quarta-feira, 29 de abril de 2015

Gráfica de campanhas eleitorais de 2014 fica em endereço desativado


Uma das principais fornecedoras de santinhos para campanhas eleitorais de 2014 não tinha estrutura para imprimir o material contratado e era paga para intermediar a prestação dos serviços. A VTPB Serviços Gráficos recebeu R$ 27,9 milhões no ano passado, a maior parte paga pela campanha pela reeleição de Dilma Rousseff (R$ 22,9 milhões). O restante do valor foi oriundo da campanha do deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), com R$ 2 milhões; do governador da Bahia, Rui Costa (PT), com R$ 1,5 milhão; do candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), com R$ 577 mil; e do senador José Serra (PSDB-SP), com R$ 521 mil. Outros nove candidatos pagaram valores entre R$ 800 e R$ 90 mil. A VTPB presta serviços para campanhas desde 2008, data em que foi registrada na Junta Comercial de São Paulo. Em 2010 e 2012, os principais clientes dela foram PT, PMDB e PSDB. Desde o início do ano passado, ela está registrada em uma sala de 30 metros quadrados, alugada por R$ 600, no bairro da Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo. No entanto, segundo o próprio locatário do imóvel e vizinhos, não há movimentação no endereço. "A porta fica sempre fechada. De vez em quando, aparece alguém para buscar alguma coisa", disse Marcelo Ferreira, que trabalha em frente ao endereço da VTPB. O dono da empresa é o empresário Beckembauer Rivelino de Alencar Braga, que afirma precisar manter um endereço formal para “comprar matéria prima e pagar os encargos”. Braga, que atualmente mora no interior de Minas Gerais, disse ter utilizado no ano passado a estrutura de gráficas parceiras para produzir e entregar o material encomendado pelas campanhas. “A empresa prestou efetivamente todos os serviços para os quais foi contratada, em representação e parceria com empresas do setor”, afirmou Braga em nota, argumentando que o material teria sido “auditado pelos partidos e aprovado pela Justiça Eleitoral”. O empresário disse trabalhar com a intermediação de serviços “desde os 16 anos de idade” e afirmou não ter vinculação política com partidos. Por meio de nota, o tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, negou irregularidade na prestação de serviços pela VTPB. Afirmou que “todas as contas foram auditadas pelo TSE” e que o trabalho de contratação de fornecedores teria seguido “parâmetros da Justiça Eleitoral”. A campanha à reeleição de Dilma custou R$ 350 milhões. Desse total, gastou-se R$ 85 milhões com publicidade por materiais impressos. A VTPB recebeu 26,6% do total gasto com gráficas. Chinaglia disse ter sido informado por sua equipe de que os produtos contratados à empresa “teriam sido entregues”. Rui Costa, não se pronunciou. Responsável pela campanha de Aécio à Presidência, o PSDB informou em nota que “os serviços de impressão gráfica foram devidamente prestados à campanha e os pagamentos, efetuados mediante a entrega dos produtos pelo fornecedor”. Por meio da assessoria, Serra afirmou ter contratado cards elaborados com material plástico em PVC e folhetos. “Os materiais foram entregues no prazo pelo fornecedor, com a qualidade e as quantidades estipuladas, conforme a prestação de contas e as notas fiscais registradas no TSE”, argumentou o senador tucano. 

STF absolve deputado Paulinho da Força por unanimidade


Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu nesta terça-feira o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SDD-SP), conhecido como Paulinho da Força, acusado dos crimes de estelionato, falsificação de documento e falsidade ideológica. Os ministros entenderam que não há provas para embasar a condenação do deputado. O parlamentar foi acusado pelo Ministério Público Federal de apresentar informações falsas no processo de compra de uma fazenda em Parajú (SP), destinada ao assentamento de trabalhadores rurais. "Não há nos autos prova de vantagem que o réu ou a Força Sindical [entidade que foi dirigida pelo deputado] tenham auferido qualquer benefício com a compra da fazenda. Não há outros elementos de prova que se contraponham aos testemunhos favoráveis ao réu", decidiu o relator da ação penal, ministro Luís Roberto Barroso. A Justiça Federal tinha condenado Paulinho por improbidade administrativa e irregularidades na aplicação de 2,85 milhões de reais em recursos públicos. A verba fazia parte do Programa Banco da Terra e era destinada à compra e obra de infraestrutura da Fazenda Ceres - 302 alqueires para o assentamento de 72 famílias de trabalhadores rurais no município de Piraju, interior paulista. O juiz João Batista Machado impôs a Paulinho pagamento de multa civil, a ser revertida para a União, de cerca de 1 milhão de reais - o equivalente a uma vez o valor do acréscimo patrimonial dos antigos proprietários do imóvel, que teriam se beneficiado com sobrepreço da venda, em 2001. Peritos do Ministério Público Federal apuraram que o valor de mercado do imóvel, à época do negócio, era de no máximo 1,29 milhão de reais, ou 4.290 reais o alqueire. Foi comprado por 2,3 milhões de reais, 7.510 reais o alqueire.

Eduardo Cunha tenta votar PEC para Congresso indicar ministros do STF


Por determinação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Casa vai acelerar a discussão de uma proposta de emenda à Constituição que define mandato de onze anos para ministros do Supremo Tribunal Federal, além de retirar do presidente da República a exclusividade na indicação dos ministros da Corte. Nesta quarta-feira, ocorre uma reunião para debater a proposta. A PEC voltou ao debate na Câmara um dia após a indicação do advogado Luiz Edson Fachin para a vaga deixada pelo ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa. Sem alarde, Cunha instalou no início de abril uma comissão especial para retomar a discussão do tema parado há catorze anos na Casa e determinou celeridade na conclusão dos trabalhos. A Constituição de 1988 definiu que os ministros podem ingressar na Corte com 35 anos e ficar até os 70 anos, ou seja, por mais de três décadas. Além disso, concedeu ao presidente da República a atribuição exclusiva de indicar os magistrados do tribunal, seguindo o modelo dos Estados Unidos. A Câmara vai discutir modificações nesses dois pontos. Deputados consideram que 35 anos é muito tempo para um ministro ficar no cargo e a indicação de até quatro nomes para o Supremo deve ser feita pela Câmara e pelo Senado, dois para cada. A proposta precisa passar pelo plenário da Câmara e Senado. O presidente da comissão especial instalada por Eduardo Cunha, deputado Arthur Maia (SD-BA), afirmou que recebeu do peemedebista a recomendação para agilizar a discussão sobre uma proposta única sobre o tema - sete estão em discussão - e sua votação. "O Eduardo Cunha me pediu, como presidente, para que nós não utilizássemos as quarenta sessões que temos como prazo regimental para discutir e votar a proposta. Ele gostaria muito que isso fosse feito num prazo menor. Eu vou buscar atendê-lo trabalhando o mais rapidamente possível", afirmou Arthur Maia. E complementou: "Ele acha que é um tema que precisa ter uma definição rápida", disse o deputado. Arthur Maia agendou reunião nesta quarta-feira, antevéspera do feriado do Dia do Trabalho, quando o Congresso costuma estar esvaziado. "Antecipei a reunião para montarmos o nosso plano de trabalho que espero que não seja muito longo para a gente poder concluir isso com mais rapidez possível". O presidente da Câmara disse que pautou a discussão porque "vários deputados pediram", mas que "não tem ainda opinião" a respeito do assunto. O deputado instalou a comissão especial no mesmo dia em que a "proposta mãe" foi desarquivada. Segundo interlocutores, ele teria criado a comissão especial para cumprir acordo que garantiu a votação da chamada PEC da Bengala no plenário da Câmara. A proposta aumenta de 70 para 75 anos a idade para a aposentadoria compulsória dos ministros do Supremo. O texto já foi aprovado em primeiro turno na Câmara dos Deputados. Se a proposta for aprovada pelo Congresso, a presidente Dilma Rousseff não terá a oportunidade de indicar cinco ministros para o Supremo até o fim de seu mandato. A PEC da Bengala foi incluída na pauta como uma cortina de fumaça para que a discussão sobre o mandato dos ministros e a indicação de parte deles pelos deputados e senadores possam avançar sem chamar a atenção. Conforme o deputado Arthur Maia, as mudanças, se aprovadas, não atingirão os atuais ministros, mas os próximos indicados à Corte. O atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, já se manifestou, quando deputado, favorável à constitucionalidade das propostas que definem mandato para os ministros e garantem ao Congresso parte das indicações. "Não há vício de inconstitucionalidade formal ou material na proposta", escreveu Cardozo.

A gráfica fantasma

O Globo, hoje, tem uma reportagem completa sobre a gráfica fantasma descoberta por O Antagonista: "Uma das principais fornecedoras de santinhos para campanhas eleitorais de 2014 não tinha estrutura para imprimir o material contratado e era paga para intermediar a prestação dos serviços. A VTPB Serviços Gráficos recebeu R$ 27,9 milhões no ano passado, a maior parte paga pela campanha pela reeleição de Dilma Rousseff (R$ 22,9 milhões). O restante do valor foi oriundo da campanha do deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), com R$ 2 milhões; do governador da Bahia, Rui Costa (PT), com R$ 1,5 milhão; do candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), com R$ 577 mil; e do senador José Serra (PSDB-SP), com R$ 521 mil. Outros nove candidatos pagaram valores entre R$ 800 e R$ 90 mil". Em seguida, O Globo diz: "O dono da empresa é o empresário Beckembauer Rivelino de Alencar Braga, que afirma precisar manter um endereço formal para 'comprar matéria prima e pagar os encargos'. Braga, que atualmente mora no interior de Minas Gerais, disse ter utilizado no ano passado a estrutura de gráficas parceiras para produzir e entregar o material encomendado pelas campanhas". Edinho Silva, Arlindo Chinaglia, Aécio Neves e José Serra negaram irregularidades, dizendo que os produtos foram efetivamente entregues pela gráfica fantasma. Essa gente é extraordinária. Contrata uma gráfica que não é uma gráfica para executar o trabalho de uma gráfica, repassa-lhe quase 30 milhões de reais e quer que todo mundo acredite em suas fraudes. Em sua reportagem sobre a gráfica fantasma VTPB, de Beckembauer Rivelino, O Globo informa: "Desde o início do ano passado, ela está registrada em uma sala de 30 metros quadrados, alugada por R$ 600,00". Em 30 metros quadrados, não dá para montar um parque gráfico capaz de abastecer duas campanhas presidenciais. Em compensação, quantos talões de notas cabem naquele espaço? A campanha de Dilma Rousseff deu 22,9 milhões de reais à gráfica fantasma de Beckembauer Rivelino. A campanha de Aécio Neves deu-lhe 577 mil reais. O PSDB sempre tem de fazer figuração nos escândalos do PT. É por isso que jamais conseguiremos nos livrar dessa gente.

NÃO A FACHIN NO STF, O HOMEM DE LEWANDOWSKI E DO PT SECTÁRIO – Alô, senhores senadores! Estão tentando fazê-los de trouxas. Ou: Apelando a satanás para justificar as Santas Escrituras

Estou prestando um serviço ao Senado e ao Brasil, que nunca haviam ouvido falar do advogado petista, cutista e emessetista Luiz Edson Fachin, que Dilma Rousseff indicou para o Supremo. É um passo rumo à tentativa de bolivarianização do tribunal. Estou trazendo à luz a militância de Fachin sobre o direito de família. O doutor pensa coisas do balacobaco.

Escrevi dois posts a respeito. Num deles, tratei da ação patrocinada no Supremo por uma entidade de que ele é diretor que institui o direito da amante. Em outro, abordo um prefácio, de sua autoria, num livro que ataca a monogamia — e, pois, flerta com a poligamia.
Os links estão aí. Quem leu os dois textos sabe que não ofendi, não desqualifiquei nem xinguei Fachin. Ao contrário. Divergir, ainda que com dureza, é uma forma de respeito.
Pois bem: eis que me chega um ataque bucéfalo de autoria de Marcos Alves da Silva, que se identifica como “professor de direito civil, advogado e pastor presbiteriano”. Quem é ele? É justamente o autor do livro prefaciado por Fachin, cujo título é este: “Da monogamia – A sua superação como princípio estruturante da família”.
O senhor Marcos Alves da Silva criou até uma página na internet cujo título provoca em mim certa vergonha alheia: “#vaiFachin”. Vale dizer: trata-se de um prosélito das hashtags.
Eu poderia deixar esse pobre-coitado na obscuridade. Mas não vou. Quero evidenciar quem são e como agem os amigos do advogado Fachin, que pode ser um dos onze togados da corte máxima do país. Leiam o que ele escreveu a meu respeito, com todas as vírgulas analfabetas de que ele é capaz. Volto em seguida.
*
 “A RAZÃO NÃO ADERE AO ERRO TOTAL”
(CARTA ABERTA DE DESAGRAVO FACE AO REPUGNANTE TEXTO DE REINALDO AZEVEDO PUBLICADO NO BLOG DA VEJA, EM 28/04/2015)
“Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também não te faças semelhante a ele. Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus próprios olhos.”
Provérbios 26:4-5
O sábio poeta hebreu dá um conselho ambíguo. Devemos ou não responder ao tolo? Há na resposta um risco intrínseco. A arena de debate do tolo situa-se no campo da irracionalidade, da ignorância, da vaidade e, por vezes, do ódio. Posta-se o tolo em sítio distante da razoabilidade, do bom senso, da ponderação. Então, o conselho: não desça a essa arena jamais. Logo, não responda ao tolo segundo a sua estultícia. Mas, em aparente contradição, ensina o sábio: não deixe o tolo sem resposta para que não passe por sábio. Considerado esse paradoxo, é que externo publicamente meu mais veemente repúdio ao que o Sr. Reinaldo Azevedo escreveu em sua lastimável coluna, no blog da Revista Veja, intitulado “Esta vai para o Senado”.
O senhor Reinaldo Azevedo que, nada lê muito além de orelhas de livros, busca ávido entre escritos jurídicos, algum texto que lhe sirva de pretexto para atacar a indicação do professor Luiz Edson Fachin ao Supremo Tribunal Federal. Este pretenso jornalista valeu-se de um livro de minha autoria, resultado de tese de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, para tentar agredir e infamar a imagem do professor Fachin.
Somente quem não leu o livro, como Reinaldo Azevedo, é que pode fazer a absurda assertiva de que há, na tese, uma defesa da poligamia e, concomitantemente, um ataque à família formada pelo casamento. O autor não subscreve esse disparate e, muito menos, o ilustre professor que prefaciou o livro. O “blogueiro” da revista Veja promoveu distorção rasteira e fraudulenta de um complexo tema, que remonta às raízes da formação do Brasil e guarda estreita relação com a dominação masculina.
Trata-se de um ataque desleal, covarde, oportunista. O que lastimo profundamente é que uma pessoa como essa, que tem coragem de lançar mão de tão sórdida mentira, seja albergado por uma Revista que se pretende formadora de opinião. Lamento, que tantos desavisados leiam estas postagens de textos desqualificados, tomando-os como expressão de verdade.
Ah! Se conhecessem quem é Luiz Edson Fachin e o que a sua obra e atuação jurídica significam para o Direito, no Brasil. É lamentável que sua indicação ao Supremo Tribunal Federal tenha ocorrido neste momento em que a irracionalidade, patrocinada por alguns veículos de comunicação de massa, vem tomando vulto e se verifica um notável esvaziamento do verdadeiro debate político.
Evoco, contudo, as sábias palavras de Dom Hélder Câmara, que sempre me serviram de alento quando vejo avolumar a barbárie, a brutalidade e, às vezes, a bestialidade. Ensinava o sábio Bispo de Olinda: “A razão não adere ao erro total”. Tenho viva esperança de que o Senado Federal não há de deixar-se conduzir pela fúria dos tolos. A luz da razão há de prevalecer.
Marcos Alves da Silva
Professor de Direito Civil
Advogado
Pastor Presbiteriano
Respondo
Tanto livro como prefácio fazem, sim, um ataque frontal à monogamia — e, pois, por via de consequência, a apologia da poligamia, a menos que estejamos diante de um repto em favor da masturbação, nem que seja a sociológica.
Então façamos assim: desafio este senhor a tornar público o texto de seu livro para que os leitores possam avaliar quem diz a verdade. De resto, o prefácio é das coisas menos infamantes que Fachin produziu contra a família como “princípio estruturante” da sociedade.
Há coisas que chegam a ser cômicas de tão patéticas. Marcos Alves da Silva deve achar que a sua condição de advogado lhe dá licença especial para me ofender. Marcos Alves da Silva deve achar que a sua condição de professor — apesar de seu apedeutismo virgulado — lhe dá especial competência para ser boçal. Pior: Marcos Alves da Silva deve achar que a sua condição de pastor presbiteriano lhe faculta superioridade religiosa para falar e escrever a porcaria que lhe der na veneta.
Eu estou pouco me lixando se o autor de uma tolice exibe título universitário, carteirinha da OAB ou graduação religiosa. Se o tal Silva é pastor presbiteriano, lamento pelos presbiterianos, como lamento, cotidianamente, as estultices de sacerdotes do catolicismo, a minha religião. Frei Betto, um católico, já fez Teresa de Ávila, a santa, engravidar de Che Guevara. Os presbiterianos não precisam ficar tão desarvorados com Silva…
Nunca me deixei enredar por aqueles que recorrem às artes do rabudo para justificar as Santas Escrituras — ou que fazem o contrário.
O livro do pastor Silva, a menos que ele o renegue, faz, sim, uma crítica severa à monogamia, endossada pelo professor Fachin, candidato ao STF. Meu desafio está feito. Já que o rapaz resolveu criar um página intitulada “#vaiFachin”, como se fosse um desses moleques espinhentos da Internet, que torne disponível a sua tese. Vamos lá, valentão!
Silva tenta, ao exibir a sua condição de “pastor presbiteriano”, usar a sua autoridade religiosa para calar o debate. Pra cima de mim, professor? Definitivamente, o senhor desconhece a minha paixão por uma boa briga — intelectual, claro!
O senador que endossar o nome de Fachin para o Supremo estará, por óbvio, endossando a sua militância e dizendo, por consequência, um “não” à família. E é evidente que nós nos lembraremos sempre disso. Sim, senhores senadores, eu tornarei disponíveis os endereços em que vocês podem encontrar o pensamento deste senhor.
Reitero: ele tem o direito de pensar e de escrever o que quiser. E eu tenho o direito de achar que ele não pode chegar ao Supremo.
O tal Silva, como seu texto deixa claro, tem ódio à imprensa livre. Ele certamente apoia a liberdade de expressão daqueles que concordam com ele.
A propósito, Silva: se a monogamia não é mais princípio estruturante da família, mas a poligamia também não, ficamos com o quê? Com as artes de Onan? Não vem que não tem, Silva! Eu não me assusto com facilidade e já encontrei adversários que sabem usar a vírgula com mais propriedade. E as Santas Escrituras também! Por Reinaldo Azevedo

O STF e os pedalinhos de Lula

A reportagem da Veja sobre a fazenda de Lula, reformada pela OAS, teve o efeito esperado: Leo Pinheiro, presidente da empreiteira, foi solto pelo STF, juntamente com três de seus subalternos, entre os quais José Ricardo Nogueira Breghirolli, o homem que repassava propina a Alberto Youssef. Lula poderá continuar a usar seus pedalinhos em forma de cisne. E Fernando Henrique Cardoso poderá continuar a nos fazer de patos.

Ex-governadora Yeda Crusius é mantida ré em ação da Operação Rodin


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu nesta terça-feira manter a ex-governadora Yeda Crusius como ré na ação de improbidade administrativa referente à Operação Rodin, que apura fraudes envolvendo o Detran/RS. O processo estava suspenso desde agosto do ano passado, aguardando o julgamento do mérito do recurso pela 4ª Turma. O recurso foi movido pela defesa de Yeda Crusius contra a decisão de primeira instância que incluiu a ex-governadora como ré no processo de improbidade administrativa referente à Operação Rodin. A decisão ainda excluiu da denúncia a responsabilização por indicar Flávio Vaz Neto para dirigir o Detran/RS, na época. "Além da inicial não imputar responsabilidade à ré por atos de improbidade de seus subordinados, é preciso que se ressalte que Flávio Vaz Netto nem figura nesta ação como réu, de forma que não há imputação de atos de improbidade contra ele pelos quais a agravante Yeda Crusius pudesse ao final ser responsabilizada, por culpa in eligendo ou in vigilando", concluiu o relator do acórdão, desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Júnior. A ex-governadora será julgada na esfera cível pelas condutas de agir para manter em funcionamento o esquema fraudulento em seu governo e beneficiar-se deste. O processo corre em segredo de Justiça. A Operação Rodin, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2007, investigou irregularidades que teriam ocorrido entre 2003 e 2007 em contratos firmados com a Fundação de Apoio à Tecnologia e à Ciência (Fatec) e a Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae), vinculadas à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), para a realização dos exames teóricos e práticos de direção veicular para fins de expedição da Carteira Nacional de Habilitação. O Ministério Público Federal estimou que teriam sido desviados R$ 44 milhões dos cofres públicos, valores da época.

EDUARDO CUNHA SINALIZA ACEITAR PEDIDO DE IMPEACHMENT

O Planalto acendeu a luz amarela após reunião de última hora entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e líderes aliados, na noite de segunda-feira. Deputados saíram com a certeza que o impeachment de Dilma não está sepultado, como Cunha tem dito à imprensa. Nenhuma decisão sobre o assunto deve ser tomada antes de 27 de maio, quando é esperada marcha contra Dilma em Brasília.

Petrobras apresenta sua defesa na Corte de Nova York


Em documento de 76 páginas entregue à Corte do Distrito Sul de Nova York, a Petrobras contestou os investidores que movem uma ação coletiva contra a estatal brasileira alegando perdas com os escândalos de corrupção. Assinado pelos advogados que representam a petrolífera nos Estados Unidos, o texto afirma que a empresa “nunca pagou propina a ninguém” e foi vítima de um “cartel criminoso” envolvendo as maiores construtoras e empresas de engenharia do País. E pede, por fim, que a Justiça considere as acusações improcedentes. A defesa argumenta que o juiz Sérgio Moro, que arbitra o caso no Brasil, já reconheceu que a Petrobras foi “vítima de ações ilegais”, e que as investigações no País não são voltadas para a estatal. “As investigações brasileiras têm demonstrado que a Petrobras foi uma vítima das atividades desse cartel”, diz o documento elaborado pelo escritório de advocacia Cleary Gottlieb Steen & Hamilton. Ainda segundo o registro, excetuando-se quatro diretores que foram afastados – Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Renato de Souza Duque e Nestor Cerveró –, o comando da empresa não tinha conhecimento do esquema. “Os verdadeiros malfeitores aqui são os integrantes de um cartel que desenhou e por anos realizou o esquema, além de políticos desonestos, outros oficiais eleitos que aceitaram pagamentos indevidos e quatro funcionários da Petrobras (de um total de 80 mil empregados)". Santa ingenuidade.... será que essa gente pensa que engana a justiça americana? Derivada de cinco processos abertos por grupos de investidores no fim do ano passado, a ação coletiva foi consolidada pelo escritório de advocacia Pomerantz – eleito o líder do litígio pelo juiz Jed Rakoff – no dia 30 de março. De acordo com os reclamantes, a Petrobras ocultou o esquema de corrupção, causando prejuízos de milhões de dólares a detentores de títulos da empresa com a queda das ações provocada pela deflagração da Operação Lava-Jato pela Polícia Federal. Só o fundo de pensão britânico Universities Superannuation Scheme, apontado por Rakoff como líder da ação coletiva, declara ter perdido US$ 84 milhões em bônus e ações da petrolífera desde 2010. Em sua resposta, a Petrobras pondera que citou os efeitos do escândalo em seus comunicados e num documento de novembro de 2014 em que admitia passar por “um momento único em sua história” por conta das investigações. “As demonstrações financeiras da Petrobras não eram materialmente falsas ou enganosas”, afirma o documento.

Alckmin diz que Marta será um reforço importante à oposição


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta terça-feira que a senadora Marta Suplicy tomou uma decisão importante ao deixar o PT. "É sempre positivo, ela é uma liderança importante, senadora por São Paulo, prefeita da cidade de São Paulo. Acho que é uma decisão importante do ponto de vista político", comentou Alckmin após participar de encontro com empresários promovido pela revista EXAME. Questionado se a socialite Marta Suplicy pode dar um reforço importante à oposição, Alckmin respondeu entender que sim, mas evitou se alongar na resposta. O tucano também evitou falar sobre o cenário para as eleições municipais de 2016, dizendo que é um tema que diz respeito ao partido. É um anjinho esse tucano. Parece não ver que Marta sai do PT mas se mantém lulista, e vai trabalhar pela candidatura do Lula X9 à Presidência da República em 2018. O vice de Alckmin é Márcio França, do PSB, partido mais cotado para receber Marta. Sobre a possibilidade de a parceria se repetir para a disputa à prefeitura da capital, Alckmin sinalizou ser improvável: "O PSDB sempre teve candidato a prefeito de São Paulo, historicamente, desde que foi fundado, É a maior cidade do País". Alckmin falou brevemente sobre impeachment, repetindo o discurso de moderação. "O importante neste momento é a investigação, não pode tirar o foco da investigação. Não é objetivo fazer impeachment, o objetivo é investigar. O impeachment é consequência", afirmou. Alckmin disse ainda que a investigação deve ser o foco porque a corrupção não está limitada à Petrobras: "O modelo de promiscuidade partidária e governo que não é limitada à Petrobras, então o importante é a investigação". Evidentemente, Geraldo Alckmin também faz parte do complô do PSDB que já fez acordo com o PT para afunda as investigações da Operação Lava Jato, o Petrolão do PT, e evitar o impeachment. Os tucanos são todos favoráveis ao Foro de São Paulo e bolivarianização do Brasil. Vão acabar todos na cadeia, incrédulos como sempre.  

PSDB busca coalizão da oposição sobre impeachment


Depois de solicitar a elaboração de pareceres jurídicos para a formalização de um pedido deimpeachment da presidente Dilma Rousseff, o PSDB agora tenta unir forças com outros partidos de oposição em torno do pedido de afastamento da petista, com base nos argumentos de que ela se omitiu diante dos escândalos de corrupção na Petrobras, cometeu crime de responsabilidade fiscal e ainda utilizou dinheiro de propina em sua campanha eleitoral. O partido agendou para o próximo dia 6 uma reunião com presidentes e líderes dos principais partidos de oposição - PPS, DEM e Solidariedade - e, em seguida, deve anunciar uma posição única sobre o tema. Internamente, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), age com cautela e tenta barrar a pressa da bancada na Câmara para apresentar o pedido. O tucano tem receio de que o pedido deimpeachment soe como um pleito unicamente do partido e ainda tem dúvidas sobre o melhor momento para apresentar o requerimento. "As denúncias (contra a presidente) se agravam a cada dia. É com extrema serenidade e responsabilidade que definimos os passos que daremos. Nenhum está descartado. Mas não nos precipitaremos e atuaremos de forma responsável. Não deixaremos impunes os crimes que foram cometidos pelo atual governo durante o processo eleitoral, nos últimos anos, e, eventualmente ate no início deste mandato", disse Aécio. Ele se reuniu nesta tarde com deputados do DEM, PPS e Solidariedade, acompanhado pelo líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB). Aécio Neves disse que já há manifestações de juristas apontando para o cometimento de crime de responsabilidade e que novas denúncias contra a presidente estão sendo incorporadas à avaliação sobre o impeachment. "Vamos agir de forma articulada com os partidos de oposição. O ideal é que a manifestação não seja apenas da bancada da Câmara ou do Senado, seja de todo o partido, por isso estou convidando os presidentes nacionais dos partidos de oposição. Vamos com a coragem necessária, mas com a responsabilidade devida para tratar desse assunto". "Nós apresentamos provas robustas de abuso de poder econômico e político na campanha eleitoral e, o que assistimos de lá para cá, foram órgãos de controle do governo mostrando que houve esse abuso. O próprio Tribunal de Contas da União já atesta que houve uma utilização ilegal dos Correios beneficiando a candidatura oficial. Soubemos há poucos dias que a Controladoria-Geral da União (CGU) submeteu sua agenda à agenda eleitoral, o que é um crime de extrema gravidade. E as denúncias na Lava Jato apontam para que pode ter havido dinheiro da propina no caixa do PT e, do caixa do PT, transferido para a campanha eleitoral", afirmou Aécio Neves. Um dos principais defensores do impeachment de Dilma, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), afirma que já há provas "robustas e cabais", tanto na doutrina quanto na jurisprudência, sobre a responsabilização da presidente. Ele, porém, ouviu o apelo de Aécio e decidiu aguardar o anúncio de um "movimento uníssono". "A bancada está fechada, mas vai decidir pelo consenso. A ideia é que o movimento seja único e mais forte", disse. Sampaio acrescentou que já há um parecer pronto que aponta que Dilma foi omissa no escândalo de corrupção na Petrobras, elaborado pelo jurista Ives Gandra, e que a análise sobre as chamadas pedaladas fiscais, feitas por Miguel Reale Jr, estão em processo de conclusão.

Presidente do PSB dá como certa candidatura da socialite Marta Suplicy em 2016


Embora a senadora Marta Suplicy ainda não tenha definido para qual partido vai agora que oficializou sua saída do PT, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, já dá como certas não apenas a filiação, como também a candidatura da socialite Marta Suplicy à prefeitura de São Paulo em 2016 pela legenda. De acordo com Siqueira, a candidatura faz parte da estratégia do partido de priorizar as capitais e grandes cidades nas eleições do ano que vem. A filiação da socialite Marta Suplicy deve ocorrer em breve, afirmou o socialista ao site de VEJA. Já o agora ex-partido de Marta divulgou nota em que afirma 'receber com indignação' a carta de despedida da senadora. Em texto assinado pelo presidente nacional da sigla, Rui Falcão, e pelos presidentes dos diretórios estadual e municipal, Emídio de Souza e Paulo Fiorillo, o partido alega que, por ambição eleitoral e personalismo desmedido, "a senadora retribui com falta de ética a confiança que o PT lhe conferiu ao longo dos anos".