quinta-feira, 28 de maio de 2015

ADIVINHA SE NÃO TINHA DEDO DO PT NESSE ROLO DA CBF E DA FIFA?

Sabem quem é o diretor de comunicação da CBF, levado para o cargo por José Maria Marin, e que permaneceu lá com Marco Polo Del Nero? Pois é, o cara é um petista escarrado e se chama Marcelo Netto. Ele foi assessor do ex-ministro da Fazenda, o "porquinho" petista Antônio Palocci. Ele foi exonerado junto com Palocci no escândalo da quebra, do estupro, do sigilo bancário do ex-caseiro Francenildo dos Santos Costa, na Caixa Econômica Federal, no primeiro mandato do presidente #LulaX9. À época, Marcelo Netto foi acusado de vazar os dados à imprensa. Os dados foram vazados para a redação da sucursal da revista Epoca, justamente onde trabalhava o seu filho. Marcelo Netto recebeu as informações do estupro da conta do caseiro Francenildo dos Santos Costa direto das mãos do então presidente da Caixa Econômica Federal, o trotskista comunista revolucionário petista gaúcho Jorge Matoso (ele foi dirigente da 4ª Internacional comunista, a trotskista).

Acordo dá a trabalhador da Petrobras bônus igual ao de ano lucrativo

Graças a um acordo coletivo assinado com a Petrobras em 2014, trabalhadores da estatal vão receber o mesmo bônus que obtiveram em relação a 2012, quando a empresa havia lucrado R$ 21,7 bilhões, apesar de o último resultado ter sido do mesmo tamanho, só que na forma de um gigantesco prejuízo. Se não dá lucro, como é que a empresa pode pagar bônus sobre o lucro auferido? Isso é coisa que acontece apenas no regime petralha. Naquele ano, funcionários da estatal asseguraram o recebimento de R$ 1,005 bilhão a título de PLR (Participação nos Lucros e Resultados). É piada. Os empregados da Petrobras vão receber bonificação a título de participação nos lucros e resultados que não existiram. O valor é pouco menor do que o R$ 1,045 bilhão a que eles farão jus pelos resultados de 2014. No ano passado, a Petrobras teve perdas de R$ 21,6 bilhões, em decorrência das baixas contábeis por corrupção, além de desvalorização de unidades operacionais e engavetamento de projetos inviáveis. Em 2011, quando havia lucrado R$ 34,6 bilhões, a Petrobras pagou a seus funcionários R$ 1,56 bilhão em PLR. Em 2013, com lucro de R$ 23 bilhões, transferiu, pela mesma rubrica, R$ 1,1 bilhão e, depois, fez um pagamento adicional de R$ 388 milhões, em função da nova regra, aprovada no começo do ano seguinte. Isso é o que se chama de apropriação do Estado pelos petistas, pelas corporações, todas petistas. O pagamento de PLR referente a 2014 foi alvo de contestação de acionistas presentes à assembléia extraordinária realizada na segunda-feira, que criticam o fato de não terem recebido dividendos. A empresa alegou que não fará os pagamentos porque não teve lucros. Investidores insistiam no pagamento alegando que havia reserva de lucros de anos anteriores. A CVM não viu erro na decisão da Petrobras em relação aos donos de ações. Na ocasião, o conselheiro de administração da Petrobras, Deyvid Barcelos, eleito pelos trabalhadores, alegou que o pagamento se justificava porque as metas de desempenho operacional haviam sido atingidas, conforme determinado no acordo, assinado em abril do ano passado. As metas são seis: limites de volume de petróleo e derivado vazado, custo unitário de extração, carga processada, produção de óleo e gás, eficiência nas operações de navios e atendimento à programação de entrega de gás natural. Não foi informado quais metas, em cada indicador, foram perseguidas. Segundo informa a Petrobras em suas demonstrações de 2014, "no exercício findo em 31 de dezembro de 2014, as metas estabelecidas pela Administração foram alcançadas e, apesar da ausência de lucro no exercício e com base na nova metodologia negociada em acordo coletivo, a Companhia provisionou R$ 1.045 milhão de participação no resultado". A Petrobras tem cerca de 81 mil funcionários. 
ELETROBRAS
Em 2013 e 2014, o grupo Eletrobras registrou perdas de R$ 6,2 bilhões e R$ 2,9 bilhões, enquanto os pagamentos a funcionários a título de participação em resultados foram de R$ 268,6 milhões e 232,5 milhões, respectivamente. A Eletrobras fechou 2014 com cerca de 24 mil funcionários.

Acordo de J. Hawilla com a Justiça dos EUA para evitar cadeira supera US$ 151 milhões e prevê venda da Traffic


No acordo de confissão firmado pelo empresário José Hawilla com a Justiça americana, o réu se comprometeu a pagar mais de 151 milhões de dólares (ou 473 milhões de reais) em troca da pena de prisão domiciliar. O empresário confessou ter cometido atos de extorsão, fraude e lavagem de dinheiro no esquema de pagamento de propina em contratos com patrocinadores da Fifa. O documento assinado pelo juiz Raymond Dearie, da corte de Nova York detalha como serão feitos esses pagamentos. O valor supera o que foi anunciado na quarta-feira porque prevê que todos os ganhos futuros de Hawilla com contratos vigentes e que foram alvo de corrupção sejam repassados às autoridades dos Estados Unidos. A primeira parcela, no montante de 25 milhões de dólares, foi paga em 12 de dezembro do ano passado, quando Hawilla assinou o termo de confissão. Do total, 19 milhões de dólares foram transferidos por meio de um empréstimo contratado junto ao Banco ABC, e tem a empresa de Hawilla, a Traffic, como avalista. Em dezembro de 2015, o empresário terá de pagar outros 75 milhões de dólares à Justiça americana. Os 51 milhões de dólares restantes ficam para 2016. Seus filhos, Stefano e Rafael Hawilla, tentam vender os ativos da família para chegar a esse montante. Caso não consigam, a Justiça americana determina a venda da Traffic e suas subsidiárias nos Estados Unidos e Europa pelo valor base de 126 milhões de dólares. Se a família conseguir negociar a venda da empresa por valor inferior, terá de completar o montante. Caso o valor da venda seja superior aos 126 milhões, o montante extra também deve ser transferido aos Estados Unidos. De acordo com o documento, além dos 151 milhões de dólares, Hawilla deve repassar à Justiça todos os ganhos que a Traffic obtiver com os quatro contratos investigados na operação do FBI - e que ainda estão vigentes. O órgão americano apurou pagamento de propina nos contratos feitos pela empresa com a Fifa para a Copa América Centenário, firmado em maio de 2013, a Copa de Ouro e a Liga dos Campeões (torneios na América Central), assinados em novembro de 2012 e 2013, respectivamente, e o contrato da Copa do Brasil, de agosto de 2012. Esse último inclui ainda contratos anteriores que foram incorporados por se tratarem de um mesmo evento. O acordo ainda prevê que, caso Hawilla não consiga honrar o pagamento dos valores, perderá os benefícios conseguidos - como a prisão domiciliar - e ainda sofrerá novas acusações criminais. Mas, se as estimativas em torno dos resultados da Traffic estiverem corretas, o empresário não deverá mudar-se para uma penitenciária tão cedo. Só no ano passado, a Traffic faturou cerca de 500 milhões de dólares. Ele ainda possui um patrimônio imobiliário avaliado em mais de 1 bilhão de reais, além de diversas concessões de rádio e TV, como a rede TV TEM, afiliada da Rede Globo. A operação deflagrada na quinta-feira teve como alvo principalmente dirigentes da América Latina. A Justiça americana indicou que parte das propinas investigadas se referiam à organização da Copa do Brasil, Copa Libertadores da América e Copa América. Os dirigentes das federações de futebol presos em Zurique são: Jeffrey Webb (presidente da Concacaf), Eduardo Li (presidente da Federação Costarriquenha), Julio Rocha (presidente da federação da Nicarágua), Costas Takkas (ex-secretário geral da federação das Ilhas Cayman), Rafael Esquivel (presidente da federação venezuelana) e Eugenio Figueiredo (ex-presidente da Conmebol). Os dirigentes são acusados de envolvimento em um esquema de corrupção em que delegados da Fifa e outros de organizações dependentes receberam propinas e comissões - de representantes de meios de comunicação e de empresas de marketing esportivo - que somam mais de 100 milhões de dólares, segundo o Ministério suíço. Em troca, os agentes corruptores "recebiam direitos midiáticos, de publicidade e patrocínio em torneios de futebol na América Latina". "A acusação alega que a corrupção é desenfreada, sistêmica, e que está enraizada tanto no Exterior quanto nos Estados Unidos", disse procuradora-geral da Justiça americana Loretta Lynch. A nota oficial da entidade americana informava que Hawilla, da Traffic, agência detentora de direitos de transmissão e parceira da CBF, estava diretamente envolvido no caso de suborno. As acusações também apontam para o recebimento de propinas em troca de apoio nas eleições das sedes das Copas de 2018 e 2022. Os países escolhidos nesses anos foram Rússia e Catar.

A reforma política entre avanços e recuos: coligações em proporcionais estão mantidas; cláusula de barreira tímida é aprovada

Olhem aqui, meus caros, a disposição do Congresso — da Câmara ao menos, mas não creio que seja muito diferente no Senado — de operar algumas mudanças no âmbito da reforma política é pequena, bem menor do que parlamentares anunciam individualmente. Sabem como é… Anunciar que “assim não dá mais” é fácil. Operar a transformação é que é difícil. A Casa votou, sim, a favor de uma mudança substancial: aprovou o fim da reeleição por uma maioria esmagadora: 452 votos a 19. Mas se recusou a arquivar o sistema proporcional e manteve as coligações nas eleições legislativas (menos Senado). Também aprovou uma cláusula de barreira bem tímida. Vamos ver. Nesta quinta-feira, a Câmara não deu os 308 votos necessários para pôr fim às coligações nas eleições proporcionais de deputados, deputados estaduais e vereadores. O destaque era do PSDB. Embora a proposta tenha tido um número grande de votos — 206 —, perdeu para o “não”: 236. De todo modo, eram necessários 308. Como se nota, a tese ficou bem longe do necessário. É claro que era uma boa idéia. As coligações nas eleições proporcionais — vale dizer: partidos se juntam para disputar, como um bloco, os assentos no Parlamento — costuma ser parte do, digamos, mercado eleitoral. Não raro, grandes legendas se associam às pequenas em busca do seu tempo na TV. Os nanicos ganham com isso o quê? Alguns levam grana mesmo. Outros ganham o direito de indicar candidatos na coligação. Reparem: se o partido nanico disputasse sozinho, dificilmente conseguiria o número de votos necessários para ter ao menos um representante. Como pertence a uma frente e como o que vai determinar o número de vagas é a votação desse frente, grandes nulidades acabam sendo “eleitas”, embora seus partidos, sozinhos, mal existam. Não por acaso, há 32 partidos atualmente no País. Nada menos de 28 têm representação no Congresso, o que é uma piada. A coligação no voto proporcional permite isso. Mas a Câmara não quis mudar — assim como quis conservar o sistema proporcional.
Cláusula de barreira
Por 369 votos a 39, com cinco abstenções, a Câmara aprovou uma timidíssima cláusula de barreira: só terão acesso ao mínimo do fundo partidário e do tempo de rádio e TV as legendas que contarem com ao menos um parlamentar. Para vocês terem uma idéia de como isso é pouco: dos atuais 32 partidos, só 4 perderiam direito à mamata: PCO, PSTU, PCB e PPL. É muito pouco. Com a manutenção da coligação, segue o estímulo às legendas de aluguel e à fragmentação partidária. Por Reinaldo Azevedo

Número de fumantes cai 30,7% em nove anos no Brasil


Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde revelam que 10,8% dos brasileiros com mais de 18 anos são fumantes. Em 2006, quando a pasta começou a acompanhar a prevalência de tabagismo no País, 15,6% da população fumava. Desde então, o número de fumantes registrou queda de 30,7%. Apesar da redução, a prevalência de tabagismo permanece maior entre os homens: a taxa era de 19% em 2006 e foi para 12,8% em 2014. Entre as mulheres, o índice caiu de 12% para 9% no mesmo período. Os números fazem parte da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). Segundo o levantamento, Porto Alegre foi a capital com maior índice de tabagismo no País, com 16,4%. Já São Luis foi a capital que registrou a menor prevalência de fumantes, com 5,5%. Um dos principais motivos para a queda do consumo de tabaco no Brasil foi o aumento do preço do cigarro. Entre os fumantes, 62% responderam que já pensaram em parar de fumar devido ao valor do produto. Além disso, o preço alto também está relacionado à redução do fumo entre os jovens, já que cerca de 80% dos fumantes iniciam o hábito antes dos 18 anos. Segundo o Vigitel, o consumo de cigarro entre pessoas de 18 a 24 anos é de 7,8%. Entre os mais velhos, com idades entre 45 e 54 anos, esse número sobe para 13,2%. "A política de preços é determinante para coibir o uso e a iniciação ao tabagismo. Outras ações importantes são a proibição da propaganda do cigarro e do fumo em ambientes coletivos, além da oferta crescente de tratamento para quem quer deixar de fumar", afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Outro estudo, realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), mostrou que houve um aumento no número de brasileiros que consomem cigarros de origem ilícita. Em 2008, 2,4% dos fumantes obtinha cigarro do mercado ilegal. Em 2013 o percentual passou para 3,7%. "A redução do consumo de cigarro deve ser comemorada, mas o crescimento do consumo de cigarros ilícitos merece atenção. Sendo legal ou ilícito, o cigarro faz mal à saúde e precisa ser combatido", disse Chioro. O tabagismo é um fator de risco para o desenvolvimento de vários tipos de câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares. No Brasil, o tabagismo é responsável por 200 000 mortes por ano. Atualmente, o consumo do tabaco continua sendo a principal causa de mortes evitáveis.

Quebra tornozeleira eletrônica de empreiteiro da Lava Jato


Alvo da Operação Lava Jato, o empreiteiro Dario de Queiroz Galvão Filho, que desde o início do mês cumpre prisão domiciliar em São Paulo por ordem do Supremo Tribunal Federal, está com o lacre de segurança de sua tornozeleira eletrônica quebrado. O acionista do Grupo Galvão comunicou à Justiça Federal que "um dos pinos do lacre caiu" - a peça garante que a tornozeleira não foi (e nem será) removida. Segundo análise da Justiça Federal e do fabricante do dispositivo, a empresa Spacecomm, a queda do pino "não decorreu de tentativa de fraude pelo monitorado" e a "integridade da tornozeleira está temporariamente conservada". Por prudência, no entanto, a Justiça resolveu convocar o empreiteiro a se apresentar em Curitiba (PR) nesta sexta-feira para substituir o equipamento, porque a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, órgão ao qual o Judiciário pediu auxílio, não tem agentes penitenciários capacitados a fazer a manutenção.

Dilma tira Embratur do PCdoB e entrega ao PMDB


A presidente Dilma Rousseff, nomeou oficialmente o peemedebista, de Santa Catarina, Vinicius Renê Lummertz Silva, como novo presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), autarquia responsável pela promoção do setor no País. Lummertz deixa o segundo escalão do Ministério do Turismo, onde exercia o cargo de secretário nacional de Políticas de Turismo, e substitui Vicente José de Lima Neto (PCdoB), que estava no comando da Embratur desde março de 2014, quando o ex-presidente Flávio Dino (PCdoB) pediu afastamento para concorrer ao governo do Maranhão. Lummertz foi indicado pela bancada de deputados do PMDB. A nomeação, assinada pelo vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União.

Justiça abre ação de improbidade contra Paulo Roberto Costa e Engevix


A juíza federal Gisele Lemke, titular da 2ª Vara Federal de Curitiba, abriu nesta quinta-feira ação de improbidade administrativa contra o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, contra o ex-vice-presidente da construtora Engevix, Gerson Almada, e contra quatro outras pessoas e empresas envolvidas no esquema de distribuição de propina envolvendo a Petrobras. Com a decisão, Costa, Almada, os diretores técnicos Newton Prado Junior, Luiz Roberto Pereira, Carlos Eduardo Strauch Albero e as empresas Jackson Empreendimentos S/A e a própria Engevix Engenharia passam à condição de réus na ação civil pública. O recebimento da ação atende a um pedido do Ministério Público Federal, que tenta reaver os bilhões de reais movimentados no escândalo descoberto pela Operação Lava Jato e impor cifras astronômicas para os empreiteiros e principais personagens do petrolão reponham ao Erário. Apenas em relação a este processo que envolve Paulo Roberto Costa e a Engevix, o MP apresenta pedido para que as duas empresas e os empregados ligados à Engevix paguem danos morais coletivos no valor de 384,8 milhões de reais, além de serem condenados solidariamente a desembolsar outros 38,4 milhões de reais. Embora haja várias medidas cautelares que tornaram indisponíveis parte dos bens das empreiteiras citadas na Lava Jato, esta é a primeira ação pública de improbidade envolvendo o Petrolão do PT recebida pela Justiça. Ao pedir a condenação dos executivos da construtora Engevix e da própria empresa, uma das companhias integrantes do chamado Clube do Bilhão, o MP defende que as penalidades são justificadas porque a empreiteira se aliou a outras empresas para formar um cartel, distribuir propina e fraudar a concorrência em obras contratadas pela Petrobras. No caso de Paulo Roberto Costa, que firmou acordo de delação premiada, detalhou boa parte do esquema de corrupção na estatal e se comprometeu a devolver a propina que recebeu, os procuradores querem que seja ao menos declarado que o ex-dirigente praticou atos de improbidade administrativa. No caso dos empresários, da Engevix e da Jackson Empreendimentos, o pedido do MP é pela condenação de todos por condutas dolosas, com penalidades como a proibição de contratar com o Poder Público e o impedimento de receber benefícios ou incentivos fiscais. A denúncia detalha a atuação da Engevix no esquema de cobrança de propina na Petrobras e explica que Paulo Roberto Costa recebeu dinheiro sujo, dividindo os valores entre ele e um caixa operado pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-deputado federal José Janene, morto em 2010 e apontado como o chefe do Partido Progressista no esquema de corrupção. Para a juíza, a ação civil de improbidade deve ser levada adiante neste momento mesmo que não tenham sido apontados indícios de enriquecimento ilícito dos empresários e empresas que participaram do esquema. "A responsabilidade da pessoa jurídica Engevix Engenharia dispensa maiores indagações, visto como ela foi mencionada diretamente nas delações premiadas de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef como uma das empresas do cartel que fazia pagamentos de propinas ao diretor Paulo Roberto Costa para obtenção de contratos junto à Petrobras", diz a juíza em seu despacho. O envolvimento doloso da Engevix no esquema se torna ainda mais evidente, na avaliação do Ministério Público, por conta de notas fiscais emitidas pela empresa de fachada Costa Global, do ex-diretor da Petrobras, disfarçando o recebimento de propina vindo da empreiteira. "Há, sim, prova do dolo, isso é, de que a empresa tinha conhecimento de que o dinheiro que era pago para as empresas de fachada consistia em propina", afirma a magistrada.

Marin está em "prisão modelo" nos arredores de Zurique


O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, está preso em uma penitenciária nos arredores de Zurique. Segundo o Departamento de Justiça da Suíça, o dirigente de 83 anos está em uma "prisão modelo", com cela individual e banheiro, e passou bem a última noite. Na quarta-feira, Marin e outros seis dirigentes ligados à Fifa foram detidos pela polícia suíça em ação comandada pelo governo dos Estados Unidos. A Justiça americana acusa os cartolas de envolvimento em casos de corrupção no futebol. O governo suíço informou que os sete dirigentes presos estão em celas ou unidades prisionais diferentes, para evitar que eles possam trocar informações sobre o caso. Marin não solicitou nenhuma assistência ao governo brasileiro - como qualquer cidadão do país, ele teria direito ao acompanhamento do consulado e de diplomatas, mas recusou a medida. Acusado de cobrar comissões e propinas milionárias em contratos da CBF, Marin recebeu um pedido de extradição para os Estados Unidos. No entanto, Marin tentará convencer a Justiça americana a aguardar a decisão em liberdade condicional, por conta de sua idade avançada.

Joseph Blatter avisa: "Mais notícias ruins virão"


O presidente da Fifa, Joseph Blatter, se pronunciou nesta quinta-feira pela primeira vez sobre as prisões de sete dirigentes da entidade por envolvimento com esquemas de suborno. Na abertura do Congresso Anual da entidade, na Suíça, Blatter reconheceu que "mais notícias ruins virão" nos próximos meses, mas atribuiu a corrupção a casos "individuais" praticados por uma "minoria" entre os cartolas. "Não vou deixar que atos de alguns destruam as ações de tantos que trabalham pelo futebol. Aqueles corruptos são minorias. Mas precisam ser pegos e levados a suas responsabilidades. Vamos cooperar com as autoridades para que os envolvidos, de cima para baixo, sejam punidos. Não pode haver espaço para corrupção. Os próximos meses não serão fáceis. Mais notícias ruins virão", admitiu. Tanto a Justiça americana como a suíça indicaram que as prisões em Zurique foram apenas as primeiras etapas de um processo bem maior. O presidente da Fifa, contudo, prometeu que vai fazer uma reforma para "reconstruir" a entidade. "Somos uma vasta maioria que gosta do futebol, não pelo poder ou cobiça. Mas pelo amor ao futebol e para servir a outros", afirmou. "Será um caminho longo e difícil para reconstruir a credibilidade. Perdemos e vamos reconquistar por meio das ações", disse Blatter, que nesta sexta-feira concorre à reeleição mais uma vez. O dirigente ainda pediu "solidariedade". Nesta quinta-feira, Michel Platini, presidente da Uefa, pediu a renúncia de Blatter e declarou apoio ao candidato opositor, o jordaniano Ali Bin Al Hussein. O presidente da entidade reconheceu ainda que o esquema de corrupção revelado pela Justiça americana jogou "uma grande sombra no futebol e no Congresso da Fifa". "Ações individuais trouxeram vergonha e humilhação ao futebol e exigem mudanças", disse Blatter. O cartola, porém, se isentou de qualquer culpa no escândalo: "Muitos dizem que sou responsável pela comunidade global do futebol, seja na Copa ou no escândalo de corrupção. Mas não posso monitorar as pessoas todo o tempo. Se eles fazem algo errado, tentam esconder". A Fifa abriu nesta quinta-eira à tarde seu congresso anual em Zurique, de forma constrangedora, com música, roupas de gala e carros de luxo. Apesar das prisões dos dirigentes, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, a festa foi mantida, depois que Blatter recebeu o apoio de algumas confederações. Ao subir ao palco para falar, não faltaram assobios e palmas frenéticas. O tema do evento: a solidariedade. A festa teve músicos suíços, bandeiras das 209 federações e imagens alpinas. A imprensa foi mantida distante dos cartolas, que entraram por portas separadas e com grande presença de seguranças privados. Dentro do teatro, os jornalistas foram mantidos em um local separado, sem acesso aos dirigentes. Blatter havia cancelado suas participações em eventos nos últimos dois dias também para evitar contato com a imprensa. Estavam na festa ministros suíços e autoridades locais, e Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI).

CBF retira o nome de José Maria Marin de sua sede


A CBF agiu rápido para tentar separar seu nome dos escândalos de corrupção no futebol e retirou da fachada da sua sede o nome do seu ex-presidente, José Maria Marin, preso nesta quarta-feira, em Zurique, na Suíça. O dirigente e ex-governador de São Paulo dava o nome ao prédio inaugurado por ele mesmo, no ano passado, na Barra da Tijuca. Agora o edifício ostenta apenas o logo da CBF. Foi o próprio presidente da entidade, Marco Polo del Nero, que segue na Suíça, quem autorizou a medida, após reunião de seus colegas no Brasil. Na noite de quarta-feira, a CBF anunciou o afastamento de Marin do cargo de vice-presidente. As duas medidas indicam a preocupação dos dirigentes com os desdobramentos das investigações na Fifa. De acordo com a CBF, o afastamento de Marin será mantido "até a definitiva conclusão do processo". Del Nero, no entanto, defendeu o seu antecessor e aliado político e disse que as denúncias feitas pelo governo americano se referem a contratos firmados na gestão de Ricardo Teixeira. Marin foi preso em Zurique por autoridades dos Estados Unidos, que acusam o ex-presidente da CBF de receber propinas milionárias em negociações dos contratos comerciais da CBF. Além de corrupção, Marin é acusado de "conspiração" e pode ser extraditado aos Estados Unidos.

Juiz manda prender parceiros argentinos de J. Hawilla


O juiz argentino Marcelo Martínez de Giorgi expediu nesta quinta-feira mandados de prisão para três empresários argentinos envolvidos no escândalo de corrupção na Fifa, investigado pelo governo americano. Alejandro Burzaco, presidente da Torneos y Competencias S.A, e Hugo Jinkis e seu filho Mariano, proprietários da Full Play, são acusados de suborno, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha em negociações de direitos de transmissão de TV. "Existe um pedido de prisão com fins de extradição feito pela Interpol", revelou Giorgi. A participação dos três argentinos nos crimes foi revelada pelo empresário brasileiro J. Hawilla, que entrou em acordo com a Justiça americana e deu detalhes das irregularidades. Giorgi afirmou que desconhece o paradeiro dos acusados, mas que trabalha com a Interpol para conseguir extraditá-los para os Estados Unidos. Jorge Anzorreguy, advogado dos Jinkis, pediu ao juiz que seus clientes respondam ao processo em liberdade. Ele afirmou que não conhece detalhes das acusações e declarou que ambos "não querem prejudicar a causa, mas querem saber o motivo do pedido de extradição". Os três foram acusados de pagar subornos milionários a dirigentes da Conmebol e da Concacaf para obter os direitos televisivos e de exploração de marketing de torneios organizados pela entidade. De acordo com os documentos do FBI, a empresa Full Play seria uma "joint venture" entre a Torneos y Competencias e a brasileira Traffic, de J. Hawilla, para formar a Wematch, responsável pela comercialização da próxima edição da Copa América, que será realizada no próximo mês, no Chile.

A Match, não

TAM Viagens
TAM Viagens vai vender pacotes das Olimpíadas
A Rio-2016 bateu o martelo: a TAM Viagens será a responsável pela venda dos pacotes de viagens e venda de ingressos para hospitality centers e áreas vips. A Match, aquela cujo diretor foi preso durante a Copa acusado de integrar a máfia dos ingressos, tentou ser a escolhida, mas foi rechaçada. Por Lauro Jardim

Genro e Freixo

Tarso no Rio
Tarso no Rio
Tarso Genro já teve conversas com Marcelo Freixo antes de anunciar a frente de esquerda para encarar o PMDB no Rio de Janeiro. Embora não admitam neste momento, Freixo é o nome preferido de Genro, Lindbergh Farias e Alessandro Molon na disputa pela sucessão de Eduardo Paes. Por Lauro Jardim

Quem delatou?

Marin: quem foi?
Marin: quem  mais?
Uma dúvida ronda quem acompanha de perto as investigações do FBI no caso Fifa: quem mais teria envolvido José Maria Marin no rolo? Não foi apenas J. Hawilla. Nos depoimentos de Hawilla, ele é citado de passagem. Por Lauro Jardim

Em queda

papelão ondulado
Indicador em baixa
De acordo com a Associação Brasileira do Papelão Ondulado, em abril as vendas recuaram 2,2% em comparação com o mesmo período de 2014. Em relação a março, a retração foi de 0,35%. O papel ondulado é um importante indicador da atividade econômica. Com ele são feitas as diversas embalagens para o atacado e varejo. Por Lauro Jardim

Taques e Aécio namoram

Taques: apelo a Mercadante  
Taques: entre o PSDB e o PSB
Pedro Taques janta na semana que vem com Aécio Neves. O assunto é a saída de Taques do PDT para o PSDB, cobiçada pelos tucanos. Antes de o STF decidir que os governadores e senadores são donos de seus mandatos – e não os partidos – Taques estava mais próximo do PSB do que do PSDB, apostando na brecha que se abriria com a fusão entre o PSB e o PPS. Mas, diante da decisão do STF, agora ele próprio admite que está bem mais perto do PSDB. Por Lauro Jardim

Destaque negativo

Vitória: capital do estado mais violento do Sudeste
Vitória: capital do estado mais violento do Sudeste
Os dados do Ministério da Justiça sobre os homicídios em 2014 mostram que, no Sudeste, o Espírito Santo é o Estado mais violento, com taxa de homicídios de 39,8 por 100 000 habitantes, num total de 1 528 mortes. O Rio de Janeiro vem em segundo lugar, com 26,65 por 100 000 habitantes. No total, foram 4 610 assassinatos no ano passado. Minas Gerais registrou taxa de homicídios de 19,22 a cada 100 000 habitantes, num total de 3 958 mortes. Melhor colocado no Sudeste, São Paulo teve 4 294 assassinatos, com uma taxa de 9,83 mortes a cada 100 000 pessoas. Por Lauro Jardim

Dilma corta 42% do FIES. E "pedala" um terço da dívida com grandes universidades. Pode não haver FIES no segundo semestre


Apesar de já ter um número maior de alunos com contratos de Financiamento Estudantil (Fies) em 2015, o governo federal gastou, até maio deste ano, R$ 2,5 bilhões a menos do que no mesmo período de 2014. A diferença representa uma queda de 42% nos repasses em valores corrigidos pela inflação e é resultado de adiamentos e atrasos nos pagamentos, além da imposição de um teto de reajuste nas mensalidades. Até esta semana, o governo havia gastado com o Fies R$ 3,5 bilhões. Em 2014, já haviam sido pagos R$ 6 bilhões no mesmo intervalo, em valores atualizados. Os dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo, tabulados pelo economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas. O gasto de R$ 3,5 bilhões desses primeiros cinco meses é praticamente igual ao que o governo gastou no mesmo período em 2013 – quando havia menos contratos. Aquele ano acabou com um saldo de 1,2 milhão de contratos, cerca de 970 mil a menos do que agora. Em 2013 e 2014, o repasse nesses primeiros meses ficou em torno de 45% do total gasto no ano. O gasto em 2015 representa 27% do orçamento previsto no ano, que é de R$ 13 bilhões. O Fies consumiu R$ 13,7 bilhões no ano passado, quando não havia os 252 mil contratos firmados neste ano. Na esteira do ajuste fiscal do governo, o Ministério da Educação fez uma série de alterações no Fies para frear os gastos. Uma delas foi o adiamento de um terço do que deveria ser pago a empresas com mais de 20 mil contratos. Esses grupos centralizam mais da metade dos alunos do ensino privado. Uma portaria publicada em dezembro definiu que o governo só honraria 8 das 12 parcelas previstas para o ano. O setor calcula que os valores adiados somem R$ 3 bilhões no ano. Até agora, não há previsão para acertar essa conta e as empresas já temem calote. Para Mansueto Almeida, os adiamentos são uma “forma artificial” de reduzir o custo do programa: “O MEC está jogando parte do custo de um ano para outro". Entre as empresas, o maior receio é a indefinição oficial das condições para acertar a dívida. “Não temos nada formalizado, sem datas e sem saber se haverá correção desses valores no futuro”, disse Sólon Caldas, diretor executivo da Associação Brasileiras das Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes). Há a expectativa de que as quatro parcelas sejam pagas entre 2016 e 2018. Segundo Rodrigo Capelato, diretor do Semesp (outra entidade que representa as empresas), adiamentos também têm atingido empresas menores, não incluídas pela portaria. “Há atrasos nas contas e salários porque elas estão recebendo de 70% a 80% do que precisavam”, diz Capelato. O adiamento das parcelas, a criação do teto de reajuste de 6,4% nas mensalidades e a nota de corte no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para novas adesões foram as formas encontradas pelo governo para segurar os gastos com o Fies. Também foi a estratégia para garantir novos contratos no ano. O setor educacional tem se queixado de atrasos. Contratos considerados pendentes por causa de reajuste acima do teto não estariam sido pagos. Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que gerencia o Fies, esses aditamentos preliminares “estão em análise”. O fundo informou que um grupo de trabalho criado para analisar abusos nas mensalidades vai convocar as instituições separadamente nos próximos dias. O FNDE não explicou por que os repasses deste ano estão em níveis tão baixos. Mas argumentou que “não há atrasos”. O órgão garantiu que os R$ 13 bilhões serão suficientes para bancar o programa no ano. Lembrou, ainda, que trabalha para abrir inscrições no segundo semestre, mas que isso depende de novo aporte financeiro.

Senado cria CPI da CBF para investigar Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014


A comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o comitê organizador local da Copa do Mundo FIFA 2014 está a um passo de ser criada no Senado. Nesta quinta-feira (28), o senador Douglas Cintra (PTB-PE) leu, no Plenário do Senado, requerimento do senador Romário (PSB-RJ) para criação do colegiado. Ao todo, 53 senadores assinaram o documento (o mínimo necessário é 27). Eles têm até meia-noite para retirar o apoio. Caso isso não ocorra, a criação da CPI será publicada no Diário do Senado de amanhã (29). A comissão contará com sete membros titulares e igual número de suplentes e terá 180 dias para investigar possíveis irregularidades em contratos feitos para a realização de partidas da Seleção brasileira de futebol, de campeonatos organizados pela CBF, assim como para a realização da Copa das Confederações em 2013 e da Copa do Mundo de futebol de 2014. A instalação dependerá da indicação dos integrantes pelos partidos, o que leva em conta o cálculo de proporcionalidade das bancadas na composição do Senado. O limite de despesas da comissão será de R$ 100 mil. O senador Romário (PSB-RJ) propôs a criação da CPI logo após ganhar repercussão, na manhã desta quarta-feira, notícia de que a Agência Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI), através da polícia da Suíça, prendeu sete dirigentes ligados à Federação Internacional de Futebol (Fifa) por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e extorsão envolvendo a organização de competições e contratos de marketing e televisionamento. Entre eles está o ex-presidente da CBF José Maria Marin, que deixou o cargo em abril deste ano. Ele atualmente ocupa uma das cinco vice-presidências da entidade. Marin é acusado de negociar propinas no valor de R$ 346 milhões pela cessão dos direitos de transmissão da Copa América até 2023, enquanto presidiu a CBF. A entidade também será investigada por contratos de patrocínio firmados com a multinacional americana Nike e intermediados pela Traffic, empresa brasileira de marketing esportivo. Essas negociações datam do mandato do antecessor de Marin na presidência da CBF, Ricardo Teixeira – que ainda não foi citado judicialmente.

Até agora superavit primário de 2015 é 39,2% menor do que no ano da gastança de 2014. Dilma engana o país. Corta do trabalhador sem cortar do governo


Dilma está devendo até os vestidos para Estados, municípios, universidades e fornecedores em geral. Os orçamentos dos ministérios estão contingenciados em mais de 30%. Não tem dinheiro para FIES, Pronatec, programas de saúde da família, infraestrutura. No entanto, no primeiro semestre, o governo petista poupou, para o superavit primário, 39,2% menos do que em 2014. O governo central (composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de R$ 10,1 bilhões em abril. O resultado representa uma queda de 39,2 % em relação ao mesmo período em 2014, quando o saldo foi de R$ 16,612 bilhões. No acumulado do ano, o resultado somou R$ 14,59 bilhões. Ele representa uma queda de 50,9 % em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado, quando o superávit primário acumulado era de R$ 29,732 bilhões. Esse é o pior desempenho para os quatro primeiros meses do ano desde 2001, quando o saldo foi de R$ 13,2 bilhões.  O resultado ainda está longe da meta fiscal que foi fixada pela equipe econômica para o governo central este ano. O compromisso do governo é fazer um superávit primário de R$ 55,3 bilhões este ano. Considerando o setor público consolidado - que inclui governo central e estados e municípios - a meta é de R$ 66,3 bilhões, ou 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país).

O choro do operador

Mário Góes é acusado de ter repassado mais de 60 milhões de reais em propinas ao PT. Ontem, segundo o Estadão, ele chorou diante do juiz Sérgio Moro, dizendo: "Estou ficando fraco cada vez mais. Eu tenho problema, eu operei a coluna lombar. Eu tenho problema cervical. Para ficar sentar sentado é muito complicado, tenho que ficar deitado. Eu estava com a minha vida normal. Não estou reclamando de jeito nenhum das pessoas do sistema carcerário. Dentro da legalidade sou tratado com dignidade. Mas é diferente, minhas comidas eu não consigo. Tenho colite, diverticulite, uma série de problemas digestivos. Isso vai me consumindo um pouco". Mário Góes, além de ter operado a coluna lombar, operou também para as seguintes empreiteiras: UTC, Mendes Júnior, Carioca, Galvão Bueno, MPE, Schahin e Skanska. Se ele confessar seus crimes, a dor nas costas passa imediatamente.

O fascismo venezuelano

Lilian Tintori, esposa de Leopoldo López, líder da oposição venezuelana preso por Nicolas Maduro, voltou a pedir ajuda aos parlamentares brasileiros. Em carta ao senador Aloysio Nunes, a ativista informou que na sexta-feira, 22, as forças de segurança de Maduro levaram à força o prefeito de San Cristóbal, Daniel Ceballos, para outra prisão durante a madrugada. Não notificaram seus advogados, rasparam sua cabeça e o vestiram como um preso comum. Ceballos agora está em uma cela de dois metros por dois metros, sem banheiro, com uma fossa no piso, sem ventilação ou luz natural. "Hoje, 79 presos políticos seguem atrás das grades, submetidos aos rigores de um país onde 97% dos cidadãos não têm acesso à Justiça - segundo documento do Comitê contra Torturas da ONU - e onde não há separação de poderes", escreveu Tintori. Da prisão, Leopoldo López convocou uma manifestação para sábado.

Sai daí, Blatter

Michel Platini, presidente da Uefa, disse que a única forma de a Fifa recuperar o respeito mundial é a saída imediata de Joseph Blatter. A imprensa francesa continua batendo forte: diz abertamente que Joseph Blatter comprou muitos votos para ser reeleito presidente da entidade.

O rachão de Marco Polo del Nero

Marco Polo del Nero mandou apagar o nome de José Maria Marin da sede da CBF. Mas quem vai apagar o nome de Marco Polo del Nero da sua sala na CBF? O atual presidente da entidade, apontam as investigações americanas, dividiu propinas relativas à exploração comercial da Copa do Brasil com José Maria Marin e Ricardo Teixeira. É o rachão de Marco Polo del Nero.

Blatter é do PT

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse que não deixará a reputação da entidade ser arrastada para a lama. Joseph Blatter é do PT.

Responde aí, peixe

A respeito do escândalo na Fifa, o senador Romário disse que lugar de ladrão é na cadeia. Então por que ele retirou a sua assinatura do pedido de abertura da CPI do BNDES?

"Unificar um entendimento"

José Eduardo Cardozo, sobre o escândalo na Fifa: "Hoje procurei um contato com o procurador-geral da República para que possamos unificar um entendimento sobre essa questão, para que possamos ter Ministério Público e a Polícia Federal alinhados na análise da situação para verificar em que plano existe a necessidade e o dever de investigar e, ao se configurar isso, para que possamos ter investigações em absoluta profundidade e com rapidez necessária." A principal preocupação de José Eduardo Cardozo é "unificar um entendimento" sobre se há elos entre a lambança da Fifa e as do PT.

Del Nero fugiu

Marco Polo del Nero, presidente da CBF, saiu correndo da Suíça. Parece que embarcou para o Brasil. O nome disso é fuga. Sem mais nem menos. Os empresários esportivos, os dirigentes esportivos, os cartolas, estão se dando conta que o melhor lugar para estar e ficar, neste momento, é no Brasil. É mais seguro, é mais garantido. Estados Unidos..... nem pensar. 

Evasão esportiva

A apuração preliminar da Polícia Federal sobre os brasileiros envolvidos no escândalo da Fifa mostra que já indícios de evasão de divisas. Para os investigadores, executivos e empresários esportivos usavam o esquema da Fifa para remeter dinheiro ao exterior ilegalmente. A Polícia Federal apreendeu ontem material na sede da Klefer, do cartola e empresário Kleber Leite. Os documentos só podem ser usados no Brasil após autorização da Justiça americana.

Senado aprova última MP do ajuste fiscal, mas se rebela contra “Parlashopping’”

O Senado aprovou nesta quinta-feira a Medida Provisória 668, que eleva as alíquotas da contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação. Com isso, o Palácio do Planalto conseguiu aprovar no Senado as três MPs do ajuste fiscal: 665, 664 e 668. Mas o Senado também manteve o trecho do texto que permite à Câmara construir um verdadeiro shopping, o que gerou uma rebelião de alguns parlamentares . Como o texto original da MP foi modificado pelo Legislativo, a proposta vai à sanção da presidente Dilma Rousseff. A maior polêmica na sessão foi quanto ao trecho incluído na Câmara que permite a construção de shopping naquela Casa. A MP aumenta de 1,65% para 2,1% o PIS/Pasep na importação e de 7,6% para 9,65% a Cofins, também para importação. No somatório dos dois tributos, há elevação das alíquotas de 9,25% para 11,75% para a entrada de produtos estrangeiros no país, no geral. Mas o texto prevê algumas exceções. A importação de cerveja, com e sem álcool, porém, será ainda mais atingida. No caso de cervejas importadas, com ou sem álcool, as alíquotas passaram a ser de 3,74%, no caso do PIS/Pasep e de 17,23%, no caso da Cofins. No caso de importação de produtos de perfumaria, de toucador ou de higiene pessoal, as alíquotas passam para 3,52% no PIS/Pasep e de 16,48% na Cofins. No somatório dos dois tributos, a tributação passa de 12,5% para 20%. A mudança nas alíquotas foi anunciada em janeiro pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em mais uma etapa do ajuste fiscal prometido para equilibrar as contas públicas. A questão é que, na prática, o valor final do PIS/Cofins no produto doméstico era maior do que sobre a importação a antes da MP. Em janeiro, a equipe econômica havia estimado uma arrecadação extra de R$ 694 milhões apenas em 2015 a partir dessa alteração. Hoje, Levy ressaltou que a votação da MP que eleva impostos para importados completa ‘estratégia de equilíbrio’ da economia. “Estamos passando constrangimentos aqui, no Senado. Não dá mais”, disse o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE). Diante dos protestos, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), prometeu mudar a tramitação das MPs e obrigar a tramitar em separado “matérias estranhas” ao texto, ou seja, os chamados jabutis. A maior polêmica é quanto ao trecho incluído que trata de construção de shopping pela Câmara, que está sendo chamado “Parlashopping”. “O Senado está sendo achincalhado. É um deboche esses penduricalhos, esses jabutis. Estão aproveitando MPs para fazer negociada no Parlamento”, disse o senador Jader Barbalho (PMDB-AP). “O Senado virou o carimbador mais caro do mundo”, acrescentou o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB). “É um insulto esse Parlashopping”, atacou o senador Randolfe Rodrigues (AP). Um dos artigos incluídos no texto prevê a possibilidade de Parcerias Público-Privadas (PPPs) na Câmara e no Senado, o que permitirá a construção de um complexo de edifícios restaurantes, lojas e garagem subterrânea com 4,4 mil vagas na Câmara. O projeto para o empreendimento, orçado em R$ 1 bilhão, foi aprovado pela mesa diretora da Câmara em março e deve ser viabilizado com a PPP para que empresas arquem com os custos das obras e depois, como contrapartida, recebam a concessão para explorar espaços ou serviços no futuro complexo do Legislativo. A proposta é que as alíquotas incidam sobre o valor de venda e não mais sobre o volume de produção ou sobre um preço médio. Além disso, outro trecho da MP beneficia entidades religiosas ao determinar que os critérios para informar os valores despendidos pelas entidades religiosas e instituições de ensino vocacional aos ministros de confissão religiosa, membros de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa não são taxativos e sim exemplificativos. Ou seja, eles não são taxados. Assim, diz o artigo incluído, os valores despendidos, ainda que pagos de forma e montante diferenciados, em pecúnia ou a título de ajuda de custo de moradia, transporte, formação educacional ou qualquer outra natureza vinculados exclusivamente à atividade religiosa não se configuram remuneração direta ou indireta. “Abrigos, albergues, hospitais de entidades religiosas não são taxados e não se configuram em remuneração direta ou indireta”, ressaltou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).

OAS desiste de firmar acordo de leniência com a CGU

A empreiteira OAS desistiu de levar adiante a assinatura dos acordos de leniência para voltar a prestar serviços ao governo. Sem o acordo, a empresa, que teve quatro executivos presos na Operação Lava Jato e entrou com pedido de recuperação judicial em março, deve ser considerada inidônea. Além da OAS, Engevix, SBM, Galvão Engenharia e Schahin Óleo e Gás negociavam o acordo com a Controladoria Geral da União (CGU). Até o momento, a OAS foi a única desistente. O escritório de advocacia Mattos Filho, que cuidava das tratativas do acordo para a empreiteira, se negou a comentar o assunto. O advogado responsável pela negociação dos termos da OAS com a CGU, Eduardo Munhoz, deixou o Mattos Filho e abriu, há pouco mais de duas semanas, uma banca própria – da qual a OAS não é cliente. Fontes próximas à empreiteira contam que os acordos deixaram de ser atrativos e que impedir a inidoneidade deixou de ser uma prioridade para a empresa. Seu endividamento estimado no plano de recuperação judicial é de 8,8 bilhões de reais. 

Mensaleiro movimentou propina enquanto estava preso

O ex-deputado do Partido Progressista (PP) Pedro Corrêa e seus aliados movimentaram pelo menos 2,53 milhões de reais apenas em contas bancárias do Banco do Brasil entre janeiro de 2010 e março de 2014. Os dados fazem parte do mapeamento feito pelo Ministério Público para tentar rastrear o dinheiro que Corrêa recebeu em propina no escândalo do petrolão. As informações bancárias referem-se a depósitos feitos pelo ex-deputado, pelo caseiro Jonas Aurélio Leite, o ex-assessor do parlamentar Ivan Vernon e a nora de Corrêa, Marcia Danzi. Parte dos valores ocorreu no mesmo período em que Pedro Corrêa cumpria pena por ter sido condenado por lavagem de dinheiro e corrupção no julgamento do mensalão. Na 11ª fase da Operação Lava Jato, a Polícia Federal encontrou indícios de que a nora de Corrêa, o ex-assessor e o caseiro recebiam, em nome do ex-congressista, propina enviada pelo doleiro Alberto Youssef. Correa, segundo delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, recebeu mais de 5 milhões de reais em dinheiro sujo do petrolão na campanha eleitoral de 2010. Na decisão que autorizou a prisão, o juiz Sergio Moro destacou que foi detectado que o ex-deputado recebeu R$ 3,3 milhões entre 2010 e 2014, sendo 952.000 reais em 2012 – quase o triplo do que informou oficialmente à Receita Federal no período.

GM, MERCEDES, SCANIA E FIAT VÃO PARAR SUAS FÁBRICAS (LAY-OFF) EM JUNHO

O mês de junho vai começar com quatro montadoras paradas e pelo menos 34,7 mil trabalhadores em casa, em férias coletivas ou licença. Sem perspectivas de melhora nas vendas e ainda com estoques elevados, fabricantes de veículos suspenderão a produção ou vão operar parcialmente a partir da próxima semana. A General Motors interrompe toda a produção de automóveis na fábrica de São Caetano do Sul (SP) praticamente o mês todo - de 1º a 28 de junho. Os quase 5,5 mil trabalhadores da produção terão férias coletivas no período. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos local, Aparecido Inácio da Silva, "quase 8 mil carros deixarão de ser produzidos". O sindicalista calcula que a unidade tenha 80 mil carros em estoque. Na filial de São José dos Campos (SP), também estão previstas férias coletivas em junho para 1,7 mil trabalhadores do setor de veículos, mas a data ainda não foi divulgada. A GM não comentou o assunto. Silva informa ainda que a GM insiste na demissão de 819 metalúrgicos que devem voltar de lay-off (suspensão temporária dos contratos) no dia 9. Na unidade, há ainda outros 900 operários em lay-off até outubro. Na Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo (SP) os 7 mil funcionários da produção ficarão em casa por 15 dias, a partir de segunda-feira, período em que as linhas de caminhões e ônibus serão interrompidas. A empresa também conclui na sexta-feira, 29, a demissão de 500 funcionários que estão em lay-off. Também em São Bernardo, os 3,4 mil operários da Scania ficarão em casa na primeira semana do mês. Já os 2,8 mil trabalhadores da Ford em Camaçari (BA) retornam de dez dias de férias coletivas no dia 4. A Fiat vai parar toda a produção em Betim (MG) de 8 a 12 de junho, e dispensará 16 mil metalúrgicos. No dia 1.º, 2 mil deles retornam de férias de 20 dias. 

A COMUNISTA MANUELA D´ÁVILA, QUE QUER SER PREFEITA DE PORTO ALEGRE, NÃO CONSEGUE NEM SEGURAR NO PARTIDO O SEU EX-MARIDO, VEREADOR RODRIGO MARONI


Definitivamente, parece que os tempos são outros. A deputada estadual comunista Manuela D'Ávila (PCdoB), que pretende concorrer novamente à prefeitura de Porto Alegre no próximo ano, não consegue mais manter no seu partido nem mesmo o ex-marido, o vereador Rodrigo Maroni, com mandato na Câmara de Vereadores da capital gaúcha. Ele já está com um pé fora do partido, a caminho da Rede de Marina Silva, a Santinha da Floresta, caso este partido consiga o seu registro no Tribunal Superior Eleitoral. Quando concorreu a vereador, Maroni adotou um slogan em sua campanha eleitoral que era uma gracinha de politização: "Eu sou dela, ela é minha". Referia-se, é claro, à sua ex-mulher Manuela D'Ávila. Agora se vê que ele não era tanto assim dela.

JUSTIÇA GAÚCHA SUSPENDE BLOQUEIO DE DINHEIRO PARA PAGAR OS SALÁRIOS DOS MARAJÁS DA SECRETARIA DA FAZENDA

A Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Sul conseguiu reverter o bloqueio de R$ 38 milhões que deveriam ser reservados para o pagamento integral do salário dos marajás do serviço público gaúcho, os fiscais do ICMS (atuais auditores fiscais) da Secretaria da Fazenda. O governo conseguiu reverter a medida na 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça nesta quinta-feira. A juíza 3ª Vara da Fazenda Pública havia determinado o bloqueio na terça-feira a pedido do Sindicato de Auditores de Finanças Públicas do Rio Grande do Sul (Sindifisco/RS). Esse é um notório sindicato petista da área corporativa do Estado. 

GOVERNO DE MÔNACO MANDA PROVAS DE PROPINAS DE US$ 2 MILHÕES DEPOSITADAS PELA SAMSUNG NA CONTA DO DIRETOR PETISTA DA PETROBRÁS, RENATO DUQUE

O jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira informa que documentos enviados pelas autoridades de Mônaco aos procuradores da Lava Jato indicam que US$ 2 milhões depositados numa conta de Renato Duque no exterior tiveram como origem pagamentos feito pelo estaleiro coreano Samsung, acusado de pagamento de suborno. As provas e evidências contra o ex-diretor da Petrobrás são cada vez mais consistentes, reforçando a constatação de que a organização criminosa montada pelo PT para roubar dinheiro da Petrobrás e extorquir dinheiro das empreiteiras era amplo, geral e irrestrito, contando com cobertura dos mais altos escalões da estatal, todo ele formado por funcionários do quadro. Os papéis mostram que em abril de 2011 a Samsung transferiu US$ 3 milhões para o consultor da área de petróleo Raul Schmidt, que ajudou Duque a abrir uma conta no banco Julius Baer, em Mônaco. No mesmo mês, Schimdt fez repasse de US$ 4 milhões para o empresário francês Judas Azuelos. Dois meses depois, Azuelos devolveu US$ 2 milhões para Schmidt e transferiu US$ 2 milhões para uma empresa que é controlada por Duque, segundo as autoridades de Mônaco, a Milzart Overseas. Os documentos indicam que os repasses foram associados a um contrato da Petrobras com a empresa americana Pride Internacional, de quem alugou um navio-sonda construído pela Samsung.

Cunha vence, Câmara reverte decisão estúpida tomada na terça e vota a favor da constitucionalização das doações de empresas; esquerda sofre derrota fragorosa

A Câmara aprovou, por 330 votos a 141, a constitucionalização da contribuição de empresas privadas a campanhas eleitorais. O resultado reverte a decisão absurda tomada nesta terça. Vamos lá. Durou pouco a festa dos que estavam comemorando “a derrota” de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara. Eu mesmo apanhei bastante de alguns leitores porque, num post de ontem, afirmei que Cunha havia logrado também uma vitória: ter dado início à votação da reforma política. Nesta terça, como escrevi aqui, a Câmara havia tomado uma decisão estúpida, que empurrava o sistema político para a clandestinidade e o deixava à mercê de máfias. Por quê? Não se obtiveram os 308 votos necessários para constitucionalizar a doação de empresas privadas. Foram apenas 266. Maioria, sim, mas insuficiente. Ora, sem isso, ficaria valendo então a opinião da maioria do Supremo, contrária a esse tipo de doação. É mesmo? Então quem financiaria? Chamei a decisão de absurda porque o “não” à contribuição das empresas implicava o financiamento público de campanha, automaticamente. Se o dinheiro não sai do setor privado, terá de sair do Estado. Eventuais doações de pessoas físicas não dariam conta do custo. Pior de tudo: o caixa dois comeria solto. De tal sorte a decisão de terça tinha sido cretina que, numa votação nesta quarta, a Câmara rejeitou também a constitucionalização do financiamento público. Nesse caso, não é que a proposta não tenha atingido os 308 votos necessários para mudar a Constituição; ela foi amplamente rejeitada: apenas 163 votos a favor, contra 240. Notaram a barbaridade? Nem financiamento público nem financiamento privado. É? E quem arrumaria o dinheiro? O Espírito Santo? Alguém poderia objetar: “Ah, mas isso não é matéria para estar na Constituição; nem uma coisa nem outra!” É mesmo? E por que a questão está hoje sendo decidida num tribunal constitucional? Não foi a OAB quem patrocinou uma Ação Direita de Inconstitucionalidade no Supremo, alegando que o financiamento de empresas agredia a isonomia e tornava a eleição passível da influência do poder econômico? Então que se mude a Constituição, Ora, quando mais não seja para que o tribunal se sinta contemplado. A verdade é que, de fato, isso tudo seria desnecessário se o Supremo reconhecesse que não lhe cabe legislar sobre eleições — e é o que ele está fazendo, sob o absurdo patrocínio da OAB. Afinal, o Congresso já expressou a sua vontade: está clara na Lei 9.504, que permite o financiamento de empresas. Fosse o caso de mudar, alguém já teria proposto e aprovado lei com outro conteúdo. Muito bem! O texto que foi rejeitado ontem permitia o financiamento de empresas e de pessoas físicas a partidos e candidatos tomados individualmente. Hoje, a emenda aglutinativa aprovada tem conteúdo diferente: constitucionaliza os financiamentos público (por intermédio do fundo partidário) e privado, com doações de pessoas físicas e jurídicas. Segundo o texto aprovado, no entanto, as contribuições poderão ser feitas apenas aos partidos, não aos candidatos. Não vejo motivos para a especificação — até porque é muito fácil burlá-la. Não vejo por que instituir uma restrição que, na prática, não será observada. E que se note: Cunha não recorreu a manobra regimental nenhuma. Se querem chamar de manobra política, vá lá. O fato é que o texto aprovado nesta quarta não tinha sido ainda submetido ao plenário. Logo, é mentira que tenha votado de novo o que já tinha sido rejeitado. O resultado foi muito eloquente, reitero: 330 optaram pela constitucionalização das doações de empresas. Os 141 que que votaram contra, quero crer, gostariam de cortar verbas dos investimentos, da saúde, da educação, da infraestrutura etc. para transferi-las para as campanhas. Ou é isso ou queriam, então, se entregar às máfias do caixa dois. Se Cunha foi derrotado na terça, então ele saiu vitorioso na quarta. E, nesse caso, o país ganhou com ele. E não posso encerrar sem esta nota: o partido mais entusiasmado com o financiamento público era o PT, justamente a legenda que caiu de boca no Mensalão e no Petrolão. E que, em 2013, ano não-eleitoral, arrecadou R$ 79 milhões junto a empresas privadas. Com quais argumentos? A evidência da anormalidade está no fato de que PSDB, PMDB e PSB arrecadaram, juntos, R$ 46,5 milhões. E é essa gente que vem falar contra doações privadas? Outros que também queriam, com muita energia, proibir a doação de empresas eram os representantes do PCdoB, aquele partido que foi flagrado num conúbio incestuoso com ONGs que atuavam no Esporte. Sempre que Jandira Feghali fala com tanta ênfase em defesa da moral e dos bons costumes, o meu alarme contra as transgressões à moral e aos bons costumes dispara.
Nota final – A PEC da reforma política tem de ser aprovada por três quintos de deputados (308) e senadores (49), em duas votações em cada Casa. O Senado pode, se quiser, mudar o texto da Câmara (desde que a questão volte a ser examinada por essa Casa) e restituir a contribuição também a candidatos.
Por Reinaldo Azevedo