segunda-feira, 8 de junho de 2015

Petrobras pode interromper construção de plataformas no Rio Grande do Sul

A Petrobras está muito perto de cancelar o contrato com o consórcio QGI, formado pelas empresas Queiroz Galvão e Iesa Óleo e Gás, para a construção de módulos e integração das plataformas P-75 e P-77, no estaleiro do consórcio no Polo Naval de Rio Grande (RS), afirmou nesta segunda-feira o prefeito da cidade, o petista Alexandre Lindenmeyer. O cancelamento, segundo o prefeito, deverá ocorrer devido a uma disputa entre as companhias sobre valores de aditivos e pode ampliar o atraso no crescimento da produção da petroleira estatal. As duas plataformas estão destinadas ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, sendo que a P-75 estava prevista para ser entregue em 2016, enquanto a P-77, em 2017, segundo o plano de negócios da Petrobras 2014-2018. Acompanhado de uma comitiva, formada por representantes da cidade, o prefeito esteve na tarde desta segunda-feira no Rio de Janeiro em reuniões separadas com a Petrobras e com o consórcio. O QGI cobra da Petrobras aditivos de cerca de 10% do valor original do contrato, de cerca de 1,6 bilhão de dólares. A empresa alega que houve dezenas de alterações no contrato, a pedido da Petrobras, incluindo melhorias de segurança e de desempenho. As mudanças implicam em cobranças que a estatal se nega a pagar. "Houve todo um processo de negociação entre QGI e Petrobras. Ainda não é uma situação dada, mas está muito difícil essa negociação", afirmou. Ainda segundo Lindenmeyer, a Petrobras deve tomar uma decisão final sobre o contrato na quarta-feira, para quando está marcado um encontro entre a estatal e o consórcio. Em fevereiro, a Petrobras declarou que recebeu carta do QGI sobre a descontinuidade da execução do escopo do contrato. Na ocasião, a empresa disse que as obras de ambas as plataformas estavam em fase de conclusão dos projetos de engenharia de detalhamento e início da construção e montagem dos módulos. Lindenmeyer afirmou que as negociações foram retomadas em março, mas não houve avanços até agora. A Queiroz Galvão e a Iesa estão entre as empresas investigadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que apura esquema de desvio de dinheiro de contratos com a Petrobras por empreiteiras, partidos políticos e executivos de diversas companhias. A Petrobras não respondeu imediatamente a um pedido de comentários. Procurada, a Queiroz Galvão, que é líder do consórcio, também não comentou imediatamente o assunto.

Réu da Lava Jato, empresário morre em São Paulo


O executivo João Alberto Lazzari, funcionário da construtora OAS e um dos réus dos processos que envolvem o escândalo do Petrolão do PT, morreu no último dia 31 de maio, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em decorrência de um câncer no estômago. O juiz Sergio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato na primeira instância, deverá declarar a extinção da punibilidade dele na ação penal que reúne evidências de participação da empreiteira no esquema de fraudes na Petrobras. O advogado de Lazzari anexou no processo a ser analisado por Moro a certidão de óbito do executivo. Em dezembro, o magistrado havia determinado a abertura de ação penal contra executivos da OAS, incluindo o presidente da empresa, José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, contra Lazzari e outras sete pessoas pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

O BNDES na Bolívia. Superfaturamento, pau nos índios e Lula no jatinho da OAS

Publicará amanhã o BRIO (www.brio.media/pt/watch-dog):
"Um passo fundamental para a entrada da OAS na Bolívia foram os entendimentos que levaram a empreiteira a substituir a Queiroz Galvão, expulsa do país acusada de não cumprir o contrato na construção da estrada Tarija-Potosí. A obra foi iniciada em 2003. A negociação entre os governos da Bolívia e do Brasil tentava evitar o rompimento do contrato de financiamento do BNDES para essa obra e os inevitáveis atrasos na execução. Como solução, em 2009, o projeto de 226 milhões de dólares foi repassado para a OAS, que deveria corrigir erros de execução e concluir a estrada. "Ocorre que a Tarija-Potosí era considerada pouco lucrativa. Quem acompanhou de perto a negociação garante: isso implicava que a OAS precisava receber outros contratos, de modo a compensar o prejuízo inevitável na obra deixada pela Queiroz. Para interlocutores brasileiros e bolivianos, o que nascera como solução técnica para um problema criado pela expulsão da Queiroz Galvão tornou-se um plano que misturava negócios privados, interesses políticos e o dinheiro do BNDES. "Especula-se que o orçamento generoso de 415 milhões de dólares para a estrada através da (reserva indígena) Tipnis tenha sido superfaturado para 'compensar' o negócio pouco atraente da Tarija-Potosí. Em seguida, a empresa também ganhou outra estrada, a Potosi-Villazón, onde mostrou ineficiência e atrasos". O traçado que passa pela reserva Tipnis, feito sem nenhum critério técnico, motivou protestos de índios e, ironia, a repressão violenta da parte do governo de Evo Morales. Em agosto de 2011, quando os índios resolveram fazer uma marcha até La Paz, Lula correu ao encontro do presidente boliviano, para tentar colocar água na fervura - a bordo de um jatinho da OAS.

O BNDES na Venezuela. A reunião entre Chávez, Lula, Dirceu e Emílio Odebrecht

Em Caracas, capital da Venezuela, com dinheiro do BNDES, a Odebrecht toca a linha 5 do metrô, considerada essencial para descongestionar o sistema de transportes da cidade. A obra começou em 2007 e já sofreu dois adiamentos. A inauguração agora está prevista para dezembro de 2018. O custo do quilômetro aumentou 220% em relação ao preço original. Está hoje em 273 milhões de dólares, quase 100 milhões de dólares a mais do que o custo do quilômetro do metrô que ligará a Zona Sul carioca à Barra da Tijuca. A Odebrecht justifica os atrasos no metrô de Caracas por falta de pagamentos. Em 6 de junho de 2011, Hugo Chávez visitou Dilma Rousseff, em Brasília, e disse que, de fato, ocorreram atrasos nos pagamentos, mas que os trabalhos nunca pararam. O BRIO descobriu que, quatro dias antes, ocorrera uma reunião no Palácio de Miraflores, entre Chávez, Lula e Emílio Odebrecht. José Dirceu também estava presente. Na "reunião de política", segundo a imprensa oficial, o assunto foi, na verdade, como resolver o problema da empreiteira. Combinou-se que o nó seria resolvido por meio da assinatura de um contrato entre a Braskem, subsidiária petroquímica da Odebrecht, e a companhia petrolífera venezuelana. Ambas criaram um fundo para financiar o metrô que permanece não terminado. O BRIO revela, ainda, que, para garantir que o BNDES pudesse continuar financiando obras na Venezuela, e elas pudessem continuar a ser superfaturadas, Hugo Chávez até alterou uma lei aumentando o limite de endividamento do país.

O BNDES na Argentina. "É um acordo entre Lula e Cristina"

Em 2009, o governo argentino fechou a compra de 20 aviões E-190 da Embraer pela Austral, subsidiária da companhia Aerolíneas Argentinas, por mais de 700 milhões de dólares. O BNDES financiou 85% do negócio. Como mostrará o BRIO amanhã, antes de o contrato ser assinado, funcionários do governo argentino constataram que havia sobrepreço. Representantes dos pilotos chegaram a procurar o então ministro do Planejamento, para mostrar que havia problemas nas planilhas. Ouviram a seguinte frase como resposta: "É um acordo entre Lula e Cristina". O intermediário entre Aerolíneas Argentinas, BNDES e Embraer foi Manuel Vásquez, um personagem do kirchnerismo que agiu como "facilitador informal". Depois que o contrato foi assinado, uma testemunha contou que, entre goles de champagne Pommery, a bordo de um jatinho, Vásquez exultava: "Acabamos de fechar o negócio de nossas vidas". Hoje, o FBI e o Departamento de Justiça americano investigam o caso, visto que os Estados Unidos disputavam o contrato com a Embraer. Além da suspeita de superfaturamento, há também indícios de pagamentos de propinas.

O BNDES no Peru. US$ 1,2 bilhão a mais por uma estrada e os capilés da Camargo Corrêa

Não importa a latitude, o método é igual. O BRIO apurou que, em 2005, a construção da estrada Interoceânica Sul, no Peru, foi estimada em cerca de 800 milhões de dólares. Três anos depois, o valor aumentou para 1,3 bilhão de dólares e, em março de 2015, atingiu 2,2 bilhões de dólares. O orçamento da obra financiada em boa parte pelo BNDES triplicou com as mudanças reiteradas dos contratos. Ao todo, foram 22 aditivos. Empreiteiras brasileiras venceram as licitações para fazer as obras de três seções da estrada. A Odebrecht, que forma consórcio com as peruanas Graña y Montero y JJ Camet e Ingenieros Civiles y Contratistas, ficou com dois trechos e a Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, do consórcio Intersur, ficaram com um. Os saltos mais altos ocorreram - surpresa, surpresa - nos trechos construídos pelas empreiteiras envolvidas na Lava Jato, financiadas pelo BNDES. Na seção 2, do consórcio liderado pela Odebrecht, o custo aumentou 207%, de 213 milhões de dólares para 612 milhões de dólares. Na seção 3, também a cargo da Odebrecht, o custo inchou em 105%, saindo de 294 milhões de dólares para 602 milhões de dólares. No trecho 4, liderado por Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, o aumento foi de 237% - de 198 milhões de dólares para 667 milhões de dólares. O BRIO trará vários documentos sobre essa canalhice. Durante a Operação Castelo de Areia, por exemplo, a Polícia Federal apreendeu na Camargo Corrêa documentos relativos à construção da Interoceânica. Um deles era uma planilha com o título "Previsão de Capilés Tramo IV - Interoceânica". Segundo os policiais, o total de "capilés" pagos pela Camargo Corrêa no Peru (com dinheiro do BNDES, acrescentamos nós) seria de mais de 6 milhões de dólares. 

MINISTÉRIO PÚBLICO QUEBRA O SIGILO BANCÁRIO DE DEZ ASSESSORES E DO DEPUTADO BASSEGIO

O caso do deputado estadual Diógenes Basségio, do PDT, já tinha transbordado os limites da Assembléia do Rio Grande do Sul, porque o Ministério Público investiga as denúncias desde maio do ano passado, mas só agora pediu a quebra do sigilo bancário do parlamentar e dos dez assessores que teriam sido vítimas de extorsão. O parlamentar poderá ser denunciado pelo Ministério Público por crimes como peculato (desvio ou apropriação de dinheiro público), concussão (por suposta extorsão de funcionários) e falsificação ou uso de documentos falsificados (notas podem ter sido adulteradas para fins de comprovação de diárias). O promotor Luiz Eduardo Menezes, da Subprocuradoria-Geral para Assuntos Jurídicos, diz que o Ministério Público instaurou um procedimento investigatório criminal. As suspeitas chegaram ao órgão em maio de 2014, em Passo Fundo, por meio do ex-chefe de gabinete de Basegio, Neuromar Gatto. Depois de confrontar documentos e analisar o depoimento de Gatto, o procurador-geral de Justiça, Eduardo de Lima Veiga, determinou a abertura do procedimento. A demora se deu, segundo Menezes, pela necessidade de cruzar as informações e de verificar a veracidade dos documentos apresentados. Já foram ouvidos assessores e ex-assessores do deputado estadual e agora foi requerida a quebra do sigilo bancário de mais de 10 pessoas, inclusive de Baségio e de seus ex-chefe de gabinete. É absolutamente incrível a lentidão de processos no Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, especialmente se tratam de deputados estaduais. E, depois, esses processos demoram, em média, uma década, tramitando no Poder Judiciário gaúcho. Por falar nisso, deputados foram citados na investigação da Operação Conexion, que desvendou parte da Máfia do Lixo gaúcha. Esses deputados foram citados pelo denunciante da Máfia do Lixo como beneficiários de propina de empresas de lixo. A citação aos nomes dos parlamentares está nas páginas 68 e 69 do processo que tramita na Justiça gaúcha, na Vara Criminal de Torres. O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul abriu as investigações a respeito desses parlamentares?  

Mercado prevê inflação maior, mesmo após alta da Selic; recessão avança…

Mesmo depois de o Banco Central ter aumentado a taxa básica de juros (Selic) para 13,75% ao ano na semana passada, o mercado voltou a elevar a projeção para a inflação neste ano. Os economistas ouvidos pelo Banco Central para a produção do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, aumentaram novamente a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 8,39% para 8,46%. Trata-se da oitava semana consecutiva em que o índice é ajustado para cima. Se a estimativa for confirmada, a inflação ficará bem acima do teto da meta, de 6,5%, para 2015, e registrará o maior índice desde 2003, quando chegou a 9,3%. Com a inflação e os juros nas alturas, o mercado previu uma queda ainda maior no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de 1,30% – é a terceira semana seguida que o PIB é revisto para baixo. Na semana passada, o recuo calculado era de 1,27%. Se for concretizado, este será o pior desempenho da economia brasileira desde 1990, quando caiu 4,35%. Em relação à taxa Selic, o mercado prevê que ela permaneça estável em 14%, conforme foi projetado na semana passada. Os analistas avaliam que os juros elevados conseguirão abaixar a inflação para 5,5% em 2016 – ainda acima do centro da meta.

Deputado do PT de MG, da turma de Pimentel, contratou filho de empresário suspeito de operar caixa dois. Ou: Quem sai aos seus não degenera

Aos poucos, a República de Minas, sob o comando de Fernando Pimentel (PT), vai se mostrando mesmo um mundo de estranhas coincidências. Leiam trecho de reportagem Andréia Sadi, na Folha. Volto em seguida.

*
O deputado federal Gabriel Guimarães (PT-MG) contratou por dois anos como assessor de seu gabinete um filho do empresário Benedito de Oliveira, ligado ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Paulo Eduardo Pitrez de Oliveira foi nomeado em 14 de novembro de 2012 como assessor do deputado mineiro e ganhava R$ 4.808 por mês. Em março de 2013, ele começou a estudar na parte da manhã, segundo o congressista, e seu salário caiu para R$ 2.595 mensais. Ele foi exonerado a pedido em outubro do ano passado. “Faço questão de reiterar a competência e profissionalismo do Paulo”, afirmou o deputado àFolha.
Paulo é filho de Bené, como é conhecido o empresário que foi preso na Operação Acrônimo da Polícia Federal no dia 29 de maio, junto com outras três pessoas, por suspeita de associação criminosa. Os quatro deixaram a prisão no mesmo dia, depois do pagamento de uma fiança total de R$ 188 mil. Em outubro do ano passado, uma aeronave do empresário foi apreendida no aeroporto de Brasília com R$ 113 mil em dinheiro vivo.
(…)
Gabriel e Bené têm relação além da política. Em 2014, eles viajaram para Punta del Este, no Uruguai, junto com o governador Fernando Pimentel, ex-ministro do governo Dilma, e suas mulheres. Na semana passada, a Folha revelou que Gabriel e seu pai, o ex-deputado Virgílio Guimarães, usaram o avião de Bené na véspera da apreensão feita pela PF em outubro. A casa de Virgílio foi alvo de busca da PF na operação da semana passada. A polícia suspeita que Bené tenha uma “sociedade dissimulada” com Virgílio. Para a PF, o ex-deputado recebeu pelo menos R$ 750 mil de Bené. 
Voltei
O ex-deputado federal Virgílio Guimarães é mesmo uma figura ímpar no PT. Foi por suas mãos que o publicitário Marcos Valério chegou ao partido e começou, como posso dizer?, a operar.
E é também o amigão do peito de Bené, que já era figura de proa no partido em 2010, quando o mensalão ainda estava sendo investigado. Ele pagava o aluguel da casa que serviu à pré-campanha de Dilma, coordenada então por… Fernando Pimentel. Reportagem da VEJA revelou que o grupo havia montado uma estrutura de arapongagem para produzir dossiês contra adversários do PT.
Ah, sim: naquele tal avião em que viajavam Bené e o deputado Gabriel Guimarães, também estavam Pimentel e sua atual mulher, Carolina, que tinha uma empresa no mesmo endereço em que Bené mantinha uma das suas — no caso, fantasma.
Quanto a Gabriel, dizer o quê? Quem sai aos seus não degenera. O pai deve estar orgulhoso de sua cria. Por Reinaldo Azevedo

CONSULTORIA EMPIRICUS DENUNCIA "AMEAÇAS" POR INFORMAR ESCALADA DE CONFISCO DA POUPANÇA E DO DINHEIRO DOS BANCOS

A direção da consultoria Empiricus informou esta tarde que passou a receber ameaças em função do relatório que resolveu divulgar a respeito da existência de confisco da poupança e do dinheiro existente nos bancos. No ano passado, durante as eleições, a consultoria publicou um estudo, intitulado "O fim do Brasil", no qual anunciou todos os problemas fiscais que só foram revelados este ano pelo governo Dilma. O editor sabe perfeitamente que tanto naquela ocasião quanto na atual ("Confisco"), o objetivo central da Empiricus é arrebanhar clientes para sua consultoria, o que considera perfeitamente aceitável, já que seus relatórios não falseiam a verdade para enganar possíveis clientes. (Políbio Braga)

TARSO PASSOU PARA SARTORI DÍVIDA FUNDADA DE R$ 54,8 BILHÕES

Saiu na tarde desta segunda-feira o Relatório Anual da Dívida Pública do Rio Grande do Sul, cuja informação mais importante foi a revelação de que a dívida fundada da administração fechou 2014 com o valor de R$ 54,8 bilhões, um crescimento de alguma coisa como 8,3%. Em quatro anos, a dívida engordou R$ 11,5 bilhões. A gordura maior e a dívida crescente foram heranças malditas deixadas pelo governo do petista peremptório "grilo falante" Tarso Genro.

MARXISMO-LENINISMO É IGUAL A ANTISSEMTISMO - Artigo do professor universitário, jornalista e filósofo Luis Milman

Tenho escrito, aqui e em vários artigos que publiquei, que a esquerda ideologicamente alinhada ao marxismo-leninismo, que eu chamo de esquerda confessional, seja ela de que variante for, é visceralmente antissemita. E que o antissionismo, ou "anti-israelismo" é meramente o disfarce para propagar e praticar um ódio genocida. Este alinhamento remonta à era stalinista, durante a qual o antissemitismo foi oficializado, na forma de propaganda, expurgos de judeus, denúncias de teorias conspiratórias judaicas de dominação global, anteriores e posteriores à criação do Estado de Israel. Na era pós-stalinista, os soviéticos passaram a dizer, publicamente que Israel se comportava com relação aos palestinos da mesma forma que os nazistas se comportavam com relação aos judeus. Esta é a mesma propaganda disseminada pelo mundo árabe-islâmico desde os anos 50 do século passado. Há casos mais extremos ainda, como a negação do Holocausto, que grupos ultramarxistas, ligados è editora La Vielle Taupe (França) defendem. O presidente atual da Autoridade Nacional Palestina, Mahmaud Abas (ou Abu Mazen), que é da linha marxista-leninista, como, de resto, era Yasser Arafat, doutorou-se na Universidade de Moscou, sustentando que o Holocausto era uma invenção judaica. Tais doutrinas, desde as mais moderadas, como a de que israelenses são como nazistas, até as mais radicais, como a que nega o Holocausto, estão alojadas no próprio subconsciente marxista, e se alastram pelo ambiente político, cultural e universitário do Ocidente, dominado pelo esquerdismo que, apesar de simiesco, não é nada inofensivo. É isto que explica como um Reitor de uma universidade federal brasileira, provocado por palestinos e comunistas, emite uma diretriz administrativa, aos seus subordinados, para que informem a presença de israelenses na universidade.

COMITÊ QUE SUSTENTA A CAUSA DA PALESTINA E DO HAMAS EM SANTA MARIA TEM APOIO INTERNACIONAL

As entidades que compõem o Comitê Santa-mariense de Solidariedade ao Povo Palestino tem contado com ativo apoio internacional e nacional, como os de Maren Mantovani, militante italiana e integrante do grupo internacional “Stop the wall”; Günther Richter Mros, professor de Relações Internacionais da UFSM e Abdo Ahmad, da Associação Palestina de Santa Maria. A verdade é que o Comitê é braço de um polvo internacional muito mais abrangente. Isto demonstra que não foi acontecimento isolado o pedido para a confecção da Lista Burmann-Schlosser, pela qual a UFSM deveria entregar para o Comitê todos os nomes de alunos e professores israelenses que existem nos seus campi. Todos os líderes listados acima têm participado de debates feitos na cidade, inclusive com apoio ostensivo de Rodrigo Suñe, que faz parte do Diretório Central de Estudantes (DCE) e da diretoria da União Nacional de Estudantes (UNE). Além do DCE, também a sede da Sedufsm, é usada como parte integrante do Comitê de Solidariedade. (Políbio Braga)

PRODUÇÃO DE VEÍCULOS CAIU MAIS 3,4% EM MAIO

A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mercado brasileiro em maio caiu 3,4% na comparação com abril e recuou 25,3% ante o mesmo mês do ano passado, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No quinto mês do ano, foram produzidos 210.086 veículos no País. Com o resultado, a produção acumula queda de 19,1% no ano até maio, na comparação com igual período de 2014. O resultado é reflexo das medidas de corte de produção adotadas pelas montadoras nos últimos meses para tentar diminuir estoques e adequar o nível de produção à baixa demanda do mercado. No mês passado, fábricas como Fiat, GM e Mercedes concederam férias coletivas e licenças remuneradas, colocaram grupos de metalúrgicos em lay-off (suspensão temporária dos contratos) ou promoveram paradas técnicas estratégicas.

Maioridade penal – As esquerdas odeiam os números e a lógica. Ou: Agora ninguém quer ser o pai dos números falsos de Dilma

A Folha deste domingo trouxe uma evidência sobre a qual já escrevi muitas vezes. O Brasil não sabe quantos homicídios — ou crimes hediondos, mais amplamente — são cometidos por menores. O governo se opõe à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos alegando que menos de 1% dos assassinatos é cometido por pessoas abaixo de 18. É chute e mentira. Como a polícia identifica menos de 10% das autorias — apenas 8% —, de onde saiu aquele dado? A própria presidente Dilma o citou e atribuiu a conta ao Ministério da Justiça. Este diz que é do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que, por sua vez, nega que o tenha produzido. Pronto! Está desmoralizada mais uma daquelas verdades incontestáveis das esquerdas, fundadas sobre o nada!!! Lembram-se do tempo em que se sustentava que morriam 200 mil mulheres por ano no Brasil em decorrência do aborto? Esses dados falsos chegaram a ser levados para a ONU pela ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci. Informação: as mortes são pouco superiores a mil. Não quer dizer que sejam irrelevantes. Quer dizer que não são 200 mil. No livro “O Retrato”, editado pela primeira vez em 1962 e reeditado recentemente pela editora Três Estrelas, o jornalista Osvaldo Peralva (1918-1992) narra o ódio que a velha-guarda stalinista do PCB tinha aos números — geralmente, estes negavam suas teses. Se Luiz Carlos Prestes escrevia, sob as ordens de Moscou, que o Brasil estava regredindo à condição de colônia, pouco importava que os dados demonstrassem o contrário. Tratava-se, na cabeça dos dinossauros, apenas de um desvio burguês. Aliás, recomendo vivamente o livro. A esquerda continua odiando os números e os dados. E defende seus preconceitos como se fossem sabedoria universal. A própria reportagem da Folha faz um trajeto curioso. Informa, sim, como se vê, que o governo chuta um número inexistente, mas resta evidente o viés crítico àqueles que propõem a redução da maioridade penal, já que estariam a defender uma tese no escuro. Será? Ora, para que se chegasse a uma estatística confiável, convenham, seria necessário que a eficiência da polícia aumentasse brutalmente na apuração das autorias. Como isso pode levar décadas, tudo ficaria como está. Mas esperem: o jornal traz informações preciosas, e todos os números a seguir se referem a assassinatos com autoria conhecida: nos Estados Unidos, menores respondem por 7% das ocorrências. Na Inglaterra e País de Gales, por 18%; no Uruguai, por 17%. Pergunta óbvia: por que, no Brasil, as autorias nessa faixa etária estariam em menos de 1%? De resto, essa estatística, que agora ficou sem pai nem mãe, nega a realidade mais evidente. Segundo dados do Distrito Federal, menores de 18 anos respondem por 30% dos homicídios com autoria conhecida; no Ceará, por 30,9%; no Maranhão, por 15,2%.
Faltam dados, mas
Sim, faltam dados no país para que tenhamos um retrato fiel do que está em curso. Falta uma polícia mais eficiente na investigação que possa produzi-los. Mas nada disso é motivo para que não se reduza a maioridade penal e não se aumente o tempo de internação dos menores de 16 que praticarem crimes hediondos. A experiência internacional, mesmo em países com um número muito menor de ocorrências, indica a alta frequência de assassinos juvenis. No Brasil, por fatores vários, as porcentagens devem ser maiores do que nos países citados. Não! Essa medida, por si, não “resolve” o problema da violência. Aliás, lançar tal questão é de uma desonestidade intelectual escandalosa. Não há “uma medida” para pôr fim ao problema; nem duas nem três. Nem dez. Trata-se apenas de não deixar na rua, impune, um assassino, depois dos quase nunca cumpridos meros três anos de internação. A vida humana tem de valer um pouco mais do que isso.
O pacote
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), patrocinou em 2013 um projeto que ampliava o tempo de internação, de três para oito anos, do menor que pratica crime hediondo. Foi bombardeado pelo PT. Agora, os companheiros parecem buscar se ancorar em Alckmin para que essa proposta tome o lugar da redução da maioridade penal. Tomara que o tucano não caia no truque. Já escrevi aqui e reitero que as duas medidas — ou mais — são necessárias: redução da maioridade de 18 para 16 e ampliação do tempo de internação para os menores de 16 que cometerem homicídios e outros crimes hediondos. Também se pode agravar a pena de quem aliciar adolescentes para o crime. Essas medidas compõem um pacote contra a impunidade e em favor da segurança. “Ah, mas vai resolver?” Resolver o quê, cara-pálida? A violência não tem uma solução. Ela pede combate. Se combatida com eficiência, diminui. E sempre será eficiente manter um assassino trancafiado. Por Reinaldo Azevedo

A possibilidade de democracia na Turquia ainda respira

A possibilidade de haver uma democracia de fato na Turquia — não, eu não considero aquele um regime democrático! — ainda respira. O Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), de orientação islâmica, comandado com mão de ferro pelo presidente Recep Erdogan, obteve 41% dos votos, o que deve lhe render, segundo a imprensa local, 258 cadeiras das 550 no Parlamento — 18 a menos do que a maioria necessária (metade mais um) para governar sem precisar fazer uma coalizão. A derrota de Erdogan é maior porque, no início da campanha eleitoral, ele ambicionava fazer ao menos 400 cadeiras. Com 330 — o correspondente a três quintos —, ele já conseguiria propor um referendo para ampliar os poderes da Presidência da República. O agora presidente turco exerce, vamos dizer assim, um modelo Vladimir Putin de “democracia”, com viés islâmico. Depois de permanecer como primeiro-ministro da Turquia de março de 2003 a agosto de 2014, elegeu-se presidente. E, aí, ora vejam, teve a idéia de aumentar os poderes da… Presidência. Erdogan foi surpreendido pelo desempenho do Partido Democrático (HDP), pró-curdo, que obteve 12,5% dos votos. O Partido do Povo (CHP), ficou com 25,2%, e o Partido da Ação Nacionalista (MHP), ambos seculares, com 16,5%. Qualquer que seja a composição para governar, avalia-se que o presidente não obterá os três quintos necessários para mudar a Constituição. E essa é certamente uma boa notícia para a, quem sabe um dia, democracia turca. Só pra deixar claro: eleições compõem as condições necessárias de uma democracia, mas não suficientes. Na Turquia, a imprensa sofre censura religiosa, e jornalistas estão presos por delitos de opinião, ainda que a acusação oficial seja de conspiração. Um país com essas características não pode ser considerado democrático, a menos que a gente comece a achar que existe uma “democracia tipicamente turca”. Estejam certos: sempre que é preciso ficar colando penduricalhos à democracia, estamos falando de outra coisa. Por Reinaldo Azevedo

DR. BASSEGIO, DEPUTADO ESTADUAL DO PDT GAÚCHO, FLAGRADO CONTANDO DINHEIRO TOMADO DOS SEUS FUNCIONÁRIOS DE GABINETE

Dr. Bassagéio, um homem de "bons costumes", membro da Maçonaria do Rio Grande do Sul
A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul não poderá ignorar as denúncias feitas na noite deste domingo pelo repórter Giovani Grizzoti no programa Fantástico, da Rede Globo, envolvendo a existência de funcionários fantasmas e o confisco de dinheiro de servidores lotados no gabinete do deputado Dr. Bassegio, PDT. O caso é de abertura imediata de procedimentos no Conselho de Ética, o que poderá levar à cassação do mandato do deputado. Mas, também de investigação pela Polícia Civil ou pela Polícia Federal (se a primeira não agir) e o Ministério Público Estadual, ou o Federal (se este não agir). O ex-chefe de gabinete do deputado, Neumar Gatto, mostrou a lista de cada funcionário fantasma e a relação do dinheiro sacado de dez deles, o que rendeu R$ 800 mil por ano para Dr. Basségio. Videos sucessivos foram gravados sem o deputado saber, registrando cenas dele contando dinheiro tomado dos CCs e até reclamando de alguns valores. Em um determinado momento ele disse: "É muito pouco. Que gente pobre!" Alguns fantasmas foram entrevistados por Giovani Grizzoti e confirmaram o crime. Um dos entrevistados, o publicitário Paulo Marins, de Passo Fundo, e a mulher, foram CCs que repassaram dinheiro dos salários para Dr. Basségio. A mulher de Marins pagava R$ 3.008,00 por mês. O repórter procurou o deputado do PDT depois de concluídas suas investigações, ele negou tudo e afirmou contrariado: "Eu não sou falcatrua". O deputado Diógenes Bassegio usou o Facebook para se defender das denúncias de apropriação do dinheiro dos seus CCs e de falsificação de quilometragem para faturar dinheiro extra da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Ele considerou falsas as acusações, mas as imagens, os áudios, tudo tomado com ele como protagonista,não deixam margem a qualquer dúvida. Além disto, as falas das testemunhas e os documentos e provas apresentados pelo seu ex-chefe de gabinete, são mais do que devastadoras. Leia a postagem do deputado no Facebook: "Nestes últimos meses venho sofrendo inúmeras acusações falsas feitas por um antigo funcionário da Assembléia Legislativa que exonerei por justa causa, pois este indivíduo, então chefe de gabinete, estava cometendo atitudes ilícitas e quando sabedor imediatamente o exonerei pelo zelo do bem público. Esses ataques e provas forjadas por este indivíduo ímprobo, além da vingança, suponho ter como objetivo destruir o trabalho que faço em prol da minha gente. Gravações forjadas, papéis rabiscados tentando imitar minha letra e tantas outras ações maquiavélicas foram feitas por este indivíduo com único objetivo, nos incriminar. Peço a você que continue acreditando em mim, no meu trabalho, pois são tantos anos de dedicação, lealdade e honestidade. Creio na justiça do Grande Arquiteto do Universo e na justiça dos homens o que me leva a seguir em frente". O deputado estadual Dr. Basségio é maçom e isso exige uma explicação da Maçonaria do Rio Grande do Sul, que apregoa só reunir pessoas de bons costumes.

ANTISSEMITISMO NA UFSM – Presidente da Federação Israelita do RS envia e-mail a este blog

Zalmir Chwartzmann, presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul, envia o e-mail que segue sobre post (post), que publiquei aqui. Leiam. Volto na sequência.
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Prezado Reinaldo Azevedo:

É com assombro que leio em seu blog o post intitulado “ANTISSEMITISMO NA UFSM: AS CONSEQUÊNCIAS 2 – Sobre ambiguidades e pusilanimidades. Ou ainda: Será tudo uma invenção do Reinaldo Azevedo?”.

Me toma de inopino a sua preocupação criar uma polêmica injustificada em relação à minha pessoa e à instituição da qual estou Presidente, sem mesmo averiguar a veracidade dos fatos. Ouso dizer que fostes vítima de uma fonte que distorceu os acontecimentos, de forma mal intencionada. Vamos aos fatos!

Segue abaixo a tua primeira afirmação:
“Federação Israelita do Rio Grande do Sul, comandada por Zalmir Chwartzmann — que também é presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Civil do RS —, decidiu, sim, cobrar explicações sobre aquele descalabro. A entidade, no entanto, tentou antes o caminho do “deixa disso.”

Em primeiro lugar, não estou Presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Civil do RS. Já estive no passado, cargo que exerci com muito orgulho e abnegação. Hoje, entretanto, apenas integro a Diretoria da instituição.

Em segundo lugar, a Federação Israelita do Rio Grande do Sul, neste caso, EM NENHUM MOMENTO buscou o caminho do “deixa disso”. Ao tomarmos conhecimento do assunto, imediatamente acionamos o nosso corpo jurídico, formado por renomados juristas gaúchos, e notificamos a Confederação Israelita do Brasil acerca dos fatos. Nossas notas de repúdio foram lançadas simultaneamente, e de comum acordo foram definidos os seus conteúdos. Prova disso é que a nota da CONIB, ao final, refere que “diante de ação dessa natureza, que suscita as piores memórias na comunidade judaica brasileira, a CONIB e a Federação Israelita do Rio Grande do Sul estão avaliando as medidas de natureza política e jurídica a serem tomadas”.

Sabemos que os movimento de Boicote, Sanção e Desinvestimento (BDS) contra Israel têm crescido sobremaneira no meio acadêmico, situação que nos causa enorme preocupação, razão pela qual estamos dispostos a levar o assunto às últimas consequências, com o objetivo de tornar este caso “exemplar”.

Prova disso é que o MEC, após provocação da FIRS e da CONIB, lançou nota repudiando a atitude da UFSM, e se comprometendo a apurar os fatos de maneira profunda. Ato contínuo, também lançamos nota em nossa fan page no Facebook, onde destacamos que “este primeiro passo é fundamental na construção de um caminho que leve à identificação e punição dos responsáveis”. A toda evidência, dessa frase depreende-se o nosso intuito de não colocar “panos quentes” no caso. 

Em teu post, a seguir, referes que “o jornalista e professor Luís Milman, que é judeu e entrou com uma queixa-crime contra a UFSM no Ministério Público Federal, foi chamado para uma reunião com a direção da federação. E ALI OUVIU, INFELIZMENTE, QUE TODOS TINHAM DE SER MUITO PRUDENTES E COISA E TAL E QUE, ORA VEJAM, OS JUDEUS NÃO PODIAM SE PAUTAR POR AQUILO QUE DIZ REINALDO AZEVEDO, QUE SERIA CONTRA O PT. O objetivo, tudo indica, era fazer com que Milman desistisse de levar o caso adiante.”

Reitero que o objetivo do convite feito ao Sr. Luís Milman para se reunir comigo e dois de meus Diretores, unicamente, não teve em nenhum momento o objetivo de fazer com que Milman desistisse de levar o caso adiante. O Sr. Milman, ao contrário do que afirmas, foi parabenizado pela sua prontidão em levar o caso adiante, ocasião em que indagou por qual motivo a FIRS ainda não tinha tomado providências similares. Respondi, então, que o assunto estava sendo avaliado pelo corpo jurídico, que decidiria pela melhor forma jurídica de conduzir o tema. Expliquei, ainda, que os tempos de resposta são distintos para os indivíduos e para as entidades. Como representante de uma comunidade de 12 mil gaúcho é mister que, antes de tomar qualquer decisão política ou jurídica, consulte os especialistas na área, sob pena de expor a comunidade judaica a constrangimento em caso de atitude irresponsável da minha parte.

Quanto à tua afirmação final de que “eu não brinco em serviço, não, doutor Zalmir Chwartzmann. E não gosto que brinquem comigo”, apenas me resta destacar que tampouco o faço e, repito, fostes vítima de uma fonte que distorceu os acontecimentos, de forma mal intencionada, sabe-se lá a serviço de que, ou de quem.

Por derradeiro, destaco que não nos afeta o teu posicionamento político-partidário, e que não o levamos em consideração ao avaliar a tua atividade jornalística. Tens plena liberdade de expressar o teu pensamento, assim como nós. E que bom que é assim, num Estado Democrático de Direito. E isso tem especial relevância no caso do antissemitismo, que ao longo da história esteve presente em diversos episódios ligados tanto à esquerda quanto à direita.

Ainda que não concordemos em tudo, reconhecemos que tens a coragem de ser uma voz dissonante, muitas vezes a única que se levanta em favor de Israel e dos judeus.

Espero que reconsideres o teu pensamento a meu respeito e da FIRS, e saiba o amigo que o meu telefone e e-mail estão sempre à sua disposição, para esclarecimentos ou contrapontos.
Um cordial shalom! 
Zalmir Chwartzmann
Presidente da Federação Israelita do RS

Comento
Caro Zalmir Chwartzmann,

Não quero criar polêmica nenhuma — ou, se nos voltarmos para a origem da palavra, quero, sim, mas não com a Federação Israelita do Rio Grande do Sul ou com você. Os que considero adversários, nesse caso, são outros, por óbvio. Acrescento ainda que tenho, sim, posicionamentos políticos claros, mas não partidários. Sou um liberal, e não há partido realmente liberal no Brasil. Ainda que houvesse, eu jamais a ele me filiaria porque tal atividade é incompatível com a independência que deve ter um jornalista.

Já corrigi, no post original, a informação errada sobre o seu cargo no sindicato. Quanto ao mais, melhor, então, que o ruído tenha sido fruto de um equívoco. Estou certo de que concordamos que um caso dessa gravidade não pode se extinguir sem consequências, doa a quem doer. Compreendo, sim, o seu cuidado, mas, no caso em tela, parece não haver dúvida sobre o ocorrido, não é mesmo?

Por Reinaldo Azevedo

ANTISSEMITISMO NA UFSM – Deputado petista quer saber quem vai para o hospício primeiro

Recebo do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), membro do Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino, o e-mail que segue. O tal comitê é uma das entidades signatárias do pedido para que a reitoria da Universidade Federal de Santa Maria informe se há alunos e professores judeus no campus. A reitoria, para escândalo dos sensatos e dos decentes, decidiu atender à solicitação persecutória alegando cumprir a Lei de Acesso à Informação — que, obviamente, não se presta a isso. Mas vamos ao e-mail de Pimenta, como chegou. Volto em seguida.

*
“Informo ao colunista e aos autores dos comentários ofensivos a minha pessoa que o suposto documento atribuído a mim, não é de minha autoria. Portanto um grave equívoco produzido pela má fé ou por mera imprudência. Aproveito para informar também aos interessados, que fiquei sabendo do episódio pela imprensa e que portanto, qualquer tentativa de me vincular ao fato, credito a mentes criativas, obviamente prejudicadas de sendo crítico, por motivações de ordem ideológica ou clínica.
Paulo Pimenta”
*
Vamos lá. Má-fé e imprudência uma ova, meu senhor!
O que o senhor chama de “documento” é um artigo bucéfalo sobre a criação do Estado de Israel. Está lá na sua página, basta clicar aqui. Abaixo, vai uma imagem.
Paulo Pimenta página 2
Eu o li nesta manhã. Noto que aparece, na última linha, a autoria: “Jamila Khalil Zardeh”. Já estava lá quando li na manhã deste domingo? É possível. Darei de barato que sim. E daí? Paulo Pimenta decidiu reproduzir o texto em sua página, abaixo de sua foto, sem nenhum reparo. É um sinal de que concorda com as barbaridades lá escritas. Má-fé é querer agora tirar o corpo fora.
Ninguém o vincula ao “fato”, deputado, mas ao “Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino”, uma das entidades signatárias do pedido.
Quanto à falta de “senso crítico”, as “motivações ideológicas” ou “clínicas”, dizer o quê? Vamos fazer assim: ambos entramos num restaurante, em qualquer cidade do Brasil, bairro rico ou pobre, eu, como civil, e o senhor com a farda do PT. Vamos ver quem será mandado, na melhor das hipóteses, para o hospício.
Devagar aí, deputado! É o senhor quem deve explicações por manter um texto absurdo daqueles em sua página, não eu. Seu estilo sabidamente malcriado e truculento não me intimida. Ao contrário: ele me me inspira, se é que o senhor me entende. Vou corrigir a informação daquele outro post. O texto não é seu. O senhor apenas concorda com aquelas boçalidades. E assim? A coisa fica de boa-fé, suponho…
Por Reinaldo Azevedo