sexta-feira, 5 de junho de 2015

Governo da Irlanda cobra explicações sobre dinheiro dado pela Fifa

Cartolas da Irlanda esconderam os registros dos pagamentos de 5 milhões de euros, dados pela Fifa depois que a seleção do país não se classificou para a Copa do Mundo de 2010 por causa de um gol irregular da França. Nesta sexta-feira, o governo da Irlanda, dirigentes e jogadores cobraram explicações de John Delaney, presidente da Federação Irlandesa, que corre risco de ser afastado. Em 2009, a França precisava vencer a Irlanda para ir ao Mundial. Um empate levaria o time irlandês para a Copa. Henry, porém, ajeitou a bola com o braço e deu o passe para Gallas fazer o gol que gerou uma polêmica mundial. Quatro dias depois do incidente, Joseph Blatter assinaria um cheque de 5 milhões de euros, ainda que a Fifa insista que foi um "empréstimo" para a construção de um estádio. O dinheiro nunca foi devolvido. Por se tratar de um acordo secreto, porém, Delaney jamais colocou no balanço financeiro da federação o detalhamento do dinheiro. Mas garante que os recursos não sumiram e foram incluídos em diferentes balanços a partir de 2009 para que fossem camuflados. A revelação causou indignação pela Europa. Wolfgang Niersbach, presidente da Federação Alemã de Futebol, chamou o caso de "uma piada". "Se eu fosse um jogador irlandês, estaria revoltado agora", declarou Raymond Domenech, técnico da França naquele jogo.

Auditoria indica reunião de Lula e Costa sobre Pasadena


Lula cumpre agenda na Itália: petista visitou o pavilhão brasileiro da Expo Milão 2015, onde discursou ontem durante o encerramento do Fórum de Ministros da Agricultura. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Documento da Petrobrás indica que o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, viajou a Brasília para se reunir com o então presidente Lula em 2006 com o objetivo de tratar da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), um mês antes de a controversa compra da planta de refino ser autorizada. A agenda consta de relatório intitulado “Viagens Pasadena”, no qual a companhia lista deslocamentos feitos por seus funcionários e executivos, no Brasil e no Exterior, em missões relacionadas ao negócio, considerado um dos piores da história da petroleira. Conforme o documento, o encontro entre Lula e Costa se deu em 31 de janeiro daquele ano, no Palácio do Planalto, exatos 31 dias antes de o Conselho de Administração da Petrobrás, na época chefiado pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, dar aval à aquisição de 50% da refinaria. O ex-presidente nunca admitiu participação nas tratativas para a aquisição, que, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), causou prejuízo de US$ 792 milhões aos cofres públicos.


A conversa foi inscrita na agenda de Lula apenas como “Reunião Petrobrás”. Mas o Planalto não descreveu, na época, quais foram os participantes. O relatório mostra que o ex-diretor ficou em Brasília dois dias, retornando em 1º de fevereiro. O motivo registrado foi “reunião com o presidente Lula”. Questionado sobre a agenda com Costa, o ex-presidente afirmou, por meio de sua assessoria, que “a reunião com a Petrobrás” foi “há mais de nove anos” e “não tratou de Pasadena”. Não informou, contudo, qual foi, então, a pauta debatida. A assessoria de Lula sustentou ainda que o ex-presidente nunca teve uma conversa “particular” com o ex-diretor e que, na ocasião, o encontro “teve a presença” do ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli. A relação de viagens mostra que Gabrielli foi a Brasília no mesmo período para “reunião no Palácio do Planalto”. Mas ele disse não se recordar do compromisso e que, não necessariamente, estava no prédio da Presidência para falar com Lula naquele dia. “Não me lembro dessa reunião”, afirmou: “Duvido que tenha acontecido isso”, disse, alegando que Costa “não tinha nada a ver com Pasadena”. 


O documento da Petrobrás foi produzido para subsidiar as investigações da comissão interna que apurou irregularidades na compra de Pasadena. Além da viagem de Costa a Brasília, constam outros 209 deslocamentos de profissionais da estatal, ligados à aquisição e à gestão da refinaria americana, entre março de 2005 e fevereiro de 2009. Não há menção à agenda do ex-diretor de Abastecimento com Lula no relatório final da comissão, que responsabiliza, além do próprio Costa, o ex-diretor de Internacional, Nestor Cerveró, Gabrielli e outros dirigentes da época. O ex-diretor não foi questionado sobre o encontro quando, em agosto do ano passado, a comissão enviou a ele um questionário sobre sua participação na compra de Pasadena. Costa respondeu quando cumpria prisão preventiva em Curitiba. Acusado e já condenado por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás, Costa ficou preso de março a maio e de junho a setembro do ano passado na carceragem da Polícia Federal na capital paranaense. Em setembro, após firmar um acordo de delação premiada na Operação Lava Jato, ele foi encaminhado para prisão domiciliar, no Rio de Janeiro. Aos investigadores, o ex-diretor confessou, entre outras irregularidades, ter recebido propina de US$ 1,5 milhão para não atrapalhar a polêmica compra de Pasadena, feita em duas etapas, entre 2006 e 2012, ao custo de US$ 1,2 bilhão. O prejuízo apontado pelo TCU é de quase 70% do valor pago. Dilma alega que só aprovou a compra dos primeiros 50% da refinaria, em 2006, porque desconhecia aspectos prejudiciais do negócio. Em nota, em março do ano passado, ela justificou que, ao tomar a decisão, se embasou num relatório técnico e juridicamente falho, apresentado por Cerveró ao Conselho de Administração, que não citava duas cláusulas. Uma delas, a Marlim, garantia rentabilidade mínima de 6,9% ao ano ao Grupo Astra Oil, sócio da Petrobrás no empreendimento, mesmo que a refinaria fosse deficitária. A outra (Put Option) assegurava à parceira o direito de vender sua parte à estatal em caso de desacordo. Em nota enviada na quarta-feira, o Palácio do Planalto reiterou que Dilma só foi informada da omissão sobre a cláusula Marlim no parecer em junho de 2008, em outra reunião do colegiado. E que não tratou de Pasadena, quando ministra, com Lula. 

Ex-diretor delator Paulo Roberto Costa foi avisado de cláusula polêmica meses antes da compra


A investigação da Petrobrás sobre a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, revela que o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa sabia desde 2006 de uma das cláusulas do negócio agora considerada “maldita”. Em abril daquele ano, cinco meses antes da assinatura do contrato de compra da refinaria, ele fora avisado por um técnico da Petrobrás que a regra poderia trazer perdas à estatal. Mesmo assim, não criou obstáculos para a aquisição. O alerta foi feito ao ex-diretor de Abastecimento pelo então gerente executivo de Marketing e Comercialização da Petrobrás, Nilo Carvalho Vieira Filho. Em duas notas técnicas, Vieira Filho explicou a Costa ter estranhado as condições da cláusula Marlim, que assegurava rentabilidade de 6,9% ao ano ao Grupo Astra Oil, sócio da estatal brasileira, mesmo se a refinaria fosse deficitária. Nas mensagens, o então gerente resumiu ainda quais eram as desvantagens para a companhia. Mesmo avisado, segundo a investigação, Costa não comunicou o assunto à Diretoria Executiva e, em setembro daquele ano, integrou a comitiva que viajou a Houston (EUA) para a assinatura do contrato de compra da refinaria. Depois, foi nomeado integrante do comitê de proprietários de Pasadena como representante da Petrobrás. O relatório da Petrobrás mostra que o ex-diretor teve participação em momentos cruciais da negociação para a compra de Pasadena. Em agosto de 2005, meses antes de o negócio ser autorizado, viajou com o então diretor de Internacional, Nestor Cerveró, aos Estados Unidos para inspecionar a refinaria. Em abril de 2006, após o encontro com o ex-presidente Lula, fez mais uma visita à refinaria americana. Em 12 de setembro de 2007, foi a Copenhague, na Dinamarca, para uma reunião com representantes da belga Astra Oil. Na ocasião, Costa, Cerveró e o então presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, integravam uma comitiva empresarial que acompanhava Lula em visita oficial ao país. Conforme as agendas oficiais da época, Lula e assessores do Planalto não participaram desse encontro. Costa ainda viajou a Brasília em 25 de setembro de 2007 para um encontro com a então ministra Dilma Rousseff e representantes da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Dilma alega que o assunto não era Pasadena, mas “leilão de biodiesel”.

Sogro do bandido petista mensaleiro e covardaço Henrique Pizzolato critica governo e PT por "esforço" pela extradição


João Francisco Haas, sogro do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, o bandido petista mensaleiro e covardaço Henrique Pizzolato, condenado por participação no escândalo do Mensalão, criticou nesta quinta-feira o PT e o governo Dilma por estarem fazendo um esforço exagerado para obter a extradição do mensaleiro da Itália para o Brasil. O sogro fez a queixa poucas horas depois de o Tribunal Administrativo Regional do Lazio, na Itália, negar o recurso da defesa de Pizzolato e manter a decisão de extraditá-lo para o Brasil. Haas, que é pai de Andrea, mulher de Pizzolato, se mostrou indignado com a extradição cada vez mais próxima. "O que a gente estranha é esse esforço do PT e do governo da Dilma em extraditá-lo. Querem salvar o governo com essa extradição. Sei lá o que está havendo. Acho lastimável. Lastimo muito que o governo do PT esteja fazendo todo esse esforço. Não quero falar mais nada", disse Haas. A defesa de Pizzolato já anunciou que vai recorrer da decisão desta quinta-feira do TAR ao Conselho de Estado italiano. A deputada ítalo-brasileira no parlamento italiano, Renata Bueno, estimou nesta quinta-feira que a decisão final sobre a extradição ainda levará meses. Ela afirmou que é provável que Pizzolato recorra ainda à Corte de Direitos Humanos da União Européia, além das instâncias da Itália. Se a extradição for confirmada, o bandido petista mensaleiro e covardaço Henrique Pizzolato - condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato - pode ser extraditado para o Brasil, onde cumprirá pena no Presídio da Papuda, em Brasília. O sogro de Pizzolato, que mora em Porto Alegre, tinha expectativa que a situação do petista ex-diretor do Banco do Brasil mudasse nesta quinta-feira. Em entrevista no mês passado, Haas afirmou que a família tem receio do que possa ocorrer com Pizzolato numa penitenciária brasileira, mas não revelou que temores são esses. Haas lançou recentemente o livro "O verdadeiro processo do mensalão", em que sustenta que Pizzolato é inocente. Em nota conjunta divulgada nesta quinta-feira, os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, a Advocacia Geral da União e o Ministério Público Federal do Brasil demonstraram confiança na possibilidade de trazer em breve o bandido petista mensaleiro e covardaço condenado para uma penitenciária brasileira. "A decisão de hoje (quinta-feira) volta a atribuir eficácia plena à decisão do Ministério da Justiça da Itália que concedeu a extradição. Com isso, o Brasil poderá extraditar Henrique Pizzolato assim que o Ministério da Justiça italiano fixar nova data inicial para a operação, o que se espera ocorrer muito em breve", diz a nota. 

Petista trotskista Rui Falcão diz que Vaccari é vítima de falsas "maquinações"

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse nesta sexta-feira (5) que espera para breve a liberação do ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto. Chamando Vaccari de companheiro, Falcão disse ainda que "não há prova documental contra ele". "Todas as maquinações foram desmentidas", afirmou. O trotskista RuiFalcão, que está em Sergipe para participar congresso estadual do partido, disse que a prisão de Vaccari faz parte de uma tentativa de abalar a imagem da sigla. O ex-tesoureiro foi preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras. "Espero que ele seja solto brevemente", disse Rui Falcão. Ele admitiu ainda que a decisão do diretório nacional do PT de vetar doações privadas para o partido depende de confirmação do Congresso Nacional do PT. A reunião para o 5º Congresso será nos dias 11 e 12 em Salvador e decidirá, nas palavras dele, "se vai confirmar isso ou não".

Petrobras apresenta programa que reduziu queima de gás em 60% nos últimos 6 anos

O Brasil é atualmente um dos países que melhor aproveita sua produção de gás natural. Com a expressiva redução da queima de gás em plataformas, a Petrobras atingiu em fevereiro de 2015 a marca histórica de utilização de 96,5% de gás nas atividades de exploração e produção, considerando a produção total nos campos operados pela companhia. O Programa de Otimização do Aproveitamento de Gás da Petrobras (POAG), em andamento desde 2010 nas unidades de operações da área de Exploração e Produção da região Sul-Sudeste, contribuiu decisivamente para o recorde. A iniciativa foi tema da palestra “A redução da queima de gás na Petrobras” (Reduction of Petrobras’ gas flaring), apresentada pelo coordenador do Programa, Vitor Souza Lima, nesta sexta-feira (5/6), na Conferência Mundial de Gás (World Gas Conference – WGC 2015) em Paris, na França. A estimativa com essa redução na queima é de que até o final de 2015 a Petrobras tenha conseguido evitar a emissão de quase 23 milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera. “O objetivo do programa é aumentar o aproveitamento de gás natural nas atividades de Exploração e Produção da Petrobras. Como consequência, temos uma expressiva redução das emissões, além de uma maior oferta de gás ao mercado. Antes do início do POAG, metade das emissões de gases do efeito estufa era oriunda da queima de gás em tocha em nossas atividades de produção. Atualmente este número caiu para um sexto”, explica Vitor Souza Lima, com base em dados da área de Segurança, Meio Ambiente e Saúde.  A queima de gás natural é inerente ao processo de produção na indústria do petróleo e ocorre por uma série de razões: segurança, emergência, anormalidades operacionais, manutenções programadas e no início de operação de novas plataformas (comissionamento). A Conferência Mundial de Gás (World Gas Conference – WGC) é o maior evento sobre gás natural do planeta. A conferência, que acontece a cada três anos, reúne os principais especialistas no setor de gás. A edição deste ano, de 1º a 5 de junho, em Paris, contou com representantes de 100 países. A Petrobras participou do evento com a apresentação de três trabalhos técnicos e participação em cinco painéis.

Morre Tariq Aziz, figura-chave do regime de Saddam Hussein


O ex-vice-primeiro-ministro do Iraque, Tariq Aziz, a principal figura do governo de Saddam Hussein durante mais de duas décadas, morreu nesta sexta-feira, aos 79 anos, em um hospital penitenciário no Iraque, informou o vice-governador da província de Diqar, Adel Dajil. Aziz, que também ocupou o posto de ministro das Relações Exteriores, estava preso desde 2003 e tinha sido condenado à morte em 2010 por assassinato premeditado e crimes contra a humanidade. O ex-chefe da diplomacia iraquiana teve um infarto no Hospital Al Hussein na cidade de Al Nassiriya, capital de Diqar. De acordo com Dajil, a direção da penitenciária levou o preso ao hospital depois dele ter um ataque cardíaco. Aziz, que tinha diabetes, hipertensão e outras doenças, já tinha sido internado em outras ocasiões para receber tratamento. O ex-ministro iraquiano, cujo nome real era Mikhail Yuhana, nasceu em uma família cristã modesta, em 1936, perto de Mossul. Era o único membro cristão do governo de Saddam e um de seus funcionários mais próximos até a queda do regime em 2003 pela invasão americana. De 1979 a 2003, Aziz foi o "número dois" da administração civil, já que Saddam era presidente e também primeiro-ministro, e com frequência atuava como chefe do governo. Foi condenado por responsabilidade na perseguição de militantes e dirigentes de partidos religiosos, que afetou especialmente políticos xiitas, durante os anos 80.

Paquistão liberta 8 dos 10 suspeitos de ataque à menina Malala


Oito dos 10 paquistaneses acusados de participação no ataque que deixou gravemente ferida a menina Malala Yousafzai, em 2012, foram libertados por falta de provas, anunciaram as autoridades. E ainda querem que se acredite em justiça em país islâmico. Em abril, autoridades militares anunciaram que 10 homens suspeitos de participação no ataque foram condenados por um tribunal de Mingora, capital do distrito de Swat, no norte do Paquistão, onde aconteceu o crime contra a vencedora do Nobel da Paz. Nesta sexta-feira, porém, Salim Khan Marwat, chefe de polícia de Swat, afirmou que, ao contrário do primeiro anúncio, apenas dois suspeitos foram condenados. Os outros foram inocentados e libertados por "falta de provas". Azad Khan, inspetor geral adjunto de Malakand, região na qual se encontra Swat, confirmou as informações e disse que o processo foi supervisionado pelo exército. Mas uma fonte militar de Mingora desmentiu o anúncio e acusou a polícia de mentir, antes de reiterar que os 10 acusados foram condenados. Malala foi atingida por um tiro na cabeça em outubro de 2012 em um ataque cometido por terroristas talibãs que sequestraram um ônibus escolar. O ataque transformou a jovem em uma celebridade mundial e ela venceu em 2014 o Prêmio Nobel da Paz. O homem acusado de ter atirado contra Malala, Ataullah Khan, fugiu para o Afeganistão, segundo as autoridades, com o objetivo de unir-se ao líder dos terroristas talibãs paquistaneses, o mulá Fazlullah, que financiou o ataque. O exército do Paquistão anunciou a detenção dos 10 suspeitos em setembro de 2014, durante uma entrevista coletiva na qual os ativistas dos direitos humanos expressaram dúvidas sobre a culpa dos detidos.

A primeira-dama, a enfermeira e o operador do PT

Há um grande segredo envolvendo esses três personagens. Entenda o que une a mulher do governador mineiro Fernando Pimentel, a mulher humilde que teria gasto 36 milhões de reais numa campanha eleitoral e o já notório Bené, acusado de alimentar o caixa do Partido dos Trabalhadores com dinheiro desviado dos cofres públicos.


As duas mulheres que aparecem nesta reportagem não se conhecem. Carolina de Oliveira é jornalista. Cresceu na periferia de Brasília e hoje é a primeira-dama de Minas Gerais. Helena Maria de Sousa, ou Helena Ventura, como também é conhecida, mora em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, é enfermeira da rede pública de saúde e se candidatou a deputada estadual nas últimas eleições pelo PT. Apesar das trajetórias aparentemente distintas, as duas são suspeitas de envolvimento no mais recente escândalo de corrupção investigado pela Polícia Federal. Ambas, cada uma à sua maneira, estão conectadas a Benedito de Oliveira Neto, o Bené, empresário de Brasília que, na última década, fez fortuna como parceiro do governo federal, teve como cliente a campanha da presidente Dilma Rousseff, foi preso e está indiciado por formação de quadrilha. O acaso levou Carolina a Bené. Formada em comunicação, ela trabalhou numa empresa que prestava serviços ao então prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. Logo, foi promovida a assessora pessoal dele - e não se separaram mais. Em 2010, Pimentel foi indicado para coordenar a campanha presidencial de Dilma Rousseff. Carol o acompanhou. O prefeito delegou a Benedito de Oliveira, seu amigo, a montagem do comitê central. Bené alugou a casa e organizou toda a infraestrutura para o início da campanha. Ele era um mero desconhecido, e continuaria nas sombras se não fosse um escândalo que eclodiu antes mesmo do início da campanha. Além de marqueteiros e jornalistas, o empresário contratou para o comitê uma equipe de ex-policiais e arapongas para bisbilhotar a vida de adversários. Revelado por VEJA, o caso provocou o afastamento da dupla Pimentel-Bené do comando da campanha - mas só da campanha. Eleita, Dilma nomeou Fernando Pimentel para comandar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O ministro, por sua vez, contratou Carolina como sua assessora no ministério. Ela cuidava dos compromissos oficiais, acompanhava as viagens e estava presente na maioria dos eventos de que ele participava. Em 2012, motivado por rumores, Pimentel recomendou que a assessora deixasse o cargo. A pedido do ministro, ela foi contratada por uma agência que presta serviços ao PT. Montou a própria empresa, a Oli Comunicação, e, recentemente, oficializou a união com o agora governador Fernando Pimentel. Nesse período, Bené continuou ganhando dinheiro. Foram mais de 500 milhões de reais em contratos superfaturados com o governo. Tudo estaria bem para todos se, no ano passado, Bené não tivesse sido apanhado outra vez com a boca na botija. A polícia apreendeu um avião do empresário com 113 000 reais em dinheiro e documentos que sugeriam que ele repetia na campanha de 2014 o mesmo papel que desempenhara em 2010 - o caixa paralelo que financiava o PT.

​As investigações indicam que Bené montou uma ampla rede criminosa envolvendo empresas-fantasma para financiar as campanhas petistas, incluindo a do governador Pimentel. Basicamente, ele superfaturava contratos com o governo e repassava parte do que arrecadava aos partidos através de doações legais, como no petrolão, ou clandestinas, através das empresas-fantasma. Na operação policial que prendeu o empresário, a polícia realizou buscas no apartamento onde Carolina Oliveira morava antes de se mudar para Belo Horizonte. Procurava documentos que mostrassem negócios entre ela e o empresário. A sede da Oli Comunicação estava registrada no mesmo endereço de uma empresa-fantasma de Bené. É nesse ponto que a história de Carolina converge com a de Helena Ventura. Sindicalista e filiada ao PT, a enfermeira disputou três eleições. Foi candidata a deputada federal em 2010, a vereadora em 2012 e, no ano passado, tentou uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas. Somando o resultado das três eleições, ela teve incríveis 29 votos. Mas o que chamou atenção foi o custo de sua última campanha. Dona de um salário de 2 000 reais, Helena declarou ter gasto 36 280 000 reais com a candidatura. E o mais interessante é que praticamente todo o dinheiro, 36 250 000  reais, foi pago a um único fornecedor - a Gráfica Brasil, cujo proprietário é Benedito de Oliveira. É evidente que existe algo muito estranho nessa história.  Há um grande segredo envolvendo esses personagens. Segundo um relatório do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, o dinheiro a ser repassado para a Gráfica Brasil tinha como origem declarada o fundo partidário - a verba que os partidos políticos recebem dos cofres públicos. O PT não quis se pronunciar. A enfermeira disse que desconhece tanto a origem quanto o destino do dinheiro. "Se eu tivesse esse dinheiro, seria eleita com certeza", afirmou ela ao jornal Hoje em Dia. Helena também garante que nunca ouviu falar do empresário. Benedito de Oliveira, já solto, disse, por meio de seu advogado, Celso Lemos, que nem sabe quem é Helena. Caroline Oliveira não foi localizada. Seu advogado, Pierpaolo Bottini, informou que a primeira-dama de Minas Gerais mantém apenas relações de amizade com a família de Bené. Negócios? Nenhum. A coincidência de endereços teria sido apenas um grande mal-entendido. O advogado diz que a Oli funcionou num escritório no centro de Brasília até julho de 2014 e, depois disso, uma das empresas de Bené se instalou no mesmo endereço. Por equívoco, alguém se esqueceu de formalizar a mudança. Simples assim. 

Dono da Engevix diz que pagou US$ 120 milhões a lobista


O empresário Gerson de Mello Almada, um dos donos da Engevix Engenharia, afirmou à Polícia Federal que acertou o pagamento de 120 milhões de dólares para o lobista Milton Pascowitch, preso preventivamente na Operação Lava Jato, nas negociações do contrato de construção dos cascos das primeiras oito plataformas com conteúdo nacional para a Petrobras, montados no Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul - um contrato no valor total de 3,4 bilhões de dólares. O estaleiro produz também sondas para extração de petróleo da camada do pré-sal. Amigo do ex-ministro da Casa Civil, o bandido petista mensaleiro José Dirceu (PT), Pascowitch é apontado pela força-tarefa da Operação Lava Jato como operador de propinas em nome da Engevix na Diretoria de Serviços da Petrobras estatal, então ocupada por Renato Duque, também preso preventivamente, por indicação do PT. "A fim de viabilizar o negócio foram firmados contratos com a Jamp de Milton Pascowitch, no valor aproximado de 120 milhões de dólares", contou Almada em depoimento à Polícia Federal em 24 de março: "Parte desse valor, 10 milhões de dólares, foi pago mediante outro contrato com uma empresa internacional vinculada a Milton, de nome MJ2 Internacional". Almada diz que "os contratos com Pascowitch eram feitos de forma periódica e de acordo com o recebimento das parcelas e não de forma global a partir do valor total desse contrato dos navios replicantes". O primeiro casco das plataformas tipo FPSOs (sigla em inglês para unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo) Replicantes foi entregue em dezembro do ano passado para montagem da P-66 no Estaleiro BrasFels, em Angra dos Reis (RJ), e entrará em operação em 2016, no Campo de Tupi (BM-S-11), na Bacia de Santos. As outras plataformas, cujos cascos serão entregues pelo Estaleiro Rio Grande, são: P-67, P-68, P-69, P-70 e P-71. Pascowitch foi apontado pelo ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, como pagador de propina da Engevix, no esquema da área de Serviços. Espécie de contador do dinheiro que chegava em malas, mochilas e pacotes, inclusive na sede da estatal, no Rio de Janeiro, Barusco disse que ele, o ex-diretor Renato Duque e o PT foram beneficiários de 1% do valor do contrato de oito cascos de plataformas. A confirmação de um dos sócios da Engevix no depoimento à Polícia Federal, além de envolver valor superior ao citado por Barusco, reforça as suspeitas da força-tarefa da Lava Jato de que o esquema sistematizado de corrupção em obras de refinarias foi reproduzido nos contratos do pré-sal. Empresas do cartel pagavam propinas que iam de 1% a 3% do valor dos contratos a agentes públicos, partidos e políticos, sob comando de PT, PMDB e PP. Uma das frentes dessa apuração no pré-sal envolve a construção do Estaleiro Rio Grande, sua venda, em 2010, e a contratação dos serviços, em dois momentos. Em 2010, para montagem de plataformas, e em 2011, para a construção de três sondas de exploração de petróleo, pelo valor de 2,4 bilhões de dólares - contratos ainda em execução e com confissão de propina. A Engevix é sócia majoritária do estaleiro onde são construídos os cascos (as bases) das primeiras plataformas tipo FPSOs do projeto Replicantes. Para fechar com a Petrobras, em 2010, a Engevix comprou o Estaleiro Rio Grande da WTorre, por 400 milhões de reais, com parte dos recursos vindo do fundo de pensão dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal (Funcef). "Em um projeto denominado Replicantes a Petrobras definiu que seria inicialmente licitada a construção do estaleiro, vencida pela WTorre o qual seria locado pela estatal e utilizado pela empresa ganhadora da licitação", contou Almada. O Estaleiro Rio Grande foi construído pela WTorre em parceria com a Petrobras, a partir de 2006, por meio de um contrato indireto com a estatal. O dono da Engevix explicou que a empreiteira "foi vencedora da licitação, sendo que, posteriormente, veio a adquirir o estaleiro junto a WTorre". O pagamento das comissões a Pascowitch - que, para a força-tarefa da Lava Jato, são propinas - era lançado nos balanços como despesas de "contingências" dos contratos, afirmou Almada. Denunciado pela Procuradoria em dezembro do ano passado, Almada está em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica desde 28 de abril por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Acionistas pedem que Ministério Público Federal investigue Luma de Oliveira por uso de informação privilegiada


A Associação Nacional de Proteção aos Acionistas Minoritários (ANA) protocolou nesta sexta-feira uma notícia crime pedindo que o Ministério Público Federal investigue o uso de informação privilegiada por Luma de Oliveira, ex-mulher de Eike Batista, na compra de ações da MPX pouco antes de a empresa fechar um acordo com a alemã E.ON. À época, a multinacional de energia adquiriu 11,7% das ações da empresa de Eike. A notícia crime também aponta Eike como culpado por ter passado informação sobre a negociação à ex-mulher. Segundo o documento enviado à Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro, no final de novembro de 2011, antes da divulgação do acordo com a E.ON, que ocorreu em janeiro de 2012, Luma se tornou a maior compradora individual de ações da MPX. Os minoritários afirmam, com base em documentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que entre os dias 22 e 28 de novembro de 2011 Luma comprou mais de meio milhão de ações da MPX. Em 9 de fevereiro de 2012, depois da publicação do fato relevante anunciando a empreitada com a E.ON, Luma vendeu 180.700 papéis. O restante foi vendido em maio daquele ano. A operação rendeu à ex-mulher de Eike ganhos de 27%. Em março deste ano, a CVM determinou que Eike Batista pagasse 1,4 milhão de reais em multa por irregularidades nas informações divulgadas ao mercado sobre o grupo EBX. O ex-bilionário ainda responde por processos criminais envolvendo o uso de informação privilegiada na negociação de ações de suas empresas.

FEDERAÇÃO ISRAELITA VAI AO MEC CONTRA A UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA; COMUNIDADE JUDAICA DIZ QUE HÁ BOICOTE NAS UNIVERSIDADES CONTRA ISRAEL

A comunidade judaica do Rio Grande do Sul pretende ir até o Ministério da Educação em busca de explicações para o ofício encaminhado pela reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) com o objetivo de identificar a presença de israelenses na instituição. A comunidade teme pelo recrudescimento de ações antissemitas no Estado. "É sabido que há um crescimento de boicotes a Israel em universidades pelo país. Vamos a fundo neste caso, pois se trata de assunto grave, inclusive com repercussões negativas na imprensa internacional", disse esta tarde o presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul, Zalmir Chwartzman, que acrescentou: "Em um primeiro momento, as explicações dadas pelo reitor nos parecem frágeis e inconsistentes. A história nos ensinou que fatos semelhantes a esse, que parecem pequenos, se tornaram a maior tragédia da humanidade".

Sobre honestidade

Luciano Coutinho afirmou que vê “desonestidade intelectual” em quem compara as taxas de juros dos financiamentos do BNDES no exterior, feitos em dólar, com as taxas cobradas para empréstimos no Brasil, feitos em real. O que ele quis dizer é que, como os juros dos bancos estrangeiros são bem mais baixos do que os praticados pelo BNDES e a diferença cambial é mais do que o dobro em favor do dólar, é um bom negócio emprestar para obras em Cuba, Angola, Venezuela, etc. Luciano Coutinho tentou lançar uma cortina de fumaça sobre os verdadeiros problemas: por que o Brasil, tão carente em infra-estrutura, financia infra-estrutura em outros países? Como controlar que o dinheiro emprestado foi mesmo destinado à obra em questão ou que não houve superfaturamento? Lula, o lobista da Odebrecht, manda e desmanda no BNDES? Luciano Coutinho é desonesto intelectualmente. (O Antagonista)

O "FBI brasileiro"

Delegados da Polícia Federal estão negociando diretamente com Dilma Rousseff e com o Ministério da Justiça a criação de um "FBI brasileiro", no qual o poder ficaria inteiramente com os delegados e não haveria oportunidade para agentes e escrivães crescerem na hierarquia. Na polícia americana, os cargos similares aos de agentes e escrivães têm “função cosmética”. Dilma adorou a idéia porque se tornaria a criadora do “FBI brasileiro” e passaria a imagem de alguém que não teme investigações. E por que temer investigações de uma polícia criada por ela própria, não é?

Ministério de Israel se manifesta contra ato antissemita na UFSM; imprensa do país noticia episódio

site Israel
O Ynet, principal site de notícias de Israel, publicou um texto sobre o episódio explícito de antissemitismo ocorrido na Universidade Federal de Santa Maria. Fica evidente, até em razão da foto escolhida, que este blog foi uma das principais fontes da notícia. Para ler, clique aqui
O Ministério das Relações Exteriores de Israel de manifestou, segundo o Ynet: “Esse é um incidente muito sério, e a embaixada de Israel no Brasil e o Consulado em São Paulo, bem como a comunidade judaica, estão atuando para combater imediatamente a iniciativa indecorosa e racista. A rotulação de pessoas e a criação de lista-negra nos remete aos piores dias da história da humanidade.  Nós esperamos que a comunidade acadêmica do Brasil se manifeste no repúdio a essa iniciativa”.
Por Reinaldo Azevedo

STF AGILIZA AÇÃO DA OAB CONTRA APOSENTADORIAS ESPECIAIS DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLÉIA DO RS

A OAB do Rio Grande do Sul informou esta tarde que o STF decidiu que a ação da entidade contra a aposentadoria especial dos deputados estaduais terá tramitação ágil ao aplicar rito diferenciado. A Assembleia Legislativa do Estado deve prestar informações em dez dias. O advogado-geral da União e o procurador-geral da República também devem se manifestar sobre a matéria.

Menos 32 bilhões de reais na poupança somente neste ano

Os brasileiros retiraram 3,1 bilhões a mais do que depositaram na poupança em maio, segundo o Banco Central. É o quinto mês negativo em sequência do dado e o menor nível de captação para o mês de maio desde 1995. Com o resultado, a poupança acumula perda de 32 bilhões de reais somente neste ano.

Criou e não criou

Por que a CRIAR, que levou 2,4 milhões na campanha de Dilma Rousseff, está recebendo visitas de um oficial de justiça por não pagar aluguel? Levou e não recebeu? http://www.jusbrasil.com.br/diarios/documentos/156..." 

Desmascarando a guerrilha virtual da campanha de Dilma

Se você, assim como o antagonista veneziano, passou o dia esquadrinhando as contas de Dilma Rousseff, aqui vai uma atualização de nossas apurações. A DCO, que recebeu 4,8 milhões de reais da campanha petista, foi contratada às vésperas do segundo turno para enviar mensagens eletrônicas, como mostra a nota fiscal disponível no site do TSE:

A guerrilha virtual não é uma especialidade da DCO. De fato, o cadastro da empresa diz que sua atividade econômica principal é o conserto de computadores:

Já reproduzimos ontem a imagem da sede da empresa, mas vale a pena reproduzi-la novamente, porque é claro que se trata de uma sede fantasma:

Anistia geral e irrestrita

Empreiteiras investigadas na Lava Jato tentam convencer o governo a perdoá-las da culpa pelos danos causados à Petrobras em troca do pagamento integral das indenizações. De acordo com a proposta, as empreiteiras negociaram sua anistia diretamente com o Advogado-Geral da União, homem de Dilma Rousseff, e não mais com a Controladoria-Geral da União. E quem anistiaria os petistas? O STF?

A Caixa Econômica Federal questionou as pedaladas?

O procurador Julio Marcelo de Oliveira, que atua junto ao TCU, requisitará nesta sexta-feira à Caixa Econômica Federal atas e áudios de reuniões do Conselho de Administração em que foram discutidas as “pedaladas” fiscais. A intenção é verificar a informação de que conselheiros se opunham sistematicamente à prática, alvo de processo no tribunal. Se comprovada a objeção do conselho às “pedaladas”, ficará comprometida a tese de defesa do governo, de que o expediente era corriqueiro mesmo antes da gestão Dilma Rousseff, e nunca foi questionado".

A laranja do PT

A Veja fez uma reportagem sobre o caixa paralelo do PT em Minas Gerais. O destaque é dado a Helena Ventura, a enfermeira que, de acordo com o site do TSE, repassou 36 milhões de reais para a gráfica fantasma de Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené: "Sindicalista e filiada ao PT, a enfermeira disputou três eleições. Foi candidata a deputada federal em 2010, a vereadora em 2012 e, no ano passado, tentou uma vaga na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Somando o resultado das três eleições, ela teve incríveis 29 votos. Mas o que chamou atenção foi o custo de sua última campanha. Dona de um salário de 2 000 reais, Helena declarou ter gasto 36 280 000 reais com a candidatura. E o mais interessante é que praticamente todo o dinheiro, 36 250 000 reais, foi pago a um único fornecedor - a Gráfica Brasil, cujo proprietário é Benedito de Oliveira". A revista conta que, segundo um relatório do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, "o dinheiro a ser repassado para a Gráfica Brasil tinha como origem declarada o fundo partidário - a verba que os partidos políticos recebem dos cofres públicos". Helena Ventura, portanto, é laranja do PT, e não de Bené.

75% de ruim ou péssimo

O Palácio do Planalto recebeu há duas semanas uma pesquisa feita pelo Vox Populi. De acordo com Lauro Jardim, o governo de Dilma Rousseff é visto como ruim ou péssimo por 75% dos entrevistados nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Minha casa, Meu SMS

A guerrilha virtual se intensificou às vésperas do segundo turno, com a difusão de mensagens eletrônicas terroristas que associavam Aécio Neves ao fim do Bolsa-Família e do Minha Casa, Minha Vida. O Antagonista deu a ficha da DCO, que tem uma sede fantasma em Uberlândia e que recebeu 4,8 milhões de reais de Dilma Rousseff para enviar mensagens eletrônicas. A ficha da Door2door, de Belo Horizonte, que recebeu 4,2 milhões de reais da campanha petista, talvez seja ainda mais intrigante. A empresa foi contratada em 13/10/2014 para enviar SMSs, como mostra esta nota fiscal reproduzida no site do TSE:


A Door2door pertence a Peterson Querino, dono da construtora Casa Mais:


A Casa Mais, como disse o próprio Peterson Querino, tem "uma linha de produtos econômicos, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida". No ano passado, ele calculou um crescimento de 800% no "volume de financiamentos com recursos da Caderneta de Poupança", com lançamentos estimados em 300 milhões de reais. Pergunta para o ministro Gilmar Mendes, para os procuradores da República e para a PF: a Door2door usou os cadastros do programa Minha Casa, Minha Vida para enviar os SMSs da campanha eleitoral de Dilma Rousseff?

PLENÁRIO DA CÂMARA VOTA NO DIA 17 A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL


O deputado Laerte Bessa (PR-DF), relator da comissão que analisa a proposta de emenda constitucional de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, confirmou que vai apresentar seu parecer na próxima quarta-feira (10). A proposta deve ser votada até o dia 17. Bessa acredita que o colegiado deve ser favorável à redução da maioridade. “Uma coisa é certa: será dada uma resposta imediata para a sociedade brasileira, que está clamando pela redução da maioridade”, declarou. Diversos deputados, como Arnaldo Jordy (PPS-PA), Glauber Braga (PSB-RJ), e Darcísio Perondi (PMDB-RS), entretanto, afirmaram que o tempo da comissão estava sendo “atropelado”. Eles criticaram a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de colocar a proposta em votação no plenário ainda este mês. O relator rejeitou a idéia e ressaltou que a decisão de apresentar o relatório no dia 10 foi dele mesmo, e não do presidente da Câmara. O deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF) considerou a medida acertada. Para ele, não haverá consenso mesmo que o colegiado trabalhe por mais muitos meses.

DILMA NOMEIA EX-ADVOGADO DA CAMPANHA PARA TRIBUNAL FEDERAL

A PEC da Bengala, que ampliou de 70 para 75 anos a idade para a aposentadoria compulsória de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), praticamente colocou fim às indicações da presidente Dilma Rousseff para a corte máxima. Mas a escolha de juristas que atuaram no mundo político deverá continuar em outras cortes. O caso mais recente é do advogado Hercules Fajoses, que tomou posse nesta quarta-feira como desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), um tribunal presente em 80% do território brasileiro - atua em 13 estados e no Distrito Federal. A opção por Fajoses guarda similaridades com o processo que levou José Dias Toffoli ao Supremo. O novo desembargador atuou por quatro anos como assessor jurídico do PMDB e em 2010 foi alçado a advogado do comitê da campanha eleitoral da então candidata Dilma Rousseff e de seu vice Michel Temer. No mesmo ano, atuava ainda como consultor jurídico do comitê de campanha peemedebista no Distrito Federal. Após a vitória de Dilma, foi acomodado na função de chefe da assessoria jurídica de Temer, onde permaneceu até maio do ano passado. Na época, ainda acumulava o posto de integrantes do Comitê de Gestão de Tecnologia da Informação da Presidência da República. Ao contrário da tradicional cerimônia de posse de desembargadores, a formalização de Hercules Fajoses no cargo foi discreta, no gabinete do presidente do tribunal. Mas com uma peculiaridade: realizada às pressas, menos de uma semana depois da nomeação, e sem a presença de nenhum dos políticos que o acompanhou em boa parte da vida profissional.

Empresas querem ressarcir cofres públicos em troca de perdão; duvido que prospere

A Folha desta sexta-feira informa que as empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato estariam dispostas a arcar com o pagamento integral das indenizações em razão dos prejuízos causados à Petrobras, desde que fossem perdoadas pelo governo. Segundo informa o jornal, nesse modelo, as negociações seriam transferidas da Controladoria Geral da União (CGU) para a Advocacia Geral da União (AGU), que poderia fazer um acordo dessa natureza. Segundo o jornal, “para evitar que o governo seja acusado de favorecer empreiteiras, o pagamento seria com ações que dão direito de decisão sobre o rumo das empresas. (…) Esses papéis seriam, então, leiloados na Bolsa, e qualquer investidor poderia participar da oferta por meio de fundos". As empresas estão hoje numa encalacrada porque seu papéis despencaram na Bolsa. Além do escândalo em si, há a possibilidade efetiva de que sejam proibidas, segundo lei em vigor, de celebrar futuros contratos com entes públicos. Muitas delas quebrarão se assim for. Ainda que a saída pareça engenhosa, duvido que aconteça. A questão, a esta altura, é política. A presidente Dilma Rousseff não vai querer arcar com o ônus de passar para a história como aquela que negociou o perdão para as empreiteiras. Por outro lado, mantido o atual estágio, as empresas caminham para a quebradeira, com óbvios desdobramentos econômicos e sociais. Mais: o Ministério Público Federal teria de participar do acordo, o que parece improvável a esta altura. Do ponto de vista, digamos, da governança, um eventual acordo poderia ser positivo para o governo, num país que virou um cemitério de obras paradas, mas o custo político seria, sem dúvida, gigantesco. Ainda que as empresas pagassem multas bilionárias, ficaria colada à testa da presidente a palavra “impunidade”. Mundo afora, não é raro empresas confessarem ilícitos, arcarem com uma pesada multa e se livrarem da culpa. O problema é que, por aqui, a promiscuidade entre as empresas e o aparelho político foi longe demais. Não creio que esse tipo de negociação vá prosperar. Por Reinaldo Azevedo

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA – Em nota analfabeta, reitor e vice-reitor fazem proselitismo de esquerda, tentam esconder o óbvio e fazem mau uso da lei. Ou: Reitor confessa que foi ele quem deu a ordem. Demissão já!

Paulo Afonso Burmann, reitor da Universidade Federal de Santa Maria, e Paulo Bayard Dias Gonçalves, vice-reitor, gostam de brincar com o perigo. Tornaram pública uma nota, que está no site da universidade, em que só a língua portuguesa é mais espancada do que a lógica, o bom senso e os fatos. Antes que siga, noto: é espantoso que dois comandantes de uma universidade federal assinem um texto com erros em penca de pontuação, concordância (“vem” em vez de “vêm”), crase (à quaisquer), conjunção (se em lugar de “que”), o diabo a quatro… O estilo é pedestre, com repetição viciosa de palavras, ausência de paralelismo, anacolutos… Luiz Inácio Lula da Silva teria se desincumbido da tarefa com mais brilho.

As barbaridades gramaticais do reitor e vice-reitor informam o estado miserável a que foram reduzidas as universidades federais no País. Não me espanta que um pró-reitor encaminhe a seus subordinados um pedido urgente para que informem a eventual presença de alunos e professores israelenses na instituição. Não é que analfabetos possam ceder naturalmente a pressões de grupos antissemitas. É que, no caso específico, o analfabetismo literal é só mais um brocado do analfabetismo ético e moral.
Leiam a nota como está lá no site — já fiz uma foto dos crimes cometidos também contra a língua para registro histórico (segue depois da transcrição). Volto em seguida.
*
Considerando os recentes ataques sequenciais dirigidos à UFSM, primeiramente em referência à instalação da Comissão da Verdade no âmbito da UFSM e agora no que diz respeito à solicitação de informações com base na Lei de Acesso à Informação (12.527, de 18 de novembro de 2011) a Universidade Federal de Santa Maria vem a público manifestar o seguinte:
1. Sobre as manifestações a respeito da Comissão da Verdade, os fatos estão esclarecidos e as providências vem sendo tomadas no sentido de preservar a instituição e seus compromissos basilares;
2. Não houve qualquer solicitação por parte da UFSM à quaisquer de suas unidades acadêmico-administrativas de listas de Estudantes e/ou Professores israelenses ou não vinculados academicamente;
3. A Pró-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa, por demanda do Gabinete do reitor, que por sua vez respondia, através do cumprimento do Art. 10, da Lei de Acesso à Informação (obriga o atendimento dos pedidos feitos por meio idôneo e devidamente assinados, e em seu parágrafo §3° impede de questionar os motivos do pedido) a 05 perguntas das entidades representativas (DCE, ASSUFSM, SEDUFSM e Comitê Santamariense de Solidariedade ao Povo Palestino em de 14 de agosto de 2014), solicitou aos Cursos de Pós-graduação tão somente se tinham ou não em suas equipes Estudantes e/ou Professores israelenses vinculados (Mem. Circular 02/2015 – PRPGP/UFSM); em momento algum, segundo fartamente divulgado, a UFSM buscou “identificar e apontar” pessoas de origem israelense;
4. Na corrente semana o referido memorando circular foi fraudado, distorcendo os fatos, e desta forma foi difundido pelas redes sociais e páginas na internet, que além das manifestações de ódio vinculadas, originou denúncia contra a UFSM; a UFSM, usando os meios legais está tomando as providências no sentido de identificar os responsáveis e proceder os registros processuais adequados de responsabilização por aquilo que julgamos extremamente grave e ilícito;
5. Considerando a sensibilidade do tema, outras soluções foram consideradas, antes de enviar dita solicitação aos programas. No entanto todas elas representavam conflitos com a legislação vigente;
6. A Universidade Federal de Santa Maria sendo uma instituição Pública respeitada nacional e internacionalmente, comprometida com seus pilares de ensino, pesquisa e extensão, alicerçada sobre o conhecimento, a democracia e o respeito às diferenças, não tem preferência no que toca às históricas diferenças políticas, ideológicas, religiosas, etc… das causas judaica e palestina nem a qualquer outro conflito desta natureza;
7. Até o momento não houve a consolidação de um documento de resposta às entidades citadas, responsáveis pelas 5 questões apresentadas;
8. A UFSM espera que esta manifestação não sirva somente para aplacar os ânimos contaminados por uma rede de versões baseadas numa fraude, mas que sirva de reflexão no sentido de apostar na tolerância, no respeito às diferenças, na democracia, na transparência, no diálogo e na paz como instrumentos de justiça, convivência e felicidade.
Paulo Afonso Burmann, Reitor
Paulo Bayard Dias Gonçalves, Vice-reitor
Retomo
Também vou enumerar:
1: Então uma universidade pública cobra, num documento, que se informe a eventual presença de alunos israelenses na instituição e, chamada a se explicar, ainda tem a cara de pau de acusar perseguição?
2: O que a instalação da Comissão da Verdade tem a ver com o caso em debate, além de nada? A quem estes senhores acham que enganam?
3) Releiam o item 3: o professor José Fernando Schlosser, que encaminhou o pedido de informação, certamente cobrou de Burmann a verdade: foi o reitor quem determinou o envio do memorando.
4) Reitor e vice-reitor estão fazendo pouco caso da inteligência alheia. Um pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação pode, sim, ser recusado. Os que não forem atendidos terão, então, de recorrer à Justiça.
5) Nesse caso, se recorressem, teriam perdido. A lei a que os doutores se referem é a Lei 12.527. Leiam a íntegra. Quero que os dois valentes provem que é de “interesse público” a informação sobre a eventual presença de israelenses na UFSM. Mais: quero que ambos provem que as entidades sindicais e o Comitê Santamariense de Solidariedade ao Povo Palestino são entes legitimamente “interessados” na informação.
6) Releiam o documento original enviado à direção da universidade, observem o que lá se diz sobre o estado de Israel e depois avaliem a decisão tomada pela reitoria.
7) Reitor e vice-reitor insistem na falácia de que o problema está na adulteração, com duas palavras de ordem em inglês, da solicitação feita. Estão tentando nos enganar. O grave está no fato de o pró-reitor — agora sabemos que, sob as ordens do reitor — ter encaminhado a solicitação.
8) O item 6 da nota da reitoria é do balacobaco. Então a UFSM não tem “preferência” em matéria de conflito israelo-palestino? Huuummm… Isso quer dizer o quê? Se algum representante do Hamas quiser dar uma palestra na UFSM, ele será bem-vindo? De resto, senhores, o único conflito religioso que existe naquela área se dá entre os fundamentalistas do Hamas e o Fatah. De resto, senhores, o único país em que árabes vivem numa verdadeira democracia é… Israel!
9) A nota reforça a necessidade de destituição do reitor, levando junto o vice. Pensam mal, escrevem mal e decidem mal. Pior: tentam justificar uma decisão estúpida, de evidente caráter discriminatório, brandindo uma lei que não os autoriza a fazer o que fizeram.
A n ota de reitor e vice-retor que espancada impiedosamente a língua
A nota de reitor e vice-retor que espancada impiedosamente a língua
Para encerrar
Um idiota enviou um comentário para o blog perguntando por que estou tão incomodado se não sou judeu. Respondo com as palavras do teólogo protestante alemão Martin Niemöller: “Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar". Mesmo que os judeus ignorassem a questão, eu não ignoraria. Eu os defenderia, ainda assim, da sanha dessa gente. Entre outras razões porque isso também é um gesto de autodefesa. Por Reinaldo Azevedo