sexta-feira, 13 de março de 2015

Em Cuiabá, ato da petralhada em defesa da Petrobras conseguiu reunir a fábula de 500 "corações valentes"

Pelêgos sindicais e dos aparelhos petralhas chamados de movimentos sociais realizaram nesta sexta-feira, 13, em Cuiabá, uma manifestação em defesa da Petrobrás, da democracia e pela reforma política. Um fenômeno, a petralhada conseguiu reunir cerca de 500 "corações valentes" que participaram da caminhada que saiu da região central, Praça da República, e percorreu as principais avenidas e ruas comerciais do centro. 

Manifestação mirrada convocada pela CUT em Brasília terminou como ato de apoio à petista Dilma

Convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para criticar, entre outros pontos, o ajuste fiscal do governo da petista Dilma e defender a Petrobrás, a manifestação mirradissima desta tarde em Brasília se mostrou, na prática, um ato em defesa do governo. Entre os gritos entoados nesta noite na rodoviária da capital, na área central da cidade, estavam "não vai ter golpe", "o povo na rua, Dilma continua", "olê, olê, olá, Dilma". Mais cedo, o pelêgo Roberto Miguel, membro da direção nacional da CUT, havia dito que o ato não seria em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff, mas criticou movimentos contrários, que propõem até o impeachment. "Vamos defender a democracia e o resultado eleitoral", disse o sindicalista, no meio da tarde. 


Na estimativa final da Polícia Militar de Brasília, 800 militantes se reuniram na rodoviária, para o ato. A CUT, por sua vez, apontou a presença de mil pessoas. Dê-se de barato que eram mil, e isso significa uma adesão baixíssima, mirradíssima, à convocação promovida pela pelegada sindicalista. Embora convocada pela CUT, a manifestação contou ainda com a apoio de outras entidades pelêgas, como Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE), Federação Única dos Petroleiros (FUP), além do apoio de partidos políticos como o PT, PcdoB e PCO. Quando tudo que essa formidável quantidade de siglas vazias consegue convocar é porque efetivamente não representam nada, nem ninguém, a não ser a si mesmos. 

MEC mudará sistema de revalidação de diplomas estrangeiros no Brasil

O Ministério da Educação (MEC) vai facilitar e reorganizar o sistema de revalidação de diplomas estrangeiros no Brasil. Uma resolução aprovada em fevereiro pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), que deve ser homologada pelo MEC, fará com as universidades brasileiras, responsáveis por esse processo, sejam obrigadas a fazer a análise, independentemente de haver diferenças curriculares entre o curso no país de formação do candidato e o Brasil. Além disso, deve ser criado um sistema para que, uma vez que um diploma de um determinado curso de uma instituição seja revalidado, por algum tempo todos os diplomas iguais também sejam, sem necessidade de fazer toda a avaliação curricular novamente. Hoje, para conseguir o aceite de um diploma para trabalhar no Brasil, o estrangeiro - ou o brasileiro formado no Exterior - precisa entrar com um processo em uma das universidades do País que tenham cursos na área de sua formação. No entanto, o processo não tem prazo para resposta e a instituição pode simplesmente se recusar a aceitar até mesmo de fazer a análise alegando diferenças no currículo. Por exemplo, um curso que aqui tenha cinco anos e a formação original do profissional seja de quatro anos já é suficiente para a instituição recuse até mesmo a abertura do processo. Ou, por exemplo, um curso no Exterior que seja de formação integrada em engenharia e arquitetura, como acontece no Uruguai, também é razão para a negativa. "Não poderá haver recusa de análise e abertura de avaliação por divergência de organização curricular. A instituição poderá até recorrer à avaliadores externos para analisar currículos não conhecidos, mas não poderá negar, sob risco de perdermos profissionais com formação de qualidade", explica Luiz Roberto Curi, relator da resolução no CNE. O conselheiro defende que é esse intercâmbio curricular que há avanços. "Essa avaliação deve ser um instrumento de cooperação científica", defende. A outra mudança visa também a simplificar a revalidação ao estabelecer alguns parâmetros e prazos para as instituições. O principal deles é definir que, por um prazo ainda a ser definido, de 5 ou 10 anos, diplomas de instituições e cursos iguais terão que ser revalidados sem que o profissional tenha que passar por todo o processo de avaliação. Ele terá apenas de entregar os documentos exigidos na mesma instituição que validou o diploma inicialmente, o que deve reduzir o tempo e o custo do processo. Uma espécie de banco de dados deverá ser criado. Hoje, uma revalidação pode custar até R$ 3 mil em taxas, traduções juramentadas e registro de documentos. "A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal) já faz isso. Ela só manda estudantes para instituições já avaliadas e outros alunos já vem com o processo pronto", compara Curi. Também se mantém o prazo de seis meses para a instituição aceitar o processo, mas define que será aberto um processo administrativo no caso de não cumprimento - hoje não há punições e frequentemente os processos demoram mais do que isso. Além disso, os candidatos só poderão abrir dois processos, em duas instituições diferentes, e o primeiro apenas depois da resposta negativa da primeira instituição. De acordo com o relator, isso foi feito para evitar processos concorrentes e trabalho duplicado. Atualmente, como os processos demoram e podem ser negados por razões dúbias, muitos profissionais iniciam vários ao mesmo tempo.

Lixo se acumula no Rio de Janeiro no primeiro dia de greve dos garis

Os garis do Rio de Janeiro iniciaram à 0h desta sexta-feira, 13, uma greve por tempo indeterminado e decidiram manter a paralisação mesmo depois que a Justiça do Trabalhou decretou a ilegalidade do movimento. O lixo se acumulou em vários trechos da cidade, como a Avenida Presidente Vargas, no centro. Caminhões de lixo circularam escoltados por guardas municipais, policiais militares e vigias particulares para evitar que grevistas impedissem o trabalho dos que não aderiram ao movimento. 


Na manhã desta sexta-feira, a Justiça do Trabalho declarou a greve ilegal e ordenou o retorno ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 100 mil ao sindicato, mas os profissionais não interromperam o movimento. À tarde, houve audiência de conciliação no TRT. As duas horas e meia de discussão não renderam acordo e, por volta das 18 horas, a categoria fez nova assembléia e decidiu manter a greve. A juíza Ana Maria Soares de Moraes determinou que 75% dos garis voltem ao trabalho a partir da 0h deste sábado, sob a mesma pena diária de R$ 100 mil ao sindicato. A Comlurb informa ter plano de contingência para “manter a coleta e minimizar impactos à população”, caso a paralisação continue. A companhia tem 22 mil funcionários, entre garis e pessoal administrativo. A greve foi decidida na quinta-feira em assembléia que reuniu 1.200 trabalhadores. “A proposta da empresa é uma afronta, parece gozação”, disse o vice-presidente do sindicato, Antônio Carlos da Silva. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) afirmou que, se pudesse, “pagaria mais salário aos garis do que aos secretários”, mas que o momento é de crise no País e que a prioridade é manter os empregos. “Se você chegar no Comperj (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro, situado em Itaboraí, que fechou mais de 20 mil postos de trabalho nos últimos meses em função da crise na Petrobrás) falando que precisa de vagas emergenciais, 18 mil pessoas viriam para cá”, afirmou. “A gente paga o maior valor de salários a garis das capitais nacionais. Mas não dá para dar 40% de reajuste todo ano”, afirmou Paes, referindo-se ao aumento de até 44% concedido à categoria em 2014. O vice-presidente do sindicato afirma que esse reajuste foi concedido no ano passado a quem recebia o piso da categoria, mas quem recebia mais teve aumento diferente. “Teve gente que recebeu só 5,5% de reajuste no ano passado. É claro que essas pessoas estão insatisfeitas e têm razão”, afirma. Essa gente não coleta lixo na rua, com certeza. E o barbarismo que esse sindicalismo rasteiro está fazendo é preparar a coleta do lixo do Rio de Janeiro para a privatização de seus serviços. Manter um exército de 22 mil pessoas para limpar a cidade parece brincadeira. O custo previdenciário disso é uma babilônia incalculável. Não dá para seguir pagando por isso. 

Justiça obriga, então governo da petista Dilma emite mais 376 milhões em títulos para pagar as dívidas do Fies

O Tesouro Nacional emitiu nesta sexta-feira, 13, R$ 376,264 milhões em títulos da dívida pública para pagar instituições de ensino superior participantes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A liberação de Certificados Financeiros do Tesouro (CFT-E1), que só podem ser utilizados pelas instituições para quitar tributos federais, ocorreu após a 23ª Vara de Justiça Federal de Brasília determinar o repasse atrasado de recursos de dezembro passado. O governo da petista Dilma está dando o calote em pagamento de mais de R$ 1 bilhão do programa. O Tesouro divulgou nota no fim da tarde desta sexta-feira classificando a emissão dos créditos como "rotineira". O órgão disse que havia emitido outros R$ 84 milhões em títulos CFT-E1 a pedido Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). "Trata-se de uma emissão rotineira, que ocorre praticamente todos os meses, feita em atendimento à solicitação do FNDE, gestor do Fies", registrou em nota. O governo não realizou emissão dos certificados financeiros no mês de fevereiro: "Compete à Secretaria do Tesouro Nacional tão somente a emissão, o controle e o resgate dos Certificados emitidos. Todas as emissões e resgates são feitas por solicitação do FNDE". A injeção de recursos no Fies ocorreu também um dia depois da derrubada, pela 7ª Vara Cível da Justiça Federal de Brasília, da trava imposta pelo Ministério da Educação para o reajuste de mensalidades das instituições participantes do programa. O revés jurídico decorreu de mandado de segurança obtido pela Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep). A 7ª Vara rejeitou o teto de 6,41% determinado pelo MEC para o reajuste de mensalidades de cursos no âmbito de Fies. O setor comemorou a decisão, apontada como prejudicial a cerca de 1,5 mil instituições de ensino de 19 Estados. "Cada universidade tem uma realidade diferente, uma planilha de custos e um reajuste necessário para sua saúde financeira", observou a presidente da Fenep, Amábile Pacios. Pouco antes de a presidente petista Dilma Rousseff assumir o segundo mandato com o lema "Brasil, Pátria educadora", o Fies foi alvo de uma série de mudanças realizadas para reduzir os gastos com o programa, entre elas, o represamento de R$ 1 bilhão. O governo pretende reduzir o número de financiamentos do Fies. O teto no reajuste das mensalidades era parte desse movimento, que será regulado por uma série de regras de um novo Fies, como o repasse à instituições de ensino em oito parcelas ao longo do ano e não mais 12 mensalidades. Além da adoção de uma nota mínima de 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o estudante obter financiamento. As mudanças, contudo, têm sofrido derrotas judiciais. A 4ª Vara da Cível da Justiça Federal de Alagoas determinou, também na última segunda-feira, 9, que o MEC suspenda a nota de mínima. O juiz Sebastião José Vasques de Moraes ressaltou em seu voto a importância do Fies para estudantes de baixa renda terem acesso ao ensino superior. "Os estudantes de baixa renda ficam à margem da oportunidade de frequentar o ensino superior e obter um diploma de graduação, uma vez que não concorrem diretamente nos vestibulares das universidades públicas e, quanto às faculdades particulares, não teriam como arcar com o custo da mensalidade. A não ser mediante programas de inclusão, tal como o financiamento creditício que é o Fies", registrou.

Ata revela clima de guerra no conselho da Petrobras


Apesar de nunca divulgar seus documentos internos, a Petrobras tornou pública na última quarta-feira, dia 11 de março, um extrato da ata da reunião do conselho de administração que escolheu Aldemir Bendine para a presidência da companhia. O documento, disponível no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), tem cinco páginas e é apenas um resumo do que se passou nas quatro horas em que estiveram reunidos os conselheiros e diretores da empresa, no último dia 6 de fevereiro. Sua leitura, porém, é suficiente para entender que a indicação de Bendine foi tensa e aconteceu em clima de guerra conflagrada entre os conselheiros independentes e os representantes do governo, que controla a empresa. Em bom português, o pau quebrou. Acusações de manipulação política e desrespeito às regras de governança da empresa foram várias vezes reiteradas, e até um pedido de renúncia dos conselheiros ligados à Dilma Rousseff foi feito. Como se sabe, apesar dos protestos, o ex-presidente do Banco do Brasil assumiu o cargo. Dos nove conselheiros da Petrobras, seis são nomeados pelo governo. A reunião aconteceu em São Paulo. Os diretores demissionários e a presidente Graça Foster participaram por teleconferência, do Rio de Janeiro, de parte dela. O nome de Bendine foi indicado pela presidente Dilma em meio à crise provocada pela renúncia de cinco dos sete diretores da empresa e da presidente, Graça Foster. Eles se rebelaram depois que o governo vetou a inclusão, no balanço da companhia, de um cálculo de perdas derivadas do petrolão que chegava a 88,6 bilhões de reais. Embora tivesse sido feito por consultorias independentes contratadas por ordem do próprio conselho - que concordou inclusive com o método de cálculo. Dilma não gostou do número, considerado muito grande, e simplesmente o vetou. Em sua fala, o conselheiro José Monforte apoiou a diretoria demissionária e disparou: "A forma como são conduzidos assuntos críticos para a companhia, por parte do acionista controlador, fere os princípios mais comezinhos da boa governança. (...) Fiquei sabendo pela imprensa de supostas reuniões entre conselheiros indicados pelo acionista controlador, reservadamente. Mais uma vez, submeteu-se o conselho de administração ao constrangimento de ir se informando através de relatos da imprensa". Segundo Monforte, além de ilegal, o movimento do governo foi temerário, porque deixou a companhia "acéfala". Os conselheiros reclamaram também do fato de o comitê de remuneração e sucessão da empresa, a quem em tese cabia escolher não só o presidente como os diretores, ter sido excluído da decisão a respeito do novo presidente. O comando desse comitê é o secretário-executivo do Ministério das Minas e Energia, Márcio Zimmerman. Monforte, que fazia parte dele, renunciou alegando sua total inoperância. De fato, o governo ignorou de tal forma o conselho da Petrobras que o nome de Bendine já estava na imprensa antes mesmo de os conselheiros terem sido apresentados a ele. O conselheiro Mauro Cunha, que é também presidente da da Associação dos Investidores do Mercado de Capitais, também não economizou em sua revolta: "O que estamos vendo aqui é uma piada ruim e um desrespeito ao Conselho de Administração". Cunha demonstrou estar preocupado com o fato de a Petrobras não ter até agora um balanço auditado para o ano de 2014. A empresa precisa publicá-lo até junho deste ano, se não quiser ver a cobrança de suas dívidas antecipadas por credores. Essa circunstância poderia causar sérias dificuldades financeiras à Petrobras, já que ela não tem no caixa recursos suficientes para pagar os títulos que poderiam vencer antecipadamente. Por isso, Cunnha radicalizou: "Se não quisermos ficar na mão dos ditos fundos abutres, eu proponho que os conselheiros indicados pelo acionista controlador apresentam suas renúncias e que nós convoquemos uma assembléia geral extraordinária". A ata da Petrobras não registra a reação dos conselheiros indicados pelo governo aos protestos dos independentes, mas fica óbvio que o clima foi de total constrangimento. Entre as críticas feitas por Cunha estavam ainda uma ironia com o fato de a Petrobras ser "uma empresa de petróleo em que nenhum conselheiro é especialista em petróleo". A ata não registra a reação dos conselheiros do governo. A divulgação do documento foi uma exigência de Cunha e dos outros dois conselheiros, que têm feito oposição permanente ao governo na cúpula da Petrobras. Ainda assim, a companhia primeiro divulgou um comunicado, e depois foi obrigada pela CVM a colocar pelo menos o resumo da ata em seu site. A lei diz que as empresas com ações em bolsa devem tornar públicas todas as atas de reuniões de administração cujas decisões "gerem efeitos perante terceiros" - traduzindo, qualquer decisão que afete os acionistas minoritários, o público ou o mercado.

Pepe Vargas desmente rumor sobre ameaça de demissão de Levy

Em nota à imprensa divulgada nesta sexta-feira, 13, o ministro das Relações Institucionais, o petista trotskista gaúcho Pepe Vargas, desmentiu que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, teria ameaçado pedir demissão em uma conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros, caso o Congresso não aceitasse manter o veto à prorrogação, até 2042,dos subsídios sobre a energia elétrica para grandes empresas do Nordeste. "Não é verdade que o ministro ligou para senadores dizendo que 'se o veto fosse derrubado, o ministro Levy pediria demissão, pois o ajuste fiscal sofreria um novo abalo'. Uma total inverdade que ele nega com veemência", afirma a nota do ministério. O Congresso foi palco de uma dura negociação na noite de quarta-feira, 11, entre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). De um lado, Levy insistia na manutenção do veto à prorrogação até 2042 dos subsídios sobre a energia elétrica para grandes empresas do Nordeste, e ameaçava até pedir demissão caso fosse derrotado. De outro, Renan, ao lado do senador Fernando Collor (PTB-AL), brigava para derrotar o Planalto. Levy venceu Renan por 39 votos a 37.



Para que o governo chegasse à vitória, os ministros de Minas e Energia, Eduardo Braga; e de Relações Institucionais, Pepe Vargas, teriam dado telefonemas "desesperados" a senadores, dizendo que se o veto fosse derrubado, Levy pediria demissão, pois o ajuste fiscal sofreria um novo abalo. As ligações foram feitas para os senadores Simone Tebet (PMDB-MS), Valdir Raupp (PMDB-RO), Waldemir Moka (PMDB-MS), Garibaldi Alves (PMDB-RN), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e Acir Gurgacz (PDT-RO). A todos eles, os ministros lembraram que a Câmara havia derrubado o veto pouco antes e que se no Senado o resultado fosse igual, o ajuste ficaria comprometido e Levy iria embora do governo.

Agência Internacional de Energia diz que capacidade da Petrobras em levantar capital está em xeque


O crescimento da produção de petróleo do Brasil continua em ritmo acelerado, mas problemas jurídicos e financeiros continuam pesando sobre a Petrobrás, colocando em xeque a capacidade da empresa de levantar capital a longo prazo, diz o relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE). Os analistas da organização afirmam ainda que a desvalorização do real em relação ao dólar pode não dar grande alívio para a estatal, por conta da configuração da dívida da empresa. O texto repete a estrutura do último comunicado da organização, divulgado em fevereiro, e reserva mais da metade do espaço dedicado ao Brasil para avaliar a situação da Petrobrás. O comunicado lembra o recente rebaixamento da nota da Moody's para a estatal, ressaltando que a agência deu destaque ao potencial de proliferação da crise envolvendo a Petrobrás para todo o setor de óleo e gás do País. O texto da AIE destaca ainda que a queda do real em relação ao dólar parece estar "fornecendo pouco alívio para a estatal". Segundo a análise da organização, o efeito da depreciação da moeda brasileira é relativo para a Petrobrás porque a empresa tem uma dívida muito exposta à moeda norte-americana. No entanto, os analistas entendem que o movimento pode proporcionar "fortes incentivos para aumento de produção" da estatal. O relatório da AIE afirma ainda que o programa de desinvestimentos da Petrobrás, anunciado no início do mês, permitirá que a empresa se concentre em suas prioridades e poderá ajudar na melhoria da visão que o mercado tem em relação à estatal. "A venda de ativos pode ser o único caminho para a Petrobrás aumentar a sua liquidez, uma vez que o rebaixamento fez com que a empresa ficasse com acesso limitado ao mercado internacional", diz o texto. Produção. Segundo a AIE, as recentes quedas na produção total de combustíveis do Brasil se devem a interrupções pontuais de plataformas, um movimento que não deverá seguir até o final do ano. A produção total de combustíveis do Brasil caiu para cerca em cerca de 50 mil barris por dia em janeiro, devido principalmente a uma sazonalidade na produção de etanol, embora a extração de petróleo bruto também tenha recuado levemente. As exportações totalizaram 2,4 milhões de barris por dia em janeiro de 2015, um avanço de aproximadamente 230 mil barris em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento em relação a 2014, segundo a AIE, ocorreu devido a uma série de sucessos no desenvolvimento da exploração do pré-sal. No entanto, os dados preliminares de fevereiro indicam que a produção total caiu cerca de 60 mil barris por dia, para 2,3 milhões de barris diariamente. Segundo a AIE, a interrupção na plataforma de Marlim Sul possivelmente afetou a produção de janeiro e fevereiro. A AIE prevê ainda que a produção média diária em 2015 seja de 2,4 milhões de barris, um aumento de 110 mil barris/dia em relação a 2014. O aumento é causado, segundo a agência, pela conclusão de projetos de exploração iniciados nos últimos anos.

PPS pede que STF reforme decisão e autorize investigação de Dilma

O PPS protocolou nesta sexta-feira (13) no Supremo Tribunal Federal um pedido para que o ministro Teori Zavascki reconsidere sua decisão e autorize a investigação da presidente Dilma Rousseff no esquema de corrupção da Petrobras. A ação, que será apresentada pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE), argumenta que o Supremo já tem entendimento de que é possível um chefe do Executivo ser investigado no exercício do mandato e, eventualmente, responder somente após sua saída do cargo. O pedido será analisado pelo plenário do STF. O nome da presidente da República surgiu no depoimento do doleiro Alberto Youssef, que apontou que integrantes da cúpula do governo, entre eles Dilma, sabiam do esquema de corrupção na Petrobras. Porém, Youssef não deu detalhes sobre essa acusação, nem apresentou provas sobre isso. Escalado para defender a presidente, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) refutou esse entendimento de que Dilma havia se livrado de apuração somente em razão da regra constitucional que não permite investigação contra o presidente da República, durante o exercício do mandato, por fatos não ligados à gestão. Segundo ele, a Operação Lava Jato deixa claro que não há qualquer fato ou indício contra ela nas apurações do caso. Na avaliação do PPS, no entanto, a justificativa para investigar a presidente é a fala do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que relata "de modo fiel em todos os seus pormenores, que foi desviada a vultosa quantia de R$ 2 milhões para a campanha presidencial" de Dilma, em 2010. "É uma questão que não pode simplesmente ser deixada à margem de qualquer investigação, sob pena de se arrasar com a credibilidade institucional da República brasileira", afirma a ação: "Não há como se ignorar que os fatos narrados estão diretamente relacionados à Dilma Rousseff, a qual foi, nos termos narrados por Paulo Roberto Costa, diretamente beneficiada pelo desvio de recurso público, pois este serviu para financiar a sua campanha presidencial". O partido alega ainda que é possível concluir "que existem elementos suficientes aptos a autorizar a instauração de inquérito penal, tanto que este agasalha sua omissão na imunidade, e não na falta de provas".

Dólar atinge R$ 3,28 e recua, mas fecha no maior valor em quase 12 anos

O dólar chegou a R$ 3,28 nesta sexta (13), dia marcado por protestos no país, valorização internacional da moeda americana, além de uma série de rumores e de boatos que vão de um novo atraso no balanço da Petrobras até uma ameaça de demissão do ministro Joaquim Levy (Fazenda) caso fosse derrotado em um embate com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre o socorro às elétricas. Foi o terceiro dia seguido de alta da moeda americana, em que operadores também testam até quando o Banco Central vai manter o "sague frio" e assistir a alta do dólar sem elevar suas intervenções no câmbio. No meio da tarde, porém, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, recuou e fechou em alta de 2,91%, a R$ 3,251, o maior patamar desde 2 de abril de 2003. Na semana, a alta foi de 6,59%, e no ano o dólar sobe 22,8%. O dólar comercial, usado no comércio exterior, avançou 2,81%, a R$ 3,250, no maior valor desde 3 de abril de 2003. Na semana, subiu 6,3%, e no ano a alta é de 22%. O risco de o ajuste fiscal ficar comprometido por causa da derrubada de um veto presidencial levou o ministro Joaquim Levy (Fazenda) a fazer um desabafo, usado por governistas para pressionar seus aliados, de que neste caso preferia pedir demissão. A ameaça do ministro foi feita na última quarta-feira (11), quando o Congresso quase derrubou o veto da presidente Dilma à prorrogação até 2042 dos subsídios sobre a energia elétrica para grandes empresas do Nordeste. No governo também vigora a avaliação de que o mercado está testando o Banco Central para saber se a autoridade monetária vai atuar para conter a alta da moeda americana. Segundo auxiliares, o governo não vai "piscar" e só tomará medidas em caso de avaliar que o quadro vai além de uma forte volatilidade provocada pelo momento de instabilidade política no Brasil e por fatores externos. Na manhã desta terça, o Banco Central deu sequência às vendas de contratos de swap que tem sido feitas normalmente, segundo programa de intervenções no mercado já em vigor. Mas não são só as tensões domésticas que impulsionaram o dólar ante o real. O cenário externo também contribuiu para a forte valorização da moeda americana. Das 24 principais moedas de países emergentes, 22 se desvalorizaram em relação ao dólar nesta sessão. Na semana que vem ocorre a reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e analistas esperam que a autoridade monetária retire de seu comunicado a palavra "paciente" ao se referir a um possível aumento na taxa de juros nos Estados Unidos. Uma elevação dos juros deixa os títulos americanos -considerados de baixo risco e cuja remuneração acompanha a oscilação da taxa- mais atraentes aos investidores internacionais, que preferem aplicar seus dólares lá a levar os recursos para países de maior risco -como emergentes, incluindo o Brasil. Diante da perspectiva de entrada menor de dólares no Brasil, o preço da moeda americana sobe em relação ao real.

Sem suporte, não adianta ter aliado no conselho de Dilma, diz líder do PMDB

O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), disse nesta sexta-feira (13) que o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, não terá condições de atuar na articulação política do Governo se a presidente Dilma Rousseff não lhe oferecer instrumentos para desempenhar esse papel. Seu recrutamento é uma tentativa de atenuar a crise com o PMDB no Congresso. Aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Picciani elogiu a capacidade do Eliseu Padilha. Mas ressaltou: "Ele precisa de ferramentas. Sem essas ferramentas, não vai adiantar nada", disse Picciani na noite desta quinta-feira. Eliseu Padilha foi ministro do governo Fernando Henrique Cardoso e é ligado ao vice-presidente Michel Temer. Sua indicação para o conselho política surpreendeu peemedebistas, que apostavam na opção pelo ex-presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Na quinta-feira, o próprio ministro disse a peemedebistas que soube pelos jornais de sua escalação para compor a articulação política do governo. Até a noite da quinta, Padilha não fora formalmente convidado pela própria presidente Dilma Rousseff. Só à tarde, ele recebeu um telefonema de Temer, que o convocou para uma reunião na manhã de segunda-feira. 

Ex-juiz do caso Eike Batista sumiu com provas de processo contra traficante

O juiz federal Flávio Roberto de Souza, flagrado dirigindo, em 24 de fevereiro, o Porsche Cayenne do empresário Eike Batista, que ele mesmo apreendeu, sumiu com provas do processo contra um traficante de drogas para tentar encobrir o desaparecimento do dinheiro apreendido do criminoso. Em depoimento à Corregedoria do Tribunal Regional Federal, da 2ª Região, Souza confessou que os atos foram praticados para facilitar o desvio de R$ 836 mil, entre euros e dólares, do traficante espanhol Oliver Ortiz de Zarate. O advogado do juiz, Renato Tonini, disse que o processo está sob sigilo e que, por isso, não faria comentários sobre o caso. A confissão de Flávio Roberto de Souza aconteceu em depoimento prestado à dois juízes. A dupla foi designada pela Corregedoria do TRF para analisar todos os atos praticados por Souza à frente da 3ª Vara Federal, o que compreende o ano de 2014 e os meses de janeiro e de fevereiro de 2015. O relatório produzido pelos magistrados baseou o pedido do Ministério Público Federal para a abertura de inquérito em que se apura se Flávio Roberto de Souza praticou os crimes de peculato, subtração de autos, fraude processual e lavagem de dinheiro. No caso da subtração dos autos, os juízes designados pela corregedoria descobriram partes do processo contra o traficante Zarate sumiram do processo. 


O criminoso espanhol foi preso em 2013 após uma investigação da Polícia Federal em cooperação com policiais de Portugal, Austrália e da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos. Do Brasil, o traficante coordenava o envio de cocaína colombiana para a Espanha. No ato de sua prisão, os policiais federais apreenderam uma Ferrari, uma moto Halle Davidson e duas Hillux, que pertenceriam a Zarate. A Ferrari e a moto foram a leilão. Uma Hillux preta foi cedida para uso da Delegacia de Repressão à Entorpecentes da PF. A outra Hillux está à disposição ainda da Justiça. Zarate foi condenado e cumpre pena no presídio de Bangu 1. Todo o dinheiro apreendido com Zarate e sua quadrilha foram depositados numa conta judicial na Caixa Econômica Federal. Como a liberação ou apreensão de dinheiro pode ser definido por meios eletrônicos, em que apenas Souza possuía a senha, ele ainda pôde desviar R$ 290.521,00 para outra conta. Até o momento, as buscas pedidas pelo Ministério Público Federal ainda não localizaram esses valores. O juiz Flávio Roberto de Souza ainda é investigado pelo sumiço de R$ 27 mil, 443 dólares e 1.000 euros apreendidos na casa do empresário Eike Batista. Sobre valores apreendidos na casa do empresário, Souza não confessou que tenha praticado este desfalque. Até o momento, as buscas da Polícia Federal não localizaram estes valores. Diante dessas conclusões, até o momento, e da informação de que o juiz mudaria de casa levou o procurador José Augusto Vagos a pedir a prisão do magistrado. O Órgão Especial do Tribunal Regional Federal, composto pelos 14 desembargadores mais antigos do tribunal, negou o pedido de prisão. O passaporte de Souza foi apreendido. Flávio Roberto de Souza era o responsável por todos os processos do empresário Eike Batista na Justiça até o flagrante ao voltante do Porsche Cayenne do empresário. Na terça-feira (10), o Conselho Nacional de Justiça decidiu que o juiz Vinícius Valpuesta, substituto da 3ª Vara Federal, é que cuidará das ações contra Eike Batista. Eike Batista responde a ações criminais por suposta prática de manipulação de mercado e "insider trading", que é o uso de informações privilegiadas, no processo de vendas das ações das empresas OGX e OSX.

Celular que a proto-comunista democrata Hillary Clinton usava para e-mails não foi disponibilizado pelo governo

O celular BlackBerry que a proto-comunista democrata Hillary Clinton usou para enviar e-mails de uma conta pessoal enquanto era secretária de Estado dos Estados Unidos não foi dado a ela pelo governo, afirmou o Departamento de Estado na quinta-feira 12. Esse fato complica a explicação de Hillary sobre por que escolheu um endereço de e-mail privado para tratar de assuntos de trabalho. Hillary "não recebeu um BlackBerry do Departamento de Estado", afirmou o porta-voz Jen Psaki.


"Quando eu fui trabalhar como secretária de Estado, optei por conveniência em usar meu e-mail pessoal, o que foi permitido pelo Departamento de Estado, porque eu achei mais fácil carregar apenas um aparelho para meu e-mails de trabalho e pessoais ao invés de dois", afirmou Hillary na terça-feira. A possível candidata democrata à presidência dos Estados Unidos em 2016 acrescentou, no entanto, que apesar de ter achado mais fácil carregar apenas um aparelho,"olhando para trás" talvez não tenha sido o mais inteligente a ser feito. Os dados da sua conta de e-mail foram armazenados em servidor privado da casa de Hillary em Chappaqua, Nova York. Isso significa que todo o sistema de comunicação eletrônico dela - do aparelho ao servidor - foi mantido fora do Departamento de Estado. Em 2009, quando Hillary assumiu o cargo de secretária de Estado, os aparelhos BlackBerry fornecidos pelo governo não poderiam ser usados para a configuração de contas de e-mail comerciais ou pessoais. Se tivesse escolhido usar um aparelho do governo, ela teria de usar uma conta do governo. Se ela tivesse feito isso, os e-mails dela, tanto pessoais como profissionais, seriam mais acessíveis pelos congressistas, historiadores, jornalistas e outros que procuram informações sobre as ações e comunicações de Hillary Clinton como principal diplomata dos Estados Unidos. Hillary optou, no entanto, em carregar apenas um aparelho, pessoal, tornando a obtenção do material mais difícil. Após as revelações sobre o uso de e-mail pessoal, ela entregou 55 mil páginas de cópias das mensagens para o Departamento de Estado afirmando que se tratavam dos assuntos profissionais tratados no e-mail. O resto, de conteúdo pessoal, foi deletado. A lei americana determina que toda a comunicação dos funcionários do governo fiquem arquivadas nas respectivas agências e departamentos.

Protestos dos “trabalhadores” que não trabalham são um fiasco; o dos trabalhadores que trabalham acontece no domingo. Ou: O movimento das pessoas direitas

Micaram, Brasil afora, os atos, como dizem seus promotores, “em defesa da Petrobras”. Na verdade, tratava-se de uma tentativa de blindar a presidente Dilma, antecipadamente, do protesto de domingo. Os esquerdistas criaram transtornos nas cidades em que se manifestaram, mas, quase sempre, havia mais balões do que pessoas, mais bandeiras do que brasileiros, mais palavras de ordem do que ideias. E há um dado que é especialmente saboroso: a convocação do Partido dos Trabalhadores, da Central Única dos Trabalhadores e daqueles que se dizem trabalhadores do MST é feita para uma sexta-feira útil, dia em que, afinal, trabalhadores costumam estar trabalhando.

Mas não eles. Porque trabalhadores não são. Na maioria dos casos, são sindicalistas e apaniguados de aparelhos sindicais que vivem, isto sim, do trabalho alheio. Os que se dizem “defensores da Petrobras” são sanguessugas de quem realmente acorda cedo, pega no batente, tem uma família a alimentar.
Já a manifestação daqueles que  petistas, cutistas e emessetistas chamam “elite”; daqueles que petistas, cutistas e emessetistas chamam “coxinhas”; daqueles que petistas, cutistas e emessetistas chamam “direita golpista”, ah, essa será feita no domingo. Sabem por quê? Porque, para a larga maioria, esse é o único dia de descanso. Os coxinhas, os direitistas, como eles dizem, vivem do seu trabalho, não integram a aristocracia sindical, não vivem pendurados nas tetas do governo. Aqueles que as esquerdas estão hostilizando geram impostos, em vez de apenas consumi-los; geram riquezas, em vez de apenas querer dividi-las, constroem o Brasil, em vez de apenas querer destruí-lo com a sua militância truculenta.
Que país exótico este em que vivemos, não? Aqueles que se dizem de esquerda vivem de renda — sim, meus caros: viver do imposto sindical e da transferência de recursos públicos para ditos movimentos sociais é uma forma de rentismo. E o que o rentismo? É um dinheiro que cai nas mãos do beneficiado sem que, para tanto, ela tenha produzido um miserável parafuso ou mesmo uma miserável ideia. É o dinheiro que saiu dos bolsos de quem trabalha para os de quem não trabalha.
E aqueles que merecem a pecha de “elite”? Ah, esses trabalham muitas horas por dia. Com alguma frequência, buscam ter até mais de um emprego para tentar garantir algum conforto adicional e seus familiares. Vivemos a era em que os que trabalham são obrigados a prestar reverência a quem não trabalha. Vivemos a era em que os que metem a mão na massa são hostilizados por aqueles que vivem de fazer proselitismo. Vivemos numa espécie de nova escravidão, esta de caráter moral, em que o esforço é demonizado, o talento é desprezado, a qualidade é tida por reacionária, a eficiência é vista com maus olhos.
Por isso, a Petrobras está no chão. Por isso, o país tem juros de 12,75% ao ano; por isso, a inflação roça os 8%; por isso, o Brasil vive uma recessão. Os que hoje dirigem o Brasil desprezaram todas as ideias generosas e sensatas de administração responsável do dinheiro público. Não puseram o seu partido e os seus sindicatos a serviço da nação, mas a nação a serviço de seu partido e de seus sindicatos. O resultado é este que vemos: continuamos a ser um país rico com uma população, no mais das vezes, pobre: pobre de saúde, pobre de educação, pobre de segurança pública, pobre… de verdade!
É a direita, como eles dizem, que vai protestar no domingo? Não! Quem vai protestar no domingo são as pessoas direitas — sejam elas “de direita” ou não. É um ato contra um indivíduo chamado Dilma Rousseff? Não! É um ato contra a impunidade, contra a roubalheira, contra o cinismo, contra a trapaça eleitoral, contra a mistificação. Se essa pauta atinge o governante de turno, e se esse governante é uma governanta, então não há o que fazer.
Os que vão para as ruas estarão exercendo o Inciso IV do Artigo 5º da Constituição, o das cláusulas pétreas, imutáveis. Lá está escrito: “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. Todos nós sabemos o que nos custou essa carta de princípios, depois de 21 anos de ditadura. Infelizmente, em 1988, o PT se negou a homologá-la, num ato absurdo. Talvez por isso ignore agora os seus termos. Talvez por isso o próprio governo Dilma tenha negociado com black blocs, mas hostiliza quem tem a coragem de mostrar a cara.
A presidente Dilma exerce legítima e legalmente o seu mandato. Ninguém jamais contestou essa evidência. Mas o mesmo diploma que lhe garante essa legalidade e essa legitimidade assegura o direito à manifestação e o direito de apresentar petições ao poder público, inclusive o impeachment da presidente. Golpe é querer rasgar a Constituição em vez de aplicá-la. Há algum petista que negue esse fundamento? Pode vir aqui dizer que não é assim. Pode vir aqui tentar provar que isso que digo agride o regime democrático. Vamos ver com quais argumentos.
Querem saber? O verdadeiro protesto de trabalhadores é o que vai acontecer no domingo, já que trabalhadores trabalham. O verdadeiro ato em defesa da Petrobras será o de domingo, já que milhares de pessoas querem proteger a estatal da sanha dos quadrilheiros.
Não! Este não é um editorial de direita. Este é um editorial para pessoas direitas. Por Reinaldo Azevedo

Argentina abre todos os arquivos do atentado antissemita de 1994




O governo argentino tornou oficial uma promessa que já havia feito e que não há garantia nenhuma de que irá cumprir: um decreto que prevê a liberação dos arquivos completos da investigação do atentado de 1994 contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) foi publicado no Diário Oficial nesta sexta-feira. O texto prevê a desclassificação (retirada da confidencialidade) "da totalidade da documentação" relacionada ao ataque, assim como "de toda outra nova documentação, relatório ou arquivo que não tenham sido fornecidos oportunamente ao caso e que possam ser de interesse para a investigação". O atentado contra a Amia deixou 85 mortos e mais de 300 feridos. O decreto responde a um pedido da promotoria argentina, que tomou as rédeas da investigação após a morte do procurador-geral Alberto Nisman, que investigava o caso desde 2004. Nisman foi encontrado morto com um tiro na cabeça em seu apartamento no dia 18 de janeiro em circunstâncias que ainda são investigadas. O corpo foi encontrado dias depois da apresentação de uma grave denúncia contra a presidente Cristina Kirchner e vários apoiadores, segundo a qual o governo teria trabalhado para encobrir iranianos envolvidos no atentado. O vice-presidente da Delegação de Associações Israelitas Argentinas, Waldo Wolff, celebrou a decisão, embora tenha levantado dúvidas sobre a confiabilidade dos arquivos que estão em poder da central de espionagem argentina. "Para além de celebrar toda informação nova que possa vir, o que está em questão é a veracidade da informação, entendendo que o governo que abriu a documentação hoje é acusado de ser parte de um aparato que não tinha controle", disse à Radio Mitre, referindo-se ao relatório do procurador-geral que acusa a presidente. No dia seguinte à morte de Nisman, em meio à comoção em torno do caso, o chefe da Secretaria de Inteligência, Oscar Parrilli, enviou ofício à juíza Servini de Cubría autorizando a liberação dos documentos que o procurador solicitara. Nisman havia solicitado acesso a "identificações, ações, fatos e circunstâncias correspondentes ao pessoal de inteligência que surgem do produto das intervenções telefônicas" constantes da denúncia. A questão dos documentos secretos voltou à tona no dia 1º de março, quando Cristina fez seu último discurso diante do Congresso na abertura das sessões legislativas. Enquanto a ela falava, parlamentares opositores mostraram cartazes reforçando a questão: "Amia - Abertura de arquivos", dizia um dos cartazes, irritando a presidente. Nesta sexta, como era de se esperar, o governo fez propaganda da publicação do decreto, por meio do chefe de Gabinete, Aníbal Fernández. "Essa desclassificação foi feita há muitos anos, primeiro para quem tinha de investigar 'prima facie', como o promotor Nisman", disse a jornalistas. "O que foi feito no dia de ontem, por decisão da presidente, foi tornar pública (a documentação) para que possam ter acesso, por exemplo, os familiares (das vítimas do atentado), de tal forma que ninguém que duvide que a informação existente foi alvo de inquietação para o governo".

Levy ameaça se demitir após Congresso ir contra veto a subsídio

O risco de o ajuste fiscal ficar comprometido por causa da derrubada de um veto presidencial levou o ministro Joaquim Levy (Fazenda) a fazer um desabafo, usado por governistas para pressionar seus aliados, de que neste caso preferia pedir demissão. A ameaça do ministro foi feita na última quarta-feira (11), quando o Congresso quase derrubou o veto da presidente Dilma à prorrogação até 2042 dos subsídios sobre a energia elétrica para grandes empresas do Nordeste. A manutenção do subsídio elétrico provocaria um custo extra de R$ 5 bilhões nas contas do Tesouro neste ano, tornando mais difícil cumprir a meta de superávit primário de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2014. A manobra para tentar derrubar o veto de Dilma, que acabou fracassada, foi comandada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pegando de surpresa o governo durante a sessão do Congresso Nacional de quarta-feira. Acionados de emergência, depois que o veto já havia sido derrubado na Câmara, os ministros Pepe Vargas (Relações Institucionais) e Eduardo Braga (Minas e Energia) levaram a Renan Calheiros e a senadores governistas a mensagem de que a queda do veto poria em risco o ajuste fiscal e estava levando, inclusive, o ministro Joaquim Levy a dizer que "preferia pedir demissão do cargo". O veto acabou não caindo por apenas dois votos no Senado –39 senadores votaram pela derrubada, dois a menos do que o quórum de 41 necessário. Assessores da presidente Dilma classificaram a ameaça de Levy como uma reação no "calor do momento", mas ela serviu para sinalizar à base aliada a gravidade do cenário atual e a necessidade de aprovar as medidas de ajuste fiscal. Nesta sexta-feira, quando circulou tanto em Brasília como no mercado financeiro a informação de que teria ameaçado pedir demissão, o ministro Joaquim Levy disse a interlocutores que "não tenho nenhuma intenção nem motivos para deixar o governo" e está comprometido com a missão que lhe foi dada pela presidente Dilma de ajustar a política econômica. Segundo um interlocutor, ele chegou a dizer, em tom descontraído durante uma conversa em São Paulo, que a "má notícia é que eu continuo e vou continuar no governo". A Câmara derrubou o veto com o apoio de 310 deputados, mas o Senado acabou não prorrogando os subsídios de energia para empresas do Nordeste após forte pressão do Planalto. No total, 39 senadores votaram contra o governo, dois a menos que o mínimo necessário para que o veto caísse. Durante a votação, os ministros Eduardo Braga (Minas e Energia) e Pepe Vargas (Relações Institucionais) fizeram sucessivas ligações para senadores peemedebistas em busca de apoio. Mulher de Braga, a senadora Sandra Braga (PMDB-AM) também procurou colegas para tentar convencê-los a apoiar o governo. Os ministros conseguiram convencer parte da bancada do PMDB. Com o apoio da maioria do PT, garantiram o esvaziamento da sessão para impedir que os aliados de Renan atingissem os 41 votos. Líderes peemedebistas afirmam que não negociaram a derrubada antecipadamente com o Planalto, que acabou pego de surpresa. Eles alegavam que havia um acordo para que os subsídios, que vencem em julho, fossem substituídos por outras medidas, o que poderia não atingir o ajuste fiscal. Para tentar viabilizar sua manobra, Renan foi ao gabinete do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acompanhado do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) para pedir a suspensão da sessão da Câmara. Isso garantiu ao Congresso continuar funcionando para que o veto fosse analisado. Ao lado de Renan, Collor foi um dos principais articuladores da manobra contrária ao governo, que teve também o apoio de petistas do Nordeste como Walter Pinheiro (BA).

Homem preso durante protestos contra o ditador porcalhão Nicolas Maduro é encontrado morto em cela


O opositor venezuelano Rodolfo González, preso durante os protestos contra o governo do ditador porcalhão Nicolás Maduro no ano passado, foi encontrado morto na madrugada desta sexta-feira na cela que ocupava. As circunstâncias da morte ainda não estão claras, mas representantes da oposição afirmam que ele teria cometido suicídio. González, de 64 anos, foi preso em sua residência no dia 26 de abril de 2014, acusado de "associação para o crime, porte de explosivos e tráfico de armas de fogo". Desde então, era mantido em uma cela do Serviço Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional, a polícia política venezuelana. O advogado José Vicente Haro disse que seu cliente estava angustiado nos últimos dias por ter sido informado sobre sua transferência de Caracas para o presídio de Yare, no centro do país, para onde são levados presos de alta periculosidade. O Ministério Público informou ter designado um promotor para investigar as circunstâncias de morte. O ex-capitão da aviação civil foi preso com base na denúncia de um dos chamados "patriotas cooperantes", simpatizantes do governo que fazem denúncias anônimas. Em um blog criado depois da prisão de seu pai, Lissette denunciou revistas e prisões arbitrárias contra sua família. Dois dias depois da prisão de González, o presidente venezuelano o acusou, em rede nacional, de ser "um dos cérebros da conspiração opositora". Para Lissette, o discurso do ditador porcalhão Maduro constituiu uma "ordem direta pela TV" para que o poder judicial culpasse seu pai, apesar de não serem apresentadas provas contra ele. A mulher de González, Josefa, foi visitá-lo na prisão ontem. Segundo ela, Rodolfo manifestou medo em relação à mudança de prisão. Todos os exames necessários para a transferência já haviam sido realizados. Em seu perfil no Twitter, a deputada opositora Delsa Solórza afirmou: "Informam que o preso político Rodolfo González apareceu morto em seu calabouço. Supostamente tirou a própria vida". "Enquanto o regime continua perseguindo e encarcerando inocentes só por pensar de forma diferente, seguirá enchendo a Venezuela de luto", acrescentou. Em comunicado, a direção do partido opositor Vontade Popular afirmou que o governo é "o único responsável" pela morte de presos. "É único responsável pela morte de Rodolfo González é o Estado, encabeçado por Nicolás Maduro, assim como o então ministro do Interior, Justiça e Paz, Miguel Rodríguez Torres, que expôs González ao escárnio público acusando-o de ser o 'articulador logístico' de protestos violentos ocorridos em 2014, submetendo-o permanentemente na prisão a um estado de tortura psicológica". O coordenador nacional do Vontade Popular, Leopoldo López, também foi preso durante as manifestações e permanece atrás das grades em um presídio militar. Em entrevista ao jornal espanhol El País, ele expressou pessimismo em relação à crise política na Venezuela. "A perseguição e a criminalização da dissidência política vão continuar", afirmou.

Quadrilha rouba 450 caixas de dinamite em São Paulo


Três homens armados roubaram na madrugada desta sexta-feira um caminhão carregado com cerca de 450 caixas de dinamite em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. A Polícia Civil suspeita que a carga abasteça quadrilhas que explodem caixas eletrônicos. O motorista estimou que estivesse transportando 14 toneladas de explosivos no momento do crime, segundo a polícia. O caso foi encaminhado para o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que tem divisões especializadas em roubo de cargas e a bancos. O trio abordou o motorista da carreta por volta das 3h30, na Avenida Santos Dumont, próximo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, no sentido da Rodovia Presidente Dutra. Eles estavam armados em outro carro e obrigaram o motorista a reduzir a velocidade até parar na pista. Os criminosos então renderam o caminhoneiro, o colocaram no carro do bando e rodaram com ele por algumas horas, para atrasar o registro do crime e despistar a polícia. Ninguém foi preso. O caso só foi registrado cinco horas depois, às 8h20, no 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, Zona Leste da capital paulista. Segundo o delegado Eurico Tikara Date, o modus operandi dos criminosos indica que eles fazem parte de uma quadrilha especializada em roubo de cargas. "É típico de ladrões de carga e me parece vai servir para explodir caixas eletrônicos. Se esse montante for verdadeiro, eles terão muito material", disse ele. A carga de dinamite vinha de Lorena, no Vale do Paraíba, e tinha como destino a cidade de Criciúma, em Santa Catarina. O caminhoneiro Adriano José Silveira, de 33 anos, também teve documentos roubados. Ele não soube precisar o valor da carga nem a quantidade exata. Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Civil, Silveira disse que o caminhão, um Mercedez-Benz Atron 2324, já estava carregado quando ele assumiu a direção do veículo e que não sabia que se tratava de dinamite, até ser informado pelo chefe de sua empresa na sede. O caminhoneiro será ouvido no Deic.

Sindicalista é vaiada ao tentar associar professores a protesto pró-Dilma


115 Sindicalistas da CUT se reúnem em frente à sede da Petrobras, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), na tarde desta sexta-feira (13) 

É o dia da assombração. A presidente da Apeoesp, o sindicato dos professores da rede estadual de São Paulo, Izabel Noronha, conhecida como Bebel, foi vaiada no ato de PT, CUT, MST e sem-teto em defesa da presidente Dilma Rousseff. A sindicalista tentava simular o apoio da categoria ao movimento. Isso porque um grupo de professores também protestava na Avenida Paulista, mas o objetivo era outro: reajuste salarial. Os professores se irritaram com a fala de Bebel e a vaiaram.

Bolsonaro apresenta pedido de impeachment de Dilma


O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) protocolou nesta quinta-feira na Câmara um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. É a primeira vez que um parlamentar toma essa atitude na gestão da petista. O documento afirma que a presidente "tem proporcionado a destruição do Estado brasileiro" e cita episódios diversos, como o Petrolão, o empréstimo para a construção do Porto de Mariel, em Cuba, a suspeita de uso dos Correios na campanha pela reeleição e as mentiras transformadas em estratégia eleitoral em outubro passado. "Independentemente da intenção, a denunciada comete crime ao agir de modo temerário ou mesmo se por negligência, por exemplo, não for capaz de governar com probidade, como tem demonstrado desde o início de sua gestão", diz o pedido. O texto menciona especificamente dois incisos da Lei 1.079/1950, que regula o processo de impeachment. Um estabelece como crime de responsabilidade "servir-se das autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso de poder, ou tolerar que essas autoridades o pratiquem sem repressão sua". O outro fala em "não tornar efetiva a responsabilidade de seus sobordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição". Por enquanto, ainda são poucas as chances de progredir de uma representação nesse gênero, mas dependendo das manifestações de domingo, as chances podem aumentar muito. 

Impeachment: por que Jair Bolsonaro tem razão

Há cerca de um mês, o jurista Ives Gandra deu um parecer favorável sobre a possibilidade de abertura do processo de impeachment contra Dilma Rousseff. Ives Gandra sublinhou que o impeachment é, sobretudo, um processo político, e processo político absolutamente legítimo, previsto na Constituição. Ou seja, não é o procurador-geral da República que irá derrubar a presidente da República, mas os deputados e senadores que, de posse de argumentos jurídicos consistentes, fornecidos ou não pela Operação Lava Jato, podem votar pela saída de Dilma Rousseff. Vale a pena repetir o argumento de Ives Gandra, para falar do pedido protocolado por Jair Bolsonaro. De acordo com Ives Gandra, Dilma Rousseff pode até não ter cometido dolo na destruição da Petrobras, mas a sua culpa já é evidente para caracterizar improbidade administrativa durante o exercício da Presidência da República -- e improbidade administrativa durante o exercício da Presidência da República é motivo para impeachment, como está na Constituição. Mas ela pode ser culpada sem ter participado ativamente do esquema, sem ter mesmo ouvir falar dele? Sim. Culpa, em direito, significa omissão, imperícia, negligência e imprudência. Para ficar mais claro, é o caso de um motorista que atropela e mata um pedestre sem a intenção de fazê-lo. Daí o nome de "homicídio culposo", e não "doloso", cometido com a intenção de matar. Pois bem, Dilma Rousseff foi omissa, imperita, negligente e imprudente ao manter a diretoria da Petrobras que levou a estatal à lona, como afirma Ives Gandra. Diretoria, aliás, que ela conhecia havia muito tempo, desde a época em que ocupava a presidência do Conselho de Administração da estatal. Assim, pode ser considerada culpada por improbidade administrativa. Assim, pode sofrer processo de impeachment. Atenção, portanto: você tem todo o direito de não gostar do deputado Jair Bolsonaro. Mas o seu pedido de impeachment de Dilma Rousseff está coberto de razões jurídicas. Esperemos que as políticas compareçam o quanto antes. (O Antagonista)

Atestado de línguas

O atestado
O atestado
Roseana Sarney pediu um atestado no curso de línguas que frequenta em Miami, na Flórida, para mostrar ao STF por que não está no Brasil. O documento diz que as aulas terminam em 13 de abril, mas Roseana está disposta a antecipar o retorno. Não vai ser dessa vez que Roseana vai afiar o inglês. Por Lauro Jardim

Lula na CDH

Lula: será que ele vai?
Lula: será que ele vai?
O pastor Ezequiel Teixeira, deputado pelo Solidariedade do Rio de Janeiro, apresentou um requerimento para convidar Lula e João Pedro Stédile a explicar quem é e como atua o tal exército do MST. A propósito, eis uma prova de fogo para o comando da Comissão de Direitos Humanos, o petista Paulo Pimenta: colocar ou não em votação o requerimento do pastor? Por Lauro Jardim

Conar recomenda alteração na propaganda da Petrobras que cita corrupção como “desafio atual” a ser superado

a
Desafios diferentes
O Conselho de Ética do Conar decidiu ontem que devem ser feitas alterações no comercial da Petrobras que cita a superação de desafios e coloca o Petrolão como “desafio atual”. A representação ao Conar foi feita pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). Ele questionou a forma como o anúncio da Petrobras colocava no mesmo contexto, sob o mote da superação, desafios históricos e escândalo que levou a estatal ao fundo do poço. Apesar da defesa da Petrobras citar medidas tomadas recentemente para prevenir a corrupção, a maioria dos conselheiros do Conar decidiu que a propaganda deve ser refeita. Não foi recomendada nenhuma mudança pontual, mas alterações que evitem que desafios atuais não sejam considerados como os históricos. Cabe recurso à decisão, mas a Petrobras deve executar as mudanças imediatamente se quiser manter o anúncio no ar. Por Lauro Jardim

STJ na Lava-jato

Tribunal comemora a chegada de processo
Tribunal comemora a chegada de processo
Até o Superior Tribunal de Justiça entrou na onda de fazer graça com a operação Lava-jato que está varrendo a corrupção na Petrobras. Hoje cedo, o Facebook do STJ colocou no ar o post acima – com direito a criação de hashtag para Lava-Jato e o símbolo de uma bomba de combustível do lado direito. Por Lauro Jardim

Clima de terror no Mais Médicos, Cuba proíbe que famílias permaneçam no Brasil e ameaça participantes com extradição


O governo cubano está pressionando profissionais do programa Mais Médicos, bandeira da presidente Dilma Rousseff (PT), para que seus familiares (cônjuges e filhos) que estejam no Brasil voltem imediatamente a Cuba. Caso contrário, ameaça substituí-los por outros médicos que já estariam selecionados, aguardando vaga. Até dezembro, dos 14.462 profissionais trabalhando no Mais Médicos, 11.429 - quase 80% - eram cubanos. Não há estimativa de quantos estão com as famílias no Brasil.  A pressão tem sido feita diretamente pela vice-ministra da Saúde de Cuba, Estela Cristina Morales, e por seus interlocutores, que vêm se reunindo com médicos cubanos em várias cidades brasileiras. Ela foi confirmada à Folha por oito médicos cubanos e dois supervisores do Mais Médicos. O principal argumento de Cuba é de que no contrato de trabalho do governo da ilha com os médicos só há previsão de que eles possam receber visitas de parentes - sem fazer menção a moradia. O contrato, porém, não estipula prazo para as visitas, abrindo brecha para que se estendam. O governo brasileiro concede aos familiares dos médicos cubanos visto de permanência de 36 meses -mesmo tempo dado a eles. O Ministério da Saúde diz que não há nada que impeça a família dos médicos de permanecer no Brasil. O artigo 18 da lei de criação do Mais Médicos prevê a vinda de dependentes dos profissionais. As regras para viagens de cubanos ao Exterior foram flexibilizadas pelo governo da ilha desde janeiro de 2013, não sendo mais preciso autorização prévia. Elas mantiveram em aberto, no entanto, a possibilidade de vetar pesquisadores, médicos, atletas e opositores ao regime. A presença de cônjuges e filhos no Brasil, na prática, facilita a fixação desses médicos cubanos no País, agravando os riscos de fuga de uma mão de obra qualificada, que gera dinheiro para a ilha. No sábado (7), a vice-ministra cubana esteve no município de Jandira (SP). Entre as 13 e as 16 horas conversou com médicos e disse que há 530 profissionais na ilha à espera de vaga no programa. "O recado foi claro. Se os familiares não voltarem, seremos substituídos", diz um médico que pede anonimato. Há casos em que marido e mulher são do programa e têm filhos pequenos. "Temos dois casais de amigos que têm filhos de três e seis anos e que estão sendo pressionados para mandar as crianças de volta, sozinhas", relata outro. "Querem que meu marido volte. Ele está há quatro meses empregado, com carteira assinada. Não é justo", afirma uma médica cubana que atua na Grande SP. Outra teme se separar do marido e do filho de sete anos - já matriculado numa escola. "Se eles forem obrigados a voltar, irei junto".

CUT paga R$ 35,00 para "militante" protestar a favor da roubalheira na Petrobras e do fim de direitos trabalhistas.



Manifestantes de aluguel pelo petralhismo estão recebendo camiseta, boné, bandeira e mais R$ 35,00. O dinheiro vem dos petrolões sindicaleiros. Dezenas de manifestantes já começaram a se reunir na avenida Paulista, na cidade de São Paulo, nesta sexta-feira, onde haverá à tarde um ato organizado por sindicatos e movimentos sociais como CUT e MST em defesa da democracia e da manutenção de Dilma Rousseff na Presidência da República. Perto do prédio da Fundação Cásper Libero, pessoas com um balão gigante da CUT nas mãos afirmaram ter recebido R$ 35,00 para participar da manifestação. É o caso de Edmilson Barbosa, desempregado, que viu na participação do ato desta sexta-feira um “bico” para ajudar em sua renda. Barbosa disse que um ônibus pegou os trabalhadores no bairro do Brás e os levou até a Paulista. Entre as pessoas contratadas para segurar balões estão imigrantes que não falam português. No vão livre do Masp, estão concentrados militantes da Apeoesp, sindicato de professores da rede estadual, que protestam contra o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e pedem aumento salarial. Cartazes do Partido da Causa Operária (PCO) colados em tapumes na avenida Paulista afirmam que o ato desta sexta-feira é contra a “direita golpista” que no domingo fará manifestações contra o governo federal e a favor do impeachment de Dilma. Ônibus vindos do interior começaram a chegar no local trazendo militantes da organização terrorista MST e do Movimento dos Atingidos por Barragens. Um grupo de 45 pessoas ligadas ao MST viajou quatro horas desde a cidade de Agudos até a avenida Paulista. No fim da manhã desta sexta-feira, a poucas horas do início do ato, o número de policiais na avenida ainda é reduzido. A CUT pediu reforço no policiamento com receio de confronto e de atos violentos, já que grupos contra o governo devem ir à manifestação dos movimentos sociais. Há receio também de que os entulhos das obras de construção de uma ciclovia na avenida Paulista possam ser usados pelos manifestantes de houver briga. No começo do ano a Polícia Militar proibiu manifestações do Movimento Passe Livre (MPL) na avenida Paulista, justamente por receio do uso do entulho em um eventual confronto.

SARTORI JÁ SACOU R$ 300 MILHÕES DOS DEPÓSITOS JUDICIAIS

O governo Sartori já sacou R$ 300 milhões dos depósitos judiciais. Fez rapa de tacho. Ele não tem mais de onde tirar dinheiro. E continua sem explicar isso para a sociedade gaúcha. É um fenômeno de comunicação. Está reunindo todas as condições para ser encaçapado pelo petismo, que foi exatamente quem gerou esta situação. O que fazer? Parece que ele esqueceu as leituras de quanto era jovem.

PSDB E SDD CONVIDAM ANA AMÉLIA

A senadora Ana Amélia foi convidada para entrar no PSDB e no Solidariedade. Os convites foram feitos por Aécio e Paulinho da Força. Ela agradeceu e disse que tem compromissos com o PP.

ACI DE NOVO HAMBURGO LANÇA NOTA DE APOIO AOS PROTESTOS DO DIA 15


A exemplo do que acaba de fazer o Cremers e do que não fizeram OAB e Fiergs (entidades dominadas pelo PT), que ficaram em cima do muro, a Associação Comercial e Industrial de Novo Hamburgo tirou posição clara de apoio aos protestos deste domingo. Avisa a ACI em nota oficial de hoje: "A ACI-NH/CB/EV percebe este movimento como resultante da inconformidade das pessoas quanto a fatos que aconteceram e que, infelizmente, seguem ocorrendo sem uma sinalização de mudança convincente por parte do governo, e que alcança diversas instituições públicas - todas mantidas pelos tributos e pela poupança do cidadão - de forma muito grave. Leia o inteiro teor da nota:
O Momento
A nação brasileira assiste perplexa, nos últimos meses, a uma sucessão de eventos e fatos reveladores do desvio e mau uso do dinheiro público. E, ao mesmo tempo, vem sendo chamada a pagar a conta gerada pelas condutas econômicas desastradas do governo federal, muitas delas abertamente preconizadas por nossos estudos econômicos e jurídicos levados aos três poderes da República, em nome da representatividade dos nossos associados. O movimento do dia 15 de março é uma manifestação popular e espontânea e, na visão da ACI, deve acontecer descolada de instituições e de partidos políticos. Se houverem bandeiras outras, que não as eleitas por esta representação espontânea, geramos confusão e distorcemos as respeitáveis razões de indignação e de clamor da população. A ACI-NH/CB/EV percebe este movimento como resultante da inconformidade das pessoas quanto a fatos que aconteceram e que, infelizmente, seguem ocorrendo sem uma sinalização de mudança convincente por parte do governo, e que alcança diversas instituições públicas - todas mantidas pelos tributos e pela poupança do cidadão - de forma muito grave. Esperamos que esta manifestação democrática aconteça de forma pacífica, expressando com energia e clareza a gravidade do momento e a urgência de mudanças no cenário brasileiro. Afinal, a luta pela liberdade e pelo direito à crítica custaram muito ao Brasil. Não podemos abrir mão destas conquistas. Ao contrário.

JUSTIÇA PROIBE QUE A ORGANIZAÇÃO TERRORISTA CLANDESTINA MST CONTINUE PRATICANDO CRIMES DE OCUPAÇÃO DE IMÓVEIS PÚBLICOS NO RIO GRANDE DO SUL

Por decisão da 3ª Vara Federal de Porto Alegre, fica proibido que integrantes de movimentos políticos e sociais ocupem o interior de prédios públicos federais durante suas manifestações. Eles também estão impedidos de obstruir a passagem dos servidores e danificar o patrimônio público. O que querem os manifestantes que foram às ruas nesta quinta-feira. A ação de reintegração de posse havia sido ajuizada na terça-feira pela Advocacia-Geral da União (AGU) contra integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) acampados na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

ATOS DO PT AFUNDAM NA AVENIDA PAULISTA. O BRASIL REFORÇA MOBILIZAÇÃO PARA AS GRANDES MARCHAS CONTRA DILMA.


Na foto ao lado, os golpistas liderados por Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás, do alto de um caminhão de som da CUT, tentam provar que é só miragem o roubo de R$ 88 bilhões que petistas e seus aliados promoveram na estatal sob as barbas do orador que vos fala, o próprio Gabrielli. As manifestações de ontem em Canoas e Porto Alegre já tinham dado a medida do fiasco que seriam os atos programados para hoje pelo PT em defesa do governo corrupto de Dilma Roussef. Na Refap, os petroleiros e a CUB, braços do PT, não conseguiram gente suficiente para abraçar a Petrobrás. Não existe muitas pessoas dispostas a apoiar ladrões. O mesmo acontece hoje em todo o País. Fernando Collor tentou a mesma coisa e os caras-pintadas desmoralizaram seus apelos de apoio, tal como a massa na rua fará no domingo. O termômetro de tudo é a avenida Paulista, São Paulo. Para onde São Paulo se inclina, inclina-se o Brasil. Neste momento, na avenida Paulista, o fiasco dos poucos pelegos que se atreveram a defender ladrões é de tamanho oceânico.

AS DICAS QUE CIRCULAM NA REDE PARA O DOMINGO FELIZ. OU: SE CHOVER, VOCÊ NÃO É FEITO DE AÇÚCAR!

Caros leitores,

circula nas redes sociais um conjunto de recomendações para a grande manifestação de domingo, que pode tomar o país inteiro. Não sei exatamente quem as elaborou, mas elas me parecem de bom senso e de consenso. Por isso eu as divulgo aqui. Há dias tenho insistido que as ruas têm de abrigar a alegria de quem reivindica, não o rancor de quem briga.
Vamos a elas:
1 – Bandeiras de partidos políticos e outras organizações ligadas aos mesmos não são bem-vindas.
2 – A marcha é do povo, e ninguém a utilizará para autopromoção.
3 – Se você vir qualquer movimento ou atitude suspeitos, utilize a melhor arma que tem para isso: seu celular. Filme tudo e entregue o arquivo para a organização do ato, a fim de que providências legais sejam tomadas.
4 – Se surgir qualquer foco de violência ou vandalismo contra o patrimônio público ou privado, todos deverão sentar-se até que os policiais que farão a escolta, fardados ou à paisana, capturem o meliante.
5 – Se houver provocações oriundas de qualquer grupo estranho ao ato, apenas ignore. Eles estão desesperados, pois tudo o que construíram está ruindo. Nós somos a ameaça aos seus interesses escusos. Somos o golpe de misericórdia contra o PT.
6 – Atenção às mensagens que serão enviadas do carro de som!
7 – Evite roupas vermelhas ou pretas. Elas lembram o PT e os black blocs. Não compareça ao evento com camisetas que façam alusão a partidos políticos.
8 – Verde e amarelo são as cores ideais para o dia de indignação. Pinte o rosto!
9 – Confeccione faixas e cartazes. Leve bandeiras do Brasil, nariz de palhaço, cornetas, apitos, faça barulho! Leve também balões azuis, amarelos e verdes. Vamos chamar atenção para nossa causa.
10 – Durante a marcha, fique atento às palavras de ordem que serão estimuladas pela organização! Nada de coros que não são pertinentes ao ato. Lembre-se: você está nas ruas para reivindicar direitos.
11 – A Polícia é nossa amiga. Gente ordeira e trabalhadora não teme aqueles que nos protegem. Eles estarão presentes para garantir que tudo corra bem. Não trate esses bravos servidores públicos de forma hostil.
12 – Convide amigos e vizinhos. Vá com sua família ao ato! Ensine seus filhos desde pequenos que política é algo bom e deve ter à frente pessoas de bem. Estimule-os a fazer parte da história e não apenas a vê-la passar. Um povo que luta por seus direitos e participa é respeitado por seu governo.
13 – Respeite os veículos que se aproximarem da marcha. Não bata nos vidros, tampouco na lataria dos carros. Não jogue lixo no chão. Recolha papéis e outros objetos e deposite em lixeiras. Somos civilizados.
14 – Permaneça no roteiro da marcha. A intenção é mostrar nossa força, não travar o trânsito.
15 – Se chover, vá mesmo assim! Leve seu guarda-chuva, mas não deixe de comparecer. Não somos feitos de açúcar. Temos força e raça! Nada impedirá nossa luta pelo Brasil que queremos!
16 – Caso alguém passe mal no evento, forneça ajuda e contate a organização.
17 – Qualquer crítica ou sugestão serão bem-recebidas por aqueles que organizam o ato.
18 – Leve água para se hidratar durante o percurso. Respeite crianças e idosos.
19-  Desejamos uma ótima marcha a todos!!
Por Reinaldo Azevedo

As falas irresponsáveis dos petistas e o “medo do confronto de rua”.

Leio na Folha que o governo teme que haja confrontos nas ruas nesta sexta-feira. Entidades paragovernamentais como MST, CUT e UNE marcaram manifestações em 23 Estados em defesa do, deixem-me ver como escrever, statu quo. Elas estão no poder e enxergam nas manifestações marcadas para o dia 15 uma ameaça à sua hegemonia. E qual a razão do temor? Eventuais escaramuças serviriam de combustível adicional para o protesto do dia 15. Tomara que não aconteça nada de excepcional nesta sexta. Os petistas — incluindo o Palácio do Planalto — serão os principais responsáveis por eventuais escaramuças. Já chego lá.

Oficialmente, os manifestantes pró-governo vão marchar em defesa da Petrobras. Que pena que eles não tenham conseguido, no passado, defendê-la dos ladrões que foram postos lá pelo petismo, não é? O que querem mesmo é criar uma rede de proteção para Dilma, o que se mostra a cada dia mais difícil. A presidente iria, por exemplo, nesta sexta a Belo Horizonte. Desistiu da viagem para ficar longe das vaias. Volto ao ponto.
Apostam na violência os que insistem em acusar os organizadores e apoiadores da manifestação de domingo de incitadores do ódio. Apostam na violência os que chamam de golpe uma mera petição ao poder público — impeachment ou qualquer outra coisa. Apostam na violência os que tentam deslegitimar os que protestam, pespegando-lhes a pecha de “elitistas” e de “reacionários”. Apostam na violência os que reivindicam para si o monopólio da representação popular e não reconhecem como legítimas forças que não formem com suas fileiras. A propósito: a única manifestação violenta nessa fase de declínio do PT e de Dilma foi protagonizada por brutamontes à porta da ABI (Associação Brasileira de Imprensa). Apostam na violência aqueles que convocam exércitos, ou que prometem botá-los na rua, para combater adversários políticos, a exemplo do que fizeram, respectivamente, Luiz Inácio Lula da Silva e João Pedro Stedile.
Pepe Vargas, este inefável ministro das Relações Institucionais, espalha por aí que sente cheiro da “elite golpista”… Ah, entendo! Elite progressista era aquela parceria entre petistas e empreiteiras, não é mesmo?, para o bem geral do… partido!
Num vídeo meio esquizofrênico, Rui Falcão, presidente do PT, defende o direito à livre manifestação (que bom que ele respeita a Constituição!), desde que, segundo diz, não se atinja a autoridade constituída. Ah…  Collor, em 1992, era autoridade constituída, pois não? E o PT foi pra rua. Parece que Rui Falcão tem a ambição de ditar a pauta da oposição. Compreendo: definir a do PT deve estar um inferno.
Ah, sim: repetindo Lula, Falcão afirmou que os petistas não devem “abaixar a cabeça”. Entendo! É preciso, no entanto, um motivo para erguê-la, não é? Qual o presidente do PT oferece? Essa gente, definitivamente, perdeu o eixo e o que lhe restava de juízo. Por Reinaldo Azevedo

ESCÁRNIO – Secretário de Haddad e candidato do PT derrotado ao governo de SP insufla a greve de servidores estaduais. E ainda se orgulha! Tem de ir para a rua. Isso ajuda a explicar o povo na rua no domingo

No domingo, muita gente vai à rua. Alguns pedem o impeachment da presidente Dilma. Outros acham que ainda não há condições para isso, mas que é preciso manter a mobilização. Há quem vá para, principalmente, protestar contra a roubalheira. Mas uma coisa é patente: todos estão com o saco cheio do PT e de seus métodos. O que vocês lerão abaixo é espantoso. Mas aconteceu! Está tudo documentado.

O que diriam o PT e a imprensa paulistana se um secretário do governador Geraldo Alckmin, do PSDB, discursasse em reunião de servidores da Prefeitura, comandada pelo petista Fernando Haddad, incitando-os, na prática, à greve? Pois foi o que fez Alexandre Padilha, candidato derrotado ao governo do Estado e hoje “Secretário de Relações Governamentais” da Prefeitura, seja lá o que isso signifique.
Está tudo documentado no site da CUT, num texto do dia 8. Lá se pode ler:
“Depois de uma análise de conjuntura feita pelo secretário de Relações Governamentais da Prefeitura de São Paulo, Alexandre Padilha, e pelos técnicos do Dieese, Silvestre Prado e Rogério Limonti, trabalhadores, presidentes e dirigentes sindicais de diferentes categorias lançaram oficialmente a Campanha Salarial Unificada 2015, com uma pauta de reivindicações que será entregue ainda neste mês ao governo.” E mais adiante: “Os trabalhadores mandaram ainda um recado ao governador Geraldo Alckmin, afirmando que não haverá tréguas e que paralisações estão previstas a partir desta semana.”
Greves 4 - Padilha CUT
O petista Padilha, como se sabe, foi derrotado por Alckmin em 644 dos 645 municípios de São Paulo. Mas parece não ter aprendido a lição. Agora que os valentes perceberam que não dá para fazer a guerra das torneiras, então tentam promover a desordem no Estado.
E o secretário, creiam, ainda se orgulha de seu feito no Facebook. Escreveu ele em seu perfil: “O dia começou quente. Falei na Plenária Estadual de Sindicatos de Trabalhadores Públicos do Estado de São Paulo, na sede da Apeoesp”. E larga o braço no governo estadual. Segue a imagem de sua página no Facebook.
Greves 3 - FAcebooki Padilha
Na reunião de que Padilha participou, uma certa Telma Victor, secretária de Formação da CUT São Paulo, afirmou: “O neoliberalismo impera no estado, mas avançaremos com a nossa organização e mobilização. Já demos exemplos de luta a esse estado e é essa resposta que os servidores darão no próximo período. Vamos quebrar a vidraça da grande mídia que não expõe os dois lados”. Entenderam? Para essa patriota, Dilma, com Joaquim Levy Mãos de Tesoura, não é neoliberal, claro! Mas Alckmin sim!
Depois que Padilha foi insuflar a greve, algumas já foram marcadas, como vocês podem ver no quadro abaixo. A Apeosp, o sindicato dos professores da rede estadual,  comandada pela notória Bebel Noronha, quer um modesto reajuste de 75,33%. Ou greve. Bebel é filiada ao PT, a exemplo de outros dirigentes sindicais que estão convocando paralisações.
Greves 1
Greves 2
A propósito: para garantir um pouco de “povo na rua” nos atos em defesa de Dilma, a Apeoesp e o Sindsaude marcaram assembleias justamente para esta sexta, em mais um ato coordenado com o PT.
Se Haddad tivesse um mínimo de responsabilidade, demitiria o seu secretário. É escandaloso que um homem da Prefeitura utilize a força do cargo — e não adianta dizer que estava lá apenas como militante — para tentar promover paralisações de servidores.
Acreditem: essa é uma das coisas de que a população já está com o saco cheio. Não aguenta mais ter a sua vida atrapalhada por oportunistas e por militantes sindicais que nem mesmo atuam em defesa dos trabalhadores. São nada mais do que esbirros de um partido político.
Felizmente, no entanto, o país acordou. Por Reinaldo Azevedo