sábado, 12 de setembro de 2015

A 'zagueira' da Funcef

O PT destacou a deputada federal Erika Kokay - ela é de Brasília - para tentar barrar os requerimentos de convocação dos dirigentes sindicais que fizeram a farra no comando dos fundos de pensão, especialmente da Funcef. Kokay trabalha para tentar abafar um escândalo que não está relacionado aos investimentos do fundo de previdência em negócios malfadados, mas a contratos de prestação de serviço milionários entregues de mão beijada à Fenae, federação que reúne as associações de servidores da Caixa Econômica Federal.


Nos fundos de pensão é como no petrolão: puxa uma pena, vem uma galinha

"Eu acredito em Saci"

Erika Kokay tentou barrar vários requerimentos de convocação apresentados por Raul Jungmann, que está dedicado a investigar o imbricado negócio envolvendo o gerenciamento de empreendimentos imobiliários da Funcef, entregue sem licitação para a Fenae. Um dos alvos de Jungmann é Pedro Eugênio Benneduzzi, que presidiu a Fenae até o ano passado. Beneduzzi, coincidência ou não, começou sua carreira na Caixa em Curitiba, de onde parecem brotar os maiores escândalos de corrupção do País. Para administrar o monstruoso patrimônio da Funcef, a Fenae criou o Grupo Par, um conglomerado de empresas com atuação em corretagem e administração de condomínios. Em 2012, a Fenae criou uma holding e Beneduzzi virou sócio com 1%. Essa holding engloba outra empresa do grupo cujo sócio é Júlio Neves, um ex-gerente de empreendimentos imobiliários da Caixa. Quando foi criada, a empresa de Neves fazia propaganda com o slogan "Eu acredito em Saci".

Dilma discute com ministros corte de gastos e reforma administrativa

A presidente petista Dilma Rousseff passou todo o dia de hoje (12) no Palácio da Alvorada, em reunião com ministros de diversas pastas. Segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, nas reuniões, Dilma e os ministros conversaram sobre “reforma administrativa com redução de despesas nos ministérios”. De manhã e no início da tarde, Dilma reuniu-se com os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante; da Justiça, José Eduardo Cardozo; da Fazenda, Joaquim Levy; e do Planejamento, Nelson Barbosa; e com os secretários da Receita Federal, Jorge Rachid, e do Tesouro, Marcelo Saintive. Cardozo foi o primeiro a deixar a reunião, mas voltou ao Alvorada no fim da tarde. No início da noite, Dilma recebeu os ministros da Agricultura, Kátia Abreu; da Ciência e Tecnologia, Aldo Rabelo; das Cidades, Gilberto Kassab; da Integração Nacional, Gilberto Occhi; da Previdência Social, Carlos Gabas; do Esporte, George Hilton; das Comunicações, Ricardo Berzoini; e dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues. Também estiveram na reunião os ministros da Justiça e da Casa Civil, além do chefe de gabinete, Giles Azevedo.  Todos os ministros deixaram o Palácio da Alvora pouco antes das 20 horas, sem falar com a imprensa.

Para a Polícia Federal, ex-sócio de Fernando Pimentel pagava as contas pessoais do petista


A Polícia Federal encontrou indícios de que Otílio Prado pagava despesas pessoais do governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, e da primeira-dama Carolina Oliveira, mesmo depois deste assumir o governo de Minas Gerais. Prado é ex-sócio de Fernando Pimentel e, até o fim do último ano, era o dono da OPR Consultoria, empresa que recebeu pagamentos suspeitos de entidades patronais mineiras, entre 2013 e 2015. Atualmente, a OPR está registrada em nome do filho de Prado. Documentos mostram que durante operação de busca e apreensão na casa de Prado, em junho deste ano, agentes localizaram recibos de pagamentos referentes a três imóveis de Brasília (DF), realizados em nome de Carolina Oliveira. Identificou, também, três recibos de pagamento de reforma em apartamento de um prédio de luxo na Rua do Ouro, em Belo Horizonte, onde Fernando Pimentel morava antes de se mudar para a residência oficial do governador. Encontrou também um documento de 17 folhas que descrevem a reforma do apartamento, com a referência “Att: Carolina/Otílio Prado”. "Ele tava morando aqui em baixo, no primeiro andar, e reformando o do quarto (andar). Todo mundo via o pessoal dele cuidando do apartamento", disse Maria Madalena Veloso Araújo, moradora do quinto andar do mesmo edifício. O advogado do petista Fernando Pimentel, Antônio Carlos de Almeida Castro, admitiu, em nota, que Pimentel morava no primeiro andar, mas negou que ele fosse o dono do apartamento que está em reforma, no quarto. Na Operação Acrônimo, a Polícia Federal receptou trocas de mensagens de celular entre Otilio Prado e Benedito de Oliveira, mais conhecido como Bené, também investigado na operação. Os dois discutem a realização de pagamentos e se referem a Fernando Pimentel como "chefe". "Chefe tá meio triste, brigou com a Carol", escreveu Bené a Prado, em mensagem de novembro de 2013, referência que a Polícia Federal acredita se tratar de Pimentel e a atual esposa. "Ele me disse, vou arrumar uma gatinha pra ele", respondeu Prado. "Tanto Benedito quanto Otílio referem-se a Fernando Pimentel como chefe. Além desse inegável vínculo, as diversas alterações de contrato social (das empresas ligadas as Otílio e Pimentel) demonstram que tal prática ocorria sempre que a atuação política ou profissional dos envolvidos impusesse tal necessidade", escreveu o delegado federal Guilherme Torres, no despacho com pedido de busca e apreensão em endereços vinculados a Otílio Prado. O advogado de Bené na primeira fase da Operação Acrônimo, Celso Lemos, negou que o "chefe" da mensagem fosse Pimentel. "Sabe quando você chega no bar e grita "chefe, traz uma cerveja?"; é a mesma coisa - argumentou. Oliveira foi preso, no fim de maio, suspeito de ser operador de uma organização criminosa que a Polícia Federal sustenta ser responsável pelo desvio de recursos públicos, por meio de contratos não executados ou superfaturados com entes federais. Os contratos, segundo a Polícia Federal, eram feitos principalmente nas áreas de eventos e serviços gráficos e o dinheiro era lavado por ele. Oliveira foi solto depois de pagar fiança de R$ 78 mil. Documentos apreendidos e informações colhidas na primeira fase da operação levaram a PF a detonar a segunda fase, no fim de junho, com foco em Otílio Prado, que era sócio de Pimentel em sua empresa de consultoria e, até o fim do ano, estava à frente da OPR, empresa de consultoria que recebeu pagamentos suspeitos de sindicatos mineiros. O processo corre no Superior Tribunal de Justiça, por causa do foro privilegiado de Fernando Pimentel. 

Complete: quem criou Dilma foi...

Da série "Lula disse a amigos", que antecipamos que o Pixuleco passaria à imprensa depois da perda de grau de investimento, eis uma nota de Lauro Jardim, na Veja: "Em relato que fez a interlocutores próximos, Lula definiu como 'ruim" a sua última conversar particular com Dilma Rousseff, ocorrida na sexta-feira 4. "Eu comecei pesado', reconheceu Lula sobre o encontro. Nesse início, ele criticou asperamente a articulação política e econômica do governo. E reclamou muito de Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardozo e Joaquim Levy". Complete: Quem criou Dilma foi... Repita: quem criou Dilma foi... Pela terceira vez: quem criou Dilma foi...

Mais um golpe?

O Antagonista analisou com ajuda de especialistas o texto do projeto de lei que o governo Dilma quer aprovar para repatriação de recursos. A necessidade de caixa é um bom motivo para esse tipo de iniciativa, mas não pode dar margem para a legalização da lavagem de dinheiro. Nem venha o PT com a conversa de que é tudo fruto de mera evasão fiscal do tempo da instabilidade da moeda. Isso tem duas décadas, certo? Nos últimos dez anos, a turma do petrolão mandou bilhões para contas no exterior. Vamos deixar que legalizem o produto do roubo? A oposição pode prestar um serviço ao País se criar um controle real da titularidade e da origem dos recursos que serão repatriados e garantir a PF e MPF acesso a toda essa documentação para fins de exame e eventual abertura de investigação, em caso de indícios de recursos de origem criminosa. Vamos cobrar?

Antes de L, vem K

Se Aloizio Mercadante for saído da Casa Civil, O Antagonista torce para ele ser substituído por Kátia Abreu. Lula odeia Kátia Abreu e espalharia ainda mais notas na imprensa do tipo "disse a amigos".

Defendendo o seu

Leiam o que publicou o Estadão: "O acordo de leniência da Camargo Corrêa, com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), colocou no radar das autoridades da Operação Lava Jato o nome de mais um integrante das Forças Armadas, o Capitão-de-Mar-e-Guerra da reserva remunerada Adolfo de Aguiar Braid – atual gerente de projetos da Odebrecht, ligado aos negócios da empreiteira no setor de Defesa". Adolfo de Aguiar Braid é apontado com autor de estripulias na construção de Angra 3.

Lula acabou

O PT acabou porque Lula acabou - e corre o risco de terminar os seus dias condenado criminalmente. O editorial "Os apuros do 'Pelé' do PT" aponta na mesma direção indicada pelo Antagonista. Eis um trecho: "Mas a queda de popularidade não é mais o único problema do “Pelé” do PT. Agora, ao ver seu nome envolvido diretamente no maior escândalo de corrupção da história brasileira, é possível que não lhe reste alternativa senão, discretamente, pendurar as chuteiras – isso se, antes, não acabar levando cartão vermelho da Justiça".

A imprensa trata os leitores como idiotas

Vale entrevista com ministro acusado de corrupção em que o jornalista não faz uma única pergunta sobre corrupção? No Brasil, vale. Edinho Silva deu uma entrevista a três jornalistas do Estadão e não teve de responder sobre os 20 milhões de pixulecos que cobrou de Ricardo Pessoa. Mas essa era a condição para a entrevista, então... Então que não se fizesse entrevista, ora. A imprensa brasileira ainda trata os leitores como idiotas.

O Conselho do Pixuleco

Só para você não esquecer de anotar no seu caderninho quem integrava o Conselho de Administração da Petrobras, quando o Pixuleco era presidente da República e a estatal comprou a refinaria de Pasadena, o pior negócio da história do capitalismo mundial:
-- Dilma Rousseff (presidente)
-- Antonio Palocci
-- Jacques Wagner
-- Arthur Sendas
-- Fábio Barbosa
-- Cláudio Haddad
-- Jorge Gerdau
-- Gleuber Vieira
-- José Sérgio Gabrielli

A inutilidade do 'gabinete militar'

A Folha relata episódio envolvendo o bufê contratado para recepcionar Dilma Rousseff em Teresina ontem. Uma funcionária da empresa postou mensagem no Facebook revelando detalhes do evento e pedindo sugestões de cardápio. A publicação na rede social foi considerada uma falha na segurança da presidente. O Antagonista sugere que Dilma comece os cortes na Esplanada pelo GSI. Comandado pelo general José Elito Carvalho, o gabinete usa a ABIN para produzir informes de inteligência inúteis. A inutilidade do GSI ficou estampada na recusa do brigadeiro e ex-piloto presidencial Joseli Camelo a assumir o posto em janeiro. Inutilidade por inutilidade, Camelo optou pelo STM, que paga melhor e tem mais benefícios. Aliás, dava para economizar um bocado cortando também o tribunal militar.

China também vai comprar leite e derivados do Brasil

Assim como Rússia, China também vai comprar leite e derivados do Brasil

© Sputnik/ Alexey Danichev
Após uma longa negociação que vem desde 1996, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou que a China decidiu abrir seu mercado para a compra de produtos lácteos brasileiros. De acordo com a ministra Kátia Abreu, inicialmente os chineses queriam um novo certificado com as exigências negociadas ponto a ponto, mas decidiram voltar atrás, e mantiveram o certificado exigindo apenas que o governo refizesse alguns itens. Com a decisão, as empresas brasileiras interessadas em vender leite e derivados para China já podem se candidatar, informou a ministra, ressaltando a importância da abertura desse mercado para os produtores de laticínios. “As nossas empresas já podem encaminhar o seu interesse em habilitação. Nós já comunicamos todas as empresas de lácteos no País, e a nossa expectativa é a de que as mesmas 26 empresas que se habilitaram para a Rússia devem se habilitar para a China. Isso vai trazer uma expectativa para o mercado interno muito positiva porque dos nossos cinco milhões produtores, 800 mil são produtores de leite, e sempre numa situação de muita penúria, muita dificuldade, porque o leite não espera para o dia seguinte. O leite é o dia. Não dá para estocar normalmente dos produtores para o laticínio. Isso vai trazer um equilíbrio melhor de preços para nossos produtores, mais previsibilidade, contratos melhores. Isso vai melhorar não só a nossa perspectiva de divisas de exportação, mas melhorar a condição interna do mercado de leite no Brasil”. Segundo a ministra da agricultura, num primeiro momento, a China deve importar cerca de US$ 45 milhões por ano de produtos lácteos brasileiros, especialmente leite em pó, queijos e manteiga. Kátia Abreu anunciou que com a abertura do mercado chinês aos produtos lácteos brasileiros, ela vai viajar para a China em outubro para firmar a troca comercial. 


Atualmente, a China é o maior comprador mundial de lácteos, com importações de US$ 6,4 bilhões em 2014, o que representa cerca de 14% dos US$ 47 bilhões negociados no mundo no ano passado. Já no caso da Rússia, em pouco mais de dois meses de negociações, o Brasil já tem quase 30 empresas em condições de exportar leite e derivados. “Nesses dois meses, dois meses e meio, nós já contabilizamos 26 empresas abertas de lácteos, sendo que a metade para leite em pó, e a outra metade, as 13, para todos os produtos: manteiga, queijo, leite em pó. Isso é uma expectativa muito maior do que nós esperávamos”. A Rússia hoje é o segundo maior importador de produtos do setor. Em 2014, importou do Brasil o equivalente a US$ 3,4 bilhões, o que representa 7% de todos os produtos comercializados em lácteos. Nos dias 12 e 13, Kátia Abreu estará de volta à Rússia, integrando a comitiva na missão oficial do vice-presidente da República, Michel Temer. Além dos negócios com Rússia e China, a ministra também ressaltou a provável assinatura de acordos sanitários para vender carne bovina para a Arábia Saudita, que decidiu suspender o embargo aos produtos brasileiros. ”É o último país do mundo que ainda mantinha o embargo à carne bovina brasileira. Nós agora finalizamos todos os países com a Arábia Saudita. Eles já nos responderam que está tudo ok e, agora, nós vamos só assinar este acordo e as empresas podem começar a sua comercialização”. 

Sobre o México e o Canadá, Kátia Abreu disse que as negociações para a exportação de carne também estão em andamento, inclusive abrindo mercado para as aves brasileiras. “Nessa viagem ao México que nós vamos com o objetivo de reunir todos os ministros da agriculta das Américas para tratarmos da questão da defesa agropecuária, especialmente de uma sugestão de plataforma de gestão agropecuária de trânsito de animais", para harmonizar os procedimentos de importação e exportação, "nós já estamos marcando as reuniões bilaterais", afirmou a ministra. Tanto México quanto o Canadá, segundo ela, já demostraram o desejo de também abrir seus mercados para a carne bovina brasileira in natura. E, além disso, com os problemas enfrentados pelos produtores de aves norte-americanos, que, por conta de um surto de gripe aviária estão impossibilitados de exportar para o México, o Brasil passa a ser um sério candidato também nesse mercado. As negociações com a Arábia Saudita, Canadá e México devem gerar para a balança comercial rendimentos em torno de US$ 430 milhões por ano. Em relação à venda da carne brasileira para os Estados Unidos, Kátia Abreu explicou que ainda depende dos americanos finalizarem as respostas para os protocolos do governo brasileiro. “Os Estados Unidos nós ainda também não marcamos a nossa ida, porque eles ainda não terminaram de responder os nossos questionários. Porque não são só os países que são muito exigentes, nós também somos, porque eles vão vender para nós e nós para eles. Então, nós também ainda não concluímos os nossos questionários e eles também ainda não fizeram a agenda. Com relação a documentos para os Estados Unidos, nós não devemos mais nada, eles é que ainda estão nos devendo algumas respostas”. Há uma expectativa ainda do governo brasileiro de que, com a viagem da Presidenta Dilma Rousseff para o Japão, em dezembro, o país asiático também possa abrir o seu mercado para a carne brasileira. De acordo com o Ministério da Agricultura, as exportações para o Japão poderiam render cerca de US$ 502 milhões para os produtores brasileiros. Já a África do Sul e a Coréia do Sul devem importar US$ 112 milhões de carne suína brasileira por ano. E os países da América Central estão interessados na compra de material genético de aves. 

China suspende compra de frango de empresas brasileiras

Duas unidades exportadoras de carne de frango tiveram suas licenças de exportação para a China suspensas por suspeita de contágio químico. A China identificou cargas contaminadas por dioxina, substância que pode fazer mal à saúde humana. Os produtos eram provenientes de unidade da BRF em Rio Verde (GO) e da Bello Alimentos Ltda em Itaquiraí (MS). Documentos e e-mails mostram que os chineses passarão a exigir um laudo a mais para os exportadores de proteína animal para comprovar que as cargas entregues ao país não estejam contaminadas pela substância. O governo brasileiro chegou a alegar que a medida geraria aumento de custos e burocracia e ponderou, durante encontro com representantes da Defesa Sanitária da China, que o caso é pontual. A suspeita de contaminação ocorre quatro meses depois da visita ao Brasil do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, na qual o governo Dilma Rousseff assinou uma série de acordos, entre eles alguns de exportação de proteína animal. Ocorre também na véspera da viagem da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, para a Ásia, na qual espera fechar novos acordos. O objetivo do governo é evitar que esse caso possa ser usado como justificativa para futuras barreiras. E-mails trocados entre a embaixada brasileira na China, o Itamaraty e o Ministério da Agricultura mostram que o primeiro comunicado chinês ocorreu em 29 de julho, quando dois lotes de carne de frango da BRF apresentaram níveis de dioxina classificados como elevados pelo governo chinês. Os documentos relatam ainda que em um encontro com o Encarregado de Negócios da Embaixada do Brasil em Pequim, ministro Marcelo Della Nina, o vice-diretor geral do Import and Export Food Safety Bureau, Bi Kexin, classificou o caso como "delicado e importante". O executivo chinês disse ao ministro brasileiro que não foi dada publicidade ao caso para buscar resolver o assunto "delicadamente, mas salvaguardando o interesse dos consumidores". Ele e outro executivo chinês fizeram questão de lembrar ao brasileiro que em casos recentes envolvendo Irlanda e Chile o tratamento foi diferente, com suspensão comercial imediata e divulgação do problema. No primeiro carregamento, além de dioxina, foi encontrada, segundo as autoridades chineses, a bactéria salmonela. Os relatos da embaixada, no entanto, não informam o nível de contaminação no carregamento. No dia 21 de agosto, a aduana detectou novo caso de dioxina.

FIA estuda possibilidade de incluir câmeras onboards Full HD na temporada de 2016 da Fórmula 1

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) está estudando a possibilidade de melhorar a qualidade das câmeras onboards instaladas nos carros para a temporada de 2016. A informação foi publicada nesta sexta-feira (11) pela revista italiana ‘Omnicorse’. De acordo com a publicação, a Magneti Marelli – empresa responsável pela telemetria da maiorias das equipes de F1 – apresentou o projeto que visa trocar as atuais filmadoras de qualidade de 25 quadros por segundo por outro equipamento Full HD, cuja a velocidade de filmagem é 400 quadros por segundo.


Além das diferenças vantajosas do novo equipamento, a revista destaca que a nova câmera onboard Full HD é menor do que o equipamento atual utilizado na Fórmula 1. Com isso, é esperado que a introdução de filmadoras no carro sejam mais ampliadas, visto que a peça não vai interferir na distribuição de peso nos carros e também no desempenho aerodinâmico das máquinas. Sobre os atuais equipamentos utilizados onboards dos carros, além de possuir a qualidade de 250 quadros por segundo, as câmeras possuem uma proteção angular de 180º graus. Com isto é esperado que ela possa girar até o eixo de 360º em comparação ao seu ponto de instalação. Com esta mudança será possível instalar até oito pontos diferentes de captação de imagens na carroceria dos carros.

Uma pergunta singela

Fernando Rodrigues disse que Joaquim Levy soube do rebaixamento da nota do Brasil às duas da tarde, mas se recusou a informar Dilma Rousseff antes do fechamento dos mercados. Uma pergunta singela: Joaquim Levy conversou com alguém sobre o assunto? Ele consultou, por exemplo, o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, responsável por sua nomeação ao Ministério da Fazenda?

Dilma, nós estamos f…

“Dilma, nós estamos f…”. Quem disse isso foi Lula, em sua última conversa particular com Dilma Rousseff, segundo Lauro Jardim. Além de reclamar muito de Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardozo e Joaquim Levy, Lula "falou da possibilidade real de impeachment e de que as investigações da Lava Jato cheguem nele".

Impeachment 2 em 1

Os movimentos anticorrupção vão anexar seu pedido de impeachment contra Dilma Rousseff ao de Hélio Bicudo, que ontem à noite defendeu a união de todos que querem tirar o PT do poder. O grupo representa cerca de 30 movimentos e possui dois milhões de seguidores no Facebook.

Mercadante vai ficando, Dilma vai saindo, o empresariado vai desembarcando, até Lula está fugindo…

Se a presidente Dilma Rousseff não sabe, informo. O clima é de desembarque. Não importa para onde se olhe. Recente nota-manifesto assinada pela Fiesp e pela Firjan traduziu o que anda pensando o empresariado. Lideranças de outros setores da economia já buscam interlocuções de olho no pós-impeachment. Se a situação já era muito difícil antes de a Standard & Poor’s pôr o guizo no pescoço do gato, piorou bastante agora. Ninguém vê saída para a presidente — e isso inclui os petistas. Não sei se notam, mas o próprio Lula começa a buscar um lugarzinho no pós-Dilma. É ele, não outro, quem está por trás de uma tal Frente Brasil Popular, que busca resistir ao governo pela esquerda. Por enquanto, somos governados pela paralisia. O Planalto ainda não fez anúncio de corte nenhum nem deixou claro quem pretende tungar para aumentar a receita. Seus cinco milhões de coordenadores políticos anunciaram para esta sexta um esboço ao menos de resposta para a crise terminal, mas não veio nada. Estamos falando de uma gente que se especializou em dar tiro no próprio pé. Em vez disso, o dia foi tomado pela negativa enfática de que Aloizio Mercadante vá deixar a Casa Civil, embora Dilma busque alguém para a… Casa Civil. Conforme o esperado, conforme o sabido, conforme o óbvio, o PT não quer entregar a pasta. Ficará feliz se ela sair das mãos de Mercadante, que é, primeiro, mercadantista e, secundariamente, petista. O partido insiste em manter o ministério que, em tese, ao menos, faz a coordenação geral do governo. Estamos diante de uma natureza. Ainda que sob o risco de perder tudo, a legenda não aceita abrir mão de um pedaço. E, assim, Dilma vai caminhando para o abismo. Não sei se há tempo, a esta altura, de fazer alguma coisa. A presidente conta em seus quadros com políticos com mais trânsito do que as pastas às quais estão confinados. Há Gilberto Kassab (Cidades), do PSD, um bom articulador. O problema, nesse caso, são as resistências que enfrentaria em alas do PMDB. Há Kátia Abreu (Agricultura), peemedebista ainda recente, é verdade, mas com abrangência suprapartidária em razão de ser também uma liderança do único setor da economia que não está no vermelho — o agronegócio. Até Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), do PCdoB, seria uma alternativa para tentar ampliar o diálogo. E, quando escrevo, “até”, refiro-me ao fato de que seu partido é pequeno. Sua interlocução no Congresso, no entanto, é bem maior. Afinal, já presidiu a Câmara. Mas não tem jeito. O PT insiste em ter o controle da máquina — máquina sabidamente desgovernada, que atira para todo lado. O petista Jaques Wagner (Defesa), em razão de sua fala fácil, aparecia como cotado para a função, mas se desmoralizou com o episódio do decreto que tentou destituir os comandantes militares de atribuições… militares! A porcaria foi redigida por sua secretária-executiva sem que ele soubesse. A tal continua no cargo. Não me parece que isso o credencie para a Casa Civil. O governo chegou a emitir nesta sexta uma nota negando que Mercadante vá deixar o cargo, destacando, adicionalmente, seus relevantes serviços ao governo. Soou como piada nos meios políticos porque se sabe que não há serviço relevante nenhum. 
Encerro com um trecho da minha coluna de ontem na Folha:
“Algum entendimento terá de ser feito para convencer a sociedade de sacrifícios adicionais, além daqueles que já estão em curso. Ou é isso, ou vem por aí uma espiral negativa de longuíssima duração. E a arena desse pensamento não é o Ministério da Fazenda. A Joaquim Levy, ou a outro, entregar-se-á uma máquina de calcular números. A realidade exige alguém que seja bom no cálculo político. Ocorre que isso não se faz sem uma relação de confiança, que não existe mais. É preciso saber identificar o momento em que todos os bares se fecham e as virtudes se negam. Tá bom, presidente! Eu a deixo com o seu Riobaldo. Mas com um outro –aquele que cobra da senhora é coragem.” Por Reinaldo Azevedo

Youssef retirou dinheiro vivo na sede da Andrade Gutierrez, diz delator


O doleiro Alberto Youssef retirava dinheiro em espécie na sede da construtora Andrade Gutierrez, no bairro do Brooklin, em São Paulo. A informação foi dada nesta sexta-feira por Rafael Ângulo Lopez, um dos delatores da Operação Lava-Jato, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, na Justiça Federal do Paraná. Lopez contou que o doleiro foi até a sede da empresa com ele, usando veículos da Mercedes-Benz, para retirar malas com dinheiro. Em uma das vezes, usou uma Mercedes preta, com placa de Londrina. Na segunda, uma Mercedes prata blindada. "Fui três vezes com 'seu Alberto' e outras vezes sozinho. Nestas três vezes, não entrei no prédio. Fiquei aguardando no carro. As visitas duraram de meia hora a 40 minutos. Quando ele chegou com a mala no escritório, vi que era dinheiro. Numa das vezes voltou quase vazio ou com pouco dinheiro, e ele reclamou", afirmou Lopez. Lopez disse que, na primeira visita, a mala continha R$ 600 mil. Na segunda, entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. As duas visitas ocorreram num espaço de aproximadamente dois meses. Youssef , também delator, confirmou ter recebido da Andrade Gutierrez R$ 1,5 milhão em espécie da construtora, retirados diretamente na empresa em três visitas feitas em 2010. Lopez afirmou que também esteve na sede da construtora outras vezes, sozinho, e que foi encaminhado para pegar o dinheiro com uma pessoa identificada como "engenheiro Guilherme". Nem sempre, porém, foi essa pessoa que lhe entregou o dinheiro, mas um emissário do engenheiro. Nas outras vezes em que esteve na empresa, ele teria levado quantias que variaram entre R$ 200 mil e R$ 250 mil. Não foi perguntado a Lopez quantas vezes ele retirou dinheiro na sede da Andrade Gutierrez. 

Morre Marcelo Moren Brito, um dos piores repressores da ditadura Pinochet

Condenado a mais de 300 anos por violação dos direitos humanos durante a ditadura de Augusto Pinochet, Marcelo Moren Brito faleceu nesta sexta-feira em Santiago, no dia em que se relembra 42 anos do golpe de Estado que derrubou o presidente socialista Salvador Allende. "A Gendarmeria confirma o falecimento do interno Marcelo Moren Brito, às 19h40 (horário local), no Hospital Militar, por falência múltipla dos órgãos", anunciou a instituição chilena em sua conta oficial no Twitter. Moren Brito, de 80 anos, foi uma das principais figuras na temida polícia política, a Dina, da ditadura de Pinochet (1973-1990), com envolvimento comprovado em emblemáticos crimes, incluindo participação na "Caravana da Morte". Nessa viagem de extermínio que percorreu o país, dezenas de pessoas foram mortas. O ex-coronel cumpria sua condenação na prisão especial Punta Peuco, a 50 km de Santiago. Com cerca de 100 condenados por crimes cometidos na ditadura, a instalação está à beira do colapso, em meio às vozes que pedem seu fechamento. A ditadura de Pinochet deixou mais de 3.200 mortos e, nela, cerca de 38.000 foram torturadas, transformando-se em uma das mais cruéis do regimes militares na América Latina nas décadas de 1970 e 1980.

Professores decidem encerrar a greve em uma assembléia que terminou em grossa pancadaria

Os professores da rede estadual gaúcha decidiram, em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira, pelo encerramento da greve da categoria, que seguia desde o dia 31 de agosto. As aulas devem ser retomadas na próxima segunda-feira. A assembléia, feita no Pepsi on Stage, na zona norte de Porto Alegre, ao lado do Aeroporto Salgado Filho, terminou sob protestos dos milicianos do PSOL, PSTU e outros grupelhos comunistas, que lutam para dominar esse aparelhão petista e queriam seguir na paralisação, deflagrada em resposta ao parcelamento de salários do funcionalismo feito pelo governo do Estado. A assembléia terminou sob grossa pancadaria, com cadeiraços e grades voando para todos os lados. Nada a estranhar para quem vem sistematicamente destruindo a educação pública no Rio Grande do Sul há no mínimo 35 anos. As primeiras grandes greves do magistério gaúcho eram decretadas em assembléias muito grandes, realizadas no Ginásio Beira Rio. Hoje o sindicato petista não se atreve a locar esse lugar, porque ficaria entregue às moscas. Então faz assembléia em boate de gurizada, onde cabe bem pouca gente, mas dá a impressão de grande lotação. E a educação pública continua refém dessa gentalha esquerdopata. O pior é que a classe política covardaça se ajoelha para esses terroristas. 

Governo gaúcho deposita na segunda-feira parte da terceira dos salários dos funcionários públicos

O governo do Rio Grande do Sul decidiu, nesta sexta-feira, depositar na próxima segunda-feira R$ 1 mil para os servidores estaduais, valor correspondente a parte da terceira parcela dos salários. O valor já estará visível nos extratos bancários ao longo do final de semana. Com a medida, do o total de servidores vinculados ao Poder Executivo, 61% terão seus salários pagos de maneira integral. O calendário detalhado pelo governo previa o crédito de uma parcela de R$ 1.400,00 na terça-feira, mas, com o monitoramento da arrecadação do ICMS, a Secretaria da Fazenda conseguiu antecipar o valor de R$ 1 mil. Os outros R$ 400,00 estão assegurados para a terça-feira. A parcela complementar para quem ganha acima de R$ 2.800,00 por vínculo será creditada até o dia 22.

Santander terá de pagar 450 000 reais a Sinara

O Estadão informa que o Santander foi condenado a pagar 450 000 reais em danos morais a Sinara Polycarpo, a ex-analista do banco que fez previsões pessimistas - agora comprovadamente realistas - sobre o efeito da reeleição de Dilma Rousseff na economia. A juíza Lúcia Toledo Pinto Rodrigues, da 78ª Vara do Trabalho de São Paulo, entendeu que a demissão foi política. "Não merece qualquer amparo a tese defensiva de que o ato de demissão foi meramente jurídico e totalmente dissociado das opiniões políticas publica e grosseiramente manifestadas na época", escreveu a magistrada na decisão.

Pessoa segue na 'delação'

Enquanto Teori Zavascki não dá publicidade à delação de Ricardo Pessoa, o empreiteiro vai revelando o que sabe em depoimentos, como testemunha, à Justiça Federal em Curitiba. Hoje, ele disse que a propina aos diretores da Petrobras era paga em 'cash' e, ao PT, em depósitos oficiais. Quando a propina era para contratos na Diretoria de Abastecimento, o dinheiro era entregue a Paulo Roberto Costa, por Alberto Youssef ou José Janene. Quando era para a Diretoria de Serviços, os pixulecos eram pagos a Pedro Barusco ou ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Nesse caso, os pagamentos a Vaccari aconteciam sob orientação de Renato Duque diretamente na conta do diretório nacional da legenda. "Procure o Vaccari para acertar a contribuição política", dizia Duque.

Adams e sua filosofia de botequim

A defesa de Dilma no TCU é risível. Luis Inácio Adams é risível. Ele alega o mesmo que a petista alegou na entrevista a jornalistas amigos semanas atrás, quando disse que foi pega de surpresa pela crise econômica. "A realidade econômica evoluiu de maneira imprevisível para todos os analistas. Quem projetava um impacto de redução de commodities, aumento do dólar, de mudança do quadro econômico do jeito que aconteceu no final de 2014?", questiona Adams, como se estivesse num boteco. Ele, então, conclui hipocritamente: "Essa realidade é que gerou a necessidade de mudança de meta".

A década do PT: R$ 20 milhões só da UTC

O JN obteve trechos inéditos da delação de Ricardo Pessoa. O empreiteiro revelou ao MPF que sua relação com o PT remonta ao ano de 1992, quando a UTC ainda era controlada pela OAS. Segundo ele, o pagamento de propinas começou em 2004 e se intensificou em 2008. O esquema começou com a construção da plataforma petrolífera P53. Pessoa disse que, ao longo de 10 anos, foram pagos ao PT mais de R$ 20 milhões, entre doações oficiais e entregas de dinheiro vivo.

Vaccari, "soldado do PT"

Na delação, Ricardo Pessoa falou muito de João Vaccari Neto, a quem descreveu como um "soldado do partido" dedicado a manter o PT no poder. O empreiteiro disse que o ex-tesoureiro sempre ia conversar com ele já sabendo do andamento das obras da UTC com a Petrobras e cobrava a "propina devida". Esses pedidos de propina cresciam sempre quando se aproximava o período de campanhas, disse Pessoa.

Mercadante deve ficar

Apesar da insistência de Lula para que Dilma demita Aloizio Mercadante, O Antagonista é contra esse tipo de manipulação política. Lula age nos bastidores para encontrar um bode expiatório, atribuindo a ele todos os problemas do governo. É uma injustiça. Mercadante será derrubado por outros motivos.

Dilma aposta na Lava Jato contra o impeachment

Se a Lava Jato tem atormentado a presidente Dilma Rousseff desde a sua deflagração, em março de 2014, agora representa sua esperança de escapar do impeachment. Ela recebeu garantias, que fontes de sua assessoria dizem não identificar, de que as principais ameaças ao seu mandato, do vice-presidente Michel Temer ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, dificilmente escaparão da mão pesada da Lava Jato. Informada também que está fora da Lava Jato, Dilma fixou a meta de “entrar para a História” como aquela que “varreu a corrupção do Brasil”. Assessores de Dilma também espalham que, além de Eduardo Cunha, o presidente do Senado, Renan Calheiros, enfrentará maus bocados. Assessores mais próximos contam que Dilma não está nem aí com o envolvimento de aliados e até de ministros na Lava Jato. Dilma sente pesar com o envolvimento cada vez mais claro de Lula na Lava Jato, mas, dizem assessores, não perde noite de sono com isso. (Claudio Humberto)

FAB põe helicóptero reserva do reserva para atender a petista Dilma e mostrar a sua insatisfação


Quem interpreta sinais do poder, em Brasília, viu significado na escolha de um pequeno helicóptero para levar Dilma do Alvorada à Base Aérea, ontem (11), de onde ela voaria para o Nordeste. Em lugar de possantes e confortáveis VH-36 Caracal, comprados à França para transportar a presidente, a FAB fez o traslado num modesto Esquilo, o “kinder ovo”. Isso ocorre dias depois da retirada de poder de comandantes militares. Mesmo restabelecidas as prerrogativas deles, o mal-estar permanece.


No embarque, não havia autoridades, assessores, só militares da FAB. Até a unidade dos Bombeiros só apareceu após o “kinder ovo” decolar. Com histórico de ação política, de Getúlio a JK, a FAB aprecia se impor a autoridades. Fez isso ao ex-presidente Fernando Collor, em 1992. Collor revelou que sua “ficha caiu” quando, já afastado, o piloto da FAB negou a ele um curto sobrevôo de despedida no lago Paranoá. (Claudio Humberto)

Ex-ministro Mailson da Nobrega diz que Brasil só terá upgrade do rating em 10 anos


O ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, disse nesta sexta-feira, 11, que o Brasil deve demorar para recuperar o grau de investimento. Para ele, o principal desafio do ministro Joaquim Levy agora é evitar novos rebaixamentos.  "Eu acho que o Brasil só recupera o grau de investimento daqui a uns dez anos. O governo tem a ilusão, e talvez o ministro (Joaquim) Levy tenha também, de que, se houver reformas, o grau será restaurado rapidamente. Mas isso não vai acontecer. São raros os casos em que isso acontece. Em geral os países levam de cinco a seis anos para restaurar o selo de bom pagador", disse. Segundo Maílson, Levy só deve deixar o cargo se a sua reputação estiver em jogo. "Ele não está lá para ser figurante. E agora, com o rebaixamento da S&P, o ministro sai fortalecido, porque a crise econômica está ainda mais escancarada e ficou mais claro de que não há solução sem o ajuste fiscal", afirmou, após palestra para membros da Ordem dos Economistas do Brasil. As declarações mostram o que Mailson da Nobrega é obtuso e sua gestão no Ministério da Fazenda, no governo de José Sarney, ficou famosa pela política do "feijão com arroz" e uma hiperinflação galopante no País. Mailson da Nóbrega simplesmente não leva em conta a situação terminal do regime petralha. 

Ministério Público paulista cobra R$ 919 milhões de firmas acusadas de atuar no cartel de trens

O Ministério Público de São Paulo ingressou na quinta-feira (10) com uma ação na Justiça na qual pede a devolução de R$ 918,5 milhões de nove empresas que são acusadas de atuar como cartel na prestação de serviços para a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Os promotores solicitam também que as empresas sejam dissolvidas, já que não estariam mais cumprindo a sua função social por conta das atividades ilícitas que teriam praticado. São citadas na ação gigantes mundiais na produção de trens como Alstom (França), Bombardier (Canadá), CAF (Espanha) e Siemens (Alemanha). Também são acusadas de integrar o cartel as seguintes empresas: MGE, MPE, Tejofran, Temoinsa e Trans Sistemas de Transporte. Na ação proposta os promotores dizem que houve atuação do cartel nos contratos de manutenção de 88 trens da CPTM, das séries 2000, 2100 e 3000. Os serviços foram contratados em 2007, quando José Serra (PSDB) era o governador de São Paulo, e sofreram aditamento em 2012, já na gestão de Geraldo Alckmin, também do PSDB. Não há acusação contra nenhum executivo da CPTM ou do governo paulista. Os promotores investigam quem foram os funcionários da CPTM que deram suporte ao cartel. Autoridades suíças ajudam na investigação. Os promotores pedem a devolução de R$ 706,5 milhões que já foram pagos às empresas entre 2007 e 2014. Também cobram R$ 212 milhões por danos morais difusos. O montante alcança R$ 918,5 milhões. "Estamos pedindo a anulação dos contratos e a devolução dos recursos já pagos porque houve fraude nas licitações", diz o promotor Marcelo Milani, um dos autores da ação. Os danos morais cobrados na ação, segundo Milani, decorrem do baixo nível de serviço prestado pelas empresas à CPTM. "Os serviços contratados não resultaram em trens bons, em transporte público de qualidade. Isso gera um dano moral coletivo para a população", afirma. A acusação de que as empresas dividiam licitações e combinavam preços partiu da Siemens, em um acordo que fez com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em maio de 2013. A multinacional alemã denunciou as empresas que agiam junto com ela no Metrô, na CPTM e no Metrô de Brasília e obteve imunidade por ter revelado como o esquema teria funcionado. No acordo, a Siemens diz que o esquema funcionou em São Paulo entre 1998 e 2008, pelo menos, em sucessivos governos tucanos.

Tenista Serena Williams perde, e final do Aberto dos EUA terá zebras italianas

A final feminina do Torneio Aberto de Tênis dos EUA de 2015 será uma das mais inesperadas da história. As italianas Roberta Vinci, de 32 anos, e Flavia Pennetta, de 33 anos, surpreenderam as favoritas ao título nesta sexta-feira (11) e farão o confronto decisivo neste sábado (12). "Foi o melhor dia da minha vida", resumiu Roberta Vinci, que derrotou a líder do ranking mundial e cabeça de chave número 1 do torneio, Serena Williams. Perguntada se acreditava na vitória contra a americana, ela foi sincera: "não". Roberta Vinci foi muito aplaudida pela torcida da rival e não conseguiu conter a emoção durante a entrevista dada ainda em quadra: "Eu estou na final e derrotei Serena. Desculpa, mas para mim esse é um momento incrível". A italiana venceu por dois sets a um (2/6, 6/4 e 6/4), em duas horas de partida. Serena reconheceu o dia especial da adversária: "Acho que ela jogou o melhor tênis da sua carreira". Nas quartas de final, a americana já havia protagonizado um jogo emocionante contra a irmã mais velha, Venus Williams, quando venceu por dois sets a um. Serena é vencedora de seis títulos do Aberto dos EUA e de 21 Grand Slams na carreira, mas não conseguirá conquistar os quatro principais torneios do circuito em 2015. Ela já havia vencido o Aberto da Austrália, Roland-Garros e Wimbledon. A última a fazer isso foi a alemã Steffi Graf, em 1988. Com 33 anos, a americana pode não ter outras chances de repetir o feito. Flavia Pennetta também conseguiu uma vitória surpreendente contra a romena Simona Halep, segunda favorita nos EUA, por dois sets a zero (61/ e 6/3). "Eu não achava que iria tão longe no torneio. É incrível estar aqui hoje, não sei como controlei toda a pressão que tive, mas acho que joguei realmente bem", disse. O feito é histórico para as duas veteranas jogadoras, que nunca venceram um Grand Slam na carreira. Atualmente, Flavia Pennetta é a 26ª do ranking, Roberto Vinci está na 43ª posição. Será a primeira final italiana de Grand Slam no tênis feminino. No confronto direto, a vantagem é de Flavia Pennetta, que venceu cinco dos nove confrontos entre as duas. Ela também venceu o mais recente, em 2013.

Prefeito petista de Novo Hamburgo terá de explicar contratos sem licitação assinados com chefetes do PT gaúcho

A Câmara de Vereadores aprovou proposta da vereadora Patrícia Beck, do PTB, que convoca o prefeito de Novo Hamburgo, Luís Lauermann, PT, para que explique por que razão dispensou licitação e contratou por R$ 700 mil duas organizações petistas de fora da cidade para implementar ações na área municipal da segurança pública. O prefeito também terá que se explicar sobre o contrato de US$ 14 milhões que a prefeitura assinou com o BID. O contrato não foi assinado por Lauermann. Os vereadores querem examinar o que está sendo feito com o dinheiro. No caso dos R$ 700 mil, os contratos foram assinados sem licitação com duas entidades que são dirigidas por antigos militantes do PT, no caso a Guayl e a Fadima. A Guayl, que se propõe a realizar e implementar fórum de segurança e plano municipal de segurança, que levará R$ 330mil, é coordenada pela ex-vereadora do PT de Porto Alegre, a comunista Helena Bonumá. A Fadima é dirigida por Eduardo Pazilo, ex-secretário da Segurança do prefeito petista de Canoas, Jairo Jorge. Além da dispensa de licitação, o prefeito é cobrado por não ter usado entidades locais, como é o caso da própria universidade, a Feevale.