sábado, 28 de março de 2015

BANCOS E GRANDES EMPRESAS SÃO SUSPEITOS NO CASO ZELOTES, GRUPO RBS E GERDAU NO MEIO


Os bancos Bradesco, Santander, Safra, Pactual e Bank Boston, as montadoras Ford e Mitsubishi, além da gigante da alimentação BR Foods são investigados por suspeita de negociar ou pagar propina para apagar débitos com a Receita Federal no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Na relação das empresas listadas na Operação Zelotes também constam Petrobrás, Camargo Corrêa e a Light, distribuidora de energia do Rio de Janeiro. “Aqui no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) só os pequenos devedores pagam. Os grandes, não”, resumiu um ex-conselheiro do Carf, com cargo até 2013, numa conversa interceptada com autorização da Justiça, segundo relato dos investigadores. A fórmula para fazer o débito desaparecer era o pagamento de suborno a integrantes do órgão, espécie de “tribunal” da Receita, para que produzissem pareceres favoráveis aos contribuintes nos julgamentos de recursos dos débitos fiscais ou tomassem providências como pedir vistas de processos. O grupo de comunicação RBS é suspeito de pagar R$ 15 milhões para obter redução de débito fiscal de cerca de R$ 150 milhões. No total, as investigações se concentram sobre débitos da RBS que somam R$ 672 milhões, segundo investigadores. O grupo Gerdau também é investigado pela suposta tentativa de anular débitos que chegam a R$ 1,2 bilhão. O banco Safra, que tem dívidas em discussão de R$ 767 milhões, teria sido flagrado negociando o cancelamento dos débitos. Estão sob suspeita, ainda, processos envolvendo débitos do Bradesco e da Bradesco Seguros no valor de R$ 2,7 bilhões; do Santander (R$ 3,3 bilhões) e do Bank Boston (R$ 106 milhões). A Petrobrás também está entre as empresas investigadas. Processos envolvendo dívidas tributárias de R$ 53 milhões são alvo do pente-fino, que envolve a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e as corregedorias da Receita Federal e do Ministério da Fazenda. Os casos apurados na Zelotes foram relatados no Carf entre 2005 e 2015. A força-tarefa ainda está na fase de investigação dos fatos. A lista das empresas pode diminuir ou aumentar. Isso não significa uma condenação antecipada. A Camargo Corrêa é suspeita de aderir ao esquema para cancelar ou reduzir débitos fiscais de R$ 668 milhões. Também estão sendo investigados débitos do Banco Pactual e da BR Foods. O Carf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, julga em última instância recursos de grandes contribuintes multados pela Receita. Como são seis conselheiros, três deles indicados pelos contribuintes, bastava cooptar um voto entre os três conselheiros nomeados pelo Ministério da Fazenda para que o resultado da votação terminasse, não raro, no placar de quatro votos a um. As propinas variavam de 1% a 10% do débito tributário. Os investigadores suspeitam de tráfico de influência e fraudes para anular, principalmente, multas aplicadas pela Receita em processos envolvendo a amortização de ágio em fusões e aquisições. São casos em que as empresas podem abater do pagamento de impostos a diferença entre o valor pago e o valor patrimonial da empresa, descontando prejuízos. Alguns processos sob investigação envolvem amortização do ágio interno, caso em que a compra é de empresa de um mesmo conglomerado. Os investigadores estimam que a fraude pode chegar a R$ 19 bilhões, valor dos débitos fiscais de 70 processos analisados. Até o momento, foram comprovados que em nove deles houve desvio no valor de R$ 6 bilhões.

As asas de Lula

Perto da crise
Lula: de carreira, não
As viagens de Lula pelo Brasil, seja para o Rio de Janeiro, seja para Brasília, não têm sido em vôos de carreira. José Seripieri Junior, dono da Qualicorp, colocou à disposição de Lula seu Cessna 680, um jato de dois motores capaz de transportar nove passageiros com conforto. Junior tem sido um amigo generoso para Lula. Também foi na casa dele, em Angra dos Reis, que o ex-presidente passou o Réveillon. Por Lauro Jardim

Sindicato Cpers gaúcho dá mais um passo no seu desvario


O delirante Sindicato Cpers, que não representa mais o magistério público do Rio Grande do Sul, que o rejeita, mas insiste em dizer que representa, voltou a realizar outra de suas esvaziadas assembléias no Ginásio Gigantinho, do Internacional, na tarde desta segunda-feira. Foi uma assembléia patética, com menos de 3.000 participantes, em uma categoria que reúne mais de 100 membros. A pauta de reivindicações do Centro dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato) foi aprovada por unanimidade na tarde desta sexta-feira. Mas a decisão mais importante foi a desfiliação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Até os números apertados da votação mostram a divisão da categoria: foram 1.588 a favor do desligamento e 1.129 contra. Como se constata pela votação, a ridícula assembléia não tinha mais do que 2.700 participantes. Parecia um torneio da cavalaria medieval. Os petistas com camisetas apoiando a permanência na peleguíssima CUT. E os militantes do PSOL e outras correntes de delirantes esquerdopatas com camisetas amarelas, com inscrição pela desfiliação da pelêga CUT. Os ultraesquerdopatas ganharam. Isso significa que agora o Sindicato deverá radicalizar suas iniciativas, partindo para uma filiação à Conlutas, central sindical do PSOL. É de morrer de rir ouvir as manifestações de dirigentes do Cpers, é patético, mas explica o estágio tráfico a que chegou a educação pública no Rio Grande do Sul, após 40 anos de atuação do petralhismo ideológico. Conforme a petista Simone Goldschmidt, secretária-geral da CUT-RS e ex-presidente do Cpers, "é uma pena que essa categoria tão importante esteja tão dividida. Mesmo que eles tenham decidido pela desfiliação, continuaremos apoiando o sindicato, pois a educação e os profissionais da educação devem estar acima de disputas políticas internas". Para a atual presidente do Cpers, a também petista Helenir Aguiar Schürer, a decisão enfraquece a luta do magistério: "A assembleia mostrou claramente que a oposição está mais preocupada em dividir a categoria, visto que priorizou a votação da desfiliação ao invés de focar nas reivindicações. Vamos encaminhar a desfiliação, mas vamos lutar para unir o magistério e focar nas nossas lutas". É todo mundo se lamentando, mas é porque estas senhoras sindicaleiras vivem um racha dentro do sindicato. Presidente da gestão anterior do sindicato, a também petista Rejane de Oliveira assumiu a liderança do movimento pró-desfiliação da CUT. De acordo com ela, a central estava mais preocupada em defender os governos (Lula, Dilma e Tarso) do que a "classe trabalhadora". Isso parece uma piada, porque é "classe" que mais falta ao trabalho, sem qualquer respeito pela sua "clientela". "Não podemos admitir que uma central use do prestígio do Cpers, a força de uma categoria e vá até o governo para pedir a retirada de direitos dos trabalhadores e redução de salários. Nós não podemos pagar pela crise financeira do País e do Estado", justificou Rejane. Como se vê pelas declarações, ela é uma "gênia". E isso explica o estado deplorável da educação pública, a existência de colégios públicos que são meros antros de drogadição e tráfico de drogas. Durante a assembléia, a atual presidente do Cpers também falou sobre a auditoria interna feita nas contas do sindicato de 2011 a 2013. Segundo ela, foram feitos "repasses irregulares" na gestão anterior, que tinham como destino principal a central sindical Conlutas (esta é a central sindical do PSOL, ainda mais delirantes do que os petistas): "São valores que foram repassados na gestão anterior sem aprovação da categoria. Vamos buscar explicações e exigir que o dinheiro seja devolvido ao caixa do Cpers". Presidente do sindicato da gestão colocado sob suspeita, Rejane de Oliveira garantiu que não houve irregularidades em sua gestão e disse que está disposta a mostrar todos os documentos para provar isso. Além disso, sugeriu que vai cobrar juridicamente da atual administração pelas "mentiras": "A Direção do Cpers tenta botar uma cortina de fumaça na sua inoperância, porque é uma gestão que não chamou a categoria pra se mobilizar contra o governador José Ivo Sartori, então criou um factóide para desviar o foco do debate que deveria ser feito nessa assembléia", criticou Rejane. É ótima ver essas esquerdóides puxando os cabelos umas das outras. Entre as reivindicações aprovadas estão nomeação dos concursados, imediata atualização das promoções dos professores (ué, o peremptório grilo falante petista Tarso Genro não disse que colocou em dias todas as promoções atrasadas?), garantir royalties para a educação (é uma piada, com barril de pétroleo abaixo de 50 dólares o Pós Sal vai direto para o vinagre), revisão do vale transporte, criação do piso salarial nacional dos funcionários de escolas, além da aplicação imediata do reajuste de 13,01% do piso do magistério. Ou seja, uma pauta tipicamente delirante. Essa gente nunca aprova nada em termos de proposta da melhoria da educação, é de um corporativismo alucinado. A categoria também aprovou uma série de mobilizações, entre elas, uma paralisação no dia 24 de abril, chamada de Dia de Luta em Defesa do Pagamento do Piso, e de outra paralisação e ato público em Porto Alegre no dia 1º de maio, quando ocorre uma mobilização das Centrais Sindicais. Ou seja, o negócio delas é política, nada de educação. 

Oposição culpa PT por estagnação do PIB brasileiro em 2014

A oposição responsabilizou nesta sexta-feira (27) governos do PT pela estagnação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2014, que registrou baixíssima expansão de irrisório e pífio 0,1% para R$ 5,52 trilhões. Por ser o mais fraco resultado desde 2009, o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), acusou a presidente Dilma Rousseff de comandar um dos mandatos "mais medíocres" da história econômica do País. "O resultado do PIB de 2014 coroa um dos mandatos mais medíocres da história econômica brasileira. Foram quatro anos praticamente perdidos em termos de crescimento da economia. Para um País sedento por melhorias e com enormes desafios ainda a vencer, quatro anos são tempo demais para serem assim desperdiçados", afirmou. Em nota, Aécio Neves disse que o resultado do PIB é "retrato do fracasso" do modelo adotado por governos petistas que faz os brasileiros de "cobaias". "A presidente Dilma Rousseff não poderá usar, mais uma vez, sua desgastada desculpa. Não, a crise não está lá fora. A crise é o governo que o Brasil tem. As perspectivas para este e os próximos três anos são ainda piores que o primeiro quadriênio de Dilma, até o Banco Central já admite recessão neste ano", afirmou. Líder do DEM, o senador Ronaldo Caiado (GO) também cobrou mudança de postura da presidente Dilma para que a petista deixe de responsabilizar a crise internacional pelo fraco desempenho da economia brasileira. "O Brasil puxa o PIB do mundo para baixo, o governo transformou o País no freio de mão da economia global e em 2015 já estamos enfrentando situação pior. Como é que a população vai ter alguma confiança para voltar a consumir, empreender e investir com essa prova cabal de que foi enganada pelo governo nos últimos anos?", questionou. O senador colocou em dúvida o resultado do PIB por acreditar que poderia ter sido ainda pior, uma vez que houve mudança na metodologia do cálculo pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): "Sabemos do aparelhamento político do PT em órgãos públicos de estatística e controle, o que coloca uma interrogação sobre esse novo método. A crise de credibilidade do governo é muito grande para não colocar essa mudança sob suspeita". O resultado do PIB de 2014 é inferior ao de 2013, revisado para cima em 2,7% pelo IBGE - os dados apontavam para alta de 2,5% no período originalmente. Os números foram beneficiados em parte por uma revisão metodológica recomendada pela ONU e adotada pelo IBGE, que incluiu mais itens na produção nacional - como despesas em inovação.

Governo do Rio de Janeiro diz que contratou ONG para limpar baía de Guanabara, mas família Grael nega


O governo do Estado do Rio de Janeiro afirma que contratou emergencialmente uma ONG pertencente à família de velejadores Grael para retomar a retirada de lixo da Baía de Guanabara com vistas aos Jogos Olímpicos do Rio-2016. Mas, segundo Lars Grael, conselheiro da entidade, o acordo ainda não foi assinado e pode ser vetado. Atual secretário estadual do Ambiente, André Corrêa anunciou na quinta-feira (25) a decisão de contratar a ONG após uma reunião com atletas e membros do Comitê Organizador Rio-2016. Na ocasião, o secretário estava acompanhado de Axel Grael, fundador do instituto, irmão de Lars e atualmente vice-prefeito de Niterói. "A questão do lixo da baía é urgente. Não haveria tempo para fazermos uma licitação para depois começarmos o trabalho", justificou Corrêa. O convênio seria orçado em R$ 20 milhões e teria validade de 18 meses. Há menos de um mês, o governo do Estado do Rio de Janeiro suspendeu dois programas dedicados justamente à coleta de resíduos flutuantes na baía de Guanabara. No último dia 3, o então secretário estadual do Ambiente, Antônio da Hora, havia dito que as chamadas ecobarreiras e os ecobarcos eram ineficientes. Ao anunciar a suspensão do investimento nos equipamentos, da Hora declarou em nota que a ação dos ecobarcos era "para inglês ver". Agora, com o novo convênio, que não teria concorrência pública, o Instituto Rumo Náutico, nome da ONG dos Grael, seria responsável por reativar essas duas ações suspensas. Caberia a ela construir cinco novas barreiras para segurar o lixo que chega à baía de Guanabara em rios e recolocar em circulação dez barcos equipados para coletar objetos que permanecem boiando na baía. Questionado sobre a ligação de Axel com a contratação da ONG dos Grael, Corrêa negou qualquer favorecimento: "Eu confio nele completamente", disse o secretário: "É um dos homens mais íntegros que conheci na vida pública. É notório seu compromisso com a Baía de Guanabara". Todas as barreiras e ecobarcos estarão funcionando até a Olimpíada de 2016. Corrêa voltou a declarar, porém, que o compromisso assumido pelo governo de tratar 80% do esgoto que chega à baía para os Jogos não será cumprido. Isso, entretanto, não deve atrapalhar as competições de vela na Guanabara durante a Rio-2016 segundo o secretário. O discurso de Corrêa foi negado por Lars Grael, conselheiro da ONG e duas vezes medalhista olímpico. Ele afirmou que a proposta de fato foi apresentada pelo Estado, mas ainda será votada pelo conselho na próxima segunda-feira (30). "A proposta será apreciada na segunda. E, se passar, ainda haverá uma formalização. Daí só que veremos com o governo. Porém, existe a possibilidade de não acontecer", afirmou. Lars contou que há duas correntes dentro do Rumo Náutico: uma a favor da assinatura e outra não. "Eu sou contrário à assinatura. Limpar a baía é um dever do Estado. Damos aulas, temos parceria com a UFRJ e fazemos estudos em relação à baía, mas limpá-la é uma responsabilidade muito grande para o nosso instituto. Temos vontade de ajudar, mas esta não é nossa vocação".

Murilo Ferreira só aceitou presidir conselho da Petrobras após balanço auditado

Indicado para assumir a presidência do Conselho da Petrobras, o executivo Murilo Ferreira, presidente da Vale, impôs uma condição: só aceitaria a missão após a divulgação dos balanços do terceiro e quarto trimestres de 2014 com o aval do auditor independente da petroleira. Por isso, foi nomeado interinamente o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, para comandar o conselho na reunião do colegiado desta quinta-feira (26).


Ferreira era o preferido da presidente Dilma para presidir a estatal, mas conseguiu contornar a situação, dizendo que a Vale também vivia uma fase difícil com a queda do preço do minério de ferro. Apesar de também ter mostrado uma resistência inicial, o executivo não teve, porém, como recusar um convite para segunda vez e o chamado pessoal da presidente. Nesta sexta-feira (27), a estatal informou que Ferreira só assumirá em 29 de abril, após a assembléia de acionistas – na prática, apenas uma formalidade, pois a União tem a maioria dos votos e elege os seus indicados. A expectativa é que até lá o balanço seja divulgado e inclua perdas oriundas de corrupção – uma metodologia de cálculo ainda está sendo aplicada para chegar a um valor. A PwC, auditoria independente contratada pela Petrobras, não deu aval ao resultado do terceiro trimestre da companhia porque é necessário que sejam dadas baixas a valores indevidamente lançados como ativos, mas que, na verdade, foram desembolsados para pagamento de propinas, segundo o esquema revelado na Operação Lava Jato. Pelo mesmo motivo, a empresa também não conseguiu entregar, ainda, o resultado de 2014 auditado. A Petrobras busca um novo modelo para fazer a conta, depois que a metodologia apresentada em janeiro, que apontava necessidade de baixa de R$ 88,6 bilhões, foi descartada. A conta foi ignorada porque considerava também perdas decorrentes de questões operacionais, de mercado (como a queda do preço do petróleo) e de câmbio, por exemplo. Auditores independentes dizem que não é praxe aceitar apenas depoimentos de uma fonte para mensurar as perdas com corrupção. Mas, no caso da Lava-Jato, a convergência de números apresentados pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e o ex-gerente Pedro Barusco com os relevados por diretores de empreiteiras. Com esse cruzamento, pode-se chegar a um número mais palatável e aceito pela PwC.

Bandido petista mensaleiro José Dirceu tem pico de pressão e é levado a uma clínica em Brasília

O ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu foi internado nesta sexta-feira (27) em uma clínica de Brasília depois que sua pressão chegou a 19/14. Mas, rapidamente ele teve alta e encontra-se em casa.  José Dirceu começou a passar mal na segunda-feira, com picos de hipertensão. Fez exames e, depois que a equipe em Brasília entrou em contato com médicos do petista em São Paulo, vários deles foram refeitos. Nesta sexta-feira o bandido petista mensaleiro José Dirceu fez uma segunda ressonância magnética. O petista sempre teve pressão alta. Alguns amigos chegaram a temer hoje que José Dirceu estivesse sofrendo um acidente vascular cerebral, hipótese descartada pelos exames. A equipe médica, segundo nota divulgada pela assessoria do ex-ministro, diagnosticou "uma mínima ectasia do espaço liquórico bifrontal – um possível hematoma". 

Michel Temer afirma que Dilma está "muito sensibilizada" para redução de ministérios

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou nesta sexta-feira (27) que a presidente Dilma Rousseff (PT) está "muito sensibilizada" com os pedidos de redução do número de ministérios do governo federal. Segundo ele, a diminuição é uma possibilidade que está em cogitação pelo Palácio do Planalto. Na avaliação dele, é possível fundir algumas das atuais 39 pastas. Ele observou, contudo, que além de diminuir o total de ministérios, é necessário também reduzir os custos estruturais. "Eu penso que está em suas cogitações e ela está muito sensibilizada para os vários pleitos nessa direção", disse. O peemedebista garantiu que caso a presidente decida reduzir pastas, o PMDB está disposto a entregar os cargos que lhe forem solicitados. "Se houver uma decisão presidencial de redução, o PMDB está disposto a conversar e a entregar o que for necessário", disse. Na semana passada, a bancada do PMDB na Câmara dos Deputados afirmou que pretende resgatar uma proposta de emenda à Constituição Nacional que limita o número de ministérios a 20. O vice-presidente proferiu nesta sexta-feira (27) palestra na sede do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), na capital paulista. Em discurso oficial, o peemedebista defendeu as manifestações de rua contra o governo federal e ressaltou que é necessário ao Poder Executivo estar atento a elas para identificar em que pontos ele deve mudar. "Não temos de nos assustar com uma manifestação popular. Se eu pudesse, eu até aplaudiria. O que não podemos é incentivar o conflito social", ressaltou. O peemedebista admitiu que o País enfrenta uma crise econômica "transitória", mas defendeu que ela não é institucional. "Nós vamos impedir qualquer desarmonia social ou política", disse.

Ford abre programa de demissão voluntária e congela salários até 2016

Com a desaceleração das atividades no setor automotivo brasileiro, a montadora Ford, em medida de contenção de gastos, fechou um acordo com os trabalhadores de sua fábrica em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, que prevê o congelamento dos salários até 2016 e o anúncio de um Programa de Demissão Voluntária (PDV). O acordo foi aprovado com o Sindicato dos Metalúrgicos. Em contrapartida, a montadora oferecerá um abono salarial em 2016 e garantia estabilidade até 2017 aos trabalhadores que permanecerem. A empresa não informou quantos trabalhadores pretende desligar por meio do PDV. O presidente do Sindicato dos Metalurgicos do ABC Paulista, Rafael Marques, disse que a proposta ajuda a categoria a atravessar este ano de instabilidades econômicas com garantias aos trabalhadores. "A aprovação do acordo tira de cena ameaça de insegurança em relação ao emprego", afirmou. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro minimizou as demissões nas montadoras e disse que a crise "passa longe" do setor. Como plano de recuperação, os trabalhadores da fábrica aguardam o início da produção de novos produtos na unidade e a extinção de serviços que são atualmente terceirizados ainda neste ano. "Nesses próximos dois anos vamos debater com a fábrica a vinda de novos investimentos e produtos. Queremos trazer de volta a produção do segmento de pick-ups e novas versões do New Fiesta", disse Marques.

Lobista preso é suspeito de pagar US$ 8,2 milhões de propina no Exterior

Um dos presos pela Polícia Federal nesta sexta-feira (27), o lobista Guilherme Esteves de Jesus é suspeito de intermediar pagamentos de propina no Exterior que somam US$ 8,2 milhões. A investigação aponta que entre os beneficiários estão dois executivos da Sete Brasil, empresa formada por sócios privados e pela Petrobras e que administra o aluguel de sondas para o pré-sal. A suspeita foi citada em despacho que ordenou a prisão dele, assinado pelo juiz federal Sergio Moro. No documento, é dito que a origem dos pagamentos é a Jurong, empresa de Cingapura com negócios no Brasil. Moro escreveu que há prova que o "esquema sistemático" de propinas nos contratos da Petrobras "se estendeu aos contratos da Sete Brasil". Os beneficiários dos pagamentos no Exterior, diz o documento, são o ex-presidente da empresa, João Ferraz, e o ex-diretor de participações, Eduardo Musa, além do ex-diretor da Petrobras, o petista Renato Duque, e do ex-gerente Pedro Barusco. O ex-gerente já havia feito acusações ligando o estaleiro a pagamentos para os diretores da Sete Brasil. Na decisão, Moro diz que, da mesma maneira que a Petrobras foi prejudicada por irregularidades, a Sete Brasil também sofreu danos, "o que coloca em risco a exploração do pré-sal e as expectativas de desenvolvimento da indústria naval brasileira". Outros dois motivos foram citados para a prisão de Guilherme Esteves de Jesus. Em uma ação de busca na casa dele no início do mês, a Polícia Federal afirma que houve uma tentativa da mulher dele de esconder provas. No dia seguinte, diz o despacho, o lobista sacou R$ 300 mil em espécie de uma conta bancária.

Grupo Galvão diz que prisão de empresário foi "arbitrária"

O Grupo Galvão considerou a prisão do empresário Dario Queiroz Galvão Filho, em ação da Operação Lava Jato nesta sexta-feira (27), um ato "arbitrário" e sem qualquer motivação ou fundamento legal. O juiz federal Sergio Moro determinou a detenção argumentando que outros crimes poderiam ser cometidos caso o empresário continuasse em liberdade. A Polícia Federal também prendeu na manhã desta sexta-feira, no Rio de Janeiro, Guilherme Esteves, apontado como operador do esquema que distribuía propinas a dirigentes da Petrobras e políticos em troca de contratos da petroleira estatal. "Atribui-se à iniciativa privada, que exerce atividade absolutamente lícita e no interesse do crescimento econômico do Brasil, a responsabilidade por cooptar funcionários públicos. Qualquer ilícito relativo aos fatos, porém, não passaria de mera extorsão", diz nota divulgada pelo grupo. O comunicado também "rechaça qualquer tentativa" de incluir a empresa em acusações de "formação de cartel, corrupção, fraude e lavagem de dinheiro". Um outro integrante da direção do grupo, Erton Fonseca, já estava preso no Paraná desde novembro. Ele e Dario Galvão já são réus em processo que tramita na Justiça Federal no Estado do Paraná.

Promotoria quer investigar secretária de Richa no caso de fraude em licitação

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina pediu à Justiça para que seja autorizada a investigação sobre uma possível participação da secretária estadual de Administração e Previdência, Dinorah Botto Portugal Nogara, no esquema de fraude em licitações e contratos para manutenção de veículos oficiais do governo do Paraná. O Ministério Público afirma que o pedido está embasado em um depoimento de um funcionário do Departamento de Transporte Oficial (Deto), que trabalhava junto ao ex-diretor do órgão, Ernani Delicato, que está foragido após ter um mandado de prisão decretado por suspeita de fraude na licitação. A licitação sob suspeita, no valor de R$ 1,5 milhão, resultou na contratação da Providence Auto Center para consertar carros do governo. De acordo com o depoimento, Delicato teria modificado o contrato de licitação das oficinas após uma reunião com a secretária estadual. O servidor disse que o contrato foi feito por influência de Dinorah, incluindo a contratação emergencial da oficina Providence, empresa que pertenceria à Luiz Abi – suposto primo do governador Beto Richa (PSDB)– mas que estava registrada em nome de um "laranja". A decisão sobre o pedido da Promotoria deverá ser analisada pelo Tribunal de Justiça, já que a secretária tem direito ao foro privilegiado devido ao cargo que ocupa. Se autorizada, a investigação deverá ser feita pela Procuradoria do Ministério Público. Nesta sexta-feira, Abi e mais seis pessoas foram denunciados por formação de quadrilha, e fraude de licitações.

Obama telefona a rei saudita para apoiar ação do país no Iêmen

O presidente dos Estados Unidos, o muçulmano Barack Obama, telefonou na tarde desta sexta-feira (27) ao rei saudita, Salman bin Abdul Aziz, para reafirmar o apoio dos EUA à ação militar da Arábia Saudita e de seus aliados no Iêmen. Junto a outros países árabes, a Arábia Saudita está atacando os milicianos xiitas houthis que tentam tomar o poder no país vizinho. Obama e o rei Salman concordaram que o objetivo é conseguir uma estabilidade duradoura no Iêmen através de uma solução política negociada, informou em comunicado a Casa Branca. Na conversa, Obama também ressaltou seu compromisso com a segurança da Arábia Saudita. O Exército dos EUA informou nesta sexta-feira que foram resgatados dois pilotos sauditas que haviam se ejetado de seus aviões sobre o golfo de Áden, no sul do Iêmen. Os pilotos, que conduziam caças F-15 e atacavam os houthis, foram resgatados em águas internacionais por um helicóptero do Djibouti, após pedido de ajuda da Arábia Saudita.

Polícia Federal apreende apreende veículos de luxo, dinheiro e jóias na Operação Zelotes

A Polícia Federal divulgou nesta sexta-feira (27) balanço da Operação Zelotes, que desarticulou um esquema de corrupção no Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais) na quinta (26). Os policiais cumpriram mandados em 23 endereços de Brasília, onde apreenderam 16 carros nacionais e importados, entre eles veículos de luxo; três motos; além de R$ 1,8 milhão, US$ 9.000, € 1.500 e jóias. Em São Paulo, foram apreendidos dez veículos e o equivalente a R$ 240 mil em reais e moeda estrangeiras. A Polícia Federal também apreendeu dois veículos no Ceará. A investigação desvendou um esquema de pagamento de propina de empresários a conselheiros do Carf. O órgão, vinculado ao Ministério da Fazenda, julga, em segunda instância, recursos administrativos contra autuações da Receita Federal. Em troca da propina, os conselheiros votavam em favor dos interesses das empresas do esquema, atenuando e, por vezes, anulando multas aplicadas pela Receita. Se fizerem operação em Porto Alegre, os policiais federais poderão apreender dezenas de quadros de artistas de primeiro nível, valendo uma verdadeira fortuna. Aliás, é quase uma pinacoteca.  

Polícia Federal prende presidente do Grupo Galvão na Operação Lava-Jato



A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira o diretor-presidente do Grupo Galvão, Dário Galvão, e Guilherme Esteves de Jesus, apontado como operador junto ao estaleiro Jurong. A ação se desdobrou a partir do cumprimento de três mandados judiciais da Operação Lava-Jato desde a madrugada desta sexta-feira em São Paulo e no Rio de Janeiro. Além das prisões preventivas, um mandado de busca e apreensão foi cumprido na capital paulista. O alvo da Polícia Federal em São Paulo foi o empresário Dário Galvão, principal acionista da Galvão Engenharia, uma das 23 investigadas por corrupção em obras da Petrobras e que entrou quarta-feira com pedido de recuperação judicial na Justiça Estadual do Rio de Janeiro. Ele foi apontado na decisão do juiz Sérgio Moro como verdadeiro mandante do pagamento de propina no âmbito da empresa. No Rio de Janeiro, o alvo foi Guilherme Esteves de Jesus. Os presos foram levados, no final da tarde para a custódia da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal. De acordo com a Polícia Federal, esta não é uma nova fase da Lava-Jato, e sim uma ação complementar da investigação. No despacho, Moro assinala que Dário “não só tinha conhecimento das propinas, mas era o efetivo mandante de suas realizações”. Dario Galvão, presidente do Grupo Galvão, é um dos quatro executivos da empreiteira Galvão Engenharia denunciados em dezembro por envolvimento no esquema de formação de cartel e corrupção na Petrobras. Além dele, estão sendo acusados Jean Alberto Luscher, diretor-presidente da Galvão, Erton Medeiros Fonseca, diretor-presidente da Divisão de Engenharia Industrial, que está preso, e Eduardo de Queiroz Galvão, que preside o Conselho de Administração do Grupo Galvão. Eles respondem por corrupção ativa e formação de quadrilha. Moro diz ainda que há “provas de materialidade de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro e de autoria em relação a Dario Galvão, na condição de mandante destes crimes no âmbito da Galvão Engenharia”. “A luz dessas novas provas de autoria, colocando Dario Galvão em posição inclusive de maior responsabilidade do que Erton Fonseca em relação aos crimes de lavagem e pagamento de propinas a dirigentes da Petrobras pela Galvão Engenharia, entendo que deve ser também contra ele decretada a prisão preventiva”, escreve o magistrado. O juiz também afirma que a prisão preventiva é justificada pelo “risco à ordem pública e a necessidade da medida para prevenir habitualidade e reiteração criminosa”. “Há provas de prática dos crimes por prolongados períodos, que se estende, pelo menos, de 2008 a 2014”, escreve. Já a prisão de Esteves é um desdobramento das ações da 9ª fase da Operação Lava-Jato, deflagrada em fevereiro, batizada de "My Way". A partir de depoimentos do ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, os investigadores descobriram um esquema envolvendo a compra e aluguel de sondas ligados à Diretoria de Serviços e a Sete Brasil, empresa de afretamento de navios para a exploração do Pré-Sal. De acordo com as investigações, as duas multinacionais da indústria naval, Keppel Fels e Jurong, teriam pago propinas para diretores da Petrobras da Sete Brasil com o objetivo de garantir o aluguel de navios e sondas. Esteves seria o operador da Jurong. Barusco disse à Justiça que as multinacionais pagaram ao petista Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal, US$ 4,35 milhões, enquanto diretores da Sete Brasil teriam ficado com US$ 1,73 milhão no período. Já o próprio Barusco admitiu ter levado US$ 2,71 milhões as empresas. Os valores eram depositados em contas de empresas offshore criadas pelos executivos nos bancos suíços Cramer e Delta. Análise de milhares de fichas de correntistas da agência de “private bank” do banco HSBC em Genebra, na Suíça, identificou membros da família Queiroz Galvão – no comando das empreiteiras Galvão Engenharia e Queiroz Galvão — como proprietários de contas secretas. A série de reportagens "SwissLeaks" começou a ser publicada em escala mundial em 8 de fevereiro. Trata de um conjunto de dados vazados em 2008 de uma agência de ‘private bank’ do HSBC, em Genebra, na Suíça. O acervo contém informações sobre 106 mil clientes de 203 países e saldo superior a US$ 100 bilhões. 

DILMA SOFREU PARA CONFIRMAR HENRIQUE EDUARDO ALVES NO MINISTÉRIO

Foi difícil para Dilma aceitar a nomeação do ex-deputado Henrique Eduardo Alves para o Ministério do Turismo. Ela o detesta, e não é de hoje, mas teve de ceder à pressão do PMDB, conduzida pelo vice Michel Temer, como gesto de “boa vontade” em relação ao deputado Eduardo Cunha. O presidente da Câmara tratava a nomeação de Henrique Alves para o ministério como uma “questão de honra”. Dilma não gosta de Henrique desde quando, líder do PMDB, enviou à então ministra um bambolê para ajudá-la a “ganhar jogo de cintura”. Dilma cedeu, mas deu a Henrique Alves o Turismo, com orçamento de R$ 523 milhões, dez vezes menos que os R$ 5,9 bilhões da Integração. Henrique sonha com o Ministério da Integração porque seu pai, Aloisio Alves, ocupou o mesmo cargo. Mas se chamava Integração Regional. (Claudio Humberto)

GOVERNO APLICA CALOTE E NÃO PAGA O HELICÓPTERO USADO POR DILMA

O descontrole nos gastos do governo Dilma fez o Brasil aplicar calote de R$ 455 milhões na Helibrás, subsidiária da francesa Eurocopter, na aquisição de 50 helicópteros, em 2008. Um desses helicópteros é utilizado para o transporte da presidente Dilma, em Brasília. O valor do calote equivale a 35% dos R$ 1,29 bilhão que deveriam ter sido pagos em 2014, e começa a complicar futuros acordos com outros países. A dívida entrou em “restos a pagar”, mas, com o ajuste, a França pode esperar um novo calote da parcela de 2015 no valor de R$ 540 milhões. Após desdenhar do contrato dos helicópteros (“é coisa do Jobim”), o Ministério da Defesa culpou o contingenciamento de 2014. Recentemente, o Brasil perdeu o direito a voto no Tribunal Penal Internacional devido às dívidas com a Organização das Nações Unidas. Há relatórios da ONU que demonstram que o Brasil é conhecido mau pagador por lá. Está inadimplente desde 2009 com as missões de paz.

Ontem a empreiteira pediu recuperação judicial afirmando que quebrou porque roubava a Petrobras.Hoje PF prende seu presidente do Conselho de Adminstraçao.


Na quinta-feira, a Galvão Engenharia informou que entrou com pedido de recuperação judicial. Segundo comunicado divulgado pela empresa, a decisão é resultado de sua “atual condição financeira”, “agravada pela inadimplência de alguns de seus principais clientes, dentre eles a Petrobras. A companhia estatal não honrou pagamentos de serviços adicionais executados, por ela solicitados e atestados”. Obviamente, valores carregados de propinas para pagar os corruptos do PT e seus aliados. Aí a Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira, 27, o empresário Dario Galvão, acionista da empreiteira Galvão engenharia. Ele é presidente do conselho de administração da empresa. A prisão de Dario Galvão foi decretada pelo juiz Sergio Moro, que conduz todas as ações penais da Operação Lava Jato. A Polícia Federal executa, pelo menos, outros dois mandados de prisão e busca. O outro preso é Guilherme Esteves, apontado pela força-tarefa como operador do esquema de corrupção que operava na Petrobrás. A Galvão Engenharia é uma das 16 empreiteiras alvo da investigação sobre propinas, corrupção e carteirização na Petrobrás. Um dos executivos da empreiteira, Erton Medeiros, está preso desde novembro. Nos últimos dias, dois empreiteiros fizeram revelações à força-tarefa da Lava Jato, acerca do envolvimento de outros empresários. Um deles é Gerson Almada, da Engevix Engenharia. O outro é o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia. Dario Galvão é alvo de ordem de prisão preventiva.