quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Petrobras pode adiar abertura de capital da BR Distribuidora


A Petrobras avalia adiar a abertura de capital da BR Distribuidora, que estava prevista para ocorrer no fim deste ano. Segundo uma fonte, o adiamento está em avaliação. A ideia da estatal é vender até 25% das ações de sua subsidiária na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovepa). A BR é a maior rede de combustíveis do País. Em meados deste mês, a Petrobras discutiu o assunto durante reunião do Conselho de Administração. Na ocasião, o presidente do Conselho, Murilo Ferreira, que é presidente da Vale, foi contra, assim como o representante dos trabalhadores da Petrobras, Deyvid Bacelar. Segundo fontes, o principal entrave seria a mudança, em andamento, no comando da BR, que hoje é presidida José Lima de Andrade Neto.

CPMF: Essa gente do PT não tem cura porque tem uma natureza

Não é possível! Como os leitores estão cansados de saber, acho que o melhor lugar para Dilma Rousseff é o conforto do lar, lendo seus livrinhos de antropologia, deixando esse papo de governo para quem tem mais vocação, mais talento, mais paciência para ouvir. Mas não sou inimigo da presidente, obviamente. A inimizade é uma expressão da intimidade, ainda que vivida pelo avesso. A inimizade é o amor negativo, né? Na origem, podem procurar, está a inveja, o afeto não correspondido, a traição, o ressentimento… Notem que todos eles são expressões de uma admiração destrambelhada. O que eu sinto por Dilma? Nada. Mas há, certamente, quem a odeie por um daqueles motivos acima elencados. Quem? Bem, não sei o nome da pessoa. Mas sei que ela existe e o que ela quer: no caso, sugeriu à presidente que deixasse correr a ideia de que o governo planeja recriar a CPMF — e não com alíquota pequena, não: 0,38% sobre qualquer transação bancária. Desta feita, já escrevi aqui, nem mesmo se pretexta a necessidade meritória de dar verba para a saúde. É que o governo está com um rombo no caixa, está fabricando déficit primário e precisa dar um jeito de tapar o buraco. Então, o tal inimigo íntimo pensou: “Por que a gente não tunga de novo o contribuinte?” É espantoso! Bem, tão logo a notícia começou a circular, os protestos pipocaram de todo lado. Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, mesmo na sua condição de neoconvertido, advertiu que será difícil a proposta passar pelo Senado. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que não se converteu, fez advertência idêntica. A Folha ouviu algumas opiniões. Robson Andrade, da Confederação Nacional da Indústria, classificou a ideia de “absurda”: “Mais um imposto para a sociedade pagar, enquanto o caminho ideal seria o governo promover uma redução de gastos públicos para deixar a economia se recuperar”. “É um total retrocesso na economia do país. Os gastos do governo é que devem ser reduzidos e mais bem-administrados, enxugando a máquina pública”, disse Kelly Carvalho, assessora econômica da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). Não é diferente a estupefação do presidente da CNS (Confederação Nacional de Serviços), Luigi Nesse: “É uma loucura criar novo imposto no Brasil em um momento de crise e fragilidade das empresas”.
Só tubarões?
Já andei nas ruas hoje. A revolta é imensa — e não creio que seja só em São Paulo, onde, com efeito, o PT não é um partido muito popular. Cada vez mais, experimenta-se a sensação de um governo contra a sociedade. Foi tal o desarvoramento que o vice-presidente, Michel Temer, mesmo fora da coordenação política, tachou a ideia, por enquanto, de “burburinho”. Neste momento, ele participa de um jantar com empresários na Fiesp, onde um novo imposto não deve ser, assim, uma ideia muito popular… Não! Eu não sou inimigo de Dilma porque, reitero, a inimizade é uma forma de intimidade desde, ao menos, a Ilíada, de Homero. Vejam lá o confronto entre Heitor e Aquiles. Sou apenas um duro crítico do governo. Mas não tenho dúvida de que Dilma vive cercada de pessoas que querem vê-la pelas costas. CPMF agora? A esta altura do campeonato? Talvez alguém lhe tenha proposto algo, assim, toscamente maquiavélico: “Presidente, arranque o couro do povaréu enquanto a senhora está com 7% de popularidade e use o dinheiro da brasileirada para tentar melhorar a sua reputação”. É um jeito de ver o mundo. Eu tendo a achar que o novo imposto esgarçaria a já frágil sustentação que o governo conseguiu junto ao empresariado. Já disse aqui: essa gente do PT não tem cura porque tem uma natureza. Por Reinaldo Azevedo

CPMF – Chioro, o ministro do Eufemismo Burocrático, quer arrastar prefeitos e governadores para buraco em que Dilma está

Ah, que bom! Dilma pensa em extinguir e fundir ministérios, certo? Sugiro que demita Arthur Chioro da Saúde e o transforme no titular do MEB, o Ministério do Eufemismo Burocrático. O valente, um dos tocadores de corneta da volta da CPMF, resolveu dar um outro nome ao imposto: CIS (Contribuição Interfederativa da Saúde). Ah, que bacana. Aí não deve doer. O governo ainda não sabe se cria um imposto para cobrir o déficit primário ou para a Saúde. Entendi. Vai ver a ideia é a seguinte: o tal CIS vai para a Saúde, e o dinheiro da Saúde vira caixa, que é um jeito malandro de fazer a CPMF, com novo apelido, ser o que sempre foi: CAIXA!!! O nomezinho proposto por Chioro embute uma armadilha: seria uma “contribuição interfederativa” porque parte do dinheiro ficaria com os municípios, parte com estados e parte com a União… Ah, espertão! É um jeito de engajar os prefeitos e os governadores na defesa da proposta, de sorte que Dilma não arque sozinha com o peso da estrovenga, né? Justamente porque o imposto teria esse caráter, Chioro nega que seria a simples volta da CPMF — já que este nunca serviu apenas à saúde. Temos aí uma confissão. O imposto, disfarçado de “contribuição” fico em vigência de 1997 a 2007 — portanto, o PT administrou o dinheiro durante cinco anos. Teria dado tempo de demonstrar que sabia o que fazer com ele, não é mesmo? Chioro vem com sua conversa mole: “Vivemos um crônico subfinanciamento da saúde, e precisamos encontrar uma solução. Se não encontrarmos, municípios e Estados deixarão de cumprir o compromisso com a população brasileira. Estamos lidando com a vida das pessoas.” Ah, também resolveu dizer que os que votaram pela extinção do imposto em 2007 são os responsáveis pela crise que está aí. Uma ova! Eis um dos aspectos mais irritantes de um governo destrambelhado. A urgência da CPMF é recolocada quando o país passou a fabricar déficit primário. Chioro vem agora usar os doentes como estandarte para esconder a incompetência oficial. E pretende arrastar governadores e prefeitos para o buraco de popularidade em que Dilma está. Por Reinaldo Azevedo

PF indicia almirante e filha

O vice-almirante Othon Luiz Pinheiro, ex-presidente da Eletronuclear, foi indiciado pela PF por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em relatório de 30 páginas, a PF disse que "há evidências" de que as empresas do consórcio que estava construindo Angra 3 "fizeram um ajuste", ou seja, combinaram o resultado da licitação. Othon é suspeito de embolsar até R$ 30 milhões em propinas. Além de Othon, também foi indiciada sua filha Ana Cristina Toniolo, e Flavio Barra, presidente da Andrade Gutierrez Energia, além de cinco intermediários.

Odebrecht tenta impedir que Lava Jato descubra "a conta suíça"

Advogados contratados pela Odebrecht na Suíça entraram com ação na Justiça para tentar impedir que o Ministério Público envie ao Brasil os dados relativos a contas secretas da empresa, informa Jamil Chade, do Estadão. A empreiteira deve estar desesperada com a possibilidade de que a Lava Jato descubra a conta suíça que abasteceu a campanha de Dilma. O Antagonista lembra a mensagem encontrada no celular de Marcelo Odebrecht: “Para Edinho visão da conta toda inclusive o gasto com Haddad. MRF: dizer do risco cta suíça chegar campanha dela?”

Vai encarar?

Marcelo Odebrecht, informa a Veja, pediu para não comparecer às audiências de testemunhas de acusação previstas para a próxima semana. Há mais de dois meses preso em Curitiba, MO ficaria frente a frente com Sérgio Moro pela primeira vez. O maior empreiteiro do País não consegue encarar o maior juiz do País?

A CPMF e o desgoverno

Um dia depois de Joaquim Levy cogitar o aumento de impostos, o Palácio do Planalto ressuscita a velha CPMF como solução para "equilibrar" as contas. O governo não conseguiu enxergar a crise e tampouco demonstra capacidade para propor saídas. Fala em enxugar a máquina, mas não sabe por onde começar... Falta seriedade, falta planejamento, falta tudo. É um desgoverno.

Odebrecht quer impedir envio de extratos bancários da Suíça ao Brasil


Advogados contratados pela empreiteira Odebrecht entraram com uma ação na Justiça da Suíça para tentar impedir que documentos coletados pelo Ministério Público suíço sejam enviados ao Brasil e para que possam fazer parte do processo contra os executivos da empresa. Os documentos seriam peças fundamentais e apontariam o destino das propinas, além dos valores movimentados nas contas secretas na Suíça pela construtora.  A iniciativa legal tem como meta impugnar qualquer remessa de documentos, extratos bancários e informações sobre transferências relativas a pessoas envolvidas com a construtora. O argumento utilizado é de que o envio seria uma medida desproporcional por parte dos suíços e que o Brasil não teria apresentado provas suficientes que justificasse a cooperação. Investigadores da Lava Jato veem na medida uma ‘flagrante contradição’ da Odebrecht. Publicamente, e nos autos da Lava Jato, a empreiteira afirma que está colaborando com as investigações. Ao mesmo tempo, porém, na Suíça a empresa tenta barrar a remessa de documentos importantes para a Lava Jato. O caso está sendo avaliado por um tribunal local. Mas a Odebrecht teria ainda o direito de levar o caso até o Supremo Tribunal Federal da Suíça para tentar impedir o envio de documentos. Desde o final do ano passado, o Ministério Público brasileiro e o suíço tem mantido reuniões e encontros para examinar documentos de contas bancárias. Em meados do ano, os suíços decidiram ampliar as investigações que se limitavam à Petrobras para também incluir a Odebrecht. A constatação dos investigadores suíços é de que transferências envolvendo novos atores no caso e pessoas até agora não citadas começaram a surgir ao receberem os dados dos bancos que, por lei, foram obrigados a cooperar. Mais de 300 contas foram encontradas por enquanto. A Odebrecht ainda está tentando impugnar documentos que já foram enviados da Suíça ao Brasil para que o Ministério Público no país pudesse realizar oitivas que atendiam aos interesses das investigações dos procuradores de Lausanne. Esses documentos já foram utilizados na ação penal que existe no Brasil contra a Odebrecht. Não é a primeira vez que isso ocorre na relação de cooperação entre o Brasil e a Suíça. Em 2003, o ex-prefeito Paulo Maluf também tentou impedir a remessa de documentos de suas contas na Suíça e o caso parou no Supremo Federal, em Lausanne. Ele acabou sendo derrotado e a Justiça deu sinal verde para que os documentos fossem compartilhados com o Ministério Público no Brasil. Para o caso da Odebrecht, os procuradores suíços estão confiantes de que a Justiça seguirá o mesmo caminho, sob a justificativa de que existem suspeitas suficientes para argumentar que os documentos podem ajudar o Brasil nas investigações. Eles também consideram que atuaram dentro da lei ao exigir dos bancos o congelamento de contas e que o envio de documentos ao Brasil não é uma medida desproporcional. Oficialmente, o Ministério Publico da Suíça indicou que não poderia comentar a iniciativa da Odebrecht. “A Procuradoria Geral não pode nem confirmar e nem negar qualquer tipo de ação legal tomada por representantes ou pela empresa mencionada”, indicou o Ministério Público suíço, que aponta que precisa manter sigilo sobre o processo.

Conserto das pedaladas do trotskista Arno Augustin e da petista Dilma Rousseff já custou R$ 15 bilhões ao Tesouro Nacional


Pressionado pelo Tribunal de Contas da União, o Ministério da Fazenda "despedalou" despesas atrasadas com o pagamento de dívida junto ao FGTS e subsídios de créditos ao BNDES e agrícolas, ou seja, colocou parte do pagamento em dia. De janeiro a julho, o aumento dessas despesas foi de R$ 15,16 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, 27, pelo Tesouro Nacional. Os dados mostram que o acerto de contas com as chamadas "pedaladas" - atrasos nos gastos promovidos pela equipe econômica anterior da presidente Dilma Rousseff (ou seja, pelo trotskista Arno Augustin, comandado diretamente pela presidente petista) - foi decisivo para o rombo nas contas do governo, que até julho apresentam déficit de R$ 9,05 bilhões. Se não fosse a necessidade de consertar a regularidade dos pagamentos dessas despesas atrasadas, o resultado estaria bem melhor. A maior parte do acerto de pagamentos ocorreu com as despesas de subsídios de operações oficiais de crédito, que aumentaram R$ 12,097 bilhões nos sete primeiros meses do ano, o equivalente a 389,4%. Esses gastos saltaram de R$ 3,084 bilhões de janeiro a julho de 2014 para R$ 15,097 bilhões no mesmo período deste ano. Em igual período, os gastos com subsídios para a equalização de taxa de juros do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) subiram de R$ 109,1 milhões para R$ 7,475 bilhões. Já os subsídios agrícolas pagos subiram no mesmo período de R$ 2,162 bilhões para R$ 6,241 bilhões. O pagamento de dívidas do FGTS que também foram atrasadas subiu de R$ 329,1 milhões de janeiro a julho de 2014 para R$ 3,485 bilhões no mesmo período deste ano. Somente em julho, as despesas pagas com subsídios alcançaram R$ 7,2 bilhões - justamente o tamanho do déficit primário das contas do governo central no mês. As contas do Governo Central apresentaram um rombo de R$ 7,223 bilhões em julho. Foi o pior déficit para o mês da série histórica, que tem início em 1997. As contas do Governo Central reúnem o resultado do Tesouro Nacional, INSS e Banco Central.

Rui Falcão diz não ver risco algum para o mandato da petista Dilma no processo do TSE

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse não ver risco para o mandato da presidente Dilma Rousseff pelo fato de a maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral ter aceito recurso do PSDB para investigar a campanha de Dilma e do vice Michel Temer (PMDB). A ação pede a cassação de mandato. O dirigente petista também não vê risco maior para a presidente na iniciativa do ministro Gilmar Mendes de pedir investigação de uma das empresas fornecedoras da campanha. "Acho que é mais fogo de artifício do que base real para qualquer contestação da eleição de Dilma", disse Falcão. Segundo o dirigente, o governo vai entrar com medidas jurídicas para defender as contas da campanha. "Estão mexendo com coisas já julgadas", argumentou. Falcão participou, nesta quinta-feira, 27, de um seminário em que lideranças petistas discutem organização partidária e rumos para a legenda. Para Falcão, há a prevalência na oposição hoje da teoria de enfraquecer Dilma até o fim do mandato, mas a opção de derrubá-la perdeu força. 


"Aparentemente há uma tática de mantê-la sob fogo cerrado para enfraquecê-la, porque não interessa um clima de conturbação que, no período de crise econômica, é pior ainda", disse ao lembrar o apoio recente à legitimidade do mandato e à estabilidade política feito por empresários de renome, como Abilio Diniz e Roberto Setubal. "Quando junta crise econômica com crise política, todos saem perdendo", completou. Rui Falcão disse não ver hoje uma unidade interna no PMDB, nem no PSDB e menos ainda entre os dois partidos: "Não que o PMDB tenha interesse nisso (impeachment), mas sem um bloco de forças coerente com a idéia do afastamento da Dilma, isso não ocorrerá". Sobre a aproximação do vice-presidente Michel Temer com empresários, depois de Dilma ter recebido empresários na terça-feira, 25, Falcão avaliou como algo normal e sem qualquer sinalização de uma tentativa de Temer viabilizar eventual governo. "Não é pra botar o Temer como alternativa, tenho certeza que não. O Temer não se propõe a isso", afirmou. Nesta noite, Michel Temer participa de um jantar organizado por Paulo Skaf, na Fiesp. Falcão afirmou que, até o momento, Temer só tem "dado provas no sentido contrário", não de prejudicar, mas de auxiliar o governo. Para Falcão, não há qualquer clima de intriga ou de acordo entre PSDB e PMDB para afastar a presidente: "É só da mídia monopolizada e dos partidos que fazem oposição aberta à gente". Rui Falcão desconversou sobre a possibilidade crescente de o PMDB decidir romper com o governo e entregar ministérios, em congresso da legenda marcado para novembro. "Não sei se também eles vão romper com o governo, talvez resolvam ter uma posição de autonomia pensando na eventual candidatura em 2018, que é o que alguns líderes do PMDB têm dito", avaliou.

Ministério da Saúde lança versão digital do Cartão SUS

A versão digital do Cartão SUS está disponível para download a partir desta quinta-feira, 27, segundo o Ministério da Saúde. Além do número do cartão, o aplicativo contém informações sobre a saúde do paciente, como o Índice de Massa Corporal (IMC), alergias medicamentosas e alimentares, exames realizados e medicamentos de uso contínuo. Após baixar o aplicativo, o usuário deve informar o CPF, a data de nascimento e um endereço de e-mail. A ferramenta apresenta os dados da pessoa e permite o preenchimento de informações que vão desde o tipo sanguíneo até os profissionais que fazem as consultas e os resultados de exames de pressão e glicemia. "O registro do conjunto de informações por meio da identificação do usuário é extremamente importante porque, a partir das informações reunidas, será possível acompanhar melhor a saúde dos pacientes e garantir uma atenção ainda mais adequada aos brasileiros que utilizam a rede pública de saúde", informou o ministério em nota. 


O aplicativo Cartão SUS Digital ser baixado por pessoas com celulares com sistema Android, na Play Store, e deve chegar à Apple Store em novembro. De acordo com o ministério, o novo aplicativo também é uma medida de economia de recursos. "Segundo a pesquisa Mobile Report, da Nielsen IBOPE, 68,4 milhões de pessoas utilizam a internet por meio de um smartphone no Brasil, o que resultaria também em uma economia importante, uma vez que não será necessária a mídia plástica e o cartão estará disponível a um clique do usuário e do serviço de saúde. Apenas em 2014, o Ministério da Saúde destinou R$ 4 milhões para a compra de mídias plásticas". Embora contenha o nome, o número do cartão e o CPF do usuário, o Cartão SUS Digital deve ser apresentado nas unidades de saúde com um documento com foto. 

Vice-almirante preso na Operação Lava Jato é indiciado pela Polícia Federal


O vice-almirante reformado Othon Luiz Pinheiro da Silva, um dos idealizadores do complexo industrial-militar montado para dotar o País de energia nuclear, foi indiciado hoje pela Polícia Federal, por corrupção. Ele está preso desde 28 de julho, em Curitiba. A prisão foi decretada por suspeita de que, ao mesmo tempo em que trabalhava em estatais, ele tenha lavado dinheiro de empreiteiras por meio de uma consultoria privada própria. As construtoras são as mesmas investigadas pela Operação Lava-Jato, que apura corrupção da petrolífera. O uso de empresas de fachada para receber valores por consultorias — mesmo sendo dirigente de uma estatal — é o ponto principal do indiciamento, que acontece também por lavagem de dinheiro. Ao ordenar a prisão de Othon, o juiz Sergio Moro (da 13ª Vara Federal de Curitiba) elencou uma série de irregularidades apontadas pela Polícia Federal e que indicam sinais de corrupção. Ele salienta "possível conflito de interesses" pelo fato de o vice-almirante da reserva ser, ao mesmo tempo, presidente da Eletronuclear e receber pagamentos privados como proprietário da empresa Aratec Engenharia, Consultoria & Representações Ltda. Essa empresa, entre 2005 e 2013, não tinha sequer empregado registrado. Um funcionário foi contratado em 2013, o que os investigadores apontam como indício de a firma ser apenas fachada. A Aratec recebeu pagamento das empreiteiras Andrade Gutierrez e Engevix, ambas com contratos com a Eletronuclear. O repasse teria sido feito por meio de "empresas com características de serem de fachada", segundo o juiz. Uma delas, a CG Consultoria recebeu, entre 2009 e 2012, R$ 2,9 milhões da Andrade Gutierrez e transferiu, entre 2009 a 2014, R$ 2,6 milhões para a Aratec. A CG não tem empregados e, na prática, descontados os custos tributários, repassou o recebido da Andrade Gutierrez à Aratec. Já a JNobre Engenharia (que tem o mesmo endereço da CG) depositou R$ 792 mil nos anos de 2012 a 2013 na conta da Aratec. No mesmo período, recebeu R$ 1,4 milhão da Andrade Gutierrez. "Está identificado um padrão de recebimento e repasse de valores da Andrade Gutierrez para a Aratec, utilizando empresas intermediárias", interpreta o juiz. Além da Andrade Gutierrez, as empreiteiras UTC, Camargo Corrêa e Techint realizaram pagamentos que somaram R$ 371,4 mil, entre 2010 e 2013, diretamente nas contas da Aratec. Isso quando Othon já era presidente da Eletronuclear. O indiciamento de Othon aconteceu porque ele é suspeito preso e o inquérito, nesses casos, têm de ser fechado em até 30 dias.

Renan Calheiros contrário à recriação da CPMF

Eduardo Cunha diz que proposta de recriação da CPMF não passará na Câmara dos Deputados


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou nesta quinta-feira (27) que uma eventual recriação da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) não passará na Câmara. Apelidada de imposto do cheque, a CPMF existiu de 1997 a 2007. A imprensa noticiou que o governo estuda a volta do tributo devido à queda na arrecadação e que negocia inclusive a partilha da receita entre estados e municípios, o que poderia ganhar o apoio de governadores e prefeitos. Eduardo Cunha avaliou, no entanto, que há "muito pouca chance" de aprovar a matéria. Segundo ele, esse é um tema negativo para o governo e o desgaste seria inevitável. Cunha lembrou que o governo já tentou recriar a CPMF e não conseguiu. "Não conseguiu ter votos num momento que o governo tinha uma base muito forte e a economia estava melhor que hoje”, afirmou. “É pouco provável querer resolver o problema de caixa achando que pode cobrar mais da sociedade em impostos.” Para o presidente da Câmara, a solução para a crise econômica depende da “retomada da confiança” e não do aumento da carga tributária. “Eu, pessoalmente, sou contrário à recriação da CPMF neste momento e acho pouco provável que tenha apoio na Casa, mas, se vier a proposta do governo, será colocada para tramitar normalmente, como qualquer proposta”, disse. Eduardo Cunha considera que o possível apoio dos governadores e prefeitos à recriação da CPMF não vai influenciar a posição dos deputados. Ele citou o debate do pacto federativo, promovido desde o início do ano pela Câmara para melhorar a distribuição de recursos entre os entes federados.

Nova pesquisa Ibope amplia vantagem de Aécio Neves sobre Lula


Nova pesquisa Ibope simulando o eventual segundo turno entre Lula e presidenciáveis tucanos mostra um ligeiro aumento da diferença em favor dos nomes do PSDB. É indicativo de que o prestígio do petista diminuiu mais um pouco desde junho, quando a primeira sondagem foi realizada. Embora reforce a tese alckimista de que é melhor deixar o PT sangrar até 2018, o resultado também serve aos aecistas adeptos de eleição já. A pesquisa está sendo divulgada com exclusividade aqui. Os cenários eleitorais entraram na pesquisa-ônibus – o chamado “Bus” – que o Ibope faz mensalmente, com perguntas avulsas de diferentes clientes. Estas questões foram incluídas pelo instituto, que aproveita o “Bus” para medir o pulso da população sobre temas conjunturais de interesse público. Foram 2.002 entrevistas em 142 municípios de todo o País, entre 15 e 19 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Se houvesse um segundo turno hoje entre o ex-presidente Lula (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o tucano venceria por 50% a 31%, com 15% de brancos e nulos e 4% de indecisos. A diferença é quatro pontos maior do que em junho, quando Aécio Neves batia o petista por 48% a 33% e a taxa de eleitores sem candidato era a mesma. Também na simulação contra o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), Lula oscilou dois pontos para baixo: foi de 39% para 37%, e está quatro pontos atrás do tucano, que foi de 40% para 41%. Se em junho havia um empate técnico entre os dois (considerada a margem de erro), agora a chance desse empate tende a zero. No cenário com Alckmin, aumenta a taxa de brancos/nulos/indecisos, porque Aécio Neves se tornou mais conhecido do que o paulista desde a campanha presidencial do ano passado. Pela primeira vez, o Ibope incluiu o senador José Serra (PSDB-SP) em um eventual segundo turno contra Lula. Ele venceria por 43% a 36% do petista (e haveria 21% de eleitores sem candidato). Ou seja, se a eleição fosse hoje, Aécio Neves seria o tucano mais forte, com 19 pontos de vantagem sobre Lula. Serra viria a seguir, com 7 pontos a mais do que o petista, e Alckmin seria o terceiro, com 4 pontos de diferença sobre o rival. É preciso lembrar que pesquisas eleitorais feitas muito antes da eleição têm uma taxa de acerto menor do que as realizadas em datas mais próximas ao momento de o eleitor votar. A sondagem fora de uma campanha eleitoral é o que se chama de imposição de problemática: a maioria dos eleitores não está pensando no assunto e forma sua opinião no momento em que é abordada pelo pesquisador. Está, assim, mais suscetível a trocar de candidato. Os resultados devem ser encarados como uma medida do grau de conhecimento e lembrança do eleitor em relação aos possíveis presidenciáveis – além de indicar a simpatia ou antipatia que cada um deles provoca no eleitorado. É o que se poderia chamar de velocidade inicial, ou a vantagem que cada nome tem na largada. Não indica o que acontecerá no fim da corrida, porque isso sempre depende da dinâmica da campanha eleitoral. Esta pesquisa revela que o nome eleitoralmente mais forte do PT perdeu, em menos de dez meses, metade dos eleitores que votaram em Dilma Rousseff. Segundo o Ibope, apenas 51% de quem disse ter votado na atual presidente no segundo turno de 2014 declara voto em Lula na simulação de segundo turno contra Aécio Neves. Nada menos do que 29% de quem ajudou a eleger Dilma diz que hoje votaria no tucano. Lula empata tecnicamente com Aécio Neves apenas no Nordeste e entre os muito pobres. E perde em todas as outras regiões e segmentos sociais. Mas há um eleitor desiludido que será decisivo na eleição: 1 a cada 5 eleitores de Dilma não quer Lula nem Aécio. Ele pode acabar migrando para o PSDB, pode voltar para o PT ou pode fermentar uma terceira via.

O baú do contador

appel
Appel: o contador preferido dos políticos
Os documentos apreendidos pela Operação Acrônimo no escritório de contabilidade de José João Appel, o mais estrelado de Brasília, começaram a ser compulsados pela Polícia Federal . É um material extenso – e o que se viu até agora, de acordo com agentes da Polícia Federal,  é explosivo. Como Appel era o contador de boa parte dos políticos com assento no Congresso, o que está aparecendo não tem a ver necessariamente com a Operação Acrônimo, aquela que envolve Fernando Pimentel. Mas pode virar subsídio para outros casos. Por Lauro Jardim

Disputa inusitada

dilma e temer
Dilma e Temer: disputa de poder
A ideia de  Dilma Rousseff (ou de algum assessor seu) de antecipar-se a Michel Temer, que hoje janta com empresários em São Paulo, e chamar uma turma de pesos-pesados para jantar no Alvorada, revela um fato inusitado: a presidente da República disputando poder com o vice. Por Lauro Jardim

“Força, não desiste!”

PRC: preocupado com o Brasil
PRC: preocupado com o Brasil
Após a acareação com Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa trocou dois dedos de prosa com um deputado adversário de Eduardo Cunha e de seus aliados na CPI. E mostrou toda sua preocupação, enquanto homem público, com o futuro do Brasil. Primeiro, PRC queria saber como estava o trabalho na CPI da Petrobras. Ao ouvir o queixume do deputado, deu dois tapinhas nas costas do deputado e disse: "Força, não desiste! O Brasil precisa dessa CPI". Por Lauro Jardim

Tese enfraquecida

A decisão de validar a delação de Alberto Youssef foi tomada por unanimidade no STF. Os advogados de empreiteiros e políticos podem começar a abandonar a tese de anular a Lava Jato. Sérgio Moro já não está sozinho.

Prefeitura de Florianópolis proibida de expedir alvarás em áreas de preservação no norte da Ilha

A prefeitura de Florianópolis continua proibida de expedir alvarás ou licenças para novas construções em áreas de preservação permanente nas praias de Ponta das Canas e de Cachoeira do Bom Jesus. A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região manteve, nesta semana, liminar obtida na Justiça Federal catarinense. Segundo o Ministério Público Federal, as áreas abrangidas pela decisão são formadas de dunas e restinga, as quais seriam propriedades da União. A prefeitura ajuizou o agravo de instrumento no TRF4 argumentando que não há delimitação definitiva da linha dos terrenos de marinha. Além disso, sustentou que a alegação do Ministério Público Federal é genérica, pois não indica, de forma específica, quais os locais onde estão situadas as áreas de preservação permanente. Conforme o juiz federal convocado Loraci Flores de Lima, relator do caso na corte, há indicação de realização de obras em área de preservação permanente, como dunas e restinga. “O princípio da precaução deve prevalecer, não havendo necessidade de se aguardar prova pericial ou homologação da demarcação de terrenos de marinha para fins de preservação ambiental”, acrescentou o magistrado. Os imóveis já construídos, como restaurantes e bares, não estão sendo questionados na ação, apenas as novas edificações. O mérito do caso ainda vai ser analisado pela Justiça Federal de Florianópolis.

O que Pedro Corrêa promete dizer

Pedro Corrêa, preso pela Lava Jato, decidiu negociar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, segundo a Folha de S. Paulo. O Antagonista, que já havia antecipado a notícia ontem à noite, espera que ele cumpra o prometido:
1) "envolver dezenas de políticos"
2) "levar a Lava Jato a novos ministérios e estatais"
3) "oferecer aos procuradores da Lava Jato detalhes sobre as indicações políticas para cargos em órgãos do governo federal e a distribuição da propina do esquema a congressistas"
4) "revelações sobre o mensalão no primeiro mandato de Lula". 

Somos junk

Nouriel Roubini disse que S&P, Moody's e Fitch demoraram demais para perceber o engodo petista: "O Brasil deveria ter perdido o grau de investimento no ano passado, quando a economia lutava com um déficit fiscal em expansão, um fardo da dívida crescente em toda a economia e um ambiente de negócios fraco e piorando". O escândalo de corrupção na Petrobras, segundo ele, "finalmente" está levando a uma revisão da nota, mas o movimento "vem tarde demais" e "provavelmente não será suficiente para refletir o risco real".

Lava Jato faz Dilma suspender indicação de ex-ministro para Itaipu


A presidente Dilma Rousseff suspendeu a nomeação do ex-ministro petista Paulo Bernardo para a direção-geral brasileira de Itaipu Binacional. Segundo assessores presidenciais, a nomeação estava pronta na Casa Civil desde a semana passada, mas Dilma mandou segurar a indicação após o ex-ministro aparecer citado na Operação Lava Jato em um esquema de corrupção investigado no Ministério do Planejamento. Auxiliares de Dilma já comunicaram ministros e dirigentes petistas sobre a decisão. A presidente quer esperar os desdobramentos das investigações da Lava Jato antes de confirmar o petista à frente de Itaipu. Paulo Bernardo foi ministro do Planejamento do governo Lula e de ocupou a pasta das Comunicações no primeiro governo Dilma. Ele é casado com a senadora e ex-ministra da Casa Civil, a também petista Gleisi Hoffmann (PT-PR), investigada na Lava Jato. Nesta segunda-feira (24), o juiz federal Sergio Moro, do Paraná, enviou despacho ao Supremo Tribunal Federal afirmando que as investigações da Lava Jato identificaram "indícios de que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) seria beneficiária de valores de possível natureza criminosa", recebendo "pagamentos sem causa". De acordo com o documento, Gleisi teria se beneficiado do chamado "Fundo Consist", empresa que teria atuado no desvio de recursos de empréstimos consignados do Ministério do Planejamento – que, à época, era comandado pelo seu marido, Paulo Bernardo. Pelo menos R$ 50 mil desse fundo em pagamentos do esquema teriam sido repassados também em favor da congressista e de pessoas ligadas a ela, além do ex-ministro. As apurações mostram que os desvios envolviam os escritórios do advogado Guilherme Gonçalves, responsáveis pela coordenação jurídica das campanhas da petista, e o pagamento de propina ligado à atuação da empresa de tecnologia Consist no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e ainda o uso de empresas de fachada. Um documento apreendido durante as investigações indica o pagamento feito pela Consist de R$ 50 mil de honorários a Gonçalves em novembro de 2011. Ele teria acertado a operação com Paulo Bernardo, que ficaria, segundo as investigações, com todo o valor.

Ricardo Teixeira vende mansão em Miami por cerca de R$ 30 milhões


Ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira vendeu uma mansão em Miami por US$ 9 milhões (R$ 30 milhões, segundo a cotação do dólar do dia do negócio). A propriedade de mais de 600 metros quadrados foi adquirida pela MB Lake Avenue Property LLC no dia 24 de julho. A informação foi revelada pelo site norte-americano "The Real Deal", especializado no setor imobiliário da Flórida. Em 2013, Teixeira comprou o imóvel de sete quartos e oito banheiros por US$ 7,4 milhões após renunciar no ano seguinte ao cargo de presidente da CBF, pressionado por escândalos de corrupção no Brasil e na Suíça. A Flórida foi escolhida pelo cartola como refúgio depois de comandar o futebol brasileiro por 23 anos. Seu sucessor na CBF, José Maria Marin está preso na Suíça desde maio por integrar um esquema de corrupção investigado pela Justiça norte-americana. Parceiro da CBF em negócios na gestão de Teixeira, o empresário J.Hawilla, dono do Grupo Traffic, uma das maiores empresas de marketing esportivo do mundo, fez acordo com a Justiça dos EUA. Ele confessou crimes de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, obstrução da Justiça e aceitou pagar multa de US$ 151 milhões (cerca de R$ 540 milhões). A mansão em Sunset Island foi comprada pelo cartola da ex-tenista russa Anna Kournikova em 2012. Para adquirir o imóvel, ele utilizou a Ochab Properties Inc, localizada em outro endereço de Teixeira nos EUA. A empresa também pertence a ex-mulher do dirigente, Ana Carolina Wigand. A companhia foi criada oito dias antes da mansão ser registrada como sua propriedade. A compra de casa por meio de empresas é uma prática comum nos EUA. Serve para reduzir os impostos que incidem sobre o bem. (FSP)

Mais de 20% dos prefeitos petistas de São Paulo deixam o partido com medo de derrotas eleitorais

Queixando-se de desgaste do PT e de falta de atendimento de suas demandas, 14 perfeitos de São Paulo já anunciaram a decisão de se desfilar do partido. Em números absolutos, a debandada representa 20% das 68 prefeituras que o PT comanda no Estado. Alegando que o número é pouco representativo se levado em conta a densidade eleitoral, o presidente estadual do PT, Emídio Souza, atribui esse desfalque ao assédio do vice-governador, Marcio França (PSB), e do ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD). Segundo Emídio, a exemplo de França, "Kassab está pescando em aquário petista". Mais cedo, o petista disse que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que estabeleceu que cargos majoritários pertencem ao eleito, e não à sigla, permitiu a debandada de prefeitos do PT. "Eles perderam o medo. Essa é uma decisão que fragiliza a democracia", disse ele. O presidente estadual do PT também minimizou o baixo desempenho do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), nas pesquisas. Segundo ele, Haddad tem ainda um ano para se recuperar. "A prioridade agora é defender o mandato da presidente Dilma e rechaçar essa tentativa de impeachment sem motivo", disse. Ele ainda disse que a senadora Marta Suplicy, prestes a se filiar ao PMDB, é quem "terá que se explicar sobre sua mudança partidária". "Marta saiu do PT acusando desvios éticos e agora terá de conviver com o Eduardo Cunha e outros", afirmou, ao avaliar o efeito de eventual candidatura à Prefeitura de São Paulo da ex-ministra. Emídio afirmou ainda que a ex-ministra não tem garantia de vaga no PMDB para disputar a Prefeitura de São Paulo em 2016. 

Proposta de nova CPMF prevê alíquota de 0,38%, mas enfrenta resistência


A presidente Dilma Rousseff está neste momento analisando a conveniência de se propor a medida de elevação de tributo após o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmar quinta-feira (27) que a proposta de elevação de tributos será "um tiro no pé". O ministro da Secom, Edinho Silva, também porta-voz do governo, foi chamado no Palácio da Alvorada. A medida é considerada crucial para reequilibrar as contas públicas em um cenário de fraca arredarão decorrente da desaceleração da economia. Para Renan, a proposta "agrava a crise econômica". A alíquota apresentada ao Palácio é a mesma que vigorou até 2007, quando a CPMF foi suspensa pelo Legislativo. A volta da CPMF foi descartada no primeiro semestre deste ano após o ministro da Saúde, Arthur Chioro, defender uma fonte adicional de recursos para financiar a saúde pública. 

Delator na Lava Jato muda versão sobre pagamento de propina de US$ 6 milhões


Primeiro empresário do setor do petróleo a se tornar delator na Operação Lava Jato, o ex-executivo da Setal Óleo e Gás Augusto Ribeiro de Mendonça Neto mudou sua versão sobre pagamentos de US$ 6 milhões (R$ 21,3 milhões, pelo câmbio de hoje). Convocado por Moro, ele está depondo novamente nesta quinta (27). Quando depôs no curso da ação penal que investiga corrupção e lavagem de dinheiro em dois projetos da Repar (Refinaria Getúlio Vargas, PR), Mendonça havia dito que o destinatário do valor era o então diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, indicado pelo PT para o cargo. Nas alegações finais apresentadas na semana passada, a defesa de Mendonça realizou uma "correção": "Parte dos valores (aproximadamente US$ 6 milhões) que transitaram nas contas das empresas de Adir Assad foram remetidos para uma empresa de Augusto Mendonça, no exterior, empresa esta já encerrada. Portanto, é errado afirmar que todos os valores que transitaram em referidas contas foram entregues para o Sr. Renato Duque". Foram os advogados do empresário Assad, que responde a acusações de lavar dinheiro de grandes empreiteiras, que apontaram a Moro a mudança de versão. Mendonça, que fechou acordo no ano passado, foi o primeiro empresário a afirmar que parte da propina devida ao PT por contratos na diretoria de Serviços era quitada por meio de contribuições oficiais ao partido. A Setal Óleo e Gás integrou, ao lado da Mendes Júnior e da MPE Projetos, o consórcio Interpar que ganhou licitação para executar as obras das carteiras de gasolina e coque da Repar por R$ 2,25 bilhões – que teriam gerado R$ 86 milhões em propinas para ex-diretores da Petrobras, ao PT e ao PP, segundo o Ministério Público Federal. Mendonça não é o primeiro delator a alterar o conteúdo de seu depoimento após ter fechado acordo de delação. Em julho, o lobista Julio Camargo implicou o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) com o recebimento de propina de US$ 5 milhões e apontou o ex-ministro José Dirceu como beneficiário de suborno de contratos da Petrobras. Quando selou o pacto para colaborar em 2014, Camargo havia negado ter informações sobre políticos com foro privilegiado. Ele depôs contra Cunha após o Ministério Público Federal ter encontrado indícios de que ele vinha omitindo informações e ameaçou cancelar o acordo.

STF mantém a validade do acordo de delação premiada da Operação Lava Jato, propineiros perdem round importante

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal rejeitou nesta quinta-feira (27) um pedido para anular a delação premiada do doleiro Alberto Youssef com o Ministério Público Federal. Os ministros confirmaram a decisão do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no tribunal, que homologou o acordo de delação, que determina benefícios e obrigações para o colaborador. Youssef é apontado como um dos principais organizadores do esquema de desvio de recursos da Petrobras. Foi a partir dos depoimentos dele que o STF abriu a maioria dos inquéritos contra 35 congressistas suspeitos de ligação com os desvios da estatal. O STF discutiu um recurso apresentado pela defesa de Erton Medeiros Fonseca, executivo da Galvão Engenharia, questionando o aval dado por Zavascki ao acordo de colaboração. A defesa do executivo argumentou que Youssef não teria credibilidade para fechar uma colaboração porque se tratava de um criminoso profissional e também por ter quebrado o cumprimento de uma delação fechada em outro caso, o do Banestado. Nas delações premiadas, os acusados reconhecem participação nos crimes e comprometem-se a ajudar nas investigações em troca de benefícios como a redução de pena. O acordo precisa ser corroborado por provas. Votaram pela rejeição do pedido os ministros Dias Toffoli, relator, Gilmar Mendes, Luiz Edson Fachin, Luiz Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. Como é alvo, Teori não participou do julgamento. Os ministros não chegaram a analisar o teor dos depoimentos de Youssef – trataram apenas da validade do acordo de delação. Eles reforçaram que as colaborações ou até a combinação de termos de colaboração não servem para sustentar uma condenação, sendo preciso provas que comprovem as declarações. "Não se admite condenação penal quando a única prova residir na prova de agente colaborador. Mesmo que se associem a outros depoimentos, não importa", disse o ministro Celso de Mello, chegando a afirmar que um "conluio de delinquentes" assaltou a Petrobras. Para os ministros, a quebra de um acordo não impede que outro seja celebrado, caso o Ministério Público considere a participação relevante, porque ele não interfere no teor dos depoimentos dos colaboradores. Isso porque a homologação valida apenas o acordo que traz benefícios e obrigações para o delator, sem confirmar o teor das declarações. "A delação não é homologada tão abstrata assim. É preciso ter uma dose de verossimilhança", disse Luiz Fux. "(A delação permitiu) penetrar nesse grupo que se apoderou do aparelho do Estado, promovendo um assalto imoral, criminoso ao Erário e desviando criminosamente recursos que tinham outra destinação, a destinação socialmente necessária e aceitável", disse Celso de Mello. "Os depoimentos desse agente como meio de obtenção de provas revelaram-se eficazes no afastamento desse véu que encobria esse conluio de delinquentes, que estão agora sofrendo a ação persecutória do Ministério Público", completou. Lewandowski, presidente do STF, fez uma defesa de Zavascki afirmando que ele "não cometeu nenhuma ilegalidade, nenhum abuso de poder". O ministro afirmou ainda que o fato de delações serem fechadas com delatores ainda preso não anula necessariamente a delação. Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, 30% das delações foram fechadas com pessoas ainda presas. Lewandowski afirmou ainda que, como a colaboração tem natureza negocial ele pode ser rompido. "A prisão por si só não vicia a vontade do delator. Eu penso que nada impede que o delator que comprove que sofreu algum constrangimento a comprometer a livre manifestação de sua vontade, com familiares ameaçados, acometidos por doença, esse ato por ter natureza negocial não subsistirá", disse. Os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Rosa Weber, também abordaram que a personalidade do delator não interfere nas delações, uma vez que as acusações ainda terão que ser comprovadas. Fachin e Barroso ponderaram ainda que um acusado não pode questionar a colaboração fechada por outro, mesmo tendo sido citado nos depoimentos, porque ele não é parte do acordo, que trata dos benefícios e exigências. Barroso colocou ainda que o descumprimento trouxe consequências para Youssef, como prisão preventiva, ações penais retomadas e até condenação pelo caso Banestado.

Polícia do Maranhão indicia ex-secretário de Roseana Sarney por corrupção


A Polícia Civil do Maranhão indiciou por corrupção João Guilherme Abreu, ex-secretário da Casa Civil da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), que deixou o governo no último dia 10 de dezembro. Ele é suspeito de ter recebido R$ 3 milhões em propinas para garantir o pagamento de precatórios no valor de R$ 134 milhões devidos à empreiteira Constran-UTC, do empresário Ricardo Pessoa, delator da Lava-Jato. As propinas foram pagas, a pedido de Pessoa, pelo doleiro Alberto Youssef, outro delator da Lava-Jato, e que também foi indiciado pela polícia maranhense. Além deles, foram indiciados ainda Rafael Ângulo Lopez e Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte. Os dois estiveram três vezes no Maranhão para levar dinheiro, enrolado no corpo, para João de Abreu. O dinheiro, segundo Youssef, seria para Abreu distribuir a pessoas do governo do Maranhão. Foi indiciado ainda o corretor Marco Antonio de Campos Ziegert, elo entre Youssef e Abreu. Os indiciamentos aconteceram no último dia 10. O pagamento da propina foi revelado pelo próprio doleiro, que no seu acordo de delação premiada no ano passado acabou confessando que pagou os R$ 3 milhões a João de Abreu para garantir o pagamento do precatório da Constran. Em depoimento à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), Youssef confirmou o pagamento da propina. O doleiro foi preso no dia 17 de março de 2014, no Hotel Luzeiros, em São Luis (MA), pela Polícia Federal, deflagrando a Lava-Jato. No depoimento à Polícia Federal, Youssef disse que tinha ido a São Luis para resolver uma pendência do pagamento da propina, pois, segundo João de Abreu, ficou faltando R$ 1 milhão do dinheiro que lhe seria devido. A polícia apurou que Abreu esteve no hotel momentos antes do doleiro ter sido preso. Ele teria saído com o dinheiro. Rafael Ângulo Lopez, carregador de malas de dinheiro de Youssef, que também virou delator da Lava-Jato, deu mais detalhes de operação do pagamento da propina a Abreu, dizendo que ele e Adarico Negromonte estiveram três vezes em São Luis levando dinheiro em espécie, enrolado no próprio corpo, que foi entregue a João de Abreu. Em depoimentos prestados em janeiro deste ano, Lopez deu detalhes das dependências do Palácio dos Leões e interior da Casa Civil onde o dinheiro foi entregue a Abreu. A polícia do Maranhão ouviu como testemunha a contadora Meire Poza, que disse que Adarico Negromonte lhe contou que ao levar dinheiro a Abreu, ele disse que o valor era pequeno e que isso seria comunicado à governadora Roseana. Outra testemunha, Leonardo Meirelles, sócio de Youssef no Laboratório Labogen, disse à polícia que viu Adarico no escritório de Youssef colocando o dinheiro no corpo para viajar para o Maranhão. 

CPI da Petrobras convoca o bandido petista mensaleiro José Dirceu, Jorge Zelada e Marcelo Odebrecht


Com uma sessão esvaziada e apenas um petista, a CPI da Petrobras aprovou nesta quinta-feira requerimento para que a comissão convoque o ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu para prestar depoimento. Ele encontra-se preso em Curitiba, acusado por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. Além de José Dirceu, outras seis pessoas foram convocadas, como o ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Jorge Zelada, e Marcelo Odebrecht, presidente da construtora Odebrecht. O requerimento que convoca José Dirceu foi apresentado pelos deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP), que não compareceu à comissão; Eliziane Gama (PPS-MA) e Moses Rodrigues. O único deputado do PT que estava na sessão, que contou com a presença de apenas outros 10 parlamentares, era o relator Luiz Sérgio (PT-RJ), que em nenhum momento se manifestou contrário à convocação. Ainda na sessão foram aprovadas a convocação de Celso Araripe de Oliveira (ex-gerente de empreendimentos da Petrobras), Fernando Guimarães de Moura (apontado como ex-operador de José Dirceu), César Ramos Rocha e Márcio Faria (executivos da Odebrecht), e Elton Negrão de Azevedo (executivo da Andrade Gutierrez). A CPI também aprovou na semana passada que alguns de seus integrantes irão a Curitiba para ouvir 11 presos, incluindo os presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo. Embora os nomes de Alexandre Correa de Oliveira Romano, Flávio David Barra e Othon Luiz Pinheiro da Silva tenham sido incluídos entre os investigados que poderiam ser ouvidos em Curitiba, o presidente da CPI, Hugo Mota (PMDB-PB), disse que eles não poderiam prestar depoimentos porque as irregularidades que os envolveria dizem respeito ao setor elétrico, e não à Petrobras, o que configuraria, segundo Mota, desvio de finalidade da CPI. 

Governo central tem déficit primário de R$ 7,2 bilhões em julho

 

A arrecadação em queda livre e o engessamento das despesas levaram o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) a registrar mais um déficit primário em 2015. Em julho, os gastos superaram as receitas em R$ 7,2 bilhões e a equipe econômica não conseguiu poupar nada para pagar juros da dívida pública. Esse é o terceiro déficit consecutivo do ano e o pior resultado para o mês registrado na série histórica do Tesouro, iniciada em 1997. A mediana das estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg indicava um resultado negativo de R$ 6,8 bilhões. Portanto, o déficit primário do governo central em julho foi pior do que a expectativa. Entre janeiro e julho, o governo central acumulou um déficit primário de R$ 9,1 bilhões. Esse também é o pior desempenho da série do Tesouro para os sete primeiros meses do ano. Os números indicam que será muito difícil para a equipe econômica conseguir atingir a meta de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) proposta para o setor público consolidado em 2015, de R$ 8,7 bilhões, ou 0,15% do Produto Interno Bruto. Para o governo central, a meta é de R$ 5,8 bilhões, ou 0,1% do PIB. Segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Fazenda, a receita do governo central somou R$ 619,1 bilhões até julho, o que representa uma queda real da de 3,7% em relação ao mesmo período em 2014. Enquanto isso, a despesa atingiu R$ 627,8 bilhões, com leve alta de 0,4% na mesma comparação. O documento mostra que, em 2015, houve diminuição do recolhimento de tributos importantes como o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). Além disso, foi observada uma retração nas receitas com dividendos (-R$ 8,2 bilhões) e com a participação especial pela exploração de petróleo e gás (-R$ 10,2 bilhões) em função da queda no preço internacional do petróleo. Do lado das despesas, o governo reduziu gastos com investimentos e com auxílio à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Mas foi obrigado a desembolsar mais com subsídios e subvenções, especialmente para o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do BNDES. Esses gastos tiveram uma alta de R$ 12,6 bilhões, sendo R$ 7,4 bilhões somente para o PSI. Houve ainda um incremento das despesas com Previdência Social. Essa conta chegou a R$ 239,3 bilhões e cresceu 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o relatório, esse comportamento se deveu principalmente ao aumento do número de benefícios pagos (3,1%).  Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, os resultados fiscais negativos de julho e do ano foram bastante expressivos, mas isso não significa que o governo não esteja fazendo ajuste fiscal. Ele fez questão de ressaltar o aumento dos gastos com subsídios e subvenções: "Tivemos um pagamento de R$ 7,2 bilhões com subsídios e subvenções em julho. Esse é exatamente o déficit que tivemos em julho". A declaração de Saintive faz parte de um esforço da equipe do ministro Joaquim Levy para mostrar o fim das chamadas “pedaladas fiscais”. Essas manobras, que significaram adiar o pagamento de despesas para tentar melhorar artificialmente o resultado das contas públicas, foram muito usadas nos últimos anos pelo ex-secretário do Tesouro, Arno Augustin. Isso deteriorou a política fiscal e contribuiu para a redução da nota brasileira pelas agências de classificação de risco: "Estamos buscando dar o tratamento adequado e fazer o pagamento tempestivo dessas despesas. Quando fazemos pagamentos e damos previsibilidade a eles, estamos melhorando expectativas e isso mostra uma mudança de sinal em relação à economia", disse o secretário. Embora o resultado do governo central em 12 meses seja um déficit primário de R$ 43,9 bilhões, Saintive afirmou que a equipe econômica continua perseguindo a meta fixada para o ano (superávit de R$ 5,8 bilhões, ou 0,1% do PIB): "Continuamos perseguindo a meta. O último quadrimestre pode ter performance melhor. Existem receitas de concessões para entrar". Perguntado sobre a proposta em estudo no governo de recriar a CPMF para reforçar o caixa no ano que vem, o secretário fugiu do assunto: "— Estamos discutindo o orçamento de 2016 e a verdade é que você discute medidas tanto do lado da despesa quanto do lado da receita. Mas isso é um anúncio que será feito no dia 31 de agosto (quando a proposta orçamentária será encaminhada ao Congresso)".

Governo Central tem déficit primário de R$ 9 bilhões de janeiro a julho

A queda da arrecadação provocada pela contração da economia afetou as contas públicas em 2015. De janeiro a julho, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – acumula déficit primário de R$ 9,051 bilhões. Em valores reais (corrigidos pela inflação oficial), o resultado é o menor da história para os sete primeiros meses do ano desde a criação da série histórica, em 1997, e está negativo pela primeira vez no período. O déficit primário representa o resultado negativo das contas públicas antes do pagamento dos juros da dívida pública. Em julho, o Governo Central registrou déficit de R$ 7,223 bilhões, também o pior resultado para o mês em valores reais e o segundo resultado negativo mensal consecutivo. Os déficits nos últimos dois meses anularam o superávit primário de R$ 6,626 bilhões acumulado de janeiro a maio. Segundo o Tesouro Nacional, a queda na arrecadação está sendo a principal causa para o desempenho negativo das contas públicas em 2015. De janeiro a junho, as receitas líquidas caíram 5,7% descontada a inflação. As despesas totais, no entanto, ficaram estáveis, caindo apenas 0,7% no mesmo critério. A estabilidade das despesas está sendo puxada pelos investimentos, que somaram R$ 32,262 bilhões nos sete primeiros meses do ano, queda real (descontada a inflação) de 36,6% em relação a 2014. Desse total, os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram R$ 23,270 bilhões, com redução real de 36,5%. Outra despesa que apresentou diminuição ao considerar a inflação foi o funcionalismo, com queda real de 1,4%. No entanto, outros tipos de gastos estão subindo em 2015, como o custeio (manutenção da máquina pública), com alta real de 5,7% em 2015 e subsídios e subvenções, com alta real de 205,2% impulsionada pelos financiamentos do Programa de Sustentação do Investimento, concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As despesas da Previdência Social acumulam alta de 2,7% acima do IPCA em 2015. Segundo o Tesouro, o crescimento real deve-se ao aumento de 3,1% no número de benefícios pagos. As dificuldades em cortar gastos e em aumentar as receitas fizeram a equipe econômica reduzir para R$ 8,7 bilhões, 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no País), a meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) para 2015. Desse total, 0,10% – R$ 5,8 bilhões – correspondem à meta do Governo Central.

Justiça determina fiscalização permanente de emissão de poluentes pela CSN

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) deverá fiscalizar permanentemente a emissão de partículas poluentes pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, no norte fluminense. A determinação é da Justiça Federal, que em julho já havia ordenado uma redução das emissões para 70 miligramas por nanometro cúbico (mg/Nm3), dentro do limite tolerado pela Resolução Conama n° 436/2011. Com a decisão, a idéia é verificar diariamente se as emissões estão dentro do permitido. Segundo o procurador da República que acompanha o caso, Julio José de Araújo, as medições atuais, feitas pelo Inea, são publicadas apenas semestralmente, o que dificulta o acompanhamento diário da poluição. Ele explicou que apesar de a CSN fornecer os dados diariamente ao Inea, o balanço “é feito sempre olhando para trás, retrospectivamente”, disse. Agora, com a ordem da Justiça, o procurador acredita que será possível conferir se a CSN se ajustou à resolução do Conama, diminuindo a poluição emitida na cidade de Volta Redonda, por meio da Usina Presidente Vargas. Em disputa judicial, a empresa defendia a permissão para emissão de 100 mg/Nm3. O pedido, no entanto, não foi aceito pelo juiz federal Rafael de Souza Pereira. “Nossa preocupação é garantir uma efetiva redução das emissões, se é que a decisão de reduzir vai ser cumprida, e a gente espera que sim”, acrescentou o procurador. Na decisão, para autorizar o monitoramento, o juiz determinou ainda medições à noite e aos finais de semana. O magistrado questionou também a situação da licença de operação da usina e determinou que o governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Inea, não renove o licenciamento do empreendimento “enquanto a situação ambiental não estiver toda resolvida”. De acordo com o Ministério Público Federal, todos os medidores de poluição instalados na usina da CSN vêm demonstrando que a emissão de partículas está acima dos limites permitidos, causando prejuízos ao meio ambiente e à população de Volta Redonda. A Comissão Ambiental Sul, formada por moradores de bairros afetados pelas emissões da CSN, diz que a poluição piora a qualidade de vida, acarretando problemas de saúde. “Percebemos problemas respiratórios e doenças causadas por componentes oriundos da CSN, que é nossa maior poluidora”, afirmou o coordenador da comissão, Delio Guerra Filho. 

Governo venderá 10% de fatia em aeroportos para salvar Infraero


O governo federal planeja vender fatias da participação que a Infraero tem nos aeroportos concedidos à iniciativa privada. A medida é uma tentativa de salvar a estatal, cujo prejuízo neste ano deve chegar a 450 milhões de reais. De acordo com o ministro Eliseu Padilha, da Secretaria de Aviação Civil, a intenção é vender algo perto de 10% dos aeroportos de Guarulhos, Brasília, Confins, Galeão e Viracopos (Campinas). A Infraero tem 49% em cada um. A concessão fez a estatal perder os seus aeroportos mais rentáveis. Como consequência da perda de receitas, a empresa passou de lucrativa a deficitária. "Estamos com estudo concluído pelo Banco do Brasil, o ministro Nelson Barbosa (Planejamento) já aprovou. É perfeitamente viável", diz Padilha. A proposta ainda será levada para análise de Dilma. A intenção é que as vendas de participação ocorram a partir do ano que vem. O Orçamento para 2016 já contemplará as receitas resultantes do negócio, disse o ministro. Ainda não há estimativa de quanto o governo espera levantar com a venda das participações.

Montadoras darão férias coletivas para mais de 15 mil trabalhadores em setembro, é o passo anterior à demissão


Sem sinais de recuperação no mercado e com altos estoques, mais um grupo de montadoras anunciou cortes de produção em setembro. Com isso, pelo menos 15.600 trabalhadores terão férias forçadas no próximo mês. Além de férias, novos programas de lay-off (suspensão de contratos por até cinco meses) estão sendo anunciados. A fabricante de caminhões Iveco colocará em lay-off 300 trabalhadores da linha de caminhões pesados na fábrica de Sete Lagoas (MG) a partir do dia 16. Há outros 6.000 operários de várias montadoras nessa condição. General Motors, Mitsubishi e Volkswagen darão férias coletivas. Nos próximos dias, outras empresas devem anunciar paradas, aproveitando o feriado da Independência, no dia 7. A Mitsubishi decidiu antecipar as férias de fim de ano e dispensará boa parte dos 3.000 funcionários da fábrica de Catalão (GO) de 14 de setembro a 3 de outubro. A Volkswagen dará férias de 20 dias a cerca de 450 trabalhadores em São José dos Pinhais (PR) a partir do dia 1º. O grupo estava em lay-off há cinco meses e retornou ao trabalho nesta semana. A Volkswagen informou que "tem feito uso de ferramentas de flexibilização para adequar o volume de produção à demanda do mercado". A General Motors vai suspender toda a operação do complexo de Gravataí (RS), onde trabalham 9.000 pessoas, entre os dias 7 e 27. Estarão ainda fora das fábricas no próximo mês os 3.000 trabalhadores da Fiat de Betim (MG) que entraram em férias na última segunda-feira e só retornam no dia 14. Na Chery, de Jacareí (SP), 200 operários também iniciaram férias na segunda-feira e voltam no dia 8. Nesta quarta-feira, funcionários da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo (SP) realizaram passeata pela Rodovia Anchieta em protesto contra 1.500 demissões na fábrica. Os cortes começaram a ser comunicados por telegrama na sexta-feira, quando os 7.000 trabalhadores da área de produção da Mercedes ainda estavam em férias coletivas. Eles deveriam retomar as atividades na segunda-feira, mas decretaram greve por tempo indeterminado. "Ainda há trabalhadores recebendo os avisos de demissão por correio", afirma Sérgio Nobre, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A Mercedes emprega 10.000 pessoas e alega ter mais de 2.000 excedentes, pois opera com 50% de sua capacidade produtiva. Recentemente a montadora de caminhões e ônibus já havia dispensado 500 trabalhadores. Segundo o sindicato, não há reunião agendada com a empresa. Os trabalhadores querem negociar a adoção do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que prevê redução de jornada e salários em até 30%. A empresa, contudo, diz que, além do PPE, "são necessárias outras medidas de contenção de custos de pessoal, como reposição parcial da inflação no próximo ano, para enfrentar a crise econômica e continuar a gerenciar o excesso de pessoas". Só neste ano as montadoras demitiram 8.800 trabalhadores. Até julho, a produção de veículos caiu 18,1% ante 2014. A GM anunciou 798 demissões em São José dos Campos, mas na semana passada suspendeu os cortes e colocou esse pessoal em lay-off por cinco meses, após greve dos trabalhadores.

Lobista Fernando Baiano é o "novo delator" citado pelo doleiro Alberto Youssef na CPI da Petrobras


O lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado como o operador do PMDB no escândalo do Petrolão do PT, é o "novo delator" citado pelo doleiro Alberto Youssef, que esclarecerá a doação de 2 milhões de reais para a campanha de Dilma Rousseff em 2010, segundo edição desta quinta-feira do jornal O Estado de S. Paulo. Youssef fez a afirmação em acareação na CPI da Petrobras na terça-feira, em que ficou frente a frente com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, para esclarecer as divergências encontradas em seus depoimentos de delação premiada. Na audiência, Paulo Roberto Costa disse que autorizou o repasse de dinheiro à campanha presidencial do PT em 2010 e que o pedido foi feito pelo ex-ministro Antônio Palocci, que coordenava a corrida eleitoral de Dilma à época. Conforme revelou VEJA em setembro do ano passado, Paulo Roberto Costa disse à força-tarefa da Operação Lava Jato que o doleiro Alberto Youssef foi acionado para viabilizar o repasse. O doleiro, no entanto, estava munido de um habeas corpus que o autorizava a ficar calado e só quebrou o silêncio para rebater a versão de Paulo Roberto Costa, sem negar que a campanha de Dilma tenha recebido dinheiro sujo, e para acrescentar que outro delator está tratando dessa questão. "Vou me reservar ao silêncio porque existe uma investigação nesse assunto do Palocci e logo isso vai ser relevado e esclarecido o assunto. Assim que essa colaboração for noticiada vocês vão saber quem foi que pediu o recurso e quem o repassou". O advogado de Youssef, Antonio Figueiredo Basto, disse que se surpreendeu com a declaração de seu cliente e que não conversou com ele sobre o assunto: "Eles estavam na mesma carceragem da Polícia Federal, eles podem ter conversado sobre isso. Acho que foi um ato de desabafo de Youssef na CPI para falar que a culpa não é dele". Fernando Baiano negocia um acordo de delação premiada com a Operação Lava Jato há um mês. Na semana passada, ele e o ex-diretor de Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, foram condenados pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação em Curitiba (PR), a 12 e 16 anos de prisão, respectivamente, por corrupção e lavagem de dinheiro. Caso o acordo de delação seja homologado, a pena pode ser reduzida até a metade ou o condenado pode obter progressão de regime sem apresentar requisitos objetivos, como cumprimento prévio de uma parcela específica da pena.

CPI da Petrobras aprova convocação para depor do bandido petista mensaleiro José Dirceu


A CPI da Petrobras aprovou nesta quinta-feira requerimento para ouvir o ex-ministro da Casa Civil , o bandido petista mensaleiro José Dirceu, preso em 3 de agosto na 17ª fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal. O colegiado aprovou ainda as convocações de Marcelo Odebrecht, presidente da Odebrecht, do ex-diretor da área internacional da Petrobras, Jorge Zelada, e de outras cinco pessoas. A votação das convocações já estava acordada entre os membros da CPI: na sessão de terça-feira os parlamentares avisaram que ouviriam José Dirceu durante viagem a Curitiba na semana que vem. Os deputados ficarão na capital paranaense entre segunda e quinta-feira. Ao longo de mais de 500 dias da Operação Lava Jato, os indícios de participação de José Dirceu no esquema são vastos. A exemplo do deputado cassado Pedro Correa, mensaleiro como ele e também detido na Lava Jato, José Dirceu foi apontado como destinatário de polpudas propinas pagas por empreiteiros ao longo de anos. Os favores entre os gigantes da construção e o ex-ministro eram camuflados, segundo o Ministério Público, em contratos falsos de consultoria por meio da empresa JD Consultoria e Assessoria, criada para simular a prestação de serviços de prospecção de negócios, e que tinha como sócio o irmão de José Dirceu. Cinco gigantes da construção civil que integram o já notório Clube do Bilhão desembolsaram, no período de 2006 a 2013, pelo menos 8 milhões de reais para a JD Consultoria. Os valores são ainda maiores se somadas outras empreiteiras também citadas no escândalo do Petrolão, como a Egesa, que transferiu sozinha 480.000 reais, e a Serveng, que liberou 432.000 reais para a JD. A relação entre José Dirceu e os financiadores do esquema do Petrolão não pára por aí: José Dirceu teve até um imóvel da filha em São Paulo pago pelo lobista Milton Pascowitch. A já complicada situação de José Dirceu se deteriorou ainda mais depois que os ex-companheiros do petista, que por anos o abasteceram com dinheiro, acabaram como delatores do Petrolão e reforçaram os indícios de participação do petista no esquema que fraudou mais de 6 bilhões de reais em contratos. Além de Pascowitch ter apontado o caminho que levou à prisão do ex-ministro, outros depoimentos sobre os tentáculos do PT não deixam de ser menos espantosos: o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, estimou que o PT recebeu até 200 milhões de dólares em dinheiro sujo do esquema, enquanto o ex-vice-presidente comercial da gigante Camargo Corrêa, Eduardo Leite, afirmou às autoridades que a empresa pagou 63 milhões de reais para a diretoria de Serviços, então comandada por Renato Duque, aliado de José Dirceu, e outros 47 milhões de reais para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

Governo confirma plano para obter R$ 15 bi de empresas da Lava Jato


Integrantes do governo e do próprio Ministério da Fazenda confirmaram que está sendo preparado um decreto para permitir que as empreiteiras da Lava Jato paguem indenização e multa à Petrobras e à União para continuarem contratando com a estatal e o governo. Com a medida, a equipe econômica espera receber R$ 15 bilhões em indenizações e multas. O conteúdo do decreto foi antecipado pela Folha na edição desta quarta-feira (26). A reportagem teve acesso à minuta do decreto, que está sob a coordenação de Fabrício Leite, secretário-executivo adjunto da Fazenda e braço direito de Joaquim Levy. Questionado sobre o assunto por jornalistas nesta quarta, Levy negou a existência do decreto. "Não estou preparando nenhum decreto. Não tem questão de receitas extras, nada disso", afirmou Levy ao deixar uma reunião com o vice-presidente da República, Michel Temer. No entanto, auxiliares presidenciais não entenderam o porquê. Afinal, diversas reuniões já foram realizadas para tratar dos detalhes da medida. Algumas aconteceram no Ministério da Fazenda. "O decreto seguirá sendo negociado", disse um integrante da Fazenda sob condição de anonimato depois da declaração do ministro sinalizando o contrário. A idéia de se encontrar uma solução que não inviabilize as principais empreiteiras do país, apesar de puní-las, partiu do próprio Levy há alguns meses depois de ter acesso a um estudo apresentado por um grupo de advogados de São Paulo liderados por Walfrido Warde Júnior. A AGU (Advocacia-Geral da União) e o Ministério Público Federal também integram o grupo de trabalho montado para a formulação da regra. A presidente Dilma Rousseff já disse que a falência dessas empresas traria forte impacto nos níveis de emprego e poderia comprometer algumas das maiores obras de infraestrutura do País. A previsão inicial era que o decreto saísse até a semana que vem. Agora, após a negativa do ministro, ainda não se sabe se o calendário de publicação será adiado.

CBF recorre ao Supremo contra quebra do sigilo de Del Nero


A CBF entrou nesta quarta (26) com um recurso no Supremo Tribunal Federal contra a quebra do sigilo bancário e fiscal do presidente da entidade, Marco Polo Del Nero. O pedido está com o ministro Luiz Edson Fachin, que já deu 24 horas para o presidente da CPI do Futebol, senador Romário (PSB-RJ), apresentar sua argumentação. Na semana passada, os senadores da CPI quebraram o sigilo fiscal do cartola e do empresário Wagner Abrahão, parceiro comercial da CBF. No recurso, os advogados da entidade consideram a decisão dos senadores arbitrária. Fachin assumiu o cargo em junho na cadeira deixada pelo ministro Joaquim Barbosa, que se aposentou no ano passado. Em abril, a Folha revelou que Del Nero comprou de Abrahão por R$ 5,2 milhões uma cobertura dúplex de mais de 300 metros quadrados na Barra da Tijuca, zona nobre do Rio de Janeiro. O apartamento pertencia a uma empresa dos filhos de Abrahão. O empresário morava no imóvel. Del Nero e Abrahão negam conflito ético na negociação. No negócio, o presidente da CBF e seu filho repassaram também ao empresário por cerca de R$ 410 mil uma outra cobertura no prédio. O dúplex valeria no mínimo cerca de R$ 4 milhões, de acordo com especialistas em apartamentos de luxo. Abrahão é dono do Grupo Águia, que faz todas as viagens da seleção e dos clubes que disputam as Séries B, C e D do Campeonato Brasileiro, entre outros negócios. Del Nero decidiu nesta quarta-feira ficar de fora da viagem da seleção brasileira aos EUA. O dirigente marcou até uma reunião na segunda-feira (31) na sede da CBF, no Rio de Janeiro. A viagem da delegação está marcada para a noite de domingo (30) no aeroporto de Guarulhos. A seleção fará dois amistosos nos EUA a partir do dia 5 de setembro. O encontro na CBF servirá oficialmente de justificativa para a ausência de Del Nero da viagem. A pauta da convocação indica apenas questões burocráticas, como "aprovação da ata de reunião anterior, relatório de atividade dos presidentes e dos diretores e assuntos gerais". Após a prisão de José Maria Marin, em maio, o presidente da CBF não deixou mais o Brasil. Na época, Marin e outros seis dirigentes da Fifa foram detidos pela polícia suíça em uma operação surpresa, realizada a pedido das autoridades dos Estados Unidos. Os cartolas são investigados pela Justiça americana em um suposto esquema de corrupção. Após as prisões, Del Nero deixou a Suíça com destino ao Brasil e não participou do pleito que reelegeu Blatter. O presidente da CBF é suspeito de integrar o esquema de corrupção. Nesta terça-feira (25), ele ficou de fora da reunião do Comitê Executivo da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol). Ele e o boliviano Carlos Chávez foram os únicos presidentes de entidade que não participaram do encontro nesta terça-feira (25) no Paraguai. Del Nero enviou como representante do País, Fernando Sarney, um dos vices-presidentes da CBF e filho do ex-presidente José Sarney.