sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Procuradores declaram guerra a Advogado-Geral da União

Durante o Carnaval, O Antagonista revelou que o Advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, havia redigido ele próprio, no Palácio do Planalto, a Instrução Normativa aprovada em tempo recorde pelo Tribunal de Contas da União, segundo a qual o TCU se torna figurante na aprovação de acordos de leniência espúrios entre as empreiteiras do Petrolão e a Controladoria-Geral da União. Por esses acordos, feitos à margem da Justiça, as empreiteiras pagariam uma multa pelos crimes que cometeram na Petrobras, mas continuariam a fazer negócios com o governo e a receber empréstimos de bancos públicos. Em troca tácita, tentariam evitar que os executivos presos pela Operação Lava Jato fizessem acordos de delação premiada e se comprometeriam a não entregar Lula e Dilma. A Instrução Normativa que transforma o TCU em mero avalista de tais acordos de leniência indecentes motivou uma representação do Ministério Público Federal, requerendo a sua suspensão, e a apresentação na Câmara, pelo deputado Raul Jungmann, do PPS, de um Decreto Legislativo que derruba toda essa presepada feita para melar a Lava Jato. Luís Inácio Adams, no entanto, juntamente com o ministro José Eduardo Cardozo, continua a praticar advocacia administrativa, tanto para as empreiteiras como para Lula e Dilma, crime previsto no Código Penal. Sem nenhum resquício de vergonha, ele resolveu atacar os procuradores da Lava Jato, por tentarem fazer com que as empreiteiras façam acordos de leniência legítimos, no âmbito da Justiça, sem a contrapartida da total impunidade. O ataque do advogado-geral da República ao exemplar trabalho do Ministério Público Federal motivou a seguinte reação:
"A Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) e a Associação Nacional do Ministério Público de Contas (Ampcon) vêm a público deplorar as recentes afirmações do Advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, sobre o trabalho de procuradores da República no caso Lava-Jato. Em entrevista a jornal, o ministro Adams – na fronteira do quanto se espera de quem deve prioritariamente zelar pelos interesses da União, notoriamente afrontados pela prática de corrupção – afirmou que empreiteiras estariam sendo "ameaçadas" para celebrarem acordos de leniência. Em seguida, criticou a ação do MPF de querer celebrar tais acordos obrigatoriamente no bojo desta Instituição. Ao externar essas imaginações, fica óbvio que o ministro Adams assume um protagonismo a que nem mesmo os advogados privados das empreiteiras e dos presos na operação se propuseram. Sucede que o Ministério Público Federal foi, desde o início, procurado por diversos investigados e presos no caso Lava-Jato e, nestas circunstâncias, esclareceu e fixou condições, que observam estritamente o que exige a Lei. As ameaças, de fato, antevistas são outras: as que buscam violar a Lei Anticorrupção, sem reparação integral do dano, em prejuízo à União. A ANPR, com irrestrito apoio da Ampcon, reafirma a total confiança em todos os Procuradores da República que se dedicam diária e incessantemente à Operação Lava Jato, cientes de sua importância para o aprimoramento efetivo das instituições e da real probidade da Administração Pública". Para O Antagonista, Luís Inácio Adams é um fanfarrão perigoso. Mais um.

Judeus comemoram o Purim nesta próxima semana

Nesta próxima semana a comunidade judáica mundial estará celebrando a festa de Purim. Purim é celebrada todo ano no dia 14 de Adar do calendário hebraico. Comemora a salvação do povo judeu na antiga Pérsia da trama de Haman “para destruir, matar e aniquilar todos os judeus, jovens e velhos, crianças e mulheres, num único dia". O império persa do século IV AEC abrangia mais de 127 países, e todos os judeus eram seus súditos. Quando o rei Achashverosh mandou executar sua esposa, a Rainha Vashti, por recusar-se a cumprir suas ordens, ele organizou um desfile de beleza para encontrar uma nova rainha. Uma moça judia, Esther, foi a escolhida e tornou-se a nova rainha, embora ela se recusasse a divulgar qual era sua nacionalidade.



Nesse interim, o antissemita Haman foi nomeado primeiro ministro do império. Mordechai, o líder dos judeus (e primo de Esther), desafiou as ordens do rei e se recusou a inclinar-se perante Haman. Haman ficou ofendido e convenceu o rei a emitir um decreto ordenando o extermínio de todos os judeus em 13 de Adar – data escolhida por um sorteio feito por Haman. Mordechai reuniu todos os judeus, convencendo-os a se arrepender, jejuar e rezar a D'us. Enquanto isso, Esther pediu ao rei e a Haman que fossem com ela a um banquete. Esther revelou ao rei sua identidade judáica. Haman foi enforcado, Mordechai foi nomeado primeiro ministro no lugar dele, e foi emitido um novo decreto – concedendo aos judeus o direito de se defenderem contra seus inimigos. Em 13 de Adar os judeus se mobilizaram e mataram muitos dos seus inimigos. Em 14 de Adar eles descansaram e celebraram. Purim lembra que as ameaças ao povo judeu datam dos tempos do século IV AEC e, coincidentemente, tiveram origem na antiga Pérsia. Hoje, estas mesmas ameaças chegam aos judeus originada do Irã, a atual Pérsia. Mas, assim como no passado, os israelenses saberão se defender. Am Israel Chai – Que viva o Povo de Israel! (Osias Wurman)




Uso do kipá torna-se um perigo para os judeus na Alemanha


Um líder comunitário judaico na Alemanha aconselhou os judeus a não usar yarmulkes (kipás) em bairros com grandes populações muçulmanas. Josef Schuster, presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, recomendou usar um chapéu em lugar do kipá. "A questão é saber se, em áreas com uma grande proporção de muçulmanos, é sensato ser reconhecido como um judeu, usando um kipá, ou se não é melhor usar alguma outra forma de chapéu", disse ele: "Isso é um desenvolvimento que eu não esperava há cinco anos e é um pouco alarmante". Schuster esclareceu que ele não acreditava que os judeus na Alemanha devessem esconder-se por medo. Ele também disse que a maioria das instituições judaicas na Alemanha são bem protegidas. O ex-presidente do conselho, Charlotte Knobloch, havia aconselhado os judeus alemães a não serem visíveis como judeus em público.

MADONNA COMPARA FRANÇA COM ALEMANHA NAZISTA


A estrela pop Madonna disse à rádio francesa que a "intolerância" agora era tão alta na França e na Europa que até "parece como na Alemanha nazista." Em declarações à rádio Europe 1, em entrevista que foi ao ar nesta sexta-feira de manhã, Madonna disse que "o antissemitismo está em um ponto mais alto na França e no resto da Europa”, e comparou o ambiente atual ao período em que o fascismo alemão estava em ascensão. "Estamos vivendo em tempos loucos. Parece que estamos na Alemanha nazista", disse a cantora de 56 anos, chamando a situação de "assustadora", e lamentando o que ela descreveu como a perda da tradição de acolher a diversidade e honrar a liberdade na França. "Era um país que abraçou a todos e promoveu a liberdade em todos os sentidos, forma ou diversidade - expressão artística da liberdade", disse Madonna. "Agora, está tudo completamente desaparecido.

Deputado Jerônimo Goergen solta nota para explicar seu apoio aos caminhoneiros

Nota à imprensa - A propósito de informações distorcidas sobre o movimento paredista dos caminhoneiros e envolvendo o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) vem a público para prestar os seguintes esclarecimentos: “Foi com surpresa e indignação que recebi a notícia via setor empresarial de que eu estaria trabalhando para insuflar as manifestações nas estradas brasileiras. Quero deixar bem claro que minha atuação parlamentar sempre se deu dentro dos limites da lei e da responsabilidade que o mandato parlamentar exige. O que fiz foi cobrar a abertura de um canal de negociação entre o movimento independente dos caminhoneiros e representantes do governo federal. Soube, isso sim, identificar via redes sociais, lideranças autênticas que estavam organizando os protestos. Os trabalhadores pagaram as próprias despesas e vieram a Brasília em busca de apoio político. Na última terça-feira (23), estes mesmos representantes do movimento puderam participar da reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), expondo o problema para diversos deputados presentes. Este mesmo governo subestimou a força do setor e ignorou os apelos da categoria em busca do diálogo. Agora, o Palácio do Planalto não sabe o que fazer com tudo o que está ocorrendo. Os bloqueios nas rodovias afetam incrivelmente a economia brasileira e exigem medidas reais por parte dos governantes. Como, por exemplo, a redução de impostos nos combustíveis. Os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, me acusam de estimular a manifestação. Quem sou eu para impedir o fim da greve? Deviam ter tido habilidade e humildade para tratar o assunto com a devida atenção. Hoje, a nossa indústria está parada, os agricultores perdendo a produção e a população corre o risco do desabastecimento. A economia já combalida sofre ainda mais. A culpa é do governo que não cuida do Brasil, da economia, da ética e do nosso futuro. Peço a todos, se é que tenho a força que o governo diz que tenho, para que haja bom senso e possamos resolver esta crise com muita rapidez, para que não tenhamos mais perdas do que já tivemos. Mas o governo precisa agir.” Deputado Federal Jerônimo Goergen (PP-RS) - Coordenador Institucional da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)

COMBOIO DE CAMINHÕES SAI DE SANTA ROSA, NO RIO GRANDE DO SUL, PARA IR A BRASÍLIA, ENGROSSANDO NO CAMINHO ATÉ TOMAR CONTA DA ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS

Um comboio de caminhões de carga saiu esta tarde do município gaúcho de Santa Rosa, já passou por Três de Maio e iniciou sua marcha rumo a Brasília. A idéia é ir engrossando o caminhonaço ao longo das estradas federais, até que todos cheguem diante do Palácio do Planalto, na Praça dos Três Poderes, na segunda-feira. Por todas os municípios das regiões das Missões, Planalto e Alto Uruguai, no Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira, cidades inteiras pararam para apoiar o movimento. Prefeituras e comércio fecharam as portas para que os funcionários pudessem fazer parte das passeatas.

De O Antagonista - Exclusivo - Renato Duque foi solto a pedido de Lula

No contexto da Operação Lava Jato, uma das perguntas que permanecem sem resposta é por que Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, foi solto por ordem do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal -- e, depois, teve novo pedido de prisão preventiva negado por obra do mesmo Teori, que convenceu Gilmar Mendes e Carmen Lúcia a segui-lo na decisão. Afinal de contas, está mais do que provado que Renato Duque, homem de José Dirceu e do PT, era um dos principais engenheiros do propinoduto que sangrou a estatal. O Antagonista apurou com três fontes diferentes, para chegar à resposta. Renato Duque não está livre por falha de argumentação do juiz Sergio Moro e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como pensam alguns. Esse foi apenas o pretexto. Renato Duque está livre por causa de Lula. A prisão de Renato Duque, em novembro do ano passado, fez com que a sua mulher entrasse em desespero. Sem poder contar com José Dirceu, pato manco depois do mensalão, ela recorreu a Paulo Okamotto, o faz-tudo de Lula. Para acalmá-la, Okamotto afirmou que a situação se arrumaria num curto espaço de tempo, mas ela lhe disse que não cairia nessa conversa. Que, se fosse necessário, teria como reunir provas suficientes para provar que Lula sabia e participara do esquema do petrolão. Diante da ameaça, Okamotto disse a Lula que ele deveria encarregar-se da questão pessoalmente. Lula encontrou-se com a mulher de Renato Duque e tentou persuadi-la de que o seu marido ficaria na prisão menos do que se imaginava. Em vão. Ela voltou a afirmar que implicaria o ex-presidente no escândalo, se Renato Duque não fosse libertado rapidamente. Acuado, Lula pediu ajuda a um ex-ministro do STF de quem é muito amigo. Ele se prontificou a socorrer o petista. O melhor caminho, disse o ex-ministro do STF a Lula, era procurar Teori Zavascki. Foi o que o amigo de Lula fez: marcou um encontro com Teori Zavascki, para lhe explicar como era urgente que Renato Duque fosse solto, porque, caso contrário, Lula seria envolvido "injustamente" num escândalo de proporções imprevisíveis para a estabilidade institucional. Teori Zavascki aquiesceu. Avisado pelo amigo ex-ministro do STF, Lula comunicou à mulher de Renato Duque que tudo estava resolvido. Foi assim que Renato Duque, passados pouco mais de quinze dias após a sua prisão, viu-se do lado de fora da carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Com o emprego já capenga, governo onera a folha de pagamento… tsc, tsc, tsc. Ou: Dilma no mato, sem um rottweiler amoroso!

Dilma está no mato, cercada por muitos cachorros, e nenhum deles é um rottweiler amoroso. São vira-latas famintos. Posts abaixo, vocês leem que a crise chegou ao emprego para ficar. Um ser lógico diria que, nesses casos, o conveniente é tomar medidas para incentivar a contratação, certo? Pois é…

Quando, no entanto, o cobertor é curto, começa aquele troço de cobrir o dorso e descobrir os pés. No esforço de fazer o mixuruca superávit primário, o governo está em busca de receita. E faz o quê? Decide elevar, por Medida Provisória, em até 150% o imposto sobre a folha de pagamento. É evidente que a medida afeta diretamente o… emprego. Leiam texto da VEJA.com.
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O governo publicou nesta sexta-feira a Medida Provisória 669 que eleva as alíquotas de contribuição para a Previdência das empresas sobre receita bruta, reduzindo a desoneração da folha de pagamentos, iniciada em 2011. A partir de junho deste ano, as empresas que tinham alíquota de 1% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta terão de contribuir com 2,5%, enquanto as que tinham alíquota de 2%, terão de arcar com 4,5%, de acordo com a MP publicada no Diário Oficial da União (DOU).
A mudança vai atingir 56 setores produtivos, alguns contemplados com o benefício desde 2011 e outros desde o ano passado, quando o governo decidiu tornar permanente a medida. O objetivo era reduzir os gastos com a mão de obra, estimular o mercado de trabalho e, consequentemente, a economia.
A alíquota maior, de 4,5%, é voltada para o setor de serviços, que inclui, por exemplo, empresas de call center, de tecnologia de informação, empresas jornalísticas, além do setor de construção civil e de transporte rodoviário e metroviário de passageiros.
Já o recolhimento de 2,5% abrange empresas do comércio varejista e de vários segmentos da indústria, como têxtil, aves e suínos, móveis, brinquedos, medicamentos, fabricação de aviões, navios e ônibus, material elétrico, equipamentos médicos e odontológicos, pneus e câmaras de ar, tintas e vernizes, borracha, vidros, entre outros.
Em 2011, o governo passou a desonerar a folha de pagamento de alguns setores substituindo o imposto de 20% sobre o salário por uma alíquota cobrada do faturamento das empresas, que variava de 1% a 2%, dependendo da companhia. Agora, este imposto sobre o faturamento aumentou.
Em janeiro, a arrecadação de tributos e contribuições federais somou 125,282 bilhões de reais, queda real de 5,44% ante igual mês do ano passado, conforme divulgado nesta semana pela Receita Federal.
A decisão faz parte do esforço do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para alcançar a meta de superávit primário em 2015. O governo anunciou nesta terça-feira que vai cortar gastos públicos.
Uma edição extra do Diário Oficial da União, com o decreto 8.412, definiu limites para os gastos não-obrigatórios do governo, também chamados de discricionários, nos quais estão inseridos investimentos e transferências para programas sociais. O decreto vale para o primeiro quadrimestre do ano.
Segundo o texto, o valor máximo que poderá ser desembolsado até abril é de 75,15 bilhões de reais. Deste total, 59,98 bilhões de reais serão direcionados para despesas de custeio e 15,17 bilhões de reais para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Por Reinaldo Azevedo

Como??? Assim não! Então procurador-geral anuncia no dia 27 de fevereiro que sua casa foi arrombada e invadida no fim de janeiro? E o que quer dizer, Cardozo, “radicais se avolumando em vários segmentos”? Ou: Autoridades têm de ter mais responsabilidade

Autoridades têm de ter responsabilidade.

Autoridades são autoridades porque a função institucional que ocupam os torna… autoridades!
Autoridades são donas do seu corpo, mas não são donas do seu cargo.
Autoridades têm o direito à vida privada desde que a vida privada não comprometa a sua função pública.
Rodrigo Janot, procurador-geral da República, anunciou hoje, dia 27 de fevereiro, que sua casa em Brasília foi arrombada e invadida no “fim de janeiro”. Não sei o que quer dizer “fim de janeiro”, mas suspeito que haja algum registro da ocorrência em alguma instância. Acabo de me informar e asseguro que a casa do procurador-geral é guardada, desde sempre, por uma esquema oficial de segurança. Os agentes federais estavam dormindo nesse dia?
Como o procurador-geral da República é procurador-geral da República, não procurador-geral de si mesmo, nós deveríamos ter sabido dessa ocorrência, não? A informação deveria ter vindo a público imediatamente. Janot faz de si mesmo o que quiser; é problema dele. A segurança do chefe do Ministério Público Federal é problema nosso.
Estou desconfiando de que a invasão não tenha acontecido? Não! Se estivesse, diria. Detesto o estilo oblíquo, que sugere, que infere, que se acovarda no estilo, geralmente ruim. Estou dando fé. Se ele diz que foi, então foi. Quero saber a razão de anunciar isso um mês depois.
Ele próprio sugere algo de estranho, não um simples assalto. Afinal, os invasores deixaram de levar uma pistola com três carregadores — e assaltantes gostam de pistolas, certo? —, máquina fotográfica e outros objetos de valor. Tudo ficou onde estava. Só levaram o controle remoto do portão. Mesmo assim, Janot diz não acreditar que o evento tenha alguma relação com a Operação Lava Jato. Então tá bom.
Na conversa fora da agenda que Janot manteve com José Eduardo Cardozo, o ministro da Justiça o teria alertado sobre o aumento do risco à sua segurança. Por essa razão, nada menos de 80 agentes federais faziam o protegiam nesta sexta-feira, em um evento do Ministério Público em Uberlândia, de solidariedade a um promotor que sofreu um atentado. A Polícia Federal, que guarda o procurador-geral, informa que o tal alerta, vocalizado por Cardozo, não partiu dela. Então partiu de quem?
Cardozo, esta figura exótica da República, disse a Janot que o aumento do risco se deve a “radicais se avolumando em vários segmentos”. Radicais se avolumando em vários segmentos? Em quais segmentos? Gente de extrema direita? Gente de extrema esquerda? Gente da extrema-central? Gente de extremo saco cheio? Quais segmentos?
Eu não gosto dessa história de autoridades virem a público para anunciar conspirações em marcha — ou sugerir alguma. Ou espalhar, de forma solerte, que elas existam. Sempre acho que quem apela a esse expediente está em busca de pedir à sociedade uma licença especial para comportamentos heterodoxos.
Por exemplo: é bastante heterodoxo que o procurador-geral se reúna com o ministro da Justiça e com o vice-presidente da república — e chefe inconteste do PMDB — pouco antes de tomar uma decisão importante. Se Geraldo Brindeiro tivesse feito isso no governo FHC, teria sido chamado de “estuprador-geral da República”.
Tendo havido a invasão — e a minha ressalva apenas faz parte da retórica decorosa, que procura chegar ao cento da questão —, eu me solidarizo com o homem Janot. Mas aponto, então, o erro brutal cometido pelo procurador-geral, que só agora informa a ocorrência. Quanto a José Eduardo Cardozo, dizer o quê? Eu nunca tenho nada de diferente a recomendar a este senhor: sempre é a demissão.
Por Reinaldo Azevedo

Moradores de condomínio construído pelo PT em Porto Alegre homenageiam traficante executado por concorrentes com uma enorme parece grafitada


Moradores de um condomínio popular construído pela prefeitura de Porto Alegre, na gestão do petista "Exterminador do Futuro" Olívio Dutra (PT), se cotizaram e contrataram um grafiteiro, por R$ 15 mil, para pintar um painel de 60 metros quadrados em homenagem ao traficante Xandi, assassinado por um grupo rival em Tramandaí no início deste ano. Acionado para exigir a remoção do painel, que ocupa toda uma fachada do condomínio Princesa Isabel, localizado na avenida de mesmo nome, no Bairro Azenha, o prefeito José Fortunati alegou que nada pode fazer, pois no momento da entrega das chaves aos moradores, o Executivo deixou de ter ingerência sobre o prédio. A justificativa da presidente da associação dos moradores para a homenagem foi de que “a gente o amava de paixão”. O condomínio sempre esteve envolvido em polêmicas. Quando de sua construção, gerou indignação por parte dos moradores do bairro, já que serviria para abrigar 240 famílias carentes, que pagariam valores subsidiados pelo Município. Os imóveis não poderiam ser comercializados, mas não foi o que aconteceu. Além disso, com frequência a Polícia Civil encontra armas e drogas no local, conhecido ponto de tráfico da capital gaúcha. O condomínio fica localizado a 10o metros do Palácio de Polícia. Porto Alegre sempre foi tida como a cidade brasileira com o maior número de drogados no País. Agora isso fica escrachado, com a louvação de traficante morto em avenida de grande trânsito, quase central, poucos metros distante do importante Instituto de Cardiologia. Mas, também está perto dos cemitérios da cidade, para onde acabam indo os traficantes de drogas. 

A crise chegou ao emprego. E para ficar! Vai-se a última âncora da empulhação petista

A geração de emprego sempre foi uma espécie de âncora da empulhação petista. Por razões várias, a crise demorou um pouco para chegar ao setor. Mas chegou. E isso contribui também para o mal-estar que anda nas ruas. A equação é complexa. Fechamento de postos de trabalho ou baixa criação de empregos não se refletem automaticamente na taxa de DESEMPREGO porque há o fator “desalento”, que os governantes adoram ignorar. Como o sujeito DEIXA DE PROCURAR EMPREGO, então não aparece nas estatísticas como desempregado.

Leiam o que vai na VEJA.com:
O Brasil fechou 81.774 vagas formais de trabalho em janeiro, o pior resultado para o mês desde 2009, quando haviam sido eliminados 101.748 postos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho, nesta sexta-feira. Pesquisa da Reuters feita com analistas mostrou que a mediana das expectativas era de fechamento de 20.000 empregos. Em janeiro do ano passado, o saldo líquido havia sido positivo em 29.595 vagas. Este foi o segundo mês consecutivo de redução de postos de trabalho formais no Brasil, após o fechamento em dezembro de 555.508 posições com carteira assinada, sem ajustes. No primeiro mês deste ano, o comércio varejista fechou 97.887 postos de trabalho, enquanto o comércio atacadista mostrou estabilidade com a criação de apenas 87 vagas. Já a área de serviços registrou perda de 7.141 postos de trabalho. Por outro lado, a indústria de transformação voltou a contratar em janeiro após oito meses perdendo vagas, com 24.417 postos de trabalho criados. A agricultura teve geração de 9.428 vagas. A alta do desemprego no início deste ano também foi confirmada pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Conforme divulgou nesta semana o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de desocupação subiu de 4,3% em dezembro (mínima histórica) para 5,3% em janeiro, refletindo a baixa confiança na economia brasileira. Por Reinaldo Azevedo

O fim do sigilo dos inquéritos é mera alegoria de mão; o que importa é outra coisa

Segundo o “Painel”, da Folha, Teori Zavascki — que soltou o petista Renato Duque e manteve presos os demais, os não petistas — sinalizou que deve acatar o pedido de Rodrigo Janot, procurador-geral, e determinar o fim do sigilo nos pedidos de inquérito. É? Fim de sigilo do quê? Dos nomes, não haveria de ser porque já não há sigilo mesmo. Do andamento das investigações? É o que costumo chamar de “alegoria de mão” em direito. Serve para fazer movimento. E nada mais.

O que interessa é outra coisa: haverá ou não denúncias? Eu já havia recebido a informação de que Janot optaria principalmente pelos pedidos de abertura de inquérito, que são um pouco mais do que nada. Segundo a Folha, ele optará apenas por esse expediente.
Em tese ao menos, dá tempo de empreiteiros serem condenados em regime fechado, enquanto os principais beneficiários do petrolão estarão ainda sendo “investigados”.
Estou preocupado com os “irmãos empreiteiros” na cadeia? Não! Estou lamentando é que larápios fiquem soltos.
Se acontecer como se anuncia, a dupla Janot e Zavascki vai produzir muito barulho e pouca substância.
Por Reinaldo Azevedo

Caminhoneiro, produtores de leite e pelotenses pediram o impeachment de Dila

Pelo menos 300 manifestantes, aos gritos de “Fora Dilma”, ficaram em frente ao portão de entrada do parque eólico Geribatu, em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, bem na fronteira com o Uruguai, onde a presidente petista foi inaugurar o empreendimento. Os manifestantes são apoiadores do movimento dos caminhoneiros, que iniciaram os bloqueios em território gaúcho exatamente nessa região, que é a mais afetada com o desabastecimento de produtos no Rio Grande do Sul. Dilma se deslocou de helicóptero para não ter de se confrontar com o protesto, que só verá pela televisão. Além dos caminhoneiros, também os produtores de leite se mobilizaram para dificultar a passagem da comitiva pela BR-471. Já uma parte significativa da população de Pelotas, espontaneamente, bloqueou a avenida Fernando Osório, à saída do aeroporto, ampliando o cerco de protesto contra a petista Dilma.

Dilma Rousseff participa de inauguração de parque eólico no Rio Grande do Sul e foi alvo de protestos


Na tentativa do Planalto de reverter a queda de popularidade de Dilma Rousseff (PT), a presidente participou, na tarde desta sexta-feira, da inauguração do parque eólico Geribatu, em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai. Dilma chegou ao local às 15h15min, após se deslocar de Pelotas, onde desembarcou pouco antes das 14 horas, até o município em helicóptero, acompanhada do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, do ministro das Relações Institucionais, o trotskista gaúcho Pepe Vargas, e do governador José Ivo Sartori (PMDB). Ao chegar no parque eólico, a presidente petista foi aplaudida por uma platéia petista que a aguardava e o governador Sartori foi vaiado, naturalmente. Mas, do lado de fora do pavilhão da cerimônia, centenas protestavam contra a petista Dilma, ao lado de caminhoneiros. Sartori comemorou a inauguração do parque eólico: "Buscar novas alternativas estratégicas é uma pauta que une a todos. É uma imposição moral que se impõe à nossa geração, que tem outra visão da sociedade e outra forma de constituir a energia que faz o crescimento das comunidades. É uma questão de responsabilidade com nossos filhos, netos e bisnetos". Mas, nenhuma autoridade, em uma prova de completo autismo, fez uma só referência aos protestos nacionais dos caminhoneiros. A petista Dilma usou sua fala durante a inauguração para justificar o aumento nos preços no setor de energia: "Os aumentos nos preços de energia são passageiros e são em função do fato de que o País enfrenta a maior falta de água dos últimos cem anos. Isso não significa que vamos ter qualquer problema sério ou mais sério na área de energia elétrica. Não iremos ter. Mas também não significa que vamos sair por aí jogando energia pela janela e não consumindo de forma racional". 

“O PSD GAÚCHO É CONTROLADO POR UM CORRUPTO”, AFIRMA WAMBERT


O advogado e professor universitário Wambert Gomes Di Lorenzo assinará ficha de filiação, na próxima segunda-feira, no PSDB, partido do qual se desfiliou no final de 2013, após 23 anos de militância, para ingressar no PSD. Na última eleição, ele concorreu a deputado federal já pela nova sigla e obteve 13 mil votos, o que foi uma votação muito expressiva para quem concorria pela primeira vez, e ainda mais a deputado federal. A justificativa de Wambert para a troca de partido foi sua discordância em aceitar que o PSD gaúcho, ao qual pertence o vice-governador José Paulo Cairoli, seja controlado por Marco Aurélio Chedid, denunciado por corrupção pelo Ministério Público Federal no ano passado, como resultado da Operação Concutare, que investigou fraudes na concessão de licenças ambientais. O advogado não entende como Cairoli aceita subordinar-se a Chedid: “Ele se comporta como se fosse um refém”. Wambert, que leciona a disciplina de Ética na PUC, também critica a falta de ideologia do partido, cujas ações, assegura, são norteadas exclusivamente pela necessidade de obter cargos em governos. Quaisquer governos. (Políbio Braga)

Caminhoneiros bloqueiam a BR 101 e impedem acesso de caminhões de carga a Florianópolis, imenso congestionamento na região


Por volta das 11h desta manhã de sexta-feira, caminhoneiros manifestantes chegaram a bloquear totalmente a BR-101 entre o km 199 e km 200, em São José na Grande Florianópolis. Cargas rodoviárias não chegaram a Florianópoilis. Nem mesmo jornais do Sul conseguiram passar pelo bloqueio. Manifestantes atearam fogo em pneus no meio das pistas da BR 101. Cerca de meia hora depois a pista foi liberada no sentido Sul e uma das pistas no sentido Norte. Próximo ao meio dia a fila já se estendia até a ponte Colombo Salles, na saída da Ilha de Santa Catarina. Segundo a Polícia Rodoviária Federal a fila chegava a 4 quilômetros no sentido Norte.

Povo do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina vai para as ruas dar apoio aos caminhoneiros e contra o governo do PT, enquanto Dilma usa a força para conter manifestantes


Ao contrário do que poderia imaginar o governo do PT, a população, mesmo prejudicada por desabastecimento, vem dando crescente apoio aos caminhoneiros que promovem greve em todo o País. Em São Miguel D'Oeste, Santa Catarina, estudantes usando Whats App mobilizaram a população e em pouco minutos até a prefeitura parou em apoio aos bloqueios. Em Palmeira das Missões, uma reunião pela manhã entre entidades de classe — como Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato Rural e Rotary Club — e a prefeitura determinou o pacto com as reivindicações dos caminhoneiros. Foi marcada para as 15 horas desta sexta-feira uma paralisação geral, e o comércio está sendo chamado para interromper o atendimento. Em Júlio de Castilhos, Passo Fundo, São Vicente do Sul e São Sepé também há paralisação. O mesmo ocorre em Três Cachoeiras, no Rio Grande do Sul, onde a Polícia Rodoviária Federal usou de truculência. O governo do PT está batendo e prendendo trabalhadores em manifestação. "Decidimos fazer esse manifesto de apoio às reivindicações por considerar que muitas delas são de toda a população, principalmente a alta no preço dos combustíveis. A idéia é também protestar por outras questões que afetam o povo brasileiro, como a crise moral que as instituições estão vivendo", diz o prefeito de Palmeira das Missões, Eduardo Russomano Freire (PDT). Os motoristas prometeram bloquear a passagem da comitiva presidencial de Dilma para Santa Vitória, esta tarde. Dilma viaja de helicóptero, mas o resto de sua comitiva vai ser paralisado pelo bloqueio.

Orçamento da União vai ter um corte poderoso

O governo da petista Dilma Rousseff conta com a aprovação do Orçamento de 2015 na próxima semana no Congresso Nacional. O contingenciamento de despesas, preparado há quase três meses pela equipe econômica, está praticamente pronto e deve sair "imediatamente após a aprovação da Lei Orçamentária", disse uma fonte do governo. O corte está sendo preparado para sair em meados de março. O governo, porém, ganhou fôlego em sua missão de ajuste fiscal com o decreto de programação orçamentária anunciado ontem pelo secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, que reduzirá os gastos da máquina até que o Orçamento ser aprovado. Sobre o Orçamento, o governo vai aplicar um contingenciamento de despesas que deve oscilar entre R$ 65 bilhões e R$ 80 bilhões. Se confirmado, será o maior corte de gastos dos últimos 15 anos. O tamanho do contingenciamento em gestação tem assustado os ministros. Um do auxiliares mais próximos da presidente disse que o corte será "de chorar". Nos últimos dias, a equipe econômica e a própria presidente tem ouvido reclamações de diversas áreas. Em vários ministérios o medo é que aquilo que sobrar do Orçamento mal dará para pagar contas, quanto mais fazer qualquer tipo de investimento. Algumas propostas iniciais dos novos ministros devem sair desidratadas. É o caso, por exemplo, do Plano Nacional de Exportações, que está sendo trabalhado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Sem recursos, o governo não vai poder atender aos pedidos de desonerações e financiamento, feitos pela indústria, e pode até mesmo cancelar ou diminuir alguns dos poucos que sobrevivem, como o Reintegra.

Dilma vira madrasta do PAC. Corte em obras é de R$ 32,6 bilhões



Como mais uma medida do ajuste fiscal, o governo federal bloqueou temporariamente nesta quarta-feira R$ 32,6 bilhões de despesas previstas para o pagamento de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O corte atinge a principal iniciativa em infraestrutura do governo da presidente Dilma Rousseff, que chegou a ser apelidada de “mãe do PAC” na primeira fase do programa, ainda durante o governo Lula. Segundo o Ministério do Planejamento, o bloqueio atinge obras que ainda não saíram do papel. O governo fará uma avaliação desses projetos e, em julho, decidirá se cancelará as verbas que haviam sido previstas para essas obras ou se manterá parte delas. Os R$ 32,6 bilhões bloqueados são relativos a valores de 2013 ou anos anteriores que não foram gastos porque as ações não se iniciaram. Segundo o Planejamento, há R$ 60,2 bilhões em despesas previstas de outros anos para pagamentos de obras do PAC, chamados de restos a pagar. Dessa quantia, R$ 30,2 bilhões não foram bloqueados porque as obras estão em curso e na fase de pagamento. O bloqueio dos recursos foi determinado nesta quarta-feira pela equipe econômica como parte de um congelamento maior, no esforço de ajuste fiscal. O governo se debruçou sobre R$ 188,5 bilhões de verbas para ações ou obras que não deslancharam até o ano passado, incluindo as do PAC. Decidiu congelar R$ 142,6 bilhões, sendo R$ 71,6 bilhões de verbas inscritas em 2013 e outros R$ 71 bilhões de 2014. O Orçamento da União prevê o pagamento em etapas. A primeira é o empenho, que é a reserva do dinheiro e a promessa de que o pagamento ocorrerá. Depois, há a liquidação, quando o pagamento é feito. Os restos a pagar são despesas previstas, mas que não foram liquidadas. Segundo os técnicos, isso ocorre quando a ação, projeto ou obra não tem o andamento esperado. O dinheiro fica retido na fase de empenho. O decreto 8.407, publicado ontem no Diário Oficial da União, determina o bloqueio e o possível cancelamento de despesas inscritas até 2014, justamente em restos a pagar não processados (gastos contratados em anos anteriores, mas ainda não realizados). Na reunião com a cúpula do PMDB, segunda-feira, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, avisou que o governo estava adotando uma medida que mexeria nos chamados restos a pagar. O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), disse que a equipe econômica avisou que seriam medidas duras: "Eles disseram que ia ser um decreto muito duro. Mas vai paralisar todas as obras?" — questionou ontem o líder. Segundo nota divulgada pelo Ministério do Planejamento, a medida está sendo adotada para que o governo possa “avaliar, em conjunto com os ministérios, a execução financeira e o planejamento fiscal das ações e projetos que ainda não foram liquidados”. De acordo com a pasta, os órgãos poderão desbloquear os recursos inscritos em restos a pagar não processados de despesas que iniciarem sua execução até 30 de junho de 2015. Nos casos em que não houver previsão de início da despesa até essa data, os ministérios deverão justificar a manutenção dos correspondentes empenhos à Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento e ao Tesouro Nacional até 30 de abril de 2015. Os ministérios da Fazenda e Planejamento deverão se manifestar sobre a solicitação de desbloqueio até 30 de junho. Após essa data, os saldos de empenhos de restos a pagar não processados que permanecerem bloqueados serão cancelados. No caso de 2014, além de preservar parte dos recursos do PAC, ficaram de fora do bloqueio temporário verbas dos ministérios da Saúde e da Educação (que financiam a manutenção e o desenvolvimento do ensino) e também as emendas individuais obrigatórias incluídas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014.

Lula tenta contornar insatisfação da base aliada parlamentar em Brasília



Em 24 horas de Brasília, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu mais alento à base de apoio do governo no Congresso que a presidente Dilma Rousseff em dois meses de mandato. Em reuniões com as bancadas do PT e do PMDB no Senado, além de líderes de outros partidos, Lula assegurou: a presidente da República está disposta e se esforçar para melhorar. De tudo que ouviu e anotou, Lula concluiu que a atual coordenação política do governo não vira o ano. A visita de Lula deu alento, no entanto, aos mais céticos do PT que temem pela repetição de uma novela: Lula vem eventualmente a Brasília, conversa com todos, diz que a presidente vai mudar, e quando ele decola de volta a São Paulo tudo volta à antiga rotina. A expectativa dos mais otimistas é que a extensão da crise e as ameaças a seu mandato tenham de fato despertado a presidente para a necessidade de fazer mais política. Nas conversas que manteve em Brasília, Lula deixou os interlocutores convencidos de que vai assumir um protagonismo maior neste segundo mandato de Dilma. A avaliação é que a conjuntura não é nada favorável ao governo, no curto prazo, e que Lula é essencial para ajudar a recompor a base aliada, reaproximar o governo do PMDB e na interlocução com empresários. No jantar na casa de Jorge Viana, na noite de quarta-feira, os petistas degustaram salada de bacalhau, peixe com molho de camarão e vinho argentino Angélica Zapata. Em tom conciliador, Lula disse que a disputa entre PT e PMDB pela presidência da Câmara chegou ao fim com a vitória de Eduardo Cunha e desse modo ele não pode mais ser tratado como um adversário, porque se tornou presidente de um poder. Agora o PT e o governo precisam conviver com ele. Sobre o pacote fiscal, Lula disse que o PT precisa se perguntar como deseja ver o Brasil em dezembro de 2018, qual é o país que será entregue ao sucessor de Dilma. Para o ex-presidente o discurso do governo é árido e pessimista, só fala em cortes de gastos. No entanto, há coisas positivas que Dilma poderia anunciar, tais como o PAC 3, já formatado, e novas concessões de rodovias. Lula exortou os petistas a reagir às acusações de que as doações de campanha ao PT - numa alusão implícita às empreiteiras envolvidas na Operação Lava-Jato -, são ilegais. Como exemplo, o ex-presidente citou o PSDB e doações de empresas envolvidas na investigação de desvios em licitações relativas aos trens do metrô de São Paulo. "As doações ao PT são roubo, propina, e as deles (outros partidos) são compromisso ideológico, campanha da fraternidade", disse. Lula ressalvou que não adianta surgirem denunciados de outros partidos envolvidos nas denúncias da Lava-Jato, numa referência à iminente lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que na próxima semana segue para o Judiciário. Disse que o PT tem que se preocupar com a sua situação, mas sem permitir que os adversários fiquem "bancando os vestais". Aos petistas, ele reiterou a declaração que fez no ato público em defesa da Petrobras no Rio de Janeiro, quando disse que demorou a andar de cabeça erguida, e não é agora que o obrigarão a abaixá-la. Na ocasião, Lula também afirmou que a presidente Dilma precisa "levantar a cabeça", lembrar que venceu as eleições e governar o País.

Juiz mantém na sua garagem o carro de Thor Batista


Mesmo afastado do caso por ordem da Corregedoria da Justiça Federal do Rio de Janeiro, o juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Criminal Federal, continua mantendo na garagem do prédio onde mora o luxuoso Range Rover que pertence a Thor Batista, filho do ex-bilionário Eike Batista, cujos bens ele mandou apreender. O flagrante foi feito na manhã desta sexta-feira (27). O afastamento do juiz da condução dos processos contra Eike Batista foi determinado pela corregedora-nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, na noite desta quinta-feira. O juiz Flávio Roberto de Souza foi flagrado dirigindo o Porsche Cayenne de Eike Batista, que guardou na garagem do prédio onde mora, junto com a Range Rover de Thor Batista. Flávio Roberto Souza também deu a um vizinho a guarda de outro carro da família de Eike Batista e de um piano de cauda, que ele também mandou apreender. Nancy Andrighi determinou que os processos de Eike Batista sejam distribuídos a outro juiz e também a instauração de procedimento disciplinar que tramitará junto com uma sindicância já aberta na Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. O plenário do Conselho Nacional de Justiça, segundo dispõe a Lei Orgânica da Magistratura, poderá aplicar sanções ainda mais duras, como o afastamento do magistrado de suas atribuições. Andrighi considerou que "não há e nem pode haver" possibilidade de "um juiz manter em sua posse patrimônio de particular". Ela destacou que, como justificativa para o seu ato, o magistrado afirmou que vários juízes fazem o mesmo. Para ela, o juiz federal feriu o código de conduta da magistratura.

DÓLAR BATE R$ 2,91 NA ABERTURA, INFLUENCIADO PELO MERCADO EXTERNO


O dólar à vista no balcão abriu hoje com forte avanço, acima de R$ 2,91, influenciado pelo viés de alta da moeda frente às principais divisas de países emergentes e ligadas a commodities. A máxima registrada na abertura é a maior desde 6 de setembro de 2004, quando o dólar fechou em R$ 2,913. Os ajustes iniciais também se devem a influências técnicas da pressão dos "comprados" na rolagem de contratos cambiais visando fortalecer a taxa Ptax de hoje - a última de fevereiro -, além da cautela decorrente do aumento das alíquotas incidentes sobre a folha de pagamento de empresas de cerca de 56 setores produtivos do País. A agenda forte e a definição da Ptax embute volatilidade no mercado. O dólar à vista subia 1,22% no balcão às 9h30, para R$ 2,9130 (mesma cotação da abertura). Na máxima, atingiu R$ 2,9170 (+1,36%). No mercado futuro, o dólar para abril, que passa a concentrar a liquidez hoje, tinha baixa de 0,14%, para R$ 2,9310. Na abertura, essa moeda foi negociada a R$ 2,9330, com recuo de 0,07%. A queda das moedas emergentes no exterior pesa no real. Na China, o yuan recuou em relação ao dólar norte-americano hoje para o nível mais baixo em mais de dois anos (outubro de 2012) com a demanda pela moeda antes do início do Congresso Nacional do Partido Comunista na semana que vem. No evento, deverá ser revelada a meta de crescimento para 2015, que pode ser a mais baixa dos últimos anos. Na Turquia, a lira turca recuou para uma mínima histórica contra a moeda norte-americana em meio a uma forte onda de vendas causada por incertezas políticas e econômicas no país. A Ptax, que será divulgada após as 13 horas, servirá para a liquidação do dólar março e os ajustes dos vencimentos swap e de derivativos cambiais subsequentes na segunda-feira. O governo publicou no Diário Oficial da União de hoje a Medida Provisória 669, que dá continuidade a ajustes ficais. Segundo a medida, a partir de junho as empresas passarão a recolher 4,5% e 2,5% do faturamento em substituição ao recolhimento sobre a contribuição previdenciária, e não mais 2% e 1%, dentro do pacote de desoneração da folha de pagamento. Em algumas situações, no entanto, a alíquota permanecerá em 2% até o encerramento dos projetos. É o caso das obras matriculadas no Cadastro Específico do INSS (CEI) no período entre 1º de abril de 2013 e 31 de maio de 2013. Hoje, 56 segmentos contam com o benefício da desoneração da folha, criado pelo governo em 2011. No ano passado, o governo abriu mão de R$ 21,5 bilhões em arrecadação por causa de desonerações, uma alta de 75% em relação ao ano anterior. A MP foi publicada depois do decreto de ontem que limitou a R$ 75,1 bilhões as despesas da máquina federal até o fim de abril, incluindo investimentos do PAC. 

Clube Militar critica Lula e chama o ex-presidente de "agitador"


O Clube Militar publicou em seu site nota em que critica duramente o ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") por seu discurso durante ato em defesa da Petrobrás, na terça-feira, 24, no Rio de Janeiro. O texto chama Lula de "agitador" e o acusa de incitar a discórdia. "É inadmissível um ex-presidente da República pregar, abertamente, a cizânia na Nação", diz a nota. A associação, composta por oficiais da reserva, se queixa da fala do ex-presidente, quando disse que os petistas também sabem brigar "sobretudo quando o (João Pedro) Stédile (líder do MST) colocar o exército dele nas ruas". A declaração foi feita durante discurso a militantes que participavam do ato, cujo objetivo era defender a estatal em razão dos desgastes provocados pelas investigações de irregularidades. Stédile era um dos presentes no ato. A fala gerou resposta dos militares. "Neste País sempre houve e sempre haverá somente um exército, o Exército Brasileiro, o Exército de Caxias, que sempre nos defendeu em todas as situações de perigo, externas ou internas", afirma o texto, repudiando a declaração do ex-presidente. O texto questiona ainda a real intenção da manifestação de Lula e sugere que o petista teme as investigações em curso na Operação Lava Jato. "O que há mais por trás disso? Atitude prévia e defensiva de quem teme as investigações sobre corrupção em curso?"
Os petistas que protestaram no centro do Rio de Janeiro são criticados por mostrarem "despreparo com as lides democráticas" e acusados de reagirem fisicamente aos que gritavam 'fora, Dilma'. "Reagiram inconformados como se só a eles coubesse o "direito" da crítica aos atos de governo". Leia a íntegra da nota: "O Brasil só tem um Exército: o de Caxias! - Ontem, nas ruas centrais do Rio de Janeiro, pudemos assistir o despreparo dos petistas com as lides democráticas. Reagiram inconformados como se só a eles coubesse o "direito" da crítica aos atos de governo. Doeu aos militantes petistas, e os levou à reação física, ouvir os brados alheios de "Fora Dilma". Entretanto, o pior estava por vir! Ao discursar para suas hostes o ex-presidente Lula, referindo-se a essas manifestações, bradou irresponsáveis ameaças: " ..também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas". Esta postura incitadora de discórdia não pode ser de quem se considera estadista, mas sim de um agitador de rua qualquer. É inadmissível um ex-presidente da República pregar, abertamente, a cizânia na Nação. Não cabem arrebatamentos típicos de líder sindical que ataca patrões na busca de objetivos classistas. O que há mais por trás disso? Atitude prévia e defensiva de quem teme as investigações sobre corrupção em curso? Algum recado? O Clube Militar repudia, veementemente, a infeliz colocação desse senhor, pois neste País sempre houve e sempre haverá somente um exército, o Exército Brasileiro, o Exército de Caxias, que sempre nos defendeu em todas as situações de perigo, externas ou internas".

Novo conselheiro

O novo conselho começa a sair hoje
Os nomes do novo conselho começam a sair hoje
A reunião do conselho da Petrobras, que acontece neste momento em São Paulo, marca o início das primeiras mudanças na estatal promovidas na gestão de Aldemir Bendine. Foram aprovados o nomes de um novo conselheiro: Luiz Navarro, advogado do escritório Veirano. Na reunião do mês que vem, será anunciado o novo presidente do conselho, que sucederá Guido Mantega, e mais dois novos conselheiros. Por Lauro Jardim

Dois fracassos

O governo publicou nesta sexta-feira a Medida Provisória 669 que eleva os gastos com a folha salarial. As empresas que pagavam à Previdência 1% sobre a receita bruta passam a pagar 2,5%, enquanto as que pagavam 2% passam a pagar 4,5%. A desoneração das alíquotas previdenciárias foi adotada em 2011 para reduzir os gastos com a mão de obra e estimular a economia. Mais dois fracassos de Dilma Rousseff: a medida não reduziu os gastos com a mão de obra e não estimulou a economia.

O Brasil perde sempre

O governo está aumentando desesperadamente os impostos. Ao mesmo tempo, como mostram os números da Receita Federal divulgados hoje, "em janeiro, a arrecadação de tributos e contribuições federais somou 125,282 bilhões de reais, queda real de 5,44% ante igual mês do ano passado". Como disse a Economist, Dilma Rousseff colocou o Brasil numa sinuca de bico. Depois de tantos erros, a economia perde se vai para um lado e perde também se vai para o outro.

Espiral negativa

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 3,4% entre janeiro e fevereiro, ao passar de 85,9 para 83,0 pontos. Foi o recuo mais forte desde junho do ano passado, quando houve queda de 3,9%. Em janeiro, o indicador subiu 1,9%. O indicador de confiança do setor industrial está bem abaixo de sua média histórica, de 102,2 pontos. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve queda de 15,7%. É uma espiral negativa.

O Brasil está em apuros sérios, diz a The Economist

A The Economist publicou um editorial dizendo que o Brasil está num atoleiro. Bem mais importante do que o editorial, porém, é o artigo que o acompanha, "The Crash of a Titan" (A Queda de um Titã), que ainda não foi traduzido por nossos jornais. Nele, a The Economist analisa os números da economia brasileira e faz um prognóstico arrasador. Segundo a revista, "o Brasil está de novo em apuros", exatamente como 25 anos atrás. Os motivos são os seguintes:
1 - A expectativa dos economistas consultados pelo Banco Central de um queda do PIB de apenas 0,5% é "otimista".
2 - "As perspectivas para o consumo privado, que representaram cerca de 50% do crescimento do PIB ao longo dos últimos dez anos, são podres".
3 - A baixa produtividade dos trabalhadores brasileiros "não justifica novos aumentos salariais".
4 - O investimento "vai despencar em 2015".
5 - Apesar da queda do real, "o comércio exterior não vai ajudar", pois os países para os quais o Brasil exporta crescem muito menos do que no passado.
6 - O País "gastou 311,4 bilhões de reais (6% do PIB) em pagamentos de juros em 2014, um aumento de 25% em 2013. Isso significa que, mesmo que a meta fiscal do Sr. Levy seja cumprida, com um superávit primário de 1,2% do PIB, o Brasil vai continuar no vermelho".
7 - Com a inadimplência subindo, "um quinto das grandes empresas brasileiras corre o risco de rebaixamento de sua nota, em muitos casos iminente".
O grande temor, de acordo com a The Economist, "não é que o Brasil tenha um ano ruim, e sim que continue encalacrado" por muito mais tempo. O Banco Central, de fato, "tem apenas dois caminhos a seguir, e ambos são horrorosos": aumentar os juros ou soltar o dinheiro. O mais provável, para a revista, é que o Brasil adote um meio-termo, e o resultado será ainda mais recessão. "Quanto mais se analisa a economia brasileira", diz a The Economist, "pior ela parece".

SARTORI NÃO PEDIU INTERVENÇÃO DA FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA NO RIO GRANDE DO SUL

O governador José Ivo Sartori não pediu a intervenção da Força Nacional de Segurança no Rio Grande do Sul. A exigência de que o governo estadual faça o pedido é clara no texto legal. O governo federal alega que outro dispositivo permite que ele use a Força Nacional quando for do seu interesse. Apesar das tropas da Força Nacional de Segurança estarem em prontidão, o ministério da Justiça disse que os homens somente atuarão no desbloqueio de estradas caso os caminhoneiros promovam bloqueios totais nas rodovias federais do Rio Grande do Sul. Apesar de várias decisões da Justiça determinar a liberação das vias, diversos trechos e rodovias gaúchas continuam bloqueados. Os bloqueios de caminhoneiros estão concentrados na região Sul do País. Segundo o último balanço da Polícia Rodoviária Federal, no dia de ontem foram registradas 88 interdições ativas em rodovias federais no Brasil. Destas, 74 nos Estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Rio Grande do Sul é declarado Estado livre da peste suína clássica

O Rio Grande do Sul foi considerado pela Comissão Científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como zona livre de peste suína clássica. Com isso, o Estado está livre para exportar em nível mundial e pode concorrer em igualdade de condições com outros concorrentes mundiais.

Dilma lança outro pacote de maldades e acaba com as desonerações nas folhas de pagamento


O governo Dilma Rousseff ampliou as medidas do pacote de ajuste fiscal do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e elevou as alíquotas de contribuição previdenciária das empresas sobre receita bruta, reduzindo na prática a desoneração da folha de pagamentos, iniciada em 2011. O Planalto também limitou os gastos dos órgãos federais, incluindo o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a R$ 75 bilhões até abril. A medida provisória foi publicada nesta sexta-feira. As maldades ainda não acabaram. Dilma e o PT sabem que precisam praticar todo o mal agora para tentar a volta à desordem fiscal mais adiante. 

Forças Policiais armadas até os dentes desobstruíram a BR 101 em Três Cachoeiras nesta manhã

No melhor estilo da ditadura bolivariana de Nicolás Maduro, o governo Dilma Roussef, do PT, usou força policial e armas de grosso calibre para liberar esta manhã o trecho da BR-101 em Três Cachoeiras, ocupado em protesto de caminhoneiros. Foram usadas 20 viaturas da Polícia Rodoviária Federal, integrantes da Força de Choque da corporação e um helicóptero. Também havia 30 homens da Força Nacional de Segurança Pública. Estes policiais foram usados pela primeira vez no episódio. Eles contaram com apoio do Corpo de Bombeiros, governo estadual. A desobstrução começou no sentido Santa Catarina-Rio Grande do Sul e, em seguida, se expandiu para o sentido contrário. Houve resistência de manifestantes, que chegaram a sentar no asfalto e levar crianças para o bloqueio. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, que utilizou bombas de efeito moral, duas pessoas foram detidas. A manifestação ocorreu no quilômetro 25 da rodovia. Além dos motoristas às margens da BR-101, mais de quatro mil caminhoneiros estão no município, com os veículos estacionados pelas ruas. Sem acordo, movimento de caminhoneiros ganha força em rodovias no Rio Grande do Sul. 

Deputado federal Jerônimo Goergen exige que o governo petista o respeite, porque não tem vergonha na cara


O deputado federal gaúcho Jerônimo Goergen (PP) é um dos dois únicos parlamentares que estão apoiando ostensivamente o movimento dos caminhoneiros no âmbito da Câmara dos Deputados. O outro é o também deputado federal gaúcho Covatti Filho (PP). Por causa disso, Jerônimo Goergen passou a receber a hostilidade ostensiva do governo federal e dos petistas. Ele reage. 
O governo do PT diz que o senhor insufla os caminhoneiros para que não acabem com a greve. Isto é verdade?
O movimento é dos Caminhoneiros do Brasil S.A. Os ministros Rosseto e Cardoso me desrespeitam ao fazer acusações infundadas. Deviam ter tido habilidade e humildade para negociar antes. Este governo não tem vergonha na cara, coisa que me sobra.
Mas o senhor insufla?
O que fiz foi apoiar e tentar abrir a agenda do governo para negociações. A culpa é do governo, que não cuida do Brasil. Falha na economia, viola a éticas, comprometem o futuro dos brasileiros.
O senhor não controla?
O que mais me impressiona é a mediocridade dos que quebraram o País. Este governo roubou o que pôde. O governo que me respeite e atenda as reivindicações justas dos caminhoneiros.
Por que ele não abria as conversações?
Ele subestimou a força dos caminhoneiros e agora não sabe o que fazer, apelando para a força bruta.
E o que deve ser feito?
Baixar os impostos incidentes sobre os preços dos combustíveis. Tem que recuar, como recuou o governador do Paraná, por exemplo, em relação aos professores.

Mesmo com a repressão do governo petista, a greve dos caminhoneiros continua em oito Estados

Até as 10 horas desta sexta-feira, 8 Estados tinham protestos de caminhoneiros, e em 6 deles havia bloqueios: no Ceará, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. O movimento se mantém mesmo com a ameaça do governo petista de Dilma Rousseff de que irá multar em 10 mil reais por hora quem descumprir a decisão de desbloqueio das estradas federais. Os manifestantes reivindicam a criação de uma tabela que reajuste automaticamente o preço dos fretes. 

Federação dos Policiais Rodoviários Federais protesta contra a ordem do governo petista de usar a força sobre caminhoneiros no Rio Grande do Sul

A Federação Nacional dos Policiais Federais tirou nota ainda há pouco, para protestar contra a decisão do governo de mandar a Polícia Rodoviária Federal usar a força bruta contra os grevistas que obstruem a BR-101 em Três Cachoeiras, no Rio Grande do Sul. A nota critica o governo Dilma com contundência: "Lamentamos a rápida judicialização de movimentos classistas pelo governo, do qual, inclusive, nossa operação padrão foi vítima em 2012, e o tratamento diferenciado que movimentos "sociais" alinhados ideologicamente com o governo têm tido em situações semelhantes". A nota deixa claro que o governo do PT é tolerante com seus pelegos do MST e da CUT, mas investe com ferocidade quando as greves são realizadas por entidades independentes, como é o caso dos caminhoneiros. A Polícia Rodoviária Federal, por sua entidade, manifesta apoio à causa da greve. Leia a íntegra da nota: "A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) vem através desta nota se manifestar sobre a atuação da força de choque da PRF no cumprimento de determinação judicial de desobstrução de rodovias federais pelas manifestações dos profissionais da área de transportes. Ao policial não cabe contestar a lei ou as decisões judiciais. Sua missão constitucional é cumpri-las, sob pena de responder por crime de prevaricação, o que sua omissão, neste caso, poderia resultar em prisão e posterior demissão. Há de se ressaltar primariamente que a missão fundamental de qualquer entidade sindical é apoiar a atuação legal de seus sindicalizados, razão pela qual manifestamos apoio aos colegas que tiveram de cumprir a ordem judicial. Não obstante, enquanto cidadãos manifestamos solidariedade à justa causa dos profissionais de transportes que, assim como nós, lutamos por melhores condições trabalho e por um País melhor. Lamentamos, outrossim, a rápida judicialização de movimentos classistas pelo governo (do qual inclusive nossa operação padrão foi vítima em 2012) e o tratamento diferenciado que movimentos 'sociais' alinhados ideologicamente com o governo tem tido em situações semelhantes. Brasília, 25 de fevereiro de 2015".

ELETROSUL INICIA, HOJE, OPERAÇÃO DE USINA EÓLICA DE 258 MW NO RIO GRANDE DO SUL

A Eletrosul, braço operacional da estatal Eletrobras na região Sul, colocou em operação comercial o parque eólico Geribatu, de 258 megawatts (MW) de capacidade instalada, em Santa Vitória do Palmar, no extremo sul gaúcho. A presidente petista Dilma Rousseff inaugura o complexo nesta tarde. O parque, junto com o sistema de transmissão, de 470 quilômetros, exigiu investimentos de R$ 2,1 bilhões. . "É o nosso maior parque eólico. E o maior da região Sul. E está consolidando a nossa participação nesse mercado", afirmou o diretor de engenharia e operação da Eletrosul, Ronaldo Custódio. Somando os parques em operação e construção, a companhia detém 800 MW de capacidade de energia eólica. O parque Geribatu possui 129 aerogeradores, de 2 MW de potência cada, fornecidos pela espanhola Gamesa. A Eletrosul possui 49% de participação no empreendimento. O outro sócio é o FIP Rio Bravo Energia I. O sistema de transmissão envolve 470 km de linhas em extra-­alta tensão, de 525 kV, três novas subestações e a ampliação da subestação nova Santa Rita. A Eletrosul possui 51% do consórcio responsável pelo sistema de transmissão. O outro sócio é a estatal gaúcha CEEE.  Geribatu é o primeiro parque a entrar em operação no complexo Campos Neutrais, que terá ao todo 583 MW de capacidade. Os outros dois empreendimentos são Chuí (144 MW) e Hermenegildo (181 MW) e estão previstos para entrar em operação ainda este ano. Os dois parques somam investimentos de R$ 1,7 bilhão.

Exilados denunciam Maduro por obrigar povo a assinar cartas contra sanções


O grupo Venezuelanos Perseguidos Políticos no Exílio (Veppex) de Miami denunciou nesta quinta-feira que o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, está obrigando estudantes e funcionários públicos a assinarem cartas contra as sanções impostas pelos Estados Unidos ao país sul-americano. Maduro "deu mostras do totalitarismo que existe no país ao obrigar estudantes das escolas públicas e funcionários a assinarem cartas dirigidas ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que revogue a lei que declara Venezuela uma ameaça". O muçulmano Obama declarou através de uma ordem executiva emitida no início do mês uma "emergência nacional nos Estados Unidos pela ameaça incomum e extraordinária" que a situação da Venezuela representa para a segurança americana. Veppex advertiu que o governo venezuelano começará neste fim de semana uma "operação intimidatória" de casa em casa para pedir a população que assine uma petição contra o decreto. Segundo a organização, Maduro e seu regime querem com sua campanha fazer a opinião pública crer que as sanções impostas pelos Estados Unidos "não são contra funcionários específicos, mas contra o povo venezuelano". O líder venezuelano estaria utilizando o "poder do Estado para empurrar a sociedade venezuelana para um abismo para o qual Maduro e seu regime são os responsáveis", disse a organização. Além disso, Veppex agradeceu o ex-primeiro-ministro Felipe González por sua decisão de assumir a defesa dos opositores presos Leopoldo López e Antonio Ledezma, um agradecimento que estendeu aos ex-presidentes Andrés Pastrana (Colômbia), Sebastián Piñera (Chile) e Fernando Henrique Cardoso (Brasil). Todos eles, ressaltou o grupo, "apóiam a causa da liberdade dos presos políticos e da sociedade venezuelana".  Recentemente, o governo americano afirmou que os problemas na Venezuela não serão resolvidos com um diálogo com os Estados Unidos, mas apenas com um pacto democrático entre os venezuelanos, e assinalou que até agora não recebeu nenhuma proposta formal para iniciar uma conversa que reduza as tensões bilaterais. "Os problemas políticos e econômicos da Venezuela só serão resolvidos se os venezuelanos falarem uns com os outros em um clima de respeito com os direitos humanos e com a democracia", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos. O governo americano "encoraja os moradores da Venezuela a continuarem com seus esforços para promover o diálogo democrático e eleições livres e justas na Venezuela", concluiu.

Comando do PT compara movimento por impeachment à crise na Venezuela

Reunida nesta quinta-feira (26) em Brasília, a cúpula do PT decidiu que não irá às ruas no dia 15 de março, para quando está programada uma marcha pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Aliados do governo chegaram a sugerir uma manifestação com participantes vestidos de vermelho. Mas a ideia foi rechaçada na reunião da executiva nacional do partido. A resolução elaborada no encontro insistiu na tese de que a crise no Brasil é objeto de uma ofensiva golpista para desestabilizar "governos progressistas", a exemplo do que estaria acontecendo na Venezuela e na Argentina. "Manifestações recentes na Venezuela e na Argentina ressaltam a existência de uma articulação política e de grupos econômicos locais e internacionais, destinada a desestabilizar governos progressistas no Continente. Esta ofensiva conservadora estende-se ao Brasil, onde setores da oposição flertam com o golpismo e ensaiam pedidos de impeachment, sem qualquer fundamento jurídico ou político. Pronunciamento divulgado esta semana pela OAB nacional e CNBB opõe-se às aventuras de ruptura democrática e defende a ordem constitucional e a normalidade democrática", diz o texto. Apesar de não agendar ato no dia 15, o comando do partido vai apoiar movimento programado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) para o dia 13. O partido decidiu ainda excluir a Operação Lava Jato e seus desdobramentos da pauta da resolução. Segundo participantes, o presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que essa seria uma agenda negativa. Ainda que discretamente, a resolução elogia a decisão da presidente Dilma Rousseff de demitir a ex-presidente da Petrobras, Graça Foster. No trecho em que o PT apontou como positiva a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva num ato em defesa da Petrobras, o parágrafo foi concluído com a frase: "A troca da diretoria também foi um fato positivo". A cúpula do partido elogiou também a negociação do governo com caminhoneiros. Em apoio à proposta de democratização dos meios de comunicação, a Executiva decidiu convocar os militantes a endossar atos pela democracia, e afirmou que o programa de TV e de rádio do partido, previsto para maio, será importante para essa articulação. "Não vamos aceitar provocações, nem tampouco abaixar a cabeça. É hora de botar a estrela vermelha no peito, desfraldar nossas bandeiras, retomar a disputa de ideias e participar de todas as manifestações em defesa da democracia e do nosso governo. O programa de TV e rádio do PT, em maio, será um momento privilegiado para esta defesa", diz o texto. O comando do PT concluiu a redação de um documento em que classifica o momento político como delicado. O texto, que consolida a proposta do partido para a reforma política, reconhece ainda que vivemos um momento importante. "A Reforma Política é essencial para nossa sociedade enfrentar a corrupção, superar a crise da democracia representativa e fortalecer a democracia participativa neste momento delicado de nossa vida política nacional", afirma a resolução. O texto conclama ainda os petistas a participar de atos em favor do governo. "Em momentos importantes da história do Brasil, a mobilização social foi fundamental para construir os avanços sociais, políticos e econômicos do nosso povo. Esse é um desses momentos. E, para tanto, o PT estará nas ruas: por reforma política, pela democracia e pela participação popular".