sábado, 15 de agosto de 2015

A geopolítica do pixuleco

Lula adora o ditador sírio Baschar Al Assad, que massacra civis inocentes para se manter no poder. Lula adora o ex-banqueiro Salim Taufic Schahin, que empresta dinheiro para comprar o silêncio sobre a morte de Celso Daniel. Schahin, que superfaturou sondas para a Petrobras para pagar a campanha de Lula, também adora Lula e o ditador sírio Baschar Al Assad. É a geopolítica do pixuleco.


Schahin estará sempre à disposição de Al Assad... e de Lula

O petista Fernando Pimentel, sua mulher e a agência digital do PT montaram esquema para extorquir empresas que recebiam empréstimos do BNDES, é o que aponta investigação da Polícia Federal

A agência de comunicação Pepper Interativa cresceu na esteira das duas campanhas da presidente Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto. Notória por realizar ataques virtuais contra grupos críticos ao PT, a Pepper, da publicitária Danielle Fonteles, caiu nas graças de próceres do partido, como o ex-tesoureiro João Vaccari Neto e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel. Graças à proximidade com eles, a Pepper mantém contrato com o PT. É o maior cliente da agência – quase 70% do faturamento dela vem do partido. A revista ÉPOCA descobriu que, em 2012, a Pepper montou uma operação intrincada no Exterior para receber valores da construtora Queiroz Galvão. Meses antes, a empreiteira recebera dinheiro do BNDES para financiar serviços na África. A Pepper criou, em nome de laranjas, a Gilos, uma offshore no Panamá. Criou também uma conta secreta na Suíça para movimentar a dinheirama de um contrato de fachada com a filial da Queiroz Galvão em Angola. A conta, cuja identificação é CH3008679000005163446, foi aberta por Danielle Fonteles no banco Morgan Stanley. Na ocasião, não foi declarada à Receita ou ao Banco Central.


ÉPOCA obteve cópia do contrato entre a offshore Gilos Serviços e a empreiteira, devidamente assinado por Danielle. Foi formalizado em setembro de 2012. A Gilos recebeu US$ 237 mil (R$ 830 mil, ao câmbio de hoje) da Queiroz Galvão para fazer marketing digital em Angola. O contrato, que elenca seis serviços, parece uma peça de ficção. Não há uma linha sequer sobre qual obra ou projeto da Queiroz Galvão deveria ser divulgado na internet pela Pepper. Naquele país, a Queiroz Galvão operou graças a financiamentos do BNDES. Em março de 2012, a empreiteira recebera US$ 55 milhões do banco. Naqueles tempos, Pimentel era ministro do Desenvolvimento e presidente do Conselho de Administração do BNDES. 

Danielle e a Pepper estão sendo investigados nas operações Lava Jato e, especialmente, Acrônimo. Nesta, que mira o petista Fernando Pimentel e operações de lavagem de dinheiro do PT, a Polícia Federal chegou a fazer buscas na sede da Pepper, num shopping de Brasília. Segundo a Polícia Federal, há evidências de que a Pepper foi usada para intermediar dinheiro do BNDES a Fernando Pimentel. Durante o primeiro mandato de Dilma, Fernando Pimentel era, na prática, o chefe do BNDES. A mulher do petista Fernando Pimentel, Carolina Oliveira, é apontada como uma espécie de sócia oculta da Pepper. Funcionou assim: entre 2013 e 2014, a Pepper recebeu R$ 520 mil do BNDES por serviços de publicidade e repassou R$ 236 mil a Carolina Oliveira. A Polícia Federal descobriu indícios de que Carolina Oliveira era mais que uma simples parceira da agência. A mulher do petista Fernando Pimentel distribuía cartões no mercado como se fosse representante da Pepper. Na casa de Carolina Oliveira e Fernando Pimentel, em Brasília, a Polícia Federal apreendeu uma tabela com valores. De um lado, aparece o nome Dani – o mesmo apelido da proprietária da Pepper. Os valores de “Dani” somam R$ 242.400,00. Do outro, há valores de Carol: R$ 143.982,95,00. Duas anotações chamam a atenção: R$ 11.100,00 e R$ 20 mil, registrados como “cartões”. Na tabela, a diferença dos valores, incluindo as vírgulas, entre “Dani” e Carolina é contabilizada como “crédito Carol”: R$ 98.417,05. Ou seja, é como se fosse um controle de caixa, de “Dani” para “Carol”, em que despesas de cartões de crédito de Carolina eram pagas pela Pepper e contabilizadas. A Pepper admite ter pago ao menos duas faturas do cartão de crédito da mulher do petista Fernando Pimentel, em razão da “amizade” entre Dani e Carol. A mulher de Fernando Pimentel, suspeita a Polícia Federal, era funcionária do BNDES nesse período.

Após ÉPOCA procurar Danielle, a conta na Suíça foi declarada à Receita. “Carolina nunca recebeu qualquer repasse da Pepper quanto a operações realizadas junto ao BNDES”, diz a Pepper, em nota. A empresa diz que desconhece a tabela apreendida na casa da mulher do petista Fernando Pimentel. Sobre a criação da Gilos, em 2012, no Panamá e em nome de laranjas, com conta na Suíça, Danielle afirma que seguiu orientações de advogados. “A Pepper foi orientada a constituir empresa no Exterior e abrir uma conta em instituição bancária idônea. A existência dessa conta, assim como os valores recebidos, são de conhecimento da Receita Federal do Brasil. Todos os impostos oriundos das transações havidas no Exterior foram recolhidos". Danielle não explicou por que declarou a conta somente após ser procurada por ÉPOCA. A Pepper afirma que não há relação entre os serviços prestados à Queiroz Galvão e financiamentos do BNDES. O advogado de Carolina Oliveira, Igor Tamasauskas, disse que a defesa não poderia se manifestar porque não teve acesso à integra do processo, mas ressaltou que “toda a relação comercial entre nossa cliente e a referida empresa foi legítima”.  A Queiroz Galvão afirma, ainda, que o contrato era para promover a empresa no Exterior. “Todos os pagamentos foram efetuados de maneira absolutamente legal e transparente, seguindo os termos previstos em cada contrato. Esses trabalhos nunca estiveram vinculados a qualquer pagamento por parte do BNDES”. A reportagem pediu à Pepper e à Queiroz Galvão provas de que os serviços da agência de comunicação foram executados. Nenhuma delas respondeu ao pedido da revista.

Plantão mantido

Regina Mikki chorou no 15 de março
Regina Mikki chorou no 15 de março
O Ministério da Justiça vai reunir uma equipe de plantão na Secretaria Nacional de Segurança Pública para acompanhar os protestos de domingo, pronta para agir caso haja algum distúrbio ou situação em que a Força Nacional precise agir. A propósito, em 15 de março, a mesma equipe já havia se reunido. Viveram momentos tensos. Lá pelas tantas, ao ver a Avenida Paulista tomada de gente, a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, desatou a chorar, enquanto repetia que “não era justo que se fizesse aquilo com o PT”. Lauro Jardim

Baiano está abrindo o jogo


Fernando Baiano deu dois depoimentos na semana passada em Curitiba em sua negociação para o  acordo de delação premiada. Outros depoimentos virão. É a fase em que o preso mostra suas cartas. Se a Justiça considerar o material substancioso, a delação é aceita. O que já disse é suficiente para deixar muita gente insone. Baiano contou operações de José Carlos Bumlai, um dos maiores amigos de Lula, falou de negócios de Gregório Preciado, contraparente de José Serra (é casado com uma prima do senador) e garantiu que o grande operador do PMDB não era ele – mas Jorge Luz, um paraense radicado no Rio de Janeiro e ligado a Eduardo Cunha. Apesar disso, até agora Baiano ainda não tocou no capítulo mais explosivo – Eduardo Cunha. Será, no entanto, instado a fazê-lo. Por Lauro Jardim

O mundo de Dirceu

Dirceu: fazendo-se de pobre e desiludido até aos amigos
Dirceu: fazendo-se de pobre e desiludido até aos amigos
A lenda que José Dirceu conseguiu espalhar nos últimos meses, mesmo entre os seus amigos, de que estava quebrado, sem dinheiro, levou pelo menos um desses velhos companheiros a começar a consultar empresários de São Paulo sobre uma possível vaquinha para ajudar o mensaleiro. Se não fosse preso pela Lava-Jato, certamente essa grana a mais iria para a sua conta-corrente. Por Lauro Jardim

Restou o cinema

PF
Filmes na carceragem da PF e no presídio em Curitiba
Meros pendrives têm feito sucesso entre vários presos da Lava-jato. Suas famílias gravam filmes e mandam para Curitiba para que eles assistam em tablets — o que é permitido. Por falta de opção, viraram cinéfilos. Por Lauro Jardim

Maxi desvalorização disfarçada do real

dólar e real
Dólar se valorizou 30% frente ao real neste ano
Sem alarde, o Brasil promoveu uma maxidesvalorização do real nos últimos doze meses — nada, claro, que estivesse na plataforma de campanha da reeleição de Dilma. Só em 2015, o dólar se valorizou 30% ante o real. E, em um ano, 57%. Isso explica, em parte, a resistência da inflação, apesar dos juros tão altos. Por Lauro Jardim

Trabalhos forçados

José Maria Marin
Marin trabalha por redução de pena e mais tempo ao sol
José Maria Marin, 83 anos, teve uma mudança no seu status prisional na Suíça: conseguiu começar a trabalhar na prisão. Em troca, terá mais algumas horas de sol e redução de pena. Por Lauro Jardim

Como e onde Lula deveria ser ouvido

Leiam o que o Estadão publicou: "Para Lula, a presidente não deve deixar que a Lava Jato domine a "agenda" do País. Além disso, ele acha que Dilma e a equipe econômica devem bater na tecla do "pós-ajuste", destacando que tudo está sendo feito para retomar o crescimento econômico. Lula e Dilma definiram uma agenda de viagens a partir da próxima semana. O roteiro começará por cidades do Nordeste. O ex-presidente irá a Pernambuco e ela, ao Rio Grande do Norte. A debandada de eleitores do Nordeste impressiona o governo porque a região sempre foi um celeiro de votos do PT. Lula também irá a Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do País, onde o governador Fernando Pimentel (PT) enfrenta dificuldades por causa de uma investigação da Polícia Federal contra ele". É um assombro que Lula ainda seja ouvido como chefe político. Ele só deveria ser ouvido como "suposto chefe de uma organização criminosa", nas dependências da PF e do Ministério Público Federal.

O governo é um aeroporto

No domingo passado, Lula pediu a Michel Temer uma conversa a portas fechadas. O encontro se deu no embarque de autoridades do aeroporto de Congonhas. Não houve testemunhas do diálogo entre o vice quase presidente e o ex-presidente quase presidiário. Na quarta, Temer recebeu oficialmente Lula em Brasília. Brahma participou de eventos públicos e teve outras conversas. Hoje, tomou café da manhã com Dilma. Nada do que se discutiu publicamente importa. Nada do que disserem oficialmente importa.

Ou Paulo Roberto entrega Renan, ou...

Renan Calheiros achou que estava livre da Lava Jato, mas pelo jeito não está, como já dissemos, reproduzindo uma nota da Época. Na mesma coluna da revista, assinada pelo jornalista Murilo Ramos, há outra notícia preocupante para Renan Calheiros:"Com o avanço das investigações, os procuradores perceberam que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa foi deveras econômico nas informações sobre Renan. Está sendo pressionado a colaborar de verdade. Se não ajudar, corre o risco de perder os benefícios da delação".

Estados Unidos confirmam que forte El Niño afeta a mudança do tempo no Sul do País

A Agência de Meteorologia do governo dos Estados Unidos confirmou esta semana que clima passa por um episódio de El Niño forte e que vai se intensificar, atingindo o seu pico no final da primavera e começo do verão no sul e boa parte do Brasil. “Prevemos que este episódio de El Niño figure entre os mais fortes nos registros que temos desde 1950 ao lado dos eventos de 1982/1983 e 1997/1998”, disse numa teleconferência na quinta-feira o vice-diretor do Centro de Previsão Climática do NOAA, Mike Halpert. Os valores semanais já são de El Niño forte, entretanto será a média de várias semanas que determinará a intensidade do fenômeno.

O povo na rua e a dinâmica da crise: Dilma não terá paz, pouco importa o número de manifestantes

Quantas pessoas vão à manifestação de protesto neste domingo? Cinquenta mil? Cem mil? Dois milhões? Querem saber? Para a dinâmica da crise, isso só teria importância se muitos milhões, muitos mesmo!, acima de qualquer expectativa, tomassem as ruas. É claro que um protesto à altura daquele do dia 15 de março já deixará o governo de sobressalto, ainda mais desorientado e, pois, suscetível ao erro. Se, na contabilidade geral, houver, sei lá, 100 mil pessoas nas ruas, o que é gente pra diabo, os palacianos e seus acólitos na imprensa gritarão: “Mico!”. Talvez os próprios promotores do evento venham a ficar um tanto acabrunhados se assim for. E, no entanto… E, no entanto, que diferença o eventual mico efetivamente faria para Dilma Rousseff? Ninguém deixará de achar o governo ruim/péssimo, migrando para o grupo do “regular” ou do “bom/ótimo”, porque os protestos terão reunido 100 mil pessoas em vez de 3 milhões. Não há voto de confiança ou avaliação generosa que resista a menos dinheiro no bolso, preços em disparada, economia acabrunhada, futuro incerto, pessimismo. Os próprios jornalistas, que cometem o pecado de circular demais no meio político e de menos nas ruas, correm o risco de fazer avaliações apressadas. Um balanço ligeiro desta semana, a se considerar só o ambiente da corte, tenderá a concluir que Dilma já superou o pior da crise. Segundo essa hipótese, a semana anterior teria sido o fundo do poço, e esta que termina, o ponto de inflexão. De fato, importantes costuras foram feitas entre palacianos e cortesãos, mas isso conta muito pouco. Dilma não tem de se segurar no cargo até 31 de agosto de 2015, mas ate 31 de dezembro de 2018. Até que a economia melhore para as pessoas, não para os indicadores que medem tendências, ainda será preciso piorar bastante. Se o Palácio conseguiu ou não isolar Eduardo Cunha; se o deputado está mais poderoso ou menos; se o senador Renan Calheiros passou a ser o homem da “estabilidade” em Brasília… Convenham: que diferença isso faz para os brasileiros que não vivem de descrever os humores dos políticos de Brasília? Há mais: a cada enxadada que dá a Operação Lava Jato, surge um punhado de minhocas reais, potencialmente reais ou virtuais, pouco importa. A engrenagem hoje envolvida na investigação e nos vazamentos tomou gosto pela coisa. Já se abriram duas variáveis independentes na operação, que remetem para o Ministério do Planejamento e para o setor elétrico. A artilharia se volta agora para os estádios da Copa do Mundo, terreno fértil para escavar frustrações e humilhações. Na superfície desse terreno está aquele sentimento que varreu o País em 2013 e 2014, que contrastava a ruindade dos serviços públicos oferecidos pelo Estado com a suntuosidade dos estádios, o que transformou o tal “Padrão Fifa”, antes uma referência de qualidade, em reivindicação situada entre a política e a ironia. E a ironia suprema, depois que estourou o escândalo da Fifa, foi saber que, de algum modo e em certa medida, sempre estivemos no Padrão Fifa — no caso, o da roubalheira. Nas profundezas desse terreno minado pela indignação, ainda está a humilhação daqueles 7 a 1 para a Alemanha, a indicar que fomos roubados para nada. A força-tarefa da Lava-Jato, qualquer observador arguto já percebeu, tem um atilado senso de marketing. E pouco importará saber o percentual de dinheiro público e de dinheiro privado que financiou os elefantes brancos. Isso não acaba tão cedo. Para arremate dos males, os que recomendam a Dilma correção de rumo procuram empurrá-la justamente para o modelo que se transformou na usina das crises. Não era mágica que sustentava aquele modelo, em si insustentável, mas o ciclo que se encerrou dos preços estratosféricos das commodities. O resto foi só gestão porca de uma janela que o mundo nos abriu. O PT se encarregou de transformar o que poderia ter sido o planejamento do futuro em alguns fogões, algumas geladeiras, cocô de curto prazo e votos. Em entrevista à Folha neste sábado, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) sintetiza: “Ou o governo muda, ou o povo muda o governo”. E ele está se referindo justamente à economia. Mas mudar precisamente o quê? Na próxima cochilada que der nas contas públicas, o País pode ser rebaixado pelas agências de classificação de risco — e aí haverá gente com saudade do tempo em que o símbolo do mal era o FMI… Querem saber? As pessoas sensatas deveriam torcer para que, neste domingo, houvesse nas ruas muitos e muitos milhões, um troço realmente acachapante, a indicar para Dilma que não dá mais. Isso também poderia evidenciar aos políticos que é chegada a hora. Creio na robustez do movimento, sim, mas não nessa monumentalidade. E a pior coisa que poderia acontecer seria o insucesso do protesto. A presidente não teria o que fazer com ele. Seria um indicador não de otimismo, mas de desalento e de descrença, o que costuma anteceder decisões coletivas desastradas. Não há como o povo na rua, neste domingo, ser o problema. Ele só pode ser a solução. É a continuidade do governo que nos lança no escuro, não a sua interrupção. Assim, meus caros, bom protesto! Por Reinaldo Azevedo

Marta se filia ao PMDB, e Haddad pode perder preciosos minutos na TV

A senadora Marta Suplicy (sem partido-SP) vai mesmo se filiar ao PMDB. As conversas com o PSB azedaram já faz algum tempo, e o partido de Márcio França, vice-governador, tende a caminhar com os tucanos na disputa municipal. Marta no PMDB, em princípio, é uma má notícia para o prefeito Fernando Haddad. Gabriel Chalita, seu secretário da Educação — que, no momento, está peemedebista —, quer forçar a manutenção da aliança com o PT. Não é segredo para ninguém que a senadora quer disputar a Prefeitura. Terá de enfrentar, internamente, a oposição de Chalita, mas chega, é inegável, com um bom padrinho. A sua adesão ao PMDB foi acertada nesta sexta-feira, no escritório político de Michel Temer, em São Paulo. Se o vice-presidente quiser e se empenhar, ela será a candidata do partido à Prefeitura, e Haddad perde alguns preciosos minutos na televisão. A socialite Marta Suplicy deixou a primeira legenda que sustenta a aliança que governa o País e se filiou à segunda. No PMDB, no entanto, isso não quer dizer grande coisa. O partido abriga governistas e antigovernistas radicais. É de sua história e de sua natureza. Assim, a volta de Marta Suplicy para um partido da base não quer dizer adesão ao governo Dilma.

Lula, o homem dos R$ 13 mil por minuto! Um fenômeno!

Para um presidente da República de qualquer país é enaltecedor poder contar que teve origem humilde. O americano Lyn­don Johnson mostrava a jornalistas um casebre no Texas onde, falsamente, dizia ter nascido. A ideia era forçar um paralelo com a história, verdadeira, de Abraham Lincoln, que ganhou a vida como lenhador no Kentucky. Lula teve origem humilde em Garanhuns, no interior de Pernambuco, e se enalteceu com isso. Como Johnson e Lincoln, Lula veio do povo e nunca mais voltou. É natural que seja assim. Como é natural que ex-presidentes reforcem seu orçamento com dinheiro ganho dando palestras pagas pelo mundo. Fernando Henrique Cardoso faz isso com frequência. O ex-presidente americano Bill Clinton, um campeão da modalidade, ganhou centenas de milhões de dólares desde que deixou a Casa Branca, em 2001. Lula, por seu turno, abriu uma empresa para gerenciar suas palestras, a LILS, iniciais de Luiz Inácio Lula da Silva, que arrecadou em quatro anos 27 milhões de reais. Isso se tornou relevante apenas porque 10 milhões dos 27 milhões arrecadados pela LILS tiveram como origem empresas que estão sendo investigadas por corrupção na Operação Lava-Jato. Na semana passada, a relação íntima de Lula com uma dessas empresas, a empreiteira Odebrecht, ficou novamente em evidência pela divulgação de um diálogo entre ele e um executivo gravado legalmente por investigadores da Lava-Jato. O alvo do grampo feito em 15 de junho deste ano era Alexandrino Alencar, da Odebrecht, que está preso em Curitiba. Alexandrino e Lula falam ao telefone sobre as repercussões da defesa que o herdeiro e presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, também preso, havia feito das obras no Exterior tocadas com dinheiro do BNDES. Os investigadores da Polícia Federal reproduzem os diálogos e anotam que o interesse deles está em constituir mais uma evidência da “considerável relação” de Alexandrino com o Instituto Lula. Fora do contexto da Lava-Jato, esse diálogo não teria nenhuma relevância especial. Como também não teria a movimentação financeira da LILS. De abril de 2011 até maio deste ano, a empresa de palestras de Lula, entre créditos e débitos, teve uma movimentação de 52 milhões de reais. Na conta-corrente que começa com o número 13 (referência ao número do PT), a empresa recebeu 27 milhões, provenientes de companhias de diferentes ramos de atividade. Encabeçam a lista a Odebrecht, a Andrade Gutierrez, a OAS e a Camargo Corrêa, todas elas empreiteiras investigadas por participação no esquema de corrupção da Petrobras. Essas transações foram compiladas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda. O Coaf trabalha com informações do sistema financeiro e seus técnicos conseguem identificar movimentações bancárias atípicas, entre elas saques e depósitos vultosos que podem vir a ser do interesse dos órgãos de investigação. Neste ano, os analistas do Coaf fizeram cerca de 2.300 relatórios que foram encaminhados à Polícia Federal, à Receita Federal e ao Ministério Público. O relatório sobre a LILS classifica a movimentação financeira da empresa de Lula como incompatível com o faturamento. Os analistas afirmam no documento que “aproximadamente 30%” dos valores recebidos pela empresa de palestras do ex-presidente foram provenientes das empreiteiras envolvidas no escândalo do petrolão. O documento, ao qual VEJA teve acesso, está em poder dos investigadores da Operação Lava-Jato. Da mesma forma que a conversa do ex-presidente com Alexandrino Alencar foi parar em um grampo da Polícia Federal, as movimentações bancárias da LILS entraram no radar das autoridades porque parte dos créditos teve origem em empresas investigadas por corrupção. Diz o relatório do Coaf: “Dos créditos recebidos na citada conta, R$ 9.851.582,93 foram depositados por empreiteiras envolvidas no esquema criminoso investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava­Jato”. Seis das maiores empreiteiras do petrolão aparecem como depositantes na conta da empresa de Lula. O ex-presidente tem uma longa folha de serviços prestados às empreiteiras que agora aparecem como contratantes de seus serviços privados. Com a Odebrecht e a Camargo Corrêa, por exemplo, ele viajava pela América Latina e pela África em busca de novas frentes de negócios junto aos governos locais. Outro ponto em comum que sobressai da lista de pagadores da empresa do petista é o fato de que muitas das empresas que recorreram a seus serviços foram aquinhoadas durante seu governo com contratos e financiamentos concedidos por bancos públicos. Uma delas, o estaleiro Quip, pagou a Lula 378.209 reais por uma “palestra motivacional”. Criada com o objetivo de construir plataformas de petróleo para a Petrobras, a empresa nasceu de uma sociedade entre Queiroz Galvão, UTC, Iesa e Camargo Corrêa – todas elas investigadas na Lava-­Jato. No poder, Lula foi o principal patrocinador do projeto, que recebeu incentivos do governo. Em maio de 2013, ele falou para 5.000 operários durante 29 minutos. Ganhou 13?000 reais por minuto. 

Cerveró revela que assinou contrato superfaturado para pagar dívidas da campanha de Lula

No início de 2007, a Petrobras experimentava uma inédita onda de prosperidade estimulada pelas reservas recém-descobertas do pré-sal. O segundo mandato de Lula estava no começo. Com a economia aquecida e o consumo em alta, a ordem era investir. A área internacional da companhia, sob o comando do diretor Nestor Cerveró, aportou bilhões de dólares na compra de navios-sonda que preparariam a Petrobras para a busca do ouro negro em águas profundas. Em março daquele ano, uma operação chamou atenção pela ousadia. Sem discussão prévia com os técnicos e sem licitação, a estatal comprou uma sonda sul-coreana por 616 milhões de dólares. E, ainda mais suspeito, escolheu a desconhecida construtora Schahin para operá-la, pagando mais 1,6 bilhão de dólares pelo serviço. Um negócio espetacular – apenas para a empresa que vendeu a sonda e para a construtora, que tinha escassa expertise no ramo. A Lava-Jato descobriu que, como todos os contratos, esse também não ficou imune ao pagamento de propina a diretores e políticos. O escândalo, entretanto, vai muito mais além. Em delação premiada, o operador Julio Camargo, que representava a Samsung na transação do navio-sonda Vitória 10000, confessou ter pago 25 milhões de dólares em propinas a diretores e intermediários, incluindo aí o próprio Cerveró. Com o esquema em torno da sonda revelado, faltava descobrir o papel da Schahin na operação. E é exatamente Nestor Cerveró, preso em Curitiba e agora negociando a sua delação premiada, quem revela a parte até aqui desconhecida da história. Em um dos capítulos do acordo que está prestes a assinar com o Ministério Público, o ex-diretor da área internacional conta que os contratos de compra e operação da sonda Vitória 10000 foram direcionados à construtora Schahin com o propósito de saldar dívidas da campanha presidencial de Lula, em 2006. E, por envolver o caixa direto da reeleição do petista, a jogada foi coordenada diretamente pela alta cúpula da Petrobras. Nos primeiros relatos em busca do acordo, Cerveró contou que o PT terminou 2006 com uma dívida de campanha de 60 milhões de reais com o Banco Schahin, pertencente ao mesmo grupo que administrava a construtora. Sem condições de quitar o débito pelas vias tradicionais, o partido usou os contratos da diretoria internacional para pagar a dívida da campanha. Então presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli incumbiu pessoalmente Cerveró do caso. O ex-diretor recebeu ordens claras para direcionar o contrato bilionário da sonda à Schahin. Uma vez contratada pela Petrobras, a empreiteira descontou a dívida do PT da propina devida aos corruptos do petrolão. Para garantir o silêncio sobre o arranjo, a Schahin também pagou propina aos dirigentes da Petrobras envolvidos na transação. Os repasses foram acertados pelo executivo Fernando Schahin, filho do fundador do grupo, Milton Schahin, e um dos dirigentes da Schahin Petróleo e Gás. Fernando usou uma conta no banco suíço Julius Baer para transferir a propina destinada aos dirigentes da estatal para o banco Cramer, também na Suíça. O dinheiro chegou a Cerveró e aos gerentes da área Internacional, Eduardo Musa e Carlos Roberto Martins, igualmente citados como beneficiários dos subornos. Além de amortizar as dívidas da campanha de 2006, o contrato da sonda Vitória 10000 serviu para encerrar outro assunto nebuloso envolvendo empréstimos do Banco Schahin e o PT. A história remonta ao assassinato do prefeito petista Celso Daniel, em Santo André, em 2002. Durante o julgamento do mensalão, ao pressentir que seria condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal, Marcos Valério, o operador do esquema, tentou fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público. Em depoimento na Procuradoria-Geral da República, ele narrou a história que agora pode se confirmar no petrolão. Segundo Valério, o PT usou a Petrobras para pagar suborno a um empresário que ameaçava envolver Lula, Gilberto Carvalho e o mensaleiro preso José Dirceu na trama que resultou no assassinato de Celso Daniel. Valério contou aos procuradores que se recusou a fazer a operação e que coube ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal de Lula, socorrer a cúpula petista. Segundo ele, Bumlai contraiu um empréstimo de 6 milhões de reais no Banco Schahin para comprar o silêncio do chantagista. Depois, usou sua influência na Petrobras para conseguir os contratos da sonda para a construtora. O próprio Milton Schahin admitiu ter emprestado 12 milhões de reais ao amigo de Lula. “O Bumlai pegou, sim, um empréstimo, como tantas outras pessoas. Mas eu não sou obrigado a saber para que o dinheiro foi usado”, disse recentemente à revista Piauí. Eivada de irregularidades, a contratação da Schahin tornou-se alvo de investigação da própria Petrobras. A auditoria da estatal concluiu que a escolha da Schahin se deu sem “processo competitivo” e ocorreu a partir de índices operacionais de desempenho artificialmente inflados para justificar a contratação. Os prejuízos causados pela transação em torno da Vitória 10000 foram classificados pelos técnicos como “problemas políticos”, que deveriam ser resolvidos pela cúpula da estatal. Não fosse pela Lava-Jato, a trama que envolve a campanha de Lula e os contratos na Petrobras permaneceria oculta nos orçamentos cifrados da estatal. A Schahin, que vira seu faturamento saltar de 133 milhões de dólares para 395 milhões de dólares durante os oito anos de governo Lula, seguiria faturando sem ser importunada. O cerco, porém, está se fechando. Os números das contas usadas no pagamento de propinas no Exterior e até detalhes das viagens de Fernando Schahin à Suíça já foram entregues pelos ex-dirigentes da Petrobras aos procuradores. Apesar dos claros sinais de fraude no processo, o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli defendeu a compra da sonda ao depor como testemunha de defesa de Cerveró na Justiça. Procurados, os advogados de Cerveró disseram que não poderiam se pronunciar sobre o andamento do acordo de delação com o Ministério Público. Os demais citados negaram envolvimento no caso. Ao falar da ordem para beneficiar a Schahin, Cerveró reproduziu a frase que teria ouvido de Gabrielli: “Veio um pedido do homem lá de cima. A sonda tem de ficar com a Schahin”. E assim foi feito. Cerveró ainda não revelou quem era o tal “homem”.

Nestor Cerveró entregou Lula

Nestor Cerveró entregou Lula. Num de seus depoimentos à Lava Jato, segundo a Veja, Nestor Cerveró contou que a campanha de Lula, em 2006, foi financiada com propina paga pelo contrato do navio-sonda Vitória 10000. Isso mesmo: Lula se elegeu com dinheiro roubado da Petrobras. O operador Júlio Camargo já havia admitido o pagamento de 25 milhões de dólares em propina para favorecer o estaleiro Samsung e a empreiteira Schahin no contrato do Vitória 10000. O que Nestor Cerveró disse agora à Lava Jato foi que o contrato fraudulento assinado pela Petrobras com a empreiteira Schahin serviu para saldar dívidas de 60 milhões de reais da campanha de Lula, em 2006, com o Banco Shahin. Lula tem de ser preso. 


A Vitória 60.000.000 de Lula

Os filhos do Itaipava

Lulinha, ex-funcionário do zoo paulistano, chamado pelo lobista Alexandre Paes dos Santos de "idiota", levou 10 milhões de reais com a venda da sua parte na Gamecorp, aquela empresa de games de altíssima tecnologia. Hoje, vive num apartamento em nome de um laranja, em São Paulo, avaliado em 6 milhões de reais. Mas há outro crânio na prole de Lula: Luís Cláudio, o caçula, que brilhou como um dos preparadores físicos do Palmeiras, antes de partir para a iniciativa literalmente privada. A sua empresa, Touchdown Promoção de Eventos Esportivos, aberta em 2011 para promover futebol americano no país, faturou em 2012, de acordo com o Coaf, 6,2 milhões de reais em sete meses. Com apenas um funcionário, tornou o futebol americano tão popular no Brasil como o cricket.


Vale fazer touchdown com o pé?

Os pixulecos das empreiteiras para Lula (por dentro)

Entre abril de 2011 e maio deste ano, a empresa de "palestras" de Lula recebeu os seguintes pixulecos, em reais, das empreiteiras do petrolão. As quantias são apenas aquelas registradas pelo Coaf. Ou seja, por dentro:
Odebrecht: 2,8 milhões
Andrade Gutierrez: 1,9 milhão
OAS: 1,9 milhão
Camargo Corrêa: 1,4 milhão
Queiroz Galvão: 1,2 milhão
Quip: 378 mil
UTC: 357 mil

A ascensão social de Lula

A ascensão social de Lula pode, então, ser resumida assim: ele passou do troco da cerveja para os milhões da cervejaria.


Conservado em álcool

envelhecido 12 anos

O homem lá de cima

Nestor Cerveró, além de entregar Lula, entregou também José Sérgio Gabrielli. A ordem para que Nestor Cerveró direcionasse o contrato do navio-sonda Vitória 10000 para a Schahin foi dada pessoalmente pelo presidente da Petrobras...  


Vitória 10000 e a vitória de Lula

Lula tem R$ 81 milhões?

A Veja desta semana revela que Lula faturou 27 milhões de reais em palestras, através de sua empresa LILS. Do total, 10 milhões de reais foram pagos por empresas denunciadas na Lava Jato. Agora que o Ministério Público descobriu que Walter Faria, dono da Itaipava, foi receptador de dinheiro roubado da Petrobras, essa conta tem de ser refeita, incluindo as palestras que Lula proferiu na cervejaria. A conta tem de ser refeita também por outro motivo: Lula ganhou muito mais do que 27 milhões de reais. A Camargo Corrêa, por exemplo, pagou 1,5 milhão de reais à LILS. Ela pagou igualmente 3 milhões de reais ao Instituto Lula, que não foram contabilizados pela Veja. Pode-se estimar, portanto, que se a LILS recebeu 27 milhões de reais em palestras, o Instituto Lula deve ter recebido o dobro - 54 milhões de reais. Lula é o homem dos 81 milhões de reais. 


Bebendo na fonte

Brahma? Não: Itaipava

Lula, em novembro de 2013, ganhou 300 mil reais de Walter Faria para dar uma palestra na Itaipava. Ele deu outra palestra na cervejaria em 17 de abril deste ano. Na ocasião, Lula disse sobre o Petrolão: “Quem roubou está sendo preso e não pode ser confundido com outras pessoas". O presidente da OAS chamava Lula de Brahma. Ele o confundiu com outra pessoa. Lula é Itaipava.


Ele não é Brahma, não

Um brinde a Lula

Lula salvou Walter Faria, o dono da Itaipava, da falência, concedendo-lhe empréstimos escandalosos por meio do Banco do Nordeste. Mas Walter Faria também salvou Lula...


Um brinde a Lula

Dinheiro do Petrolão na campanha de Dilma

O dono da cervejaria Itaipava, Walter Faria, é um dos maiores doadores do PT. Em 2014, ele deu ao partido sete vezes mais do que a Ambev e duas vezes mais do que o Bradesco. Foram 30 milhões de reais, quase todos destinados à campanha de Dilma Rousseff. Agora a Lava Jato descobriu, segundo a IstoÉ, que o dinheiro doado por Walter Faria à campanha de Dilma Rousseff foi roubado da Petrobras. Os investigadores encontraram nos documentos bancários entregues pelo delator Julio Camargo quatro repasses à offshore Headliner, num total de 3 milhões de dólares. A Headliner foi usada por Walter Faria como entreposto de suas negociatas no exterior. Foi usada também, como se descobriu agora, para lavar e distribuir a propina do Petrolão. Um procurador disse à reportagem: “Está provado que Walter Faria é dono da conta que recebeu dinheiro do Petrolão e que depois disso ele promoveu uma série de manobras bancárias na Suíça e no Uruguai com o objetivo de dificultar qualquer rastreamento sobre os recursos não declarados”.


Cerveja com gostinho de petróleo

Põe no cartão

Fernando Pimentel tem de ser cassado. Algumas semanas atrás, a operação Acrônimo revelou que a Pepper recebeu 520 mil reais do BNDES e repassou 236 mil reais a Carolina Oliveira, mulher de Fernando Pimentel, que comandava o BNDES. Agora a Época mostra que a promiscuidade entre a Pepper e Fernando Pimentel é ainda pior:
“Na casa de Carolina Oliveira e Pimentel, a PF apreendeu uma tabela com valores. De um lado, aparece o nome Dani – o mesmo apelido da proprietária da Pepper. Os valores de ‘Dani’ somam R$ 242.400. Do outro, há valores de Carol: R$ 143.982,95. Duas anotações chamam a atenção: R$ 11.100 e R$ 20 mil, registrados como ‘cartões’. Na tabela, a diferença dos valores, incluindo as vírgulas, entre ‘Dani’ e Carolina é contabilizada como ‘crédito Carol’: R$ 98.417,05. Ou seja, é como se fosse um controle de caixa, de ‘Dani’ para ‘Carol’, em que despesas de cartões de crédito de Carolina eram pagas pela Pepper e contabilizadas. A Pepper admite ter pago ao menos duas faturas do cartão de crédito da mulher de Pimentel, em razão da ‘amizade’ entre Dani e Carol”.


Pagamento em 12 vezes sem juros

Peppertel na Suíça

A Pepper Interativa, que enriqueceu com as duas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff, recebeu dinheiro da Queiroz Galvão numa conta secreta na Suíça.
A reportagem é da Época.
“A conta CH3008679000005163446 foi aberta por Danielle Fonteles, dona da Pepper, no banco Morgan Stanley. Em setembro de 2012, ela recebeu 237 mil dólares da Queiroz Galvão para fazer marketing digital em Angola. O contrato parece uma peça de ficção. Não há uma linha sequer sobre qual obra ou projeto da Queiroz Galvão deveria ser divulgado na internet pela Pepper. Naquele país, a Queiroz Galvão operou graças a financiamentos do BNDES. Em março de 2012, a empreiteira recebera 55 milhões de dólares do banco. Naqueles tempos, Pimentel era ministro do Desenvolvimento e presidente do Conselho de Administração do BNDES”.


Pepper é a pimenta de Pimentel

"Depósito", "avião", "Lula"

A JD Consultoria gastou pelo menos 1,68 milhão de reais em 49 viagens de jatinho entre 2011 e maio de 2014. A informação, segundo a Folha de S. Paulo, “consta de manifestação assinada pela empresa e encaminhada ao juiz Sergio Moro”. O que isso quer dizer? Quer dizer que a nota “Depósito avião (Lula)”, encontrada no caderno vermelho do irmão de José Dirceu, indica um “depósito” para pagar um “avião” usado por “Lula”. O dinheiro do depósito do avião saiu do bolso de José Dirceu ou ele se limitou a repassar valores dos operadores do Petrolão, como ocorreu em viagens do próprio José Dirceu? 

Alguma dúvida?

As genuflexões de Renan Calheiros

Renan Calheiros ajoelhou-se aos pés de Dilma Rousseff porque Rodrigo Janot resolveu aliviar sua barra. Essa foi a versão divulgada pela imprensa nos últimos dias. Agora a Época conta que, se esse foi seu cálculo, ele vai se danar: “Os procuradores da Lava Jato esmiúçam seis fatos capazes de embasar a denúncia - ou denúncias - contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, e ainda estão em busca de mais. Até agora o que mais agrada aos investigadores são as informações vindas do empreiteiro da UTC, Ricardo Pessoa. A denúncia contra Renan pode até ficar para depois da recondução do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, em setembro. Até lá, contudo, Renan e sua turma terão surpresas desagradáveis”.


Erro de cálculo

O fugitivo

Rogério Araújo era o executivo da Odebrecht encarregado de pagar a propina do Petrolão. Quando a Polícia Federal foi prendê-lo, na 7ª fase da Lava Jato, não o encontrou em casa. Agora a Polícia Federal suspeita, a partir da análise de interceptações telefônicas, que ele estivesse escondido na casa de Marcelo Odebrecht. A defesa de Marcelo Odebrecht alega que ele não podia saber tudo o que ocorria em seu grupo. A novidade é que ele não sabia nem o que ocorria dentro de seu armário.


Quem está escondido atrás da planta?

Lula ganhou R$ 27 milhões em palestras, diz Veja

A Veja que sai às bancas neste sábado traz uma reportagem mostrando que o ex-presidente Lula faturou R$ 27 milhões com sua empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda. Do total, R$ 10 milhões foram pagos por empreiteiras investigadas no petrolão. As palestras de Lula não valem nada. O nome disso é tráfico de influência. O nome disso é crime.


Lula ficará na história como o fundador da República do Pixuleco

Caixa 2 do jatinho

O superconsultor José Dirceu realizou 49 viagens de jatinho pelo Brasil em três anos. Todos os vôos foram contratados com a Flex Aero, a empresa de Rui Aquino, aquele que já mencionamos em post sobre o Citation PT-XIB. Curiosamente, os registros de locação de táxi-aéreo não foram encontrados pela Polícia Federal na sede da empresa. Segundo a companhia, eles "não estavam vinculados a nenhuma das notas fiscais relacionadas com a JD Assessoria Ltda". Ou seja, as viagens de José Dirceu não foram contabilizadas. É o caixa 2 do jatinho.


Viagens "não contabilizadas" pela Flex Aero. É tipo carona, sabe?! (O Antagonista)

Sempre teremos Cascais

Ainda sobre a missão de Lula, Dirceu e Gaspar a Cascais em 2010, a programação do evento político-empresarial inclui, além da palestra do superconsultor, discussões sobre linhas de crédito do BNDES e dois workshops imperdíveis: "Portugal Telecom - Case Brasil" e "Santander - A escolha estratégica". No release oficial, ambos estavam com a rubrica "a confirmar". Será que rolou?

Ações brasileiras: a pechincha para quem tem dólar

Neste ano, enquanto o Índice Bovespa apresenta uma baixa de 4% em reais, a queda em dólar é de impressionantes 26,2%. “O Brasil se tornou muito barato em dólares”, aponta Nick Robinson, diretor da Aberdeen Asset Management. Para não gastar dinheiro à toa, o gestor recomenda papéis de empresas que consigam ditar o preço em seus mercados, como a Lojas Renner.

Cascais, tecnologia petista

Em julho de 2010, o superconsultor José Dirceu integrou uma missão oficial liderada por Lula a Cascais. O Antagonista já mencionou aqui o interesse de Lula pelo balneário português e a menção no caderno vermelho da JD Consultoria a uma certa "Quinta" na freguesia de Parede, lá mesmo, em Cascais. A viagem tinha como objetivo "internacionalizar o Polo de Alta Tecnologia de Campinas", conhecido como CIATEC, então dirigido por um velho amigo de Dirceu de seu exílio cubano, o ex-guerrilheiro Luis Carlos da Rocha Gaspar. Campinas era administrada por outro amigo de Dirceu, o Dr. Hélio, depois condenado por improbidade administrativa - um legado petista. A programação do evento previa uma palestra de Dirceu: "Brasil e sua estratégia na área de Alta Tecnologia, Integração Brasil e Comunidade Européia, em especial Portugal". Não se tem notícia dos frutos dessa viagem e Gaspar desapareceu do noticiário após deixar o CIATEC e ser citado a devolver honorários indevidos que embolsou enquanto estava lá. O Antagonista gostaria de saber o paradeiro de Gaspar e se ele sabe algo sobre a tal "Quinta". Por onde andas, Gaspar?


Cascais foi destino de missão de Lula em 2010 para internacionalizar a tecnologia do pixuleco.

Executivo da Odebrecht procurado pela Polícia Federal estava escondido na casa de ...... Marcelo Odebrecht


Interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal revelam que o presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, escondeu em sua casa um dos executivos do grupo, Rogério Santos Araújo. Na ocasião, a força-tarefa da Operação Lava Jato fez buscas na residência de Araújo durante a 7ª fase da Lava Jato, em novembro do ano passado, a Juízo Final. Para os investigadores os novos indícios reforçam as suspeitas sobre as anotações no celular de Odebrecht e indicam que havia uma "estratégia da corporação" para se prevenir das investigações da Lava Jato. As suspeitas da Polícia Federal se baseiam no telefonema entre a mulher e a filha de Marcelo Odebrecht no dia em que foi deflagrada a 14 ª fase da Lava Jato, em 19 de junho de 2015, quando Marcelo foi preso com outros executivos. Na ocasião, a mãe tenta acalmar a filha e afirma: "Seu pai, o que foi que seu pai te avisou a vida toda? Que se pegassem alguém dele, ele ia fazer o que?", diz a mãe para a filha. "Ia lá", responde a jovem, que logo em seguida escuta da mãe: "O dia que ele quis esconder ele escondeu aonde? Ele trouxe Rogério pra casa de quem? Aqui, não foi?". Para a Polícia Federal o nome é uma referência a Rogério Santos Araújo, cuja residência foi alvo de buscas na sétima fase da operação em novembro do ano passado. Na ocasião, os agentes encontraram apenas a mulher de Rogério Araújo em casa. "Ante o exposto, todas as informações citadas acima, aparentemente, corroboram no sentido de que Marcelo Bahia Odebrecht ajudou a esconder em sua própria residência Rogério Santos de Araújo no dia 14/11/2014", assinala a Polícia Federal no relatório. Citado por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras e primeiro delator da Lava Jato, como sendo o responsável por indicar a abertura de contas na Suíça. Por meio dessa conta, o ex-diretor da estatal confessa ter recebido US$ 23 milhões em propinas da Odebrecht. Rogério Araújo foi preso na 14ª fase da Lava Jato e atualmente é réu na Justiça Federal no Paraná. Os agentes interceptaram também telefonemas da irmã de Marcelo Odebrecht que mostram que ela teria tratado com o filho de Rogério Araújo sobre "auxílio financeiro". "Nesse mesmo contato, Monica (irmã de Marcelo) afirma que os advogados iriam concentrar esforços quanto a soltura de Marcelo no âmbito do Superior Tribunal de Justiça", aponta a Polícia Federal. Para os investigadores, as interceptações reforçam as suspeitas sobre as anotações do celular de Odebrecht que citam as siglas MF/RA, em referência aos ex-diretores da empreiteira Marcio Faria e Rogério Araújo, e as relacionam às expressões "não movimentar nada e reembolsaremos tudo e asseguraremos a família. Vamos segurar até o fim" e "higienizar apetrechos MP e RA". Os investigadores estão convencidos de que a empreiteira tentou prejudicar as investigações. "O que nos leva mais uma vez à conclusão de que os atos praticados pelos executivos do grupo Odebrecht não se tratavam de atos isolados de alguns dirigentes, mas de uma estratégia da própria corporação", aponta o relatório da Polícia Federal. Desde o início da Lava Jato, a Odebrecht tem reiterado taxativamente que não participou do cartel das empreiteiras no esquema Petrobras. A empresa nega que seus executivos tenham repassado propinas. Por meio de habeas corpus, os advogados da Odebrecht sustentam perante os tribunais que seu presidente e os outros investigados do grupo são inocentes.

Empresa de Dirceu gastou pelo menos R$ 1,68 milhão com uso de jatinho

A empresa de consultoria do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT-SP), a JD Consultoria, gastou pelo menos R$ 1,68 milhão em 49 viagens de jatinho entre 2011 e maio de 2014. Esses gastos estão pendentes de "regularização fiscal", segundo ofício da empresa de táxi aéreo que prestou os serviços ao ex-ministro. A informação consta de manifestação assinada pela empresa e encaminhada ao juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato que tramitam na Justiça Federal do Paraná. Em apenas uma das viagens, um giro por três Estados do Nordeste em março de 2013, a empresa de consultoria gastou cerca de R$ 110 mil. Em outra viagem, que incluiu passagem por Pernambuco e Minas Gerais, mais R$ 85 mil. As informações foram prestadas à Polícia Federal nesta sexta-feira (14) pela Flex Aero Táxi Aéreo, sediada em São Paulo. No último dia 3, a empresa sofreu busca e apreensão da Operação Pixuleco, um desdobramento da Lava Jato, que levou Dirceu à prisão na Superintendência da PF de Curitiba (PR). Vários documentos foram arrecadados pela PF. A empresa agora alegou que uma parte da documentação não foi encontrada pela PF e por isso procurou o juiz Moro para entregá-la. A Flex afirmou que encontrou os documentos após "um completo e detalhado levantamento". "Tais documentos não foram localizados por ocasião da busca e apreensão pois não estavam vinculados a nenhuma das notas fiscais relacionadas com a JD Assessoria Ltda., ainda que as viagens tenham sido realizadas por solicitação desta", afirmou a empresa em nota à Justiça Federal. A firma disse também "estar promovendo, junto à Receita Federal do Brasil, a regularização fiscal dos serviços indicados nos referidos documentos". Segundo as investigações da força tarefa da Lava Jato, parte dos voos utilizados pela empresa de Dirceu foi bancada pelo lobista Milton Pascowitch, que fez um acordo de delação premiada e admitiu ter pago propina para fechar negócios com a Petrobras. O Ministério Público Federal disse ter localizado documentos que indicam o pagamento, por Pascowitch, de pelo menos dois voos de jatinho em favor de Dirceu. De acordo com os registros dos voos entregues pela Flex, a empresa de Dirceu costumava utilizar dois jatos Cessna, de prefixos PT-FLC e PR-RAQ. Das 49 viagens realizadas em nome da empresa, 25 partiram ou chegaram do aeroporto de Jundiaí, no interior de São Paulo, que fica próximo a Vinhedo, município em que Dirceu tem residência. Entre os destinos assinalados pela empresa de táxi aéreo estão capitais do Sudeste e do Nordeste, mas também cidades menores como Cianorte (PR), Petrolina (PE), Maringá (PR), Caxambu (MG), Umuarama (PR) e São Lourenço (MG). A cidade de Brasília foi origem, destino ou passagem de 17 viagens de jatinho realizadas para a empresa do ex-ministro. Um dos réus condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no processo do mensalão pelo crime de corrupção ativa, José Dirceu cumpriu pena em regimes fechado e semiaberto entre novembro de 2013 e novembro de 2014. Nesse período, a empresa de táxi aéreo informou ter realizado apenas duas viagens para a JD Consultoria. O ano de 2012 foi o de maior movimento dos jatinhos a serviço da JD, com 21 viagens no período, quase duas por mês. A Folha não conseguiu localizar, na noite desta sexta-feira (14), o advogado de Dirceu, Roberto Podval, para que pudesse comentar as viagens.