domingo, 13 de setembro de 2015

O Antagonista adverte: o Ministério da Saúde faz mal à saúde

Em meio ao intenso noticiário econômico e politico, pouca gente se deu conta do que aconteceu na sexta-feira. Um leitor antagonista atento fisgou a notícia publicada no Estadão: o Brasil assinou com os países do Mercosul um acordo para a compra conjunta de medicamentos. Alega-se que o objetivo é reduzir o preço de remédios de alto custo, como os utilizados para o tratamento da hepatite C. Mas não dá para esperar boa coisa de qualquer iniciativa do governo do PT com seus vizinhos bolivarianos envolvendo muito dinheiro público. Esse tipo de centralização de compras, em nível nacional acabou favorecendo a criação de gigantes como a EMS, principal cliente de José Dirceu e parceira da Labogen naquele projeto que, se não fosse a Lava Jato, renderia a independência financeira de André Vargas e Alberto Youssef.

O coração de Aleluia

O deputado José Carlos Aleluia, vice-presidente do DEM, acaba de ser internado no Sírio-Libanês, para uma cirurgia de colocação de uma ponte de safena. A cirurgia será amanhã.

Exclusivo: O apê do líder da CUT

Vagner Freitas, presidente da CUT, tem seus motivos para defender com armas o governo do PT. Uma das razões é o apartamento número 22 do Residencial Altos do Butantã, situado no número 647 da avenida Nossa Senhora da Assunção. Assim como o triplex de Lula no Guarujá, o imóvel de Freitas foi encampado pela OAS após a derrocada da Bancoop - da qual o próprio Freitas foi dirigente.

Não é no Garujá, é no Butantã, é obra da OAS

Caixa Econômica Federal processa o governo da petista Dilma Rousseff para reaver R$ 274 milhões de pedaladas


A Caixa Econômica Federal, um dos bancos públicos usados pela administração petista nas chamadas pedaladas fiscais, mantém dois processos abertos na Justiça contra o governo desde 2013 para tentar reaver R$ 274,4 milhões dos Ministérios das Cidades e da Agricultura. As duas pastas deixaram de pagar ao banco valores correspondentes a taxas de administração por serviços prestados pela Caixa Econômica Federal relacionados, por exemplo, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - menina dos olhos da presidente petista Dilma Rousseff -, no caso do Ministério das Cidades, e de projetos financiados com emendas parlamentares, no caso da Agricultura. As ações correm na 1ª e 5ª Vara Cível em Brasília. A falta de repasse aos bancos públicos é um dos motivos que embasam as acusações feitas pelo Tribunal de Contas da União à presidente petista Dilma Rousseff. No final do ano passado, o Executivo forçou os bancos públicos a bancarem as despesas dos programas federais sem que a União repassasse os recursos, o que integrou o conjunto de manobras financeiras denominadas "pedaladas fiscais". Documentos internos da Caixa Econômica Federal mostram que em 19 de dezembro de 2013, em nota técnica enviada à consultoria jurídica da Caixa, gestores do banco alertaram para as perdas que as manobras fiscais imporiam à instituição. Assinado por Ricardo Endo, gerente de Benefícios Sociais da Caixa e Ivan Domingues, superintendente de Programas Sociais, o documento dizia que "a situação de saldos negativos nas contas tem reduzido a oportunidade de receita para a Caixa, visto que com o aporte de recursos deixa de realizar operações remuneradas com base na taxa Selic, enquanto na ocorrência de saldos negativos são atualizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (TEM) pela taxa extra-mercado, cerca de 5% inferior à Selic", afirmam na nota.

Financial Times diz que Brasil é como um doente em estado terminal


"Se o Brasil fosse um paciente internado, os médicos da UTI já o teriam diagnosticado como doente terminal", avalia o jornal britânico "Financial Times", especializado na cobertura de temas econômicos. "Os rins têm falhado; o coração vai parar em breve. A economia está uma bagunça", segue o texto da publicação, que avalia que a desordem nas contas públicas, com gastos elevados por parte do governo, é a razão por trás da decisão da agência de risco Standard & Poor's, que rebaixou a nota de investimento do País, na última semana. Com o rebaixamento, a nota do País caiu de BBB- para BB+ e o Brasil perdeu o selo de "bom pagador". Esse selo, que é um reconhecimento de que o país é um lugar seguro para os investidores, costuma ser exigido por fundos de investimento e de pensão bilionários para aplicar em títulos de dívida. Ainda segundo o "Financial Times", dado o ambiente externo desfavorável, com a economia da China desacelerando, o colapso nos preços das commodities e altas taxas de juros nos Estados Unidos, o "sofrimento" do Brasil está apenas no começo.

Fazenda vai propor a Dilma vetar qualquer aumento para funcionalismo público


O Ministério da Fazenda preparou uma lista com dez itens que serão levados neste domingo à presidente Dilma Rousseff propondo novas ações para ampliar a arrecadação do governo e reduzir os gastos. Entre as medidas que foram definidas pelos técnicos da Fazenda em reunião que terminou na noite de ontem estão insistir na recriação da CMPF, o chamado imposto do cheque, e não conceder aumento nenhum aos servidores públicos federais em 2016. A proposta de recriar a CMPF já foi duramente criticada por integrantes da base do governo e pode ser uma medida com dificuldade para aprovação no Congresso. Já a idéia do "aumento zero" para o funcionalismo surgiu na Comissão Mista de Orçamento. O relator da comissão, deputado Ricardo Barros (PP-RS), passou a defender a proposta diante do rombo nas contas do governo no orçamento do ano que vem. Também estão na lista de ações preparadas pela equipe econômica alteração na cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mudanças no imposto de renda de pessoa jurídica, na contribuição sobre a folha e ainda no recolhimento do FGTS. Essas medidas fazem parte do arrocho nas contas que a Fazenda defende para tentar reequilibrar as contas do governo. Já o Ministério do Planejamento prepara cortes no orçamento dos demais ministérios e a redução de ser iniciada nos gastos com empresas terceirizadas. 

Fim de papo

cardozo
Cardozo conformado
José Eduardo Cardozo tem dito reservadamente que o PT acabou. Por Lauro Jardim

Roda de pôquer

...e ontem com o novo visual
Collor: pôquer com Pascowitch e Moura em São Paulo
Milton Pascowitch, Fernando Collor e Olavo Moura, todos implicados na Lava-Jato, têm também outra característica em comum: jogavam pôquer no mesmo grupo praticamente todas as semanas em São Paulo. Por Lauro Jardim

Mais tributação

Levy e Barbosa
Equipe econômica quer mais tributos
equipe econômica estuda tributar as hoje isentas LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). Estima que poderia arrecadar entre cinco bilhões e dez bilhões de reais em 2016. Por Lauro Jardim

Obra histórica

FHC
FHC: memórias do Planalto
FHC lança, nos próximos meses, o primeiro dos quatro volumes escritos com base nas anotações e gravações que fez durante os oito anos em que ocupou o Palácio do Planalto. Por Lauro Jardim

Pepino russo

Temer: além dos abacaxis brasileiros, terá que descascar outros na Rússia
Além dos abacaxis brasileiros, Temer terá que descascar outros na Rússia
Não será muito ameno o ambiente diplomático que Michel Temer vai encontrar na Rússia, para onde embarca nos próximos dias. Os russos estão pressionando o Brasil a honrar o protocolo de intenções que o próprio Temer, representando Dilma, assinou em 2013 com Dmitri Medvedev para comprar o sistema de artilharia antiáerea Pantsir-S1. Não bastasse a falta de dinheiro, há um impasse entre Exército, Marinha e Aeronáutica sobre a compra. As duas primeiras Forças são contra, alegando que a tecnologia é cara e obsoleta, mas a Aeronáutica bate o pé que vale mais a pena o Brasil ter este sistema antiaéreo do que o atual, em frangalhos e que praticamente não protege o país. Por Lauro Jardim

Imigrante senegalês é incendiado enquanto dormia em calçada, prossegue a infâmia em Santa Maria



Um grupo de homens ateou fogo em um imigrante senegalês na manhã deste sábado (12), em Santa Maria (a 251 km de Porto Alegre), na região central do Rio Grande do Sul. Cheikh Oumar Foutyou Diba, de 25 anos, teve queimaduras leves nas duas pernas e não corre risco de morte. O senegalês estava dormindo em um colchão na calçada quando acordou com o fogo, segundo a Brigada Militar. O crime ocorreu por volta das 9 horas. Além de atearem fogo no colchão onde Diba dormia, os homens roubaram os tênis, R$ 500,00 e uma maleta com bijuterias que o imigrante vendia no centro da cidade. Ele foi atendido pelo Corpo de Bombeiros e levado à UPA do município. Segundo relatou à Polícia Federal, Diba estava dormindo na calçada porque chegou atrasado no albergue municipal, que fecha as portas às 20 horas. O senegalês afirmou que, ao acordar, viu os homens correndo com seus pertences e pediu ajuda em uma padaria próxima. De acordo com a polícia, o senegalês possui passaporte, está em situação legal no País e não se comunica bem em português, o que dificultou o registro dos detalhes da ocorrência. A Brigada Militar não tem pistas dos autores. Santa Maria começou a perder o rumo em 2007, quando a infâmia de professores petralhas da Universidade Federal provocou denúncia anônima que propiciou ao peremptório petista "grilo falante", poeta onanista e tenente artilheiro Tarso Genro promover a maior operação político-policial da história do Rio Grande do Sul, a Operação Rodin, utilizando o aparato da polícia política do PT, a KGB petista, conhecida como Polícia Federal. Essa operação dizimou os partidos políticos no Rio Grande do Sul e deu como prêmio ao poeta onanista Tarso Genro o governo do Estado, sem qualquer oposição. E tudo isso apenas para que ele promovesse o mais fracassado governo que o Rio Grande do Sul já teve em toda sua história, determinando a falência total das finanças públicas, a ponto de agora não haver dinheiro para o pagamento do funcionalismo. Depois da Operação Rodin, que dizimou a inteligência da cidade, Santa Maria foi devastada pelo fogo, que matou 242 jovens na famigerada boate Kiss. Desde então, os santamarienses parecem ter conhecido o beijo da morte, e voltaram a experimentar o exterminío de alguém diferente na madrugada deste sábado, por meio do fogo. Mas, nem o fogo é capaz de exterminar a infâmia que se abateu sobre Santa Maria, causada pela petralhada, e que segue cobrando seu preço. A infâmia se repetirá no próximo ano, provavelmente, quando os santamarienses muito provavelmente voltarão a eleger um governo do PT. Então a história terá completado outro ciclo de infâmia. 

Fundador da WEG morre aos 85 anos em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina

Morreu na madrugada deste domingo (13), Eggon João da Silva, um dos fundadores da multinacional catarinense WEG, que atua na área de automação, motores e energia. Segundo nota oficial da empresa, a morte ocorreu em Jaragá do Sul, no Norte catarinense, por causas naturais. O velório começou às 8h na Associação Recreativa WEG (Arweg). O corpo será levado para o Cemitério Central de Jaraguá do Sul, na Rua Procópio Gomes de Oliveira, onde será enterrado por volta das 16h30. Em nota oficial, a empresa lamentou a morte e ressaltou o legado do empresário catarinense, nascido em 17 de outubro de 1929, onde hoje é o município de Scröeder. Como homenagem, o departamento de Recursos Humanos destacou uma frase do fundador da empresa: “Quando faltam máquinas, você as pode comprar; se não tiver dinheiro, pode pegar emprestado; mas homens você não pode comprar ou pedir emprestado, e homens motivados são a base do êxito”, destacou o texto. O primeiro emprego do empresário foi em um cartório de Jaraguá do Sul, aos 13 anos. Em 1957, passou a ser sócio de uma empresa especializada na produção de canos de escape para veículos. Depois de quatro anos, ele deixou o local para fundar a WEG, em 1691, ao lado de Werner Ricardo Voigt e Geraldo Werninghaus, que produzia apenas motores elétricos na época. Ele foi diretor presidente da empresa até 1989 e presidente do Conselho de Administração de 1989 a 2004. Ele também integrou os conselhos de outros importantes nomes do mercado, como Oxford, Tigre, Marisol e Perdigão.

O ultimato da Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo está perfeitamente alinhada com o cartel de empresários que ainda impede o impeachment de Dilma Rousseff. Hoje, em seu editorial, o jornal também deu seu ultimato:
"Às voltas com uma gravíssima crise político-econômica, que ajudou a criar e a que tem respondido de forma errática e descoordenada; vivendo a corrosão vertiginosa de seu apoio popular e parlamentar, a que se soma o desmantelamento ético do PT e dos partidos que lhe prestaram apoio, a administração Dilma Rousseff está por um fio. A presidente abusou do direito de errar. Em menos de dez meses de segundo mandato, perdeu a credibilidade e esgotou as reservas de paciência que a sociedade lhe tinha a conferir. Precisa, agora, demonstrar que ainda tem capacidade política de apresentar rumos para o país no tempo que lhe resta de governo. É imprescindível conter o aumento da dívida pública e a degradação econômica. Cortes nos gastos terão de ser feitos com radicalidade sem precedentes, sob pena de que se tornem realidade pesadelos ainda piores, como o fantasma da inflação descontrolada. A contenção de despesas deve se concentrar em benefícios perdulários da Previdência, cujas regras estão em descompasso não só com a conjuntura mas também com a evolução demográfica nacional. Deve mirar ainda subsídios a setores específicos da economia e desembolsos para parte dos programas sociais. Embora drásticas, tais medidas serão insuficientes para tapar o rombo orçamentário cavado pela inépcia presidencial. Uma vez implementadas, porém, darão ao governo crédito para demandar outro sacrífico –a saber, alguma elevação da já obscena carga tributária, um fardo a ser repartido do modo mais justo possível entre as diversas camadas da população. Não há, infelizmente, como fugir de um aumento de impostos, recorrendo-se a novas alíquotas sobre a renda dos mais privilegiados e à ampliação emergencial de taxas sobre combustíveis, por exemplo. Serão imensas, escusado dizer, as resistências da sociedade a iniciativas desse tipo. O país, contudo, não tem escolha. A presidente Dilma Rousseff tampouco: não lhe restará, caso se dobre sob o peso da crise, senão abandonar suas responsabilidades presidenciais e, eventualmente, o cargo que ocupa".
Tudo muito sensato.
Exceto por um detalhe: como é que uma presidente "inepta", sem "apoio popular e parlamentar", e diretamente envolvida no "desmantelamento ético do PT" pode realizar esse programa? A editorial da Folha de S. Paulo é intitulado "Última chance". De fato, esta é a última chance para a Folha de S. Paulo reconhecer que, para Dilma Rousseff, não há mais última chance.