segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O ladrão de ocasião e a corrupção como método. Ou: O melhor remédio contra a roubalheira se chama PRIVATIZAÇÃO!

Eu tinha ficado bastante insatisfeito com a conclusão a que chegara o procurador Deltan Dallagnol em sua cruzada, à qual ele pretende emprestar um sotaque cívico-político, em defesa da moralidade pública. Em entrevista ao Estadão, indagado sobre a dificuldade para implementar as 10 medidas que o Ministério Público considera importantes para combater a corrupção, ele respondeu, leiam com atenção:
“Vou citar duas dificuldades. A primeira é a passividade. (…) Se queremos um país melhor, a saída não é ficar reclamando e esperar que ele caia dos céus. Devemos arregaçar as mangas e fazer nosso melhor para que ele aconteça. Hoje a sociedade tem, mais e mais, essa percepção, e estou impressionado com o engajamento na colheita das assinaturas para as 10 medidas. Gente de todo lado do país está fazendo isso. A segunda é a partidarização do discurso ou a crença ilusória de que resolveremos o problema da corrupção com a mudança de governos ou partidos. Precisamos de sistemas e instituições saudáveis que impeçam a corrupção independentemente de quem está no poder. O que a história nos mostra, aliás, é que a corrupção não tem cor ou partido.”
Sim, é certo que precisamos de instituições saudáveis — e quero chegar a elas —, mas a fala de Dallagnol, a meu ver, iguala os desiguais. Que a corrupção não seja característica exclusiva do PT, isso é evidente. Mas não é menos evidente que só o partido a transformou em categoria de pensamento e num método de governo. E isso faz toda a diferença, sim, senhores!
No que diz respeito a esse particular, o também procurador Carlos Fernando dos Santos Lima parece ter sido mais preciso. Nesta segunda, afirmou:
“O que nossos colaboradores apontam é que houve uma sistematização da corrupção no governo do PT, como compra de apoio parlamentar”.
Eis o ponto. Toda corrupção é maléfica e maligna. Toda corrupção sangra os cofres públicos. Toda corrupção pune especialmente os mais pobres. Mas é preciso que se distinga a corrupção como desvio da norma da corrupção como método de governo; é preciso que se evidenciem as diferenças entre a corrupção que constrange o próprio corrupto (que admite estar praticando o mal) daquela que se quer uma nova norma.
E por que é preciso fazer a distinção? Para ser mais ameno com um tipo de corrupção do que com o outro? Não! Ambos merecem ser tratados com extrema severidade. É preciso fazer a distinção para que se trave o bom combate.
O Ministério Público promove uma cruzada em defesa de suas 10 medidas, que elenco abaixo, na forma reduzida em que circulam. Leiam. Volto em seguida.
1) Prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação;
2) criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos;
3) aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores;
4) aumento da eficiência e da justiça dos recursos no processo penal;
5) celeridade nas ações de improbidade administrativa;
6) reforma no sistema de prescrição penal;
7) ajustes nas nulidades penais;
8) responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa 2;
9) prisão preventiva para assegurar a devolução do dinheiro desviado;
10) recuperação do lucro derivado do crime.
Nem vou entrar no mérito de cada uma agora — há as muito simples de implementar e as nem tanto. Mas digamos que todas elas fossem positivas. Estaríamos longe, acreditem, de coibir de forma eficiente a corrupção.
Sabem por que o PT acabou desenvolvendo um sistema de gestão criminosa do estado como nenhum partido antes havia conseguido? Porque ele é o mais estatista de quantos chegaram ao poder. Porque junto com a tomada da máquina, desde sempre apta a delinquir e a mobilizar delinquentes, houve também o aparelhamento do estado e de seus entes associados, muito especialmente as estatais e demais empresas e instituições de natureza pública.
Que políticos, empreiteiros, consultores, lobistas e intermediários os mais diversos paguem pelo mal que fizeram e ainda fazem aos brasileiros. Mas o país continuará refém de larápios enquanto o estado tiver o tamanho que tem; enquanto o estado estiver onde não deve e não estiver onde deve; enquanto houver estado demais no petróleo, nas estradas e na geração e distribuição de energia, e estado de menos na saúde, na educação e na segurança pública.
Convém, assim, não confundir as coisas. Uma das tolices que me atribuem é ter escrito, em algum momento, que o PT inventou a corrupção. Nunca! Quem inventou foi a serpente. O que escrevo há muitos anos e sustento é que, antes, nenhum partido havia feito da corrupção uma forma de gestão. Revelou Pedro Barusco, por exemplo, que recebia, sim, “pixulecos” antes de os companheiros chegarem ao poder. Quando se tomou o Palácio, ele conheceu a profissionalização do esquema; a transformação da roubalheira num método.
E isso faz toda a diferença. O ladrão de ocasião faz mal aos contemporâneos. O ladrão de instituições inviabiliza um país. Por Reinaldo Azevedo

Nota oficial do PT ignora a nova prisão de José Dirceu, o "guerreiro do povo brasileiro"


A nota pública divulgada pelo Diretório Nacional do PT nesta segunda-feira ignora a nova prisão do mensaleiro José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no governo Lula e ex-presidente do partido. Mais uma vez, o PT repete a mensagem lacônica que começou a divulgar quando surgiram na Operação Lava Jato os primeiros indícios de que o partido foi abastecido por dinheiro desviado no escândalo do petrolão: "O Partido dos Trabalhadores refuta as acusações de que teria realizado operações financeiras ilegais ou participado de qualquer esquema de corrupção. Todas as doações feitas ao PT ocorreram estritamente dentro da legalidade, por intermédio de transferências bancárias, e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral". O texto assinado pelo presidente do partido, Rui Falcão, não traz nenhuma menção à detenção de José Dirceu, o "guerreiro do povo brasileiro".

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AUTORIZA A TRANSFERÊNCIA DE JOSÉ DIRCEU, O "GUERREIRO DO POVO BRASILEIRO", PARA CURITIBA, PARA A POUSADA DO MORO


O ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, relator do processo do Mensalão do PT, autorizou na noite desta segunda-feira a transferência do ex-chefe da Casa Civil, o "guerreiro do povo brasileiro", bandido petista mensaleiro José Dirceu, de Brasília (DF) para Curitiba (PR). Dirceu foi preso na 17ª fase da Operação Lava Jato e levado para a superintendência da Polícia Federal em Brasília. Os demais presos, incluindo o irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo Oliveira e Lima, já foram levados para a capital paranaense. A transferência de José Dirceu precisou de aval do STF porque ele cumpre em regime domiciliar a pena a que foi condenado por corrupção ativa no julgamento do Mensalão do PT. A exemplo do que já havia acontecido com o ex-deputado Pedro Correa (PP-PE), penalizado no Mensalão do PT e investigado na Lava Jato, Luis Roberto Barroso entendeu que o ex-homem forte do governo Lula pode ser levado para o Paraná, onde tramitam os processos de investigados sem direito a foro privilegiado. "Entendo que a concentração dos atos de apuração criminal no foro do juízo que supervisiona o inquérito é perfeitamente justificável, na medida em que é lá que se encontram em curso as investigações", disse Barroso em seu despacho. Nove meses após deixar o presídio da Papuda para cumprir prisão domiciliar, o ex-ministro-chefe da Casa Civil e mensaleiro condenado foi preso preventivamente pela Polícia Federal. O nome desta fase da Lava Jato - "Pixuleco" - faz referência justamente ao termo que o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, usava para se referir ao dinheiro de propina com que a empreiteira UTC abastecia o caixa do PT. Foram presos também o irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, na cidade paulista de Ribeirão Preto, e o carregador de malas do petista, o "faz tudo" Bob Marques. A já complicada situação de José Dirceu se deteriorou ainda mais depois que os ex-companheiros do petista, que por anos o abasteceram com dinheiro, acabaram como delatores do Petrolão e reforçaram os indícios de participação do petista no esquema que fraudou mais de 6 bilhões de reais em contratos. Além de Pascowitch ter apontado o caminho que levou à prisão do ex-ministro, outros depoimentos sobre os tentáculos do PT não deixam de ser menos espantosos: o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, estimou que o PT recebeu até 200 milhões de dólares em dinheiro sujo do esquema, enquanto o ex-vice-presidente comercial da gigante Camargo Corrêa, Eduardo Leite, afirmou às autoridades que a empresa pagou 63 milhões de reais para a diretoria de Serviços, então comandada por Renato Duque, aliado de José Dirceu, e outros 47 milhões de reais para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

Fenabrave diz que a venda de veículos despenca 21% de janeiro a julho


As vendas de veículos no Brasil continuam a seguir ladeira abaixo. De janeiro a julho, foram emplacados 1,54 milhão de unidades, um recuo de 21% no comparativo com o mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 1,95 milhão de veículos. Já no mês de julho, a queda foi de 22,78% em relação a julho de 2014, passando de 294,75 milhões para 227,62 milhões de unidades. Os dados foram divulgados hoje pela Federação Brasileira dos Distribuidores de Veículos Automotores (Fenabrave). Segundo a entidade, o emplacamento de caminhões foi o que mais recuou nos sete meses do ano. Foram vendidas 43,9 mil unidades ante 76,9 mil de janeiro a julho de 2014, queda de 42,95%. Já no comparativo com o mês de julho do ano passado, a retração foi de 47,36% — 6,5 mil ante 12,3 mil caminhões. As vendas de automóveis e comerciais leves somaram 219,4 milhões de veículos em julho, o que representou retração de 21,58% em relação ao mesmo mês de 2014, 279,7 mil unidades. No acumulado do ano, foram licenciados 1,48 milhão ante 1,86 milhão, um volume 20,03% menor que de janeiro a julho do ano passado. Pelos dados da Fenabrave, em julho, a Fiat ainda continua líder de mercado com participação de 17,3% nas vendas de automóveis e comerciais leves, seguida pela Volkswagen com 14,20%, General Motors com 14,05% e pela Ford que abocanhou 11,96% de fatia. A Hyundai se manteve na quinta colocação com 8,49% e a Toyota fechou o mês de julho em sexto lugar com uma participação de 7,54%. A Renault agora é a sétima no mercado, com 7,24%.

O operador Milton Pascowitch pagava imóveis e até despesas com jatinhos de José Dirceu, o "guerreiro do povo brasileiro"


O operador Milton Pascowitch, delator da Lava-Jato, afirmou ter pago uma série de serviços pessoais ao ex-ministro José Dirceu e seus familiares como forma de repassar propina das empresas que ele representava. Segundo o Ministério Público Federal, o dinheiro de Pascowitch foi utilizado para pagar parte de um jatinho, despesas de táxi aéreo e reformas em imóveis do ex-ministro, do seu irmão e até para a compra de um apartamento para a filha de José Dirceu. O delator teria gasto pelo menos R$ 4,5 milhões com José Dirceu. Além disso, a Jamp Engenheiros, de Pascowitch, pagou R$ 1,4 milhão a José Dirceu a titulo de “consultoria” em 2011. O delator afirmou que contratou a Construtora Halembeck Engenharia para reformar o imóvel do irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva. O serviço, em um apartamento na Rua Estado de Israel, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, custou de R$ 1 milhão a R$ 1,2 milhão. Durante as obras, Pascowitch telefonou 62 vezes a Marcelo Amaral Halembeck, dono da construtora. Pascowitch afirmou ainda ter contratado a arquiteta Daniela Facchini entre o fim de 2012 e o início de 2013 para reformar um imóvel localizado em Vinhedo, no interior de São Paulo, no mesmo condomínio onde o ex-ministro mora. A reforma custou R$ 1,3 milhão, e o imóvel, informou o colaborador, está registrado em nome da TGS Consultoria, de responsabilidade de Júlio Cesar dos Santos, ex-sócio da JD Consultoria, e que também teve prisão temporária decretada nesta segunda-feira. Ainda na lista de serviços pessoais, Pascowitch utilizou sua empresa, a Jamp, para comprar um imóvel para Camila Ramos de Oliveira e Silva, filha de José Dirceu, em maio de 2012. Com isso, teria gasto R$ 500 mil. O delator disse que pagou para José Dirceu, em julho de 2011, metade de uma aeronave Cessna, modelo 560 XL, prefixo PT-XIB, avaliada em R$ 2,4 milhões. Pascowitch disse que o pagamento fazia parte de repasses devidos por ele em contratos das empresas Engevix, Hope e Personal. Outro delator da Lava-Jato, o doleiro Alberto Youssef disse que o avião seria do consultor Júlio Camargo, da Toyo Setal. Segundo Pascowitch, Julio Camargo pagava as despesas do avião. O negócio chegou a ser desfeito, segundo o delator, porque José Dirceu foi “visto por jornalistas usando a aeronave”. Em 14 de outubro de 2010 e em 26 de março de 2012,o operador teria pago fretamentos de táxi aéreo junto à empresa Flex Aéro para José Dirceu, nos valores de R$ 78 mil e R$ 54 mil, respectivamente. Pascowitch disse que recebia pedidos frequentes para fretar aviões feitos pelo escritório da JD por meio de Luiz Eduardo (irmão de Dirceu) e de Roberto Marques, o Bob, assessor pessoal do ex-ministro. Quando precisava fretar aviões para José Dirceu, o delator ligava para Rui Aquino, presidente da Flex Aéro, que faturava os valores a preços reduzidos, já que a diferença do valor “real era pago, em espécie (dinheiro vivo), com recursos que vinham das contribuições efetuadas pelas empresas Hope e Personal Service (empresas de terceirização de mão de obra com contratos junto à Petrobras). A Jamp, de Pascowitch, pagou também R$ 400 mil da entrada do imóvel onde funcionava a sede da JD Consultoria, ao lado do Parque do Ibirapuera, segundo revelou ao juiz Sérgio Moro o próprio advogado de José Dirceu, Roberto Podval. O imóvel da JD foi adquirido em maio de 2012 por R$ 1,6 milhão e a Jamp pagou a entrada de R$ 400 mil, conforme disse Podval. O restante teria sido pago em 161 prestações financiadas pelo Banco do Brasil. A Receita Federal havia considerado a movimentação financeira incompatível com as declarações de Imposto de Renda de José Dirceu, pois os R$ 400 mil não circularam por suas contas. Em 2012, José Dirceu declarou à Receita ter movimentação financeira de apenas R$ 229.121,93, insuficiente para o pagamento da entrada. No registro feito em cartório, no entanto, o Banco do Brasil avaliou o imóvel em R$ 3,03 milhões, apesar de o negócio ter sido fechado por R$ 1,6 milhão. O ex-diretor de Serviços da Petrobras, o petista Renato Duque, também recebeu propina de Milton Pascowitch por meio de serviços pessoais, imóveis e obras de arte. A reforma de um apartamento em São Paulo, que custou entre R$ 700 e R$ 800 mil, foi feita pela mesma arquiteta que reformou um apartamento de José Dirceu: Daniela Facchini entre 2012 e 2013. O imóvel fica na Rua Barão do Triunfo e está registrado em nome da Hayley, empresa também investigada pela Operação Lava-Jato, como transferidora de propina. O operador pagou cerca de R$ 800 mil para a construção de uma cobertura na Barra da Tijuca entre 2010 e 2011. A origem do repasse, segundo Pascowitch, seria a propina de contratos das empresas Hope e Personal. No prédio, aponta a investigação, a família de Renato Duque tem três apartamentos. Assim como já foi mostrado em outras fases da Lava-Jato, a propina também chegou a Renato Duque por meio da aquisição de obras de arte. Pascowitch afirmou que comprou, em setembro de 2012, uma escultura do artista polonês Frans Krajcberg. Em abril de 2013, adquiriu para Renato Duque uma quadro do pintor brasileiro Alberto da Veiga Guignard no valor de US$ 380 mil. O dinheiro também ia para o ex-diretor da Petrobras por meio de depósitos. Pascowitch afirmou que pagou R$ 1,2 milhão em propina para a D3TM Consultoria, entre 2013 e 2014, correspondente a propinas pendentes das empresas que ele representava. A Operação Lava-Jato identificou ainda um depósito de R$ 50 mil feito pelo operador na conta de Daniel Duque, filho de Renato Duque. Esses pagamentos correspondem a acertos de propina dentro do Brasil, embora a maior parte Renato Duque tenha recebido em dinheiro vivo, conforme relatos de delatores da Lava-Jato. Renato Duque teve ainda 20 milhões de euros bloqueados em contas no Principado de Mônaco.

Justiça britânica condena família de Maluf a devolver US$ 23 milhões aos cofres públicos de São Paulo


A Justiça britânica condenou nesta segunda-feira a família do ex-prefeito Paulo Maluf a devolver cerca de US$ 23 milhões (aproximadamente R$ 80 milhões) aos cofres públicos municipais de São Paulo. O montante faz parte do dinheiro depositado na Ilha de Jersey nas contas das empresas offshores Durant International Corporation e Kildare Finance Limited, ambas sob controle da família de Maluf. Segundo promotores do Ministério Público (MP) de São Paulo, o dinheiro foi desviado de obras públicas durante a gestão de Maluf à frente do governo municipal entre 1993-1996. A sentença é definitiva, segundo disse o promotor Silvio Marques, que chefiou a investigação no Brasil. A família do ex-prefeito já havia sido condenada, em 2012, a devolver US$ 33 milhões à prefeitura paulistana pela Justiça da ilha britânica, mas recorreu da sentença. Do montante, US$ 10 milhões já haviam sido devolvidos pela família do deputado federal entre 2012 e 2013. Em 2007, a Prefeitura de São Paulo entrou com uma ação na Justiça para recuperar a fortuna desviada das obras da Avenida Água Espraiada, atual Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul da cidade. A rota do desvio de recursos envolvia empresas brasileiras responsáveis pela construção de obras contratadas pela Prefeitura paulistana, contas em Nova York e pagamento final no Deutsche Bank de Jersey. Em Londres, a Justiça inglesa concluiu nesta terça-feira que a conexão necessária entre os subornos e os recibos enviados pelo Ministério Público de São Paulo foi comprovada. Se a família de Maluf não pagar a dívida, a Prefeitura de São Paulo poderá receber ações no mesmo valor da Eucatex, que também pertence à família Maluf e está com as contas bloqueadas. 

TESOUREIRO JOÃO VACCARI DISCUTE DELAÇÃO E O PT ENTRA EM PÂNICO


A cúpula do PT tem discutido o “risco João Vaccari Neto”, ex-tesoureiro preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Ele se queixa de “abandono” e tem citado o exemplo do que aconteceu ao mensaleiro Marcos Valério, condenado a quase 40 anos de prisão por fechar a boca. Vaccari insinua sempre uma possível delação premiada. Não fechou acordo ainda em razão de apelos dramáticos do ex-presidente Lula, anteriores à sua prisão. Líderes do PT contam que a pressão em Vaccari deve aumentar após o acordo de delação que tirou o lobista Mário Góes da prisão. João Vaccari Neto está em cana desde abril e já teve seu pedido de soltura negado pelo juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava jato. O ex-tesoureiro Vaccari sabe que, sem delação, terá pena longa. Ele foi acusado por pelo menos cinco delatores, na Lava Jato. Denunciaram Vaccari, entre outros, Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Hermelino Leite e Augusto Ribeiro Mendonça. João Vaccari Neto não escapa de pegar no mínimo 45 anos de cadeia. 

PT FICA EM SITUAÇÃO DIFÍCIL APÓS PRISÃO DE JOSÉ DIRCEU, AFIRMA OPOSIÇÃO


Representantes de partidos de oposição avaliam que a prisão do ex-ministro José Dirceu, na manhã desta segunda-feira, 3, deixa ainda mais complicada a situação do PT e do governo. Dirceu integrava a cúpula do partido até sua prisão por envolvimento no mensalão. No governo Luiz Inácio Lula da Silva, ele comandou a Casa Civil. "É um quadro cada vez mais complicado para o PT e para o governo, um quadro que gera ainda mais dificuldade política para eles", disse o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE). "O PT, como um todo, está cada vez mais em uma situação difícil. Os seus nomes mais importantes totalmente envolvidos, presos. José Dirceu é um quadro que mostra que o PT, no governo, desmantelou toda a estrutura do Estado brasileiro. Temos um quadro caótico de governança", afirmou o parlamentar. No PSDB, a avaliação é que a prisão de José Dirceu liga Lula diretamente ao esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato. "Com certeza, piora o clima para o governo e o PT, e aproxima de Lula", disse o vice-líder tucano na Câmara, deputado Nilson Leitão (MT). O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse em nota que "demonstra que é preciso criar no País um novo governo para que ele possa, junto com a Justiça, corrigir os rumos do Brasil". O deputado afirmou que "há o encaminhamento de que o impeachment pode se tornar necessário" e que este é o momento "para fazer a intervenção constitucional, legítima para dar um paradeiro nisso tudo", já que, para o parlamentar, "a ingovernabilidade está instalada no País". "Essa prisão significa um passo importante para a elucidação de quem é o chefe dessa organização criminosa", disse o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR).

POLÍCIA FEDERAL IDENTIFICOU MAIS DUAS EMPRESAS ENVOLVIDAS NOS DESVIOS


Na 17ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira, 03, a Polícia Federal fala na divisão do esquema de corrupção na Petrobras em três núcleos: dos empreiteiros, de recebedores e de laranjas. Nesta etapa, a Lava Jato prendeu preventivamente o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, seu irmão Luiz Eduardo de Oliveira e Silva e o ex-assessor do petista Roberto Marques. Ao todo foram 40 mandados judiciais, sendo os três de prisão preventiva, 26 de busca e apreensão, cinco de prisão temporária e seis de condução coercitiva. Além das empresas mapeadas até aqui, usadas nos repasses para Dirceu, como a Jamp do lobista Milton Pascowitch, e a JD do próprio José Dirceu, a Policia Federal diz ter identificado outras duas empresas que também eram usadas nesses desvios. A força-tarefa mencionou ainda ter aparecido, em meio às investigações, o nome de um jornalista que teria recebido recursos oriundos de corrupção na Petrobras. Os investigadores disseram que, por ora, não foi pedida a prisão desse jornalista. A identidade dele ou do veículo para o qual trabalha não foram reveladas pela Polícia Federal, mas a delação do lobista Milton Pascowitch menciona Leonardo Attuch, dono do blog Brasil247 e da Editora 247, que teriam sido beneficiados diretamente pela roubalheira à Petrobras. Segundo a investigação, José Dirceu teria montado um sistema de repasses para veículos e jornalistas, mas essa parte da investigação ainda será aprofundada. "Uma parcela do dinheiro foi paga claramente para toda estrutura de mídia que Dirceu montou na época do mensalão", disse o delegado Márcio Adriano Anselmo. Um mandado de prisão da operação que seria cumprido hoje não o foi. Segundo Anselmo, a pessoa não é um político, mas ele evitou dar maiores detalhes sobre a identidade para não prejudicar o andamento do processo. O delegado disse também que a prisão era referente a um mandado pendente ainda da 14ª fase da Lava Jato.

PASCOWITCH DIZ QUE PAGOU R$ 10 MILHÕES EM ESPÉCIE NA SEDE DO PT


O lobista Milton Pascowitch afirmou, em sua delação premiada, que fez pagamentos de R$ 10 milhões, em espécie, na sede do PT em São Paulo. Segundo ele, este valor saiu de um total de R$ 14 milhões em propinas sobre contrato de obras de cascos replicantes na Petrobrás. As informações constam do pedido de prisão do ex-ministro José Dirceu (Governo Lula) feito pelo Ministério Público Federal. Dirceu foi preso nesta segunda-feira, 3, em Brasília, onde já cumpria prisão domiciliar como condenado do Mensalão. “A respeito dos pagamentos a (João) Vaccari (Neto, ex-tesoureiro do PT), Milton ressaltou que os repasses ocorriam para o próprio Vaccari ou ao PT, em espécie e via doações legais, sendo que cabia a (Gérson) Almada (ex-vice-presidente da Engevix) como os repasses seriam feitos. A propina em razão do contrato dos cascos replicantes somou, afirmou Milton, cerca de R$ 14 milhões, entregues ao longo de 2009 até 2011″, diz o pedido de prisão da Procuradoria da República. “Destes recursos, ressaiu o colaborador, foram feitos pagamentos da ordem de R$ 10 milhões em espécie na sede do PT em São Paulo. Informou o colaborador que em duas ocasiões houve entrega para uma portadora de Vaccari, Márcia. Segundo Milton, os valores repassados a Vaccari eram devolvidos à Jamp (empresa de Pascowitch) por contratos de prestação de serviços que não foram realizados com a Engevix. Pagamento semelhante teria ocorrido, ressaiu Milton, quanto à obra de Belo Monte (também alvo da Lava Jato). Neste caso, a Engevix teria repassado R$ 532.765,05, os quais foram entregues pelo colaborador a Vaccari, em espécie, na sede do PT em São Paulo, aproximadamente em 11/2011". Um dos delatores do esquema de corrupção na Petrobrás, Pascowitch é acusado de ter operado propina, em nome da Engevix na Diretoria de Serviços da estatal, elo com o PT. Pascowitch teve a prisão preventiva transformada em regime domiciliar, após ter firmado acordo de colaboração. Investigadores da Lava Jato suspeitam que o esquema sistematizado de corrupção em obras de refinarias foi espelhado nos contratos do pré-sal. Nele, empresas do cartel pagavam propinas que iam de 1% a 3% do valor dos contratos a agentes públicos, partidos e políticos – sob o comando de PT, PMDB e PP. Gérson Almada admitiu, em interrogatório judicial, a existência de pagamentos pela Engevix em contratos na Diretoria de Serviços da Petrobrás. O executivo revelou que os pagamentos começaram em torno de 2003 e 2004, a partir do contrato para as obras do Gasoduto Cacimbas, e que tal ocorria para garantir que a empresa “continuasse trabalhando” e também para “manter um relacionamento com o partido”, no caso, o PT. “O elo da Engevix com a Diretoria de Serviços e com o PT era Milton”, afirma o Ministério Público Federal. “O valor dos repasses, afirmou Almada, variavam de 0,5% a 1% do valor dos contratos. Almada apontou vários contratos em razão dos quais houve os pagamentos, dentre eles, Cacimbas, Cacimbas II, Refinaria Landulpho Alves (RLAM), Refinaria Getúlio Vargas (REPAR) e Refinaria Presidente Bernardes – Cubatão (RPBC)”, afirma o documento do Ministério Público. Ainda segundo a Procuradoria da República, o empresário Gérson Almada mencionou contrato para construção dos cascos de oito plataformas replicantes de perfuração do pré-sal (tipo FPSOs), no Estaleiro de Rio Grande/RS, e contrato para construção de navios-sondas para a Sete Brasil, também destinados à extração de petróleo do pré-sal. “Afirmou Almada que, para os pagamentos, foram celebrados contratos de prestação de serviços de “assessoria” da Engevix com a JAMP Engenheiros. Almada afirmou que outra forma de fazer os pagamentos era por meio de doações eleitorais ao PT, por solicitação de Milton, Vaccari e Paulo Ferreira”, sustenta a Procuradoria. “Embora Almada tenha sustentado que os serviços teriam sido prestado a título de lobby e não ter conhecimento dos destinatários dos valores, à época, se iriam para políticos ou dirigentes da Petrobrás, há provas de que ele tinha ciência de que os pagamentos consistiam em propina, conforme sustentado pelo Ministério Público Federal nos memoriais finais da ação penal a que responde Almada, e que os contratos com a Jamp eram ideologicamente falsos, servindo de mero artifício para o repasse da vantagem ilícita, da mesma forma que o eram (artifício para o repasse das propinas) as doações eleitorais. Aliás, Milton asseverou que Gérson Almada tinha conhecimento de que os pagamentos constituíam propinas, o que podia ser inferido pelos próprios termos dos contratos da Engevix com a Jamp". O PT ainda não se manifestou sobre a acusação do lobista Milton Pascowitch. Desde o início da Lava Jato, o partido tem reiterado que todas as doações arrecadadas têm origem lícita.

TCU DEVE JULGAR PROCESSO DA PETROBRAS NA QUARTA-FEIRA


O julgamento do processo aberto pelo Tribunal de Contas da União para levantar as aquisições e alienações de ativos promovidos pela Petrobras deverá ocorrer na próxima sessão ordinária de plenário do órgão. A reunião ocorrerá na quarta-feira (05), às 14h30, e o tema foi incluído na pauta. O julgamento, no entanto, ainda pode ser adiado caso haja pedido de vista ou mesmo seja retirado de pauta pelo relator, o que pode ocorrer durante a própria sessão. Caso contrário, a decisão sobre o processo será anunciada na própria quarta-feira. O mapeamento teve início em junho do ano passado, mas ainda não existem deliberações a respeito do assunto. O relator do processo é o ministro Vital do Rêgo Filho, que foi senador pela Paraíba entre 2011 e 2014. No Senado, Rêgo Filho presidiu a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em 2014. De acordo com informações do processo, a unidade técnica responsável é a Secretaria de Controle Externo da Administração Indireta no Rio de Janeiro (SecexEstat). Em maio do ano passado, o TCU determinou a abertura de auditoria para investigar a suspeita de superfaturamento na compra das usinas de biodiesel de Marialva (PR) e Passo Fundo (RS) pela Petrobras Biocombustíveis. À época, foi decidido que o Tribunal faria também o levantamento de todos os ativos comprados ou vendidos pela Petrobras, em período a ser definido, tendo em vista as recorrentes notícias de prejuízo.

Dirceu propenso a "entregar todo mundo"

José Dirceu desabafou com um amigo que estava propenso a "entregar todo mundo". A conversa, segundo a Época, ocorreu no mês passado. "Dirceu afirmou ter feito o seguinte cálculo: se contar o que sabe, poderá estar solto em três anos". O cálculo está certo. Entregue todo mundo, Dirceu.

A pedido do MPF, Justiça instaura ação contra gestores da Laep por crimes financeiros

A Justiça Federal em São Paulo aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal e instaurou o processo penal contra os gestores da Laep Investments Ltda., ex-controladora da Parmalat e da Daslu, por crimes contra o mercado de capitais e sistema financeiro, lavagem de dinheiro, organização criminosa, entre outros. Marcus Alberto Elias, Flávio Silva de Guimarães Souto, Rodrigo Ferraz Pimenta da Cunha e Othiniel Rodrigues Lopes, na função de administradores da empresa, segundo a acusação, causaram ao mercado mobiliário e investidores prejuízos de mais de R$ 2,5 bilhões a partir de operações fraudulentas com títulos emitidos pela mesma companhia. A empresa offshore Laep Investments Ltda. foi criada em 2006 por Marcus Elias, com sede nas Ilhas Bermudas. Na qualidade de empresa estrangeira, obteve, com o uso de documentação insubsistente, registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado de capitais brasileiro com títulos denominados Brazilian Depositary Receipts (BDRs), que são ativos financeiros que comprovam a existência de ações de empresas de outros países. No entanto, a emissão dos BDRs em nome da Laep foi feita baseada em documentos forjados para não se submeter à legislação nacional, inclusive a Lei das SA. Mesmo tendo sede na Ilhas Bermudas, a empresa possuía todos os seus ativos no Brasil, onde também seus controladores, administradores e escritórios estão sediados. Além disto, os títulos emitidos não tinham lastro em ação da empresa listada em alguma Bolsa de Valores. Ao lançar os títulos no mercado, os denunciados fizeram uso de fatos relevantes falsos ou prejudicialmente incompletos, além do uso indevido de informação privilegiada, para estimular o investimento na empresa. A descoberta das fraudes culminou numa desvalorização de 99,9% que representou a maior perda registrada na Bolsa de Valores brasileira. Os maiores afetados foram os acionistas minoritários, que criaram a Associação Brasileira dos Investidores em Mercado de Capitais (Abrimec), para defender os interesses dos que foram lesados pela companhia. Além da captação fraudulenta de recursos dos investidores no mercado imobiliário, a administração da Laep praticou desvios e lavagem de valores, na forma de administração piramidal, finalizando na apropriação e aquisição de bens em favor dos próprios denunciados e seus familiares. A gestão criminosa resultou na bancarrota da companhia, hoje em liquidação judicial nas Bermudas, bem como das próprias empresas investidas pela Laep, que jamais se recuperaram. Os prejuízos gerados ao mercado financeiro, ao mercado de capitais e aos investidores pelas ações fraudulentas dos denunciados, estimados em cerca de R$ 2,5 bilhões, pode chegar a quase R$ 5 bilhões se somados captações indiretas, prejuízos acumulados e impostos devidos. A denúncia oferecida pelo MPF pede a condenação de Marcus Elias, Flávio Souto, Rodrigo Cinha e Othniel Lopes por sete crimes contra o sistema financeiro, operações fraudulentas no mercado de capitais, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e organização criminosa e desobediência a ordem judicial. Rodrigo Cunha responde ainda por uso de informação privilegiada e Marcus Elias pelo comando da organização criminosa. O número da ação é 0010784-78.2012.4.03.6181.

Empresa do petista Renato Duque recebeu R$ 8 milhões em operações suspeitas


Os desdobramentos da operação Lava Jato que motivaram a prisão do ex-ministro José Dirceu também comprometem ainda mais o ex-diretor de Serviços da Petrobras, o petista Renato Duque, que está negociando agora uma delação premiada. Informações obtidas por meio de quebra de sigilo bancário e fiscal mostram que uma empresa controlada por ele recebeu 8 milhões de reais em operações suspeitas, já que a companhia, que teve apenas dois funcionários no período, aparenta ser de fachada. Ao lado de familiares, Renato Duque é sócio da D3TM Consultoria, que, segundo os investigadores, era usada para recebimento de propina. Os repasses mais volumosos para a empresa partiram justamente de empreiteiras investigadas na operação Lava Jato. A UTC transferiu quase 3,7 milhões de reais à companhia de Renato Duque. Da OAS, chegou 1,5 milhão de reais. A Jamp, controlada pelo lobista Milton Pascowitch, transferiu 894.000 reais. A Engevix, também investigada na operação Lava Jato, repassou 42.000 reais. A origem de outros 1,8 milhão é desconhecida. A maior parte dos recursos pagos à empresa de Renato Duque foi posteriormente transferida a uma conta dele próprio - pelo menos 4,6 milhões de reais. Além de aumentar a lista de provas de que Renato Duque recebeu propina das grandes empreiteiras, as descobertas evidenciam mais um elo entre o petista Renato Duque e o grupo de José Dirceu. O ex-ministro sempre negou ter sido o padrinho da indicação do então diretor de Serviços da Petrobras. Mas o mesmo Pascowitch que repassou dinheiro à empresa de Renato Duque admitiu à Polícia Federal ter transferido para José Dirceu recursos desviados da Petrobras. Renato Duque, que está preso desde o dia 16 de março, iniciou recentemente as tratativas para firmar um acordo de delação premiada.

As gêmeas da Lava Jato


Nas investigações que levaram à prisão do ex-ministro José Dirceu nesta segunda-feira, os policiais se depararam com as irmãs gêmeas Maria e Marta Coerin. A primeira é apontada como funcionária da JD Consultoria, empresa utilizada para lavar dinheiro sujo recebido pelo petista, e a segunda foi nomeada como uma das responsáveis por receber dinheiro a mando do então tesoureiro do partido João Vaccari Neto. Maria Coerin, que deixou o PT para trabalhar na JD Consultoria, aparece em relatório policial como destinatária de 164.000 reais em 41 transferências bancárias da JD entre 2011 e 2013. No caso de Marta, o delator Milton Pascowitch disse em junho que ela, como funcionária do PT, foi enviada à sua casa no Rio de Janeiro por Vaccari para receber 300.000 reais.

Balança comercial fecha com superávit de US$ 2,3 bilhões em julho


As exportações superaram as importações em 2,37 bilhões de dólares em julho, informa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta segunda-feira. Trata-se do melhor resultado para o mês desde julho de 2012, quando a balança comercial fechou com um superávit de 2,86 bilhões de dólares. Em julho do ano passado, a balança também ficou no azul, com um superávit de 1,5 bilhão de dólares. Segundo a pasta, as vendas para outros países somaram 18,5 bilhões de dólares, enquanto as compras do Exterior totalizaram 16,1 bilhões de dólares. Com os dados de julho, a balança acumula superávit de 4,59 bilhões de dólares nos primeiros sete meses de 2015. As exportações somaram 112,85 bilhões de dólares de janeiro a julho, enquanto as importações chegaram a 108,25 bilhões de dólares. Entre janeiro e julho do ano passado, houve um déficit de 952 milhões de dólares. O saldo positivo em julho ficou dentro das expectativas de mercado, que apontavam para um saldo positivo de 2,3 bilhões de dólares. Assim como nos últimos meses, o saldo positivo foi obtido a partir da queda das importações em ritmo superior ao registrado pelas exportações na comparação com igual período do ano passado. Em julho, as exportações tiveram declínio de 19,5% pela média diária ante o mesmo mês de 2014, ao passo que o recuo para as importações foi de 24,8% na mesma base. Enquanto a demanda por importações segue impactada pela derrocada da economia e encarecimento do dólar, as exportações sofrem com a diminuição no preço de importantes commodities da pauta comercial brasileira, como petróleo e minério de ferro e soja, movimento que ofusca o aumento do volume de exportação desses mesmos produtos. No mês passado, houve forte diminuição nas receitas com exportações de petróleo em bruto, minério de ferro, carne bovina, café em grão, ferro fundido, entre outros itens. Já as importações foram afetadas pela diminuição das compras em todas as categorias de produtos, com destaque para o grande recuo de 60,9% nas aquisições no exterior de combustíveis e de 17,6% nas compras de matérias-primas. A balança comercial também tem ajudado a reduzir o déficit em transações correntes do país. No primeiro semestre deste ano, o rombo ficou em 38,28 bilhões de dólares, quase 25% inferior ao déficit de 49,97 bilhões de dólares no mesmo período de 2014.

Login: denovonacadeia

Lauro Jardim, da Veja.com, registra a piada que corre nas redes sociais: "Quando José Dirceu chega numa cadeia, o wi-fi do seu celular já acessa automaticamente".

Foi terrorismo contra o Instituto Lula? Então vamos ver quem não quer uma lei antiterror! Eu quero!!!

A presidente Dilma Rousseff não empregou a palavra, mas sugeriu que a bomba caseira jogada na calçada do Instituto Lula, na noite de quinta, é um ato terrorista. O também petista Jaques Wagner, ministro da Defesa, não economizou: no sábado, afirmou que “o terrorismo é a pior forma de se trabalharem as diferenças”. Logo, ele pensa tratar-se de… ato terrorista!

Que gente curiosa! De junho de 2013 a esta data, sempre que as esquerdas e afins organizam protestos, os black blocs estão presentes: quebrando, depredando, incendiando e, como já vimos, até matando. Como já confessou numa entrevista, Gilberto Carvalho, então ministro de Dilma (então secretário-geral da Presidência), reuniu-se com lideranças dos mascarados várias vezes. Em vez de encaminhar uma lei contra o terror, o governo se encontrava com marginais. O que lhes parece?

Tenho escrito muito a respeito dessa questão e dos equívocos que gera. Por que o país não tem uma lei para punir terroristas? No dia 27 de maio do ano passado, escrevi a respeito. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por exemplo, participou de uma audiência Pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para debater a reforma do Código Penal. Falou-se da necessidade de o Brasil ter uma lei contra o terrorismo. Somos uma das poucas democracias do mundo a não tê-la.

O Inciso VIII do Artigo 1º da Constituição diz que o Brasil repudia o terrorismo. O Inciso XLIII do Arrigo 5º considera a prática crime inafiançável e não passível de graça. O Brasil é signatário de tratados que o colocam como crime contra a humanidade, imprescritível. E, no entanto, até agora, o Brasil não definiu o que é terrorismo. Portanto, não há pena para ele. É preciso apelar a outras expedientes, com penas sempre brandas.

Janot falou da necessidade de o País ter uma lei. Afirmou: “Há uma dificuldade enorme de se definir o crime de terrorismo em razão das várias manifestações que se colocam, essa onda de protestos. O que se pode ter é verificar os pontos em que ele toca. Ele envolve necessariamente violência física ou psicológica. Ele se destina a provocar medo ou terror e se destina a gerar medo ou terror em larga escala, de maneira que ultrapasse em muito as pessoas envolvidas no delito praticado”.

Logo, é preciso ter a lei. Mas aí o próprio Janot se encarregou de embaralhar o debate ao afirmar que uma lei contra o terror não pode criminalizar os movimentos sociais. Pronto! Aí ficou tudo confuso! Digam-me aqui: quando alguém mete fogo em ônibus e paralisa, sob grave ameaça, o transporte público, isso é movimento social? Acho que não! Se invasores de terras ou de propriedades urbanas fazem a população refém de sua violência, isso é movimento social?

É bom não esquecer que, mundo afora, o terrorismo fala a linguagem da reivindicação. Ora, a questão não é de nome, mas de fato. É inaceitável que grupos minoritários, por mais legítimas que sejam as suas reivindicações, continuem a submeter a maioria da população a suas chantagens.

A comissão de juristas que enviou a proposta ao Senado pede punição de 8 a 15 anos para quem causar terror à população. Entre as condutas consideradas terroristas, está “Incendiar, depredar, saquear, explodir ou invadir qualquer bem público ou privado” e “sabotar o funcionamento ou apoderar-se, com grave ameaça ou violência a pessoas, do controle, total ou parcial, ainda que de modo temporário, de meios de comunicação ou de transporte”.

Muito bem! A proposta parecia boa. Mas esse mesmo texto diz que “não constitui crime de terrorismo a conduta individual ou coletiva de pessoas movidas por propósitos sociais ou reivindicatórios”.

Ora, que grupo terrorista não alega propósitos sociais ou humanitários? Felizmente, o hoje governador do Mato Grosso, Pedro Taques (PDT), que foi relator da comissão especial que vai propor um texto final, não abraçou essa excrescência.

Enquanto o debate ficar nessa falsa polarização e a violência for considerada, na prática, uma forma legítima de manifestação, o país continuará refém de bandidos disfarçados de defensores do bem. Por Reinaldo Azevedo

Querem saber? Acho o discurso de Marina contra o impeachment pior do que o do PT! Explico por quê!

Alguns amigos me enviaram mensagens afirmando que exagerei na crítica a Marina Silva em razão da entrevista que concedeu à Folha, em que sugeriu, sem empregar a palavra, que o impeachment de Dilma seria golpe, embora defenda o afastamento de Eduardo Cunha, presidente da Câmara (PMDB-RJ). Não exagerei, não. Acho até que peguei leve. A retórica dessa senhora contra as manifestações em favor do impeachment me incomoda até mais do que a dos petistas. Estes, afinal de contas, defendem arreganhadamente seus interesses, né? Estão aboletados no poder. Como Marina, hoje, não tem cargos no governo federal — só lá na gestão dos petistas do Acre… —, tenta fazer seu equívoco passar por neutralidade e bom senso, como se ela também não tivesse interesses a defender. E tem. A exemplo de qualquer político. É evidente que a exacerbação da crítica ao petismo e mesmo o franco e claro antipetismo que vai pelo País — que nada tem de anormal, desde que exercido dentro das regras do jogo — prejudicam aquele discurso nem-nem que Marina fez na campanha de 2014 e que sempre seduz muita gente — a meu ver, os incautos. Se o clima que se sente por aí se estende a 2018, não há muito espaço para aquela conversa de terceira via. O sentimento majoritário nas ruas tende a ser hostil — democraticamente hostil — a teses de esquerda e sentimentos clorofilados congêneres. Mesmo pregando a independência do Banco Central, é o lugar de onde fala Marina. Quando ela concede à Folha uma entrevista como a que concedeu neste domingo, seu alvo principal não é o governo Dilma, é evidente, mas as oposições. Ou por outra: sem dar combate ao Planalto, Marina quer tomar o lugar do discurso alternativo ao petismo. Não tenho paciência pra isso, não. Por Reinaldo Azevedo

Moro determina bloqueio de até R$ 20 milhões do "guerreiro do povo brasileiro", o bandido petista mensaleiro José Dirceu

O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, determinou o bloqueio de até 20 milhões de reais do ex-ministro da Casa Civil, o bandido petista mensaleiro José Dirceu, chamado pelos petistas de "guerreiro do povo brasileiro"', principal alvo da 17ª fase da Operação Lava Jato, na muito adequadamente chamada de Operação Pixuleco. A ordem de bloqueio, no valor de 20 milhões de reais, é extensiva também ao irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo, ao assessor Bob Marques, à empresa JD Consultoria, apontada pelo Ministério Público como o mais frequente mecanismo de lavagem de dinheiro do petista, aos lobistas Olavo Hourneaux de Moura Filho, Fernando Hourneaux de Moura, Julio Cesar dos Santos e à empresa TGS Consultoria. Quatro outras pessoas, que de acordo com a acusação serviram como intermediários do pagamento de dinheiro sujo ao ex-chefe da Casa Civil, tiveram ordem de bloqueio de 2 milhões de reais cada. A interdição dos valores, praxe nos despachos da Lava Jato, servem para garantir recursos caso os suspeitos sejam condenados e tenham de ressarcir os cofres públicos. O Banco Central foi informado nesta segunda-feira do bloqueio.

Site Brasil 247 recebeu dinheiro do petrolão a pedido do PT, diz despacho do juiz Moro

Em um despacho proferido nesta segunda-feira, o juiz Sérgio Moro afirma que o dinheiro do Petrolão do PT foi usado para bancar o site Brasil 247 a pedido do Partido dos Trabalhadores. Os repasses foram feitos pela Jamp, uma empresa de consultoria controlada pelo lobista Milton Pascowitch. ”Considerando que a Jamp era, como afirma seu próprio titular, empresa dedicada à lavagem de dinheiro e repasse de propinas, parece improvável que o conteúdo do documento em questão seja ideologicamente verdadeiro, pois difícil vislumbrar qual seria o interesse de empresa da espécie em anunciar publicidade ou patrocinar matérias em jornal digital”, afirma o juiz. A conclusão é reforçada por um depoimento do próprio Pascowitch. Ele disse aos investigadores da Lava Jato ter repassado dinheiro do Petrolão para financiar o site Brasil 247 e, assim, assegurar o apoio da página ao PT. O autor do pedido foi João Vaccari Neto, ex-tesoureiro da sigla. Pascowitch firmou um contrato de consultoria com o Brasil 247 utilizando a Jamp, uma empresa de fachada. Pascowitch admitiu que não havia serviço a ser prestado e que o contrato serviria apenas para dar uma aparência de legalidade às transferências financeiras, que somaram 120 000 reais entre setembro e outubro do ano passado – no auge do período eleitoral. O Brasil 247 é comandado por Leonardo Attuch, e tem como um dos seus astros o jornalista petista Paulo Moreira Leite, que sempre prestou serviços ao PT, desde quando estava na Secretaria de Redação da revista Veja, na época da CPI dos Anões do Orçamento. A transcrição do depoimento de Pascowitch não deixa margem para ambiguidades: Vaccari o encaminhou para uma reunião com Attuch e pediu que o valor pago ao site fosse descontado da empresa Consist, outro braço do esquema de lavagem de dinheiro do Petrolão. Diz um trecho da transcrição: “Que João Vaccari não estava presente na reunião, mas foi indicado a procurar o declarante por João Vaccari; que na reunião entre o declarante e Leonardo ficou claro que não haveria qualquer prestação de serviço mas que era uma operação para dar legalidade ao ‘apoio’ que o Partido dos Trabalhadores dava ao blog mantido por Leonardo; Que o valor pago foi ‘abatido’ no valor que estava à disposição de João Vaccari referente ao contrato da Consist”. Antes da confissão, os investigadores já haviam apreendido anotações em que o lobista detalhava transferências financeiras para o site de Attuch.

O mensalinho milionário do mensaleiro

A conta já aumentou. José Dirceu recebeu 96 mil reais por mês, devidamente roubados da Petrobras, entre 2004 a 2013. Foram dez anos de mensalinho para o executor do mensalão, totalizando 11,5 milhões de reais. Milton Pascowitch disse também que pagou uma casa no valor de 500 mil reais para uma das filhas de José Dirceu com dinheiro da estatal.

10 milhões cash, na sede do PT

O Estadão destaca que Milton Pascowitch relatou à Lava Jato ter feito pagamentos de 10 milhões de reais em espécie NA SEDE PAULISTA DO PT, de um total de 14 milhões em propinas repassadas ao partido entre 2009 e 2011. Dinheiro desviado da Petrobras. Nosso dinheiro. Se isso não é motivo para cassar o registro partidário da Orcrim, o que mais seria? Leiam o trecho da delação:

Roberto Jefferson diz sobre prisão de José Dirceu: "Acabou o mito"

O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que cumpre pena em regime domiciliar desde maio passado, disse nesta segunda-feira (3) não ter motivos para comemorar a prisão do ex-ministro e ex-deputado José Dirceu (PT-SP), investigado na Operação Lava Jato. “Não me regozijo, não tenho sentimento de revanche, de ressentimento. Tenho pena dele. Acabou o mito”, afirmou. “Sei o que é estar lá (na prisão)”, comentou Roberto Jefferson. Em 2005, Roberto Jefferson denunciou o esquema do Mensalão do PT e apontou José Dirceu como o comandante do esquema de suborno de parlamentares fiéis ao governo Lula. O petebista teve o mandato cassado em setembro daquele ano. Em novembro, a Câmara cassou o mandato de José Dirceu. “Não é fácil para ele. Já tem 69 anos, casou-se recentemente, tem uma filha pequena. A família se extingue. Ainda será levado para o Paraná, longe de casa. Tem esposa nova, que precisa do marido. Não tenho revanchismo. Sinto por ele, mas a Justiça é implacável”, disse Roberto Jefferson. Condenado a sete anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa, José Dirceu passou a cumprir prisão domiciliar em outubro do ano passado e desde então vive em Brasília com a mulher, Simone Pereira, e a filha caçula, Maria Antônia, de seis anos. Em fevereiro do ano passado, Roberto Jefferson começou a cumprir a pena de sete anos e 14 dias, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Depois de 14 meses, recebeu autorização para cumprir o restante da pena em casa. Roberto Jefferson rejeita o rótulo de delator. “Delação é coisa de canalha”, costuma dizer. “É a terceira prisão da vida de José Dirceu, não é brincadeira. O juiz Sérgio Moro deve ter provas contundentes. Ele não joga para a platéia. Aquela rapaziada do Ministério Público é muito séria, sem extremismo”, elogiou Roberto Jefferson. Antes da prisão pelo Mensalão do PT, José Dirceu, líder estudantil nos anos 1960, comunista, ex-militante do PCB e POC, foi preso em 1968 e trocado, no ano seguinte, pelo embaixador americano Charles Elbrick. “O Executivo e o Legislativo estão desmoralizados e o Judiciário, muito sólido. É quem alicerça a democracia hoje. Os homens mais ricos do Brasil, os políticos mais poderosos, os burocratas estatais mais influentes estão presos. O povo está vendo que não ficaram impunes”, disse Roberto Jefferson, presidente de honra do PTB. Na avaliação do petebista, as prisões dos investigados fragilizam as manifestações contra a corrupção e de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff. “O juiz Sérgio Moro esvazia as passeatas do dia 16 de agosto (data marcada para uma série de manifestações em todo o País). O povo planeja ir para a rua pedir justiça, mas a justiça está sendo feita”, diz. Proibido de participar de encontros políticos, reuniões públicas e de sair à noite, Roberto Jefferson, de 62 anos, diz que o Executivo e o Legislativo, extremamente desgastados, parecem “o roto falando do esfarrapado”. O ex-deputado não engrossa o coro dos que defendem a saída da presidente Dilma. “Não adianta pregar ruptura institucional, porque não há líderes nacionais. Tem o Fernando Henrique Cardoso, mas já está com 84 anos”, afirma Roberto Jefferson. Como se o poste Dilma Rousseff fosse alguma liderança nacional expressiva.  

Petrolão mostra que o crime agora é no atacado, diz ministro do STF


O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta segunda-feira (3) que os desdobramentos das investigações do esquema de corrupção mostram que agora "o crime age no atacado, não mais no varejo" como no escândalo do Mensalão do PT. A força-tarefa da Operação Lava Jato colocou em prática nesta segunda-feira mais uma fase, prendendo o ex-ministro José Dirceu, condenado pelo STF no julgamento do Mensalão do PT e que cumpria prisão domiciliar. Segundo o procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Operação Lava Jato, o esquema de corrupção na Petrobras utilizou o mesmo procedimento do mensalão: a compra de parlamentares para formação de apoio ao governo. Marco Aurélio disse que, em um discurso de posse em 2006 no Tribunal Superior Eleitoral, classificou o Mensalão de maior escândalo de corrupção e foi criticado, sendo que atualmente as implicações do caso da Petrobras se mostram maiores. "Quando eu tomei posse em 2006 no TSE eu fiz um discurso que foi considerado muito ácido. Mas foi um discurso leve. Eu falei que era o maior escândalo da República. Hoje nós temos aí esse que envolve o crime no atacado, não mais no varejo", afirmou. O ministro disse que o alcance da Lava Jato é importante para mostrar a estabilidade das instituições. "O importante é que as instituições estão funcionando. A Polícia Federal e o Ministério Público e o Judiciário. A quadra, ao meu ver, é alvissareira, porque não se esconde mais essas mazelas. Elas afloram a partir inclusive do que foi veiculado pela imprensa, há descoberta de fatos e ante esses fatos se tem os inquéritos e as ações penais. Vamos buscar novos rumos, melhores dias para o Brasil", disse.

Líder petista diz que Polícia Federal cometeu "abuso de poder" em prisão do "guerreiro do povo brasileiro" José Dirceu


O líder do PT na Câmara dos Deputados, o taxista acreano gênio da raça Sibá Machado (AC), afirmou na manhã desta segunda-feira (3) que há "abuso de poder" por parte da Polícia Federal na prisão do ex-ministro José Dirceu, bandido petista mensaleiro e agora preso no Petrolão. "A Polícia Federal está se metendo em assunto político, prendendo por mera suspeita, lidando com indícios e puxando o Brasil inteiro para uma situação perigosa. Daqui a pouco não existe mais direito", disse essa impoluta figura, cujos raciocínios impactam a Nação. José Dirceu foi preso nesta segunda na 17ª fase da Operação Lava Jato, denominada Pixuleco. Para os investigadores, José Dirceu foi um dos responsáveis por criar e comandar o esquema de corrupção na Petrobras quando era ministro da Casa Civil, no primeiro governo Lula. O líder petista no Senado, Humberto Costa (PE), preferiu não se manifestar por enquanto. O Instituto Lula não se manifestou. A assessoria de imprensa do presidente do PT, Rui Falcão, ainda não sabe se ele irá se manifestar. Está marcada para a tarde desta segunda, em Brasília, uma reunião da maior corrente do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB). Também hoje, a presidente Dilma Rousseff convidou lideranças da base aliada para um jantar no Palácio da Alvorada – esse encontro já estava previsto. Petistas acreditam que a prisão de José Dirceu deve dominar a pauta de ambos os encontros. Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão e sócio de José Dirceu na JD Consultoria, também foi detido. Outro detido é Roberto Marques, ex-assessor do petista. As investigações apontam que o ex-ministro repetiu, na Petrobras, o mesmo esquema criado no mensalão. Segundo o procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima, José Dirceu tinha "responsabilidade de indicar nomes" no primeiro governo Lula. "Ele aceitou a indicação de Renato Duque para a diretoria de Serviços na Petrobras, e essa diretoria começou todo um trabalho de cooptação de empreiteiras, dando início ao esquema na estatal", disse o procurador.

Excesso de José Dirceu (reloaded)

A Flex Aero, alvo de busca e apreensão da PF hoje, pertence a Rui Thomaz de Aquino. Ele não é um desconhecido. Presidiu a TAM Táxi Aéreo. Em 2011, a Folha contou uma história rocambolesca – com fortes indícios de lavagem de dinheiro – envolvendo Aquino e Ricardo Teixeira. A matéria tratava de várias operações de compra e venda de um jatinho Cessna Citation, prefixo PT-XIB. A aeronave passou de mão em mão, movimentando milhões, até chegar às mãos da Ailanto Marketing, empresa que Teixeira criou em sociedade oculta com o espanhol Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona. A Ailanto, dentre tantos trambiques, foi acusada de superfaturar o amistoso da seleção com Portugal em 2008. E o que isso tem a ver com Dirceu? Tudo. Em setembro de 2010, Dirceu foi flagrado por Índio da Costa embarcando no Santos Dumont num jatinho Cessna Citation, prefixo... PT-XIB. Índio publicou a foto no twitter. O tema foi assunto da coluna "Excesso de Dirceu", do Diogo. Dirceu, Aquino, Teixeira e Lula fazem parte da mesma Orcrim. (O Antagonista)

Lula lá

Sergio Moro determinou busca e apreensão na Flex Aero para obter registros de viagens em nome de José Dirceu de Oliveira e Silva, de suas empresas e pessoas ligadas ao esquema. O Antagonista acredita que a Polícia Federal vai encontrar o registro da viagem de Lula ao México em 2012. Lauro Jardim publicou no mês passado que o ex-presidente voou a bordo do Legacy 650 pago pela Osel Odebrecht, filial da empreiteira sediada nas Ilhas Caymann. A Lava Jato já descobriu que a Osel foi usada para pagamento de propinas. Milton Pascowitch explica agora que a Flex Aero também foi usada para pagamento de propina:

Os petistas estão querendo aplicar aqui o modelo venezuelano no trato com a oposição. Não vão conseguir!

A Venezuela do chavismo está se desconstituindo e caminha para a guerra civil. É aquele país em que, certa feita, um sábio, chamado Luiz Inácio Lula da Silva, disse “haver democracia até demais”. É aquele país saudado mais de uma vez em tempos recentes pela presidente Dilma Rousseff em fóruns multilaterais como expressão da convivência democrática. É aquele país que a governanta fez questão de abrigar no Mercosul, mesmo tendo de patrocinar um golpe no bloco, em companhia de Cristina Kirchner. Suspendeu-se o democrático Paraguai para dar guarida a uma ditadura.

Às vezes, sabem como é… Os petistas confundem alhos com bugalhos e acabam achando, a exemplo de correntes de extrema esquerda e dos blogs sujos, financiados com dinheiro público, que a Venezuela é um modelo a ser seguido. Não custa lembrar que, recentemente, um grupo de parlamentares vermelhos saiu daqui para ver de perto como funciona o regime venezuelano. Deveriam ter ficado por lá para tentar barrar no berro os saques a supermercados… Por que digo isso?

Uma das pedras-de-toque do regime bolivariano consistiu justamente em satanizar as oposições, acusando-as de golpismo e de terrorismo. Sob esse pretexto, tanto Chávez como Nicolás Maduro prenderam, exilaram e mataram. Ainda mais incompetente do que Chávez e mais truculento do que o antecessor, Maduro perdeu todo o pudor. Sob a sua gestão, aprovou-se uma lei que confere à Guarda Nacional Bolivariana a prerrogativa de atirar em manifestante para matar mesmo.

“Democracia”, diz Dilma. “Democracia até demais”, dizia Lula.

O regime chavista foi tirando, progressivamente, das oposições todos os canais de expressão que esta detinha. E transformou o simples exercício do contraditório em terrorismo, com cassação de mandatos, exílios e prisões políticas. E, podem escrever aí: a menos que Maduro seja derrubado por um levante militar — já que ele é hoje a face civil de um regime que é, na base, fardado —, o desfecho será necessariamente sangrento. Hoje, o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, e membros da alta cúpula das Forças Armadas são investigados nos EUA por tráfico de drogas.

“Democracia”, diz Dilma! “Democracia até demais”, dizia Lula.

Por que faço aqui essas observações? Quando vejo a presidente Dilma Rousseff, o ministro Jaques Wagner e o presidente do PT, Rui Falcão, associar a bomba caseira jogada na calçada do Instituto Lula às manifestações de rua contra o governo e em favor do impeachment, como haverá no dia 16, só posso concluir que os petistas resolveram empregar por aqui a tática bolivariana, que consiste em tentar deslegitimar as oposições — e não apenas os partidos de oposição. Também a esmagadora maioria da população, que hoje quer Dilma fora do governo, estaria se deixando embalar pelo golpismo.

É claro que essa retórica não é exclusividade do governo. A gente a vê também na boca de colunistas alinhados com o regime, que decidiram se comportar como porta-vozes, eles sim, do ataque à democracia e ao Estado de Direito. Não há uma só força relevante no país hoje em dia que defenda a saída de Dilma apenas porque ela pratica estelionato eleitoral. Do ponto de vista ético, convenham, deveria bastar. Mas não! Os que pedem a saída da presidente o fazem, como é notório, segundo os rigores da lei e da Constituição; entendem que ela cometeu crime de responsabilidade.

Sem essa! O Brasil não é a Venezuela. Treze anos de poder petista arranharam, sim, as instituições, mas não conseguiram destruí-las, como fez o chavismo. No dia 16 de agosto, os que defendem o impeachment de Dilma — com todo o direito que lhes facultam a Constituição e as Leis — vão às ruas em paz, em ordem, levando a Bandeira do Brasil.

Quem quer que destoe desse princípio é um agente infiltrado. Tem de ser contido, sem violência, e entregue à Polícia. Tratar-se-á de um terrorista a serviço do statu quo, de um terrorista a favor.

Por Reinaldo Azevedo

O Zé era o chefe? E quem era o chefe do chefe? Ou: Dirceu vai ser usado para poupar o governo Dilma?

Ministério Público, Polícia Federal e, depreende-se do despacho, juiz Sérgio Moro afirmam que José Dirceu era uma dos instituidores e chefes do Petrolão. Ainda que isso requeira, na hora do julgamento, a apresentação de provas contundentes, levante a mão quem duvida. Há muitos anos, ele nasceu para liderar, não é mesmo? De certo modo, poder-se-ia escrever a versão de esquerda de um conto de Jean-Paul Sartre — leiam quando houver tempo — chamado “A Infância de um Chefe”, com a diferença de que o Zé nunca muda de lado. Assim, o Zé na chefia sempre pega bem. E todos vão aplaudir. Mas aí me ocorre uma coisa. Como é que o Zé poderia ser o chefe do Mensalão, do Petrolão e de quantos aumentativos sejam usados para assaltar a República e o Estado de Direito se o Zé não era o chefão verdadeiro do PT? A menos que apareça de novo aquela notável personagem para se dizer “traída”, falta alguém — alguéns? — para lhe fazer companhia, não é mesmo? Dizem as autoridades investigadoras e a que mandou prender que, mesmo na cadeia, o Zé continuava a receber vantagens oriundas do petrolão, que, então, funcionava como uma organização criminosa aboletada no estado brasileiro. Obviamente, não duvido disso. Ao contrário: tenho a certeza disso. Essa era a natureza do mensalão. Essa era a natureza do petrolão, com o Zé na chefia ou não. Mas será mesmo possível que essa máquina criminosa se assenhoreasse do Estado brasileiro sem que o comando da máquina partidária se desse conta, sem que, afinal de contas, o chefe — quem realmente manda — tivesse noção? Cuidado! Vamos ficar atentos! Não é só isso, não. Então a máquina que, diz-se, tinha o Zé no comando operava mesmo com ele em cana, em razão da condenação do Mensalão, mas o governo ele mesmo não sabia de nada?
O Estado de Direito não pode se contentar com a cabeça de José Dirceu. Se ele fica bem como um dos chefes do Mensalão, e poucos vão duvidar disso, supor que era “o” chefe beira o ridículo. Numa outra dimensão, resta a Dilma dois papéis: 
1 – sempre soube de tudo e se omitiu ou foi conivente;
2 – na Presidência, é uma pomba lesa, incapaz de livrar o Estado das mãos do crime organizado.
Em qualquer das duas hipóteses, não tem condições de exercer a sua função. Se não for por causa dos crimes que pratica, é por causa dos crimes que deixou e deixa de combater por absoluta inapetência. 
Por Reinaldo Azevedo

E prenderam o Bob Marques…

Assim como o chefe, o notório Bob Marques, que foi assessor do ex-ministro José Dirceu e uma espécie de faz-tudo do petista, foi preso nesta segunda-feira na 17ª fase da Operação Lava Jato. Os investigadores acreditam que o ‘Bob’ registrado nas planilhas de propina do petrolão faça referência a Roberto Marques – e indiquem a quantidade de dinheiro sujo que deveria ser repassada ao chefe dele. Velho conhecido da Justiça, Bob foi carregador de malas, responsável pela agenda e controlador das contas bancárias do ex-chefe da Casa Civil no auge do poder do petista, no primeiro mandato de Lula. Mas Bob também apareceu no epicentro do mensalão após a Polícia Federal ter apreendido, na época, um documento que dava a ele plenos poderes para sacar dinheiro das contas do empresário Marcos Valério no Banco Rural.

Procuradores queriam prender Leonardo Attuch

O Ministério Publico Federal queria prender Leonardo Attuch, mas o juiz Sergio Moro decidiu que era preciso esclarecer melhor a história. É só uma questão de tempo. Esse é o jornalista petista dono do site Brasil 247. É jornalismo petralha.

Dirceu não parou de levar bola

José Dirceu recebia dinheiro do petrolão enquanto era processado pelo mensalão. José Dirceu recebia dinheiro do petrolão enquanto estava preso por causa do mensalão.

Ilegal para "legalizar"

Milton Pascowitch explica: "Ficou claro que não haveria qualquer prestação de serviço mas que era uma operação para dar legalidade ao "apoio" que o PT dava ao blog mantido por Leonardo". O valor foi "abatido" da propina que estava à disposição de Vaccari.


A "estrutura piramidal" da Orcrim

Leiam a declaração completa do procurador Carlos Fernando Lima, publicada pelo Estadão: “Toda empresa tem uma estrutura piramidal, os cabeças que tomam as decisões. Não são operadores, essas pessoas dizem ‘faça’ e os outros fazem. Eles não tomam nota, não fazem reuniões com operadores financeiros. Simplesmente têm uma função de colocar as pessoas nos lugares certos e de determinar. José Dirceu, evidentemente, colocou Duque (Renato Duque) na função de diretor da Diretoria de Serviços da Petrobrás. Colocou Paulo Roberto Costa (Diretoria de Abastecimento) atendendo a pedido de José Janene (ex-deputado, réu do Mensalão, morto em 2010). A partir desse momento, José Dirceu repetiu o esquema do Mensalão. Um ministro do Supremo já disse que o DNA é o mesmo, o caso do Mensalão como na Petrobras, na Lava Jato. Não há muita diferença. A responsabilidade de José Dirceu é evidente lá (no Mensalão ) mas também aqui (Lava Jato), como beneficiário. Ao mesmo tempo em que naquele governo (Lula) José Dirceu determinou a realização (do Mensalão) também determinou esse esquema (Petrobras). Agora, não mais como partidário, mas para enriquecimento pessoal".

Resignado com a prisão, Dirceu disse a amigo estar propenso a contar o que sabe


No começo de julho, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, desabafou com um amigo. Disse que estava resignado diante da possibilidade de ser preso na Lava Jato (o que se confirmou hoje), já que as tentativas de seus advogados de obter um Habeas Corpus foram frustradas. Dirceu afirmou ter feito o seguinte cálculo: se contar o que sabe, poderá estar solto em três anos. Segundo o amigo, Dirceu disse que estava propenso a "entregar todo mundo". A situação de José Dirceu na Lava Jato ficou mais complicada depois de depoimento do lobista Milton Pascowitch, preso em março na Lava Jato. Pascowitch disse que a Engevix (empresa que fazia parte do cartel da Petrobras) pagava consultorias à JD Consultoria Empresarial (empresa de Dirceu) sem que o ex-ministro prestasse qualquer serviço. Ricardo Pessôa, dono da UTC, também mencionou José Dirceu em seu depoimento. Na sexta-feira, Renato Duque, ex-diretor da Petrobras que foi indicado por Dirceu para o cargo, aceitou a delação premiada. Os investigadores acreditam que o petista Renato Duque poderá detalhar os interesses de Dirceu na Petrobras. José Dirceu tem 69 anos e cumpria prisão domiciliar em razão de sua condenação no processo do mensalão. 

Controle da mídia

O controle da mídia do PT não tem a ver com ideologia. É grana mesmo. E o pior: é dinheiro sujo.

O chefe da Orcrim é Lula

O procurador Carlos Fernando Lima disse que José Dirceu foi um dos "instituidores do petrolão" quando ainda era ministro da Casa Civil de Lula. O petrolão é de Lula.

Após prisão de José Dirceu, líder do DEM, Ronaldo Caiado, insinua que falta pouco para investigação chegar a Lula e Dilma

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), comemorou nesta segunda-feira, 3, a prisão do ex-ministro José Dirceu na 17ª fase da Operação Lava Jato. Em nota, o senador insinua que "falta pouco agora" para as investigações chegarem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente Dilma Rousseff. 


"Temos que aplaudir essa mais nova etapa da Lava Jato, que não se restringe a intermediários e finalmente começa a chegar aos cabeças pensantes, elaboradores de todo esse esquema corrupto alimentado por "pixulecos" dentro do Palácio do Planalto. Falta pouco agora", disse. Na nota, Ronaldo Caiado culpa Lula e Dilma por implantarem "esse método sujo que coloca em risco a nossa jovem democracia"."Com mais essa prisão do ex-ministro José Dirceu, fica claro que Lula e Dilma levaram para a política nacional o que há de pior em alguns sindicatos do ABC", afirmou. O irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, e o ex-assessor do petista, Roberto Marques, também foram presos nesta nova fase da operação chamada "Pixuleco". O nome é uma referência a como o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, se referia à propina que recolhia das empresas que tinham contratos com a Petrobrás.

Bob, o literal homem da mala

A pedidos, a foto de Bob Marques. Nunca uma imagem foi tão eloquente. Quando pusemos José Dirceu na capa da Veja, por causa de Bob Marques, rimos muito com essa imagem:


O Bob do Bob continuou a ser o Bob do Bob

Sobre o velho conhecido

A estratégia do juiz Sergio Moro de abrir os depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, já surtiu um ótimo efeito: soube-se que o doleiro disse à Justiça que Júlio Camargo, da Toyo Setal, pagava propina a José Dirceu -- que aparecia como "Bob" na contabilidade do vigarista. "Júlio Camargo possuía ligações com o Partido dos Trabalhadores, notadamente com José Dirceu e Antonio Palocci", afirmou Youssef. O nome do motorista-carregador-de-mala-faz-tudo de José Dirceu é Roberto "Bob" Marques. No mensalão, o Banco Rural autorizou um pagamento de 50 000 reais a um Roberto "Bob" Marques. Roberto "Bob" Marques afirmou, na ocasião, que se tratava de "um homônimo". O Antagonista sugere que o juiz Sergio Moro convoque Roberto "Bob" Marques e arrume um jeito de quebrar o seu sigilo bancário.

Uma notinha auspiciosa

O dia é de José Dirceu, mas a Época tem uma notinha auspiciosa sobre Dilma Rousseff: "A investigação da Lava Jato está cada vez mais rica em detalhes sobre as contribuições das empreiteiras para a campanha da presidente Dilma".

E Renato Duque ainda não falou...

Foi a delação de Milton Pascowitch, principalmente, que reabriu as portas da cadeia para José Dirceu. Até o momento, sabe-se que o petista recebeu 9,5 milhões de reais das empreiteiras do petrolão. Agora, é esperar a delação premiada de Renato Duque, o homem do PT na Petrobras, para chegarmos ao real tamanho da propina repassada não só a José Dirceu, como ao partido.

Dirceu, deixe ser de "gauche" na vida

Da última vez que tivemos notícias de José Dirceu, ele não estava disposto a fazer delação premiada. Quem sabe agora. Vai, José Dirceu, conta tudo, deixe de ser "gauche" na vida, que ela já está curta para você, como disseram os seus advogados.

Lava Jato pede ao Supremo remoção de Dirceu para Curitiba


O juiz federal Sérgio Moro pediu ao ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, a transferência do bandido petista mensaleiro José Dirceu, o ex-ministro da Casa Civil (Governo Lula) para Curitiba, base da Operação Lava Jato. Condenado no Mensalão do PT, José Dirceu cumpria domiciliar. Ele foi preso nesta segunda-feira, 3, na 17ª fase da Lava Jato, denominado de Operação Pixuleco. “Comunico a Vossa Excelência, que foi decretada, a pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, a prisão preventiva de José Dirceu de Oliveira e Silva”, afirma Moro. “Como foi ele também condenado na Ação Penal 470/STF e está cumprindo pena em regime aberto, determinei que, após o cumprimento do mandado, fosse recolhido provisoriamente à carceragem da Polícia Federal em Brasília ou à ala própria da Penitenciária da Papuda no Distrito Federal, à disposição do Egrégio Supremo Tribunal Federal". 

O ex-ministro está sob investigação na Lava Jato por suposto recebimento de propinas disfarçadas na forma de consultorias, por meio de sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria, já desativada. A Polícia Federal incluiu a JD Assessoria e Consultoria em um grupo de 31 empresas “suspeitas de promoverem operações de lavagem de dinheiro” em contratos das obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco – construção iniciada em 2007, que deveria custar R$ 4 bilhões e consumiu mais de R$ 23 bilhões da Petrobrás. “Como as investigações e processos tramitam em Curitiba, seria importante, contudo, a sua remoção para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Assim, solicito, respeitosamente, à V.Ex.ª autorização para transferência do acusado para a prisão em Curitiba/PR”, aponta o juiz, que conduz as ações penais da Lava Jato.

Bradesco compra HSBC no Brasil por US$ 5,2 bilhões


O Bradesco comprou todo o conglomerado do HSBC no Brasil por US$ 5,2 bilhões. O anúncio formal foi feito na madrugada desta segunda-feira, em Londres, depois de mais de dois meses de negociações e uma disputa que teve entre os candidatos ao negócio o espanhol Santander e o Itaú Unibanco. A compra vai permitir ao banco brasileiro ultrapassar a marca de 30 milhões em clientes e cerca de R$ 1,193 trilhão em ativos no País. A operação, portanto, garante que o Bradesco encoste em seu principal concorrente, o Itaú, praticamente eliminando a distância existente desde a fusão com o Unibanco. No fim de março, o Itaú tinha R$ 1,295 trilhão em ativos. "Para o Bradesco, a aquisição possibilitará ganho de escala e otimização de plataformas, com aumento da cobertura nacional, consolidando a liderança em número de agências em vários Estados, além de reforçar sua presença no segmento de alta renda", destaca o Bradesco, em fato relevante, assinado por Luiz Carlos Angelotti, diretor executivo e gerente de relações com investidores do banco. "A aquisição permitirá, também, a expansão de suas operações, com a otimização de oportunidades e aumento da gama e do diferencial dos produtos que são oferecidos no Brasil, especialmente nos mercados de seguros, cartão de crédito e administração de fundos (asset management)", acrescenta a instituição. A conclusão da operação depende de aprovações regulatórias. Nesta segunda-feira, o HSBC informou, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que espera que a venda da sua unidade brasileira para o Bradesco esteja concluída até o segundo trimestre de 2016, quando será feito o pagamento do negócio. O HSBC reafirmou que vai manter uma presença modesta no País com um banco de atacado para atender os clientes internacionais. "Esta transação proporciona excelente valor para os acionistas e representa a entrega significativa das ações anunciadas em junho", destacou o HSBC, em relatório. Segundo reportagem do Financial Times da última sexta-feira, os executivos do HSBC tinham pressa de fechar o negócio antes da divulgação de resultado, para que a instituição financeira pudesse mostrar aos acionistas e analistas a evolução de seu plano estratégico. Nas últimas semanas, executivos do Bradesco estavam em Londres para negociar os detalhes. A demora no anúncio, segundo fontes, chegou a despertar uma possível preocupação em relação à conclusão da venda. A negociação não foi fácil. O Bradesco, de acordo com fontes, teria sido bem exigente nas condições da aquisição, o que fez com que o HSBC mantivesse o Santander na disputa, caso o acordo com o Bradesco não fosse bem sucedido. Na semana passada, o presidente do banco espanhol no Brasil, Jesús Zabálza, chegou a dizer que a instituição ainda estava na disputa. Além da operação de varejo do HSBC, o Bradesco ficará também com a plataforma de atacado, que inclui a área de corporate sales (de derivativos e câmbio). Toda a unidade gera receitas anuais de R$ 1 bilhão, conforme a fonte. O valor a ser pago pelo Bradesco, de US$ 5,2 bilhões, ficou acima das expectativas do mercado que indicavam algo em torno de US$ 4,1 bilhões - já que a filial brasileira vinha registrando prejuízo. Com a venda, o banco inglês deve estruturar no Brasil uma operação de atacado do zero, usando a mesma licença ou solicitando uma nova para atuar. Executivos do HSBC já foram sondados para a nova operação. Uma pequena lista com nomes de candidatos a ficar no HSBC foi passada para o Bradesco.

Polícia Federal prende José Dirceu em Brasília


O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil do governo Lula) foi preso pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira, 3, em Brasília, na 17ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco. José Dirceu é alvo de prisão preventiva decretada pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações. Além de José Dirceu, foram presos também seu irmão, Luiz Eduardo Oliveira e Silva, que era sócio na empresa de consultoria e seu ex-assessor Roberto Marques, conhecido como Bob. A Polícia Federal de batizou de Pixuleco a 17ª fase da Operação Lava Jato em alusão ao termo usado pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, presidente da UTC Engenharia, para denominar propinas recebidas em contratos. Pessoa é apontado pela força-tarefa da Lava Jato como o “presidente” do clube de empreiteiras que teriam, mediante pagamento de propinas a agentes públicos, formado cartel para obter vantagens em contratos junto à Petrobrás. Nesta segunda-feira, cerca de 200 policiais federais cumprem ao todo 40 mandados judiciais, sendo 26 de busca e apreensão, três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e seis de condução coercitiva. Os mandados estão sendo cumpridos nos Estado de São Paulo e Rio de Janeiro. Também foram decretadas medidas de sequestro de imóveis e bloqueio de ativos financeiros. De acordo com a Polícia Federal, esta fase da operação se concentra no cumprimento de medidas cautelares referentes a “pagamentos de vantagens indevidas oriundas de contratos com o Poder Público, alcançando beneficiários finais e ‘laranjas’utilizadas nas transações”. Entre os crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O ex- ministro está sob investigação por suposto recebimento de propinas disfarçadas na forma de consultorias, por meio de sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria, já desativada. Dirceu será transferido ainda hoje para Curitiba, sede da Lava Jato. A Polícia Federal incluiu a JD Assessoria e Consultoria em um grupo de 31 empresas “suspeitas de promoverem operações de lavagem de dinheiro” em contratos das obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco – construção iniciada em 2007, que deveria custar R$ 4 bilhões e consumiu mais de R$ 23 bilhões da Petrobrás. O documento é o primeiro de uma série de perícias técnicas da Polícia Federal que apontam um percentual de desvios na Petrobrás de até 20% do valor de contratos. Esse número é superior aos 3% apontados até aqui nas investigações da Operação Lava Jato, que incluía apenas a propina dos agentes públicos e políticos. Foi identificada movimentação financeira da ordem de R$ 71,4 milhões, tendo como origem Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A e como destino as seguintes empresas, suspeitas de operarem lavagem de dinheiro: Costa Global Consultoria e Participações, JD Assessoria e Consultoria; Treviso do Brasil Empreendimentos e Piemonte Empreendimentos”, registra o laudo 1342/2015 presente nos autos da Lava Jato. Ao firmar acordo de delação premiada, o lobista Milton Pascowitch detalhou suas ligações com José Dirceu. Para a força-tarefa da Operação Lava Jato, as revelações de Pascowitch foram importantes para definir as próximas linhas da investigação sobre o ex-ministro. Em troca da delação, o lobista deixou a Custódia da Polícia Federal em Curitiba (PR), base da Lava Jato, após 39 dias preso. Após as afirmações de Pascowitch, a defesa de José Dirceu ingressou com habeas corpus pare evitar uma nova prisão. Os recursos, no entanto, foram negados.

Ex-ministro José Dirceu é preso em nova fase da Operação Lava Jato


O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi preso nesta segunda-feira (3) em nova fase da Operação Lava Jato. Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão de José Dirceu e sócio dele na JD Consultoria também foi preso. Segundo a Polícia Federal, os presos deverão ser levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde permanecerão à disposição da 13ª Vara da Justiça Federal. O transporte só será feito após autorização do Supremo Tribunal Federal. Essa é a 17ª fase da Lava Jato, denominada "Pixuleco", e ocorre em Brasília e nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo o empreiteiro Ricardo Pessoa, era por "pixuleco" que o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, se referia à propina que recolhia das empresas que tinham contratos com a Petrobras. O foco principal dessa fase são os beneficiários de pagamento de propinas envolvendo contratos com o Poder Público, incluindo beneficiários finais e "laranjas" utilizados nas transações. Também foram decretados o sequestro de imóveis e bloqueio de ativos financeiros. Entre os crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Ao menos 200 policiais federais cumprem 40 mandados judiciais, sendo 26 de busca e apreensão, 3 de prisão preventiva, 5 de prisão temporária e 6 de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para prestar depoimento obrigatoriamente). O ex-ministro foi citado pelo ex-executivo da Toyo Setal, Julio Camargo, durante depoimento dele à Justiça Federal do Paraná. Camargo afirmou que entregou R$ 4 milhões em dinheiro vivo a José Dirceu a pedido do ex-diretor da Petrobras, o petista Renato Duque, preso em Curitiba (PR). Ele virou alvo dos procuradores da Operação Lava Jato porque várias empreiteiras sob investigação fizeram pagamentos à empresa de consultoria que ele abriu depois de deixar o governo do ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"), em 2005, no auge do escândalo do Mensalão do PT. O ex-ministro faturou como consultor R$ 39 milhões entre 2006 e 2013. Empresas investigadas pela Lava Jato pagaram a ele R$ 9,5 milhões, num período em que o diretor de Serviços da Petrobras era Renato Duque, apontado como afilhado político de José Dirceu – o que ele nega – e atualmente preso em Curitiba. Os procuradores desconfiam que alguns desses pagamentos eram propina para facilitar negócios das empreiteiras com a Petrobras. José Dirceu diz que sua empresa de consultoria prestou serviços, ajudando seus clientes a prospectar negócios e resolver problemas no Exterior. O advogado Roberto Podval, que defende José Dirceu, negou que ele tenha recebido propina e disse que o delator não falou a verdade. O depoimento de Camargo complicou a situação do ex-ministro, que é alvo de um inquérito da Lava Jato por causa dos pagamentos que recebeu de empreiteiras que tinham negócios com a Petrobras. Camargo colabora com as investigações sobre corrupção na Petrobras desde dezembro do ano passado e já prestou vários depoimentos às autoridades, mas esta foi a primeira vez em que falou no assunto. O nome de José Dirceu também foi citado pelo lobista Milton Pascowitch, delator da Lava Jato. Ele relatou a investigadores do caso que intermediou o pagamento de propina ao PT e ao ex-ministro para garantir contratos da empreiteira Engevix com a estatal de petróleo. O ex-ministro, segundo o testemunho de Pascowitch, teria se tornado uma espécie de "padrinho" dos interesses da empreiteira na estatal. Em contrapartida, passou a receber pagamentos e favores. De acordo com o lobista, os pedidos de dinheiro também eram feitos pelo irmão e sócio do petista na JD, Luís Eduardo de Oliveira e Silva. Como parte do acerto para a colaboração com a Justiça, Pascowitch saiu da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, e passou a cumprir prisão domiciliar, em São Paulo. Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão no processo do Mensalão do PT, por corrupção ativa, José Dirceu ficou 11 meses e 20 dias na cadeia. Hoje cumpre pena no regime aberto. Agora volta a ser encarcerado. 

CARRIS FAZ GREVE ILEGAL, ABUSIVA E CRUEL EM PORTO ALEGRE

A Carris,que detém significativa fatia do transporte coletivo de Porto Alegre e é empresa pública controlada pela prefeitura de Porto Alegre, parou esta manhã. É uma greve ilegal, abusiva e cruel. Os sindicalistas que controlam com mão de ferro a estatal, avisaram que se trata de solidariedade aos funcionários públicos estaduais em greve. Os políticos que comandam a cidade deveriam dar exemplo, demitindo todos os grevistas. Mas, é claro, não farão nada disso. Entre outras coisas, é por isso que o Rio Grande do Sul está falido, porque cede de maneira impressionante, sempre e sempre, aos corporativismos de Estado. 

HSBC SAI DO BRASIL. BANCO FOI VENDIDO PARA O BRADESCO POR US% 5,2 BILHÕES

O HSBC confirmou nesta segunda-feira que vendeu suas operações no Brasil para o Bradesco. Vai faturar US$ 5,2 bilhões. Quem tem conta no HSBC não deve temer nada, porque seus valores serão prservados, mas a administração passará para o Bradesco, de quem serão correntistas, aplicadores ou investidores.

A confirmação do que aqui se disse: um “cartel” como nunca antes na história “destepaiz”

Na semana passada, tanto um executivo da Odebrecht como outro da Andrade Gutierrez, que integravam o mesmo consórcio que disputava a construção de Angra 3, informaram que foram procurados por Ricardo Pessoa para fazer doações ao PMDB. Ambos dizem que as doações não aconteceram. Escrevi aqui, no dia 30. o seguinte:

“Tanto o executivo da Camargo Corrêa como o da Odebrecht dizem que não se fez doação nenhuma. Então vamos ver: empresas que compunham um mesmo consórcio eram alvos de, digamos, “pedidos” independentes para doar uma grana aos partidos — nesse caso, ao mesmo partido. Talvez seja essa a forma que o “cartel” tomou no Brasil: é o chamado “cartel jabuticaba”. A propósito: dois consórcios ficaram para a fase final na construção da usina: o Una 3 e o Angra 3. Depois eles se juntaram num só: o Angramon. Quem tomou a decisão? As empreiteiras “cartelizadas” ou o ente que promoveu a licitação?
O problema de dar às coisas o nome errado em razão da ideologia, da burrice ou seja lá do que for é o inconveniente que traz: manter inalterada a estrutura que gerou o desmando.”
Angra 3 consórcios
Pois bem. Leio agora no Estadão o seguinte:
“E-mail entregue pela empreiteira Camargo Corrêa ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) cita conversas de executivos de construtoras com a Eletronuclear sobre as estratégias e os preços que seriam apresentados pelo cartel que rateou licitação de Angra 3. 
As tratativas são de novembro de 2013, dois meses antes da licitação. Funcionários da Eletronuclear teriam orientado os executivos suspeitos de formar o cartel a produzir uma proposta na qual somente um dos consórcios, formado por Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht e UTC Engenharia, levaria os dois lotes em disputa. 
O acerto era que, posteriormente, o grupo desistiria de um dos lotes, repassando-o às outras integrantes do esquema com o objetivo de aumentar o preço do contrato o máximo possível. Os documentos do Cade não descrevem, contudo, quais executivos da Eletronuclear participaram das negociações na ocasião. Além das quatro empreiteiras, são apontadas como participantes no cartel a Queiroz Galvão, a Empresa Brasileira de Engenharia (EBE) e a Techint.
(…)
Retomo
Quer dizer que os “empresários suspeitos de formar cartel” foram orientados pelos funcionários da Eletronuclear?
No Brasil, não é só a roubalheira que é estupefaciente. Estamos perdendo o apreço pelo sentido das palavras. Quer dizer que o órgão estatal que fazia a licitação, que definia o preço e que escolhia os vencedores “orientou” as empresas a fazer cartel???
Em Banânia, o órgão pagador é que orienta as empresas cartelizadas??? Assombra o mundo.
Isso é de um ridículo sem par. Olhem aqui: é evidente que as empreiteiras podem ter cometido crime nesse caso e em todos os outros — ou não haveria tanto vagabundos devolvendo alguns milhões aos cofres públicos.
Mas que está em curso uma revolução conceitual, como sabem advogados, administradores e especialistas na área, está: trata-se do cartel comandado por quem paga pelo serviço.
Nunca antes, definitivamente, na história “destepaiz”. Por Reinaldo Azevedo