sábado, 7 de março de 2015

Renan pediu ajuda

Renan: pedido de ajuda
Renan: pedido de ajuda
Antes do carnaval, Renan Calheiros pediu ao governo que interferisse a seu favor com Rodrigo Janot, para que seu nome não fosse incluído na lista dos políticos a serem investigados no STF. Por Lauro Jardim

Conversas avançadas

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ACM Neto: encaminhando fusão com o PTB
Cristiane Brasil (filha de Roberto Jefferson) e ACM Neto tiveram mais uma conversa ontem sobre a fusão entre os seus partidos. A sigla DEM acabaria e o PTB seria mantido. O próximo passo agora é convencer os diretórios estaduais da aliança. Não vai ser uma missão fácil. Ronaldo Caiado está inflexível sobre a fusão. Teme que ela signifique o fim de um partido de oposição, apostando que dificilmente a nova legenda vá se manter independente, diante da sedução governista. Mendonça Filho também não se sente muito confortável: não quer ficar debaixo do guarda-chuva de Armando Monteiro em Pernambuco. Por Lauro Jardim

Fundo do poço

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Impopularidade inédita
O Palácio do Planalto tem tido acesso a pesquisas que jogam Dilma Rousseff em patamares de impopularidade inéditos em seu governo. São números muito piores dso que ela obteve após as manifestações de 2013. Fernando Pimentel recebeu na semana passada uma pesquisa encomendada ao Vox Populi que é desastrosa para Dilma. Feita apenas em Minas Gerais, onde ela venceu a eleição, a pesquisa mostra que 62% dos mineiros consideram seu governo ‘ruim’ ou ‘péssimo’. Na terceira semana de março, por encomenda da CNI, o Ibope sai às ruas para medir o pulso da população em relação ao governo Dilma. Por Lauro Jardim

Condenação pesada de 2 bilhões de reais

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Uma das fábricas da Fibria 
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais condenou a Fibria, maior empresa de celulose do Brasil, a pagar 2 bilhões de reais por causa de uma transação de troca de ativos com a International Paper, ocorrida em 2007. Ainda cabe recurso ao processo. Por Lauro Jardim

Siderúrgica da Vale pode levar US$ 1 bilhão do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está analisando um empréstimo de pelo menos US$ 1 bilhão (R$ 3 bilhões) à Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), no Ceará. Sociedade entre a Vale (50%) e as sul-coreanas Dongkuk (30%) e Posco (20%), a usina tem o início da produção previsto para 2016. No momento em que o mundo convive com um excedente de capacidade de 600 milhões de toneladas de aço, a CSP é um dos raros projetos do setor que caminham para sair do papel. O investimento total está estimado em US$ 4,86 bilhões. As negociações do empréstimo de longo prazo estão avançadas e a expectativa é que a operação seja finalizada ainda no primeiro semestre. Além do BNDES, bancos comerciais e agências de crédito coreanas como a Korea Trade Insurance Corporation (Ksure) e o Korea EximBank devem complementar o financiamento, dizem fontes próximas às negociações. O valor total a ser aprovado ainda está em análise, porque pode incluir o pagamento de empréstimos-ponte anteriores. Se aprovado, este pode ser um dos últimos financiamentos de grande porte do BNDES para a indústria em 2015, já que a ordem no governo é fechar as torneiras do banco de fomento. Em janeiro, o banco francês BNP Paribas aprovou um empréstimo-ponte de US$ 240 milhões por seis meses para a construção da usina, o segundo do projeto. O primeiro, no valor de US$ 900 milhões, foi contratado pela CSP com um pool de bancos formado por Santander, HSBC e as instituições financeiras coreanas Korea Finance Corporation (KoFC) e Nonghyup Bank. Além de US$ 1,2 bilhão injetado via financiamentos de curto prazo, cerca de US$ 2 bilhões em capital próprio já foram aportados pelos acionistas na CSP. Desse montante, a Vale investiu US$ 1 bilhão desde 2011. Em 2015, a mineradora planeja destinar US$ 185 milhões ao projeto, uma pequena parte de seu orçamento anual de US$ 10 bilhões. Em um cenário de derrocada dos preços do minério de ferro, que beiram a mínima histórica, a Vale tem frisado o foco no aumento da produção e da qualidade da commodity, seu carro-chefe, concentrando esforços na conclusão dos projetos S11D, em Carajás, e Itabiritos, nos Sistemas Sul e Sudeste. Os recursos concedidos à CSP estão sendo investidos na construção da planta, localizada na cidade de São Gonçalo do Amarante, no Ceará. Segundo a empresa, 60% das obras, tocadas pela Posco E&C, já foram concluídas. Além disso, 94% dos equipamentos estão comprados, inclusive o alto-forno importado da Coréia do Sul. No dia 22 de janeiro, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, participou da cerimônia de assentamento do alto-forno 1 da siderúrgica, ao lado dos presidentes da Dongkuk, Sae-Joo Chang, e da Posco, Jin Il Kim. A siderúrgica terá capacidade para produzir 3 milhões de toneladas de placas de aço por ano. A viabilidade da usina em um momento de preços deprimidos e demanda fraca está calcada em contratos firmes de 15 anos com os próprios sócios. Os coreanos se comprometeram a comprar 80% da produção anual - 1,6 milhão de toneladas pela Dongkuk e 800 mil toneladas pela Posco. As outras 600 mil toneladas cabem à Vale. Uma das hipóteses é que a brasileira destine as placas à California Steel, usina americana da qual é sócia. A CSP é o único empreendimento de siderurgia que ainda consta na lista de projetos da Vale. Há algum tempo a mineradora vem enxugando a área: paralisou o desenvolvimento da Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU), no Espírito Santo, por falta de um parceiro, e pôs em revisão o cronograma da Companhia Siderúrgica do Pará (Alpa), por dificuldades logísticas. Na virada de 2012 para 2013, a Vale extinguiu o cargo de diretor global de siderurgia, então ocupado por Aristides Corbellini. O freio veio em resposta à falta de perspectivas no setor e à estratégia da Vale na gestão de Murilo Ferreira: manter a disciplina de capital e se ater ao seu principal negócio. No passado, a falta de investimentos no setor siderúrgico foi um dos ingredientes no embate entre o governo federal e o ex-presidente da Vale, Roger Agnelli. Na época, o então presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") batia na tecla de que a Vale deveria ajudar a agregar valor à pauta comercial do País, transformando minério em aço para exportação. Em 2010, Agnelli chegou a incluir no orçamento investimentos em quatro usinas - Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), CSU, Alpa e CSP -, mas apenas a CSA, parceria com a alemã ThyssenKrupp, se concretizou. Ainda assim, se mostrou um mau negócio. No fim de 2012, a Vale decidiu realizar uma baixa contábil de US$ 583 milhões, referente à sua participação de 26,87% no projeto, do qual a ThyssenKrupp tentou se desfazer sem sucesso.

Egito executa primeiro apoiador da organização islâmica nazista Irmandade Muçulmana preso em 2013

O Egito executou neste sábado um islamita acusado de assassinato durante os confrontos de meados de 2013, a primeira sentença de morte implementada contra um apoiador da banida Irmandade Muçulmana, organização nazista islâmica e mãe de todas as organizações terroristas islâmicas, sob o presidente Abdel Fattah al-Sisi, informou o Ministério do Interior. Mahmoud Hassan Ramadan, um islamita radical não oficialmente membro da Irmandade, foi enforcado por um incidente no qual crianças foram jogadas de um prédio durante os protestos pela deposição do presidente islamita Mohamed Mursi, informou o ministério em um comunicado em sua página no Facebook. O Exército depôs Mursi, da Irmandade Muçulmana, em julho de 2013, depois de grandes protestos contra seu mandato. Desde então, tribunais egípcios condenaram à morte centenas de membros da Irmandade.

The New York Times diz que lista do Supremo sai em mau momento da economia brasileira

A divulgação da lista com os nomes dos políticos investigados sob suspeita de envolvimento com o escândalo na Petrobras foi tema de reportagem no site do jornal norte-americano "The New York Times" neste sábado (7). O jornal destaca que vários dos nomes que serão investigados sob aval do Supremo Tribunal Federal são de partidos que fazem parte da base de apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff, que atualmente enfrenta uma crise econômica. Além dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a reportagem menciona também o senador Fernando Collor (PTB-AL), ex-presidente da República. O "NYT" diz ainda que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao STF que Dilma não fosse investigada. O texto afirma que o processo deverá ser lento, já que as investigações poderão ou não encontrar provas suficientes capazes de levar os políticos envolvidos a julgamento. Além disso, o jornal americano destaca que as autoridades políticas no Brasil possuem foro privilegiado, o que permite serem julgadas apenas pelo STF. Segundo o "NYT", a publicação dos nomes pelo STF acontece em um momento delicado para a economia brasileira. Com a Petrobras no centro dos escândalos da Operação Lava Jato, houve uma fuga de investimentos estrangeiros do Brasil, fazendo com que o real desvalorizasse 7% em relação ao dólar na última semana. A reportagem conclui lembrando que a turbulência entre o Planalto e o Congresso está aumentando, havendo a preocupação de que os parlamentares possam bloquear medidas defendidas pelo governo para retomar o crescimento econômico.

Collor se defende e reafirma que não manteve relação com Youssef

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) reafirmou, na manhã deste sábado (7), que não manteve nenhum tipo de relação com o doleiro Alberto Youssef. Em publicação em sua página oficial no Facebook, ele afirma que "está limpo" e reage com "veemência" à inclusão de seu nome na lista de deputados e senadores alvo de inquérito baseado na Operação Lava Jato. Collor retoma discurso realizado em maio do ano passado, no qual se defende após investigação da Polícia Federal encontrar no escritório do doleiro, em São Paulo, oito comprovantes de depósitos destinados a ele, e que somavam R$ 50 mil. "Não mantive qualquer tipo de relação pessoal, política ou empresarial com o tal do doleiro contraventor. Da mesma forma que ficou provada a minha inocência, em dois julgamentos realizados pela mais alta Corte de Justiça do País, o Supremo Tribunal Federal, em função do turbilhão de denúncias falsas que levaram à cassação política de meu mandato presidencial, estou novamente pronto para enfrentar e provar que nada tenho a ver com esse esquema criminoso". Em fevereiro, Youssef afirmou a procuradores que investigam o esquema de corrupção na Petrobras que Collor recebeu propina de R$ 3 milhões resultante de negócio da BR Distribuidora, subsidiária da estatal. Segundo o doleiro, a operação com a BR Distribuidora foi intermediada por um emissário de Collor e do PTB, o empresário e consultor do setor de energia Pedro Paulo Leoni Ramos. Nessa ocasião, segundo Youssef, Ramos trabalhou como um operador do esquema, intermediando suborno. De acordo com Youssef, a propina resultou de um contrato no valor de R$ 300 milhões assinado em 2012 entre uma rede de postos de combustíveis de São Paulo e a BR Distribuidora. Na ocasião, o senador negou que tenha recebido propina.

Presidente do Senado articula CPI contra o Ministério Público



Alvo de abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal para investigar suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), articula a criação de uma CPI do Ministério Público, autor do pedido de inclusão de seu nome no rol de investigados na Operação Lava-Jato. Entre os focos das investigações estariam os encontros entre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), dias antes de a lista ser encaminhada ao Supremo Tribunal Federal. A iniciativa, no entanto, encontra resistências no próprio PMDB. Um dos motivos é que Janot também esteve algumas vezes com o vice-presidente da República e presidente do partido, Michel Temer, entre dezembro passado e este ano. Outro peemedebista que se encontrou com Janot foi o então presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), no final do ano passado. Nessa conversa, o procurador-geral tranquilizou o então deputado sobre as investigações. Segundo relato de um peemedebista que presenciou a conversa, Janot informou a Henrique Alves que os elementos contra ele eram “frágeis”. O ex-presidente da Câmara teve seu caso arquivado. Apesar da disposição de Renan em enfrentar o Ministério Público Federal em uma CPI, aliados avaliam que a situação do presidente do Senado neste momento é delicada e ele não teria a força necessária para segurar requerimentos contra o PMDB e que prejudiquem a vida do PT e do governo Dilma. Assim, a avaliação é que uma CPI durante as investigações contra os parlamentares seria um "tiro no pé", pois colocaria a opinião pública contra o Congresso. Em rota de colisão com o governo Dilma Rousseff, a formalização da abertura de inquérito contra Renan e o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aprofunda a crise com o Palácio do Planalto. Cunha afirmou, neste sábado, que o inquérito contra ele foi aberto por motivação política, com o dedo do Executivo, para que todos sejam “partícipes da mesma lama”. “O procurador-geral da República agiu como aparelho, visando a imputação política de indícios como se todos fossem partícipes da mesma lama. É lamentável ver o procurador, talvez para merecer a sua recondução, se prestar a esse papel. (…) Sabemos exatamente o jogo político que aconteceu e não dá para ficar calado sem denunciar a politização e aparelhamento da Procuradoria Geral da República. Eles estão a serviço de quem? Pelo critério do indício, o procurador só será reconduzido se for da vontade do Executivo”, afirmou o presidente da Câmara em nota e também no Twitter. Para Cunha, Janot só considerou válido o depoimento do ex-policial Jayme Alves, o Careca, que o acusa de envolvimento no esquema, para poder incluir na lista o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). Esse é mais um fato citado pelo presidente da Câmara para acusar o procurador-geral de estar a serviço do Planalto. “É uma piada essa peça do procurador, e causa estranheza que ele não tenha a mim pedido explicações, como, aliás, sempre foi praxe na Procuradoria Geral da República” escreveu Cunha. A abertura de inquérito contra Anastasia causou incômodo na oposição e tirou o ímpeto do discurso do PSDB para cobrar o PT e o governo Dilma Rousseff quanto ao escândalo de investigação na Petrobras.

Vaccari, o Moch, será investigado como operador do PT


Apesar de não possuir foro privilegiado, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, será investigado pela Procuradoria-Geral da República em um inquérito que tramitará no Supremo Tribunal Federal, assim como deputados e senadores envolvidos no Petrolão. O procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu que ele e Fernando Baiano, lobista ligado ao PMDB, figurassem como investigados na Corte. O ministro Teori Zavascki aceitou. "É essencial a presença também de João Vaccari Neto e de Fernando Baiano nesta investigação, objetivando-se essencialmente apurar a relação destes operadores com os demais investigados no que tange a estes fatos", justificou Janot em sua petição. Para sustentar seu pedido, Janot citou depoimentos do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do ex-gerente de Serviços da companhia, Pedro Barusco. Os três mencionaram Vaccari como responsável por receber propina em nome do PT. Barusco disse que o petista recebeu aproximadamente 50 milhões de dólares desviados entre 2003 e 2013, e que o valor desviado para o PT, também com a participação do tesoureiro, chegou a 200 milhões de dólares. Também foi Barusco quem decifrou para os investigadores o significado da palavra "Moch", que aparecia nas planilhas detalhando a divisão do dinheiro. Era uma menção ao apelido de Vaccari - "mochila", um acessório que ele sempre carrega nas costas. Paulo Roberto Costa, por sua vez, disse que da propina recolhida em sua diretoria (de 3% sobre os contratos), dois terços ficavam com o PT, arrecadados justamente pelo tesoureiro do partido. "Todo o esquema só pôde ser viabilizado com a essencial participação dos três operadores mencionados: Alberto Youssef, Fernando Baiano e João Vaccari", diz a petição assinada por Rodrigo Janot. Em nota divulgada nesta sexta-feira, o PT voltou a afirmar que todas as doações de campanha obtidas pelo partido foram declaradas à Justiça Eleitoral.

Investigação sobre juiz do caso Eike Batista revela agora sumiço de dinheirama


Depois que se descobriu que o juiz Flávio Roberto de Souza, a quem cabia julgar o caso Eike Batista, circulara pelo Rio de Janeiro a bordo de uma caminhonete Porsche Cayenne apreendida do ex-bilionário e ainda por cima guardara outros dois carros e um piano no condomínio onde mora, a Justiça Federal fluminense não teve um dia de trégua. O Conselho Nacional de Justiça retirou Souza de todos os processos ligados a Eike Batista, e o próprio magistrado pediu uma licença médica para deixar a história esfriar, mas não escapou de ser afastado do cargo no Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro. Parecia o ponto final de um daqueles enredos infelizes que só fazem esfacelar a confiança nas instituições. Só que ainda tem mais. Uma junta de juízes designada pela corregedoria do tribunal para fazer uma limpa na vara deparou com mais um fato de enrubescer os togados: evaporaram da repartição um naco dos 116 000 reais recolhidos na casa de Eike Batista e os 600 000 reais apreendidos de um traficante internacional de drogas - parte em moeda nacional, parte em dólares e euros. Como o juiz Souza não era o único a ter acesso ao cofre, o sumiço da dinheirama está sob investigação. Os rumores sobre o desaparecimento foram oficialmente levados pelo corregedor Guilherme Couto ao magistrado. Ele disse saber onde estavam os maços de notas achados na casa de Eike Batista: repousavam em certo armário. Ao contarem o dinheiro, porém, veio a surpresa. Faltava uma parte, e até agora não se tem notícia de que tenha sido localizada. Quanto aos 600  000 reais, ninguém sabe, ninguém viu. Pertenciam ao traficante espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin, preso no Rio de Janeiro em junho de 2013, aos 35 anos. Junto com o dinheiro, os policiais da operação batizada de Monte Perdido apreenderam ainda uma moto e uma Ferrari. Na ocasião, os trâmites obedeceram ao padrão do Judiciário. Os bens foram a leilão, e os 600 000, depositados em contas do Banco Central e da Caixa Econômica Federal. Mas acabaram retornando à guarda do juiz Souza quando pessoas que alegavam ter feito negócios imobiliários supostamente lícitos com o traficante reivindicaram sua fatia. A partir daí, tudo é mistério. Quanto mais se remexe nos ofícios e processos de Flávio de Souza na 3ª Vara Criminal Federal,  mais irregularidades vão emergindo. Quem passa em frente à repartição, no centro do Rio, vê as portas cerradas e tem a sensação de que o lugar está às moscas. Mas no interior o clima é de alta tensão desde que o chefe surgiu ao volante do Porsche - e só piora. Ao saber do enrosco do dinheiro sumido, a associação de juízes federais a que Souza pertencia decidiu desfiliá-lo. Ele acabou a semana com o passaporte confiscado. Ainda que os reais, dólares e euros reapareçam, os procedimentos pouco ortodoxos verificados no gabinete do juiz Souza já prestaram o desserviço de ferir o Judiciário e pôr no papel de vítima o falido Eike Batista, réu em um processo por crimes financeiros, alvo de um inquérito sobre lavagem de dinheiro na Polícia Federal e de outros que correm na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o xerife do mercado financeiro. Os desdobramentos práticos das peripécias do juiz já se fizeram sentir. O julgamento de Eike Batista, que havia começado em novembro, voltou à estaca zero, e não há sequer um novo magistrado no comando (os bens apreendidos, no entanto, continuarão em poder da Justiça). Todo o processo, que já se anunciava moroso, agora tende a emperrar. 

O delator Paulo Roberto Costa mentiu sobre as contas no Exterior


Um dos pilares de qualquer acordo de delação premiada é a exigência de que o réu não minta perante a Justiça. Sa­be-se lá por que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, resolveu - talvez por esperteza mesmo - burlar o combinado com os procuradores responsáveis pela Operação Lava-Jato e dizer-se dono de contas no Exterior que não são suas. VEJA teve acesso a documentos que revelam que o delator está devolvendo quase 5 milhões de dólares (cerca de 15 milhões de reais) de terceiros para os cofres públicos. A fortuna, nesse caso, é de propriedade de outros acusados de corrupção na mesma investigação que já prendeu empreiteiros e três diretores da Petrobras desde o ano passado. Um caso típico de apropriação indébita - algo em que Paulo Roberto Costa, aliás, se revelou um mestre na última década. A Polícia Federal apura ainda se, além disso, Paulo Roberto Costa está escondendo contas no Exterior para proteger esquemas de recebimento de propina e lavagem de dinheiro. A cortesia com o chapéu alheio pode ser facilmente identificada por quem se dispuser a compulsar o termo de acordo de delação assinado em 27 de agosto de 2014. Na ocasião, o ex-­diretor comprometeu-se a apresentar provas ao Ministério Público Federal de subornos pagos fora do Brasil por empreiteiras prestadoras de serviços da Petrobras. Foi no exterior, por exemplo, que a Odebrecht teria pago a ele 31,5 milhões de dólares, de acordo com uma das dezenas de confissões prestadas na Polícia Federal. Na cláusula 6ª da delação, Paulo Roberto Costa afirmou que renunciava aos valores de contas mantidas na Suíça controladas direta ou indiretamente por ele próprio, mediante empresas offshore. É justamente nesse ponto que está o problema. O ex-diretor listou doze empresas que seriam suas - algumas inclusive no nome de familiares. Só que quatro delas não são: a Aquila Holding, a Santa Tereza Services, a Santa Clara Private Equity e a Elba Services. O dono das offshores é João Procópio de Almeida Prado, um dos subordinados do doleiro Alberto Youssef e responsável por operar contas no Exterior para o patrão. Procópio esteve preso até 20 de fevereiro na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Hoje, está solto.

Bancada do PP tinha Mensalão no Petrolão do PT


Partido para-raios de escândalos de corrupção no País, o PP, nas palavras do procurador -geral da República, Rodrigo Janot, montou uma "estrutura criminosa estável e perene" no esquema que assaltou os cofres da Petrobras. E não é exagero: entre os 47 pedidos de investigação contra políticos, 32 deles são direcionados a representantes da legenda. Os pepistas atuavam de forma organizada e recebiam mensalmente propina por intermédio do doleiro Alberto Youssef. Segundo as apurações da Operação Lava Jato, a bancada na Câmara levava entre 1,2 milhão de reais e 1,5 milhão de reais todos os meses, enquanto os líderes, responsáveis pela distribuição do dinheiro, embolsavam de 250.000 reais a 500.000 reais mensais. A entrega do dinheiro era feita diretamente nos apartamentos funcionais. Os valores de até cerca de 500.000 reais eram levados em espécie no corpo dos distribuidores que prestavam serviço ao doleiro. No caso de quantias maiores, aeronaves eram fretadas para o transporte do dinheiro fraudulento. Além do dinheiro vivo, o pagamento da propina seguia outros três possíveis caminhos: doações oficiais de empresas, transferências do diretório nacional ou do diretório estadual para a campanha do parlamentar. A maior parte dos indícios contra parlamentares suspeitos de se beneficiarem do assalto à estatal foi recolhida a partir dos depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da petroleira, Paulo Roberto Costa. Os dois fizeram acordos de delação premiada e colaboraram com os investigadores em troca de benefícios judiciais. O fato da dupla ser ligada ao Partido Progressista explica porque a maioria dos nomes corresponde a políticos da sigla. Uma das empresas citadas por Youssef como pagadoras da propina ao partido é a Mendes Júnior. Em depoimento à Justiça, o doleiro disse que a empreiteira aceitou o pagamento de comissão em troca de um contrato junto a refinaria de Paulínia (SP) e de Araucária (PR) em 2010. O valor do contrato teria sido de 500 milhões de reais, sendo que a fatia destinada ao PP era de 1% sobre o custo total. Os ex-deputados João Pizzolatti (SC) e Mário Negromonte, que também é ex-ministro da presidente Dilma Rousseff, foram apontados como os receptores das comissões destinadas ao PP. A Queiroz Galvão também aparece destinando dinheiro ao partido. A empresa doou, em 2010, 2 milhões de reais ao diretório nacional. Como uma forma de agradecimento ao pagamento de propina, Paulo Roberto Costa afirmou em depoimento que chegou a receber uma homenagem dos deputados pepistas realizada em um restaurante em Brasília. Costa ganhou de presente um relógio Rolex e, segundo ele, a honraria foi feita porque o executivo "era o homem do partido dentro da Petrobras". Participaram do encontro, segundo o ex-diretor, Mário Negromonte, Simão Sessim (RJ) e Benedito de Lira (AL). Ele, sem dar certeza, diz que também estavam no evento os deputados João Pizzolatti (SC), Nelson Meurer (PR), Aline Corrêa (SP), Arthur Lira (AL), Luiz Fernando Faria (MG) e Eduardo da Fonte (PE). Costa também recebeu 200.000 reais dos deputados José Otávio Germano (RS) e Luiz Fernando Faria (MG) como retribuição ao contrato firmado entre a Findes Engenharia e a Petrobras. O esquema de corrupção atingia inclusive a eleição da liderança do PP na Câmara. De acordo com o doleiro Alberto Youssef, ao fim de cada ano havia um pagamento extra aos parlamentares para que votassem em nomes escolhidos pelo grupo formado pelos mentores do esquema - entre eles José Janene, Mário Negromonte e João Pizzolatti. Após a morte de Janene, os controladores do PP passaram a pegar para si a maior parte da propina, o que acabou gerando uma insatisfação interna entre os demais deputados do partido. Como protesto, um grupo interno formado por Arthur Lira, Benedito Lira, Eduardo da Fonte e Ciro Nogueira se rebelou e tirou Negromonte do Ministério das Cidades, tendo Aguinaldo Ribeiro assumido a cadeira. O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), teve um pedido de inquérito arquivado, mas será investigado em outro. Em petição encaminhada ao Supremo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, alega a relação do político no esquema de corrupção da Petrobras teria sido noticiada pelo doleiro Alberto Youssef com base em informações concedidas a ele pelo ex-ministro Mário Negromonte - e, portanto, eram dados de terceiros. "Nesta fase procedimental, frise-se, não se está fazendo nenhum juízo prévio e insuperável acerca da procedência ou não de eventual participação do parlamentar no esquema ilícito delatado. O que se impõe assentar é que, diante do que há de concreto nos autos até o presente, não há sustentação mínima para requerimento de formal investigação.", diz Janot na petição.

Alvo da Lava Jato, vice-governador da Bahia diz estar "cagando e andando"


O vice-governador da Bahia, João Leão (PP), alvo de investigação no Superior Tribunal Federal por suspeita de corrupção e formação de quadrilha, diz que é inocente e avisa que está "cagando e andando na cabeça desses cornos todos", conforme nota divulgada na noite de sexta-feira. "Sou um cara sério", afirma. Vice do petista Rui Costa, Leão alegou primeiramente surpresa com a inclusão do seu nome no rol de investigados por indícios colhidos na Operação Lava Jato. "Ao longo de 28 anos de vida pública, posso afirmar que este é um dos momentos mais espinhosos. Estou triste, estou surpreso e ao mesmo tempo forte para iniciar esta luta: sou inocente e vou provar", postou no Facebook: "Tenho a mais absoluta certeza de que a verdade vai aparecer e todos os fatos serão esclarecidos de forma transparente". No fim da noite, Leão voltou ao assunto em outros termos, que chamou de "bom português". "Não sei por que meu nome saiu. Nem conhecia esse povo. Acredito que pode ter sido por ter recebido recursos em 2010 das empresas que estão envolvidas na operação. Mas, botar meu nome numa zorra dessas? Não entendo. O que pode ser feito é esperar ser citado e me defender. Estou cagando e andando, no bom português, na cabeça desses cornos todos. Sou um cara sério, bato no meu peito e não tenho culpa", disse: "Segunda-feira vou para Brasília saber por que estou envolvido. Recebi recursos da OAS em 2010, mas quem recebeu recursos legais, na conta legal, tem culpa?" O PP de Leão é a sigla que tem mais parlamentares enrolados no petrolão. De 47 pedidos de investigação contra políticos, 32 deles são direcionados a representantes da legenda. Conforme suspeita da Procuradoria-Geral da República, os pepistas atuavam de forma organizada e recebiam um pagamento mensal de propina pagos pelo doleiro Alberto Youssef. Segundo as apurações da Operação Lava Jato, a bancada na Câmara levava entre 1,2 milhão de reais e 1,5 milhão de reais todos os meses, enquanto os líderes, responsáveis pela distribuição do dinheiro, embolsavam de 250.000 reais a 500.000 reais mensais.

Lista de Janot deve aprofundar divisão entre PMDB e PT


A divulgação da lista dos parlamentares investigados no caso do petrolão dá início a uma nova - e imprevisível - fase na crise política instalada em Brasília. Se o clima entre o governo e a base "capenga", como descreveu o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), já era ruim, a tendência agora é piorar. Divulgados os nomes, o saldo é esse: 21 parlamentares do PP, seis do PMDB, cinco do PT, um do PTB e um do PSDB. De longe, o Partido Progressista foi o mais atingido - e isso se explica porque os inquéritos são resultado das delações premiadas dos operadores do PP no esquema Alberto Yousseff e Paulo Roberto Costa. Mas, entre os seis parlamentares peemedebistas listados, estão nomes do primeiro time da política nacional. Constam o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), do Senado, Renan Calheiros, o segundo vice-presidente do Senado, Romero Jucá (RR), e o próprio presidente do partido, senador Valdir Raupp (RO). Para o governo, a consequência é o enfraquecimento de dois nomes que têm causado dor de cabeça à presidente Dilma: justamente os presidentes da Câmara e do Senado. Por isso, a leitura inicial dos fatos indicaria que a lista de Janot poderia fragilizar o PMDB e forçá-lo a se reaproximar do PT e do governo. Há, no Palácio do Planalto, quem aposte nisso - o escândalo colocaria PT e PMDB no mesmo barco, navegando em águas turvas. Mas boa parte dos peemedebistas apostam o que o efeito será inverso. Um dos primeiros sinais foi a reação de Eduardo Cunha após a divulgação do seu nome na lista dos políticos investigados: "O governo quer um sócio na lama. Só entrei para poderem colocar o Anastasia", disse ele. A afirmação remete ao inquérito contra o senador tucano Antonio Anastasia (MG), em que Eduardo Cunha também é citado. Anastasia é o único político de oposição na lista e foi sucessor de Aécio Neves (PSDB-MG) no governo mineiro. "Se os dois lados ficam enfraquecidos ao mesmo tempo, um dos dois terá que prevalecer. Eu acho que isso piora o clima", avalia o deputado peemedebista Lúcio Vieira Lima (BA), um dos mais influentes da bancada. O líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), reconhece: "Claro que isso não é bom para a pessoa investigada e não é bom para a Casa". Especificamente no caso de Renan Calheiros, os últimos dias deixaram claro que a reação será mesmo agressiva. Foi justamente após ter sido informado de que seria investigado que o peemedebista iniciou sua ofensiva contra o governo, culminando na devolução da medida provisória que aumentaria a carga sobre a folha de pagamento. Eduardo Cunha, por sua vez, antecipou-se à denúncia e compareceu à CPI da Petrobras para dizer que dará todas as respostas exigidas, em uma tentativa de manter sua influência entre os colegas. A favor dele, segundo avaliação de líderes do Congresso, pesa a fragilidade das denúncias iniciais - frisa-se: pelo menos neste primeiro momento - em comparação às acusações contra outros políticos alvos da Lava Jato. A divulgação da lista também pode aumentar a mobilização contra a corrupção e engordar a manifestação nacional prevista para 15 de março. E, em casos como esses, o governo acaba sendo o principal alvo. Não sem razão. Na lista divulgada nesta sexta-feira, há dois deputados do PT em exercício: Vander Loubet (PT-MS) e José Mentor (PT-SP). O líder da bancada, Sibá Machado, é cauteloso ao falar sobre possíveis processos de cassação. Mais: não admite razões para que o Conselho de Ética da Casa entre em campo para julgar os deputados citados. Ele diz que, desde o caso de Natan Donadon (sem partido-RO), a condenação pela corte já determina perda do mandato. "Se é esse o procedimento, o Conselho de Ética fica com um papel secundário. Acho que no melhor dos casos é acompanhar o procedimento do próprio STF". Mesmo os partidos de oposição, como o PPS, ainda analisam o melhor momento de pedir a abertura de processos de cassação. De modo geral, o sentimento é que seria preciso aguardar o avanço das investigações para, assim, obter elementos mais robustos contra os parlamentares citados. Do contrário, até a tradicional morosidade para tentar atrasar processos de cassação seria substituída por uma tramitação relâmpago com o objetivo de engavetar os casos por fragilidade de provas. As consequências políticas do escândalo sobre o Executivo são claras. Se os peemedebistas participaram do esquema de corrupção, foi porque existia um esquema de corrupção operando de forma organizada no governo capitaneado pelo governo e pelo partido que administra o Brasil há mais de duas décadas. Mas não é só por isso que o caso atinge o governo diretamente. Entre os investigados estão os dois primeiros ministros da Casa Civil de Dilma: Antonio Palocci Filho e Gleisi Hoffmann, que foi ministra da Casa Civil de Dilma. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), também aparece. Outro que está na lista é Edison Lobão, que foi ministro de Minas e Energia de Dilma até três meses atrás. Cândido Vaccarezza (PT-SP), o primeiro líder do governo da presidente na Câmara, completa o time - ele não conseguiu se reeleger. A lista de Janot comprova ainda que a impunidade produz corruptos reincidentes. O último escândalo da política brasileira tem personagens envolvidos em outros casos conhecidos. A presença de Fernando Collor (PTB-AL), o primeiro presidente cassado por corrupção na história, é o maior sinal disso. Também estão lá Antonio Palocci, envolvido - entre tantos outros - na quebra do sigilo do caseiro Francenildo, os mensaleiros Pedro Henry e Pedro Corrêa, o senador Renan Calheiros, que quase foi cassado em 2007 por sua relação com empreiteiros. Aparece também Humberto Costa, do escândalo dos sanguessugas. E Roseana Sarney, do caso Lúnus, que a tirou da campanha presidencial de 2002. Também há espaço para algumas ironias, como a presença de Lindbergh Farias, um dos líderes do movimento dos "caras pintadas", o "Fora Collor", ao lado de seu antigo adversário. E a menção ao deputado Arthur Lira, recém-eleito para presidir a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a mais importante da Casa e por onde passarão, no futuro, eventuais pedidos de cassação de mandatos. O petrolão é tão grave e envolve tantas figuras importantes que, no campo político, pode ter dois desfechos absolutamente opostos: a implosão da engrenagem que une governo e Congresso Nacional ou, por um conchavo salvador, a manutenção de certas figuras no poder - à espera do próximo escândalo.

Depois de cinco dias estável, nível do Cantareira aumenta neste sábado


Depois de ficar estável por cinco dias seguidos, o nível do sistema Cantareira subiu neste sábado, 7. De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o volume armazenado da represa subiu de 11,7% para 11,9% da capacidade. O acúmulo de chuvas no manancial desde sexta-feira foi de 33,8 milímetros. Os outros cinco sistemas hídricos que abastecem a Grande São Paulo também registraram aumento neste sábado. No sistema Alto Tietê, o volume armazenado subiu de 18,7% para 18,8%. No sistema Guarapiranga, o nível saltou de 62,9% para 64,2%. Já no sistema Alto Cotia, o aumento foi de 40,9% para 41,9%. O sistema Rio Grande registrou alta, com volume armazenado de 86,6%, ante 85,2% na sexta-feira. O índice do sistema Rio Claro saiu de 38,6% para 38,8%. O Sistema Cantareira abastece 6,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo e fechou o mês de fevereiro com nível de 11,4%, até então, o melhor índice desde que a crise hídrica começou no Estado. Há um ano, conforme a Sabesp, o indicador estava em 16,6%. O cálculo atual considera duas cotas de volume morto, de 182,5 bilhões de litros e 105 bilhões, adicionadas no ano passado. A previsão para março, mês que marca o fim do período de precipitações, a previsão é de 178 milímetros de chuvas na região, número que já demonstra a tendência para o próximo trimestre.

No escandaloso papel de advogado do PT, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo tenta blindar a soberana Dilma Rousseff


Nas últimas semanas, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, decidiu participar descaradamente dos desdobramentos da Operação Lava Jato no Judiciário. Reuniu-se com advogados de empreiteiros presos pelo propinoduto na Petrobras, depois teve uma conversa secreta com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pelos pedidos de investigação de políticos, e, neste sábado, assumiu sem cerimônia o papel de advogado da presidente Dilma Rousseff. José Eduardo Cardozo convocou uma entrevista em São Paulo para, numa fala enfática, pinçar trechos da decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, e do despacho de Rodrigo Janot que, segundo ele, indicam que não foram encontrados indícios contra Dilma. Foi o primeiro pronunciamento de um integrante do governo após a divulgação da lista do petrolão. O ministro reconheceu que o procurador-geral não poderia incluir a presidente Dilma Rousseff na lista de investigados porque a Constituição permite apenas que o chefe da nação seja investigado por feitos praticados durante o mandato, conforme determina a Constituição. Mas Cardozo leu trechos pinçados dos documentos de Zavascki e Janot para sustentar uma tese mais conveniente para a petista: para ele, Dilma estaria livre mesmo que não houvesse essa restrição constitucional. "Aqui não há fatos, não há nada que ser arquivado", disse. Reportagem de VEJA revelou no ano passado que, em depoimento às autoridades da Lava Jato, o doleiro Alberto Yousseff afirmou que a presidente tinha conhecimento dos desvios. O fim do sigilo sobre o caso, deliberado ontem pelo ministro Supremo, confirmou o que VEJA havia publicado. Diz o trecho: "Alberto Youssef (Termo de Colaboração 02) afirmou que, em complementação ao termo de declarações realizado na data de ontem, o declarante gostaria de ressaltar que tanto a presidência da Petrobras quanto o Palácio do Planalto tinham conhecimento da estrutura que envolvia a distribuição e repasse de comissões no âmbito da estatal; que, indagado quanto a quem se referia em relação ao termo "Palácio do Planalto", esclarece que tanto à Presidência da República, Casa Civil, Ministro de Minas e Energia, tais como Luis Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, Ideli Salvatti, Gleisi Hoffman, Dilma Rousseff, Antonio Palocci, José Dirceu e Edson Lobão, entre outros relacionados; que esclarece ainda que eram comuns as disputas de poder entre partidos, relacionadas à distribuição de cargos no âmbito da Petrobras, e que essas discussões eram finalmente levadas ao Palácio do Planalto para solução; que reafirma que o alto escalão do governo tinha conhecimento". Cardozo também negou que o governo tenha tido alguma influência sobre a montagem da lista. Depois de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), insinuar que teve seu nome incluído por causa do Executivo, o ministro rebateu: "É absolutamente inverossímil e inverdadeiro, seja qual for a razão que motiva essa afirmação, seja por equívoco, seja para criar uma falsa disputa política, que membros do governo tenham feito qualquer intervenção nesse caso para auxiliar ou para prejudicar quem quer que seja", disse ele. O ministro da Justiça ainda ironizou as críticas que tem recebido por sua atuação nos bastidores da Lava Jato: "Não sei como eu poderia colocar palavras na boca do senhor Paulo Roberto ou do doleiro Alberto Yousseff. Não sei como eu poderia ter esse poder transcendental". O "porquinho" petista José Eduardo Cardozo comentou a demora na escolha do substituto de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. A lacuna na corte tem causado críticas dos próprios ministros, e reforça a tese de que o governo busca um nome para reduzir os danos da Lava Jato. "Ninguém está parado nessa escolha, não há negligencia, há um estudo detalhado daquele que pode ser o melhor nome naquele momento para receber uma investidura. Acho que não demorará muito", declarou.

EX-DEPUTADO CATARINENSE ENVOLVIDO NO PETROLÃO GASTOU QUASE R$ 1 MILHÃO EM PASSAGENS AÉREAS


O ex-deputado federal João Pizzolatti (PP-SC), que é citado pelo doleiro Alberto Yousseff como beneficiário de uma “mesada” entre R$ 250 mil e R$ 500 mil com recursos desviados da Petrobras, foi o campeão em gastos com passagens aéreas desde que a Câmara dos Deputados acabou com a farra do benefício, em 2009. Ele usou R$ 967.533,58 para viajar durante o mandato, que terminou no fim do ano passado. De acordo com levantamento do site Congresso em Foco, Vander Loubet (PT-MS) ficou na segunda posição, com gasto de R$ 888.079,71, e Eduardo da Fonte (PP-PE), com R$ 877.805,52, na terceira posição. Tanto Loubet quanto Fonte também constam na lista entregue pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal como beneficiários no propinoduto do Petrolão.

JOSÉ OTÁVIO GERMANO JÁ RESPONDE A OUTRO INQUÉRITO RELACIONADO AO PETROLÃO, NO STF


Com o nome citado na lista divulgada ontem pelo Supremo Tribunal Federal, o deputado federal gaúcho José Otávio Germano (PP) já figura em outro inquérito aberto no STF, também relacionado ao Petrolão. Ele teria participado da intermediação de um repasse de R$ 200 mil ao ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, para favorecer uma empresa de engenharia em licitações da petroleira. O pagamento, em espécie, teria ocorrido em um hotel de luxo no Rio de Janeiro. A informação do repasse foi feita em depoimento do próprio Paulo Roberto. O documento embasou a decisão do ministro Teori Zavascki, que autorizou a abertura do inquérito.

OPERADOR DO PETROLÃO NÃO IMAGINAVA QUE A OPERAÇÃO LAVA JATO CHEGARIA TÃO LONGE

O operador Shinko Nakandakari, que em delação premiada admitiu ter intermediado pagamentos de propina da Galvão Engenharia à Petrobras, afirmou em audiência na Justiça Federal que nem ele, nem os executivos da empresa tinham preocupação com a Operação Lava Jato, que acabou prendendo dirigentes da Galvão. À pergunta do juiz Sergio Moro se não tinha receio de fazer pagamentos de propina em 2014, quando a Lava Jato já estava em curso, o operador respondeu: "Até que se deu a Operação, em novembro, não tínhamos essa preocupação. Eu e o Erton (Medeiros, diretor da Galvão) não estávamos sabendo da profundidade, nem que isso pudesse chegar a nós". Ele explicou que a empresa tinha uma necessidade "tão grande" de aprovar aditivos na Petrobras, principalmente referentes à obra da refinaria Abreu e Lima, que houve a liberação de pagamentos de propina. Shinko intermediava a propina entre a Galvão e a diretoria de Serviços da estatal, à época comandada por Renato Duque, que tinha como gerente Pedro Barusco. Admitiu, ainda, que a Galvão ficou devendo entre R$ 6 milhões a R$ 8 milhões a Barusco. Disse ainda ter encontrado com o petista Renato Duque cerca de dez vezes para fazer esses repasses, que eram de R$ 100 mil cada. 

LEIA NA ÍNTEGRA O PEDIDO DE ENVIO DE INVESTIGAÇÃO CONTRA O EX-DEPUTADO FEDERAL PETISTA CANDIDO VACCAREZZA DIRETO PARA AS MÃOS DO JUIZ SÉRIO MORO, EM CURITIBA

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUcHNSMEtOQ0NkWnc/view?usp=sharing

LEIA NA ÍNTEGRA O PEDIDO DE ABERTURA DE INQUÉRITO CONTRA JOÃO PIZZOLATTO E ROBERTO SÉRGIO RIBEIRO COUTINHO TEIXEIRA

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUU1NXbGI3R1FXaEE/view?usp=sharing

LEIA A ÍNTEGRA DO PEDIDO DE ABERTURA DE INQUÉRITO CONTRA JOÃO ALBERTO PIZZOLATTO JUNIOR

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUbVpSRVA3b1dwRDg/view?usp=sharing

LEIA NA ÍNTEGRA O PEDIDO DE ARQUIVAMENTO DE INVESTIGAÇÃO CONTRA CIRO NOGUEIRA

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUT1czTDg0S0VWRlk/view?usp=sharing

PEDIDO DE ENVIO DE PROCESSO CONTRA JOÃO PIZZOLATTI JUNIOR E PEDRO CORREA PARA O TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUNkFBRFNfSFpZOWc/view?usp=sharing

LEIA NA INTEGRA O PEDIDO DE ABERTURA DE INQUERITO CONTRA BENEDITO LIRA E ARTHUR LIRA NO PETROLÃO

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUaXNtVEpuTE9iWXc/view?usp=sharing

LEIA NA ÍNTEGRA O PEDIDO DE ARQUIVAMENTO DE INVESTIGAÇÕES DO SENADOR AÉCIO NEVES

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUSFhQLW1FMDNQa1E/view?usp=sharing

LEIA NA INTEGRA A ABERTURA DE INQUÉRITO CONTRA O SINISTRO DEPUTADO FEDERAL PETISTA JOSÉ MENTOR NO ESCÂNDALO DO PETROLÃO

O deputado federal petista José Mentor há muito tempo é íntimo desta questão de doleiros e coisas típicas. Ele foi relator da famosa e famigerada CPI do Banestado. A Comissão Parlamentar (Mista) de Inquérito (CPI) de Evasão de Divisas, ou CPI do Banestado foi criada pela Câmara dos Deputados do Brasil em 26 de Junho de 2003 a fim de investigar as responsabilidades sobre a evasão de divisas do Brasil para paraísos fiscais, entre 1996 e 2002, quando foram retirados indevidamente do país mais de US$ 84 bilhões através de contas CC5 do Banco do Estado do Paraná ou Banestado, segundo estimativas reveladas pela operação Macuco, realizada pela Polícia Federal. O desempenho do relator da CPI, o deputado federal petista José Mentor, foi muito criticado, sendo ele acusado por alguns parlamentares de ter sabotado a CPI. Mentor foi autor também de um polêmico projeto que, se aprovado, daria anistia a todas as pessoas que enviaram ilegalmente para o Exterior. Após um ano e meio de investigações, Mentor concluiu o relatório sugerindo o indiciamento de 91 pessoas pelo envio irregular de dinheiro a paraísos fiscais através de contas CC5, desvios que chegariam na ordem de R$ 150 bilhões. Entre os indiciados, Gustavo Franco (presidente do Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso), o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o dono das Casas Bahia (maior rede varejista do Brasil), Samuel Klein. O presidente da CPI do Banestado, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), após vários desentendimentos com o relator, resolveu encerrar os trabalhos da comissão sem que o texto apresentado pelo deputado passasse pela votação dos integrantes da CPI. A Operação Banestado teve como juiz, na época, o mesmo de agora no Petrolão, Sérgio Moro. Foi ele quem condenou o doleiro Alberto Youssef. Este fez delação premiada e conseguiu escapar da cadeia. Tinha o compromisso legal de não voltar a delinquir e não exercer mais atividade de doleiro. Rompeu os dois compromissos e é por essa razão que se encontra preso atualmente, porque foram cassados os benefícios de sua primeira delação premiada e encontra-se cumprindo pena. A CPI do Banestado foi a primeira que contou com a colaboração de investigações judiciais realizadas nos Estados Unidos. Por isso essa CPI recebeu arquivos eletrônicos com o detalhamento de milhares de contas bancárias de brasileiros que enviaram dinheiro ilegalmente para o Exterior, sob o amparo da conta-mãe chamada de Beacon Hills. Esses arquivos estão guardados até hoje em cofre forte no Congresso Nacional. Somente uma pessoa teve acesso a eles, o relator petista José Mentor. Correm os piores rumores sobre o uso que ele teria feito dos dados contidos nesses arquivos. Agora, Mentor finalmente é alvo do juiz Sérgio Moro. E deverá se explicar muito.
https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUMlhRZjlSTlk0aVE/view?usp=sharing

LEIA NA ÍNTEGRA O PEDIDO DE ABERTURA DE INQUÉRITO CONTRA JOÃO ALBERTO PIZZOLATTI JUNIOR NO PETROLÃO

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDURXVIejNWYzdJbU0/view?usp=sharing

LEIA A INTEGRA DO PEDIDO DE ABERTURA DE INQUÉRITO CONTRA O DEPUTADO FEDERAL EDUARDO CUNHA, PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUcm5fS3J1UWpHXzg/view?usp=sharing

LEIA NA INTEGRA O PEDIDO DE ABERTURA DE INQUÉRITO PARA INVESTIGAÇÃO DO PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL, SENADOR RENAN CALHEIROS, E DO DEPUTADO FEDERAL ANIBAL GOMES

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUQ29FY0x0cEdTd1k/view?usp=sharing

PEDIDO DE ENVIO DE PROVAS PARA DENÚNCIA DO EX-DEPUTADO FEDERAL PETISTA CANDIDO VACCAREZZA PARA RESPONDER A PROCESSO NO PETROLÃO EM CURITIBA

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUS3FfMzY3UGdIYlU/view?usp=sharing

LEIA NA INTEGRA O PEDIDO DE ARQUIVAMENTO DA INVESTIGAÇÃO DO EX-DEPUTADO FEDERAL EDUARDO HENRIQUE ALVES

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUOVp2QU4tMGJYOEk/view?usp=sharing

LEIA A INTEGRA DO PEDIDO DE ARQUIVAMENTO DE INVESTIGAÇÃO DO EX-DEPUTADO FEDERAL ALEXANDRE JOSÉ DOS SANTOS

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUSWF1bkFBSVhMS3M/view?usp=sharing

LEIA A INTEGRA DO PEDIDO DE ABERTURA DE INQUÉRITO SOBRE O DEPUTADO FEDERAL SIMÃO SESSIM NO PETROLÃO

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUTHpoS2FVOExOX2c/view?usp=sharing

LEIA A INTEGRA DO PEDIDO DE ABERTURA DE INQUÉRITO CONTRA BENEDITO DE LIRA E ARTHUR LIRA NO PETROLÃO

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDURnRxV3ctd2M4bkE/view?usp=sharing

LEIA A INTEGRA DO PEDIDO DE ABERTURA DE INQUÉRITO CONTRA JOÃO ALBERTO PIZZOLATTI JUNIOR

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUQXNPTENLMUJpeGM/view?usp=sharing

LEIA A ÍNTEGRA DO PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO DO DEPUTADO FEDERAL NELSON MEURER, DO PP

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUaGczakt1QzQxZ0E/view?usp=sharing

LEIA ÍNTEGRA DO PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO DO DEPUTADO FEDERAL JOSÉ OTÁVIO GERMANO NO PETROLÃO

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUcmRLWUxMOV9qekE/view?usp=sharing

LEIA A ÍNTEGRA DO PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO DO PETISTA CANDIDO VACAREZZA

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUQU1nUndQNFdPYlE/view?usp=sharing

Fernando Henrique Cardoso desmente de maneira veemente matéria jornal protopetista Folha sobre articulações com o regime petralha

A jornalista Monica Bergamo, uma profissional sobre a qual não existe qualquer suspeita de que não seja petista (foi namorada do advogado do bandido petista mensaleiro José Dirceu), publicou nota em sua coluna sugerindo que estariam acontecendo conversações entre lideranças do regime petralha e políticos da oposição visando à formação de um governo de salvação nacional. Pois bem... Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra do PSDB, veio a público de forma veemente, em nota publicada no Facebook, para desmentir essa farsa petralha. Diz a nota de Fernando Henrique Cardoso: "O momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo. Este quer antes de mais nada que se passe a limpo o caso do Petrolão: quer ver responsabilidades definidas e contas prestadas â Justiça. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo. Cabe sim que as forças sociais, econômicas e políticas se organizem e dialoguem sobre como corrigir os desmandos do lulo-petismo que levaram o País à crise moral e a economia ä recessão". Um direto no fígado, sem intermediários.

A armação contra Anastasia.


O inquérito contra o senador tucano Antônio Augusto Junho Anastasia é uma peça de ficção científica. Não que não possa ser verdade que ele tenha recebido dinheiro do Petrolão, mas os indícios apresentados até agora não se sustentam. Não têm consistência. Cheiram a pressão do governo petista para colocar ao menos um nome da Oposição entre quase 50 da base da Dilma, além da própria, acusada de que sua campanha recebeu dinheiro roubado da Petrobras. Vamos aos fatos.
Primeira inconsistência
O inquérito foi aberto baseado em depoimento de um policial federal, Jayme Alves de Oliveira Filho, vulgo Careca, um "laranja" ou "aviãozinho" do doleiro Alberto Youssef, que fazia entregas de dinheiro vivo sob ordens do mesmo. Tudo o que ele declarou sobre Anastasia foi desmentido por Youssef. Ora, quem está fazendo a delação premiada e não pode mentir é o doleiro. Se o depoimento do "Careca" vale como a verdade, a delação de Youssef é mentirosa e deve ser anulada. Sabem o que Rodrigo Janot diz na petição? Que Youssef "pode ter sofrido pressões". Ora, isso é uma ilação sem base alguma. Uma forçação de barra para abrir inquérito contra o senador mineiro.
Segunda inconsistência 
O depoimento de "Careca" foi prestado em 18.11.2014 perante a Polícia Federal em Curitiba. Ali ele acusou Antônio Anastasia, Eduardo Cunha e Luiz Argolo, na mesma oportunidade.Sobre o ex-senador mineiro, relatou que " no ano de 2010, a pedido de Alberto Youssef, foi para Belo Horizonte entregar quantias que seriam destinadas para Anastasia”. O dinheiro foi entregue para uma pessoa que não se identificou. Embora negue saber do que se tratava originariamente, reconheceu que “tempos mais tarde, vendo os resultados eleitorais”, identificou “ que o candidato que ganhou a eleição em Minas Gerais era a pessoa para quem eu levei o dinheiro”.  Apresentada uma fotografia do ex-governador e atual Senador Antonio Augusto Junho Anastasia (na época um dos candidatos ao governo de Minas Gerais), referiu que na “fotografia é muito parecida com a que recebeu a mala enviada por Youssef contendo dinheiro”. Foi entregue, na época, aproximadamente R$1.000.000,00 (um milhão de reais). Vejam só. Primeiro o depoente "Careca" informa que havia reconhecido Anastasia quando viu que ele havia vencido a eleição. Em seguida afirma, olhando sua fotografia, que ele é muito parecido com quem recebeu o dinheiro. É óbvio que este reconhecimento não pode ser considerado como prova e deveria ser motivo de absolvição. E muito nos admira que a Polícia Federal tenha apresentado uma só fotografia e que esta fotografia tenha sido de Antônio Anastasia. Os policiais, de acordo com a lei, não poderiam mostrar foto alguma sem antes exigir que o acusador descrevesse as características do senador, para que não houvesse indução. Deveriam, também, ter mostrado um conjunto de fotografias e, jamais, apenas uma imagem, exatamente a do senador Anastasia.
Terceira inconsistência
"Careca" descreveu em detalhes a casa e a localização da casa onde teria feito a entrega para o senador Anastasia. Vejam o que consta da petição de Rodrigo Janot: 
Questionado se saberia descrever aproximadamente onde fica esta casa, respondeu: Onde tem o shopping, tem a BR 040, em frente ao shopping, na pista descendo, tem um morro, é uma colina. É la em cima desse morro. Vindo pela rua que liga o Rio de Janeiro a Belo Horizonte, após passar pelo shopping que fica na entrada da cidade, existem alguns redutores de velocidade então você sai à direita e começa a subir o morro. A casa fica voltada para o shopping. É uma casa térrea, ou seja, não parece ser um sobrado para quem olha de frente, não me lembro a cor, o portão abre na horizontal. Na frente da casa existe uma grade. Ora, na mesma petição, quando a casa descrita refere-se a supostas entregas para Eduardo Cunha, está anexada uma foto da residência, com identificação do proprietário e suas ligações com o atual presidente da Câmara. Por que a Polícia Federal, se identificou a casa no Rio de Janeiro, não fez o mesmo para a casa em Belo Horizonte? Se as descrições detalhadas são uma das justificativas para Janot pedir a abertura de um inquérito contra Anastasia, por que não determinou que a PF fosse atrás do referido endereço, fotografasse a casa e fizesse com que o depoente a identificasse? Com isso, teríamos o dono e a sua suposta ligação com o senador tucano.
Quarta inconsistência
Youssef, inquirido em depoimento sobre as entregas de dinheiro feitas em Belo Horizonte, sempre negou qualquer ligação com Antônio Anastasia. Jamais citou o seu nome. Mas disse que os valores estavam anotados em uma lista intitulada "Transcareca". Rodrigo Janot conferiu a lista em busca do R$ 1 milhão que "Careca" teria entregue para o tucano. Vejam o que ele escreve na petição: Conforme visto, houve uma entrega constante da TRANSCARECA no valor de R$ 600.000,00, entregue em 9 de maio, embora não se possa afirmar que se refira ao ano de 2010. 
Vejam! Não existe nem anotação de valor semelhante. Não existe prova alguma de que houve a entrega. E isto serviu de base para o pedido de inquérito. E pasmem! Leiam como Rodrigo Janot encerra o pedido de inquérito que pode se transformar em denúncia de corrupção passiva e lavagem de dinheiro contra Antônio Anastasia: 
Assim, nada obstante a negativa de Youssef de que tenha mencionado diretamente para Jayme o nome do Senador Anastasia, confirmou que determinou a realização de entregas em Minas Gerais e que Jayme foi o responsável por elas. Por sua vez, a riqueza de detalhes apresentada por Jayme, somado ao reconhecimento pessoal do Senador, apontam para a necessidade de aprofundamento das investigações. Desta forma, os elementos indicam que ao menos deve-se aprofundar as investigações, para se confirmar ou não a entrega das quantias, assim como confirmar ou descartar o envolvimento dos parlamentares mencionados.
Como podemos concluir, tudo se baseia na "riqueza de detalhes" de um depoente que foi desmentido por um envolvido que fez delação premiada e que era chefe do "laranja". Na "riqueza" de detalhes a Polícia Federal cometeu graves equívocos no reconhecimento de um suspeito, que fere toda a legislação sobre o assunto. Na "riqueza de detalhes" que não se preocupou em identificar a casa tão ricamente descrita pelo depoente. A casa até agora não existe. Ninguém sabe quem é o dono. E bastaria levar o depoente até lá para que a identificasse. E observem que o PGR implora para que o STF "ao menos", "ao menos", aprofunde as investigações.
O que temos aí é uma armação contra a Oposição. Com a assinatura do Procurador Geral da República e o endosso de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Que lástima! Que vergonha! (CoroneLeaks)

Verdades inconvenientes - Veja estava certa

A mais extraordinária característica dos fatos é que eles são teimosos. Os fatos não desaparecem facilmente. A realidade é feita de fatos e, à semelhança da verdade, cedo ou tarde ela se impõe. VEJA provocou comoção quando escreveu na capa de sua edição de 29 de outubro de 2014 que, segundo depoimento do doleiro Alberto Yousseff, Lula e Dilma sabiam de tudo que se passava nos porões do petrolão. Por ser antevéspera de eleições, um juiz do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu à campanha de Dilma Rousseff o direito de resposta. O espaço legal foi usado mais para atacar a revista do que para recolocar os fatos no seu devido lugar - até porque os fatos já estavam no lugar. Na defesa que fez junto ao STF na tentativa de reverter a decisão do TSE, VEJA esclareceu que se baseou em três fatos:
"1) Ocorreu o depoimento do doleiro Alberto Yousseff no âmbito do processo de delação premiada;
2) As afirmações atribuídas a Youssef pela revista foram anexadas ao processo e;
3) O advogado do investigado, Antônio Figueiredo Bastos, não rechaçou a veracidade do relato.
(...) Lamenta-se a fragilidade a que se submete, em período eleitoral, o preceito constitucional de liberdade de expressão ao se permitir que, ao cabo de poucas horas, de modo autocrático, um ministro decida merecerem respostas informações jornalísticas que, em outras circunstâncias, seriam simplesmente verdades inconvenientes - passíveis, é claro, de contestação, mesmo quando fruto de dúvida hiperbólica, mas sempre mediante a análise detida de provas e tomadas de testemunhos". Com a quebra dos sigilos dos depoimentos da Operação Lava Jato decidida nesta sexta-feira pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), ficou evidente que VEJA estava certa quanto ao conteúdo do depoimento de Yousseff. Abaixo a transcrição oficial do depoimento de Yousseff, à disposição dos leitores no site do Ministério Público Federal, em que o doleiro afirma às autoridades exatamente o que VEJA publicou em sua capa de 29 de outubro de 2014:
"Alberto Youssef (Termo de Colaboração 02) afirmou que, em complementação ao termo de declarações realizado na data de ontem, o declarante gostaria de ressaltar que tanto a presidência da Petrobras quanto o Palácio do Planalto tinham conhecimento da estrutura que envolvia a distribuição e repasse de comissões no âmbito da estatal; que, indagado quanto a quem se referia em relação ao termo "Palácio do Planalto", esclarece que tanto à Presidência da República, Casa Civil, Ministro de Minas e Energia, tais como Luis Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, Ideli Salvatti, Gleisi Hoffman, Dilma Rousseff, Antonio Palocci, José Dirceu e Edson Lobão, entre outros relacionados; que esclarece ainda que eram comuns as disputas de poder entre partidos, relacionadas à distribuição de cargos no âmbito da Petrobras, e que essas discussões eram finalmente levadas ao Palácio do Planalto para solução; que reafirma que o alto escalão do governo tinha conhecimento". Internamente, na apresentação da reportagem de capa, VEJA escreveu: "Cedo ou tarde os depoimentos de Youssef virão a público em seu trajeto na Justiça rumo ao Supremo Tribunal Federal (STF)". Nesta sexta, os depoimentos efetivamente vieram a público e quando se examina seu conteúdo no que diz respeito às afirmações de VEJA na capa Lula e Dilma Sabiam a constatação insofismável é a de que VEJA apurou e publicou um fato real: Yousseff disse à Justiça, no âmbito de sua delação premiada, que o Palácio do Planalto sabia das tenebrosas transações que ocorriam na Petrobras. VEJA cumpriu com seu dever jornalístico ao trazer esse fato ao conhecimento de seus leitores. Portanto, quem se insurgiu contra a revista naquele episódio, se insurgiu, realmente, contra os fatos. Atacou o mensageiro, quando o que feria era a mensagem. Agora, com a quebra de sigilo sobre os depoimentos da Lava Jato, veio a confirmação de que VEJA estava certa e seus contestadores errados. A eles, quem sabe, seja útil a leitura de João 8:23: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará".

LEIA, AQUI, OS FUNDAMENTOS DAS ACUSAÇÕES CONTRA JOSEÉ OTÁVIO GERMANO, JERÔNIMO GOERGEN, LUIZ CARLOS HEINZ, AFONSO HAMM E VILSON COVATTI

CLICANDO AQUI você poderá entender os fundamentos que levaram o Procurador Geral da República a pedir a abertura de inquérito, portanto de investigações, atingindo praticamente toda a bancada de deputados federais do PP do Rio Grande do Sul. Os fundamentos da petição encaminhada ao ministro Teori Zavascki, baseiam-se exclusivamente em declarações repetidas pelo doleiro Alberto Youssef, segundo as quais um segundo time de deputados do PP, dos quais faziam parte os parlamentares gaúchos, recebiam mensalidades entre R$ 30 mil a R$ 150 mil, conforme a importância de cada um. Rodrigo Janot baseia-se exclusivamente na lista de nomes citados pelo doleiro, mas não existe qualquer outro testemunho ou prova material. Alberto Youssef disse na delação premiada que o dinheiro ia para o núcleo duro do PP, que então fazia a distribuição. Entre 2004 e 2011, o núcleo duro era dirigido por José Janene e dele fazia parte o gaúcho José Otávio Germano. Os valores e a distribuição deles eram combinados pessoalmente pelo núcleo duro com o diretor Paulo Roberto Costa, inclusive em encontros dentro da Petrobrás, conforme narra Janot na petição. Tudo sob os olhares "atentos" de Dilma, presidente do Conselho de Administração até 2010, e de Lula, o presidente. E tudo para garantir o apoio do PP ao governo do PT. A petição que está no link enfoca também vários outros nomes de políticos e demonstra de que forma a roubalheira começou e ocorreu durante todos os dois governos de Lula e o governo de Dilma, diretamente sob as ordens do então diretor nomeado por Lula, Paulo Roberto Costa. Nos governos do PT a Petrobrás foi saqueada pelo partido e seus dois governos, com o conhecimento e a ordem deles. A organização criminosa arrancava dinheiro através dos seus diretores, que achacavam empreiteiras, correias de transmissão para a corrupção que beneficiou eles mesmos, os diretores e quase 2 mil funcionários da Petrobrás, além dos políticos aliados do Planalto.

EDUARDO CUNHA ATACA JANOT: "INQUÉRITO ATENDE A INTERESSE DO GOVERNO"

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) insinuou neste sábado que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, incluiu seu nome na lista de investigados da Lava Jato para agradar ao governo e garantir mais um mandato à frente do Ministério Público Federal. Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, Cunha é suspeito de receber recursos do petrolão por duas fontes: doações eleitorais registradas e dinheiro em espécie entregue pelo policial Jayme Alves Cunha de Oliveira Filho, o Careca, em uma casa no Rio de Janeiro. Quando saiu a lista de parlamentares que serão investigados no Supremo Tribunal Federal, Cunha afirmou que não se pronunciaria até tomar conhecimento dos indícios reunidos pelo Ministério Público. Mas na madrugada deste sábado, em sua conta no Twitter, o presidente da Câmara decidiu apresentar sua versão da história. O presidente da Câmera disse que o delator Alberto Youssef é "desqualificado" e argumentou que não pode ser punido por ter recebido doações registradas na Justiça Eleitoral. "Criminalizar a minha doação oficial de campanha, sem criminalizar a dos outros, é um acinte à inteligência de quem quer que seja", afirmou.

O 15 de Março: as cidades, o local e a hora dos protestos. Lembrem-se: os adversários do ato pacífico são inimigos seus e do país. Ou ainda: Legalistas em defesa da Constituição e da democracia

Vem pra rua
Membros do Vem Pra Ruauma das comunidades que convocam o protesto do dia 15, me procuraram para alertar que os petralhas estão tentando atrapalhar a manifestação: entram nas redes sociais, fazem-se passar por apoiadores do movimento de repúdio ao governo e à bandalheira, mas, como são sabotadores, mudam os horários definidos e omitem as cidades que aderiram aos protestos.
E, ora vejam, por razões óbvias, uma das cidades que eles tentam apagar do mapa das manifestações é justamente… Brasília! A propósito: na cidade, a concentração está marcada para as 9h30, no Museu da República. De lá, os brasilienses devem seguir para o Congresso Nacional.
Você vai se quiser e se concordar, é claro! Mas tem o direito de ter acesso à informação correta. 
E já sabem, não? Seja nas redes sociais, seja nas ruas, repudiem aqueles que esboçam a intenção de recorrer à violência. Não caiam nessa! É coisa de fascistoides e de agentes provocadores. Repudiem grosserias, baixo calão, gente que aposta no “quanto pior, melhor”. Os que estão dispostos a reivindicar um país mais decente apostam no “quanto melhor, melhor”.
“Impeachment” não é brincadeira; não é como tomar um picolé na esquina; não se resolve com o clique do mouse ou o gatilho rápido no teclado. Por isso mesmo, os que estão empenhados em organizar as manifestações devem deixar claro que os adversários de um ato pacífico são inimigos não dessa causa, mas da democracia.
Jornalismo também é serviço. Abaixo, vocês encontram as cidades em que deve haver manifestação, lugar do encontro e a hora. Se a sua cidade não está na lista e você quer entrar em contato com o “Vem Pra Rua”, e-mail é este:vempraruabrasilorg@gmail.comEu sei que esse não é o único movimento que convoca o ato. Se publico a sua lista, é porque o pessoal me procurou.
E não se esqueçam: golpistas são os que tentam tomar o estado de assalto. Quem pede o cumprimento da Constituição e das leis é um… legalista!
LISTA DAS CIDADES EM QUE AS MANIFESTAÇÕES ESTÃO CONFIRMADAS
Aracaju/SE – 9h30 – Arcos da Orla
Araraquara/SP – 15h00 – Parque Infantil até a Prefeitura
Belo Horizonte/MG – 9h30 – Praça da Liberdade
Botucatu/SP – 15h00 – Largo da Catedral Metropolitana de Botucatu
Brasília/DF – 9h30 – Museu da República (rumo ao Congresso Nacional)
Curitiba/PR – 14h00 – Praça Santos Andrade
Curvelo/MG – 10h00 – Praça Central do Brasil
Florianópolia/SC – 16h00 – TICEN (Av. Paulo Fontes, 701)
Fortaleza/CE – 10h00 – Praça Portugal
Goiânia/GO – 14h00 – Praça Tamandaré
João Pessoa/PB – 15h00 – Busto de Tamandaré
Juiz de Fora/MG – 10h00 – Parque Halfeld
Jundiaí/SP – 9h30 – Av. 9 de Julho
Porto Alegre/RS – 14h00 – Parcão
Presidente Prudente/SP – 9h00 – Praça 9 de Julho (em frente ao Chick Center)
Recife/PE – 9h00 – Av. Boa Viagem (em frente a Padaria Boa Viagem)
Rio de Janeiro/RJ – 9h30 – Copacabana, posto 5
Salvador/BA – 16h00 – Farol da Barra
São Carlos/SP – 10h00 – Praça do Mercado (Av. Com. Alfredo Maffei, 2.542)
São Paulo/SP – 14h00 – Masp (Av. Paulista, 1.578)
Sete Lagoas/MG – 10h00 – Lagoa Paulino
Teresina/PI – 16h00 – Av. Marechal Castelo Branco (em frente a Alepi)
Uberaba/MG – 16h00 – Calçadão de Uberaba
Uberlândia/MG – 9h30 – Praça Tubal Vilela
LISTA DAS CIDADES QUE AGUARDAM CONFIRMAÇÃO
Joinville/SC – a confirmar
São Luís MA – 15h00 – Av. Litorânea
LISTA DAS CIDADES QUE NOS ENVIARAM E-MAIL AO MOVIMENTO, MAS QUE NÃO CONTAM COM REPRESENTANTES DO “VEM PRA RUA”
Anápolis/GO – 14h – Praça Dom Emanuel
Arapiraca/AL -  Praça da Prefeitura até o Parque Ceci Cunha
Ariquemes/RO – 15h – Praça da Vitória (Av. Jamari)
Artur Nogueira/SP – 16h – Praça do Coreto – Av. Fernando Arena, esquina com a Rua Duque de Caxias.
Barreirinhas/MA – 15h – Praça do Trabalhador
Belém/PA – 9H – Praça da República
Bento Gonçalves/RS – 16h – Na frente da Prefeitura
Birigui/SP – 9H – Praça Central da cidade: Doutor Gama
Bragança Paulista/SP – 16h – Praça Raul Leme
Cachoeira do Sul/RS – 16h – Praça da Matriz
Caldas Novas/GO – 14h – Praça Central
Capinópolis/MG – 9h30 – UTC-03
Capivari/SP – 16h – Praça Central
Cascavel/PR – 15h – Em frente à Igreja Matriz
Cianorte/PR – 15h – Prefeitura de Cianorte
Cidade de Goiás/GO – 14h – Praça dos Eventos
Criciúma/SC – 9h – Parque das Nações
Cáceres/MT – 15h – Serraria Cáceres até a Praça Barão do Rio Branco
Dois Vizinhos/PR – 14h – Praça da Igreja Santo Antonio
Dourados/MS – 14h – Praça Antônio João
Fernandópolis/SP – 9h – Praça da Matriz
Fortaleza/CE – 10h – Praça Portugal
Goiânia/GO – 14h – Praça dos Bandeirantes
Governador Valadares/MG – 16h – Praça dos Pioneiros
Guarapuava/PR – 14h – Praça Cleve
Itatiba/SP – 14h – Praça das Bandeiras
Jataí/GO – 14h – Câmara dos Vereadores
Jundiaí/SP – 9h30 – Av. 9 de Julho
Lages/SC – 10h – Estatua Correia Pinto
Limeira/SP – 9h30 – Praça Toledo Barros (Rua Doutor Trajano Barros de Camargo, 13480 )
Linhares/ES – 16h – Atrás da TV Norte
Londrina/PR – 13h – Zerão
Londrina/PR – 15H – Em frente ao colégio Vicente Rijo (Av. Jk com Av. Higienópolis)
Macaé/RJ – 16h – Paróquia Nossa Senhora da Glória, Cavaleiros
Manaus/AM – 14h – POSTO 300 (Av. Djama Batista)
Manaus/AM – 9h30 – Av. Eduardo Ribeiro, em Frente à Feirinha
Monitividiu/GO – 14h – Praça das Mães
Montes Claros/MG -  Em frente ao Shoping Center
Natal/RN – 15h – Avenida Roberto Freire
Paraisópolis/MG – 14h – Praça do Centro
Pelotas/RS -  Largo do Mercado Público
Perdões/MG - Praça do Berimbau
Petrópolis/RJ – 16h – Praça D. Pedro II , Centro
Piracanjuba/GO – 14h – Praça do Relógio
Porto Velho/RO -  Praça das 3 Caixas d’Água, Centro
Presidente Prudente/SP – 9h – Parque do Povo (em frente ao Colégio Poliedro)
Ribeirão Preto/SP – 9h30 – Teatro Pedro II (Rua Álvares Cabral, 370)
Rio Branco/AC – 14h – Palácio do Governo
Rio Verde/GO – 14h – Praça Matriz
Rondonópolis/MT – 16h – Em frente ao Rondon Plaza Shopping
Santo Antônio de Jesus/BA – 9h30 – Praça Dr. Renato Machado, Centro
Sertãozinho/SP – 9h – Praça 21 de Abril
São José dos Campos/SP – 14h – Praça Afonso Pena
São José dos Campos/SP – 15h – Praça Afonso Pena
São João Del Rei/MG – 16h30 – Praça da Estação Ferroviária – Centro
Torres/RS – 9h30 – Praça XV de Novembro, Centro
Ubá/MG – 14h – Praça São Januário
Uruguaiana/RS – 14h – Praça do Barão do Rio Branco
Vitória/ES – 15h – Em frente à UFES
Vitória/ES – 16h – Praça do Papa
Vitória/ES – 16h as 20h – Sede da Petrobras
Volta Redonda/RJ – 9h – Praça Brasil
Por Reinaldo Azevedo