domingo, 3 de maio de 2015

O samba do sociólogo doido de FHC

Fernando Henrique Cardoso está dançando o samba do sociólogo doido em relação ao impeachment de Dilma Rousseff. Hoje, O Globo traz um artigo em que o ex-presidente expõe a sua confusão. Confusão, porém com cálculo.
Leiam o seguinte trecho:
Não quero ser pessimista. Mas o que mais falta faz neste momento é liderança. Gente em quem a gente creia, que não só aponte os caminhos de saída, mas comece a percorrê-los. Não estou insinuando que sem impeachment não há solução. Nem dizendo o contrário, que impeachment é golpe. Estou apenas alertando que as lideranças brasileiras (e escrevo assim no plural) precisam se dar conta de que desta vez os desarranjos (não só no plano econômico, mas no político também) foram longe demais. Reerguer o país requer primeiro passar a limpo os erros. Não haverá milagre econômico sem transformação política. Esta começa pelo aprofundamento da operação Lava-Jato, para deixar claro por que o país chegou onde chegou. Não dispensa, contudo, profundas reformas políticas. Não foram os funcionários da Petrobras os responsáveis pela roubalheira (embora alguns nela estivessem implicados). Nenhuma diretoria se mantém sem o beneplácito dos governos, nem muito menos o dinheirão todo que escapou pelo ralo foi apropriado apenas por indivíduos. Houve mais do que apadrinhamento político, construiu-se uma rede de corrupção para sustentar o poder e seus agentes (pessoas e partidos). Não adianta a presidente dizer que tudo agora está no lugar certo na Petrobras. É preciso avançar nas investigações, mostrar a trama política corrupta e incompetente. Não foi só a Petrobras que foi roubada, o país foi iludido com sonhos de grandeza nacional enquanto a roubalheira corria solta na principal companhia estatal do país. Quase tudo o que foi feito nos últimos quatro mandatos foi anunciado como o “nunca antes feito neste país”. É verdade, nunca mesmo se errou tanto em nome do desenvolvimento nacional nem jamais se roubou tanto sob a proteção desse manto encantado. Embora os diretores da Petrobras diretamente envolvidos na roubalheira devam ser penalizados, não foram eles os responsáveis maiores. Quem enganou o Brasil foi o lulopetismo. Lula mesmo encharcou as mãos de petróleo como arauto da falsa autossuficiência. E agora, José? Não há culpabilidade política? Vai-se apelar aos “exércitos do MST” para encobrir a verdade? É por isso que tenho dito que impeachment é uma medida prevista pela Constituição, pela qual não há que torcer, nem distorcer: havendo culpabilidade, que se puna. Mas a raiz dos desmandos foi plantada antes da eleição da atual presidente. Vem do governo de seu antecessor e padrinho político. O que já se sabe sobre o petrolão é suficientemente grave para que a sociedade repudie as forças e lideranças políticas que teceram a trama da qual o escândalo faz parte. Mas é preciso que a Justiça não se detenha antes que tudo seja posto às claras. Só assim será possível resgatar os nossos mais genuínos sentimentos de confiança no Brasil e no seu futuro.
Em resumo, FHC não acha que o impeachment seja a solução, mas também não acha que é golpe, porque está na Constituição (obrigado pela informação, presidente). Ele acha que falta liderança, mas que as lideranças foram longe demais. Acredita que a Operação Lava Jato precisa ir fundo, apesar de os diretores corruptos da Petrobras não serem os responsáveis maiores, mas a mão da Justiça não dispensa profundas reformas políticas. Afirma que quem enganou o Brasil foi o lulopetismo, e que a raiz dos desmandos foi plantada antes da eleição da atual presidente. Que não se deve torcer pelo impeachment, nem distorcer. Se você não entendeu aonde FHC queria chegar, nós explicamos: ele quer preservar Dilma Rousseff e queimar apenas Lula. Como se fosse possível separar criatura e criador. Como se Dilma Rousseff não tivesse culpa pelos desmandos na Petrobras, da qual foi presidente do Conselho de Administração enquanto a lambança corria solta. Como se não houvesse, para além do petrolão, o flagrante crime de responsabilidade de Dilma Rousseff no caso das pedaladas fiscais. Como se, na última campanha da petista, não houvesse ocorrido o crime de lavagem de dinheiro. FHC ainda sonha em cooptar uma parte do PT para formar, com o PSDB, um partido social-democrata - e, por que não, aproveitar que as lideranças foram longe demais, para ir ainda mais longe e instaurar o parlamentarismo, sob o comando de PSDB e PT juntinhos para sempre. A sua alma de esquerda, enfim, não aprendeu nada com o mensalão, quando achou que poderia domesticar Lula e os seus acólitos infernais. FHC, com todo o respeito, feche o bico. E, para não dar margem a suposições, não se sente mais ao lado de Marcelo Odebrecht.

A Venezuela pede ajuda ao Brasil. Pois é

Lilian Tintori, mulher do líder da oposição na Venezuela, Leopoldo López, escreveu um artigo em O Globo de hoje. O título é autoexplicativo: "Povo da Venezuela precisa de ajuda do Brasil". Ela lembra as mortes de 44 manifestantes, as 3 778 detenções arbitrárias e os 44 presos políticos - entre eles, López - perpetradas pelo tiranete Nicolás Maduro. "O Brasil não pode ter medo de defender o que é correto", afirmou Lilian Tintori, pedindo ajuda para assegurar a transparência das eleições no País. Fosse na década de 70, seria como se Lilian Tintori estivesse pedindo a um general brasileiro para deter o general chileno Augusto Pinochet.

Ótimo para constranger o PT

Na quinta-feira, Lilian Tintori e Mitzy Capriles de Ledezma, mulher do prefeito de Caracas raptado e preso pela polícia política de Nicolas Maduro, irão ao Congresso, para falar sobre as arbitrariedades do regime bolivariano. Ótimo para constranger o PT.

Brasil deve buscar US$ 27 bilhões com emissões de bônus no Exterior

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/mercados,brasil-deve-buscar-us-27-bi-com-emissoes-de-bonus-no-exterior,1680371O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/mercados,brasil-deve-buscar-us-27-bi-com-emissoes-de-bonus-no-exterior,1680371
Depois de uma ressaca de pelo menos seis meses, o Brasil deve buscar cerca de US$ 27 bilhões no exterior por meio de emissões de bônus, sendo US$ 2 bilhões em colocações soberanas, calcula o estrategista de crédito corporativo e soberano de mercados emergentes do BNP Paribas, David Spegel. O estrategista considera em suas projeções uma eventual captação da Petrobras, mas acredita que de um montante inferior aos que a companhia vinha tomando. "Uma vez que investidores se sintam mais confortáveis com os indicadores financeiros da companhia e seu futuro, a Petrobras terá uma boa oportunidade de retornar o mercado, é uma empresa lucrativa", afirmou Spegel. "Não acho que a Petrobras tomaria muito dinheiro e algo poderia ser esperado para o segundo semestre", acrescentou. O total projetado por Spegel em captações este ano pelo Brasil corresponde a um pouco mais do que a metade do emitido no Exterior pelo Brasil em 2014. A previsão do estrategista do BNP está em linha com as estimativas de outras instituições financeiras. As apostas são de que, no setor privado, o segmento de proteínas esteja entre os primeiros a captar lá fora. Spegel comenta que os US$ 2 bilhões estimados em emissões do Tesouro tratam-se de refinanciamento de títulos que estão vencendo. "O Brasil poderia emitir até US$ 6 bilhões este ano, se fosse usar o mercado externo também para pagar os US$ 3,7 bilhões em cupom (juro) que vencem este ano", afirma. Mas com base no que o País tem feito nos últimos dois anos, acredito que o governo irá apenas refinanciar os bônus que estão vencendo. No setor privado, o levantamento do estrategista mostra US$ 29 bilhões em vencimentos e juros a serem pagos em 2015. O que os profissionais dizem é que uma boa parte das emissões que devem vir ao mercado este ano seguirá o padrão de 2014, quando as empresas se concentraram em operações para alongar prazos a juros mais baixos. Até o momento este ano, a participação do Brasil no mercado de dívida foi zero e fortemente contribuiu para fazer minguar os números relativos as novas emissões de América Latina e dos emergentes. As emissões de bônus convencionais (excluindo colocações privadas e de euro medium term notes) da América Latina somaram US$ 41 bilhões, correspondendo 25% do total emitido por emergentes. Ele observa que desse volume, US$ 22 bilhões corresponderam a colocações de empresas, equivalente a 19% das emissões corporativas emergentes. Em 2014, as operações feitas por empresas latino-americanas responderam por 32% das colocações; em 2009, por 39%. O levantamento do estrategista nota ainda que o fluxo líquido de investimentos para a renda fixa foi negativo em US$ 15 bilhões no acumulado do ano para o Brasil, parte do qual direcionou-se para o México, onde o fluxo foi positivo em US$ 8,6 bilhões. Em regiões, Spegel nota que os investidores que compram bônus tiraram US$ 3 bilhões da América Latina neste ano, US$ 8 bilhões da Europa emergente e US$ 13 bilhões dos países do leste (Rússia, Ucrania, Casaquistão, etc), com aumento das alocações para Ásia (US$ 30 bilhões), África (US$ 5 bilhões) e Oriente Médio (US$ 2 bilhões). Para 2015, o estrategista do BNP estima que a América Latina deve emitir até o final do ano US$ 90 bilhões em bônus soberanos e corporativos (incluindo colocações privadas de bonus e os euro medium term notes), montante que se soma aos US$ 42,9 bilhões lançados até o momento. De emissores emergentes, a estimativa de Spegel é de que o montante captado some US$ 528 bilhões, entre emissões de bônus convencionais, colocações privadas e de notas, dos quais US$ 196 bilhões já chegaram ao mercado. Os volumes captados pela América Latina e pelos países emergentes neste ano são, de toda forma, inferiores aos tomados com emissão desses títulos em 2014. No caso do total de emergentes, a queda é de 16%.

Quatro primeiros meses de 2015 foram de demissões na sede da Odebrecht

A Odebrecht demite
A Odebrecht demite
Desde o início do ano, 950 funcionários foram desligados da sede da Odebrecht em São Paulo. Por Lauro Jardim

Empresa de Eunício Oliveira obteve contratos de R$ 1 bilhão com Petrobras


A empresa Manchester Serviços Ltda obteve contratos com a Petrobras no valor de quase R$ 1 bilhão entre 2007 e 2011, período em que o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), foi um dos donos do empreendimento. O maior contrato, assinado em julho de 2011 e em vigor até o próximo mês de julho, é de R$ 617,9 milhões. Em dezembro de 2011, o senador transferiu os 50% de cotas que detinha na empresa — no valor de R$ 4 milhões — para os outros sócios, Nelson Ribeiro Neves e Rodrigo Castro Alves Neves. Atualmente, os dois continuam sendo os donos do negócio. Depois da saída de Eunício, a Manchester perdeu força nas contratações pela Petrobras. Até 2011, a empresa assinou nove contratos, que somam R$ 978,4 milhões. Cinco foram firmados a partir de cartas-convite e quatro por dispensa de licitação. Do período em que Eunício era sócio, só permanece ativo o maior dos contratos, para o qual a Manchester participou de concorrência com outras empresas. A partir de 2012, já sem o senador do PMDB na sociedade, a empresa obteve cinco contratos, mas com valores bem mais modestos: ao todo, R$ 68,5 milhões. Desde julho de 2013 — há quase dois anos, portanto — a Manchester não conquista novos serviços na estatal. Deste período pós-Eunício, três contratos ainda estão em vigor, o mais longevo até fevereiro de 2016. Depois que a Petrobras mudou seu portal da transparência, tornando possível consultar a quantidade e o valor dos contratos com cada empresa, foi possível descobrir, pela primeira vez, a extensão dos negócios da Manchester com a estatal até o ano em que o líder do PMDB figurou como um de seus proprietários. Tanto a matriz da Manchester, sediada em Brasília, quanto as duas filiais, que ficam em Serra (ES) e em Macaé (RJ), prestaram serviços à estatal. A Manchester é uma empresa de limpeza e outros serviços gerais, além de locação de mão de obra temporária, construção de edifícios, paisagismo e coleta de resíduos, conforme registro na Receita Federal. O maior contrato com a Petrobras, de R$ 617,9 milhões, foi firmado pela filial de Macaé. Os serviços prestados são “suplementares de apoio à gestão empresarial”, conforme o portal de transparência da Petrobras. Este contrato já foi aditivado nove vezes. Outros serviços prestados pela empresa na Petrobras são de conservação e limpeza de prédios, escrituração fiscal e, de acordo com o portal, gestão de “facilidades prediais”. Em 2007, foi firmado um contrato no valor de R$ 246 milhões para serviços suplementares de apoio à gestão. Em 2010, a Manchester obteve outro contrato, no valor de R$ 77,7 milhões, para serviços de apoio administrativo. Em 2011, último ano de Eunício na sociedade, foram fechados nada menos que sete contratos, no valor total de R$ 654,6 milhões, sendo que o maior deles é de R$ 617,9 milhões. A assessoria de imprensa de Eunício mostrou dois documentos com alterações contratuais na Manchester. O primeiro, de abril de 1998, registra que, a partir daquela data, a gerência do negócio passaria a ser feita somente por Nelson Neves. O segundo, de dezembro de 2011, informa que o senador “cede e transfere” suas cotas no valor de R$ 4 milhões para Nelson Neves (R$ 3,2 milhões) e Rodrigo Neves (R$ 800 mil). Os dois passaram a ser donos exclusivos da empresa, com capital de R$ 8 milhões. Tanto a assessoria do senador quanto os atuais proprietários da Manchester sustentam que a “cessão e transferência” citada no documento significa uma efetiva venda das cotas societárias do parlamentar aos seus ex-sócios. “O senador considera os documentos enviados suficientemente esclarecedores. Houve o afastamento, em 1998, de qualquer gerência e administração da sociedade. E, em 2011, a venda das cotas e o total afastamento da empresa”, afirmou a assessoria de imprensa de Eunício. Segundo Eraldo Magalhães de Queiroz, representante comercial da Manchester que deu explicações em nome da empresa, não houve qualquer ingerência do senador nas contratações pela Petrobras: "Somos prestadores de serviços, com problemas normais na execução desses contratos, que estão sempre indo e vindo. Duram de um a três anos e acabam. Novos contratos só são possíveis a partir de novas licitações. Perdemos uma licitação recentemente, inclusive", disse Queiroz. 

Pálida ilusão

Quando Dilma Rousseff assumiu, a renda per capita era de 11.300 dólares. Hoje, é de 9.300 dólares. Além de o dólar valorizar-se frente ao real, o Brasil, que já não era grande coisa, também diminuiu. Somos só uma ilusão contábil cada vez mais pálida.

Satisfação e analfabetismo

Em junho de 2012, 55% dos brasileiros estavam satisfeitos com os rumos da economia. Em abril deste ano, apenas 11% tinham a mesma opinião. A pesquisa é da Ipsus Public Affairs, que publica mensalmente a opinião dos cidadãos sobre a economia em 24 países. É o menor índice desde 2010. A porcentagem de analfabetos no Brasil é parecida: em torno de 9%.

Desmoronou

Serviço de Proteção ao Crédito: 56% dos brasileiros estão revendo os gastos planejados para 2015; 53% dos brasileiros passaram a evitar compras parceladas, pilar do comércio do País. A economia fundada no consumo desmoronou. E agora não há dinheiro para erguer uma economia fundada na produção. 

Polícia Federal investiga marqueteiro do PT por lavagem de U$ 16 milhões trazidos de Angola

Principal estrela do marketing político brasileiro, o jornalista João Santana virou alvo de um inquérito da Polícia Federal que apura a suspeita de que duas empresas dele trouxeram de Angola para o Brasil US$ 16 milhões em 2012 numa operação de lavagem de dinheiro para beneficiar o Partido dos Trabalhadores. O valor equivale a cerca de R$ 33 milhões, de acordo com o câmbio da época. Naquele ano, Santana, de 62 anos, trabalhou em duas campanhas vitoriosas, a do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e a do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. Uma das suspeitas dos policiais é que os recursos de Angola tenham sido pagos ao marqueteiro por empreiteiras brasileiras que atuam no país africano. Segundo essa hipótese, seria uma forma indireta de o PT quitar débitos que tinha com o marqueteiro. Santana ganhou R$ 36 milhões pela campanha de Haddad, em valores corrigidos pela inflação, mas ele só recebeu a maior parte do dinheiro depois da eleição.  A campanha acabou com uma dívida de R$ 20 milhões com a empresa de Santana. O débito foi transferido para a direção nacional do PT, que negociou um parcelamento da dívida com o marqueteiro: o valor foi pago em 20 parcelas mensais de R$ 1 milhão.

Empreiteiros corruptos do Petrolão serão julgados, condenados e voltarão à cadeia


A decisão do Supremo Tribunal Federal de tirar os empreiteiros do Petrolão da cadeia e transferir para prisão domiciliar não vai criar obstáculos ao ritmo dos processos da Lava Jato conduzidos pelo juiz federal Sérgio Moro. Esta é a avaliação da força-tarefa responsável pelas investigações. Pelo cronograma, a partir de junho começam a ser expedidas as primeiras sentenças nas cinco ações penais que têm os executivos como réus. Esta semana a Justiça Federal em Curitiba dará início aos interrogatórios dos 25 dirigentes e funcionários de seis empreiteiras - Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, OAS e UTC - das 16 apontadas como integrantes de um cartel nos contratos da Petrobrás dentro desse primeiro pacote de processos criminais. Na opinião dos investigadores, os executivos das empreiteiras têm pouca chance de escapar da condenação pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro em primeira instância. Alguns respondem ainda por formação de organização criminosa e por uso de documentos falsos. As acusações tratam da corrupção e dos desvios comprovados pela força-tarefa em contratos apenas da Diretoria de Abastecimento - que era a cota do PP no esquema. Contra eles, foi reunida farta documentação de prova material e técnica, como quebras de sigilos fiscal, bancário e telefônico, que somadas às confissões de delatores e às provas produzidas pela própria Petrobrás - dentro de suas apurações administrativas - servirão como base para o julgamento de Moro. O coordenador da força-tarefa, procurador Deltan Dallagnol, sustenta que há “uma guerra contra a corrupção” em curso: “Esse é apenas um pacote das várias denúncias que virão. Estamos em uma guerra contra a impunidade e a corrupção". Os executivos e as empresas serão acusados formalmente ainda por formação de cartel, fraudes em processo licitatório, itens ainda não inclusos nesse primeiro pacote. “As empresas simulavam um ambiente de competição, fraudavam esse ambiente e em reuniões secretas definiam quem iria ganhar a licitação e quais empresas participavam de qual licitação. Temos aí um ambiente fraudado com cartas marcadas”, afirma Dallagnol. A Petrobrás - tratada como vítima do esquema - reforçou os trabalhos de investigação no mês passado, quando oficialmente passou a integrar o polo ativo dos processos. Com isso, ela virou acusadora formal dos réus, ao lado do Ministério Público Federal.

INVEPAR E AIRPORTS SOUTH AFRICA QUEREM O SALGADO FILHO

A Invepar e a Airports Company South Africa, que já tocam juntas o aeroporto de Guarulhos, avisaram ao ministro Eliseu Padilha que estão interessadas no Aeroporto Internacional Salgado Filho, de Porto Alegre.

TAP DIZ QUE SEUS VÔOS DE DOMINGO ESTÃO PROGRAMADOS PARA SAIR

A TAP avisou que seus vôos deste domingo estão programados para sair, mas pediu que os passageiros façam a confirmação antes de se dirigirem aos aeroportos.

POR QUE DILMA MERECERIA MAIS RESPEITO DO QUE AQUELE QUE NÃO TEVE A EX-GOVERNADORA YEDA CRUSIUS EM SUA CASA, EM 2009?


Os protestos realizados na sexta-feira, dia 1º de maio, diante da casa do ex-marido da presidente petista Dilma Rousseff, Carlos Araújo, e os deste sábado, na frente do apartamento da própria Dilma, não deveriam causa qualquer estranhamento aos gaúchos e brasileiros. Quem ensinou essa prática foram os selvagens petistas que, em 2009, fizeram um cerco violento à casa da ex-governadora Yeda Crusius. Só não invadiram a residência porque as professoras petistas enlouquecidas, controladas pelo PT, PSOL e PSTU, forma contidas pela Brigada Militar a muito custo. Ninguém se levantou para fazer a defesa da ex-governadora e da integridade física dela, de sua filha e de seus netos. Agora, ao contrário, foi feito um cerco civilizado ao apartamento de Dilma Rousseff no bairro Tristeza. Ela provou do próprio veneno colocado em prática pelos petistas e seus asseclas. Os petistas trouxeram para o Brasil a prática do "escracho", que consistes nestes raides em volta da residência de uma pessoa-alvo, para desmoralizá-la perante amigos e parentes. E o cerco ao apartamento de Dilma Rousseff escrachou que agora ela está paralisada, impedida de circular nas ruas das cidades do País, porque o povo brasileiro não a quer mais. 

O CERCO GOLPISTA DO PT A UM GOVERNO – O QUE BOA PARTE DA IMPRENSA DO PARANÁ E DO BRASIL ESCONDE DE PARANAENSES E BRASILEIROS

A senadora e ex-ministra petista Gleisi Hoffmann discursa em favor da greve...
A senadora e ex-ministra petista Gleisi Hoffmann discursa em favor da greve e…
...depois caminha entre os manifestantes. Sobre o petrolão, ela não falou nada!
…depois caminha entre os manifestantes. Sobre o petrolão, ela não falou nada!
A greve de professores do Paraná é política. Está sendo insuflada pelo PT, e não é preciso fazer um grande esforço para chegar a essa conclusão. A senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann, aquela que está enrolada com o petrolão, subiu num caminhão para discursar em favor do movimento. É espantoso que isso aconteça e que, na imprensa, seja o governador Beto Richa (PSDB) a levar bordoadas. “Ah, mas e a violência policial?” Olhem aqui: há vídeos em penca demonstrando as práticas a que recorreram alguns manifestantes. Eu os publiquei em outros posts. A Polícia Militar foi posta diante de duas alternativas: ou deixava a Assembleia Legislativa ser invadida e depredada, contrariando determinação judicial, ou reprimia os baderneiros. A verdade é que os petistas estão querendo usar o caso do Paraná para se reerguer. Não por acaso, a presidente Dilma Rousseff fez uma alusão às cenas de violência. Censurou, de maneira velada, a polícia e afagou os trogloditas. A causa que mobiliza os professores, para começo de conversa, é falsa. Até porque o salário que o Paraná paga aos docentes está entre os mais altos do país. Já chego lá. Gleisi é só o nome mais graúdo do PT que está diretamente envolvida com a causa. Não é a única. Uma das líderes da manifestação violenta de quarta-feira é a ex-presidente do Sindicato dos Professores do Paraná (APP Sindicato) Marlei Fernandes de Carvalho. No ano passado, ela disputou uma vaga de deputada federal pelo partido. Obteve 29.855 votos. Não se elegeu. O outro que liderava a corrente da insensatez é Hermes Silva Leão, também petista, atual presidente da entidade. Ele tenta forçar até a semelhança física com Lula e, bem…, carrega na língua presa para tentar ficar ainda mais parecido. Um fenômeno!
Que gracinha! Marlei, a que não foi eleita, ao lado de Dilma. E Hermes ao lado de Gleisi
Que gracinha! Marlei, a que não foi eleita, ao lado de Dilma. E Hermes ao lado de Gleisi
Tem mais. Marlei e Hermes atuam em  estreita colaboração com o deputado estadual, também do PT, Professor Lemos, que tem origem no… sindicato! É conhecido nos círculos políticos do Paraná como “Professor Aloprado” em razão do seu, digamos assim, “estilo”…  Colaborou ativamente na invasão da Assembleia em fevereiro e na frustrada tentativa da última quarta, dia 29.
Irresponsabilidade
Notas taquigráficas dão conta da irresponsabilidade deste senhor e de outro companheiro de partido, chamado Tadeu Veneri. Ambos tentam impedir o andamento da sessão que acabou aprovando mudanças na Previdência dos servidores acusando a suposta morte de dois professores durante a baderna. Bem, as mortes simplesmente não tinham acontecido. Leiam a transcrição:
TADEU VENERI: Pela ordem, deputado. Desculpe. senhor presidente! Só para comunicar a essa Casa, nós vamos confirmar, além das pessoas que foram detidas aqui, professora ligou acabando de informar que tem dois professores que faleceram.
PROFESSOR LEMOS: Então, eu disse que iam matar professores, mataram. Isso é lamentável.
Tadeu Veneri,  o que anunciou as mortes que não houve...
Tadeu Veneri, o que anunciou as mortes que não houve… Muito ético e transparente!
Lemos, o "Professor Aloprado", colaborando com a ilegalidade escancarada
Lemos, o “Professor Aloprado”, colaborando com a ilegalidade escancarada
O nome disso é terrorismo legislativo. A dupla teve a companhia de outro irresponsável, o deputado Nereu Moura (PMDB), um fanático seguidor de Roberto Requião e de Dilma:
NEREU MOURA: Deputado Tadeu, prefiro que continue a sessão e que haja derramamento de sangue, para que o governo pague o pato por isso. Querem aprovar, aprovem. E que haja sangue, sim…
Nereu Moura: por ele, tudo bem derramar sangue, desde que se possa culpar o governador
Nereu Moura: por ele, tudo bem derramar sangue, desde que se possa culpar o governador
Os números
Uma parte dos professores está em greve por causa do tal plano, que não acarretará prejuízo nenhum a ninguém. A Justiça declarou a greve ilegal porque não lhe reconheceu nem objeto nem objetivo. De 2011 até agora, os professores do Paraná tiveram um reajuste de 60% nos salários, para uma inflação acumulada de… 25%. A remuneração média de um professor no Estado é de R$ 4,7 mil (R$ 4 mil de salário e R$ 721,48 de auxílio-transporte). O Paraná tem um dos maiores salários iniciais (40 horas) do país para a carreira: R$ 3.194,71. Em 2010, era de 2.001,78 — uma elevação, pois, de 59,59%. Para comparar: na Bahia, que está na terceira gestão petista, é de R$ 2.441.05; no Rio Grande do Sul, depois de quatro anos de petismo, está em R$ 1.260,20. O piso nacional é de R$ 1.917,68, e a média fica em R$ 2.363,38. Ah, sim: dessas 40 horas, 14 são reservadas à chamada hora-atividade — 35% do total. Em 2010, eram 8 — aumento de 75%. O governo elevou ainda em 61% o chamado “fundo rotativo”, para a manutenção das escolas, e contratou, desde 2011, 23.653 novos profissionais. São dados oficiais? São, sim! Mas são também dados reais, como sabem os professores. A greve do Paraná não é apenas ilegal, como já decidiu a Justiça. Ela também é imotivada e imoral. E obedece a uma óbvia condução política. A imprensa do Paraná e do Brasil, com raras exceções, quer incensar baderneiros? Que o faça, em prejuízo da população. Aqui, eles não encontram abrigo.
NÃO EXISTE UMA CAUSA TRABALHISTA NO PARANÁ. EXISTE É UMA CAUSA POLÍTICA. OS PETISTAS QUEREM USAR O CONFRONTO PARA TENTAR SE REERGUER DE UMA CRISE SEM RETORNO.
Ah, sim: tentar se impor na base da invasão, da porrada, do quebra-quebra, do confronto, em nome de um causa ou de um partido… Sim, isto, sim, é golpe! Por Reinaldo Azevedo

Para vereador petista, combater o tráfico é papel da polícia; o de Haddad é conversar com narcotraficantes. Impeachment já! Ou, então, que o petista entregue a gestão a Marcola, do PCC!

A destruição de uma cidade não é obra de um dia. É preciso que haja um esforço determinado, contumaz, dedicado, consciente, firme. É o que faz o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do PT. Não passa dia sem que este senhor tome uma decisão que contribui para levar o município para o buraco e para tornar mais difícil a vida dos paulistanos. A última notícia estarrecedora que veio a público dá conta de que o prefeito, por intermédio de seus agentes, negociou com traficantes o desmonte da tal “favelinha”, um conjunto de barracos que havia sido armado no meio da rua, na região conhecida como “cracolândia”. Há muito, é verdade, a área se tornou um reduto de viciados em crack e de traficantes. Mas quem profissionalizou as relações por ali foi Fernando Haddad. Quem decidiu que aquela região deve ser, para sempre, uma espécie de Vale dos Caídos foi Fernando Haddad. Porque foi Fernando Haddad quem criou o programa “Braços Abertos”, que, entre outros mimos, aumenta de forma substancial o dinheiro que circula entre os viciados, o que alimenta ainda mais o tráfico. Haddad tem de ser alvo de um processo de impeachment. Quem diz isso é o Inciso X do Artigo 4º do Decreto-Lei 201, que está em vigor. Escrevi a respeito. Na sexta-feira, vereadores da oposição e da situação comentaram o caso. “Se ele [o prefeito] sabe quem são os traficantes, precisa passar para a polícia. É uma postura esquisita negociar com o tráfico para fazer desocupação”, afirmou à Folha o vereador Andrea Matarazzo (PSDB), segundo quem Haddad foi “irresponsável”, colocando toda a população em risco ao “dialogar com o submundo”. Agora prestem atenção ao que pensa o vereador Paulo Fiorilo, do PT. Ele diz que cabe à polícia combater o tráfico: “Todo mundo nesta cidade, neste Estado, sabe como é que funciona o tráfico. Só o governo que parece que não consegue entender”. Ah, entendi. Para o petista, o trabalho da polícia é combater o narcotráfico, e o do prefeito é conversar com ele. Ricardo Young, do PPS, também falou besteira, embora integre a bancada da oposição, formalmente ao menos: “Se você vai fazer uma ação num local como esse, evidentemente tem que conversar com todas as partes, não importa se é usuário, traficante, dono do hotel, guarda”. Ah, tá! O vereador prega que se negocie com bandido só nesses casos ou em outros também? A gestão petista, com o endosso de Young, tem lições a dar ao mundo: combater o roubo negociando com ladrões; o estupro, com estupradores; a pedofilia, com pedófilos. E vai por aí… Ora, vamos entregar a gestão de São Paulo ao PCC. Por que haver intermediários? Que saia Haddad e entre Marcola! Outro gênio do pensamento, Eduardo Suplicy, secretário de Direitos Humanos, informa que a prefeitura conversou com todos que exercem liderança, mas nota que ele próprio não saberia distinguir entre usuário e traficante. E a diferença entre um traficante e uma tartaruga? Essa, Suplicy conhece? O que se tem é um escândalo sem-par. O pior é que Haddad negociou a intervenção na Cracolândia diretamente com os traficantes sem informar à Secretaria de Segurança que faria a intervenção na região. Deu tudo errado. Quando os usuários reagiram, aí ele foi pedir socorro à polícia. A mesma polícia que, na prática, é agora atacada pelo vereador petista Paulo Fiorilo. Impeachment já! Haddad não é um homem responsável o bastante para ser prefeito da maior cidade do País. Ou, então, que ele nomeie Marcola seu secretário de governo. Se é para conversar com bandidos, o negócio é apelar a profissionais. Por Reinaldo Azevedo

MILÍCIAS BOLIVARIANAS NO PARANÁ? CADÊ, NO ESTADO, A IMPRENSA INDEPENDENTE?

Vejam que tipo de coisa está sendo comprada — e exaltada — por boa parte da imprensa do Paraná e do Brasil. Assistam ao vídeo. Volto em seguida.

E aí? Este senhor já bastante maduro, de rabinho de cavalo (é professor?), acha que tem o direito de fazer bloqueio nas ruas e de revistar os carros. Como um bom esquerdista, recorre à violência e à ilegalidade, mas acha que a culpa é dos outros. Isso ocorreu na quarta-feira, enquanto a Assembleia Legislativa votava o projeto da Previdência e os trogloditas planejavam o cerco ao Parlamento estadual. Reparem: ele diz que a briga é com o governo Beto Richa, não com a sociedade, mas que existem “efeitos colaterais”. No caso, o efeito colateral é subtrair direitos fundamentais de terceiros. E ele deixa claro: “Na dúvida, [o motorista] não passa”. Aliás, foi com a teoria do “efeito colateral” que os comunistas mataram, ao longo da história, mais ou menos 200 milhões de pessoas. Não é que eles quisessem, entendem?, é que eram obrigados pela luta. Infelizmente, acho que esse tipo de vídeo não vai para o “Jornal Nacional”… Também a imprensa paranaense, com raras exceções, omite a violência dos grevistas e transforma em heróis os trogloditas e em trogloditas os que fazem cumprir as leis. É lamentável! Cadê, no Estado, a imprensa independente e que se deixa orientar pelo estado de direito? Por Reinaldo Azevedo

Lula quer “enfiar jornalista um dentro do outro”… Uuuiii! Que medo dele!!! Ou: Volte, sim, Lula! O Brasil quer acertar as contas com você!

Lula discursa em evento da CUT: ameaças e acusações mirabolantes. Vote, sim, Lula...
Chefão  discursa em evento da CUT: ameaças e acusações mirabolantes. Volte, sim, Lula… O povo o aguarda, entende?
O Babolorixá de Banânia, o Apedeuta, o Poderoso Chefão do PT, Lula, em suma, participou do ato promovido pela CUT neste Primeiro de Maio. Discursou ao lado de um cartaz que dizia “Abaixo o Plano Levy”. Só fica no palanque ao lado de homem tão ilustre quem passa pelo rígido filtro de sua segurança pessoal e da própria Central. Logo…
Ele estava bravo, vociferante. Depois de pedir paciência com Dilma — afinal, disse, “ela foi eleita para governar quatro anos” (como se não pudesse ficar oito) —, resolveu se dedicar a seu esporte predileto, que é falar bem de si mesmo e fazer ameaças.
Disse não ter a intenção de disputar eleição em 2018, a menos, claro, que a gente não se comporte: “Não me chame para briga porque eu volto. Eu não tenho intenção de ser candidato a nada, mas eu tenho vontade de brigar. A Dilma é presidente, e eu quero que ela governe esse país, e eu fico quieto no meu lugar para não dizer que eu estou tendo ingerência”.
Como se vê, ele fica quietíssimo! Uai! Que volte! Sugiro a Lula que caminhe, por exemplo, pelas ruas de São Paulo, sem claque encomendada. Vamos ver o que acontece. Vamos ouvir o que lhe diz o povo. Segundo o ex-presidente, as elites nunca ganharam tanto dinheiro como nos governos do PT — o que, a depender do setor a que se refira, é mesmo verdade, né? Ora, se é assim, por que elas participariam, então, de um suposto complô contra o partido? Ele tem uma explicação psicológica: porque “são masoquistas”. Ah, bom!
Ele também acusa a imprensa de tentar envolvê-lo na Operação Lava Jato. E recorreu a uma estranha imagem para se defender:
“Eu não ia dizer isso aqui, mas estou notando todo santo dia insinuações: ah! Lá na Operação Lava Jato estão esperando que alguém cite o nome do Lula porque o objetivo é pegar o Lula. Essas revistas brasileiras são um lixo e não valem nada. Eu certamente serei criticado por estar sendo agressivo, mas queria dizer que peguem todos os jornalistas da Veja e da Época e enfiem um dentro do outro que não dá 10% da minha honestidade neste país”.
Nossa! Será que Lula dará aos jornalistas ao menos o direito de escolher, ou será o partido a decidir quem vai entrar em quem?
Volte, sim, Lula! Não vejo a hora de tê-lo, de novo, disputando o coração dos eleitores brasileiros.
O homem parece ter revelado também um plano malsucedido de compra de consciências. Leiam:
“Eu conheci muitos meios de comunicação falidos e ajudei porque acho que é importante ajudar, porque a comunicação tem de ser forte, democrática e tem de funcionar. Quando alguém dizia que o BNDES não podia financiar prédio de editora, eu dizia, ‘pode’. O dono de um jornal tem de ser tratado como qualquer empresário e ter direito a um financiamento e não precisa falar bem do governo porque ninguém está pedindo isso”.
Huuummm… Digamos que tudo tenha se passado como ele falou. Estou enganado, ou Lula recorreu ao que era dinheiro obviamente público — a grana não terá saído de seu bolso pessoal, certo? —, mas esperava que os beneficiários lhe fossem pessoal e politicamente gratos? Pergunto de outro modo: ele agiu porque achava que era o legítimo e o legal ou porque esperava pagas irregulares?
Volte, sim, Lula! O Brasil quer acertar as contas com você! Por Reinaldo Azevedo

Renan Calheiros, o parceirão de Lula, vai à TV Senado e dá a sua receita para destruir de vez o Brasil

Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, fez um pronunciamento na TV Senado que, na prática, apesar da retórica, joga no lixo o pacote fiscal do governo. O presidente do Senado fala num tal “pacto pelo emprego”. Na crítica ao governo, fez um sarapatel danado. Atacou o aumento de impostos, ok. Mas também criticou a elevação das tarifas públicas e dos juros, como se as duas questões, hoje em dia, fossem uma questão de gosto. E aí propôs, “em nome do Congresso Nacional” — como se tivesse combinado previamente com os partidos — , o tal “Pacto em Defesa do Emprego”. Entre as medidas, sugeriu: 
– nenhuma ação que cause dano ao emprego (referia-se à terceirização);
– aumentar as compras governamentais dos setores que gerarem mais empregos;
– bancos públicos oferecerem mais créditos, a juros menores, aos setores que gerarem mais empregos;
– desonerar, de forma definitiva, as atividades que gerem mais emprego.
Bem, aí está o conjunto de medidas que conduziu o país ao desastre. É simples assim. Joaquim Levy está tentando desarmar a arapuca do “dilmo-manteguismo”, que fez essas opções com o propósito de reduzir a inflação e manter o emprego. Deu no que deu. Anotem aí: uma das formas de enganar os trouxas, quando não se tem o que dizer, é recorrer a doenças e à medicina como metáforas. Falou Renan: “Não podemos agir como aquele cirurgião, que economiza custos e faz a cirurgia sem anestesia (…). É preciso extrair o tumor, mas sem dor, ou com um mínimo de sofrimento”. Trata-se de didatismo pedestre e populista. Muito bem! Quem pode ser contra o uso de anestesia para extrair um tumor? Ninguém! Quem pode ser contra a máxima de que se deve retirar o dito-cujo com o mínimo de sofrimento? Ninguém também. Se, no entanto, você é favorável a essas coisas, isso significa que está obrigado a defender que bancos públicos emprestem dinheiro a juros subsidiados para alguns setores? Tenham paciência! Renan busca o seu lugar de protagonista na história e fala bobagem pelos cotovelos. Mas não está sozinho nessa tarefa. É personagem de uma operação política que busca fraturar o PMDB. Para mais informações, busquem Luiz Inácio Lula da Silva. Por Reinaldo Azevedo

Cunha dá a Dilma o conselho certo, e ela faz a coisa errada

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), participou, em São Paulo, da festa da Força Sindical e se referiu à opinião da presidente Dilma Rousseff, que é contrária a parte do projeto aprovado pela Casa que permite às empresas privadas terceirar também as atividades-fim. Disse ele:
“Ela [presidente] tem de ter a cautela de que o governo federal deve ter a posição da maioria de sua base de sustentação. Passa a ser perigoso quando você assume a pauta do PT”. Concordo com o presidente da Câmara. Aliás, referindo-me à pressão de Lula para que Dilma se lance contra o projeto, escrevi: “Eis que o Babalorixá de Banânia passou a cobrar, de forma agora mais enfática, que Dilma se lance contra o projeto da terceirização, como se essa fosse uma agenda do governo ou do país, não do PT. Ocorre que Dilma, ora vejam, é presidente de todos os brasileiros, não apenas dos petistas". Estando na Presidência, Dilma terá de escolher entre a agenda do PT e a agenda do governo, que deve estar mais próxima, reza o bom senso, daquilo de que o país precisa. Ela, por enquanto, vai tomando o caminho errado. Em encontro com centrais, criticou o projeto, discurso que embasou também o vídeo que gravou por ocasião do Dia do Trabalho. Vejam. Lula, que havia recomendado inicialmente a Dilma que não fizesse pronunciamento em rede nacional, mudou de ideia nos últimos três dias e passou a defender que ela fosse à TV contra a terceirização. Ela cedeu em parte à recomendação do Babalorixá de Banânia: não convocou a Rede Nacional de Rádio e Televisão, mas incorporou a pauta petista. E voltou a usar vermelho…
Renan
Cunha também se referiu à crítica que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), dirigiu a Michel Temer, vice-presidente da República e coordenador político do governo. Segundo Renan, Temer estaria se comportando como um “RH” na distribuição de cargos a peemedebistas em troca de apoio ao governo. Afirmou o presidente da Câmara: "Eu não vejo nenhum motivo para se criticar, até porque todos nós que somos parte da cúpula nacional do PMDB participamos, fomos comunicados previamente e apoiamos a indicação ao seu nome. Eu não vejo essa crítica como positiva”. Por Reinaldo Azevedo

Deputado do Paraná revela a intenção da baderna: derramamento de sangue!

O confronto entre baderneiros disfarçados de professores e a Polícia Militar do Paraná, havido na quarta-feira, foi, como já evidenciei aqui, meticulosamente planejado. Trata-se, antes de mais nada, de um movimento de caráter político, que busca emparedar o governador Beto Richa (PSDB). As digitais do PT estão estampadas no imbróglio. Mas não só. O projeto que faz alterações necessárias na Previdência do Estado estava sendo votado na Assembleia Legislativa, enquanto o pau comia do lado de fora. Vejam este vídeo.

Esse que fala é o deputado Nereu Moura (PMDB), um dos líderes da oposição a Richa e cabo eleitoral da Dilma no Paraná. Ele deixa claro qual era a pretensão da turma: derramamento de sangue. Por Reinaldo Azevedo

Fernando Haddad negocia com traficantes, e os vereadores estão moralmente obrigados a cassar o seu mandato. Ou se tornam cúmplices de um acordo com bandidos. Existe lei para impichar prefeitos

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, negociou com chefes do narcotráfico da Cracolândia, informa a Folha, a intervenção da Prefeitura na região, que acabou resultando, depois, em confronto entre viciados e forças de segurança: Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Civil Metropolitana. Ou por outra: o prefeito Fernando Haddad escolheu bandidos como seus interlocutores. Ou por outra: o prefeito Fernando Haddad tem de ser política e criminalmente responsabilizado por dividir com traficantes os destinos da maior cidade do País. Ou por outra ainda: o prefeito Fernando Haddad não pode continuar à frente da capital do Estado.

Vamos à história. Agentes do prefeito negociaram, sob a sua orientação, a ação que seria empreendida pela Prefeitura para desmontar a tal “favelinha” na Cracolândia. Tudo foi meticulosamente combinado com marginais, que não eram, atenção!, usuários de drogas, mas traficantes. Na hora h, os interlocutores de Haddad deram no pé, sumiram, e os dependentes armaram a reação. Aí foi preciso chamar a Polícia Militar.
Haddad, claro!, não admite que o acordo se deu com traficantes. Assume um “compromisso” com dependentes, como se esses pobres desgraçados estivessem em condições de fazer e de cumprir alguma forma de acordo. Diz ele: “Alexandre (de Moraes, secretário estadual da Segurança Pública) foi avisado por mim da operação. Falei com ele que não precisaria de apoio da PM porque havia firmado compromisso. Quando o acordo foi rompido, liguei para ele e disse que poderia haver incidente”.
Eis aí uma clara confissão.
E que se note: ainda que a conversação tivesse ocorrido com viciados, já seria imprópria. Eles não podem ser considerados interlocutores da administração para temas que dizem respeito à cidade como um todo. De resto, não custa lembrar: o consumo de drogas ilícitas continua a ser crime. E uma Prefeitura não negocia com criminosos, pouca importa a sua periculosidade. Quando se trata de narcotraficantes, não mesmo!
Uma das pessoas envolvidas na operação revela à Folha que a conversa se deu foi com traficantes: “Não era com zumbis”. “Zumbi” é o termo habitualmente empregado para designar os viciados em crack. De tal sorte estão debilitados e sem condições de responder por si que são tidos como “mortos-vivos”.
Impeachment
O senhor Fernando Haddad tem de ser alvo de um processo de impeachment. E já. Aliás, se os petistas tiverem um mínimo de juízo, não moverão uma palha para salvar o mandato deste celerado. Se eu fosse do partido, aplaudiria o impedimento de um sujeito que, obviamente, depõe contra uma legenda cuja reputação já está no lixo. Ser tida como um covil de ladrões parece ser ruim o bastante, não é mesmo?
Existe lei para pôr Haddad na rua? É claro que sim! Trata-se do Decreto-Lei 201, de 1967, que foi recepcionado pela Constituição de 1988.
Vejam o que define o Inciso X do Artigo 4º da Lei:
Art. 4º São infrações político-administrativas dos Prefeitos Municipais sujeitas ao julgamento pela Câmara dos Vereadores e sancionadas com a cassação do mandato:
X – Proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo.
Negociar com traficantes é incompatível com a dignidade e o decoro do cargo.
O Artigo 5º da mesma lei define a forma do processo, destacando que a denúncia pode ser feita por qualquer cidadão — e, claro!, por vereadores.
Fim de papo
Acabou! Acho que, desta feita, este senhor passou dos limites. Uma coisa é comportar-se como um ser idiossincrático, monomaníaco, autocentrado. Outra, muito distinta, é quebrar o decoro de forma determinada, clara, consciente, e transformar traficantes em interlocutores da administração.
A Prefeitura se torna, nesse caso, cúmplice de bandidos. Espero que a oposição ao prefeito na Câmara não esgote a sua ação na simples crítica em plenário aos desastres perpetrados por este senhor.
De resto, cumpre indagar o que fará o Ministério Público. Já temos a confissão do prefeito. Ele assume ter negociado com o que diz ser “dependentes” a intervenção da Prefeitura na Cracolândia. Ora, suponho que seus agentes tenham ao menos anotado os nomes dos interlocutores. Quem são?
Chega! Não dá mais! A cidade pode esperar as eleições para mandar para casa um autocrata dos pedais. Mas não pode esperar até 2016 para pôr na rua quem negocia os destinos de São Paulo com marginais.
Impeachment já!
PS: Os petistas chamariam também essa ação de golpe? Golpista das instituições não é quem negocia com traficantes? Por Reinaldo Azevedo