quarta-feira, 17 de junho de 2015

MAIORIDADE PENAL – A burrice das esquerdas me irrita mais do que suas taras ideológicas

Não falei? Na questão da maioridade penal, a presidente Dilma Rousseff atravessou a rua para pisar na casca de banana. E já foi amplamente derrotada na Comissão Especial que discutiu o tema: o relatório do deputado Laerte Bessa (PR-DF), que baixa a maioridade de 18 para 16 para crimes hediondos ou equiparáveis — homicídio, estupro, lesão corporal grave, roubo qualificado, tráfico de drogas, terrorismo e sequestro —  foi aprovado por 21 votos a 6: 65% a favor naquele grupo.

Uma emenda constitucional precisa ser aprovada por 60% dos votos na Câmara e no Senado, em duas votações. Só para constar: o tema é sabidamente delicado, e as esquerdas fazem um grande escarcéu sobre o assunto, no que contam com amplo apoio das seitas politicamente corretas que se espalham na imprensa. Não pensem que a aprovação será fácil. Até a segunda votação no Senado, há um longo caminho, e haverá muitas tentativas de desqualificação dos parlamentares que defendem a redução.
E por que Dilma já perdeu? Porque esse assunto nunca avançou tanto como agora, e o governo é claramente contra. Se a mudança for aprovada, o será contra a vontade de Dilma; caso, por qualquer razão, não se consigam os 60% de votos necessários na Câmara ou no Senado, a responsabilidade recairá nos ombros da presidente.
É impressionante a capacidade que tem o governo de falar besteira nesse assunto. Numa solenidade em que comemorava o número de microempreendedores no País, Dilma voltou a se pronunciar a respeito. E repetiu uma afirmação tirada sabe-se lá de onde. Segundo ela, a maioridade penal aos 16 anos em países desenvolvidos se mostrou ineficaz. A afirmação é de tal sorte absurda que nem errada consegue ser. De onde ela tirou esse dado? De qual país está falando? Não existe nação desenvolvida nenhuma no mundo que garanta a impunidade a menores de 18, a exemplo do que há no Brasil. Aliás, nem atrasada.
No debate na comissão, a esquerda veio com seus chavões de sempre, vencidos pela realidade. “Eu não conheço um adolescente que não tenha sido vítima antes de ser vitimizador”, disse, por exemplo, Érika Kokay (PT-DF). Digamos que a deputada estivesse certa — não está porque é puro chute; seria o caso de indagar quantas vítimas vitimizadoras ela conhece e se a amostra é representativa, mas deixemos pra lá… Digamos, insisto, que ela estivesse certa: deixar os agressores impunes seria o mesmo que admitir que toda vítima tem o direito, por sua vez, de fazer outras vítimas. Levado princípio ao pé da letra, estaria criado o moto-contínuo da violência. Mais: a vítima vitimizadora nem estaria respondendo a seu algoz, mas escolhendo um alvo aleatório. Pedir às esquerdas que raciocinem com lógica não é sem fácil nem difícil. É inútil.
Se aprovada na Câmara, a emenda seguirá para o Senado, onde tramita a PEC de Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que rebaixa para 16 a maioridade para os mesmos crimes. Seu texto, no entanto, prevê que Ministério Público e Justiça sejam ouvidos previamente. O senador já aceitou retirar essa exigência. Assim, as duas propostas se igualam.
O governo foi malsucedido num truque: ofereceu apoio ao projeto do senador José Serra (PSDB-SP), que amplia de três para 10 anos o tempo máximo de internação do menor infrator. O relator, José Pimentel (PT-CE), vai propor um limite de oito anos. Ora, que o governo apóie. É outra medida de bom senso, mas que se soma à redução da maioridade.
Não há, em suma, nenhuma razão técnica, médica, social, humanística ou até estatística para manter a maioridade aos 18 anos. A experiência internacional contraria o que se faz no Brasil, à diferença do que diz Dilma. De resto, o próprio Ipea, um órgão federal, demonstra que os menores respondem por pelo menos 12,7% das ocorrências violentas. Digo “pelo menos” porque a polícia brasileira identifica menos de 10% das autorias dos crimes. No Reino Unido, onde esse número é muito superior, os menores de 18 praticam 18% dos crimes violentos.
Segundo a lógica perturbada da presidente Dilma, aquele país deveria seguir o padrão brasileiro, né? Afinal, por lá, a depender do crime, a responsabilidade penal pode ser atribuída a partir dos… 10 anos.  Ah, sim, presidente: eles contam com UM homicídio por ano por 100 mil habitantes; no Brasil, são VINTE SEIS. Mas Dilma não hesitaria em propor que o Reino Unido adotasse a lei brasileira, em vez de o Brasil adotar a do Reino Unido.
É claro que faço uma provocação. Sei que se trata de realidades distintas. É que a presidente decidiu evocar a experiência internacional, né? 
A maioridade aos 18 nasce apenas e tão-somente da ideologia. A exemplo do que se viu nesta quarta-feira, os esquerdistas a identificam com o “progressismo”. Afinal, como diria a filósofa Kokay, vítima que faz vítima merece perdão.
Sinceramente? A burrice das esquerdas me irrita mais do que suas taras ideológicas. Por Reinaldo Azevedo

FDA proíbe uso de gordura trans artificial em alimentos nos EUA


Todas as empresas de alimentos nos Estados Unidos terão de eliminar a presença de óleos parcialmente hidrogenados (origem das gorduras trans) de seus produtos em até três anos. O anúncio foi feito pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) na última terça-feira (16). O órgão norte-americano já havia anunciado a possibilidade de banir a substância em 2013, quando os óleos do tipo foram classificados como “não seguros”. Até 2018, as companhias do ramo alimentício terão de se adequar à nova regra ou pedir uma autorização especial à agência para a utilização da gordura trans na sua forma artificial em casos específicos. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as gorduras trans “são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial”. A substância é frequentemente encontrada em alimentos industrializados: “Os alimentos de origem animal como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras”. A incidência mais comum da substância está nos alimentos processados, que representam o maior risco para a saúde. Segundo o órgão brasileiro, “a maior preocupação deve ser com os alimentos industrializados - como sorvetes, batatas-fritas, salgadinhos de pacote, pastelarias, bolos, biscoitos, entre outros; bem como as gorduras hidrogenadas e margarinas, e os alimentos preparados com estes ingredientes”. As gorduras trans podem causar diversos prejuízos para o organismo, que podem levar a sérias doenças cardiovasculares. “O consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans pode causar o aumento do colesterol total e ainda do colesterol ruim (LDL)”, alerta a Anvisa. Além disso, a substância causa a diminuição dos níveis de colesterol bom (HDL). “É importante lembrar que não há informação disponível que mostre benefícios à saúde a partir do seu consumo”, diz a agência.

O petulante Jeróme Valcke, contrata advogado americano para defendê-los nas investigações do FBI sobre a Fifa

O secretário-geral da Fifa, o petulante Jérôme Valcke, aquele que afirmou que o Brasil precisava levar um pontapé na bunda por causa dos atrasos das obras da Copa do Mundo no ano passado, contratou um proeminente advogado de defesa de Nova York em meio a investigações de corrupção que abalam o mundo do futebol, afirmou uma pessoa familiarizada com o assunto nesta quarta-feira. O advogado de defesa Barry Berke foi contratado para representar Valcke, que atuava como principal auxiliar do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Berke, sócio da Kramer Levin Naftalis & Frankel, recentemente representou Michael Steinberg, um gerente de portfólio do fundo de hedge SAC Capital Advisors, de Steven A. Cohen. Steinberg foi condenado no ano passado a três anos e meio de prisão por uso de informação privilegiada. Promotores norte-americanos acreditam que Valcke estava envolvido em transações bancárias de 10 milhões de dólares na Fifa, que são uma parte fundamental da investigação, disse uma fonte no início de junho. Ele não foi acusado de qualquer irregularidade. Valcke disse na semana passada que, embora tenha assinado as transações, não fez nada de errado, acrescentando que as acusações contra ele eram uma "insanidade". Blatter também contratou um advogado conceituado dos EUA para representá-lo.

Conselho da Transpetro elege novo presidente da empresa

A Petrobras informou que o conselho da administração da Petrobras Transporte S.A. (Transpetro), em reunião realizada nesta quarta-feira (17), designou Antônio Rubens Silva Silvino para exercer a presidência da companhia. Silvino exercia o cargo de gerente executivo corporativo do abastecimento da Petrobras. A presidência da Transpetro estava sendo exercida, interinamente, pelo diretor da subsidiária Cláudio Ribeiro Teixeira Campos, que assumiu o posto depois da saída de Sérgio Machado, há alguns meses. O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, entregou o cargo no dia 5 de fevereiro. Ele comandava a subsidiária da Petrobras há 12 anos. Machado estava de licença desde novembro, quando foi acusado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa por pagamento de propina nos casos de irregularidades investigadas pela Operação Lava Jato. À época, Sérgio Machado afirmou que decidiu sair depois que a ex-presidente da Petrobras, Graça Foster, e cinco diretores entregaram os cargos.

Operação Zelotes já investiga 21 integrantes do tribunal administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda

Desde o início da fase pública da Operação Zelotes, que apura denúncias de venda de sentenças do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o número de conselheiros investigados subiu de nove para nada menos que 21. A força-tarefa que une Polícia Federal, Ministério Público da União e Ministério da Fazenda constatou que o esquema é maior que o imaginado inicialmente, e vai além dos casos que constam no relatório da Polícia Federal enviado à Justiça. Até nos julgamentos mais simples houve manipulação, constataram as investigações. Os técnicos identificaram que nas ações abaixo de R$ 1 milhão havia a interferência dos grupos de conselheiros investigados. Alguns resultados desses processos não levavam em consideração o mérito em questão, mas focavam na oportunidade de criar uma jurisprudência para outros processos. A tática servia para fazer com que as causas bilionárias chegassem às câmaras dominadas pela suposta organização criminosa. Com isso, os conselheiros negociavam a consultoria para as empresas que questionavam o débito tributário administrativamente. Mesmo antes do fim das investigações, o Ministério Público deve começar a fazer as primeiras denúncias à Justiça, ainda neste mês. A estratégia é pegar os casos com provas mais robustas e encaminhar à Justiça. Enquanto isso, a Polícia Federal procura novas conexões dos conselheiros investigados. Desde que o escândalo de vendas de sentença estourou, o Ministério da Fazenda suspendeu as sessões do Carf e alterou seu regimento. 

TCU suspende renovação de 39 concessões do setor elétrico

O Tribunal de Contas da União determinou que o Ministério de Minas e Energia suspenda, cautelarmente, o processo de prorrogação das concessões das empresas de distribuição de energia. Ao todo, 39 elétricas ganhariam o direito de renovar seus contratos por mais 30 anos. Os vencimentos estão previstos entre 7 de julho próximo e 20 de abril de 2017. A decisão, do relator, ministro José Múcio, foi tomada nesta quarta-feira (17). A medida cautelar interrompe o processo que está em fase final de tramitação dentro da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Neste momento, os novos contratos de concessão passam por audiência pública, para que, posteriormente, sejam assinados pelos empresários que tiverem interesse em permanecer no negócio. O congelamento do processo determinado pelo TCU vai durar até que haja uma nova deliberação do Tribunal. Para justificar a medida, José Múcio disse que o Ministério de Minas e Energia não conseguiu apresentar elementos suficientes para provar que será mais vantajoso prorrogar os contatos que relicitar as empresas, tendo em vista o interesse público. Para conceder a possibilidade de renovação das concessões, o governo optou por não cobrar outorgas, mas definir novas metas de qualidade, forçando as companhias a melhorar o atendimento, reduzindo principalmente a quantidade de interrupções no fornecimento de energia e minimizando o tempo para atendimento dessas ocorrências. Inicialmente, o Ministério de Minas e Energia havia informado que o processo de renovação e de melhoria da qualidade não implicaria aumento de custos para os usuários. A Aneel, entretanto, informou que os custos para melhoria da qualidade, quando incluir a realização de novos investimentos, repercutirão em aumento nas tarifas dos consumidores. Na lista de empresas que terão seus contratos de concessão encerrados estão, por exemplo, a Celg (GO), CEB (DF), Copel (PR), CLFSC (SP) e CNEE (SP) e a Cemig (MG).

Juiz homologa delação de executivo da Camargo Corrêa na Lava Jato


Após fazer uma série de ressalvas ao acordo de delação premiada do ex-presidente da empreiteira Camargo Corrêa, Dalton Avancini, e a realização de novos interrogatórios, o juiz federal Sergio Moro, que atua nas ações da Operação Lava Jato, acabou homologando a peça. Isso só ocorreu depois de o réu ter prestado novos esclarecimentos. O ex-presidente da Camargo Corrêa foi preso em 14 de novembro e solto em 30 de março após fechar um acordo de delação com os procuradores e delegados da Polícia Federal que atuam na Lava Jato. Avancini cumpre prisão domiciliar em São Paulo e é obrigado a usar tornozeleira eletrônica. Ele também se comprometeu a pagar uma multa de R$ 2,5 milhões, dos quais R$ 959 mil já foram quitados (eram os bens apreendidos pela Polícia Federal). Um outro executivo da empreiteira, Eduardo Leite, revelou em acordo de delação que a empresa havia pago R$ 110 milhões em propinas. Após o acordo, Leite deixou a empreiteira. A avaliação inicial do juiz era que Avancini foi vago demais: não apresentou nomes dos beneficiários das propinas ou dos intermediários que faziam os pagamentos nem citou obras fora do esquema da Petrobras em que houve pagamento de suborno. A primeira apreciação de Moro era que o executivo não fez uma delação, mas sim uma confissão. A principal diferença entre delação e confissão é que, no primeiro caso, o investigado precisa apresentar elementos novos para os investigadores, enquanto na confissão ele reconhece apenas o que já era sabido. A homologação havia sido assinada em 30 de março, mas o documento só se tornou público nesta última terça-feira (16) porque outros réus, em processos ligados a Avancini, haviam solicitado que o juiz tornasse a peça pública. Avancini prestou novos depoimentos após Moro ter apresentado 13 ressalvas ao acordo e citou obras fora do esquema da Petrobras em que houve pagamento de suborno – entre as quais a hidrelétrica de Belo Monte, a usina nuclear Angra 3 (ele fala em "promessa" de propina, mas não confirma o pagamento), Infraero e Sanasa, a companhia de saneamento de Campinas. O juiz também cobrava explicações sobre doações eleitorais legais, um dos modos de pagamento de propina revelado pela Lava Jato. "A colaboração foi relevante e abriu novas linhas de investigação, o que foi reconhecido pelo próprio Ministério Público Federal", diz Pierpaolo Botini, que defende Avancini. Ele diz que o executivo citou casos além da Petrobras, mas ele não pode citá-los porque essas investigações estão em sigilo. Avancini é réu no chamado caso Sanasa, iniciado em 2011, no qual chegou a ter a prisão decretada, que depois foi suspensa pela Justiça. Os promotores de Campinas acusam as empreiteiras Camargo Corrêa e Constran de pagarem uma espécie de mensalinho à Câmara Municipal de Campinas. Entre 2005 e 2008, o volume desviado de obras em Campinas chega a R$ 200 milhões, segundo os promotores do Gaeco, que atuam no combate ao crime organizado. Nesta quarta-feira (17), o Ministério Público Estadual pediu pena máxima de 450 anos de prisão a Rosely Nassin Jorge Santos, ex-primeira-dama de Campinas, acusada de chefiar um esquema de corrupção e fraudes em licitação da Sanasa. O caso provocou a queda do prefeito de Campinas à época, Hélio de Oliveira Santos (PDT), e de seu vice, Demétrio Vilaggra (PDT). A Constran é também de um dos réus da Lava Jato, o engenheiro Ricardo Pessoa, sócio da UTC. Pessoa também fez um acordo de delação com os procuradores e policiais. 

Morre o ex-presidente da Câmara Paes de Andrade, o rei de Mombaça


O ex-presidente da Câmara dos Deputados Antônio Paes de Andrade (PMDB-CE) morreu nesta quarta-feira (17), aos 88 anos, por falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado no hospital Santa Lúcia, em Brasília. O corpo do peemedebista será velado no Salão Negro do Congresso Nacional nesta quinta-feira (18) pela manhã. Na semana passada, Andrade chegou a fazer uma cirurgia para a implantação de uma sonda gástrica. O peemedebista era sogro do senador Eunício de Oliveira (PMDB-CE), que é casado com Mônica Paes de Andrade Oliveira. Paes de Andrade foi presidente da Câmara dos Deputados entre 1989 e 1991. Neste período, o peemedebista assumiu, interinamente, por 11 vezes, a presidência da República. Em uma das ocasiões, o peemedebista convidou parentes, aliados e amigos para voar no avião presidencial de Brasília até a sua cidade-natal, Mombaça (CE), quando assumiu o comando do País interinamente na ausência de José Sarney. O episódio rendeu-lhe o apelido de "Mombacinha". Nascido em 18 de maio de 1927, ele foi eleito três vezes deputado estadual e, oito vezes deputado federal. Seu primeiro mandato em Brasília aconteceu em 1963 e ele permaneceu no Congresso até 1999. Em 1994, ele foi presidente nacional do PMDB. Após deixar o Congresso, Paes de Andrade atuou como embaixador do Brasil em Portugal, entre 2003 e 2007. 

Janot pede ao STF retomada de ação penal contra coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal defendendo a retomada da ação penal que tramita da Justiça de São Paulo Paulo contra o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ele é acusado de sequestro e cárcere privado. Uma decisão provisória (liminar) da ministra do Supremo Rosa Weber suspendeu a tramitação do processo na 9ª Vara Criminal da Seção Judiciária de São Paulo. A ministra justificou sua deliberação porque a reclamação apresentada pela defesa do coronel questiona se o crime de sequestro está abrangido ou não pela Lei da Anistia. Rosa Weber considerou que o tema é objeto de dois processos que estão pendentes de julgamento pelo plenário do tribunal. Ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral argumenta que a ação penal "não afronta em nada" o que já foi decidido pelo Supremo sobre a Lei de Anistia. Janot pediu ainda urgência no julgamento, especialmente diante do fato de que o sequestro ocorreu no ano de 1971 e que, por isso, testemunhas e imputados se encontram com avançada idade. Ustra foi denunciado pelo Ministério Público Federal, juntamente com o delegado aposentado Alcides Singillo e com Carlos Alberto Augusto, pelo desaparecimento de Edgar de Aquino Duarte, "mediante sequestro cometido no contexto de um ataque estatal sistemático e generalizado contra a população", durante a ditadura militar. Segundo o Ministério Público Federal, Aquino, fuzileiro naval expulso das Forças Armadas em 1964, teria sido sequestrado em 1971 por agentes do Dops (Departamento de Ordem Política e Social). Ele foi mantido encarcerado nas dependências do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna) do 2º Exército e, posteriormente, no Deops-SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo), onde foi visto por outros presos pela última vez. O coronel Ustra foi o comandante operacional do DOI-Codi do 2º Exército entre 1970 e 1974. A argumentação foi de que o crime de sequestro tem natureza permanente, e que a Lei da Anistia só abrangeria os delitos cometidos de maio de 1961 a agosto de 1979. Como Aquino continua desaparecido, o crime ainda estaria em curso. A defesa de Ustra alegou ao STF que, ao rejeitar o pedido de extinção da punibilidade do réu com base na Lei da Anistia, a Justiça de SP descumpre a decisão do tribunal de que a norma abarcava a todos crimes cometidos no período. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e o PSOL questionam esse entendimento.

Argentina suspende embargo à carne bovina brasileira


A Argentina suspendeu o embargo à carne bovina brasileira, anunciou nesta quarta-feira (17) o governo brasileiro. Desde 2012, o país vizinho não comprava a carne brasileira devido a um caso atípico, isolado, de vaca louca no Paraná. Segundo a ministra Kátia Abreu, o impacto comercial não será tão grande —a Argentina não chega a figurar entre os 20 maiores compradores do produto. No entanto, é um passo importante para a imagem do País. Em contrapartida, o Brasil suspendeu o embargo a três produtos argentinos — maçã, pera e marmelo. A Argentina é o maior fornecedor de pera ao Brasil. O Brasil compra US$ 187 milhões dessas três frutas por ano do país vizinho. Dois países ainda mantém o embargo à carne brasileira – Japão e Coréia do Sul. A ministra está com viagem programada a Tóquio para o começo de julho, quando pretende preparar o terreno para a derrubada do embargo japonês. A China suspendeu há um mês o embargo, durante a visita do primeiro-ministro, Li Keqiang, ao Brasil. Segundo Abreu, uma missão técnica chinesa chega na próxima segunda ao país, para habilitar nove fábricas que, juntas, têm o potencial de exportar US$ 180 milhões por ano. A Arábia Saudita também suspendeu recentemente o embargo e deve apresentar um relatório em 45 dias sobre habilitação de frigoríficos brasileiros. O governo também trabalha a abertura dos Estados Unidos à carne brasileira. Na próxima viagem da presidente ao país americano, a ministra Kátia Abreu vai apresentar um acordo para que a rede de cafeterias Tim Hortons, recentemente comprada pelo grupo de investimentos 3G, capitaneado pelo brasileiro Jorge Paulo Lemann, compre 90 mil toneladas de café brasileiro.

Dilma veta fórmula de aposentadoria do Congresso e edita MP no lugar

A presidente Dilma Rousseff avisou aos presidentes do Senado e da Câmara e às centrais sindicais nesta quarta-feira (17) que vai vetar a alternativa ao fator previdenciário aprovada pelo Congresso - a chamada fórmula 85/95 -, e, ao mesmo tempo, editará uma medida provisória estabelecendo uma fórmula progressiva para o cálculo das aposentadorias. O mecanismo a ser criado partirá de 85/95, que é a soma do tempo de contribuição e idade da mulher/homem no momento da aposentadoria, e começará a subir anualmente a partir de 2017 até alcançar 90/100. Como a progressão é anual, assim como a divulgação dos dados sobre a evolução da expectativa de vida dos brasileiros pelo IBGE, essa marca seria alcançada num período de cinco anos. Pela fórmula de saída, mulheres poderão se aposentar quando a soma da idade e da contribuição ao INSS atingir 85, e homens, quando o resultado chegar a 95. Em 2017, será preciso atingir 86/96 e assim por diante. Por esse critério, os trabalhadores escaparão dos efeitos do fator previdenciário, dispositivo que existe atualmente e reduz o valor dos benefícios em caso de aposentadoria precoce. O fator continuará coexistindo com a nova forma de calcular as aposentadorias. Dilma queria sancionar a fórmula 85/95, para evitar desgaste com as centrais e com o próprio Congresso, e editar uma MP somente com a progressividade. Mas sua equipe constatou que, juridicamente, isso não era possível. Foi só então que a presidente bateu o martelo pelo veto e a edição de uma MP com a fórmula alternativa. A velocidade da progressão, ano a ano, causou polêmica. A equipe econômica do governo defendia que a graduação fosse feita ano a ano, mas as centrais sindicais reivindicavam que isso fosse feito a cada três anos. Por fim, o núcleo político do governo ponderava que fosse de dois em dois anos, mas foi voto vencido. Segundo assessores presidenciais, a MP deve ser editada com uma progressão anual, mas isto deve ser usado para fazer negociações no Congresso. A elaboração da MP foi fechada em reunião nesta quarta-feira entre os ministros Carlos Gabas (Previdência), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social) e Joaquim Levy (Fazenda). O encontro durou cerca de três horas. Por volta das 18 horas, segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, Gabas comunicou as centrais sobre a decisão da presidente e foi, junto com os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) explicar a proposta para os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em jantar com ministros e senadores da base aliada, na terça-feira (16) no Palácio da Alvorada, Dilma ouviu apelos para que não vetasse a fórmula aprovada pelo Congresso para não aumentar seu desgaste com o Legislativo. As centrais sindicais, que tiveram uma reunião tensa com a equipe da presidente na segunda-feira (15), também pediram para que ela não vetasse a proposta.

Fundador da Gol é absolvido de tentativa de homicídio contra ex-genro


O empresário Constantino de Oliveira, conhecido como Nenê Constantino, fundador da companhia aérea Gol, foi absolvido nesta terça-feira da acusação de tentativa de homicídio duplamente qualificado contra o ex-genro, Eduardo Queiroz Alves. O julgamento no Tribunal do Júri de Brasília levou quase 12 horas. Em 2008 Queiroz sobreviveu a um atentado: seu carro foi alvejado cinco vezes quando ele saía do trabalho. Segundo a promotoria, o crime teria sido encomendado por Constantino, que foi acusado de contratar dois homens para matar o ex-marido da filha. Pouco antes do crime, os dois haviam se desentendido sobre o patrimônio da família - o empresário estaria irritado porque não queria dividir os ativos de uma empresa de ônibus. Os quatro primeiros jurados absolveram o fundador da Gol, o que provocou a conclusão do júri popular. Também foi absolvido o PM reformado Antônio Andrade de Oliveira que, de acordo com a acusação, teria sido contratado para matar Queiroz. Em 2010, Nenê Constantino foi detido pela tentativa de homicídio. A prisão aconteceu durante uma audiência sobre outro processo, que apura a morte de Márcio Leonardo de Sousa Brito, de quem o empresário também é acusado de encomendar o assassinato, em 2001. Dias depois, Constantino obteve um habeas corpus e passou para prisão domiciliar. José Humberto de Oliveira Cruz cumpre prisão preventiva e Antônio Andrade de Oliveira aguardou o julgamento em liberdade.

Caso Fifa: Suíça identifica 53 transações suspeitas para Copas de 2018 e 2022


O procurador-geral da Suíça, Michael Lauber, afirmou nesta quarta-feira que o Ministério Público local identificou ao menos 53 transações suspeitas depois da apreensão de cerca de nove terabytes de dados na sede da Fifa, como parte de uma grande investigações sobre supostas irregularidades no processo de escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e 2022, no Catar. A Procuradoria examinou 104 relações bancárias, fornecidas por bancos e instituições que combatem a lavagem de dinheiro, e encontrou 53 casos suspeitos. Contas já foram bloqueadas e uma série de evidências foram colhidas. Segundo Lauber, a Justiça suíça cogita interrogar Joseph Blatter e Jérôme Valcke, os dois dirigentes mais importantes da Fifa. "Teremos entrevistas com todos os atores de interesse e não excluímos entrevistar o presidente da Fifa e seu secretário-geral". Segundo Lauber, foram confiscados nove terabytes de documentos (o equivalente a mais de 600 milhões de páginas de texto). A Procuradoria da Suíça criou um grupo de trabalho para avaliar as contas, com especialistas em crime financeiro, procuradores e especialistas da polícia. Nos últimos anos, a Fifa se transformou em uma potência econômica, com mais de 1,5 bilhão de dólares (4,5 bilhões de reais) em fundos e movimentando a cada Copa do Mundo mais de 5 bilhões de dólares (15,5 bilhões de reais). O MP suíço insiste em não dar informações extras sobre os suspeitos e sobre as contas, alertando que existe o "risco de perda de evidências". Nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça havia apontado para um esquema que envolveu 150 milhões de dólares (466 milhões de reais). Os suíços, porém, evitam falar em números por enquanto. No dia 27 de maio, a pedido da Justiça americana, os suíços prenderam sete dirigentes em Zurique, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin. Em seguida, o Ministério Público suíço também lançou uma operação para confiscar milhares de documentos na Fifa e em empresas relacionadas com o caso. Uma delas é a Kentaro, agência que organizou entre 2006 e 2012 todos os amistosos da seleção brasileira. O alvo da investigação é a suposta compra de votos para a escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. Entre os suspeitos está Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e que votou no Catar.

Polícia paulista apreende uma monumental montanha de maconha: 14 toneladas


A Polícia Civil apreendeu 14,1 toneladas de maconha na tarde de terça-feira, no bairro do Jaraguá, na Zona Norte de São Paulo. Segundo informações da Polícia Federal, é a maior carga já interceptada na cidade. A droga foi encontrada por policiais do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) que investigavam uma rota de tráfico usada por uma quadrilha composta de oito criminosos. Na investigação, os agentes chegaram a um estacionamento na Rua Antônio Moniz Barreiros, onde realizaram uma operação de vigilância durante dois dias. Na tarde de terça-feira, chegaram ao local um carro e três caminhões, que traziam a droga escondida em meio a uma carga de soja. De acordo com a Polícia Civil, a maconha era proveniente do Paraguai e totalizava 14.124 quilos. A quadrilha foi presa em flagrante enquanto descarregava os veículos.

Lúcia Vânia no PSB

Lúcia: no PSB
Lúcia: no PSB
Lúcia Vânia deixou hoje o PSDB e ingressou no PSB, definido por ela mesma de “um partido de oposição moderada”. A gota d’água para a saída de Lúcia Vânia foi uma desavença com Aécio Neves durante a eleição para a presidência do Senado. Por Lauro Jardim

Lobista do Petrolão do PT pagou a sede da empresa do bandido petista mensaleiro José Dirceu e a compra de imóvel para sua filha


O lobista Milton Pascowitch, preso em maio na 13ª fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal, pagou parte da sede da JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu, apontada pelos investigadores do Petrolão do PT como um dos possíveis propinodutos para lavar dinheiro desviado da Petrobras. A empresa Jamp, de propriedade de Pascowitch, pagou 400.000 reais dos 1,6 milhão de reais utilizados na aquisição do imóvel que sediava a JD, em São Paulo. Mais: uma empresa de Milton Pascowitch também comprou um imóvel em nome de Camila, filha do bandido petista mensaleiro José Dirceu, no bairro da Saúde, na capital paulista. O Ministério Público Federal investiga há meses a empresa de fachada Jamp Engenheiros Associados, ligada a Pascowitch e usada para lavar dinheiro do escândalo do Petrolão do PT. Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o vice-presidente da Engevix, Gerson Almada, disse que o bandido petista mensaleiro José Dirceu fazia "lobby internacional" em nome da empreiteira, enquanto Pascowitch atuava como mediador das "relações partidárias" da construtora. A Engevix pagou pouco mais de 1 milhão de reais à JD Assessoria e Consultoria, empresa de José Dirceu. Pascowitch já havia sido detectado também na lista de supostos clientes da "consultoria" de José Dirceu. No rol de contratantes compilados pela Receita Federal, aparece a Jamp - ela pagou 1,457 milhão de reais para José Dirceu. No caso do pagamento de 400.000 reais para a aquisição da sede da JD, a defesa de José Dirceu diz que o repasse de dinheiro fazia parte de um contrato de consultoria celebrado entre a Jamp e o ex-ministro, embora a Receita Federal investigue o pagamento como um indício de lavagem de dinheiro, já que não há rastro dos 400.000 reais na conta bancária ligada à empresa do petista. "Dentre as prestações decorrentes do contrato celebrado entre a JD e a Jamp, o montante de 400.000 reais não foi depositado em conta, mas sim pago diretamente ao então representante do espólio do imóvel adquirido por José Dirceu, conforme autorizado no contrato", disse a defesa de José Dirceu em documento enviado nesta quarta-feira ao juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba. A ofensiva dos advogados de José Dirceu é uma tentativa de enfraquecer argumentos que possam levá-lo, no futuro, a responder novamente a uma ação penal, desta vez no Petrolão do PT - e, no limite, ser condenado por participação no esquema de fraudes em contratos da Petrobras. Condenado no julgamento do Mensalão do PT por corrupção ativa, o bandido petista mensaleiro José Dirceu é alvo de inquérito na Lava Jato. Ele teve os sigilos fiscal e bancário quebrados em janeiro após o Ministério Público, em parceria com a Receita Federal, ter feito uma varredura nas empreiteiras investigadas na lava Jato em busca de possíveis crimes tributários praticados pelos administradores da OAS, Camargo Correa, UTC/Constran, Galvão Engenharia, Mendes Junior, Engevix e Odebrecht. Os investigadores já haviam concluído que as empreiteiras, que unidas em um cartel fraudaram contratos para a obtenção de obras da Petrobras, utilizavam empresas de fachada para dar ares de veracidade à movimentação milionária de recursos ilegais. Mas foi ao se debruçar sobre os lançamentos contábeis das empreiteiras, entre 2009 e 2013, que o Fisco encontrou o nome da consultoria de José Dirceu como destinatária de "expressivos valores" das empreiteiras Galvão Engenharia, OAS e UTC. Em documento enviado ao juiz Sérgio Moro, o advogado Roberto Podval, que integra a defesa do ex-chefe da Casa Civil, detalha a relação entre a JD Consultoria e a Jamp para tentar mostrar que o contrato para "prospectar clientes e contratos no Exterior" se refere a serviços efetivamente prestados. O criminalista diz que pagamentos da Jamp à empresa de José Dirceu durante o julgamento do Mensalão do PT também são legais, já que o ex-ministro, enquanto respondia ao processo, não tinha impedimentos para trabalhar. "O julgamento terminou somente no final de 2013, ocasião em que foram expedidos os mandados de prisão e o peticionário apresentou-se para dar início ao cumprimento de sua pena. Até então, José Dirceu não tinha qualquer restrição profissional e, assim, permaneceu à frente da empresa JD Assessoria e Consultoria Ltda, prestando serviços de consultoria e realizando inúmeras viagens ao Exterior", alega ele.

Comissão encerra discussão sobre PEC que reduz maioridade penal

A comissão especial que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC 171/1993) que reduz a maioridade pena de 18 para 16 anos aprovou há pouco, por 21 votos a 6, requerimento de encerramento da discussão do parecer do deputado Laerte Bessa (PR-DF). Neste momento, os líderes partidários na comissão encaminham a votação da proposta.

DEPUTADO FEDERAL ONYX LORENZONI CONVOCA A PETISTA E EX-TERRORISTA CLARA LEVIN ANT, TESOUREIRA DE LULA, PARA DEPOR NA CPI DA PETROBRAS

O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni, que também subscreveu o pedido de convocação do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, acaba de protocolar outro pedido, o de que a petista e ex-terrorista Clara Ant seja igualmente levada a depor na CPI da Petrobrás. Onyx esclarece no seu pedido que petista e ex-terrorista Clara Ant é diretora do Instituto Lula desde 2011, onde "tem a responsabilidade de coordenar a agenda e o trabalho junto a África", mas exerce sobretudo a tarefa de cuidar do dinheiro da pessoa jurídica Lula. O deputado gaúcho avisa no seu pedido: "O próprio presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, em entrevista à revista Poder, em 25 de setembro de 2013, declarou: 'É ela (Clara) quem cuida do dinheiro da pessoa jurídica de Lula. Ela é a tesoureira. Eu sou o presidente. Nós cuidamos de tudo em conjunto". Clara Levin Ant ficou no Palácio do Planalto durante os oito anos de mandato de Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"). Ela é quadro importantíssimo do lulo-petismo e goza de extrema confiança de seus líderes, bandidos presos, investigados, processados ou sem culpa em cartório. (Políbio Braga)

ITAÚ AVISA QUE AUMENTARAM OS RISCOS DE CALOTES NO BRASIL

O cenário econômico atual é "desafiador", segundo disse ao jornal Folha de S. Paulo o diretor de Relações com Investidores do Itaú, Marcelo Kopel. Diante das dificuldades, o banco aposta que a inadimplência marcará o ano de 2015, inclusive entre as grandes empresas. Apesar de prever que o restante do ano será melhor do que foi o primeiro trimestre, o Itaú mantém no radar o risco do "calote". Para se precaver, aumentou a reserva com perdas duvidosas, o que deverá ter efeito direto sobre o spread do banco. Leia toda a reportagem:
A avaliação de Kopel é que a inadimplência não é exclusividade de segmentos isolados da economia, como poderia ser o caso do setor de petróleo e gás natural, atingido pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. As dificuldades econômicas afetam diversos segmentos, de acordo com Kopel. Por isso, o Itaú continuará, nos próximos meses, revendo a classificação do risco dos seus grandes clientes, de diversas áreas, trabalho já iniciado no primeiro trimestre. O banco provisionou, no período, R$ 5,5 bilhões para cobrir possíveis perdas com a inadimplência, valor superior ao do quarto trimestre de 2014, R$ 4,6 bilhões. O atraso no pagamento por parte dos clientes, no entanto, continua sendo de curto prazo, de 15 a 90 dias, o que, segundo o diretor do Itaú, está relacionado ao descontrole momentâneo do planejamento dos clientes. A preocupação com a inadimplência irá aumentar, disse ele, se o endividamento se prolongar, para além de 90 dias, como consequência das condições macroeconômicas adversas. O Itaú aposta na continuidade do ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic), pelo Banco Central, e na retração do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,5% neste ano. Mas, para 2016, as perspectivas são melhores. Em encontro com analistas de mercado para detalhar os resultados financeiros do primeiro trimestre, Kopel demonstrou confiança na atual equipe do Ministério da Fazenda. Ele defendeu a decisão do governo de estabelecer a meta de inflação de 4,5% no ano que vem, com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Mesmo considerado irreal, para o executivo, o importante é que o ministro Joaquim Levy demonstra ao mercado que persegue o controle dos preços. Ao ser questionado se essa postura do governo, de estipular metas difíceis de serem atingidas, não comprometeria a credibilidade da equipe econômica, como ocorreu com o ex-ministro Guido Mantega, Kopel respondeu que "não é possível comparar as duas equipes", de Mantega e Levy. Ele demonstra mais confiança no atual ministério. Durante encontro promovido pela Apimec-Rio, o executivo ainda antecipou uma possível recompra de ações do banco, em caso de excesso de capital. Mas disse também que ainda não há data para isso ocorrer. Sobre a venda do HSBC, Kopel falou brevemente. "Tenho pouco a comentar sobre o HSBC. Entendo que foi desenhada uma transação em que querem manter (a parte de) pessoa jurídica (do banco) e vender a física. Não consigo ver um cenário de fatiamento nesse ambientes", disse Kopel, referindo-se a uma possível divisão dos ativos entre diferentes bancos.

A COMUNISTA MANUELA D'ÁVILA E SEUS AMIGOS UNEM-SE À DEFENSORIA PÚBLICA PARA PRODUZIR O MICO DO ANO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO RIO GRANDE DO SUL


Os deputados estaduais gaúchos de esquerda que propuseram passe livre para bandidos presos e suas famílias, mas também a defensoria pública estadual, promoveram uma trapalhada inesperada e que revela bem o tipo de serviço que ambos prestam quando não têm o que fazer e querem usar a criatividade para confrontar a maioria da população que trabalha e os sustenta. E abusar da nossa paciência. Não causa admiração a lista de qualidade que foi junto com o projeto, incluídos nela nomes mais do que manjados nesse tipo de orquestração reducionista, como são os casos de Manuela D'Ávila, Miriam Marroni e Pedro Ruas. Surpreende que o deputado socialista Catarina Paladini tenha entrado junto com tão más companhias. A carta ao lado é da Defensoria Pública e nela este órgão desnecessário tenta jogar a responsabilidade pela patacoada sobre os ombros dos desavisados deputados, que por sua vez fizeram de tudo para dizer que apenas "cumpriam ordens". Um e outro acovardaram-se diante da reação popular. A única maneira que os deputados e os defensores públicos podem auxiliar na "humanização da execução penal" é exigindo mudanças dos Códigos Penal e do Processo Penal, eliminando todos os gêneros de indultos, progressões de penas e reduções das condenações, como também interditando presídios indignos, pelo menos até que o governo cumpra com o seu dever. A tolerância ilimitada com os bandidos é repugnante. O episódio das passagens grátis pra os bandidos é exemplar. (Políbio Braga)

DECISÃO JUDICIAL GARANTE 53 VOTOS DOS DELEGADOS TUCANOS DE PORTO ALEGRE

Depois de garantir o direito de voto aos delegados escolhidos pela convenção tucana de São Leopoldo, o advogado Décio Itiberê conseguiu êxito, esta tarde, no âmbito do processo 001/11501003845, já que o juiz do caso reconheceu a legitimidade dos votos que serão dados pelos 53 delegados escolhidos pela convenção do PSDB de Porto Alegre. Agora já estão legitimados os votos dos delegados de Porto Alegre, Santa Maria e São Leopoldo. Um quinto caso, o de Dom Pedrito, foi resolvido pela via administrativa, conforme decisão da executiva estadual. O advogado também ajuizou ação declaratória com antecipação de tutela para o caso de Caxias do Sul e espera resultado para hoje ou amanhã. Com isto, a convenção de domingo poderá eleger o novo presidente estadual do PSDB, sem que tenha sido mantido nenhum dos vetos apostos pela Comissão Executiva Nacional a cinco diretórios municipais, num total de 102 dos 298 votos válidos. Os cinco municípios são de eleitores da chapa liderada pelo deputado Lucas Redecker.

IDEC AFIRMA QUE REAJUSTE DE 13,55% DOS PLANOS DE SAÚDE É O MAIOR EM 10 ANOS

O reajuste de até 13,55% nos preços dos planos de saúde, anunciado este mês pelo governo, é o mais alto em dez anos, critica o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). A entidade encaminhou uma carta à Presidência e a outras autoridades no último dia 10, criticando o valor e exigindo imediata revisão dos índices de aumento. O Idec sugere que o limite máximo do reajuste seja indexado à inflação, que foi de8,17% no período entre maio de 2014 e abril de 2015. Segundo o Idec, a justificativa da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para o aumento se baseia nos custos do setor, como o investimento em novas tecnologias, e na média dos reajustes dos planos coletivos, que são livremente estipulados pelas operadoras. Para o Idec, é "absurdo" que a agência leve em conta o reajuste médio dos planos coletivos para ajustar os planos familiares e individuais, porque, desta forma, a ANS "abre mão do seu papel de reguladora". "Na prática, ao incluir no cálculo a média de aumento dos planos coletivos, que não é regulado, a ANS permite às operadoras que determinem os reajustes aos planos individuais e familiares", afirma a advogada e pesquisadora do Idec, Joana Cruz. 

No caso da lambança fiscal, Janot não terá como se esconder na retórica jacobina: terá de enfrentar a questão

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderia estar numa situação muito fácil. E, no entanto, está numa situação difícil. Seria fácil caso tivesse se limitado a ler o que está na Constituição, evitando a interpretação exótica. Como não a evitou… Vamos ver. Júlio Macedo, que pertence ao mesmo Ministério Público presidido por Janot e que é procurador da República junto ao TCU, fez um relatório devastador sobre as contas do governo federal em 2014. Além das tais pedaladas fiscais e de manobras contábeis as mais diversas, aponta que a presidente Dilma assinou três decretos autorizando o Tesouro a contrair empréstimos sem o aval do Congresso.

Se o TCU tivesse votado o relatório nesta quarta-feira, ele teria sido aprovado, e, assim, o tribunal teria recomendando ao Congresso que rejeitasse as contas. É grave? É grave! Mas os ministros deram uma piscada e decidiram adiar por 30 dias, cobrando que Dilma se pronuncie pessoalmente sobre o assunto. Atenção, meus caros! Isso nada tem a ver com a praia de Rodrigo Janot, pouco importa a decisão do TCU ou do Congresso. Vamos ver.
Ao se manifestar perante o Supremo sobre a possibilidade de a presidente Dilma ser responsabilizada pelos descalabros da Petrobras, Janot argumentou que o Artigo 86 da Constituição impede que a presidente seja responsabilizada, no curso desse mandato, por atos cometidos no mandato anterior. Foi a leitura que ele fez do parágrafo 4º de tal artigo, onde se lê: 
“§ 4º O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”.
Parece evidente que a interpretação dada por Janot é imprópria. Até porque o texto constitucional fala em “exercício de suas funções”, não em “exercício do mandato”. A função de Dilma em 2015 é a de presidente, a mesma que ele exerce desde 2011. Caso Janot mantenha a sua leitura, há de dizer que as pedaladas fiscais e os empréstimos irregularmente contraídos se deram em 2014; logo, não teriam nenhuma relação com este mandato.
Mas esperem: fiquemos atentos a um trecho do relatório de Julio Macedo. Diz ele:
“O que a nação assistiu perplexa foi uma verdadeira política de irresponsabilidade fiscal, marcada pela deformação de regras para favorecer os interesses da chefe do Executivo em ano eleitoral”.
Ora, essas palavras põem a nu a leitura ridícula feita por Janot. Se o procurador-geral estivesse certo, um presidente da República poderia cometer crimes num mandato para garantir o próximo e jamais poderia ser responsabilizado. Macedo diz que Dilma fez precisamente isso. Será que o parlamentar constituinte, ao redigir e aprovar aquele Parágrafo 4º, estava dando carta branca ao chefe do Executivo para fazer o que lhe desse na telha? De resto, o texto constitucional é anterior ao estatuto da reeleição.
Sim, senhores! O representante do MP no TCU está dizendo que Dilma cometeu crime de responsabilidade, infringindo a Alínea 4 do Artigo 10 e a Alínea 3 do Artigo 11. Janot tem instrumentos na mão para oferecer, se quiser, uma denúncia contra Dilma.
Mas não é só isso. A oposição lhe encaminhou um pedido cobrando a abertura de ação penal contra a presidente, aí com base dos Artigos 299 e 359 “a” e “c” do Código Penal, que tratam de crimes contra as finanças públicas. Como já expliquei aqui, ele pode negar que isso tenha acontecido — e isso implica, de novo, jogar no lixo o relatório de um membro do próprio MP —, encaminhar uma denúncia ao STF, que teria de ser remetida à Câmara para exame, ou solicitar, ao menos, uma abertura de inquérito.
Se, nos episódios do petrolão, a Procuradoria-Geral da República conseguiu, ainda que com argumentos ruins, livrar a cara de Dilma, no caso das pedaladas fiscais, a coisa já fica mais difícil. Ainda que Janot insistisse naquela mesma leitura exótica, não teria por quê, dadas as evidências apontadas por um membro do próprio MP, recusar ao menos a abertura de inquérito — o que é, segundo jurisprudência do Supremo, constitucional, sim.
Na história do petrolão, está sendo possível limpar a barra de Dilma com o glacê da retórica jacobina contra alguns acusados. No caso da lambança fiscal, isso é impossível. Não há compensações a oferecer. Se Janot mantiver a sua postura, só restará mesmo a advocacia da impunidade.
Por Reinaldo Azevedo

As acareações que o PT tentou evitar já têm data marcada

Acareações são sempre os momentos de ouro dos processos e das comissões de inquérito. E as marcadas pela CPI da Petrobras têm tudo para ser bem instigantes, não é mesmo? Daí que os petistas as quisessem evitar a todo custo. O deputado Hugo Motta (PMDB-PB), que preside a comissão, marcou o primeiro embate para o dia 30. Ele se dará entre o doleiro Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, dois que fizeram delação premiada e que não podem, pois, mentir.

O primeiro a piscar e a reivindicar o direito de ficar calado — e isso pode acontecer — estará com treta. A dupla atuava em estreita ligação. Há diferenças entre eles? Há! Querem uma? Costa disse que Antonio Palocci, o multiconsultor milionário, pediu R$ 2 milhões para a campanha de Dilma em 2010 e que o doleiro teria cuidado do assunto. Youssef nega. E aí?
Os embates que vêm na sequência são mais aguardados. No dia 7 do mês que vem, Pedro Barusco — aquele que topou devolver US$ 97 milhões — se confronta com seu ex-chefe, Renato Duque, o petista que era diretor de Serviços. Barusco admitiu uma penca de safadezas quando era braço-direito do homem do PT na Petrobras, operando em dobradinha. O outro, até agora, não confessou crime nenhum.
E o “grand finale” fica para o choque de versões entre Barusco e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. Os dois se encontram na comissão no dia 14. As acareações foram aprovadas na mesma sessão que convocou Paulo Okamotto, o faz-tudo de Lula e presidente do instituto que leva o nome do ex-presidente. Os deputados querem que ele explique por que o instituto recebeu R$ 3 milhões da Camargo Corrêa entre 2011 e 2013 e por que a empresa de palestras de Lula, da qual Okamotto é sócio, recebeu mais R$ 1,527 milhão da construtora. Os petistas tentam ainda reverter a convocação.
Por Reinaldo Azevedo

FAO premia a estupidez

Quando José Graziano da Silva foi reeleito diretor-geral da FAO, nós dissemos que não dava para levar a sério a agência da ONU sediada em Roma. Leiam o trecho do editorial do Estadão de hoje, intitulado "A FAO premia o desastre": "Acordar cedo para entrar em fila é parte de uma nova profissão na Venezuela, um país marcado pela escassez de remédios, alimentos, produtos de higiene e muitos outros bens de consumo. Os profissionais da fila compram e revendem qualquer produto recém-chegado ao varejo – normalmente com preços tabelados, como leite, café, massas, farinhas, papel higiênico e sabonetes. Esses profissionais são chamados de “bacacheros”, nome derivado de bacacho, formiga tanajura. Pois o governo venezuelano acaba de ser premiado pela FAO, a agência das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura, por suas vitórias no combate à fome. O prêmio foi entregue pelo diretor-geral da instituição, o brasileiro José Graziano da Silva, recém-reeleito para o posto. Levado para o governo em 2003, pelo presidente Luiz Inácio da Silva, Graziano deixou em janeiro do ano seguinte o Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome, virou assessor especial da Presidência e em 2006 ingressou nos quadros da FAO". Mas, é óbvio. Um petista na FAO só poderia dar em grande porcaria. Petistas são especialistas em obradas. De outro lado, justifica-se, porque a ONU é hoje a agência mundial do esquerdismo estúpido. 

VIGILÂNCIA SANITÁRIA INTERDITA RESTAURANTE DO SENADO FEDERAL


O restaurante do Senado Federal foi interditado pela Vigilância Sanitária nesta terça (16) por não oferecer as condições mínimas de higiene para lidar com alimentos a serem servidos ao público. De acordo com a Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa), o local foi vistoriado e interditado na manhã de hoje e a empresa responsável pela exploração comercial do restaurante tem dois dias úteis para realizar a dedetização do espaço. Após a confirmação da reparação das inconformidades, a Divisa fará nova vistoria para autorizar, ou não, a reabertura do restaurante ao público.

DESFEITA VENEZUELA A SENADORES FOI ACERTADA COM LULA E O PLANALTO PELA MEGATRAFICANTE DIOSDADO CABELLO


A decisão da Venezuela, de recusar autorização para o pouso de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em Caracas, com senadores brasileiros a bordo, foi comunicada antes a autoridades do governo Dilma. Como são todos farinha do mesmo saco bolivarianista, ficou acertado que o governo do Brasil manteria silêncio cúmplice, sem se queixar da grave agressão ao Legislativo brasileiro. Cumpriu-se o trato. O presidente da Câmara venezuelana, o megatraficante internacional de cocaína Diosdado Cabello, veio ao Brasil tentar “proibir” a visita dos senadores. Mas aqui não é a Venezuela. Recebido por Lula e Dilma, o deputado Diosdado Cabello (nº 2 do regime venezuelano) é investigado nos Estados Unidos por suas ligações umbilicais com o narcotráfico, como chefe do escoamento da cocaína produzida pela organização terrorista comunista FARC, da Colômbia. Caricatura de autoridade venezuelana, um “Defensor do Povo” também esteve no Brasil há um mês, tentando impedir a viagem dos senadores. O medo do Planalto fez os ministros Jaques Wagner (Defesa) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) calarem a boca diante da Venezuela. São uns traidores evidentes do Brasil. 

POLÍCIA FEDERAL ABRE INQUÉRITO CONTRA EX-DEPUTADO PETISTA CANDIDO VACCAREZZA


A Polícia Federal abriu inquérito contra o ex-deputado e ex-líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT/SP), na Operação Lava Jato – investigação sobre esquema de corrupção e propinas na Petrobrás entre 2003 e 2014. Vaccarezza terminou seu mandato parlamentar no dia 31 de janeiro de 2015, quando perdeu foro por prerrogativa de função perante o Supremo Tribunal Federal. A ordem para instauração de inquérito contra Vaccarezza foi dada pelo juiz federal Sérgio Moro, em despacho de 17 de abril, agora tornado público. O ex-deputado foi citado em delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. Preso em regime domiciliar, com tornozeleira eletrônica, Paulo Roberto Costa afirmou no ano passado que o ex-deputado e ex-líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT), teria recebido propina de R$ 400 mil por um contrato de importação de asfalto da Petrobrás com a empresa Sargent Marine. Costa disse que foi informado da propina ao político em uma reunião, ‘no ano de 2009 ou 2010′, na residência do lobista Jorge Luz, que lhe apresentou a Sargent Marine, no Rio de Janeiro. O ex-diretor, na época à frente da diretoria de Abastecimento, afirmou que foi o responsável por convidar a empresa que firmou o contrato com a estatal petrolífera sem licitação. Em fevereiro de 2015, o STF mandou abrir inquéritos para investigar o suposto envolvimento de 52 deputados, senadores e ex-parlamentares com o esquema de propinas na estatal petrolífera. O caso de Vaccarezza foi parar na 13ª Vara Criminal da Justiça Federal em Curitiba, base da Lava Jato, exatamente porque ele perdeu o foro privilegiado perante o Supremo. O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, acolheu requerimento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mantendo na Corte máxima somente os fatos relacionados a detentores de foro por prerrogativa de função, com remessa dos demais casos aos ‘juízes competentes’. Ao mandar abrir inquérito contra Vaccarezza, o juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato, destacou: “Trata-se de procedimento remetido pelo STF a este Juízo e destinado a apurar supostos crimes cometidos por Candido Elpidio de Souza Vaccarezza, recebimento de vantagem indevida, conjuntamente a Paulo Roberto Costa, então Diretor de Abastecimento da Petrobrás, na intermediação da contratação da empresa Sargeant Marine”, assinalou o magistrado. O Ministério Público Federal manifestou-se pela remessa dos autos à PF para instauração de inquérito. O juiz Moro decretou sigilo nos autos “a fim de resguardar a eficácia das diligências”. O advogado Marco Aurélio Toscano, que defende o ex-deputado petista Cândido Vaccarezza, ex-líder do governo na Câmara, disse que seu cliente ainda não foi ouvido pela Polícia Federal. 

STF NEGA LIMINAR QUE PEDIA SUSPENSÃO DE PEC DA REFORMA


A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta quarta-feira, 17, em decisão liminar (provisória) pedido de parlamentares de seis partidos, entre eles o PT, para suspender a votação da proposta de emenda constitucional da reforma política. No despacho, a ministra reiterou que a decisão "não antecipa, não indica, não emite nem favorece qualquer juízo de valor" sobre o teor da emenda aprovada, ou seja, o financiamento empresarial de campanhas. Por isso, não tem relação com a ação direta de inconstitucionalidade sobre o tema que tramita no STF. A ministra destaca que não está em análise o mérito do projeto de emenda, mas sim o procedimento legislativo que levou o texto à aprovação em primeiro turno.  Deputados do PT, PPS, PSB, PCdoB, PSOL e Pros entraram com mandado de segurança no STF para que a PEC da reforma fosse suspensa, com reclamação relacionada ao trecho da proposta que prevê o financiamento empresarial de campanhas eleitorais a partidos políticos. Os deputados acusavam o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de "ato coator" contra as regras da Casa para aprovar a emenda aglutinativa sobre financiamento. A ministra do STF negou o pedido liminar, "sem prejuízo" de analisar o mérito do caso em momento futuro. Ela concedeu mais dez dias para que Eduardo Cunha apresente novas informações ou complemente as já fornecidas ao tribunal, se entender necessário. Depois desse prazo, o caso será encaminhado para que o Ministério Público Federal se manifeste em parecer. Na semana passada, Eduardo Cunha foi pessoalmente conversar com a ministra Rosa Weber, relatora do mandado de segurança. Ele entregou as informações sobre o processo de votação da emenda. Eduardo Cunha classificou o mandado de segurança como "mentiroso" e "litigância de má fé". "Uma coisa é você debater e contestar o que está sendo feito. Outra é apresentar uma peça em que você está falseando a verdade, aquela peça é uma peça falsa", afirmou o presidente da Câmara pouco antes de se encaminhar ao STF, na última semana, para a audiência com a ministra.

Dilma assina MP que cassa direitos trabalhistas.

A Mandrake petista Dilma Rousseff (a gerentona rainha da pedalada fiscal) sancionou nesta quarta-feira, 17, a Medida Provisória 665, que restringe o acesso a direitos trabalhistas como o seguro-desemprego, o abono salarial e o seguro defeso. A MP, aprovada no final de maio pelo Senado Federal, foi agora convertida na Lei 13.134, publicada na edição desta quarta Diário Oficial da União, e sancionada com dois vetos. A presidente reduziu de 18 para 12 meses de trabalho o período de carência para o primeiro pedido de seguro-desemprego, e de 12 para 9 na segunda requisição do auxílio. Um golpe nos direitos trabalhistas em plena crise e crescimento do desemprego no País, que já chega a quase 10%.

A petista Mandrake Dilma, gerentona rainha das pedaladas fiscais, é ré em 13 crimes contra os cofres públicos; tem 30 dias para se defender


A presidente Mandrake petista Dilma Rousseff, gerentona rainha das pedaladas fiscais, terá de se explicar sobre 13 indícios de irregularidades em suas contas de 2014, segundo o acórdão aprovado por unanimidade no plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quarta-feira. As contas de Dilma não estão em condições de ser apreciadas, em razão da grande quantidade de irregularidades, o que será comunicado ao Congresso Nacional. A presidente terá 30 dias para apresentar as explicações sobre "pedaladas" fiscais; ausência de contingenciamento de recursos num ano eleitoral; omissão de dívidas no balanço; pagamento de despesas do Minha Casa Minha Vida com adiantamentos do FGTS; e mais nove indícios de irregularidades cuja responsabilidade direta foi atribuída a Dilma pelo TCU. O julgamento sobre o parecer em relação às contas será feito depois de a presidente apresentar a sua defesa. O acórdão registra a "inobservância do princípio da legalidade, dos pressupostos do planejamento, da transparência e da gestão fiscal responsável" em razão das irregularidades apontadas. "Provavelmente (a explicação) será por escrito, assinado por ela. As ações que cabem diretamente a ela são as de contingenciamento e as próprias pedaladas. As contas são dela. Tudo foi prestado por ela. Por isso, a presidenta que precisa ser ouvida", afirmou o ministro do TCU, Augusto Nardes. Veja os 13 indícios de irregularidades que Dilma terá de esclarecer:
1 – Omissão de dívidas da União com Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e FGTS nas estatísticas da dívida do governo no ano de 2014;
2 – Adiantamentos concedidos pela Caixa Econômica Federal à União para pagamento de despesas dos programas Bolsa Família, Seguro-Desemprego e Abono Salarial nos anos de 2013 e 2014 (as chamadas "pedaladas" fiscais);
3 – Adiantamentos concedidos pelo FGTS à União para pagamento de despesas do programa Minha Casa Minha Vida no período de 2010 a 2014 (também interpretados como "pedaladas");
4 – Adiantamentos concedidos pelo BNDES à União para pagamento de subsídios a empréstimos concedidos pelo banco de fomento entre 2010 e 2014; 
5 – Ausência de uma lista de prioridades da administração federal na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014;
5 – Ausência de uma lista de prioridades da administração federal na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014;
6 – Pagamento de dívida contratual junto ao FGTS sem autorização orçamentária no ano de 2014;
7 – Excesso de recursos, para além dos valores aprovados, por parte da Amazonas Distribuidora de Energia, Araucária Nitrogenados, Boa Vista Energia, Energética Camaçari Muricy I (ECM I) e Petrobras Netherlands, além da Telebrás, Transmissora Sul Litorânea de Energia S.A. (TSLE) e Furnas;
8 – Pagamento de despesa sem previsão no orçamento de investimentos pelas empresas públicas Araucária Nitrogenados S.A., ECM I e TSLE;
9 – Ausência de contingenciamento de R$ 28,54 bilhões em decreto presidencial de novembro de 2014;
10 – Utilização da execução orçamentária para “influir” na aprovação pelo Congresso de alteração na legislação que permitiu ao governo não cumprir meta de superávit primário em 2014;
11 – Inscrição irregular em restos a pagar de despesas de R$ 1,3 bilhão referentes ao programa Minha Casa Minha Vida em 2014;
12 – Omissão de déficit primário da União em operações com Banco do Brasil, BNDES e FGTS em 2014;
13 – Distorções materiais que afastam a confiabilidade de parcela significativa de indicadores e metas estabelecidos no Plano Plurianual 2012-2015.

Chama o Temer?

Temer salvador das votações
Temer salvador das votações
A importância hoje do vice Michel Temer para o governo Dilma funcionar pode ser medida por uma conversa que aconteceu ontem no Palácio do Planalto. Aloizio Mercadante foi avisado que a aprovação da MP do Futebol, tal como o governo a quer, corre perigo. Acendeu a luz amarela no Palácio do Planalto. Seria o caso de chamar Michel Temer para resolver? Sim, seria. Mas Temer está 100% focado na aprovação do ajuste fiscal e, a partir dos próximos dias, centrará suas forças na aprovação da nova MP que deve tratar do fator previdenciário. Não tem como se dedicar também à MP do Futebol. Contar com o fraco ministro dos Esportes, George Hilton? Nem pensar, avalia o governo. Por Lauro Jardim

Lemann e Dilma

Lemann: com Dilma
Lemann: com Dilma
Dilma Rousseff recebe hoje, depois do almoço, em audiência o maior empresário brasileiro, Jorge Paulo Lemann. Na agenda oficial da Presidência da República, porém, Lemann é qualificado como um “Empresário suíço-brasileiro”, que é o modo de a imprensa estrangeira tratá-lo. Lemann é carioca, embora filho de pais suíços. Por Lauro Jardim

Hawilla e “la dolce vita”

Bom comida, boa bebida e boa música
Boa comida, boa bebida e boa música
Nem tudo são espinhos na vida de um encrencado no escândalo da Fifa/CBF. Que o diga J. Hawilla, por exemplo. No domingo, com direito a bons vinhos, que ninguém é de ferro, Hawilla comandava, da cabeceira, uma mesa de cinco pessoas no luxuoso Garwood Lounge & Piano Bar, em Fisher Island, Miami. Por Lauro Jardim
Mas, com tornozeleira eletrônica. Ele é um prisioneiro de Miami. Não pode se mover para fora da cidade sem autorização judicial. 

Coisa de jornalista

O discurso
Com o discurso na mão
O discurso no qual Lula atacou empresas jornalísticas e  comemorou a demissão de jornalistas, no congresso do PT em Salvador, na semana passada, foi escrito por um jornalista, Ricardo Amaral. Por Lauro Jardim

Encontro com a oposição

Capriles: encontro com senadores brasileiros
Capriles: encontro com senadores brasileiros
O diplomata Eduardo Saboia, agora na Comissão de Relações Exteriores do Senado, e o advogado Fernando Tibúrcio estão em Caracas para preparar a agenda dos senadores que visitam a partir de amanhã o país de Nicolás Maduro para conversar com presos políticos. Hoje, os dois se reúnem com políticos da oposição, como Henrique Capriles e Maria Corina, e mulheres de presos, como Lilian Tintori e Mitzy Ledezma. Por Lauro Jardim

Desembargadores na Polícia Federal

Condução coercitiva no TJ-CE
Condução coercitiva no TJ-CE
O dia foi agitado ontem no Tribunal de Justiça do Ceará. Três desemabargadores – Carlos Feitosa, Paulo Timbó e Váldsen Pereira – foram levados pela Polícia Federal para depor num inquérito que corre no STJ e que investiga venda de habeas corpus e outras fraudes no tribunal. Por Lauro Jardim

O lobista Lula protegido até 2030

O PT armou mais uma farsa para acobertar Lula. Quando O Globo denunciou a tramóia do Itamaraty para esconder os documentos relativos à Odebrecht, o governo prometeu acesso irrestrito ao material. Ontem, porém, Dilma Rousseff classificou como secretos e reservados 760 documentos sobre as viagens ao exterior do lobista Lula, a serviço da Odebrecht. Os telegramas que foram liberados - e que podem ser lidos no site da Época - vão até 2010, cobrindo apenas os dois mandatos presidenciais de Lula. O que ele fez de lá para cá, depois de deixar o governo, contratado como lobista da Odebrecht, sempre com o apoio das embaixadas brasileiras, só será conhecido em 2030. É uma gente repulsiva.

O caluniador no Ministério da Fazenda

O petista Márcio de Araújo Benedito, durante a campanha eleitoral, usou a rede do Ministério da Fazenda para disseminar mensagens caluniosas contra Aécio Neves, associando-o ao tráfico e ao consumo de drogas. Ele foi identificado depois que o juiz Helmer Amaral, a pedido do PSDB, determinou que o Twitter entregasse ao tribunal os dados das contas de 20 caluniadores. Márcio de Araújo Benedito é chefe da divisão de "projetos e tecnologias educacionais" do Serpro em Belo Horizonte. Ele também integra a comissão de ciência e tecnologia do PT em Minas Gerais. Em 7 de outubro de 2014, Márcio de Araújo Benedito declarou num grupo de discussões da internet: "Eu passei a dar mais valor a minha privacidade depois do Aécio ter processado o Twitter para obter meus dados digitais..." O mínimo que O Antagonista e seus leitores podem fazer, a esta altura, é violar sua privacidade, expondo-o publicamente. Este é Márcio de Araújo Benedito, conhecido como China:


Este é seu perfil profissional:

Ele faz parte do grupo #Hackers com Dilma. Ele faz parte também, com igual entusiasmo, dos grupos Minecraft e Pokemon. Abaixo, uma imagem de seu canal no Youtube:


TCU dá 30 dias para Dilma explicar ‘pedaladas’ e contas do governo

Por unanimidade, o Plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira abrir prazo de 30 dias para que a presidente Dilma Rousseff explique as controversas pedaladas fiscais e as diversas irregularidades encontradas pela auditoria do órgão de controle nas contas do governo referentes a 2014. O relator do caso, ministro Augusto Nardes, propôs a abertura do prazo de defesa após considerar que o excesso de irregularidades cometidas pelo governo no ano passado impede que o TCU analise de imediato as contas do governo.

Embora em seu voto o ministro Nardes tenha dado diversos sinais de que o governo errou ao manejar as contas de 2014, a forte pressão do Palácio do Planalto sobre os ministros da Corte, indicados ao cargo por cotas da Câmara dos Deputados, do Senado e da Presidência da República, pesou na decisão do tribunal de contas para abrir prazo de defesa à Dilma.
Nos últimos dias, o governo promoveu uma verdadeira romaria para tentar convencer o TCU a não rejeitar as contas do governo federal. Os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e da Advocacia-geral da União, Luís Inácio Adams, pressionaram os integrantes da Corte sob o argumento de que a rejeição do relatório sobre orçamentos do governo e das chamadas pedaladas fiscais poderia provocar instabilidade na economia e abrir caminho para que agências de classificação de risco retirassem o grau de investimento do País. Na análise das contas nesta quarta-feira, os ministros Adams e Valdir Simão, da Controladoria-geral da União (CGU), e parlamentares de oposição acompanharam o julgamento.
Apesar da abertura de prazo à presidente, o ministro Augusto Nardes afirmou que existem sinalizações claras de que as contas do governo estão contaminadas por diversas violações à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A maquiagem nas contas públicas, afirmou Nardes, foi consolidada, entre outras práticas, por reiteradas práticas de “pedaladas fiscais”. “O TCU entende que não foram cumpridas as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal no caso dos bancos públicos. A Lei de Responsabilidade Fiscal não pode ser jogada pela janela. É uma conquista do povo brasileiro na transparência de ter recursos para gastar. Não lançar isso e omitir causa desconfiança no país”, disse Nardes.
Antes de iniciar seu voto, Nardes fez uma defesa da independência do TCU e disse que nenhuma autoridade pública pode ter tratamento diferenciado na Corte. “Nesta semana que o mundo está comemorando os 800 anos da Carta Magna de 1215, que impôs limite à vontade absoluta dos reis. Desde o exemplo de proteção aos contribuintes imposto ao rei João I, o João Sem Terra, todos, de forma indistinta, devem se submeter ao império da lei”, relatou. “Não podemos ter tratamento diferenciado nesta Corte. Se quisermos consolidar o processo democrático brasileiro, temos que ter um tratamento igual para todos. Um Brasil de credibilidade, de confiança, de respeito internacional nas suas instituições? Esse é o Brasil que desejamos. Precisamos de verdade na gestão dos recursos públicos e na demonstração do emprego desses recursos que são do povo brasileiro”, afirmou o ministro. Por Reinaldo Azevedo

ÓDIO À IMPRENSA LIVRE – Secretário de Haddad tira sarro da demissão de jornalistas e ironiza repórteres da Folha e do Estadão. Ou: Tenha compostura, Jilmar Tatto, e peça demissão!

Este texto tratará de uma declaração asquerosa feita por Jilmar Tatto, secretário de Transportes do petista Fernando Haddad, prefeito de São Paulo. Tatto é deputado federal licenciado e já foi líder do PT na Câmara. É um figurão do partido. Sua família está quase toda na política. Antes que chegue a ele, algumas considerações gerais.

O PT odeia a imprensa livre.
O PT odeia a liberdade.
O PT odeia a divergência.
O PT odeia a diferença.
O PT odeia a democracia.
É mentira que o PT goste de trabalhadores. Gosta de trabalhadores que carreguem bandeira. Gosta de trabalhadores que carreguem a sua bandeira.
É mentira que o PT goste de minorias. Gosta de minorias que carreguem bandeira. Gosta de minorias que carreguem a sua bandeira.
O PT não gosta de gays. O PT gosta de gays militantes.
O PT não gosta de negros. O PT gosta de negros militantes.
O PT não gosta de mulheres. O PT gosta de mulheres militantes.
Para o PT, um gay que não é militante é só uma bicha louca.
Para o PT, um negro que não é militante tem a alma branca.
Para o PT, uma mulher que não é militante é só uma Amélia.
O PT gosta de causas, não de pessoas.
O PT gosta de escravos livres, não de homens livres.
O PT gosta de teses, não de antíteses.
Na sexta-feira, na abertura do V Congresso do partido, Lula tripudiou da demissão de jornalistas, atacando a Folha, o Estadão, o Globo, a Band e a Editora Abril. Afirmou: “Proporcionalmente, o setor que mais desemprega hoje no Brasil é a imprensa”. Segundo o Babalorixá de Banânia, isso acontece porque o público não estaria interessado nas mentiras publicadas. Ao defender que os filiados fizessem doações ao partido, tirou o sarro: “Se nós não doarmos, quem vai doar? Os tucanos? Os jornalistas, que ganham pouco e estão perdendo o emprego?”
O desemprego é crescente no Brasil e poderá atingir números alarmantes. Mas Lula, como se vê, comemora. Milhares de metalúrgicos das montadoras estão parados. Que coisa! Foi o chão dessas fábricas que deu à luz certo sindicalista. Covardes tripudiam sobre a demissão de jornalistas; um sujeito que fosse corajoso aplaudiria o desemprego na porta de uma dessas empresas.
O ódio que o PT tem à imprensa é profundo, está arraigado na cultura partidária, compõe a essência mesma de como a agremiação enxerga o poder e a sociedade. Ainda no congresso do PT, como se sabe, ganhei uma Medalha de Honra ao Mérito, um troféu, uma distinção inigualável: fui atacado por Lula; fui tachado de “blogueiro falastrão”. Tudo porque afirmei, em abril do ano passado, que o PT havia começado a morrer. O Apedeuta também voltou suas baterias contra Marco Antonio Villa. Lula certamente gosta dos blogs sujos que lhe servem de catre imundo.
E olhem que o próprio chefão petista já afirmou que a imprensa ajudou a fazê-lo. Que outra personagem teria sobrevivido à entrevista que ele concedeu à Playboy em 1979? Que outra personagem teria sobrevivido à confissão de que usava seu cargo na área de Previdência do sindicato para pegar as viuvinhas? Que outra personagem teria sobrevivido à confissão da iniciação sexual com animais? Que outra personagem teria sobrevivido à declaração da lista de pessoas que admirava, na qual incluiu o aiatolá Khomeini e Hitler?
Ele, no entanto, sobreviveu. E, de fato, a imprensa é, em grande parte, responsável por isso. Ainda hoje, em 2015, depois de mensalão, aloprão e petrolão, o PT exerce influência fortíssima nas redações. E muitos que resolveram dissentir do partido se identificam com posições ainda mais à esquerda. Contam-se nos dedos os profissionais que se identificam com posições liberais.
Vale dizer: infelizmente, um número imenso de jornalistas, quem sabe a maioria, odeia o sistema econômico que garante a… liberdade de imprensa. Tiveram ou têm suas respectivas inteligências sequestradas pela mistificação esquerdopata. Defendem, na prática, modelos de sociedade que censurariam o seu trabalho.
Agora volto a Tatto. Nesta terça-feira, antes de uma entrevista coletiva, ele olhou para os repórteres dos dois principais jornais impressos de São Paulo e disse: “Ué, Folha e Estadão ainda mandam repórteres para a pauta? Vocês não foram demitidos?”. Achou que era pouco e ainda emendou que, se isso acontecesse, deveriam procurá-lo, sugerindo que lhes daria um emprego.
Trata-se de uma postura asquerosa. O homem é político e irmão de políticos. Os “Tattos” sempre foram malvistos dentro do próprio PT em razão, digamos, dos métodos heterodoxos a que recorrem para garantir a inexpugnabilidade de seu reduto eleitoral, a Capela do Socorro, apelidada, a tempo, de “Tattolândia”. Ali se elegeram dois vereadores: Jair Tatto e Arselino Tatto. Na Assembleia Legislativa, está Enio Tatto, e Jilmar Tatto, eleito deputado federal, assumiu a Secretaria de Transportes. Drummond perguntaria: “Pra que tanto Tatto, meu Deus?”.
Ora, para isso. Métodos dos Tattos? Quais? Em 2004, por exemplo, o tucano José Serra, então candidato à Prefeitura, foi fazer campanha na Capela do Socorro. Foi cercado pelos partidários de Jilmar e seus irmãos. Comportando-se como milicianos, os democratas gritavam: “A Capela está sitiada, a Capela está sitiada!”. Em outros países e Brasil afora, isso tem outro nome e é crime.
Tenha vergonha na cara, Jilmar Tatto!
É assim que o senhor trata uma categoria profissional que é vítima, a exemplo de milhões de outros trabalhadores, de uma crise econômica que o seu partido provocou?
Por que o senhor não vai falar isso a metalúrgicos do ABC?. Eu respondo: porque é covarde. Vá falar isso na CUT, covarde! Tripudiar de repórteres que ganham o pão ouvindo as suas porcarias, ah, isso é fácil!
Tenha um mínimo de decência, Jilmar Tatto!
Tenha compostura, Jilmar Tatto!
Peça demissão, Jilmar Tatto!
Por Reinaldo Azevedo