terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Argentina quer que Estados Unidos usem discussão de acordo nuclear com o Irã para esclarecer ataque de 1994 à AMIA

Em meio à complicada investigação da morte do procurador Alberto Nisman, o governo argentino peronista populista e muito incompetente e muito corrupto teve uma idéia inusitada, idéia mesmo de jerico. O ministro de Relações Exteriores do país, Hector Timerman, divulgou nesta terça-feira (17) uma carta que enviou ao seu colega nos Estados Unidos, John Kerry, pedindo que a investigação do caso Amia seja incluída nas negociações de um acordo nuclear entre Estados Unidos e Irã. Ocorrido há 21 anos, o caso Amia se tornou desde janeiro uma pedra nos sapatos Louboutin da presidente peronista populista Cristina Fernández. Em 1994, um ataque à bomba ao centro judaico Amia, em Buenos Aires, deixou 85 mortos e 300 feridos. De planejamento atribuído a terroristas iranianos, foi o maior atentado sofrido por judeus desde a segunda guerra mundial. Antes de morrer, em 18 de janeiro, Nisman havia preparado acusações formais à presidente de ter aliviado acusações contra o Irã no caso Amia com o objetivo de fechar um acordo comercial trocando grãos argentinos por petróleo iraniano. As acusações foram formalmente apresentadas por seu sucessor.
 

A morte de Nisman chocou a Argentina, a poucos meses de uma eleição presidencial em que Cristina não poderá concorrer e num ambiente econômico à beira da recessão. Dia a dia, aumenta a pressão sobre Fernández para dar um jeito de se livrar do escândalo a tempo de ajudar na campanha de um possível sucessor. A eleição ocorre em outubro. Washington, a 8.400 quilômetros de distância dos problemas políticos internos da Argentina, respondeu que as negociações nucleares se concentram no programa atômico do Irã, um assunto já bastante complexo por si. "A morte do procurador Nisman não deve impedir que a Argentina persiga os responsáveis pelo brutal ataque terrorista", diz a carta enviada pelo Departamento de Estado em resposta ao pedido de Timerman: "Não seria apropriado incluir esse assunto nas negociações nucleares". Na carta enviada a Kerry e em outra, enviada ao ministro das Relações Exteriores de Israel, Timerman declarou que a Argentina tinha "grande preocupação" com a possibilidade de outros países usarem o país como teatro para seus conflitos. Isso é uma flagrante mentira, já que o país tem uma política externa bandida, alinhada com os interesses e estratégias do Foro de São Paulo.

Licitação de lixo contestada leva à cassação do mandato da prefeita de Jales


Em plena terça-feira de Carnaval, a Câmara Municipal de Jales, no interior de São Paulo, decidiu cassar o mandato da prefeita Eunice Mistilides Silva (PTB), a Nice. A sessão durou mais de 24 horas e a cassação foi aprovada por 9 dos 10 parlamentares da cidade. Segundo os vereadores, a prefeita foi cassada por suspeitas de irregularidades na contratação da empresa de coleta de lixo. Nice nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política. Apesar do feriado, várias pessoas acompanharam a sessão que varou a madrugada. No final da votação, o vice-prefeito, Pedro Callado (PSDB), assumiu o cargo e foi ovacionado pelos parlamentares que fazem oposição, de partidos como PT, DEM, PDT, PSB e PSD. Em nota, a prefeita afirma que as irregularidades administrativas apontadas pela Comissão Processante foram sanadas e que não teria havido desvios de recursos ou apropriação indevida. "Nice está pagando pelo pecado de ser uma mulher simples que sofre pela irresponsabilidade política de um grupo que, aparentemente, não visa o bem-estar da população", disse a nota oficial da prefeitura. Nice foi eleita pela primeira vez em 2012 e obteve 13.513 votos. Só para variar, de novo está a corrupção do lixo na origem do problema político. 

Vergonhosa investigação na cena da morte do promotor Alberto Nisman, na Argentina


Uma nova testemunha do caso que apura a morte do promotor argentino Alberto Nisman apareceu nesta terça-feira (17). Natalia Fernández, de 26 anos, trabalha em um restaurante perto do prédio de Nisman, que foi encontrado morto em seu apartamento há um mês. Natalia Fernández afirmou que, na noite de domingo (18 de janeiro), autoridades judiciais a convocaram para ser testemunha do que havia ocorrido em um apartamento próximo dali. Ela disse, em entrevista ao jornal "Clarín", que foi levada ao apartamento de Nisman e que ficou ali durante sete horas. Na entrevista, Natalia Fernández conta que a promotora Viviana Fein segurava uma bolsinha com cinco cápsulas de bala na mão. A informação oficial é de que a arma que atingiu Alberto Nisman fez apenas um disparo naquela noite. Natalia Fernández narrou ao jornal o que afirma ter visto no apartamento naquela noite. Segundo ela, logo após chegar, duas pessoas saíram carregando o corpo de Alberto Nisman. Passaram-se uns minutos e voltaram, dizendo que tinham se equivocado sobre o caminho e rindo. Durante o tempo em que permaneceu no apartamento, Natalia Fernández disse que usou o banheiro sem que ninguém se preocupasse se teria provas no local. E que lhe ofereceram café da cafeteira da casa do promotor, próxima à mesa onde estavam os papéis da denúncia de Alberto Nisman. A testemunha afirmou ainda que os funcionários mexeram nos documentos do promotor. "Eles tomavam chimarrão e pediam medialunas (croissants). Tocavam em tudo. Havia umas 50 pessoas ali. A promotora (Viviana Fein) perguntava: paramos por agora e continuamos amanhã?", descreveu Natalia Fernández ao "Clarín". A jovem disse ainda que peritos com traje especial levavam o celular do promotor, mas que em seguida uma agente, sem nenhuma proteção, pegou o aparelho para atender a uma chamada. "Eu mesma disse a ela 'não toque, é o telefone do cara que mataram'", contou. Natalia Fernández tem uma foto, que tirou do celular, como "prova" de sua presença no local como testemunha. Ela também fotografou um documento em que aparentemente é citada como testemunha. A jovem disse que não leu os documentos que assinou. O "Clarín" publicou o que seria o testemunho, onde se pode ler "morte duvidosa" e "Viviana Fein". Após a divulgação da reportagem do "Clarín", Viviana Fein concedeu entrevista por telefone ao canal de TV TN, nesta terça-feira (17). Fein desmentiu as afirmações de Natalia Fernández, classificando-as de "fantasiosas" e de "vergonha". Ela afirmou que havia apenas uma cápsula de bala no local e que no tambor da arma havia quatro balas. A promotora disse que não se lembra da jovem, mas não negou que ela estivesse no local. "Ela está mentindo, o que diz não é reprodução do que ocorreu (naquela noite)", afirmou, acrescentando que Fernández terá que responder pelo que disse. A jovem disse que decidiu expor o que havia ocorrido naquela noite porque ficou com medo. Depois daquele dia, ela disse que um homem a procurou e perguntou se era ela a testemunha do caso Alberto Nisman. Natalia Fernández contou ainda que recebeu ligações de uma outra pessoa oferecendo proteção. Em troca, deveria contar tudo o que sabia. Nesta terça-feira (17), a jovem confirmou o que havia contado ao jornal. Disse que estava com medo e pediu proteção judicial.

Mercado começa a precificar fragilidade política do governo


O mercado financeiro avalia o Brasil sob diversas óticas. As principais são os fundamentos econômicos, como a inflação e as contas públicas, os aspectos regulatórios, que envolvem as votações no Congresso Nacional, e a situação política. Este terceiro era o grande diferencial entre o Brasil e a maior parte dos países emergentes. A democracia brasileira era vista como mais sólida que a de muitas nações poderosas, como China, Índia e Rússia. Essa característica fazia com que os investidores desconsiderassem, de certa forma, pontos negativos, como a enorme burocracia, na hora de aportar seus recursos por aqui. As coisas, no entanto, começaram a mudar. Análises recentes feitas por consultorias e bancos de investimento começam a precificar o que, no jargão dos analistas de mercado, é chamado de 'risco político'. Essa avaliação leva em conta, inclusive, a possibilidade, ainda que remota, de impeachment da presidente Dilma. Na última semana, a consultoria Eurasia publicou um relatório em que revisa para baixo suas perspectivas para a economia brasileira. O curioso é que o documento passa a considerar probabilidade de impeachment da presidente. Segundo a Eurasia, o risco está em 20%, o que é considerado baixo. O problema é que pela primeira vez os cálculos da consultoria passam a levar em conta esse tipo de hipótese. "A grande lição do segundo mandato de Dilma Rousseff é a piora das condições econômicas e políticas. As medidas adotadas terão de ser mais construtivas. E esse processo deve ser mais complicado e permeado de riscos do que se antecipava meses atrás", afirmam os economistas Chris Garman, João Augusto de Castro Neves e Cameron Combs, em relatório. O cenário político vinha sendo acompanhado com atenção pelas principais consultorias econômicas do mundo desde que teve início o pleito eleitoral, em 2014. Cenários eram traçados para a hipótese de vitória de Dilma, Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), e o mercado costumava oscilar ao sabor das pesquisas de voto. Sempre que a presidente petista melhorava nas sondagens, a Bolsa de Valores despencava, num recado claro de que os investidores pediam mudança. Tal volatilidade fez com que a Bovespa se tornasse palco de especulação financeira, que não se arrefeceu conforme o pleito foi decidido. Parte da volatilidade atual se deve, em especial, às ações da Petrobras, que têm o maior peso no Ibovespa, e é alvo de uma série de acusações depois que seus ex-diretores foram envolvidos na Operação Lava Jato. A diferença, agora, é que o mercado começa a vislumbrar a possibilidade (remota) de a presidente ser tirada do cargo pelo Congresso Nacional. O jornal Financial Times afirmou, em reportagem, que parte da forte valorização do dólar ante o real, que se viu na última semana (a moeda chegou perto de 2,90 reais), se deve ao fato de os investidores começarem a precificar o risco de impeachment. "Esse risco é baixo, mas pode aumentar. Há ainda os problemas na Petrobras e as tensões no Congresso que podem colocar em xeque a maior parte das reformas que precisam ser feitas na economia", afirma Robert Wood, da Economist Intelligence Unit (EIU). A presidente Dilma precisará de apoio no Congresso para conseguir aprovar as medidas de ajuste fiscal e o aperto das regras trabalhistas que permitam que o governo economize cerca de 66 bilhões de reais este ano para cumprir a meta fiscal. O novo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), desafeto de Dilma, já sinalizou que vai se mobilizar para vetar as perdas de conquistas trabalhistas. Diante da escandalosa mobilização do Palácio do Planalto para minar sua eleição, ganhar o apoio do parlamentar para aprovar medidas impopulares implicará em melhora drástica da articulação política — mudança que, até o momento, não é perceptível. "A dificuldade que o governo terá em conseguir apoio assusta o investidor porque ele vê sinais fracos de mudança na parte fiscal. Além disso, temos a expectativa de crescimento baixo no Brasil. É uma combinação bem adversa", afirma Silvio Campos Neto, economista-sênior da consultoria Tendências. Ainda que a instabilidade política tenha entrado de vez no radar do mercado, o País está longe de ser colocado no mesmo grupo que Venezuela e Argentina. "O problema é que nos distanciamos cada vez mais de Peru e Colômbia", afirma Sérgio Vale, da MB Associados. Diz o economista que, nos tempos do ex-presidente Lula, o mercado entendeu que o comportamento da esquerda no governo seria racional. "A esquerda que veio na sequência na figura da presidente Dilma foi para o lado oposto. Hoje, temos um Frankenstein econômico. A presidente parece ainda não se decidir sobre o que quer fazer em momentos de crise como esse, como souberam Fernando Henrique Cardoso em 99 e Lula em 2003", afirma.

Ferrari apresenta desenho de carro-conceito para Fórmula 1 do futuro


A Ferrari divulgou nesta terça-feira o protótipo de um carro-conceito para a Fórmula 1 com visual futurístico, duas asas frontais, chassi desenhado e traseira larga. O protótipo ilustra as mudanças nas regras da categoria que a equipe de Maranello defende. As fotos do projeto F1 Concept podem ser vistas no site da montadora italiana. O carro foi criado pela Ferrari em trabalho conjunto de seu setor de design e o departamento de aerodinâmica da equipe de Fórmula 1. A principal novidade na Ferrari é a asa dianteira dupla e o formato mais circular do bico e do cockpit. A divulgação do protótipo é, também, uma novidade, já que esses modelos geralmente ficam sob sigilo até a sua aprovação. Uma possível explicação: pressionar os dirigentes da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que estão em Genebra para votar mudanças nas regras da Fórmula 1 para as próximas temporadas. No site oficial, a Ferrari pergunta se "é possível ter um carro de Fórmula 1 que não seja somente tecnologicamente avançado, mas cativante aos olhos e com visual agressivo? E isso poderia ser feito sem uma mudança radical nas atuais regras técnicas?" A temporada 2015 da F1 começa em março e terá 19 provas, a primeira delas na Austrália. Interlagos será a penúltima corrida, em novembro.

Os progressistas do xixi, do cocô, do vômito e das drogas adoram a cidade inventada por Fernando Haddad, este flagelo que se abateu sobre São Paulo. Em 2016, ele concorre à reeleição, tendo Chalita como vice. Quer dizer: pode piorar!

O prefeito Fernando Haddad concedeu na semana passada uma entrevista ao “Jornal da Manhã”, da Jovem Pan. Tomou uma surra de Marco Antonio Villa. Não conseguiu responder a uma só questão de modo objetivo. Jogava todos os embates para o terreno ideológico: ele seria o “progressista”, e Villa, o “reacionário”; ele seria “o bem”, e o interlocutor, “o mal”: uma trapaça tipicamente petista. Mas o prefeito dispõe de algo que falta a seu interlocutor: uma equipe de comunicação organizada para distorcer a verdade e puxa-sacos financiados, encarregados de repetir uma mentira para ver se ela passa por verdade. Espalharam a versão, falsa como a cidade que Haddad anuncia em seu discurso, de que o prefeito foi o grande vencedor de um confronto que não existiu. Como se sabe, o político é ele — logo, quer é a versão; ao outro, só interessavam os fatos, que o prefeito fez questão de ignorar. E é de fatos que trato aqui.

Na madrugada desta terça, a Polícia Militar teve de recorrer a bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo para dispersar ditos foliões que se reuniam na Vila Madalena. Foi Haddad quem transformou o bairro num mijódromo a céu aberto, num vomitódromo a céu aberto, num cagódromo a céu aberto, num motel a céu aberto, numa área livre — mais uma! — para o consumo de todas as drogas ilícitas, vendidas abertamente e aos brados.
Os moradores do bairro que se danem. Os pagadores de IPTU que se danem. Os cidadãos que se danem. As maiorias que se danem. Afinal, como Haddad fez questão de deixar claro a Villa, ele é um homem “moderno”, e quem se importa com direitos individuais, com Constituição, com Código Penal, com o mínimo necessário de ordem para manter a civilidade é só um reacionário.
No dia 9, relatei no programa “Os Pingos nos Is” (link aqui), na Jovem Pan, o que eu havia constatado numa visita que fiz a amigos na Vila Madalena. Reproduzo um trecho da minha fala:
“Em frente à casa desse meu amigo, havia fezes, urina, vômito, tocos de cigarro de maconha, latinhas queimadas por uso de crack… Ninguém gosta daquela festa à porta da sua casa. E aí é que começa a civilização. Não existe civilização sem reconhecer a existência do outro. Se você não quer ninguém fazendo xixi na porta de sua casa, não faça xixi na porta da casa alheia. Se você não quer ninguém vomitando na porta de sua casa, não vomite na porta da casa alheia. Se o poder público promove uma coisa dessas, como o sr. Haddad está promovendo, para dar uma de moderninho, é preciso cobrar dele a responsabilidade. Aliás, as pessoas já estão cobrando: nota dele [no Datafolha]: 4,2%; rejeição: 44%. O problema é o cara abraçar uma pauta sem olhar a cidade real”.
Pois é…
No dia 2 de julho do ano passado, durante a Copa do Mundo, escrevi neste blogum post cujo título era este: “A Vila Madalena se transformou na Cracolândia dos descolados”.
Vila Madalena 1
Lia-se lá:
Na Cracolândia, não valem as leis do Código Penal. Na Vila Madalena, também não.
Na Cracolândia, não vale a Lei Antidrogas. Na Vila Madalena, também não.
Na Cracolândia, o Artigo 5º da Constituição, que assegura direitos fundamentais — entre eles, o de ir e vir — não tem vigência. Na Vila Madalena, também não.
Na Cracolândia, os moradores reais da região não têm como reivindicar seus direitos. Na Vila Madalena, também não.
Na Cracolândia, tudo é permitido, menos cumprir a lei. Na Vila Madalena, também.
Na Cracolândia, os proprietários viram o seu patrimônio virar pó; na Vila Madalena, também.
Na Cracolândia, a via pública serve de banheiro ou de motel. Na Vila Madalena, também.
Então qual é a diferença entre a Cracolândia e a Vila Madalena: o preço que se paga para frequentar uma e outra; o estrato social de seus frequentadores; os produtos que se vendem nas ruas.
(…)
No dia 10 de julho, voltei ao tema:
Vilma Madalena 2
Muito bem! Na madrugada desta terça, quando a brigada da limpeza chegava para maquiar o desastre — sim, maquiar, porque o grosso da sujeira fica lá; é impossível removê-la rapidamente —, foi recebida com hostilidade por vagabundos disfarçados de foliões. A Polícia Militar foi atacada com garrafas e teve de revidar. Pessoas se feriram, inclusive um policial.
A culpa é de Fernando Haddad, é claro! Angelo Filardo, subprefeito de Pinheiros, admitiu que a coisa saiu do controle — ah, não me digam! E afirma: “O bairro não comporta esse tamanho de evento. Precisamos, a médio prazo, desmontar essa bomba”. A médio prazo???
A imprensa é condescendente com a desordem. Na Folha, leio o seguinte título: “Popularização da Vila Madalena gera rixa entre moradores e antigos foliões”. Como??? Popularização? Quer dizer que “povo” é aquilo que faz xixi, vomita e caga na rua? “Povo” é aquilo que não respeita o pactuado? Que não segue as regras mínimas da civilização? Leio na reportagem: “Nesta segunda-feira (16), seis universitários saíram de São Bernardo do Campo, na Grande SP, levando um megacooler com 600 cervejas e uma caixa de som potente. (…) um casal que mora a uma quadra dali passa. O homem aponta para a caixa de som. ‘Você não mora aqui, mora?’, pergunta a um dos estudantes. ‘Pois é, tem gente que mora, e esse barulho incomoda. Vocês podiam ir para outro lugar.’”
E segue a reportagem:
“Os meninos abaixam o volume, e o casal vai embora. Minutos depois, o som volta a tocar no volume inicial.”
Como? “Meninos”??? Universitários saídos de São Bernardo com um megacooler com 600 cervejas??? Meninos??? Cá para mim, eu reservaria a palavra “meninos” para, sei lá, “Os Meninos Cantores de Viena”.
Na reportagem da Folha, aliás, um testemunho resume o tamanho do problema. Diz uma tal Bárbara que a turma vai pra lá porque é onde “tem mais muvuca, além de bastante polícia”Vale dizer: o poder público foi sequestrado e posto a serviço de quem transgride a lei. Se a Polícia Militar cumpre a sua função, aparece no noticiário como aquela que espanca os “Meninos Cantores de Viena”.
Por que o Ministério Público não fez nada até agora? Não sei! Falta de vergonha? Falta de espírito público? Falta de isenção? Sugiro aos moradores da Vila Madalena que consultem seus advogados e acionem a Prefeitura. O poder público não tem o direito de tirar o seu sossego, de cassar suas prerrogativas, de promover a depredação e a desvalorização do seu patrimônio, de incentivar o desrespeito ao Código Penal, de rasgar a Constituição.
Eis aí a cidade administrada pelo “moderno” Fernando Haddad. Segundo ele, quem não gosta de sua gestão são os reacionários. Os progressistas do xixi, do vômito, das fezes e das drogas adoram a sua obra.
Em 2016, Haddad concorre à reeleição — provavelmente com Gabriel Chalita como vice. Caso reeleito, em 2018, haverá folião fazendo cocô na sua sala, leitor. E você fará o quê? Sei lá… Pode abrir um dos livros de autoajuda de Chalita. Afinal, você tem o direito de fazer cocô na própria sala. Por Reinaldo Azevedo

FORTUNATI CONFIRMA A DEMISSÃO DE CASARTELLI COM DOIS ANOS DE ATRASO, E SUJEITANDO-SE ÀS COBRANÇAS DO PT; ELE É REFÉM DO PETISMO

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), confirmou, na tarde desta terça-feira (17), que Carlos Henrique Casartelli (PTB) deixará a Secretaria Municipal da Saúde. Segundo ele, o pedido de demissão foi do próprio secretário, apresentado ainda em novembro. No entanto, Casartelli teria aceito pedido para permanecer à frente da pasta. "Sou a favor do debate interno com toda a radicalidade, mas isso não pode aparecer publicamente. A partir do momento em que isso acontece, eu resolvi aceitar o pedido de demissão", relata, comentando sobre as críticas públicas realizadas por Casartelli nas redes sociais referentes a cortes de recursos para a Saúde. “Estou conversando com diversas pessoas, mas ainda não tomei a decisão”, relata, descartando o nome do vereador e médico Thiago Duarte (PDT), também funcionário municipal como Casartelli, que já manifestou desejo de assumir a Secretaria. Na segunda-feira (16), Casartelli usou seu perfil no Twitter para criticar a demora dos repasses da Secretaria Municipal da Fazenda para o custeio do dia a dia da sua pasta. Ele citou, principalmente, a compra de material e a contratação de pessoal. Reclamou que o trâmite é muito demorado e atrasa o funcionamento da secretaria. Casartelli, evidentemente, sacou que estava sendo intensamente boicotado pelo secretário da Fazenda, que é do PT, e denunciou que, para a Procempa, que também é do PT, estavam sendo liberados recursos para programas na área de saúde. Resumindo, sentindo a fritura, Casartelli apontou o PT, e armou a sua saída. De fato, desde o ano passado, José Fortunati tornou-se um refém do petismo em sua administração. Entregou a Secretaria da Fazenda e a Procempa para o petismo. Não será de estranhar se agora não entregar também a Secretaria da Saúde para o PT. Fortunati é um zumbi do PT na prefeitura de Porto Alegre. Ele se entregou ao petismo para não ter sua administração arrasada pelas denúncias. Fortunati só é grande no tamanho, mas é nanico politicamente. Não resiste a pressão.

Indonésia adia execução de brasileiro e mais sete condenados por tráfico


A Indonésia adiou a transferência de oito condenados à morte por tráfico de drogas para uma prisão insular, onde serão executados. Entre eles está o brasileiro Rodrigo Gularte. A medida foi adotada em razão de problemas técnicos e também para permitir que dois condenados australianos possam passar mais tempo com suas famílias, informou um funcionário do governo nesta terça-feira. Gularte foi preso em julho de 2004, quando tentava entrar na Indonésia com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe. Os australianos Andrew Chan e Myuran Sukumaranm lideravam um grupo de nove pessoas detidas em 2005 por tentar levar 8,3 quilos de heroína da ilha de Bali para a Austrália. Na segunda-feira, autoridades disseram que todos os detentos seriam transferidos nesta semana para a prisão Nusa Kambangan, nas proximidades da ilha de Java, onde seriam executados. Mas o porta-voz da promotoria geral, Tony Spontana, declarou nesta terça-feira que após uma vistoria foi verificado que a ilha não estava pronta para a realização das execuções. Segundo ele, os detentos serão transferidos depois que as instalações estiverem prontas, mas não disse quanto tempo isso vai levar. Spontana afirmou que "o plano de execução ainda está no cronograma", já que os pedidos de apelação dos presos foram rejeitados. "A alteração foi na data da transferência, que deveria acontecer nesta semana", disse ele, acrescentando que funcionários de Nusa Kambangan sugeriram que os condenados sejam transferidos para o local três dias antes da execução. O adiamento foi também uma resposta aos pedidos do governo australiano para permitir que Chan, de 31 anos, e Sukumaran, de 33 anos, passem mais tempo com suas famílias antes de serem transferidos, informou Spontana. Os dois estão presos em Bali. O presidente indonésio Joko "Jokowi'' Widodo rejeitou os apelos de clemência do governo australiano e prometeu não comutar nenhuma das sentenças dos condenados porque a Indonésia passar por uma "emergência relativa às drogas". No caso do brasileiro, a família tenta suspender sua execução com um laudo que atesta que ele tem esquizofrenia. Os demais presos que serão executados são um indonésio e cidadãos da França, Gana, Nigéria, além de uma mulher filipina. Em janeiro, a Indonésia executou seis condenados por fuzilamento em Nusa Kambangan, entre eles o brasileiro Marco Archer, de 53 anos. Há 133 pessoas no corredor da morte no país – 57 por crimes relacionados às drogas e duas por terrorismo.

Delator Barusco usou mesmo esquema do bandido petista mensaleiro José Dirceu para abrir empresas offshores no Panamá


Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, utilizou o mesmo procedimento do ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu, condenado no processo do Mensalão do PT, para abrir em 2008 duas offshores no Panamá que movimentaram US$ 21,4 milhões do esquema de corrupção na estatal. A Pexo Corporation e a Rhea Comercial Inc. foram criadas a pedido do delator Pedro Barusco pelo escritório de advocacia Morgan y Morgan, que constituiu no mesmo ano uma filial da consultoria do ex-ministro no Panamá. Uma offshore instituída pelo Morgan y Morgan também constava como sócia majoritária do hotel Saint Peter, que ofereceu no fim de 2013 emprego ao bandido petista mensaleiro José Dirceu na sua primeira tentativa de migrar para o regime semiaberto. No hotel, o ex-ministro trabalharia como gerente, com salário de R$ 20 mil. O bandido petista mensaleiro José Dirceu desistiu do emprego após o Jornal Nacional, da TV Globo, revelar que o presidente da offshore era Jose Eugenio Silva Ritter, um laranja do escritório que morava na periferia do Panamá e tinha centenas de empresas abertas em seu nome. Documentos mostram que Ritter consta como signatário da constituição das duas offshores que Barusco confessou serem suas em delação premiada. Na delação premiada, o delator Pedro Barusco contou aos investigadores que a Rhea Comercial acumulou de 2008 a março de 2014, US$ 14,2 milhões. Conforme documentos do registro oficial do Panamá, a empresa continua ativa. Já a Pexo Corporation foi fechada em abril de 2014. Enquanto permaneceu em funcionamento, Barusco contou aos investigadores que abriu uma conta no Banco Safra, com US$ 7,2 milhões em nome dessa offshore. Em valores atualizados, pelo dólar de ontem, as duas empresas de Barusco movimentaram R$ 60,1 milhões no período de seis anos. Nos depoimentos de delação premiada, Barusco não citou a coincidência de abertura de suas offshores pelo mesmo escritório usado pelo bandido petista mensaleiro José Dirceu. O nome do ex-ministro foi mencionado por outro delator do esquema, o doleiro Alberto Youssef, que o acusou em depoimento de ser o intermediário do PT no recebimento de propina de empresas do esquema da Lava Jato. 

Joaquim Barbosa volta ao Twitter, e diz que é um cidadão livre, pronto a opinar


O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, recorreu novamente à sua conta na rede social Twitter para se defender das reações às suas recentes postagens, em que sugeriu a demissão do ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo. Barbosa disse que hoje é um cidadão livre e que seus críticos “fingem” não saber disso. “Cidadão livre”: livre das amarras do cargo público. Cidadão na plenitude dos seus direitos, pronto para opinar sobre as questões da ‘Pólis’”, afirmou ele, há pouco, em seu perfil no Twitter. Joaquim Barbosa, que se aposentou antecipadamente do STF em julho último, citou ainda a expressão “plumes-à-gage”, que, em tradução aproximada, indica quem escreve a serviço de alguém, para se referir aos “furiosos” com os seus comentários e sugeriu a eles “serem livres!”. “Às ‘plumes-à-gage’ furiosas com meus comentários: experimentem ser livres! Sei que isso seria extremamente penoso e “custoso” para vocês”, afirmou ele. Na madrugada de hoje, Joaquim Barbosa já tinha se manifestado sobre a relação entre advogados e políticos. Ele defendeu o fato de advogados em processos criminais recorrerem ao juiz quando identificarem “excessos/deslizes” da polícia. “Nunca a políticos!”, disse o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal. Joaquim Barbosa afirmou que os que recorrem à política para solucionar questões relacionadas ao âmbito jurídico não buscam a justiça. “Buscam corrompê-la. É tão simples assim”, acrescentou. As críticas a advogados de defesa que recorrem a políticos foram feitas três dias após Joaquim Barbosa defender a demissão do "porquinho" petista Eduardo Cardozo. “Nós, brasileiros honestos, temos o direito e o dever de exigir que a presidente Dilma demita imediatamente o Ministro da Justiça”, escreveu ele. As declarações do jurista se dão em meio a informações divulgadas pela revista Veja de que o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo se encontrou com advogados que defendem empresários envolvidos no esquema de desvio de recursos da Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato, o Petrolão do PT. As reuniões não foram divulgadas na agenda oficial do ministro, o que levou a oposição a criticar a falta de transparência do "porquinho" petista José Eduardo Cardozo na condução dos encontros.