quinta-feira, 25 de junho de 2015

Primeira-dama de Minas Gerais critica Operação Acrônimo em nota

A primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira, divulgou nota nesta tarde criticando a ação de busca e apreensão realizada na casa dela, em Brasília, pela Polícia Federal no dia 29 de maio, dentro da operação Acrônimo. Critica também que hoje, em nova fase operação, houve divulgação indevida de informações relacionadas à empresa Oli Comunicação. Carolina argumenta que a ação de busca e apreensão foi realizada "sem justa causa, uma vez que os argumentos usados não correspondem a realidade" e remete a um site criado para esclarecimentos a respeito da denúncia. Nesta quinta a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Acrônimo. Por determinação do Superior Tribunal de Justiça, não serão divulgados detalhes da operação. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal suspeitam que a empresa Oli Comunicação e Imagens, da primeira-­dama de Minas Gerais, seja "fantasma". A afirmação consta em documento encaminhado pela PF à Justiça quando foi solicitada autorização para um mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Acrônimo, deflagrada no final de maio. A PF aponta que a Oli Comunicação e Imagens funcionava em local cadastrado em nome da PP&I Participações Patrimoniais e Imobiliárias, empresa que está sob investigação. 


Segundo argumentou Carolina hoje, foi comprovado ao juiz da 10ª Vara da Justiça Federal que a empresa Oli Comunicação funcionou regularmente entre 2012 e 2014, não compartilhou seu endereço com outras empresas, não teve qualquer relação financeira com as outras empresas investigadas na Operação Acrônimo e não trabalhou para órgãos públicos, partidos políticos ou ainda para empresas fora do setor de comunicação. "Hoje, 25 de junho, em nova operação, foram divulgados indevidamente os dados do sigilo fiscal da Oli Comunicação Imagem Eireli, obtidos na primeira busca e apreensão, questionada anteriormente", defende o texto. O material ressalta que a Oli Comunicação prestou serviços de comunicação digital para a Pepper Interativa, entre 2012 e 2014, mas que entre esses serviços, nenhum foi prestado ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). A primeira-dama ressalta também no texto que a Oli Comunicação também prestou serviços para a MR Consultoria, entre 2012 e 2014, e que a empresa pertence ao jornalista Mario Rosa, citado como "um dos consultores de imagem e gerenciamento de crises mais reputados do Brasil, com diversos livros publicados e palestras requisitadas por todo o País". A nota menciona que a MR Consultoria também não presta serviços para órgãos públicos e partidos políticos. "Portanto, todos os serviços prestados pela Oli Comunicação estão relacionados a clientes privados, que passaram por crises de imagem e de comunicação ao longo deste período. Só tenho a agradecer pela confiança e oportunidade de trabalhar com um dos melhores jornalistas do Brasil", menciona o texto de Carolina. A Acrônimo tramita no Superior Tribunal de Justiça porque envolve o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Há suspeitas de que a campanha dele ao governo do Estado em 2014 tenha recebido dinheiro do esquema operado pelo empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, colaborador de campanhas do PT. Bené e Caroline foram alvos da primeira fase da operação, quando houve a ação de busca e apreensão no apartamento dela em Brasília.

Pimentel no olho do furacão. Ou: Se governador acha que é conspiração, que diga os nomes dos conspiradores e represente contra a Polícia Pederal, ora!

O Brasil está virando o reino do bate-boca estéril e da conversa mole. O quiproquó da hora envolve o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT, e a Polícia Federal. Já explico por que digo isso.

Nesta quinta-feira, a Polícia Federal deu início à segunda fase da Operação Acrônimo. Com um mandado de busca e apreensão autorizado pela Justiça, foram alvos da ação escritórios da agência Pepper, que presta serviços ao PT, e um imóvel que foi alugado para a campanha de Pimentel ao governo do Estado. A Acrônimo apura se o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, coordenava o caixa dois da campanha do petista.
Pimentel e Bené, que já chegou a ser preso e está indiciado por formação de quadrilha, são amigos pessoais. O empresário, dono da Gráfica Brasil, fez fortuna na última década, no mandarinato petista. Entre 2005 e 2014, manteve contratos com o governo federal que somam R$ 525 milhões. Ele e o governador já apareceram juntos em outro caso cabeludo.
A Polícia Federal encontrou indícios, informa a Folha, de que a campanha do PT ao governo ocultou pagamentos feitos à gráfica de Bené. “Subfaturamento ou doação ‘in natura’ não declarada teriam por objetivo minorar gastos da Gráfica Brasil com a campanha, bem como possibilitar que os gastos do candidato não atingissem o limite estipulado no início da campanha”, sustenta a Polícia Federal.
Os policiais também tentaram um mandado de busca e apreensão na residência oficial do governador e na sede do partido em Minas, mas o pedido foi negado pela Justiça. Documentos obtidos pela VEJA indicam que a Polícia Federal aponta Carolina Oliveira, mulher de Pimentel, como dona de uma empresa fantasma utilizada pela organização criminosa.
O STJ tem na gaveta um pedido da Polícia Federal para a abertura de inquérito que investigue o governador por “lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores”. Na primeira fase da operação, como já informou VEJA, “investigações indicaram que Bené montou uma ampla rede criminosa envolvendo empresas-fantasma para financiar as campanhas petistas, incluindo a do governador Pimentel. Basicamente, ele superfaturava contratos com o governo federal e repassava parte do que arrecadava aos partidos através de doações legais, como no petrolão, ou clandestinas, através das empresas-fantasma. Na operação policial que prendeu o empresário, a polícia realizou buscas no apartamento onde Carolina morava antes de se mudar para Belo Horizonte.
Reação
O governo de Minas Gerais emitiu uma nota dura. Leiam a íntegra. Volto em seguida.
“A operação de busca e apreensão pretendida contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e a realizada na manhã desta quinta-feira, 25 de junho, no seu antigo escritório particular, em Belo Horizonte, é a extensão da arbitrariedade cometida anteriormente, quando os policiais estiveram no apartamento de sua esposa, em Brasília.
Com base somente em ilações e deduções fantasiosas, essa investigação prossegue eivada de irregularidades, tanto que os pedidos para a realização de busca e apreensão nas sedes do governo de Minas Gerais, na residência oficial e na residência particular do governador, e ainda em relação a sua esposa, foram negados pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, por considerá-los desarrazoados.
É importante ressaltar que o órgão competente negou à Polícia Federal o prosseguimento de atos sem base legal e sem fundamentação em fatos que os justificassem. Embora oportunamente impedida, esse tipo de arbitrariedade merece o repúdio da sociedade civil. O governador e sua esposa reafirmam sua confiança na Justiça e colocam-se, como sempre estiveram, à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento, o que torna desnecessária e abusiva a reiterada tentativa de utilizar esse tipo de medida policial.
Todas as providências necessárias para assegurar o respeito ao direito individual, à legalidade e à autonomia federativa serão tomados para coibir o abuso e a arbitrariedade na condução do inquérito policial. Resistiremos a qualquer tentativa de impor a Minas Gerais constrangimentos indevidos e antirrepublicanos.”
Retomo
Não espero que Pimentel esteja feliz com a investigação. Vale para ele o que vale para todos: até que a Justiça não diga que é culpado, é inocente. Mas vamos devagar. Não é Minas Gerais que está sendo investigada. É Bené quem está no centro do imbróglio, em conjunção com a campanha do PT ao governo.
A nota sugere uma espécie de conspiração contra as pessoas relacionadas à investigação — e até contra o Estado. Ora, se é assim, que se deixe de lado a firula retórica e que se recorra aos órgãos competentes para coibir o que se considera abuso. Mas aí cabe a pergunta: nesse caso, há abuso?
Que Pimentel seja íntimo do enrolado Bené, ah, isso é fato. A dupla viajou, em companhia das respectivas mulheres, em jatinho privado para Punta Del Este, no Uruguai. Acompanhava os casais o deputado federal Gabriel Guimarães (PT-MG), filho do ex-deputado Virgílio Guimarães, o homem que apresentou Marcos Valério ao PT. Na primeira fase da Operação Acrônimo, uma casa de Virgílio também foi alvo de um mandato de busca e apreensão. A Polícia Federal investiga, inclusive, se ele não é um sócio oculto de Bené.
Como reza a poética mineira, parece que aquelas montanhas andam a guardar segredos. E, desta feita, bem pouco inspiradores.
Para encerrar
Em 2010, Pimentel comandava o comitê de pré-campanha de Dilma. VEJA revelou que uma operação havia sido montada para fabricar um falso dossiê contra o tucano José Serra. Coisa típica de banditismo político. Quem pagava o aluguel da casa alugada pela turma? Bené. Por Reinaldo Azevedo

STJ AUTORIZA INQUÉRITO SOBRE O GOVERNADOR DE MINAS GERAIS, O PETISTA E EX-TERRORISTA FERNANDO PIMENTEL

O Superior Tribunal de Justiça autorizou a abertura de inquérito contra o governador de Minas Gerais, o ex-terrorista Fernando Pimentel, do PT. Ele e a mulher, a primeira dama, são acusados pela prática de grossas patifarias.

Joaquim Levy não é ministro

Depois que a Câmara, na falta de governo, aprovou que as aposentadorias passassem a ser reajustadas pelo mesmo índice do salário mínimo, Joaquim Levy disse que "o gasto público e as despesas obrigatórias talvez sejam os maiores inibidores da confiança no Brasil". "Talvez"? Não é preciso ser "Chicago boy" para saber que, somados aos impostos escorchantes e à corrupção epidêmica, eles são os maiores "inibidores de confiança" no Brasil. A fala de Joaquim Levy não é a de um ministro da Fazenda. É a de um contador que não tem nada a ver com a situação do cliente descontrolado. (O Antagonista)

TCU avisa que as contas são responsabilidade de Dilma e não do Mandrake trotskista Arno Augustin


Durante evento sobre práticas de boa governança, em São Paulo, o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, relator do processo das contas do governo Dilma Rousseff referentes a 2014, disse que o voto sobre o assunto tem caráter técnico. "Nosso voto não é com intenção política", afirmou. O ministro comentou ainda o documento assinado pelo ex-secretário do Tesouro Nacional, o Mandrake trotskista Arno Augustin, em que ele assume a responsabilidade sobre as manobras contábeis, mas defende a legalidade das medidas, que ficaram conhecidas como "pedaladas fiscais". "Não adianta o Arno Augustin dizer que foi ele que fez as pedaladas. As contas são da presidente", destacou, durante a abertura do terceiro dia de trabalhos do 3º Congresso Internacional de Compliance & Regulatory Summit. O ministro disse, durante o evento, que propôs a rejeição das contas da presidente, apesar de ter concedido prazo de 30 dias para explicações do governo. A expectativa de Nardes é que a questão seja decidida em até dois meses. "Vamos formatar nosso voto em 45, 60 dias", estimou. O TCU adiou, no último dia 17, o julgamento das contas do governo por 30 dias, para que a presidente Dilma Rousseff preste esclarecimentos sobre os achados da Corte no balanço das contas públicas de 2014. O tribunal encontrou R$ 37,5 bilhões em "pedaladas fiscais", além de R$ 281 bilhões em distorções totais. Essa é a primeira vez que um presidente da República terá de fazer sua própria defesa em função de problemas nas contas públicas. Nardes definiu as manobras como "operações de crédito sem autorização do Congresso Nacional". "Gastou demais? Tem que responder por isso. Porque a nação pertence a todos os brasileiros", disse o ministro do TCU. Ele afirmou ainda não ser possível haver "números ocultos" nem "decisões que são tomadas por uma pessoa sem levar em consideração o contexto do País". Nardes afirmou que não aprovou com ressalvas as contas do ano passado, como tradicionalmente é feito pelo TCU, porque os governantes não ouvem os pontos a serem melhorados. “Chega de aprovar contas com ressalvas porque o governo passou dos limites, como no caso da Petrobrás”, disse, após uma breve análise do caso da estatal. “Falta de aviso não foi, mas, infelizmente, governantes não aceitaram as sugestões”, afirmou. Pedaladas em 2015. Nardes afirmou que o fato de o governo ter mantido as manobras contábeis conhecidas como "pedaladas fiscais" neste ano agrava a análise das contas de 2015, que será feita em 2016. Segundo ele, o fato está sendo analisado pelo Tribunal. "Não dá para descartar um processo ainda neste ano, mas as contas de 2015 serão analisadas em 2016", afirmou, ao ser questionado sobre o assunto.

ASSEMBLÉIA E MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL EMPRESTAM R$ 32 MILHÕES PARA SARTORI PAGAR EM DIA A FOLHA DE PESSOAL

Para ajudar a pagar o funcionalismo do Executivo, o governador José Ivo Sartori (PMDB) tomou empréstimo de R$ 32 milhões de dinheiro do custeio da Assembleia Legislativa e do Ministério Público. R$ 24 milhões sairão da Assembléia. O caso é inédito. Um escracho. (Políbio Braga)

Governo petista produz queda de 5% em um ano na renda média do trabalhador brasileiro


O tenebroso momento da economia brasileira — com desemprego e inflação em alta e crédito mais caro — está esmagando a renda do trabalhador. A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de maio, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE, mostrou que o rendimento médio acumula queda em um ano de 5%, já descontando a inflação: em maio do ano passado o valor era de R$ 2.229,28. No mês passado, R$ 2.117,10. O Rio de Janeiro foi a região metropolitana com maior queda na renda, de 6,3% frente a maio de 2014. De acordo com Adriana Beringuy, técnica do IBGE, essa taxa mais intensa é explicada pelo rendimento nas áreas de comércio e em serviços prestados à empresa, que tiveram perdas de 14,4% e 11,6%, respectivamente. Juntos, esses dois setores respondem por 33% da força de trabalho no Rio. "O único grupamento com aumento de renda no Rio foi a construção, que só representa 7% da população ocupada", apontou Adriana. Em maio frente a abril, a queda real nas seis regiões metropolitanas analisadas pela PME (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre) foi de 1,9%, a quarta seguida nessa comparação. Em abril de 2015, a renda média real era de R$ 2.158,74. A massa de rendimento médio habitual (montante recebido por todos os trabalhadores) recuou 1,8% frente a abril e 5,8% em relação a maio de 2014, para R$ 48,9 bilhões. Por grupamento de atividade, a maior queda no rendimento em relação a maio de 2014 ocorreu em serviços às empresas, de 9,2%, para R$ 2.548,20. Na indústria, o recuo foi de 2,8%, para R$ 2.209,30. A única atividade a registrar aumento no rendimento em maio — frente ao ano passado — foi em serviços domésticos, de 1%, para R$ 946,20. Para o professor Claudio Dedecca, da Economia da Unicamp, mais do que o aumento do desemprego, a perda de renda do trabalhador será a grande ferramenta de ajuste da economia. "A renda será o grande elemento de ajuste da economia. Como a inflação acelerou muito, começou a comer os aumentos mais cedo. Antes, o salário mínimo era reajustado e o ganho real só desaparecia seis meses depois. Agora, isso ocorreu em dois meses. As convenções trabalhistas também estão, na melhor das hipóteses, cobrindo a inflação", afirma ele: "Minha desconfiança é de que a perda de renda do trabalhador entrará em 2016". A taxa de desemprego ficou em 6,7% em maio, nas seis regiões metropolitanas. É maior taxa para o mês desde 2010, quando foi de 7,5%. Em abril, a taxa já havia subido de 6,2% em março para 6,4%, a maior desde maio de 2011. Em maio de 2014, a taxa foi de 4,9%. Considerando toda a série histórica, que teve início em março de 2002 — e não apenas os meses de maio —, a taxa de desemprego de maio foi a maior desde agosto de 2010, quando também foi de 6,7%.

Compra de empresa aérea pelos Correios é paralisada pelo TCU

O Tribunal de Contas da União determinou a paralisação do processo de compra da empresa Rio Linhas Aéreas S/A pelos Correios, iniciado em maio de 2014. A estatal pretendia adquirir 49,99% das ações da empresa para depois contratá-la, sem concorrência, para prestar serviço de transporte aéreo de cargas para o próprio Correios. O preço estimado da operação era de cerca de R$ 50 milhões. O ministro Bruno Dantas, do TCU, entendeu que a companhia pode estar tentando burlar a lei de licitações e, por isso, deu liminar paralisando o processo de aquisição.
 

A compra da Rio pelos Correios também é contestada dentro do próprio governo. Pareceres internos do Ministério da Fazenda informam que a Rio opera com prejuízo e tem passivos superiores a R$ 350 milhões. A empresa também tem outras dívidas que nem sequer foram avaliadas no processo de compra. "Vislumbra-se que o modelo escolhido pelos Correios para enfrentar suas dificuldades na gestão dos contratos de transporte aéreo postal, qual seja, adquirir participação acionária minoritária em empresa privada tão-somente para contratá- la diretamente com dispensa de licitação prevista para as controladas de estatais, afronta o princípio constitucional de licitação (...) além de representar um significativo risco de lesão ao Erário e ao interesse público", escreve o ministro em sua decisão. A Rio já é uma das prestadoras de serviços para os Correios no Transporte de Cargas. No ano passado, ao menos 13 companhias faziam esse trabalho. Quando iniciou a aquisição, a estatal informou que escolheu a Rio porque a empresa mantinha o maior número de aeronaves cargueiras do mercado. Além disso, segundo o Correios, o próprio TCU e a CGU (Controladoria-Geral da União), órgão de controle do governo federal, recomendaram alternativas para o modelo de transporte aéreo de carga postal da companhia após denúncias de corrupção no setor. Os Correios informaram que aguardam o julgamento do mérito da ação do TCU e "defendem a realização do negócio, tendo em vista que a revisão do modelo de transporte aéreo de carga atende recomendações efetuadas pelos órgãos de controle, inclusive do próprio Tribunal de Contas da União, no sentido de que os Correios buscassem alternativas para a melhoria operacional da Rede Postal Noturna (RPN)". Ainda segundo os Correios o atraso prejudica a empresa porque "as atuais condições do mercado de transporte aéreo de carga não são as ideais quanto a preço e qualidade dos serviços. Essa operação, além de diminuir o custo do transporte aéreo de carga em cerca de R$ 50 milhões/ano, dobrará a capacidade da carga a ser transportada".

Polícia Federal mapeou depósitos de quase R$ 4 milhões para empresa da mulher do governador Fernando Pimente le



A Polícia Federal mapeou pagamentos para a mulher do governador de Minas Gerais, o petista ex-terrorista Fernando Pimentel, no valor de R$ 3,7 milhões. Segundo a Polícia Federal, os pagamentos foram feitos em favor da empresa Oli Comunicações, que pertence a Carolina Oliveira. Os valores abrangem o período de 2011 e 2014. O grupo francês Casino, dono do Pão de Açúcar, pagou R$ 362,8 mil, entre abril de 2012 a julho de 2012; o Marfrig pagou R$ 595 mil entre novembro de 2011 a abril de 2012; a empresa de publicidade Pepper deu R$ 300 mil. O consultor Mario Rosa, ligado a Benedito Oliveira, o Bené, um dos financiadores da campanha do petista, repassou para a Oli, empresa fantasma, segundo o Ministério Público, o total de R$ 2,4 milhões de 2012 a 2014. A Polícia Federal pediu a busca e apreensão contra 34 alvos. O Ministério Público reduziu para 25 e o Superior Tribunal de Justiça autorizou 19. A Polícia Federal investiga, assim, indícios de operações irregulares realizadas pelas empresas na Operação Acrônimo – que apura suposto esquema de desvio de recursos públicos para financiamento de campanhas eleitorais como a do governador de Minas Gerais, o petista e ex-terrrorista Fernando Pimentel. Em decisão do Superior Tribunal de Justiça, que autorizou nesta quinta-feira (25) a segunda fase de mandados de busca e apreensão, o ministro Herman Benjamin diz que “a análise de representação e do parecer do MP indicam que já foram apreendidos documentos (notas fiscais) relativos às operações supostamente irregulares” envolvendo as duas companhias de capital aberto, segundo documento obtido por ÉPOCA. Por essa razão, não foram autorizadas diligências da Polícia Federal nos escritórios dessas empresas. Em janeiro de 2014, quando Fernando Pimentel era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o BNDES, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, adiou o vencimento de um título de dívida do Marfrig no valor de R$ 2,15 bilhões, passando de junho de 2015 para janeiro de 2017. Sem essa operação, o frigorífico poderia quebrar. Ao todo, o banco estatal investiu cerca de R$ 3,5 bilhões na companhia, tornando-se o seu segundo maior acionista. Em 2014, a dívida do Marfrig era de R$ 8,4 bilhões. Além do Casino e do Marfrig, o diretório do PT de Minas Gerais, o BNDES e a Petrobras também estão na mira dos investigadores. Segunda decisão do STJ, “foram encontradas suspeitas de discrepâncias entre as despesas de campanhas declaradas à Justiça Eleitoral e registros contábeis apreendidos em posse de Benedito Rodrigues de Oliveira e notas fiscais encontradas na busca realizada na sede da Gráfica e Editora Brasil Ltda”. A Gráfica e Editora Brasil, controlada pela família de Benedito, recebeu R$ 294,2 milhões dos cofres públicos entre 2004 e 2014. Apesar dos indícios de irregularidades, o ministro considerou que “a realização de busca em sede de partido político por autoridades policiais é medida de extrema gravidade no regime democrático, devendo estar plenamente justificada em elementos concretos”. Em relação ao pedido de diligências na sede do BNDES e da Petrobras, o STJ não se convenceu da necessidade de tal medida, porque essas estatais estão “obrigadas a prestar todas as informações necessárias à apuração dos fatos”. Os valores constam de uma tabela apreendida na casa de Carolina Oliveira. Em nota, a "Marfrig informa que não efetuou qualquer pagamento para a empresa Oli Comunicações. A Marfrig desconhece as investigações mencionadas, não podendo assim comentar um assunto do qual não tem informação".

Câmara analisa se mantém ou apaga "briga da mandioca"ais da Casa



Alçada momentaneamente a rainha da horta pela presidente Dilma Rousseff, a mandioca levou deputados de oposição e governo a quase trocarem sopapos durante a madrugada e, até a tarde desta quinta-feira (25), ainda era foco de uma incógnita na Câmara. A área técnica da Casa analisava se mantinha ou se retirava dos anais o registro do bate-boca ocorrido nos primeiros minutos desta quinta. A polêmica começou quando, durante a votação do projeto que revê a desoneração da folha de pagamentos de vários setores da economia, a oposição resolveu abordar a confusa homenagem feita por Dilma à planta de raiz protuberante e comestível. Na terça, a presidente era a estrela da abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas e, devido à relação da mandioca com a cultura indígena, resolveu fazer uma particular homenagem cujo desfecho foi este: "Então, aqui, hoje, eu tô saudando a mandioca, uma das maiores conquistas do Brasil". Na votação da Câmara, Nilson Leitão (PSDB-MT) foi aos microfones já na madrugada dizer que a revisão da desoneração da folha de pagamento das empresas era um atentado contra a população brasileira. E emendou: "A mandioca é o que ela está colocando nos brasileiros com esse projeto de lei". O líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), rebateu de pronto afirmando que Dilma havia sido desrespeitada e pediu ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que retirasse a expressão chula dos anais da Casa. "Ou ele (Leitão) faz autocrítica ou não merece mais respeito por ter usado essas palavras de baixo calão contra a presidente". Fora dos microfones, deputados do governo e da oposição se estranharam, o que levou Cunha a acionar a Polícia Legislativa para ajudar o grupo do deixa-disso a evitar o pior. Ao final, com os ânimos menos exaltados, Cunha determinou à assessoria da Casa que analisasse os registros da confusão e que excluísse dos anais qualquer expressão considerada ofensiva. Até as 15 horas desta quinta-feira a Câmara ainda não havia decidido se a briga da mandioca permanecerá ou não nos registros oficiais.

Mulher do governador petista de Minas Gerais recebeu de empresas com contrato com BNDES, enquanto ele era ministro e mandava no banco


A Oli Comunicação, que pertence a Carolina Oliveira, mulher do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), recebeu pagamentos milionários de empresas que firmaram contratos com BNDES, afirma a Polícia Federal. Parte dos repasses ocorreu entre 2012 e 2014, período em que Pimentel era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio – pasta à qual o BNDES é vinculado. As transações financeiras foram identificadas pela Polícia Federal durante a investigação referente à Operação Acrônimo, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o empresário Benedito Rodrigues, o Bené, amigo pessoal do governador de Minas Gerais. As informações estão na decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, autorizando a segunda etapa da operação, deflagrada nesta quinta-feira (25) e que teve como alvo uma empresa que já pertenceu a Pimentel e a agência de comunicação Pepper, que executa a comunicação do PT nas redes sociais e é responsável pela página não oficial de Dilma Rousseff no Facebook. Na representação enviada à Justiça, a Polícia Federal informou que a Oli Comunicação e empresas que trabalhavam em parceria com a de Carolina receberam cerca de R$ 3,6 milhões entre 2011 e 2014. Nos pedidos de busca e apreensão feitos à Justiça, a polícia sustenta que parte dos pagamentos "poderiam ter, em última análise, como destinatário o então ministro de Estado titular do MDIC". A Polícia Federal aponta os grupos Marfrig e Casino (controlador do Pão de Açúcar) como autores de repasses de R$ 595 mil e R$ 362,8 mil, respectivamente. A defesa de Carolina e Pimentel esclarece que essas transferências não foram para a Oli Comunicação, mas sim para a MR Consultoria, empresa de Mário Rosa, estrategista de imprensa e consultor de crise. A polícia também fez busca e apreensão na casa de Rosa nesta quinta-feira. A Oli e a MR, entretanto, assinaram contratos de prestação de serviço, segundo a Polícia Federal. Diz a Polícia Federal que, com base nos documentos apreendidos, "é dedutível que a MR Consultoria fez pagamentos, desde o ano de 2012 e até 2014, à Oli Comunicação, em contraprestação a supostos serviços de consultoria de comunicação/imprensa, num total de R$ 2,4 milhões". Outra empresa que fez repasses à Oli foi a Pepper Comunicação Interativa, empresa que presta serviços de mídia digital para o PT nacional e que foi contratada pela campanha de Dilma Rousseff, em 2010, por R$ 6,5 milhões para criar e incluir páginas na internet. No ano passado, a Pepper também fez a campanha de Renan Filho (PMDB-AL) ao governo de Alagoas, faturando R$ 100 mil. A Polícia Federal suspeita ainda que Bené tenha bancado uma viagem a um resort de luxo, na Bahia, para Pimentel e Carolina, em 2013. O empresário pagou R$ 12,7 mil para o casal passar três dias no Kiaroa-Eco Luxuri, na cidade baiana de Maraú. As investigações apontam que Bené foi quem fez a reserva para Pimentel e Carolina ficarem hospedados no resort entre os dias 15 e 17 de novembro. "É provável que Benedito tenha pago a hospedagem e a viagem em avião particular para o então ministro Fernando Pimentel", sustenta a Polícia Federal no documento enviado ao Judiciário.

GOVERNO DA PETISTA DILMA TRABALHA PARA REVERTER NO SENADO A MUDANÇA NO REAJUSTE DAS APOSENTADORIAS; UM MANDIOCAÇO E TANTO


O Palácio do Planalto quer reverter no Senado a medida aprovada nesta quarta-feira (24) na Câmara que estende o reajuste do salário mínimo a todos os aposentados. Com a ação, o governo quer evitar o desgaste pelo qual a presidente Dilma Rousseff passaria se tivesse que vetar o projeto — que aumentaria os gastos públicos. Segundo o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a mudança geraria um impacto de R$ 9,2 bilhões à Previdência Social caso valesse desde o início deste ano e, por isso, "não há como sustentar essa estratégia". A aprovação foi criticada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, responsável pelas maiores derrotas legislativas do governo neste ano. Nesta quinta-feira (25), Dilma recebeu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os senadores Jorge Viana (PT-AC) e Romero Jucá (PMDB-RR) para discutir reforma política. A sustentabilidade da previdência, porém, também foi tema de discussão. Mercadante e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, participaram do encontro. "O Congresso tem tido responsabilidade diante de matérias fiscais. Tenho certeza que encontraremos solução para aprofundar a discussão do futuro da Previdência", disse Mercadante após a reunião. "Precisamos ter consciência das limitações fiscais que estamos atravessando", completou. Renan, por sua vez, preferiu não se comprometer com uma reversão do resultado da votação na Câmara por parte dos senadores, mas disse que tem "muita preocupação com a sustentabilidade da previdência". Os senadores e o ministro da Casa Civil tentaram minimizar a crise entre o PMDB e o governo federal e rechaçaram a tese de que o vice-presidente Michel Temer queira deixar a coordenação política do Planalto. Mercadante, que tem tido frequentes embates com Temer nos bastidores, disse que "o trabalho do vice-presidente tem sido essencial à agenda política do País". Vice-presidente do PMDB, Romero Jucá afirmou que o PMDB "não cogita essa discussão" e que "cabe a Temer" decidir se quer ou não "devolver o cargo".

Estado de São Paulo registra a menor taxa de homicídios da história

O Estado de São Paulo teve a menor taxa de homicídios da história, passando a 9,52 por 100 mil habitantes, no mês de maio. Os dados fazem parte de relatório divulgado pela Secretaria de Segurança Pública na tarde desta quinta-feira (25). Para organismos internacionais, taxas acima de 10 homicídios a cada 100 mil habitantes são consideradas epidêmicas – quando os crimes estão fora de controle. Em maio, houve redução de 16,57% nos assassinatos no Estado. Os crimes passaram de 350 para 292 em comparação com o mesmo mês no ano passado. Na capital, os homicídios passaram de 84 para 83. Os homicídios seguem tendência de queda nos últimos meses. Em abril, a diminuição foi de 10,1% no Estado, passando de 364 para 327. Já na capital paulista, a queda foi de 13,8%, passando de 94 para 81 casos. Os dados divulgados pelo governo do Estado consideram a quantidade de casos registrados, e não a de vítimas. Um mesmo registro pode ter mais de uma vítima. Os latrocínios (roubos seguidos de morte) também registraram queda no mês de maio no Estado. Foram 29 casos, contra os 33 do mesmo mês de 2014. Já na capital, esse tipo de caso aumentou muito pouco, de 12 para 13. Os roubos também caíram no mês de maio. No Estado, eles passaram de 28.433 em maio de 2014, para 25.293 no mesmo mês deste ano, o que corresponde a uma queda de 11%. Na capital paulista, os roubos passaram de 14.716 em 2014 para 12.196 casos em maio de 2015 – o que representa uma queda de 17,12%. No entanto, os roubos de carga na Grande São Paulo cresceram 7,5% em maio, em relação ao mesmo mês de 2014. Se contabilizado todo o Estado e só a capital houve queda, de 8,68% e 14,32%, respectivamente. Já os roubos de veículos também caíram em maio. No Estado, o número passou de 8.691 em 2014, para 6.214 no mesmo mês deste ano, o que corresponde a uma queda de 28,5%. Na capital paulista, a queda foi de 31,6%, passando de 4.159 para 2.843. Os dados da secretaria apontam melhora também nos índices de estupro. No Estado, a queda foi de 10%, saltando de 765 em maio de 2014, para 687 nesse ano. Já na capital, a redução foi de 16,3% – passando de 196 para 164. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) faz uma defesa do sistema prisional de São Paulo. Segundo ele, o maior encarceramento de presos "diminui os índices de criminalidade". Números divulgados pelo Ministério da Justiça nesta quarta-feira (23) mostram que São Paulo tem 36% da população carcerária do Brasil. "Retirar pessoas que cometem crime na rua... a prova esta aí. No mês de maio, tivemos uma queda de todos os índices de criminalidade no Estado", disse o tucano. 

Após ordem de Lula, o PT resolve se atolar mais, cobrar mudança da política econômica, e reforçar a defesa de seu tesoureiro preso, João Vaccari

Após críticas do ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputação"), a cúpula do PT decidiu endurecer os ataques à oposição, ao Judiciário, ao Tribunal de Contas e à Polícia Federal. Na segunda-feira (22), Lula X9 afirmou que o PT tem os vícios de todo partido que cresce e chega ao poder e, por isso, defendeu uma "revolução" da sigla. Segundo o ex-presidente, seus colegas de legenda "só pensam em cargo, em emprego, em ser eleito" e, assim, o PT teria perdido a utopia e estaria envelhecido. Na semana passada, o petista afirmou que a presidente Dilma Rousseff e seu governo estão no "volume morto". Em um documento elaborado nesta quinta-feira (25) durante a reunião da executiva nacional da sigla, em São Paulo, o comando petista cobrou a "reorientação" da política econômica implementada pelo governo Dilma Rousseff em seu segundo mandato. O texto foi elaborado um dia depois do presidente do partido, Rui Falcão, se reunir com Lula. Seguindo a orientação do ex-presidente, a sigla decidiu reforçar a defesa de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do partido, que está preso desde abril no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. "O PT repele a negativa da revogação de prisão preventiva do companheiro", diz o documento. Na terça-feira (23), o juiz Sergio Moro negou o pedido da defesa do petista para que ele aguardasse o julgamento em liberdade. Rui Falcão classificou como "inexplicável e inaceitável rejeição do pedido de relaxamento da prisão preventiva e Vaccari", alegando que a defesa apresentou todas as provas documentais requeridas.  O documento também alertou para o risco de "quebra" de empresas investigadas na Operação Lava Jato. "Preocupa o PT as consequências para a economia nacional do prejulgamento de empresas acusadas no âmbito da Operação Lava Jato". 

CONTAS PÚBLICAS NACIONAIS APRESENTAM NO REGIME PETISTA O PIOR RESULTADO EM 17 ANOS

As contas do Tesouro Nacional registraram nos cinco primeiros meses do ano seu pior resultado para o período desde 1998, e o governo da presidente Dilma atingiu até agora apenas 10% da meta prometida para o ano. Com gastos em elevação e a arrecadação de impostos deprimida pela baixa atividade econômica, o governo federal conseguiu poupar R$ 6,6 bilhões para o pagamento dos juros da dívida pública, de janeiro a maio. No mesmo período do ano passado, essa economia foi de R$ 19,3 bilhões. A meta para 2015 do setor público é de um superavit primário de R$ 66,3 bilhões. A distância entre o que já foi cumprido e o prometido expõe a dificuldade de chegar a essa marca até o fim do ano. Em maio, as despesas com salários, custeio administrativo, benefícios sociais e investimentos superaram em R$ 8 bilhões as receitas, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25). Em maio do ano passado, houve deficit maior, de R$ 10,4 bilhões. Somada à baixa arrecadação, a posição do Congresso de limitar as medidas de ajuste fiscal do governo e de ampliar gastos obrigatórios - com a aprovação da proposta que estende a todos os aposentados e pensionistas a regra de reajuste do salário mínimo - deve dificultar o cumprimento da meta fiscal para o ano. O fraco desempenho das contas do governo em maio é explicado principalmente pela queda na arrecadação. As receitas federais com impostos e contribuições recuaram 3,5% no acumulado do ano, segundo dados do Tesouro. Mesmo com o esforço do governo em cortar gastos, as despesas cresceram 0,2% no período. A elevação foi puxada por gastos com a Previdência, que subiram em R$ 7,7 bilhões (4,8%). Houve uma queda de R$ 11,6 bilhões (40,6%) nas despesas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), de R$ 7,3 bilhões (8,3%) nas despesas não obrigatórias de ministérios como Saúde e Educação.

Ação contra Petrobras em Nova York terá destino decidido em até duas semanas


Na primeira audiência sobre a ação coletiva movida contra a Petrobras na Corte de Nova York, o juiz Jed Rakoff afirmou, nesta quinta-feira (25), que decidirá em até duas semanas se encerrará o caso, como quer a companhia brasileira, ou se dará sequência ao processo. Caso o juiz mantenha a ação na corte, defesa e acusação começarão a elaboração de provas e argumentos. Nessa fase, chamada de "discovery", documentos de ambas as partes, hoje mantidos em sigilo, serão liberados. Em sua defesa, a Petrobras afirma que o caso não deveria ser julgado nos Estados Unidos, apenas no Brasil. Segundo a companhia, as violações à legislação brasileira aconteceram em território nacional, imunizando-a perante a Justiça americana. Argumenta ainda que o escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava Jato não beneficiou a empresa, ao contrário. "A situação financeira piorou mais do que melhorou", disse o advogado Roger Allen Cooper. A acusação argumenta que supostas fraudes na Petrobras afetaram agentes do mercado nos Estados Unidos e, por isso, deveriam ser julgados em Nova York. O advogado do investidor que lidera a ação, o fundo de pensão britânico USS (Universities Superannuation Scheme), Jeremy Lieberman, afirmou que executivos da empresa tinham conhecimento do esquema de corrupção. Ele citou nominalmente os ex-presidentes da Petrobras, Graça Foster e José Sérgio Gabrielli, diversas vezes em suas sustentações. E argumentou que a empresa e os membros do governo federal e de partidos políticos agiram em defesa dos próprios interesses. A defesa da Petrobras rechaçou a hipótese de Graça Foster e José Sérgio Gabrielli terem conhecimento do esquema, atribuído aos ex-executivos Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Renato de Souza Duque e Nestor Cerveró. O objetivo do autores da ação coletiva é recuperar os prejuízos daqueles que aplicaram em ADRs (recibos de ações na Bolsa de Nova York) ou em títulos de dívida da Petrobras de janeiro de 2010 a março deste ano. A alegação da ação coletiva é de que a companhia e seus executivos enganaram os investidores ao divulgarem informações financeiras incorretas ao mercado, que não consideravam o esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato. A auditoria independente PwC (PricewaterhouseCoopers), responsável por aprovar os balanços da Petrobras no período, também é apontada como ré, além dos 15 bancos responsáveis por distribuir os títulos da dívida da companhia no mercado. O advogado dos bancos afirmou na audiência que as instituições não tinham relação com o escândalo. 

O recado de Lula para Dilma

lula e dilma
Lula quer que Dilma ouça suas críticas e conselhos
A conversa de Lula com Edinho Silva ontem, em São Paulo, foi objetiva. Lula prometeu empenhar-se na defesa do governo, reforçou que não vê como dissociar o governo do PT nem sua figura da de Dilma e, falando abertamente, deu o recado: quer que sejam ouvidos os conselhos e críticas que ele faz, em privado, ao governo. Até porque os últimos dias mostraram que é bem maior o potencial de destruição de Lula quando ele os faz em público. Por Lauro Jardim

Um lulista no MEC

Alvarez: no MEC
Alvarez: no MEC
Renato Janine Ribeiro convidou para ser seu chefe de gabinete um petista do time de Lula:Cezar Alvarez. Alvarez foi coordenador de inclusão digital do governo Lula, secretário-executivo de Paulo Bernardo nas Comunicações, no governo Dilma, e, mais do que tudo isso, é até hoje da irrestrita confiança de Lula. Por Lauro Jardim

Quem é o “André”

André Amaro: citado e e-mail
André Amaro: citado em e-mail
Fios desencapados podem ser perigosos para bancos. O nome de André Esteves no polêmico bilhete que Marcelo Odebrecht escreveu aos seus advogados prejudicou o desempenho das ações do BTG Pactual no pregão de hoje. Esteves, por sua vez, em viagem de trabalho na Europa, ligou para a Odebrecht para tentar entender o que fazia o seu nome no bilhete. Ouviu que Marcelo Odebrecht estava instruindo os seus advogados a pedir para Esteves escrever uma nota técnica explicando como foi estruturada a Sete Brasil. A propósito, também produziu curto-circuito um certo “André” que apareceu no e-mail que Roberto Prisco Paraíso escreveu para Marcelo Odebrecht, tido pela PF como uma das provas contra o dono da maior empreiteira do Brasil. No e-mail, Paraíso diz a Marcelo Odebrecht: "Falei com o André em um sobre-preço no contrato de operação da ordem de $20-25000/dia"" (por sonda). Especulou-se aqui e ali que o “André” seria André Esteves. Mas um relatório da PF indica que trata-se de André Amaro, atual presidente da Odebrecht Defesa e Tecnologia. Por Lauro Jardim

Taipa e barro, não

DIno: fim às escolas de taipa e barro
Dino: fim às escolas de taipa e barro
Flávio Dino reuniu ontem as dezoito maiores empresas com investimentos no Maranhão para propor uma parceria de investimento em troca de benefício fiscal para terminar com as 1 090 escolas de taipa e barro do estado. A primeira escola de alvenaria do programa será construída em Marajá do Sena. Das catorze escolas da cidade, apenas uma é de alvenaria. Treze são de paredes de barro e as catorze têm chão de terra batida. Por Lauro Jardim

Satiagraha anulada

A PF em ação na Satiagraha
A PF em ação na Satiagraha
O ministro Luiz Fux decidiu ontem que o acórdão do STJ que anulou a Operação Satiagraha, que em 2008 prendeu Daniel Dantas, Naji Nahas, Celso Pitta e mais 21 pessoas, permanece válido. Foram dois os motivos que sustentaram a decisão de Fux. Primeiro,  o Ministério Público impetrou o recurso extraordinário fora do prazo. Além disso, nem recurso especial caberia, pois esta não é uma questão constitucional, condição obrigatória para que o STF a apreciasse. O STJ considerou a Satiagraha ilegal por causa da participação informal de pessoas estranhas aos quadros da Polícia Federal. Estas pessoas tiveram acesso a dados sigilosos. Mais: houve também participação irregular de integrantes da Abin. No ano passado, o STF já havia condenado o delegado expulso da Polícia Federal e ex-deputado Protógenes Queiroz a dois anos e 6 meses de prisão por violação de sigilo funcional qualificada por causa de irregularidades na Satiagraha, comandada por ele. Por Lauro Jardim

Abilio no Cade

Abilio: no Cade
“Apuração de concentração” das participações de Abilio
O Cade decidiu ontem que o processo impetrado pelo Instituto Brasileiro de Defesa das Relações de Consumo no órgão para investigar se há concentração excessiva nas participações de Abilio Diniz no Carrefour, e BRF ganhará novo status. Deixou de ser um “procedimento administrativo” e virou uma “apuração de ato de concentração”. Ontem foi o prazo final para que Abilio desse ao Cade as primeiras explicações pedidas. Por Lauro Jardim

Jatos à venda

chalenger
Challenger 650, jato de 32,5 milhões de dólares
A recessão brasileira não vai impedir a Bombardier de trazer a uma feira no aeroporto de Congonhas, em agosto, alguns de seus brinquedinhos mais caros. Dos jatos executivos que a fábrica canadense mostrará na Latin American Business Aviation & Conference, o modelo mais barato, um Laejet 75, custa 13,8 milhões de dólares. Aos brasileiros aficionados por Miami, aí vai uma pechincha: o Challenger 650, que tem autonomia para voar de São Paulo à cidade americana sem escalas, sairá por 32,5 milhões de dólares. Já o Global 6000, o mais caro, é avaliado em nada menos que 62,3 milhões de dólares. Em época de vacas magras na economia, será que algum deles ganhará os céus brasileiros? Por Lauro Jardim

Acesso negado

Petrobras veta acesso a processo
Petrobras veta acesso a processo
A Petrobras acaba de rejeitar o acesso ao procedimento que tratou do afastamento de Fernando Sá, ex-gerente que denunciou as falcatruas na estatal. Sá foi retirado das suas funções na Petrobras em 2009 quando começou a denunciar que as empreiteiras, capitaneadas por Ricardo Pessoa, estavam conseguindo benefícios na empresa. A Petrobras tenta esconder o processo por um motivo simples: caso seja aberto, ficará nítido como a estatal retaliou um funcionário que queria apenas evitar o desvio de milhões de reais. Por Lauro Jardim

Na lista de Lula

Cardozo, um dos próximos
Cardozo, um dos próximos
Lula ainda não externou publicamente uma de suas maiores críticas a um integrante do governo, mas logo isso deverá acontecer. Lula avalia em conversas privadas que falta pulso a José Eduardo Cardozo na condução da Polícia Federal, que, na visão dele, muitas vezes persegue petistas. Por Lauro Jardim

Queda na arrecadação

Paes: menos dinheiro em caixa
Paes: menos dinheiro em caixa
Caiu em 1 bilhão de reais a expectativa de arrecadação da prefeitura do Rio de Janeiro para este ano. Tudo isso a pouco mais de um ano da Olimpíada. Por Lauro Jardim

TARSO GENRO AFINA ARTICULAÇÃO DA FRENTE AMPLA NO RIO DE JANEIRO

Cada vez mais distante do PT, bichado por dentro e por fora em função das roubalheiras de seus principais dirigentes, o ex-governador Tarso Genro parece cada vez mais próximo do PSOL. É que ontem a noite o ex-governador foi ao aparamento do senador Randolfe Rodrigues, PSOL, para discuti4r com outras lideranças de esquerda a formação de uma Frente Ampla, algo que seria semelhante à Frente Ampla do Uruguai. Mais gente do PT e até da Rede esteve na reunião. A Frente Ampla quer começar por uma candidatura única do grupo no Rio de Janeiro.

EX-MARIDO DA DEPUTADA PETISTA MARIA DO ROSARIO É PRESO POR SUSPEITA DE ENVOLVIMENTO EM TRÁFICO DE DROGAS, EM VIAMÃO

O ex-marido da deputada federal gaúcha Maria do Rosário (PT) está entre quatro presos pela Polícia Civil nessa manhã, em Viamão, em uma ação contra o tráfico de drogas. Segundo a 3ª Delegacia de Polícia do município, César Augusto Batista dos Santos armazenava pedras de crack e cocaína prontas para venda. As drogas foram encontradas em uma casa de dois pavimentos, no bairro Santo Onofre, em nome dele. O suspeito informou a polícia que foi casado com a parlamentar no início dos anos 80. Uma moto que teria sido usada para entregas de drogas também foi apreendida no local. O flagrante foi resultado da investigação sobre a apreensão de um fuzil e outras operações conduzidas na região, há cerca de um mês. Outras prisões ocorreram nos últimos dias. A polícia verifica se os presos têm antecedentes criminais.

Dilma, a “mulher sapiens” e nefelibata da mandioca, perde mais uma!

Quando um governo perde a iniciativa e a credibilidade, ficamos entregues à casa do capeta. Aí, tudo é possível. Enquanto Dilma fazia ontem a poesia da mandioca e refletia sobre como a bola nos tornou “homo sapiens” e “mulher sapiens”, uma nova derrota do governo se desenhava na Câmara, confirmada nesta quarta. Há muita gente achando que vai ser bom para os aposentados. Mas certamente será ruim para o país. Há como conciliar as duas coisas? Acho que não. Todos pagarão o pato — inclusive os… aposentados. A que me refiro? Por 206 votos a 179 votos, a Câmara estendeu a todos os aposentados a regra de reajuste do salário mínimo: majoração com base na inflação acumulada nos doze meses anteriores (INPC) mais o índice de crescimento da economia de dois anos antes. Isso ainda precisa passar pelo Senado, onde a maioria da base petista é… lulista. Se aprovado, o impacto estimado pelo governo nos cofres públicos é de R$ 9,2 bilhões ao ano. Nelson Barbosa, do Planejamento, foi ao Congresso explicar as consequências negativas da aprovação… Outros ministros também. Debalde! Dilma fala, e quase ninguém dá bola. A oposição, claro!, votou em peso em favor da extensão do benefício a todos os aposentados. Mas também houve defecções na base governista, inclusive entre petistas. José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, que faz um trabalho que chega a ser patético, pediu que a proposta fosse rejeitada, já que o governo, prometeu, em breve apresentará uma alternativa. Em breve? Por que já não a tem pronta? Este é um governo que está sempre vencido pelos fatos. A votação permite todo tipo de conversa mole e demagogia. Um grita que, neste país, só banqueiro ganha dinheiro, enquanto se quer arrancar o sangue de aposentado. Outro manda estancar a roubalheira da Petrobras em vez de punir os velhinhos, como se uma coisa tivesse a ver com a outra. Sim, existe uma crise econômica óbvia, decorrente do acúmulo de bobagens. Mas parece evidente que a crise é mesmo política. Há uma sensação de que não há governo. A nefelibata da mandioca não convence mais ninguém. Por mais que Michel Temer, o vice, tente fazer a coordenação política, o Brasil segue sendo um país presidencialista, não é? Não se compensa o vácuo. A coisa assume tal dimensão que parece bastar o governo dizer que é contra alguma coisa para que o Congresso aprove. Eu sempre rejeitei aquela cascata que as esquerdas viviam apregoando: a tal “vontade política”. Até a matemática podia ser fraudada com vontade política… Não! Não acho que falte vontade política ao governo Dilma. Falta é competência mesmo. Convenham: se José Guimarães é o líder do governo na Câmara, então quem lidera? O mais pessimista avança: “Se Dilma é a presidente, então quem preside?” Por Reinaldo Azevedo

José Mentor não muda

O deputado petista José Mentor não muda. Em 2005, ele foi acusado de envolvimento no escândalo do Mensalão por ter recebido 120 mil reais de Marcos Valério. Agora ele é acusado de envolvimento no escândalo do Petrolão por ter recebido 380 mil reais de Alberto Youssef. Disse o doleiro: "Eu entreguei (o dinheiro) na Praça da Árvore, no escritório do deputado José Mentor. O senhor André Vargas me pediu que eu entregasse esse valor".
José Mentor foi relator da CPI do Banestado. Ele ficou com as fitas magnéticas enviadas por órgãos americanos contendo todas as listagens de brasileiros com contas nos Estados Unidos, nas famosas contas guarda-chuva Beacon Hill. 

O que pode e o que não pode

A Época tem duas notícias sobre a segunda fase da Operação Acrônimo: 
1 - A Polícia Federal fez buscas na sede da Pepper, na sede da antiga empresa de consultoria de Fernando Pimentel, num hangar em Belo Horizonte e no escritório de contabilidade que abriu a Oli Comunicação, empresa da primeira-dama de Minas Gerais.
3 - O STJ não autorizou a Polícia Federal a cumprir mandados na sede e na casa do governador mineiro, Fernando Pimentel, na sede do PT em Minas Gerais, no BNDES e na Petrobras.

A Pepper tem um passado

A folha corrida da Pepper, a empresa esquadrinhada pela Polícia Federal no âmbito da Operação Acrônimo, foi dada pela Veja, em 2013: "A Pepper Interativa é uma agência de comunicação que presta serviços ao PT e em 2010, desempenhou papel decisivo na campanha de Dilma Rousseff. Essa participação na engrenagem eleitoral ganhou ainda mais destaque depois de Veja revelar que outra empresa contratada pelo PT, a Lanza Comunicação, montara um grupo clandestino de espionagem no coração da campanha petista. A Lanza teve o contrato rescindido, mas alguns profissionais remunerados por ela foram recontratados pela Pepper para continuar a serviço da eleição de Dilma. Vitorioso na eleição, o PT retribuiu a ajuda recebida e garantiu à agência contratos milionários custeados com recursos públicos". Para completar o quadro, a Lava Jato, mais recentemente, revelou que a Pepper repassou 99 mil reais ao deputado petista André Vargas, preso em Curitiba.

JUSTIÇA PROÍBE PROPAGANDA ENGANOSA DO GOVERNO PETISTA SOBRE AJUSTE FISCAL

Por considerar que o conteúdo da campanha do governo da petista Dilma Rousseff sobre as medidas do reajuste fiscal não condiz com a realidade, o juiz federal Renato Coelho Borelli, da 20ª Vara do Distrito Federal, determinou que sua veiculação seja suspensa. A decisão desta quarta-feira se dá em uma ação movida pelo PSDB. De acordo com a liminar, a União terá 72 horas para suspender a veiculação das peças que tratam das mudanças no pagamento de pensões, seguro-desemprego e sobre o sistema energético, no rádio, na internet e na televisão. Caso não cumpra a determinação, pagará multa de R$ 50 mil. O juiz avaliou que a propaganda negou ter ocorrido redução de direitos trabalhistas e previdenciários, sem citar as Medidas Provisórias 664 e 665, editadas no fim de 2014 e posteriormente convertidas em lei. "A exigência de salários no período de 12 meses para o recebimento do seguro-desemprego, quando da primeira solicitação, e de 9 meses, para segunda solicitação, é medida que vai em desfavor das garantias trabalhistas, pois inequivocamente reduz o direito", escreveu ele. Borelli disse ainda que o governo atribuiu à seca problemas na área energética, deixando de informar que deixou de investir em outras fontes de energia, "situação que se agravou com a redução da tarifa de energia elétrica em 20% por ocasião da Medida Provisória 579/2012". "Resta claro que a publicidade feita pelo governo federal ofende diretamente os princípios basilares da boa administração pública, trazendo inconsistências entre sua divulgação e o efetivamente ocorrido, motivo pelo qual o pleito liminar deve ser deferido", afirma o juiz. Em defesa no processo, a Advocacia-Geral da União alegou que o partido não tinha legitimidade para propor a ação e defendeu a rejeição da liminar. Os argumentos foram rejeitados pelo juiz. A Secretaria de Imprensa da Presidência da República informou que o governo só vai se pronunciar sobre a decisão depois que for notificado.

Mais um alvo da Polícia Federal

O Antagonista descobriu mais um alvo da Operação Acrônimo: Mario Rosa, o assessor de imprensa que coordenou a campanha de Fernando Pimentel (e que passou também por José Dirceu, Antonio Palocci e CBF), foi alvo da Polícia Federal. Aparentemente, ele recebeu dinheiro de Bené.

A mulher de Peppertel está rica

A mulher de Fernando Pimentel recebeu 3,7 milhões de reais entre 2011 e 2014, segundo a Época. A Pepper deu-lhe 300 mil reais. E Mario Rosa, coordenador da campanha de Fernando Pimentel, deu-lhe 2,5 milhões de reais.

Peppertel no frigorífico

A Polícia Federal descobriu, segundo a Época, que a mulher de Fernando Pimentel, além do que lhe foi dado pela Pepper e por Mario Rosa, recebeu também 500 mil reais da Marfrig. Enquanto a mulher de Fernando Pimentel embolsava dinheiro da Marfrig, a Marfrig embolsava dinheiro do BNDES, vinculado ao próprio Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento de Dilma Rousseff. Ao todo, o banco estatal investiu 3,5 bilhões de reais frigorífico, salvando-o da falência.

Do hotel de luxo para a cadeia

A Polícia Federal descobriu mais um fato escandaloso sobre o governador de Minas Gerais. Em novembro de 2013, quando ainda era ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel e sua mulher viajaram para a Bahia e ficaram hospedados num hotel de luxo com todas as despesas pagas por Bené. Diz a reportagem da Época: "O casal ficou hospedado no resort "Kiaros Eco-Luxury", localizado em Maraú, na Bahia, por dois dias (15 a 17 de novembro). Num dos trechos da decisão que autorizou a segunda fase da operação, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, afirmou: 'apurou-se que o suposto operador da organização criminosa em tese, Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, possui relação profissional e de amizade com o Governador do Estado de Minas Gerais e com sua esposa, Carolina de Oliveira Pereira, a ponto de ter sido, segundo a Polícia Federal, por providenciar a reserva, o transporte aéreo em avião particular e o pagamento de despesas de hospedagem para ambos'".

POLÍCIA FEDERAL PEDIU AO STJ PARA FAZER BUSCAS NA RESIDÊNCIA OFICIAL DO GOVERNADOR PETISTA DE MINAS GERAIS, O EX-TERRORISTA FERNANDO PIMENTEL

A Polícia Federal, que realiza a segunda fase da operação Acrônimo e executa mandados em Brasília, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, pediu ao Superior Tribunal de Justiça autorização para realizar busca e apreensão na residência oficial do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel. O pedido foi negado pelo tribunal, que também indeferiu solicitação para busca na sede do PT em Minas e no BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira (25) a segunda fase da operação Acrônimo. Não houve prisões até o momento. Um dos locais em que houve busca e apreensão foi em um prédio em Belo Horizonte onde funcionava o escritório de Pimentel durante a campanha de 2014. A residência particular dele fica ao lado, mas a Policia Federal não esteve no imóvel. Na semana passada, a Polícia Federal solicitou ao STJ abertura de inquérito sobre o governador de Minas por suposto crime de "lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores". A investigação faz parte dos desdobramentos da Operação Acrônimo. O tribunal ainda não se manifestou sobre se aceita ou não a abertura de inquérito. Advogado de Pimentel, Antonio Carlos de Almeida Castro disse que esteve no STJ pedindo a atualização do inquérito, mas não conseguiu. Ele disse que o governador se colocou à disposição para esclarecimentos e criticou os pedidos de busca: "Estamos falando do governador de Minas Gerais, não de uma pessoa qualquer. Claro que a investigação tem que ser feita, mas tem que ter racionalidade nos pedidos. Tudo isso é muito grave. Judiciário foi prudente neste momento". Houve busca e apreensão na agência de comunicação Pepper, que executa a comunicação do PT nas redes sociais e é responsável pela página não oficial de Dilma Rousseff no Facebook - atuou, inclusive, para a campanha de reeleição da presidente, em 2010. Ainda não se sabe o que motivou essa busca. A operação prendeu, há algumas semanas, Benedito Rodrigues, o Bené, empresário próximo ao governador de Minas, Fernando Pimentel (PT). Bené foi solto logo em seguida. A investigação sobre a atuação de Bené teve início em 2014, quando a Polícia Federal apreendeu, a partir de uma denúncia anônima, mais de R$ 100 mil em uma aeronave onde viajava o empresário e outras pessoas. A aeronave foi apreendida depois de decolar de Belo Horizonte e pousar em Brasília. O caso ocorreu durante a campanha campanha eleitoral. Bené é dono de empresas do setor gráfico e já firmou mais de R$ 500 milhões em contratos com órgãos federais entre 2005 e 2015, em especial os ministérios da Saúde, das Cidades e do Combate à Fome. Segundo a Polícia Federal, há uma "confusão patrimonial" e indícios de lavagem de dinheiro com o uso de "laranjas". A Polícia Federal também afirma ter encontrado documentos que trazem indícios de que Bené teria atuado no caixa dois da campanha do governador Fernando Pimentel, de Minas Gerais. Uma tabela impressa em duas páginas traz a inscrição "Campanha Pimentel", segundo a Polícia Federal. As empresas vinculadas a Bené trabalharam na campanha de Pimentel, tendo sido remuneradas em R$ 3,2 milhões por meio do comitê financeiro estadual do PT.

LULA PEDE HABEAS CORPUS PREVENTIVO PARA NÃO SER PRESO NA OPERAÇÃO LAVA JATO


Um habeas corpus preventivo impetrado na Justiça Federal no Paraná, nesta quarta-feira (24), pede que o ex-presidente LulaX9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") não seja preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, caso o juiz federal Sergio Moro tome uma decisão nesse sentido. O pedido foi feito às 16h20 de quarta e refere-se a um possível pedido de prisão preventiva. O Instituto Lula nega que o ex-presidente tenha entrado com o pedido. Segundo o instituto, qualquer cidadão poderia fazer esse pedido. A assessoria de Lula encara a atitude como de "alguém preocupado com o ex-presidente" ou "como uma provocação". "O Instituto Lula estranha que sua divulgação parta do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO)", afirma o instituto. Caiado, um dos principais oposicionistas do Senado, divulgou em seu Twitter nesta quinta-feira que Lula teria entrado com o pedido por receio de ser preso. Entre os assuntos relacionados na solicitação — feito em uma ação que envolve o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró — constam "'lavagem' ou ocultação de bens, direitos ou valores oriundos de corrupção" e "prisão preventiva". Lula tem dito a aliados que a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Guiterrez é uma demonstração de que ele será o próximo alvo da operação que investiga um esquema de corrupção na Petrobras. Nas conversas, ele se mostra preocupado pelo fato de não ter foro privilegiado, podendo ser chamado a depor a qualquer momento. Por isso, expressa insatisfação que o caso ainda esteja sob condução do juiz Sérgio Moro. Apesar do argumento de que outros partidos podem ser afetados pelos desdobramentos da investigação, a tensão é maior entre petistas. Desde o fim de 2014, a informação, que circulava no meio empresarial e político, era de que Marcelo Odebrecht não "cairia sozinho" caso fosse preso. 


Um dos presos é Alexandrino Alencar, diretor da Odebrecht que acompanhava Lula nessas viagens patrocinadas pela empreiteira. Integrantes dizem que "querem pegar Lula". Lula também se encontrou com executivos da Odebrecht no Exterior. Em viagem à Guiné Equatorial em 2011, como representante do governo Dilma e chefe da delegação brasileira na Assembleia da União Africana, o ex-presidente colocou Alexandrino Alencar entre os integrantes de sua delegação oficial. A inclusão de Alencar no grupo causou estranheza no Itamaraty, que pediu informações sobre o caso à assessoria de Lula - o nome não estava em lista oficial enviada inicialmente ao ministério. A Odebrecht entrou na Guiné Equatorial após a visita de Lula. ula e Alencar são conhecidos de longa data: no livro "Mais Louco do Bando", Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, relata uma viagem em 2009 que Alexandrino Alencar fez a Brasília com Emílio Odebrecht, presidente do conselho de administração da empresa. Na época, Lula pediu ajuda à Odebrecht para o Corinthians construir seu estádio. Esta não foi a única viagem internacional de Lula com participação do ex-executivo da Odebrecht (ele pediu demissão nesta semana). Em maio de 2011, o ex-presidente foi ao Panamá a convite da empresa. No roteiro, estavam previstos visitas a obras da empresa com ministros, o presidente Ricardo Martinelli e a primeira-dama. Na ocasião, o ex-diretor ofereceu jantar em sua casa para Lula, Martinelli e os ministros da Economia, Obras Públicas e Assuntos do Canal. O ex-presidente prometeu, após o jantar, levar três pedidos a Dilma, com quem teria encontro na mesma semana: maior presença da Petrobras no Panamá, um encontro entre os ministros dos dois países e a criação de um centro de manutenção da Embraer. A Odebrecht obteve no Panamá contratos de US$ 3 bilhões. Cinco meses depois do jantar, engenheiros da construtora foram fotografados com um estudo de impacto ambiental sobre uma obra que só seria anexado à licitação três meses mais tarde. Em depoimento à Polícia Federal na Operação Lava Jato, o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, disse ter recebido cerca de US$ 1 milhão de propina da Odebrecht por meio de contas no Panamá. Segundo ele, o executivo Rogério Araújo foi quem operou o pagamento. Em junho e julho de 2011, Lula também viajou ao Exterior com apoio da empresa. O ex-presidente viajou em jato da Odebrecht para Caracas, na Venezuela. Lá, encontrou-se com "grupo restrito de autoridades e representantes do setor privado". O ex-presidente também esteve em Angola para um evento patrocinado pela Odebrecht. Essas viagens constam de telegramas do Itamaraty, revelados em 2013.

Ministro Teori Zavascki nega pedido de Tiago Cedraz para ter acesso a depoimento de Ricardo Pessoa

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, relator da Lava Jato, rejeitou, na segunda-feira (22), pedido do advogado Tiago Cedraz para ter acesso ao conteúdo do depoimento de Ricardo Pessoa, dono da empreiteira Constran, à Procuradoria Geral da República. Tiago - que é filho do presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz - foi citado por Pessoa "sob a suspeita de ter vendido informações privilegiadas do tribunal (TCU)". Tiago negou ter ligações com a Constran. O advogado de Tiago fez o pedido ao STF no dia 10 de junho. Um dos argumentos usados por Zavascki para negar o pedido é que o conteúdo do depoimento está "resguardado por expressa disposição legal".