sábado, 25 de abril de 2015

Russos acessam e-mail do presidente Obama

Um grupo de hackers russos invadiu parte dos e-mails do presidente americano, o muçulmano Barack Obama, em outubro do ano passado, informa neste sábado (25) o jornal The New York Times, que cita autoridades americanas ligadas à investigação do caso. Segundo o jornal, o e-mail invadido faz parte das correspondências não confidenciais do presidente, mas indicam que a brecha de segurança no sistema da Casa Branca foi muito mais ampla e preocupante do que as autoridades americanas admitiram. Os hackers, que teriam ligação com o governo russo em Moscou, invadiram também o sistema de comunicação não confidencial do Departamento de Estado, mas, segundo o jornal, não conseguiram entrar no servidor que armazena as mensagens trocadas através do BlackBerry que o muçulmano Obama carrega com ele. Os piratas virtuais conseguiram acessar arquivos de e-mail de funcionários da Casa Branca com quem Obama sempre se comunica. A partir daí, explica o The New York Times, eles obtiveram acesso aos e-mails enviados e recebidos do presidente americano. A Casa Branca disse que nenhuma rede confidencial foi comprometida e que os hackers não conseguiram nenhuma informação secreta. Segundo explica o jornal, muitos dos funcionários da Casa Branca mantêm dois computadores em seus escritórios - um com uma rede de segurança de alto nível e outro conectado com a rede "normal", usada para comunicações que não são confidenciais. As autoridades ligadas à investigação disseram ao The New York Times temer que mesmo essas mensagens não secretas contêm muitas informações consideradas "altamente sensíveis", como cronogramas, comunicação diplomática, debates sobre legislação e discussões políticas. Eles não revelaram ao jornal quantos e-mails de Obama foram lidos pelos hackers ou seu conteúdo. Assessores disseram que a maioria dos relatórios classificados do presidente - como o resumo diário matinal - são recebidos em papel ou oralmente, dentro da proteção da Sala Oval. Mesmo sendo uma invasão menos profunda, a Casa Branca fez questão de manter a brecha de segurança em segredo, destaca o jornal, já que a descoberta foi feita há meses. Fontes do governo americano ouvidas pelo jornal disseram que a invasão foi séria o suficiente para provocar reuniões quase diárias por várias semanas na Casa Branca para debater a brecha e pensar em novos métodos para proteger o rastro eletrônico da comunicação do presidente com o mundo externo. A descoberta da invasão levou ainda ao fechamento parcial do sistema de e-mail da Casa Branca. Tudo já foi restaurado. "É o ângulo russo da história que é particularmente preocupante", disse uma autoridade americana ao jornal. Enquanto os hackers chineses são conhecidos por procurar informações comerciais, explica o The New York Times, os hackers russos costumam atacar alvos políticos e tendem a esconder melhor seu rastro. Esta não foi a primeira vez que o muçulmano Obama foi vítima de hackers. Durante sua campanha presidencial, em 2008, ele foi vítima de um ataque de piratas virtuais chineses. Mas mesmo após a eleição, ele não cedeu às duras restrições impostas pelo cargo. Em 2009, ele convenceu o serviço Secreto, que protege o presidente americano, a liberar o uso de seu BlackBerry e o envio de e-mails. Ele recebeu um smartphone especial, com segurança de alto nível, e teve a lista de endereços com quem pode se comunicar reduzida. Na quinta-feira passada (23), o secretário de Defesa, Ashton Carter, revelou pela primeira vez que os hackers russos atacaram o sistema não classificado do Pentágono. Ele afirmou que os hackers foram identificados.

De Dilma Rousseff a Dilma Rousseff

Após mais de dez horas reunida com ministros e presidentes de instituições bancárias públicas no Palácio da Alvorada, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff encerrou o encontro sem qualquer definição para seu novo plano de desenvolvimento da infraestrutura nacional. De acordo com assessores da presidente, a reunião não foi conclusiva, portanto, outras reuniões ainda terão de ser agendadas. Não há previsão de quando ocorrerão esses próximos encontros. Dez horas é o tempo de voo entre São Paulo e Nova York. A diferença é que você chega ao seu destino. No governo de Dilma Rousseff, você demora dez horas para ir de Dilma Rousseff a Dilma Rousseff. Ou seja, para sair do nada e chegar a lugar nenhum.

OPERAÇÃO PAVLOVA, DA POLÍCIA FEDERAL, INDICIA EMPRESÁRIO PATRICK LUCCHESE, FILHO DO CIRURGIÃO CARDÍACO FERNANDO LUCCHESE, E GENRO DO EMPRESÁRIO NELSON SIROTSKI,


Deflagrada em 15 de abril, a operação Pavlova, da Polícia Federal, investigou crimes financeiros praticados desde 2011 a partir do Rio Grande do Sul e que geraram desvios milionários a empresas do ramo de seguros, capitalização e previdência. Contratos para prestações de serviços que não eram realizados ultrapassaram cifras de R$ 10 e até de R$ 20 milhões. O delegado de repressão a crimes financeiros, Tiago Busato, admite não ter o montante exato do prejuízo. “Colhemos, hoje, uma grande quantidade de provas e documentos. Vamos fazer uma análise do conteúdo probatório, mas dá para garantir que alguns contratos envolviam cifras milionárias”, adiantou. Para tentar reverter as perdas, foram bloqueados as contas bancárias e os bens dos investigados, como cinco veículos de luxo, além de imóveis localizados dentro e fora do Rio Grande do Sul. A procuradora federal Patrícia Weber explicou que o patrimônio das empresas do segmento é baseado nos recursos mensais pagos pelos segurados. “Se o fluxo financeiro das instituições está comprometido, gerando endividamento e situação de falência, quem fica prejudicado é o cliente que não garante o benefício em caso de necessidade. Desse modo, a prática gera uma preocupação social e o segurado é lesado diretamente”, afirmou ela. Os crimes praticados foram lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e gestão fraudulenta. Quatro empresários e um advogado, suspeitos de participarem do esquema, já prestaram depoimento, Desse grupo, pelo menos quatro foram indiciados. Nesse grupo está Patrick Lucchese, filho do cirurgião cardíaco Fernando Lucchese, que é casado com uma filha do empresário Nelson Sirotski. 

TRAFICANTE BRASILEIRO VAI SER EXECUTADO A TIRO ATÉ TERÇA-FEIRA NA INDONÉSIA


A família do traficante paranaense Muxfeldt Gularte, de 42 anos, já foi informada oficialmente que ele será executado,segundo o G1. Como a lei indonésia prevê que os presos sejam informados com 72 horas de antecedência, Gularte poderá ser morto a partir de terça-feira. A Indonésia convocou o representante da Embaixada do Brasil no país, juntamente com os diplomatas de todos os países que têm cidadãos no corredor da morte, para comparecerem a uma reunião neste sábado, na prisão de Nusakambangan, em Cilacap, a 400 km de Jacarta, para serem informados sobre os próximos passos a serem adotados em relação aos condenados. Embora o assunto não tenha sido adiantado, a praxe é que os governos sejam convocados para tomar conhecimento da execução 72 horas antes de ela ocorrer. Em mais uma tentativa de evitar a morte do traficante Rodrigo Gularte, o representante da Indonésia no Brasil foi chamado ao Itamaraty, no fim da tarde de sexta-feira, para ouvir um novo pedido de clemência.

Aécio quer segurança jurídica e oposição unida para pedir impeachment de Dilma


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), divulgou há pouco uma nota em que diz que a definição do partido sobre um eventual pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff será tomada com "cautela e responsabilidade que têm pautado nossa posição até aqui". "Continuaremos ouvindo juristas que se debruçam sobre as denúncias que vêm surgindo e, principalmente, tomaremos a decisão, conforme definido em reunião recente, de forma conjunta com os partidos de oposição", destacou o tucano. Aécio Neves aproveitou o comunicado para elogiar o líder do partido na Câmara, Carlos Sampaio (SP). Segundo Aécio, Sampaio "cumpre corretamente seu papel ao externar a já conhecida posição da bancada da Câmara sobre impeachment". Nesta sexta-feira, 24, Sampaio gerou um mal estar na cúpula do PSDB a respeito do momento certo de apresentar o pedido de afastamento de Dilma. Pela manhã, ele disse que, se dependesse da bancada do PSDB, o pedido seria protocolado até a próxima quarta-feira. A declaração repercutiu mal no comando do partido, que ainda aguarda a avaliação de juristas para se posicionar oficialmente sobre o assunto. O presidente do PSDB telefonou para Sampaio e exigiu dele um esclarecimento. À noite, o líder do partido na Câmara relativizou o que havia dito. "Talvez tenha me expressado mal. Vou na terça pela manhã tomar um café com o Aécio para levar a posição da bancada, para ouvi-lo. Ouvi-lo mesmo, porque a decisão tem que ser conjunta. Não faria sentido eu falar: 'Eu vou na terça ouvir o Aécio' e na quarta eu entro (com o pedido se houver concordância do partido)", disse o líder. "Vou levar a posição da bancada. Para a bancada, não tem mais o que aguardar. Já temos os elementos e daí vamos decidir conjuntamente".

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO RIO GRANDE DO SUL JOGA DINHEIRO PELO RALO EM EXTRAVAGÂNCIAS ENQUANTO FALTA TUDO NO ESTADO, O GOVERNADOR É OBRIGADO A SUSPENDER O PAGAMENTO DA DÍVIDA COM A UNIÃO PARA PODER PAGAR A FOLHA DO FUNCIONALISMO


Parece que baixou uma espécie de demência coletiva na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul na cabeça dos 55 deputados. Embora o Estado viva em uma crise financeira como nunca se viu, com o governador José Ivo Sartori chegando ao ponto de suspender o pagamento da dívida com a União para poder pagar o salário do funcionalismo, a Assembléia Legislativa não vê problemas em fazer gastos supérfluos e extravagantes. Por exemplo, autorizar pagamento de quase 5 mil reais por cerca de 60 minutos de bandoneon. Veja o ato da mesa que foi publicado no Diário Oficial da casa:
SÚMULA DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO
Processo n.º 1815-01.00/15-1
Contratada: Arte & Cultura Produções Ltda. – ME.
Objeto: apresentação do músico Carlittos Magallanes, no dia 29 de abril próximo, no sarau especial de abertura da temporada do projeto Sarau no Solar, ano 2015.
Valor: R$ 4.660,00 (quatro mil seiscentos e sessenta reais).
Fundamento Legal: art. 25, III, da Lei Federal n.º 8.666/93.
Dotação Orçamentária: Função 01 – Legislativa, Subfunção 0031 – Ação Legislativa, Atividade 6657 - Aproximação da Assembleia Legislativa à Sociedade, Subtítulo 001 – Relações Públicas e Atividades Culturais, Elemento 3.3.90.39 – Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Jurídica.
Ratificado em: 15 de abril de 2015.
Porto Alegre, 15 de abril de 2015.
Deputada Silvana Covatti,
1.ª Secretária.
O motivo alegado para fazer esse pagamento é o de "aproximação da Assembléia Legislativa à Sociedade". Os caras, definitivamente, perderam noção das coisas, vivem em um mundo virtual. Além disso, tem uma caravana deles, neste momento, fazendo turismo no Exterior, em viagem secreta, com tudo pago pelo Estado. Levaram suas mulheres também?

QUANTO VALE UM MANDATO ELEITORAL, E O QUE ISSO DESPERTA

O deputado estadual Jardel, ex-centroavante do Grêmio, eleito devido a esta qualidade, assumiu o mandato no Rio Grande do Sul e por ser o único representante de seu partido, o PSD, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, teve o direito de também nomear assessores para uma coordenação de bancada (bancada de um só parlamentar, ele próprio). Chegou à Assembléia Legislativa e encontrou todos os 25 cargos, mais do que um pelotão, quase um batalhão, todos nomeados pela direção partidária. Vale dizer que o PSD gaúcho não passa de uma sucursal dos donos do PTB do Rio Grande do Sul. Quem fez as nomeações são os barões do PTB. Resumindo: o mandato de Jardel vale cerca de 500 mil reais por mês, só em nomeações para CCs e diárias (estas diárias podem ser sacadas pelos deputados, quatro por semana, e também por seus assessores, na mesma medida, é uma fábrica de remunerações extras, sem qualquer desconto, porque têm caráter indenizatório). Ora, 500 mil reais por mês é dinheiro para fazer brilhar o olhinho de qualquer um. Alguém assoprou para Jardel o que estava acontecendo nas costas dele. E Jardel resolveu reagir. Demitiu 25 do esquema do baronato do PTB. Resultado: agora ele será alvo da vingança, mais cedo ou mais tarde. Não vão faltar esforços para cassar o seu mandato. E já começam as conversas de que Jardel nomeou para um dos cargos, de 7 mil reais, a própria empregada doméstica. Terá acontecido isto mesmo? Uma coisa é certa: Jardel está no centro do alvo. É bom que seu advogado, o sombra responsável por suas atitudes, esteja muito atento, porque estão ocorrendo devassas por todo lado.

Lava Jato segue a pista: dinheiro de propina para blogs governistas


O Ministério Público identificou quatro pagamentos, de 30 000 reais cada um, das contas de uma empresa do lobista Milton Pascowitch para a editora 247, que mantém na internet o site Brasil 247. Os pagamentos foram feitos no segundo semestre do ano passado, em 15 de setembro, 10 de outubro, 11 de novembro e 10 de dezembro, e aparecem na quebra de sigilo da Jamp, empresa de Pascowitch investigada na Operação Lava Jato. O documento da quebra de sigilo mostra que os valores saíram de uma conta da Jamp no banco Itaú (agência 4005, conta 02233-2) para a conta da editora 247, no Bradesco (agência 6621, conta 140400-8). Um dos donos da editora 247, segundo documentos na Junta Comercial, é o jornalista Leonardo Attuch, cujo nome já apareceu em uma das anotações do doleiro Alberto Youssef, com beneficiário de seis pagamentos de 40 000 reais. O Ministério Público investiga a Jamp, uma empresa de fachada criada com a finalidade de lavar dinheiro e que, suspeita-se, tenha servido para repassar dinheiro do esquema da Petrobras para os blogs de mercenários a soldo do governo e do PT. Em seu depoimento, o vice-presidente da Engevix, Gerson Almada, declarou à Justiça que Milton Pascowitch foi contratado para fazer lobby junto à diretoria de Serviços da Petrobras e ao PT. O dinheiro da propina passava por ele e chegava até Pedro Barusco, que o repassava a Renato Duque. No Partido dos Trabalhadores, segundo as investigações, o dinheiro da propina pode ter chegado por meio da JD Consultoria, empresa do mensaleiro José Dirceu. Ao todo, a Engevix pagou cerca de 8 milhões de reais em propina. 

Marta Suplicy: "O PT traiu os brasileiros"


Marta Suplicy foi deputada, prefeita de São Paulo, ministra do Turismo, da Cultura e atualmente cumpre mandato de senadora. Sempre pelo PT, partido em que milita desde o início da década de 80. Trinta e cinco anos, de muitas vitórias e algumas derrotas, um mensalão e um petrolão depois, que descreve como uma "avalanche de corrupção", ela decidiu deixar a legenda a que dedicou metade de sua vida. Marta tem convite de quase todos os partidos políticos do Brasil, mas se inclina mais para o PSB de Eduardo Campos, o candidato morto em um desastre de avião na campanha presidencial do ano passado. Enquanto desenhava estrelinhas em uma folha de papel, Marta falou a VEJA de seus motivos para romper com o PT e de seu "projeto de nação".
A senhora saiu do PT ou o PT a deixou antes? 
Tenho muito orgulho de ter ajudado a fundar o PT. Acreditei, me envolvi, trabalhei décadas, com dedicação total. Saio do PT porque, simplesmente, não é o partido que ajudei a criar. O PT se distanciou dos seus princípios éticos, das suas bases e de seus ideais. Dessa forma traiu milhões de eleitores e simpatizantes. Eu sou mais uma entre as pessoas que se decepcionaram com o PT e não enxergam a possibilidade de o partido retomar sua essência. Respondendo a sua pergunta, estou segura de que meus princípios nunca mudaram, são os mesmos da fundação do PT, os mesmos com os quais criei os meus três filhos. Agora tenho um desafio, o desafio do novo. Quero ter um projeto para o meu País. Um projeto em que acredite. É isso que eu vou buscar.
O que mais pesou na sua decisão? 
O componente ético é muito forte. A decepção foi tremenda. Não foi fácil ver os integrantes da cúpula do partido na prisão. Discordo da maneira pública pela qual eles foram julgados e sentenciados. O processo judicial pode ter sido perfeito, mas a humilhação pública que eles sofreram não se justifica. Por essa razão eu não me manifestei durante o julgamento do mensalão. Mas senti que havia um profundo distanciamento do que nós, petistas, queríamos para o Brasil. Reconheço o muito que já se fez em termos de diminuição da pobreza e do aumento da mobilidade social. Mas eu percebo também que a cúpula se fechou e, cercada por interesses corporativistas de certos movimentos sociais e sindicalistas, trabalha apenas para se manter no poder. O PT não tem mais projeto para o Brasil. Se não recuperar seus princípios éticos, da fundação, não voltar às suas bases, se ficar só no corporativismo, o PT vai virar uma pequena agremiação. Teria chance se fosse no caminho oposto, mantendo sua base social, mas incorporando uma classe média que ele mesmo ajudou a criar. Mas, se você perguntar se o PT fará o que é preciso para se salvar, minha é resposta é não.
Houve uma gota d'água? 
A escolha do Fernando Haddad para ser candidato à prefeitura de São Paulo, em 2012, foi muito difícil para mim. Mas respirei fundo e fiz campanha para ele. Sei que minha participação foi fundamental para a vitória do Haddad. Antes já tinha sido praticamente abandonada na minha eleição para o Senado. Ganhei com enorme dificuldade. O PT fez campanha muito mais forte para o candidato Netinho do que para mim. Então comecei a pensar no que estava fazendo no PT. Em 2014, meu nome nem foi cogitado para a corrida ao governo de São Paulo, embora eu tivesse 30% das intenções de voto. Aí vem essa avalanche de corrupção. Engoli muita coisa na política. Mas, quando vi que estava em um partido que não tem mais nada a ver comigo, que não luta pelas bandeiras pelas quais eu me bati e que ainda me tolhe as possibilidades - e eu sei que sou boa -, a decisão de sair ficou fácil.
A senhora não viu os sinais da "avalanche de corrupção" no PT? 
Não, porque eu nunca participei disso. Não tinha a mais leve idéia. Como a maioria dos petistas não tinha também. Se você não estava ali naquela meia dúzia, você não sabia.
Quando ficou evidente sua saída, a máquina de destruição de reputações do partido começou a agir com a acusação de que a senhora, uma aristocrata, nunca foi realmente do PT. Isso magoa?
Essas pessoas nunca estiveram na minha pele. Dei ao PT uma cara de classe média palatável. Isso abriu outro horizonte, com a adesão de uma classe média que não se identificava com o sindicalismo. Se não posso dizer que a inventei, tenho certeza de que contribuí muito para a modernidade do PT. Esse tipo de crítica não me afeta.
A senhora teve um papel de destaque no "Volta, Lula", movimento para afastar Dilma e lançar como candidato o ex-presidente. Por quê? 
Eu tinha certeza de que, se a Dilma vencesse, teria um segundo mandato muito difícil, como está sendo efetivamente. Achava que com o Lula teríamos condição de rever com clareza os erros cometidos e, assim, reunir força política para tirar o Brasil daquela situação. A maioria dos deputados e dos senadores preferia a candidatura do Lula pelas mesmas razões que as minhas. Eles só foram mais cuidadosos.
COMENTO - a entrevista de Marta Suplicy para a Veja, um anúncio público de sua saída do PT, é um exemplo acabado e refinado do cinismo político dessa petista que nunca deixará de ser petista. Ela sai do partido mantendo-se como uma lulista ferrenha e, em outro partido, estará apenas trabalhando para estender as pontes de comunicação de Lula com outras agremiações em suas pretensões políticas futuras. Marta Suplicy se diz "boa" em política. Não é. Ela é cínica porque, se fosse "boa", seria impossível não detectar a avalanche de corrupção que se abateu sobre o PT e os petistas. E ela mesma está envolvida até hoje em grossas lambanças criadas durante sua gestão na prefeitura de São Paulo, entre elas o multibilionário processo de licitação do lixo, que se arrasta há uma década na Justiça paulista, sem ter tido ainda uma sentença em primeiro grau. O que é um monumental exemplo do comprometimento da Justiça, e de quanto a Justiça se enlameia em suas relações com o petismo. 

O triplex de Lula

Léo Pinheiro, da OAS, está disposto a detonar Lula. E ele sabe tudo. Como disse a Veja: "De todos os empresários presos na Lava Jato, Léo Pinheiro é o único que se define como simpatizante do PT. O empreiteiro conheceu Lula ainda nos tempos de sindicalismo, contribuiu para suas primeiras campanhas e tornou-se um de seus mais íntimos amigos no poder". E também: "Como é da natureza do capitalismo de estado brasileiro, as relações amigáveis são ancoradas em interesses mútuos. Léo Pinheiro se orgulhava de jamais dizer não aos pedidos de Lula". O triplex de Lula no Guarujá foi comprado por meio da Bancoop, a cooperativa dos bancários de São Paulo que, com Vaccari à frente, teve dinheiro desviado para o PT e deixou 3 000 mutuários sem casa. O prédio no Guarujá, atipicamente, foi incorporado e finalizado pela OAS. No mesmo prédio, Vaccari tem um apartamento. Uma mão suja a outra: Lula atuou como lobista da OAS no caso de uma rodovia na Costa Rica, cuja licitação, repleta de irregularidades, teve de ser desfeita. Sim, Léo Pinheiro sabe tudo.

"A gente precisa ajudar o Lula nisso"

Todos os principais pontos da reportagem da Veja baseiam-se em anotações que Léo Pinheiro fez na prisão. O capítulo reservado a Rosemary Noronha diz que a ex-amante de Lula, que fazia negócios escusos como chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, foi ajudada por Léo Pinheiro depois de ele ouvir de um interlocutor que "a gente precisa ajudar o Lula nisso". Bastou para que o unicórnio João Batista de Oliveira, marido de Rosemary Noronha, conseguisse um emprego com bom salário. E para que a ex-amante de Lula fosse defendida na Justiça por uma banca de 38 advogados. (O Antagonista)

Lula é promíscuo

A reportagem da Veja, apesar de não trazer revelações sobre a participação de Lula no petrolão, evidencia as relações promíscuas do ex-presidente da República com empreiteiras que sangraram os cofres públicos em grandes obras licitadas fraudulentamente pelos governos petistas. O que já estava claro com Ricardo Pessoa, da UTC, fica ainda mais transparente com as anotações de Léo Pinheiro, da OAS. E certamente será destruidor o dia em que vierem à tona o toma-lá-dá-cá entre a Odebrecht e Lula. O que já foi exposto pela Justiça e relatado na imprensa sobre o petrolão e adjacências seria suficiente, em latitudes mais civilizadas, para processar Lula, tirar Dilma Rousseff do Planalto e cassar o registro do PT. É muito grave tudo o que a Veja e outras publicações vêm narrando, mas o Brasil peca pela falta de gravidade. Bomba atômica, aqui, pode virar traque. (O Antagonista)

A Justiça, a vingança, a sobrevivência

De acordo com o que um dos assessores de Léo Pinheiro disse à Veja, "a única coisa que impediu o Léo até agora de colaborar com a Justiça é a perspectiva de sua libertação, que alguns advogados asseguram que vai ocorrer em breve". É o mesmo caso de Ricardo Pessoa, da UTC, que também mandou recados por meio da revista. Ambos os presos contam, na verdade, é com a impunidade promovida pela Justiça brasileira, quando os réus são poderosos. Léo Pinheiro e Ricardo Pessoa estão certos de que:
a) Se não fizerem delação premiada, serão em breve soltos por habeas corpus expedidos pelos "garantistas" e petistas do STF
b) Uma vez processados e condenados, poderão recorrer tantas vezes em liberdade, que demorará pelo menos uma uma década para serem sentenciados em definitivo -- e provavelmente ficarão na cadeia por muito pouco tempo
c) Se vingarem os acordos de leniência espúrios que a Controladoria-Geral da União quer firmar com as empreiteiras do petrolão, eles terão garantidos o dinheiro que lhes permitirá continuarem a viver como nababos
O juiz Sergio Moro vem alertando sobre os absurdos da Justiça brasileira nos seus artigos e despachos. É atacado sistematicamente, inclusive por jornalistas. Precisamos cerrar fileiras com ele e os procuradores da Lava Jato, porque esse bravo pessoal de Curitiba está do lado do país que trabalha, estuda, paga impostos e quer uma nação digna para todos. Pressionemos para eles possam apertar ainda mais o torniquete e implodir boa parte do sistema de compra e venda instaurado no meio político e empresarial. A Veja apela para Léo Pinheiro consultar a sua consciência e partir para a delação premiada. O Antagonista prefere aconselhar Léo Pinheiro a ser vingativo e fazer a delação premiada. A OAS está quebrando e o dono e fundador da empreiteira, César Mata Pires, não se conforma com o fato de a Odebrecht não ter tido ninguém preso até agora. Vingue-se em nome do seu patrão, Léo Pinheiro. Foi ele, e não Lula, quem lhe proporcionou tudo o que tem e ainda pode manter. Quanto a você, César Mata Pires, preocupado com os seus herdeiros, o melhor a fazer é apostar na depuração imediata da OAS, porque, como a sociedade está muito à frente da Justiça e dos políticos, uma empresa que não purga os pecados terá chance zero de sobreviver a longo prazo, inclusive por pressão internacional num mundo cada vez mais globalizado. Os acordos de leniência podem até dar refrigério, mas ele será momentâneo. (O Antagonista)

Dinheiro vivo para a reforma da casa

Os operários contratados informalmente para fazer a reforma na casa de campo de Lula, em Atibaia, eram pagos em dinheiro vivo pela OAS. Um deles relatou à Veja: "Ajudei a fazer uma das varandas da casa principal. Me prometeram 800 reais, mas me pagaram 2 000 reais a mais só para garantir que a gente fosse mesmo cumprir o prazo, tudo em dinheiro vivo. Nessa época a gente ganhou dinheiro mesmo. Eu pedi 6 reais por metro cúbico de material transportado. Eles me pagaram o dobro para eu acabar dentro do prazo. Eram 20 000 por vez. Traziam o pacotão, chamavam no canto para ninguém ver, pagavam e iam embora." Dinheiro vivo, mais difícil de ser rastreado. A fonte é a mesma do mensalão e do petrolão: a corrupção.

Lulinha e o apê de 6 milhões de reais

Lulinha, ex-monitor de Jardim Zoológico, ex-gênio na criação de videogames, mora num bairro nobre de São Paulo, num apartamento avaliado em 6 milhões de reais. O apartamento, tal como a casa de campo de Lula, está no nome de Jonas Suassuna, sócio de Lulinha.

BNDES dá sobrevida a empresa de energia elétrica de Eike Batista

O BNDES optou por não antecipar a cobrança de uma dívida de R$ 4,2 bilhões de uma das empresas de Eike Batista. A decisão garantiu a sobrevida da companhia e evitou que o banco tivesse que reconhecer no balanço o risco de perder dinheiro por negócios com o empresário. A empresa em questão é a Eneva, antiga MPX, dona de um grupo de usinas termelétricas, que pertence a Eike Batista e aos alemães da E.ON. Quatro meses atrás, a Eneva entrou em recuperação judicial. O processo, no entanto, englobou apenas uma fatia das dívidas do grupo: R$ 2,4 bilhões de um total de R$ 8,5 bilhões; a recuperação judicial se restringiu à holding, não incluindo as usinas controladas por ela. O BNDES é o maior credor do grupo, mas seus empréstimos foram diretamente às usinas, para sua construção. O banco responde por 74% das dívidas das usinas e metade da dívida total. Documentos demonstram que o BNDES tinha direito de exigir o pagamento antecipado dos empréstimos para as controladas da Eneva em caso de inadimplência da holding. Essa possibilidade está expressa nos contratos entre o BNDES e a antiga MPX, na cláusula de "calote cruzado". Essa cláusula, que segue diretrizes internas do banco público, é comum e serve para dar maior segurança aos credores, já que permite executar a dívida de uma empresa ao primeiro sinal de insolvência no grupo. Se tivesse seguido o caminho mais conservador, o BNDES poderia ter solicitado o pagamento das dívidas e até acionado suas garantias, como fiança bancária, imóveis e maquinário. Mas, caso não recebesse, teria que fazer uma provisão em seu balanço para possíveis perdas. O tema é politicamente delicado para o banco, que pode enfrentar uma CPI no Congresso. A avaliação do banco é que pedir o pagamento antecipado das dívidas da Eneva seria um "tiro no pé", já que as usinas vêm pagando suas prestações em dia e os demais bancos credores também concordaram em aguardar. Além disso, a diretoria do BNDES defende que um banco de fomento não poderia destruir um projeto que gera energia para o País em tempos de escassez. Profissionais envolvidos no caso relataram que a atitude do BNDES vem sendo vital para a sobrevivência da Eneva. Se tivesse "puxado o gatilho", avaliam, o banco teria arrastado as usinas para a recuperação judicial. Quando Eike Batista começou a quebrar, em 2012, a antiga MPX era apontada pelos bancos como a empresa mais saudável de seu império, porque tinha um sócio alemão e já produzia energia. Ou seja, ao contrário da petroleira OGX, a termelétrica tinha receita. A situação, no entanto, se complicou. As usinas não ficaram prontas no tempo previsto e a empresa foi obrigada a comprar energia cara no mercado para honrar seus contratos com os clientes. Além disso, teve problemas para receber o gás natural, sua principal matéria-prima, fornecido por outra empresa de Eike Batista, a OGX Maranhão.

Redução da conta de luz deixou rombo de R$ 4,5 bilhões para a Petrobras

A redução da conta de luz promovida pelo governo Dilma prejudicou as contas da Petrobras quase tanto quanto a corrupção. A estatal foi obrigada a reconhecer no seu balanço que pode não receber R$ 4,5 bilhões devidos pelo setor elétrico. A perda –equivalente a 70% dos R$ 6,2 bilhões desviados segundo a Operação Lava Jato é uma das responsáveis pelo prejuízo da empresa no ano passado, o primeiro desde 1991. A Petrobras fornece óleo e gás para que as usinas termelétricas da Eletrobras abasteçam o Norte do País. Depois das mudanças feitas por Dilma no setor elétrico, a Eletrobras ficou sem dinheiro para pagar a Petrobras. Nas notas explicativas do balanço divulgado na quarta-feira (22), a Petrobras diz que tem a receber R$ 12,8 bilhões das empresas do setor elétrico – R$ 7,9 bilhão da Eletrobras, R$ 3,8 bilhões da Cigás (distribuidora de gás do Amazonas) e R$ 1,1 bilhão de produtores independentes. A Cigás informou que atua só como distribuidora do gás, que é consumido pela Eletrobras Amazonas. Para a Cigás, essa dívida também é da Eletrobras. Assim, a dívida da Eletrobras com a Petrobras sobe para R$ 11,7 bilhões, acima dos R$ 8,6 bilhões que a estatal do setor elétrico se comprometeu a pagar para a petroleira no fim do ano passado. A Petrobras está pleiteando receber os R$ 4,5 bilhões restantes da Eletrobras e das demais empresas envolvidas, mas teve que fazer a provisão de perda porque parte do débito já está vencido. A origem do problema está nos subsídios que a Eletrobras recebe para não onerar os consumidores da região Norte, que são abastecidos com energia mais cara das termelétricas. Em 2013, ao reduzir o preço da energia, Dilma decidiu que esse subsídio não seria mais cobrado dos brasileiros na conta de luz, mas pago pelo Tesouro. Não deu certo. O Tesouro ficou sem recursos e interrompeu os repasses para a Eletrobras, que, por sua vez, não pagou a Petrobras. A petroleira não poderia cortar o fornecimento de gás e óleo, porque deixaria o norte do país às escuras. Em novembro do ano passado, o governo reajustou as tarifas de energia e transferiu a responsabilidade novamente para os consumidores. Com a medida, a Petrobras diz no balanço que espera que a situação se normalize a partir deste mês.

Três aperitivos

O que já é possível adiantar da reportagem de capa da Veja: a) O presidente da OAS, Léo Pinheiro, por "sugestão" de Lula, mandou reformar o sítio que está em nome do sócio de Lulinha, mas que o ex-presidente diz que é seu; b) Léo Pinheiro recebeu a missão de arrumar trabalho e dinheiro para o marido de Rosemary Noronha, a amante de Lula que ameaçava contar tudo o que sabia sobre os esquemas do ex-presidente, depois que foi abandonada; c) O empreiteiro conta como Lula virou dono do triplex no Guarujá.

A Casa da Dinda de Lula

Lula ganhou sua Casa da Dinda. A Casa da Dinda, para quem não se lembra, era a casa de campo de Fernando Collor de Mello, com seus jardins suntuosos e uma cascata paga pelo esquema de PC Farias. A reforma da casa de campo de Lula, paga pela OAS, também tem uma cascata, segundo a Veja: "A piscina foi ampliada e servida de uma área para a churrasqueira. As estradas lamacentas do sítio receberam calçamento de pedra e grama. Um campo de futebol surgiu entre as árvores. O antigo lago deu lugar a dois tanques de peixes contidos por pedras nativas da região e interligados por uma cascata".

Indonésia chama países de traficantes condenados à morte para uma reunião

O governo da Indonésia convocou o representante da embaixada do Brasil naquele país, juntamente com os diplomatas de todos os países que têm cidadãos no corredor da morte, para comparecerem a uma reunião, neste sábado, às 12 horas, hora local, na prisão de Nusakambangan, em Cilacap, a 400km de Jacarta, para serem informados sobre os próximos passos a serem adotados em relação aos condenados. O traficante paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, de 42 anos, está preso justamente em Nusakambangan, aguardando decisão do governo da Indonésia sobre a data da sua execução. Embora os indonésios não tenham antecipado qual o assunto da reunião deste sábado, a praxe é que os governos sejam convocados para tomarem conhecimento da execução de seus cidadãos 72 horas antes de que ela ocorra. Em mais uma tentativa de evitar a morte do traficante Rodrigo Gularte, o encarregado de representante da Indonésia no Brasil foi chamado ao Itamaraty, no final da tarde desta sexta-feira, para ouvir um novo pedido de clemência. O embaixador Carlos Alberto Simas Magalhães, subsecretário-geral da comunidade brasileira no Exterior, disse ao ministro-conselheiro da Indonésia, Rizki Safary, que embora o governo brasileiro não desconsidere a gravidade do crime cometido por Gularte e respeite a legislação local, apelava para que ele não fosse fuzilado, por "razões humanitárias", já que ele foi diagnosticado com esquizofrenia. As relações entre Brasil e Indonésia estão estremecidas desde a execução do também traficante brasileiro Marco Archer Moreira, fuzilado em 18 de janeiro, condenado por tentar entrar na Indonésia com 13 quilos de cocaína, escondidos nos tubos de uma asa delta, em 2004. Em represália à morte do traficante Archer, a presidente Dilma se recusou a receber as credenciais do novo embaixador indonésio no Brasil, Toto Riyanto, em 20 de fevereiro, e ele precisou retornar à Jacarta. Por isso hoje, o principal representante indonésio no Brasil é um ministro-conselheiro e não o embaixador. Além da conversa com Rizki Safary, no Itamaraty, nesta sexta-feira, o embaixador do Brasil na Indonésia foi ao Ministério das Relações Exteriores de lá para reiterar o mesmo pedido de clemência. Enquanto isso, o governo brasileiro continua prestando assistência psicológica ao traficante Rodrigo Gularte e sua família, que também está naquele país. Anteriormente, para tentar evitar a execução dos traficantes brasileiros, o governo Dilma procurou as representações dos outros países, com condenados na mesma situação, para que todos se mobilizassem para que não ocorressem as mortes. Apesar da expectativa de que os condenados possam ser mortos até 72 horas depois do comunicado aos diplomatas, que estarão representando o grupo de pelo menos dez prisioneiros por tráfico de drogas, nenhuma data ou lista de nomes foi anunciada. Além do Brasil, a informação disponível era que estavam convocados para este mesmo encontro representantes da Austrália, Filipinas, França, Gana e Nigéria. O horário do comunicado ao governo brasileiro será madrugada no Brasil. O governo brasileiro deverá se posicionar no domingo sobre o assunto. Se for confirmada a execução para 72 horas depois do informe, o procedimento poderá ser realizado na madrugada de segunda-feira, horário do Brasil.

Comunidade cristã italiana pede ao papa clemência para Pizzolato

Não foi por falta de orações que o Ministério da Justiça da Itália decidiu extraditar o ex-diretor do Banco do Brasil, o bandido petista mensaleiro e covardaço Henrique Pizzolato. Na quinta-feira, horas depois que a determinação foi informada aos advogados do caso, a Comunidade Cristã de Base de Vilagio Artigiano, em Modena, escreveu ao papa Francisco pedindo sua intervenção para a "anulação do pedido de extradição" por "violações óbvias e perturbadoras do direito" do Brasil, da Itália e das convenções internacionais. O pedido foi feito pela mesma comunidade à qual a comunista Andrea Haas, mulher de Pizzolato, aderiu após a prisão de seu marido em Modena, há 18 meses. Segundo a comunidade cristã, o ex-diretor do Banco do Brasil "não era um político, mas como um político tem sido tratado". "Ele era um líder sindical e bancário do Banco do Brasil, mas foi julgado e condenado sob a pressão violentíssima de alguns grandes veículos de imprensa", diz a carta, que não afirma a inocência do "ítalo-brasileiro". "Não é tanto em nome de inocência Pizzolato que pedimos que sua voz possa ser unida com a nossa", diz a correspondência. O grupo pede ao papa Francisco que utilize "os meios que considere adequados para a anulação do pedido de extradição". "Henrique Pizzolato não tenha tido a oportunidade, garantida pela Constituição do Brasil, de ter uma segunda fase do processo. Ele foi julgado e condenado em um clima de justicialismo violento da
mídia, por um único tribunal", alega. A comunidade demonstra na carta já conhecer o parecer do Ministério da Justiça, que só foi revelado à opinião pública na manhã desta sexta-feira. "Incrivelmente o Estado italiano vai conceder a extradição de um dos seus nacionais ao Brasil (reiteramos que Pizzolato também tem cidadania italiana) por razões que são francamente estranhas à cultura do direito e do asilo", argumentam os autores. É uma carta francamente mentirosa, uma carta viralata, de uma comunidade que frauda os fatos e ofende o Brasil, a consciência nacional brasileira, a Justiça do Brasil, o Estado Democrático de Direito do Brasil. E isso é feito por cristãos convertidos ao comunismo nas malditas comunidades eclesiais de base que também infestam e infernizam a vida na Itália. Agora o Brasil do regime petralha carrega sozinho o fardo de se apresentar diante da comunidade internacional como um país que não respeita as outras democracias, os outros estados democráticos de direito, como é o caso da própria Itália, que condenou o terrorista bandidíssimo Cesare Battista por quatro assassinatos miseráveis praticados por ele, e que o regime petralha se recusa a extraditar. 

Ex-presidente do STF nega que fechou acordo para defender a Rede

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Sepúlveda Pertence, negou que tenha fechado um acordo para defender o pedido de registro que a Rede Sustentabilidade encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral. Segundo a assessoria de Pertence, ele foi procurado pela ex-ministra Marina Silva para atuar no caso, mas condicionou a aceitação do serviço a uma conversa com o atual advogado do grupo, Torquato Jardim. A Rede manteve a nota em seu site em que afirma que o ex-presidente do STF vai cuidar do caso. Acrescentou, porém, que Pertence "aceitou o convite condicionado ao substabelecimento do advogado Torquato Jardim, por quem tem grande admiração". O grupo, porém, retirou do site a parte do texto que dizia que Pertence "ofereceu seus serviços pro-bono por acreditar na legitimidade da ação". Segundo dirigentes da Rede, o tipo de contrato que será fechado com o advogado ainda está sendo discutido. Ou seja, a Rede distribuiu uma notícia mentirosa. Marina Silva espera conseguir o registro da Rede até outubro, prazo estipulado pela legislação para que uma agremiação possa lançar candidatos nas eleições municipais do ano que vem. Em 2013, a Rede teve o registro de criação do partido negado pelo TSE por não obter as cerca de 500 mil assinaturas exigidas pela lei. A santinha da floresta Marina Silva tem se mostrado muito incompetente para fundar o seu partido.

Governo aposenta agências de viagem e passa a comprar suas próprias passagens


Ano após ano, os gastos do governo federal com compra de passagens para viagens de seus servidores só aumenta. De 2013 para 2014, por exemplo, houve uma alta de 214,2 milhões em diárias e passagens. A fim de alterar este cenário, um sistema de compra direta de passagens foi desenvolvido e estima-se uma economia potencial na ordem de R$ 132 milhões. Desde fevereiro, um novo sistema de compra direta de passagens para vôos domésticos está disponível para toda a administração pública federal. Antes da iniciativa, cada órgão do governo federal contratava uma agência de viagem que executava as compras. “O governo federal fez finalmente o que o cidadão comum já faz há muitos anos. Hoje todo mundo entra na internet e compra diretamente sua passagem”, comparou o secretário Cristiano Heckert, da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, que comanda a iniciativa subordinada ao Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). A economia esperada está tanto na retirada dos agentes intermediários, as agências de viagem, que inseriam comissão em cima de cada bilhete aéreo, bem como na funcionalidade do sistema, que opera fazendo uma consulta em tempo real, como buscadores, em quatro companhias já cadastradas: Tam, Azul, Gol e Avianca. O sistema, então, funciona como um procedimento licitatório em tempo real, que estimula que as operadoras, sabendo que estão sendo cotadas, ofereçam os melhores preços. “Uma vez que as companhias sabem que estamos operando dessa forma, elas tem um incentivo para realmente dar a melhor tarifa para o governo, porque naquele momento estão sendo cotadas com as suas concorrentes”, explica Heckert. Em funcionamento desde fevereiro, o sistema passou por um período de teste antes de ser disponibilizado para os órgãos da federação. De agosto a outubro do ano passado, todas as passagens nacionais do MPOG foram adquiridas por meio de compra direta., o que gerou economia de 30,4%. De acordo com a Pasta, numa comparação feita entre os bilhetes emitidos via agenciamento em 2013 e a compra direta em 2014, verificou-se diferenças de até 64% no valor das passagens. No caso de viagem de Brasília ao Rio de Janeiro, o valor médio emitido pelas agências era de R$ 601,00 e as passagens por meio do novo sistema saíram pela média de R$ 216,00. As passagens internacionais continuarão sendo compradas por meio de agência de viagens. Segundo o secretário, a idéia é de que no futuro elas também sejam cadastradas no sistema e adquiridas por meio do buscador governamental. Contudo, enquanto isso não acontece, o governo prepara uma licitação para contratar uma única agência que executará as compras dos voos para fora do Brasil. De acordo com Heckert, como o volume das passagens internacionais é muito pequeno, de aproximadamente 5% dos bilhetes emitidos, não é vantajoso financeiramente que cada órgão faça licitação para contratar uma agência de viagem que lhe prestará eventualmente o serviço de cotação e compra. “Não estamos causando concentração de mercado. Na verdade, estamos tirando a intermediação”, disse ele. A visão positiva apontada pelo governo não é acompanhada por outros setores. Para o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens no Distrito Federal (ABAV-DF), Carlos Alberto Vieira, falta transparência no processo de criação da Central de Compras. “Não há estudos técnicos que comprovem que a medida gerará a economia falada pelo governo federal. É uma falácia”, afirma. Outro ponto levantado por Vieira é a falta de diálogo com a agência de viagens, que podem ter os negócios prejudicados pelo novo sistema. “A manobra aconteceu debaixo dos panos, sem discussão prévia com as agências de viagens, sem nenhuma audiência pública. A medida aniquilará negócios e empregos de muitas pequenas empresas, que têm boa parte de seus ganhos atrelados aos contratos obtidos via licitação junto ao setor público federal”, alerta o presidente da ABAV-DF. Vieira ainda destaca que as companhias aéreas foram privilegiadas nos contratos com o governo federal de uma maneira que, apesar de pedidos, as agências de viagens nunca foram. “No dia 9 de julho, por meio da Medida Provisória 651, o governo concedeu isenção fiscal de 7,05%. Além disso, as compras serão realizadas por cartão de crédito. Sempre almejamos isso, mas nunca fomos beneficiados como as companhias, que não dão garantias ao governo federal, como nós oferecemos”, afirma. (Contas Abertas)

Conselheiro representante dos acionistas minoritários da Petrobras renuncia ao cargo


O membro do Conselho de Administração da Petrobras José Guimarães Monforte, representante dos acionistas minoritários preferencialistas (sem direito a voto), renunciou ao cargo nesta sexta-feira, informou a petroleira em comunicado ao mercado. Durante a reunião de conselho que aprovou o balanço da estatal referente a 2014, Monforte se absteve de votar. A iniciativa acontece cinco dias antes da Assembleia Geral de Acionistas - quando ocorrerá a eleição da nova formação do Conselho da companhia, formado por dez membros - e dois dias após a companhia publicar prejuízo de mais de 21 bilhões de reais em 2014 e declarar que não pagará dividendos aos acionistas. Em nota, a Petrobras não informou se Monforte apresentou os motivos para a sua decisão. Dos 10 membros que formam o Conselho de Administração da Petrobras, 7 são indicados pelo governo, um por acionistas minoritários preferencialistas, outro por acionistas minoritários com ações ordinárias (com direito a voto) e um por funcionários da estatal. Monforte permaneceu no conselho por exatamente um ano, substituindo o empresário Jorge Gerdau. Mauro Cunha, representante de fundos internacionais, como o Aberdeen, também anunciou que não concorrerá a um novo mandato. A Associação dos Investidores do Mercado de Capitais (Amec) indicou o investidor Guilherme Affonso Ferreira como um dos possíveis substitutos a Monforte. Exceto Cunha e Monforte, do total dos componentes da mesa, o funcionário Silvio Sinedino é o único que resta que não foi indicado pelo governo. Contudo, como Sinedino deve deixar a presidência do sindicato dos petroleiros, também deverá ser destituído do cargo no conselho, já que os dois postos estão atrelados.