segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Pixulequinho de Edinho

O inquérito que vai apurar as irregularidades na campanha de Dilma vai conter um capítulo sobre a Engevix, que doou R$ 1,5 milhão. O dinheiro entrou no dia 2 de outubro e no mesmo dia saiu para pagar fornecedores suspeitos, um deles é a Dialógica Comunicação. A empresa pertence a Keffin Gracher, assessor especial de Edinho. A Dialógica foi criada em 2013 e fechada este ano, pouco antes de sua nomeação para a Presidência. Na campanha do ano passado, ela embolsou R$ 1,5 milhão, dos quais R$ 420 mil foram pagos pelo próprio Edinho.

Pascowitch vai ajudar mais

Milton Pascowitch, que já entregou José Dirceu, também vai ajudar a Lava Jato na investigação sobre a campanha de Dilma. Pascowitch já antecipou aos investigadores que o R$ 1,5 milhão doado pela Engevix é fruto do Petrolão.

André Lara Rezende: "Regredimos e muito"

André Lara Rezendeestá lançando um livro, "Devagar e Simples", e deu uma entrevista a Sonia Racy e Gabriel Manzano, do Estadão. Leiam o seu alerta: "É evidente que estamos numa crise séria, com dimensões políticas, econômicas e morais. Ainda não está claro quão longa e profunda será. Muito menos, como dela sairemos." "As manifestações de meados de 2013 foram a expressão de um mal-estar, quando o País, ainda que aos trancos e barrancos, tinha progredido, superado a inflação crônica, conseguido avanço nos indicadores sociais e queria mais. Queria melhor qualidade de vida, mais mobilidade urbana, mais segurança, melhor educação e serviços públicos de qualidade. Queria também a melhora da representatividade política. Eleições livres são apenas um dos pilares da democracia representativa, mas para que a sociedade se sinta adequadamente representada o Estado e as instituições não podem ser patrimonialistas e arbitrários, criadores de dificuldades de toda ordem." "Hoje, infelizmente, a situação é diferente, não progredimos, ao contrário, regredimos e muito. Estamos no início de uma recessão econômica que pode vir a ser profunda e da perspectiva de uma longa estagnação. Tudo o que se avançou nas últimas duas décadas pode regredir se a crise não for superada o quanto antes".

Governo da petista Dilma planeja "privatizar" a dívida ativa da União para fazer caixa


Para tapar o buraco fiscal e aumentar artificialmente as receitas, o governo da petista Dilma estuda "vender" parte da dívida ativa da União. A idéia é criar um fundo lastreado em créditos da dívida considerados recuperáveis e vender cotas do fundo no mercado financeiro. A equipe econômica avalia que R$ 150 bilhões em débitos inscritos em dívida ativa podem ser recuperados em prazo relativamente curto e ser utilizados para compor o fundo. Ainda não é possível estimar o volume de recursos que poderia ser arrecadado com a venda de cotas do fundo, uma vez que o resultado dependerá do interesse dos investidores nos papéis. A expectativa é que os recursos ajudem nas receitas de 2016. Modelo semelhante de securitização da dívida vem sendo adotado por Estados e prefeituras desde 2009. "Tem erros e acertos, mas já há a experiência em Estados e municípios e há potencial. O mercado tem interesse porque ele consegue obter um valor interessante com esses papéis", disse uma fonte da equipe econômica. A ideia é criar uma espécie de Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fdic), composto por recebíveis. Hoje, o governo tem a receber R$ 1,3 trilhão na dívida ativa, mas 80% desse total é considerado crédito "podre", valores que dificilmente serão pagos, devidos por empresas falidas ou contribuintes que já morreram. A criação do fundo lastreado na dívida ativa é uma das apostas do governo para ajudar a aumentar as receitas para cobrir o déficit previsto na lei orçamentária de 2016, de R$ 30,5 bilhões. Ao enviar o orçamento para o Congresso, na segunda-feira, o governo estimou arrecadar R$ 37,3 bilhões com operações com ativos e concessões. Incluiu na lista o "aperfeiçoamento e aumento da cobrança da dívida ativa da União", que contempla a criação do fundo creditório. Dentro desse montante estão previstas a venda de participações acionárias em empresas, venda de imóveis e direitos de domínio da União, o leilão da folha de pagamentos do governo e a ampliação das concessões. A avaliação na equipe econômica é que esse valor de quase R$ 40 bilhões é conservador e deverá ser ultrapassado. Isso porque o governo não pode ainda indicar que ativos serão vendidos para não desvalorizá-los. A prefeitura de Belo Horizonte (MG) foi uma das primeiras a criarem um Fdic lastreado em créditos da dívida ativa. O modelo foi seguido por Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul e está sendo estudados por outras prefeituras e governos estaduais como a capital paulista e o governo do Rio de Janeiro. A prática, porém, vem sendo questionada pelo Tribunal de Contas da União, que deu pareceres contrários a governos regionais. No final do ano passado, o TCU mandou suspender a criação de um fundo no Distrito Federal porque avaliou que se tratava de uma operação de crédito, que são vetadas ao Executivo nos últimos 20 dias de mandato. Em outro processo, o tribunal de contas analisa também a regularidade do fundo criado pela prefeitura de Belo Horizonte, mas ainda não há decisão final sobre o caso.