segunda-feira, 27 de abril de 2015

Dilma desiste de pronunciamento na TV no 1º de Maio com medo de panelaço no País inteiro

Após ter sido alvo de um “panelaço” em diversas cidades do País quando falou pela última vez em cadeia de rádio e TV, no dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, a presidente Dilma Rousseff desistiu de fazer o tradicional pronunciamento à Nação no 1º de maio, Dia do Trabalho. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 27, durante reunião da presidente com o seu núcleo político. Desde que assumiu o primeiro mandato, em 2011, esta será a primeira vez que Dilma não se dirigirá aos trabalhadores na data. A comunicação será feita via redes sociais, mas o modelo a ser usado ainda vai ser definido. Apesar da decisão inédita, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, negou que a presidente tenha desistido de ir à TV por temor de que haja novos panelaços. O episódio precedeu os atos do “Fora Dilma” de 15 de março. “A presidenta não teme nenhum tipo de manifestação da democracia. Toda manifestação que é oriunda da construção de um Brasil democrático a presidenta não tem temor com isso”, disse Edinho: “A presidente vai dialogar com o trabalhador pelas redes sociais". Segundo o ministro, a necessidade de uma nova estratégia de comunicação foi “unânime”. “A presidenta só está valorizando um outro modal de comunicação. Ela já valorizou as rádios, valoriza todos os dias a comunicação impressa, ela valoriza a televisão e ela resolveu, desta vez, valorizar as redes sociais”, afirmou o ministro, escalado para falar ao final da reunião no Palácio do Planalto. Na avaliação de integrantes do governo, não havia anúncio de medidas a serem feitas, caso Dilma optasse pelo pronunciamento, o que poderia ser um motivo a mais para reacender a reação negativa contra o governo. A última vez que um presidente não foi à TV para falar no Dia do Trabalhador foi em 2009, quando o ex-presidente Lula optou por comparecer a uma cerimônia alusiva à data, no Rio de Janeiro. Em 2003, no seu primeiro ano de governo, Lula também não foi à TV, mas esteve presente à uma missa em homenagem aos trabalhadores, em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Lula usava bem menos a estratégia dos pronunciamentos que Dilma. Em quatro anos e quatro meses de governo, a presidente já igualou o número de pronunciamentos dos oito anos do Lula.

Anfavea prevê queda de 34,3% na venda de caminhões em 2015

Mesmo prevendo uma recuperação da indústria automobilística no segundo semestre deste ano, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) ainda projeta uma queda de 34,3% nas vendas de caminhões em 2015 ante 2014, informou nesta segunda-feira o vice-presidente da entidade, Luiz Carlos Gomes de Moraes, durante Workshop Tendências Setoriais Caminhões, promovido pela agência de notícias Autodata. A associação estima que serão emplacados 90 mil caminhões durante todo este ano, ante 137 mil unidades em 2014. O número faz parte da previsão de venda de 113 mil pesados (caminhões e ônibus) em 2015 divulgada de forma conjunta pela Anfavea, no início de abril. As outras 23 mil unidades se referem à projeção para emplacamentos de ônibus, o equivalente a recuo de 16% ante os 27,5 mil ônibus vendidos no ano passado. De acordo com Moraes, as previsões levam em conta o cenário de ajuste econômico pelo qual passa o Brasil, que gera baixa confiança de consumidores e investidores, e de juros e condições de financiamento por meio do BNDES piores do que antes. A projeção, porém, não considera as vendas de pesados para o governo, que, segundo o executivo, somaram cerca de 10 mil unidades em 2014. O vice-presidente da Anfavea afirmou que grande parte desses 90 mil caminhões deve ser vendida no segundo semestre, quando a entidade prevê uma recuperação da indústria automobilística nacional. Ele ponderou que, para que essa melhora aconteça, é fundamental que o governo consiga aprovar o ajuste fiscal o mais rápido possível.

STF manda suspender ação contra coronel Ustra por sequestro durante ditadura militar

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, mandou suspender a ação penal que tramita na justiça federal paulista contra o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ele é acusado pelo sequestro e cárcere privado de Edgar de Aquino Duarte, ex-fuzileiro naval, durante a ditadura militar. O Supremo também confirmou que houve suspensão de audiência relativa ao processo, marcada inicialmente para a última sexta-feira, conforme já havia sido informado por Paulo Esteves, advogado de Ustra. A decisão tem caráter liminar e foi tomada na quinta-feira da semana passada. Ustra, que é coronel reformado do exército, segue internado na UTI do Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Segundo Esteves, ele teve uma suspeita de infarto na noite da última quinta-feira, o que levou à internação. Ustra é um dos citados no relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que investigou casos de violação de direitos humanos durante a ditadura militar no (1964-1985). Em São Paulo, ele foi comandante do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do 2º Exército de 1970 a 1974, para onde eram encaminhados os presos políticos. Fuzileiro naval expulso das Forças Armadas em 1964, ano do golpe militar, Aquino teria sido sequestrado em 1971 por agentes do Departamento de Ordem Política e Social (DEOPS/SP). Segundo o Ministério Público Federal, ele foi mantido encarcerado nas dependências do DOI-Codi do 2º Exército e no próprio DEOPS/SP. Ustra recorreu ao Supremo alegando que a Lei da Anistia, de 1979, impede que ele seja condenado por atos ocorridos até aquele ano. A defesa lembrou ainda decisão do STF que, em 2010, por sete votos a dois, se posicionou de forma contrária à revisão da Lei da Anistia. Na decisão, Rosa Weber destacou que está pendente de julgamento no Supremo o ponto questionado na ação que envolve Ustra: se o crime de sequestro, quando o desaparecido não é localizado, pode ser abrangido ou não pela Lei da Anistia. Isso porque, o desparecimento teria se prolongado para depois de 1979.

Bandido petista mensaleiro e covardaço Henrique Pizzolato só estará à disposição do Brasil a partir de 11 de maio

O ex-diretor do Banco do Brasil, o bandido petista mensaleiro e covardaço Henrique Pizzolato, condenado no processo do Mensalão do PT, será colocado à disposição do governo brasileiro para retorno ao País a partir do dia 11 de maio. O comunicado foi feito de forma extraoficial pela Itália a autoridades brasileiras. A partir desta data, começará a contar o prazo final de 20 dias dado ao Brasil para providenciar a viagem. O ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, disse nesta segunda-feira, 27, que o governo brasileiro ainda não recebeu o comunicado oficial da Itália sobre a data a partir da qual o covardaço Pizzolato será liberado, o que deve ocorrer nos próximos dias. "Nossa ideia é fazer (a transferência) assim que possível", afirmou o ministro. Segundo ele, o retorno do ex-diretor do Banco do Brasil e bandido petista mensaleiro deve ser realizado antes do prazo final de 20 dias. "Vamos fazer isso da maneira mais reservada possível dentro daquilo que o tempo nos permite. É desejo nosso que façamos com a maior agilidade toda a transferência", completou o "porquinho" petista Cardozo.


A Polícia Federal tinha previsto inicialmente a volta de Pizzolato para a próxima quinta-feira, 30. Logo depois a data foi descartada, diante da ausência de comunicação oficial por parte da Itália. Nesta terça-feira, 28, a PF realiza uma reunião para discutir a data da viagem e os trâmites logísticos. Condenado a 12 anos e 7 meses de prisão, Pizzolato deve descontar do total da pena o período que já permaneceu preso na Itália, de 11 meses. A extradição do ex-diretor do Banco do Brasil foi autorizada pela Itália na última sexta-feira, 24. "Nós tínhamos confiança que o governo italiano atenderia nossa solicitação", disse o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo nesta segunda-feira. O covardaço Pizzolato deve ser transportado em vôo comercial para Brasília, onde cumprirá pena no Complexo Penitenciário da Papuda, presídio no qual outros condenados no mensalão já cumpriram pena.

A auditoria na Borghi/Lowe

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Apuração das relações de Hoffmann na Borghi/Lowe
A Borghi/Lowe está fazendo uma auditoria com entrevistas e varredura de e-mails para apurar as relações de Ricardo Hoffmann, ex-vice presidente da agência preso por ser integrante de um esquema de corrupção envolvendo o ex-deputado André Vargas. Hoffmann foi afastado da empresa em dezembro do ano passado porque a Receita Federal já havia informado a cúpula da Borghi/Lowe dos repasses para as empresas de fachada de Vargas. O que a agência quer descobrir agora é se Hoffmann desviou dinheiro para a sua própria empresa, a BH Comunicação. A Justiça Federal decretou a quebra do sigilo dos negócios de Hoffmann. Por Lauro Jardim

CUT e PT pressionam Dilma a falar contra terceirização no Dia do Trabalhador. Com medo do panelaço, presidente se esconde.


Os ministros são contra, enquanto deputados e senadores petistas, pressionados pela CUT, instigam Dilma Rousseff para que vá à televisão e declare que vai vetar a lei da terceirização, para se aproximar dos ditos "movimentos sociais". Se Dilma resolver falar em rede nacional, será por no máximo cinco minutos, para evitar que o panelaço que já virou tradição no país se alastre. Durante esta semana, uma série de pesquisas qualitativas estão sendo feitas para testar o humor dos brasileiros. Depois de sacrificar direitos trabalhistas como o seguro desemprego e as pensões em nome do ajuste fiscal, Dilma poderia, segundo a ala "sindicaleira" do PT mostrar que a lei do salário mínimo foi prorrogada até 2019, além de informar que vai vetar a lei da terceirização. A verdade é que está difícil enganar o povo brasileiro. Quem tanto mentiu para se reeleger nunca mais vai escapar de panelaço. Nem que a vaca tussa.

Agronegócio vaia Dilma e cala Temer.



O vice-presidente Michel Temer (PMDB) deixou nesta segunda-feira a Feira Internacional Agrícola em Ação (Agrishow), que ocorre em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, sem se pronunciar após protesto de cerca de cinquenta manifestantes. A cerimônia de abertura do evento previa um pronunciamento do vice-presidente, mas manifestantes fizeram um buzinaço e para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff - e também de Temer - no local.  A própria cerimônia de abertura foi prejudicada pelo barulho do protesto, e nenhuma das autoridades presentes ao evento fez qualquer tipo de pronunciamento. Além de Temer, também compareceram os ministros da Agricultura, Kátia Abreu, e de Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo; o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) - estes dois últimos receberam aplausos.

O Antagonista denuncia gráfica usada pela campanha da Dilma que não existe no endereço informado. O nosso Blog mostra onde foram parar os "santinhos" feitos para todo o Brasil. O endereço de entrega é ainda mais estarrecedor

Neste prédio, em Porto Alegre, num pequeno apartamento, foram entregues dezenas de milhões de "santinhos" de candidatos do PT de todo o Brasil...
O Antagonista está publicando uma série de posts sobre uma gráfica que não existe no endereço declarado em sua documentação fiscal e que forneceu mais de R$ 16 milhões para a campanha presidencial de Dilma Rousseff. O nosso blog vai acrescentar, neste post, informações muito relevantes que indicam que coisas muito estranhas cercam esta transação. Os dados deste post foram retirados de documento oficial postado no TSE e fornecidos pelo atual ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff. São materiais de prestação de contas da campanha eleitoral presidencial de Dilma Rousseff. O que segue, em imagens, é um exemplo de um dos processos de compra, pagamento, entrega, recebimento e cópia do material impresso que foi produzido pela gráfica VTPB, conforme informações fornecidas ao Tribunal Superior Eleitoral, pela sua campanha. Há dezenas deles que repetem a mesma "comprovação". Acompanhem com atenção. São documentos oficiais.

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Esta imagem acima mostra que a VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda - EPP está devidamente cadastrada, com situação regular junto à Receita Federal.

IMAGENS 2 E 3

Os documentos acima comprovam que o tesoureiro do PT, atual ministro Edinho Silva, efetuou diretamente a transação bancária que pagou pelos serviços da gráfica. Isto pode ser visto ao pé da página da imagem da TED. Fica comprovado, assim, que campanha presidencial Dilma Rousseff pagou, efetivamente, neste caso, neste processo, R$ 667.812,90 para a gráfica VTPB. Relembramos! Esta é apenas uma de dezenas de transações comprovadas da mesma forma. O total ultrapassa os R$ 16 milhões!

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Esta imagem é importantíssima. Observem os detalhes. Trata-se da Nota Fiscal da gráfica VTPB, informando o valor de R$ 667.812,50, cobrados por um total de 10 milhões 685 mil impressos, denominados "Santinho Dilma Modelo Card".Observem o endereço de entrega: Avenida Copacabana, 1205, Apto 503, Tristeza, Porto Alegre, RS. Até aí, tudo bem, não e mesmo? Tudo certinho, regular, fechadinho. A gráfica imprimiu e entregou, lá no Rio Grande do Sul, em endereço existente. 

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Observem a imagem acima. O recebimento do material foi dado em São Paulo, mesmo que a entrega tenha sido feita em Porto Alegre. É apenas um detalhe. Mas é um detalhe. O mais importante está abaixo, nas imagens seguintes.

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Lembram que o material impresso foi entregue em Porto Alegre e o recebimento foi dado em São Paulo? A imagem acima mostra o modelo de "santinho" que foi enviado para o Rio Grande do Sul. É "santinho" da campanha de Fernando Pimentel, candidato petista em Minas Gerais. A campanha presidencial de Dilma Rousseff enviou os "santinhos" mineiros para Porto Alegre. Isso que é logística!

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Agora voltemos ao endereço de entrega. Olhem bem este endereço. Ele é a prova contundente de que existe algo de muito estranho no ar. Que endereço será este? Um diretório? Um comitê de campanha? Uma central de logística? Que apartamento é este, no quinto andar, que recebeu milhões e milhões de santinhos das campanhas petistas de todos os estados, mas que fica no Rio Grande do Sul? Revelamos abaixo.

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O apartamento onde foram entregues dezenas de milhões de "santinhos" para os candidatos do PT de todo o Brasil pertence à candidata Dilma Rousseff, conforme Declaração de Bens que apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral no registro da sua candidatura. Temos, assim, uma gráfica que não existe no endereço informado. Temos materiais de campanhas de todo o Brasil entregues por esta gráfica num único endereço, localizado no extremo Sul do País. O local da entrega de dezenas de milhões de impressos é um apartamento de propriedade da Presidente da República, então candidata à reeleição.
Este blog não sabe se isto é legal ou ilegal. Mas que é muito estranho, ah isso é! (CoroneLeaks)

Dilma se reúne com Lula em São Paulo


A presidente Dilma Rousseff se reuniu na tarde desta segunda-feira com seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo. Os dois se encontraram no Hotel Grand Mercure Ibirapuera, na Zona Sul da capital paulista, por cerca de duas horas. O assunto da conversa não foi revelado. Desde o agravamento da crise política em que seu governo está imerso, a presidente tem tentado acertar os ponteiros com seu principal conselheiro - e reverter a imagem de que está isolada. Ambos deixaram o local sem falar com a imprensa. A passagem por São Paulo não estava prevista na agenda da presidente. A informação de que Dilma viajaria à cidade foi repassada pela própria petista durante coletiva de imprensa na cidade de Xanxerê (Santa Catarina), onde a presidente esteve antes de passar pela capital paulista. Depois da troca de destino, a viagem passou a constar na agenda de Dilma - mas o encontro com Lula, não. 

PSDB terá de construir maioria para levar impeachment adiante, diz Eduardo Cunha

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse na noite desta segunda-feira, 27, que se o PSDB decidir encaminhar o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, ele se limitará a analisar o parecer sob a luz da argumentação jurídica. Contrário à tese do impedimento da presidente da República, Cunha não deu sinais de que acolherá o pedido e lembrou que os tucanos poderão recorrer ao plenário em caso de indeferimento, mas que para isso precisão construir uma ampla maioria na Casa. "O recurso para recorrer ao plenário demanda ter urgência, demanda ter apoiamento, demanda ter maioria. Se ele conseguir construir maioria para levar ao plenário, ótimo. Senão vai ficar a decisão nossa sem ter condição de ser recorrida porque não vai ter urgência para levar ao plenário", ressaltou. Para aprovar o pedido de urgência e votar o recurso em plenário, o PSDB precisaria ter pelo menos 257 votos. A bancada do PSDB na Câmara estuda apresentar nesta semana o pedido de impeachment por crime de responsabilidade, com base nas chamadas "pedaladas fiscais", e por omissão da petista no esquema de corrupção da Petrobrás. O líder do partido na Câmara, Carlos Sampaio (SP) disse que trabalhará para convencer juridicamente o presidente da Câmara e que caberá ao plenário decidir. O peemedebista disse que o partido tem "todo o direito" de apresentar o pedido e como agora haveria um "caso concreto", ele não vai mais "ficar dando opinião" sobre o assunto. "Se vier com parecer, nós vamos estudar e vamos decidir à luz da argumentação correta. Depois se quiser recorrer ao plenário, é um direito dele (PSDB)", respondeu Cunha. Ele deu por encerrada a polêmica em torno da possibilidade do Senado engavetar o projeto que regulamenta a terceirização no País. Para ele, o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), deixou claro que não pretende engavetar a proposta aprovada na última semana pela Câmara. O peemedebista enfatizou que o Senado terá liberdade para fazer a revisão que achar necessária no texto, mas que a matéria "terminará na Câmara", ou seja, a última palavra no Legislativo será dos deputados. "O Senado tem todo o direito de fazer a revisão que ele achar que entende, assim como a Câmara tem o direito de confirmar, ou não, parte ou totalidade da revisão", disse.

Rádio Irã informa que o chefão da organização terrorista Estado Islâmico está "clinicamente morto"


O chefe do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, está "clinicamente morto", informou nesta segunda-feira o portal da Rádio Irã. A informação também foi veiculada pelas agências de notícias Alghad Press e Al-Youm Al-Thamen, ambas do Iraque, mas ainda não pôde ser confirmada pelos serviços de inteligência do Ocidente. Não houve nenhum pronunciamento por parte da organização jihadista até o momento. O jornal The Guardian reportou na última semana que Baghdadi foi gravemente ferido em um ataque aéreo da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra um comboio de veículos que cruzava al-Baaj, uma pequena localidade perto da fronteira com a Síria - em uma região controlada pelos jihadistas. A ofensiva ocorreu em 18 de março. Desde então, o chefe dos terroristas teria sido transferido para um hospital nas Colinas de Golã, onde recebe tratamento de médicos e cirurgiões de nacionalidade israelense, segundo a Rádio Irã, porém árabes. Morte clínica é uma expressão médica usada para casos em que o paciente pára de respirar e o sangue deixa de circular. A rádio iraniana não forneceu detalhes do quadro médico de Baghdadi. A Rádio Irã diz que os jihadistas que integram a cúpula de comando do EI já juraram lealdade ao substituto de Baghdadi, o ex-professor de física Abu Alaa Afri. Um conselheiro do governo iraquiano já havia antecipado na última semana que, caso o chefe dos radicais morresse, Afri seria o escolhido para ocupar seu posto. Ele vem supervisionando todas as ações dos extremistas desde que Baghdadi se feriu. A revista Newsweek havia definido Afri como um estudioso da sharia, a interpretação radical do Corão na qual o EI se baseia para cometer suas atrocidades. Acredita-se que o terrorista Osama Bin Laden, fundador da Al Qaeda, cogitava apontar Afri para chefiar sua organização no Iraque, em 2010. Foi justamente nesta célula da Al Qaeda que surgiram os dissidentes jihadistas que criaram o EI. Caso a morte de Baghdadi seja confirmada, Afri deverá iniciar uma campanha de reaproximação entre os dois grupos radicais. O Estado Islâmico e a Al Qaeda tiveram divergências com relação a pontos estratégicos e, atualmente, combatem em lados opostos.

Oposição quer ouvir executivo da OAS que prestou favores a Lula


Representantes da oposição querem que a CPI da Petrobras ouça Léo Pinheiro, executivo e sócio da construtora OAS que está preso e, como mostra reportagem de VEJA desta semana, dá sinais de que pode contar o que sabe sobre as relações da empresa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reportagem mostrou que o executivo está disposto a revelar os detalhes de ao menos três casos que evidenciam a relação de cumplicidade entre o ex-presidente e os responsáveis pela empreiteira: a reforma de um sítio em Atibaia (SP), as obras do prédio onde fica o tríplex de Lula no Guarujá (SP) e a obtenção de um emprego para o marido de Rosemary Noronha, que desfrutava da intimidade do ex-presidente. Nos três casos, a OAS prestou favores a Lula. O requerimento de convocação do executivo já havia sido aprovado, mas a audiência não tem data para ocorrer. Diante das revelações trazidas por VEJA, parlamentares de oposição reforçam a necessidade de ouvi-lo. "Seguramente a CPI vai ser um palco importante para, quem sabe, o Léo Pinheiro trazer informações importantes para a sociedade", diz o líder da oposição na Câmara, Bruno Araújo (PSDB-PE), que condena a "troca de favores" entre Lula e os sócios da empreiteira. Para o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), o caso torna mais evidente a contradição entre a postura política de Lula e suas práticas. "Como alguém que se diz ligado aos trabalhadores quer toda essa mordomia paga por empreiteiras que são contratadas do poder público e está fazendo obras desse tipo?", indaga o parlamentar. O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO) afirma que o presidente Lula vem perdendo a aura de imunidade. O parlamentar também ironiza o silêncio do petista desde que a reportagem foi publicada. "O rei está nu. Ele foi despido daquela condição e agora está acuado. Em outros momentos ele agia de outra forma". O democrata, entretanto, acredita que Pinheiro pode optar por não fechar um acordo de delação premiada: "Esse é um jogo com pessoas que não têm limite, vide o caso Celso Daniel", diz ele. O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), acredita que uma delação premiada de Léo Pinheiro seria produtiva para detalhar esses casos. "Ninguém está imune a investigações. São fatos que têm de ser apurados. E as delações têm se mostrado muito eficazes para elucidar isso tudo", diz. Já o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), afirma que, independentemente de um acordo de delação premiada os órgãos de investigação precisam agir. "Isso é uma coisa séria, que merece a devida investigação por parte da CPI e dos órgãos competentes, como a Polícia Federal, o Ministério Público. O Léo Pinheiro deve ter informações muito valiosas que devem ser reveladas", defende.

O Lava Gráfica

Em campanha eleitoral, lavar dinheiro com gráficas é fácil. Elas podem imprimir alguns milhares de panfletos (ou nem mesmo unzinho, se a gráfica for só um nome na junta comercial) e emitir notas fiscais registrando que foram impressos milhões. Quem vai controlar? É o Lava Gráfica.

Crivella não gostou do que leu aqui e enviou uma mensagem. Eu a publico na íntegra e respondo

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) não gostou do texto que escrevi sobre a indicação do advogado Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal. Parece ter gostado menos ainda da forma como o caracterizei. Leiam a sua mensagem. Comento em seguida.

Prezado Reinaldo,
Acabo de ler sua coluna. Leio sempre que posso. Admiro a altivez na apresentação dos argumentos embora nem sempre concorde. 
Na de hoje, permita-me esclarecer que quando você me denomina senador da Igreja Universal e senador do bispo Macedo, comete um equívoco que macula o texto, pela simples razão de que eles não possuem representação nessa Casa da Federação.
Aqui são representados os 26 Estados e o Distrito Federal em igual número de senadores, para que haja o equilíbrio federativo.
 
Eleito e reeleito pelo bravo estado do Rio de Janeiro, já fui inclusive escolhido pela sua prestigiosa empregadora, como o quinto com melhores projetos e, pela Transparência Brasil, o segundo.
Percebi que você está inconformado com a indicação do novo ministro do STF e respeito suas razões. Eu não direi que você é um vendido a serviço das oligarquias com objetivo de desqualificar sua participação no debate. Jamais. Vou respeitá-lo. Bom seria se pudesse contar com a sua reciprocidade. 
Atenciosamente,
MCrivella
Comento
Senador Crivella, tenho apreço pelas palavras. E o convido a agir do mesmo modo. É visível que não sou o seu prezado. Mas a insinceridade é o menor dos males em sua mensagem.
Em primeiro lugar, eu, de fato, o chamei de “senador da Igreja Universal” — além de senador do Rio (releia), mas não de “senador do Bispo Macedo”. Este segundo, digamos, genitivo, não lhe diz respeito, mas sim à igreja. A sintaxe do meu texto é claríssima.
Sou grato pelo seu esforço de me ensinar a essência da representação da Câmara Alta, mas devo dizer que já a conheço. Ao fazer a referência à denominação religiosa, quis relevar o peso que a sua igreja teve na sua eleição. Ou não teve?
Tenho três “empregadoras”, senador. A opinião que cada uma delas tem não corresponde necessariamente à minha. Essas empregadoras me pagam para que eu emita a MINHA OPINIÃO, NÃO A OPINIÃO DELAS. Afinal, assim fosse, por que precisariam de mim?
Definitivamente, não me obrigo a ter a opinião dos meus empregadores, mas, se me permite, eu o aconselharia a ter a opinião do seu. Não me refiro, claro!, a Edir Macedo, mas ao povo do Rio de Janeiro.
De fato, o senhor não teria como dizer que sou “um vendido a serviço das oligarquias” pela simples e óbvia razão de que não apelo ao voto dessas oligarquias para manter o meu emprego ou para conquistar posições. Não são as oligarquias que fazem desta página o blog de política mais lido do país. Não são as oligarquias que fazem do programa “Os Pingos nos Is” líder absoluto de audiência. Não foram as oligarquias que me convidaram para ser colunista da Folha. E, se a minha coluna, no jornal, está entre as mais lidas, certamente não são as tais oligarquias que garantem essa posição.
Mas há mais do que isso: não creio que as oligarquias quisessem comprar a minha opinião porque, até onde acompanho, elas são parceiras do governo de turno.
Ademais, qual é a sua sugestão senador? Que a defesa da família é um fundamento de oligarcas? Que contestar que “mulher” e “amante” estejam em pé de igualdade perante a lei é outro princípio dos plutocratas? E olhe que o pensamento do advogado Fachin ainda não foi deslindado como deve, o que prometo fazer.
Não o desrespeitei, não!, senhor senador. Apenas lembrei o peso que a questão religiosa tem na sua eleição. E isso não me parece desdouro nem vergonha. Ademais, tenho, e me orgulho disto, o respeito da esmagadora maioria dos evangélicos porque respeito a crença religiosa, mesmo quando discordo de seus pressupostos.
Eu reajo, isto sim, a interpretações um tanto largas do texto bíblico. Numa de suas pregações, vi o bispo Macedo, seu líder espiritual, recorrer ao Eclesiastes para defender o aborto, o que considero uma ignomínia — o aborto e a interpretação. É bem verdade que, diante de tal enormidade, a dissolução da família pode até parecer um mal menor. Combato os dois males.
Continuarei fiel a meus empregadores, senador, dizendo com clareza tudo o que penso sem lhes pedir licença. Espero que o senhor seja fiel ao seu e, ao dar o seu voto na questão em particular, pense nos valores daqueles que o elegeram. Seus empregadores o elegeram para representá-los. Os meus empregadores me elegeram para representar-me.
Respeitosamente,
Reinaldo Azevedo

A gráfica fantasma esconde fraude na campanha de Dilma

Os leitores do Antagonista são rápidos. Enquanto verificávamos o histórico da gráfica VTPB na Junta Comercial de São Paulo, muitos já nos enviavam informações na área de comentários. Obrigado a todos. O histórico da VTPB é curioso. Ela foi aberta em 21 de julho de 2008, com sede na Avenida Ipiranga, 1071, conjunto 206, no centro de São Paulo. O objeto social era "Comércio varejista de jornais e revistas. Agenciamento de espaços para publicidade, exceto em veículos de comunicação." O nome popular para isso é banca de jornais. Os titulares da empresa eram Beckembauer Rivelino de Alencar Braga (domiciliado em Campo Belo, Minas Gerais), e Muller de Alencar Castro Braga (domiciliado em São Paulo, Capital, na rua Dona Ana Barros, 320, Bloco A, apto. 73, Jardim Sônia). O capital de 50 000 reais era dividido meio a meio. Em 4 de junho de 2009, Muller retira-se da sociedade e entra no seu lugar Wilker Correa Almeida -- que, atenção, fornece o mesmíssimo endereço de domicílio de Muller. Em 9 de novembro de 2011, houve uma redistribuição de capital. Beckembauer passa a contar com 49 500 reais. Ou seja, torna-se praticamente o único dono da VTPB. Pouco antes do início da segunda campanha de Dilma Rousseff, em 25 de julho de 2014, houve uma alteração da atividade econômica da empresa. No objeto social, a VTPB passou a incluir "Sede para impressão de material para uso publicitário, edição integrada à impressão de cadastros, listas e outros produtos gráficos." O nome popular disso é material de campanha eleitoral. A sede foi mudada para a rua Atílio Piffer, 29, Casa Verde, São Paulo. Endereço, por assim dizer, mais adequado para uma gráfica do que a Avenida Ipiranga. O objeto social da VTPB foi mudado em 25 de julho de 2014, a fim de poder emitir notas fiscais de serviços de impressão de folhetos e coisas que tais. No dia 14 de agosto de 2014, apenas 19 dias depois da alteração do objeto social, a VTPB emitiu a primeira nota para a campanha de Dilma Rousseff, no valor de 148 000 reais. Só naquele mês, foram emitidas mais oito. No total, foram 2.104.931 reais. O Antagonista só sabe de uma pessoa com esse nome: o irmão do jornalista Kennedy Alencar.

Pagamento de R$ 2,4 mi para editora ligada à CUT foi para ocultar propina, diz o Ministério Público Federal

A força-tarefa da Operação Lava Jato reuniu provas como notas fiscais, quebra de sigilos bancários e confissões de envolvidos para sustentar seu novo pedido de abertura de processo criminal contra o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque – indicação do partido na estatal – pela lavagem de R$ 2,4 milhões desviados da estatal entre 2010 e 2013. O Ministério Público Federal aponta que a Editora Gráfica Atitude foi usada para ocultar o recebimento desse valor referente à propina do PT paga pelo grupo Setal – parte das 16 empresas acusadas pela Lava Jato de cartel e corrupção na Petrobrás. O grupo Setal é do executivo Augusto Ribeiro Mendonça Neto, que virou o primeiro delator da Operação Lava Jato nesse núcleo de corruptores do esquema da Petrobrás.

Para desviar esses recursos de forma aparentemente legal, Vaccari e Duque teriam usado dois contratos “de prestação de serviços ideologicamente falsos” feitos entre duas empresas do Grupo Setal e a Editora Atitude. Assim, emitiram “18 notas fiscais frias” que cobriram “22 transferências bancárias fraudulentas” entre o grupo e a editora. O destino final era o PT. “(Para) viabilizar o recebimento (lavagem) de vantagens ilícitas sob a forma de ‘doações oficiais’, Vaccari também foi responsável por, em conjunto com Renato Duque, no interesse próprio e do PT, receber mediante celebração de contratos frios pela Editora Atitude, uma parte da propina paga pelo Grupo SOG/SETAL à Diretoria de Serviços da Petrobrás”, registra a denúncia contra o ex-tesoureiro do PT. Oficialmente, a Editora Atitude tem vínculos com o Sindicato dos Bancários de São Paulo e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – ambas entidades ligadas à CUT ao PT. Para o MPF, no período entre 2010 e 2013 João Vaccari, Renato Duque e Augusto Mendonça agiram “de modo consciente, voluntário e reiterado, em comunhão de vontades e por intermédio de organização criminosa que integravam”. A Lava Jato tem os dois contratos firmados entre a Setec Tecnologia S.A. e a Editora Atitude, do dia 1º de abril de 2010, e a SOG – Óleo e Gás S.A. e a Editora Atitude, de 1º julho de 2013. Cada um no valor de R$ 1,2 milhão. O primeiro contrato foi assinado entre a Setal e a Editora Atitude em abril de 2010 pelo valor de R$ 1,2 milhão. “Atendendo ao pedido de Renato Duque, em data incerta, mas próxima ao dia da celebração do primeiro contrato em 1 de abril de 2010, Augusto Mendonça encontrou-se com Vaccari, o qual lhe solicitou que, paralelamente ao repasse de propinas ao PT mediante doações oficiais, repassasse parte das propinas a tal agremiação, no valor de R$ 1,2 milhão, mediante a realização de pagamentos à Editora Atitude, sediada em São Paulo". Segundo a denúncia, o executivo e delator realizou os pagamentos porque tinha interesse em atender aos pedidos do então diretor de Serviços da Petrobrás e do operador de propina Vaccari para depois fazer a “baixa das propinas que prometera à referida Diretoria. O primeiro contrato teve como objeto nominal e fictício “o incentivo da Setal, para que a Revista do Brasil, edição mensal impressa, com tiragem de 360 mil exemplares, distribuídos gratuitamente à sócios de sindicatos e comercializada em bancas de jornais e revista” fizesse a publicação de conteúdo “noticioso e opinativo sobre temas relacionados com o desenvolvimento e proteção da indústria nacional no Brasil, no tocante à área de extração de petróleo e na conversão em seus derivados”. Foram emitidas 12 notas fiscais da Setal para a Editora Atitude entre junho de 2010 e abril de 2011 que totalizaram R$ 1,2 milhão. Pelo contrato firmado, os pagamentos seriam mensais no valor de R$ 100 mil. 

VEJA TABELA MONTADA PELO MPF


Na outra ponta foram identificadas as 12 transferências feitas por duas empresas do grupo Setal, controladas por Mendonça, Tipuana e Projetec, entre junho de 2010 e novembro de 2011. “Importante destacar, nesse sentido, que os dados entabulados, por suas características, notadamente a existência de pagamentos fora dos períodos corretos em relação às notas, três deles muito posteriores à emissão dessas, evidenciam que a emissão das notas frias se deu com o intuito de justificar formalmente (“lavar”) o trânsito do dinheiro sujo”, registra a denúncia. 

Em 2013, Vaccari teria novamente cobrado propina do executivo da Setal. Nesse período, Duque já não ocupava mais a Diretoria de Serviço, mas mantinha suas influências, sustentam os investigadores. Foi feito então o segundo contrato assinado em julho de 2013. Desta vez com outra empresa controlada por Mendonça, a SOG – Óleo e Gás e a Gráfica Atitude, também pelo valor de R$ 1,2 milhão. “A utilização do expediente acima, com a emissão de notas tão somente para dar aparência de licitude, justificando formalmente, sob prisma econômico, o trânsito (lavagem) do dinheiro sujo oriundo da empreiteira administrada pelo denunciado Augusto Mendonça, é sinalizada pela discrepância do método, pois a primeira linha da tabela retrata a transferência de valores anterior à emissão da respectiva nota fiscal, diferentemente do que ocorreu em outros meses". 

VEJA QUADRO ELABORADO PELO MPF
Entre as provas coletadas estão ainda a identificação da mair parte dos depósitos coletadas com a quebra de sigilo bancários das empresas Tipuana e Projetec, decretada pelo juiz federal Sérgio Moro – que conduz os processos da Lava Jato – em 2014. “A partir de tais quebras foi possível comprovar 14 depósitos mensais por elas realizados à Editora Gráfica Atitude, nos anos de 2010, 2011 e 2013″, registra a denúncia.

VEJA QUADRO ELABORADO PELO MPF

“Por meio dessas notas e pagamentos, ocultaram e dissimularam a natureza, origem, disposição, movimentação, localização e propriedade de R$ 2,4 milhões provenientes, direta e indiretamente, de delitos de organização criminosa, formação de cartel, fraude à licitação e corrupção, por eles praticados em detrimento da Petrobrás”, sustentam os procuradores da força-tarefa. A discrepância identificada entre o valor das notas fiscais e o montante transferido se dá em decorrência do desconto de tributos, explicou o Ministério Público Federal.

UM ARTIGO MUITO IMPORTANTE DE LUIS MILMAN, DOUTOR EM FILOSOFIA - OS TOTALITÁRIOS E O FIM DE UM CRIME

Há uma lógica perversa e contínua na prática comunista desde o seu surgimento no século XIX. O Manifesto Comunista de 1848, as atas dosatuais Foro de São Paulo e Forum Social Mundial, assim como adecretocracia da Venezuela e sua tentativa de implantação no Brasil, com a edição do Decreto dos Conselhos Populares (2014), bem como a sempre alardeada ameaça de fixar um controle “democrático” da mídia, reproduzem o modelo de captura das relações humanas, em todos os níveis, do estado controlado pelo partido. No Manifesto, Marx e Engels partiam da noção logicamente opaca de luta de classes. A análise sine ira do marxismo,calcada apenas na lucidez e no bom senso, muitas vezes instiga mugidos de altercação em hordas de ruminantes intelectuais da esquerda, mas não se deixa abater pela algaravia. Distantes do discernimento, imunizados contra o debate de ideias por uma crosta ideológica, aqueles que clamam pela salvação de certas clientelas eleitas - os pobres, os negros e os gays-, que apregoam o surgimento de novos tipos de famílias homoafetivas e que elevam a degradação lumpemproletária à condição de cultura, não são capazes, sequer, de encarar o fato de que o que se predica de um membro de uma classe não pode ser predicado da classe. Por exemplo, a classe dos proletários oprimidos não é oprimida, assim como a classe das mulheres vesgas não é vesga. Classes são constructos lógicos e qualquer tipo de realismo metafísico que apliquemos a elas esboroa-se, juntamente com paradoxos, para os quais os geniais Marx, Engels e Lênin não atentaram porque não entediam nada de lógica formal e viviam de uma sentimentalidade pseudocientífica agarrada a abstrações. Marx, que se deteve tanto na crítica da economia de seu tempo, faz parte da pré-história em termos de lógica de primeira ordem e teoria econômica. Isto é fato. Somente indivíduos como Valter Pomar, Marco Aurélio Garcia, Frei Beto, Leonardo Boff e Tarso Genro insistem em defender a existência de uma teoria do valor-trabalho e permanecem como herdeiros do troço abstruso de Hegel, a dialética, com a qual fazia ginásticas mentais o austero Caio Prado Júnior, um de seus grandes adoradores brasileiros. Fossem eles capazes de pequena dose de reflexão, dedicar-se-iam mais à exegese de seu próprio cânone, daquele mesmo conjunto de textos da escola marxiana, cujo objetivo era analisar os fundamentos socioeconômicos da sociedade industrial do século XIX e projetar, ao modo historicista, as inevitáveis quedas do capitalismo e ascensão da sociedade sem classes dos produtores livres. Esta base profético-historicista ruiu, porque sustentada em uma falsa economia e em uma falsa sociologia. Colocadas de lado as fabulações de fanáticos e oportunistas de esquerda, é fato que a análise exigível da teoria marxiana revela que a ciência revolucionária dos comunistas é não apenas falível, como seria de se compreender de uma hipótese de economia política, mas insustentável. O conceito de classe é oco e se depreende - porque jamais foi definido pelo próprio Marx- que o autor de O Capital estava fazendo uso de uma noção vulgar de agregado, ao qual pertenceriam indivíduos portadores de uma propriedade comum. No caso, dos proletários, aqueles que possuem força de trabalho, são empregados e remunerados quando a vendem; no caso dos burgueses, aqueles que detêm a propriedade dos meios de produção, as fábricas ou a terra e que compram a força de trabalho. Entre os dois agregados haveria uma tensão, um conflito, ao longo da história. A aplicação do conceito de dialética às coisas e à história é de responsabilidade de Hegel, mas pode ser rastreada até mesmo às formulações de Maniqueu e dos primeiros gnósticos. A elevação hegeliana da dialética à dinâmica do ser-em-si-para-si e a sua entificação como movimento inerente à história, como logos encarnado nela (o Princípio de Heráclito), provoca a desestruturação da possibilidade de pensar, porque rompe com os compromissos com a lei da não-contradição e do terceiro excluído. Vejamos, num exemplo, como seguidores de Marx fazem o elogio do obscurantismoo, na esperança de desvendarem o mistério da realidade: "a dialética é a ciência que mostra como as contradições podem ser concretamente (isto é, vir a ser) idênticas, como passam uma na outra, mostrando também porque a razão não deve tomar essas contradições como coisas mortas, petrificadas, mas como coisas vivas, móveis, lutando uma com a outra em e através de sua luta (Henri Lefebvre, Lógica Formal-Lógica Dialética, trad. Carlos Coutinho, 1979, p. 192). Temos aqui a essência da agressão aos princípios lógicos, a elevação de uma mítica à condição de ciência, que seria capaz de desvendar o atrito de alegadas contradições "vivas", constituintes do próprio ser, neste caso, da sociedade dividida que se encontra em permanente conflito, configurado, ao longo da história, em distintas relações de produção. Em verdade, mero escrutínio racional devasta a precariedade deste fetiche solene, que parte do princípio segundo o qual qualquer coisa "nega" a si mesma para produzir uma terceira coisa, a síntese das anteriores. Dose pequena de lógica é suficiente para denunciar esta aventura como irracionalista. Uma sentença do tipo p e não p não pode servir de base para construção de qualquer teoria, porque assim teríamos de aceitar que a toda a afirmação e a infirmação de p é verdadeira, o que é um absurdo, mesmo em termos de lógicas não-clássicas, como a paraconsistente. A ideia hegeliana não passa de um espantalho materializado por Marx e colocado no campo da “economia politica”. Marx, aliás, não era apenas um cientificista; era também um sentimentalista que se apegava a abstrações e desprezava os fatos. Por isso, recorreu ao fetiche da luta de classes para elaborar sua filosofia da história com base no materialismo que ele chamou de dialético. Para ele, em sua forma materialista, a dialética explica a forma do devir no fluxo do movimento (O Capital). Nem vou me deter na ideia pífia de matéria da qual Marx partiu. Ele tinha lá sua filosofia corpuscular da matéria, a mesma que Demócrito apresentou, mas introduziu a concepção segundo a qual esta matéria primitiva se tornava matéria socialmente relevante, se humanizava, uma vez transformada pela ação do homem. A história tem sua matriz nesta descoberta, a de que o homem, na busca por objetivos de subsistência e sobrevivência, transforma a matéria e cria a si mesmo e os modos de produção cada vez mais sofisticados, os últimos em relação aos que os precederam. Na onda de que tudo se movimenta e qualquer coisa contém a sua negação, ele propôs o sistema que alegadamente explicaria a consumação de todo o processo desta criação, a história, no qual o modo de produção capitalista seria extinto. A implantação da utopia, ainda tão esperada por comunistas de todos os matizes, foi intentada mais do que uma vez no século XX e só resultou em desgraça. Se analisarmos, descontando a linguagem de disfarce, o texto dilmiano do Decreto dos Conselhos Populares ( derrubado, em tempo, no Congresso), vemos que ele tentou reeditar a noção de subverter o ordenamento político e jurídico do país. Mais atentamente, o tal Decreto revelava-se como plano de aplicação de propostas comunistas e, neste sentido, filiava-se ao Manifesto, porque não era um programa de metas a serem atingidas para que se preservasse a dignidade e a liberdade dos indivíduos, mas um plano que descortinava os métodos de transformação da sociedade pela via do controle exclusivo do estado pelo partido. O que se descortinava, no Decreto, era o uso proposital de uma novilíngua para fins de captura de todos os ativismos numa rede que enlaçava as demandas de minorias ao dirigismo estatal. Só não vê quem não quer: havia uma filiação do Decreto aos textos fundadores do comunismo. Consideradas as devidas mediações de ordem histórica e os métodos de obtenção de uma hegemonia cultural antiburguesa, de acordo com o registro gramsciano, tudo o que se move em sociedade, economia e cultura deve ser sistematizado pelo modelo dirigista do partido, no caso o PT. A nova hegemonia evidenciava seu parentesco com o Manifesto Comunista, porque, como este, pretendeu plantar, a um só tempo, a crítica da política e da economia capitalistas e as ações que farão a transfiguração dos marcos da sociedade neoliberal. O Manifesto de Marx e Engels é tão transversal, a exemplo da Mensagem da Direção Central à Liga dos Comunistas (1850), como o é seu esbirro petista, na medida em que todos encadeiam a crítica à sociedade, na qual trabalhadores (e agora minorias oprimidas e segmentos da sociedade civil) são vitimizados. E passam a agir sob tutela do partido, deflagrando uma transformação sociocultural, a ser imposta com a utilização de todos os meios estatais disponíveis para instruir crianças e jovens neste humanismo planificado. O decreto é uma aberração; sua enunciação ideológica é destrutiva com relação à visão de mundo dita neoliberal (neologismo que, como sabemos, substitui o termo "burguesia"). Devemos ter em mente que, para Marx e Engels, importava tornar assíduas as ações políticas dos partidos comunistas a partir de compromisso a serem atingidos com metas definidas. O panfleto de 1848 e as diretrizes de ação daMensagem (1850) são, efetivamente, as fontes de inspiração do Decreto dos Conselhos e devemos analisá-lo desde a noção de transversalidade,segundo a qual todos os vetores da vida, seja ela privada ou social, se entrecruzam. Com ela, os petistas desejaram demarcar ações revolucionárias num todo abrangente, do qual nada escapa. Quando lemos os eixos orientadores, as diretrizes e os objetivos estratégicos do Decreto, deparamo-nos com uma planificação totalitária de ação política, cujo fim é exterminar o estado democrático de direito. Se Engels e Marx, em 1848 e 50, estabeleciam as distinções entre a ação comunista e as demais formas de ação política, com base na ideia de luta de classes, modulando-as às circunstâncias dos distintos países europeus, o Decreto dos Conselhos faz o mesmo, com a diferença de que nele, por razões estratégicas, estão camuflados, por meio de um falatório de aparência benigna, os objetivos já antecipados pelo Manifesto Comunista. Se antes o lema era estimular, junto aos trabalhadores a união política em torno de luta de classes, agora a pretensão dos petistas é a de organizar os "movimentos sociais" em torno da ideia de participação popular na administração pública. Trata-se de mera manobra linguística, que distorce e se apropria de uma bandeira aparentemente atrativa para o consumo das massas, pouco informadas com respeito à etiologia destes direitos. Quando, com olhar calmo, examinamos essa etiologia, nos damos conta de que os espertos autores do Decreto são os mesmos que conduziram a Petrobrás ao desastre econômico pela via do dirigismo de partido e da corrupção sistêmica. Eles estão comprometidos com uma modalidade dirigista de subtração de direitos democrático-constitucionais, que têm no princípio da representação, na transparência no trato com a coisa pública, na distinção entre partido e estado, na preservação da liberdade individual e na proteção da autonomia dos indivíduos, os seus princípios fundantes. Ora, nenhum marxista pode conformar-se com uma declaração como essa, cujo conteúdo é incompatível com uma visão totalitária das relações humanas. Os redatores do Decreto dos Conselhos, os gestores políticos da Petrobrás, os articuladores de nossa política externa secreta, são, enfim, marxistas-leninistas e, por isso, desafiam a todos aqueles que se preocupam com os direitos políticos liberais, com o ordenamento jurídico-constitucional, com uma interpretação outra que não seja a de institucionalização de garantias individuais em sociedades democráticas e com a transparência na gestão da coisa pública. Sociedades constitucionais simplesmente não podem conviver com um partido que se mete a regulamentar tudo na vida das pessoas e não se concilia com a ausência da ética derivada da tradição judaico-cristã e do direito natural. Marxistas jamais produziram uma teoria ética e sempre relativizaram a axiologia por parâmetros da luta de classes. Por isso, para eles, o crime, tal como definido na lei das democracias constitucionais, não é, de fato, crime, mas, muitas vezes. forma de ação política revolucionária, um meio dos quais se utilizam quando lhes é conveniente e que se legitima na ideia de varrer da história a injustiça inerente ao capitalismo. O conceito de participação popular, que perpassou o Decreto de Dilma Roussef, era o instrumento por meio do qual um ainda iludido petismo pretendeu estabelecer uma rede totalitária de controle da vida social. Era o primeiro estágio teórico-legislativo da tirania que tornaria palatável o convívio com a fraude e a corrupção no estado e em todos os níveis sociais. Neste sentido, era resultante do ideário comunista ativo dos nossos governantes, que hoje, não por acaso, enfrentam a fase mais aguda de esgotamento de seu projeto de poder. Mas, a sociedade brasileira, finalmente, cansou. Ela quer vê-los expulsos do comando de um país que, por doze anos, governaram com corrupção deliberada e desavergonhada, improviso administrativo e alinhamento com o obscurantismo. A nação, enfim, grita: “Fora PT".

SERVIDORES DA POLÍCIA CIVIL E DA SUSEPE PARALISAM ATIVIDADES NESTA TERÇA-FEIRA

Durante todo o dia, os servidores da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e da Polícia Civil irão paralisar parcialmente suas atividades nesta terça-feira. O objetivo é chamar a atenção para a situação atual da segurança pública e para os cortes do governo estadual na área. Entre os motivos para a paralisação estão o receio do não pagamento do reajuste salarial previsto para maio, a necessidade de mais recursos para a polícia e a nomeação de aprovados no último concurso. Os caras parecem surdos e mudos para o que diz o governo, que não há dinheiro sequer para o pagamento dos salários, tanto que, neste mês de abril, para efetivar o pagamento da folha, o governador José Ivo Sartori precisou suspender o pagamento da dívida do Estado com a União. Nos manuais de psiquiatria, esse completo alheamento da realidade classifica-se como esquizofrenia. Mas, a parada desses funcionários não deve incomodar muito o governo. Políticos estão cansados de saber que funcionários da Susepe e da Polícia Civil fazem pouca diferença no serviço público. Nas cadeias, mandam os presos. E, para impedir que eles saiam, só são necessários os brigadianos que ficam nas guaritas externas. E quanto à Polícia Civil..... bem..... o único órgão a lamentar a parada é o Instituto de Identificação, com ótimos serviços prestados. 

SARTORI REÚNE SERVIDORES PARA TORNAR MAIS PALATÁVEL SEU PRÓXIMO PACOTE DE MALDADES

As sucessivas apresentações dos termos da herança maldita que recebeu do governo Tarso Genro, PT, servem para tornar consistente e compreensível o caldo de cultura no qual Sartori ferve poções intragáveis de contenção de despesas e aumentos de arrecadação. O secretário da Fazenda, Giovani Feltes, apresentou esta manhã um cenário desolador para representantes de 20 sindicatos e entidades ligadas ao funcionalismo estadual, tentando convencê-los a aceitar duras medidas que os atingirão. Não houve explicação alguma sobre o pacote de maldades que o governo forja nos seus porões. Fiovani Feltes fez projeção de déficit para este ano, de R$ 5,4 bilhões, ressaltando que a realidade é muito pior do que o antigo secretário da Fazenda Odir Tonollier previa — que era R$ 1,5 bilhão. O secretário também informou que o Estado paga mais de R$ 1 bilhão de juros ao ano devido às retiradas de dinheiro do caixa único e ao uso de depósitos judiciais, que, juntos, somam R$ 11,8 bilhões. O governador apenas abriu a reunião, realizada no Galpão Crioulo do Palácio Piratini. Ao meio dia, ele se encontrou com a bancada federal gaúcha e esta noitinha tinha agendado reunião com deputados estaduais. (Políbio Braga)

Privatizações do petismo – Governo já fez essa propaganda antes, e nada aconteceu em razão da mistura de incompetência, ideologia rombuda e má-fé

A presidente Dilma Rousseff comandou uma reunião com boa parte do governo em pleno sábado — é preciso, afinal, mostrar que está trabalhando — para discutir um pacote de concessões na área de infraestrutura ao setor privado. Quando tucano faz isso, os petistas chamam o procedimento de “privatização” e saem por aí a vociferar contra a decisão. Quando são eles próprios a privatizar, então preferem a palavra “concessão”. Só para registro: sempre que um serviço público estiver em mãos privadas, dada a Constituição brasileira, o que se tem, de fato, é concessão. E por dois motivos: 1) há um prazo, ainda que longuíssimo, para a validade da operação do serviço; 2) sempre existe a possibilidade, ainda que remota, de a autorização, regulada por uma agência, ser cassada. Sigamos. José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, afirma que o pacote pode chegar a R$ 150 bilhões. Convém não se fiar em números tão mirabolantes. Não é que não exista potencial para até mais do que isso quando se consideram as carências nas áreas de transporte, portos e aeroportos, por exemplo. O problema é que o governo já demonstrou ter a roda presa. Desde que Dilma assumiu o poder, em 1º de janeiro de 2010, esta é a quarta vez que se fala numa grande arrancada na área de infraestrutura. E nada de substancial aconteceu nesses mais de quatro anos. Aliás, se considerarmos o período em que a atual governanta passou como chefona do setor — o tempo em que ela era a Dilmãe do PAC… —, acrescentem-se àquelas quatro outras tantas vezes. E por que nada de substancial acontecia? Entre outras delicadezas, os companheiros tinham a ambição de tabelar a taxa de retorno das empresas privadas. Isto mesmo: os iluminados decidiram fazer por aqui o que a China, oficialmente comunista, jamais faria por lá: tabelar o lucro dos empresários. Muita gente não topou. Ou, então, se faziam escolhas na área de concessão que geravam muita notícia e pouca estrada. Vejam o que aconteceu com a privatização — ou concessão — das rodovias federais. Na ânsia de atacar os tucanos de São Paulo, os gênios da raça decidiram impor um pedágio ridiculamente baixo. Resultado: o que antes não prestava continuou não prestando, mas com… pagamento de pedágio! Trata-se de um misto de ideologia rombuda com incompetência. E, claro!, acrescente-se a tudo isso a má-fé. Afinal, o governo que privatizou pouco soube pôr os bancos públicos a serviço de uns poucos eleitos, não é mesmo? Agora, parece, BNDES, Banco do Brasil e CEF terão uma participação mais discreta nos novos empreendimentos. Consta que o objetivo é atrair o capital privado. Vamos ver quais serão as regras. Por enquanto, tudo é falatório para movimentar o noticiário. Dadas as rodadas anteriores, é evidente que é o caso de ver com desconfiança esse ataque súbito de amor pelo óbvio e pelo bom senso. Por Reinaldo Azevedo

Morre no Rio de Janeiro a única ex-terrorista libertada da "Casa da Morte"



A terrorista Inês Ettiene Romeu, de 72 anos, ex-integrante de grupos revolucionários durante a ditadura militar (1964-1985), morreu na manhã desta segunda (27), em Niterói, região metropolitana do Rio. Ela foi a única pessoa a ser libertada da chamada Casa da Morte, local usado para tortura pelos militares e que funcionava na cidade de Petrópolis, na região serrana. Pelo menos 20 pessoas teriam morrido após torturas no local durante a ditadura. De acordo com parentes, a ex-terrorista morreu enquanto dormia. A família de Inês Ettiene espera a chegada de parentes que vem de Minas Gerais para definir local e hora do sepultamento. Em 5 de maio de 1971, há quase 44 anos, Inês integrava a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) quando foi presa na rua Santo Amaro, zona sul de São Paulo, pela equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury. Levada para a delegacia, a ex-terrorista foi torturada antes de ser trazida para o Rio. No Estado foi transferida para a Casa da Morte, em Petrópolis. Os torturadores a liberaram acreditando que depois de três meses de tortura e cativeiro na Casa da Morte, ela não participaria mais da luta armada e até passaria a colaborar para o regime militar. A revelação foi feita pelo tenente-coronel Paulo Malhães, morto em 2014. A guerrilheira não pôde depor à Comissão Nacional da Verdade (CNV) por um problema na fala. Mas a sua ida às reuniões do grupo possibilitou a identificação de seis torturadores da casa. Todo o reconhecimento foi feito com base em fotografias apresentadas pelos integrantes da comissão. Dos identificados, cinco ainda estão vivos. Apenas Freddie Perdigão Pereira está morto. Ele era apontado como um dos mais cruéis torturadores do regime militar. A coincidência é que quatro integrantes do grupo foram lotados no gabinete do então ministro da Guerra, Orlando Geisel, irmão do ex-presidente Ernesto Geisel. "Estamos conseguindo demonstrar que ela (a Casa da Morte) existiu e foi produto de uma ação deliberada do Estado brasileiro de fazer das violações aos direitos humanos uma política de Estado. Conseguimos identificar uma lista de torturadores que atuaram na Casa da Morte e listar vítimas que estiveram ou desapareceram", avaliou, na ocasião, o coordenador da CNV, Pedro Dallari. Presente no encontro com a CNV, Inês Ettiene foi aplaudida de pé e ouviu a irmã ler uma carta às pessoas presentes no auditório do Arquivo Nacional. "Sua missão é de heroísmo. Você não tem mais o que temer. Você venceu", disse a irmã, Celina Romeu a Inês após a leitura.

Caixa Econômica Federal vai financiar apenas 50% do valor dos imóveis usados

A partir da próxima segunda-feira (4), a Caixa Econômica Federal vai reduzir o limite para o financiamento de imóveis usados com recursos da poupança. A cota de financiamento de imóveis usados, apenas para operações com recursos da poupança, vai passar de 80% para 50% nas operações do Sistema Financeiro de Habitação, e de 70% para 40% para imóveis no Sistema Financeiro Imobiliário, pelo Sistema de Amortização Constante. O banco admite que sua prioridade neste ano será o financiamento de imóveis novos, que serão poupados das novas regras, o que beneficia o setor de construção. A mudança, que mitiga o problema da redução de depósitos na poupança, também não vale para as operações de habitação popular, de acordo com o banco: "A Caixa Econômica Federal informa que o foco do banco este ano será o financiamento de imóveis novos, com destaque para a habitação popular - operações do Minha Casa Minha Vida e recursos do FGTS". Na opinião da advogada Daniele Akamine, sócia da Akamines Negócios Imobiliários, por ora, não deve afetar os demais bancos, que poderão ser uma opção para os compradores. Com a nova alteração, segundo ela, eles estarão em um patamar de igualdade competitiva com a Caixa Econômica Federal.

CNI APONTA PIORA NA PERCEPÇÃO DOS BRASILEIROS EM RELAÇÃO À INFLAÇÃO E AO DESEMPREGO

Estudo divulgado hoje (27), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) informa que, depois da leve melhora em março, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) registrou aumento no pessimismo da população em relação à inflação e ao desemprego. Em abril, o índice caiu 1% em abril – em comparação a março – e alcançou o menor patamar desde junho de 2001. "Com isso, o INEC acumula queda de 9,3% no ano e está 8,9% menor do que o registrado em abril de 2014", informa o estudo. Neste mês, o índice de expectativa da inflação para os próximos três meses caiu 4,4% e o de desemprego recuou 9,8% em relação a março. Quanto menor o indicador, maior é a preocupação da população com a evolução dos preços e da oferta de emprego. No mesmo período, o índice de compras de bens de maior valor recuou 7,5%. Mesmo assim, a pesquisa mostra que a percepção dos brasileiros em relação à situação financeira atual melhorou um pouco. O indicador de situação financeira aumentou 7,7% em abril e o de endividamento subiu 0,3% frente a março. O índice de expectativa para a renda pessoal nos próximos três meses aumentou 11,9% em relação ao mês anterior, mas continua 8,9% inferior ao registrado em abril do ano passado.

Lula está apavorado

O que Lula disse sobre a reportagem da Veja segundo a qual sua fazenda, registrada em nome de dois testas-de-ferro, foi reformada pelo presidente da OAS, preso pela Lava Jato? Até agora, nada. Lula está apavorado. Ele não sabe o que os procuradores já descobriram a seu respeito. E teme ser desmentido.

Lula na cadeia?

A reportagem da Veja sobre a fazenda de Lula foi um recado da OAS. Leo Pinheiro, presidente da empreiteira, tem um depoimento marcado com o juiz Sergio Moro no dia 7 de maio. Se Lula não conseguir livrá-lo até lá, Leo Pinheiro pode decretar o fim da carreira política de Lula e, com um tantinho de sorte, mandá-lo para a cadeia. Lula entendeu o recado e se calou. O PT também.

A gráfica fantasma

A denúncia da Lava Jato contra a Gráfica Atitude, usada por João Vaccari Neto para lavar dinheiro do Petrolão, deixou O Antagonista meio encafifado. Fomos checar as despesas com gráficas da campanha eleitoral de Dilma Rousseff. Uma delas, em particular, chamou nossa atenção: a VTPB Ltda. Por que a gráfica VTPB chamou nossa atenção? Porque nenhuma de nossas fontes no mercado publicitário ouviu falar nela. E porque recebeu de agosto a novembro de 2014, segundo os dados apresentados ao TSE pelo PT, a quantia exorbitante de 16.677.616 reais. O dinheiro foi repassado diretamente pelo tesoureiro de Dilma Rousseff, Edinho Silva, como se pode ver neste recibo de 1.401.187 reais:
"Transação efetuada com sucesso por Edson Antonio Edinho Silva"
A gráfica VTPB, que recebeu 16.677.616 reais do tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, Edinho Silva, está registrada na rua Atílio Piffer, 29, Casa Verde, São Paulo, com se pode ler numa das notas fiscais apresentadas pelo PT ao TSE:

No alto, à esquerda, o endereço da gráfica VTPB
O Antagonista teve a curiosidade de visitar a gráfica VTPB, que recebeu 16.677.616 reais da campanha de Dilma Rousseff. E o que encontrou no endereço em que ela está registrada - rua Atílio Piffer, 29 - foi apenas um pequeno galpão deserto. A fotografia de sua fachada foi tirada nesta segunda-feira, às 13:06. 


O antagonista Mario preparou o seguinte relatório sobre sua visita à gráfica fantasma da campanha de Dilma Rousseff: "O número 29 da rua Atílio Piffer, no bairro da Casa Verde, em São Paulo, é uma portinha num prédio de dois andares. Nunca houve uma gráfica ali, segundo o vizinho, Cícero. A portinha está cerrada há anos. Em frente, no número 30, existe uma gráfica artesanal, chamada Daksil. O seu proprietário disse que imprimiu uns folhetos para "o Rogério”, candidato a deputado nas últimas eleições, mas ele não sabe por qual partido. O Rogério, advogado que mora na própria Atílio Piffer, numa casa amarela, não foi eleito. A Daksil jamais recebeu uma encomenda de 16 milhões de reais".


Como disse a The Economist, Dilma é uma fantasma (na fotografia, com o outro fantasma, Edinho Silva) 

GOVERNO GAÚCHO ATRÁS DE R$ 1,8 BILHÃO PARA PAGAR FUNCIONALISMO


O secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes, afirmou nesta segunda-feira, em reunião com sindicatos de servidores do Estado, que a necessidade mensal do governo para o pagamento do funcionalismo é de R$ 1,8 bilhão. “Não é chororô. Falta dinheiro”, ressaltou. O secretário também apresentou dado apontando que R$ 5,4 bilhões de déficit equivalem a três meses de folha de pagamento. O governador José Ivo Sartori compareceu à reunião. Ele afirmou que alguns serviços oferecidos pelo funcionalismo vêm apresentando defasagem no atendimento à população e completou: “Queremos preservar questões fundamentais. O estado está precisado de todos nós”, disse. Sartori deixou encontro mais cedo para participar da abertura da campanha da vacinação contra a gripe.

Pobres invadem a aula de Haddad na USP e deixam o prefeito irritado! Que coisa feia! Ou: Eu posso censurar a invasão, o petista tem de aplaudi-la

Um grupo de cerca de quarenta moradores de bairros do distrito de Parelheiros, na Zona Sul da capital paulista, interrompeu a aula do prefeito Fernando Haddad (PT) no prédio da pós-graduação de Ciências Sociais da Universidade de São Paulo (USP) – no campus Butantã, na Zona Oeste -, por volta das 9 horas desta segunda-feira. Os moradores exigiam a criação urgente de linhas de ônibus em seus bairros, no extremo sul da cidade, e levaram um documento para que o prefeito assinasse se comprometendo a implantar cinco linhas. Haddad chegou a se retirar da sala de aula por se sentir ofendido com a intervenção, de acordo com uma militante do movimento Luta do Transporte no Extremo Sul, Luíze Tavares. O prefeito disse que não assinaria documento algum e que não era para os moradores interromperem a aula. “Nós entramos, apresentamos o histórico dos bairros. A principio, ele não queria que interrompêssemos a aula, pediu para procurarmos por ele no intervalo”, afirmou Luíze: “Houve alguns momentos de tensão porque ele achou que estava sendo ofendido. Mas ele não acha que ofender é a pessoa andar duas horas para um ponto de ônibus". Em seguida, Haddad se retirou da sala de aula e os moradores foram atrás dele. “Ele parou no corredor das Ciências Sociais e ali terminou a conversa. Lemos para ele o que queríamos que ele assinasse, ele concordou em partes, mas disse que não ia assinar de qualquer jeito”, declarou Luíze. Ainda de acordo com a manifestante, o prefeito garantiu que haverá uma reunião no dia 16 ou 23 de maio, que está prevista para ocorrer na subprefeitura de Parelheiros. Em 2014, moradores da região chegaram a organizar uma van, chamada pelo grupo de “linha popular”, por um dia e se acorrentaram no saguão da Prefeitura como forma de protesto. 

Ministério Público apresenta nova denúncia contra Vaccari e Duque: lavagem de R$ 2,4 milhões. É aquele caso que envolve a gráfica e a revista ligadas ao PT

O Ministério Público Federal apresentou nesta segunda-feira denúncia contra o ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque – indicado pelo partido – e o executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, do grupo Toyo Setal, por lavagem de dinheiro no total de 2,4 milhões de reais. O crime foi revelado na 12ª fase da Operação Lava Jato, que prendeu Vaccari preventivamente e identificou pagamento de recursos desviados da Petrobras a uma gráfica condenada por fazer propaganda eleitoral irregular para a presidente Dilma Rousseff, em 2010. De acordo com a denúncia, o crime de lavagem de dinheiro foi cometido 24 vezes pelos acusados entre abril de 2010 e dezembro de 2013. Vaccari foi denunciado como organizador do esquema – um agravante que pode elevar a pena do petista, caso condenado. O Ministério Público Federal pede ainda que os acusados paguem à Petrobras como indenização, no mínimo, o dobro do valor lavado: 4,8 milhões de reais. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, uma parte da propina que seria paga a Renato Duque no esquema do Petrolão do PT foi direcionada por empresas do grupo Setal Óleo e Gás (SOG), ao qual pertence Mendonça Neto, para a Editora Gráfica Atitude. Com aval de Duque, o pagamento foi solicitado por Vaccari em um encontro pessoal com Mendonça Neto. Por meio da Setec Tecnologia e da SOG, ele fechou dois contratos falsos de compra de anúncios com a Editora Gráfica Atitude e usou duas outras empresas – Tipuana e Projetec – para realizar os pagamentos. Vaccari pediu os pagamentos duas vezes, em 2010 e 2013, sendo celebrados dois contratos de 1,2 milhão de reais cada. Ficou comprovado o repasse de ao menos ao menos 2,4 milhões de reais, sem que o serviço, a veiculação da propaganda, tenha sido prestado. Mendonça Neto disse que “não possuía qualquer interesse comercial em publicar anúncios na revista”. As empresas de Mendonça Neto realizaram vinte e duas transferências bancárias que somam 2,25 milhões de reais (valor líquido, descontados impostos) para a Editora Gráfica Atitude. Em contrapartida, a gráfica emitiu dezoito notas fiscais frias para justificar os pagamentos. O Ministério Público Federal apreendeu e-mail de uma funcionária da gráfica com cópia das notas. Os valores que abasteceram os cofres da Editora Gráfica Atitude foram desviados de contratos da SOG com a Petrobras nas refinarias de Araucária (PR), a Repar, e de Paulínia (SP), a Replan, segundo os investigadores. Em 2010, os pagamentos à gráfica ocorreram meses antes e depois das eleições, quando a empresa veiculou uma edição da Revista do Brasil, com tiragem de 360.000 exemplares, de conteúdo favorável à presidente Dilma Rousseff e ofensivo ao senador José Serra (PSDB), então adversários na disputa da Presidência da República. O Tribunal Superior Eleitoral considerou a revista uma propaganda irregular e multou a gráfica em 15.000 reais. Para os procuradores da República, há indícios de que os pagamentos de propina pela Setec e SOG, dissimulados como compra de anúncios, financiaram a edição de número 52 da Revista do Brasil, de outubro de 2010, justamente a multada pela Justiça Eleitoral por propaganda pró-Dilma. O Ministério Público Federal indicou que parcelas do contrato fictício foram pagas naquele mês, bem como antes e depois das eleições. Segundo delação de Augusto Ribeiro Mendonça, Vaccari pediu que ele fizesse transferências de dinheiro à Gráfica Atitude em vez de pagar propina ao partido em forma de doações eleitorais registradas, outro método de pagamento de propinas que rendeu ao partido ao menos 4,2 milhões de reais entre 2008 e 2012. A Gráfica Atitude é uma sociedade mantida por dois sindicatos umbilicalmente ligados ao PT: o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Os sindicatos são sócios e indicam os diretores da gráfica – quase todos filiados ao PT e sempre dirigentes dos sindicatos. Um deles, Teonílio Barba (Metalúrgicos do ABC), elegeu-se deputado estadual na Assembléia Legislativa de São Paulo, no ano passado. Outra diretora, Ivone Maria da Silva (Bancários), foi uma defensora de Vaccari durante a gestão do ex-tesoureiro petista na Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) – pela qual ele responde criminalmente na Justiça paulista. Os procuradores da Lava Jato também indicaram na denúncia que o endereço do diretório estadual do PT em São Paulo consta em listas telefônicas na internet também como sede da Editora Gráfica Atitude. Por ora, o Ministério Público Federal decidiu não denunciar funcionários da gráfica. Isso porque, segundo os procuradores, a responsabilidade deles ainda será apurada em inquérito separado. Os atuais diretores da gráfica Atitude, no entanto, foram arrolados para depor como testemunhas.

Polícia Federal quer instalar vírus em telefone grampeado para copiar todas as informações e até fotografar a pessoa alvo

A Polícia Federal está tentando ampliar seu acesso às informações armazenadas em telefones celulares grampeados com autorização judicial, instalando nos aparelhos das pessoas investigadas um aplicativo especial que permita copiar todos os dados sem que elas percebam. As informações que as operadoras de telefonia compartilham com as autoridades hoje em dia se restringem a mensagens SMS e ligações de voz que passam por suas redes. As empresas argumentam que não têm acesso a mensagens e dados transmitidos por aplicativos que usam a internet, como o Whatsapp. No caso dos smartphones, há vários outros tipos de informação que não são obtidas hoje. Além de coletar dados básicos, como listas de contatos da agenda, ligações feitas e recebidas e mensagens de texto, os programas que a PF quer usar são capazes de interceptar tudo que o usuário digitar no aparelho "hospedeiro", até mesmo senhas. Produzidos por empresas israelenses, americanas e indianas, esses sistemas ainda capturam as mensagens enviadas pelo WhatsApp, todos os e-mails arquivados, lidos e enviados, comentários publicados nas redes sociais, ligações feitas por Skype ou Viber, vídeos e fotografias. Os programas espiões são instalados sem que o dono do aparelho perceba, frequentemente aproveitando-se do acesso dado a um aplicativo ou arquivo bem-vindo. Por isso, são apelidados de "cavalo de Tróia" para celulares. Ficam ocultos enquanto encaminham todas as informações para uma central. No início da Operação Lava Jato, a PF só conseguiu devassar as mensagens do doleiro Alberto Youssef com outros suspeitos do esquema de corrupção na Petrobras porque convenceu a Blackberry a franquear acesso às conversas feitas por meio do BBM, serviço de mensagens instantâneas dos aparelhos da marca. Com os novos programas de espionagem que a PF quer usar, o celular grampeado poderia até mesmo fotografar o usuário, com a câmera interna frontal do aparelho, sem disparar nenhum som, e enviar a imagem às autoridades. A foto poderia servir para comprovar quem usava o celular em determinado dia e horário, informação que poderia ser cruzada com o envio de outros dados relevantes. Para implementar o novo sistema de grampo, a Policia Federal quer que as empresas de telefonia adquiram os programas espiões e deem às autoridades o acesso aos dados coletados. Investigadores argumentam que o crime organizado já faz uso de ferramentas semelhantes, o que aumenta a pressão para a aquisição de tecnologia similar pela Polícia Federal. As operadoras de telefonia, no entanto, vêm apresentando resistência. Além do custo adicional, elas temem complicações jurídicas com a implantação do sistema. Além disso, o envio das informações copiadas nos aparelhos grampeados consumirá, necessariamente, parte do pacote de dados contratado e pago pela pessoa investigada. Portanto, caberia à polícia ou à operadora arcar com os custos de ampliar o plano de dados do aparelho para viabilizar a espionagem. O programa se instala nos celulares como um aplicativo oculto e repassa para uma central todas as informações contidas no aparelho. Ao se abrir uma mensagem, e-mail ou alerta de atualização infectado, o vírus se hospeda no smartphone. É possível transmitir o vírus até mesmo quando o usuário atende uma chamada. A Polícia Federal quer que as operadoras implantem o vírus. As empresas teriam que manter uma cópia dos arquivos capturados, como fazem com as escutas telefônicas. A polícia hoje tem dificuldade para acessar mensagens trocadas por suspeitos no Whatsapp ou ligações feitas em programas como o Skype. O espião não pode ser notado pelo usuário. Após o vírus ser instalado, a Polícia Federal pode acessar todo o conteúdo armazenado, incluindo listas de contatos, fotos, vídeos, e-mails e senhas digitadas.

Lulinha: do caminho das antas ao apartamento de R$ 6 milhões. Ou: O filho que sai ao pai não degenera. Ou ainda: O sítio das delícias

Os Lula da Silva têm mesmo um jeito heterodoxo de viver. Chega a ser estranho que o chefão do PT tenha querido, algum dia, como é mesmo?, mudar o mundo… Ora, mudar para quê? A partir de certo momento, vamos admitir, esse mundo só sorriu para ele. E continua a sorrir para a sua família. Reportagem de capa da VEJA desta semana expõe a proximidade entre o agora ex-presidente da República e o empreiteiro baiano Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, um dos presos da operação Lava Jato. Proximidade que pode fazer com que o escândalo do petrolão ainda exploda no colo do companheiro-chefe. É que Pinheiro começou a fazer algumas anotações… Quero aqui abordar um aspecto em particular. A VEJA informa que Fábio Luís da Silva — vulgo “Lulinha” — mora num apartamento, numa área nobre em São Paulo, avaliado em R$ 6 milhões. É isso mesmo que vocês leram. O apartamento do filho do Primeiro Companheiro é coisa de ricaço. Mas parem de ficar imaginando maldades. O dito-cujo não está em nome do rapaz! Não! Oficialmente, o dono do imóvel é o empresário Jonas Suassuna, que é apenas… sócio de Lulinha. Esse rapaz, note-se, é, desde sempre, um portento. Lula já o chamou de o seu “Ronaldinho”, louvando-lhe as habilidades para fazer negócios. Formado em biologia, o rapaz era monitor de Jardim Zoológico até o pai chegar à Presidência. Cansado de ficar informando ao visitante onde se escondiam as antas, ele decidiu ser empresário quando o genitor se tornou o primeiro mandatário. E o fez com uma desenvoltura assombrosa. Só a Telemar (hoje Oi) injetou R$ 15 milhões na empresa do rapaz, a Gamecorp. Nada além de uma aposta comercial? Assim seria se assim fosse. Empresas de telefonia são concessões públicas, que dependem de decisões de governo. Aliás, é bom lembrar: Lula mudou a lei que proibia a Oi (ex-Telemar) de comprar a Brasil Telecom (que era de Daniel Dantas). A síntese: o pai de Lulinha tomou a iniciativa de alterar uma regra legal e beneficiou a empresa que havia investido no negócio do filho. Isso é apenas uma interpretação minha? Não! Isso é apenas um fato. Adiante. Os Lula da Silva formam uma dinastia. O filho repete, em certa medida, o caminho do pai — e não é de hoje. Quando Lula era o líder da oposição, também morava, a exemplo de Lulinha, numa casa que estava muito acima de suas posses oficiais. O imóvel lhe era cedido por um advogado milionário chamado Roberto Teixeira, seu compadre. Se vocês entrarem no Google, ficarão espantados com a frequência com que Teixeira aparece ligado a, digamos assim, negócios que passam pelo petismo. Terão acesso a um grupo de textos evidenciando, por exemplo, as suas interferências na venda da Varig. Agora o sítio. Jonas Suassuna, o sócio de Lulinha e dono oficial do apartamento milionário em que mora o filho do Poderoso Chefão petista, é quem aparece como proprietário de um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, em companhia de Fernando Bittar, que é, ora vejam, o outro sócio de Lulinha. Até aí, bem… Ocorre que, no PT, e fora dele, incluindo toda a Atibaia, a propriedade é conhecida como o “sítio do… Lula!”. É lá que ele passa os fins de semana desde que deixou a Presidência. A propriedade foi inteiramente reformada, em tempo recorde, pela empreiteira OAS, a pedido de… Lula! Os pagamentos aos operários eram feitos em dinheiro vivo. O arquiteto que cuidou de tudo se chama Igenes Irigaray Neto, indicado para o empreendimento pelo empresário José Carlos Bumlai, amigão de… Lula! O tal aparece com frequência em histórias mal contadas envolvendo o petismo — inclusive o petrolão. A OAS, que reformou o sítio que até petistas dizem ser do ex-presidente, também foi chamada para concluir um dos edifícios da Bancoop, a cooperativa ligada ao PT, que era presidida por João Vaccari e que faliu, deixando três mil pessoas na mão. O único prédio concluído é justamente um de alto padrão, onde Lula tem um tríplex, com elevador interno. Quando explodiu o caso Rosemary Noronha, aquela amiga íntima do ex-presidente, a OAS foi mais uma vez chamada para dar uma mãozinha para João Batista, o marido oficial da tal senhora. Assim se construiu a república petista. Os companheiros têm explicações para essas lambanças? É claro que não! Preferem ficar vomitando impropérios nas redes sociais, acusando supostas conspirações. Definitivamente, o PT superou a fase do Fiat Elba, que foi peça-chave na denúncia contra Collor. Fiat Elba? Ora, Lula, o PT e a tropa toda são profissionais nas artes em que Collor ainda é um amador. Por Reinaldo Azevedo

Lulinha e a educação: para os filhos dos trabalhadores, greve de professores; para o filho de Lula, escola privada, “de elite”

A Apeoesp, o sindicato dos professores da rede oficial de ensino, está em greve há mais de 40 dias. O movimento atinge só uma minoria da categoria, mas é claro que gera transtornos. Desde que o PT existe, a Apeoesp é um mero aparelho da legenda. Usa os professores como massa de manobra da política do partido. Pois é… Já que Fábio Luís da Silva, o Lulinha, voltou a ser notícia, cumpre-me lhes dar aqui uma informação. O rapaz que hoje mora num apartamento de R$ 6 milhões e se fez um próspero empresário depois que Lulão se tornou presidente não vivia como um filho da classe operária nem quando o pai era um sindicalista. Enquanto os petistas já buscavam organizar greves entre os professores da rede oficial de ensino, Lulinha estudava no Colégio Singular, em Santo André, que era, então, a melhor e mais afamada escola privada do ABC. Dispunha de uma bolsa de estudos. Como eu sei? Eu era professor do colégio. Não! Lulinha não foi meu aluno. Vejam bem… Não estou entre aqueles que acham que Lula e Dilma deveriam, obrigatoriamente, ter se tratado do câncer que os acometeu na rede pública de saúde. Escrevi sobre o assunto na época. Recorram ao arquivo. Mas acho, sim, que não havia nada de errado em lhes fazer o questionamento. Já a educação é outra conversa. Não se está lidando com uma doença com potencial para matar, quando se tem apenas uma vida. Nada disso! Já na década de 80, enquanto os liderados de Lula faziam agitação entre os professores e submetiam os filhos dos trabalhadores a seus caprichos, deixando-os sem aula em movimentos grevistas, o rebento do companheiro gozava dos benefícios — com bolsa, inclusive — de uma escola privada. A hipocrisia nunca foi o menor dos problemas do petismo, não é mesmo? Por Reinaldo Azevedo