terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Governo Dilma teme contágio após rebaixamento da nota da Petrobras

O rebaixamento da nota de crédito da Petrobras pela Moody's fez o governo Dilma Rousseff temer que outras agências internacionais de classificação de risco sigam o mesmo caminho e possam, no futuro, rebaixar a nota do Brasil, tirando o País da seleta lista de destinos seguros para se investir. O receio de contágio foi a primeira reação do Palácio do Planalto ao saber do rebaixamento da nota da petroleira, considerado injusto pela cúpula do Executivo. Segundo auxiliares presidenciais, a situação de caixa da Petrobras é relativamente "tranquila" e a produção da estatal não caiu, o que não justificaria a decisão tomada pela Moody's. Com o rebaixamento, a Petrobras perdeu o chamado "grau de investimento", uma espécie de selo de boa pagadora. A economia brasileira é bastante dependente da Petrobras — nas contas do governo, a cadeia de produção vinculada à companhia supera o equivalente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto). Portanto, nas avaliações internas, uma situação de dificuldade na estatal tem potencial para prejudicar o desempenho nacional. Economistas do mercado financeiro já esperam um ano complicado para o Brasil. Algumas projeções já indicam que a economia brasileira pode encolher em 2015. A Moody's cortou a nota da Petrobras de Baa3 para Ba2 – o que corresponde a perda de dois níveis na escala de notas da agência. Dessa forma, a petroleira, alvo de investigações sobre corrupção, passa para o chamado grau especulativo (com alta probabilidade de calote). A Moody's citou as investigações e o atraso na divulgação do balanço financeiro auditado da estatal entre as justificativas para a sua decisão. Sobre esse último item, o governo pondera que cortar o grau de investimento com base no problema do balanço que ainda não foi auditado foi uma medida drástica, já que a empresa teria o prazo legal até o fim de junho para divulgar seu balanço.

Receita Federal diz que André Vargas declarou à receita valor inferior de imóvel

Um relatório da Receita Federal anexado à Operação Lava Jato apontou que o ex-deputado federal André Vargas (sem partido-PR) ocultou do fisco "o real valor" de uma casa adquirida num condomínio residencial em Londrina (PR) no ano de 2011. A divergência, segundo a Receita Federal, foi de R$ 480 mil. A Receita Federal também concluiu pela "falta de constatação da real fonte de recursos ou origem conhecida" da maior parte do valor pago por Vargas e sua mulher, Eidilaira, pela compra do mesmo imóvel. Segundo a Receita Federal, o petista André Vargas, até o ano passado um dos principais nomes do PT na Câmara, e sua mulher, declararam R$ 500 mil na aquisição do imóvel, mas o vendedor do imóvel, o juiz federal Eduardo Fernando Appio, declarou no seu Imposto de Renda que na verdade vendeu a casa por R$ 980 mil. Em outro ponto do relatório, a Receita Federal levantou dúvidas sobre as receitas obtidas pela empresa de um irmão do petista André Vargas, a LSI Solução em Serviços Empresariais. A firma declarou receita total de R$ 1,49 milhão em 2012, dos quais R$ 1,19 milhão foram declarados como distribuição aos sócios a título de dividendos. A Receita pediu aprofundamento sobre a natureza dos serviços prestados pela empresa.
 

Após a deflagração da Operação Lava Jato, em março de 2014, o petista André Vargas passou a ser investigado por suas ligações com o doleiro Alberto Youssef. Em dezembro de 2014, ele teve seu mandato cassado no plenário da Câmara por quebra de decoro parlamentar. O documento da Receita Federal foi produzido em julho de 2014 e desde então permanecia sob sigilo na Procuradoria Geral da República. Como o petista André Vargas, após ser cassado, perdeu o foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal, os documentos relativos ao ex-parlamentar foram enviados à Justiça Federal do Paraná. Os papéis foram anexados nesta terça-feira (24) aos autos da Lava Jato por determinação do juiz federal Sergio Moro. A casa adquirida pelo petista André Vargas é localizada no condomínio Alphaville Jacarandás de Londrina (PR), com 300 metros de área construída e terreno de 610 metros quadrados. Segundo um acordo assinado entre o juiz e a mulher de André Vargas, pelo imóvel seriam pagos R$ 500 mil até maio de 2011, mais R$ 303,5 mil até novembro do mesmo ano e outros R$ 176,4 mil diretamente à empresa construtora do imóvel. Por meio de documentos encaminhados à Receita Federal, o juiz federal Appio comprovou que os depósitos foram feitos conforme o combinado. Porém, ao entregar a declaração de Imposto de Renda à Receita relativo a 2011, o casal Vargas apontou um valor R$ 480 mil inferior ao apontado pelo juiz. Em carta à Receita Federal, Appio afirmou que Eidilaira apresentou-se, durante toda a negociação, como "empresária e solteira" e seu contato com ela deu-se "através dos corretores envolvidos", pois o juiz residia em Itajaí (SC). Appio revelou ainda que partiu de Eidilaira "a exigência" de que a escritura e o contrato particular de venda "englobasse apenas o valor do bem de raiz", o que excluiu "a comissão do corretor, benfeitorias e os móveis da casa". Conforme o magistrado, a decisão de anotar R$ 500 mil "atendia a legislação brasileira da época" e foi pedida por Eidilaira "para fins de ITBI", referência a uma menor cobrança de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis. O juiz disse que declarou "integralmente o valor do negócio" e se portou "de forma transparente e de boa-fé". A Receita Federal levantou várias dúvidas sobre a origem dos recursos usados pelo petista André Vargas para a compra do imóvel. "Da análise fiscal efetuada não se verifica mínima correspondência de valores a débito das contas do casal comprador André Vargas e sua cônjuge, que sejam compatíveis com o que teria recebido o vendedor do imóvel, exceção apenas possivelmente ao depósito em cheque de R$ 193 mil", concluiu o relatório da Receita Federal. 

Lula X9 diz na cínica manifestação pró-Petrobras que Dilma tem de levantar a cabeça

Em um cínico ato convocado em defesa da Petrobras no Rio de Janeiro, o ex-presidente e alcaguete Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") disse que sua sucessora, Dilma Rousseff, "tem de levantar a cabeça e dizer: Eu ganhei as eleições". Para Lula, "não se pode criminalizar a política". O líder do PT disse que "a elite não se conforma com a ascensão social dos mais pobres" e que "não se pode jogar a Petrobras fora por causa de meia dúzia de pessoas". Lula disse que a Petrobras não é uma questão da "Dilma, mas da Polícia Federal ou da Justiça". Lula criticou ainda a imprensa, o que não é nenhuma novidade em se tratando deste "cachorro" da ditadura militar (na gíria militar, "cachorro" era o delator infiltrado nas organizações esquerdistas, um vulgar informante). "Eu cheguei à Presidência duas vezes sem ela (a imprensa). O papel da imprensa é apenas informar", disse esse gênio das universidades. O X9 é também um grande mentiroso, porque só é o que é porque teve sua mitologia criada pelos vagabundos jornalistas petistas que são mais de 90% nas redações de jornais, rádios, televisões, revistas, assessorias e portais de internet. 


O ato reuniu meia dúzia de políticos, artistas, escritores, jornalistas na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) na noite desta terça-feira (24). Segundo Lula, a oposição está "desaforada": "Não podemos ter vergonha. Temos de ir para as ruas". É de morrer de rir. Por que ele não convoca e lidera manifestações de rua? Vamos lá, valentão, tenta isso aí. O ex-presidente e alcaguete Lula citou ainda casos nos quais as tentativas de "criminalizar a política" resultaram em golpes, como no Egito, na Líbia, na Síria e no Iraque. "É tanta a violência que o povo deve ter saudades do Saddam (Hussein, ex-ditador do Iraque)". Isso é uma grande vigarice, porque o amigão do peito de bandidos era e é ele, como prova sua relação com o ditador da Líbia, Muamar Kadhafi, que acabou empalado no meio da rua. Lula defendeu ainda a reforma política e o financiamento público das campanhas: "O financiamento de empresa privada deveria ser crime inafiançável". Isso é de uma grande canalhice, sendo ele o chefe de um partido que é uma organização criminosa, comandante do maior assalto já realizado no Brasil e no mundo, o Petrolão. O tom das falas anteriores à do ex-presidente foi a de desqualificar as investigações da Operação Lava Jato e a atuação da Justiça. "Punam-se os culpados, mas deixemos a Petrobras em paz", disse Luiz Pinguelli Rosa, físico e diretor da Coppe-UFRJ (Centro de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro). Este sujeito é a prova da liquidação moral da universidade brasileira. O diretor da OAB-RJ, o petista Wadih Damus, disse que a delação premiada usa a estratégia "do medo e da intimidação" para obter depoimentos, comparando o instrumento à tortura. Isso é o que é um representante da OAB atualmente, organização ventríloqua do PT. Ele criticou ainda a ação do juiz Sergio Moro e dos promotores do caso: "O que vemos é a instituição da presunção de culpa e o recurso penal do espetáculo". Na platéia do auditório da ABI, estavam ainda o cineasta Luiz Carlos Barreto e sua mulher e produtora Lucy, exemplares típicos da cultura brasileira, que só vive de dinheiro público. 

Governo petista de Dilma Rousseff ganha tempo para negociar votação de vetos no Congresso

Um embate entre a oposição e o comando do Congresso adiou na noite desta terça-feira (24) a análise de vetos presidenciais incômodos ao Palácio do Planalto. Com isso, o governo ganhou mais uma semana para negociar com a base governistas e impedir o avanço de propostas com impactos financeiros. A discussão foi motivada pelo projeto que altera as regras de votação de vetos presidenciais, que passa a adotar um sistema eletrônico. Congressistas da oposição defendem a discussão individual dos destaques apresentados aos vetos com regras para a quantidade de mudanças e tempo de discussão para cada uma. "O objetivo não é criar discussões infinitas mas também não é acabar com elas. Queremos um meio termo no debate e por isso decidimos adiar a modificação, o que foi aceito pelo relator", afirmou o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB). Sem consenso, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que estava na presidência dos trabalhos, encerrou a sessão e marcou uma nova para terça-feira. O desentendimento favorece o Planalto que articulou durante o dia para impedir uma nova derrota imposta por sua base aliada. Havia a ameaça de derrubada de vetos de Dilma que afetam diretamente o caixa do governo, como o que rejeitou a redução para 6% das alíquotas da contribuição previdenciária tanto para patrões como para empregados domésticos. A medida reduz a arrecadação do governo em cerca de R$ 600 milhões por ano. Na próxima semana, outro veto presidencial passa a trancar a pauta de votações e pode impactar o cofre da União. É o veto que rejeitou a correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda, com impacto nas contas públicas de R$ 7,9 bilhões em 2015. Dilma defende o índice de 4,5%, mas o governo não enviou uma nova proposta ao Congresso.

O “balaço” de Garcez

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Garcez: “surra” em colega e medo de Zveiter
Deu a louca nos magistrados do Rio de Janeiro – e o juiz que resolveu passear com o Porsche de Eike Batista não é o único exemplo. Veio à tona ontem no Diário Oficial  do Rio de Janeiro a ata de uma sessão do TRE/RJ em que o ex-presidente Bernardo Garcez dispara atrocidades contra adversários no Judiciário fluminense. Em uma reunião de 1º de dezembro, o desembargador Garcez afirmou que Luiz Zveiter estava espalhando para desembargadores que iria ferrá-lo. Garcez na ocasião ainda era presidente do TRE-RJ e havia cancelado a construção de uma nova sede do tribunal, projeto elaborado por Zveiter anos atrás. Foi o início do show de Garcez:
- O doutor Zveiter disse (…): “diga a ele que eu vou…” e usou uma expressão sexual. Ele pode ter essas preferências por retaguarda, mas eu não tenho. Isso é para a gravação, porque, se amanhã eu sofrer um atentado, ele é o principal suspeito.
O nível das declarações do desembargador Garcez desce ainda mais quando lembra de um episódio em que também se sentiu ameaçado por um colega de toga:
- Quando provocado pelo desembargador Gabriel Zefiro, que tentou me agredir, levou uma surra, ficou estirado no chão chorando e colocando sangue pela boca, com uma potente cabeçada. E depois tive que indenizá-lo com 128 000 reais. Tenho muito medo, estou avisando, desse senhor querer me bater. Esse senhor Zveiter.
Para fechar com chave de ouro o inacreditável discurso, o desembargador deixou o recado para perplexidade geral:
- Desde que quebrei a cara do doutor Gabriel Zefiro, nunca mais andei armado. Uma surra 128 000 reais, imagina um balaço.
Por Lauro Jardim

Moody"s rebaixa nota da Petrobras, agora estatal está no rol das empresas que podem dar calote: é o grande sucesso petralha e da gerentona do PAC


A agência de classificação de risco Moody's rebaixou na noite desta terça-feira a nota da Petrobras para grau especulativo. Isso significa que as ações da empresa não são mais consideradas um investimento seguro para investidores. O rebaixamento ocorre após investigações da Polícia Federal apontarem um esquema bilionário de desvio de dinheiro por meio de contratos da estatal, no âmbito da Operação Lava Jato. Em decorrência da descoberta dos desvios, a empresa tem dificuldades em contabilizá-los em seu balanço e, até agora, não conseguiu concluir a divulgação de seus resultados financeiros do ano passado. A nota da dívida da Petrobras foi rebaixada em dois degraus para Ba2, ante Baa3. A Moody's manteve a classificação da estatal em revisão para novo rebaixamento. Segundo a Moody's, o rebaixamento reflete a crescente preocupação com as investigações da Operação Lava Jato e as pressões sobre a capacidade da estatal de honrar suas dívidas. A agência aponta que a atual situação financeira da Petrobras, cujo endividamento ultrapassa 300 bilhões de reais, pode levar ao calote de alguns de seus credores. Por isso a empresa não deve permanecer no rol de companhias com grau de investimento, diz a agência. "O rebaixamento também reflete a expectativa da Moody's de que a empresa será obrigada a fazer reduções significativas na estrutura de sua dívida nos próximo ano", afirma a nota emitida pela Moody's. O rebaixamento era aguardado pelo mercado não só pelo alto endividamento da estatal, mas também pela necessidade que a empresa terá de reduzir seu plano de investimentos ao longo dos próximos anos. As perdas contábeis decorrentes da corrupção que se alastrou sobre a companhia pesam sobre a decisão da agência. Mas a dificuldade maior está na incerteza se a Petrobras conseguirá ou não honrar os compromissos de sua dívida com credores, já que, com menos projetos, consequentemente gerará menos caixa. A Moody's foi a primeira das três grandes agências (as outras são Fitch e Standard and Poor's) a rebaixar a nota da Petrobras. Para se ter uma idéia do peso do rebaixamento, nem quando a General Motors passou por seu pior momento, durante a crise financeira de 2008, e teve de ser resgatada pelo governo americano, sua nota foi rebaixada pelas agências a grau especulativo. A Moody's afirmou, em nota, que tem acompanhado as informações de que a Petrobras deve divulgar seu balanço auditado pela consultoria PriceWaterhouseCoopers no final de maio. Contudo, afirma que não há indícios suficientes de que a data se cumprirá. "A Moody's entende que a empresa está direcionando seus esforços para trabalhar com auditores e divulgar os balanços assim que possível, e que também está agindo para melhorar sua liquidez. Contudo, a Moody's não enxerga, ainda, nenhum sinal confiável de que os balanços estarão disponíveis em nenhuma data próxima", afirma a nota. Num processo truculento, a estatal trocou, no início deste mês, toda a sua diretoria — incluindo a presidente Graça Foster, que foi substituída pelo então presidente do Banco do Brasil, o petista Aldemir Bendine (o amigo da Val). O novo chefe da estatal assumiu o compromisso de rever o cálculo das baixas contábeis decorrentes dos desvios e publicar o balanço de 2014 com o aval de uma auditoria.

EX-MINISTRO MANTEGA É EXPULSO DO HOSPITAL ALBERT EINSTEIN. "VAI PRO SUS", GRITARAM CLIENTES, MÉDICOS E FUNCIONÁRIOS; VEJA O VIDEO


O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi expulso do hospital Albert Einstein, no último dia 19. Ele estava acompanhado da esposa Eliane Berger, que se trata de um câncer. Aos gritos de "vai pro SUS" e sob insultos, ele decidiu se retirar do local. Alguns manifestantes mandaram Mantega procurar os cubanos.  .Mantega integrou o governo do PT. Lula, seu líder, chegou a afirmar que o SUS é o melhor sistema de saúde do mundo. Assista o vídeo, que sugere que profissionais da medicina também participaram das agressões:


Em nota, o Hospital Albert Einstein prestou o seguinte esclarecimento: "O Hospital Israelita Albert Einstein informa que o ex-Ministro Guido Mantega esteve nessa Instituição no dia de ontem como visitante. Como Instituição, o Hospital recebe igualmente a todos, pacientes ou não, rechaça qualquer atitude de intolerância e lamenta o fato ocorrido em seu ambiente".

Milicianos petistas partem pra porrada. Ou: Lula é um irresponsável. Lula é um aproveitador. Lula é um oportunista. Lula é um vampiro da institucionalidade. Lula é sanguessuga na nacionalidade. Ou: Marilena Chaui sentiu prazer ao ver o povo apanhando?

Quando petistas resolvem promover um ato “em defesa da Petrobras”, sabendo tudo o que sabemos sobre a roubalheira na estatal, é claro que estão procurando o confronto; é claro que estão provocando o adversário — que, no caso, é o povo brasileiro. O PT, encarnado por Luiz Inácio Lula da Silva, a CUT e a FUP (Federação Única dos Petroleiros) resolveram organizar uma patuscada nesta terça-feira, na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro. Os valentes dizem defender a punição dos corruptos — só faltava anunciar o contrário —, mas denunciam uma suposta campanha contra a empresa. O que é, obviamente, mentira.

Pois bem. Muitos brasileiros, vítimas do assalto institucionalizado, decidiram protestar nas proximidades da ABI. E aí aconteceu o que os trogloditas estão querendo há muito tempo. Vestidos com camisetas vermelhas, com a sigla do partido, demonstrando que estão especialmente treinados para o confronto, os brutamontes partiram pra cima dos que protestavam contra a roubalheira na base da porrada.
Atenção! Vocês lerão por aí que houve troca de socos e pontapés. Sim! Mas que fique claro: quem partiu pra cima dos opositores foram os petistas, inconformados com as pessoas que gritavam “Fora PT” e que cobravam o impeachment de Dilma.
Lula é um irresponsável.
Lula é um aproveitador.
Lula é um oportunista.
Lula é um vampiro da institucionalidade.
Lula é sanguessuga na nacionalidade.
É claro que um ato com essas características jamais poderia ter sido marcado — não a esta altura dos acontecimentos. Todo mundo sabe ser mentira que existam pessoas interessadas em prejudicar ou em vender a Petrobras.
Quem destruiu a empresa foi o PT.
Quem nomeou os ladrões foi o PT.
Quem está no comando na empresa nos últimos 13 anos é o PT.
Escrevi aqui anteontem que o partido não está se dando conta da gravidade dos problemas que se conjugam. Perdeu a leitura da realidade. É impressionante que um ex-presidente da República, líder inconteste do maior partido do País, incentive manifestações que fatalmente terminarão em confronto. E assim é porque o povo está indignado.
Com a baixaria desta terça-feira, o que Lula e seus tontons macoutes estão fazendo é incentivar as manifestações de protesto marcadas para o dia 15 de março. Dilma deveria chamar o seu antecessor e lhe passar uma descompostura. Mas, ora vejam, para tanto, seria necessário que ela fosse, no momento, a chefe política dele. Ocorre que ele a considera nada menos do que sua subordinada.
Lula está com inveja da Venezuela.
Lula está com inveja de Nicolás Maduro.
Lula acha que chegou a hora de rachar algumas cabeças.
Se Dilma não tomar cuidado, o seu mentor (ainda é? ) vai ajudar a apeá-la do Palácio. Aos brasileiros indignados, uma dica: não cedam à provocação dos reacionários, aproveitadores e bandidos vestidos de vermelho.
Ah, sim: Marinela Chaui disse que estaria lá. Estava? Ela, que tanto escreveu sobre democracia, ao ver o povo apanhando dos milicianos petistas, sentiu o quê? Vergonha? Comichão intelectual? Prazer?
Por Reinaldo Azevedo

Discípulos morais de Marilena Chaui ensinam como devem ser tratados os coxinhas golpistas

Acima, escrevo um post sobre a pancadaria promovida pelos milicianos petistas no Rio de Janeiro. Agora, exibo uma sequência de fotografias dos alunos de Marilena Chaui em ação. Depois de ler todos os seus livros, eles resolveram botar alguns em prática. Convenham: a autora original da tese de que protestar contra a roubalheira é coisa de golpistas é Marilena. Ora, se os que se manifestam contra o governo são golpistas, os que batem neles são democratas e iluministas, certo? As imagens são de Antônio Lacerda, da Efe.

Acima, pós-graduandos de Chaui, que também odeia a classe média, ensinam como se deve entender a “Cultura e Democracia”
Acima, pós-graduandos de Chaui, que também odeia a classe média, ensinam como se deve entender a “Cultura e Democracia”
Os alunos morais de Marilena continuam a dar a sua aula, agora mostrando pro brasileiro o que são “As Nervuras do Real”
Os alunos morais de Marilena continuam a dar a sua aula, agora mostrando pro brasileiro o que são “As Nervuras do Real”
Esse rapaz, bastante atlético, dá as “Boas-vindas à Filosofia”
Esse rapaz, bastante atlético, dá as “Boas-vindas à Filosofia”
O rapaz que aprendeu com os argumentos dos pupilos de Chaui sente na carne “O que é Ideologia”
O rapaz que aprendeu com os argumentos dos pupilos de Chaui sente na carne “O que é Ideologia”
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E, acima, o rapaz que está sendo socado, sem nem saber quem bate nele, tem “A Experiência do Pensamento”.
E, acima, o rapaz que está sendo socado, sem nem saber quem bate nele, tem “A Experiência do Pensamento”.
Por Reinaldo Azevedo

João Paulo Cunha, o último bandido petista mensaleiro, deixa a cadeia da Papuda


O ex-presidente da Câmara dos Deputados, o bandido petista mensaleiro João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no julgamento do Mensalão do PT, assinou nesta terça-feira termo de compromisso para migrar oficialmente para o regime aberto e poder cumprir o restante da pena em casa. Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, o petista será liberado ainda nesta terça-feira. João Paulo chegou pouco depois das 13 horas à Vara de Execuções das Penas e Medidas Alternativas para a chamada audiência admonitória, quando o juiz apresenta as regras a serem cumpridas pelo mensaleiro no regime domiciliar, entre as quais a necessidade de permanecer em casa nos domingos e feriados, recolher-se à residência a partir das 22 horas e não consumir bebidas alcoólicas. Na última semana, o ministro Luís Roberto Barroso, relator do Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal, autorizou o bandido petista mensaleiro João Paulo Cunha a terminar de cumprir a pena em prisão domiciliar. A decisão do ministro ocorreu depois de o mensaleiro petista ter comprovado o pagamento de 536.440,55 reais – valor desviado dos cofres públicos pelo ex-deputado. Cunha foi condenado no julgamento do Mensalão do PT a seis anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato e não havia conseguido progredir de regime, mesmo já tendo cumprido o mínimo de um sexto da pena, porque não havia devolvido o dinheiro desviado. Em dezembro, o Plenário do STF havia condicionado a mudança para o regime aberto à comprovação do pagamento, o que foi feito apenas em fevereiro. No julgamento, o ministro Barroso defendeu a tese que a progressão de regime só poderia ser autorizada com a reparação aos cofres públicos e afirmou que a exigência de reparo ao erário é o principal mecanismo para coibir crimes de colarinho branco. Ele rejeitou o argumento de que João Paulo Cunha não teria condições de pagar os mais de 500.000 reais e desqualificou a estratégia da defesa de apresentar declarações de Imposto de Renda como forma de comprovar a suposta insolvência do mensaleiro. “A regra geral é de que ‘quem se apropriou tem que devolver o dinheiro’. É de se presumir que o dinheiro apropriado continua no patrimônio do peculatário, que não coloca na conta bancária nem na declaração de Imposto de Renda”, disse na ocasião. João Paulo Cunha é o último dos mensaleiros petistas a conseguir cumprir pena em prisão domiciliar. Os correligionários bandidos petistas mensaleiros José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares já haviam conseguido o benefício após terem cumprido o período mínimo de um sexto da pena.

STJ nega habeas corpus a doleiro que motivou Lava Jato


A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira, por unanimidade, habeas corpus apresentado pelo doleiro Carlos Habib Chater, empresário dono do posto de gasolina usado para lavagem de dinheiro e que motivou a Operação Lava Jato. Só ao aprofundar a investigação sobre a atuação de Chater foi que a Polícia Federal descobriu que o doleiro Alberto Youssef tinha voltado a cometer crimes. Chater foi preso por ligação com tráfico de drogas, mas responde também a outras ações penais por acusações de crime contra o sistema financeiro. No julgamento, o STJ não aceitou as teses de que a prisão do doleiro representaria constrangimento ilegal e de que teria havido violação à ampla defesa. Em um dos processos da Lava Jato, o Ministério Público pede que Carlos Chater e seus comparsas devolvam 5,1 milhões de reais, valor obtido de forma criminosa.

Ministro trotskista Miguel Rossetto descarta redução no preço do óleo diesel


O governo federal vai mediar nestaa quarta-feira uma reunião entre empresários e representantes dos caminhoneiros para discutir o preço do frete, mas descarta reduzir o preço do diesel, disse nesta terça-feira o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, o petista trotskista gaúcho Miguel Rossetto (ele é membro da DS - Democracia Socialista, um partido revolucionário clandestino que habita o PT). "Não está na pauta do governo a redução do preço do diesel neste momento", disse Rossetto a jornalistas após reunião interna do governo para tratar da greve dos caminhoneiros, que bloqueiam estradas em diversos Estados do País. A reunião entre empresários e caminhoneiros ocorrerá na quarta-feira, às 14 horas, no Ministério dos Transportes. Rossetto disse que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está analisando pedido dos caminhoneiros de prorrogação dos prazos dos financiamentos do programa Procaminhoneiro, linha destinada a empréstimos para compra de caminhões. "Amanhã nessa reunião levaremos a nossa posição tanto quanto à lei (dos caminhoneiros, recentemente aprovada no Congresso) como também à essa pauta de prorrogação do financiamento do Procaminhoneiro, por parte do BNDES", disse Rossetto. Mesmo sem atender à demanda dos caminhoneiros pela redução do preço do diesel, o trotskista Rossetto acredita que o diálogo em relação às outras pautas da categoria deve garantir a volta à normalidade nas estradas. Os protestos de caminhoneiros em importantes rodovias do País se espalharam nesta terça-feira, sétimo dia de manifestação, chegando ao Estado de São Paulo e restringindo a oferta de combustíveis e matérias-primas para a indústria de alimentos em diversos Estados e impactando a colheita e a exportação de produtos chaves do País, como a soja. Caminhoneiros também bloquearam o acesso e a saída do porto de Santos, o principal do País.

TRE gaúcho cassa mandato de ex-presidente da Assembléia, deputado Gilmar Sossella; denúncia original foi feita por Videversus

O plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul cassou na tarde desta terça-feira o mandato do deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Gilmar Sossella (PDT), por captação ilícita de recursos e abuso de poder político. O parlamentar também ficará inelegível por oito anos e deverá pagar multa de R$ 10 mil. Sossella foi acusado de utilizar o cargo de presidente da instituição para pressionar servidores que detinham funções gratificadas a adquirir convite para evento de apoio à sua reeleição: um churrasco no valor de R$ 2.500,00 por cabeça. O tribunal considerou isso uma extorsão, piorada pelo fato de ter sido realizada pelo presidente do Poder Legislativa gaúcho. A decisão foi por maioria de 5 a 1, com todos os juízes discordando completamente do estranhíssimo voto do relator, desembargador Luiz Felipe Brasil Santos, que condenou Sossella pelos mesmos atos, mas determinou apenas o pagamento de multa. A decisão determina ainda que, após o julgamento de eventuais embargos declaratórios, o atual presidente da Assembleia Legislativa seja comunicado para que convoque o primeiro suplente na ordem de sucessão nas eleições de 2014. O ex-superintendente da Assembléia Legislativa, Artur Alexandre Souto, também foi declarado inelegível por oito anos e deve pagar multa de R$ 10 mil. Gilmar Sossella e seu "valet" Artur Alexandre Souto são ambos funcionários de carreira do Banco do Brasil, no qual atuam como advogados. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul tem a seguinte composição: presidente - desembargador Marco Aurélio Heinz; vice-presidente, corregedor regional eleitoral e ouvidor - desembargador Luiz Felipe Brasil Santos; advogado Hamilton Langaro Dipp; juiz de Direito Ingo Wolfgang Sarlet; desembargadora federal Maria de Fátima Freitas Labarrère; advogado Leonardo Tricot Saldanha; juíza de Direito Gisele Anne Vieira de Azambuja. 
A denúncia original dos fatos praticados pelo deputado estadual Gilmar Sossella e seu chefe de gabinete, superintendente geral da Assembléia, e coordenador de campanha, Artur Alexandre Souto, foi divulgado originalmente, e de maneira solitária, pelo jornalista Vitor Vieira, inicialmente na noite do dia 30 de agosto de 2014, em seu perfil no Facebook, inclusive com a reprodução do convite extorsivo de 2.500 reais por um churrasco de apoio eleitoral, e no blog Videversus na manhã do dia 1º de setembro de 2014, uma segunda-feira, quando os funcionários da Assembléia Legislativa já tinham deposto na Polícia Federal e um mandado judicial já tinha sido expedido, impedindo o ingresso de Artur Alexandre Souto no prédio da Assembléia Legislativa, o seu afastamento do cargo, e uma ordem de busca e apreensão de documentos. Então a partir daí a grande imprensa gaúcha não pôde mais manter escondido o assunto, como fazia desde a sexta-feira anterior. Veja a reprodução da matéria de Videversus publicada no dia 1º de setembro de 2014:


segunda-feira, 1 de setembro de 2014


PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA GAÚCHA, DEPUTADO GILMAR SOSSELA (PDT) ESTÁ SENDO INVESTIGADO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL E PELA POLICIA FEDERAL POR FRAUDE ELEITORAL E CONCUSSÃO


O presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Gilmar Sossela (PDT), está sendo investigado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal pelos supostos crimes de fraude eleitoral e concussão. A investigação da Polícia Federal foi instalada por ordem do Ministério Público Federal, ainda na sexta-feira, assim que saiu a denúncia em Videversus de que o superintende geral da Assembléia, Artur Souto (ex-chefe de gabinete de Sossela), estava pressionando diretores do Poder Legislativa para que comprassem ingresso no valor de 2.500 reais cada para jantar de apoio à candidatura de reeleição do deputado Gilberto Sossela. Os diretores eram ameaçados de perda do cargo se não comprassem o convite. Um desses diretores, Nelson Delavald Júnior, negou-se a comprar o tal convite e já foi demitido do cargo. Os cargos em chefia no Departamento de Informática tinhama até a sexta-feira para comprar o ingresso para a janta, ou também seriam demitidos. A mesma pressão foi exercida sobre os detentores de cargo em chefia no Departamento de Gestão de Pessoas.  As intimações para depoimento nesta segunda-feira, na sede da Superintendência da Polícia Federal, na Avenida Ipiranga, foram expedidas na própria sexta-feira. Pela manhã, às 9 horas, deverão depor Nelson Delavald Junior e o superintendente Artur Souto. Pela tarde, às 14 horas, deporão outros dois diretores. Carla Poeta, diretora de Gestão de Pessoas, já reafirmou que vai confirmar tudo no seu depoimento, e estará levando documentos para apresentar à Polícia Federal.

Deputados estaduais gaúchos estão loucos para tirar uma casquinha do governo Sartori

Alguns deputados estaduais da base aliada do governo de José Ivo Sartori (PMDB) no Rio Grande do Sul têm se queixado, nos bastidores, do perfil centralizador apresentado pelo governador desde o início de seu mandato. Reclamam que ele toma decisões sem consultá-los, deixando-os, assim, sem subsídios para defender o governo. A "insatisfação" deve aumentar à medida que se aproxima a data em que José Ivo Sartori remeterá à Assembleia Legislativa o já bastante comentado pacote de medidas austeras visando reequilibrar as finanças do Estado. Até agora, os parlamentares não sabem qualquer detalhe sobre o plano de recuperação porque sequer foram ouvidos para sua elaboração. Na verdade, o que os deputados estão reclamando é porque não conseguem abrir a temporada de "negociações", no que são especialistas. E estão angustiados por isso. É sempre a mesma coisa. 

Após 19 meses, caem taxas de roubos e homicídios em São Paulo

Balanço da Secretaria de Estado da Segurança Pública divulgado nesta terça-feira (24) mostra que o número de homicídios e de roubos caiu no Estado de São Paulo em janeiro de 2015 se comparado com o mesmo mês do ano passado. Se analisar os dados sobre o número de roubos no Estado, houve uma redução de 26.987 casos em janeiro de 2014 para 25.880 este mês – uma redução de 4,1%. Esta é a primeira queda registrada após 19 meses consecutivos de alta. O índice subia desde junho de 2013 quando 22.329 casos foram registrados contra 20.772 do mesmo período em 2012. Os roubos são aqueles crimes cometidos com violência ou grave ameaça e que criam uma sensação de insegurança na população. A taxa de homicídios dolosos por 100 mil habitantes nesse período também teve queda em relação a janeiro de 2014: foram 368 homicídios registrados no Estado em 2015 ante 422 no ano passado –uma redução de 12,8%. Apenas nos 31 dias de janeiro, a taxa foi de 0,85 – em 2014, o índice era de 0,99 por 100 mil habitantes. O secretário Alexandre de Moraes afirmou que os resultados foram bem positivos e pela primeira vez na série histórica de homicídios ficou baixo de dois dígitos: 9,85 por grupo de 100 mil habitantes. Segundo a ONU, a taxa máxima recomendada é de 10 homicídios a cada grupo de 100 mil habitantes. A secretaria destacou ainda que o Estado terminou no ano passado com um índice de 10,06 casos por 100 mil habitantes – valor mais baixo da série histórica para um ano todo. Também houve queda no Estado do número de furtos em geral –que não incluem os veículos. Em janeiro de 2014, a secretaria registrou 47.771 casos contra 40.473 no mês passado. Segundo os dados do governo estadual, o número de roubos a veículos também sofreu queda no Estado. Neste caso, a redução foi mais expressiva (19%) passando de 9.221 casos para 7.486. A cidade de São Paulo também registrou queda no número de roubos e furtos em geral e de veículos em janeiro de 2015, em comparação com o mesmo período de 2014. O número de roubos passou de 13.416 para 13.188 – redução de 1,7%. Ao todo, foram 228 casos a menos. As ocorrências de furtos em geral – que não incluem os veículos – também tiveram queda. Houve redução de 18,8% passando de 16.453 para 13.358 casos – o menor registro desde 2008, quando foram contabilizados 11.172 casos. Os roubos de veículos caíram pelo oitavo mês consecutivo: de 4.635 em janeiro de 2014 para 3.691 no mês passado –redução de 20,4%. Os casos de furtos de veículos também tiveram redução: foi de 4.049 para 3.918. 

SISTEMA CANTAREIRA RECUPERA 2ª COTA DE VOLUME MORTO


Mesmo sem registrar chuvas nas últimas 24 horas, o nível do Sistema Cantareira subiu 0,1 ponto porcentual nesta terça-feira, 24, atingiu 10,7% de sua capacidade e chegou ao nível original da segunda cota do chamado volume morto, que passou a ser explorada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em outubro de 2014. Os 105 bilhões de litros de água são represados abaixo dos túneis de captação. Já os 182,5 bilhões de litros da primeira cota foram acrescentados em maio. Trata-se do 19º dia seguido de alta do Cantareira. Além dele, o Cantareira, o Sistema Alto Cotia foi o único a subir entre todos os mananciais que abastecem a Grande São Paulo. Ali, a reserva subiu de 36,4% para 36,7% nos últimos dois dias. Este foi o único manancial que registrou chuva significativa entre segunda-feira, 23, e terça-feira: 3,6 milímetros. Sem chuvas, os Sistemas Rio Claro e Alto Tietê se mantiveram estáveis. O primeiro ficou em 18,3%. O outro, em 35,4%. Já os Sistemas Guarapiranga e Rio Grande observaram queda em suas reservações. No Guarapiranga o volume baixou de 57,5% para 57,4%. A queda foi maior no Rio Grande, onde o volume caiu de 83,4% para 83,1%. 

REGINA BECKER MOBILIZA TODOS OS SANTOS CONTRA ELA

A deputada estadual gaúcha Regina Becker (PDT), mulher do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (também do PDT, mas um zumbi do PT), estreou com dois pés esquerdos na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Eleita pela causa animal (é curioso como ex-marxistas, integrantes de organizações esquerdistas que até andaram pela luta armada, como ela na MR8, se passaram para a defesa dos animais, e não das criancinhas, por exemplo), Regina Becker apresentou como seu primeiro projeto a proposta para que sejam proibidos os sacrifícios de animais nas cultos religiosos de origem afrobrasileira. Ou seja, comprou a antipatia de todos os terreiros do Rio Grande do Sul. Regina Becker é vista como uma espécie de "Richelieu" na política gaúcha. Até agora, era uma verdadeira eminência parda. Como a "Richelieu" rediviva, uma espécie de Maquiavel, ela deve ter imaginado que precisaria praticar todo o mal no começo do mandato, para não ser lembrada por ele mais tarde. Mas, comprou uma legião de entidades contra ela. Exu (São Jorge) deve estar arregimentando todos os santos contra Regina Becker. Aumentou bastante o número de despachos na curva do Estaleiro Só.

Senador Ronaldo Caiado é internado em Goiânia com fortes dores abdominais


O líder do Democratas no Senado Federal, senador Ronaldo Caiado, está internado no Hospital do Coração Anis Rassi, em Goiânia, desde a noite desta segunda-feira (23/2). O senador sentiu dores abdominais causadas por uma cólica biliar e deu entrada no hospital por volta das 22h30. Caiado passa bem, mas continua em observação. Segundo o boletim médico, Caiado deu entrada na emergência com “quadro de dor abdominal de forte intensidade”. O senador está internado sob cuidados de uma equipe multiprofissional e “aguarda a realização de novos exames complementares para elucidação diagnóstica”. O documento foi assinado pelo cardiologista Anis Rassi Júnior.

"Que País é esse?" - indagou o petista Renato Duque ao ser preso na Operação Lava Jato


“Que País é esse?”, reagiu o ex-diretor de Serviços da Petrobrás, o petista Renato Duque, na manhã de 14 de novembro de 2014, ao ouvir voz de prisão da Polícia Federal, em sua casa no Rio de Janeiro, em ligação ao seu advogado Renato de Morais – a quem chama de “xará”. A indignação do ex-diretor – apontado pela força-tarefa da Operação Lava Jato como homem-forte do PT no esquema de corrupção na Petrobrás – ocorreu após ele ser comunicado pelos agentes, já dentro de sua casa, que seria levado para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba, base da investigação. O petista Renato Duque seria o diretor responsável pela arrecadação de 2% de propina em todos os contratos das demais diretorias da Petrobrás. Só na Diretoria de Abastecimento, nos esquemas de desvio comandados por outro ex-diretor, ele teria captado R$ 640 milhões entre 2004 e 2012. O ex-gerente de Engenharia, Pedro Barusco, que era braço-direito do petista Renato Duque, afirmou em sua delação premiada que o tesoureiro do PT, João Vaccari, arrecadou “até US$ 200 milhões” para o partido, via Diretoria de Serviços. Naquele 14 de novembro, a Polícia Federal deflagrou a sétima fase da Lava Jato, batizada de Juízo Final, que tinha como principal alvo o braço empresarial do esquema. Eram 7 horas, quando os policiais encerraram as buscas dentro da residência do petista Renato Duque. Ele liga para o advogado, que o questiona: “É busca e apreensão só? Não tem mandando de condução coercitiva, nem prisão?” Depois de consultar o delegado que comandava a operação, Duque responde ao advogado: “Tem mandado de prisão temporária”. Ao ouvir do delegado que seu destino é a custódia da Polícia Federal no Paraná, o petista Renato Duque reclama com o advogado, ao telefone: “O que é isso, cara?, que País é esse?” O advogado o orienta a manter “a calma” e diz que prisão temporária “não tem maldade”. O petista Duque tem reiterado que não tem qualquer relação com o esquema denunciado pela Lava Jato. Ele foi solto por decisão do Supremo Tribunal Federal, por decisão do ministro Teori Zavascki.

CASSADO O MANDATO DE GILMAR SOSSELLA, SUSPENSOS SEUS DIREITOS POLÍTICOS POR 8 ANOS, DENÚNCIA FOI FEITA ORIGINALMENTE POR VIDEVERSUS

Terroristas do Estado Islâmico sequestram dezenas de cristãos na Síria


Terroristas do Estado Islâmico sequestraram dezenas de cristãos em vilarejos assírios no nordeste da Síria e forçaram centenas a fugir para salvar suas vidas. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, pelo menos noventa pessoas foram levadas. Durante a madrugada, os extremistas invadiram os vilarejos rurais perto de Tal Tamr, onde foram registrados combates entre os terroristas e forças curdas. Alguns assírios conseguiram escapar e foram para a cidade de Hassakeh, controlada pelos curdos. Hassakeh é uma localidade importante na luta contra o Estados Islâmico por fazer fronteira tanto com a Turquia como com áreas controladas pelos terroristas no Iraque. Testemunhas relataram que os homens sequestrados foram levados para a montanha de Abdul Aziz, enquanto as mulheres foram mantidas na vila de Tal Shamran, terra natal da maioria dos reféns, segundo informações de ativistas. O sequestro ocorre no momento de uma ofensiva de curdos para tomar do EI zonas ricas em petróleo e gás em Hassakeh. No domingo, os curdos renovaram os ataques contra os territórios controlados pelo grupo jihadista, ajudados por bombardeios comandados pelos Estados Unidos. Os cristãos representavam cerca de 10% da população de 20 milhões de habitantes da Síria antes da revolta contra o regime de Bashar Assad ter início, há quase quatro anos. Os assírios, aproximadamente 40.000 na Síria, falam siríaco, uma variação do aramaico. A maior concentração de assírios na Síria está em Hassakeh, mas também há pequenas comunidades em Aleppo, Homs e Damasco. Há algumas semanas, o Estado Islâmico ordenou aos assírios na região de Hassakeh que retirassem as cruzes nas igrejas e passassem a pagar a jizya, a taxa cobrada aos não convertidos. Por outro lado, milícias assírias juntaram-se à ofensiva curda contra os terroristas.

Justiça Federal suspende leilão dos carros de Eike Batista


A Justiça Federal do Rio de Janeiro cancelou nesta terça-feira o leilão de carros do empresário Eike Batista, programado para esta quinta-feira. A decisão, assinada pelo desembargador Massod Azulay, ocorre logo após o juiz Flávio Roberto de Souza, que conduz os processos criminais contra o empresário, ser flagrado usando um dos carros apreendidos pela Justiça na casa do empresário. Contudo, em sua decisão, o desembargador não fez menção ao uso do carro pelo juiz. Azulay levou em conta que os automóveis "não são bens perecíveis" e "não correm o risco de deterioração iminente". Por isso, o magistrado entendeu que a realização do leilão pode ser adiada, para que seja garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa do réu: "Observe-se que a apreensão dos bens se deu há menos de trinta dias, não se justificando a designação de data para o leilão sem que o réu ou terceiros proprietários tenham tido a oportunidade da interposição dos recursos cabíveis quanto à medida constritiva que recaiu sobre seu patrimônio", explicou. Souza, que determinou a apreensão dos bens de Eike Batista, foi visto nesta terça-feira pela manhã, dirigindo o automóvel, um Porsche Cayenne turbo placa DBB 0002, no centro do Rio de Janeiro, próximo à sede do Tribunal Regional Federal. O carro foi apreendido na casa de Eike Batista, mas não deveria ser leiloado nesta quinta-feira. Apenas outros cinco carros do empresário estariam no certame: uma Lamborghini, três Hilux e um Smart. O juiz se justificou afirmando que levou Porsche Cayenne para a garagem do seu prédio, na Barra da Tijuca, zona Oeste da cidade, por falta de vagas no pátio da Justiça Federal e por causa da lotação do depósito da Polícia Federal. O juiz será alvo de uma sindicância. O processo foi instaurado pela Corregedoria Regional da Justiça Federal da 2ª Região, por determinação do corregedor regional em exercício, desembargador federal José Antonio Lisbôa Neiva. O procedimento vai investigar a conduta do juiz. Além do Porsche, uma das Hilux previstas no leilão também estava no prédio de residência do juiz. Ele explicou, no entanto, que enviou um ofício ao Detran pedindo que os carros blindados do empresário ficassem à disposição da 3ª Vara enquanto não vão a leilão. Segundo o juiz, não há irregularidade nisso, já que o Detran foi informado. O leilão de cinco dos veículos retidos na casa de Eike Batista tinha avaliação total de 1,79 milhão de reais. Somente o carro mais valioso, uma Lamborghini Aventador, ano 2011/2012, foi estimado em 1,62 milhão de reais - o veículo enfeitava a sala da casa do empresário. O automóvel mais em conta era um Smart Fortwo, ano 2009, de 30.000 reais. Havia ainda três Toyota Hilux blindadas. A mais barata foi estimada em 45.000 reais, modelo 2005/2006. As outras duas são de 2006/2007 e estão avaliadas em 50.000 reais cada. A apreensão ocorreu como consequência do bloqueio determinado pelo juiz Flávio Roberto, em meio à ação penal em que Eike Batista é réu sob acusação de crimes contra o mercado de capitais.

Protesto de caminhoneiros cresce e provoca transtornos


O protesto de caminhoneiros, que começou em Santa Catarina, já se espalhou por pelo menos mais sete Estados – São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Paraná – e provoca transtornos pelo País. Os bloqueios causam desabastecimento de combustível e alimentos em algumas regiões e prejudicam o agronegócio no Centro-Oeste. Os caminhoneiros reclamam do aumento do preço do diesel e das tarifas de pedágio. Motoristas enfrentam dificuldades para cruzar 69 pontos de 24 rodovias federais em seis Estados. Na noite de ontem, eram 64 trechos bloqueados em 23 estradas federais. A Polícia Rodoviária Federal monitora os bloqueios de tráfego em estradas federais e informou que segue protocolos de controle de distúrbios – o uso da força, em casos extremos, foi atutorizado pelo Ministério da Justiça. Nesta terça-feira, foram registrados casos de violência: no sul de Minas Gerais, motoristas que não respeitaram os pontos de bloqueio foram apedrejados. Na Rodovia Fernão Dias, no município de Perdões, caminhoneiros que tentaram furar os bloqueios também reclamaram de pedradas. Em outros pontos, a reclamação é que grevistas tentaram reter documentos. Somente veículos de passeio, ônibus e ambulâncias cruzam as estradas mineiras. Em São Paulo, o acesso ao Porto de Santos também foi interrompido no quilômetro 64 da rodovia Anchieta, sentido litoral.  No Rio Grande do Sul, a 3ª Vara Federal de Pelotas (RS) determinou nesta terça o desbloqueio de trechos das BRs 293, 116 e 392. A decisão é a primeira a atender pedido da Advocacia-Geral da União, que na noite de ontem ajuizou ações em sete Estados para solicitar a liberação das rodovias federais. A AGU entrou com ações para liberar as estradas bloqueadas por caminhoneiros em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Nesta terça, uma nova ação foi protocolada, desta vez no Estado de São Paulo. Na decisão da Justiça de Pelotas, que tem caráter liminar (provisório), foi fixada ainda multa de 5.000 reais por hora de permanência não autorizada dos manifestantes nas pistas, além da aplicação de sanção prevista no Código de Trânsito Brasileiro, que estabelece como infração gravíssima a promoção de eventos organizados sem permissão da autoridade de trânsito. A paralisação dos caminhoneiros começa a afetar os consumidores. Na Ceagesp, técnicos calculam uma redução de 10% nas frutas oriundas da região Sul do País. No Paraná, algumas cidades enfrentam falta de combustível e, em outras, elevação de preços - postos em cidades menores, sobretudo no sudoeste do Estado, chegam a vender o litro da gasolina a 5 reais. O Porto de Paranaguá é um reflexo da paralisação. De um total de 900 caminhões que deveriam chegar até o local para descarregar, apenas 45 chegaram e a previsão para os próximos dias seria de 1.600 caminhões, o que não deve ocorrer. Em Foz do Iguaçu, as autoridades colocaram em prática um plano de emergência para evitar a falta de combustíveis, no caso do aeroporto, a Infraero colocou em execução um plano de contingência. O diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Valter Venson, disse que "a preocupação é que a falta de álcool, diesel e gasolina, além de prejudicar os usuários, possa interferir na segurança pública, uma vez que ambulâncias e viaturas policiais podem ficar paradas". O sindicato também alertou para o perigo desses caminhões, carregados com produto inflamável, ficarem estacionados na beira das estradas por muito tempo. Produtores paranaenses reclamam que sem o combustível, o fornecimento de ração para aves pode ser interrompido. "As aves vão morrer de fome e não tem combustível nem para fazer vala para enterrar os animais", queixou-se Amarildo Brustolin, integrante da Comissão de Avicultura da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). Em Betim (MG), a Fiat dispensou 6.000 funcionários dos dois primeiros turnos pelo segundo dia consecutivo. Considerando que a planta produz aproximadamente 3.000 carros diariamente, a paralisação dos dois turnos faz com que pelo menos 2.000 veículos deixem de ser produzidos por dia. Nesta segunda-feira, cerca de 6.000 trabalhadores do segundo e do terceiro turnos já tinham sido liberados. Segundo a Fiat, eles estão sendo dispensados porque o protesto impediu que as autopeças e componentes utilizados na fabricação de veículos chegue no horário programado. A fábrica de Betim está localizada na BR-381 (rodovia Fernão Dias), principal ligação entre São Paulo e Belo Horizonte. A unidade fica em uma região de alta concentração industrial, próxima à refinaria Gabriel Passos, da Petrobras. A Fiat afirma que está monitorando o protesto, "na expectativa de que a situação se normalize", para decidir quando os trabalhadores devem voltar. A montadora informou que os funcionários do turno da noite (23h-5h) estão "mobilizados" para irem trabalhar nesta terça-feira caso a situação das rodovias melhore ao longo do dia. A empresa não descarta ter que dispensar os colaboradores novamente nesta quarta-feira.

Governo promete fim da blindagem a ministros no Congresso


O governo continua buscando a retomada do campo perdido no relacionamento com os parlamentares. Na tarde desta terça-feira, o ministro de Relações Institucionais, o trotskista gaúcho Pepe Vargas, recebeu líderes de doze partidos aliados na Câmara. No início do encontro, também estavam presentes os ministros da Previdência, Carlos Gabas, e do Planejamento, Nelson Barbosa. Além de pedir o apoio na aprovação das medidas do ajuste fiscal, os representantes do Executivo se dispuseram a intensificar as idas ao Parlamento. O recado dado – ou pelo menos a promessa feita – foi: não haverá blindagem para evitar que ministros compareçam ao Congresso. O objetivo é melhorar o diálogo com os parlamentares e reduzir as queixas sobre a falta de comunicação do Executivo com o Legislativo. Se a nova linha for mesmo adotada, o governo também vai evitar o desgaste causado pelas convocações de ministros em comissões temáticas. Sempre que a oposição tenta aprovar um requerimento exigindo que algum ministro compareça para tratar de um tema espinhoso, a base se esforça para blindar o governo. Agora, diz o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), isso não vai mais ocorrer. "Vamos acabar com essa firula da oposição, que toda a vida mete um requerimento de convocação e o ministro não vem. O ministro vem. O governo tem todo o interesse de povoar esta casa com a presença dos ministros nas comissões e no plenário. Não tem mais crise sobre isso. Convida-se, vem e se discute tudo", disse o petista. Ainda como parte da estratégia de reaproximação do governo com o Congresso, o ministro da Educação, Cid Gomes, vai à Câmara nesta terça-feira para despachar com deputados. Na semana que vem, Arhur Chioro, da Saúde, fará o mesmo. Guimarães também admitiu que as medidas provisórias que endurecem as regras para a concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários devem ser alteradas no Congresso. Ele ainda rechaçou a expressão "ajuste fiscal": "A partir de agora eu vou mudar essa nomenclatura. Não são medidas de ajuste fiscal coisa nenhuma. São medidas que visam reposicionar os benefícios previdenciários dentro de uma lógica moralizadora", disse Guimarães.

STF nega habeas corpus a operador do PMDB


A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal negou nesta terça-feira liberdade ao lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, apontado como o operador do PMDB no escândalo do Petrolão. Ao julgar o caso, os ministros analisaram um aspecto formal: o fato de o Superior Tribunal de Justiça ainda não ter analisado o mérito do pedido de revogação de prisão. Para o tribunal, antes de o Supremo deliberar em definitivo sobre o pedido de liberdade, o STJ precisa concluir o julgamento de outro habeas corpus em favor de Baiano para que não haja violação de instâncias judiciais. A defesa de Fernando Baiano alegava não haver fundamentação suficiente pra a prisão e dizia que o lobista responde a apenas uma ação penal, sem ligação explícita com partidos políticos. O criminalista Nélio Machado ainda recorria à tese de que as informações recolhidas nos acordos de delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, do doleiro Alberto Youssef e do executivo Julio Camargo, que detalharam a propina recebida por Fernando Baiano, não seriam suficientes para a prisão do lobista. Ao analisar o caso, o relator dos processos do Petrolão no STF, ministro Teori Zavascki, afirmou que o juiz Sergio Moro explicou os motivos pelos quais Baiano deveria continuar atrás das grades, como a garantia à ordem pública e a conveniência da instrução do processo, e disse haver embasamento suficiente para que a prisão preventiva do lobista, decretada em 21 de novembro, continue em vigor. Ele ainda invocou o fato de o STJ não ter analisado o mérito do habeas corpus para negar o pedido do lobista. “Não se constata de plano ausência de fundamentação válida de segregação cautelar. Nesse caso, há uma série de fatos que se alega no decreto de prisão preventiva que, procedentes ou não, não me parece o caso de superação (da necessidade de o STJ julgar antes o mérito do habeas corpus). Me parece que ir a fundo neste caso significaria suprimir a função do STJ e das vias ordinárias de acesso ao STF. Importante destacar que a impetração é contra apenas liminar do STJ, mas não há nenhuma ilegalidade contra a autoridade coatora”, disse Zavascki. Os ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia entenderam que o fato de o STJ não ter concluído o julgamento os impede de discutir o mérito do pedido de liberdade, enquanto Gilmar Mendes defendeu que o tribunal julgasse o mérito do habeas corpus, ainda que o STJ ainda não tenha analisado em definitivo o pedido de liberdade. “Há uma demora na apreciação do âmbito do tribunal. Devemos analisar, sim, nesses casos, o próprio fundamento da prisão preventiva”, disse o magistrado, sem, com isso, votar em favor da liberdade a Fernando Baiano. Na primeira instância, defesa do lobista tenta anular as delações do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e de outros colaboradores da Justiça. As delações têm sido um eficaz mecanismo para que investigadores desvendem os nomes de autoridades – incluindo deputados, senadores e ex-governadores – que se locupletaram com o caixa da Petrobras. Diante da perspectiva de duras penas a serem aplicadas pelo juiz federal Sergio Moro e da possibilidade de divulgação de provas incontestes contra políticos que se beneficiaram do esquema, anular as colaborações dos demais envolvidos no Petrolão tornou-se ponto crucial para grandes empreiteiros e empresários presos na Lava Jato. Em documento enviado ao juiz Sergio Moro, a banca de defesa de Fernando Baiano chegou ao extremo de comparar a situação do lobista a casos de executados pelas forças da Inquisição, na Idade Média, e atacou o próprio juiz, a quem acusou de incorporar a tese de “justiçamento” e de promover “terror penal”. Na tentativa de desqualificar os acordos de delação premiada, o lobista, acusado pelo Ministério Público de ter cobrado 40 milhões de reais em propina em dois contratos com a Petrobras, questionou a “ética” da colaboração de criminosos e compara a prática a medidas típicas de estados totalitários. “Não se pode instaurar uma ética pragmática, utilitária e autoritária em que os fins justificam os meios, a utilizar o cidadão como instrumento de realização de uma suposta justiça rápida, asséptica, despreocupada e descompromissada com os direitos e garantias individuais, muito ao feitio de um Estado duro e reacionário, que constrange o cidadão a renunciar direitos fundamentais em prol de eficiência persecutória”, afirma o advogado Nélio Machado. Em sua manifestação à Justiça, Fernando Baiano ainda classificou a denúncia do Ministério Público como “inservível e imprestável”, disse que a acusação de que ele recebeu propina é “absurda” e questionou o fato de as audiências para ouvir testemunhas já estarem marcada antes mesmo de o juiz analisar as respostas apresentadas pelos réus.

Janot quer o fim do sigilo na Lava Jato. Teori opta por "inquéritos ocultos". Vai abrir ou blindar os corruptos?


Os pedidos da Procuradoria-Geral da República de abertura de inquéritos contra políticos citados na Operação Lava Jato devem chegar ao Supremo Tribunal Federal entre a quinta e a sexta-feira desta semana. O procurador-geral, Rodrigo Janot, vai solicitar que o ministro Teori Zavascki (foto), relator do caso no Supremo, retire o sigilo de tudo o que for possível na investigação. Com base no depoimento de dois delatores da Operação Lava Jato e no levantamento de indícios, Janot vai encaminhar à Corte pedidos de abertura de inquéritos contra parlamentares ou outras autoridades que possuem prerrogativa de foro e só podem ser investigados ou processados criminalmente no Supremo. No caso daqueles em que a Procuradoria-Geral da República encontrar evidências suficientes da prática de crimes poderá ser oferecida denúncia (acusação formal). Apesar da grande expectativa em torno da chegada dos pedidos do procurador-geral no Supremo, a divulgação do nomes dos parlamentares que serão investigados na Lava Jato depende exclusivamente de uma decisão de Zavascki. Até o momento, o ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal tem mantido praticamente tudo que é relacionado ao escândalo de corrupção da Petrobrás em sigilo – apenas alguns habeas corpus e recursos já julgados tiveram o teor revelado. Algumas ações da Lava Jato estão em um nível de sigilo superior ao segredo de Justiça – são os chamados “inquéritos ocultos”, quando não é possível nem consultar o processo no sistema do Supremo e nem acompanhar a sua tramitação. As delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, deram origem a 42 procedimentos ocultos no Supremo. Esse número não coincide necessariamente como número de parlamentares que será alvo de pedidos de investigação. Diferentemente das ações que estão apenas em segredo de Justiça, em que são citadas somente as iniciais dos envolvidos, nos processos ocultos nem sequer constam no sistema do Supremo. Criminalistas vêem de forma crítica a manutenção de todas as ações em grau máximo de sigilo. Para eles, se isso ocorrer, haverá um tratamento muito desigual dos parlamentares e daqueles que são investigados pela Justiça Federal no Paraná, onde o juiz Sérgio Moro tem divulgado boa parte de suas decisões. Embora não haja nenhum encontro ou conversa formal agendados para esta semana entre Zavascki e Janot, eles terão pelo menos duas oportunidades de conversar pessoalmente sobre os desdobramentos da Lava Jato: nas sessões plenárias do Supremo que acontecem nas tardes de quarta e quinta-feira.Conforme revelou o Estado em dezembro do ano passado, apenas Costa citou em 80 depoimentos à força-tarefa da Lava Jato uma lista de 28 políticos – que inclui ex-ministros do governo Dilma Rousseff, deputados, senadores, um governador e ex-governadores. A relação inclui políticos que, segundo o ex-diretor da Petrobrás, se beneficiaram do esquema de corrupção e caixa 2 que se instalou na estatal entre 2004 e 2012. Foram citados 10 nomes do PP, 8 do PMDB, 8 do PT, 1 do PSB e 1 do PSDB. Alguns, segundo o ex-diretor de Abastecimento, recebiam repasses com frequência ou esporádicos. Os valores chegavam a R$ 1 milhão.

PEEMEDEBISTAS GAÚCHOS, MORDAM SUAS LÍNGUAS, BEBAM DE SEU PRÓPRIO SANGUE, ENQUANTO ESPERAM NOMEAÇÕES PARA CCs NO GOVERNO DE JOSÉ IVO SARTORI

Os peemedebistas do Rio Grande do Sul, que já andam incomodados com a demora do governo de José Ivo Sartori (PMDB) na nomeação de CCs, e na distribuição de cargos, devem agora morder a própria lingua e beber de seus próprio sangue. Ocorre que Cida Pimentel ganhou uma CC na Secretaria da Cultura do governo Sartori, comandada pelo cantor Vitor Hugo. Ela é companheira do músico Márcio Petraco (filho do falecido socialista Fulvio Petraco), o qual  é petista doente). Não é preciso lembrar que os dois, Mario Petraco e Cida Pimental, fizeram campanha ostensiva para o peremptório "grilo falante" e tenente brigadeiro e poeta de mão cheia Tarso Genro. Bom apetite....

Banco do Brasil pagou comercial quando a socialite tinha quadro no programa Amaury Junior, na Band TV


Quando o petista Aldemir Bendine, atual presidente da Petrobras, comandava o Banco do Brasil, a instituição financeira estatal comprou anúncios na Rede TV! para serem exibidos no horário em que a socialite Val Marchiori tinha um quadro no Programa Amaury Jr.. A publicidade custou R$ 350 mil ao ano e durou apenas enquanto Val Marchiori trabalhou no programa, entre 2010 e 2011. A relação da apresentadora com o Banco do Brasil já é alvo de investigação. Também durante a passagem de Bendine pela presidência do Banco do Brasil (2009-2015), a instituição concedeu empréstimo de R$ 2,79 milhões para uma empresa da socialite, a Torke Empreendimentos. Após receber uma representação feita por funcionários do banco, o Ministério Público Federal em São Paulo pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar as acusações de que o empréstimo seria irregular, uma vez que a amiga de Bendine teria restrições de crédito e renda insuficiente para obter o empréstimo. O Banco do Brasil nega irregularidades e diz que o empréstimo está dentro dos parâmetros. No Programa Amaury Jr., Val Marchiori apresentou um quadro sobre viagens e bens luxuosos do início de 2010 a meados de 2011, quando deixou a Rede TV! para participar do Mulheres Ricas, na TV Bandeirantes. O Banco do Brasil nega que a publicidade tenha relação com Val Marchiori. Diz que a compra do espaço levou em conta "o público-alvo do Banco do Brasil" e que "os investimentos no programa Amaury Jr. em 2010 e 2011 representaram 5,7% de todo o valor aplicado na Rede TV! no período". A Rede TV! afirmou que "não divulga dados dos contratos com seus clientes". 

EM PORTUGAL, MINISTROS DOS ASSUNTOS FISCAIS VÃO EXPLICAR ATUAÇÃO NAS DENÚNCIAS CONTRA O BANCO SUÍÇO HSBC

O atual e o anterior secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Portugal serão ouvidos na próxima sexta-feira (27) à tarde no Parlamento sobre a atuação das autoridades portuguesas no âmbito do esquema de ocultação de dinheiro promovido pelo braço suíço do banco HSBC, revelado com o caso Swissleaks. Os pedidos de explicação partiram do Bloco de Esquerda, que quer saber que passos foram dados no atual governo, em relação a contribuintes com contas suspeitas no estrangeiro. Sérgio Vasques, da equipe do antigo ministro das Finanças socialista Fernando Teixeira dos Santos, é ouvido às 14h na comissão de Orçamento e Finanças, seguindo-se às 16 horas a audição de Paulo Núncio, responsável pela pasta dos Assuntos Fiscais no atual governo. Segundo a investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), o HSBC Private Bank — o braço suíço do banco britânico — teria ajudado a ocultar dinheiro de centenas de milhares de clientes, cuja identidade estará relacionada com uma lista de nomes entregue em 2008 às autoridades francesas por um antigo funcionário do banco. O dado relevado pelo consórcio de jornalistas encontrou mais de 200 portugueses na lista.

Jornais flagram juiz do caso Eike Batista usando caminhonete Porsche Cayenne apreendido do empresário

Na manhã desta terça-feira (24/02), o juiz federal que determinou a apreensão dos bens do Eike Batista, Flávio Roberto de Souza, foi visto pela reportagem da Agência Estado e do jornal Extra dirigindo o Porsche branco do empresário. Segundo o advogado do ex-bilionário, Sergio Bermudes, o magistrado está em posse do automóvel de luxo de Eike Batista e de um piano apreendido. Flávio Roberto de Souza chegou com o veículo à sede da 3ª Vara Criminal Federal, no Centro do Rio de Janeiro, às 10h22. O jornal Extra diz ter feito plantão na porta do local, na Avenida Venezuela, após ser avisado de que o juiz estaria usando o veículo. O automóvel era um Porsche Cayenne turbo, placa DBB 0002. A Justiça marcou para esta quinta-feira (26/02) o leilão de cinco veículos retidos — só o carro mais valioso, uma Lamborghini Aventador, foi estimado em R$ 1,62 milhão.

FIAT FECHA FÁBRICA PORQUE NÃO CONSEGUE ESCOAR PRODUÇÃO EM MINAS GERAIS

A montadora da Fiat em Betim (MG) liberou os 6.000 funcionários dos turnos da manhã e da tarde nesta terça-feira (24) em decorrência da falta de peças para a montagem de veículos, que estão em caminhões retidos nas rodovias. De acordo com a assessoria de imprensa da fábrica, o bloqueio da BR-381, rodovia Fernão Dias, comprometeu o abastecimento de autopeças e componentes. A pista é a principal ligação entre São Paulo e Belo Horizonte (MG). Na segunda, funcionários dos turnos da tarde e da noite já haviam sido dispensados, em decorrência da paralisação. A Fiat informou também que faz um balanço sobre os prejuízos da produção parada e que acompanha os protestos, "na expectativa de que a situação se normalize", segundo informou em nota. Desde a semana passada, caminhoneiros autônomos de vários Estados têm promovido bloqueios em protesto contra a alta dos preços dos combustíveis, dos pedágios e dos valores dos tributos sobre o transporte. Por conta disso, várias cidades já enfrentam problemas de abastecimento de combustíveis e até de alimentos. 

Dilma faz como o sapo e busca se aproximar do PMDB por necessidade, não por boniteza

Em vez de incentivar a criação de um novo partido para quebrar a espinha do PMDB, a presidente Dilma Rousseff resolveu se reaproximar do seu principal aliado, do qual anda distante. Michel Temer, vice-presidente da República e principal liderança da legenda, recebeu no Palácio do Jaburu, na noite desta segunda, a trinca da economia — Joaquim Levy (Fazenda), Alexandre Tombini (Banco Central) e Nelson Barbosa (Planejamento) —, o petista Aloizio Mercadante, ministro da Casa Civil; os peemedebistas Eduardo Cunha, presidente da Câmara, e Renan Calheiros, presidente do Senado, e seus respectivos antecessores: Henrique Eduardo Alves e José Sarney.

Também estavam presentes os sete ministros filiados ao PMDB: Kátia Abreu (Agricultura), Edinho Araújo (Portos), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Vinícius Lages (Turismo), Eduardo Braga (Minas e Energia), Helder Barbalho (Pesca) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos).
Objetivo do encontro? Selar o apoio do partido às duas Medidas Provisórias que resumem o ajuste fiscal defendido pela equipe econômica — que, obviamente, sem o apoio do PMDB, corre riscos. Segundo apuração do Estadão, Cunha — visto hoje como um das pedras na sapatilha da presidente Dilma —, fez uma defesa enfática das medidas.
Ainda de acordo com o Estadão, os líderes peemedebistas não fecharam apoio às duas MPs, mas, tudo indica, haverá um armistício nessa questão. “Falamos que eles terão nossa boa vontade”, afirmou Cunha à Agência Estado.
Os peemedebistas aproveitaram a presença de Mercadante para reclamar da articulação política do governo, que, vejam que curioso, é comandada por… Mercadante. Consta que ele concordou que os problemas existem. Então eu tenho uma saída: que Mercadante demita… Mercadante. O que lhes parece?
O pacote fiscal é considerado vital para que o governo comece a recuperar a credibilidade dos agentes econômicos. Por outro lado, algumas de suas medidas tendem a gerar confronto com entidades sindicais, especialmente as que dificultam o acesso ao seguro desemprego. Sem o apoio do PMDB, é certo que o governo naufragaria. Hoje, mesmo com Joaquim Levy na Fazenda, a desconfiança é enorme. Há justamente o temor de que ele não consiga ver aprovado o pacote.
O delírio petista de tentar quebrar as pernas do PMDB parece ter passado. Por enquanto ao menos. A presidente, tudo indica, jogou a toalha, mas é por necessidade, não por boniteza, o que também explica o pulo do sapo, segundo Guimarães Rosa. Por Reinaldo Azevedo

Se Youssef fala a verdade, Collor prova que um rei, de fato, nunca perde a majestade: doleiro diz que impichado recebeu propina de R$ 3 milhões. Ou: É a lama, é a lama, é a lama!

Que coisa, né? Se o doleiro Alberto Youssef falou a verdade — e ele fez um acordo de delação premiada —, quem um dia foi rei nunca perde a majestade, como reza um velho clichê. Segundo informam Stelita Hass Carazzai e Flávio Ferreira, na Folha  desta terça, Youssef disse a procuradores que o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), ex-presidente da República e hoje um dileto aliado do lulo-petismo, recebeu R$ 3 milhões de propina como resultado de um negócio da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, com uma rede de postos de gasolina.

O intermediário da tenebrosa transação teria sido Pedro Paulo Leoni Ramos, dono da GPI Participações e Investimentos e amigão de fé, irmão, camarada de Collor. Durante seu curto governo doidivanas, Leoni Ramos foi seu secretário de Assuntos Estratégicos. Santo Deus!
O negócio envolvia a troca de bandeira de uma rede de postos. Collor teria ficado com 1% dos R$ 300 milhões em que estava avaliado o negócio. Segundo o doleiro, a grana foi arrecadada nos postos e repassada a Leoni em moeda sonante, dinheiro vivo mesmo, o que impede o rastreamento. Em depoimento anterior, Youssef afirmara que já havia mandado entregar R$ 50 mil a Collor.
Ah, sim: a BR Distribuidora também tinha sido loteada. O PTB, partido do qual Collor é líder no Senado, mantinha dois diretores na empresa: José Zonis, na área de Operações e Logística, e Luiz Claudio Caseira Sanches, na Diretoria de Rede de Postos de Serviço. O pagamento, segundo Youssef, foi feito por um de seus emissários: Rafael Ángulo Lopes.
Leoni Ramos é um dos investigados da Operação Lava-Jato justamente em razão de, digamos assim, “negócios” feitos com Youssef.
A ser verdade o que diz o doleiro — e, reitero, alguém que fez delação premiada estaria correndo um risco imenso ao mentir —, o que temos? A soma do velho patrimonialismo, de que Collor foi o último suspiro na Presidência da República, com o novo patrimonialismo, o do PT. Em 1989, Lula e Collor disputaram o segundo turno da eleição presidencial. O agora senador venceu, para ser impichado em 1992, afogado num mar de lama.
Foi lama o que se revelou no governo Lula em 2005, mas ele sobreviveu, se reelegeu, fez a sua sucessora, que, por sua vez, obteve um segundo mandato. E o Brasil está na… lama. Lula e Collor, agora, estão do mesmo lado, são aliados. Por Reinaldo Azevedo

MSL – Movimento dos Sem-Limite: Lula vai liderar nesta terça ato “em defesa da Petrobras”. Recomenda-se que as galinhas não apareçam…

A cara de pau de Luiz Inácio Lula da Silva, o Babalorixá de Banânia, e de seus companheiros é mesmo um troço assombroso. Este senhor, acreditem, vai liderar, nesta terça-feira, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio, um ato em defesa da Petrobras. Apoiam a manifestação a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que são meras franjas do PT.

O ato tem um “manifesto” intitulado “Defender a Petrobras é defender o Brasil”, no qual se lê esta maravilha: “a investigação, o julgamento e a punição de corruptos e corruptores, doa a quem doer, não pode significar a paralisia da Petrobras e do setor mais dinâmico da economia brasileira”.
O documento, asqueroso do começo ao fim, diz que “cabe ao governo rechaçar com firmeza investidas políticas e midiáticas desses setores para preservar uma empresa e um setor que tanto contribuíram para a atração de investimentos (…)”.
De quais setores Lula e seus amigos estão falando? Quem paralisou a Petrobras foi a roubalheira. Quem paralisou a Petrobras foram os assaltantes que o PT instalou em algumas diretorias; quem paralisou a Petrobras foram aqueles que usaram a empresa para fazer política econômica porca.
Lula e seus amigos estão querendo associar a investigação dos crimes à derrocada da estatal. Em última instância, essa manifestação tem um vetor moral: tudo caminhava muito bem na empresa até decidirem investigar a roubalheira. Paulo Okamotto, um dos braços operativos de Lula, já disse como o PT lida com as empreiteiras: “Você está ganhando dinheiro? Estou. Você pode dar um pouquinho do seu lucro para o PT? Posso, não posso’”. Em suma: o partido se tornou sócio do setor privado. Eis porque eu defini o PT, há mais de 30 anos, como “burguesia do capital alheio”.
O ato é nojento. Lá estarão ditos “intelectuais” como Marilena Chaui, Fernando Morais e Eric Nepumuceno. Juntando os três, entre outras nulidades quando o tema é Petrobras, não se consegue dar uma aula básica sobre as quatro operações.
O PT, definitivamente, perdeu o juízo. A vergonha, bem, essa, convenham, já tinha perdido fazia tempo.
A propósito: notem que o tal ato será feito em ambiente fechado. Lula não teria coragem de liderar essa patuscada em praça pública. Por Reinaldo Azevedo