quinta-feira, 7 de maio de 2015

MULHERES DE PRESOS POLÍTICOS DA VENEZUELA PEDEM AJUDA AO BRASIL


Em emocionado depoimento à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), nesta quinta-feira (7), a ativista Lilian Tintori criticou duramente o regime chefiado pelo ditador facínora Nicolás Maduro, da Venezuela, e pediu ao Brasil que “se levante e alce sua voz e para ajudar cada venezuelano a levantar as bandeiras da democracia e dos direitos humanos”. Esposa do líder de oposição Leopoldo López, ela estava acompanhada de Mitzy Capriles, esposa do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, e de Rosa Orozco, que teve uma filha assassinada durante manifestação contra o governo em Caracas. Leopoldo López está preso há mais de um ano. Também está na cadeia o prefeito de Caracas. "O mundo inteiro sabe que na Venezuela não se vive em uma democracia. Mais de 80% dos venezuelanos pedem mudança. Necessitamos de ajuda dos países da região", disse Lilian na abertura da audiência pública promovida pela comissão, que contou com a presença de diversos deputados e foi realizada no auditório 2 da Ala Nilo Coelho, mais amplo que o reservado às reuniões ordinárias do colegiado. Além de participar da audiência, as duas esposas foram recebidas pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, e pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowsky. Mas não conseguiram marcar encontro com a presidente petista bolivariana Dilma Rousseff, que é do Foro de São Paulo e dá apoio ao fácinora Nicolas Maduro. O presidente da comissão, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), e o senador José Serra (PSDB-SP), estiveram no Ministério das Relações Exteriores para tentar agendar uma entrevista com o ministro Mauro Vieira. Não obtiveram êxito. Apenas no final da reunião da comissão foram informados pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) de que as duas seriam recebidas pelo chefe do Departamento de América do Sul 2, Baena Soares. Segundo Lilian, ocorreram 25 mil mortes por violência na Venezuela no ano passado. Existem grandes filas para comprar alimentos, há dificuldade para se obter remédios e a inflação já alcança 74%. Além disso, observou, existem 89 presos políticos no país vizinho. Por sua vez, Mitzy lembrou que seu marido foi “simplesmente arrancado de seu posto de trabalho”, na prefeitura de Caracas, e está preso há três meses. No depoimento mais contundente, Rosa Orozco informou que sua filha de 23 anos foi baleada “à queima-roupa” por um integrante da Guarda Nacional em 19 de fevereiro de 2014, simplesmente por participar de uma manifestação com cartaz contra o governo, e morreu dois dias depois. Ela mostrou aos parlamentares fotos de sua filha baleada. "Não podemos permitir que essas coisas sigam acontecendo. Temos uma milícia de coletivos, que são pessoas civis armadas, que vivem matando os que opinam diferente do governo. É uma violação à minha alma, a minha vida se foi com minha filha", disse Rosa. Ao abrir a reunião, Aloysio Nunes Ferreira disse ter ouvido de Mauro Vieira que uma comissão de representantes da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) tem contribuído para reduzir as tensões na Venezuela. Ele lamentou, porém, que as violações aos direitos humanos tenham se multiplicado depois das eleições presidenciais e que o governo brasileiro não tenha até o momento tomado uma atitude mais enérgica para reagir a esse fato. O senador recordou ainda que, como integrante do Mercosul, a Venezuela tem de seguir a chamada “cláusula democrática” do grupo, estipulada pelo Protocolo de Ushuaia. "O Brasil quer ter peso cada vez maior nas decisões internacionais. Temos pretensão de ocupar uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, além do desejo de ser peça-chave em negociações sobre o comércio internacional. Por que o Brasil não atua com seu peso próprio pelo menos nas questões fundamentais como direitos humanos e democracia? Um país do nosso tamanho não pode se omitir nessa questão", afirmou Aloysio Nunes Ferreira. Juntamente a ele na Mesa, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) relatou ter percebido em recente encontro sobre direitos humanos realizado no Peru uma “enorme cobrança de posicionamento mais claro do Brasil” em relação ao tema. A presença de parlamentares da base de apoio ao governo na reunião foi considerada pelo senador um sinal de que “começa a haver constrangimento” em relação à “cômoda omissão” do governo brasileiro em relação à situação da Venezuela.

PSDB DÁ APOIO AMPLO, GERAL E IRRESTRITO AOS PRESOS POLÍTICOS DA DITADURA VENEZUELANA


Isto é ter atitude, isto é uma verdadeira postura de defesa dos direitos humanos; isto é uma verdadeira demonstração de política externa decente. Na foto, Aécio Neves ladeado pelas esposas dos políticos presos pela ditadura do cão facínora bolivariano Nicolas Maduro.

O PREÇO DA TRAIÇÃO DOS OITO DEPUTADOS DO DEM FOI COMBINADO COM TEMER: R$ 400 MILHÕES PARA A PREFEITURA DE SALVADOR.

As fotos ao lado registram cenas do almoço durante o qual o vice-presidente Michel Temer combinou o preço da traição com ACM Neto e os oito deputados do DEM. Foi ontem, durante almoço que precedeu a votação da MP do ajuste fiscal. Os oito votos da traição foram vitais para a vitória do governo, já que ela se deu por 252 contra 227, uma diferença de 25 votos. Isto significa que 13 votos dariam vitória à oposição. Só o DEM concedeu oito dos 13 votos necessários. Os outros vieram de Judas do PSB e do PV.  Foi um imundo balcão de negócios, bem próprio do governo desavergonhado de Dilma e do PT. Ninguém assume a paternidade pelas revelações detalhadas sobre o almoço e sobretudo a respeito do milionário cardápio, mas o que se sabe é o seguinte: ACM Neto receberá R$ 400 milhões de verbas federais que estavam retidas para a prefeitura de Salvador. R$ 100 milhões serão liberados depois da votação da segunda MP, semana que vem. Os oito deputados foram contemplados de outro modo. Qual modo? Ora o Brasil já sabe o modo pelo qual os governos do PT conseguem apoio político de parlamentares e partidos políticos, desde o Mensalão. Agora o esquema se repetiu de maneira escandalosa, aberta, o que ficou referendado  por um deputado federal do DEM que chegou atrasado a reunião do balcão de negócios montado pelo governo Dilma e se manifestou irritado aos gritos.  O caso do preço cobrado pelos oito deputados do DEM que traíram a oposição foi tão escrachado que o novato deputado do Pará, Hélio Leite, demonstrou fúria por não ter sido convidado para o banquete presidido ontem pelo vice Michel Temer. Dentro da sala do DEM ele reclamou em alto e bom som, sem constrangimento, avisando que precisava mais dinheiro do que os demais deputados, já que sua campanha tinha sido muito cara. Mas que tal, hein? E o vice-presidente da República se prestando a esse papelão, a esse crime, conforme já foi definido pelo Supremo Tribunal Federal no caso do Mensalão do PT. A compra de voto de parlamentar é crime de lesa pátria. 

PT acionará Justiça contra cartazes em que Dilma e Lula aparecem como "procurados" por roubarem direitos dos trabalhadores


O PT disse que vai entrar com uma ação para pedir que a Justiça apreenda e descubra a autoria de cartazes em que os nomes e as fotos da presidente Dilma Rousseff e seu antecessor, o Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"), aparecem abaixo do carimbo de "Procurado". Em nota assinada pelo presidente do diretório estadual do partido em São Paulo, Emídio de Souza, o PT repudia a ação e a classifica como "covarde e fascista". O partido afirma ainda que pedirá a instauração de investigação policial para que se identifique os responsáveis pelo patrocínio e distribuição dos cartazes "que têm evidente motivação causar danos e constrangimentos à imagem do PT e de seus representantes". Os cartazes foram impressos nos moldes dos usados nos Estados Unidos na época da ocupação do velho oeste. Com programação visual que lembra papel antigo, Dilma e Lula são retratados como culpados pelo "roubo" de direitos trabalhistas. O foco são as Medidas Provisórias 664 e 665, que dificultam o acesso dos trabalhadores a benefícios como seguro-desemprego e pensão por morte. "Roubou meu seguro-desemprego, meu abono (PIS/Pasep), roubou o seguro-defeso dos pescadores e metade das pensões das viúvas. Recompensa: um país melhor", diz o cartaz. Não há nada, absolutamente nada, de criminoso nos cartazes. Eles refletem o legítimo direito de critica, legalíssimo. O que a direção do PT faz é terrorismo sobre a liberdade de manifestação no Brasil. Colados em postes no centro de São Paulo e algumas cidades do interior nesta quinta-feira, os cartazes são os mesmos que os exibidos por manifestantes na quarta-feira, 7, no plenário da Câmara dos Deputados, durante a votação do ajuste fiscal. Na mesma hora e local estavam dezenas de pessoas usando coletes da Força Sindical. O presidente da Força, Miguel Torres, nega que a Força seja a responsável pela confecção e distribuição dos cartazes. "Ali na Câmara estava todo mundo misturado", disse. A Força não se mete nessas questões partidárias porque tem dirigentes de diversos partidos em seus quadros", completou. 

STJ nega pedido de liberdade ao médico pai do Bernardo Uglione Boldrini, assassinado pela madrasta

A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou por unanimidade, nesta quinta-feira, 7, pedido de liberdade do médico Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo Uglione Boldrini, assassinado no Rio Grande do Sul em abril de 2014, aos 11 anos. Leando Boldrini é acusado de participar do assassinato do filho com a mulher, Graciele Ugulini, a amiga do casal Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz. Os ministros mantiveram a decisão de novembro de 2014 que determinou que o médico Leandro Boldrini permanecesse preso. Na época, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de habeas corpus. Nesta quinta-feira, o STJ também negou o pedido da defesa de Leandro Boldrini para que o julgamento fosse transferido da cidade de Três Passos, onde a família residia, para o município vizinho de Frederico Westphalen, onde o corpo de Bernardo Uglione Boldrini foi enterrado. Os advogados do médico defendem que o clamor popular e a pressão pública podem influenciar o andamento do processo. A defesa de Boldrini deve recorrer novamente, agora ao Supremo Tribunal Federal. 


O pai de Bernardo foi preso em abril de 2014. Indiciado pela polícia, acabou denunciado pelo Ministério Público. Boldrini, Graciele e Edelvânia respondem por homicídio quadruplamente qualificado (motivos torpe e fútil, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. Wirganovicz responde por ocultação de cadáver.

Votorantim faz a primeira captação de recursos no Exterior em seis meses

A Votorantim Cimentos concluiu nesta quinta-feira (7) a captação de € 500 milhões no mercado europeu. É a primeira emissão de dívida feita feita por uma empresa brasileira depois de a Petrobras ter atrasado a divulgação do balanço auditado do terceiro trimestre de 2014. A dívida, que vence em 2022, saiu com juros de 3,5% - taxa considerada relativamente baixa para uma empresa brasileira no atual cenário do País. A operação foi coordenada pelos bancos Citigroup, Deutsche Bank, HSBC, Banco Votorantim, BB Securities, Bank of America/Merrill Lynch, MUFG e Santander. Os recursos serão utilizados para o balanceamento do perfil de dívida da empresa. Segundo a Votorantim, é a segunda grande operação do tipo feita desde o ano passado. Em abril de 2014, foram recomprados € 446,5 milhões em títulos com vencimento em 2017, com taxas de 5,25%, e emitidos € 650 milhões com vencimento em 2021 e taxa de 3,25%.

Câmara dos Deputados rejeita emendas e conclui votação da primeira Medida Provisória do ajuste fiscal da petista Dilma Rousseff

Após muita confusão e com o registro de traições no governo e na oposição, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou no início da noite desta quinta-feira (7) de forma conclusiva a primeira medida provisória do pacote de ajuste fiscal do governo da petista Dilma Rousseff. Todas as emendas que tentavam alterar a proposta, a maioria da oposição, foram rejeitadas por uma margem mais folgada do que a desta quarta-feira, quando o texto principal da MP 665 foi aprovado por uma diferença de apenas 25 votos. A MP segue agora para análise do Senado. A principal emenda desta quinta-feira, do DEM, tentava anular o endurecimento das regras de acesso ao seguro-desemprego, principal medida da MP. Por 258 votos contra 195 (houve 3 abstenções), o plenário manteve o texto –para requerer o benefício pela primeira vez a pessoa terá que ter trabalhado por pelo menos 12 meses. Até a edição da MP esse prazo era de seis meses. O governo queria originalmente 18 meses, mas teve que recuar. Assim como na votação do texto principal, o DEM registrou oito traições na votação de sua própria emenda. Entre os que votaram com o governo, ou seja, pela manutenção nas restrições ao seguro-desemprego, estão dois dos mais enfáticos críticos do PT, o ex-presidente da legenda Rodrigo Maia (RJ) e o ex-líder da bancada José Carlos Aleluia (BA). Essa adesão foi costurada pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB), coordenador político do governo, e pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). O placar das votações levou o senador Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM no Senado, a divulgar nota pedindo desculpas aos eleitores e classificando a defecção dos deputados como "deprimente" e uma "traição ao sentimento da população brasileira". No lado governista, as traições se mantiveram nos padrões verificados na quarta-feira, com leve redução em todas as bancadas. As maiores defecções, proporcionalmente, foram registradas no PDT, PP e PTB. O pacote de ajuste fiscal de Dilma, que reduz direitos trabalhistas e previdenciários, visava uma economia de R$ 18 bilhões. Mas alterações feitas pelo Congresso já reduziram o corte de gasto em cerca de 20% desse valor. Agora a Câmara deve votar a MP 664, que reduz direitos previdenciários. O pacote ainda é composto por um projeto de lei que revê a política de desoneração da folha de pagamento a setores da economia.

Vaccari indica relator da CPI da Petrobras como testemunha de defesa



O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, acusado de ser um dos operadores do esquema de corrupção da Petrobras, indicou como testemunha de defesa o deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ), relator da CPI da Petrobras na Câmara dos Deputados. Além dele, o petista quer ouvir o ex-governador do Rio Grande Sul, o peremptório "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro, e o deputado federal Sibá Machado, líder do PT na Câmara. De acordo com o regimento da Câmara dos Deputados, cabe exatamente a Luiz Sérgio investigar a conduta dos suspeitos de corrupção na Petrobras. No final, Luiz Sérgio terá a função de recomendar punições, como cassações de mandatos e até prisões, inclusive de Vaccari. O juiz federal Sérgio Moro questionou a escolha da defesa de Vaccari. Ele pediu nesta quinta-feira que os advogados do petista apresentem em até cinco dias as justificativas para a convocação dos dois deputados federais e de Tarso Genro. Moro ressaltou o perigo de usar o processo penal para “constranger agentes públicos”: “Deve-se ademais prevenir a eventual utilização do processo judicial como forma de gerar constrangimento desnecessário a agentes públicos, o que é sempre uma possibilidade, especialmente em casos rumorosos”, afirmou o magistrado. Além dos três, a defesa pediu a convocação do presidente da Toshiba América do Sul, Luís Carlos Borba, que segundo o doleiro e delator Alberto Youssef teria pago propina ao petista em forma de doação oficial. Luiz Sérgio vai consultar advogados para ver se há impedimento legal. O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) disse nesta quinta-feira que o fato do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, ter indicado seu nome como testemunha de defesa no processo que responde na Operação Lava-Jato, lhe causa certo constrangimento por ele ser relator da CPI da Petrobras. "Mais que um constrangimento, isso me traz dúvidas. Estou sabendo disso agora, mas quando me chegar o convite preciso olhar isso juridicamente para saber se há algum impedimento legal. Afinal, sou o relator de uma CPI que investiga todo o escândalo da Petrobras, inclusive investiga a atuação de Vaccari. Vou analisar com o departamento jurídico aqui da Câmara para saber se isso me traz algum impedimento", disse o petista Luiz Sérgio. Luiz Sérgio acha que Vaccari chegou ao seu nome pelo fato de ambos serem membros históricos do PT. "Eu fui líder de bancada, fui ministro e por isso acredito isso tenha pesado na decisão dele de me incluir como testemunha sua". Segundo o deputado, Vaccari deve ser expulso do partido caso venha a ser condenado pela Justiça Federal no caso da Operação Lava-Jato. "O Diretório Nacional já decidiu que quem for condenado deve deixar o partido. A situação dele é extremamente delicada, mas a conclusão do processo é que vai analisar a culpabilidade dele ou não", disse Luiz Sérgio. Isso deve ser uma piada, porque se valesse, José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares e João Paulo Cunha deveriam estar expulsos do PT. 

Antídoto errado


O PT divulgou a seguinte frase no Facebook: "O financiamento público é o antídoto para nossa sociedade enfrentar a corrupção. Daí a importância da (sic) Câmara Federal proibir o financiamento empresarial para partidos políticos". Errado: o antídoto para a nossa sociedade enfrentar a corrupção é tirar Dilma Rousseff do Palácio do Planalto e cassar o registro partidário da organização criminosa.

DEFENESTRADO DA PRESIDÊNCIA DO SERPRO O SUPER-XIITA PETISTA GAÚCHO MARCOS MAZONI, EX-PRESIDENTE DA PROCERGS NO GOVERNO DO EXTERMINADOR DO FUTURO, OLÍVIO DUTRA

O presidente do Serpro, Marcos Mazoni, é gaúcho. Foi presidente da Procergs durante o governo Olívio. É xiita do partido revolucionário trotskista clandestino Democracia Socialista, que parasita o PT. Há poucos dias, levou Lauro Killing, diretor técnico do governo do peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro, para ajudá-lo. Ele caiu em meio a uma saraivada de denúncias no âmbito da Operação Zelotes e também da intervenção no fundo de pensão Serpros. Um dia alguém ainda escreverá sobre a ascensão e queda do PT e como um partido pode ser tão autofágico. Enquanto isso não ocorre, segue mais um capítulo na guerra interna do partido: Marcos Mazoni deixa nesta sexta-feira, depois de oito anos, o cargo de presidente do Serpro. Havia uma articulação para que Mazoni ficasse por mais um ano, pois a presidente petista Dilma Rousseff ainda queria que ele concluísse alguns projetos que considera importantes para o governo. Mas Mazoni mexeu com "forças ocultas" no PT que há meses trabalhavam pela sua queda. Junto com ele saem Wilton Mota ( diretoria de Operações) e José Aquino (diretoria de Desenvolvimento). O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não queria a renovação dos mandatos de direção do Serpro, embora estivesse disposto a atender ao anseios da presidente e pelo menos deixar Mazoni e demais diretores ficarem por mais um ano. Mas, o ministro mudou de opinião quando recebeu um telefonema do ministro da Previdência Social, Carlos Gabas. No telefonema, Gabas informou Levy de que tinha acabado de publicar no Diário Oficial da União uma intervenção no fundo de pensão dos funcionários do Serpro - o SERPROS - sem nenhuma razão aparente, pelo menos de domínio público, já que o fundo está superavitário, diferentemente do Postalis, dos funcionários dos Correios, ou do Petros - da Petrobras, entre outros. A intenção de Gabas era uma só: impedir a recondução de Marcos Mazoni. Ainda que sejam desconhecidos os interesses que este ministro tem na área de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, nos bastidores do PT sabe-se que Carlos Gabas sempre atuou nesta área. Por várias vezes teria tentado interferir na substituição de Mazoni na presidência do Serpro e os rumores dão conta de que ele poderá fazer, agora, o futuro presidente, ainda não escolhido por Levy. Ao anunciar a intervenção, Carlos Gabas matou dois coelhos com um único telefonema para o ministro da Fazenda. Primeiro, eliminou a possibilidade de Marcos Mazoni ficar por mais um ano no comando do Serpro. Segundo, eliminou a possibilidade da atual diretoria do fundo de pensão SERPROS ser reconduzida, pois o próximo presidente da estatal terá condições, como patrocinador, de indicar os novos componentes. O fundo de pensão, por sinal, foi obrigado a interromper o seu processo eleitoral por ordem do novo interventor, Walter de Carvalho Parente, designado pela Previc - Superintendência Nacional de Previdência Complementar, órgão vinculado ao Ministério da Previdência. A intervenção no SERPROS foi anunciada ontem será pelos próximos 180 dias. Levy, que não tinha interesse na permanência de Mazoni, mas cedia aos apelos da presidenta Dilma, ganhou um forte argumento para não reconduzí-lo no cargo, junto com os demais diretores. A exceção era apenas para Gilberto Paganotto, diretor-superintendente, que já havia manifestado o interesse de deixar o Serpro. Assim, procedeu em favor da queda de Mazoni, depois de oito anos de presidência do Serpro. O petista xiita trotskista revolucionário Marcos Mazoni ficou sabendo que não continuaria na presidência do Serpro em uma ligação telefônica que recebeu ontem à noite, por volta das 22 horas, do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Tarcísio Godoy. Naquele momento ele estava participando da festa de despedida de Gilberto Paganotto, com as presenças de Rogério Santanna, ex-presidente da Telebras, e Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev. "Fui demitido pelo telefone", reagiu desconcertado Mazoni. "Bem-vindo ao mundo", reagiu bem humorado Rogério Santanna, que também foi exonerado por uma coluna do jornal O Globo, para somente depois ser comunicado oficialmente pelo então ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, no ínício do primeiro governo Dilma Rousseff. Já teriam sido indicados para a diretoria do Serpro, que ainda aguardará uma decisão de Joaquim Levy: para o cargo de diretor-superintendente, no lugar de Gilberto Paganotto, teria sido escolhida a ex-diretora de TI do Banco do Brasil (é funcionária de carreira) e ex-secretária de Losgística e TI do Ministério do Planejamento, Glória Guimarães (atualmente ela estava trabalhando na diretoria de Tecnologia dos Correios); Fernando Garrido (Secretaria do Tesouro Nacional), André de Cesaro (Serpro). Haveria ainda outra indicação oriunda dos Correios, além de Glória Guimarães. Permanecerão em seus cargos de diretoria, ou em breve poderão mudar de funções: Antonio João (Administrativo Financeiro) e Robinson Margato (Relacionamento com Clientes). Mazoni é um petista trotskista que se especializou em vender sua própria imagem, muito mais do que em mostrar eficíência. 

Para o “bem do país”, pode contar com o DEM, presidente! Não sei se é de graça. Já com os petistas… Aí só pagando!

Como apontei aqui nesta manhã, a primeira MP do ajuste fiscal, a 665, só foi aprovada na Câmara porque deputados de partidos de oposição — 8 do, DEM, 7 do PSB e um do Solidariedade — votaram com o governo. Não fosse assim, o Planalto teria perdido o embate por 236 a 243, mas venceu por 252 a 227. A coisa tem a sua graça, não é? Dez deputados petistas deixaram Dilma na mão — nove ausentes e um voto contrário. Mas lá estavam os 16 oposicionistas. Que fique claro: eu acho, sim, o ajuste fiscal necessário. Mas também acho necessário que oposicionistas tenham uma estratégia, que não seja apenas a lógica da cooptação e dos arranjos. Mas esse não é o centro do meu texto.

Quem quase pôs tudo a perder foi o PT. O ajuste fiscal só não foi pro vinagre porque os peemedebistas Michel Temer e Eduardo Cunha resolveram dar uma demonstração de força, ainda que a bola tenha passado bem rente à trave — o que evidencia que o presidente da Câmara, por exemplo, menos estimula a resistência  ao Planalto no PMDB do que se põe como líder oportuno. Ou por outra: não é Cunha quem faz uma Câmara com forte teor oposicionista; é o forte teor oposicionista que faz Cunha. Não entender essa relação corresponde a não entender nada.
O programa do PT no horário político foi de uma espantosa irresponsabilidade, tendo Lula como um de seus âncoras, a acusar o Congresso de cortar direitos trabalhistas. O partido não disse uma vírgula em favor do ajuste fiscal. Ao contrário até. Na luta permanente do “nós” contra “eles”, restou a sugestão de que “eles”, os não-petistas, querem cortar direitos que a companheirada quer preservar. Mesmo para os padrões do partido, é impostura além da conta.
A petezada não esconde o que diz ser uma estratégia. Essa seria a lógica da “diferenciação” em relação ao governo Dilma; o partido, como fez ao longo de sua história, está pensando mais em si mesmo do que no país. Parece que os valentes deixaram para o DEM a tarefa de se ocupar dos destinos da nação…
Ora, se é assim, por que, então, os petistas não entregam seus cargos? Por que não se distanciam do governo? Por que não passam a fazer uma franca oposição de esquerda a Dilma? Não fazem porque se trata de mera picaretagem. Hoje, o partido está em busca de um discurso. Como não pode, sem o peso do rompimento, mandar a presidente para a boca dos leões, inventa a teoria estúpida, comprada por parte da imprensa, de que o governo está sendo disputado por grupos de direita e de esquerda. Nessa perspectiva, o PT forçaria de um lado porque há aliados forçando do outro.
Pois é… Ocorre que, nessa brincadeira, a Câmara não derrota por um triz a primeira Medida Provisória do ajuste fiscal. Os petistas não querem, em suma, o ônus de governar, mas apenas o bônus do aparelhamento do Estado. É espantoso que uma força-tarefa de ministros e o vice-presidente, também coordenador político, tenham de se mobilizar para aprovar um ajuste fiscal sem o qual Dilma estaria em sérias dificuldades. E é ainda mais impressionante que tenha sido Lula, pessoalmente, a fulminar um bom número de votos em favor da MP.
Encerro com uma nota sobre os oito votos que o DEM deu ao governo, sob o pretexto de que os deputados estavam pensando no país: como os nobres parlamentares não conheciam os votos de cada um dos deputados da imensa base do governo, não se pode dizer que tenham atuado como Minerva, né? A bem da verdade, não se deve vender ao distinto público a vontade de aderir com convicções superiores. Além de ninguém acreditar, afronta a ordem dos fatos. Por Reinaldo Azevedo

PDT VOTA EM PESO CONTRA GOVERNO E PODE PERDER MINISTÉRIO


Tudo indica que o PDT está caminhando para a oposição. Depois de o presidente do partido, Carlos Luppi, ter dito que o PT "roubou demais", o PDT na noite desta quarta-feira, votou em massa contra a Medida Provisória 665, o que desagradou profundamente o governo. Esse gesto, dizem interlocutores do Planalto, poderá custar o Ministério do Trabalho, ocupado pelo pedetista Manoel Dias. "Foi um sufoco, mas vencemos", comentou um assessor palaciano, ao lembrar que nesta quinta-feira as votações prosseguem e será preciso manter a base mobilizada. Sem contar com os votos do PDT e de dez petistas e de 13 peemedebistas, o governo só respirou aliviado porque o texto recebeu apoio de oito deputados do DEM que, depois de terem participado de almoço com Michel Temer, nesta quarta-feira, votaram com governo pelo ajuste fiscal. Temer também conseguiu apoios no PV, que não é da base aliada, e resgatou dissidentes do PP. Mas, agora, o governo deverá cobrar do PDT, que votou em massa contra o governo na MP 665. O vice-presidente Michel Temer, coordenador político do governo, permaneceu em seu gabinete, no Planalto, até o final da votação, acompanhando passo a passo a votação no Congresso. Embora o placar das aprovações não tenha sido dos mais folgados, Temer comemorava o resultado, ao lado dos ministros Eliseu Padilha, da Aviação Civil, e Henrique Eduardo Alves, do Turismo, e fez questão de ligar para vários parlamentares agradecendo seus votos.

Potencial de nitroglicerina no Senado

No Senado, a oposição fez o seu papel. Primeiro, conseguiu aprovar o requerimento para que o TCU realize auditoria junto ao BNDES em todas as operações de crédito do banco desde 2007. Inclusive entre empresas brasileiras e governos estrangeiros. Depois, garantiu a CPI dos Fundos de Pensão. Entre os investigados, constarão a Petros, da Petrobras, o Postalis, dos Correios, e o Previ, do Banco do Brasil. O potencial é de nitroglicerina pura, como se dizia na época de Collor.

Presidente da Sete Brasil diz na CPI da Petrobras que acertos ocorriam "por fora"


O presidente da Sete Brasil, Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, afirmou nesta quinta-feira à CPI da Petrobras que os desvios em contratos da empresa ocorriam "por fora", sem que houvesse irregularidades internas na companhia. A Sete tem a Petrobras como uma das sócias e foi criada em 2010 com o objetivo de construir sondas usadas na exploração de petróleo. O delator Pedro Barusco, que foi diretor na Sete Brasil, admitiu à Justiça e à CPI que parte dos contratos da empresa eram desviados. ​Carneiro disse se basear em auditorias feitas em sua gestão, que teve início em maio de 2014, quando Barusco já havia deixado os quadros da empresa "Nada foi encontrado de errado. Esses acertos teriam sido feitos por fora não, internamente através dos contratos da Sete Brasil", disse ele. O presidente admitiu que a Sete Brasil paralisou todos os seus pagamentos em novembro, como consequência da Operação Lava Jato, e que apenas dois dos 29 empreendimentos da empresa deixaram se ser afetados pela interrupção. "A situação da Sete Brasil hoje é que ela não tem condições de pagar os estaleiros até que essa reestruturação financeira seja feita", afirmou. Ele tratou o problema como uma "dificuldade transitória de caixa". Segundo Carneiro, a paralisação dos repasses está ligada aos casos de corrupção. "Vários dos estaleiros estariam envolvidos na Lava Jato. Isso gerou um clima de muita preocupação, de incerteza, e até que se pudesse entender melhor o que aconteceu, eles (os investidores) entenderam que não deveriam mais aportar recursos".

CPI da Petrobras aprova convocação de três ex-deputados federais presos na Lava Jato


A CPI da Petrobras aprovou nesta quinta-feira a convocação dos ex-deputados Luiz Argôlo (SD-BA), André Vargas (ex-PT-SP) e Pedro Correa (PP-PE). Os três estão presos em Curitiba e serão ouvidos no início da semana que vem, quando os integrantes da comissão estiverem na capital paranaense para ouvir esses e outros envolvidos com o esquema. Também foram aprovados requerimentos de convocação do empresário Carlos Habib Chater, acusado de lavagem de dinheiro, e do delegado federal Gerson Machado, que participa das investigações. Também nesta quinta-feira, o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP) defendeu a aprovação de um requerimento convocando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para apurar um possível vazamento de informações por meio de empresas de comunicação que foram contratadas pelo Ministério Público e têm como sócio o chefe da comunicação do próprio Ministério Público. PT, PPS e PSOL se pronunciaram de antemão contra o requerimento. "Isso é um constrangimento ilegal", disse a deputada Eliziane Gama (PPS-MA). O pedido de convocação pode ser votado na semana que vem.

Teori Zavascki manda Polícia Federal ouvir o depoimento do presidente da empreiteira Odebrecht na Operação Lava Jato

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, acolheu pedido da Procuradoria Geral da República e determinou que a Polícia Federal tome o depoimento de Marcelo Odebrecht, diretor-presidente da principal empreiteira do país, na Operação Lava Jato. A empresa tem receita declarada de R$ 96 bilhões em 2013 e 181 mil empregados. Além de Odebrecht, Teori ordenou a tomada de depoimentos de mais seis pessoas, incluindo três empreiteiros já presos em fases anteriores da Operação Lava Jato e libertados há duas semanas: Ricardo Pessoa (UTC), José Aldemário Pinheiro Filho (OAS, conhecido por Léo Pinheiro) e João Ricardo Auler (Camargo Corrêa). O objetivo dos investigadores é averiguar declarações da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) em depoimento à Polícia Federal prestado em abril. Ela disse ter procurado os empreiteiros em 2010 para pedir recursos à sua campanha ao Senado naquele ano. O inquérito sobre a senadora tem por base principal as afirmações feitas por dois delatores da Lava Jato: o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras, o delator larápio Paulo Roberto Costa. Youssef disse que, por orientação de Paulo Roberto Costa, entregou pessoalmente R$ 1 milhão a "um senhor em um shopping de Curitiba", dinheiro a ser usado na campanha da petista. O doleiro reconheceu o homem como sendo Ernesto Kugler Rodrigues. A Polícia Federal apurou que o irmão de Rodrigues, Mário, foi secretário parlamentar do ex-deputado estadual no Paraná, Angelo Vanhoni (PT) e presidente do diretório municipal do PT de Paranaguá, na época em que Gleisi era a presidente estadual da sigla. Há o registro de uma doação de R$ 15 mil de Ernesto para a campanha de Vanhoni em 2006. Já Paulo Roberto Costa declarou que o pedido para a campanha de Gleisi partiu de Youssef. Indagado sobre uma anotação de R$ 1 milhão ao lado das iniciais "PB" achada com ele pela Polícia Federal, Paulo Roberto Costa contou que significava "Paulo Bernardo", marido de Gleisi e ex-ministro das Comunicações, que o valor seria destinado à campanha dela e que copiou a inscrição de uma planilha em poder do doleiro. O doleiro disse ter ouvido de Paulo Roberto Costa que o pedido original partiu de Paulo Bernardo. Em depoimento, Gleisi declarou que obteve doação da Odebrecht após contato com Marcelo Odebrecht, que teria autorizado a doação. Afirmou que também pediu recursos à UTC diretamente a Ricardo Pessoa, "a quem conhecia dos tempos em que trabalhou no Mato Grosso do Sul", diz o depoimento. Gleisi integrou o governo de Zeca do PT (MS). Disse ainda que conhece Léo Pinheiro e que recebeu valores pedidos a ele para a campanha de 2010. Segundo os dados entregues pela campanha à Justiça Eleitoral, Gleisi arrecadou R$ 7,9 milhões em doações naquele ano. Do total, R$ 2 milhões vieram de Camargo Corrêa, OAS e UTC. Outros R$ 1,9 milhão foram repassados pelo diretório nacional do PT, que obteve novas doações de empreiteiras, incluindo a Odebrecht. Além dos empreiteiros, Teori Zavascki determinou que seja ouvido o tesoureiro de campanha da senadora, Ronaldo Baltazar. Também será ouvido Rafael Angulo, um entregador de valores a serviço de Youssef. Em seu depoimento, Rodrigues disse conhecer Paulo Bernardo "há mais de dez anos" e que o apresentou a amigos empresários durante campanhas anteriores. Ele negou que tenha arrecadado recursos para a senadora e disse conhecer Youssef apenas pelo que leu na imprensa, nunca tendo se encontrado com ele. Também em depoimento, Paulo Bernardo negou ter participação na arrecadação para a campanha de sua mulher em 2010. Disse que conheceu Costa em 1999, mas não lhe pediu dinheiro para a campanha. Bernardo disse ainda que Rodrigues "já atuou na mobilização do empresariado para participar de reuniões no período eleitoral voltadas a apresentação de projetos de candidato, bem como com fins arrecadatórios à campanha", mas negou que ele arrecadasse recursos para a campanha de Gleisi em 2010.

Congresso promulga PEC da Bengala e líderes mandam recado a Dilma

Com a presença de autoridades do Poder Judiciário, o Congresso promulgou nesta quinta-feira (7) a emenda constitucional que eleva a aposentadoria obrigatória na cúpula do Judiciário de 70 para 75 anos. Os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL), mandaram recados à presidente Dilma Rousseff negando que tenham aprovado a PEC como retaliação à petista – que perde a certeza da indicação dos cinco próximos ministros do Supremo Tribunal Federal. Conhecida como PEC da Bengala, a emenda eleva a idade de aposentadoria compulsória para os ministros de todos os tribunais superiores. Pelas regras até então em vigor, cinco ministros do STF que completam 70 anos até o final de 2018 teriam que deixar a corte antes do final do mandato de Dilma, o que abriria caminho para a presidente escolher seus substitutos. Renan afirmou que a PEC foi aprovada em 2005 pelo Senado e, na época, nenhum "profeta" saberia o nome do presidente da República em que emenda constitucional entraria em vigor. "Se aprovado qualquer item, não falta quem acha que se trata de algo contra alguém", afirmou. Ele alfinetou Dilma ao afirmar que a promulgação representa uma economia de R$ 4 bilhões ao governo, numa ação melhor que as medidas do ajuste fiscal que tramitam no Congresso. "Enquanto o Executivo castiga trabalhadores em busca de R$ 18 bilhões, o Congresso dá sua contribuição ao ajuste impropriamente denominado de fiscal e apresenta uma economia de R$ 4 bilhões ao ano. A experiência não tem preço, mas sim, economia". Eduardo Cunha disse que a Câmara, independente de "discussões", cumpriu seu dever ao colocar em votação uma proposta que mantém em atividade pessoas em "plenas condições de trabalho". "A aprovação da emenda dá segmento à diretriz que adotamos na presidência da Câmara de colocar os debates que estavam indefinidamente sem serem apreciados e votarmos matérias sobre as quais as posições tem que ser refletidas no voto e que as discussões dificilmente vão alterar no tempos as posições de cada um. Se uma proposição está pronta pra ser votada, ela deve ser votada", disse. Para o ministro Gilmar Mendes, do STF, a medida vai trazer maior estabilidade para a Corte, sem a saída "abrupta" de cinco ministros. Com críticas ao PT, Gilmar Mendes disse ser contrário à fixação de mandato para os ministros do Supremo e defendeu a manutenção das indicações à Corte pelo presidente da República. "Para o STF, é melhor este modelo. Tem alguém responsável, que inclusive é acusado se ele faz uma má indicação. Nessas indicações coletivas, temos bons exemplos, mas outros não dignos de nota. A despeito de aqui e acolá, a reeleição criou esses problemas que vêm sendo apontados – uma mesma facção partidária no poder há muito tempo gerando os problemas conhecidos", afirmou Gilmar Mendes. Dilma indicou cinco dos 11 ministros para o STF em sua gestão. O último, Luiz Fachin, ainda depende de aprovação do nome pelo Senado. Nos seus oito anos de gestão, Lula indicou 8 ministros. Fernando Henrique Cardoso, 3. Com a promulgação da emenda, a petista Dilma só fará novas indicações para o Supremo caso algum ministro deixe voluntariamente o tribunal antes da data de aposentadoria compulsória. O presidente do STF, Ricardo Lewandowsky, acompanhou a promulgação da PEC ao lado de Eduardo Cunha e Renan Calheiros, assim como os presidentes do Superior Tribunal de Justiça, do Superior Tribunal Militar e do Tribunal de Contas da União. A nova idade para aposentadoria dos ministros do Poder Judiciário passa a valer de imediato. A aposentadoria obrigatória no restante do funcionalismo público, incluindo os integrantes do Legislativo e Executivo, continua aos 70 anos, mas a emenda estabelece que esse limite também pode subir para 75 anos caso seja aprovada uma lei complementar. Renan e Cunha defendem a extensão da idade para aposentadoria aos demais poderes. Aprovada em 2005 no Senado, a PEC da Bengala voltou a ganhar força após Cunha derrotar o PT em fevereiro e se tornar presidente da Câmara. Ele já instalou, inclusive, uma comissão para discutir projeto que altera o atual modelo de indicação de ministros para o STF. Hoje a tarefa cabe ao presidente da República. O indicado tem que ter o nome aprovado pelo Senado. A proposta encampada por Cunha estabelece uma divisão entre Legislativo, Judiciário e Executivo da responsabilidade de indicação dos integrantes do STF.

VEJA OS NOMES DOS DEPUTADOS FEDERAIS GAÚCHOS QUE APOIARAM O PT E O GOVERNO DILMA E AJUDARAM A APROVAR O PACOTE FISCAL

Veja na lista abaixo os nomes dos deputados federais gaúchos que votaram a favor do governo do PT e do petismo, do cambaleante governo Dilma, informada pela Secretaria da Câmara dos Deputados. Eles votaram pela redução dos direitos dos trabalhadores proposta pelo governo dos petistas. 
PT - Maria do Rosário, Elvino Bohn Gass, Fernando Marroni, Henrique Fontana, Paulo Pimenta, Marco Maia; 
PRB - Carlos Gomnes
PSD - Danrlei de Deus
PTB - Luiz Carlos Busatto
PMDB - Darcísio Perondi e Osmar Terra
É inacreditável que alguém que se diga do Partido Trabalhista Brasileiro, e mais do que isso, que seja o presidente da secção gaúcha do PTB, tenha votado a favor da supressão de direitos dos trabalhadores. Getúlio Vargas, João Goulart e Alberto Pasqualini devem estar se revirando em seus túmulos. Os trabalhistas de verdade devem estar amaldiçoando o empresário canoense Luiz Carlos Busatto. 

Anfavea informa que produção de veículos no Brasil recuou 21,7% em abril

A produção de carros, caminhões e ônibus caiu 21,7% em abril na comparação ao mesmo mês de 2014, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotivos (Anfavea). Foram montadas 217.089 unidades ante 277.091 em abril de 2014. Em relação a março, o recuo foi de 14,5%. "Tivemos um abril difícil, e os próximos meses de maio e junho não serão fáceis", disse Luiz Moan, presidente da Anfavea. A associação, no entanto, mantém a expectativa da retomada do crescimento da indústria no 2º semestre, com o apoio das exportações e também acreditando no sucesso do plano de incentivo à venda de veículos para contemplados em consórcios, anunciado no mês passado. Para Moan, os números de abril refletem "um ajuste de produção em relação aos níveis de consumo tanto do mercado interno quanto externo". Ele defende que há perspectivas de melhoria do cenário no segundo semestre desde que sejam aprovadas rapidamente as medidas de ajuste fiscal do governo federal. "Se forem colocadas logo as regras do jogo (do ajuste fiscal), podemos retomar uma recuperação gradual", afirmou. Apesar de resultados ruins, o executivo destacou o aumento de vendas diárias: "Tivemos média diária de 11.500 unidades, 8,2% superior à de março". No volume, os licenciamentos caíram 25,2% em abril em relação ao mesmo mês de 2014, resultado que já havia sido antecipado no início da semana pela federação dos concessionários, a Fenabrave. As exportações, em valores, baixaram 26,8% na comparação com 1 ano atrás. A Anfavea destacou a alta de 2,2% na venda de usados, de janeiro a abril. "Isso mostra que o consumidor continua adquirindo o veículo: ele precisa do veículo, ele deseja o veículo, mas por uma contingência da economia está comprando mais seminovos que novos", comentou Moan. No acumulado de janeiro a abril, a fabricação nacional de veículos encolheu 17,5%, com 881.774 unidades. No mesmo período do ano passado, a indústria automotiva contabilizou 1.068.760 unidades. É o pior resultado desde 2007, quando foram produzidas 829 mil unidades. As exportações caíram 18,9%, em valores, nos primeiros quatro meses deste ano, também na comparação com 2014. Considerando somente carros, caminhões e ônibus, a queda é de 1,2%. O estoque de veículos nos pátios e lojas aumentou em 7 mil unidades na comparação com março e passou de 49 para 50 dias. As montadoras instaladas no país recorrem desde o ano passado a medidas que evitam a demissão de funcionários para reduzir a produção, embora algumas já tenham reduzido o efetivo. Apenas neste mês, Volkswagen,General Motors, Fiat e Suzuki diminuíram ou pararam completamente linhas de montagem. Em abril, a indústria automobilística empregava 139,6 mil pessoas, um patamar superior somente ao de 2010. Desse total, 122,2 mil pessoas estão na produção de carros, caminhões e ônibus - montante 8,2% menor que o de 1 ano atrás.

Senado autoriza a criação da CPI de fundos de pensão

O Senado autorizou a criação da CPI dos Fundos de Pensão de estatais para investigar supostas irregularidades e prejuízos na administração de recursos financeiros em entidades fechadas de previdência complementar, sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente pela União, ocorridas a partir de 2003. O pedido de criação da comissão havia sido lido em plenário na noite desta terça-feira (5) pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Como nenhum dos 27 senadores que apoiou a criação da CPI retirou assinatura até meia-noite, o colegiado foi criado nesta quarta-feira (6). A criação de CPIs no Senado depende da assinatura favorável de ao menos 27 senadores. O pedido foi protocolado pelos senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), Ana Amélia (PP-RS) e pelo líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB). A CPI terá 11 integrantes e deve investigar os fundos de pensão das estatais - entre eles, Petros (Petrobras), Postalis (Correios), Previ (Banco do Brasil) e Funcef (Caixa Econômica Federal). Caso os líderes partidários não indiquem seus representantes para o colegiado em cinco dias, a escolha dos membros da comissão caberá à presidência do Senado. O pedido de criação da CPI dos Fundos de Pensão havia sido arquivado no dia 9 de abril. O arquivamento ocorreu devido à retirada da assinatura de seis senadores. Inicialmente, o requerimento para criar o colegiado contava com 32 nomes de senadores. Com a desistência, o número caiu para 26, abaixo do mínimo exigido de 27. Na ocasião, cinco senadores do PSB retiraram as assinaturas - Romário (RJ), Lídice da Mata (BA), Roberto Rocha (MA), João Capiberibe (AP) e Fernando Bezerra Coelho (PE). O sexto a retirar o nome da lista de apoio havia sido o senador Ivo Cassol (PP-RO).

JBS, o frigorífico preferido do PT e de LulaX9, demite 400 empregados da unidade em Barretos, em São Paulo

Cerca de 400 trabalhadores do JBS-Friboi foram demitidos em Barretos (SP), segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação. O afastamento segue o regime lay-off, em que os trabalhadores deixam de trabalhar, mas não são demitidos, e continuam a receber o equivalente a seus rendimentos enquanto participam de um programa de qualificação. É uma demissão à moda petista. A medida foi tomada com base em um acordo, em homologação no Ministério do Trabalho e do Emprego, assinado entre empresa e sindicato. A entidade solicitou a suspensão porque temia uma demissão em massa depois do anúncio de fechamento de um dos setores da fábrica. O que irá acontecer. Segundo o presidente do sindicato, Luiz Carlos Anastácio, o lay-off foi a melhor alternativa encontrada diante da possível demissão de trabalhadores, esperada principalmente após a fábrica anunciar, segundo ele, que fecharia as atividades do setor de desossa. A estimativa é de que até 400 funcionários sejam inseridos no programa, a pedido da indústria de alimentos, informou o sindicato. 

FORÇA TAREFA DA OPERAÇÃO LAVA JATO FAZ PEDIDO DE BUSCAS CONTRA SUSPEITO DE OPERAR PROPINA



A força-tarefa da Lava Jato encaminhou à Suíça um pedido de colaboração para que sejam feitas buscas e apreensões na residência e até no escritório do empresário Bernardo Freiburghaus, apontado como um dos operadores de propina no esquema de desvios da Petrobrás no país europeu. O pedido foi encaminhado no final de abril às autoridades suíças via Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça. Na solicitação, a força-tarefa da operação solicita que sejam localizados e até bloqueados ativos de Freiburghaus que, desde que a operação eclodiu no Brasil, passou a viver em Genebra, em um dos endereços de maior luxo da cidade suíça. Alvo da 9ª etapa da Lava Jato, que levou à prisão o ex-diretor de Serviços da Petrobrás, o petista Renato Duque, Freiburghaus é apontado como um dos 11 operadores de propina na diretoria citado pelo delator Pedro Barusco e que entraram na mira das investigações neste ano. Segundo o ex-diretor da Petrobrás e também delator Paulo Roberto Costa, Freiburghaus foi o responsável por abrir e operar suas contas na Suíça por onde passaram ao menos US$ 31,5 milhões em propinas recebidas da Odebrecht. De acordo com o delator, foi o próprio diretor da Odebrecht Plantas Industriais, Rogério Araújo, que teria lhe indicado o operador na Suíça para abrir as contas onde eram recebidos os recursos a título de “política de bom relacionamento” da empreiteira com ele. Além disso, Freiburghaus é investigado também pelas autoridades do país europeu, que suspeitam que o brasileiro tenha contribuído para a lavagem de dinheiro decorrente do escândalo na Petrobrás e que acarretou no congelamento de US$ 400 milhões por parte das autoridades de Berna. Berna confirmou que sabia que o pedido seria feito e que já havia iniciado um levantamento das atividades do operador, que no país europeu usa sua identidade suíça para se apresentar. As contas já bloqueadas em nome dos ex-diretores da Petrobrás foram movimentadas por Freiburghaus, que tinha inclusive os códigos e procurações para fazer depósitos e saques em nome dos delatores. Um exame dos documentos ainda é uma das apostas dos suíços para tentar determinar se o operador sabia que o dinheiro era de fato fruto de corrupção e até que ponto ele reconhece que os depósitos foram realizados pela Odebrecht. Se essa suspeita for confirmada, Freiburghaus poderá ser investigado por lavagem de dinheiro, crime que o valeria de 3 a 5 anos de prisão na Suíça. Com este pedido, a força-tarefa tenta avançar nas investigações da Odebrecht, maior empreiteira do Brasil e suspeita de envolvimento com o cartel de empresas que cartelizava licitações na Petrobrás e pagava propina no esquema que abastecia caixas de PT, PMDB e PP. Ele se recusou a comentar o fato de que os ex-diretores da Petrobrás revelaram em delação premiada no Brasil que ele seria o operador que responsável pelas contas na Suíça, abertas para receber as propinas no escândalo revelado pela Operação Lava Jato. Quando foi informada sobre a delação de Paulo Roberto Costa, Odebrecht negou as acusações do ex-diretor e reiterou que não fez pagamentos ou depósitos para Costa e nem para qualquer outro executivo ou ex-diretor da estatal. Em Genebra, o operador passa grande parte do tempo em seu apartamento alugado e que está avaliado em mais de R$ 10 milhões. Pela noite, das janelas que dão acesso à cozinha, pode-se ver Freiburghaus com frequência. 

Vale tudo para chegar ao STF: Fachin tenta encontrar Silas Malafaia

Fachin trabalhando pela nomeação
Fachin trabalhando pela nomeação
Preocupado com a articulação dos evangélicos contra a sua indicação ao STF, Luiz Edson Fachin está tentando ser recebido por Silas Malafaia para um encontro. Desde o fim de semana, a campanha evangélica já lotou a caixa de e-mail dos senadores com uma média de 1 000 mensagens contra a nomeação. Por Lauro Jardim

Borghi/Lowe perde conta milionária

Hoffman: acusado de intermediar propina
Hoffman: acusado de intermediar propina
A Borghi/Lowe não terá mais contrato com a Caixa Econômica Federal. O banco resolveu não renovar com a agência que teve o seu vice presidente, Ricardo Hoffmann, preso por pagar propina para André Vargas. Em abril, o Ministério da Saúde já havia suspendido repasses de dinheiro para a Borghi/Lowe. Por Lauro Jardim

VEJA A LISTA DOS OITO DEPUTADOS FEDERAIS DO DEM QUE TRAÍRAM A OPOSIÇÃO E VOTARAM APOIANDO O PT E O GOVERNO DILMA

Veja na lista a seguir os nomes dos deputados federais do DEM que ontem à noite traíram a oposição, votando a favor da MP do governo que retira direitos dos trabalhadores:
Rodrigo Maia, do Rio de Janeiro
José Aníbal, Paulo Azi,Claudio Cajado, Elmar Nascimento, todos da Bahia
Marcelo Aguiar, de São Paulo
Misael Varela e Carlos Melles, de Minas Gerais

Conselho Federal de Medicina diz que valor pago pelo governo a hospitais tem defasagem de até 434%


A defasagem dos valores pagos pelo Ministério da Saúde a hospitais que atendem o Sistema Único de Saúde (SUS) foi de até 434% nos últimos seis anos, em comparação com a inflação oficial acumulada no período. De 1,5 mil procedimentos hospitalares previstos na tabela SUS, 74% não tiveram os valores atualizados de acordo com os índices de aumento de preços. Os dados são de levantamento inédito do Conselho Federal de Medicina (CFM). Com base em dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS, do próprio ministério, o conselho levantou o valor médio pago em 2008 e em 2014 por tipo de procedimento hospitalar previsto na tabela. Em seguida, calculou qual seria o valor atualizado a ser pago em 2014 se aplicada a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período dos seis anos analisados. A análise mostrou que há defasagem em 1.118 dos 1,5 mil procedimentos pesquisados. Um hospital que realizou um parto normal pelo SUS em 2008 recebeu do ministério R$ 472,27. Corrigido pela inflação, o valor deveria ir a R$ 701,89 em 2014, mas o montante pago pelo governo federal no ano passado pelo procedimento foi de R$ 550,42, defasagem de 28%. A maior defasagem, de 434%, foi encontrada nos pagamentos feitos pelo tratamento cirúrgico de fraturas da caixa torácica (gradil costal). Em 2008, o ministério pagou R$ 5.671,35 por paciente que passou por esse tratamento na rede pública. Seis anos depois, o valor caiu para R$ 1.579,76 - se atualizado pelo IPCA, ele deveria ir a R$ 8.428,76. Para Hermann von Tiesenhausen, primeiro secretário do CFM e conselheiro federal por Minas Gerais, a defasagem da tabela provoca diminuição no número de hospitais conveniados e filantrópicos que trabalham com a rede pública. Segundo dados do governo, os hospitais filantrópicos respondem por 47% de todos os atendimentos do SUS feitos hoje no País: "Mais de cem hospitais fecharam ou deixaram de atender o SUS nos últimos dez anos. Isso tem um impacto direto na qualidade da assistência porque, quando um local é fechado, aumentam as filas de espera e a lotação nas unidades de saúde que mantêm o atendimento". O Ministério da Saúde afirma que a tabela SUS não é mais a única fonte de financiamento da saúde pública no Brasil e que, nos últimos anos, o governo tem aumentado o valor de incentivos financeiros pagos aos hospitais filantrópicos. "Estamos migrando para uma forma de financiamento global, que trabalha com o pagamento não só por um procedimento, mas pelo cuidado integral do doente", diz Lumena Furtado, secretária de Atenção à Saúde do ministério. Dessa forma, diz ela, um hospital pode receber mais de acordo com sua estrutura, excelência e tipo de assistência prestada, além de ganhar incentivos em situações como quando firma contrato com o SUS se comprometendo a cumprir metas quantitativas e qualitativas de atendimento ou quando oferece determinados tipos de leitos. Segundo a secretária, somados os valores da tabela SUS e dos incentivos, o montante repassado pela pasta para procedimentos de média e alta complexidade cresceu 46% entre 2010 e 2014, quando a inflação acumulada foi de cerca de 25%. Presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), Edson Rogatti afirma que, na maioria dos casos, os incentivos não são suficientes para cobrir o déficit desse tipo de unidade de saúde. "A tabela SUS cobre só 60% dos nossos custos e os incentivos ajudam, mas não fecham a conta. Até porque nem todos os hospitais atendem aos critérios para receber esses valores a mais". " Quanto mais você atende o SUS, mais prejuízo tem. As Santas Casas que não querem ter dívidas acabam dividindo o atendimento entre pacientes da rede pública e da rede particular", diz Rogatti.

Inflação britânica

O Banco Central acaba de anunciar que "os avanços alcançados no combate à inflação ainda não se mostram suficientes". Considerando que a inflação deveria estar em 4,5% e, atualmente, é quase o dobro, trata-se de um verdadeiro" understatement". Agora se compreende por que a Folha de S. Paulo disse que "o novo governo do Reino Unido pode ser semelhante ao do Brasil".

Empreiteiras da Lava-Jato doaram um terço da arrecadação do PT

Seis das empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato foram responsáveis, no ano passado, por mais de um terço de todos os recursos arrecadados pela legenda junto a empresas. De acordo com a prestação de contas da sigla, apresentada dia 30 ao Tribunal Superior Eleitoral e tornadas públicas ontem, as empreiteiras OAS, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e UTC contribuíram com R$ 20,4 milhões (36,3%) para o caixa do partido. No total, o PT obteve R$ 56,3 milhões de doações de empresas, ligeiramente maior que os R$ 52,1 milhões conseguidos pelo PSDB. Esses valores, no entanto, não incluem os recebidos para campanhas eleitorais. A Camargo Corrêa foi quem mais financiou o PT em 2014, com R$ 5,5 milhões. A Queiroz Galvão doou mais R$ 3,9 milhões; a Galvão Engenharia, R$ 3,8 milhões, a OAS, R$ 3,6 milhões; a UTC, R$ 2,6 milhões, e a Andrade Gutierrez, R$ 1 milhão. Os aportes das companhias citadas no esquema de corrupção da Petrobras continuaram mesmo após a deflagração das investigações, em março do ano passado. No dia 30 de outubro, por exemplo, a Queiroz Galvão contribuiu com R$ 500 mil. Em 14 de julho, a OAS depositou R$ 300 mil e, em 30 de junho, a UTC deu mais R$ 1 milhão. O balanço do partido não foi assinado pelo ex-tesoureiro da legenda João Vaccari Neto, mas pelo atual secretário de Finanças e Planejamento, Marcio Costa Macedo, e pelo presidente Rui Falcão. Apesar de ter registrado um déficit de R$ 803 mil no ano passado, a situação financeira do PT é confortável. Em 2013, a sigla havia obtido um superavit de R$ 4,9 milhões. Portanto, o superavit atualizado do partido é de R$ 4,1 milhões. O PSDB, por exemplo, vive um momento inverso. Fechou 2014 com deficit de R$ 7 milhões e, como no ano anterior também havia registrado saldo negativo, a conta dos tucanos é um deficit acumulado de R$ 8,8 milhões. No ano passado, o PT recebeu R$ 342,3 milhões em suas contas – R$ 60,6 milhões do Fundo Partidário, R$ 56,3 milhões de doações, R$ 31,7 milhões de contribuições. Outros R$ 193,1 milhões foram destinados a campanhas políticas, além de outras receitas. A contabilidade do partido também registrou sobras de campanha. Em recursos, são R$ 169,3 milhões. Outros R$ 300 mil foram contabilizados como sobras de bens permanentes. 

Banco do Brasil eleva juros de financiamentos de imóveis

Uma semana após a Caixa Econômica Federal restringir o financiamento de imóveis usados, o Banco do Brasil reajustou os juros das linhas de crédito para habitação. A partir do dia 18, as taxas de financiamentos imobiliários subirão de 9,9% ao ano mais a taxa referencial (TR) para 10,4% ao ano mais a TR. A mudança vale para financiamentos concedidos a partir dessa data. Em nota, o banco informou que o aumento dos juros foi necessário para compensar os maiores custos de captação. Em compensação, o prazo máximo de pagamento foi estendido de 360 meses (30 anos) para 420 meses (35 anos). A ampliação do prazo dependerá do perfil de cada cliente. O teto de financiamento foi mantido em 80% do valor do imóvel para todos os mutuários. Apesar de ter aumentado os juros, o Banco do Brasil informou que adotou uma série de ações recentes para aprimorar as linhas de crédito imobiliário. Entre as medidas, estão a flexibilização das taxas conforme o grau de relacionamento do cliente com o banco e a autonomia para os clientes decidirem a fórmula de cálculo das prestações. Ontem (4), entraram em vigor as novas regras para financiamentos de imóveis usados pela Caixa Econômica Federal. O limite do valor total financiado caiu de 80% para 50% do valor do imóvel no Sistema Financeiro de Habitação e de 70% para 40% no Sistema Financeiro Imobiliário, que financia imóveis mais caros.

Desemprego no primeiro trimestre chega a 7,9%, a maior taxa desde 2013

A taxa de desemprego do país fechou o primeiro trimestre deste ano em 7,9%, o equivalente a 7,934 milhões de pessoas sem trabalho. É a maior taxa desde o mesmo período de 2013. Os dados fazem parte da Pnad Contínua, e foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (7). Os números apontam que mais pessoas estão procurando emprego, mas a geração de vagas é menor. No trimestre imediatamente anterior, a taxa foi de 6,5%. No primeiro trimestre de 2014, o desemprego foi de 7,2%, o que significa uma adição de cerca de 900 mil pessoas entre a população desocupada entre aquela época e o primeiro trimestre de 2015. O número leva em consideração apenas quem procura emprego, mas não encontra, ou seja, quem deixa de buscar emprego sai desse conta. Apesar do aumento do desemprego, o rendimento real (já descontada a inflação) tem se mantido estável. Ele foi de R$ 1.840 mensais no primeiro trimestre de 2015, exatamente o mesmo do primeiro trimestre de 2014, e acima do rendimento observado no quarto trimestre de 2014, que era de R$ 1.825, uma alta de 0,8%. A Pnad investiga 70 mil domicílios em todas as regiões do país e deve substituir a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), que pesquisa 44 mil domicílios nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil. O nível de ocupação, ou seja, o percentual daqueles em idade para trabalhar que estão empregados, foi de 56,2% no primeiro trimestre, o equivalente a 92,023 milhões de pessoas. O número é uma queda frente ao quarto trimestre de 2014, quando o nível de ocupação era de 56,9%. Também é menor que o do primeiro trimestre de 2014, quando o percentual era de 56,8%. Pela primeira vez, a Pnad Contínua trouxe informações sobre o mercado de trabalho por regiões e unidades da federação, além do consolidado nacional. A taxa de desemprego do Estado de São Paulo avançou de 7,1% no quatro trimestre do ano passado para 8,5% no primeiro trimestre deste ano. Para o Estado, é a pior taxa da série, que começa em janeiro de 2012. Até então, a pior taxa anterior era de 7,8% no primeiro trimestre de 2012. O acelerado declínio do mercado de trabalho no Estado condiz com a deterioração do setor industrial do país, com cortes de funcionários e férias coletivas. O mercado de trabalho do Estado do Rio de Janeiro também mostrou piora. A taxa aumentou de 5,8% no quarto trimestre do ano passado, para 6,6% nos três primeiros meses deste ano. A região Nordeste liderou o desemprego do país, com taxa de 9,6%. O destaque negativo ficou para o Rio Grande do Norte, com a maior taxa do país (11,5%). A região Sul teve a menor taxa de desemprego, de 5,1%. Santa Catarina foi o destaque positivo, com uma taxa de 3,9%, a menor do país. No Sudeste, o desemprego foi de 8% no primeiro trimestre deste ano, um quadro de piora em relação ao três últimos meses de 2014 (6,6%).

Oposição faz novo pedido para criar CPI dos fundos de pensão


A oposição apresentou no Senado, nesta quarta-feira, um novo pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os Fundos de Pensão. No mês passado, após forte articulação, o Palácio do Planalto conseguiu barrar a instalação dessa comissão na Casa ao convencer senadores do PSB a retirarem as assinaturas de apoio ao pedido. Os senadores que retiraram seus nomes da lista de apoio à comissão foram Ivo Cassol (PP-RO), Romário (PSB-RJ), Lídice da Mata (PSB-BA), Roberto Rocha (PSB-MA), João Capiberibe (PSB-AP), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Por conta disso, a CPI ficou com 25 assinaturas, duas a menos do que o mínimo necessário para sua instalação. O novo requerimento que foi lido no plenário nesta quarta-feira contou com a assinatura de 27 senadores a favor do pedido. O objetivo da criação da CPI é investigar irregularidades na gestão de recursos de fundos de pensão de empresas estatais, como o Petros (Petrobras), Postalis (Correios) e Previ (Banco do Brasil). Além dessa CPI, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) apresentou pedido de criação de uma outra comissão para investigar os empréstimos concedidos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES). O requerimento ainda precisa ser lido no plenário.

1.400.000 desempregados a mais

A taxa de desemprego subiu de 6,5%, no quarto trimestre de 2014, para 7,9% no primeiro trimestre de 2015. Um milhão de quatrocentos mil desempregados a mais em apenas três meses. E, desde ontem, muitos deles perderam o seguro-desemprego, cassado pelo governo. Viva o PT, viva o petismo. 

ANP VAI LEILOAR EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO NA BACIA DE PELOTAS, NO RIO GRANDE DO SUL



A Agência Nacional do Petróleo confirmou ontem que no dia 7 de outubro leiloará os direitos de exploração de petróleo na Bacia de Pelotas, na plataforma marítima do Rio Grande do Sul. Será a 13ª Rodada de Licitações da ANP (Agência Nacional do Petróleo). Os dados sobre o leilão foram apresentados ontem, no Texas, Estados Unidos. A disputa licitatória envolverá 51 blocos, localizados em pontos diferentes do País. Na reunião, estava presente o gaúcho Marcus Coester, homem do Comitê de Competetividade em Petróleo, Gás, Naval e Offshore da Fiergs.

Renato Duque vai continuar na cadeia

Renato Duque vai continuar na cadeia. Ontem à noite, o ministro Teori Zavascki, do STF, negou um habeas corpus apresentado pela defesa do operador petista do propinoduto da Petrobras. Estamos felizes.

A cobra não vai fumar

Dilma Rousseff, com medo de vaia, fugiu de mais um evento público. Nesta sexta-feira, estava programada sua visita ao Rio de Janeiro, para participar da cerimônia dos 70 anos do fim da II Guerra Mundial, no Monumento aos Pracinhas. Mas ela desistiu. O Ministério da Defesa avisou-a que o Exército não poderia garantir que os 800 militares convidados para o evento não a hostilizariam. Dilma Rousseff "será a única chefe de Estado de um país que lutou na II Guerra a não participar da comemoração do fim do conflito".