sexta-feira, 8 de maio de 2015

Petrobras e Ministério Público Federal entram com ações contra duas empreiteiras da Lava Jato

A Petrobras divulgou nesta sexta-feira (8) que entrou com duas ações de improbidade administrativa contra empreiteiras investigada na Operação Lava Jato. A estatal é coautora das ações junto com o Ministério Público Federal. As duas instituições protocolaram o primeiro processo no dia 30 de abril contra a empresa Engevix. A segunda ação, protocolada nesta sexta é contra a Mendes Júnior. Considerando reparos por danos materiais e multa, a Petrobras quer das duas companhias ressarcimento de R$ 452 milhões. Já os valores de indenização por danos morais serão quantificados no decorrer dos processos. Ambas as queixas são referentes a pagamentos indevidos relacionados a contratos das empreiteiras com a Diretoria de Abastecimento, que já foi chefiada pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Costa, que também é réu das duas novas ações cíveis, fechou um acordo de delação premiada no ano passado e hoje colabora com as investigações em troca de penas mais brandas. A estatal informou ainda que ingressará, também como coautora, em outros três processos contra as empreiteiras Camargo Corrêa, OAS e Galvão Engenharia. Os novos processos pedirão reembolso total de aproximadamente R$ 826 milhões, fora indenização por danos morais. Em abril, a Petrobras divulgou que teve prejuízo de R$ 6,2 bilhões com corrupção investigada na Operação Lava Jato. Em fevereiro, o Ministério Público Federal já tinha entrado com cinco ações de improbidade administrativa contra seis empresas acusadas de envolvimento no esquema de desvio de recursos da Petrobras. As empresas acionadas foram Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, OAS e Sanko. 

Sócio de consultoria nomeado por Temer deixa o governo


O sociólogo Thiago Gonçalves de Aragão, dono de um escritório que traça estratégias de lobby para bancos e outras grandes empresas do setor privado em Brasília, pediu demissão do cargo de assessor da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), para o qual foi nomeado pelo vice-presidente Michel Temer. A portaria com a anulação da sua nomeação foi publicada nesta sexta-feira, no Diário Oficial da União. Aragão foi diretor e é dono de uma fatia da Arko Advice, que se intitula a "principal empresa brasileira de análise política, estratégia e public affairs (relações públicas)". Na prática, segundo o próprio Aragão, o escritório orienta gigantes do setor privado sobre como exercer o lobby por seus interesses no Congresso e no governo. Segundo a vice-presidência, Aragão entregou nesta quinta-feira uma carta em que desistia de ocupar o novo cargo. O conteúdo da carta não foi divulgado. No mesmo dia, o presidente da Comissão de Ética dos Agentes Públicos da Presidência e Vice-Presidência da República, Carlos Humberto de Oliveira, informou que o colegiado iria analisar o caso. A nomeação de Aragão provocou questionamentos dentro do Palácio do Planalto. De acordo com um auxiliar da presidente Dilma Rousseff, o caso expõe uma situação "delicada", que pode levantar questões de conflito de interesse. Como diretor da Arko, Aragão era responsável pela "criação de estratégias de comunicação institucional" de multinacionais em operação no Brasil. A empresa é presidida pelo pai dele, Murillo Aragão, que é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, colegiado de assessoramento da presidente Dilma Rousseff na formulação de políticas públicas. Embora tenha se afastado do cargo de diretor da Arko para assumir o cargo de assessor da SRI, Aragão continuou como proprietário do escritório de consultoria. Ele é dono da El Paso Doble Administração e Participações, empresa que integra o quadro societário da Arko, conforme certidões da Receita Federal e da Junta Comercial do Distrito Federal. Na SRI, Aragão teria a missão de "produzir análises e fornecer subsídios estratégicos para aprimorar a relação do Executivo com o Congresso Nacional." Antes mesmo da nomeação, o sociólogo já despachava no quarto andar do Planalto. O salário mensal seria de 8.554,70 reais.

Zavascki homologa delação do "homem da mala" de Youssef


O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, homologou a delação premiada de Rafael Ângulo López, braço-direito do doleiro Alberto Youssef. Lopez distribuía propina oriunda de desvios em grandes obras. Ele cruzava o País para fazer entregas em Brasília, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Maceió e São Luís. As anotações de Lopez revelam uma parte importante do esquema. O auxiliar de Youssef admitiu, por exemplo, ter entregado 500 000 reais a João Vaccari Neto na sede do PT em São Paulo, 50 000 reais ao senador Fernando Collor (PTB-AL) e 900 000 reais à então governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), dentro do palácio local. Em seus depoimentos, Lopez também citou a empreiteira Odebrecht. Ele revelou ter entregue uma lista de contas bancárias a Alexandrino Alencar, diretor de relações institucionais da companhia, para permitir o pagamento de propina no Exterior a integrantes do esquema. A homologação da delação significa que Rafael Ângulo Lopez apresentou elementos mínimos para sustentar suas acusações e, assim, pleitear uma redução de pena em eventuais condenações. Agora, a corte vai conduzir investigações sobre a participação de cada personagem citado pelo delator. A considerar o teor dos depoimentos, o País também sairá ganhando.

Mais um de saída do PT

Mais um de partida
Mais um de partida
Ainda que negue publicamente, Walter Pinheiro disse a pelo menos dois parlamentares esta semana que não há possibilidade de concorrer a qualquer eleição novamente filiado ao PT. Por Lauro Jardim

De Covas sobre Lula

Marcelo Odebrecht relatou à Bloomberg a frase com a qual o tucano Mário Covas apresentou Emílio Odebrecht a Lula, em 1991: "Emílio, esse é um dos políticos de futuro mais brilhante no Brasil. Vale a pena conhecê-lo". E como valeu.

A última do Instituto Lucra

Após ser procurado por um repórter da revista Época, para uma matéria sobre o financiamento do BNDES para a construção do metrô de Caracas, pela Odebrecht, o Instituto Lula, vulgo Instituto Lucra, não se contentou em responder. Divulgou tanto a sua resposta como as perguntas do jornalista na internet. Na resposta, o Instituto Lucra ainda fez o desaforo de dizer que não considera a revista uma fonte de informação digna de crédito. Para Lula, a única fonte digna de crédito - proveniente do BNDES - é a Odebrecht.

Operários da Volvo entram em greve em Curitiba

Metalúrgicos do turno da manhã do complexo industrial da Volvo em Curitiba (PR) entraram em greve nesta sexta-feira, 8, por tempo indeterminado. A paralisação foi deflagrada um dia após a montadora anunciar que vai encerrar o segundo turno de produção de caminhões a partir da próxima segunda-feira, 11. A decisão da direção da empresa deve provocar um excedente de 600 trabalhadores, segundo o cálculo da própria companhia. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, a multinacional divulgou na tarde de quinta-feira um comunicado interno "ameaçando iniciar as demissões de trabalhadores na próxima segunda-feira". Com o anúncio, os trabalhadores da manhã se reuniram em assembléia, aprovaram a greve e voltaram para casa. Uma nova assembleia será realizada com funcionários do turno da tarde para decidir se também paralisam. Na segunda-feira, estão previstas novas assembléias.  


Os trabalhadores exigem que a empresa "cumpra o compromisso" que teria assumido esta semana com o Ministério Público, de construir junto com o sindicato alternativas para preservar os empregos. Na última proposta apresentada, a empresa propôs manter, até dezembro deste ano, os 600 empregos que se tornaram excedentes, mas com redução em 50% da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), para R$ 15 mil, e reajuste salarial apenas pela inflação, sem ganho real. O sindicato alega que a maioria dos trabalhadores rejeitou a proposta. "Estamos abertos a negociação, (...) porém, a empresa tenta, de forma oportunista, atrelar a preservação de emprego a flexibilização de direitos e salários. O que não aceitamos. Garantir emprego com flexibilização é mesmo coisa que obrigar o trabalhador a comprar seu emprego, o que é inaceitável", diz o presidente do sindicato, Sérgio Butka, em nota. A entidade defende que a empresa busque "outras saídas", como um Plano de Demissão Voluntária (PDV). Em nota, a Volvo acusou o sindicato de nunca ter colocado a proposta em votação. "A empresa espera que o sindicato dos metalúrgicos apresente a proposta aos funcionários. A entidade conduziu assembleia hoje pela manhã e não colocou a proposta em votação", diz. A montadora ressaltou que mantém o que foi proposto, e que as medidas são uma maneira para evitar demissões na fábrica, em decorrência da acentuada queda nas vendas e da baixa atividade econômica. No Complexo Industrial em Curitiba, a Volvo possui cinco fábricas, onde produz caminhões, ônibus, motores, cabines de caminhões e caixas de câmbio. Segundo a empresa, a fábrica possui cerca de 4,2 mil funcionários. Desse total, aproximadamente 1,5 mil metalúrgicos foram afastados, por bancos de horas, de 24 de abril a 5 de maio, para adequar produção à baixa demanda do mercado.

Reservatórios de energia elétrica devem fechar o ano no limite mínimo

Quando o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) comentou pela primeira vez a possibilidade de racionamento de energia no País, em janeiro deste ano, ele afirmou que medida só seria decretada caso os reservatórios atingissem o "nível prudencial" de 10%. Agora, alcançar os 10% tornou-se meta. Exatamente como calculado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o período chuvoso, terminado em abril, foi encerrado com nível médio de abastecimento dos reservatórios nas regiões Sudeste/Centro-Oeste em 33%. A quantidade é tida pelo Operador como suficiente para que em novembro, ou seja, atravessado o período seco, os reservatórios estejam abastecidos em, no mínimo, 10% de sua capacidade. Especialistas explicam que essa conta, tão justa, e já no limite do racionamento, como frisou o ministro, torna o sistema extremamente dependente do próximo período de chuvas. Algumas medidas emergenciais já construídas, como a importação de eletricidade de países vizinhos e a contratação do excedente de geradores de shoppings podem ajudar o sistema. Além disso, o tarifaço, que desencorajou brasileiros a ligar o ar condicionado, também foi positivo para tirar parte da pressão sobre os reservatórios. "Nós nunca passamos por isso, chegar ao fim do período seco em 10%. É um risco, mas nós dependemos das próximas gotas que vão cair", disse João Carlos Mello, presidente da consultora Thymos Energia. Ainda neste mês de maio, que abriu o período seco, houve um pequeno aumento no acúmulo de água nas usinas, estimado em 34,24% na última quinta-feira (7). "É claro que essa redução no consumo ajuda a fechar a conta, mas o risco permanece para o ano que vem. Um começo de verão sem chuva deixa pouca margem para manobra", disse o analista do setor elétrico da Tendências Consultoria, Walter De Vitto.

Reitores de universidades federais divulgam nota em apoio a Fachin

Reitores das 63 universidades federais do País manifestaram apoio, nesta sexta-feira (8), à indicação de Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal. Isso comprova o quanto o petralhismo esquerdopata dominou as instituições universitárias brasileiras. Em ofício encaminhado ontem ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), os reitores afirmam que o nome escolhido pela presidente Dilma Rousseff possui "todos os requisitos constitucionais, com destaque ao notável saber jurídico e a reputação ilibada". Fachin será sabatinado pelos senadores na próxima semana. Nesta quinta-feira (7), uma nota técnica da consultoria da Casa acusou o advogado de ter agido de forma ilegal, ao atuar simultaneamente como advogado e procurador do Paraná. Para os reitores, Fachin tem o "reconhecimento dos seus pares na academia, na comunidade jurídica nacional e internacional e em vários organismos que reúnem profissionais e estudiosos do mundo do direito". O indicado por Dilma é professor de direito da UFPR (Universidade Federal do Paraná). O texto é assinado pelo reitor da UFSCar, Targino de Araújo Filho, presidente da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior). A universidade brasileira virou um lixo gramsciano, um agente do Foro de São Paulo. Nunca os intelectuais fizeram um papel tão vagabundo em toda a história deste País como neste regime petralha. 

PT de São Paulo tem dívida de R$ 55 milhões


Proibido de receber doações de empresas privadas, o diretório estadual do PT de São Paulo registrou um prejuízo de 55,2 milhões de reais em 2014. Segundo números divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, o diretório do PT paulista arrecadou 57,7 milhões de reais no ano passado e gastou 112,9 milhões de reais. Segundo o PT paulista, a maior parte do prejuízo, cerca de 25 milhões de reais, se refere à dívida deixada pela campanha do candidato a governador Alexandre Padilha, atual secretário de Relações Institucionais da prefeitura de São Paulo. Outra parte diz respeito às dívidas deixadas por candidatos a deputado nas eleições do ano passado. Na eleição de 2014, o PT sofreu uma das maiores derrotas em seu berço político. Com apenas 35% dos votos paulistas, a presidente da República, Dilma Rousseff, foi derrotada no Estado pelo senador Aécio Neves (PSDB), que teve 64% na disputa da Presidência. Padilha amargou o terceiro lugar na disputa pelo governo, com somente 18% dos votos. No dia 17 de abril, o diretório nacional do PT aprovou uma resolução que proíbe o recebimento de doações de empresas privadas em todos as instâncias partidárias. O presidente do diretório estadual do PT, Emídio de Souza, disse que o partido está conversando com os fornecedores das campanhas, mas ainda não sabe como vai pagar a dívida. "Ainda não há uma resposta para essa pergunta. Estamos conversando com fornecedores e segurando por enquanto", afirmou. O PT foi o segundo partido que mais arrecadou em São Paulo no ano passado. O primeiro foi o PSDB, com 74,9 milhões de reais de receita e 68,6 milhões de reais em despesas. Em terceiro vem o PSD, que arrecadou 30,7 milhões de reais e gastou praticamente o mesmo valor. O Solidariedade vem em quarto lugar - declarou à Justiça Eleitoral 20,7 milhões de reais de receitas e praticamente o mesmo montante em despesas. Na sequência aparece o PMDB, que arrecadou 15,8 milhões de reais e gastou 15,9 milhões de reais.

Pelé continua internado, mas deve receber alta no sábado


Pelé segue internado no hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, após passar por cirurgia na próstata, na última quarta-feira. Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, nesta sexta-feira, o procedimento cirúrgico não teve complicações e a recuperação do ex-jogador é boa. Os exames identificaram que o problema é uma hiperplasia benigna (inchaço da próstata), sem incidência de tumores. Pelé tem previsão de alta para este sábado. No dia 24 de novembro de 2014, o Rei do Futebol ficou internado durante 15 dias, no mesmo hospital, para retirada de cálculo dos rins, uretra e bexiga, e, posteriormente, por uma infecção urinária. O ex-jogador também passou por uma hemodiálise, já que seu único rim teria parado de funcionar - o outro foi retirado na década de 70, nos EUA. Pelé recebeu alta no dia 9 de dezembro.

Executivos da OAS se calam diante do juiz da Lava Jato


Cinco executivos da empreiteira OAS investigados na Operação Lava Jato ficaram em silêncio durante interrogatório conduzido pelo juiz federal Sérgio Moro, nesta sexta-feira, em Curitiba. Por orientação da defesa, os investigados não responderam qualquer pergunta do magistrado. Diante da situação, Moro decretou prazo de dez dias para que os advogados e o Ministério Público Federal apresentem alegações finais, última fase antes da sentença. Estiveram presentes na audiência José Ricardo Nogueira Breghirolli, Agenor Franklin, Mateus Coutinho e Léo Pinheiro - libertados semana passada, por decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal -, além de Fernando Augusto Stremel Andrade e João Alberto Lazzari. Todos os envolvidos são acusados de pagar propina para obter contratos com a Petrobras. Segundo o Código de Processo Penal, o investigado tem direito de permanecer calado, sem prejuízo da defesa, que, posteriormente, deverá ser feita por escrito. Semana que vem, a Justiça Federal em Curitiba deve tomar depoimentos dos investigados ligados à empreiteira Mendes Júnior, do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, e do empresário Fernando Soares, conhecido com Fernando Baiano, acusado de intermediar pagamento de propina.

Caiado quer ouvir Mujica no Senado sobre confissão de Lula


O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO) quer que o ex-presidente uruguaio José Mujica compareça à Comissão de Relações Exteriores do Senado para explicar a confissão feita a ele pelo ex-presidente Lula sobre o Mensalão do PT. Em livro que narra sua passagem pela Presidência, recém-lançado, Mujica conta que Lula lidava com o episódio com "um pouco de culpa". O uruguaio relata o que ouviu do petista em um encontro cinco anos atrás: "Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens". Em seguida, Lula prosseguiu: "Era a única forma de governar o Brasil". O requerimento que será apresentado por Caiado também vale para Danilo Astori, que foi vice de Mujica e estava na sala quando Lula fez a confissão.

"Sempre interagimos com Lula"

A Bloomberg publicou mais uma excelente reportagem sobre o país, intitulada "A traição do Brasil", alinhavada sobre o escândalo de corrupção na Petrobras e o fato de que o milagre econômico brasileiro da última década foi, em grande parte, miragem. Uma parte da reportagem é dedicada à Odebrecht, como exemplo do capitalismo à brasileira. Diz a Bloomberg: "A maior construtora da América Latina em receita é talvez a mais hábil entre as empreiteiras brasileiras no entrelaçamento de negócios com a política. Esse tem sido o caso desde 1944, quando Norberto Odebrecht, um engenheiro de 24 anos de idade e fala mansa, convenceu um banco estatal a socorrer a empreiteira do seu pai, Emílio Odebrecht & Cia ., da falência na cidade de Salvador, no Nordeste do Brasil. Norberto, em seguida, criou a empresa que leva seu nome, que absorveu o negócio do seu pai. A empreiteira é, agora, parte da Odebrecht SA, um conglomerado com 15 divisões, distribuídas por 21 países". Em 1991, Emílio, filho de Norberto, se tornou CEO da companhia e foi apresentado por Mario Covas a Lula. Segundo a Bloomberg, Marcelo Odebrecht, o atual presidente da empreiteira, disse que "desde então, sempre interagimos com Lula". E acrescentou: "Se você acredita em um cara que vai ser importante e pode apoiar você no Congresso, você tem de apoiá-lo. Ao menos, ele vai recebê-lo e ouvi-lo". Marcelo Odebrecht disse que a sua empresa fez contribuições para cerca de 150 integrantes do Congresso. A respeito de Dilma Rousseff, Marcelo Odebrecht afirmou: "Interagimos muito com ela. Sempre tivemos uma relação de confiança". De acordo com a Bloomberg, o BNDES financiou 5,5 bilhões de reais para a empreiteira, em projetos em países subdesenvolvidos.

A chantagem deu certo

A chantagem da OAS, assim como a da UTC, deu certo. Depois de vazar para a Veja que construiu a fazenda de Lula em Atibaia, o presidente da OAS foi solto pelo STF, juntamente com três de seus executivos. Hoje, interrogados por Sergio Moro, os quatro permaneceram calados. 

Ex-presidente do Uruguai diz que Lula lhe confidenciou um crime contra o Estado brasileiro. Babalorixá de Banânia tem de ser convocado a depor na CPI do Petrolão! Já!

Luiz Inácio Lula da Silva, sim, ele mesmo!, tem tanta intimidade com as grandezas do universo que já se referiu à Terra, como “planetinha”. Tudo é uma questão de ponto de vista, não é mesmo? Pensem bem: o que é o universo perto de Lula? Mera distração de Deus nas horas intersticiais do tédio. O Senhor pensou grande mesmo quando deu à luz o Babalorixá de Banânina. Aí desafiou: “Agora eu vou mostrar para Michelangelo quem é o verdadeiro Michelangelo…” O Altíssimo se referia, claro!, àquele momento em que o artista, depois de esculpir Moisés, deu-lhe num toquezinho no joelho e disse: “Parla” (“fala!), tal era a perfeição da obra. Sim, meus caros, Lula é um Moisés que rivaliza com o próprio — ele também abre as mares se preciso — e que supera o de Michelangelo: afinal, fala! Pelos cotovelos! Por isso mesmo, dada essa grandeza, Lula deve agora explicações ao mundo. Como o mundo não se interessa mais pelas coisas que ele diz e pensa; como ninguém mais se importa com a personagem acidental que Marilena Chaui achava poder revolucionar a filosofia, basta, então, que se explique à CPI do Petrolão. Convocá-lo passou a ser, agora, um imperativo moral. E por quê? José Mujica, o esquisito que já governou o Uruguai, e que também fala pelos cotovelos, revelou num livro-depoimento chamado “Una Oveja Negra al Poder” — “Uma ovelha negra no poder” —, escrito pelos jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz, que, em 2010, o Moisés de Garanhuns e de São Bernardo lhe confidenciou que o mensalão “era a única forma de governar o Brasil”. Vale dizer: Mujica afirma em seu depoimento que Lula lhe confidenciou um crime contra o Estado brasileiro. Notem: o que foi o mensalão? Consistia no uso de recursos públicos e privados para formar uma espécie de estado paralelo. O que é o petrolão? Trata-se de um mensalão muito mais ousado, em que, da mesma forma, recursos públicos e privados são empregados para capturar o Estado. Mujica e Lula são companheiros à esquerda. Ambos se dizem socialistas, ainda que um cultive o socialismo à brasileira, e o outro, à uruguaia. Refiro-me, claro!, a dois exotismos sem paralelo no mundo, hoje ou em qualquer tempo. Em comum, no entanto, eles têm aquele papo-furado contra as elites, contra os conservadores, contra a tradição… Cada um deles, também, é irresponsável a seu modo. De toda sorte, duvido que Mujica esteja mentindo. Lula certamente lhe fez mesmo aquela “confidência”, até porque é o que petistas vivem dizendo por aí. Num debate eleitoral na televisão, em 1986, o empresário Antônio Ermírio de Moraes, que morreu no ano passado, afirmou que “a política é a arte de pedir voto aos pobres, dinheiro aos ricos e mentir aos dois”. Lula, como ninguém, levou adiante essa máxima. Em entrevista recente ao jornal espanhol El País, afirmou Mujica: “A esquerda morre quando a cobiça de se fazer dinheiro entra na política. Por que a corrupção prolifera tanto? Parece sensato que pessoas de 60, 70 anos se emporcalhem com uns pesos imundos? Eles sabem que têm pouca vida pela frente. O tema de ter dinheiro para ser alguém pode ser uma ferramenta de progresso no mundo do comércio, onde se correm riscos empresariais, mas estamos fritos quando se mete na política. Isso aconteceu na Itália, em parte da Espanha. É inexplicável o que se passa no Brasil”. Não é inexplicável, não! É muito explicável! Mujica, mesmo sendo meio doidivanas, não assumiu o poder com o propósito de aniquilar as demais forças políticas, de se estabelecer como partido único, de eliminar a oposição. Também não tinha e não tem a ambição de liderar a esquerda latino-americana. O nosso Moisés tinha propósitos maiores, não é? Tanto é assim que criou o Foro de São Paulo, com Fidel Castro. Lula deveria ter feito outra confissão a Mujica: “É impossível dar um golpe nas instituições, como queremos, sem recorrer a coisas como o mensalão”. Aí, sim, estaria a dizer a verdade. Por Reinaldo Azevedo

SARTORI PAGA COM OITO DIAS DE ATRASO OS R$ 280 MILHÕES QUE DEVIA PARA A UNIÃO

O governo do Estado do Rio Grande do Sul quitou na tarde de quinta-feira a parcela de abril da dívida com a União. O governador José Ivo Sartori (PMDB) telefonou para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e comunicou o pagamento na tarde de hoje. Foram oito dias de atraso. Para repassar o montante de R$ 280 milhões ao governo federal, a Secretaria da Fazenda utilizou recursos da arrecadação de impostos (R$ 155 milhões do ICMS e do IPVA) e atrasou pagamentos de fornecedores. Na quinta-feira, a Fazenda chegou a informar que a União havia retido R$ 113 milhões do Fundo de Participação dos Estados como forma de punir o Rio Grande do Sul pela demora em quitar a dívida, mas na tarde desta sexta-feira retificou a informação e disse que o Estado não sofreu sanções.

JUSTIÇA DÁ CINCO DIAS DE PRAZO PARA VACCARI ESCLARECER DEPÓSITOS NA CONTA DE SUA MULHER; SE NÃO FIZER ISTO, A MULHER PODERÁ PARAR NA CADEIA DO PARANÁ

O juiz Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Operação Lava Jato, surpreendeu todos os que o criticaram pelo açodamento na prisão da irmã de Vaccari Neto e tentaram desmoralizá-lo, porque nesta sexta ele deu um prazo de 5 dias para o ex-tesoureiro do PT explicar depósitos em dinheiro na conta de sua mulher, Giselda Rousie de Lima. O esclarecimento pedido pelo magistrado se deu após um pedido de revogação da prisão preventiva de Vaccari, feito por sua defesa. A cunhada, foto ao lado, e a mulher (a segunda foto), aparentemente foram confundidas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e por Moro. Com isto, a cunhada, que tinha sido presa para justificar os depósitos, acabou solta porque alegou não ter sido ela a mulher apanhada nas fotos fazendo depósitos na conta de Giselda, mas era a própria Giselda quem aparecia no flagrante. O caso deixou mal a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o próprio Moro, que agora dá o troco. Caso Vaccari Neto não se explique, o Ministério Público Federal poderá, desta vez, pedir a prisão da própria mulher dele. “Em vista da louvável disposição da defesa para esclarecer os fatos e considerando a relevância do ponto para a prisão preventiva, intime-se a defesa para, querendo, esclarecer os aludidos depósitos em dinheiro de R$ 583.400,00 entre 2008 e 2014 na conta de Giselda Rouse de Lima, aparentemente sem origem comprovada, demonstrando origem e natureza dos valores”, afirmou Moro: “Prazo de cinco dias". A força-tarefa da Lava Jato identificou depósitos "picados", no limite próximo de R$ 10 mil cada, que somaram R$ 322,9 mil em conta da mulher de Vaccari. Em um único dia, 12 de dezembro de 2013, Giselda teria recebido cinco depósitos, quatro deles no valor de R$ 2 mil e um de R$ 1.500. O rastreamento bancário de Giselda pegou o período entre 1.º de julho de 2006 e 18 de dezembro de 2014. Além dos depósitos "fatiados", os peritos do Ministério Público Federal constataram, a partir da quebra do sigilo bancário, que caíram na conta da mulher do tesoureiro do PT repasses superiores a R$ 10 mil, também em dinheiro, que somaram R$ 260,5 mil, entre 19 de setembro de 2008 e 29 de outubro de 2012. As quantias somadas chegam aos R$ 583,4 mil que a Justiça quer que Vaccari explique.

Quem paga a conta do BNDES

O BNDES anunciou que apertará o crédito e aumentará os juros. Ou seja, quem pagará a conta da esbórnia promovida por Luciano Coutinho, com os seus empréstimos sigilosos "impessoais pessoais" a amigos do PT, serão os pequenos empresários.

120 horas

O juiz Sérgio Moro deu, ontem, cinco dias para João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, explicar os 583 400 reais depositados na conta da sua mulher, entre 2008 e 2014. São 120 horas para João Vaccari Neto tentar explicar o inexplicável.

Chamem os americanos

As grandes empreiteiras, quase todas elas enroladas no petrolão, analisam devolver concessões e PPPs de obras de infraestrutura porque não têm recebido dos governos federal e estaduais. Se o governo é caloteiro, por que, então, elas querem tanto fazer os acordos de leniência espúrios da CGU, a fim de continuar a assinar contratos públicos? Tivéssemos mesmo governantes limpos, eles abririam concessões e parcerias para empresas americanas puro-sangue, sem sócias brasileiras. Garantia de corrupção zero, graças ao American Anti-Corruption Act.

Fim do dinheiro

Reginaldo propõe o fim do dinheiro
Reginaldo propõe o fim do dinheiro
Agora vai. O petista mineiro Reginaldo Lopes apresentou  na Câmara um projeto de lei que propõe o fim da produção, da circulação e do uso do dinheiro em espécie. A ideia é que as transações financeiras se realizem apenas por meio do sistema digital. A chance de o projeto passar é zero, mas as possibilidades de bobagens como essas surgirem na Câmara é infinita. Por Lauro Jardim

Planos de Portugal

Dirceu: planos portugueses
Dirceu: planos portugueses
José Dirceu acalentava há tempos o sonho de se mudar para Portugal no fim do ano, com a mulher, Simone, e a filha do casal, ainda bebê. Sua defesa estima que a extinção de sua pena deva ocorrer no fim do ano. A ideia de Dirceu era aproveitar contatos políticos em Lisboa para reconstruir a vida com a liberdade de poder andar na rua sem ser vaiado. O desejo ganhava consistência a cada dia, quando vieram à tona suas encrencas no petrolão e tudo foi abortado. Por Lauro Jardim

Com um pé fora

Taques
Taques: de saída para o PSB
Pedro Taques jantou na terça-feira com Reguffe e Lasier Martins para, juntos, traçarem uma estratégia para viabilizar a saída do PDT do governo – algo que Carlos Lupi diz há tempos, principalmente nas temporadas de redistribuição dos cargos, mas custa cumprir. Na conversa, Taques contou que vem negociando com Carlos Lupi sua saída do PDT. Lupi foi no mês passado a Mato Grosso, para tentar mantê-lo no partido, mas pouco adiantou. As conversas de Taques com o PSB estão adiantadas. Por Lauro Jardim

A força do Face

facebook
Facebook, o preferido dos novos deputados
Dos 225 parlamentares de primeiro mandato, que tomaram posse em fevereiro na Câmara e no Senado, 91% têm página oficial no Facebook, com uma média de 63 000 fãs cada um, de acordo com uma pesquisa inédita do Instituto Máquina de Pesquisa (IMP), unidade do Grupo Máquina PR. A segunda rede mais utilizada pelos novatos é o Twitter, com 66% de adesão. Apenas 4% deles estão fora das duas redes e 31% estão nas duas. Ainda de acordo com a pesquisa, 93% dos novos congressistas disseram acessar o Facebook todos os dias por semana e 87% afirmaram usar o espaço como ferramenta de comunicação com sua base. Porém, apenas 16% disseram confiar no conteúdo das redes. Por Lauro Jardim

Investimento bilionário

parque eólico
Votorantim vai investir em energia eólica
A Votorantim anuncia em breve a construção de um complexo eólico em Pernambuco com capacidade de gerar 600 megawatts. O investimento será de 2,8 bilhões de reais. Por Lauro Jardim

A MULHER FANTASMA DO PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA GAÚCHA

Aline Goulart Severo, à esquerda, na posse de seu marido na presidência da Assembléia gaúcha

O processo movido pelo Ministério Público contra servidores que recebiam dinheiro público para trabalhar na agência do FGTAS/Sine de Lajeado, mas que nunca compareceram ao serviço, teve a sentença expedida pelo Tribunal de Justiça do Estado na última semana. A fraude foi verificada entre 2004 e 2005. O desembargador Eduardo Uhlein, relator da ação, condenou Fabiano Eugênio Diehl, na época delegado regional da Secretaria Estadual do Trabalho, Cidadania e Assistência Social, Aline Goulart Severo, nomeada para o cargo em comissão de chefe de divisão do Sine: Schirlei Schneider, contratada por uma empresa terceirizada como operadora de computador, e Áuria Cristiane Buth, estagiária do órgão público. Conforme o despacho do desembargador, Aline Goulart Severo, mulher do deputado estadual Edson Brum (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa, se beneficiou de um salário de cargo em comissão 10 entre agosto de 2004 e outubro de 2005. Porém, “jamais colocou os pés um dia apenas na agência do Sine em Lajeado, como acabou por lisamente admitir em seu depoimento pessoal”. A servidora fantasma recebeu durante o período auxílio-transporte para se locomover de Encantado, onde reside, a Lajeado. O deslocamento para a finalidade de trabalho nunca aconteceu. Em depoimento, ela confessou que nunca compareceu ao Sine para cumprir com suas atividades e inclusive não sabia onde fica a agência. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou todos ao ressarcimento integral ao dano. Fabiano terá de reembolsar multa igual a duas vezes o valor do prejuízo causado aos cofres estaduais, além de ter suspensos os direitos políticos por oito anos e proibida a contratação com o Poder Público ou dele receber benefícios por cinco anos. Aline foi condenada a pagar multa igual a duas vezes o valor do dano causado, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e proibição de contratação com o Poder Público ou dele receber benefícios por cinco anos. Áuria e Schirlei terão de ressarcir os cofres estaduais com multa igual a 1,5 vezes o valor do prejuízo causado, além de terem suspensos os direitos políticos por cinco anos e proibição de contratação do Poder Público ou dele receber benefícios por cinco anos. O processo que os condenou é o de número 10700017680, originário da Comarca de Lajeado. 

Eduardo Cunha quer acelerar caminho de mais uma PEC incômoda ao governo na Câmara

Depois de manobrar pela votação da PEC da Bengala na Câmara, Eduardo Cunha articula para que outro projeto indigesto ao governo chegue logo ao plenário da Casa. Ontem, em uma audiência com a Frente Nacional de Prefeitos, Cunha se mostrou muito interessado no andamento da PEC 172. O texto, de Mendonça Filho (DEM-PE), quer proibir que a União delegue serviços a estados e municípios sem lhes garantir as verbas necessárias à execução. Henrique Alves arquivara a PEC dois dias antes da posse de Cunha na presidência da Câmara, em fevereiro. Um mês depois, já estava desarquivada. A propósito, impressionou os prefeitos o detalhamento com que Cunha descreveu o caminho a ser percorrido pela PEC na CCJ da Câmara até a votação pelos deputados. Por Lauro Jardim

A petista Dilma Rousseff vai tirar ministério do Trabalho do PDT


Concluída a votação da primeira medida do ajuste fiscal, líderes da base governista e assessores presidenciais decidiram pedir nesta quinta-feira (7) a Dilma Rousseff a saída do ministro Manoel Dias (Trabalho), do PDT. Na avaliação de aliados e ministros, a posição do ministro ficou insustentável depois que todos os 19 deputados do partido presentes à votação de quarta-feira (6) traíram a presidente e votaram contra o texto básico da Medida Provisória 665, que restringe o acesso a benefícios trabalhistas. A insatisfação foi transmitida pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB) a Dilma, que ficou de avaliar a questão nos próximos dias. A expectativa no Palácio do Planalto é que a presidente opte pela demissão de Manoel Dias (foto) para usar o caso como exemplo. A decisão só deve ser tomada depois de concluída a votação das demais medidas do ajuste fiscal na Câmara. O governo precisa ainda votar a MP 664, que restringe benefícios previdenciários, e o projeto de lei que reduz as vantagens da política de desoneração da folha de pagamento. Segundo um assessor palaciano, é admissível que haja traições em alguns partidos, como ocorreu em todas as siglas governistas, mas não é tolerável uma votação em bloco contra o governo, como ocorreu com o PDT. "Não me cabe dizer qual é o futuro da bancada do PDT. Me cabe dizer o seguinte: base é base, tem que ser base de manhã, de tarde e de noite", disse o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). O PT pretende assumir a pasta do Trabalho se Manoel Dias for demitido. O ministro mandou dizer, por meio de sua assessoria, que o voto contra o governo foi uma decisão da bancada, e não do partido. E que ele continua a favor da aprovação da MP. Após muita confusão, a Câmara concluiu a votação da MP 665 nesta quinta, rejeitando todas as emendas que tentavam alterar o texto. A vitória governista ocorreu com margem mais folgada do que a de quarta, quando o texto principal da MP 665 foi aprovado por uma diferença de apenas 25 votos e com a ajuda de votos da oposição. A MP segue agora para o Senado. A principal emenda desta quinta, do DEM, tentava anular o endurecimento das regras do seguro-desemprego. Por 258 votos a 195, o plenário manteve o texto. Assim como na quarta, o DEM registrou oito traições na votação de sua própria emenda. Entre as defecções estão dois dos mais enfáticos críticos do PT, o ex-presidente da sigla Rodrigo Maia (RJ) e o ex-líder da bancada José Carlos Aleluia (BA), que votaram novamente a favor do governo. O senador Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM no Senado, divulgou nota pedindo desculpas aos eleitores e classificando a atitude dos deputados como "deprimente" e uma "traição ao sentimento da população brasileira".  No lado governista, as traições se mantiveram nos padrões da quarta, com leve redução. As maiores defecções, proporcionalmente, ocorreram no PDT, no PP e no PTB. Dos 67 deputados do PMDB, 17 não votaram a favor do governo. Na bancada do PT, 10 dos 64 deputados não votaram a favor da MP mesmo após a pressão do Palácio do Planalto e dos aliados por fidelidade total. Questionado por que não votou com o governo, o deputado Padre João (PT-MG) riu e disse: "Prefiro me conter, o governo vai compreender que eu contribuí com o processo. Fico com minha consciência tranquila. Não traí nem trabalhadores nem o governo".

Resultado final das eleições no Reino Unido - trabalhistas foram varridos pelos conservadores

Resultado final das eleições no Reino Unido, que só saiu agora:
Partido Conservador: 331 parlamentares
Partido Trabalhista: 232 parlamentares
Partido Nacionalista Escocês: 56 parlamentares
Liberal Democratas: 8 parlamentares
Ukip: 1 parlamentar
Os trabalhistas levaram um surra completa, foram totalmente varridos do cenário político. 

AGCO ANUNCIA NOVAS DEMISSÕES EM SANTA ROSA

A AGCO anunciou novas demissões na sua planta de colheitadeiras de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. Em maio, serão desligados 90 trabalhadores. A Massey já demitiu 154 empregados e a John Deere outros 167. O mercado de máquinas e implementos agrícolas enfrenta graves problemas de vendas, o que chega a ser surpreendente, porque apesar da recessão da economia, a produção de alimentos, sobretudo as safras de grãos, são cada vez mais abundantes. O mercado de máquinas agrícolas tem estudos que demonstram que os produtores estão bem capitalizados e que já renovaram seus parques de colheitadeiras, tratores e demais implementos agrícolas. As exportações não reagem. 

Assessoria Jurídica do Senado demole a candidatura de Fachin ao STF; senadores vão decidir se jogam a lei no lixo

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado só tem uma coisa a fazer com a candidatura de Luiz Edson Fachin ao Supremo Tribunal Federal se não quiser se desmoralizar e desmoralizar a Casa e seu corpo técnico: dizer “não”. A sabatina, a rigor, é desnecessária. Por que escrevo isso? Doutor Fachin exerceu a advocacia privada quando isso era vedado pela Constituição do Paraná e por lei complementar. Não há dúvidas a respeito, não há ambiguidades, não há saída. O estudo é da Consultoria Legislativa e vem assinado por João Trindade Cavalcante Filho. Ocorre que Cavalcante Filho não deu uma opinião. Opinião é como nariz: todo mundo tem. Já as restrições de natureza técnica dependem de dados… técnicos. 
1: Atenção! O decreto de nomeação de Fachin foi publicado no Diário Oficial do Paraná no dia 12 de fevereiro de 1990;
2: a Constituição do Estado foi promulgada no dia 5 de outubro de 1989, antes, portanto, de nomeação e posse. E ela é explícita: no Inciso I do Parágrafo 3º do Artigo 125, proíbe um procurador de “exercer advocacia fora das funções institucionais”;
3: abriu-se alguma exceção? Sim! Para quem já era procurador. Ocorre que Fachin só viria a sê-lo quatro meses depois. Logo, é claro que ele não poderia exercer a dupla militância. E ele exerceu.
4: Só isso? Não! No dia 18 de janeiro, três semanas antes da nomeação de Fachin, a Lei Complementar estadual nº 51 estabelecia no seu artigo 5º: “É vedado aos ocupantes de cargos de procurador do Estado o exercício da advocacia particular, ressalvados os direitos dos atuais integrantes da carreira (…).” Pois é… Fachin não era um integrante da carreira.
Argumento furado
Mas ainda existe um fiapo de argumento para tentar negar a flagrante ilegalidade: Fachin prestou concurso quando estava em vigor a Lei Complementar Estadual nº 26, de 30 de dezembro de 1985, com redação dada pela Lei Complementar Nº 40, de 8 de dezembro de 1987. Nessa versão, a proibição não existia.
Bem, parece ocioso afirmar que o sr. Fachin, mesmo aprovado em concurso, não era ainda procurador, certo? A menos que se ache que ele, antes da nomeação, poderia assinar atos de ofício e estaria sujeito também a punições cabíveis a um promotor que desrespeitasse a conduta própria da carreira. Se atribuição não tinha porque apenas concursado, se punições não poderia receber porque apenas concursado, cabe a pergunta: por que mereceria um privilégio já que apenas concursado?
Não fosse isso, há outro elemento definitivo: não há direito adquirido a regime jurídico — ainda que direito adquirido fosse. Fachin tinha não mais do que expectativa de direito.
Em defesa de Fachin, a OAB alega que o estatuto da Ordem não proíbe a advocacia de procuradores. Vamos reconhecer o óbvio: a OAB cuida dos princípios e fundamentos da carreira de advogado, não do que pode ou não pode fazer um procurador do Estado — matéria essa das respectivas Constituições Estaduais. Ou não?
O estudo lembra que tanto têm autonomia os estados para fazê-lo que o STF reconheceu o direito que têm os entes federados de definir as suas próprias regras para a escolha do Procurador-Geral do Estado, distintas das vigentes para Procurador-Geral da República.
Causa finita est
Acabou! Não pode assumir o Supremo Tribunal Federal quem se beneficiou — e como! — de uma ilegalidade, agredindo com ela a própria Constituição estadual. A menos que a CCJ queira jogar sua assessoria jurídica no lixo, desmoralizando-se e desmoralizando a Casa.
Se a indicação, no entanto, chegar a plenário e caso Fachin seja aprovado, cumpre-nos tentar chegar aos nomes dos senadores que terão, então, endossado a barbaridade.
Concluo
Olhem aqui: se eu fosse senador, eu nem precisaria disso para votar contra Fachin. Seu pensamento basta para que eu o considere incompatível com um cadeira no Supremo. Por Reinaldo Azevedo

A pantomima de Jandira Feghali e o fascismo das esquerdas nababescas. Ou: Mais respeito com Roberto Freire! Ou ainda: Que o meu texto seja lido no Conselho de Ética da Câmara!

Protagonista da pantomima: quem bate como Jandira não deve apanhar como Jandira… Assisti nesta quarta-feira, na Câmara, a um dos espetáculos mais asquerosos dos últimos tempos. A protagonista foi a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), uma notória criadora de caso, que diz as mais estúpidas barbaridades com aquele seu ar de suposta superioridade moral. E põe suposta nisso! Seu pensamento é detestável. Sua argumentação é pilantra. Seu feminismo é burro e obscurantista. E até Dilma Rousseff, que hoje tenta pegar carona em tudo o que é rebarba nas redes sociais, resolveu entrar no debate. A principal vítima da baixaria foi o deputado Roberto Freire (PPS-SP), um homem decente e correto, de 73 anos. Tudo começou quando o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), 43 anos distribuídos numa massa relativamente corpulenta, resolveu ter um faniquito porque as galerias haviam jogado no plenário uma chuva de “PTrodólares”, notas que imitavam a moeda americana, com as efígies de Dilma, Lula e João Vaccari Neto. O comunista do Brasil surtou e, junto com os petistas, cobrou que os manifestantes fossem retirados da Câmara. Ainda lembrarei como os aliados de Orlando costumam ser delicados com aqueles de que discordam. Freire se aproximou do microfone que fica no plenário para contraditar Silva. Um senhor de 73 anos tocou os ombros do jovem de 43 não para agredi-lo, mas para chamar a sua atenção. Pode não ter sido o melhor meio, mas terá sido aquilo agressão? Foi o que bastou para que Jandira, metida a Mulher Comunista Maravilha, se pusesse entre os dois. Ora vejam! Mãe Jandira, 57, queria proteger um correligionário de 43 da suposta agressão de um senhor de 73! É ridículo! É patético! É asqueroso! É moralmente doloso! Ali no empurra-empurra, o deputado do PPS teria tocado ou, sei lá, puxado o braço de Jandira, que começou a gritar feito uma doida, afirmando que estava sendo agredida por um homem. Acusou o “machismo” de Freire e a sua suposta truculência. O nome disso é assédio moral, é falsa comunicação de um crime, é oportunismo político. Eu assistia a tudo enojado, quase vomitando. O deputado Alberto Fraga (DEM-DF) foi ao microfone em defesa de Freire. Afirmou que estava ao lado, que assistiu a tudo e que o deputado do PPS não havia agredido ninguém. E disparou a seguinte frase: “Quem bate como homem tem que apanhar como homem”. Ah, aí Jandira viu o pretexto ideal para a sua pantomima. Como soava um pouco ridículo se dizer agredida por Freire, a deputada e outros esquerdistas mixurucas viram em Fraga a vítima ideal. Afinal, como não cansam de lembrar meus coleguinhas de esquerda na imprensa, ele é “coronel da reserva da PM do DF” e membro de uma tal “bancada da bala”, inventada por jornalistas “progressistas”. É evidente que ao empregar o verbo “bater”, o deputado não estava se referindo à porrada, mas ao embate natural num Parlamento. Até porque, ali, as pessoas não trocam socos. A sua frase, em essência, é menos sexista e discriminatória do que o teatro de quinta estrelado por Mãe Jandira. Aliás, não há nada de sexista: ela trata é de igualdade. Num Parlamento, não existem homens, mulheres, brancos, negros, gays, héteros… Num Parlamento, existem representantes do povo. Qualquer discriminação de identidade reduz o papel da representação. Se cada um se portasse de acordo com a sua condição e votasse pensando apenas em protegê-la, jamais haveria mudança. Ah, mas aí começou a gritaria, como se Fraga estivesse advogando que se batesse em mulher. Infelizmente, vi e vejo essa interpretação ser repetida nos jornais. Na Folha desta quinta, por exemplo, Bernardo Mello Franco escreve: “Líder da bancada da bala, o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) (…) afirmou que uma colega merecia ‘apanhar como homem’”. FRAGA NÃO DISSE ISSO. E MELLO FRANCO SABE MUITO BEM. ATÉ A GRAMÁTICA, NÃO FOSSE O CONTEXTO, EXPLICA POR QUE NÃO. Na própria Folha Online, leio um desdobramento da cena lamentável de ontem. Não há a menor menção a Freire e à origem da confusão, que explica o resto. Não é assim que se faz. 
Tenham mais respeito
Jandira Feghali foi à tribuna. Cascateou à vontade, afirmando que quem lutou no Araguaia não teme machismo. Que nojo! Os primeiros guerrilheiros começaram a chegar à região em 1967, quando ela tinha 10 anos e ainda, suponho, brincava de boneca. Quando a coisa acabou, estava com 17. Não lutou no Araguaia. “Ah, Reinaldo, ela se referia ao PCdoB…” Entendi! Agora existe a “guerrilha herdada”. Vão se catar! Roberto Freire era comunista quando essa escolha rendia cadeia e morte, como, aliás, aconteceu com alguns de seus contemporâneos. Sim, eu repudio a ideologia à qual ele estava ligado, mas tenho apreço pela coragem. Jandira ingressou no PCdoB em 1981. Em 1985, o partido já estava legalizado. O único risco que sempre correu é o de ser atropelada pelos fatos, pela verdade e pela história. E Orlando Silva? É um comunista do Brasil desde 1988… Tenham mais respeito, os dois, por Roberto Freire. Se não têm a grandeza de reconhecer a sua coragem e a sua retidão, tenham ao menos o decoro de não se dizer ameaçados por um homem de 73 anos, que nunca agrediu ninguém. Ademais, fosse para escolher, qualquer pessoa decente ficaria com Freire, que foi comunista quando isso podia implicar tortura e morte. Jandira e Orlando são comunistas quando isso significa poder e cargos. Parece que Jandira vai denunciar Fraga no Conselho de Ética. O deputado pode usar, se quiser, esse meu texto como contribuição à sua defesa. Não o conheço. Nunca falei com ele. Mas sei que a frase “Quem bate como homem apanha como homem”, além de ser um chavão frequentemente repetido por aí, sem intenção machista, não significa estímulo ao espancamento de mulheres. Quer dizer apenas que, ao escolher determinadas formas de luta, as pessoas escolhem também a forma do contra-ataque. Só isso.
Qualquer linguista sabe que os termos são permutáveis sem mudança de sentido:
“Quem bate como mulher apanha como mulher”;
“Quem bate como gay apanha como gay”;
“Quem bate como corintiano apanha como corintiano”;
“Quem bate como vegetariano apanha como vegetariano”;
“Quem bate como idiota apanha como idiota”.
E vai por aí.
Eu só não reconheço a validade da frase “Quem bate como Jandira apanha como Jandira”. Sabem por quê? Porque espero que seus adversários não adotem, na resposta, a baixeza a que ela recorreu no ataque. Ela e Orlando Silva devem desculpas a Freire! E setores da imprensa devem a Fraga a leitura do que ele disse, não do que ele não disse. Têm o direito de não gostar dele, mas não o de lhe atribuir o que não lhe pertence. Ah, sim, quase me esqueço. No Twitter, algum estafeta de Dilma escreveu: “A política fica menor – com p minúsculo – quando é praticada com base no sexismo e no machismo. Minha solidariedade à deputada Jandira Feghali, ameaçada no plenário da Câmara, na noite de quarta-feira (6), por expor suas idéias”. Cuidado, presidente! Quem bate como Dilma apanha como Dilma. Fosse eu Fraga, cobraria da petista um esclarecimento. Quem fez a ameaça? Mesmo quando se é chefe do Executivo, a calúnia e a difamação não parecem ser boas escolhas. Por Reinaldo Azevedo

Decisão absurda! Juíza manda pagar salário a quem não trabalha!

Parece piada, mas é verdade! Vamos ver. Em todo o mundo livre, a greve é uma decisão de uma categoria de trabalhadores, ou de parte dela, que decide arcar com o ônus da paralisação. Esse ônus — deixar de receber os dias trabalhados — é a cota de sacrifício para o bem vindouro. E se a greve for malsucedida? Bem, como em todo jogo, pode-se ganhar ou perder. Também o patrão tem a sua cota: a paralisação da produção. Sim, eu sei, no serviço público, o patrão é o povo, coitado! Só no Brasil a greve vira uma questão cartorial. É estupefaciente! A juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 4ª Vara da Fazenda Pública, proibiu, imaginem vocês, o Estado de cortar o ponto dos professores em greve. O argumento? Segundo ela, a “greve é um direito” e, até que não seja julgada a sua legalidade, os dias não podem ser descontados. Ou por outra: a juíza, com a sua decisão, iguala grevistas a não-grevistas, quem trabalha a quem não trabalha. Sim, a greve é um direito — sempre considerei um absurdo que também o seja para servidores, mas nem trato disso agora. Por isso mesmo, grevistas não podem ser punidos por um greve considerada legal. Mas receber como se trabalhando estivessem? Ora, meritíssima! Grevista que recebe salário não faz greve, mas cabula o emprego, não é mesmo? Bebel Noronha, a presidente do sindicato, não tem representatividade para emplacar uma greve para valer, e a Justiça, então, decide lhe dar uma mãozinha. É o fim da picada! Grevistas, agora, têm o bônus do salário, o bônus de não trabalhar e, se a reivindicação for atendida, o bônus do novo benefício. Cadê o ônus? É a isso que se pode chamar “Justiça”, palavra que, na origem remete a equilíbrio? Tenham a santa paciência! Por Reinaldo Azevedo

Ajudo Dilma a cortar seis ministérios e ainda a levar o DEM e o PSB para o governo. Vejam como!

Eu vivo repetindo a máxima de Talleyrand sobre os Bourbons quando falo sobre o PT: eles não aprendem nada nem esquecem nada. Agora há companheiros defendendo a demissão do ministro Manoel Dias, do Trabalho, que é do PDT. Por quê? Ora, o partido tem 19 deputados, e todos eles votaram contra a MP 665. Como a legenda conta com um ministério apenas e 100% votaram contra, então que perca 100%. Entendi. Olhem, por mim, se o PDT for para a oposição, eu vou achar é bom, mas esperem aí… Sabem quantos deputados tem a base de Dilma? 341! No entanto, apenas 222 votaram a favor da MP. Nada menos de 94 disseram “não” — um deles é petista, e 25 nem sequer compareceram: nove são “companheiros” de legenda da presidente: a rebelião da bancada do PT é de 14%. O PMDB conta com 67 parlamentares, mas deu apenas 50 votos ao “sim”, com 13 “nãos” e 4 ausências. Taxa de rebelião: 20,9%. E o PP? Com 40 parlamentares, contribuiu com apenas 21: 47,5% de infidelidade, perdendo para os 52% do PTB, com apenas 12 “sins” para um grupo de 25 parlamentares. A taxa de infidelidade do PR também foi alta: 20,5%: 27 votos favoráveis para 34 deputados, mas ainda inferior à do PSD do poderoso Gilberto Kassab: 23,5% de rebelião: contribuiu com 26 dos 34 votos que tem. Então vamos fazer agora uma outra conta. Oficialmente, o PT tem 13 ministérios. De verdade, tem 18. Não estão na cota do partido, mas são petistas — ainda que in pectore — os titulares da Igualdade Racial, da AGU, da CGU, da Educação e do Planejamento. Como a infidelidade do petismo foi de 14%, o partido tem de perder 2,52 ministérios. Arredondo para 3. O PMDB conta com seis pastas, ou sete, caso se inclua a Secretaria de Assuntos Estratégicos. Para uma infidelidade de 20,9%, há de se cortar 1,46 pasta: perde uma, com arredondamento. O PTB tem um ministério para uma infidelidade de 52%. Arredonda-se, no caso, para cima. Também perde. O PR, com infidelidade de 20,5% e só um assento na Esplanada fica como está. Já o PSD, com duas cadeiras e taxa de rebelião de 23,5%, também poderia ficar como está, já deveria perder 0,47 ministério, o que é impossível. Mas aí, por isonomia, fica com apenas um, como PR. Pronto, presidente Dilma! Com o critério inteligente adotado por vocês, ajudei a senhora a demitir seis ministros. É uma boa oportunidade para enxugar essa estrovenga. Mas eu sei como é Brasília: com seis pastas nas mãos, a senhora pode aproveitar e fazer um agrado ao DEM e ao PSB: afinal de contas, é a esses dois partidos que a senhora deve a aprovação da MP, não é mesmo? Por Reinaldo Azevedo

Juiz da Lava-Jato pede a Vaccari esclarecimentos sobre depósitos bancários


O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condicionou nesta quinta-feira a revogação da prisão preventiva do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, ao esclarecimento da origem dos R$ 583,4 mil depositados na conta de sua mulher, Giselda Rouse de Lima. Os investigadores da Operação Lava-Jato suspeitam que o dinheiro pode ter origem ilícita. “Em vista da louvável disposição da Defesa para esclarecer os fatos e considerando a relevância do ponto para a prisão preventiva, intime-se a Defesa para, querendo, esclarecer os aludidos depósitos em dinheiro de R$ 583.400,00 entre 2008 e 2014 na conta de Giselda Rouse de Lima, aparentemente sem origem comprovada, demonstrando origem e natureza dos valores”, determinou Moro. No final de abril, o advogado de Vaccari, Luiz Flávio Borges D’Urso, entrou com um pedido de revisão da prisão preventiva do petista. O defensor alegou não existir provas que sustentem os depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco. Os delatores afirmam que Vaccari operava o pagamento de propina ao PT. D’Urso diz ainda que só a “palavra” do empresário Augusto Mendonça, proprietário da Setal e delator do esquema de corrupção, afirmando que ele o obrigou a depositar recursos conta da Editora Gráfica Atitude “não pode corroborar” contra ele. Vaccari diz ainda através de seu advogado que as movimentações financeiras feitas à sua filha, Nayara Vaccari, e esposa foram legais. Assim como o empréstimo de sua cunhada, Marice Côrrea de Lima, a sua filha é uma relação natural entre “tia e sobrinha”. Além disso, a defesa assinala que Vaccari deixou suas funções de tesoureiro do partido, o que afasta a hipótese da força tarefa da Lava Jato de que no comando dessa secretaria do PT ele poderia interferir na investigação ou até mesmo na instrução dos processos criminais. A Polícia Civil de São Paulo encaminhou aos investigadores da Força Tarefa da Operação Lava-Jato a investigação da origem de R$ 300 mil que um zelador usou para comprar uma casa em Bastos (SP). O comprador é Antônio Carlos Vaccari, irmão do ex-tesoureiro. De acordo com informações da polícia, Antônio não teria renda para comprar o imóvel, Como zelador, ele ganha R$ 1 mil por mês. Em depoimento à Polícia, Antônio disse que ganhou o dinheiro do irmão. A defesa de Vaccari informou que a “doação” foi feita de maneira “absolutamente legal, pois João Vaccari tem caixa suficiente para essa operação, fruto de recebimento pelo seu trabalho”. D’Urso disse que Antônio recebeu R$ 80 mil reais de seu irmão, João Vaccari, como parte da propriedade de uma casa deixada em herança pela mãe deles. O restante, no valor de R$ 170 mil, o ex-tesoureiro petista teria transferido. “Não há qualquer sombra de dúvida quanto à origem lícita desses recursos”, afirmou o advogado em nota. 

Renan afirma que ministros do STF terão que passar por nova sabatina e provoca reação de Marco Aurélio


A declaração do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de que ministros terão de passar por nova sabatina se quiserem estender por mais cinco anos seu tempo de permanência nas cortes superiores e no Tribunal de Contas da União provocou reações no Judiciário. O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), já disse que não vai se submeter ao risco de uma humilhação no campo político. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que é contra a proposta como um todo, classificou a medida de inconstitucional. Nesta quinta-feira, foi promulgada a chamada PEC da Bengala, que aumenta de 70 para 75 anos a idade da aposentadoria compulsória para ministros das cortes superiores e do TCU. "Conforme a emenda, os que desejarem continuar na magistratura deverão ser novamente sabatinados pelo Senado Federal, que não abrirá mão da prerrogativa de fazê-lo", disse Renan. Marco Aurélio reagiu: "Não me submeteria ao risco de uma humilhação no campo político". O ponto da PEC que provoca polêmica diz: "Até que entre em vigor a lei complementar de que trata o inciso II do § 1º do art. 40 da Constituição Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, dos Tribunais Superiores e do Tribunal de Contas da União aposentar-se-ão, compulsoriamente, aos setenta e cinco anos de idade, nas condições do art. 52 da Constituição Federal". O artigo 52 trata das competências do Senado, entre elas a realização de sabatinas dos ministros de cortes superiores e do TCU. 


Marco Aurélio, que chegou ao Supremo em 1990, disse que foi surpreendido pela notícia e afirmou que a questão sobre a constitucionalidade da proposta vai chegar ao Supremo. "Já foi decidido que o presidente do Conselho Nacional de Justiça (cargo ocupado pelo presidente do STF) não precisa passar por sabatina. Em relação ao mesmo cargo, teria uma sabatina? É um constrangimento", afirmou Marco Aurélio, que ainda ironizou: "De início, é algo assim que foge à ordem natural das coisas. Depois de 30 anos, vão inquirir o quê? Vão verificar a atuação do ministro? Instalarão uma junta médica para ver se o ministro tem condições de prosseguir?" A AMB também se posicionou contra. A entidade já tinha condenado o aumento da idade e, nesta quinta-feira, disse que o trecho da emenda é inconstitucional. "A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) faz um alerta sobre trecho da emenda que relaciona a aposentadoria compulsória ao artigo 52 da Constituição Federal. Em outras linhas, o texto condiciona a prorrogação da aposentadoria à aprovação pelo Senado Federal, por meio de uma nova sabatina aos ministros. Para a entidade, tal regra fere uma cláusula pétrea", disse em nota a AMB. “Esse requisito torna o Poder Judiciário refém de interesses político-partidários. Essa condição é frontalmente contrária às garantias da magistratura e constitui ameaça à independência do Judiciário, especialmente sobre a vitaliciedade e a imparcialidade do juiz. É uma tentativa de controle do Judiciário”, explicou o presidente da AMB, João Ricardo Costa. 

O ex-terrorista uruguaio Mujica, em livro, relata confissão de Lula sobre Mensalão do PT


Um livro-reportagem lançado no Uruguai esta semana, e que conta os cinco anos do governo de José Mujica a partir do ponto de vista dele, traz à tona uma “confissão” que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe teria feito em 2010. Em “Una oveja negra al poder” (Uma ovelha negra no poder, em tradução livre), escrito pelos jornalistas uruguaios Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz, ainda sem data para chegar ao Brasil, Mujica relembra um dos encontros que teve com Lula. Relata que, ao falarem sobre o escândalo do mensalão, que consistia na compra de apoio político, o petista lhe teria dito que aquela era “a única forma de governar o Brasil”. “Lula não é um corrupto como (Fernando) Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros”, disse Mujica aos jornalistas da revista “Búsqueda” em uma das cem horas de entrevistas que lhes concedeu. “Mas viveu esse episódio (do mensalão) com angústia e um pouco de culpa”. De acordo com o relato de Mujica, quando o assunto veio à tona, numa reunião feita em Brasília nos primeiros meses de 2010, Lula lhe teria dito textualmente: “Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens”. Para logo em seguida, emendar: “Essa era a única forma de governar o Brasil”. Segundo Mujica, o ex-vice-presidente uruguaio Danilo Astori estava na sala e também ouviu a “confissão” do petista.


Lula sempre negou saber do escândalo do Mensalão do PT. Em agosto de 2005, pouco depois de o caso vir à tona, o então presidente fez um discurso dizendo que se sentia “traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tivera conhecimento” e que estava “tão ou mais indignado do que qualquer brasileiro” diante do episódio. Depois, passou a afirmar que a existência do esquema nunca havia sido comprovada e que seus colegas de partido tiveram uma punição política. Na obra, o uruguaio também diz que admira Lula e que ele é um “baixinho bárbaro”. "Mujica sempre viu Lula como uma espécie de padrinho. Sempre pensou que o Uruguai deveria seguir o rumo do Brasil, que é o grande protagonista da região", disse o jornalista Andrés Danza: "Mujica sempre afirmou que Lula não é corrupto, mas que o Brasil vive na corrupção". Danza e Tulbovitz, editor-geral e repórter de uma das revistas semanais mais respeitadas do Uruguai, acompanham a carreira de Mujica desde 1998. Viram-no ser eleito deputado e senador, se transformar em ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca, e, depois, em presidente. "São 17 anos de convivência com encontros pessoais semanais", contou Danza: "Quando ele assumiu a Presidência, no dia 1º de março de 2010, começamos a fazer registros oficiais da Presidência e combinamos que só publicaríamos esse material depois que ele deixasse o cargo. Todas as conversas estão gravadas". Em “Una oveja negra al poder”, publicado pela editora Sudamericana, os jornalistas ainda relatam que a proximidade de Mujica e Lula era tão grande que o uruguaio “soube que Dilma seria a candidata (à Presidência) muito antes que isso se tornasse público” e também que, depois, Lula apoiaria sua reeleição. “(Mujica) Entendeu perfeitamente essa jogada”, escreveram os jornalistas. “Lula preferia ser o poder nas sombras e, depois do mensalão, não ficar exposto demais”. "Mujica vê Dilma como uma mulher executiva, que resolve tudo muito rápido. Como uma administradora melhor do que Lula, mas sem o carisma dele", afirmou Danza. Durante os cinco anos de trabalho que levaram ao livro, Danza e Tulbovitz reconstruíram episódios marcantes da vida política do Cone Sul, como a suspensão que o Mercosul aplicou ao Paraguai em 2012, após a destituição do presidente Fernando Lugo. Segundo contam, Mujica e Dilma tiveram papel definitivo. Ele era contra o veto, mas ela, evitando qualquer contato pessoal, teria feito chegar a ele um pedido para que apoiasse a decisão. “Um encontro tão fugaz e repentino entre presidentes levantaria suspeitas, então o governo brasileiro resolveu enviar um avião a Montevidéu para transladar o emissário de Mujica à residência de Dilma, em Brasília”, escreveram os autores. “Assim se fez, e, quando o uruguaio chegou, Dilma estava esperando no escritório”. "Vamos ao caso", teria dito a presidente, enquanto o emissário pegava um caderno: "Não. Sem anotações. Esta reunião nunca existiu". Leia trecho do livro: "Lula teve que enfrentar um dos maiores escândalos da História recente do Brasil: o mensalão, uma mensalidade paga a alguns parlamentares para que aprovassem os projetos mais importantes do Poder Executivo. Compra de votos, um dos mecanismos mais velhos da política. Até José Dirceu, um dos principais assessores de Lula, acabou sendo processado pelo caso. 'Lula não é um corrupto como Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros', disse-nos Mujica, ao falar do caso. Ele contou, além disso, que Lula viveu todo esse episódio com angústia e com um pouco de culpa. 'Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens', disse Lula, aflito, a Mujica e Astori, semanas antes de eles assumirem o governo do Uruguai. 'Essa era a única forma de governar o Brasil', se justificou. Os dois tinham ido visitá-lo em Brasília, e Lula sentiu a necessidade de esclarecer a situação".

Conservador Cameron obtém vitória retumbante em eleições no Reino Unido


Em um resultado muito melhor do que o esperado, os conservadores do primeiro-ministro David Cameron saíram vitoriosos nesta sexta-feira nas eleições do Reino Unido. Com menos de dez assentos para definir, o Partido Conservador obteve 325 de um total de 650 cadeiras no Parlamento, a caminho de alcançar a maioria absoluta de 326 parlamentares. Derrotados, o vice-premier liberal-democrata, Nick Clegg, e Nigel Farage, do partido ultranacionalista Ukip, deixaram a liderança das legendas. O principal rival de Cameron, o trabalhista Ed Miliband, também deve anunciar sua renúncia ainda nesta sexta-feira. O Partido Trabalhista sofreu uma grande revés, ficando, até o momento, com 229 vagas — uma perda de 25 assentos. Os liberal-democratas também saíram derrotados, caindo para 8 cadeiras. Nigel Farage ficou de fora de Westminster, com seu partido obtendo apenas uma vaga no Parlamento. O Partido Nacionalista Escocês (SNP) passou de 6 para 56 assentos, dos 59 que estavam concorrendo, tornando-se a terceira força nacional. Discursando após conquistar sua própria cadeira no distrito de Oxfordshire, Cameron disse que espera formar um governo nos próximos dias, depois que o Partido Conservador comemorar o que ele descreveu como uma noite muito forte. O premier prometeu que governará para todos e irá trazer mais evolução para o país. "É claramente uma noite muito boa para o partido conservador. Minha meta permanece sendo simples: governar para todos", afirmou. Cameron se reunirá com a rainha Elizabeth II no palácio de Buckingham às 8h30m (horário de Brasília) desta sexta-feira para oficializar sua reeleição e obter seu consentimento para formar um novo governo. Mais cedo, o líder do Partido Trabalhista britânico, Ed Miliband, admitiu que a noite das eleições no Reino Unido foi muito decepcionante para a sua legenda. "Os resultados ainda estão chegando, mas está claro que é uma noite muito decepcionante e difícil para o Partido Trabalhista", disse Miliband. Miliband acrescentou que o próximo governo terá a enorme responsabilidade para lidar com a, particularmente, difícil tarefa de manter o país unido", acrescentou em referência ao enorme destaque dos nacionalistas escoceses. Pela primeira vez na história do reino, o Partido Nacionalista Escocês, o SNP, firmou-se como a terceira maior força política do país, multiplicando por nove seu resultado de 2010. "Felicitações aos nossos 56 deputados e obrigado a todos os que confiaram no SNP", disse o partido no Twitter. Mas se a campanha terminou, o trabalho dos parlamentares está apenas começando. Na quinta-feira, os líderes dos maiores partidos começavam a conjecturar as possíveis alianças. Os conservadores não apenas se mantiveram na liderança, mas também obtiveram um resultado surpreendente: 325 cadeiras, contra as 302 obtidas em 2010. Uma das principais razões para as incertezas que pairam sobre o futuro conservador é o desempenho sofrível do Partido Liberal-Democrata, colega de coalizão dos conservadores desde 2010. Pelas sondagens, eles obteriam somente dez assentos (antes tinham 57) — as pesquisas anteriores apontavam cerca de 30. Seria a conta certa para fechar maioria com os conservadores, porém um resultado muito instável para garantir a tranquilidade do novo governo. Até o início da madrugada, os trabalhistas ainda mantinham esperanças e apostavam em falhas na metodologia da pesquisa de boca de urna, que dava ao partido de Miliband apenas 239 cadeiras, ou 17 a menos do que em 2010. Para a surpresa dos próprios nacionalistas escoceses, as pesquisas de boca de urna indicavam que o SNP teria obtido 58 dos 59 assentos disponíveis na Escócia. O que indica que eles terão peso cada vez maior nas decisões tomadas em Londres e, possivelmente, força suficiente para obter mais dinheiro e autonomia se convidados a formar algum tipo de aliança, ainda que informal. Já o Ukip antieuropeu de Nigel Farage, que registrou um crescimento impressionante nos últimos três anos, teria obtido apenas dois assentos no Parlamento. Especialistas não queriam se comprometer com os números da boca de urna, tamanha a diferença de resultados que apresentavam em relação a todas as outras sondagens realizadas nos últimos dias. Vale lembrar que os dados de ontem, no entanto, foram colhidos diretamente do eleitor após deixar a seção eleitoral. Portanto, em tese, seriam mais confiáveis, na avaliação de alguns especialistas. E até a madrugada, vários cenários eram cogitados pelos analistas. Um deles considerava que os conservadores podem optar por governar com minoria, sem fazer alianças, o que pode lhes criar problemas para obter apoio para medidas menos populares no Parlamento. Outro resultado não estava descartado por completo. Se não houver um acordo possível entre os partidos principais e nenhum primeiro-ministro for capaz de receber o voto de confiança até a Fala do Trono da rainha, em 27 de maio, pode haver outras eleições, como aconteceu em 1974. "Seria problemático. Eleições envolvem muito pessoal e dinheiro dos partidos. Eles fizeram uma mobilização de guerra para atrair os eleitores nos últimos dias", disse Afonso. Para simbolizar a sua neutralidade, a rainha Elizabeth II faz questão de se afastar do processo eleitoral — ela não vota e tampouco permanece em Londres. Muda-se para o castelo de Windsor. A bandeira da realeza só volta a tremular no alto do Palácio de Buckingham, confirmando o retorno da monarca, depois que o cenário político fica mais claro. Mas cabe à rainha a leitura do programa do próximo governo, assim que ele tiver o aval do novo Parlamento. 

Procura-se terrorista

A morte de Nasser bin al-Ansi não foi o único sucesso na luta contra a al-Qaida no Iêmen. Desde o massacre do Charlie Hebdo, outros dois líderes do grupo terrorista foram eliminados pelos drones americanos: Harith bin Ghazi al-Nadhari e Ibrahim Suleiman Arbaysh. Como disse o Site Intel Group, a al-Qaida no Iêmen está ficando sem terroristas para colocar na frente da câmera.

Um, dois, três

A morte do terrorista



O Antagonista festeja a morte de Nasser bin al-Ansi, porta-voz da al-Qaida no Iêmen, eliminado por um drone americano. Ele foi o terrorista que reivindicou o massacre do Charlie Hebdo.





Nasce mais uma estrela


A fraude de Guido Mantega na Petrobras

Guido Mantega tentou esconder o rombo de 88,9 bilhões de reais da Petrobras. A Folha de S. Paulo teve acesso às atas da reunião do Conselho de Administração da estatal que acarretou a demissão de Graça Foster. Quando os técnicos da Petrobras apresentaram o cálculo de 88,9 bilhões de reais de prejuízo, Guido Mantega disse: "Acho uma temeridade divulgar esse número". Graça Foster respondeu: "E se a CVM me pergunta sobre esse número? Se existe, por que não divulgaram? Quem está escondendo esse número? De quem é a responsabilidade? Da diretoria ou do conselho?" E Guido Mantega retrucou: "O que discutimos aqui está sobre regra de sigilo. Somos todas pessoas responsáveis". Guido Mantega, de fato, é responsável por um monte de descalabros ocorridos nos últimos anos. A mesma estratégia que ele usou para tentar esconder o rombo da Petrobras foi usada para esconder o rombo nas contas públicas. As pedaladas fiscais não são uma simples maquiagem para melhorar o resultado financeiro - elas são uma deliberada fraude contábil. Guido Mantega acha uma temeridade divulgar determinados números. O Antagonista acha uma temeridade entregar o país a Guido Mantega.