quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Mulher de José Dirceu presta depoimento à Polícia Federal


A mulher do ex-ministro da Casa Civil e bandido petista mensaleiro José Dirceu, Simone Patricia Tristão Pereira, prestou depoimento nesta quarta-feira à Polícia Federal, em Brasília. Os policiais intimaram todas as pessoas próximas ao ex-todo poderoso ministro do governo Lula para explicar repasses financeiros da JD Consultoria. No caso de Simone, ela disse ter recebido por 31 meses 3.000 reais mensais por meio da JD como pensão alimentícia para a filha que tem com o petista. Eles viviam juntos até o ex-ministro ser preso na segunda-feira na 17ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco em referência à forma como as propinas eram chamadas por investigados no petrolão. Nesta quarta-feira, o juiz Sergio Moro liberou o irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo Oliveira e Silva, e o ex-carregador de malas Bob Marques, ambos presos temporariamente na Lava Jato. Com a decisão, o magistrado disse "acreditar" que a prisão preventiva de José Dirceu seja capaz de estancar a atuação criminosa do grupo.

“Pixuleco 2” merece o status de “operação”, não de “fase”. A Polícia Federal pode ter chegado a um novo manancial de crimes

Sei que vocês já leram muita coisa sobre a nova fase da Operação Lava Jato: a “Pixuleco 2!” Vamos ver. O que é a “Pixuleco 2”, que seria uma nova fase da Operação Lava Jato? Em princípio, tudo indica, segundo o que se noticiou, a Polícia Federal chegou a um esquema novo, que tem com o originalmente investigado apenas empresas e personagens para fazer supostas safadagens. Mas, desta feita, a malandragem pode não ter nada a ver com a Petrobras ou subsidiárias. A Consist Software, empresa enrolada na Lava Jato, fazia a gestão de empréstimos consignados concedidos a servidores federais, com intermediação do Ministério do Planejamento, que foi quem celebrou o acordo, em 2010, com Associação Brasileira de Bancos, quando o ministro era o petista Paulo Bernardo. Acontece que a Consist repassava 40% do que recebia para empresas de fachada e escritórios de advocacia indicados por Alexandre Romano, advogado e ex-vereador do PT em Americana (SP), que foi preso nesta quinta, e pelo lobista Milton Pascowitch, aquele mesmo que já fez delação premiada. Muito bem, meus caros. Caso se confirmem as suspeitas da Polícia, é evidente que os tais escritórios de advocacia exercem, nesse caso, a função que as consultorias exercem no petrolão: instrumentos para lavar dinheiro. Há na história uma empresa — a Consist — e um operador do petrolão, que é Pascowitch. O esquema, no entanto, parece passar longe de plataformas de petróleo. Confirmadas as suspeitas, isso parece ser mais uma evidência de que não havia, ou não há, no governo, área que esteja fora do raio de ação de quadrilhas. Não se esqueçam de que, inicialmente, Alberto Youssef e o então deputado André Vargas foram flagrados nas lambanças do laboratório Labogen — que servia para lavar dinheiro, sim, mas com convênio firmado com o Ministério da Saúde. Como insisto aqui desde que tudo começou: tratar o petrolão como mero cartel de empreiteiras que assaltavam o Estado é estupidamente reducionista. Trata-se de outra coisa: uma máquina tomou conta do Estado e foi às compras. Por Reinaldo Azevedo

O elo da campanha de Dilma com a Pixuleco 2

Um dos destinatários dos pixulecos de Alexandre Romano, preso pela Polícia Federal, foi a empresa CRLS CONSULTORIA E EVENTOS LTDA, que recebeu R$ 309,5 mil em 10/2010 da Consist Software, por supostos serviços de consultoria e planejamento de "road show". A empresa pertence, vejam só, a Carlos Cortegoso, que vem a ser dono da Focal Comunicação Visual. Sim, a mesma empresa que recebeu da campanha de Dilma Rousseff, em 2014, 24 milhões de reais por serviços de montagem de comícios. A Focal que funciona numa garagem e foi registrada no nome do motorista de Cortegoso. A Focal que recebeu dinheiro sujo da UTC em depósitos assinados por Edinho Silva. A Focal que emitiu notas frias e duplicadas. A Focal que é suspeita de lavagem de dinheiro e é alvo de investigação na Polícia Federal a pedido de Gilmar Mendes. A Focal que foi apontada pelo publicitário Marcos Valério como destinatária da propina do Mensalão do PT. Assim como a Focal, a CRLS tem endereço "aparentemente de fachada", segundo a Polícia Federal. O e-mail de contato da CRLS é "carlos@focalpro.com.br". A Focal e a CRLS são empresas da mesma organização criminosa. (O Antagonista)

Miriam Belchior e o afago a André Esteves

André Esteves, do BTG, foi um dos raros selecionados recentemente para participar do processo de compra de uma gorda carteira de créditos inadimplentes da Caixa Econômica Federal. O Antagonista explica: a Caixa, em vez de cobrar as dívidas de seus clientes, prefere que elas acumulem até formarem um grande bolo. Depois, repassa o direito de cobrança disso a terceiros. A carteira negociada foi de módicos R$ 2,7 bilhões. Ninguém sabe quanto o BTG, por meio de sua empresa Recovery, pagou pelo bolo. Corre no mercado que o valor ficou abaixo de 3% do total da carteira. O mercado de recuperação de crédito no Brasil movimenta bilhões. Existem muitas empresas especializadas, algumas de bancos tradicionais, que não tiveram o privilégio de receber a carta-convite da Caixa para participar do negócio. Miriam Belchior, responsável pelo afago a Esteves, pode ter de explicar em breve tal operação aos órgãos de controle.

Chambinho, o investidor

Alexandre Romano, o Chambinho, também teve sociedade com o investidor Paulo Roberto Gazani Junior na NSG TI Solutions. Gazani é um empreendedor conhecido, pernambucano, sócio-fundador da NEXPAR, empresa de investimentos com atuação no setor de energia. Segundo seu currículo disponível no site da NEXFUEL, ele foi co-fundador da EcoAdvance, empresa que negocia créditos de carbono. A NSG recebeu R$ 1,5 milhão em supostos pixulecos, segundo a Polícia Federal.

Lógica terrorista

O MST quer que Dilma Rousseff vete a lei antiterrorismo. O que esperar de uma organização terrorista?

Chambinho, o CEO

Alexandre Romano, o Chambinho, operador de José Dirceu, foi sócio do executivo Luiz Orlando Caiuby Novaes na LOGIX 8 LTDA, empresa destinatária de pixulecos da Consist sob a cobertura de contratos de agenciamento de serviços de transporte e logística. Novaes é conhecido no mercado por ter sido presidente da PepsiCo Restaurants Brazil, a rede de fastfoods KFC, Pizza Hut, Tacobell e Yum. Ele também foi vice-presidente de Operações da Pepsi Cola Internacional. Hoje é diretor comercial da Araxá Metals, da João Fortes Engenharia e da Plascar, empresa líder de autopeças. Em seu perfil profissional no Linkedin, ele registra ser proprietário da SCS Logística. A nota fiscal de pouco mais de R$ 60 mil apreendida pela PF data de setembro de 2011. Em dezembro, a firma foi encerrada.

Como funcionava o esquema

Em meio a tantos nomes e valores, pode ficar difícil de entender exatamente o que fazia esse tal Alexandre Romano, o Chambinho. O Antagonista explica: Ex-vereador do PT ligado a José Dirceu, Romano foi o destinatário indireto de propina de contratos com poder público. Indiretamente, pois, quem contratava com o governo era a Consist, empresa de Pablo Kipersmit. A Consist, por meio de influência política, conseguiu tornar-se gestora do sistema de informatização de empréstimos consignados de servidores públicos. Sem licitação. Ela celebrou um acordo de "cooperação técnica" entre o Ministério do Planejamento, a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e o Sindicato das Entidades Abertas de Previdência Privada (SINAPP) para fins de disponibilização, via internet, de serviços e sistema informatizado de gestão de margem consignável em folha de pagamento. Esse acordo permitiu à empresa Consist gerir o sistema de pagamentos consignados com acesso aos dados de mais de dois milhões de servidores públicos federais. Os valores pagos pelos serviços da Consist eram depois repassados às empresas do grupo de Alexandre Romano, que se encarregava de entregar a grana ao PT por meio de escritórios de advocacia ligados ao partido ou a seus integrantes.

"Por uma Chanel mais barata"

Uma leitora nos enviou uma foto que consta da página do Facebook de Alexandre Romano, o operador de José Dirceu. Mostra a mulher dele, numa manifestação em 17 de junho de 2013, "por uma Chanel 20 mil reais mais barata", segundo o meliante: 



Lucros de bancos sobem, mas calote também

O lucro dos quatro maiores bancos brasileiros (Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander) alcançou um total de R$ 17,3 bilhões. A bolada é 44% maior que a do segundo trimestre do ano passado e foi puxado pela melhora da margem financeira das operações. Traduzindo: os juros altos deram espaço para que cobrassem mais por empréstimo. Mas com a recessão, o desemprego e a inflação atormentando os brasileiros, o calote nos pagamentos cresceu.

"Associação sem fins"

A Markcom, outra empresa na lista de pixulecos de Alexandre Romano, apoiava o trabalho do Instituto João Baptista Romano, "uma associação sem fins", de acordo com o lapso freudiano do gênio da Markcom que escreveu a justificativa para o apoio. Leiam abaixo: "O Instituto João Baptista Romano é uma associação sem fins e tem por objetivos incentivar e promover atividades e projetos nas áreas ligadas à: Religião, Cultura, Saúde, Educação, Esportes, Cidadania, Assistência social, Preservação do meio ambiente, Desenvolvimento sustentável, Patrimônios histórico, artístico e cultural. Nós, da equipe MarkCom Comunicação, apoiamos todo o trabalho social importante que esteja ligado à cultura ou esportes e, por isso, entramos nessa parceria para cuidar do material de divulgação da instituição". O Instituto João Baptista Romano é uma associação sem fins, mas com muitos meios.

Pixuleco fora do ar

O site do Instituto João Baptista Romano, que recebeu pixulecos via Alexandre Romano, foi retirado do ar. Que bandeira, senhoras e senhores.

Pixuleca 2 ou Narizinho de pinóquio

Chegou a hora de Gleisi Hoffmann, que andou posando de vestal da moralidade. A Operação Pixuleco 2 descobriu que o escritório do advogado Guilherme Gonçalves recebeu R$ 7,2 milhões de empresas de fachada do petrolão e com contratos com o Ministério do Planejamento, então comandado por seu marido Paulo Bernardo. Gonçalves foi responsável pela coordenação jurídica das campanhas da petista em 2008, 2010 e 2014. Boa parte dos pagamentos de propina começaram após a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre a empresa Consist, a Associação Brasileira de Bancos, o Sindicato das Entidades Abertas de Previdência Privada e o Ministério do Planejamento. O escritório de advocacia Guilherme Gonçalves & Sacha Reck Advogados recebeu R$ 4,65 milhão entre setembro de 2010 e janeiro de 2013 diretamente da Consist Software. Mais R$ 423 mil, entre janeiro e abril de 2012. A SWR Informática, do grupo Consist e citada em post anterior, realizou repasses de R$ 1,2 milhão, entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014. O escritório Gonçalves, Razuk, Lemos & Gabardo Advogados recebeu mais R$ 957 mil, entre maio de 2014 a março de 2015. Sacha Reck, guardem este nome!

Instituto dos Pixulecos

Em seu despacho, Sérgio Moro diz haver "fundada suspeita" de que os serviços prestados por Alexandre Romano, à semelhança do que ocorreu com Milton Pascowitch, serviram como meio para "repasses fraudulentos a agentes públicos ou a partidos políticos". Veja a lista dos escritórios, empresas e até do instituto usado pelo operador de José Dirceu para receber pixulecos:
- Oliveira Romano Sociedade de Advogados recebeu R$ 4.665.423,43 da Consist Software entre 10/2010 a 01/2013, R$ 3.237.436,61 da SWR Informática entre 02/2013 a 12/2013, R$ 6.278.440,70 da Consist Business Software entre 01/2014 a 07/2015, todas por serviços jurídicos, e tem por sócio o próprio Alexande Romano;
-NSG TI SOLUTIONS TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO recebeu R$ 1.548.582,09 da Consist Software entre 11/2010 a 01/2013, R$ 594.847,00 da SWR Informática entre 06/2011 a 12/2013, e R$ 1.047.565,00 entre 02/2014 a 03/2015 da Consist Business Software, por serviços de informática, e tem por sócios a esposa e os filhos do investigado Alexandre Romano e endereço aparentemente de fachada (fl. 7 do relatório);
-HGM TELECOM LTDA recebeu R$ 215.967,00 da Consist Software por serviço de informática e tem endereço aparentemente de fachada (fl. 12 do relatório e evento4);
-NJS CONSULTORIA E PARTICIPAÇÕES LTDA, recebeu R$ 220.000,00 da Consist Software por serviço de informática e outro por serviços comerciais e tem endereço aparentemente de fachada (evento 3;
- SX COMUNICAÇÃO LTDA, recebeu R$ 195.000,00 da Consist Software e R$ 341.125,00 da Consist Business Software no ano de 2014 por serviço de agenciamento de espaços de publicidade e tem por sócio filho de Alexandre Romano;
-LOGIX 8 LTDA recebeu R$ 59.436,00 em 15/09/2011 da Consist Software por agenciamento de serviços de transporte e logística e tem por sócio o próprio Alexandre Romano;
- In & Out Ltda. recebeu R$ 110.000,00 em 21/09/2012 da Consist Software por serviço de informática e tem por sócio o próprio Alexandre Romano;
- Nex Ltda. recebeu R$ 1.262.129,37 entre 18/08/2011 a 19/03/2011 da Consist Software por asessoria econômica e teve por sócio o próprio Alexandre Romano entre 06/2011 a 10/2013;
- LINK LTDA recebeu R$ 306.841,00 entre 09/2010 a 11/2011 da Consist Software por serviço consultoria e e teve por sócio o próprio Alexandre Romano entre 05/2005 a 02/2011;
- INFORMAÇÃO ESTRATÉGICA COMUNICAÇÃO E MARKETING LTDA. recebeu R$ 96.000,00 em 13/09/2012 da Consist Software por serviço de consultoria e tem endereço aparentemente de fachada (fl. 44 do relatório);
- TEMA LTDA (atual ATMO PROPAGANDA & MARKETING LTDA) recebeu R$ 70.000,00 em 20/09/2010 da Consist Software por serviço de consultoria;
- CRLS CONSULTORIA E EVENTOS LTDA recebeu R$ 309.590,00 em 10/2010 da Consist Software por serviço de consultoria e planejamento de road show e tem endereço aparentemente de fachada (fl. 53 do relatório);
- Markcom Ltda. recebeu R$ 40.000,00 em 09 e 10/2010 da Consist Software por serviço de reprodução de lâminas;
- JD2 CONSULTORIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. recebeu R$ 1.210.000,00 entre 05/2012 e 01/2013 da Consist Software, R$ 1.645.000,00 da SWR Informática entre 02/2103 a 12/2013, e R$ 4.380.000,0 da Consist Business Software por serviços de consultoria;
- Instituto João Batista Romano recebeu R$ 7.500,00 da SWR Informática, R$ 47.500,00 da Consist Business, tratando de entidade diretamente relacionada a Alexandre Romano.
A Polícia Federal obteve, inclusive, provas de pagamentos recentes a Alexandre Romano, o que pode indicar que ele operou para José Dirceu até julho de 2015.
- NF n. 95, emitida em 20/7/2015, no valor de R$ 2.500,00, em favor de INSTITUTO JOÃO BATISTA ROMANO (CNPJ 11.887.124/0001-57);
- NF n. 220, emitida em 6/7/2015, no valor de R$ 300.000,00, em favor de OLIVEIRA ROMANO SOCIEDADE DE ADVOGADOS –CNPJ 10.844.380/0001-02.

Mercadante: discordamos concordando

A "visita da Saúde" que o PT moribundo recebeu nesta semana fez Aloizio Mercadante sair da toca. O petista disse que as notas das agências de risco "dependem do ambiente político". O malandrinho colocou a culpa em nós, entenderam? O Antagonista, no entanto, discorda concordando: as notas das agências de risco subirão quando Dilma Rousseff e Aloizio Mercadante forem banidos do ambiente político.

Romano era peça-chave

Pablo Alejandro Kiepersmit, da Consist, disse à força-tarefa da Lava Jato que o ex-vereador Alexandre Romano "foi uma pessoa chave para a celebração dos contratos". Disse que o petista era muito bem relacionado "tanto na área pública quanto na área bancária". A defesa de Pablo apresentou à Polícia Federal comprovantes de pagamentos de cerca R$ 37 milhões da empresa Consist a empresas ligadas a Alexandre Romano ou a empresas que este teria indicado como beneficiárias dos pagamentos a ele devidos. "Os comprovantes consistem em notas fiscais emitidas contra empresas do Grupo Consist (Consist Software, Consist Business Software e SWR Informática) por diversas empresas, algumas delas com relação direta com Alexandre Romano", diz o despacho de Sergio Moro. Para Moro, há provas de que Alexandre Romano precedeu Milton Pascowitch "na intermediação fraudulenta de repasses da Consist Software para João Vaccari Neto".

Pixuleco advocatício

Quando a telefonia era o parque de diversões do governo do PT, um banqueiro pagou a José Dirceu por meio de um advogado, contratado somente para ser laranja. O pixuleco advocatício ficou entre 7 e 8 milhões de reais. O pessoal era mais modesto naquela época.

Advogados bandidos

O delegado da Lava Jato Igor Romário acha que a Operação Pixuleco 2 descobriu mais uma frente de corrupção do PT: "Depois das consultorias, das empresas de fachada e das agências de publicidade, surgem os escritórios de advocacia", diz. O Antagonista já vinha alertando seus leitores sobre isso há semanas.

TSE: O servicinho de Maria Thereza

O aparelhamento promovido pelo PT, em todos os níveis, é espantoso. Leiam o que publicou o Estadão sobre a já citada Maria Thereza: "O ministro aproveitou o julgamento para dirigir críticas à relatora do caso, ministra Maria Thereza de Assis Moura, que havia decidido pelo arquivamento do processo. Em seu voto, Gilmar disse que a ministra rejeitou o recurso apresentado pelo PSDB "sem instruir o processo, sem, portanto, sequer citar os investigados", argumentou.

Quem é quem

O que se está analisando no TSE agora é o recurso contra a decisão da ministra-relatora Maria Thereza de Assis Moura, que votou pelo arquivamento da ação contra Dilma e Temer proposta pela Coligação Muda Brasil, encabeçada por Aécio Neves. Maria Thereza tem histórico de votações alinhadas com as de Dias Toffoli e Luciana Lossio. O Antagonista revelou dias atrás que a Operação Pixuleco fisgou uma articulação de José Dirceu e Sigmaringa Seixas para cassar o mandato da prefeita tucana de Sumaré, Cristina Carrara. Toffoli, Lossio e Maria Thereza atuaram juntinhos.


Mais uma ministra a serviço do PT

"Puxa-se uma pena e vem uma galinha"

Em seu voto sobre um recurso apresentado pelo PSDB que pede a impugnação do mandato de Dilma, Gilmar Mendes falou ainda mais sobre a conexão entre a Lava Jato e a ação de cunho eleitoral. Explicou que levou cinco meses para entregar seu voto porque tinha que atualizá-lo a cada nova operação da força-tarefa que apura o petrolão. "A cada nova operação, há fatos conexos aqui. Puxa-se uma pena e vem uma galinha na Lava Jato", disse.

"Sindicato de Ladrões"

Gilmar Mendes deu parecer favorável à continuidade da ação do PSDB que pede a cassação de Dilma e Temer. Para Mendes, o uso de doações eleitorais à campanha petista para lavar dinheiro do petrolão precisa ser esclarecido. "Não podemos permitir que o País se transforme num sindicato de ladrões!", disse o ministro. O Antagonista faz apenas um adendo: "O PT já transformou o País num sindicato de ladrões".

"Longe do volume morto"

O procurador Roberson Henrique Pozzobon, também com a autoridade que o sobrenome lhe dá para fazer metáforas hídricas, disse que "a corrupção está longe do volume morto". A corrupção só entrará no volume morto quando a Justiça jogar a última pá de cal sobre o PT e os seus cúmplices.

Pixuleco 2 na antessala de Dilma

A prisão do ex-vereador Alexandre Romano pode ter repercussões na antessala do Palácio do Planalto. Nos bastidores de Brasília, sabe-se que Romano é figura ligada ao núcleo de relações da ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior, hoje na Caixa. Miriam é da confiança de Dilma. Quem também pode falar sobre Romano é o ex-deputado, mensaleiro e poeta João Paulo Cunha.

40% de propina

O PT quebrou todos os recordes. A empresa que roubou o Ministério do Planejamento pagou propina equivalente a 40% do valor dos contratos, que totalizaram 52 milhões de reais - 20 milhões de reais de propina para o PT.

Insondáveis desígnios de Moro

Ontem, o Antagonista ficou curioso para entender a decisão do juiz Sérgio Moro de liberar o irmão de José Dirceu, seu ex-assessor e outros executivos presos na Pixuleco. Afinal, havia provas de que Luiz Eduardo continuou operando para Dirceu até dois meses atrás. Hoje, veio a resposta. Moro precisava de espaço na carceragem da Polícia Federal. O Antagonista desconfiava das razões de Moro, mas nunca perdeu a fé.

JD3, JD4, JD5...

Um dos mandados de busca e apreensão da Pixuleco II atinge a JD2 Consultoria, no Setor Hoteleiro, em Brasília. Se a Pixuleco I pegou a JD Consultoria. a Pixuleco II tinha de pegar a JD2 Consultoria. Existe a JD3?

O Mentor de Romano

O operador petista Alexandre Romano é acusado pela Lava Jato de ter participado de uma fraude de 50 milhões de reais no ministério do Planejamento, quando este era ocupado por Paulo Bernardo, marido de Gleisi Hoffmann. Oficialmente, porém, ele doou apenas 5 mil reais à campanha do também petista Antonio Mentor.

Mais um petista na cadeia

A Lava Jato, na Pixuleco II, prendeu Alexandre Romano, que antecedeu Milton Pascowitch como operador do PT.

O Planejamento da propina

Pixuleco II é um apêndice da Pixuleco I. Milton Pascowitch acusou João Vaccari Neto de ter embolsado 10,7 milhões de reais em propina da empresa de informática Consist, que foi beneficiada num contrato milionário com o ministério do Planejamento.O presidente da empresa, Pablo Kipersmit, foi preso na Pixuleco I e entregou o esquema.

O melhor operário da Odebrecht

Alguns dias atrás, a Folha de S. Paulo disse que Emilio Odebrecht se reuniu com Lula e com Fernando Henrique Cardoso para tratar da “imagem” da empresa no "pós-Lava Jato". Hoje o jornal revela o verdadeiro motivo daqueles encontros: “Na reunião com Michel Temer e ministros do PMDB, Lula defendeu que o governo acelere os acordos de leniência com as empresas investigadas na Lava Jato. O esforço para que as empreiteiras não quebrem foi tratado também em conversas entre o ex-presidente e empresários como Emilio Odebrecht. Aos peemedebistas, Lula sustentou que a CGU e a AGU selem os termos de ajuste de conduta das construtoras sem esperar pelo aval do Ministério Público”. Está explicada a viagem de Lula a Brasília. A mando de Emilio Odebrecht, ele está costurando uma anistia às empreiteiras que exclua das negociações os procuradores da Lava Jato.


Emilio Odebrecht despachou seu lobista para Brasília

A segunda-feira de Lula também vai chegar

“Não dá para esperar toda segunda-feira e ver se mais alguém foi preso”. Lula disse isso ontem, durante reunião com Michel Temer e os ministros do PMDB, e causou “espanto geral”, segundo a Folha de S. Paulo... 


Muito medo

Freud é Berzoini ou Berzoini é Freud

Lauro Jardim acaba de publicar mais uma nota sobre Freud Godoy: "Algo estranho acontece com a Caso Sistemas de Segurança na prestação de contas eleitorais ao TSE na eleição de 2010. A empresa de Freud Godoy aparece identificada como fornecedora de campanha em dois CNPJs. Um deles, 05697868000106, registrado em nome da empresa junto à Receita Federal, recebeu 22 536 reais de quatro candidaturas petistas, entre as quais a de Dilma Rousseff à presidência e a de Ricardo Berzoini a deputado federal. O outro CNPJ a identificar a Caso Sistemas, 12167626000176, está registrado na Receita Federal como o de… Ricardo Berzoini, ou melhor, o de sua campanha. Neste caso, 57 candidaturas, todas petistas, pagaram 764 774 reais ao tal CNPJ".

O gorila de Lula

Se você tiver paciência, leia este artigo sobre Freud Godoy que eu, Diogo, publiquei em 25 de agosto de 2006, na Veja. Os fatos relatados por mim jamais foram investigados. Ninguém interrogou o policial que retirou 150 mil reais da conta de Marcos Valério um dia antes que Freud Godoy depositasse 150 mil reais na conta de sua mulher. Talvez a Laja Jato possa se interessar pelo assunto: O procurador-geral da República denunciou quarenta mensaleiros. O mais perto que ele chegou de Lula foi o 4º andar do Palácio do Planalto, ocupado por José Dirceu e seu bando. Agora ele terá de descer um lance de escadas e entrar diretamente no gabinete presidencial. Acompanhe-me, por favor. Cuidado com o degrau. Esta é a sala que pertencia a Freud Godoy, gorila particular de Lula. E aquela é a porta do escritório do presidente. Cerca de dez passos. Toc-toc-toc. Tem alguém aí? Lula saiu? A gente volta mais tarde. Na última terça-feira, Garganta Profunda me passou os dados de um documento bancário de Freud Godoy, encaminhado pelo Coaf à Polícia Federal. Em 24 de março de 2004, ele depositou 150 000 reais na conta da empresa de sua mulher, Caso Sistemas de Segurança. Importante: 150 000 reais em moeda sonante. No documento bancário, Freud Godoy declarou que o dinheiro era fruto de “serviços prestados a clientes”. Isso contradiz tudo o que ele alegou até agora. Num primeiro momento, disse que sacou os 150 000 reais para comprar equipamentos. Depois, informou que pediu um empréstimo a um amigo. Mentira. Não foi saque nem empréstimo: foi um depósito. O fato é que ninguém sabe de onde saiu tanto dinheiro e por que foi parar na conta do gorila particular de Lula. Como Robert Redford em Todos os Homens do Presidente, arregacei as mangas da camisa e fui procurar respostas na capital federal. Pedi à CPI dos Correios para fazer o cruzamento dos dados do valerioduto com o depósito de Freud Godoy. Encontrei uma espantosa coincidência. Em 23 de março de 2004, um dia antes de Freud Godoy depositar 150 000 reais na conta de sua mulher, foram sacados 150 000 reais da conta da SMPB, de Marcos Valério, no Banco Rural. Tudo em moeda sonante. Tudo de origem desconhecida. O saque no Banco Rural foi feito pelo policial aposentado Áureo Marcato. Que voltou ao banco dois dias depois e sacou mais 150 000 reais. Onde foram parar? Na época do depósito, Freud Godoy era assessor direto de Lula. Mas fazia um bico para o PT, montando o esquema de segurança de Delúbio Soares, que transportava malas de dinheiro sujo de um lado para o outro. Freud Godoy alugou para ele um carro blindado, comprou duas motocicletas para seus batedores e contratou uma escolta de seis policiais militares. Os 150.000 reais depositados na conta de sua mulher podem ter sido o pagamento pelo serviço. Os policiais contratados para escoltar o tesoureiro do PT contaram a VEJA que Freud Godoy, entre outras coisas, era encarregado de organizar os encontros secretos entre Lula e Delúbio Soares. Pode-se imaginar o que eles discutiam. Lula está praticamente reeleito. Os brasileiros o perdoaram. Mas a bandidagem da qual ele se cercou continuará a rondá-lo para sempre. É assim que será recordado. Por mais que tente se esconder, Lula é o PT. Lula é Delúbio Soares. Lula é Marcos Valério. Lula é o golpismo do mensalão e do dossiê Vedoin. Abra a porta, Lula. Toc-toc-toc.

De volta à cena do crime

Freud Godoy está de volta. Segundo Lauro Jardim, o relatório da Polícia Federal que analisou as contas bancárias da JD Consultoria encontrou 14 repasses de dinheiro, num total de 87 mil reais, da empresa de José Dirceu para a empresa de Freud Godoy, o guarda-costas de Lula enrolado no mensalão e no escândalo dos aloprados. 


Gorilas

A Mega-Sena de Hoffmann

Ricardo Hoffmann disse ao juiz Sergio Moro que os pagamentos às empresas de fachada de André Vargas foram ordenados pela agência de publicidade Borghi/Lowe. A Lava Jato sabe que Ricardo Hoffmann mente e que está tentando proteger alguém. Na cadeia, ele foi procurado por emissários de André Vargas. O que os investigadores suspeitam é que os dois tenham feito um acordo financeiro. Espera-se que ele pague muito caro por suas escolhas. 


A campanha da Caixa e a Mega-Sena de Hoffmann

Gilmar Mendes: “TSE tem de evitar a continuidade de um projeto no qual ladrões de sindicato transformaram o País num sindicato de ladrões”

Teve início o que pode ser uma longa batalha no Tribunal Superior Eleitoral. O TSE suspendeu a votação sobre a abertura ou não de uma das quatro ações que lá tramitam — no caso, movida pelo PSDB — que pedem a cassação da chapa que elegeu a presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer. Luiz Fux pediu vista. Pode, se quiser, deixar a coisa para as calendas. Em março, a ministra Maria Thereza Moura, relatora do processo discutido nesta quinta-feira, rejeitou o recurso. Os tucanos acusam a chapa encabeçada por Dilma de abuso de poder político e econômico e de receber dinheiro do propinoduto da Petrobras. Os ministros Gilmar Mendes e João Otávio de Noronha votaram a favor da abertura do processo. Henrique Neves, que ainda não votou, deixou claro que deve se alinhar com os dois. Bastam quatro para que a investigação seja aberta. Mendes deu um duro voto em favor da abertura do processo. Afirmou: “Por outro lado, verifico suporte probatório que justifica a instrução processual da ação de impugnação de mandato eletivo quanto ao suposto abuso do poder econômico decorrente do financiamento de campanha com dinheiro oriundo de corrupção/propina. Data vênia do entendimento da relatora, não se cuida em transportar para o Tribunal Superior Eleitoral análise de todos os fatos apurados na operação Laja Jato, pois falece a este Tribunal a competência originária para processar e julgar ação penal, mesmo envolvendo crimes eleitorais. Na verdade, busca-se tão somente verificar se, de fato, recursos provenientes de corrupção na Petrobras foram ou não repassados para a campanha presidencial, considerando que o depoimento do diretor da companhia, Paulo Roberto da Costa, pelo menos em uma primeira análise, revela um viés eleitoral da conduta, pois desnecessário qualquer esforço jurídico-hermenêutico para concluir que recursos doados a partido, provenientes, contudo, de corrupção, são derramados (também!) nas disputas eleitorais, mormente naquela que exige maior aporte financeiro, como a disputa presidencial. Some-se a isso a circunstância de que empresas envolvidas na operação Lava Jato doaram importantes valores para os partidos envolvidos no suposto esquema (PT, PMDB e PP) – algo em torno de R$100 milhões nos anos de 2012 e 2013. E, perdoem-me a obviedade, não tivemos eleição em 2013, mas em 2014 sim! Destaque-se ainda que o noticiário diário reforça o suporte probatório mínimo constante destes autos, pois os delatores no processo da Lava Jato têm confirmado o depoimento de Paulo Roberto da Costa no sentido de que parte do dinheiro ou era utilizada em campanha eleitoral ou para pagamento de propina. De fato, apenas como exemplo, ressalto que os delatores Ricardo Pessoa e Alberto Youssef confirmaram terem repassado vultosas quantias em dinheiro para o Partido dos Trabalhadores, em depoimentos que, inclusive, poderão ser esclarecidos na Justiça Eleitoral, caso assim a relatora entenda para chegar-se a uma conclusão definitiva sobre o viés eleitoral ou não da conduta". E Mendes prossegue: “Com efeito, diante de sérios indícios de conduta com viés também eleitoral, reforçados pelo noticiário diário da imprensa sobre os referidos fatos, entendo, pedindo respeitosa vênia à relatora, que negar a instrução deste processo, além de violar gravemente a proteção judicial efetiva, faz da Justiça Eleitoral um órgão meramente cartorário, ao atestar que, com a aprovação das contas com ressalvas da candidata, nenhum ilícito eleitoral aconteceu antes, durante ou após o período eleitoral, o que também não encontra respaldo na jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral, segundo a qual “ação de impugnação de mandato eletivo e prestação de contas são processos distintos com pedidos diferentes, não sendo possível a alegação de coisa julgada, uma vez que para a caracterização de abuso do poder econômico levam-se em conta elementos e requisitos diferentes daqueles observados no julgamento das contas”. Nas intervenções que fez, fora de seu voto escrito, comentou o ministro: “Um colunista importante me disse, esses dias: ‘ladrões de sindicatos transformaram o País em sindicato de ladrões’. É grande a responsabilidade desse tribunal”. E emendou que, caso se demonstre ser assim, “a obrigação do TSE é evitar a continuidade desse projeto, por meio do qual ladrões de sindicato transformaram o país num sindicato de ladrões”. Ah, sim: Fux alegou questão meramente técnica para pedir vista, já que há quatro processos de mesmo teor. É evidente que ele poderia ter dado prosseguimento a este. Não há impedimento nenhum. Mas se dedicou lá a prosopopéias da processualística… De todo modo, há indícios de que ele não simpatiza muito com a tese de abertura do processo… Por Reinaldo Azevedo

Dilma pensa ser Salvador Allende e leva para o Palácio gente que convoca a luta armada; líderes de ditos movimentos sociais fazem ameaças

Inspirada por Lula e por Miguel Rossetto, secretário-geral da Presidência e membro da Democracia Socialista, corrente de extrema esquerda do PT, Dilma literalmente reencruou a sua própria natureza e recebeu no Palácio do Planalto centenas de militantes dos ditos movimentos sociais, que nada mais são do que braços operantes do PT. Chegou a haver, acreditem, uma espécie de passeata nas dependências do prédio, liderada pela presidente, com seu inequívoco casaquinho vermelho. Gritavam: “Não vai ter golpe/ não vai ter golpe”. Ora, é claro que não! Golpes precisam do concurso das armas. Os que cobram a saída de Dilma só pedem a lei. Atenção! Em pleno Palácio do Planalto, o presidente da CUT pregou, de forma escancarada, sem chance para ruídos, a luta armada.

O que a senhora quer, presidente Dilma?
Confronto de rua?
Violência?
Mortos?
A história das glórias da esquerda é toda ela irrigada pelo sangue dos inocentes. Sobre milhões de mortos, ergueram-se as bandeiras daqueles que ocuparam o Palácio do Planalto. Mas eu lhes digo: não lhes daremos sangue com facilidade. Vocês aprenderão como é muito mais eficaz, duradoura e realmente inquebrável a fúria dos pacíficos.
Dilma está vivendo um delírio regressivo.
Dilma está vivendo uma história que não é a dela.
Dilma imagina que o Palácio do Planalto, em 2015, é o Palácio de La Moneda, no Chile, em 1973.
Dilma acha que é Salvador Allende.
Dilma confunde os que querem democracia com soldados prontos a rasgar a Constituição.
Faz sentido! A esquerda não conhece a força da paz e nunca soube o que é construir uma sociedade do progresso. Ao contrário: o seu norte é necessariamente o confronto porque se considera uma força nascida para promover superações na história. Todos os que não estão alinhados com elas precisam ser destruídos.
Esse PT que estamos vendo, que lota o palácio com verdadeiros milicianos, é o partido da crise. Mas a legenda já viveu a sua fase de glória. E, nos seus melhores momentos, tentou destruir outras agremiações e censurar a imprensa. O seu ódio à democracia não é conjuntural. Está inscrito na sua alma, na sua história, nas suas origens. O partido é autoritário na paz e na guerra.
Wagner Freitas, presidente da CUT, não teve dúvida:
“O que se vende hoje no Brasil é a intolerância, o preconceito de classe contra nós. Somos defensores da construção de um projeto nacional de desenvolvimento para todos e todas. Isso implica ir para a rua entrincheirados, com arma na mão, se quiserem tentar derrubar a presidente Dilma”.
Não ficou por aí. Guilherme Boulos, líder do MTST, oriundo de uma das mais abastadas famílias de São Paulo, resolveu fazer sociologia barata. Afirmou, depois de atacar a agenda de Renan Calheiros e o ajuste fiscal:
“Queria fazer um alerta aos golpistas, àqueles que se utilizam de insatisfação social para impor o seu projeto político e para atacar a democracia. Esses estão por aí em várias partes do país, semeando a intolerância, semeando o ódio, o preconceito. Essa turma dos Jardins, essa turma do Leblon, essa turma no Lago Sul não representam o povo brasileiro. Nós sabemos bem quem são e de onde vieram. Os seus avôs apoiaram a UDN, os seus pais apoiaram Carlos Lacerda, seus pais apoiaram a ditadura militar e seus filhos são contra as cotas sociais”.
Sim, muitos gritaram ainda “Fora Levy” e, claro!, “Fora Cunha”.
O PT, em suma, chamou para a luta armada os que vão se manifestar no domingo e enviou um recado ao Congresso e ao Poder Judiciário: caso estes não decidam de acordo com as vontades do partido, vai ser na bala. Entendo que essa é também a confissão de que as armas existem: onde estão?
Dilma, mais uma vez, resolveu confundir os tempos de ditadura com os tempos da democracia:
“Não vejo nem nunca verei problema em manifestações. Tenho que ter lealdade com a experiência histórica da minha geração, que foi muito dura. Eu sobrevivi. Naquela época, quando você vivia, você tinha que dar graças a Deus. A loteria de quem sobrevivia e quem não sobrevivia era puro acaso”.
É verdade. Até porque sabe a presidente que, nos tempos a que ela se refere, ninguém queria democracia: nem os ditadores militares nem os grupos terroristas aos quais ela pertenceu. Hoje, presidente, quem pede a sua saída o faz na forma da lei. Se alguém quer ditadura, são esses que a senhora acoitou no Palácio, pregando a luta armada e o confronto de brasileiros contra brasileiros.
E encerro com uma pergunta sem resposta. Digamos que Dilma fique: pra que mesmo?
Por Reinaldo Azevedo

Movimento Brasil Livre tira o véu da fantasia que cobre a realidade e cobra responsabilidade de Janot

O Movimento Brasil Livre (MBL) é um dos que lideram a convocação para a manifestação contra os desmandos e em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Não tenho, obviamente, qualquer vinculação com eles ou com outros grupos cuja pauta, às vezes, publico aqui, a exemplo do “Vem pra Rua”, “Revoltados Online” ou “Alianças dos Movimentos Democráticos”, entre outros. Gosto, sim, da pauta do MBL: a turma não tem receio de assumir uma pauta liberal, evidenciando o seu compromisso com a democracia representativa. O MBL e outros movimentos resolveram tirar, como diria um excelente prosador, o véu diáfano da fantasia que cobria a realidade. Na sua página no Facebook, há esta imagem e este texto.

Rodrigo Janot - MBL
Dilma Rousseff foi citada 11 vezes em delações premiadas. Ainda assim, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se nega a cumprir a lei e age como um advogado do PT. Agora, está sendo protegido por um acordo entre Renan Calheiros e a presidente. Enquanto Janot blinda a presidente, ela o nomeia para mais um mandato na Procuradoria-Geral da República, Renan, por sua vez, garante que a nomeação seja bem recebida no Senado. A população brasileira não perdoará aqueles que protegem a corrupção. No dia 16 de Agosto, vamos mostrar que não estamos apenas indignados com a crise econômica ou a crise política, também estamos indignados com a crise MORAL.
Curta Movimento Brasil Livre
Por Reinaldo Azevedo

Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos também cobra Janot e repudia Renan

A Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos, que representa 45 grupos, também percebeu o que está em curso e divulgou uma nota em que repudia o “arranjão” de Brasília. Rodrigo Janot, procurador-geral da República, entrou no radar também desses movimentos. Leiam.
NOTA DE REPÚDIO
A Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos vem a público manifestar repúdio à atitude do Senador Renan Calheiros e de todas as autoridades públicas que, em ação concertada, apunhalaram pelas costas os 90% de brasileiros que não aceitam a corrupção do governo petista, seus crimes fiscais e a irresponsabilidade e falta de ética no trato com a coisa pública. Queremos saber: o que fez este nobre parlamentar deixar de criticar o governo, da noite para o dia, e propor um acordo espúrio para apoiá-lo? E mais, sabendo que o faz em franco prejuízo aos interesses do povo e da Nação? Excelentíssimo senhor Procurador Geral da República, doutor Rodrigo Janot, confiamos que, em nome da sua ilibada reputação e da nobre instituição que representa, DE MODO ALGUM o senhor aliviará para o Senador Renan Calheiros, o ex-Presidente Lula, ou qualquer outro parlamentar ou autoridade, caso reste provada a implicação de qualquer deles na Operação Lava-Jato. Não seremos vencidos pelo cansaço, lutaremos até conseguir promover a necessária limpeza ética no país, independentemente de partidos, cargos, poder financeiro ou poder político. Quem se interpuser no caminho do povo, que é o único detentor de legitimidade para tanto, cairá junto! 
Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos Brasília
DF, 13/08/201
Por Reinaldo Azevedo

Ministério do Planejamento diz que acabará com o duto do esquema de corrupção

Depois da porta arrombada pela 18ª fase da Operação Lava-Jato, que investiga desvios do Ministério do Planejamento, a pasta anunciou que vai botar tranca, ou seja, vai rescindir em 30 dias o acordo que é tido como fonte do esquema irregular apontado nesta etapa da operação. Assinado em 2009 pela Secretaria de Recursos Humanos (SRH) do ministério, o acordo de cooperação técnica foi firmado com o Sindicato Nacional das Entidades Abertas de Previdência Complementar (SINAPP) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC). O objetivo era disponibilizar um sistema de gestão de crédito consignado para servidores públicos federais e pensionistas. Segundo os investigadores, a empresa Consist, que fazia a gestão do software, teria sido usada para intermediar pagamento de propinas. Por meio de nota, o Planejamento informou que, em função das denúncias, o acordo com o sindicato e a associação será rescindido. A pasta afirma que não há relação entre o Ministério do Planejamento e a empresa Consist, que teria sido contratada diretamente pelas entidades signatárias do acordo. Uma sindicância foi aberta no dia 4 deste mês para investigar possíveis irregularidades no termo, mas o prazo para conclusões é de até 60 dias. De acordo com o Planejamento, um novo sistema de gestão de pessoas está sendo desenvolvido desde o início do ano, por meio de um consórcio com o Serpro e a Dataprev, ambas empresas públicas. "Vários processos de gestão estão sendo revistos e aperfeiçoados, entre os quais o módulo de consignações", informou. Segundo a pasta, as últimas etapas de implantação do sistema, previstas para conclusão neste ano, serão antecipadas em função das denúncias e da rescisão do acordo.

Conforme Ibope, 54% dos entrevistados acham que a crise está apenas começando

A crise econômica que vivemos no Brasil atualmente está apenas no início, segundo 54% dos internautas brasileiros ouvidos pela Conecta, plataforma do Ibope Inteligência. Para outros 41%, a crise está no meio e apenas 1% dos entrevistados acredita que esse período está terminando. Sobre a origem da crise, a pesquisa mostra que 75% dos entrevistados avaliam que a crise é brasileira e 22% dizem ser uma crise internacional com reflexos no País. Metade dos entrevistados considera que esse é o pior momento pelo qual o Brasil já passou, já que 34% concordam totalmente com essa afirmação e 21% concordam em parte. A perspectiva para os próximos seis meses também não é das melhores. A maioria (55%) acha que o cenário vai permanecer o mesmo e 28% dizem que vai piorar. Apenas 12% estão otimistas com o futuro, esperando uma melhora na situação do País. Sobre o cenário atual, 86% dos entrevistados afirmam que 2015 está sendo pior do que o ano passado e 3% consideram que este ano está sendo melhor do que 2014. A responsabilidade de melhorar a situação do País é do governo e de políticos para 82% dos entrevistados, 47% dizem que são os próprios brasileiros e 24% indicam os empresários. Havia a possibilidade de indicar mais de uma opção. A pesquisa foi realizada em junho com 1.000 pessoas de todas as regiões do Brasil.

INSTITUTO PARANÁ PESQUISAS MOSTRA QUE 85,9% DOS MINEIROS DESAPROVAM O GOVERNO DILMA E 64,5% SÃO A FAVOR DO IMPEACHMENT

A última pesquisa feita no País pelo Instituto Paraná Pesquisas, desta vez junto ao eleitorado de Minas Gerais, é demolidora. A respeito do impeachment da presidente Dilma Rousseff, eis os resultados: 
A favor, 64,5%
Contra, 27,5%
Não sabe, 7%
Nenhum a opinião, 1%
Sobre a aprovação do governo, aí vão os números:
Aprova, 11,8%
Desaprova, 85,9%
Não sabe ou não opina, 2,5%

PIB CAI 1,4% NO SEGUNDO TRIMESTRE, RECESSÃO INSTALA-SE PARA VALER NO PAÍS

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal), o segundo trimestre de 2015 encerrou com retração de 1,4% perante o primeiro trimestre do ano, já descontados os efeitos sazonais. Como a economia brasileira já havia se contraído 0,2% no primeiro trimestre deste ano, completaram-se dois trimestres consecutivos de retração na atividade produtiva do País, consolidando, tecnicamente, uma situação de recessão econômica. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, houve queda de 1,5% na atividade econômica no segundo trimestre deste ano. De acordo com os economistas da Serasa Experian, a queda dos níveis de confiança de consumidores e empresários, a alta da inflação corroendo o poder de compra da população, as sucessivas elevações das taxas de juros encarecendo o crédito e a turbulência do cenário político atingiram em cheio a economia brasileira neste primeiro semestre de 2015, provocando o atual quadro recessivo do País. Pelo lado da oferta agregada, houve quedas em todos os setores econômicos no segundo trimestre de 2015. A maior delas foi de 3,9% na atividade industrial, seguida das retrações de 0,2% no setor agropecuário e de 0,3% no setor de serviços. Vale notar que, apesar da retração observada neste segundo trimestre de 2015, o setor agropecuário, em função da safra de grãs recorde esperada para este ano, ainda acumulada alta de 3,9% no primeiro semestre do ano. Do ponto de vista da demanda agregada, a maior retração no segundo trimestre do ano ocorreu nos investimentos: recuo de 8,6% perante o primeiro semestre. Com este resultado, os investimentos fecharam o primeiro semestre do ano com queda de 9,4%. Da mesma forma, tanto o consumo das famílias quanto o consumo do governo se retraíram neste segundo trimestre do ano: quedas de 0,9% e de 0,6%, respectivamente. Por outro lado, o setor externo, com exportações avançando 4,1% e com as importações recuando 9,2%, impediram uma retração maior na atividade econômica no segundo trimestre de 2015.

Operação Lava Jato tem alvo no escritório de advocacia ligado ao PT


A Polícia Federal fez buscas nesta quinta-feira no escritório de advocacia Guilherme Gonçalves & Sacha Reck, sediado no centro de Curitiba (PR), que teria recebido 4,64 milhões de reais entre setembro de 2010 e janeiro de 2013 da Consist Software; 1,2 milhão de reais entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014 da SWR Informática; e 423.200 reais entre janeiro de 2012 e abril de 2012 da Consist Business, em todos os casos, a título de "honorários advocatícios". Segundo a Polícia Federal, a banca "é ligada ao PT, presta serviços ao PT". O escritório tem "relações próximas" com a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro Paulo Bernardo (Comunicações) e atuou na campanha de Gleisi. O novo esquema gira em torno de empréstimos consignados no Ministério do Planejamento a partir do acesso de dados relativos a mais de 2 milhões de servidores públicos federais. A organização comandada pelo operador de propinas Alexandre Romano, preso nesta quinta, "auferia remuneração decorrente desses serviços". A Polícia Federal informou que são quatro os escritórios de advocacia alvo da Pixuleco II, a 18ª fase da Lava Jato, dois deles situados em Curitiba, que estariam envolvidos no novo esquema descoberto pelas investigações - fraudes com valores de empréstimos consignados no âmbito do Planejamento, pasta da qual Paulo Bernardo foi titular entre março de 2005 e janeiro de 2011, durante o governo Lula. A Polícia Federal não atribui a Gleisi e a Paulo Bernardo envolvimento na Pixuleco II. Gleisi é alvo de investigação da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República porque, segundo delatores, teria recebido 1 milhão de reais na campanha de 2010. O esquema descoberto pela Pixuleco II foi montado em 2010 e predominou até julho de 2015, segundo rastreamento de pagamentos de propinas inclusive para a viúva do ex-secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento. O esquema beneficiava o ex-secretário de Recursos Humanos do Planejamento, na gestão de Paulo Bernardo, Duvanier Paiva Ferreira, morto em 2012. O escritório "ligado ao PT" atua na área administrativa, bancária e financeira, consumidor e contratos comerciais, além de empresarial penal, fusões societárias e telecomunicações. Segundo a Polícia Federal, recentemente houve desmembramento da sociedade de advogados, mas os escritórios desmembrados continuaram a funcionar no mesmo prédio. Um dos desmembrados, o escritório de advocacia Gonçalves, Razuk, Lemos & Gabardo Advogados ainda teria recebido 957.200 reais entre maio de 2014 a março de 2015 da Consist Business Software a título de "honorários advocatícios". Sobre os pagamentos efetuados aos escritórios de advocacia, a Polícia Federal afirma que, "em pesquisa em fontes abertas, não logrou encontrar causas das empresas" que os contrataram. O escritório Guilherme Gonçalves não foi encontrado para comentar sobre o assunto.

UNAFE conclama todos os associados a aderir ao abaixo-assinado que pede a exoneração da cúpula da AGU


A UNAFE aderiu à iniciativa de membros da carreira que estão organizando uma petição pública exigindo dos dirigentes máximos da AGU a apresentação de seus pedidos de exoneração em defesa da carreira e da instituição. A petição esteve disponível até essa quarta-feira, 12. O documento ressalta que é absolutamente insustentável a manutenção de Advogados Públicos Federais, neste momento e com a postura adotada pelo Governo Federal, nas posições de comando máximo dos órgãos da AGU. “Neste contexto, os advogados públicos federais, como dirigentes, não são líderes das carreiras jurídicas da AGU. São algozes dos colegas. São instrumentos de um perverso processo de desvalorização e desrespeito”, destaca trecho do texto. O Diretor-Geral da UNAFE, Roberto Mota, afirma que o movimento pelo surgimento de uma nova AGU exige que todos os esforços sejam realizados para o alcance do êxito nos pleitos, e conclama todos os associados e demais Advogados Públicos Federais a assinarem o abaixo assinado. O que está sendo exigido é a cabeça do Advogado Geral da União, o petista Luiz Adams.

Polícia Federal atua agora sobre contratos de escritórios de advocacia na nova fase da Operação Lava Jato

A nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira (13), abre uma frente a ser explorada na investigação: contratos com escritórios de advocacia, que seriam usados para o pagamento de propina, segundo a Polícia Federal. "Podemos estar diante de um novo modelo: depois das consultorias, das empresas de fachada e das agências de publicidade, surgem os escritórios de advocacia", disse o delegado federal Igor Romário de Paula, que coordena as investigações. Quatro escritórios foram alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira: dois em Curitiba, um em São Paulo e outro em Porto Alegre. Segundo as investigações, eles receberam parte do dinheiro repassado pelo esquema. Os valores vinham da empresa Consist, que já foi alvo da fase anterior da Lava Jato. Ela fazia a gestão de empréstimos consignados concedidos a servidores federais, que foram acordados com a Associação Brasileira de Bancos pelo Ministério do Planejamento. Segundo as investigações, a Consist repassava 40% de seu faturamento a empresas indicadas pelos operadores Milton Pascowitch e Alexandre Romano – ex-vereador em Americana (SP) pelo PT –, que foi preso temporariamente nesta quinta-feira acusado de ser um operador do esquema. Os dois são ligados ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, também preso na Lava Jato. As notas fiscais dos pagamentos feitos aos escritórios pela Consist eram "ideologicamente falsas", disseram os investigadores. Os contratos falam em "honorários advocatícios", mas os sócios da Consist admitiram, segundo os policiais, que nunca houve prestação de serviços à empresa. Foram R$ 21 milhões movimentados em pagamentos aos escritórios, entre 2010 e 2015. Um dos contratos soma R$ 7,2 milhões. Em pesquisa em fontes abertas, os investigadores não encontraram ações de empresas do Grupo Consist que foram defendidas pelos advogados beneficiados pelos repasses. Em Curitiba, os escritórios investigados prestavam serviços para o PT e candidatos do partido; pertencem aos advogados Guilherme Gonçalves e Sacha Reck, que eram sócios até o ano passado. Gonçalves é advogado do Diretório Estadual do PT no Paraná e atuou nas campanhas da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) em 2008, 2010 e 2014. Também coordenou a campanha de Ratinho Júnior (PSC-PR) à prefeitura de Curitiba, em 2012. Seu escritório, segundo as investigações, recebeu R$ 7,2 milhões da Consist entre 2010 e 2015. O escritório de Gonçalves enviou documentos à Polícia Federal para comprovar que houver prestação de serviços não só em relação ao caso em questão, mas em outros, inclusive com interposição de ações. Em São Paulo, o escritório Oliveira Romano Sociedade de Advogados, que pertence a Romano, também foi alvo de busca e apreensão. Em Porto Alegre, houve busca e apreensão no Portanova Advogados Associados, que recebeu R$ 270 mil entre janeiro e maio deste ano da Consist Business. "Eles podem ter recebido por serviços prestados a terceiros. É algo que ainda será alvo de investigação", disse o delegado Márcio Anselmo. Na decisão que autorizou as buscas e apreensões, o juiz federal Sergio Moro pondera que "não está claro se os dirigentes desses escritórios participaram conscientemente da fraude ou de crimes supostamente perpetrados pela Consist e por Alexandre Romano". O advogado Guilherme Gonçalves confirma que prestou serviços à Consist. "Eu tenho contrato, impetrei ação em Goiás, fiz parecer jurídico, fiz consultoria", disse ele. Segundo ele, o escritório deu assessoria jurídica à empresa, na área de Direito Administrativo, para o contrato das operações de crédito consignado. Gonçalves afirma ter trocado e-mails e participado de reuniões com o diretor jurídico da Consist, Valter Pereira, e disse que recebia valores periodicamente em troca do serviço. Quem o indicou para o trabalho foi Alexandre Romano. No entanto, Gonçalves nega qualquer irregularidade."O que eu recebi está absolutamente nos termos do contrato, por serviços prestados", afirmou: "Cumpri meu papel de advogado". O escritório informa ter fornecido à Polícia Federal os comprovantes de sua atuação, e disse estar em total cooperação com os investigadores. Em nota também destacou que não há ligações entre o antigo sócio de Gonçalves, o advogado Sasha Reck, e a Consist. Reck, cujo escritório também foi alvo da operação, afirmou que compareceu espontaneamente à Polícia Federal para prestar esclarecimentos e forneceu documentos provando que nunca atendeu a Consist nem recebeu honorários da empresa. "O escritório, na sua antiga composição, já mantinha clara divisão entre seus sócios, devido à notória especialização em áreas diferentes do direito, os quais possuíam carteiras próprias de clientes, sem comunicação, inclusive financeira, entre ambos", escreveu o advogado, em petição encaminhada à Justiça no final da manhã. Alvo de um mandado de busca e apreensão em Porto Alegre, o Portanova Advogados Associados afirma que seu escritório tinha a Consist como cliente, prestando serviços de consultoria previdenciária e propositura de ação para reaver parte do FGTS depositado pela empresa (tese jurídica que questiona parte do fundo de garantia depositado pelas empresas e que vão para o governo, e não para o trabalhador), entre outras. O advogado Daisson Portanova, do Portanova Advogados Associados, nega que tenha emitido notas frias em favor da empresa. "Temos contrato, notas fiscais e balancete que comprovam o serviço prestado, inclusive e-mails cobrando atrasos no pagamento", disse ele. O PT de Americana informou que Romano deixou os quadros do partido em 2005 e que, no tempo em que ele esteve no partido, "nenhum tipo de denúncia houve". "Portanto, as atividades particulares que estão sob investigação, no período entre 2010 e 2015, não guardam qualquer relação com sua militância partidária no PT", informou a sigla.

Polícia Federal prende ex-vereador do PT na 18ª fase da Operação Lava Jato, e faz busca e apreensão no escritório de advocacia Portanova, em Porto Alegre

Cerca de 70 policiais federais deflagraram nesta quinta-feira (13) a 18ª fase da Operação Lava Jato com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Curitiba. Nesta ação, a Polícia Federal prendeu o ex-vereador petista Alexandre Oliveira Correa Romano, de Americana (SP). Ele foi alvo de um mandado de prisão temporária, que tem cinco dias de duração. As ordens judiciais são um desdobramento da fase anterior da operação, que prendeu o ex-ministro e bandido petista José Dirceu. A operação desta quinta-feira foi batizada pela Polícia Federal de "Pixuleco II", em referência à forma como parte dos investigados chamava a propina recebida de fornecedores da Petrobras. Alexandre Romano foi detido no aeroporto de Congonhas, quando saia para uma viagem. Ele será levado para a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. São cumpridos ainda outros dez mandados judiciais, todos de busca e apreensão. Um desses mandados foi executado no escritório de advocacia Portanova Advogados Associados, no centro de Porto Alegre. Segundo a Polícia Federal, esta nova fase está ligada a um operador identificado na 17ª etapa da operação. Esse novo operador é suspeito de arrecadar valores relacionados a vantagens indevidas que superam R$ 50 milhões a partir de contratos de crédito consignado junto ao Ministério do Planejamento, de acordo com as investigações. Os pagamentos ocorriam por meio de empresas de fachada, conforme a Policia Federal. Desde a última fase havia suspeitas de desvios milionários efetuados por empresas do Grupo Consist Software nesses contratos. De acordo com as investigações, a Consist foi escolhida, em um acordo de cooperação firmado entre o ministério e entidades da área, para gerir o software que faz pagamentos consignados de servidores federais. Até agora, já foi comprovado o repasse pelas empresas do Grupo Consist de cerca de 50 milhões de reais sob a falsa justificativa da prestação de serviços. Mais de 20% deste valor foi repassado, entre os anos de 2011 e 2014, à empresa Jamp Engenheiros, do operador Milton Pascowitch, e posteriormente destinados a João Vaccari Neto, que então ocupava o cargo de tesoureiro do Partido dos Trabalhadores. O restante dos valores foi transferido a empresas indicadas pelo advogado e ex-vereador petista Alexandre Oliveira Correa Romano. Batizada de "Pixuleco", a 17ª fase da operação prendeu o ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu e outras sete pessoas suspeitas e envolvimento em crimes como corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras. A Polícia Federal afirma que a empresa de José Dirceu recebeu valores indevidos de forma "oficial", por meio da JD Assessoria e Consultoria Ltda, e "extraoficial" em dinheiro em espécie. Houve casos, de acordo com a Polícia Federal, em que representantes do ex-ministro pegaram dinheiro diretamente na casa do empresário Milton Pascowitch, também investigado na Lava Jato. Para os investigadores, Pascowitch agia como um operador no esquema de corrupção. Ele teria participado do esquema de corrupção da Petrobras quando ainda estava na chefia da Casa Civil, no governo de Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"). O nome Pixuleco era o termo usado pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para designar propina. 

Polícia Federal deflagra 18ª Fase da Operação Lava Jato, a Pixuleco II; um dos mandados foi executado em conhecido escritório de advocacia em Porto Alegre

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã (13) a 18ª Fase da Operação Lava Jato – Pixuleco II, em alusão ao termo utilizado para nominar a propina recebida em contratos. Cerca de 70 policiais federais cumprem 11 mandados judiciais, sendo 10 de busca e apreensão e 1 de prisão temporária, nas localidades de Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Curitiba. O foco das investigações desta fase é o cumprimento de medidas cautelares em relação ao operador identificado a partir da deflagração da fase anterior, responsável por arrecadar valores relacionados a vantagens ilícitas que superam os R$ 50 milhões, obtidas a partir de contrato no âmbito de crédito consignado junto ao Ministério do Planejamento, cuja participação fora confirmada com o recebimento de valores por meio de empresas de fachada e pagamentos realizados por ordem do operador. O preso será trazido para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba/PR, onde permanecerá à disposição do juízo da 13ª Vara da Justiça Federal. O local alvo da operação em Porto Alegre foi o escritório de advocacia Portanova Advogados Associados, localizado na rua Vigário José Ignácio, nº 540, no centro da capital gaúcha, no edifício Handler. 

Ex-assessor de José Dirceu é quem examina e dá parecer nas contas eleitorais de Dilma no TSE

Os relatórios sobre as contas da presidente Dilma que serão julgados pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral – e que poderão definir o destino do governo – têm a impressão digital de um velho companheiro do PT, de José Dirceu e do próprio ministro Dias Toffoli, presidente da Corte. O chefe da Assessoria de Exame de Contas Eleitorais do TSE, Eron Pessoa, foi assessor na Casa Civil dos tempos de José Dirceu. Eron Pessoa ajudou o então advogado Antônio Dias Toffoli a defender o governo Lula e petistas. Eleito presidente, Toffoli o levou para o TSE. O cargo de Eron Pessoa no TSE é estratégico para a manutenção da lisura da análise das prestações de contas eleitoras. A análise das contas eleitorais no TSE requer isenção e distanciamento da vida partidária, entre outros atributos. Ministros que irão apreciar esses relatórios, escritos sob o crivo e as peneiras de Eron Pessoa, afirmam não saber do seu passado recente. 

Lobista Fernando Moura negocia delação que pode render uma longa cadeia a José Dirceu


O empresário e lobista Fernando Antonio Guimarães Hourneaux de Moura, elo do PT e do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula) na Petrobrás, negocia delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Os investigadores acreditam que as revelações de Moura fechem de vez o cerco a José Dirceu. Moura e José Dirceu foram presos preventivamente dia 3 de agosto na Operação Pixuleco, 17º capítulo da Lava Jato, por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro desviado da estatal em contratos bilionários com o cartel formado pelas maiores empreiteiras do País. A primeira sondagem para a delação do empresário ocorreu no início da semana. Moura demonstrou interesse, inicialmente, mas tem receio de sofrer retaliações. Por isso, as tratativas estão sendo realizadas com discrição e sob sigilo. Um dos principais investigadores da Lava Jato, peça central nos procedimentos de delação, viajou repentinamente. Quando retornar da viagem o acordo deverá ser retomado. Fernando Moura seria um operador de propina que representava os interesses de José Dirceu na Petrobrás. Foi ele o responsável por indicar o ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque, como cota do PT, no esquema de corrupção na estatal. Duque foi preso na Operação "Que País é esse?" e já decidiu fazer delação premiada. O nome de Renato Duque, funcionário de carreira da estatal, foi apresentado por Fernando Moura a Silvio "Land Rover" Pereira, então indicado por José Dirceu para preencher cargos de primeira escalão no governo que se iniciava, em 2003. Desde então, a relação entre Moura e José Dirceu se estreitou. Ficaram amigos. Todos os negócios relativos a Petrobrás que envolviam algum interesse do grupo de José Dirceu na estatal passavam por Moura. Era ele o encarregado de fazer a ligação entre a Petrobrás, os operadores e os empresários. “(Moura) já vem de muito tempo, desde o escândalo envolvendo o ex-tesoureiro do PT Silvinho que recebeu uma Land Rover (de empresa contratada pela Petrobrás)”, diz o procurador regional federal Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato. “Através de Fernando Moura, Renato Duque chegou à Diretoria de Serviços da Petrobrás. Esse esquema passa pela compra de apoio parlamentar, talvez seja o primeiro ponto. Passa por uma facilitação do núcleo das empreiteiras, pelo enriquecimento de algumas pessoas, caso de José Dirceu, enriquecimento pessoal, não mais do partido (PT)". Segundo o Ministério Público Federal, o lobista Milton Pascowitch, um dos delatores da Lava Jato que incriminou o ex-ministro-chefe da Casa Civil, afirmou que ele e o irmão José Adolfo Pascowitch efetuaram pagamentos tanto a Fernando Moura "como a pessoas a ele ligadas, como seu irmão Olavo, seu filho Leonardo, suas filhas Lívia e Anitta e o sobrinho Tiago". A Procuradoria afirma que os pagamentos ocorreram na forma de "doações", em um valor global de cerca de R$ 5,3 milhões, no período de 2009 a 2010. “A origem dos recursos, segundo o colaborador (Pascowitch), consistiu em propina de contratos da (empreiteira) Engevix para obras em Cacimbas II", destacou a força-tarefa da Lava Jato no pedido de prisão do ex-ministro José Dirceu.