domingo, 21 de junho de 2015

Juiz cita e-mail como prova contra a Odebrecht

Quinze meses após a Operação Lava Jato ter sido deflagrada, procuradores apresentaram ao juiz federal Sergio Moro na sexta-feira (19) o que consideram as primeiras provas de pagamento de propina contra as duas maiores empreiteiras do País: Odebrecht e Andrade Gutierrez. O juiz aceitou as acusações. Ele disse inicialmente no decreto de prisão dos executivos que há uma prova material de pagamento de suborno "no qual consta expresso o nome da Odebrecht como responsável pela transação". A prova citada seria um comprovante de depósito de US$ 300 mil para Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, em setembro de 2013, tratada por ele como propina. Depois, o juiz atenuou a questão. Alertado por procuradores que não se tratava de um depósito, mas sim de compra de títulos da Odebrecht por Barusco, Moro escreveu, então, que "não é possível afirmar, nem afastar" a possibilidade de que terceiros podem ter pago o investimento, o que "se constitui em pagamento de propina". Segundo o juiz, três delatores (Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e Alberto Youssef) relacionaram pagamentos de propina da Odebrecht a uma empresa do Panamá chamada Constructora Internacional del Sur. "Trata-se de prova significativa de que a Odebrecht é responsável por esses depósitos e pela movimentação das contas". Moro cita também um e-mail que demonstraria o conhecimento do presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, sobre o superfaturamento em contratos de operação de sondas. Procuradores juntaram cinco contratos de sondas da Odebrecht Óleo e Gás com a estatal no valor de US$ 3,6 bilhões (R$ 11 bilhões). O e-mail citado por Moro foi enviado por Roberto Prisco Ramos, que era da Braskem, a executivos da empreiteira, entre os quais o presidente do grupo, Marcelo Odebrecht. Na época da mensagem, março de 2011, Ramos deixara a Braskem para criar a Odebrecht Óleo e Gás, que aluga sondas para a Petrobras. O e-mail fala em superfaturamento de US$ 25 mil por dia em contrato de operação de sondas do pré-sal. Moro cita também a delação do ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, segundo a qual a Odebrecht pagou propina na obra de usina de Belo Monte e na construção do prédio da Petrobras em Vitória (ES). Nos dois casos, segundo o delator, o suborno foi pago por consórcios dos quais a Odebrecht fazia parte. Uma das provas contra a empreiteira Andrade Gutierrez, de acordo com o juiz, é um depósito de US$ 1 milhão feito em dezembro de 2008 por uma subsidiária do grupo em Angola, chamada Zagope, para uma firma do lobista Mário Goes na Suíça. Depois, Goes repassou o montante para Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras que se tornou delator. Moro relata ainda que há uma série de contratos suspeitos de consultoria entre Mário Goes e a Andrade Gutierrez. Como a consultoria não foi prestada, diz o juiz, os contratos serviram para repassar suborno a dirigentes da Petrobras". O juiz cita ainda uma transferência de R$ 500 mil do lobista Fernando Soares, conhecido como Baiano, para o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo. O valor serviu para pagar uma lancha de Azeredo. Para o juiz, há provas de que a empresa transferiu R$ 1,19 milhão para uma empresa de Baiano, que seriam usados para pagamento de suborno a dirigentes da estatal. Segundo a decisão, delatores disseram ter recebido cerca de R$ 106 milhões em suborno das duas empreiteiras, mas só há provas documentais de R$ 17,2 milhões.

Petrobras quer tirar poder de diretores e fortalecer gerentes

A diretoria da Petrobras começa, na próxima sexta-feira (26), a submeter ao conselho de administração as primeiras propostas para reestruturar o alto escalão da empresa, que prevê, ao fim do processo, menos poder aos diretores e mais responsabilidade aos gerentes. Uma das sugestões será a criação de seis vice-presidências, posicionadas entre o presidente da estatal e diretores. O desenho do primeiro escalão de executivos "não guarda relação com o atual modelo", informa um executivo a par das discussões. Pela proposta, a diretoria executiva será mantida, mas não deverão ter as mesmas atribuições atuais – que é cuidar das áreas de exploração e produção, financeiro, abastecimento, gás, governança, corporativa e engenharia. Está sendo estudada, ainda, a redução das gerências. A Petrobras enviou aos funcionários próprios e terceirizados um comunicado informando a submissão, ao conselho de administração, das "propostas de reavaliação" dos modelos de "governança e organização". Segundo o comunicado, na fase inicial "serão avaliadas propostas de estrutura de topo da organização, compreendendo os dois primeiros níveis gerenciais a partir da presidência". Diz ainda que o projeto "inclui ajustes no porte da estrutura, visando adequá-lo aos processos decisórios e de governança, necessários ao enfrentamento dos desafios que se apresentam à companhia". As primeiras sugestões foram resultado de um estudo que levou seis semanas, e incluiu entrevistas e pesquisas junto a gerentes, com o intuito de fazer o diagnóstico da atual estrutura de gestão e decisão. A expectativa, na diretoria, é que, uma vez aprovadas, as primeiras mudanças sejam implementadas ao longo de seis meses. No início deste mês, a Petrobras já havia informado que submeteria aos acionistas proposta para alterar o estatuto que pretende limitar o poder de decisão na mão dos diretores e impedir que o presidente assine sozinho atos da companhia, além de outras inovações. A avaliação dos atuais gestores, na diretoria e no conselho da Petrobras, é que há concentração de poder em poucos diretores e que, nos cargos de gerência, há "muito poder e pouca responsabilidade" entre eles.

Lula diz a aliados já saber que será próximo alvo do juiz Sérgio Moro

O ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") disse a aliados que a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Guiterrez é uma demonstração de que ele será o próximo alvo da operação Lava Jato. Lula também reclamou na sexta-feira (19) do que chamou de inércia da presidente Dilma Rousseff para contenção dos danos causados pela investigação. Ainda segundo seus interlocutores, Lula se queixa da atuação do ministro-chefe da Casa Civil, o petista Aloizio Mercadante, que teria convencido Dilma a minimizar o impacto político da operação. Está evidente que Aloizio Mercadante age assim porque quer que Lula X9 se queime e fique inviabilizado como candidato a presidente em 2018. Mercadante quer ser o candidato do PT. Nas conversas, Lula X9 se mostra preocupado pelo fato de não ter foro privilegiado, podendo ser chamado a depor a qualquer momento. Por isso, expressa insatisfação que o caso ainda esteja sob condução do juiz Sérgio Moro. Para petistas, os desdobramentos podem afetar o caixa do partido e por em xeque a prestação de contas da campanha da presidente. A detenção de Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo colocou a cúpula do PT em "estado de alerta" e preocupa o Palácio do Planalto pelos efeitos negativos na economia. Para assessores do ministro Joaquim Levy (Fazenda), o "ritmo da economia, que já está fraco, ficará mais lento". No entanto, a estratégia adotada pelo partido e pelo governo foi a de afirmar que, dada influência das duas empreiteiras, a investigação atingirá as demais siglas, incluindo o PSDB. Nessa linha, um ministro citou o nome da operação "Erga Omnes" (expressão em latim que significa "para todos") para afirmar que não só o PT será afetado. Durante a campanha presidencial de 2014, segundo esses interlocutores do governo, ambos executivos fizeram chegar reservadamente ao Planalto a sua intenção de votar na oposição. Na sexta-feira, Lula X9 manteve sua agenda: um almoço com o ministro da Educação, Renato Janine, e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, além do secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita. Segundo participantes, ele exibia bom humor. Apesar do argumento de que outros partidos serão afetados, a tensão é maior entre petistas. Desde o fim de 2014, a informação, que circulava no meio empresarial e político, era de que Marcelo Odebrecht não "cairia sozinho" caso fosse preso. Entre executivos e políticos, contudo, as supostas ameaças eram vistas como um recado ao PT dada a proximidade entre a Odebrecht e Lula – a empresa patrocinou viagens do ex-presidente ao Exterior, que trabalhava como seu lobista. Um dos presos é Alexandrino Alencar, diretor da Odebrecht que acompanhava Lula nessas viagens patrocinadas pela empreiteira.

País vai produzir matéria-prima para fraldas e absorventes

No maior investimento da indústria química brasileira nos últimos 20 anos, a multinacional alemã Basf inaugurou na sexta-feira (19) um complexo acrílico com três fábricas no Pólo Industrial Camaçari (40 km de Salvador). O complexo, que vai trabalhar em escala mundial, produzirá ácido acrílico e acrilato de butila, usados como insumos para indústrias de detergentes e tintas E também vai produzir pela primeira vez na América Latina os chamados polímeros superabsorventes, usados em fraldas e absorventes íntimos descartáveis para transformar líquido em gel. Em um investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão que levou três anos para ser erguido, o complexo vai gerar 230 empregos diretos e será a maior fábrica da Basf no Brasil. O projeto também representará novo impulso para diversificar a produção do Pólo Industrial de Camaçari, que não recebia um investimento de tal porte desde a chegada da Ford, em 2001. "Esperamos que mais investimentos cheguem com esse nosso complexo", diz o presidente da Basf para a América do Sul, Ralph Schweens. Assim que a Basf anunciou que iria construir o complexo, a Kimberly-Clark decidiu erguer uma fábrica para a produção de fraldas, inaugurada há dois anos em Camaçari. Com uma expectativa de impacto da ordem de US$ 300 milhões na balança comercial, a fábrica da Basf vai priorizar o mercado interno, já que a demanda nacional hoje é suprida por importados. Para distribuir a produção, a multinacional vai trabalhar com o transporte dos produtos em navios de cabotagem pelo porto de Aratu, em Candeias, também na Região Metropolitana de Salvador. O principal porto baiano, contudo, está com 97% da sua capacidade ocupada no terminal de líquidos e gasosos – situação que preocupa executivos da Basf. Aratu foi incluído no programa de concessões de Dilma.

Dívidas das empreiteiras propineiras preocupam bancos

As prisões, na sexta-feira (19), dos presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e Otávio Marques de Azevedo, da Andrade Gutierrez, acendeu a luz amarela entre banqueiros. Atentos às dívidas bilionárias dessas empresas, os bancos podem ser impedidos de renovar empréstimos já contratados que vencem no curto prazo ou conceder novos financiamentos para essas empresas. Muitos bancos têm regras internas que vetam negociações com companhias cujos donos ou a alta cúpula estão na cadeia ou diretamente envolvidos em casos de corrupção. A Odebrecht, por exemplo, tem uma dívida que chega a R$ 63,3 bilhões. Sem poder alongar seu endividamento ou tomar novos créditos, surge o temor de paralisação das atividades ou até de uma renegociação de dívidas. Esse cenário, no entanto, não é tão agudo para essas gigantes como para OAS e Galvão Engenharia, que terminaram recorrendo à recuperação judicial. Sob o impacto da prisão dos executivos, os títulos de dívida no Exterior mais negociados da Andrade Gutierrez caíram na sexta-feira 16%, indo para US$ 71,15. Já os papéis da Odebrecht cederam 9,12%, cainda para US$ 80,00. Quando os executivos da OAS foram presos na primeira fase da Operação Lava Jato, os bônus da companhia no Exterior passaram a ser negociados como empresas à beira da falência. Odebrecht e Andrade Gutierrez estão longe desse patamar. Os banqueiros acham que, mesmo que sejam obrigados a travar os créditos para as duas empreiteiras, elas levariam muito mais tempo para se deteriorar, porque possuem uma carteira robusta de contratos, parcerias com outras empresas em consórcios e um perfil de endividamento mais confortável. Os braços de construção dos grupos Odebrecht e Andrade Gutierrez foram atingidos pela investigação da Polícia Federal em um momento delicado. Com o Tesouro segurando pagamentos por conta do ajuste fiscal, as empreiteiras enfrentam dificuldades para conseguir receber aditivos dos contratos de grandes obras de infraestrutura. Segundo relatório da agência de classificação de risco Moody's, a construtora Andrade Gutierrez foi prejudicada por esses atrasos nos pagamentos e outras despesas inesperadas. No terceiro trimestre do ano passado, a empreiteira queimava R$ 455 milhões de caixa, sinal de que gasta mais em suas obras do que consegue receber. Para fechar o buraco, foi obrigada a recorrer a uma captação de R$ 330 milhões junto aos acionistas e a um empréstimo de R$ 430 milhões de empresas do grupo. Nessa situação, a alavancagem da construtora Andrade Gutierrez cresceu. A relação entre a geração de caixa e a dívida líquida, que era de cerca de duas vezes em 2010 e 2011, um nível saudável, saltou para 5,6 vezes em setembro do ano passado. O cenário não é tão alarmante, porque a empresa ainda tem um caixa robusto, que chegava a R$ 1,7 bilhão em setembro do ano passado. Esse volume é suficiente para cobrir 67% das dívidas da empresa, incluindo empréstimos inter companhias e garantias que não são registradas em balanço. No braço de construção da Odebrecht, a situação é mais tranquila, porque a companhia está menos exposta ao mercado brasileiro. Cerca de 49% de sua receita vem dos 21 países em que atua. Com uma queda menos robusta das margens de lucro, a relação entre dívida e geração de caixa do braço de construção da Odebrecht passou do patamar tradicional de 2 vezes para 2,7 vezes em setembro de 2014 – patamar ainda bastante confortável, especialmente no setor. No terceiro trimestre do ano passado, a companhia tinha R$ 6,9 bilhões em caixa, suficiente para cobrir 75% de sua dívida.

Governo petista vê meta de superavit distante e deve discutir redução

A redução da meta fiscal deste ano, considerada pela própria equipe econômica como quase impossível de ser cumprida, deve ser levada a debate com Dilma Rousseff nos próximos dias. Segundo assessores, superada a questão sobre o fator previdenciário e depois que for votada a última medida do ajuste fiscal, o governo precisa discutir como ficará a meta neste ano de economizar R$ 66,3 bilhões, equivalente a 1,1% do PIB, para pagamento da dívida pública. Um assessor palaciano disse que uma ala do governo defende discutir o assunto com a presidente já na próxima semana. Segundo ele, já está praticamente provado que, diante da impossibilidade política de aprovar aumento de impostos que gerem receita expressiva, como a volta da CPMF, não há outra saída a não ser reduzir a meta de superávit primário. O único caminho disponível, diz, seria aumentar o corte de gastos, mas isso paralisaria o governo e geraria uma "gritaria" enorme na Esplanada dos Ministérios, freando ainda mais a economia. "Não estamos querendo reduzir os cortes já feitos, mas evitar que eles sejam elevados. Não há espaço", diz essa fonte petista. A ala política do governo Dilma defende reduzir a meta de superávit deste ano de 1,1% para 0,6% do PIB. A de 2016, de 2% para 1%. E a de 2017, de 2% para 1,5%. Esses números não agradariam ao ministro Joaquim Levy (Fazenda), significariam simplesmente o descrédito absoluto do Brasil. No momento, ele prefere não debater oficialmente o tema e vai trabalhar para postergar a discussão. Internamente, porém, sua equipe avalia como factível reduzir para 0,8% a meta deste ano, para 1,5% a do ano que vem e manter em 2% a de 2017. Antes de debater o tema com Dilma, Levy quer elaborar uma lista de medidas que poderão gerar receita extra neste ano que não sejam aumento de impostos – como acelerar cobranças judiciais. O maior temor da equipe econômica é passar sinal de descontrole fiscal que leve à perda do grau de investimento do País dado pelas agências de classificação de risco. Levy, contudo, recebeu uma boa notícia da Standard & Poor's, agência que enquadra o Brasil na última nota antes da perda do grau de investimento. Em mensagem ao ministro, ela informou que, se o País atingir uma meta fiscal de 0,8%, já será positivo. Na avaliação da S&P, o mais importante é que o governo está comprometido com recuperação da credibilidade fiscal. Além disso, vê com bons olhos o trabalho do Banco Central de reduzir a inflação. Na Moody's, a sinalização é diferente. Ela indicou que deve rebaixar a nota do País por causa do cenário mais negativo na área fiscal. O rebaixamento, no entanto, não faria o País perder o selo de bom pagador para essa agência, pois o Brasil encontra-se no penúltimo nível do grau de investimento. A Fitch também põe o Brasil dois degraus acima do nível mínimo de investimento.

Dilma está no "volume morto", diz Lula em encontro com líderes religiosos

Reunido com líderes religiosos, o ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") afirmou, na quinta-feira (18), que a presidente Dilma Rousseff "está no volume morto". Em tom de desabafo, referiu-se à gestão da sucessora como "um governo de mudos". Durante o encontro, realizado no auditório do Instituto Lula, ele falou de promessas descumpridas por Dilma, como a de "não mexer no direito dos trabalhadores". E listou notícias negativas, como a alta da inflação e aumentos de tarifas. "Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto e eu estou no volume morto", reclamou Lula, segundo conversa reproduzida pelo jornal O Globo. "Aquele gabinete presidencial é uma desgraça. Não entra ninguém para contar uma notícia boa", queixou-se. Lula lamentou também a resistência de Dilma em viajar. "O Gilberto Carvalho sabe do sacrifício que é pedir para a companheira Dilma viajar e falar". O ex-presidente relatou suas reuniões com Dilma. "Fiz essa pergunta a Dilma: 'Companheira, você lembra qual foi a última notícia boa que demos ao País?'. Ela não lembrava". Numa dessas reuniões, Lula apresentou a Dilma uma pesquisa segundo a qual o governo só tem 7% de aprovação e sofre 75% de rejeição entre os eleitores do ABC. "Isso não é para você desanimar? É para você saber que a gente tem que mudar", disse ele a Dilma, sempre segundo o relato feito aos religiosos e reproduzido pelo jornal "O Globo". Participante do encontro, o padre Julio Lancelotti, da pastoral do Povo da Rua, descreveu a conversa como informal: "Contundente, mas não agressiva", sintetizou. Para o bispo d. Pedro Stringhini, da diocese de Mogi das Cruzes, o encontro foi uma oportunidade para reflexão. "Ele (Lula) disse mesmo que o Governo está no volume morto e deveria voltar às origens". Essa não é a primeira vez em que Lula expressa sua insatisfação com o governo Dilma. Ele tem reclamado da concentração de poder nas mãos do chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e da falta de declarações em defesa do governo. "Pelo amor de Deus, Aloizio, você é um tremendo orador. É certo que é pouco simpático", disse Lula, em outro trecho da descrição da conversa com o ministro. Lula também não poupa o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele responsabiliza o ministro e o governo Dilma pelos desdobramentos da Operação Lava Jato. O ex-presidente tem dito a aliados não ter dúvida de que será o próximo alvo das investigações. Ele disse que o PT errou, já no processo do Mensalão do PT, ao tratar o caso juridicamente. E afirmou que o momento atual é ainda mais dramático. Segundo Lula, existe um "mau humor na sociedade", com petistas sendo hostilizados nas ruas. "Jamais vi o ódio que está na sociedade, com companheiro do PT não podendo entrar em restaurante". Lula X9 é assim mesmo, age dessa maneira sorrateira. Chamou padrecos comunistas, petistas, para ouvirem suas "confidências" com a obrigação de sair às ruas e relatar tudo aos jornalistas. Lula X9 ataca os jornalistas o tempo inteiro, mas utiliza os jornalistas para fazer a sua politicagem vagabunda, ordinária. E padrecos que se prestam ao serviço de seus lacaios.

Maria do Rosário faz novo showzinho e afirma ter sido ameaçada de morte em shopping

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) afirmou ter sido ameaçada de morte por um desconhecido, na noite de sexta-feira (19), dentro do shopping Bourbon Country, na zona norte de Porto Alegre. Naturalmente, ela não apresentou prova de nada. A ameça foi relatada por ela em sua conta no Twitter, pouco depois de ter supostamente ter ocorrido. "Respeito e democracia. Valores que são rasgados quando um sujeito se acha no direito de te agredir em lugar público", escreveu. Segundo o relato da petista, às 19 horas, um homem que levava um menino pela mão no shopping dirigiu-se a ela: "A sua hora de morrer vai chegar". Ex-ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República de 2011 a 2014, Maria do Rosário classificou o ato em seu relato como uma "insanidade": "Pior. Não respeitou os cabelos brancos de minha mãe de 80 anos, que ouviu isso. Não respeitou a criança que carregava pela sua própria mão, talvez um filho. Não respeita a dignidade e a distância física que se deve manter de cada um, concorde-se ou não com a sua opinião política", afirmou. Por acaso essa petista gritona respeitou a dignidade de seu colega deputado federal Jair Bolsonaro quando se intrometeu em entrevista que ele dava para repórteres e o chamou de "estuprador"? Por acaso ela manteve a distância física que deveria ter mantido enquanto Jair Bolsonaro dava entrevista? A deputada disse ainda que lhe restava "denunciar, registrar ocorrência e processar" o responsável pelas ameaças e terminou o texto afirmando que o "ódio começa a comprometer a esperança". Ódio, uma ova.... Se existiu esse personagem que ela acusa de a ter ameaçado, quando teria sido a ameça? O fato dele ter dito chegaria a hora dela morrer? Ora, isso é indubitável. Com toda a certeza ela vai morrer. Ou acha que, por ser petista, é eterna? Não é, não, ela vai morrer com toda certeza, como todo e qualquer ser.

OAS apresenta plano de recuperação, mas não tem apoio dos credores

A construtora OAS, que está em recuperação judicial desde o início de abril, divulgou na última sexta-feira (19) o plano de recuperação apresentado à Justiça com as propostas de negociação de dívida com os principais credores. A construtora é alvo de investigação da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Pelo plano, as principais dívidas voltariam a ser pagas apenas em 2021, após cinco anos de carência, enquanto seriam pagos apenas 0,25% dos juros. A partir de então, começariam os pagamentos dos juros e das amortizações, mediante disponibilidade de caixa. Segundo os administradores judiciais, os principais credores foram procurados para negociações, mas os entendimentos não avançaram. Entre os credores estão os donos de US$ 1,775 bilhões em dívida em atraso. A construtora tem dívidas de R$ 8 bilhões. A Justiça de São Paulo nomeou em 1º de abril a consultoria Alvarez & Marsal como administradora judicial do processo. A consultoria ficou encarregada de acompanhar e fiscalizar o andamento da recuperação. Nos planos de recuperação judicial, os administradores têm 60 dias para apresentar um plano de recuperação. Após apresentá-lo, os credores têm 30 dias para fazer questionamentos. Após esse período, é marcada uma assembléia de credores para votar o plano de recuperação. Caso seja aprovado pela maioria dos credores, a empresa receberá autorização do Juiz para implementá-lo. Se não tiver sucesso na votação, sua falência será declarada. O processo envolve a holding OAS S/A e outras nove companhias: Construtora OAS, OAS Empreendimentos, OAS Arenas (SPE Arenas Multiuso), OAS Infraestrutura, OAS Imóveis, OAS Investimentos, OAS Investments GMBH (com sede na Áustria), OAS Investments Limited e OAS Finance Limited (ambas com sede nas Ilhas Virgens Britânicas). Uma das maiores empreiteiras do Brasil, a OAS é alvo da Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras. A construtora, fundada em 1976 e com operação em 19 países, é uma das acusadas de pagar propina a ex-funcionários da estatal em troca de vantagens em licitações e contratos com a petroleira. Ao pedir recuperação judicial, a empresa afirmou que passou a ter dificuldades para firmar novos empréstimos ao ser incluída nas investigações. No início do ano, o grupo deu calote em investidores no Brasil e no Exterior. Para pagar as dívidas, a OAS informou que colocou à venda sua participação na Invepar (24,44%) - que tem a concessão do aeroporto de Guarulhos -, no estaleiro Enseada (17,5%), na OAS Empreendimentos (80%), além das companhias OAS Soluções Ambientais (100%) e OAS Defesa (100%).

Cristina Kirchner sinaliza que tentará manter influência após seu mandato

No dia decisivo para o seu futuro político, a presidente argentina peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner fez um discurso sugerindo que tentará manter sua influência após o fim do mandato, em dezembro deste ano. Fecharam neste sábado (20) as listas dos políticos que participarão das eleições deste ano. Impossibilitada de disputar a Presidência pela terceira vez, ainda não se sabe se a presidente peronista populista tentará se eleger para algum outro cargo. Especula-se que Cristina Kirchner se candidate ao parlamento do Mercosul, que na Argentina é escolhido pelo voto popular. Também é esperado que o filho dela, Máximo Kirchner, ingresse na política. Os jornais locais falam que ele poderia concorrer a deputado federal pela província de Santa Cruz. "Quero dizer a vocês que do lugar onde estarei, sempre estarei junto a vocês, em todos os momentos, e mais ainda nos momentos difíceis", despediu-se Cristina Kirchner, em um pronunciamento de quase meia hora, transmitido em rede nacional. Dessa maneira, Cristina estende por mais tempo o mistério sobre seu futuro político, a oito horas do fechamento das listas. Em seu discurso, a presidente criticou a imprensa e disse que está sofrendo um ataque midiático. Ela comparou as críticas ao bombardeio à Praça de Maio, que culminou com o golpe militar que destituiu da presidência Juan Domingo Perón, em 1955. "Há bases midiáticas instaladas no continente dispostas a bombardear todos os dias os processos e projetos populares", disse a presidente: "Quando se consegue construir um projeto alternativo, popular e nacional, passam a bombardear todas as praças". Cristina Kirchner defendeu a campanha argentina contra os chamados fundos "abutres", que cobram uma dívida que tem origem na quebra do país em 2001. A presidente eleva a disputa financeira a uma questão de reafirmação da soberania nacional. Ela aproveitou para defender ainda o legado da gestão dos Kirchner. "Acima de todas as coisas, apesar dos erros e acertos que cometemos, protagonizamos nestes 12 anos de gestão o maior processo de crescimento econômico com inclusão social de que se tenha memória", afirmou a presidente. Isso é uma mentira absoluta, mas todos os regimes bolivarianos e populistas apelam a esse tipo de mentira. Cristina Kirchner discursou no feriado da bandeira, celebrado no aniversário de morte de Manuel Belgrano, um dos líderes da independência do país.

CONHEÇA MELHOR ALEXANDRINO ALENCAR, O ROSTO MAIS VISÍVEL DA ODEBRECHT NO RS. ELE FOI MEMBRO DO CONSELHÃO DO TARSO.


Com o nome herdado do avô, almirante e senador durante a República Velha, natural de Rio Pardo, Alexandrino de Alencar, nascido no Rio de Janeiro, morou em Bagé e em Porto Alegre. Na capital gaúcha ele estudou no Colégio Marista Rosário e se formou em Química na PUCRS em 1970. Mesmo depois de ter seu citado no escândalo do Petrolão do PT, como suspeito de intermediar propinas e patrocinar viagens do ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") ao Exterior,  não deixou de frequentar reuniões de diretoria do sistema Fiergs/Ciergs e da Federasul, como frequentou antes reuniões de negócios para Braskem e Odebrecht com vários governadores, como Tarso Genro, PT. Em 2007, quando passou a atuar na holding da Odebrecht, ele diminuiu a frequência das viagens ao Estado, mas não se afastou totalmente. Ele foi convidado pessoalmente pelo peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro para integrar o famigerado Conselho de Desenvolvimento Social e Econômico (Conselhão), e advogava negócios que poderiam beneficiar a Odebrecht, como a concessão de serviços de água e saneamento e a construção da ERS-010. Era o contato quando alguém queria contribuição da Odebrecht para campanha e também por jornalistas e publicitários que o adulavam porque queriam publicidade ou patrocínios, usando para isto a sua agência no Estado, a Alfredo Fedrizzi foi o homem da campanha de Taro Genro, do PT. E, naturalmente a Escala ficou com a principal conta publicitária do governo petista, a do Banrisul. 


O contato preferido de Alexandrino Alencar no Rio Grande do Sul era o publicitário Alfrredo Fedrizzi, com quem costumava circular. A interlocutores mais próximos, contou saber que a Polícia Federal tinha em seu poder mensagens trocadas entre ele e Youssef. Uma das que havia enviado ao paranaense dizia “Saudade!”, depois de certo tempo em que não se encontravam. A conexão entre os dois havia sido revelada por Rafael Angulo Lopez, espécie de office boy do doleiro que, ao menos uma vez, teria visitado o escritório de Alexandrino na sede da Odebrecht. Empresários descrevem Alexandrino como uma pessoa obstinada em cumprir a missão que lhe é conferida, disposto a ir até o fim na tarefa de convencer opositores das ideias que defende. Para isso, é mestre em construir relacionamentos e abrir portas. "Ele gostava de dizer que tomava café da manhã em Salvador, almoçava em São Paulo e jantava em Porto Alegre", lembra um interlocutor. Na defesa dos interesse da Odebrecht, desdobravase para ter assento na diretoria de entidades empresariais gaúchas. Mesmo morando em São Paulo, era mais assíduo nas reuniões do que porto-alegrenses. Também foi protagonista na árdua tarefa de vencer resistências à disposição da Braskem de adquirir a Copesul, então central de matérias-primas do polo petroquímico de Triunfo, parte da estratégia da Odebrecht – apoiada pela Petrobras – de dominar o setor no Brasil. Como vice-presidente de relações institucionais da Braskem, comandou o processo que transformou a empresa em monopolista no setor. Alexandrino Alencar procurava não faltar a reuniões da organização filopetista empresarial Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul).

DATAFOLHA 1 – Desde Collor, ninguém fazia o milagre de unir o Brasil. O governo do PT conseguiu: todos estão contra — de todas as classes, escolaridades, regiões e idades. Parabéns, companheiros! O futuro do Brasil agradece!


Sim, voltarei ao assunto com mais vagar. Dou uma palinha agora. Não vou dizer que os números da pesquisa Datafolha são devastadores para o governo Dilma porque é o contrário: o governo Dilma é que é devastador para o Brasil, e isso se reflete nas pesquisas, não é? Afinal, não é o Datafolha que faz o governo ser ruim, como podem pensar os petistas; é o governo ruim que faz o Datafolha ser o que é.

Consideram o governo ruim ou péssimo nada menos de 65% dos que responderam à pesquisa. Apenas 10% dizem ser ótimo ou bom, e 24%, regular. Dilma está mal em todas as classes. Acham-na ruim ou péssima 62% dos que ganham até dois mínimos; 69% dos que ganham de 2 a 5; 65%, entre 5 e 10, e 66% acima de 10. Não, PT! Não é coisa de rico.

Por região, a coisa não é melhor: o Nordeste é o mais generoso, com “apenas” 58% de ruim ou péssimo, e a coisa evolui assim na rejeição: 63% nas regiões Norte e Sul; 69% no Sudeste e 70% no Centro-Oeste.

Por idade, os jovens têm um pouco mais de paciência com Dilma: “só” 59% consideram seu governo ruim ou péssimo entre 16 e 24 anos. E o índice negativo avança assim: 62% entre os que tem 60 ou mais; 64% entre os de 45 a 59; 68% entre os de 35 a 44, e nada menos de 70% entre os de 25 a 34.

Dilma também uniu as diferentes escolaridades: avaliam o seu governo como ruim ou péssimo 64% dos que têm ensino fundamental; 66% dos com ensino médio, e 65% com ensino superior.

Temos aí muitos elementos para reflexão. E nós a faremos. Mas, de saída, noto: desde Fernando Collor ninguém unia o Brasil como o governo do PT: UNIÃO CONTRA!


Por Reinaldo Azevedo

Datafolha 2 – Volte, Lula falastrão! O Brasil quer derrotá-lo nas urnas pela quarta vez. Ou: Não é só por Dilma; é pelo PT!


Luiz Inácio Apedeuta da Silva, aquele que está com medo de ir para o xadrez, resolveu me atacar no congresso do PT. Segundo disse, sou um “blogueiro falastrão” porque escrevi, numa coluna da Folha, no dia 25 de abril do ano passado, que o PT havia começado a morrer. E olhem que eu nem antevia o fim iminente do partido — vai acontecer quando ele não estiver mais entre nós; que demore bastante! Eu o quero em pé para assistir ao enterro de sua quimera. Eu me referia ao fim de um ente com vocação hegemônica. Só isso. Na coluna da sexta passada, dei a coisa por encerrada: o PT está morto. Isso que está por aí, recendendo a cadaverina, é um corpo em decomposição.

Eu sou o falastrão? Quem é que veio a público há dois meses em tom de ameaça: “Olhem que eu volto”? Volte, sim, Lula! O Brasil está ansioso para derrotá-lo nas urnas pela quarta vez (as outras: 1989, 1994 e 1998). Não! Não é só por Dilma! O país está é com o saco cheio do PT e de Lula. Numa coisa o Babalorixá de Banânia tem razão: o partido está abaixo do volume morto. Ou talvez não tenha. “Volume morto” é um nome tonto que se deu à reserva estratégica de água, que o petismo, com a sua renitente capacidade de mentir, tentou transformar em lodo e lama. A água do volume morto, devidamente tratada — a exemplo de qualquer outra —, serve ao consumo humano. O PT já não serve mais. É lodo. É lama.

Segundo o Datafolha, se a eleição fosse hoje, no cenário em que Aécio Neves é candidato do PSDB, Lula teria 25% dos votos, contra 35% do senador mineiro. Marina Silva (PSB ou Rede, sei lá) aparece com 18%. Lula ficaria numericamente à frente, com 26%, no cenário dois, em que o nome do PSDB é Geraldo Alckmin, com 20%. Nesse caso, Marina fica com 25%. Veja ilustração no alto. É uma pena que o Datafolha não tenha feito simulação de segundo turno. Tenho a certeza de que o Poderoso Chefão do partido putrefato perderia para Aécio, Alckmin e Marina.

Preconceito? Não! Sinal de salubridade do povo brasileiro. Acabou a mística petista. Lula, o mito, exibe seus pés de barro. E quanto mais esperneia, com suas boçalidades habituais, pior! Não! Não é só por Dilma! É pelo PT! É bem verdade que ela conduz um governo que nega de maneira meticulosa cada promessa de campanha. É bem verdade que, dia após dia, o brasileiro vê a presidente desmentir as promessas da candidata. É bem verdade que a constatação clara, palpável, inequívoca e indubitável do estelionato eleitoral contribui para elevar a sua rejeição a um nível que só não é inédito porque houve Collor, o impichado. Mas não é só por ela. O povo já não aceita um outro petista em seu lugar.

E a rejeição vai aumentar porque a economia vai piorar — desta feita, sem gordura para queimar e sem chance de ficar praticando irresponsabilidades fiscais para compensar uma equação que não fecha. Acabou a quimera luliana.

Impeachment
Se hoje se encaminhasse um processo de impeachment, com o afastamento definitivo da presidente, a nação respiraria aliviada, como respirou quando Collor foi defenestrado da Presidência. E é evidente que motivos existem. As lambanças fiscais apontadas pelo Ministério Público junto ao TCU caracterizam claro crime de responsabilidade. Dilma só não é impichada porque hoje depende da boa vontade de estranhos. Os petistas vaiam Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara? Deveriam é aplaudi-lo.

Avaliação dos outros políticos
O Datafolha quis saber também como a população avalia políticos que acabaram sobressaindo na crise. Só 31% dizem conhecer bem (10%) ou um pouco (21%) Michel Temer (PMDB), vice-presidente. Nesse grupo, a aprovação é de 15%. Afirmam conhecer bem (5%) ou um pouco (17%) Eduardo Cunha 22%, e 17% o aprovam. Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado, é bem conhecido (9%) ou um pouco (18%) por 27%, com 13% de ótimo e bom.

Texto da Folha afirma, a partir desses dados, que suas respectivas aprovações “não são tão melhores que a de Dilma”. Não procede. Ainda que a avaliação tenha sido feita entre os que dizem conhecê-los “bem” ou “um pouco”, todo especialista em pesquisa sabe que tal juízo, quando o grau de conhecimento é muito baixo, não tem valor. De toda sorte, as taxas de ruim/péssimo de Temer, Cunha e Renan são 37%, 28% e 34%, respectivamente. Dilma daria hoje o braço direito para ter esses números. E o esquerdo também. Ela está encalacrada porque é conhecida por 100% dos eleitores, e, desses, 65% consideram seu desempenho ruim ou péssimo.

Ah, sim: 19% sustentam conhecer Joaquim Levy bem (4%) ou um pouco (15%). Nesse grupo, 20% aprovam a sua atuação, e 26% a rejeitam. Até que ele está bem, coitado!, já que virou o bode expiatório e o saco de pancada do ajuste recessivo, que tem de ser feito para corrigir as bobagens acumuladas ao longo de 12 anos.

Encerro
Volte, falastrão! O Brasil quer acertar as contas com você! Por Reinaldo Azevedo