quinta-feira, 18 de junho de 2015

Defesa de Lobão pede ao STF para arquivar pedido de investigação sobre caso Diamond

A defesa do ex-ministro das Minas e Energia e senador Edison Lobão (PMDB-MA) pediu ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento da instauração de inquérito contra o senador para apurar o suposto envolvimento dele com a empresa Diamond Moutain Capital Group. Na petição, a defesa alega que "os indícios da prática de infrações penais são insuficientes" e, com base em laudo preliminar encomendado por um dos acusados, diz que e-mails anexados ao processo foram forjados. "Com a devida vênia, nessas circunstâncias, é necessário que não se imponha ao requerido a pública e degradante condição de investigado, eis que tal condição atenta contra os ideais de dignidade da pessoa humana e presunção de inocência", escreveu a defesa em petição ao STF, para quem as acusações são "absolutamente inverídicas".  O caso chegou a Suprema Corte após o ex-dirigente da Diamond Mountain Participações, Jorge Nurkin, denunciar à Justiça Federal de São Paulo que Lobão era apontado pelos donos do grupo Diamond, Marcos Costa e Luiz Meiches, como sócio oculto de um fundo de investimento nas Ilhas Cayman. Nurkin diz ter sido lesado pelos sócios da Diamond, o que motivou a abertura do inquérito na Justiça Federal e a remessa de parte dele ao STF por envolver o senador que tem prerrogativa de foro. 


Nurkin entregou à Justiça cópia de emails que trocou com Costa e Meiches nos quais há citações nominais a Lobão e o uso de codinomes como "tio", "Big Wolf". Num dos emails, Costa informa que agendou uma reunião com Lobão no ministério e que o peemedebista teria pedido que ele fosse sozinho. Nurkin também anexou áudio de uma conversa entre ele e um ex-dirigente da Diamond no qual comentam que Marcos Costa citava o nome de Lobão ao tratar dos negócios da empresa. Na petição, a defesa alega que "Nurkin não trouxe aos autos nada além de suas vagas e inverídicas conjecturas quanto ao suposto envolvimento do requerido" e anexa um laudo pericial preliminar encomendado pelo sócio da Diamond, Marcos Costa, ao Instituto Brasileiro de Peritos (IBP), no qual contesta e-mails anexados ao processo. Diz o laudo que "como não consta que tenham sido juntados aos autos os arquivos eletrônicos originais dos emails que teriam sido impressos a partir da conta de Jorge Nurkin no Gmail, não é possível averiguar seus metadados, portanto não é possível assumir que esse material tenha efetivo valor probante sob ponto de vista pericial". O laudo afirma, contudo, que "há divergências" na comparação com os emails que constam do arquivo eletrônico preservado por Costa e os anexados ao processo por Nurkin. Procurador, Nurkin afirmou que basta uma perícia no provedor para comprovar a veracidade dos e-mails: "Claro que não falsifiquei email nenhum. Eu estou descobrindo que a verdade é mais forte do que os melhores advogados". Na petição ao STF, a defesa de Lobão informa que ele foi questionado sobre o caso Diamond durante seu depoimento no inquérito que investiga suposto envolvimento dele na Lava Jato. Na ocasião, Lobão justificou que recebeu Marcos Costa no gabinete quando era ministro porque ele "tinha um fundo com 5 bi com interesse em investir no setor energético". E acrescentou que as secretárias e o chefe de gabinete é que agendavam seus compromissos. O filho do ex-ministro, o ex-senador Lobão Filho, disse que foi ele quem pediu ao pai que recebesse Costa atendendo a uma solicitação do advogado maranhense Marcio Coutinho. " Ele me apresentou esses caras como sendo um grande gestor de fundos privados que queriam investir no setor elétrico, comprar empresas. Diziam ter um fundo de R$ 4 bilhões. Eu disse: Vou apresentá-los ao ministro e o ministro bota eles para contribuir efetivamente com o setor elétrico", afirmou Lobão Filho. Ele contou, ainda, que se reuniu com os sócios da Diamond em São Luís e que os levou para um vôo de helicóptero. "Chega um cara na sua casa, figurativamente, e diz o seguinte: - Eu sou um sheik árabe com 4 bilhões na conta. Você leva ele para tomar água de coco no seu carro ou você não leva?" Nurkin afirmou à Justiça que os sócios diziam que Marcio Coutinho era o representante de Lobão na Diamond. No depoimento à Polícia Federal, Lobão disse que "não sabe dizer qual a relação do Marcio Coutinho com a holding". Já Marcos Costa afirmou que "essa banca se destaca até onde se sabe na área de direito energético". A defesa defendeu na petição ao STF que a acusação "trata somente de desentendimento empresarial entre os sócios, no qual Lobão viu seu nome sendo envolvido num contexto no qual nunca fez parte". O ex-ministro reiterou na petição que "não possui nenhuma relação com a empresa Diamond Mountain (holding), que nunca deu procuração a ninguém para abrir ou movimentar contas suas no Brasil ou no Exterior. Que não tem conta no Exterior".

Diretor de ministério também postou mensagens vinculando Aécio Neves a drogas

Um diretor do Ministério do Desenvolvimento Social é dono de um perfil em redes sociais que, segundo a Justiça de São Paulo, disseminou mensagens na internet vinculando o senador Aécio Neves (PSDB-MG) a apreensão de drogas. Luiz Müller é militante do PT do Rio Grande do Sul e ocupa o cargo de diretor de inclusão produtiva na pasta. Sua área é vinculada à Secretaria Extraordinária de Superação da Extrema Pobreza (SESEP). O petista é um dos alvos da ação que o tucano move na Justiça desde o ano passado para ter acesso aos dados de internautas que publicaram mensagens em redes sociais vinculando Aécio ao consumo ou tráfico de drogas. Seu perfil está entre os que o juiz Helmer Augusto Toqueton Amaral determinou a quebra de sigilo por entender que, dado o conteúdo de algumas mensagens, Müller vinculou o senador a "apreensão" de drogas. É o segundo caso de um servidor federal que atuou nas redes durante a campanha presidencial de 2014 e acabou alvo da ação movida por Aécio Neves. Redes do Ministério da Fazenda e do Serpro, estatal responsável pelo sistema de tecnologia da informação de todo o governo federal, foram usadas por um petista, Márcio de Araújo Benedito, que a Justiça diz ter disseminado mensagens com acusações de que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) traficava e consumia drogas. Benedito é chefe da divisão de "projetos e tecnologias educacionais" do Serpro em Belo Horizonte. O petista Müller publicou um texto em um blog, em setembro do ano passado, após ser notificado da ofensiva judicial de Aécio Neves . No artigo, ele condena a iniciativa do senador e se defende das acusações. "Reproduzo no perfil do Twitter textos deste e de outros blogs, com conteúdo e argumentos. Nunca fiz nenhuma 'acusação' a ninguém e a nenhum candidato", escreveu Muller. "Publico neste blog e repercuto no Twitter ideias e propostas e contesto com argumentos, ideias e propostas das quais eu discordo", afirmou. Ele afirmou no texto que "os representantes do neoliberalismo têm medo dos que professam ideias. Por isto acusam a mim e a outros tuiteiros". "Querem calar os que contestam o entreguismo do patrimônio nacional, explícito em seus programas. Não me calarão. Ajudei a construir o PT. E junto com tantos milhões de Brasileiros ajudamos a eleger um operário e uma mulher para a Presidência da República", concluiu. E daí? Isso dá autoridade legal e moral para esse petista atacar criminosamente um outro candidato à Presidência da República?

A caravana da gratidão


As visitas semanais que Aécio Neves começa a fazer a partir do dia 25 em dezenas de cidades brasileiras, começando por Manaus, são parte do que o PSDB chamará oficialmente de Caravana da Gratidão – ou seja, Aécio vai agradecer os 51 milhões de votos recebidos em outubro. Por Lauro Jardim

Nicolás Maduro, queridinho de Dilma e do PT, manda cercar Caracas para barrar passagem de senadores brasileiros; milícias bolivarianas atacam veículo em que estavam parlamentares

Se havia alguma dúvida — e as pessoas decentes já não tinham nenhuma — de que o governo da Venezuela é composto por um bando de fascistóides asquerosos, agora não há mais. Forças policiais, a serviço do presidente Nicolás Maduro, bloquearam as principais vias de Caracas e impediram a comissão de senadores brasileiros de chegar ao presídio onde se encontram três líderes da oposição. Eles mal conseguiram sair das imediações do aeroporto Simón Bolívar. Isso já bastaria para caracterizar um ato de agressão não àqueles parlamentares, mas ao Brasil. Os senadores que lá estavam representam o Parlamento. Existe um tratado de reciprocidade que dispensa a concessão de visto para a entrada de brasileiros naquele país e vice-versa. Mas houve mais do que o bloqueio: milícias a serviço do regime cercaram o carro onde estavam os senadores, atacando o veículo com chutes e socos. Agentes da Polícia Nacional Bolivariana admitiram que houve uma ação orquestrada do governo para impedir que os brasileiros chegassem à prisão. Disse ele: “É evidente que é uma sabotagem. Quando vem uma autoridade estrangeira, nós os escoltamos em fluxo, contrafluxo ou em qualquer circunstância”. Integram a comitiva Aécio Neves (PSDB-MG), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Cássio Cunha Lima (PSDB-PA), José Agripino (DEM), Ronaldo Caiado (DEM), Ricardo Ferraço (PMDB), José Medeiros (PPS) e Sérgio Petecão (PSD). Na van em que se encontravam os senadores estavam a deputada cassada Maria Corina Machado, a mãe de Leopoldo Lopez, que é um dos prisioneiros, e sua mulher, Lilian Tintori, que entrou em pânico, com medo de ser reconhecida e linchada. Eis a Venezuela de Nicolás Maduro. Na semana passada, na Bélgica, Dilma fez uma candente defesa da Venezuela, repudiando qualquer forma de sanção àquela ditadura. Que se note: até agora, os EUA se limitaram a impedir a entrada de figuras de proa do governo. Não houve qualquer medida restritiva contra o país propriamente. Nos dias 9 e 10 deste mês, Luiz Inácio Lula da Silva recebeu no Instituto Lula Diosdado Cabello, o presidente da Assembleia Nacional e número dois do regime. O homem é investigado nos EUA por suas ligações com o tráfico de drogas. Segundo seu ex-chefe de segurança, que se exilou, Leamsy Salazar, ele é o número dois do regime, sim, mas o número um do narcotráfico no país. Dilma convocou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para uma reunião no Palácio do Planalto. Vamos ver qual será a reação do governo brasileiro, sempre tão servil aos destinos do regime bolivariano. Por Reinaldo Azevedo

Reação altiva do governo brasileiro?

Renan Calheiros publicou a seguinte nota sobre a agressão sofrida pelos senadores brasileiros em Caracas: "O Presidente do Congresso Nacional recebeu relatos apreensivos da delegação de senadores brasileiros em viagem a Venezuela através dos senadores Cássio Cunha Lima, Aloysio Nunes Ferreira, Ronaldo Caiado e Aécio Neves. Há relatos de cerco à delegação brasileira, hostilidades, intimidações, ofensas e apedrejamento do veículo onde estão os senadores brasileiros. O Presidente do Congresso Nacional repudia e abomina os acontecimentos narrados e vai cobrar uma reação altiva do governo brasileiro quanto aos gestos de intolerância narrados. As democracias verdadeiras não admitem conviver com manifestações incivilizadas e medievais. Eles precisam ser combatidos energicamente para que não se reproduzam". A nota é perfeita, mas alguém consegue imaginar uma "reação altiva do governo brasileiro"?

Não passarão

Agora não dá mais para enganar ninguém: o sonho do PT é instaurar no Brasil um regime igual ao da Venezuela. Com presos políticos, imprensa amordaçada, grupos paramilitares, liberdade para roubar e controle total sobre a sociedade. Não passarão.

Ditaduras são burras

Como disse María Corina Machado, se o governo venezuelano queria impedir que os senadores brasileiros constatassem a situação política do país, o efeito foi o oposto. Ditaduras são burras.

A armadilha bolivariana

Aloysio Nunes Ferreira, sobre a armadilha montada pelo governo da Venezuela: "Foi uma coisa armada. Eles estavam exatamente no ponto em que você sai de uma rua mais estreita do aeroporto para pegar a via expressa para o centro da cidade. Esta via expressa estava bloqueada e exatamente quando paramos, fomos cercados por esse pessoal".

Ditadura desmascarada

Os senadores brasileiros que foram agredidos e sitiados em Caracas decidiram voltar ao Brasil, sem visitar a penitenciária onde estão os presos políticos. A derrota foi da ditadura venezuelana. Os senadores conseguiram desmascará-la, se é que ainda havia alguma dúvida a respeito da natureza do regime comandado por Nicolás Maduro.

Câmara dos Deputados aprova moção de repúdio à Venezuela após hostilização e prisão de senadores brasileiros por bandidos bolivarianos em Caracas


O plenário da Câmara dos Deputados acaba de aprovar moção de repúdio ao tratamento dado à comitiva de senadores brasileiros em missão oficial à Venezuela. A moção foi aprovada por unanimidade em votação simbólica. Partidos normalmente simpáticos ao governo da Venezuela também votaram a favor da proposta, como PSOL, PCdoB e PT. Os partidos deixaram claro que se opunham ao episódio que comprometeu a integridade física de parlamentares brasileiros e que a posição desta tarde não tinha viés político contra o governo venezuelano. Deputados se revezaram na tribuna com críticas ao governo venezuelano e a política externa brasileira. Os parlamentares cobram posicionamento do Itamaraty e questionaram a presença do país vizinho no Mercosul. "Presidente Dilma, chame o embaixador brasileiro. Não deixe que atitudes como essa manchem as relações exteriores do Brasil", disse o deputado Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM).  Neste momento, os partidos estão indicando os nomes que vão se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para se informar sobre a situação dos senadores em Caracas.

LACAIOS DA DITADURA BOLIVARIANA DOS NARCOTRAFICANTES NICOLAS MADURO E DIOSDADO CABELLO ATACAM COMITIVA DE SENADORES BRASILEIROS EM CARACAS


17Senadores brasileiros durante visita em apoio aos líderes oposicionistas da Venezuela (Foto: Reprodução/Twitter)


A comitiva de senadores de oposição do Brasil foi cercada e atacada por lacaios da ditadura bolivariana dos narcotraficantes Nicolas Maduro e Diosdado Cabello em Caracas e, segundo o senador Ronaldo Caiado (DEM), o ônibus foi apedrejado. A comitiva estava a caminho do presídio onde os senadores tentariam visitar o prisioneiro político Leopoldo López. Os lacaios e bandidos bolivarianos aproveitaram o trânsito engarrafado para cercar o ônibus em que estavam os senadores com os gritos de guerra "Chávez não morreu, se multiplicou" e "Fora, fora". Em seu Twitter oficial, o senador Aécio Neves (PSDB) escreveu: "Estamos em Caracas, sitiados em uma via pública. Nossa van foi atacada por manifestantes". A comitiva estava acompanhada de batedores da Polícia Militar da Venezuela, vagabundos militares bolivarianos que nada fizeram. Com o trânsito bloqueado devido falsas "obras de manutenção", o ônibus com os senadores brasileiros teve de retornar ao aeroporto, mas o terminal onde está o avião da FAB que os aguarda foi fechado. Enquanto o terminal não abre eles aguardam dentro do ônibus. Além de Aécio Neves e Caiado, a comitiva é composta pelos senadores Aloizio Nunes Ferreira (PSDB), Cássio Cunha Lima (PSDB), Ronaldo Caiado (DEM), Agripino Maia (DEM), Ricardo Ferraço (PMDB) e Sérgio Petecão (PSD). A ex-deputada venezuelana oposicionista Maria Corina Machado, cassada pelo farsesco parlamento bolivariano chavista, também acompanha os senadores brasileiros. Os manifestantes deram tapas na lataria do ônibus, que também transporta esposas dos políticos opositores venezuelanos presos. Segundo o senador Cássio Cunha Lima, logo após desembarcarem em Caracas, ao ingressarem no ônibus, batedores tentaram conduzir o grupo diretamente para o presídio, impedindo desta forma que os parlamentares fossem recebidos pelas esposas dos políticos presos e pela imprensa que aguardava o grupo no saguão do aeroporto. Ainda segundo Cássio Cunha Lima, ao deixarem a aeronave, eles foram filmados pelos militares. "Tivemos que furar o cerco dos batedores venezuelanos para podermos nos encontrar com as esposas", disse. Na chegada, Aécio Neves ressaltou que as manifestações não só da região, mas de representantes de entidades de outras partes do mundo, podem "sensibilizar" as autoridades venezuelanas para marcar eleições livres e libertar os presos políticos. Há expectativa de que representantes do Parlamento europeu desembarquem nas próximas semanas em Caracas em defesa da libertação dos presos políticos. A visita dos parlamentares brasileiros à Venezuela foi considerada pela ex-deputada Maria Corina Machado, "um gesto histórico". "O governo da Venezuela não quer que o mundo conheça a nossa realidade de perseguição da imprensa e separação dos poderes", disse. O clima na chegada dos parlamentares brasileiros a Caracas foi de muita tensão. O comboio de carros que acompanhava os senadores ficou parado no trânsito por causa de uma manutenção de mentira em um túnel da rodovia que liga Caracas à região onde fica o presídio militar de Ramo Verde. De acordo com Maria Corina, a manutenção não estava programada e foi armada para impedir a comitiva de visitar os presos políticos. Há menos de dez dias atrás, o presidente do farsesco parlamento venezuelano, o bandido narcotraficante chavista Diosdado Cabello, veio ao Brasil e se encontrou com Lula e Dilma, com deputados governistas e outros simpatizantes do governo venezuelano. Ficou claro agora que esse vagabundo bandido narcotraficante veio combinar com Lula X9 (ela delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") e Dilma o ataque que seria feito aos senadores brasileiros em Caracas e o bloqueio para impedir que eles se avistassem com os prisioneiros políticos do regime bolivariano. O vagabundo narcotraficante Diosdado Cabello veio em uma viagem quase secreta, mas teve livre trânsito no Brasil assegurado por seus asseclas petistas. 

Previdência – Três ministros dão entrevista, e a confusão aumenta. Ou: Só o atual fator previdenciário evita quebra do sistema

Como essa gente adora fazer confusão! Três ministros dão entrevista sobre Previdência, e o saldo é mais desinteligência! Vamos lá. Os ministros Carlos Gabas, da Previdência; Nelson Barbosa, do Planejamento, e Joaquim Levy, da Fazenda, concederam uma entrevista coletiva para falar sobre as mudanças no sistema previdenciário e explicar por que a presidente Dilma vetou a fórmula 85/95. Forneceram algumas projeções importantes, das quais tratarei mais adiante. Mas o saldo, por incrível que pareça, é um pouco mais de confusão. Dá-se destaque, por exemplo, a uma tal economia que será feita de R$ 50 bilhões até 2026. Pois é. Que fique claro! Se essa economia existir, sempre será na comparação entre a fórmula proposta pelo governo — a 90/100 — e aquilo que o Congresso aprovou: 85/95. Na comparação com o atual fator previdenciário, mesmo a nova MP de Dilma contribui para aumentar o rombo da Previdência. Atenção! Ouvindo-se a entrevista, pode-se ter a impressão de que Dilma propôs um modelo que torna o acesso à aposentadoria mais difícil, mas é falso: sim, será mais difícil na comparação com a emenda aprovada na Câmara e no Senado, mas, reitero, muito mais fácil do que o modelo vigente. Hoje, dificilmente uma mulher de aposenta antes dos 60 e um homem antes dos 65 com vencimento integral. Na fórmula de Dilma, quem entra no mercado de trabalho aos 17, o que é muito frequente, poderá se aposentar aos 54 se mulher e 59 se homem. Medida do absurdo: com a lei atual, insisto, a aposentadoria integral de um homem só se dá aos 65 e de uma mulher aos 60; na MP de Dilma, homens e mulheres podem começar a contribuir só aos 30 anos e terão a aposentadoria integral aos 65 e 60, respectivamente. Ora, entrar mais tarde no sistema implica descapitalizá-lo. O governo é fraco. E a fraqueza leva à covardia. Por que é que o PT, em 13 anos, não havia mexido no fator previdenciário? Porque sabia do potencial explosivo. Uma gestão que tivesse coragem política e que estivesse bem das pernas vetaria a mudança, não proporia alternativa nenhuma ao que temos e teria seu veto mantido. Ocorre que Dilma está fraca. Gabas, repetindo o que escrevi aqui, chamou a proposta do governo de temporária. E é. Porque o sistema, como afirmei, vai para o buraco. A atual população de idosos é de 23,9 milhões de pessoas. Será de 41,4 milhões em 2030. Hoje, há 9,3 pessoas na ativa para cada idoso aposentado; em 2030, serão 5,1. Mais gente recebendo e menos gente contribuindo. Mesmo que a fórmula de Dilma seja aprovada, não vai durar muito tempo. “Ah, Reinaldo, mas você disse que, se fosse oposição, teria votado no 85/95, que você mesmo chama de inviável, e votaria pela derrubada do veto”. Sim e mantenho. A menos que Dilma viesse a público e dissesse: “Olhem aqui, o fator previdenciário foi criado em 1999. Nós, do PT, enganamos vocês nesses quase 17 anos. O então presidente Fernando Henrique Cardoso estava certo. Por isso, nos últimos 13 anos, mesmo com uma base de apoio enorme, nunca mexemos na questão. Porque não se trata de cuidar só dos aposentados que temos, mas também daqueles que teremos. O sistema de Previdência tem de ser viável no curto e no logo prazos. O meu partido errou. Era demagogia". Aí as coisas ficariam no seu lugar. Por Reinaldo Azevedo

Governo de Paris manda investigar atitude antissemita do Museu do Louvre e outras instituições que bloquearam visita de estudantes israelenses


O governador da região da Ile-de-France, que inclui a capital francesa e seus arredores, pediu à promotoria pública que abra uma investigação sobre discriminação contra um grupo de estudantes da Universidade de Tel Aviv, relatado pelo diário francês “Libération”. O grupo deveria visitar Paris no fim do mês, mas seus pedidos de visita a uma série de instituições culturais na cidade, incluindo o Museu do Louvre, foram rejeitados. "Fiquei surpreso ao descobrir que um lugar que recebe nove milhões de visitantes anuais não tenha espaço para nós", afirmou o professor da Universidade de Tel Aviv, Safy Handler: "Mesmo que tenhamos feito o pedido para um dia de meio de semana". Após ter o pedido negado, Hendler tentou conseguir uma visita na mesma data, usando o nome de instituições italianas e de Abu Dhabi, e recebeu a resposta de que as datas estavam disponíveis. "Está claro para mim que quando você diz não aos israelenses, trata-se de um ato racista e discriminatório, no qual ninguém se importa se você é de direita ou esquerda, e o simples fato de sermos israelenses é suficiente para a visão rasa das pessoas", diz Hendler: "É algo que não consigo entender". A administração do Louvre afirmou estar “perturbada” com o incidente e iniciou uma investigação interna sobre o boicote nitidamente antissemita, mas alegou que seu sistema de agendamento é quase que inteiramente automático, diferentemente da Sainte-Chapelle, outra instituição que rejeitou os estudantes de Tel Aviv, em claríssimo ato de antissemitismo. que ainda realiza os agendamentos de forma manual. "Me pergunto qual a idéia por trás disso. Se não virmos a 'Mona Lisa' a ocupação na Cisjordânia acabará? Isso é uma tolice", diz Hendler: "No momento em que você passa a escolher para quem abrirá os museus, no fim das contas estará admitindo apenas cidadãos de democracias ocidentais que pensam exatamente como você". Os franceses sempre tiveram, ao longo da história, uma nítida e acentuada atitude antissemita. Vide-se o que fizeram com o coronel judeu Dreyfuss, cuja injustiça foi intensamente combatida pelo escrito Emile Zola, em um livro chamado "J'accuse". Durante a 2ª Guerra Mundial, parte muito significativa do povo francês contribui para a perseguição aos judeus. Milhares de judeus franceses foram levados ao extermínio para os campos de concentração nazistas. Quem quiser saber um pouco mais sobre isso deve ler o magnífico livro do escritor Jorge Semprun, "A longa viagem". E também deve ver o magnifico filme "Lacombe Lucien", do cineasta Louis Malle. Agora, sob a capa da falsa solidariedade com os árabes palestinos, a França aproveita para reviver seus antissemitismo ordinário, reavivando a formação de listas de perseguidos, pespegando a estrela amarela no peito de judeus que não podem entrar em seus museus. Isso é a mais vil e infame perseguição com motivação racista. A França revela seu caráter verdadeiro. 

Ex-conselheiro afirma que denunciou irregularidades no Carf em 2013

A área de investigação da Receita Federal recebeu em outubro de 2013 as primeiras denúncias de irregularidades em julgamento de processos tributários no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). A informação foi passada pelo auditor aposentado Nelson Mallman nesta quinta-feira (18) na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga o caso no Senado. Ele afirmou ter sido um dos responsáveis pela elaboração do documento que apontava problemas no julgamento de grandes causas contra a Fazenda Nacional, junto com seu atual sócio Paulo Roberto Cortez. Posteriormente, em fevereiro de 2014, a Polícia Federal recebeu uma carta anônima, com denúncias semelhantes, que deu início à Operação Zelotes. Mallmann, afirmou não ter tido participação na elaboração dessa carta anônima. Cortez também esteve na CPI hoje, mas se recusou a falar. Ele obteve no Supremo Tribunal Federal liminar garantindo o direito de permanecer calado. Segundo Mallmann, o relatório foi apresentado à Coordenação-Geral de Pesquisa e Investigação da Receita (Copei), mas não houve consequências. O ex-conselheiro afirmou que havia suspeita sobre decisões em casos envolvendo empresas como Gerdau, Santander e Marcopolo, todas já citadas no caso. "Ele (Cortez) ficava falando que o julgamento tinha problema. Eu dizia que ele tinha razão". Mallmann também afirmou ter feito uma "ilação" [dedução] sobre a atuação de outro conselheiro em processos envolvendo as empresas de energia Light e Ampla. Em casos sobre a mesma questão, um conselheiro apresentou votos divergentes. A CPI também ouviu o genro do ex-presidente do Carf, Otacílio Dantas Cartaxo. Leonardo Siade Manzan afirmou ter sido incluído na operação da Polícia Federal por uma confusão de nomes. "No inquérito temos pelo menos seis Leonardos, fui confundido com vários deles. As escutas não identificaram nada contra mim. Não tenho a menor participação em absolutamente nenhum dos fatos narrados". Manzan disse ainda ter solicitado a exclusão de seu nome das investigações: "A própria Polícia Federal pediu minha exclusão, dizendo que não havia fato relevante em relação a mim".

Incêndio atinge igreja que marca o lugar do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes


O templo de Tabgha, situado próximo do Mar da Galileia, no centro de Israel, e onde a Igreja Católica estabelece como o local do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes de Jesus Cristo, amanheceu nesta quinta-feira com parte de suas instalações atingidas por um incêndio, comunicou o porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld. O policial revelou que foram encontradas algumas pichações em hebraico em uma das fachadas do templo. A suspeita é que o incêndio foi proposital. Poucas horas mais tarde, a polícia israelense deteve dezesseis menores relacionados com o incêndio. O jornal israelense Yedioth Ahronoth informou que os jovens são conhecidos pela polícia por praticarem atos de vandalismo. O lugar santo ao norte do Mar da Galileia indica o ponto onde Jesus multiplicou cinco pães e dois peixes para repartir entre a multidão que o acompanhava. Da antiga capela original de Tabgha, construída no século IV a.C., só restam ruínas de suas fundações. A estrutura atual foi construída em 1933 após estudos arqueológicos apontarem Tabgha como o local onde teria acontecido o milagre. O templo tem um mosaico em alusão à multiplicação de Cristo e é muito visitado por turistas que vão a Israel. Recentemente, um cemitério cristão situado na cidade de Kufr Birim, também no norte de Israel, foi atacado e vários de seus túmulos foram depredados no sétimo incidente deste tipo registrado desde 2006, apontou o porta-voz da Igreja Católica de Israel, o padre Wadie Abunasar. O porta-voz se deslocou até a igreja para observar os efeitos do ato de vandalismo. "Estamos agradecidos pelos esforços das autoridades israelenses, mas esperamos que haja consequências. Seguiremos o caso de perto porque achamos que chegou o momento em que o Estado de Israel tem que tratar estes assuntos de maneira séria", disse Abunasar.

ACREDITEM - MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE ABSOLVIÇÃO DOS "DI MENOR" QUE ESFAQUEARAM, MATARAM MÉDICO NO RIO DE JANEIRO POR UMA BICICLETA, E CONFESSARAM CRIME


Em audiência sobre o caso do médico Jaime Gold, que morreu esfaqueado durante um assalto na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em 19 de maio, o Ministério Público solicitou na quarta-feira a condenação do primeiro adolescente apreendido, de 16 anos, e a absolvição dos dois últimos, de 15 e 17 anos. A postura surpreendeu a todos, já que o primeiro adolescente sempre negou o crime, enquanto os dois últimos confessaram o ataque e inocentaram o primeiro, afirmando que ele não participou do latrocínio. "É uma situação que nunca vi na minha vida. Esperamos a sentença. A única coisa que liga o adolescente ao fato é uma testemunha", afirmou Alberto Júnior, um dos advogados de defesa do primeiro adolescente. A audiência terminou por volta das 22 horas e a juíza Michelle Gouvêa Pestana, da Vara da Infância e da Juventude, vai proferir sentença a sentença no prazo de até dez dias. Os promotores Luciana Benisti e Renato Lisboa argumentaram à magistrada que, isoladamente, as confissões dos jovens de 15 e 17 anos não comprovam a participação deles no crime. Durante a audiência desta quarta-feira, eles não foram reconhecidos pela única testemunha ocular do caso, um frentista de 28 anos. Já o primeiro adolescente apreendido voltou a ser reconhecido por esse homem, segundo o defensor público Fábio Schwartz, advogado dos dois garotos que confessaram o crime. "A confissão deles não se harmonizou com as provas. O que os adolescentes dizem que fizeram não é corroborado com a principal testemunha". A defesa do primeiro jovem reclama que pediu três acareações à Justiça e que nenhuma foi autorizada. Segundo o advogado Djefferson Amadeus, outro advogado do adolescente, o frentista afirmou nesta quarta-feira que o autor das facadas era branco. "O frentista diz de forma clara que quem deu a facada foi o branco, o mais claro. O mais claro está lá", declarou, referindo-se ao terceiro jovem. Na audiência foram ouvidas três testemunhas de defesa: o advogado Rodrigo Mondego, que defendeu temporariamente o segundo adolescente apreendido, e dois moradores de Manguinhos. Também depuseram seis testemunhas de acusação: a delegada Patrícia Aguiar, da Divisão de Homicídios, o frentista que testemunhou o crime e quatro policiais civis. Havia ainda uma testemunha pedida pela juíza. O delegado Rivaldo Barbosa, chefe da Divisão de Homicídios, disse, ao deixar o Fórum Regional da Leopoldina, em Olaria (Zona Norte), que também havia sido ouvido. Convocada como testemunha de defesa, a delegada Monique Vidal, titular da 14ª DP, não apareceu. O subsecretário municipal de Proteção Social Especial, Rodrigo Abel, também falaria a pedido da defesa, mas foi dispensado. Todos os suspeitos estão detidos, sob os cuidados do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). Na quarta-feira, os advogados de defesa do primeiro adolescente apreendido impetraram habeas corpus em favor do jovem, mas foi negado pela desembargadora Denise Vaccari, da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. 

Atirador que matou 9 pessoas em igreja dos EUA é preso


A polícia da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, prendeu nesta quinta-feira o atirador que matou nove pessoas em um tiroteio ocorrido na quarta-feira em uma igreja metodista da comunidade negra de Charleston. Identificado como Dylann Roof, de 21 anos e branco, ele estava em Shelby, cidade a 320 quilômetros do local do ataque, disse Joseph P. Riley, prefeito de Charleston. Investigadores estiveram na casa da mãe de Dylann Roof na manhã desta quinta-feira, disse o seu tio, Carson Cowles, que descreveu o jovem como quieto e calmo. Roof ganhou a pistola calibre 45 de aniversário de seu pai neste ano, disse o tio. Foi essa a arma utilizada durante o tiroteio na igreja, informou a polícia. Enquanto isso, o Departamento de Justiça abriu uma investigação para determinar se o ataque pode ser enquadrado como "crime de ódio", algo que agravaria a pena do agressor. Essa investigação será feita paralelamente à que está sendo realizada pelas autoridades da Carolina do Sul com a parceria do FBI, a polícia federal americana. Entre as seis mulheres e três homens que foram mortos, estava o pastor e senador estadual Clementa Pinckney. Três pessoas que sobreviveram ao ataque continuam internadas em um hospital, mas já se encontram fora de risco. O tiroteio aconteceu por volta das 21h00 locais da quarta-feira (22h00 em Brasília) na Igreja Africana Metodista Episcopal (AME) Emmanuel enquanto era realizada uma missa. Antes de abrir fogo, Dylann Roof ainda assistiu a um trecho da missa e rezou junto com os fiéis. O pré-candidato presidencial republicano Jeb Bush, que tinha um ato de campanha na manhã desta quinta-feira em Charleston, decidiu cancelá-lo por causa do tiroteio. A democrata Hillary Clinton, que também visa concorrer à Presidência, esteve em Charleston para fazer campanha horas antes do tiroteio e lamentou o incidente em um comunicado oficial.

Avanço digital

banco do brasil
Celular ganha mais relevância no Banco do Brasil
Cerca de 50% das operações bancárias feitas pelos clientes no Banco do Brasil já são digitais. E metade delas são realizadas via celularPor Lauro Jardim

Corrupto nervoso

Não é só sonegação fiscal. Neymar Jr. também levou cartão vermelho porque está sendo investigado por "corrupção entre particulares". Ele e o seu pai enganaram o Santos na transferência para o Barcelona. Levaram 40 milhões de euros a mais, sem que o Santos soubesse. (O Antagonista)