quinta-feira, 16 de julho de 2015

'Ninguém está livre disso', diz Collor após nova fase da Lava Jato

Dois dias após ser alvo de uma ação de busca e apreensão, dentro da nova fase da Operação Lava Jato, o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) voltou a criticar a atuação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nesta quinta-feira, 16. Ao cobrar limites para o que considera como "atos ilegais" do chefe do Ministério Público Federal, Collor disse que cabe ao Congresso "questionar, reagir, enfrentar e frear" a instituição. "Não se iludam, pois ninguém está livre disso", afirmou o ex-presidente, em seu segundo discurso na tribuna do Senado após a ação policial. "Daqui mesmo desta Casa, novas vítimas podem sair, novas histórias poderão ser maldosamente construídas. Estamos num terreno de um verdadeiro vale-tudo. O próprio cidadão, indefeso, sem imunidades, sem prerrogativas de foro, está ainda mais vulnerável ao estado repressor do Ministério Público Federal", completou. Avalizada pelo Ministério Público e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a ação policial teve como alvos, entre os senadores, Fernando Collor, o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), e o ex-ministro de Dilma Rousseff Fernando Bezerra (PSB-PE). No caso de Collor, a operação apreendeu um Porsche, uma Ferrari vermelha e um Lamborghini na Casa da Dinda, residência particular usada pelo ex-presidente. O ex-presidente disse que não é possível permitir a submissão das instituições democráticas ao "aparato policialesco" do Ministério Público e aceitar a "cultura do apedrejamento". "Isso é degradante, isso é atitude de covardes, de facínoras que se dizem democratas, que se aproveitam da democracia, mas que, na prática, aplicam a autocracia e dela se aproveitam", criticou, ao dizer que jamais viu atos como esse, nem mesmo na ditadura. Para Collor, todas as pessoas precisam estar cientes do poder do Ministério Público. Segundo ele, são dois universos. De um lado, disse, a sociedade, os cidadãos, sejam agentes públicos ou não. De outro, destacou, o Ministério Público, que deseja oferecer à "alcatéia ululante o objeto da sua saciedade". O senador do PTB lembrou que Janot está em campanha para ser reconduzido ao cargo - se for indicado pela presidente Dilma Rousseff para mais dois anos de mandato, ele será sabatinado e terá de passar por votação secreta do Senado. Mesmo diante de um plenário lotado no último dia de votações antes do recesso parlamentar, o senador do PTB recebeu a solidariedade, por meio de apartes, de apenas dois senadores: Telmário Mota (PDT-RR) e Ivo Cassol (PP-RO). Aliado de Collor, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), agradeceu o pronunciamento do colega e, sem citar Rodrigo Janot, repetiu que houve invasão de ambientes da Casa na operação. "Nossa democracia não pode pagar para ver, ela não pode correr risco", disse. "Não podemos permitir que um Poder queira se afirmar em cima de outro Poder, porque assim nós estaremos ferindo de morte a própria democracia", reforçou Renan, que, embora também responda a três inquéritos da Lava Jato, não foi alvo da nova fase da operação.

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ACUSA TROPELIAS DO GOVERNO DO PEREMPTÓRIO PETISTA TARSO GENRO E PEDE DESCULPAS AOS RÉUS DA OPERAÇÃO CARTOLA

Do jornalista Polícia Braga: "O Procurador junto ao Tribunal de Contas, Geraldo Da Camino, que iniciou o caso, sua testemuha principal, Marcos Caduri, funcionário da RBS e mandalete do jornalista Giovani Grizoti nas reportagens investigativas para a RBS TV, mais o governador Tarso Genro, que mandou sua polícia ir atrás do que não existia, terão que se explicar. Os réus irão atrás de cada um deles para que em juízo respondam pelo que fizeram. A Operação Cartola foi pedida pelo Ministério Público de Contas e o governo do PT mobilizou 500 delegados e policiais para invadir e vasculhar oito prefeituras, armando um espetáculo midiático sem precedentes. A manifestação do Ministério Público Federal sobre a ação judicial movida no âmbito da Operação Cartola é de lavar a alma do editor, que desde o início considerou políticas, ofensivas, degradantes, persecutórias, descabidas e criminosas as investigações, denúncias e a ação intentada contra autoridades de oito prefeituras, mas sobretudo do município de Alvorada, com ênfase para o prefeito Brum, empresários e publicitários de Porto Alegre. O procurador Celso Trêz, em um consistente arrazoado de 29 páginas, conclui por pedir ao juiz do caso que sejas consideradas "improcedentes todas as denúncias". Ele tratou de pedir ao juiz que consigne um formal pedido de desculpas aos réus (acusados). Cáustico, conclui numa espécie de acusação aos autores da tresloucada Operação Catola: "Todavia, não postulará (o Ministério Público Federal) a absolvição. Inútil fazê-lo. OS ACUSADOS já padeceram muito além do martírio de qualquer pena infligida". 

Um documento histórico

A Época acabou de reproduzir o despacho do inquérito contra Lula. Trata-se de um documento histórico: 

"Eu tinha receio de que ele machucasse a minha família"

Um dos momentos mais impressionantes do depoimento de Júlio Camargo é quando ele diz que, além de ter receio das retaliações de Eduardo Cunha no Congresso, tinha medo de que o deputado "machucasse" a sua família. O nome disso é gangsterismo.

Júlio Camargo acusa Eduardo Cunha

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), começou o dia atirando contra o governo e o Partido dos Trabalhadores. Disse que previa um segundo semestre ainda mais duro para a presidente Dilma Rousseff na relação com o Congresso Nacional. Cunha é um dos líderes no Legislativo mais irritados com o avanço da Operação Lava Jato da Polícia Federal e culpa o Palácio do Planalto por isso. No final da tarde, Cunha acabou alvejado: em depoimento à Justiça, Julio Camargo, da Toyo Setal, afirmou que o deputado pediu 5 milhões de dólares do propinoduto da Petrobras. Segundo o delator, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado como o operador do PMDB no escândalo do Petrolão do PT, foi o primeiro a repassar, em nome de Cunha, a reclamação de um “débito” de 5 milhões de dólares. A dívida total de propina no contrato de navios-sonda era de 8 milhões de dólares a 10 milhões de dólares – Cunha ficaria com 5 milhões de dólares no rateio. “Depois que voltei da Coréia, chamei o Fernando (Baiano) e disse: ‘Realmente estamos com um problema’. Ele disse: ‘Realmente estamos com um problema porque estou sendo pressionado violentamente, inclusive pelo deputado Eduardo Cunha, e isso vai chegar a uma situação muito embaraçosa para mim. Para você, com certeza vai ser muito mais embaraçosa’”, revelou o delator ao juiz Moro. Na sequência, Baiano relatou a Julio que Cunha não estaria disposto a conversar ou abrir qualquer negociação para parcelar a propina. “Ele quer receber. Inclusive ele me disse que possivelmente vai fazer uma requisição na Câmara contra você e contra a Mitsui”, disse o empresário. De acordo com o delator, era época de campanha eleitoral e Eduardo Cunha disse que “não tinha mais condições de aguardar”. Para viabilizar o pagamento, Julio Camargo fez uma alteração no sistema de pagamento de propinas a agentes políticos do PMDB e, em vez de utilizar os serviços de Fernando Baiano, chamou o doleiro Alberto Youssef para entrar na transação. “O deputado Eduardo Cunha não aceitou que eu pagasse somente a parte dele. Paga o Fernando mais dilatado, o meu preciso rapidamente. Faço questão de incluir no acordo o que falta pagar”, disse o parlamentar, segundo a versão de Camargo. Com isso, afirmou, cerca de 10 milhões de dólares foram pagos por meio de depósitos a Youssef e por meio de operações com a empresa de fachada GFD, operações no Exterior e pagamentos diretos a empresas de Fernando Baiano. Camargo não é o primeiro delator do propinoduto a jogar Cunha no centro do escândalo. O doleiro Alberto Youssef já havia dito à Justiça que Cunha era um dos destinatários de pagamentos de propina na contratação dos navios-sonda para exploração do pré-sal. Youssef relatou que houve atraso no pagamento de propinas, em 2011, e que Julio Camargo teria sofrido pressão política por meio de requerimentos de informações protocolados na Câmara dos Deputados por aliados de Cunha. Registros de computadores mostraram que os textos foram elaborados por um usuário com a senha do presidente da Câmara. Ele nega autoria. O doleiro afirmou que entregou 4 milhões de dólares ao operador do PMDB. Fernando Baiano, a pedido de Camargo, e que os destinatários seriam o próprio Baiano e Cunha.

Os excessos da Lava Jato

A Lava Jato descobriu que a Ferrari, a Lamborghini e o Porsche de Fernando Collor foram parcialmente pagos por Alberto Youssef. Uma empresa de fachada ligada ao ex-presidente, que depositou 225 mil reais na compra dos automóveis, recebeu quase um milhão de reais do doleiro. Fernando Collor recebeu também 60 mil reais em dinheiro vivo de Rafael Angulo, o emissário de Alberto Youssef. Vai continuar reclamando que a Lava Jato se excedeu ao apreender os carros na Casa da Dinda?

BRIGADIANOS AMEAÇAM RETIRAR SEGURANÇA PÚBLICA DOS GAÚCHOS CASO SARTORI PARCELE SALÁRIOS

O Cpers, sindicato dos professores do RS, anunciou esta tarde que todos os servidores estaduais farão greve a partir do dia 31, caso o governador Sartori confirme o parcelamento dos salários, quitando apenas R$ 2 mil este mês e pagando o restante no final do mês que vem. Nas redes sociais a mobilização já começou. Ofensas de caráter pessoal começaram a atingir a própria figura do governador. Na área da segurança, as ameaças também passaram a ser feitas contra a população gaúcha, conforme esta declaração de Leonel Lucas, presidente da associação dos brigadianos de nível médio: "O governo está pedindo que a segurança pública acabe. Se isso realmente ocorrer, vamos ter que começar a fazer como o que é feito com os salários: parcelar também os nossos trabalhos. Eu, como presidente da entidade, já não tenho mais como segurar a tropa em seus cargos. Agora, quem vai dizer se vai ter greve é o próprio governador".

VIAGEM DE MANUELA D'ÁVILA AOS EUA SÓ FOI FEITA DEPOIS DE CONCEDIDA LICENÇA NÃO REMUNERADA POR PARTE DO PLENÁRIO DA ASSEMBLÉIA DO RS

Verificando melhor a questão relacionada com a viagem da deputada Manuela D'Ávila aos Estados Unidos, retifico a informação anterior postada aqui mesmo neste espaço, para informar que ela foi realizada após a concessão de licença não remunerada, conforme autorização feita anteriormente pelo plenário da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. A viagem foi feita às expensas da própria deputada. (Políbio Braga)

MP abre inquérito contra Lula para investigar tráfico de influência

Depois de cobrar informações diretamente do ex-presidente Lula, a Procuradoria da República do Distrito Federal decidiu abrir inquérito contra o petista para apurar a relação dele com a construtora Odebrecht e investigar a possível prática de tráfico de influência em favor da empresa por parte do petista, entre 2011 e 2014. Para o Ministério Público, é preciso apurar a atuação de Lula na concessão de empréstimos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o contexto em que o petista viajou, às custas de empresas, para negociar contratos no Exterior. Na portaria em que converte o caso para um procedimento investigatório criminal, o Ministério Público pede que a força-tarefa da Operação Lava Jato compartilhe todas as informações que envolvem o relacionamento entre o ex-presidente e a Odebrecht. Oficialmente, o inquérito tem prazo de noventa dias para ser concluído, mas pode ser prorrogado por diversas vezes. Nesta fase de inquérito, se houver evidências de que o ex-presidente tenha praticado tráfico de influência junto a agentes políticos internacionais para influenciar a contratação da Odebrecht, o Ministério Público pode pedir a adoção de medidas invasivas contra Lula, como quebras de sigilo do petista e buscas e apreensões. Reportagem de VEJA revelou que Taiguara Rodrigues dos Santos ganhou contratos de obras após o ex-presidente Lula ter viajado, com dinheiro da Odebrecht, para negociar transações para a empreiteira. Em 2012, por exemplo, a Exergia Brasil, de Taiguara, foi contratada pela Odebrecht para trabalhar na obra de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe, em Angola. O acerto entre as partes foi formalizado no mesmo ano em que a Odebrecht conseguiu no BNDES um financiamento para realizar esse projeto na África. Taiguara é filho de Jacinto Ribeiro dos Santos, conhecido como Lambari, amigo de Lula na juventude e irmão da primeira mulher do ex-presidente. Funcionários do governo e executivos de empreiteiras costumam identificá-lo como “o sobrinho do Lula”. Antes de abrir oficialmente o procedimento criminal, a procuradoria deu prazo de quinze dias para que Lula se explicasse e concedeu tempo também para que a Odebrecht, empresa citada por delatores da Lava Jato como uma das integrantes do “clube do bilhão”, apresentasse a sua versão. No pedido em que reúne informações para apurar se Lula cometeu tráfico de influência, o Ministério Público cita diversas menções de que o petista viajou com recursos da Odebrecht em busca de contratos no Exterior. Em um dos casos, a empreiteira teria desembolsado 435.000 reais, por meio da DAG Construtora, para pagar um vôo fretado para que Lula fizesse suas transações em Cuba e na República Dominicana. 

Em busca de oxigênio

Tempos duros
Tempos duros
Nuno Vasconcellos, dono do Ongoing, e Evanise dos Santos, diretora de marketing do grupo, foram ao Palácio do Planalto anteontem para tentar convencer Edinho Silva a ajudar. Vasconcellos antecipou a Edinho que fecharia o Brasil Econômico amanhã e outras más noticias que se tornarão realidade em breve no grupo, se algum auxílio não for dado. O Ongoing é dono também de dois jornais populares no Rio de Janeiro (O Dia e Meia Hora) e do portal iG. Aparentemente, a dupla saiu de mãos abanando. Por Lauro Jardim
COMENTO - Para quem ainda não sabe, ou não lembra: Evanise dos Santos é a ex-toda-poderosa ex-priimeira-dada do ex-todo-poderoso primeiro ministro do primeiro governo Lula, o bandido petista mensaleiro José Dirceu. De secretária do Palácio do Planalto ela passou a diretora de marketing do grupo editorial Ongoing, que é controlado pelo falido Banco Espírito Santo, de Portugal. A falência é investigada por fraude. O Banco Espírito Santo está envolvido no Mensalão do PT, por propina repassada ao esquemão a partir de sua subsidiária em Macao. 

PARA SE DEFENDER, DIREÇÃO DO PP AMEAÇA CONTAR QUE DILMA SABIA DO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NA PETROBRAS

Diante dos mandados de busca e apreensão que colocaram em situação extremamente delicada dois caciques do PP – o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PI), e o líder da bancada, deputado Dudu da Fonte (PE) – integrantes da cúpula do partido ensaiam uma reação que pode deixar a presidente Dilma Rousseff numa saia justa. Estas informações são do blog do jornalista da Rede Globo, Gerson Camarotti. Leia tudo: 
"Nos bastidores, dirigentes do PP fecharam um discurso de defesa da atual cúpula do partido que, na interpretação deles, pode expor uma contradição da versão apresentada por Dilma até agora, diante dos fatos da Operação Lava Jato. Pelo menos três dirigentes do partido apresentaram a versão de que a presidente sabia do esquema de corrupção na Petrobras. E, segundo eles, argumentava que era uma herança do governo Lula. A presidente sempre negou que tivesse conhecimento de episódios de corrupção na estatal. "Não tinha informação de malfeito, porque, se eu tivesse, teria tomado medida”, afirmou em setembro do ano passado.Em junho deste ano, disse que é "impossível" que se aponte ligação entre ela e o escândalo na Petrobras.De acordo com esses dirigentes, Dilma chegou a falar isso com todas as letras para o então ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, logo depois que ele tomou posse, no início de 2012.Segundo esse relato, na ocasião, a bancada do PP queria manter Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento da Petrobras. Mas, de acordo com os dirigentes do PP, Dilma reagiu: “Não vou manter o Paulo Roberto Costa. Ele está envolvido num esquema pesado na Petrobras. Ele está fora”, teria dito a presidente. Paulo Roberto Costa caiu logo depois da conversa de Dilma com o ex-ministro Aguinaldo Ribeiro. “Essa coisa da Dilma dizer que não sabia de nada não se sustenta. Os fatos mostram que ela sabia do esquema. E que só depois de um bom tempo no governo é que fez as mudanças na Petrobras”, observou um dirigente do PP. A atual cúpula do partido argumenta que assumiu o controle do PP no mesmo momento em que Paulo Roberto Costa caiu. Apesar desse argumento, os nomes que integram o atual comando do PP foram citados pelos delatores da Operação Lava Jato como beneficiários do esquema. Na primeira lista apresentada por Rodrigo Janot (PGR), aceita pelo Supremo Tribunal Federal, o PP aparece com o maior número de parlamentares investigados".

TEM ATÉ JATINHO O FILHO DENUNCIADO DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO


Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, que foi alvo da Operação Politéia, da Polícia Federal – foi citado em delação de dono da UTC por suspeita de tráfico de influência no órgão. Nos últimos três anos, ele acumulou um patrimônio que inclui R$ 13 milhões em bens imobiliários, além de um jatinho Cessna. A maior parte dos bens foi adquirida por meio da empresa Cedraz Administradora de Bens Próprios, criada em sociedade com a mãe, Eliana Leite Oliveira, mulher do ministro.

Perguntas sem respostas

Quem indicou Carolina Oliveira para o BNDES? A pergunta foi feita por Leonardo Souza, da Folha de S. Paulo. O BNDES não respondeu. Carolina Oliveira, atual primeira-dama de Minas Gerais, foi contratada em 2011 como assessora pessoal de Luciano Coutinho, presidente do BNDES, que trabalhava no Rio de Janeiro. Ela, porém, permanecia o tempo todo em Brasília, exceto quando acompanhava aquele que, na época, era seu amante, Fernando Pimentel, em viagens ao redor do mundo. Leonardo Souza perguntou também se ela foi contratada a pedido de Fernando Pimentel e se passou por um precesso de seleção. O BNDES, mais uma vez, recusou-se a responder.