sexta-feira, 15 de maio de 2015

Querem saber por que é preciso privatizar a Petrobras? Eu conto! Ou: Graça teve medo de ser presa. Ou ainda: O que disse Dilma para matar uma CPI

A Folha traz um áudio de uma reunião do Conselho de Administração da estatal de 23 de janeiro em que Graça Foster, então presidente da empresa, revela o temor de perder seus bens, até a casa em que mora, e de ser presa. Justiça se faça, a fala revela honestidade de propósitos e genuína perplexidade. Não é uma bandida quem se pronuncia, mas alguém que está no comando de um troço fora do controle. Vamos ver. O conselho conversava sobre a baixa de ativos de R$ 88,6 bilhões a que chegou um levantamento feito pela Deloitte e pelo BNP Paribas. Um conselheiro quis saber foram estimados os riscos de ações judiciais no Brasil e no exterior. Graça, então, diz com um misto de desconsolo e ironia amarga: “Se eu vou ser presa ou não, não entrou na metodologia. Se eu vou ter que entregar a casa que moro por conta desses valores, não entrou na metodologia. Fizemos as contas como as contas são". Ou por outra: a orientação passada para os avaliadores parece ter sido esta: sejam realistas. Dilma não aceitou os números e os cortou pela metade. Como se sabe. Ao comentar reunião da diretoria executiva do dia anterior, Graça desabafou, perplexa: "Não é possível que essa diretoria, durante três anos, no meu caso e do (Almir) Barbassa, durante outros quatro anos, deixamos que tal coisa acontecesse. Eu posso dizer: ‘Não, mas eu era diretora de Gás e Energia e, na área de Gás e Energia, as coisas estão acomodadas. Mas eu, como diretora e presidente, não poderia ter deixado chegar aonde chegou". Pois é… Não poderia. A questão é saber se é possível controlar a Petrobras enquanto ela for uma gigante estatal — tem ações na Bolsa, eu sei; oficialmente, é de economia mista, mas a gente sabe quem manda lá.
Depois da perplexidade, o receio fica mais claro:
“Aí até fala (sic) em prisão. Até fala em prisão. Tem aqui. Eu estou falando de uma metodologia ‘by the book’. Agora, o que vai acontecer com meu emprego? Com a minha carreira? Com a minha vida pessoal? Eu não sei, tenho os advogados que vão dizer. A metodologia tem que ser imune aos meus medos e meus receios". 
O que isso revela
As falas revelam, sim, uma Graça muito provavelmente honesta. Honesta, inclusive, ao admitir que, mesmo como presidente, não tinha o que fazer porque a máquina estatal está aparelhada por um ente que nada tem a ver com petróleo ou com eficiência. Ao ler as falas da então presidente da Petrobras, eu me lembro da entrevista de uma certa ministra Dilma Rousseff, cantando as glórias do sistema de transparência da gestão da estatal. Isso explica tudo. Depois do vídeo, transcrevo a fala dela.


“Eu acredito que a Petrobras é uma empresa tão importante do ponto de vista estratégico, no Brasil, mas também por ser a maior empresa, a maior empregadora, a maior contratadora de bens e serviços e a empresa que, hoje, vai ocupar cada vez mais, a partir do pré-sal, espaço muito grande, né?, ela é uma empresa que tem de ser preservada. Acho que você pode, todos os objetos, pelo menos os que eu vi da CPI, você pode investigar usando TCU e o Ministério Público. Essa história de falar que a Petrobras é uma caixa-preta… Ela pode ter sido uma caixa-preta em 97, em 98, em 99, em 2000. A Petrobras de hoje é uma empresa com um nível de contabilidade dos mais apurados do mundo. Porque, caso contrário, os investidores não a procurariam como sendo um dos grandes objetos de investimento. Investidor não investe em caixa-preta desse tipo. Agora, é espantoso que se refiram dessa forma a uma empresa do porte da Petrobras. Ninguém vai e abre ação na Bolsa de Nova York e é fiscalizado pela Sarbanes-Oxley e aprovado sem ter um nível de controle bastante razoável”.

Nota: Sarbanes-Oxley é o nome de uma lei dos EUA (formado a partir dos respectivos sobrenomes de um senador e de um deputado), de 2002, que estabelece mecanismos de transparência contábil para as empresas que operam na Bolsa dos EUA.

O medo de Graça de ser presa mostra como Dilma estava falando a verdade, né? Por Reinaldo Azevedo

Governador de Minas Gerais, um ex-terrorista, pratica terrorismo moral contra o governo do Paraná. Ou: A tática petralha para desestabilizar adversários

Há notícias cuja leitura provoca vergonha e constrangimento. É o que me ocorre ao ler a fala do petista Fernando Pimentel, governador de Minas Gerais, que se comporta como um chicaneiro de primeira grandeza. Ele está menos interessado em governar Minas Gerais do que em criar dificuldades para gestores de partidos adversários. Vejamos. Este senhor fechou um acordo com o sindicato dos professores da rede estadual de ensino que garante um reajuste de 31,78% até 2017. Na verdade, tudo bem pensado, estende-se até 2018. É nesse prazo que Minas Gerais vai chegar ao piso de R$ 1.917,78. Pimentel montou uma grande solenidade para assinar o acordo. O sindicato, filiado à CUT, estava lá para aplaudí-lo. E ele não se fez de rogado: “Queremos garantir que os professores tratados com dignidade, remunerados adequadamente, possam assegurar às nossas crianças ensino de qualidade, sem greves e paralisações. É uma conquista dos mineiros, ao contrário de outros Estados, onde assistimos espetáculos lamentáveis de agressão aos professores. Em Minas, praticamos o diálogo”. É claro que ele estava fazendo uma referência ao Paraná, onde se assistiram, de fato, a “espetáculos lamentáveis”, com bandidos disfarçados de profissionais da educação tentando invadir a Assembléia Legislativa, depredando patrimônio público. Querem ver que graça? Parcela dos professores está em greve em cinco Estados, quatro governados pelo PSDB: São Paulo, Goiás, Paraná e Pará; o quinto, Santa Catarina, tem o PSD no comando. Quer dizer que os tucanos são maus para os professores? Não! Quer dizer que os sindicatos ligados ao PT ou a esquerdistas ainda mais cretinos insuflam greves contra os governos que não são do seu agrado; quer dizer que o partido do senhor Luiz Inácio Lula da Silva usa os sindicatos e a greve para desestabilizar adversários. Vejam lá: Pimentel fez um acordo para reajuste de 31,78%, distribuídos em quatro anos. Em São Paulo, a Apeoesp pede 75% de aumento de uma vez só. O Paraná está entre os Estados que pagam os maiores salários para os professores. Para comparação: o ganho médio de um profissional da área em Minas Gerais com jornada de 40 horas é hoje de R$ 2.061,68; no Paraná, R$ 3.194,71. A greve no Estado nada tem a ver com salários. Trata-se de uma rinha de caráter ideológico envolvendo o pagamento de inativos, cujas obrigações foram transferidas do Tesouro estadual para o fundo de pensão, igualmente alimentado por recursos públicos. A mudança não implica perdas salariais. É dispensável demonstrar quão irresponsável é um governador que, na prática, insufla movimentos sindicais em outros Estados. Atacar antecessores e adversários políticos tem sido a prática constante de Pimentel desde que assumiu o governo de Minas Gerais. Alguns dizem se surpreender, já que tentava se mostrar um petista light em anos recentes. Light? Quem não conhece que compre. Este senhor foi aluno da Escolinha de Marxismo da Professora Dilma Rousseff quando ainda era um adolescente. Ele acabou ingressando em seu grupo político, o Colina (Comando de Libertação Nacional), que tinha sua base principal em Belo Horizonte. Mais tarde, o Colina se fundiu com a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), liderada por Carlos Lamarca, dando origem à VAR-Palmares. O então marido de Dilma, um dos chefes da organização, despachou Pimentel para Porto Alegre. Lamarca não gostou da “holding” e decidiu desfazê-la, refundando a VPR, e Pimentel preferiu segui-lo. Foi como seguidor do militar desertor e ladrão de armas que o agora governador e ex-ministro “consultor” assaltou o carro pagador de um banco e tentou sequestrar o cônsul americano, que se safou, saindo ferido, com um tiro no ombro. Consta que Dilma nunca pegou num berro. Pimentel já. Se esquerdistas não querem acreditar em mim, acreditem em Jacob Gorender, historiador de esquerda e autor do livro "Combate nas Trevas". É lá que ele afirma que o Colina, o primeiro grupo a que Dilma e Pimentel pertenceram, foi um dos poucos a fazer a defesa aberta e inequívoca do terrorismo. É claro que as circunstâncias nos levam, muitas vezes, a fazer bobagem. Mas pensem que, para certas práticas, é preciso ter uma natureza, não é? A de Pimentel estava demonstrada lá atrás. Enquanto lhe foi útil posar de petista moderado e do diálogo, ele o fez. Agora, chegou a hora de usar o Palácio da Liberdade para fazer guerrilha política contra adversários. Eis aí: quando digo que o PT tem de ser banido do País pelas urnas, é por práticas como essa. Em Minas Gerais, o sindicato, mero braço do PT, faz a política do governo; nos Estados em que o partido é oposição, escolhe-se o caminho da reivindicação absurda, do confronto e da violência. Por Reinaldo Azevedo

EX-MINISTRO PETISTA DA SAÚDE, ALEXANDRE PADILHA, É RIDICULARIZADO E HOSTILIZADO EM RESTAURANTE EM SÃO PAULO

60 000 em media training

A nota do media training feito por Biffi
A nota do media training feito por Biffi (clique para ampliar)
Eduardo Cunha ratificou uma decisão de Henrique Alves que autorizou o pagamento de 60 000 reais pelo media training feito pelo deputado Biffi, do PT do Mato Grosso do Sul, usando a verba indenizatória. O preço é o dobro do cobrado pelas maiores assessorias de imprensa brasileiras de clientes corporativos. Ao analisar a nota apresentada por Biffi, os técnicos da Câmara ressaltaram que não há previsão legal para o reembolso: a Câmara não autoriza que a cota parlamentar seja usada para cursos, a exemplo de um media training. Mesmo assim, a Mesa Diretora autorizou o pagamento – mesma conduta adotada no caso do reembolso da cirurgia de 120 000 feita por José Carlos Aleluia quando ele não era deputado. Além dos 60 000 cobrados de Biffi pela Agência Liberdade de Expressão, em Brasília, a Câmara ainda pagou a Biffi, em dezembro do ano passado, mais 80 000 reais pela divulgação de seu mandato. Pela impressão de 95 000 folhetos de oito páginas, foram pagos 40 242 reais a Maria Goreti de Souza. A impressão de sessenta “resenhas” – seja lá o que for isso – custou 12 000 reais, pagos à Diogo Gráfica e Editora. Finalmente, o serviço de “assessoria e consultoria orçamentária” prestado pela Soluty Consultoria e Serviços por 30 000 reais também foi incluído pelo deputado como divulgação do mandato. Biffi não foi reeleito e, com essas notas, usou o que restava da cota parlamentar a que tinha direito.Por Lauro Jardim

Queda na avaliação

Crise política afetou imagem do Brasil, mostrou pesquisa
Crise política afetou imagem do Brasil, mostrou pesquisa
A pesquisa I See Brazil Index, feita a cada trimestre pela agência Imagem Corporativa, mostrou que despencou o índice que mede a percepção do Brasil no exterior – em parte, devido à crise política. Medido a partir de reportagens na imprensa internacional e em entrevista com especialistas em América Latina e Brasil, o indicador ficou em 1,483 ponto, em uma escala de zero a dez, em que zero seria extremamente negativa e dez, extremamente positiva. No trimestre anterior, o índice alcançou a média de 3,125 pontos. Por Lauro Jardim

STF autoriza Roberto Jefferson a cumprir pena em casa


O Supremo Tribunal Federal autorizou o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) a cumprir em casa o restante de sua pena imposta no julgamento mensalão. Jefferson foi condenado a sete anos e catorze dias de prisão em regime semiaberto por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele começou a cumprir a pena em fevereiro do ano passado e, atualmente, está preso na Casa do Albergado Cel. PM Francisco Spargoli Rocha, em Niterói (RJ). A decisão foi do ministro Luis Roberto Barroso, relator do mensalão no Supremo. "A idéia é que ele (Jefferson) saia ainda hoje porque prisão um dia além do determinado se torna ilegal", afirmou o advogado Marcos Pedreira Pinheiro de Lemos, que defende o petebista. O defensor afirmou que o ex-parlamentar voltará a morar em sua casa na capital fluminense para poder manter o emprego como auxiliar em um escritório de advocacia, o que contribui para a redução do tempo final de pena. Antes de ser preso, ele morava no interior, em uma casa em Comendador Levy Gasparian, na divisa com Minas Gerais. "Ele tem dificuldade de se locomover e a saúde muito debilitada, teve quatro infecções urinárias recentemente, mas ainda mantém muita disposição e vontade de viver", disse Lemos. A decisão de Barroso ainda precisa ser comunicada à Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária para a soltura de Jefferson. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deu parecer favorável à concessão do benefício de progressão para regime aberto por Jefferson apresentar "bom comportamento carcerário" e ter comprovado o pagamento de uma multa de cerca de 840.000 reais, além de ter cumprido 1/6 da pena em março deste ano. Desde outubro de 2014, o ex-deputado trabalhava fora do presídio. Jefferson é diabético, hipertenso e tem histórico de obesidade mórbida. Em 2012, ele operou um câncer no pâncreas. No ano passado, tentou obter o mesmo benefício da progressão de regime por causa dos problemas de saúde, mas o Supremo negou.

A dívida de Ricardo Pessoa

Desde novembro do ano passado, quando Ricardo Pessoa foi preso, a UTC demitiu 15 mil de seus 30 mil funcionários e, para economizar no aluguel, devolveu metade de sua sede. Agora, segundo a Folha de S. Paulo, a empreiteira negocia com os bancos a venda de um de seus ativos mais valiosos: os 23% do aeroporto de Viracopos. A venda do terminal faz parte das discussões para alongar o prazo da dívida de 1,2 bilhão de reais que a UTC tem com Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil.

Graça Foster e o medo de ser presa

"O que vai acontecer com meu emprego? Com a minha carreira? Com a minha vida pessoal?" As perguntas foram feitas por Graça Foster numa reunião do Conselho de Administração da Petrobras, cuja gravação foi obtida pela Folha de S. Paulo. Ela não estava preocupada com o futuro da companhia, e sim com o seu futuro: "Aí até fala em prisão. Até fala em prisão tem aqui". Graça Foster tinha medo de ser presa porque foi conivente com a roubalheira. Ou, como ela própria admitiu durante a reunião: "Eu, como diretora e presidente, não poderia ter deixado chegar aonde chegou".

ADVOGADO LUIZ CORREA BARBOSA APRESENTA UMA ROTA PARA QUE DILMA SAIA DO BRETE

Advogado reconhecido pela sua competência em todo o País, ex-defensor de Roberto Jefferson, o dr. Luiz Francisco Correa Barbosa passou há pouco sua receita para que Dilma Roussef saia do brete:
Ir para a TV e anunciar:
1) Acabei de me desfiliar do PT
2) Quem me acompanha, diga que fica, mas quem ficar deve saber que demitirei os que não devem me acompanhar.
3) Estou indicando o juiz Sérgio Moro para a vaga de Joaquim Barbosa.
4) Vamos passar o País a limpo
E assim dito, vamos tocar o Brasil, porque ele é maior do que todos nós. 
Convencido de que Dilma não tem nada a ver com malfeitos, Luiz Francisco Correa Barbosa disse que tudo o que está acima descrito é recado que costuma dar nas entrevistas e já passou mais de uma vez ao seu amigo, o ex-deputado estadual gaúcho Carlos Araújo, ex-marido de Dilma Rousseff, pai de sua filha Paula, e antigo companheiro de terrorismo na VAR-Palmares. 

O ANTAGONISTA DIZ QUE O PARENTE DE UM MINISTRO DO TCU ENVOLVIDO NO LAVA JATO É JULIANO NARDES, SOBRINHO DO GAÚCHO AUGUSTO NARDES, EX-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO.

Ricardo Pessoa, dono da UTC, presidente do Clube do Bilhão, continua depondo para a Polícia Federal e para o Ministério Público Federal, agora em Brasília, no âmbito da delação premiada que acertou com a Procuradoria Geral da República. Informações que vazaram já envolveram o senador Lobão, o tesoureiro da campanha de Dilma (Edinho Silva) e Roseane Sarney. Mas há mais. Os jornalistas Mário Sabino e Diego Mainardi, do blog "O Antagonista", informaram esta manhã que Ricardo Pessoa disse aos procuradores da Lava Jato que um parente de um ministro do TCU fazia tráfico de influência no esquema do Petrolão. O Antagonista descobriu que se trata do advogado Juliano Nardes, sobrinho do ministro gaúcho Augusto Nardes.

STF reafirma poder de investigação criminal do Ministério Público

O Supremo Tribunal Federal confirmou no final da tarde de quinta-feira o poder de investigação criminal do Ministério Público. Com a decisão, procuradores e promotores podem continuar a conduzir investigações próprias na esfera penal e também auxiliarem apurações feitas pela polícia. A discussão chegou à corte por um recurso de Minas Gerais no qual um ex-prefeito alegava que o Tribunal de Justiça local recebeu denúncia contra ele fundamentada apenas em investigação realizada pelo Ministério Público, sem participação da polícia. O julgamento teve início em 2012, mas ficou suspenso por um pedido de vista e foi concluído agora. Por maioria, o plenário do STF reafirmou o poder de investigação dos procuradores, entendendo que a Constituição permite que a instituição realize investigações por meios próprios. Os ministros destacaram, no entanto, que em todos os casos devem ser respeitados os direitos e garantias fundamentais dos investigados e salientaram que a atuação do Ministério Público fica “sob permanente controle” da Justiça. Em 2012, votaram três ministros hoje já aposentados: Ayres Britto, Cezar Peluso e Joaquim Barbosa. O julgamento foi duas vezes interrompido e retomado nesta quinta-feira. Foram favoráveis ao poder de investigação do Ministério Público os ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Rosa Weber e Cármen Lúcia. A ministra Rosa Weber destacou nesta quinta-feira que a investigação pelo Ministério Público não coloca em risco o devido processo legal. Os ministros Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli entendiam que cabe à polícia investigar e que somente em casos excepcionais esse papel poderia ser desempenhado por promotores e procuradores. Marco Aurélio Mello foi contrário a qualquer investigação pelo Ministério Público. Presente no julgamento, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que a intenção não é “estabelecer uma cisão entre Ministério Público e polícia”. “O Ministério Púbico pode contribuir com a investigação naquilo que lhe é próprio e não se nega que policia possa contribuir e muito naquilo que lhe é próprio também. Não se trata de estabelecer um jogo de uma instituição contra outra”, afirmou Janot. Lorota, pura lorota, nem ele acredita que poderá enganar quem quer que seja. Caminha-se, no Brasil, para a extinção das polícias, que passarão a ser órgãos dos Ministérios Públicos. O caso teve repercussão geral reconhecida e, portanto, a decisão se aplica a todos os demais processos semelhantes.

Números para deixar infelizes os esquerdopatas – Mapa da Violência demonstra que política de segurança pública de SP, num período de 10 anos, é a mais eficiente do país

Algo de estranho acontece com a imprensa paulista. Quando os números sobre a violência em São Paulo — roubos; não precisa ser homicídio — crescem, faz-se um estardalhaço danado. Se os dados são positivos, não se dá a menor bola. Querem ver? O Mapa da Violência divulgou o relatório “Mortes Matadas por Armas de Fogo”, com dados entre 2002 e 2012. O grande destaque positivo do levantamento é, ora vejam!, São Paulo. Seguem alguns dados que estão no mapa: 
- entre 2002 e 2012, houve uma redução de 58,6% nesse tipo de ocorrência em números absolutos: de 10.229 para 4.329 casos;
- em 2002, a taxa de óbitos por armas de fogo era de 26,8 por 100 mil habitantes; em 2012, de 10,1, com redução de 62%;
- no mesmo período, as ocorrências em todo o País cresceram 11,7% em números totais: aumento de 135,7% na região Norte; de 89,7% no Nordeste; de 45% no Centro-Oeste e de 34,5% no Sul. O número só caiu na região Sudeste graças à expressiva queda de 58,6% em São Paulo e 50,3% no Rio de Janeiro;
- sem a redução em São Paulo, o número de homicídios no Brasil teria crescido 37,5%, não 11,7%;
- por 100 mil habitantes, São Paulo tem a terceira menor taxa de homicídios por arma de fogo do Brasil: 10,1. Só fica atrás de Roraima (7,5) e Santa Catarina (7,6);
- em 2002, São Paulo tinha a quinta maior taxa por 100 mil habitantes (26,8); em 2012, a terceira menor: 10,1;
- entre as 100 cidades brasileiras com maiores taxas de homicídios por arma de fogo, nenhuma é paulista;
- com queda de 67,5% em números absolutos, São Paulo teve a maior redução do Brasil no número de homicídios por armas de fogo entre jovens: de 6.483 para 2.105 casos;
- no mesmo período, o número de homicídios por armas de fogo entre jovens no Brasil cresceu 10,7% no País: aumentou 168,4% na região Norte; 95,6% no Nordeste; 54,8% no Centro-Oeste e 35,2% no Sul. O número só caiu no Sudeste graças à expressiva queda de 67,5% em São Paulo e 53,1% no Rio de Janeiro;
- a taxa de jovens mortos por 100 mil teve queda de 68,1%: de 60,5 em 2002 caiu para 19,3 em 2012. É a terceira menor. Só perde, de novo, para Roraima (12,2) e Santa Catarina…
E há muitos outros dados positivos. Parece que, quando mais não fosse, por comparação ao menos, a política de segurança pública no Estado dá melhores resultados. A se crer, no entanto, na ladainha dos esquerdopatas que povoam a imprensa, sempre se faz tudo errado em São Paulo, não é mesmo? Um dos mitos caros a essa turma é o de que o Estado prende demais. Os dados parecem sugerir que os outros prendem de menos. Outro mito que é novamente desmoralizado é que pretende uma associação automática entre violência e pobreza. Nos 10 anos do estudo, as regiões Norte e Nordeste estão entre as que mais cresceram no País: vejam, no entanto, o que aconteceu com os índices de violência. A terceira questão relevante diz respeito à conversa mole sobre o Estatuto do Desarmamento. Eu não defendo que as pessoas se armem, mas é falácia atribuir a redução de mortes em São Paulo ao dito-cujo. Pergunta óbvia: por que não aconteceu o mesmo nos demais Estados e regiões do País? Será assim tão difícil admitir que o caminho escolhido para a Segurança Pública, apesar de todas as dificuldades, nesse período, foi mais eficiente? Por Reinaldo Azevedo

PT combate o fator previdenciário há 16 anos; nos últimos 13, era de mentirinha; agora, Dilma vai ter de se virar

O governo vai propor um cálculo alternativo para a aposentadoria àquele que foi aprovado pela Câmara e que certamente será referendado pelo Senado: 85/95. Por essa fórmula, mulheres se aposentariam quando a soma entre contribuição e idade alcançasse 85, e os homens, 95. Para receber o teto da aposentadoria, elas teriam de ter contribuído por pelo menos 30 anos, e eles, por 35. E que alternativa seria essa? Qualquer uma. O governo não havia pensado no assunto, eis o busílis. O fator foi criado em 1999, no governo FHC, quando os gastos com a Previdência ultrapassaram a arrecadação. Criou-se uma fórmula para desestimular as mulheres de se aposentar antes dos 60, e os homens, antes dos 65. Dado o modelo aprovado na Câmara, um homem que começasse a trabalhar aos 17 poderia se aposentar aos 56. Por quê? Simples: aos 56 anos, ele teria contribuído por 39 anos. Trinta e nove mais 56 somam 95. Começando aos 17, uma mulher se aposentaria aos 51: contribuiria por 34 anos, que, somados aos 51, resultam em 85. Vale dizer: para quem começasse a trabalhar aos 17, a aposentadoria ocorreria nove anos antes em relação ao modelo que está em vigor. O fator previdenciário foi criado por necessidade, não por boniteza. Estima-se que, de 1999 até agora, a Previdência já economizou R$ 55 bilhões. O PT e a CUT, então, fizeram um escarcéu danado. A mudança foi uma das peças de resistência da campanha eleitoral de Lula em 2002. Inventou-se a canalhice de que FHC teria chamado os aposentados de vagabundos. E que se note: em 13 anos no poder, os companheiros, mesmo com maioria esmagadora no Congresso, não mudaram as regras. Ora, se o governo FHC havia criado o fator só por maldade, por que o PT, que é bonzinho, não acabou com ele? Porque quebraria a Previdência. Pode faltar caráter aos valentes, mas burros não são. O governo criou um fórum com as centrais sindicais para debater o assunto. Estava cozinhando o galo. Agora, vai ter de se virar. Michel Temer, com a tarefa quase impossível de ser coordenador do governo, pede um prazo de 60 dias. Já há espertalhões ao redor de Dilma querendo adotar a fórmula aprovada na Câmara e pronto. Afinal, calculam, o custo nessa gestão será pequeno. Na ópera bufa planaltina, cada um cumpre o seu papel: Joaquim Levy, por exemplo, já falou em aumentar impostos… O PSDB votou unanimemente em favor da proposta aprovada na Câmara. É curioso que setores da imprensa lhe cobrem coerência, não? A falsa questão: se um governo tucano criou o fator, por que o partido vota agora para, na prática, extingui-lo? A pergunta só pode ser piada. De fato, o governo FHC criou o cálculo atual, o que concorreu, diga-se, para que perdesse a eleição em 2002. Os petistas sempre disseram que era possível fazer diferente. Ora, os companheiros estão no poder. Pois que se faça, então, diferente. Queriam o quê? Que o PSDB, depois de ter arcado, na eleição de 2002, com o custo da criação da atual fórmula, ajudasse agora seus adversários a manter o modelo, enquanto Lula sai por aí a fazer proselitismo em sindicato, acusando o Congresso de votar contra os trabalhadores? Esse episódio revela a bagunça que tomou conta do governo Dilma. Nove petistas, incluindo o vice-líder do governo na Câmara, Carlos Zarattini, que também foi relator da MP 664, votaram contra a orientação do Planalto. Ele entregou o posto de vice-líder. No Senado, o PT já deixou claro que vai liberar a bancada para votar em favor do novo cálculo. Dilma convidou Michel Temer para ser coordenador político do governo. Ele não tem como ser coordenador político do PT, especialmente quando Lula decidiu, na prática, sabotar o esforço fiscal porque quer o seu partido na rua prometendo generosidades. Ah, sim: oficialmente, o PT combate o fator previdenciário há 16 anos. Nos últimos 13, era só de mentirinha. Tanto é assim que a emenda que institui o novo cálculo é de Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), não de Vicentinho (PT-SP), ex-presidente da CUT. A farsa desses caras poderia ser verdadeiramente épica se eles não fossem tão vulgares. Por Reinaldo Azevedo

Dilma indica “filobolivariano” e palestrante do Foro de São Paulo para a OEA. Nome passa raspando em comissão. Senado tem o dever moral e político de reprová-lo. Mais um dever!!!

Ai, ai… Lá vamos nós. O Senado está prestes — e eu ainda alimento esperanças de que se faça a coisa certa — a referendar o nome de Luiz Edson Fachin para o Supremo. Ele pensa o que pensa. Deu nó no verbo para se dizer, hoje em dia, um defensor da família e da propriedade privada, sem, no entanto, renunciar ao que escrevera e propusera antes. Que os senhores representantes do povo pensem bem. E que pensem ainda melhor nos quadros que a presidente Dilma anda escalando para ocupar alguns postos-chave do estado brasileiro, não do governo. Nesta quinta, a Comissão de Relações Exteriores do Senado sabatinou dois nomes: os indicados para a embaixada da França e para a OEA (Organização dos Estados Americanos): respectivamente, Paulo Cesar de Oliveira Campos e Guilherme Patriota. O primeiro foi aprovado por unanimidade: 13 a zero. Vai para a França com o consenso dos senadores que participaram da sabatina se for aprovado pelo plenário. O outro, Patriota, passou raspando: 7 a 6. E, vocês verão, deveria ter sido recusado com todos os méritos. Pois é… O sobrenome não lhes é estranho: Guilherme é irmão de Antonio Patriota, ex-ministro das Relações Exteriores, demitido por Dilma em 2013 — oficialmente, pediu para sair. Guilherme se tornou relativamente conhecido por aqueles que acompanham o tema porque se descobriu, no ano passado, que a Missão Permanente do Brasil na ONU havia alugado para ele, em Nova York, um apartamento ao custo mensal de US$ 23 mil, na nobilíssima região do Upper West Side. Sim, leitor, é uma dinheirama mesmo para Nova York. Querem algo ainda mais interessante? Ele era apenas o número dois da missão. Quem era o número um? Ora, Antônio, seu irmão. Depois de demitido, Dilma o nomeou para a chefia da Missão Permanente na ONU. Parece que o doutor preza pelo conforto do maninho. Sigamos. Eu sei que ando aqui a estimular o Senado a tomar decisões duras, mas fazer o quê? À Câmara Alta não caberá apenas recusar o nome de Fachin. Agora há outro: Guilherme Patriota. Não poderia haver pessoa mais inadequada para o cargo na OEA. Chega a ser quase uma provocação para quem acompanha a área. Entre 2010 e 2013, ele foi assessor especial para Assuntos Internacionais — vale dizer: o número dois de Marco Aurélio Garcia, que é o verdadeiro responsável por boa parte dos desastres da política externa brasileira nas gestões petistas. Aliás, durante a sabatina, Patriota cantou as glórias de Marco Aurélio. Não custa lembrar que uma das contribuições recentes do Brasil na área, que assombraram o mundo, foi o discurso de Dilma na ONU propondo diálogo com o Estado Islâmico. Não só isso: o candidato a uma vaga na OEA também se disse uma espécie de discípulo de Emir Sader, que muita gente ainda toma como um “intelectual”. Até aí, poderia ser só uma questão de gosto ou de falta de leitura. Ocorre que o dito “professor” é um dos mais entusiasmados defensores do bolivarianismo. Sim, isto mesmo: aquele que Dilma escalou para ser o nosso homem na OEA — o cargo está vago há quatro anos — é, ele também, um entusiasta do regime venezuelano, que matou 40 pessoas nas ruas no ano passado. Admirador do socialismo bolivariano, sim, mas ele gosta de morar bem. O lulo-petismo tem a fantasia estúpida de substituir a Organização dos Estados Americanos pela Unasul nas questões que dizem respeito apenas à América do Sul. Na OEA, resolveu estabelecer uma ridícula política de confrontação com os americanos e de alinhamento automático com uma ditadura asquerosa como a da Venezuela — país colocado na lista dos que representam ameaça para os EUA. Num momento em que o regime de Nicolás Maduro opta pela ditadura escancarada, Dilma tem o topete de indicar um “filobolivariano” para a OEA. O Senado só tem uma coisa a fazer: recusar o seu nome. A única notícia boa é que, qualquer que seja o embaixador, o Brasil dispõe de um imóvel em Washington, para onde irá o aprovado. Não vai precisar pagar aluguel milionário. O Brasil precisa escolher com quem falar no mundo, quais são seus interlocutores privilegiados, quem são seus parceiros. Guilherme Patriota, escoltado pelo pensamento do bolivariano Emir Sader e do exótico Marco Aurélio Garcia, tem de ser recusado. Ah, sim, senhores senadores: Guilherme Patriota foi um dos palestrantes do 19º Encontro do Foro de São Paulo, ocorrido na capital paulista, em 2013. Vocês devem saber que o tal “Foro” é a reunião de partidos de esquerda da América Latina e Caribe, cuja tara principal é pensar mecanismos para superar a democracia representativa. Na palestra, o homem deitou e rolou em defesa dos descalabros da política externa brasileira. A CONSTITUIÇÃO NÃO ATRIBUI AO SENADO A MISSÃO DE APROVAR OU REPROVAR OS EMBAIXADORES PARA QUE ELE DIGA SEMPRE SIM. O placar apertado na Comissão de Relações Exteriores mostra que há uma chance de fazer a coisa certa.. Por Reinaldo Azevedo

CALOU-SE A GUITARRA MÁGICA DE B. B. KING - A ALMA DO BLUES