sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Para cúpula do PMDB Temer "escorregou" ao falar de popularidade de Dilma

A cúpula do PMDB acredita que o vice-presidente da República, Michel Temer, "escorregou" nesta quinta-feira, 3, ao dizer que será difícil a presidente Dilma Rousseff concluir os próximos três anos de mandato se os índices de popularidade continuarem tão baixos como os atuais. Os peemedebistas concordam que Temer disse o que realmente pensa sobre cenário político-econômico, mas que não deveria sequer ter aceitado o convite para participar de um evento promovido pelo movimento "Acorda Brasil", grupo que defende o impeachment da presidente Dilma. Temer foi questionado sobre os cenários que podem levar ao afastamento da petista e respondeu: "Hoje o índice (de popularidade) é realmente muito baixo. Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo", avaliou. "Se continuar assim, 7% de popularidade, de fato fica difícil passar de três anos", afirmou.


"Acho que ele escorregou por estar em um ambiente que ele não dominava e é hostil", comentou um cacique da legenda. O dirigente, que falou em condição de anonimato, avaliou que Temer não está "habituado ao embate contrário, público e agressivo" e que, uma vez aceito o convite para o encontro, deveria ter se preparado para enfrentar a situação. Há quem concorde no partido com a tese governista de que a frase foi descontextualizada. Já os peemedebistas favoráveis ao rompimento com o governo avaliariam que o vice-presidente foi honesto em suas palavras. Parlamentar próximo ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) disse que Temer está apenas sendo "realista". "Ele trocou o otimismo pelo realismo. É uma declaração que não pode ser considerada simplesmente um ato falho. O vice-presidente Michel relatou uma realidade", afirmou Marun. Para o parlamentar, o vice de Dilma tornou-se "realista" ao ser surpreendido com encontros da presidente com integrantes de seu partido - Cunha, o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) -, e ao saber pela imprensa de decisões como o corte de ministérios e a recriação da CPMF. Marum disse que o governo precisa vencer a crise econômica se quiser reverter a crise de popularidade. "Ou o governo demonstra capacidade de reverter essa situação ou se demonstra incompetente para governar o País", afirmou. "A popularidade da presidente é uma consequência. O maior problema é a crise de credibilidade, que ela não reverte mais. Ela pode reverter a crise econômica. Se reverter, mesmo com a credibilidade abalada, melhora a popularidade". "Foi uma atitude honesta, com base na experiência e na vivência que ele tem", concluiu o deputado Danilo Forte (PMDB-CE). O peemedebista avalia que na atual circunstância, só Temer teria condições de aglutinar forças políticas e econômicas para tirar o País da crise. Forte acredita que Temer apenas externou o sentimento da opinião pública, que reprova o governo Dilma. "Golpe no povo é continuar do jeito que está. Ninguém está mobilizando as Forças Armadas, estamos fazendo o debate político", disse. "A declaração, efetivamente, vai animando aqueles que acham que tem que mudar. Vai mostrando a fraqueza dela, vai solidificando a opinião do povo brasileiro de que ela não tem condição", disse Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Deputados de oposição também acham que as declarações de Temer são resultado de um choque de realidade. "Como ele começou a andar na rua, captou que a população não aguenta mais ela (Dilma)", afirmou o presidente do Solidariedade e também aliado de Cunha, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD). "Até o vice-presidente está concordando que não tem mais jeito, que a Dilma não tem mais condições de governar", disse o deputado. Para Paulinho, as declarações de Temer engrossarão o movimento suprapartidário pró-impeachment que deve ser lançado pela oposição na próxima semana. O grupo é formado por deputados de PSDB, PPS, DEM, SD, PSC e até partidos da base, como PMDB e PSD. O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), acredita que as declarações de Temer demonstram sintonia com a realidade, já que a situação é difícil e o vice-presidente não foi "bem utilizado" na articulação política. "Foi uma constatação, não uma crítica", observou. Panos quentes. Os petistas tentaram amenizar a repercussão das frases de Temer e concluíram que o peemedebista foi "mal interpretado". "Acho que foram tiradas do contexto", opinou o vice-líder do governo na Câmara, Paulo Teixeira (PT-SP). O petista disse que Temer vem se mostrando "muito leal a Dilma" e que ambos têm o mesmo objetivo: lutar para tirar o País da crise. O líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), foi na mesma linha do colega de bancada. O petista concordou que, da forma como foram divulgadas as declarações, há um clima de desconforto. "Tenho ele na mais alta conta da responsabilidade (com o governo). Ele nos ajudou demais. Não posso acreditar que paire sobre a cabeça dele (Temer) qualquer iniciativa golpista. Gostaria de ouvir dele (a explicação). Quero imaginar que foi mal interpretado", afirmou Sibá. 

Ricardo Pessoa foi denunciado

Além dos bagrinhos do PP, Rodrigo Janot também denunciou hoje Ricardo Pessoa, o dono da UTC que virou o delator mais desejado de Brasília. Infelizmente, não é nessa ação que ele denuncia Lula e Dilma. Suas declarações bombásticas continuam sob sigilo.

Apoio religioso a Cunha

Aliança - Cunha: ligado aos juízes federais
Cunha: apoio dos evangélicos
A bancada evangélica selou apoio a Eduardo Cunha.  Cunha é da Assembleia de Deus de Madureira, chefiada pelo pastor Manoel Ferreira. Por Lauro Jardim

Hillary Clinton dá explicações sobre e-mails

Hillary Clinton, envolvida na polêmica sobre e-mails enviados de sua conta privada quando era secretária de Estado, deu explicações nesta sexta-feira sobre o caso, em uma tentativa de deter a lenta erosão de sua popularidade como pré-candidata democrata à Casa Branca. Ao comentar o caso em entrevista à rede de televisão MSNBC, Hillary Clinton admitiu que "não foi a melhor decisão" utilizar seu e-mail pessoal para assuntos de Estado, mas reafirmou, "com já disse várias vezes, que isto era permitido e foi totalmente legal". "Lamento que este tema tenha confundido as pessoas e provocado tantas perguntas, mas há respostas para todas estas perguntas e seguirei dando estas respostas. Estou convencida de que no decorrer da campanha as pessoas entenderão que o que eu disse é certo". Segundo Brian Fallon, porta-voz de Clinton, "ela quer ser transparente, responder a todas as perguntas sobre (os ataques de 2012 ao consulado de) Benghazi (Líbia), que foi o alvo original desta investigação". Milhares de e-mails foram enviados ou recebidos em um endereço e servidor privados quando a pré-candidata democrata à Casa Branca comandava o Departamento de Estado (2009-2013), incluindo comunicações com funcionários, autoridades e outras pessoas entre 2009 e 2013. Hillary Clinton acusa o inimigos políticos de fabricarem a polêmica a respeito de seus e-mails, em um esforço para prejudicar suas possibilidades de chegar à presidência. A ex-secretária de Estado será ouvida no dia 22 de outubro por uma comissão parlamentar que investiga o ataque em 2012 contra o consulado americano em Benghazi, no qual morreram o embaixador Christopher Stevens e três agentes. 

TST determina reabertura dos bancos em todo o Estado


O Tribunal Superior do Trabalho determinou nesta sexta-feira a reabertura de agências e postos bancários do Rio Grande do Sul, invalidando os efeitos da liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) em casos de inexistência de policiamento ostensivo por causa da greve dos servidores estaduais. A decisão é do corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro João Batista Brito Pereira, e vale para todos os municípios. No despacho, o ministro salienta que o funcionamento de uma agência bancária é de responsabilidade da instituição financeira, fato que independe de apoio da Segurança Pública, já que os bancos possuem “inúmeros dispositivos de segurança”. Além disso, o corregedor destaca que o fechamento das agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos deixa a população, comércio, indústria e correntistas submetidos a um prejuízo de “improvável reparação”. A autorização foi dada na noite de terça-feira pelo desembargador federal do TRT4, Marcelo José Ferlin D’Ambroso, atendendo a mandado de segurança impetrado pelo sindicato dos bancários (SindBancários) e pela federação ligada aos trabalhadores de bancos (Fetrafi-RS), que alegaram falta de policiamento devido à greve dos servidores públicos estaduais.

PSDB pede que depoimento do delator Ricardo Pessoa seja incluído em inquérito contra Dilma no TSE

O PSDB pediu nesta sexta-feira, 4, que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) junte um depoimento do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC e um dos delatores da Operação Lava Jato, a um inquérito eleitoral do qual a presidente Dilma Rousseff é alvo. O partido é autor da ação que pede que a investigação de fatos ligados à campanha que reelegeu Dilma presidente. A sigla acusa abuso de poder político e econômico no processo eleitoral no ano passado e, no limite, a ação pode resultar na perda de mandato da petista e de seu vice, Michel Temer (PMDB). Os autores da ação querem que seja levada em consideração no processo em curso no TSE a fala de Ricardo Pessoa na qual ele afirma ter feito depósitos oficiais em contas do PT. O depoimento do empreiteiro foi prestado na última quinta-feira, 3 ao juiz Sérgio Moro. O delator falou à Justiça como testemunha de acusação no processo em que são réus o presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, e executivos ligados ao grupo. 


Ricardo Pessoa, dono da UTC, declarou à Justiça Federal que Renato Duque, então diretor de Serviços da Petrobrás, lhe pediu ‘contribuições políticas’ para o partido; ele depôs como testemunha no processo contra executivos da Odebrecht. Os tucanos já tinham pedido à Corte eleitoral a oitiva de Ricardo Pessoa como testemunha da ação eleitoral, já que ele foi citado por outro delator da Lava Jato, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Apesar de ter sido autorizado pelo ministro relator da ação, João Otávio de Noronha, o depoimento do empreiteiro está suspenso devido ao sigilo do acordo de delação premiada firmado pelo dono da UTC com o Ministério Público Federal. O PSDB aproveitou o pedido protocolado nesta sexta para reiterar a oitiva de Pessoa. O pedido depende de decisão de Noronha, mas a expectativa da defesa é de que ele seja acatado. O relator já aceitou no passado outras solicitações feitas pelo PSDB como a oitiva do doleiro Alberto Youssef, de Costa e Pessoa. O presidente da UTC Engenharia é apontado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal como o presidente do clube vip das empreiteiras que se apossaram de contratos bilionários da Petrobrás entre 2004 e 2014.

Banco Central vai colocar US$ 3 bilhões no mercado financeiro na terça-feira para tentar conter alta do dólar


O Banco Central vai reforçar sua atuação no mercado de câmbio. A instituição anunciou que fará na próxima terça-feira (8) um leilão de empréstimos de US$ 3 bilhões das reservas internacionais. A instituição já vem atuando diariamente no mercado por meio da renegociação de contratos de câmbio (swap cambial) para suprir parte da demanda por moeda estrangeira. Mesmo assim, as crises política e econômica têm pressionado o preço da moeda. O dólar comercial, utilizado em transações do comércio exterior, subiu 2,63% no dia e 7,58% na semana, para R$ 3,859 na venda. Os empréstimos de dólar que ainda estavam no mercado somavam US$ 2,4 bilhões até sexta-feira da semana passada (28). Esse valor foi objeto do leilão de rolagem realizado na última segunda-feira (31). Desde 22 de dezembro de 2014 o Banco Central não fazia um leilão apenas com recursos novos. O valor do novo empréstimo será dividido em dois leilões que serão realizados entre 15h30 e 15h55. O montante negociado na primeira operação ficará emprestado até 4 de novembro. Os negócios fechados na segunda etapa terão vencimento em 2 de dezembro. Nessas datas, os dólares são recomprados pelo Banco Central e voltam para as reservas, que estão atualmente em US$ 370,3 bilhões.

Petrobras pode perder área de exploração de petróleo na Argentina


O tempo corre contra a Petrobras na Argentina e tudo indica que a empresa perderá o controle de uma área de exploração de petróleo na província de La Pampa no próximo domingo (6). Sob concessão da Petrobras desde 1990, a região de Jagüel de los Machos será entregue à estatal Pampetrol na segunda-feira (7), um dia após vencer o contrato com a brasileira. O parlamento de La Pampa votou por não renovar a concessão da Petrobras, que é criticada por reduzir seus investimentos na região e pagar menos royalties do que outras empresas privadas que operam na província. A Petrobras recorreu à Suprema Corte argentina, mas até o início da noite desta sexta-feira (4) não havia decisão. O governador Oscar Mario Jorge, que é do partido da presidente peronista populista Cristina Kirchner, informou nesta semana que a operação em Jagüel de los Machos será terceirizada, uma vez que a Pampetrol, criada em 2006, não teria condições técnicas para operar imediatamente o campo. O deputado de La Pampa, Hugo Pérez, da União Cívica Radical, disse que a licitação foi feita nesta quinta-feira (3) e saiu vencedora a empresa Petroquímica Comodoro Rivadávia, que também explora petróleo na região. Ela trabalhará como prestadora de serviços e se comprometeu em pagar 35% em royalties à província. A Petrobras pagava 12%. Autor da lei que propôs retirar o controle da região da Petrobras e entregar à Pampetrol, Pérez afirma que não é nada contra a empresa brasileira. "A idéia é fortalecer a empresa estatal local, que poderá contratar mais mão de obra da região e atender às necessidades da população", disse. Segundo ele, pesou na decisão dos parlamentares a informação —especulada na imprensa— de que Petrobras está vendendo seus ativos na Argentina. "Pelo que sabemos, a Petrobras está se retirando da Argentina, devido aos problemas que enfrenta no Brasil", afirmou: "O governo provincial renovaria a concessão por mais dez anos para, no dia seguinte, a Petrobras negociar a venda desses ativos. Iríamos dar o aval para um negócio financeiro e imobiliário da Petrobras". Mais importante do que Jagüel de los Machos para a Petrobras, no entanto, é a área de 25 de Mayo-Medanito-SE, cuja concessão vence em outubro do ano que vem e também deverá ser entregue à Pampetrol, caso a brasileira não consiga reverter a decisão. A área é responsável por mais da metade da produção de petróleo e gás de La Pampa, uma província que despertou recentemente para a produção de hidrocarbonetos. Os grandes campos de exploração da Argentina estão em Néuquen e Río Negro, onde também há áreas sob concessão da Petrobras. Medanito-SE é um reservatório conectado a uma área explorada pela Petrobras na vizinha Río Negro. A atividade de um lado da fronteira é complementar à realizada do outro lado. Perder um dos braços da operação seria negativo para a companhia. A Petrobras já teria começado a preparar sua retirada de Jagüel de los Machos. Avisou empresas terceirizadas e trabalhadores de sua saída. Segundo Hugo Pérez, a empresa tentou retirar equipamentos de extração na semana passada, mas foi impedida por uma denúncia popular. "Ainda não sabemos se a estatal pode retirar os equipamentos. O contrato é de 1990 e ainda não tivemos acesso ao documento original", disse Pérez. Gabriel Matarazzo, presidente do sindicato que representa os trabalhadores na região, afirma que a empresa brasileira falhou ao não criar vínculos com a comunidade local. "A Petrobras focou suas relações em Néuquen e Río Negro e se esqueceu de La Pampa, foi um erro", disse: "A empresa nunca se instalou oficialmente na província, não tem nem mesmo escritório ali".

BRASIL QUEBRADO – PT, PCdoB, movimentos sociais, CUT, UNE e MST querem a volta de Mantega!!!

Então… E Lula continua firme no seu esforço para desestabilizar o que instável já está: o governo Dilma. É impressionante! Neste sábado, os sedizentes movimentos sociais, que são as frações de esquerda do PT, lançam um manifesto em defesa da presidente Dilma Rousseff na Assembleia Legislativa de Minas, em Belo Horizonte. Calma! Será em defesa da presidente, mas contra a sua política econômica. Ah, bom! Não é bacana? O evento marca o lançamento de uma tal Frente Brasil Popular. Vai ver os que não a integram são… impopulares. “Governo é para governar, e sindicato, para sindicatear”, teria dito Lula a Rosane da Silva, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT. Além da central, UNE e MST estarão no ato, que conta com o apoio também do PC do B e de uma parte do PSB. Segundo Rosane, Lula teria afirmado que “só com pressão popular, o país toma as medidas necessárias”. Ah, bom! Que bando de impostores, não é mesmo? Na quinta, o governo acerta “com o mercado” a permanência de Joaquim Levy na Fazenda. No sábado, o comando do PT e aliados cobram, na prática, que ele seja demitido. E notem que a mente divinal de Lula está por trás da desestabilização da presidente. Vamos combinar: os que querem Dilma fora do poder e outra política econômica se manifestam nos dias ímpares, e os que querem outra política, mas com Dilma dentro, nos pares. Ah, sim: interlocutores de Lula revelam que ele é favorável à ampliação do crédito, redução da taxa de juros, liberação do compulsório dos bancos… Entendi! Então ele é favorável à volta de Guido Mantega. Pronto! Resolvido o mistério: PT e congêneres querem a volta de Mantega. Sua política econômica já quebrou o país. Agora falta sentar em cima do monte. Por Reinaldo Azevedo 

Deputado gaúcho Bassegio entrega a seu colega Edson Brum um pacote de denúncias de pilantragens na Assembléia do Rio Grande do Sul

O deputado estadual Diógenes Bassegio (PDT) entregou esta tarde ao presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Edson Brum, um pacote com dossiê de denúncias contra deputados estaduais em casos de malfeitos, segundo documentos que o parlamentar do PDT recebeu em seu gabinete. Ou seja, pilantragens para auferição de vantagens. Ele não detalhou as denúncias e nem disse contra quem elas foram feitas, mas deixou claro que são semelhantes às denúncias que embasam seu julgamento pela Comissão de Ética e que podem resultar na cassação do seu mandato. O deputado quer que Edson Brum abra tudo e faça o que tiver que ser feito. Disse ele: "Após análise de tais documentos, e ponderação a propósito do constrangimento produzido pela indesejada generalização que pratiquei, decidi que darei conhecimento de tais documentos ao Senhor Presidente da Assembléia Legislativa, Deputado Edson Brum, para que produza os encaminhamentos legais que entenda adequados, do mesmo modo e com a mesma diligência que produziu no caso a que respondo, e com a isenção que o cargo lhe impõe". É uma evidente ameaça, ruim, porque sonega as informações da sociedade gaúcha. Enquanto este seu dossiê não for aberto parecerá que é apenas uma chantagem, uma ameaça, o que contribui para piorar a situação dele. Mas, também a do presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Edson Brum, a quem cabe expor todo o conteúdo do dossiê com o máximo de transparência. 

A ponte Geddel

Michel Temer encarregou Geddel Vieira de Lima de ser a ponte principal entre o PMDB e Aécio Neves, para o encaminhamento do pedido de impeachment.

Não vai parar

O Estadão dá uma boa notícia: "O Conselho Superior do Ministério Público Federal prorrogou por mais um ano a atuação da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná. Com isso, a equipe de 11 procuradores da República continuará até pelo menos setembro do ano que vem os trabalhos da maior investigação já conduzida pelo MPF."

Sócrates deixa a cadeia

O ex-premiê José Sócrates deixou a prisão. Ele permanecerá em regime domiciliar, mas sem tornozeleira eletrônica. A Justiça acatou pedido da PGR portuguesa - vejam que coincidência - que já não via motivos para mantê-lo na cadeia. Será que o 'acordão' já atravessou o Atlântico?


Lula e Sócrates: negociatas de Primeiro Mundo

Vaccari, pobre senador

A propósito da denúncia contra João Vaccari Neto, o Antagonista lembra que o ex-tesoureiro do PT foi eleito segundo suplente de Aloizio Mercadante na campanha para o Senado em 2002. É só para lembrar, mesmo.


Vaccari declarou R$ 87 mil em bens em 2002

O olé de Beckembauer Rivelino

O dono da gráfica VTPB, Beckembauer Rivelino, recebeu quase 30 milhões de reais em 2014. No final de 2012, no entanto, sua situação financeira devia estar crítica. Um processo que corre no Tribunal de Justiça de Minas Gerais mostra que o empresário solicitou atendimento para um dos cavalos de sua fazenda em Campo Belo, Minas Gerais, a um veterinário da região de Varginha. Após o tratamento inicial, Beckembauer Rivelino foi informado de que o cavalo deveria "ficar em observação por um determinado período, devido estar muito debilitado, pela doença e pela fadiga da viagem. Contudo, o Suplicado (Beckembauer) preferiu retirar o animal, que não resistiu e morreu logo após o embarque". O veterinário lhe cobrou 800 reais pelo serviço. Beckembauer Rivelino se recusou a pagar. Segundo o advogado do veterinário, Marino Mendes, Beckembauer Rivelino nunca foi encontrado, nem possui bens em seu nome. Quem o representou na audiência de conciliação, em setembro de 2013, foi Wilker Correa de Almeida, seu sócio na VTPB. Na audiência, foi acertado que Beckembauer Rivelino pagaria uma entrada de 300 reais e 10 parcelas de 50 reais. O processo, então, foi arquivado, mas o “suplicado” ainda deve 500 reais ao veterinário. Procurado pelo Antagonista para falar sobre o assunto, Wilker Correa de Almeida disse que estava ocupado.



Beckembauer Rivelino não pagou 500 reais por serviços de um veterinário em Minas Gerais

Janot?

Como já publicamos aqui, o PSDB entrou com petição no TSE para ter acesso à delação de Ricardo Pessoa. O próprio corregedor do TSE, João Otávio Noronha, disse hoje à tarde ao Estadão que pediu o compartilhamento da delação ao ministro Teori Zavascki, mas que não obteve resposta. O Antagonista apurou também que Zavascki, antes de decidir repassar a delação, vai pedir a Rodrigo Janot um parecer. Pois é, Janot...

Pixulequinhos denunciados

Além dos tubarões Dirceu e Vaccari, a PGR também denunciou os bagrinhos Aníbal Gomes, Arthur Lira e seu pai Benedito de Lira. Quando foram indiciados, o Antagonista perguntou se o pepista Arthur continuaria a presidir da CCJ. Não custa insistir: Vai continuar?

Navio boliviano foi flagrado com carregamento de armas para o Estado Islâmico


A Guarda Costeira da Grécia divulgou ontem uma apreensão que coloca o governo de Evo Morales no centro da crise humanitária que já levou à morte de mais de 330.000 pessoas na guerra civil da Síria e gerou um saldo de cerca de 4 milhões de refugiados internacionais. As autoridades gregas aprenderam no Mediterrâneo um navio de bandeira boliviana carregado de armas que seriam entregues para os terroristas do Estado Islâmico (EI). O carregamento de 5.000 armas, principalmente fuzis, e cerca de meio milhão de cartuchos estava escondido em catorze contêineres embarcados na Turquia e que tinham como destino a cidade Líbia de Misurata. A Líbia está sob embargo da Organização das Nações Unidas para o comércio de armas, pelo fato de o país ser uma das áreas sob controle dos terroristas do EI.  O navio Haddad 1, partiu da cidade egípcia de Alexandria e, entre 17 e 29 de agosto, passou pelas cidades de Famagusta, no Chipre, e Iskenderun, na Turquia. As autoridades turcas suspeitam que, antes de ser carregado com armas no porto turco, o cargueiro boliviano tenha sido usado para transportar refugiados do Egito para Turquia. Registrado sob a responsabilidade do Ministério da Defesa da Bolívia, o navio Haddad 1 tem seus movimentos e registros de carga sob responsabilidade do governo do índio cocaleiro Evo Morales. Por lei, os armadores precisam reportar as rotas e os despachos de carga às autoridades de La Paz. Como a embarcação está envolvida em uma violação dos embargos da ONU, o governo do ditador índio cocaleiro Evo Morales será obrigado a prestar contas sobre o uso de um navio com a bandeira de seu país em um caso de tráfico de armas e em outro possível crime: o de tráfico de pessoas.

Dólar sobe 2,68% e termina a semana cotado em R$ 3,86, maior valor desde outubro de 2002


O dólar fechou em alta superior a 2,5% nesta sexta-feira, renovando a máxima em 13 anos, em meio às persistentes incertezas envolvendo o cenário político e econômico interno e após os dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos reforçarem visões de que os juros podem subir neste ano na maior economia do mundo. No fim da sessão, a moeda americana saltou 2,68%, a 3,8605 reais na venda, maior cotação de fechamento desde 23 de outubro de 2002 (3,915 reais). Na semana, o dólar subiu 7,68%. Na máxima desta da sessão, a moeda norte-americana foi a 3,8625 reais. "Estamos com cenário interno muito conturbado e o externo também não ajuda, com os problemas vindos da China e alguns sinais de melhora da economia dos Estados Unidos", disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues, acrescentando que, na sua visão, o dólar manterá a tendência de alta. Pouco após a abertura dos negócios, foram divulgados indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos que mostraram desaceleração do crescimento do emprego no mês passado. No entanto, os dados de junho e julho foram revisados para cima, o que pode influenciar o Federal Reserve, banco central dos EUA, a elevar a taxa de juros em breve. "Os investidores gostaram das revisões. Esses números reforçam as expectativas de aumento de juros ainda para este mês por parte do Fed", escreveu o operador de câmbio da Correparti Corretora, Jefferson Luiz Rugik, em nota a clientes. Juros mais elevados nos EUA podem atrair para aquela economia recursos atualmente investidos em outros países, como o Brasil. No Brasil, os investidores também continuaram de olho no cenário político e econômico atribulado. Na véspera, o governo fez esforço concentrado para demonstrar que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, segue na condução da economia do país, apesar de intensas especulações de perda de espaço e de que ele deixaria o cargo. Além disso, o vice-presidente Michel Temer afirmou, em encontro com empresários, que considera difícil a presidente Dilma Rousseff concluir o atual mandato se a popularidade dela continuar muito baixa, alimentando visões de que o governo está com a base cada vez mais fraca. "O mercado arrefeceu ontem depois da notícia que o ministro Levy fica, mas ainda permanece esse ranço, essa preocupação de até que ponto isso é verdade", disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora Reginaldo Galhardo. Também afetada pelo ambiente doméstico fragilizado, a bolsa brasileira terminou em queda de 1,7%, a 46.559 pontos, segundo dados preliminares. Na semana, o índice de referência do mercado acionário brasileiro contabilizou um declínio de 1,26%.

Ministério Público Federal quer mais de 30 anos de prisão para o bandido petista mensaleiro José Dirceu, o "guerreiro do povo brasileiro"

O procurador Deltan Dallagnol

O Ministério Público Federal defendeu nesta sexta-feira que o ex-ministro da Casa Civil, o bandido petista mensaleiro José Dirceu, denunciado por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, seja condenado a mais de 30 anos de prisão por ter montado um esquema de arrecadação de propina junto a empreiteiras a partir de contratos simulados de consultoria. A Polícia Federal não descarta que ex-ministro possa estar envolvido em outros crimes e possa, no futuro, ser novamente denunciado. As suspeitas são que José Dirceu recebeu 11,8 milhões de reais em propina. "Nossa expectativa é que uma pessoa que tenha praticado crimes tão graves tenha, sim, uma pena superior a 30 anos. Temos uma pessoa que foi a número dois do País envolvida no esquema de corrupção. Foi um capitalismo de compadrio", afirmou o coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal, procurador Deltan Dallagnol. De acordo com as investigações, o esquema de José Dirceu na Lava Jato movimentou cerca de 60 milhões de reais em corrupção e 64 milhões de reais em lavagem de dinheiro. Ao todo, o Ministério Público calcula que houve 129 atos de corrupção ativa e 31 atos de corrupção passiva entre 2004 e 2011, além de 684 atos de lavagem de dinheiro entre 2005 e 2014. "A investigação é sempre baseada em fatos. Nada impede novas denúncias sobre a atuação dele em várias outras áreas de atuação. Essa é uma parte importante da investigação, mas temos que considerar que a cada dia estamos avançando por áreas diferentes de contratação de serviços públicos e se trata do ex-ministro da Casa Civil", explicou o delegado Igor Romário de Paula. Os investigadores que atuam na Operação Lava Jato consideram que José Dirceu é um criminoso reincidente, porque praticou crimes depois de o processo do Mensalão do PT já ter sido concluído. É possível que a Justiça imponha ao petista também o agravante de maus antecedentes, já que, segundo o procurador federal Roberson Pozzobon, ele praticou crimes de corrupção e lavagem de dinheiro pelo menos desde 2006, quando passou a receber dinheiro sujo de empreiteiras. A reincidência e os maus antecedentes são fatores considerados pela Justiça para aumentar a pena do suspeito em caso de condenação. Além da penalização pelos crimes, os procuradores pedem o ressarcimento de 60 milhões de reais. Segundo Dallagnol, as evidências apontam ter havido um "capitalismo de compadrio" envolvendo a Petrobras para benefício de empresas e enriquecimento de pessoas. "Houve o exercício do poder para fins particulares. José Dirceu representou por muitos tempos os ideais de muitos. Não julgamos as pessoas por vidas, mas por fatos e atos concretos. Não está em questão o que José Dirceu fez pela consolidação da democracia, e sim se ele praticou crimes em contextos determinados", disse. "A corrupção sistêmica existe no nosso País. A cura para esse problema que sangra a democracia é mais democracia. Somos explorados pela corrupção", concluiu.

Amistoso entre Argentina e Bolívia foi acertado de dentro da prisão


Os escândalos de corrupção envolvendo dirigentes ligados à Fifa levaram a um acontecimento surreal: o amistoso entre Argentina e Bolívia, marcado para esta sexta-feira, às 21 horas (de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos, foi acertado de dentro de uma cadeia. Walter Zuleta, tesoureiro da FBF (Federação Boliviana de Futebol), contou que o então presidente da entidade e tesoureiro da Conmebol, Carlos Chávez, assinou o contrato da partida, em 4 de agosto, de dentro da prisão de Santa Cruz de la Sierra, onde permanece preso, acusado de desviar dinheiro de uma partida da Bolívia contra a seleção brasileira em 2013. Antes de a Bolívia topar o convite, 13 países se recusaram a realizar um amistoso contra a seleção de Lionel Messi e Carlos Tevez por causa do envolvimento da federação argentina nos escândalos da Fifa - a partida foi organizada pela Torneos y Competencia e pela Full Play, empresas argentinas acusadas de receber suborno de dirigentes da Conmebol e Concacaf. Originalmente, deveria ocorrer nesta data mais uma edição do Superclássico das Américas, entre Brasil e Argentina, mas a CBF (que também está envolvida nas investigações do FBI) preferiu cancelar a partida - no lugar, agendou o amistoso deste sábado contra a Costa Rica. A realização do amistoso surpreendeu até mesmo os funcionários da federação boliviana, pois Chavez assinou o contrato dias antes de ser deposto. "Parece que existia uma relação de amizade entre Chavez e as empresas que promovem a partida", contou o tesoureiro. Segundo ele, na época em que o amistoso foi costurado, a federação estava ocupada em resolver a crise interna, contratar um treinador e recuperar sua conta bancária, bloqueada desde a prisão de Chavez. Seleções de países da Europa, África e Ásia negaram o convite da federação argentina que, desesperada, teve que baixar sua "tarifa habitual" de 1 milhão de dólares para 450.000 dólares pela realização do jogo. O novo técnico da seleção boliviana, Julio César Baldivieso, disse que a equipe foi obrigada a jogar contra sua vontade. Ele contou que mais de 80% dos atletas que viajaram aos Estados Unidos não foram convocados por ele. "Não será fácil enfrentar um monstro como a Argentina com um só dia de treinamento", lamentou.

Saques da poupança somam quase R$ 50 bilhões em 2015, o maior volume em 20 anos


Entre janeiro e agosto, os saques da poupança superaram os depósitos em 48,49 bilhões de reais, segundo o Banco Central informou nesta sexta-feira. Isso faz de 2015 o ano com o maior volume de retiradas desde 1995, quando o Banco Central começou a compilar essas informações. Em agosto, os saques somaram 7,5 bilhões de reais, também um recorde para o mês. Até então, o pior agosto para a caderneta havia sido em 1999. Na ocasião, o resultado ficou negativo em 1,44 bilhão de reais. O resultado do ano até agora também é significativo, já que não se via um volume de resgates maior do que o de aplicações em todos os meses de um ano de janeiro a agosto desde 2003. Em janeiro passado, o resultado ficou negativo em 5,5 bilhões de reais e, em fevereiro, em 6,3 bilhões. Em março, os resgates superaram os depósitos em 11,4 bilhões de reais - o pior de toda série histórica do Banco Central para um único mês. Em abril, o resultado ficou negativo em 5,8 bilhões. Em maio, em 3,2 bilhões e, em junho, em R$ 6,3 bilhões. Em julho, a conta ficou no vermelho em 2,45 bilhões de reais. O volume de saques do mês passado só não é maior do que o de março. Assim, é o segundo pior resultado mensal desde que a instituição passou a compilar os dados. Com o resultado de agosto, o saldo total da poupança ficou em 645,11 bilhões de reais, já incluindo os rendimentos do período, no valor de R$ 4,37 bilhões. Os depósitos na caderneta somaram R$ 155,95 bilhões no mês passado, enquanto as retiradas foram de R$ 163,45 bilhões. Normalmente, no último dia de cada mês, a quantidade de aplicações é bem maior do que o das retiradas e dilui as perdas mensais vistas até o dia do fechamento da poupança. Em agosto, no entanto, isso não ocorreu com a mesma ênfase dos meses anteriores. Até o dia 28, o saldo da caderneta estava no vermelho em 9,45 bilhões de reais, e o ingresso líquido no dia 31 de agosto foi de apenas 1,94 bilhão. É comum ocorrer um aumento dos depósitos no último dia de cada mês por causa de aplicações automáticas e de sobras de salários. Desta vez, no entanto, o fluxo não foi tão forte no fechamento do mês. Como o governo decidiu que não iria antecipar em agosto a primeira parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas como vinha fazendo desde o início do governo Lula, o volume de "sobras" de economia, que ocorre tradicionalmente nesse mês, ficou abaixo do habitual. A antecipação será feita a partir deste mês, de acordo com o Ministério da Fazenda. Além desse fato específico de agosto, a poupança tem sofrido nos últimos meses com uma sobra cada vez menor de recursos da população por causa do aumento do desemprego, da alta da inflação e da piora da atividade. Além disso, com os juros básicos da economia em 14,25% ao ano e a disparada do dólar, outros tipos de investimentos se tornam mais atrativos para os aplicadores e a caderneta perde o brilho. A remuneração da poupança é fixa em 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). Para minimizar o quadro de falta de recursos para financiamentos de imóveis, provenientes da caderneta, o Banco Central decidiu liberar ao final de maio 22,5 bilhões de reais dos depósitos da poupança para os bancos que eram obrigados a manter recursos na instituição para desembolsos nas operações de financiamento habitacional e rural. Foi reduzida a obrigatoriedade de guardar uma parte dos depósitos da caderneta no Banco Central desde que os recursos fossem usados para financiamento habitacional (até 22,5 bilhões de reais) e empréstimos a produtores rurais (outros 2,5 bilhões de reais).

Petrobras corta festas, cursos e viagens para poupar US$ 12 bilhões


Depois de a Petrobras anunciar a venda de parte da BR Distribuidora e a emissão de títulos para captar recursos, a queda do preço do petróleo intensificou a crise na empresa, que agora estendeu o arrocho financeiro aos empregados. Com o argumento de que o momento é de "esforços", a direção divulgou comunicado interno informando que alguns "gastos operacionais gerenciáveis" serão reduzidos ou suspensos. O anúncio foi feito em 26 de agosto. Pelas contas da empresa, serão cortados 12 bilhões de dólares (o equivalente a 45 bilhões de reais) até 2019 em despesas com funcionários, como cursos e viagens. A estatal não explicou como chegou ao valor. No comunicado, lista apenas as "principais medidas imediatas" de corte de gastos e orienta os funcionários a buscar mais informações com os superiores. Questionada, a companhia não detalhou as metas e volumes de cortes para cada ação prevista, ou mesmo se medidas adicionais, como corte de funcionários terceirizados, entrariam na conta. A estatal tem cerca de 80,9 mil funcionários próprios e cerca de 200.000 terceirizados. O valor dos cortes se aproxima da receita de 15,7 bilhões de dólares estimada com o plano de venda de patrimônio até o ano que vem, emperrado por causa da crise mundial na indústria do petróleo. A Petrobras nega relação entre os cortes e a dificuldade na venda de ativos. No documento enviado aos funcionários, a empresa aponta uma série de medidas a serem tomadas para "otimizar os custos". A partir de agora, a estatal não vai mais custear confraternizações de funcionários, nem cursos de idioma "na modalidade autodesenvolvimento". Carros corporativos com motoristas, só para a presidência e a diretoria. E mesmo os veículos geralmente disponíveis aos funcionários apenas poderão ser usados para "necessidades operacionais". Viagens estão limitadas ao "inadiável". Quando for impossível evitar, a ordem é pagar pelo transporte de um único funcionário envolvido no projeto que motivou a viagem. Participações em treinamentos fora do Brasil também estão suspensas. A distribuição de brindes foi proibida, assim como gastos injustificados com táxis e horas extras desnecessárias. A qualificação profissional ficou restrita à Universidade Petrobras. Foi determinado ainda que licitações ou qualquer tipo de contratação de serviços de consultoria especializada em gestão, organização e processos devem ser submetidas à diretoria. Nada será aprovado sem o aval do primeiro escalão da Petrobras, liderado pelo presidente Aldemir Bendine. "As ações de redução de gastos ora divulgadas não resolverão sozinhas os nossos desafios, mas são importantes para atingirmos as metas de redução de gastos", disse o gerente executivo de Desempenho Empresarial, Mário Jorge da Silva, no comunicado. 

Ministério Público Federal denuncia o bandido petista mensaleiro José Dirceu e mais 16 por crimes no Petrolão do PT


O ex-ministro da Casa Civil, o bandido petista mensaleiro José Dirceu, homem-forte do primeiro mandato do ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"), foi denunciado nesta sexta-feira pelo Ministério Público Federal como um dos mais importantes personagens a atuar no escândalo do Petrolão do PT, esquema bilionário que sangrou os cofres da Petrobras e avançou com desenvoltura semelhante em obras do setor elétrico. As acusações contra o petista, preso desde o dia 3 de agosto em Curitiba, são de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na próxima semana, quando o juiz Sergio Moro analisar as imputações apontadas pelo Ministério Público, José Dirceu deve se tornar novamente réu em um processo penal. Há exatos 2930 dias o ex-ministro passava a responder formalmente na Justiça por corrupção ativa no escândalo do Mensalão do PT. De casa, em Brasília, onde cumpria a reta final da pena de sete anos e 11 meses imposta a ele pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-ministro foi novamente preso. Entre o José Dirceu de 2007, apeado do governo e com o mandato cassado na Câmara dos Deputados, para o José Dirceu de 2015, dois fatores devem complicar o destino do petista. Se condenado, a ele podem ser aplicados dois fatores de aumento de pena: maus antecedentes por ter recebido propina antes da condenação do Mensalão e reincidência, por ter voltado a praticar crimes depois da penalidade definitiva como mensaleiro. De acordo com o Ministério Público, enquanto José Dirceu fazia uma "vaquinha" para pagar cerca de 970.000 reais de multa imposta no julgamento do Mensalão do PT, ele amealhou 39 milhões de reais com um trabalho de consultoria que a acusação diz ser majoritariamente lavagem de dinheiro. Entre 2009 e 2014, período em que José Dirceu foi julgado, condenado e em que começou a cumprir a pena do Mensalão do PT, a JD Consultoria movimentou mais de 34 milhões de reais, mas "nenhum estudo ou projeto fora efetivamente apresentado ou demonstrada a real prestação do serviço". Em depoimento no acordo de delação premiada que fechou com a justiça, o lobista Milton Pascowitch disse que os serviços de consultoria vinculados à empresa de José Dirceu eram "apenas a instrumentalização de pagamentos (de propina) sem qualquer contraprestação". Para o Ministério Público, o caixa do ex-ministro mensaleiro foi generosamente abastecido por meio de contratos simulados de consultoria com empreiteiras que atuavam na Petrobras, em especial a Engevix, OAS, UTC, Odebrecht, Galvão Engenharia e Camargo Correa. "O fato de ter deixado o posto de ministro da Casa Civil e a cassação do mandato de deputado federal não serviram para retirar do investigado José Dirceu todo o poder político que o mesmo angariou no primeiro mandado do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, sendo o homem forte do primeiro mandato. Ressalte-se que sequer o fato de responder à ação penal do mensalão, na condição de réu junto ao Supremo, lhe retirou os clientes das vultosas consultorias vazias", disse a Polícia Federal no relatório que embasou a denúncia do Ministério Público. Na lavanderia de José Dirceu, tanto o petista quanto os lobistas Olavo e Fernando Moura recebiam parcelas de propina, por meio do operador Milton Pascowitch e das empresas Hope e Personal, que atuavam na terceirização de serviços na Petrobras. Outra forma de receber dinheiro sujo era por meio do pagamento de despesas de voos fretados custeadas pelo lobista Pascowitch. Neste caso, eram fraudados contratos de fretamento de aeronaves com a Flex Aero Taxi Aéreo LTDA, com faturamentos a custos reduzidos para que parte do valor real do serviço pudesse ser embolsado como propina. A compra e reforma de imóveis para a família de José Dirceu e repasses mensais de dinheiro ao ex-assessor do petista Roberto 'Bob' Marques e ao irmão Luiz Eduardo de Oliveira e Silva também foram, segundo os investigadores, métodos utilizados pelo ex-chefe da Casa Civil para receber recursos de propina de empresas com contratos com a Petrobras. Documentos apreendidos na casa do irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Lima, foram cruciais para ampliar o arsenal de provas contra o petista. A Polícia Federal recolheu em um imóvel de Luiz Eduardo registros e anotações sobre obras de empresas investigadas na Lava Jato. E mais: mapeou um intenso contato telefônico entre o lobista Milton Pascowitch e diversos personagens do grupo de José Dirceu - Bob Marques, os lobistas Olavo e Fernando Moura e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto - e ainda detectou que o recolhimento de propina ocorria diretamente na casa do lobista. Além do ex-ministro da Casa Civil, também foram formalmente denunciados pelo Ministério Público o irmão do petista Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, o ex-assessor Roberto 'Bob' Marques, o empresário Julio César dos Santos, os lobistas Milton Pascowitch e José Adolfo Pascowitch, Fernando Moura e Olavo Moura, a filha de Dirceu, Camila Ramos de Oliveira e Silva, o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e os executivos da construtora Engevix, Gerson Almada, Cristiano Kok e José Antunes Sobrinho, Daniela Facchini, o lobista Julio Camargo e o ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco.

Ex-ministro do governo Collor pode ter pago R$ 1 milhão a deputado do PT


A Polícia Federal vê indícios de corrupção ativa por parte do empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, o PP, ex-ministro de Assuntos Estratégicos do Governo Collor (1990/1992). A Policia Federal afirma que Pedro Paulo repassou R$ 1 milhão para o deputado federal Vander Loubet (PT/MS) em 2013, via empréstimo para um advogado estabelecido em Campo Grande. O advogado é cunhado do petista. No relatório de indiciamento do deputado, a Polícia Federal assinala que "provas testemunhais e documentais" revelam a "existência de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro praticados por Vander Loubet". Pedro Paulo foi alvo de buscas em julho, na Operação Politéia, cujo alvo maior foi o senador Fernando Collor (PTB/AL). Em delação premiada, o doleiro Alberto Youssef, peça central da Operação Lava Jato, afirmou que entregou R$ 3 milhões a Pedro Paulo Leoni que operou o repasse para o destinatário, Collor. Em agosto, a Procuradoria-Geral da República denunciou Collor e seu ex-ministro perante o Supremo Tribunal Federal. Nesta quinta-feira, 3, a Polícia Federal divulgou o indiciamento do ex-líder dos governos Lula e Dilma na Câmara, Candido Vaccarezza, e dos deputados Nelson Meurer (PP/PR) e Vander Loubet, todos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O relatório da Polícia Federal foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que detém competência para processar políticos com foro privilegiado. As conclusões da Polícia Federal serão agora analisadas pela Procuradoria-Geral da República que pode denunciar os deputados e Vaccarezza ao Supremo Tribunal Federal. No caso de Vander Loubet, a Polícia Federal afirma que o repasse a ele foi realizado por meio de um suposto empréstimo no valor de R$ 1 milhão de Pedro Paulo Leoni junto a um advogado, cunhado do petista. Uma parte do dinheiro teria sido entregue no escritório do advogado em Campo Grande (MS). A outra parte depositada em contas de terceiros que teriam "dado suporte a Vander Loubet em sua campanha eleitoral em 2010". Pedro Paulo é alvo da Lava Jato desde a prisão do doleiro Alberto Youssef. Documentos apreendidos pela Polícia Federal mostram que a Investminas, empresa controlada por Pedro Paulo, fez um pagamento de R$ 4,3 milhões para a consultoria MO, central de distribuição de propinas para políticos do doleiro Youssef. 

O que ainda o prende

Baiano quer pena mais branda
Baiano quer pena mais branda
O impasse na negociação de delação de Fernando Baiano é a pena que seria imposta a ele, caso a colaboração seja homologada. Baiano achou muito tempo de cadeia. Por Lauro Jardim

Tratamento diferenciado

Petrobras: prejuízo
Petrobras: sem empresas brasileiras na licitação
A Petrobras não convidou nenhuma empresa nacional (todas suspensas liminarmente pela estatal, enquanto ocorre investigação da CGU) para a licitação, lançada há duas semanas, para operar dois navios-sonda do pré-sal. A Saipem e a Modec (do grupo Mitsui, citado pelo delator Julio Camargo como tendo pago propinas), que estão fora da lista da CGU, foram convidados para a licitação. Por Lauro Jardim

É a recessão

Menos cimento com Dilma
Menos cimento no segundo trimestre
A queda nas vendas de cimento no Brasil no segundo trimestre foi de 7% em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados preliminares da indústria. Por Lauro Jardim

Só o mínimo

Tesoura na Educação
Tesoura na Educação
Um dos momentos mais tensos das reuniões para fazer o Orçamento foi protagonizado porJoaquim Levy. Numa reunião na Casa Civil, Levy afirmou que o dinheiro para a Educação em 2016 deveria se limitar ao mínimo constitucional. Seriam 5 bilhões a menos no Orçamento, fundamentais segundo ele para manter o rigor do ajuste fiscal. Houve resistência de quase todos os presentes e Levy ficou irritado. Chegou a levantar da mesa, bufando. No fim das contas, é quase ponto pacífico que o corte será de 2,5 bilhões de reais. Por Lauro Jardim

Moro no Senado

Sergio Moro: batalha pelo cumprimento da pena antes do trânsito em julgado
Sergio Moro: batalha pelo cumprimento da pena antes do trânsito em julgado
Sérgio Moro vai ao Senado na quarta-feira para discutir na Comissão de Constituição e Justiça o projeto que muda o Código de Processo Penal para que um réu processado por crimes graves já seja preso após a condenação em segunda instância ou pelo júri. Apresentado por Ricardo Ferraço e outros três senadores, o projeto foi escrito com a ajuda de Moro. Por Lauro Jardim

Pixuleco de 1,8 milhão de reais

A arquiteta da reforma da casa de José Dirceu em Vinhedo, patrocinada por Milton Pascowitch, disse à Justiça que as obras custaram 1,8 milhão de reais. E Dirceu nem teve tempo de aproveitar...


Dirceu só mergulhou na corrupção..

Três anos de queda do PIB

O Brasil nunca teve dois anos seguidos de queda do PIB. Quase todos os economistas repetem que isso deve acontecer entre 2015 e 2016. Mas talvez eles não tenham de esperar tanto assim. Segundo a Folha de S. Paulo, "congressistas com trânsito na área econômica receberam a informação de que a reavaliação do PIB de 2014 deve apontar queda também no ano passado". Aquele 0,1% de crescimento em 2014, portanto, pode ter sido apenas um presente estatístico do IBGE a Dilma Rousseff. E os dois anos de queda do PIB vão se transformar em três.

Ricardo Pessoa no TSE

Ainda sobre Ricardo Pessoa. O PSDB deve pedir hoje ao TSE que seja juntado ao processo que o partido move contra a campanha de Dilma Rousseff o depoimento do empreiteiro sobre o financiamento do PT com dinheiro do petrolão. Se houver um resquício de Justiça no Brasil, o PT morre.

O coveiro Lula

Lula quer derrubar Dilma Rousseff? Ontem à noite, segundo o Estadão, ao se encontrar com a presidente, Lula "mostrou preocupação com as especulações sobre a saída de Joaquim Levy, e disse a ela que o governo não pode deixar dúvida sobre a permanência do auxiliar". Ao mesmo tempo, "Lula insistiu em que é preciso afrouxar um pouco o ajuste fiscal, para permitir o crescimento da economia". Parafraseando a Economist, Dilma está no buraco, e Lula cava ainda mais fundo.

Cresce a bancada pró-impeachment

Josias de Souza conta que "34 deputados do PMDB já se dispõem a votar a favor da abertura de um processo para tentar encurtar o mandato da presidente. Isso corresponde a 50,7% das 67 cadeiras que o partido de Michel Temer mantém na Câmara". Josias de Souza conta também que "Aécio Neves, que relutava em apostar no impeachment como saída para a crise, já não se mostra avesso às conversas. Por meio de interlocutores, Aécio e Temer se aproximam. Discute-se a conveniência de um encontro entre os dois". Se é assim, O Antagonista entra na discussão e diz que encontro é mais do que conveniente - é urgente.

Quem paga os voos de Lula?

Ricardo Noblat comentou: "Lula, que hoje está em Brasília, vive pra lá e pra cá. Sempre em jatinhos particulares. Pergunta que não quer calar: Quem paga a conta dos voos?" O Antagonista se associa à pergunta. E sugere outras três:
1) A imprensa está tentando descobrir quem paga os jatinhos?
2) A imprensa já fez essa pergunta a Lula?
3) Por que ninguém se interessou em investigar aquela nota do caderno vermelho do irmão de José Dirceu: "Depósito avião (Lula)"?

Pátria sem rodas

Mais um número para animar o Dia da Pátria: "A indústria de veículos do Brasil, em agosto, teve queda de 18,2% sobre o volume produzido no mesmo mês do ano passado, informou nesta sexta-feira a Anfavea".

Escute, Janot

Na semana que vem, no dia 11, os movimentos de rua vão à Procuradoria-Geral da República para exigir a abertura de inquérito contra Dilma Rousseff. Não perca.


Escute, Janot

A oligarquia petista

O PT prometia o socialismo. Acabou resgatando a oligarquia. Fernando Rodrigues conta um episódio espantoso: "Um grupo com 9 dos mais importantes empresários brasileiros recebeu Joaquim Levy na quarta-feira à noite em São Paulo. No encontro reservado, quase secreto, apresentaram as condições para continuar a apoiar o governo, a gestão da economia e a própria permanência de Levy no cargo de ministro da Fazenda. A agenda tem três pontos: 1) fazer todos os esforços para que o Brasil mantenha o grau de investimento dado por agências de classificação de risco; 2) buscar um superávit de 0,7% do PIB na execução das contas de 2016 e 3) promover um forte corte em subsídios e programas governamentais para atingir essa meta. Por volta de 23h30, decidiu-se que era importante, na frente de Joaquim Levy, telefonar para a presidente Dilma Rousseff e relatar o que estava sendo tratado. A missão coube a um dos presentes, um empresário do Rio do de Janeiro". Dilma Rousseff elegeu-se com o dinheiro roubado pelo cartel da Petrobras, que reunia as maiores empreiteiras do Brasil. Agora ela governa com o aval do cartel do Ministério da Fazenda, que reúne os maiores empresários do País. Até Frei Betto deve estar envergonhado.

Sem palha, mas com um palheiro

Michel Temer disse que "não move uma palha" para tirar Dilma Rousseff. O Antagonista conversou com parlamentares que explicaram a posição de Temer: ele não quer passar à história como "traidor". Não tem problema: estão movendo um palheiro por ele. E Michel Temer passará à história como presidente da República.

O dólar do cartel

Dólar a 2,822 reais. Considerando que Joaquim Levy não responde mais a Dilma Rousseff, e sim ao cartel dos nove maiores empresários do País, é bom perguntar a eles o que fazer.

Sim, sim, sim

Josué Gomes da Silva, da Coteminas, era um dos nove empresários presentes à reunião com Joaquim Levy, na quarta-feira, em São Paulo. Sim, a Coteminas do vice-presidente de Lula, José Alencar. Sim, José Alencar, que reclamava dos juros no Brasil, mas que se refestelava com os juros subsidiados (por nós) do BNDES. Sim, José Alencar, que apresentou o esquema do mensalão ao PT. O cartel do Ministério da Fazenda não vem de hoje.

Banco acha positiva a saída de Dilma

Não é apenas a oposição, a "mídia golpista" e mais de 60% dos brasileiros que acreditam que o impeachment da presidente Dilma Rousseff seria uma boa saída para o pântano em que meteu o Brasil. O mercado já fala disso sem rodeios. O banco de investimentos americano Jefferies, por exemplo, afirma que a eventual cassação do mandato de Dilma seria algo “positivo” para o País. Em relatório desta sexta-feira (4), a instituição diz que o Brasil está praticamente “ingovernável”.

Petrobras e QGI retomarão contrato das P-75 e P-77 ainda este mês

A Petrobrás confirmou que assinará em setembro os contratos pelo qual o consórcio QGI retomará a montagem das plataformas P-75 e P-77, paralisadas em Rio Grande.

Ai, ai… A Elisabete Maria, de 55 anos, vai acabar não encontrando vaga no Pronatec da Dilma

Ai, ai… Vocês se lembram do debate da TV Globo, antes do segundo turno da eleição do de 2014, quando Dilma mandou Elisabete Maria, uma economista de 55 anos, que reclamava da dificuldade de arrumar emprego em razão da idade, fazer o Pronatec? Pois é… Vejam o vídeo:


Agora vamos ao que informa http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/231813-dilma-corta-metade-das-vagas-no-pronatec.shtml reportagem da Folha desta sexta. Volto em seguida. 

O governo criará pouco mais da metade das vagas prometidas pela presidente Dilma Rousseff (PT) para a segunda etapa do Pronatec, programa voltado para o ensino técnico e profissionalizante. Em junho do ano passado, a presidente afirmou que, até 2018, iria abrir 12 milhões de novas vagas. Agora, num cenário de recessão econômica e de necessidade de cortes no Orçamento, os números oficiais mostram que essa promessa não será cumprida. A meta atual é ofertar 5 milhões de vagas entre 2016 e 2019, segundo dados do Ministério do Planejamento. O programa já sofreu corte neste ano, com previsão de oferta 57% menor em comparação a 2014. Segundo o Ministério da Educação, neste ano 1,3 milhão de vagas estão garantidas. Esse número deve se repetir em 2016. Assim, o volume final será de 6,3 milhões até 2019. “O Pronatec oferecerá, até 2018, 12 milhões de vagas para que nossos jovens, trabalhadores e trabalhadoras, tenham mais oportunidades de conquistar melhores empregos e possam contribuir ainda mais para o aumento da competitividade da economia brasileira”, afirmou Dilma ao tomar posse, em janeiro. O programa foi uma das principais bandeiras na campanha para o segundo mandato. No ano passado, a presidente participou de ao menos 11 formaturas dele. (…)
Retomo
Os petistas têm sido hostilizados nas ruas — e não apoio a prática, deixo claro. Ao especular sobre os motivos, dizem que as manifestações de descontentamento decorrem do caráter golpista da direita. Afirmam ainda haver uma campanha de ódio contra o PT. É claro que é mentira! O partido só está respondendo por tudo o que fez e por tudo o que não vai fazer. Por Reinaldo Azevedo

Temer e a “guerreira Dilma”… Tenho uma ideia: vamos aposentá-la por desserviços prestados à contabilidade?

O vice-presidente da República, Michel Temer, é um homem livre. Fala o que quiser. Não é bobo e conhece os jornalistas. Nesta quinta-feira, ele manteve um encontro com empresários em São Paulo, organizado pela empresária Rosângela Lyra, que faz parte do movimento “Acorda, Brasil”, de oposição ao governo. Atenção! O jornalismo petista infiltrado na grande imprensa (uma praga!) a chama de “socialite”. Com a devida vênia, para mim, “socialite” passa o dia tomando champanhe e discutindo com seu cabeleireiro esquisitão como vai se mostrar em público. Rosângela trabalha. Se ela fosse do MTST, os jornalistas a chamariam de “ativista”. Nota antes que continue: concedi uma palestra nesta terça a uma parte da comunidade judaica de São Paulo. Um dos presentes me perguntou se existe censura à imprensa no Brasil. Eu afirmei que a única censura é aquela imposta pelo jornalismo de esquerda. Rosângela Lyra é a representante no país de uma grife que é, se me permitem, grife na própria França. Ela trabalha. Ganha o pão com o seu talento. Se ela invadisse propriedade alheia, seria chamada de “militante”, “ativista” e até “mártir”. Não tenho mais saco para isso. Aliás, ninguém mais tem. Nem os leitores! Adiante. Temer foi indagado, não tratou do assunto de moto próprio, das hipóteses que estão dadas para Dilma: renúncia, impeachment ou cassação pelo TSE. Respondeu com a devida tranquilidade. Afirmou não acreditar que a petista desista do mandato, lembrando que ela é “guerreira”. E que fique claro: ele usou a palavra “guerreira”, não “guerrilheira” ou “terrorista”, para ficar na espécie do crime que a presidente cometeu no passado.
Sobre o impeachment, ponderou:
“Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo [de popularidade]. Se a economia melhorar, acaba voltando um índice razoável”. Mas acrescentou: “É preciso trabalhar para estabilizar as relações com a sociedade e a classe política! E ponderou: “Mas, se ela continuar com 7% e 8% de popularidade, fica difícil”. Conspiração? Não! Senso de realidade. Até porque o vice tratou da hipótese de ele próprio deixar o cargo caso a chapa seja cassada pelo TSE: “Se o tribunal cassar a chapa, acabou. Eu vou para casa feliz da vida”. E emendou sobre Dilma: “Ela vai para casa… Não sei se vai feliz ou não, cada um tem a sua avaliação”. Temer chegou a demonstrar alguma irritação quando um dos convidados perguntou se ele entraria para a história como estadista ou como oportunista: “Eu jamais seria oportunista, quero deixar muito claro isso. Em momento algum eu agi de maneira oportunista. Muitas vezes dizem: ‘Ah, o Temer quer assumir a Presidência’, mas eu não movo uma palha para isso”. E, vá lá, justiça se faça, Temer, em conversas públicas ou privadas, tem reforçado a posição da presidente. A governanta é que não se garante, como é evidente. O vice-presidente foi indagado ainda sobre o Orçamento com previsão de déficit, enviado pelo governo. Manifestou sua discordância: “Se você enxugar contratos, consegue fazer. Às vezes, tem um contrato de R$ 300 milhões que, na realidade, pode ser por R$ 220 milhões. Você economiza. Se, ao final, for preciso alguma oneração tributária, não é com a criação de novo tributo. Pode pegar um e outro tributo existentes e aumentar a alíquota temporariamente”. Ou por outra: o vice-presidente voltou a se manifestar contra a recriação da CPMF, um dos desastres protagonizados por Dilma quando teve a ambição de que poderia ser a coordenadora política. O outro, gigantesco, foi justamente o envio de uma peça orçamentária prevendo déficit, decisão da qual ela já recuou. Temer insistiu que a situação do Brasil tende a melhorar e deixou claro que acha que a presidente pode recuperar a popularidade. E, por óbvio, se negou a assinar recibo de idiota. Sabe que a economia, mais do que a Lava-Jato, está derrubando Dilma. Ele vocalizou o que todos estamos especulando: como ficar os próximos três anos sob o comando de uma presidente inerme? Sei que muita gente se esquece, mas Temer também foi eleito. Pode e deve dar a sua opinião. Por Reinaldo Azevedo

Sindicatos convocam greve geral na Petrobrás a partir de domingo

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) agendou para o próximo domingo a greve geral dos funcionários da Petrobrás e subsidiárias. O comunicado sobre a paralisação foi protocolado nesta quinta-feira, 3, na estatal e também na Transpetro, segundo nota da entidade sindical. Agora, empresa e sindicalistas negociam a operação de contingência nas unidades de produção, com efetivo mínimo de operação e cota de produção, de acordo com a atual legislação. Os sindicalistas estão há dois meses em estado de greve e realizaram uma paralisação de advertência em julho. Nesta quinta-feira, a primeira reunião entre a direção da estatal e sindicalistas terminou sem consenso e os trabalhadores se retiraram das negociações. A pelegada petista da Federação apresentou à diretoria da empresa a pauta de reivindicações da categoria, que inclui a suspensão do programa de desinvestimentos e a conclusão das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e da Refinaria Abreu e Lima (Rnest). 


"A Federação e seus sindicatos se retiraram da reunião, reafirmando que os petroleiros farão o que for preciso para impedir o desmantelamento do Sistema Petrobrás e qualquer tentativa de diferenciação entre os seus trabalhadores", diz o comunicado. "É inadmissível o fatiamento da empresa, seja através da venda de ativos ou da imposição de mesas de negociação desintegradas", completa o documento. A estatal apresentou na reunião proposta para encerrar negociações coletivas abrangendo todas as subsidiárias da estatal. A proposta é que sejam feitos acordos segmentados por empresas ligadas à Petrobrás, o que a FUP considera como uma "afronta à organização sindical". Uma nova reunião estava marcada para amanhã com a FUP, entidade ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Com o abandono das negociações, o encontro não está confirmado. Na próxima terça, a estatal se reúne com a Federação Nacional de Petroleiros (FNP), ligada à Força Sindical. A mobilização para a greve deve ser discutida no encontro. "Já estamos em estado de greve e discutimos com a categoria a paralisação de domingo. Vamos cobrar da empresa uma posição", afirmou o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), Emanuel Cancella.

Andrea Matarazzo recebe apoio de FHC, Aloysio Nunes e José Serra para disputar a Prefeitura de São Paulo


Um dos inscritos nas prévias do PSDB para disputar a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, o vereador Andrea Matarazzo recebeu nesta quinta-feira, 3, o apoio das principais lideranças tucanas no Estado em um jantar na casa do ex-ministro da Justiça José Gregori. Participam do evento, além de Gregori e Matarazzo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os senadores Aloysio Nunes e José Serra, vereadores tucanos da capital e deputados federais como Silvio Torres, secretário-geral do PSDB, Mara Gabrilli e Samuel Moreira. Além de Matarazzo, o empresário João Dória Jr., presidente do grupo de Líderes Empresariais (Lide), também se inscreveu para disputar as prévias, que devem ocorrer em novembro. Outros virtuais concorrentes são os deputados federais Bruno Covas e Ricardo Tripoli, que ainda não formalizaram suas inscrições.

STF deixa a cargo do Congresso definir como julgará contas presidenciais


Um julgamento realizado nesta quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal permitiu que o Congresso Nacional continue realizando sessões alternadas – ou da Câmara dos Deputados, ou do Senado – para analisar as contas dos presidentes da República. A próxima contabilidade a ser votada é a da presidente Dilma Rousseff referente a 2014, com as polêmicas “pedaladas fiscais”. Pela prática adotada, a tarefa de analisar as contas será do Senado, em sessão conduzida pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). A polêmica chegou ao tribunal em uma ação de autoria da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente da Comissão Mista de Orçamento. Ela pediu que fosse anulada a sessão da Câmara que aprovou as contas dos ex-presidentes Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. O relator do caso no STF, ministro Luís Roberto Barroso, negou o pedido. Mas determinou que as próximas sessões fossem realizadas em conjunto, com a presença de senadores e deputados, conforme determina a Constituição Federal. As sessões conjuntas do Congresso são presididas pelo presidente do Senado. A presidência da Câmara recorreu da decisão e, no plenário do tribunal, Barroso esclareceu que não determinou a forma de realização das sessões futuras. Ele disse que, na liminar, apenas sinalizou sua posição. A decisão sobre as sessões futuras de apreciação de contas presidenciais deve ser tomada no julgamento de outro tipo de ação, que questione especificamente essa regra. Gilmar Mendes estranhou a explicação de Barroso e, em plenário, leu a decisão do colega para demonstrar que havia ali uma determinação, e não uma sugestão ao Congresso. "O tom adotado (na liminar) é mandatório. Não há uma palavra que não seja determinação. Se tudo isso que foi dito não vale, não tenho dúvida em negar provimento ao agravo. O tribunal não está se pronunciando sobre essa questão, é bom deixar isso de forma bastante clara", afirmou Mendes. "Eu sinalizei. Sinalizar não é determinar. É a sinalização de que um ministro entende dessa forma. A minha decisão deixa inequívoca a minha compreensão de que a competência seja das duas casas do Congresso. É o que eu acho. Disse isso sem determinar nenhuma providência concreta", explicou Barroso. Depois do esclarecimento, a decisão de Barroso foi mantida, sem que o mérito da questão fosse analisado. Para a maioria dos ministros do STF, o recurso não deveria ser julgado por um motivo técnico: ele foi proposto pela presidência da Câmara, e não pela senadora Rose de Freitas, a autora da ação. Na decisão liminar, Barroso admitiu a ilegalidade na forma como o Congresso tem analisado as contas presidenciais. Mas não considerou razoável anular todas as sessões ocorridas desde 1988, quando a Constituição foi promulgada. A ação de Rose de Freitas foi elaborada pela Advocacia-Geral da União (AGU) – fato que deixou Eduardo Cunha irritado. No processo, o advogado da União, Caio Cícerus Torres Alvarez, escreveu que a sessão da Câmara “usurpou competência do Congresso Nacional e violou diversos dispositivos constitucionais que regem a análise das contas dos Presidentes da República pelo Poder Legislativo”. Em ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal, a presidência da Câmara argumentou que a AGU não teria poderes para entrar com esse tipo de ação. Na decisão liminar, Barroso concluiu que o órgão tem legitimidade para atuar em nome da Câmara. A votação de contas pendentes faz parte da estratégia de Eduardo Cunha de abrir caminho no Parlamento para a votação das contas de 2014 da presidente Dilma, que são alvo de discussão no Tribunal de Contas da União por causa das pedaladas fiscais.

Justiça aceita denúncia contra ex-presidente da Eletronuclear e mais 13


O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, aceitou nesta quinta-feira denúncia contra o vice-almirante reformado Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, e outras treze pessoas, entre as quais executivos ligados às construtoras Engevix e Andrade Gutierrez. Todos são acusados de participar de um esquema de pagamento de propina em contratos do setor elétrico no esquema conhecido como eletrolão e passam a ser réus por crimes como corrupção ativa e passiva, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Além de Othon, passaram a responder formalmente a ação penal decorrente da 16ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Radioatividade, a filha de Othon, Ana Cristina da Silva Toniolo, Carlos Alberto Montenegro Gallo, Clovias Renato Numa Peixoto, Cristiano Kok, Flávio David Barra, Geraldo Toledo Arruda Júnior, Gustavo Ribeiro de Andrade Botelho, José Antunes Sobrinho, José Augusto Nobre, Olavinho Ferreira Mendes, o presidente da construtora Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, Rogério Nora de Sá e Victor Sérgio Colavitti. O juiz Sergio Moro rejeitou, porém, denúncia contra o ex-vice-presidente da construtora Engevix, Gerson de Mello Almada. A Lava Jato chegou ao setor elétrico a partir do depoimento do executivo Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa, que afirmou que o cartel de empreiteiras formado na Petrobras continuava a se reunir para discutir o pagamento de propinas a dirigentes da Eletrobras e da Eletronuclear, mesmo com as investigações sobre o petrolão em curso. De acordo com Avancini, que firmou acordo de delação premiada, Pinheiro da Silva recebeu propina das empreiteiras. Ao lado da Odebrecht, a Andrade Gutierrez foi alvo da 14ª fase da Lava Jato, que levou para a cadeia a cúpula das duas maiores empreiteiras do País. Em relação à Angra 3, Avancini afirmou que o processo licitatório das obras da usina incluíam um acordo com a Eletronuclear para que a disputa fosse fraudada e direcionada em benefício de determinadas empresas, como a Camargo Corrêa, UTC, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Technit e EBE - todas elas reunidas em dois consórcios. "Já havia um acerto entre os consórcios com a prévia definição de quem ganharia cada pacote", disse o delator, que também afirmou que a propina deveria ser paga a funcionários da Eletronuclear, entre eles o presidente afastado da entidade Othon Luiz Pinheiro da Silva. Em agosto de 2014, em uma reunião convocada pela UTC Engenharia, o delator afirmou que foi discutido o pagamento de propina de 1% ao PMDB e a dirigentes da Eletronuclear. No despacho em que recebeu a denúncia do Ministério Público contra investigados da fase Radioatividade, o juiz Sergio Moro afirma que Othon Pinheiro da Silva teria atuado para beneficiar a construtora Andrade Gutierrez após receber propina da empreiteira. Apenas entre junho de 2007 e agosto de 2012, o ex-presidente da Eletronuclear teria recebido dinheiro sujo da Andrade em 24 oportunidades. "Os repasses à Othon Luiz de propinas mediante esquemas de ocultação e dissimulação, como a utilização de pessoa interposta e simulação de contratos de prestação de serviço, caracterizariam, segundo o Ministério Público Federal, não só crimes de corrupção, mas também de lavagem de dinheiro, tendo por antecedentes os próprios crimes de corrupção e ainda crimes de cartel e licitatórios", disse Moro. Na peça de acusação enviada ao juiz Sergio Moro, os procuradores afirmam que o vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva abriu, em agosto de 2014 e às vésperas da assinatura dos contratos com a Eletronuclear, uma conta bancária em nome da offshore Hydropower Enterprise Limited, em Luxemburgo, para receber propina das empresas interessadas em vencer licitações. Segundo levantamento do Ministério Público, além das propinas recebidas da Andrade Gutierrez, Othon aceitou por 29 vezes suborno "de modo consciente e voluntário" da empreiteira Engevix. "Em todos eles o modus operandi foi o mesmo: o denunciado Othon Luiz atuou ou se omitiu em favor dos interesses da empresa, recebendo vantagens indevidas para tanto. Os valores foram pagos por meio de contratos simulados de consultoria/engenharia", acusa o Ministério Público.

Dilma pede ajuda a Temer para evitar a "bomba"

Isolada, a presidente Dilma pediu socorro ao vice-presidente Michel Temer, ex-articulador-geral, para barrar a sessão do Congresso que discutiria o veto ao reajuste do Judiciário. Ela já está convencida que a Câmara derrubará o veto. Trata-se de “retaliação” ao governo, que prometeu a liberação de R$ 500 milhões em emendas parlamentares, mas não cumpriu o acordo. Dilma foi categórica: “Não há recursos”. Dilma avisou que os recursos seriam aplicados na Saúde, mas acabou limitando a verba ao Sistema Único de Saúde. Agora, nem isso... Nos municípios, os parlamentares foram cobrados por prefeitos, mas ficaram na mão. Lembraram que o Orçamento deveria ser impositivo. O vice Michel Temer interveio no Senado e conseguiu que a sessão de 4ª-feira fosse cancelada. Havia 37 dos 41 senadores necessários. Parlamentares engrossaram o coro pela demissão do ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil). Eleito a “Geni” do governo, ele é apontado como o responsável por brecar a liberação de emendas parlamentares. (Claudio Humberto)

Petistas dão como certa a delação de José Dirceu

Após a primeira aparição de José Dirceu desde que foi preso, velhos “companheiros de armas” se convenceram de que um acordo de delação premiada está mesmo em gestação. Ignorado pelo PT e com Lula recomendando sua desfiliação, José Dirceu percebeu que está só. E que, aos 69 anos, corre o risco de morrer na prisão. É considerado a única testemunha que poderia levar o ex-presidente Lula à cadeia.
REFLEXO DA ALMA
Militante que acompanha José Dirceu há décadas observou, vendo-o pela TV na CPI: “Conheço aquele olhar, me dá arrepios, vem coisa aí”.
ANOS DE CHUMBO
Lula trata o ex-ministro com desdém porque conta com seu silêncio. Frio, disciplinado, ele resistiria até a tortura, nos tempos de chumbo.
ANOS AMOROSOS
O que Lula não conhece é o “novo Zé Dirceu”, pai amoroso de uma garotinha que se transformou em xodó e sua única fonte de alegria.
LONGE DO PT, PERTO DA FILHA
Antes de ser preso, José Dirceu revelou a amigos o principal projeto de vida: acompanhar o crescimento de Maria Antonia, que vai completar 6 anos. (Claudio Humberto)

José Dirceu na penitenciária com Duque e Vaccari.


O ex-ministro José Dirceu foi transferido, na quarta-feira, da carceragem da Polícia Federal em Curitiba para o Complexo Médico Penal (CMP) em Pinhais, na região metropolitana da cidade. Com os cabelos mais curtos do que quando participou da CPI, na segunda-feira, José Dirceu entrou na mesma van da Polícia Federal em que estavam João Vaccari Neto e Renato Duque. O ex-tesoureiro do PT e o ex-diretor da área de serviços da estatal participaram de uma acareação da CPI da Petrobras no prédio da Justiça Federal na manhã de quarta-feira. O pedido para que José Dirceu ficasse preso no CPM foi feito pela defesa do petista na segunda-feira. O advogado do ex-ministro, Roberto Podval, declarou após depoimento de José Dirceu à CPI da Petrobras, que o Complexo Médico Penal, um presídio, é mais “saudável” ao seu cliente do que a Polícia Federal. José Dirceu foi indiciado na terça-feira pela Polícia Federal por formação de formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que já é réu na Lava-Jato, também foi indiciado pelos mesmos crimes, além de organização criminosa. Outras doze pessoas também foram citadas pela Polícia Federal. O Ministério Público Federal deve oferecer denúncia ainda esta semana. (O Globo) 

Depois de prometer 100.000 novas vagas, Dilma cancela o Ciências Sem Fronteiras.

Diante da falta de recursos, que levou o governo Dilma a enviar ao Congresso um Orçamento com deficit em 2016, o Palácio do Planalto decidiu congelar a oferta de novas bolsas do programa Ciência sem Fronteiras no próximo ano. O orçamento definido pela equipe econômica para o programa no próximo ano, no total de R$ 2,1 bilhões, é suficiente apenas para a manutenção de estudantes que já estão no Exterior. Em comparação ao orçamento deste ano (R$ 3,5 bilhões), os recursos do Ciência sem Fronteiras em 2016 terão corte de 40,3%. Um percentual acima disso implicaria na interrupção dos estudos de quem já foi selecionado e embarcou para uma universidade no exterior. Lançado em julho de 2011, o programa se tornou uma das principais bandeiras da presidente Dilma na educação. Após abertura de 101 mil vagas até o ano passado, o compromisso para o segundo mandato foi criar mais 100 mil bolsas. O preço do dólar, no entanto, elevou os custos do Ciência sem Fronteiras, que tem desembolsos não apenas com pagamento de benefícios para os alunos como para as instituições de ensino superior que acolhem os brasileiros. Se em julho de 2011 o dólar era cotado a R$ 1,55, neste mês o câmbio está próximo de R$ 3,70. Até o momento, não há data definida para o lançamento de novos editais de seleção, neste ano, de bolsistas para graduação. No ano passado, o processo seletivo começou já em agosto. A expectativa agora é que, caso o governo libere verba adicional para o programa no ano que vem, o foco prioritário sejam estudantes da pós-graduação. Questionado sobre esse tema, a Capes não respondeu. A agência informou que "todos os programa do MEC estão mantidos" em 2016. "O ministério está realizando uma análise detalhada do orçamento para dimensionar os programas para o próximo ano", disse em nota. (Folha) 

Vem aí o pró-Fora Dilma.


Partidos da oposição e até integrantes da base aliada pretendem lançar na próxima semana um movimento pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. O grupo contará com deputados de PSDB, DEM, PPS, Solidariedade, PSC e até PMDB, que integra a base de sustentação do governo. A ideia inicial era montar uma frente parlamentar. No entanto, como isso exige assinaturas, os parlamentares preferiram criar um movimento para preservar quem não quer se expor e para evitar cooptação de membros por parte do governo. A ideia amadureceu em encontro realizado na semana passada na casa do deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e o martelo foi batido nesta quinta-feira, 3. Um integrante do PSDB disse que o movimento terá site e produzirá material gráfico. A intenção é criar um canal de diálogo mais amplo com os movimentos de rua que defendem a saída da presidente Dilma. Os integrantes do movimento ainda não sabem qual será o embasamento jurídico que utilizarão, mas já há conversas com o jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, que apresentou pedido de impeachment à Câmara nesta semana. Na peça apresentada, Bicudo cita as “pedaladas fiscais”, a Operação Lava Jato e a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobrás para afirmar que Dilma cometeu crime de responsabilidade. O jurista também lembra que o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, solicitou à Procuradoria-Geral da República apuração sobre eventuais crimes eleitorais. (Estado) 

PT recebeu propina na veia. Tchau, Dilma!


O empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, afirmou em depoimento à Justiça ter depositado dinheiro de propina da Petrobras diretamente na conta do Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo ele, as propinas da diretoria de Serviços da Petrobras eram pagas ao gerente Pedro Barusco, e o diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, sempre o encaminhou a João Vaccari Neto, então tesoureiro do partido. Pessoa afirmou que a cobrança de propina em contratos com a Petrobras começou com o deputado José Janene, do PP, quando Paulo Roberto Costa assumiu a diretoria de Abastecimento. Na diretoria de Serviços, o primeiro contato foi feito por Pedro Barusco e, depois, o diretor Renato Duque passou a pedir contribuições financeiras por meio de Vaccari. O juiz Sérgio Moro quis saber se a contribuição ao PT era mesmo parte do acerto da propina, se essa relação ficava clara. "Mais clara impossível, eu depositava oficialmente na conta do Partido dos Trabalhadores. Nunca paguei nada ao Duque, estava pagando a Vaccari", afirmou o empresário. O empresário disse que o pagamento de propina começou por volta de 2005 e existia mesmo que não houvesse cartel ou acerto entre as empresas para vencer licitações. "Independente de ter pacto de não agressão ou arranjo entre empresas, eu era procurado para pagar. Tem contrato que não tinha arranjo e tivemos que pagar", afirmou o empresário: "Não sei se todas (as empresas) eram solicitadas ou admoestadas para isso. Mas sempre fui solicitado e tive que comparecer firmemente com esses pagamentos. Pessoa confirmou ter feito pagamento de propinas em duas obras, da Repar e do Comperj, onde a UTC participou ao lado da Odebrecht. As duas empresas não falaram sobre quanto seria o valor a ser pago, apenas dividiram responsabilidades em relação ao pagamento. "Na Repar ficamos encarregados de pagar a diretoria de Abastecimento e a Odebrecht, de resolver o problema da diretoria de Serviços. No Comperj ficamos encarregados de pagar a Vaccari e Barusco. A diretoria de Abastecimento ficou a cargo de Márcio resolver o que fazer", contou, explicando que o valor da propina era pactuado entre todos os participantes do consórcio, já que o custo era do consórcio. O empresário afirmou que recebeu o primeiro aviso de cobrança de propina na Petrobras do deputado federal José Janene, do PP, por volta de 2005, quando Paulo Roberto Costa assumiu a diretoria de Abastecimento e que houve alguns jantares na casa do parlamentar, onde ficou estipulado o pagamento. Logo em seguida, a diretoria de Serviços acompanhou. Pessoa afirmou que, depois de alguns anos, chegou a conversar com Márcio Faria, da Odebrecht, e Eduardo Leite, sobre o fim do esquema, já que não havia sentido em continuar pagando propina. O ex-vice-presidente da Camargo Correa, Eduardo Leite, afirmou à Justiça Federal que a Camargo Corrêa pagou propina "em todos os contratos" com a Petrobras. Ele disse que negociou valores irregulares com os ex-diretores Renato Duque (Serviços) e Paulo Roberto Costa (Abastecimento) e com o ex-gerente de Serviços Pedro Barusco. "Pelo o que eu sabia na época, todas as empresas prestadoras de serviços junto a Petrobras tinham obrigação desse pagamento. Isso era comentado no mercado. E por uma ou duas vezes, encontrando com executivos, eles chegaram até a reclamar desse pagamento". Segundo Leite, Márcio Faria, da Odebrecht, e Ricardo Pessoa, da UTC, foram alguns dos executivos que se queixaram de ter que pagar propina para funcionários corruptos: "Você começa a conversar sobre o cliente e aí a reclamação recorrente era o volume de recurso que você tinha que informar". O Ministério Público Federal convocou os funcionários de carreira da Petrobras, Luis Antônio Scarva e Sérgio Costa, que participaram da licitação e contratação das obras da Repar. Ambos declaram ao juiz Sérgio Moro terem sido pressionados para aprovar a contratação da obra. (O Globo)

Casas completamente diferentes

Foto 1
A casa da prima de Aécio, Tânia Campos
São bastante diferentes as duas casas a que a Polícia Federal chegou na investigação para apurar a quem o ex-policial Jayme Careca entregou dinheiro em Minas Gerais. Pelo depoimento de Careca, a casa ficaria voltada para um shopping e seria térrea, parecendo um sobrado para quem olha de frente. Haveria ainda um portão que abre na horizontal. Mas a casa da prima de Aécio Neves não tem vista para um shopping, não é térrea, o acesso se faz por meio de uma escada e existe um segundo andar, visível da rua. O portão abre em movimento vertical e o imóvel não tem grades na frente, mas sim muro de pedras. Em resumo, uma nada tem a ver com a outra. Diz Aécio: " Foi uma denúncia de má-fé. Sou vítima de uma armação. Quero que o episódio seja investigado".
Outro ângulo da casa da prima do senador
Outro ângulo da casa da prima do senador

Mais um ângulo do imóvel
Mais um ângulo do imóvel
Por Lauro Jardim