sábado, 4 de abril de 2015

Incêndio em Santos aumenta e governo paulista cria gabinete de crise


Mais um tanque foi atingido pelas chamas no pátio da Ultracargo, em Santos, litoral sul de São Paulo, e o incêndio no local voltou a se alastrar neste sábado. Segundo a empresa, o tonel armazena gasolina e fica em um grupo de quatro tanques, próximo aos outros cinco incendiados desde quinta-feira - em dois deles, o fogo foi extinto na noite de sexta-feira, após todo o combustível armazenado se queimar. Assim, quatro tonéis pegam fogo desde o início da tarde deste sábado, em diferentes bacias de contenção no cais da Alemoa, no Porto de Santos. Diante do aumento do fogo, o governo de São Paulo decidiu instalar um gabinete de crise, formado pelo vice-governador e quatro secretários de Estado, para tomar providências em relação ao incêndio, que pode se alastrar ainda mais - novas explosões também não estão descartadas. Ao lado do último tanque incendiado há outros dois. Um deles está vazio e o outro contém etanol. Eles não foram afetados até o momento. O novo incêndio começou no início da tarde deste sábado, apesar dos esforços dos bombeiros para conter a expansão do fogo. O porta-voz do Corpo de Bombeiros de Santos, capitão Marcos Palumbo, disse que não há expectativa sobre em quanto tempo as chamas podem ser controladas. Segundo ele, o fogo em um tanque com 3 milhões de litros de gasolina pode demorar quatro dias - como os tonéis da Ultracargo possuem capacidade para 6 milhões de litros, o incêndio iniciado neste sábado pode demorar mais oito dias. Palumbo declarou ainda que há dificuldades para preservar os tanques próximos aos já afetados devido às altas temperaturas - até 800 graus Celsius - que fazem evaporar a água usada para apagar as chamas e esfriar os tonéis. O porta-voz dos Bombeiros indicou que até agora foram utilizados 4 bilhões de litros de água extraída do mar por uma embarcação especializada e que o líquido depois é misturado a uma espuma que ajuda a baixar a temperatura ambiente no local do incêndio. O balanço oficial da Prefeitura de Santos indica que 15 pessoas que trabalhavam no local receberam atendimento médico básico, três passaram por uma crise nervosa e um dos bombeiros sofreu uma pequena lesão no olho provocada por uma faísca. Ele permanece em observação, mas fora de perigo, e nenhuma das outras 18 pessoas atendidas foi hospitalizada. Pela exposição às altas temperaturas, os 91 bombeiros qua fazem parte da operação trabalham em contingentes com intervalos. No local foi montado um posto médico para examinar constantemente os socorristas. Devido ao incêndio, um dos acessos ao Porto de Santos foi bloqueado. O governo de São Paulo instalou o gabinete de crise na prefeitura de Santos, com objetivo de acompanhar e tomar providências em relação ao fogo nos tanques da Ultracargo. Fazem parte do grupo o vice-governador, Márcio França, os secretários de governo Saulo de Castro; da Casa Militar, José Roberto Rodrigues de Oliveira; da Segurança Pública, Alexandre de Moraes; e do Meio Ambiente, Patrícia Iglesias. Também integram o comitê o comandante do Corpo de Bombeiros, Marco Aurélio Alves Pinto, e o subsecretário de Comunicação, Marcio Aith.

Vigília marca um ano da morte do menino Bernardo Boldrini




Centenas de pessoas participaram neste sábado de protestos que marcam um ano da morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, no Rio Grande do Sul. O garoto foi morto em 4 de abril do ano passado com uma injeção letal dada pela madrasta e uma amiga dela na cidade de Frederico Westphalen, distante 80 quilômetros de onde moravam, em Três Passos. Na cidade de Santa Maria, onde os corpos de Bernardo e da mãe foram sepultados, a avó materna Jussara Uglione fez vigília em frente ao túmulo da filha e do neto. A casa da família em Três Passos também virou ponto de vigília e orações pela manhã e à tarde. Diversos cartazes com fotos e lembranças de Bernardo e da mãe, Odilaine Uglione, morta em 2010, foram pendurados nas grades da casa. Crianças que estudavam com o menino, pais e vizinhos colocaram flores no local e doze velas - uma referência à idade que ele teria e aos meses que passaram desde o crime. Neste domingo, eles devem rezar uma missa e fazer uma passeata na cidade. Grupos que se organizam nas redes sociais para cobrar Justiça pela morte de Bernardo Boldrini publicaram uma carta escrita pelos amigos da escola. Eles falam da saudade que sentem do menino e dizem que "dói ver o lugar dele vazio na sala de aula". Em um dos trechos, citam as agressões vividas pelo garoto e criticam a omissão do pai dele. "Em setembro, lembramos seu aniversário. E depois de dois dias descobrimos, através de vídeos publicados pela imprensa, que o que você vivia em sua casa era surreal. Descobrimos que o pai, aquele que tem a missão de prover e cuidar, fez exatamente o contrário. Perdemos o chão. Ficamos mais abalados ainda. Perguntamo-nos diversas vezes: "Por que você não nos contou?" Nunca teremos resposta. Você era um forte. Passou por tudo sozinho, sofria calado. Saía de casa, fechava o portão e estava em outro mundo, deixava para dentro do portão a vida sofrida de filho mal cuidado", diz o texto. O imóvel onde Bernardo Boldrini morava e sofreu maus tratos permanece fechado desde que a madrasta, Graciele Ugulini, e o pai, Leandro Boldrini, foram presos preventivamente, acusados de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Também respondem pelo crime a assistente social Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz. Só Leandro e Evandro alegam ainda inocência. Graciele diz que a morte do enteado foi acidental, e Edelvânia afirma que só ajudou a amiga a esconder o corpo sob ameaça. O Ministério Público e a Polícia Civil dizem que há provas do envolvimento dos quatro denunciados no crime, motivado por interesse em bens e problemas de convivência com o menino, no caso do pai e da madrasta, e por recompensa financeira, no caso dos irmãos Wirganovicz. Manobras judiciais emperraram o andamento do processo e eles ainda não têm data para ir a júri popular.

Ultracargo confirma que incêndio atingiu mais um tanque

A Ultracargo confirmou na tarde deste sábado, dia 4, que o incêndio que ocorre desde quinta-feira, em parte de seu terminal em Santos, atingiu mais um tanque. Agora são quatro tanques afetados e este último contém gasolina. O incidente não tem vítimas. De acordo com a empresa, na mesma bacia de contenção existem mais dois tanques que não foram afetados pelo incêndio. Um deles contém etanol e outro está vazio. As equipes de combate às chamas atuam para resfriar o tanque com etanol para evitar que também seja atingido. Segundo a companhia, as empresas que atuam no Porto de Santos cederam equipamentos e funcionários para ajudarem no trabalho de combate ao incêndio em duas frentes: o Plano Integrado de Emergência, da Associação Brasileira de Terminais de Líquidos (ABTL), e o Plano de Ajuda Mútua, que engloba também indústrias dos municípios vizinhos de Cubatão e Mauá.

POLÍCIA FEDERAL INDICA QUE SECRETÁRIO DA RECEITA DO GOVERNO LULA PARTICIPOU DA CORRUPÇÃO NO CARF


A Polícia Federal grampeou, com autorização judicial, ao menos dois telefones de Otacílio Dantas Cartaxo, que no governo do alcaguete Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro Assassinato de reputações") foi o "xerife" que chefiou a Secretaria da Receita Federal entre 2009 e 2010. No governo Dilma, presidiu de 2011 até janeiro deste ano o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão responsável por julgar reclamações de contribuintes em débito com a Receita, e alvo das investigações. Há indícios de que Cartaxo participou do esquema de venda de decisões favoráveis a grandes empresas. A Polícia Federal acha que ele mantinha relações de proximidade com investigados no esquema, entre eles o próprio genro, Leonardo Siade Manzan. Nas escutas, lobistas e conselheiros conversam sobre supostas gestões do ex­secretário em favor de empresas suspeitas de pagar propina no órgão. O monitoramento dos telefones de Cartaxo foi necessário, segundo relatório da Polícia Federal enviado à Justiça Federal, "tendo em vista a suspeita que há sobre este alvo e a sua condição de presidente do Carf". Os investigadores chegaram a pedir a prorrogação das interceptações. Ex-­conselheiro do Carf, o genro de Cartaxo é apontado pela Polícia Federal como um dos principais integrantes do grupo suspeito de operar o esquema de venda de decisões. Na casa dele, os agentes apreenderam R$ 800 mil em dinheiro. Manzan é sócio da SBS Consultoria Empresarial, empresa que, segundo a polícia, foi usada para "dissimular atividades criminosas", como corrupção de conselheiros e lavagem de dinheiro do esquema. A relação com o sogro, segundo um dos relatórios, conferia a Manzan "grande prestígio e influência dentro do Carf, o que ele exerce sem pudor". Os áudios, segundo a Polícia Federal, indicam que Cartaxo, após deixar a presidência do Carf, "passará a trabalhar na consultoria do seu genro, a SBS Consultoria". As conversas entre os investigados, interceptadas na Operação Zelotes, fazem referências a supostas atividades do ex-­chefe da Receita em favor do esquema. Numa delas, o conselheiro Paulo Roberto Cortez diz a um de seus sócios que recebeu um "recado sutil" de Cartaxo por meio do colega Valmir Sandri. O presidente do conselho queria, segundo Cortez, fazê-­lo "calar a boca" sobre a forma como o processo da Gerdau estava sendo conduzido. Em vez de ser relatado por um representante da Fazenda no Carf, o caso ficou sob responsabilidade do próprio Valmir. As investigações mostram indícios de que a Gerdau negociou propina para ter decisão favorável no caso, que envolve uma dívida de R$ 4 bilhões. O processo ainda não foi concluído. 

Sem poder extorquir empresas, Vaccari manda PT demitir e cortar despesas


(Estadão) Demissões, cortes de gastos, aperto orçamentário. Não é apenas o ajuste fiscal proposto pelo governo Dilma Rousseff que tem incomodado o PT. Em meio a uma queda brutal de arrecadação provocada pela redução das doações privadas desde que o tesoureiro João Vaccari Neto passou a ser investigado pela Operação Lava Jato, o partido está enfrentando um ajuste drástico em suas próprias contas. Depois de mais de uma década de bonança, o partido está sendo forçado a economizar por falta de dinheiro, mesmo diante de um forte aumento do Fundo Partidário neste ano – o Congresso aprovou a elevação de R$ 289,56 milhões pagos em 2014 para R$ 867,56 milhões. O uso de passagens aéreas por dirigentes foi limitado, diretórios regionais demitiram funcionários, o aluguel de espaços para eventos foi otimizado e até o uso de telefones foi restrito. Integrantes da Executiva Nacional do PT, órgão responsável pela administração direta do partido, tiveram a verba de telefonemas reduzida de R$ 500,00 para R$ 100,00. Muitos deles preferiram trocar de celular, optando por operadoras mais baratas. Verbas com táxi, combustível, alimentação, serviços técnicos de terceiros, advogados e gráficas também foram contingenciadas. Segundo a direção do partido, a única área que não foi afetada é a de comunicação, para onde são direcionados todos recursos economizados em outras despesas. Apesar disso a implantação da TV PT está atrasada em quase um mês. Na reunião do ex-presidente e alcaguete Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Junior, em seu livro "Assassinato de reputações") com presidentes estaduais e dirigentes, na segunda-feira passada, quase toda a executiva petista viajou com passagens pagas do próprio bolso ou compradas com pontos acumulados em programas de fidelidade. Desde o início deste ano, o único dirigente que tem autonomia para reservar passagens aéreas sem pedir autorização é o presidente nacional do partido, Rui Falcão. Depois dos gastos com pessoal, que em 2013 somaram R$ 13 milhões, as viagens são o principal item de despesas do PT, com R$ 7 milhões. No aniversário de 35 anos realizado em Belo Horizonte, em fevereiro, dirigentes de outros Estados que participaram de um seminário de formação política pagaram as despesas do próprio bolso. Vários deles percorreram centenas de quilômetros de automóvel e fizeram vaquinhas para pagar o combustível. Alguns se hospedaram de favor nas casas de amigos ou correligionários. A festa contrastou com a época das vacas gordas, quando dezenas de convidados eram hospedados nos melhores hotéis das cidades com todas despesas custeadas pelo partido. O evento, que nos primeiros anos do PT no governo incluía shows musicais, jantares, bancas de charutos e produções hollywoodianas, este ano contou apenas com um ato político no Minas Centro. A música ficou por conta de um violeiro solitário. Embora tenham relativa autonomia financeira em relação ao diretório nacional, os diretórios estaduais do partido também estão fazendo ajustes. O partido não tem números fechados mas estima que mais de 30 pessoas foram demitidas nos escritórios estaduais do partido este ano. Os mais afetados foram Rio Grande do Sul e São Paulo que, além de perderem o apoio nacional, tiveram os repasses do fundo partidário suspenso por erros de contabilidade. Em 2013, ano do último balanço disponível, a direção nacional repassou R$ 92,5 milhões para Estados e municípios, dos quais cerca de R$ 35 milhões são frutos de doações privadas – o restante saiu do Fundo Partidário. A crise financeira do PT está diretamente ligada à Operação Lava Jato. De acordo com depoimentos colhidos pela Polícia Federal, empresas que prestavam serviços à Petrobrás repassavam parte da propina ao PT por meio de doações oficiais ao partido. Segundo eles, o operador do esquema era Vaccari, que é réu na ação que julga os desvios na estatal. Embora tenham sido feitas dentro da legislação eleitoral, com recibos e registros contábeis, as doações são investigadas como dinheiro de corrupção. Isso afugentou outros doadores. Vaccari tem dito que as doações privadas ao PT simplesmente acabaram. De acordo com a prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral relativa a 2013, as contribuições de pessoas jurídicas foram o principal item de receitas do PT, responsável por R$ 79,7 dos R$ 170 milhões recebidos pelo partido. Em segundo lugar vem o Fundo Partidário, com R$ 58,3 milhões e em terceiro o “dízimo” cobrado dos filiados que ocupam cargos eletivos ou comissionados em administrações petistas, de onde saíram R$ 32,6 milhões. Vaccari diz que não há porcentual específico para o ajuste, mas confirma a contenção. Segundo ele, as atividades fundamentais do PT serão preservadas.

Empreiteiras da Lava-Jato desviaram mais de R$ 150 milhões em dezenas de obras em todo País; CGU sabia, mas não puniu


O atual ministro da CGU é Valdir Moysés Simão. Quando nomeado por Dilma, ele era o número dois da Casa Civil, por onde passaram Zé Dirceu, Palocci, Erenice, Gleisi. Casa Civil, verdadeiro antro de tantos escândalos de corrupção. O ministro vem da Receita Federal, que chegou a comandar como secretário-adjunto durante o início das falcatruas que geraram a Operação Zelotes. Conhece muito bem fiscalização. É um especialista! A CGU se queixa de falta de dinheiro. O Brasil se queixa da falta de fiscalização de uma instituição que atua para blindar o governo, sentando em cima de processos como estes relatados abaixo na reportagem de O Globo.

(O Globo) Empresas investigadas na Operação Lava-Jato, que apura principalmente o esquema de corrupção na Petrobras, já foram responsáveis por obras de transporte que causaram prejuízos milionários aos cofres públicos. Entre 2005 e 2011, segundo auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), houve irregularidades de pelo menos R$ 89,6 milhões. O total de irregularidades, entre verbas superfaturadas e perdas que só foram evitadas pela ação de órgãos de controle, é de R$ 154,3 milhões, em valores da época. Anteontem, o GLOBO revelou que o presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, confessou à Justiça que a empreiteira pagou propina para executar obras na Ferrovia Norte-Sul, nos mesmos moldes das operações com os contratos da Petrobras. O dinheiro, disse, irrigou os cofres de partidos políticos e agentes públicos. O depoimento foi dado no processo de delação premiada, por meio do qual ele está colaborando em troca da redução da pena. Em março, o GLOBO mostrou que Avancini confirmara o pagamento de R$ 100 milhões em propina para obter contratos de obras na usina hidrelétrica de Belo Monte. O ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, solicitou à Valec, estatal ligada à pasta, cópias dos contratos sob suspeita envolvendo a Ferrovia Norte-Sul, citados na reportagem do GLOBO da última quinta-feira. A auditoria da CGU que apontou outras irregularidades foi feita em 2011, após o escândalo que atingiu o Ministério dos Transportes e levou à demissão do então ministro Alfredo Nascimento, hoje deputado (PR-AM). O relatório tem 253 páginas e cita problemas em 12 obras rodoviárias e três ferroviárias e na contratação de duas empresas. Em duas dessas obras — a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e a duplicação da BR-101, no Nordeste —, há pendências com empresas investigadas Lava-Jato. Na BR-101, o prejuízo se concentrou no lote 7 da obra de duplicação da rodovia, orçado em R$ 356,1 milhões. A obra, sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Ministério dos Transportes, ficou a cargo de um consórcio formado por Queiroz Galvão, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Barbosa Melo. As três primeiras também estão sendo investigadas na Lava-Jato. Segundo a CGU, houve irregularidades de R$ 89,6 milhões causados por má execução da obra, superfaturamento, superestimativa de serviços e projeto executivo deficiente. As perdas podem ter sido maiores. Em relação aos serviço de terraplanagem, a CGU estima um prejuízo extra em potencial de R$ 20,6 milhões. No caso das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, sob responsabilidade da Valec, só não chegou a haver prejuízo porque as irregularidades foram descobertas e os valores, corrigidos antes do desembolso. A obra, orçada em R$ 1,65 bilhão, foi dividida em lotes. O consórcio formado pelas empreiteiras Galvão Engenharia e OAS, também investigadas na Lava-Jato, ficou com um lote. A CGU constatou sobrepreço de R$ 14,7 milhões nos serviços de terraplanagem. Somados aos R$ 29,47 detectados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), as irregularidades somaram R$ 44,2 milhões. O Dnit determinou uma devassa nos contratos novos ou em vigor com empreiteiras citadas na Lava-Jato desde 2010. O Ministério dos Transportes informou que o Dnit “decidiu iniciar auditoria em cada um desses contratos e determinar às superintendências regionais que identifiquem e disponibilizem para a sede (em Brasília) toda a documentação referente a eventuais processos e contratos dessas empresas (citadas na Lava-Jato)”. A Valec informou que “mantém os procedimentos referentes às contratações públicas, previstos na legislação vigente”. Várias das obras citadas na auditoria, como a da Fiol, foram citadas em reportagens, levando à investigação da CGU. Outras, como a BR-101, foram incluídas por iniciativa da própria CGU. “Embora não conste no rol de obras citadas nas recentes denúncias, a obra da BR-101/NE foi aqui incluída pelo seu caráter emblemático, representativa que é da tipologia de problemas que se repetem em inúmeras obras do Dnit”, escreveu a CGU no relatório. A CGU usa palavras fortes para descrever as irregularidades na duplicação da rodovia. Segundo o órgão, a obra “é, sem dúvida, o caso que evidencia de forma mais clara como a combinação de fatores, a exemplo da existência de cláusulas restritivas no edital de licitação, o descaso com a confecção e a análise dos projetos de engenharia, a falência do modelo de supervisão de obras e a conivência da fiscalização, podem representar prejuízos significativos ao erário público, materializados pela medição de serviços não executados, pela necessidade constante de revisões de projeto em fase de obra com repercussão financeira, algumas das quais resultantes de erros grosseiros de projeto e pela falta de qualidade dos serviços entregues”. Nos últimos anos, as grandes empreiteiras deixaram os contratos do Dnit, dando espaço a companhias de médio e pequeno portes. Em 2010, porém, elas ainda tinham forte atuação na construção e manutenção de estradas. A redução da participação dessas empresas dos leilões do Dnit combinou com a adoção de medidas para coibir formas de corrupção no setor. Segundo o Ministério dos Transportes, nos últimos anos Dnit e Valec passaram a ter acompanhamento sistemático dos órgãos de controle internos e externos ao governo. Seus editais de licitação foram reavaliados para incorporar sugestões da CGU. O governo diz que as instituições passaram a reter pagamentos sempre que identificada irregularidade nos contratos, e aperfeiçoaram os sistemas de acompanhamento e medição das obras. Também foi adotado o regime diferenciado de contratação (RDC), com leilões públicos e orçamentos sigilosos. Ao GLOBO, a CGU informou que não puniu as empresas citadas no relatório nem abriu processos de responsabilização contra elas. “Contudo, caso as investigações da Lava-Jato ou outros trabalhos investigativos revelem informações importantes que apontem a existência de corrupção e atos lesivos à administração, a CGU poderá sim abrir processos de responsabilização com vistas à aplicação de possíveis sanções”, diz o órgão. A CGU comunicou também que a detecção de irregularidades por uma auditoria do órgão não leva necessariamente à abertura de um procedimento administrativo punitivo. “Para que um processo punitivo seja aberto, é necessária a comprovação de corrupção, de atos ilícitos lesivos à administração pública. Nos casos em que as irregularidades apontadas pela auditoria sejam referentes a casos menos graves, como, por exemplo, falhas de gestão, não há a necessidade de abertura de tal processo”, disse a CGU.

OAS IMPÕE TEMOR AOS 916 GAÚCHOS QUE COMPRARAM APARTAMENTOS AO LADO DA ARENA DO GRÊMIO

Os compradores dos 916 apartamentos que estão sendo erguidos ao lado da Arena do Grêmio, em Porto Alegre, pela OAS Empreendimentos ficaram alarmados com a notícia de que a empresa entrou em recuperação judicial, nesta semana. A empresa é investigada pela Operação Lava-Jato. A dívida do grupo passa de R$ 8 bilhões. O medo é de que a obra atrase ou nem seja entregue. A construtora mandou e-mails para parte dos compradores de imóveis no Liberdade, garantindo que o negócio está seguro. A OAS garante que as obras não sofrerão atrasos, e o calendário de construção será seguido rigorosamente. É baixo o risco de paralisação da obra. O empreendimento tem 20% de participação da OAS e 80% da Caixa Econômica Federal, em uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). Distribuídos em sete torres, todos os apartamentos no bairro Liberdade foram vendidos na fase de lançamento, por valores médios que variavam de R$ 260 mil a R$ 370 mil. As primeiras chaves devem ser entregues em setembro e, gradativamente, até final de 2016.

Colunista da Folha diz que postagem de Luciana Genro foi repulsiva


O colunista da Folha de S. Paulo, Igor Gielow, manda este recado curto, duro e grosso para Luciana Genro, a funcionária da Assembléia do Rio Grande do Sul, a qual ganha R$ 16 mil por mês, sem exigência de bater ponto. Neste final de semana, ela diminuiu a morte do filho do governador Geraldo Alckmin. Disse Igor Gielow: "Que as redes sociais expõem o pior do ser humano, isso é uma obviedade. Mas causou especial repulsa nesta sexta (3) ver uma legião de cretinos diminuindo a morte do filho de Lu e Geraldo Alckmin, ao comparar um acidente com o inaceitável assassinato do garoto Eduardo numa "favela pacificada". A dor mais inalcançável é a da perda de um filho. No Alemão ou no Bandeirantes". Luciano Genro jogou os escrúpulos que lhe restavam na lata do lixo, ao fazer comentários depreciativos sobre a morte de Thomas Alckmin.

ATÉ O FINAL DA MANHÃ, 155 VÔOS FORAM CANCELADOS NO BRASIL

A Agência Brasil informou que até o final da manhã deste sábado, 4, 155 vôos foram cancelados nos aeroportos brasileiros e houve atrasos em outros 17 vôos. A maior parte dos cancelamentos ocorreu no terminal Santos Dumont (29), no Rio de Janeiro, e Campinas, com 26 registros. Os números consideram tanto a rede de 60 terminais administrados pela Infraero como os concedidos à iniciativa privada, como os de Brasília/Juscelino Kubitschek (DF), Guarulhos (SP), Viracopos/ Campinas (SP), Galeão /Tom Jobim (RJ), Confins /Tancredo Neves/(MG) e São Gonçalo do Amarante/Natal (RN). No total, 791 vôos estavam previstos para diversos destinos no País e outros 27 para o Exterior. Nos vôos internacionais, não houve registro de cancelamento ou atraso. Durante todo o feriado da Semana Santa, que começou na última quinta-feira, até a próxima segunda-feira (6), a estimativa é que 1,43 milhão de passageiros passem pelos terminais operados pela Infraero. O fluxo esperado é 1,83% menor do que os registrados em 2014, quando 1,46 milhões de pessoas embarcaram e desembarcaram durante o mesmo período. A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos espera que o movimento de passageiros nos cinco dias do feriado ultrapasse em 12% o movimento diário do aeroporto, que é de 27 mil pessoas. O consórcio Inframerica, que administra o terminal de Brasília, aposta no embarque e desembarque de 250 mil passageiros neste período. Os aeroportos de Guarulhos, Tom Jobim, Confins e Natal não divulgaram estimativas para o feriado.