduzido a duração da comédia americana para transmitir o programa de concursos "Calle 7", de produção chilena. De acordo com o jornal "La Razón", a emissora informou em seu principal noticiário que restabelecerá a série ao horário habitual, com duas horas duração.

Mochilão do PT: mais de R$ 500 milhões


Em outubro passado, os investigadores da Operação Lava-Jato, reunidos no quartel-general dos trabalhos em Curitiba, olhavam fixamente para uma fotografia pregada na parede. A investigação do maior esquema de corrupção da história do país se aproximava de um momento decisivo. Delator do petrolão, o ex-diretor Paulo Roberto Costa já havia admitido que contratos da Petrobras eram superfaturados para enriquecer servidores corruptos e abastecer o cofre dos principais partidos da base governista. Na foto afixada na parede, Paulo Roberto aparecia de pé, na cabeceira de uma mesa de reunião, com um alvo desenhado a caneta sobre sua cabeça. Acima dela, uma anotação: “dead” (morto, em inglês). Àquela altura, a atenção dos investigadores estava voltada para os outros personagens da imagem. Era necessário pegá-los para fechar o enredo criminoso. Em novembro, exatamente um ano depois de a antiga cúpula do PT condenada no Mensalão ter sido levada à cadeia, o juiz Sergio Moro decretou a prisão de executivos das maiores empreiteiras brasileiras, muitos dos quais aparecem abraçados a Paulinho, sorridentes, na fotografia estampada no Q.G. da Lava-Jato. A primeira etapa da missão estava quase cumprida. Entre os alvos listados na foto, apenas um ainda escapava aos investigadores. Justamente o elo da roubalheira com o partido do governo, o personagem que, sabe-se agora, comprova com cifras astronômicas como o PT — depois de posar como vestal nos tempos de oposição — assimilou, aprimorou e elevou a níveis inimagináveis o que há de mais repugnante na política ao conquistar o poder.  Na quinta-feira passada, agentes da Polícia Federal chegaram à casa do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, com uma ordem judicial para levá-lo à delegacia a fim de prestar esclarecimentos sobre seu envolvimento no Petrolão. Vaccari recusou-se a abrir o portão. Os agentes pularam o muro para conduzi-lo à sede da Polícia Federal em São Paulo. Eles também apreenderam documentos, aparelhos de telefone celular e arquivos eletrônicos. Esse material não tinha nada de relevante. Vaccari, concluíram os agentes, já limpara o terreno. Em um depoimento de cerca de três horas, o tesoureiro negou as acusações e jurou inocência. Nada que abalasse o ânimo dos investigadores. No Q.G. da Lava-Jato, um “dead” já podia ser escrito sobre a cara carrancuda do grão-petista. A nova fase da operação foi um desdobramento de depoimentos prestados pelo ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, em novembro, como parte de um acordo de delação premiada. Barusco conquistou um lugar de destaque no panteão da corrupção ao prometer a devolução de 97 milhões de dólares embolsados como propina, uma quantia espantosa para um servidor de terceiro escalão. Ao falar às autoridades, ele disse que o PT arrecadou, entre 2003 e 2013, de 150 milhões a 200 milhões de dólares em dinheiro roubado de noventa contratos da Petrobras. Segundo Barusco, o principal operador do PT no esquema nos últimos anos era Vaccari, chamado por ele de “Mochila”, por andar sempre com uma mochila a tiracolo. Barusco contou que o tesoureiro — identificado como “Moch” nas planilhas que registravam o rateio do butim surrupiado — participou pessoalmente das negociações, por exemplo, para a cobrança de propina de estaleiros contratados pela Petrobras. Descendo a detalhes, Barusco narrou ainda uma história que, apesar de envolver um valor bem mais modesto, tem um potencial político igualmente explosivo. O ex-gerente declarou que, em 2010, o então diretor de Serviços da Petrobras, o petista Renato Duque, solicitou ao representante da empresa holandesa SBM no Brasil, Júlio Faerman, 300 000 dólares para a campanha petista daquele ano, “provavelmente atendendo a pedido de João Vaccari Neto, o que foi contabilizado pelo declarante à época como pagamento destinado ao Partido dos Trabalhadores”.  Em 2010, Dilma Rousseff disputou e conquistou o primeiro de seus dois mandatos presidenciais. A situação do tesoureiro do PT deve se agravar nos próximos dias com o avanço das negociações para o acordo de delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC. Pessoa coordenava “o clube do bilhão”, o grupo das empreiteiras que desfalcava a Petrobras. Vaccari recorria a ele com frequência para resolver os problemas de caixa do PT. Os dois conversaram várias vezes no ano eleitoral de 2014.  Num desses encontros, segundo integrantes da investigação que já ouviram uma prévia das histórias pouco edificantes prometidas por Pessoa, Vaccari negociou com a UTC o recebimento de 30 milhões de reais em doações eleitorais. Cerca de 10 milhões de reais seriam destinados à campanha à reeleição de Dilma Rousseff. Os 20 milhões restantes, distribuídos por Vaccari ao PT e aos partidos da base aliada. (Veja)

PT, tremei

barusco
Ainda há o que dizer
O depoimento de novembro, que veio a público na quinta-feira, não foi o único que Pedro Barusco deu à Justiça. Barusco continua falando. Por Lauro Jardim

EM CRISE, GOVERNO DA PETISTA DILMA ROUSSEFF RESOLVE CORTAR BENEFÍCIOS FISCAIS


Para garantir o cumprimento da meta para as contas públicas deste ano, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, prepara um corte mais profundo nas medidas de desoneração tributária e estímulos fiscais concedidos ao longo do primeiro mandato da presidente petista Dilma Rousseff. O governo também busca soluções para acelerar a venda de ativos para engordar o caixa ainda este ano. Na mira, estão as empresas distribuidoras de energia da Eletrobrás. O corte de desonerações e incentivos, como a extinção do Programa de Sustentação do Investimento, virá associado a novas medidas de aumento de tributos e de um contingenciamento mais forte, esperado para março, nas despesas do Orçamento. A equipe econômica pode recuar na alíquota do Reintegra, programa que devolve às empresas 3% do faturamento com exportação de manufaturados. A idéia é reduzir a alíquota para 0,1%, o menor nível permitido pela lei que recriou o programa no ano passado. O governo havia prometido retomar o benefício tributário com uma alíquota de 0,3% em 2014 e 3% em 2015. Mas, a seis dias do primeiro turno das eleições, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou o aumento da alíquota para 3% a partir de outubro do ano passado. Agora, a atual equipe econômica quer manter o programa com o menor custo possível. Os exportadores esperam um decreto da presidente regulamentando a Lei nº 13.043, sancionada em novembro. Uma fonte do Ministério da Fazenda informou que está em análise a revisão do programa, que é considerado “muito caro”. O governo não considera o programa como prioridade neste momento de dificuldade fiscal. “O Plano Nacional de Exportação que está sendo feito sob orientação da presidente não prescinde de forma alguma da manutenção do Reintegra”, disse uma fonte do Ministério do Desenvolvimento. O Reintegra foi criado por meio da MP 651 de julho de 2014, que já havia sido regulamentada. No entanto, a MP sofreu mudanças no Congresso antes de ser convertida na lei. Por isso, há um entendimento da área técnica de que é necessário um novo decreto. Os parlamentares permitiram que a alíquota chegue a 5% em alguns setores. É a regulamentação que define a alíquota que será aplicada. As empresas continuam pedindo a devolução dos tributos à Receita Federal, mas há dúvidas entre os exportadores, inclusive, se o programa continua em vigor sem a regulamentação. Alguns empresários já ouviram de integrantes do governo a proposta de reduzir a alíquota para 0,1%, o que tem causado uma certa inquietação. Além do pente-fino nos programas de governo para auxiliar no corte do Orçamento, a equipe econômica também deve fazer uma revisão das alíquotas dos setores beneficiados com a desoneração da folha de pagamentos das empresas. Uma análise dos setores está sendo feita. A mudança pode garantir uma receita adicional. Um dos desafios do ajuste deste ano é o risco de as medidas já adotadas, como aumento dos impostos e alterações nas regras de benefícios trabalhistas e previdenciários, desidratarem no Congresso depois da vitória de Eduardo Cunha, adversário de Dilma, para o comando da Câmara dos Deputados. As novas frentes do ajuste serão necessárias porque o cumprimento da meta de superávit fiscal ficou mais difícil diante do quadro de recessão em 2015, que deve deprimir a arrecadação de impostos. Aumentaram as desconfianças no mercado financeiro de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, consiga entregar a meta fiscal de R$ 66,3 bilhões. “A batalha do ajuste ainda não acabou”, disse uma fonte da área econômica. 
Pacote adicional de medidas para salvar o superávit de 1,2% do Produto Interno Bruto:
Redução da alíquota do Reintegra
Revisão das alíquotas de desoneração da folha de pagamentos
Fim do PSI antes do previsto
Venda de ativos
Corte maior das despesas
Governo vai buscar mais espaços para novos aumento de tributos

INSTITUTO PARANÁ PESQUISAS, HOJE: DILMA, 42,7 MILHÕES DE VOTOS; AÉCIO NEVES, 49,1 MILHÕES DE VOTOS.

A presidente Dilma Rousseff perderia o cargo para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), se o segundo turno da eleição presidencial fosse disputado hoje. Entre 21 e 27 de janeiro, o instituto Paraná Pesquisas perguntou a 2.027 eleitores de todo o País se eles manteriam o voto dado em 26 de outubro. O instituto apurou que 21,7% dos que votaram em Dilma não repetiriam sua escolha. Nesse caso, o contingente dos votos de Dilma cairia de 54,5 milhões para 42,7 milhões. Apenas 3,8% dos que votaram em Aécio mudaram de opinião. O eleitorado de Aécio Neves caiu de 51 milhões para 49,1 milhões de votos, na frente, portanto, de Dilma.

Crises derrubam popularidade de Dilma, Alckmin e Haddad

Apenas três meses e meio depois do segundo turno, o País assiste à mais rápida e profunda deterioração política desde o governo Collor. Segundo pesquisa Datafolha, a queda abrupta de popularidade arrasta a presidente Dilma Rousseff (PT), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), juntos, para a vala comum da rejeição. É como se o sentimento de junho de 2013 tivesse voltado, mas em surdina, sem protestos de rua. A conjuntura sombria resulta da confluência do escândalo da Petrobras com a acentuada piora das expectativas sobre a economia. O pessimismo dos entrevistados se agrava pelo contraste entre a realidade e a imagem rósea pintada nas campanhas eleitorais do ano passado e pela possibilidade cada vez mais concreta de faltar água e energia. A presidente da República recebe o pior golpe, com uma inversão total nas opiniões sobre seu governo. Em dezembro passado, Dilma tinha 42% de ótimo/bom e 24% de ruim/péssimo. Agora, marca respectivamente 23% e 44%. São as piores marcas de seu governo e a mais baixa avaliação de um presidente da República desde Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em dezembro de 1999 (46% de ruim/péssimo). Alckmin também viu esvair-se sua popularidade, mas menos que Dilma. O tucano perdeu dez pontos de ótimo/bom desde outubro e caiu de 48% para 38%, nível que tinha em junho de 2013. Haddad não se sai melhor. Empatou com Dilma em juízos negativos (44%) e também retornou ao patamar da crise do aumento das tarifas de ônibus em 2013.

Segundo o Datafolha, Dilma obteve a primeira nota vermelha (4,8) após quatro anos no governo e uma campanha vitoriosa pela reeleição. A perda de prestígio da presidente se verifica mesmo nas faixas de renda em que encontra mais eleitores. Metade dos que ganham até dois salários mínimos consideravam seu governo ótimo ou bom em dezembro, e agora são 27% -23 pontos de queda em dois meses. As más novas se acumulam em todas as frentes: escândalo na Petrobras, piora das perspectivas da economia, aumento do pessimismo na população, restrição de benefícios sociais e uma estiagem que ameaça apagar as luzes e secar as torneiras. O tema da corrupção, impulsionado pelo combustível do Petrolão, rivaliza com a saúde pública como principal problema do país. Cravou 21% das preferências dos entrevistados pelo Datafolha, contra 26% da saúde.


O Mensalão vicejou no governo Lula, mas em seus dois mandatos não mais que 9% dos brasileiros apontavam o desvio de dinheiro público como mal maior. Agora, a corrupção se avizinha do pódio. A presidente não se livra de responsabilidade perante a população. Segundo o Datafolha, 77% dos entrevistados acreditam que ela tinha conhecimento da corrupção na Petrobras. Para 52% ela sabia dos desvios e deixou continuar; para outros 25%, sabia e nada pôde fazer. Quase metade (47%) dos brasileiros a consideram desonesta, além de falsa (54%) e indecisa (50%). A imagem deteriorada alcança correligionários. Entre petistas, 15% falam em desonestidade e 19%, em falsidade. Não há tanto o que estranhar, quando se tem em mente que seis de cada dez entrevistados consideram que Dilma mentiu na campanha eleitoral. Para 46%, falou mais mentiras que verdades (25% em meio a petistas). Para 14%, só mentiras. Se na época do segundo turno só 6% achavam que a situação econômica do próprio entrevistado iria piorar, hoje são 26%. Como 38% acreditam que ficarão na mesma, conclui-se que o desalento contagia 2/3 da população. E isso num momento em que o tarifaço, o aumento do desemprego e dos juros e a recessão nem se materializaram completamente. 
 

DATAFOLHA DIZ QUE 77% DA POPULAÇÃO ACHA DILMA DESONESTA. 44% ACHAM QUE SEU GOVERNO É RUIM E PÉSSIMO. DILMA É A PRESIDENTE PIOR AVALIADA DESDE 1999

Pesquisa publicada neste sábado pela Folha de S. Paulo: Dezembro - ótimo e bom: 42%; ruim e péssimo, 24%. 7 de fevereiro, hoje - ótimo e bom, 23%; ruim e péssimo, 44%. Estes números são os piores para um presidente desde 1999 (FHC, ruim e péssimo, 46%). A nota da presidente pela primeira vez foi vermelha: 4,8. 77% dos eleitores pesquisados pelo Datafolha acham que Dilma é desonesta, sendo que seis de cada 10 entrevistados consideram que a presidente mentiu durante toda a campanha eleitoral. 44% dos brasileiros acham o governo Dilma péssimo! Um recorde! Dilma se mostrou despreparada para comandar o País desde o seu primeiro mandato e usou de artifícios espúrios para iludir o brasileiro por meio da farsa montada pelo marqueteiro João Santana. O Brasil está revoltado com o estelionato eleitoral cometido pela presidente, que na campanha usou e abusou de acusações aos adversários do que ela mesmo já planejava fazer. A máscara caiu. O governo caminha para um processo de ingovernabilidade. O único ponto que Dilma se mostrou excelente foi em criar crises, sejam elas políticas, institucionais, econômicas ou sociais. A sociedade está cansada de discurso e propaganda. Sente no dia a dia a crise pesar ainda mais sobre suas costas. Não é para estranhar, toda mentira tem limite e perna curta, e logo fica explícita. A situação tende a pior enormemente nas próximas semanas, com o aprofundamente da crise, assim que for instalada a nova CPI da Petrobras e a Procuradoria Geral da República abra os inquéritos sobre os políticos que estão denunciados na delações premiadas no Petrolão.

Escolha de Bendine desagrada Wall Street e ADR da Petrobras despenca 9%

A escolha do presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, para comandar a Petrobras no lugar da petista Graça Foster não agradou os investidores em Wall Street. O executivo é visto como muito próximo ao PT e a expectativa era que o escolhido fosse um nome mais ligado ao setor privado, de acordo com gestores e operadores. Um dos sinais do descontentamento com a escolha pôde ser visto na queda dos American Depositary Receipts (ADRs), recibos que representam ações da Petrobras listados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). O papel recuou 9,3% no final da tarde desta sexta-feira, uma das maiores quedas dos dia de toda a bolsa norte-americana. O ADR também foi o terceiro papel mais negociados do dia. Bendine é muito próximo ao Partido dos Trabalhadores (PT) e a expectativa dos investidores era por um nome mais “amigável ao mercado”, mais independente, avalia um gestor de um fundo que compra papéis da Petrobras. Para ele, não pode ser descartado o risco de a empresa perder a classificação grau de investimento em ao menos uma das agências de classificação de risco nos próximos meses. Para o gestor de um fundo de hedge, na gestão do Banco do Brasil, Bendine não ofereceu resistência à estratégia do governo de usar os bancos públicos para aumentar o crédito, reduzir os “spreads” e estimular a economia. Por isso, a sensação é que na Petrobras ele também não deve se opor às interferências de Brasília na gestão da companhia. Neste momento turbulento na empresa, que ainda não tem nem balanço auditado e é investigada pela Justiça dos Estados Unidos e do Brasil, o mesmo gestor reforça que o mercado esperava alguém com mais autonomia, que representasse um ruptura com a gestão anterior. Mas Bendine é percebido mais como uma continuidade, disse ele. Ao contrário do Banco do Brasil, em que era funcionário de carreira desde 1982 e conhecia as operações do banco, os investidores ressaltam que outro ponto negativo é que Bendine tem pouco conhecimento técnico do setor de petróleo e gás.

Polícia Federal apreendeu obras de arte, relógios e munição na Operação My Way

A Polícia Federal apreendeu 35 obras de arte, 518 relógios de luxo, cinco veículos de alto valor de mercado, grande quantidade de documentos e notas fiscais e munições na Operação My Way, a nona fase da Lava Jato. Em balanço divulgado nesta sexta-feira, 5, a Polícia Federal informou que até o momento o valor em dinheiro não foi fechado pela instituição financeira que auxilia na contagem. De acordo com a Polícia Federal, todos os mandados de busca e prisão temporária foram cumpridos. Um dos mandados de condução coercitiva, no Rio de Janeiro, não foi cumprido. A pessoa não foi localizada. Na casa de um dos operadores, no Rio de Janeiro, foram encontradas munições. Diante da ausência de autorização legal para a posse dos artefatos, o investigado foi preso em flagrante. Ele foi liberado hoje, após o pagamento de fiança. Na quinta-feira, 5, a Polícia Federal encontrou uma grande quantidade de dinheiro e de objetos de valor na sede da Arxo, empresa fornecedora da Petrobrás investigada pela Operação Lava Jato. Os sócios e o diretor financeiro da empresa tiveram mandados de prisão preventiva expedidos contra eles.

Empresário alvo da My Way presenteou "Silvinho do PT" com Land Rover

O empresário Cesar Oliveira, dono da GDK Engenharia e alvo da Operação My Way, deflagrada pela Polícia Federal na quinta feira, 5, protagonizou um outro capítulo emblemático da política brasileira. Foi ele quem presenteou Silvio José Pereira, o “Silvinho do PT”, com um Land Rover, avaliado em R$ 74 mil, na época (2005). Silvinho exercia, então, o posto de secretário-geral do PT, agremiação que atravessava sua pior crise com o estouro do escândalo do Mensalão do PT. Ele conseguiu o jipão em troca de facilitação para o empresário na Petrobrás. A GDK tem negócios com a petrolífera desde o governo Fernando Henrique Cardoso. A empresa e seu dono foram citados em novembro de 2014 na delação premiada do ex-gerente da Diretoria de Serviços da Petrobrás, Pedro Barusco. Segundo o delator, o dono da GDK, Cesar Roberto Santos Oliveira, “agia como operador no pagamento de propinas” no âmbito da Diretoria de Serviços da estatal. A delação de Barusco deflagrou a Operação My Way, desdobramento da Lava Jato que mira empresas relacionadas com a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobrás. Barusco declarou que Cesar Oliveira “efetuou o repasse” de US$ 200 mil nas contas ‘K’ e ‘T’, no Banco Lombard Odier, na Suíça. Segundo o delator, “foram ajustados pagamentos de propinas sobre cinco contratos (da estatal petrolífera) com algumas exceções, todos da Área de Gás e Energia, no valor aproximado total de R$ 700 milhões de reais”. Esta área de gás e energia da Petrobras teve como dirigentes o trotskista petista Ildo Sauer e a também petista Graça Foster. O ex-gerente afirma que os US$ 200 mil repassados por Cesar Oliveira foram destinados à “Casa”, como Barusco denomina a parceria que ele manteve com o ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque, de quem era braço direito. Ele não soube informar a conta de origem usada por Cesar Oliveira. À Justiça Federal, a Procuradoria da República sustenta que o empresário “também foi responsável por operacionalizar os pagamentos de propinas a Barusco, em decorrência de contratos firmados pela GDK com a Petrobrás”.

O petista Fernando Pimentel diz que ataques ao PT partem de quem quer "a volta da ditadura"

Recebido aos gritos de "Aécio Neves descanse em paz, o Pimentel já libertou Minas Gerais", o governador do Estado, o ex-terrorista desastrado Fernando Pimentel (PT) afirmou em discurso nas comemorações dos 35 anos do PT que os ataques que o partido tem sofrido partem de quem quer "a volta da ditadura". Sem citar em nenhum momento o termo "corrupção", a Operação Lava Jato ou as denúncias de desvios de verbas da Petrobras, o petista afirmou que a história da legenda é marcada por "dificuldades", mas o partido "sempre corrigiu seus erros" e está "no caminho certo". E, sob aplausos, salientou que "nenhum militante tem vergonha de ser do PT". Isso ele não precisava dizer, o Brasil inteiro está ciente. Afinal, o PT é aquele partido em que bandidos, já devidamente condenados, são chamados de "herói do povo brasileiro". Em sua fala, o ex-terrorista desastrado Fernando Pimentel lembrou que foi companheiro de prisão do atual presidente do PT, Rui Falcão, durante o regime militar - também esteve preso com a presidente Dilma Rousseff - e que o presente "nunca foi favorável" para os integrantes do partido. "Sempre foi de dificuldade. Mas nunca deixamos de acreditar no futuro, no amanhã. E por sempre acreditarmos no futuro ele chegou", declarou. Ele foi para a cadeia porque tentou sequestrar o cônsul norte-americano em Porto Alegre. "Temos erros, temos imperfeições, sim, mas sabemos corrigi-los. Então, não tenhamos medo da realidade do momento presente. Enfrentamos a ditadura. Aquilo não era para qualquer um e nós fizemos", salientou o governador. Naturalmente, é um bravateiro, querendo heroicizar a atividade terrorista desastrada de seu passado. E acrescentou que "nenhuma crítica externa vai ser mais severa, mais rigorosa e mais sincera que nossa própria crítica". "Somos um partido que sempre corrigiu seus erros e nunca mudou de lado. Sempre esteve do lado do povo brasileiro. O que não aceitamos são os pré-julgamentos, os pré-conceitos, as denúncias infundadas e o retrocesso político. Querem a volta da ditadura. É isso que está por trás dessa caça às bruxas", concluiu.

Janot vai aos Estados Unidos acompanhado de procuradores da Operação Lava Jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, viaja neste final de semana para os Estados Unidos acompanhado de um grupo de procuradores que atua nos trabalhos de investigação da Operação Lava Jato. Oficialmente, o procurador-geral participará de reuniões com o Banco Mundial, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Agência Federal de Investigação (FBI) e a Organização dos Estados Americanos (OEA). Acompanha Janot na reunião o procurador e secretário de cooperação internacional, Vladimir Aras, que faz parte do grupo montado pelo procurador-geral para auxiliar nos desdobramentos da Lava Jato junto ao Supremo Tribunal Federal. Também viajam aos Estados Unidos no mesmo período dois integrantes da força-tarefa que conduz as investigações no Paraná: Deltan Dallagnol, coordenador dos trabalhos na 1ª instância, e o procurador Carlos Fernando Lima. Os dois, junto com o procurador Marcello Miller, vão participar de reunião técnica com Departamento de Justiça e com a Securities and Exchange Commission (SEC), na qualidade de representante do Ministério Público Federal. A SEC é o órgão que fiscaliza o mercado de capitais americano. A previsão é que o grupo volte ao Brasil na quinta-feira, 12. Em janeiro, uma delegação composta por procuradores da República foi à Suíça para buscar novos documentos ligados ao escândalo de corrupção na Petrobrás. 

Ministério Público e Polícia Federal investigarão empréstimo do Banco do Brasil para a amiga do petista Bendine, a socialite Val Marchiori


O nome escolhido pela presidente Dilma Rousseff para limpar a Petrobras, o presidente do Banco do Brasil, o petista Aldemir Bendine, é alvo de um procedimento de investigação da Procuradoria da República em São Paulo. O Ministério Público Federal informou na tarde desta sexta-feira (6) que determinou à Polícia Federal a instauração de inquérito para averiguar a concessão de empréstimo do Banco do Brasil à socialite Valdirene Marchiori. Val Marchiori, como a socialite é conhecida, é "amiga" de Bendine. A determinação foi feita diretamente à Delefin –Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros. No ano passado, o Banco do Brasil driblou uma série de regras internas para conceder o financiamento de R$ 2,7 milhões para Val Marchiori, a partir de uma linha subsidiada pelo BNDES, com taxa de 4% de juros ao ano – abaixo da inflação. Val Marchiori tinha restrição de crédito por não ter pago empréstimo anterior ao Banco do Brasil e também por não apresentar capacidade financeira para obter o financiamento, segundo documentos internos do Banco do Brasil. Segundo nota divulgada pelo Ministério Público Federal de São Paulo, a Justiça Federal comunicou ao Banco do Brasil nesta semana determinação para que forneça aos procuradores documentos referentes aos empréstimos concedidos à empresária desde 2009. Segundo a nota, em outubro do ano passado o Ministério Público Federal já havia feito o pedido, mas o banco alegou ser necessária uma ordem judicial de quebra de sigilo bancário dos envolvidos para atender à solicitação. "Acionado, o Judiciário afastou essa condição por se tratar de recursos públicos e deu prazo de cinco dias para que o Banco do Brasil disponibilize a documentação". O Ministério Público Federal informou que
  

aguarda o envio do material: "Com a instauração do inquérito, os procuradores requerem à Polícia Federal que aprofunde as investigações, com a coleta de outros elementos probatórios". Val Marchiori, mais conhecida por sua participação no programa de TV "Mulheres Ricas", acompanhou Bendine em duas missões oficiais do banco, uma na Argentina e outra no Rio de Janeiro. Nas duas ocasiões, os dois ficaram hospedados nos mesmos hotéis: primeiro no Alvear, em Buenos Aires, e depois no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Que tal, hein?!!!! O procedimento de investigação contra Bendine foi inicialmente instaurado pelo Ministério Público Federal a partir do depoimento do ex-motorista da Presidência da República, Sebastião Ferreira da Silva. Ferreirinha, como é conhecido, dirigiu para a campanha de Lula em 2002 e depois foi contratado pelo escritório da Presidência em São Paulo, onde ficou por quatro anos. Em seguida, Ferreirinha passou a dirigir para Bendine, no Banco do Brasil, por quase seis anos. Ele disse ao Ministério Público que presenciou Bendine sair de um prédio comercial em São Paulo, ocupado por empresas ligadas ao grupo da TV Record, com uma sacola repleta de maços de notas de R$ 100,00. Também contou que recebeu ordens para fazer diversos pagamentos com altas quantias em dinheiro vivo, sempre entregues a ele dentro do Banco do Brasil, pelo próprio Bendine. Bendine foi autuado pela Receita Federal por não comprovar a origem de aproximadamente R$ 280 mil de seu patrimônio informados em sua declaração do Imposto de Renda. Ele entrou no radar da Receita em 2010, após comprar no interior paulista um apartamento avaliado em R$ 200 mil, pago em dinheiro vivo. Para se livrar da fiscalização do fisco e de futuros questionamentos, pagou o auto sem qualquer questionamento. Como pagou à vista, teve um desconto, tendo desembolsado ao final R$ 122 mil. Ferreirinha disse que buscava a socialite Val Marchiori em diversos locais de São Paulo a pedido de Bendine. "Fui buscar muitas vezes a Val Marchiori", disse ele. A empresa pela qual Marchiori tomou o crédito, a Torke Empreendimentos, apresentou como comprovação de receita a pensão alimentícia de seus dois filhos menores de idade. A Torke não tinha experiência na área de transportes e a atuação da empresa até então estava relacionada à carreira de Val Marchiori na TV. Na condição de administradora com poderes plenos na empresa, Marchiori tinha dívidas antigas com o Banco do Brasil que representavam impedimento para o novo empréstimo. Por isso, foi feita uma "operação customizada", ou seja, uma operação sob medida exclusivamente para a socialite Val Marchiori, para liberar os recursos.

Novo diretor financeiro da Petrobras capta recursos de um dia para outro

Funcionário de carreira do Banco do Brasil, o ex-vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores, Ivan de Souza Monteiro, de 53 anos, é conhecido por viabilizar captações de recursos no Exterior no intervalo de poucas horas. Ele é o novo diretor financeiro da Petrobras. O cargo é chave para enfrentar a atual crise pela qual a petroleira passa. Foi Monteiro quem coordenou as últimas emissões de títulos do Banco do Brasil, incluindo uma de dívida perpétua (que não vence nunca), mesmo durante anos difíceis da crise, como 2009. Em 2010, esteve à frente da capitalização do banco, que levantou R$ 9,6 bilhões com a emissão de novas ações. Essa experiência deverá ser importante para organizar o caixa da Petrobras, que pode ter vencimento antecipado de dívida devido ao atraso na publicação do balanço do terceiro trimestre. Ivan Monteiro também é o executivo destacado pelo Banco do Brasil para falar com investidores internacionais e locais. Era ele quem fazia a apresentação dos resultados trimestrais para o mercado e a imprensa. O executivo, que é engenheiro eletricista de formação, fez MBA em administração no Ibemc e em gestão na PUC do Rio de Janeiro. Entrou no Banco do Brasil em 1983. Foi diretor comercial e assumiu o posto de vice-presidente financeiro em 2009 após a saída de Aldo Mendes, que foi para a seguradora Aliança e depois para a diretoria de Política Monetária do Banco Central.

Três de dez conselheiros da Petrobras votaram contra o petista Aldemir Bendine, o "amigo" da socialite Val Marchiori

O nome de Aldemir Bendine para a presidência da Petrobras não teve aprovação de todos os integrantes do Conselho de Administração da estatal. O placar ficou em 7 votos a favor contra 3 contra. Mauro Cunha, que representa os acionistas donos de ações ordinárias, José Guimarães Monforte, representante dos donos das preferenciais (ambos representam os acionistas minoritários), e Silvio Sinedino, eleito pelos trabalhadores, deram voto contrário à escolha da presidente Dilma Rousseff para o cargo. Dentro do colegiado, apenas esses três membros são considerados independentes pelo mercado. Os votos de todos os dez integrantes do conselho têm o mesmo peso. O nome de Bendine também desagradou o corpo técnico da Petrobras e os investidores. As ações da estatal caíram quase 7%. Para o mercado, a indicação do ex-presidente do Banco do Brasil, "amigo íntimo" da socialite Val Marchiori, significa que o governo vai continuar interferindo diretamente na gestão da estatal. Além disso, o executivo tem sua credibilidade questionada por conta de pendências com a Receita Federal, acusações de um ex-motorista e um empréstimo nebuloso para a socialite Val Marchiori. O governo federal é o acionista controlador da estatal. Presidido pelo ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, o conselho é formado em sua maioria por nomes indicados pelo governo. Os outros sete membros são: os ex-ministros Guido Mantega e Miriam Belchior; o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann; o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que chegou a ser cotado para o cargo; o general Francisco Roberto de Albuquerque; o vice-presidente da Fundação Getulio Vargas, Sérgio Quintella; além da agora ex-presidente da Petrobras, Graça Foster, que cedeu sua vaga para Bendine no colegiado. Os quatro primeiros sempre votam "em bloco". Na última reunião, que avaliou o balanço da Petrobras, Quintella e Graça divergiram do "bloco" em relação à divulgação dos R$ 88,6 bilhões de sobrevalorização dos ativos da Petrobras. A publicação do número irritou Dilma e a levou a aceitar a entrega do cargo feita pela petista Graça Foster, a quarta desde dezembro. Conforme informou a Petrobras, o nome do ex-presidente do Banco do Brasil para presidir a empresa foi eleito "por maioria" do conselho. O conselheiro Mauro Cunha, que raramente comenta publicamente a respeito da Petrobras, divulgou nota, no fim da tarde, em que considerou a eleição de Bendine "mais um episódio de desrespeito ao Conselho de Administração". Afirmou, ainda, que "o controlador mais uma vez impôs sua vontade sobre os interesses da Petrobras". "Os conselheiros tomaram conhecimento do nome do novo Presidente da Companhia pela imprensa, antes do assunto ser discutido. Eu gostaria de dizer em público as verdades que pus em ata, mas correria o risco de sofrer retaliações, como já sofri no passado", disse. Afirmou, ainda, que foram ignorados "os apelos de investidores de longo prazo". "Como diz o Fato Relevante, a decisão foi por maioria, e não por unanimidade - de onde se pode concluir a posição desde conselheiro". Também em nota, Sinedino criticou o nome imposto pelo governo. "As indicações por partidos políticos, como a Polícia Federal e a Justiça vêm demonstrando, acabam cobrando um alto preço em corrupção e malfeitos". Ele chegou a sugerir na reunião do conselho que a diretoria da Petrobras fosse escolhida pelo governo federal entre uma lista triplice apresentada pelos trabalhadores. Mas a proposta, elaborada em conjunto com as associações sindicais do setor, não prosperou. Era só o que faltava, eleger uma diretoria formada por funcionários petralhas. A eleição dos demais membros da diretoria, escolhidos para ocupar os lugares deixados pelos diretores que pediram demissão junto com Graça Foster, também foi "por maioria", e não por unanimidade. Ivan Monteiro, atual vice-presidente de Finanças do Banco do Brasil, será o novo diretor financeiro da Petrobras. O cargo é chave para enfrentar a atual crise pela qual a petroleira passa. O conselho também definiu quem serão os novos diretores da Petrobras que ocuparão o lugar daqueles que renunciaram. Solange da Silva Guedes, atual gerente-executiva de Exploração e Produção Corporativa, será a nova diretora de Exploração e Produção, em substituição a José Miranda Formigli Filho. Jorge Celestino Ramos, atual gerente-executivo de Logística do Abastecimento, ocupará a diretoria de Abastecimento em substituição a José Carlos Cosenza. Hugo Repsold Júnior, gerente-executivo de Gás e Energia Corporativo, será diretor de Gás e Energia em substituição a José Alcides Santoro Martins. Roberto Moro, hoje gerente-executivo de engenharia para Empreendimentos Submarinos, ocupará a diretoria de Engenharia, Tecnologia e Materiais em substituição a José Antônio de Figueiredo. Dentre todos os problemas da Petrobras, o mais urgente nó a ser desfeito pela nova diretoria da Petrobras é a publicação do balanço auditado com o lançamento das perdas decorrentes da corrupção. É crucial para a Petrobras ter o balanço auditado por dois motivos: sem o aval da auditora independente PwC (PricewaterhouseCoopers), a estatal fica em risco iminente de perder o grau de investimento para a sua nota de crédito e pode ter parte de sua dívida cobrada imediatamente, antes do vencimento. No dia 3 deste mês, a agência de risco Moody's deu 30 dias para a estatal publicar os dados, sob o risco de perder a nota de investimento. A Fitch também rebaixou a classificação de risco da Petrobras para o último passo antes de risco especulativo - muitos fundos não aplicam seus recursos em ações e títulos de empresas com essa avaliação. Resumindo: não mudou nada, continua a petralhada mandando na Petrobras. O destino da estatal é trágico.

Vaccari "operacionalizou" propinas par a PT, diz força-tarefa da procuradoria

Em representação protocolada na Operação Lava Jato, o Ministério Público Federal afirmou que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, "foi responsável por operacionalizar o repasse de propinas ao Partido dos Trabalhadores, decorrentes de contratos firmados no âmbito da Petrobras". Ainda segundo os procuradores, Vaccari integrou um grupo de onze "operadores financeiros" que "movimentaram em seu nome e lavaram centenas de milhões de reais em detrimento da Petrobras". A partir do documento, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal conseguiram ordem judicial do juiz federal Sergio Moro para desencadear na quinta-feira (5) a nona fase da Lava Jato, denominada "My Way". Um dos principais elementos para a deflagração da operação foram os depoimentos prestados pelo ex-gerente da área de engenharia da Petrobras, Pedro José Barusco Filho. Mas os procuradores também citaram os depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, segundo os quais Vaccari "era o operador responsável por viabilizar, no interesse do Partido dos Trabalhadores, o repasse de propinas decorrentes de contratos firmados pela Petrobras nos quais havia a participação da Diretoria de Serviços". No despacho que autorizou buscas e apreensões e prisões cautelares, Sergio Moro afirmou: "A palavra de criminosos colaboradores deve ser vista com cuidado. Entretanto, no presente caso, reuniu o Ministério Público Federal um número significativo de documentos que amparam as afirmações acima, a maior parte consistente em documentos e extratos fornecidos pelos criminosos colaboradores". Segundo o Ministério Público Federal, em peça subscrita por nove procuradores da República que integram a força-tarefa da Lava Jato, dez "operadores" representavam interesses de empreiteiras diversas, enquanto Vaccari atuava em favor do PT. Os "operadores", segundo os procuradores, ajudaram a financiar Vaccari e o PT, o ex-gerente Pedro Barusco, o ex-diretor de Serviços, o petista Renato Duque, e o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, dentre outros. Vários desses suspeitos, incluindo Vaccari, foram encaminhados coercitivamente na quinta-feira pela Polícia Federal para prestar depoimento nos autos da "My Way". Para os procuradores, as atividades desse grupo revelam "crimes de cartel, corrupção passiva e ativa, fraude em licitações, contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e/ou documental e organização criminosa". Alguns dos principais "operadores" apontados pelos procuradores são:

- Zwi Skornicki era o "representante oficial" dos estaleiros Keppel Fels e da Floatec, segundo os procuradores, "bem como operador do pagamento de vantagens indevidas no âmbito do estaleiro" de 2003 a 2013. Ele também teria sido "o responsável pela transferência de valores a Barusco, em conta no Banco Delta, na Suíça, bem como ao Partido dos Trabalhadores, mormente por meio de João Vaccari". Segundo o depoimento de Barusco, o pagamento de propina nos contratos da Kepell Fels com a Petrobras atingiu US$ 14 milhões, dos quais US$ 12 milhões "foram transferidos por Zwi Skornicki para conta mantida pelo ex-diretor Renato Duque no Banco Delta". Barusco teria recebido "valores de US$ 4 milhões e US$ 2 milhões, em suas contas 'K' e 'T', no banco Lombard Odier" e no Delta.

- Milton Pascowitch, segundo o Ministério Público, atuou como o "operador financeiro da empresa Engevix e do Estaleiro Rio Grande", fazendo transferências de uma empresa offshore MJP International Group, no banco UBS AG, nos Estados Unidos, para a conta da offshore Aquarius Partners Inc., mantido por Barusco no banco Pictet & Cie. Segundo o Ministério Público Federal, também fez depósitos por meio de contas da offshore Faralon Investing para a offshore Natiras Investments, de Barusco.

- Shinko Nakandakari, de acordo com os procuradores, "atuou em favor das empresas Galvão Engenharia, EIT Engenharia e da Contreiras na operacionalização do pagamento de propinas decorrentes de contratos firmados com a Petrobras". Além disso, segundo depoimento do empreiteiro Erton Fonseca, da Galvão Engenharia, Nakandakari recebeu pagamentos "a título de propina a agentes públicos ligados à Petrobras". Erton anexou ao processo notas fiscais e ordens de pagamento para uma empresa controlada por Nakandakari, a LSFN, registrada em nome de seus filhos, num valor total de R$ 8,8 milhões. Erton disse que Nakandakari falava em nome do ex-diretor Renato Duque.

- Mario Frederico Mendonça Góis, conforme os procuradores, "atuou como operador financeiro em nome de várias empresas e/ou consórcios de empresas contratadas pela Petrobras, notadamente em favor da Andrade Gutierrez, da Mendes Júnior, da Carioca, da Bueno Engenharia, da MPE/EBE, da OAS, da Schahin, da Setal e da UTC". Goes "tratava diretamente" com Pedro Barusco "o pagamento de propinas oriundas de contratos firmados entre a Petrobras e as referidas empresas". Ele entregava a Barusco "mochilas com grandes valores de propina em espécie", que variavam entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. Porém, a "maior parte dos valores operacionalizados por Mario Góis se deu mediante transferências para contas bancárias no Exterior, principalmente para as contas Maranelle e PHAD", mantidas por Gois no Banco Safra na Suíça, e Daydream, Backspin e Doletech Inc., sob controle de Barusco, "totalizando em operações mais de US$ 7,5 milhões".

- Atan de Azevedo Barbosa, segundo o Ministério Público Federal, era "empregado de carreira aposentado da Petrobras, atuou no interesse da empresa Iesa Óleo e Gás como operador financeiro para o pagamento de propinas referentes aos contratos por ela firmados com a estatal". Contudo, de acordo com os procuradores, seu modo de atuação foi diferente do mantido por outros "operadores". Entre outubro de 2008 e abril de 2013, Barusco recebeu de Barbosa um pagamento mensal de US$ 29 mil "em decorrência dos contratos firmados pela Iesa com a Petrobras. Tais pagamentos foram efetuados na conta da offshore Reha Comercial Inc., no banco Safra, na Suíça, a partir da conta da offshore Heatherley Business Ltd., mantida por Atan Barbosa no banco Clariden Leu AG, na Suíça, totalizando aproximadamente US$ 1,97 milhão".

- Bernardo Schiller Freiburghaus, segundo os procuradores, "auxiliou Barusco a remeter às suas contas na Suíça" aproximadamente US$ 2 milhões após a deflagração da Operação Lava Jato. Segundo o Ministério Público Federal, Freiburghaus "representava os bancos PBK, Royal Bank, Pictec e HSBC em um escritório no Brasil, tendo, inclusive, auxiliado Paulo Roberto Costa a abrir contas no exterior".

Outros "operadores" citados pelos procuradores são Cesar Roberto Santos Oliveira, dono da empresa GDK; Guilherme Esteves de Jesus, ligado ao estaleiro Jurong; Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva, que atuava pela Alusa, Rolls Royce e SBM; e Augusto Amorim Costa, que, segundo o Ministério Público Federal, "atuou como operador financeiro no interesse de repasse de propinas pela Queiroz Galvão". Em depoimento à Polícia Federal e em notas à imprensa, Vaccari tem negado qualquer envolvimento com irregularidades e desvios de recursos da Petrobras. Os depoimentos prestados pelos diversos "operadores" à Polícia Federal na quinta-feira ainda não vieram a público.

Chefe da Autoridade Pública Olímpica pede demissão

O general Fernando Azevedo e Silva, presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), estatal responsável pela organização da Olimpíada no Rio em 2016, apresentou à presidente Dilma Rousseff sua carta de demissão nesta sexta-feira (6). Sua saída já era articulada pelo governo. Dilma quer indicar o petista Edinho Silva para o cargo. Ele foi o tesoureiro da campanha eleitoral da presidente em 2014 e termina seu mandato como deputado estadual em São Paulo em fevereiro. Em nota, a Secretaria de Imprensa da Presidência informou sobre a saída do general e relatou que Dilma o agradeceu pela "dedicação e esforços". O general esteve no Palácio do Planalto nesta sexta onde se reuniu com o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil). Ele entregou a carta no gabinete pessoal de Dilma mas não chegou a encontrá-la. A presidente deve encaminhar o nome de Edinho ao Senado nas próximas semanas. A indicação para a Autoridade Olímpica precisa ser aprovada pelos parlamentares. A ideia de nomear o petista partiu da própria Dilma, que quer uma pessoa de seu círculo de confiança para tocar a Olimpíada de 2016. Dilma quer que o petista retome a interlocução com os setores esportivos que a apoiaram na campanha e ficaram insatisfeitos com a nomeação de George Hilton. Edinho tem bom trânsito no meio e intermediou a interlocução com o movimento Bom Senso F.C. A Autoridade Pública Olímpica, criada em 2011, é um consórcio público interfederativo formado pelo governo federal, do Estado e Prefeitura do Rio de Janeiro. A estatal coordena as ações governamentais para o planejamento e a entrega das obras e dos serviços necessários para a realização dos jogos. O primeiro presidente da APO foi o ex-ministro das Cidades, Márcio Fortes, que deixou o cargo no fim de 2013. A entidade será extinta em 2018.

Em aniversário do PT, Rui Falcão acusa mídia de tentar afastar Lula e Dilma

Em discurso para militantes, o presidente do PT, Rui Falcão, defendeu a regulamentação da mídia (é a tão desejada censura petista) e acusou a imprensa de tentar afastar Dilma e Lula. "Passamos esses 35 anos do PT com a militância petista, lado a lado com a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula, nossas duas maiores lideranças que as intrigas da mídia conservadora insistem em afastar", disse em seu discurso. Falcão participa das comemorações do aniversário de 35 anos da fundação do PT, em Belo Horizonte (MG). Falcão exortou os militantes a combater a oposição. "Nas condições atuais, urge conter a ofensiva dos conservadores e da direita – que recrudesceu nas eleições e ganhou fôlego com o apoio da mídia monopolizada e as denúncias de corrupção". Participam do evento a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula X9 (alcaguete que delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"), os governadores eleitos pelo PT e as principais lideranças da sigla na Câmara e no Senado, além de prefeitos, ministros e demais personalidades que auxiliaram na construção da legenda.

Promotores argentinos farão protesto silencioso contra morte de Nisman

Promotores de Justiça da Argentina convocaram uma grande manifestação silenciosa para o próximo dia 18, quando completará um mês da morte do promotor Alberto Nisman. O ato percorrerá cerca de dois quilômetros no Centro de Buenos Aires, entre o Congresso e o edifício em que Nisman trabalhava, em frente à Praça de Maio (onde fica a sede do governo argentino). Os promotores afirmam que o percurso será feito em silêncio, em homenagem ao colega morto. E que não se trata de um protesto contra o governo. "O silêncio significa a paz que necessitam os investigadores para encontrar a verdade", disse o promotor Guillermo Marijuán, que investiga as ameaças feitas contra Nisman quando ele ainda era vivo. Nisman foi encontrado morto no mês passado, um dia antes de apresentar denúncia contra a presidente peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner no Congresso. Ele acusava a presidente, o chanceler Héctor Timerman e aliados políticos de conspirarem para proteger iranianos pelo maior atentado terrorista da história argentina, em 1994, contra a associação judáica Amia (Associacion Mutual Israelita Argentina). Promotores, políticos opositores e funcionários da Justiça vem se queixando da pressão do governo sobre os investigadores, principalmente sobre a promotora Viviana Fein, que apura as circunstâncias da misteriosa morte do promotor. Outro porta-voz da manifestação, o promotor Carlos Stornelli, afirmou que a morte de Nisman é grave e que "pode ser a primeira, mas não a última", referindo-se à insegurança dos investigadores. O ato também terá como bandeira a independência do Poder Judiciário, que neste momento apura outros casos politicamente espinhosos, como o esquema de lavagem de dinheiro feito por empresas da família Kirchner. Na manhã desta sexta-feira (6), o chefe de gabinete da Casa Rosada, Jorge Capitanich, criticou a manifestação e disse que o Judiciário está tentando transferir para outros poderes a culpa por não elucidar os casos. Capitanich negou interferência do Executivo na investigação da morte de Nisman e disse que é a Justiça que tem que esclarecer o que ocorreu. O regime peronista é tremendamente corrupto e agora se verifica que também é criminoso assassino.

Primo de Nelson Jobim foi preso em flagrante na Operação Lava Jato

Ao cumprir um dos mandados de busca e apreensão da nona fase da Operação Lava Jato, a Polícia Federal prendeu em flagrante o funcionário aposentado da Petrobras, Atan de Azevedo Barbosa. Barbosa, que é primo do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, pagou fiança e foi liberado. Durante a diligência, os agentes encontraram munição na residência. Como o aposentado não tinha autorização para portar o material, acabou preso em flagrante. Ele é suspeito de participar do esquema de corrupção na estatal. Os policiais foram cumprir um mandado de busca e apreensão em sua casa, no Rio de Janeiro. De acordo com o Ministério Público Federal, Atan Barbosa intermediava o pagamento de propina entre a construtora Iesa e o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco. Nelson Jobim é o atual coordenador jurídico da defesa das empreiteiras propineiras, papel que era exercido até sua morte pelo advogado petista Marcio Thomaz Bastos.

Em aniversário do PT, Dilma defende punição a indivíduos e não ao partido

Em meio à Operação Lava Jato, a presidente Dilma Rousseff defendeu nesta sexta-feira (6) a Petrobras e, sem citar nomes, disse que quem errou tem que pagar, mas é preciso preservar a história do PT. "Se tiver erro, aqueles que erraram paguem por eles. Mas devemos preservar a história deste partido e dos nossos governos", disse. Dilma participou, junto com o ex-presidente Lula, da festa de 35 anos do PT, em Belo Horizonte. A presidente não fez menção ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, citado na Lava Jato. Ele estava presente no evento. A militantes, a petista disse que o partido tem que ter orgulho e não pode aceitar que "alguns" coloquem a Petrobras como "vergonha". Dilma disse que a Petrobras ganhou um prêmio na terça-feira na área de petróleo da OTC, e que a estatal é estratégica para o País. Ela deve estar catatônica ou com altíssimo grau de autismo.

Ex-gerente Pedro Barusco diz que o petista Renato Duque recebia R$ 50 mil a cada 15 dias

O ex-gerente de Engenharia da Petrobras Pedro José Barusco Filho disse ter pago quinzenalmente R$ 50 mil provenientes de propina ao seu ex-chefe, o então diretor de Engenharia e Serviços, Renato de Souza Duque. A fala ocorreu em 20 de novembro do ano passado, em depoimento que compõe o acordo de delação premiada com o Ministério Público. Barusco relatou que Duque era desorganizado com suas finanças, o que obrigava o ex-gerente a cuidar não só das propinas repassadas a ele próprio, como também às que tinham como destinatário final seu ex-chefe na estatal. O dinheiro era sempre em espécie, ainda de acordo com Barusco, e chegou a ser entregue a Duque na sala que o então diretor ocupava no prédio da Petrobras, no Rio de Janeiro. Em 2011, "desconfortável" por ter que cuidar das contas do petista Renato Duque, Barusco viajou com ele para Paris, onde encontraram um agente brasileiro identificado no depoimento só como "Roberto". O objetivo seria armar um esquema de pagamentos no Exterior. Ambos depositaram ao todo US$ 6 milhões em duas contas designadas por Roberto. Em seguida, conforme Renato Duque relatou a Barusco, o agente não foi mais encontrado –eles dividiram o prejuízo.

Juíza gaúcha cassa os direitos políticos de Ary Vanazzi, o presidente do PT no Rio Grande do Sul


O atual presidente do PT do Rio Grande do Sul, Ary Vannazi, teve seus direitos políticos cassados por cinco anos e foi condenado a devolver R$ 8 milhões aos cofres da prefeitura de São Leopoldo, por ter autorizado 127 despesas e contratações irregulares, despesas e contratações ilegais, além de ter deixado restos a pagar sem dinheiro no caixa, tudo isto ao final do seu mandato, em 2008. A juíza Adriane de Mattos Figueiredo disse que Vannazi violou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele impugnou o valor no mesmo dia, mas a juíza rejeitou a apelação. O líder estadual do PT foi prefeito durante oito anos em São Leopoldo, tendo deixado terra arrasada na prefeitura, e uma herança maldita: R$ 300 milhões em dívidas com o instituto de previdência e R$ 369 milhões em dívidas vencidas. A ação civil pública foi interposta pelo Ministério Público. Vannazi, que responde a outros processos derivados da Operação Cosa Nostra, ainda tem recurso, claro, mas também já está a caminho da condenação como ficha suja. Este sujeito é outro membro desse partido revolucionário trotskista clandestino, a DS (Democracia Socialista), que parasito o corpo do PT e hoje é sua facção mais importante no Brasil inteiro. Sua obsessão é alcançar o poder total. 

Dilma e Lula têm de deixar de lado a covardia e defender a roubalheira de peito aberto. Ou: Coragem, petistas! Ganhem as ruas em defesa do assalto à Petrobras. Não se esqueçam de pedir o apoio de Marcola, do PCC!

Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva são dois covardes. Deveriam ter a coragem de defender, de peito aberto, a roubalheira na Petrobras. Deveriam deixar claro que os “nossos (deles) ladrões” são diferentes dos ladrões dos outros. Deveriam ser didáticos e explicar ao povo brasileiro que, quando o PT assalta os cofres públicos, está fazendo um bem ao País e à humanidade. Mas não! Preferem sair atacando inimigos imaginários. Nesta sexta, o partido fez em Belo Horizonte a festa dos seus 35 anos. Estava todo mundo lá, incluindo João Vaccari Neto. Um mínimo de bom senso, só um pouquinho, recomendaria que, durante o discurso da presidente ao menos, o tesoureiro do partido se retirasse do salão. Mas ele ficou. Todos ali, inclusive Dilma, conhecem o trabalho de Vaccari… Comento primeiro a fala da presidente. Segundo ela, os que erraram têm de pagar. Não me diga! Mas, em seguida, engatou a ladainha habitual: haveria um movimento golpista no País. É mesmo? Onde ele está? Quais são as forças de que dispõe? A que instrumentos recorreria? A quais armas? Não há golpismo nenhum! A presidente está é com medo.

Dilma sabe que a Lei 1.079, que define os crimes de responsabilidade — também chamada de Lei do Impeachment —, está à espreita. A esta altura, se ainda faltam, se é que faltam, evidências da atuação dolosa da presidente no escândalo da Petrobras, a atuação culposa está escancarada. Nesta sexta, publiquei um vídeo de 2009, em que Dilma ataca a criação de uma CPI para investigar a Petrobras e assegura a excelência do sistema contábil da empresa. Como chefe da Casa Civil, ministra do PAC e presidente do Conselho da Petrobras, a sua obrigação funcional era mandar investigar as denúncias, parte delas nascida de relatórios do TCU que apontavam, por exemplo, superfaturamento na refinaria Abreu e Lima. Republico o vídeo:
Não é que Dilma apenas tenha deixado de atuar. Não! Já na Presidência da República, recontratou Nestor Cerveró, que havia deixado a Petrobras. Golpe, minha senhora, foi ter esmagado a CPI em 2009 e, mais duas vezes, em 2014. Para que nada fosse investigado. Golpe é dilapidar o patrimônio do povo brasileiro. Aplicar uma lei democrática é só exercício do estado de direito.
Lula
O falastrão, que andava sumido, deu as caras na festança. Contou, como de hábito, uma mentira clamorosa: disse que o PT está ficando igual aos outros partidos. Errado! Nunca houve nada igual na República. Exercitando um cinismo asqueroso, voltou seu dedo acusador contra a oposição e a imprensa. Disparou: “Não se incomodam com o prejuízo que causaram à Petrobras e ao Brasil. Eles vão prestar contas à história”. Uau! Viram só? Não é seu amigo “Paulinho” (Paulo Roberto Costa) quem causa prejuízo à Petrobras. Não é José Sérgio Gabrielli. Não é Renato Duque. Não é a quadrilha que se instalou na estatal em sua gestão. Segundo o Babalorixá de Banânia, prejudicam a Petrobras os que pretendem que os ladrões sejam enviados à cadeia.
E, ora, ora… Ele expressou a sua indignação com a forma como Vaccari foi levado para depor. Lula continua fiel a esta máxima: “Aos amigos tudo, menos a lei; aos inimigos, nada; nem a lei”. E conclamou que os “companheiros” saiam às ruas. É??? Coragem, petistas! Organizem uma manifestação na Avenida Paulista em defesa dos assaltantes. Convoquem uma passeata em apoio aos bandidos. Não se esqueçam de pedir apoio ao PCC. Se é que o partido do crime aceita se misturar com o partido do crime. Por Reinaldo Azevedo

Conta de luz deve subir, em média, 42% no ano

As tarifas cobradas dos consumidores devem saltar em média 41,6% este ano, segundo estudo feito pela consultoria TR Soluções. A maior alta deve ser a da Cemig, que cobre Minas Gerais (66,7%), seguida pela AES-Sul, responsável pelo interior do Rio Grande do Sul, com projeção de 66,2%. A Eletropaulo (Grande SP), que detém o maior número de consumidores no país, deve repassar 51,5%, e a Light (Grande RJ), segunda maior, 57,6%. Paulo Steele, sócio da TR Soluções e responsável pelo cálculo, afirma que o principal fator de aumento nas tarifas é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo embutido na conta de luz e que, nos últimos dois anos, foi pago em sua maior parte pelo Tesouro Nacional. Sem dinheiro em caixa, a CDE voltará para as tarifas. Segunda proposta da Aneel, a conta precisa arrecadar em 2015 cerca de R$ 21,8 bilhões. É da CDE que saem as indenizações a geradores e transmissores de energia que aceitaram renovar suas concessões em 2012 por meio da medida provisória 579 (que tentou reduziu o custo da energia em 20%), além do pagamento dos empréstimos de R$ 17,8 bilhões contraídos pelas distribuidoras em 2014. Os consumidores de energia do Sul e do Sudeste/Centro-Oeste (que são a mesma região no mapa elétrico) terão aumento mais elevado devido à compra da energia de Itaipu e ao grande volume de energia térmica demandada pelas concessionárias. As distribuidoras do Norte e Nordeste serão o contrapeso, com reajustes na faixa de 20%, baixando a média do país. Essas regiões não compram energia de Itaipu, o que as livra da variação cambial (a energia da usina binacional é calculada em dólar) e do deficit de produção pelo qual passa a geradora. O governo, por meio da Aneel, vem lançando mão de medidas para evitar um reajuste brusco. A principal é a revisão das bandeiras tarifárias, sistema que avisa, na conta de luz, se o preço da energia vai subir naquele mês. A bandeira vermelha deve subir de R$ 30,00 por megawatt-hora (MWh) para R$ 55,00 por megawatt-hora. Outra ação é a aprovação de um reajuste tarifário extraordinário. O objetivo é que as distribuidoras antecipem receitas que só viriam no reajuste tarifário. No entanto, somente o sistema de bandeiras deve produzir um aumento médio adicional de 15% - além dos reajustes definidos individualmente pela Aneel. Atualmente, o adicional médio da bandeira vermelha é 8,3%. Na outra ponta, o governo ampliou de dois para quatro anos o prazo de pagamento dos empréstimos feitos às distribuidoras em 2014. Para Ricardo Savoia, diretor da consultoria Thymos Energia, as medidas não passam de paliativos: "O governo está tentando aliviar o caixa das distribuidoras, mas o custo estrutural do sistema está aumentando". Para a Thymos, só em 2020 a energia voltará ao custo anterior à crise iniciada em 2013.