sexta-feira, 3 de julho de 2015

ESTALEIRO EISA PETRO-UM, NO RIO DE JANEIRO, DEMITE DOIS MIL TRABALHADORES E FECHA AS PORTAS

Em meio às incertezas do setor petrolífero, estaleiro Eisa Petro-Um anunciou nesta quinta-feira (2) o encerramento momentâneo de suas atividades. Cerca de 2.000 funcionários já não trabalharam nesta sexta-feira (3). Por isso, cerca de mil pessoas fizeram um protesto nesta sexta em frente ao prédio da Transpetro, no centro do Rio de Janeiro, contra o encerramento das atividades do Eisa - antigo estaleiro Mauá. Segundo comunicado da empresa, a crise financeira é o motivo do fechamento temporário do estaleiro. "A crise está motivada tanto no desequilíbrio econômico dos atuais contratos com a Transpetro, como na indefinição na liberação dos contratos para construção de mais oito navios", disse trecho da circular. O comunicado pediu para os trabalhadores permanecerem em suas casas até que a empresa defina "a continuidade ou não das atividades industriais". Em maio, o Eisa já havia demitido cerca de mil trabalhadores. Segundo dados do Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval Offshore), a crise no setor naval cortou mais de 14 mil vagas desde o início do ano em todo o País. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Edson Rocha, no momento da manifestação, o Eisa decidiu pagar um salário para cada trabalhador demitido. Afetada pelos escândalos de corrupção deflagrados pela Operação Lava Jato, a Petrobras enfrenta ainda o desaquecimento da economia. Nesta semana, a empresa anunciou seu novo plano de negócios, com cortes de US$ 76,3 bilhões nos investimentos e previsão de venda de US$ 57,7 bilhões em ativos nos próximos cinco anos. Um dos mais tradicionais estaleiros do País, o Eisa foi o responsável pela construção de mais de 70 navios.

Funcionários da Mercedes rejeitam proposta de redução de jornada e salário


Os funcionários da fábrica da Mercedes Benz em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, rejeitaram a proposta negociada entre empresa e sindicato que previa redução de jornada de trabalho e salário por um ano. A aprovação era necessária para adequar a produção à demanda por caminhões e ônibus novos num momento em que a montadora alemã afirma ter excedente de 2.000 trabalhadores na unidade. A proposta envolvia redução da jornada de trabalho em 20%, com redução de 10% do salário por um ano. Em troca, garantiria o emprego dos trabalhadores e o retorno de parte dos 300 trabalhadores demitidos anteriormente. A medida era defendida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que vinha negociando com a companhia, visando a evitar demissões em massa. A votação foi realizada nesta quinta-feira de forma secreta e a contagem dos votos foi feita na madrugada desta sexta-feira. As vendas de caminhões caíram de 42% e as de ônibus, 25% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2014, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). "Com a rejeição dessa proposta pelos colaboradores, a Mercedes-Benz terá de buscar outras alternativas frente a um excedente de 2.000 pessoas na fábrica", afirmou a companhia em comunicado. A fábrica emprega cerca de 10.000 funcionários. A unidade paralisou a produção de caminhões e ônibus nesta sexta-feira, com os trabalhadores entrando em férias coletivas por meio de banco de horas, informou a empresa.

José Dirceu: de pai para filho

José Dirceu recebeu cerca de três milhões de reais da UTC, parte do dinheiro enquanto estava preso pelo julgamento do Mensalão, afirmou Ricardo Pessoa. Disse o empreiteiro aos investigadores: "Apenas e tão somente em razão de se tratar de José Dirceu, e da sua grande influência no Partido dos Trabalhadores, é que, mesmo sabendo da impossibilidade de ele trabalhar no contrato firmado, porque estava preso, o aditamento foi feito e as parcelas continuaram a ser pagas", destacou o JN. Dirceu também pediu 100 000 reais para a campanha de seu filho, Zeca Dirceu.

A conta de Vaccari na UTC

Ricardo Pessoa relatou em sua delação a existência de uma tabela chamada "controle da conta corrente Vaccari". Nela, estão todas as retiradas feitas por João Vaccari Neto, o tesoureiro do PT, de uma conta corrente que o empreiteiro mantinha "em decorrência das obras da Petrobras" especialmente para ele. No total, o petista sacou 3,9 milhões de reais da conta.

Lula: sete encontros e 2,4 milhões de reais

Ricardo Pessoa contou aos investigadores que repassou, em dinheiro vivo, 2,4 milhões de reais para o ex-presidente Lula para suas campanhas. Foram sete encontros com o ex-presidente. Ainda tentou livrar a barra do amigo: "Mas disse que não pode afirmar com certeza se o presidente Lula soube da origem do dinheiro que sua campanha recebeu", segundo o JN.

Ricardo Pessoa, o homem-bomba

O Jornal Nacional mostrou mais detalhes do teor da delação premiada de Ricardo Pessoa. O conteúdo é avassalador. Segundo o JN, Pessoa afirmou aos investigadores da Lava Jato que era muito procurado por políticos e, mesmo quando eles não tinha influência direta na Petrobras, doava dinheiro às suas campanhas ou pagava por serviços. A intenção: "fazer com que a engrenagem andasse perfeitamente, tirando, portanto, todas as pedras que pudessem aparecer no caminho; abertura de portas no Congresso, na Câmara e em todos os órgãos públicos". Uma tabela mostra 14 partidos que receberam dinheiro de Pessoa. Traz nomes e valores, mas não separa o que é caixa dois de doação oficial.

O funcionário da Presidência da República

A Veja dessa semana mostra as planilhas que Ricardo Pessoa entregou à Justiça para homologar sua delação premiada. Diz a revista: “Um dos alvos é a campanha de Dilma de 2014 e seu tesoureiro, Edinho Silva, o atual ministro da Comunicação Social. Segundo o delator, ele doou 7,5 milhões de reais à campanha depois de ser convencido por Edinho Silva. "O senhor tem obras no governo e na Petrobras, então o senhor tem que contribuir. O senhor quer continuar tendo?", disse o tesoureiro em uma reunião. O empreiteiro contou que não interpretou como ameaça, mas como uma "persuasão bastante elegante". Na dúvida, "para evitar entraves" nos seus negócios com a Petrobras, decidiu colaborar para que o "sistema vigente" continuasse funcionando - um achaque educado. Mas há outro complicador para Edinho: quem apareceu em nome dele para fechar os detalhes da "doação", segundo Pessoa, foi Manoel de Araujo Sobrinho, o atual chefe de gabinete do ministro. Em plena atividade eleitoral, Manoel se apresentava aos empresários como funcionário da Presidência da República. Era outro recado elegante para que o alvo da "persuasão" soubesse com quem realmente estava falando”.

MASSA SALARIAL DESPENCOU 10% EM APENAS MEIO ANO, DEIXANDO TRABALHADOR MAIS POBRE

Pesquisa da CNI mostra que o medo do desemprego é o maior desde 1999. O indicador atingiu 104,1 pontos, resultado 36,8% maior que em junho do ano passado. Além do desemprego, que está aumentando e atingirá números alarmantes no segundo semestre, tudo em função da corrosiva recessão econômica, a economia brasileiras enfrenta agora, também, a combinação de inflação alta com demissões e queda de salário. Isto tudo provocou uma retração de proporções inéditas na renda disponível para o consumo, segundo o IBGE nesta quinta-feira, cujos dados começam a ser detalhadamente analisados a partir desta sexta-feira. A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE mostra que a massa salarial real diminuiu 10% entre novembro de 2014, pico dos últimos anos, e maio passado. Na crise de 2003, um recuo dessa proporção foi atingido após oito meses de deterioração do mercado de trabalho. Na crise de 2009, apesar da recessão, não houve queda da massa salarial nessa magnitude. O recuo é mais acentuado por conta da sazonalidade da ocupação. Novembro é um mês tradicionalmente forte em função dos empregos criados para o fim do ano. O Departamento Econômico do Bradesco ajustou os dados para corrigir esse efeito. O resultado indica uma baixa nominal da massa de 4,7%. Nesta série, a maior e única queda anterior (considerando o recorte de seis meses) havia sido de 2,8% entre abril e outubro de 2003. O economista do banco, Igor Velecico, acredita que os efeitos da contração do mercado de trabalho sobre o consumo ainda estão subestimados. Ele afirma que parte expressiva dessa baixa forte e rápida da massa salarial ainda vai aparecer na economia. 

Lula continua a assombrar Dilma e não se dá conta de que hoje é vítima da cultura que ele próprio criou

Como é mesmo aquela frase que virou meme na Internet, do filme “O Sexto Sentido”? Lembrei: “I see dead people”. Eu vejo gente morta. Os petistas ficam bravos quando faço essa graça. Mas o que me resta? A presidente Dilma beija a lona; sua popularidade, segundo o Ibope, chegou a 9%, mais baixa do que a de Collor e Sarney, e o Zumbi-chefe não sossega. Sai assombrando a sua sucessora país afora. Na semana passada, foi a Brasília brincar de presidente informal da República e produziu alguns desastres.

Nesta sexta, num discurso a integrantes da FUP (Federação Única dos Petroleiros), um dos aparelhos do PT, o Babalorixá de Banânia resolveu aconselhar a sucessora:
“Acho que ela [Dilma] tem a noção exata do que eu estou falando. Ela conviveu muito tempo comigo e sabe que, nas horas difíceis, nas horas mais difíceis, não tem outra alternativa a não ser encostar a cabeça no ombro do povo e conversar com ele. Explicar quais são as dificuldades e quais são as perspectivas”.
Percebam o “conviveu comigo e sabe…”. O cara realmente se considera a fonte original de toda a sabedoria e de todo o bem. É  professor de Deus. Lula se refere, claro!, ao momento pós-mensalão, quando saiu vociferando por aí que se tratava apenas de um “golpe”. A propósito, faz 10 anos que ele prometeu contar a verdade verdadeira sobre aquilo tudo. Estamos até agora esperando.
O Zumbi não se deu conta de que o tempo passou. Acha que dá para levar o povo na conversa. Segundo disse à turma da FUP, eis o caminho para a presidente:
“A Dilma é boa de papo. Se ela andar e depois abraçar o povo — tem que abraçar, sentir —, é essa coisa que dá oxigênio. Quando fica em Brasília esperando… puta merda! Tem que andar agora. Pegar os ministérios e oh, todo mundo fazendo política na estrada, todo mundo defendendo o governo.”
Esse negócio de “abraçar e sentir” o povo é próprio de uma concepção autoritária de poder, pautada apenas pelo carisma e pelos instintos, digamos, primitivos. Lula sempre foi um atentado contra a razão e contra a lógica. E deu certo porque mesmerizou a inteligência, primeiro, dos formadores de opinião. Tornado herói, foi embalado por circunstâncias positivas e se tornou um mito.
Não se deu conta, porque mortos que ignoram a própria condição não recebem o recado da vida real, de que o momento é outro e de que a máquina petista levou a capacidade do estado brasileiro ao osso e, em nome da popularidade, comprometeu o futuro. Quando esse futuro virou presente, caiu no colo de Dilma.
No discurso, o chefão petista  vituperou também contra a Operação Lava Jato. O homem que chefiou o partido que se fez chamando os adversários de ladrões, de construtores de heranças malditas, de inimigos do povo, esse homem agora diz: “Eu denunciei isso no Ministério da Justiça em dezembro. (…) A pessoa só pode ser chamada de ladrão a hora que provar que é ladrão. Não pode criminalizar antes de provar e antes de ela ser julgada”.
É mesmo? Ainda escreverei a respeito. Mas essa cultura do pega-pra-capar é uma das heranças do petismo. Lembro que, no último ano do governo FHC, o PT entrou um pedido de CPI acusando 45 casos de corrupção no país. Sim, 45, o número do PSDB.
Lula não percebeu que chegou a hora de ele e de seu partido serem vítimas do espírito talibã que eles próprios criaram.
Condenar primeiro para investigar depois, Luiz Inácio, é um primado do direito segundo o entendimento de Luiz Inácio. Por Reinaldo Azevedo

Bradesco decidiu encerrar contas de cooperativa que já foi presidida por Vaccari por suspeita de lavagem

Enrolada em um processo criminal e em uma série de ações de cooperados que pagaram por imóveis sem nunca tê-los recebido, a Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) agora enfrenta na Justiça uma ofensiva do Bradesco. O banco decidiu encerrar 47 contas da cooperativa por suspeita de terem sido usadas em crime de lavagem de dinheiro. Circulam pelas contas recursos de cooperados que compraram apartamentos a preço de custo na Bancoop. A cooperativa foi presidida pelo ex-tesoureiro nacional do PT João Vaccari Neto, preso na Operação Lava Jato. Vaccari é um dos seis ex-diretores da Bancoop que respondem por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O Ministério Público também diz que houve desvio de dinheiro da cooperativa para o PT. O Bradesco notificou a Bancoop de que fecharia, no dia 20 de março, 37 contas correntes e poupança na agência 2692, na Rua Líbero Badaró, Centro de São Paulo. Em maio, notificou que fecharia mais dez contas correntes, entre elas a do prédio Residencial Vila Inglesa. A Bancoop rejeitou e cobrou uma explicação na Justiça. Por enquanto, as contas permanecem ativas, provisoriamente, por liminar do desembargador Sebastião Thiago de Siqueira, da 14ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. A corte analisará o mérito da questão nos próximos dias. Na quinta-feira, o juiz Fernando Dominguez Guiguet Leal, da 1ª Vara Cível de Osasco, decretou sigilo no processo e mandou que a conta do prédio Vila Inglesa também permaneça aberta. Primeiro, o Bradesco informou à Bancoop que a decisão era motivada por “desinteresse comercial”. Depois, os advogados do banco explicaram que a decisão se dava “como medida prudencial”, já que uma fiscalização encontrou operações com indícios de crimes citados na Carta Circular 3.542 do Banco Central do Brasil: lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores. A movimentação suspeita foi comunicada ao Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras). O Bradesco também disse que não informou o motivo real do encerramento das contas à Bancoop por impedimento legal – a Circular 3.461 do Banco Central manda que o Coaf seja avisado sem que os envolvidos saibam. “No cumprimento do dever legal de fiscalização que o contestante (Bradesco) possui no exercício de sua atividade, este analisou a movimentação financeira das contas de titularidade da autora (Bancoop), chegando à conclusão de que ocorreram operações ou situações que configuram hipóteses previstas na Carta Circular nº 3.542 do Banco Central do Brasil, exigindo, consequentemente, a comunicação ao Coaf, a qual foi oportunamente providenciada”, declarou o Bradesco. O banco disse ainda que, para seguir instrução do Banco Central, teria mais gastos ao reforçar o “monitoramento contínuo” nas contas da Bancoop e adotar “procedimentos mais rigorosos para a apuração de situações suspeitas” – “o que esvaziou, por completo, o seu interesse em manter o relacionamento”. As normas do Banco Central para combate e prevenção à lavagem de dinheiro, reproduzidas em 25 páginas no processo, listam uma série de transações bancárias suspeitas, em reais ou moedas estrangeiras, como depósitos em dinheiro vivo fragmentados, saques ou depósitos superiores a 100.000 reais, movimentação de recursos incompatível com patrimônio, transferências em que não é possível identificar o destinatário, entre outras. O Bradesco não especificou qual delas encontrou durante a fiscalização das contas da Bancoop. O banco pediu, porém, que o ofício enviado ao Coaf seja anexado ao processo – o que a Bancoop tenta evitar, alegando que seria quebra de sigilo. A Bancoop argumenta que possui movimentação regular na agência há mais de dez anos e que as contas foram abertas para administrar quantias pagas pelos cooperados que adquiriram apartamentos. Um acordo judicial de âmbito cível celebrado com o Ministério Público exige que a cooperativa mantenha as contas específicas e contabilidade individual para cada edifício. “A manutenção das contas bancárias é essencial de forma que haverá grande prejuízo na quebra do vínculo com a instituição financeira.” Segundo a cooperativa, a defesa do Bradesco é “genérica” por não ter informado quais operações ou situações irregulares teriam sido realizadas. “O mero fato de informar ao Coaf não significa que a operação realizada seja ilegal, devendo para tanto, ser instaurado um processo administrativo pela autoridade competente que comprove eventual ilegalidade, o que não é o caso”, diz a cooperativa. A Bancoop diz que a suspeita não pode significar uma penalização ao cliente e que “beiram o absurdo e caracterizam injúrias” as informações prestadas pelo banco à Justiça. “As afirmações são levianas e beiram a injúria que, oportunamente, serão devidamente apuradas e se buscará a devida reparação nas esferas competentes”. 

MP propõe ação penal a diplomata

O MPF do Distrito Federal propôs ação penal contra João Pedro Corrêa Costa, o diplomata que tentou barrar o acesso (Veja aqui) a documentos sobre o lobby de Lula para a Odebrecht por ter retardado “deliberadamente” a liberação de documentos do Ministério sobre a Odebrecht, “a fim de obter tempo suficiente para torná-los secretos e, com isso, impedir a obtenção dos dados”. Ele também é acusado de “patrocinar interesse ilegítimo perante a Administração Pública”. O MP quer que ele responda pelos crimes de prevaricação e advocacia administrativa.

Duque poderá ficar em silêncio

Ricardo Lewandowski garantiu a Renato Duque o direito de permanecer em silêncio na acareação da CPI da Petrobras, marcada para 8 de julho, informou o Valor. Os advogados do ex-diretor de Serviços da petrolífera haviam tentado cancelar a acareação, mas o ministro do STF negou, alegando que a Comissão tem poder próprio de tomar depoimentos.

A PF investiga Dilma e a VTPB

Se você é um velho leitor de O Antagonista, conhece perfeitamente a história da VTPB, a gráfica fantasma de Beckembauer Rivelino que embolsou 22,9 milhões de reais da campanha de Dilma Rousseff. O escândalo, depois de ter sido denunciado por nós, foi parar na mesa do ministro Gilmar Mendes, do TSE, relator das contas da presidente. Hoje fomos informados de que a coisa andou - e andou de maneira explosiva. O Coaf fez um relatório sobre a VTPB e, no último dia 30, tudo foi encaminhado para a Polícia Federal. As contas da campanha de Dilma Rousseff, por causa da VTPB, tornaram-se um caso de polícia.

" No crespúsculo da vida", José Dirceu teve seu HC negado. Que juiz malvado!


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, negou nesta sexta-feira o pedido de habeas corpus preventivo solicitado pela defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, com objetivo de evitar que ele seja preso na Operação Lava-Jato. O pedido foi feito na quinta-feira pelos advogados de José Dirceu depois que o lobista Milton Pascowitich disse que os pagamentos que fez ao ex-ministro eram propina e não resultado de consultorias como ele alegava. Os advogados de José Dirceu entraram com o pedido de habeas corpus preventivo alegando que o petista está na “iminência de sofrer constrangimento ilegal”. A defesa do ex-ministro - liderada pelo advogado Roberto Podval - pediu que o tribunal concedesse “ordem de habeas corpus, evitando-se o constrangimento ilegal e reconhecendo o direito do paciente de permanecer em liberdade”. (Podval é grande amigo do ministro Toffoli). O TRF-4, no entanto, não aceitou o argumento. Segundo o juiz Nivaldo Brunoni, que negou o pedido, “o mero receio da defesa não comporta a intervenção judicial preventiva”. De acordo com o magistrado, o fato de José Dirceu ser investigado e apontado no depoimento de Pascowitch não resultará necessariamente na sua prisão processual. “Até mesmo em face do registro histórico, as prisões determinadas no âmbito da Operação Lava- Jato estão guarnecidas por outros elementos comprobatórios do que foi afirmado por terceiros”, avaliou. No seu despacho, ponderou também que “as considerações da defesa assumem natureza eminentemente teórica, sendo inviável antecipar eventuais fundamentos invocados pelo juiz Sérgio Moro para a decretação da segregação cautelar, se isto de fato ocorrer”. Brunoni justificou, além disso, que o segredo de Justiça decretado no habeas corpus teve por objetivo evitar que ocorressem problemas no sistema do processo eletrônico, tendo em vista o excessivo acesso ocorrido em outro documento preventivo impetrado na última semana em favor do ex-presidente Lula. A defesa de José Dirceu pretende recorrer da decisão no próprio TRF-4. Podval disse que apresentará um agravo regimental para que o habeas corpus seja julgado por um colegiado. "Não discuto (a decisão de Brunoni). Vejo com naturalidade, mas discordo. Vamos recorrer ao próprio tribunal e ver como será a decisão do colegiado", afirmou o advogado do ex-ministro. A petição do ex-ministro foi feita em 40 páginas e descreveu a carreira política de José Dirceu, adotando um tom dramático ao falar sobre o medo de prisão que tem acompanhado o ex-ministro desde que o seu nome aparecer nas investigações da Lava-Jato. “Hoje, no crepúsculo de sua vida, já com 70 anos, após ter sido processado, condenado, preso e estar cumprindo pena em regime aberto, tudo sob o acompanhamento incansável da imprensa, o paciente vê-se citado e enredado em nova investigação, agora, porém, sem a perspectiva de viver para ver sua sentença final”, diz um trecho da petição. O documento começava com uma citação denominada “A Tirania do Medo”, do filósofo e matemático galês Bertrand Russell. Na sequência, também é reproduzida a pergunta publicada na quarta-feira no site dos jornalistas Diogo Mainardi e Mário Sabino: “Dirceu será preso nesta semana ou na próxima?” Podval disse que, ao consultar José Dirceu sobre a idéia do habeas corpus, o ex-ministro não manifestou preocupação com a possibilidade de os adversários políticos usarem o fato como uma confissão de culpa. "Sou advogado e não político. Minha visão é pragmática com relação à Justiça. Há um risco de prisão, ainda que ilegal e injusta", afirmou o defensor. Na petição, os advogados afirmam que José Dirceu, investigado por receber dinheiro de empreiteiras envolvidas na operação Lava-Jato, atendeu, por meio de sua consultoria, a mais de “60 clientes de 20 setores diferentes da economia, como indústrias de bens de consumo, telecomunicações, comércio exterior, logística, tecnologia da informação, comunicações e construção civil”. Afirmam ainda que José Dirceu foi surpreendido por saber, por meio da imprensa, que seu nome “havia sido enredado na assim denominada Operação Lava-Jato”. Alegam que o ex-ministro colaborou com informações nas investigações e que sempre esteve à disposição para prestar depoimento. Argumentam ainda que José Dirceu não apresenta risco de fuga porque, quando foi condenado no julgamento do mensalão, se apresentou espontaneamente para cumprir a pena. Ressalta também que neste momento ele cumpre a pena em regime aberto, em Brasília. A empresa do ex-ministro, a JD Consultoria faturou, entre 2006 e 2013, um total de R$ 29 milhões, dos quais R$ 8 milhões de empreiteiras envolvidas na operação Lava-Jato, como a OAS, Engevix, Galvão Engenharia, Camargo Corrêa e UTC. Somente a Jamp, de Milton Pascowitch pagou R$ 1,4 milhão a José Dirceu. Desse total, R$ 400 mil foram pagos como entrada do imóvel onde estava instalada a sede da JD, na avenida República do Líbano, em São Paulo.

Papel central

Janot, no alto, à esquerda e, em sentido horário, Bonsaglia, Santos e Raquel: hoje eles terão um debate
Janot, no alto, à esquerda e, em sentido horário, Bonsaglia, Santos e Raquel: Lava-Jato tem papel central
Os procuradores da equipe da Lava-Jato se tornaram cabos eleitorais de peso na eleição para formar a lista tríplice de candidatos a procurador-geral da República. Na tentativa de não parecer de forma alguma contra a Lava-Jato, os quatro candidatos a PGR (Carlos Frederico, Mario Bonsaglia, Raquel Dodge e Rodrigo Janot) têm feito elogios rasgados aos integrantes da operação em Curitiba. A Lava-Jato vem sendo explorada na disputa. Na semana passada, o coordenador da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, teve um embate com ele na rede privada dos procuradores, ao cobrar Janot sobre uma eventual lentidão nas denúncias contra políticos investigados na Lava-Jato. Carlos Frederico rebateu Deltan, que saiu em defesa da estratégia da Lava-Jato: "Ao procurador-geral da República dirigi a crítica. Dele espero a resposta". Por Lauro Jardim

Relação amenizada

Aécio: conflitos com a bancada do PSDB na Câmara
Aécio: conflitos com a bancada do PSDB na Câmara
A redução da maioridade penal serviu para melhorar um pouco o ânimo da bancada de deputados do PSDB com Aécio Neves. Defensor da redução da maioridade em alguns crimes, Aécio pediu que a bancada apoiasse a proposta de Eduardo Cunha. Desta vez, foi um pedido fácil de atender – o que não ocorreu em outras ocasiões. Até hoje, Carlos Sampaio não perdoa Aécio por ter feito a bancada do PSDB apoiar Eduardo Cunha na eleição para a presidência da Câmara. O mesmo ocorreu na votação de duas semanas atrás, para que as aposentadorias passem a ser reajustadas pela inflação. A medida vai contra o discurso histórico do PSDB de zelo pelas contas públicas, e Aécio os criticou por isso. Sampaio e outros deputados, principalmente de São Paulo, ponderam que são cobrados nas redes sociais a adotar postura nas votações que visem essencialmente a enfraquecer o PT e minar o governo Dilma – mesmo que isso seja ruim para o país. Por Lauro Jardim

UM EXERCÍCIO SOBRE O FUTURO POLÍTICO NO RIO GRANDE DO SUL

Uma pequena peça se moveu no xadrez político gaúcho, como um peão se deslocando uma casa pelo centro do tabuleiro, em um lance aparentemente comum de abertura de jogo, mas esse movimento pode encerrar todo o jogo que virá pela frente, até um xeque mate final. O movimento foi a intervenção decretada pela direção nacional do PSDB na secção regional do Rio Grande do Sul, derrubando toda a executiva estadual do partido e impedindo a realização de convenção. Assumiu a presidência do PSDB no Rio Grande do Sul, como interventor nomeado pelo senador Aécio Neves, presidente nacional do partido, o deputado federal Nelson Marchezan Junior. Em primeiro lugar, cabe uma constatação: Marchezan Junior já conseguiu o que queria, a candidatura à prefeitura de Porto Alegre. Ele desejava ter sido o candidato três anos atrás. Foi brecado pelo grupo do ex-governadora Yeda Crusius. Se não tivesse havido a intervenção, ele também teria suas pretensões brecadas no próximo ano. Agora será candidato. Com quais chances? É difícil dizer, mas também é fácil afirmar que ele tem poucas chances, antes de tudo porque é uma pessoa de difícil trato. Por que políticos têm tanto interesse em uma candidatura quando sabem que as chances são escassas? Primeiro, porque a eleição populariza a imagem do candidato, e o projeta para a eleição seguinte, a que realmente interessa, quando precisa renovar o mandato de deputado federal. Segundo, porque uma eleição abre acesso até o dinheiro. Além desta primeira questão resolvida pela Executiva Nacional, com a intervenção no PSDB do Rio Grande do Sul, o que parece é que está em curso um outro amplo e grande movimento de peças, com envolvimento de rainha, bispos, cavalos e torres, além de toda a peonada. A "rainha" é a senadora Ana Amélia Lemos. A intervenção prepararia o ingresso dela no PSDB, na próxima janela eleitoral, carregando uma legião de gente do PP gaúcho. Alguns calculam que ela levaria consigo até 60% do partido no Rio Grande do Sul. Assim, Ana Amélia Lemos teria o controle de uma máquina partidária, o que não tem hoje no PP, e nem teria, porque os dirigentes progressistas no Estado negam a ela esta possibilidade. No PSDB, Ana Amélia Lemos lançaria então a sua candidatura novamente ao governo do Estado, reunindo grandes chances de se eleger, melhores do que as do ano passado. Por que? Porque o PT, seu grande algoz, que levantou contra ela as mais infames acusações e torpezas, agora está esfrangalhado. Não restou figura de proa no partido no Rio Grande do Sul. O PT não consegue sequer ter um candidato à prefeitura de Porto Alegre, depois do fiasco "Adão Villaverde". O PDT não tem nome para a empreitada. O PMDB esgotou a lista de nomes de seus cardeais com José Ivo Sartori. O PTB é carta fora do baralho. E o próprio PP, sem Ana Amélia Lemos, não tem ninguém de projeção. Ou seja, visto a partir de hoje, o cenário seria amplamente favorável a ela nessa nova empreitada. Tenha a certeza: o cenário aqui desenhado não saiu da cabeça do editor de Videversus. Mas, está em pleno curso.

19 bilhões de reais roubados da Petrobras

O delegado da PF Igor Romário de Paulo, da Lava Jato, disse ontem à tarde: “Laudos de nossos peritos, que devem ser divulgados em breve, derrubam a tese de que a corrupção nos contratos da Petrobras era em torno de 2% a 3%. Provavelmente vamos chegar em patamares de 15% a 20%”. A Petrobras reconheceu um prejuízo com o Petrolão de 6,2 bilhões de reais. Isso inclui apenas a propina dos diretores da estatal e o dinheiro roubado pelos partidos - PT, PMDB e PP. Quando se acrescenta o butim das empreiteiras, porém, o valor desviado chega a 19 bilhões de reais.Só o que foi roubado da Petrobras daria para comprar o Pão de Açucar ou a Embraer, de acordo com seu valor de mercado. Daria para comprar também 30 empresas do tamanho do Magazine Luiza.


Luiza vale 30 vezes menos do que o Petrolão

O Brasil não precisa de jornalistas

O juiz Sergio Moro, hoje, no 10º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a Abraji, disse: "O profissional de imprensa não tem os mesmos instrumentos da polícia, mas muitas vezes ele tem uma certa flexibilidade. Essa flexibilidade dá a capacidade de buscar informações e colher dados antecipando até mesmo as investigações da Justiça". Ele tem razão. Mas não foi o que aconteceu na Lava Jato. A imprensa, até agora, só reproduziu o que a PF e o Ministério Público descobriram. Ou o que os advogados dos empreiteiros resolveram vazar. Ainda bem que Sergio Moro e o Brasil não precisam de jornalistas.

O caminho do impeachment já está traçado

O ministro Augusto Nardes, do TCU, disse ao Estadão que "será muito difícil o governo federal conseguir justificar as distorções em seu balanço". O prazo para Dilma Rousseff esclarecer suas falcatruas contábeis vencerá no dia 21 e o julgamento no TCU será retomado em agosto. Tudo indica que as contas públicas de 2014 serão reprovadas e que, em seguida, o Congresso Nacional pedirá o impeachment.

O PT trabalha num sistema mafioso

O historiador Boris Fausto foi aplaudido de pé na Flip. Perguntado sobre o PT, ele respondeu: "Eu diria que, a partir do segundo governo Lula – e estou dando minha opinião porque você está pedindo, não estou fazendo propaganda –, realmente houve uma política econômica absolutamente inadequada, ideológica. E uma coisa muito triste: na cúpula do partido dos trabalhadores tem gente corrupta que trabalha num sistema mafioso. Não tenho dúvida quanto a isso”...

Boris Fausto só blefa no pôquer

Boris Fausto disse, na Flip, que a oposição não teve coragem de ser oposição. Ele é o melhor amigo de FHC, jogam pôquer uma vez por semana. Mas Boris Fausto, ao contrário de FHC, só blefa no jogo. Sempre disse verdades ao amigo, como essa sobre a covardia do PSDB.

O brasileiro Mino Carta

A capa da Carta Capital é comovente. Diz que a prisão dos capos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez "alimenta o pessimismo econômico". Só mesmo um brasileiro como Mino Carta pode escrever que corrupto em cana faz mal à economia. O que alimenta o pessimismo é a corrupção, ainda mais quando associada à incompetência, como sabem americanos e europeus.

A última do Brahma

Tweet do Instituto Lula: "Não vou me matar, não vou sair do país, eu vou para a rua", diz Lula. "Se quiserem me derrubar, vão ter que me derrubar na rua". O Brahma é um fanfarrão.

O custo da continuidade

O juiz Sergio Moro afirmou que a corrupção na Petrobras trouxe, sim, um “custo” por afetar empresas de grande porte. No entanto, permitirá melhorar a fiscalização de obras e contratos públicos, segundo a Folha. “O custo de soluções deles (crimes de corrupção) é realmente grande”, disse Moro.“Mas qual seria o custo da continuidade? Contratos públicos cada vez mais custosos e obras públicas que nunca terminam”.

Motivação pessoal

O deputado Aluisio Mendes, do PSDC, que incendiou o depoimento dos policiais federais suspeitos de plantar escutas na sede da Polícia Federal do Paraná, tinha outros motivos para tentar levantar dúvidas sobre a legalidade da Lava Jato, informa Lauro Jardim. O político, ex-agente da Polícia Federal, foi indiciado por vazamento de investigação pelo delegado Márcio Anselmo - que atua hoje na Lava Jato - para ajudar a família Sarney na operação Boi Barrica, cujo alvo era operação de caixa dois na campanha de Roseana Sarney ao Maranhão, em 2006.

Agora José Dirceu quer ver o que disse Pascowitch

Após ter o pedido de Habeas Corpus preventivo rejeitado, José Dirceu pediu ao juiz Sergio Moro o acesso a todos os depoimentos de Milton Pascowitch, o lobista da Engevix. 

LEILÃO DE TÉRMICAS A GÁS TERMINA SEM INTERESSADOS

O 9º leilão de energia de reserva, realizado nesta sexta-feira pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), terminou sem interessados. O preço inicial do processo na CCEE era de R$ 581,00 por megawatt-hora (MWh). Após seis minutos de leilão, sem nenhum lance, a Câmara encerrou o sistema.

VOLVO DEMITE EM CURITIBA E MERCEDES-BENZ CORTA SALÁRIOS EM SÃO PAULO

Em meio à forte queda de suas vendas, a Volvo suspendeu temporariamente na quarta-feira (1º) os contratos de 407 trabalhadores de sua fábrica na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). As informações são do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC). Segundo a Volvo, a suspensão temporária, também conhecida como layoff, vai até 15 de dezembro. Já a Mercedes-Benz propôs aos cerca de 10 mil metalúrgicos e pessoal administrativo da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, a redução da jornada de trabalho em 20% e dos salários em 10%. A medida, se aceita, vai vigorar por um ano. A contrapartida da empresa é a garantia dos empregos nesse período. A montadora informou ter cerca de 2 mil trabalhadores excedentes. Funcionários dos três turnos da fábrica votaram na quinta-feira, de forma secreta (em urnas), se aceitam a proposta. A votação ocorreria até o final da noite e o resultado será divulgado nesta sexta-feira. Se aceita, será a primeira vez que a fabricante de caminhões e ônibus adotará essa medida.

JUSTIÇA NEGA HABEAS CORPUS PREVENTIVO PARA JOSÉ DIRCEU NÃO SER PRESO NA LAVA-JATO

A Justiça Federal negou nesta sexta-feira o pedido de habeas corpus preventivo pedido pela defesa do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu,  para que ele não seja preso na Lava-Jato, que investiga esquema de corrupção com pagamento de propina em contratos para obras e serviços na Petrobras. A informação é da a assessoria de imprensa do Tribunal Federal da 4ª Região (TRF4). O indeferimento ocorreu um dia depois de a defesa do ex-ministro protocolar o pedido. O juiz federal Nivaldo Brunoni, convocado para atuar no TRF4 durante as férias do desembargador federal João Pedro Gebran Neto, negou o pedido por volta de 13h o pedido de habeas corpus preventivo impetrado nessa quinta-feira (2) em favor de José Dirceu. Segundo o juiz, “o mero receio da defesa não comporta a intervenção judicial preventiva”. De acordo com Brunoni, o fato de Dirceu ser investigado e apontado no depoimento de Milton Pascowitch não resultará necessariamente na prisão processual.

ONS: PÍFIO DESEMPENHO DA ECONOMIA BRASILEIRA FAZ CONSUMO DE ENERGIA CAIR NO SUDESTE, CENTRO-OESTE E SUL

A carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) encolheu 2,1% em junho, na comparação com o mesmo período do ano passado, e atingiu 59.859 MW médios, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) elétrico. Esta é a terceira retração consecutiva do indicador, que dimensiona a potência de energia demandada pelo SIN. Feitos os ajustes que eliminam o impacto de fatores eventuais e não econômicos, incluindo a temperatura, a carga caiu ainda mais, 2,6%, em igual base comparativa. A queda é explicada principalmente pela retração de 5,6% na carga de energia no submercado Sudeste/Centro-Oeste. Com ajuste, a variação negativa foi de 5,9%. De acordo com o ONS, o menor consumo registrado na região é explicado, principalmente, “pelo modesto desempenho da indústria cuja participação na carga industrial do SIN é de cerca de 60%”. O custo mais elevado das tarifas elétricas contribui para a redução no consumo. A região Sul também apresentou retração na carga: -1,5%. A queda, explica o ONS, tem origem na redução de consumo provocada pela elevação das tarifas e pelo cenário atual da economia brasileira. Em contraste aos números fracos dos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul, as regiões Nordeste e Norte apresentaram elevação da carga no SIN. No Nordeste a elevação foi de 8,2%.

Justiça nega habeas corpus a José Dirceu. Entenda a natureza da coisa

Aí a pessoa lê “Justiça nega habeas corpus preventivo para Dirceu” e pode pensar: “Bem-feito!” Huuummm… Ele também deve ter gostado. Por que digo isso?  O juiz Nivaldo Brunoni, do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), observou que o “mero receio da defesa” não constitui motivo para a concessão do HC. Logo, em se tratando de “mero receio da defesa”, o magistrado não vê, então, a iminência da prisão.

No pedido de HC, escreveu o advogado do petista: “Por ter seu nome envolvido no curso da Operação Lava Jato e, recentemente, divulgado pelo delator Milton Pascowitch, o paciente tem inúmeros motivos para acreditar que se encontra na iminência de ser preso”.
Brunoni considerou, como informa VEJA.com, que o que se tem até agora não é suficiente “para demonstrar que o paciente possa ser segregado cautelarmente e que tal ato judicial representaria coação ilegal”. Segundo ele, “o fato de o paciente ser investigado e apontado no depoimento de Milton Pascowitch não resultará necessariamente na prisão processual”. Assim, a concessão do HC “equivaleria a antecipar-se” a uma possível decisão do juiz Sérgio Moro.
Bem… Convenham que não tem sido difícil, vamos dizer, “adivinhar” as decisões de Moro, não é mesmo? Qual é, segundo entendo, a estratégia da defesa? O caminho seguinte deve ser entrar com um agravo regimental no mesmo TRF-4, que é um instrumento que convida o tribunal a rever a sua própria decisão.
Sem um argumento novo, e não deve haver, a defesa de Dirceu vai “perder” de novo. O passo seguinte é recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ganhado o HC, bom para Dirceu. Perdendo, lá vem STF depois de eventual agravo regimental.
Como me parece que, dados os critérios até agora adotados por Moro, há um risco imenso de a preventiva de Dirceu ser decretada, se e quando isso acontecer, a questão já terá subido, e caberá a um tribunal superior decidir, onde o, digamos, magnetismo do juiz é menor.
“Ah, mas a preventiva pode ser decretada antes disso”. Claro que sim. Mas aí como fica a afirmação de Brunoni, segundo quem “o fato de o paciente ser investigado e apontado no depoimento de Milton Pascowitch não resultará necessariamente na prisão processual”, o que não justificaria o temos da defesa?
Este blog também serve para que o leitor entenda a natureza das coisas. Por Reinaldo Azevedo

À Justiça Eleitoral, Youssef lança suspeita sobre campanha de Dilma



O doleiro Alberto Youssef voltou a lançar suspeitas sobre o dinheiro que abasteceu a campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição no ano passado. Em depoimento prestado à Justiça Eleitoral, um dos principais delatores do esquema do petrolão afirmou que foi procurado por um homem, identificado por ele apenas como "Felipe", integrante da cúpula de campanha do PT. Como revelou VEJA em outubro do ano passado, o emissário queria os serviços de Youssef para repatriar 20 milhões de reais que seriam usados no caixa eleitoral. O depoimento do doleiro à Justiça Eleitoral foi prestado em 9 de junho e tornado público em reportagem desta sexta-feira do jornal Folha de S. Paulo. A ação de investigação eleitoral foi proposta pela coligação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado nas eleições presidenciais, e pelo diretório do PSDB no final do ano passado, antes da diplomação da presidente. Os tucanos cobram a investigação do que consideram abuso de poder econômico e político por parte da presidente Dilma e do vice-presidente Michel Temer na campanha do ano passado, com cassação do registro dos candidatos. O PSDB alega que o TSE deve examinar a possível captação de recursos de forma ilícita de empresas com contratos firmados com a Petrobras, repassados posteriormente aos partidos que formaram a coligação de Dilma Rousseff, a Com a Força do Povo, formada por PT, PMDB, PDT, PCdoB, PSD, PP, PR, PROS e PRB. À Justiça Eleitoral, Youssef não identificou com precisão quem seria o emissário que o procurou. "Uma pessoa de nome Felipe me procurou para trazer um dinheiro de fora e depois não me procurou mais. Aí aconteceu a questão da prisão, e eu nunca mais o vi'', afirmou o doleiro, segundo o jornal. Ainda de acordo com a reportagem, Youssef disse que conheceu Felipe por intermédio de um amigo chamado Charles, dono de uma rede de restaurantes em São Paulo. E afirmou que não se lembrava do sobrenome do emissário. "Se não me engano, o pai dele tinha uma empreiteira", disse. O doleiro teria dito a Felipe que poderia realizar a operação sem problemas. Mas não o fez porque se tornou hóspede da carceragem da Polícia Federal em Curitiba dois meses depois. Questionado se o dinheiro era para a campanha de Dilma, o delator respondeu: "Sim, mas não aconteceu". 

CAUTELAR NO TCU OBRIGA GOVERNO DA PETISTA DILMA A PARAR PEDALADAS

A área técnica do Tribunal de Contas da União ingressou com medida cautelar para obrigar o governo Dilma a interromper imediatamente as “pedaladas fiscais”, que continuam acontecendo apesar do processo iniciado em 2014 no próprio TCU contra esse crime previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. A turma de Dilma brinca com fogo: estima-se em R$ 40 bilhões o impacto dessa manobra nas contas do governo. O Tesouro segurou repasses e os benefícios sociais foram pagos pela Caixa e Banco do Brasil, caracterizando empréstimo ilegal ao governo. Outro papel das pedaladas é reduzir artificialmente o déficit do governo. O TCU já decidiu que houve crime e apontou 17 autoridades suspeitas. Ministros do TCU acham um deboche do governo seguir com a prática delituosa de pedaladas em 2015 apesar do processo aberto no tribunal. O procurador Rodrigo Janot recebeu representação da oposição há 40 dias, contra Dilma, por crime financeiro. Mas ainda não se pronunciou.