quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Boneco inflável de Janot será lançado na próxima semana

A exemplo do ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr em seu livro "Assassinato de reputações") e da presidente Dilma Rousseff, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também vai virar boneco inflável gigante. O “New Engavetador”, como será chamado, ainda está sendo confeccionado, mas deve ficar pronto na próxima semana. Foi encomendado pelo Movimento Brasil, autor dos outros dois bonecos, e pela Força Sindical, ligada ao deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP). O parlamentar é aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos principais críticos de Janot desde que começou a ser investigado por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás. O boneco terá entre quatro e cinco metros de altura, cerca de dez metros a menos que o “Pixuleco”, boneco inflável de Lula com roupa de presidiário, e a “Pixuleca”, boneca inflável de Dilma com nariz de Pinóquio. De acordo com um dos idealizadores do “New Engavetador”, o boneco será menor por causa do alto custo. O maior custa R$ 12 mil. Rodrigo Janot será reconduzido ao cargo de procurador-geral da República por mais dois anos nesta quinta-feira, 17, com a presença da presidente Dilma.

O cocô é esperado

A Federação Internacional de Natação está tiririca com a organização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Motivos:
a) o parque aquático é menor do que o previsto;
b) o mar poluído ameaça os atletas da maratona aquática;
c) as competições de nado sincronizado e polo aquático serão realizadas em piscina descoberta
Mas as Olimpíadas do Cocô serão um sucesso, porque bagunça e improvisação são, no fundo, o que o mundo espera do Brasil.

As mentiras asquerosas de Stedile e Chico Buarque

O burguês do ‘lari-lará”, Chico Buarque de Hollanda, e o chefe da burguesia do capital alheio, João Pedro Stedile, chefão do MST, estão juntos num vídeo. O conjunto da obra é asqueroso. Inclusive pela mentira objetiva e pela ignorância. Stedile, cuja ocupação é desconhecida — além de comandar uma organização que vive de dinheiro público, especializada em invasão de propriedade privada — entrevista Chico Buarque, o magrelo pançudo (se quiserem, isso pode ser metáfora), num campo de futebol de propriedade do cantor, compositor e pretenso escritor. Vejam o vídeo.

Como se nota, Stedile pergunta a Chico a sua opinião sobre uma tal “Escola Nacional de Formação de Quadros”, uma aparelho de inspiração leninista que prepara os tais “quadros” do MST para a revolução socialista. O nome oficial da entidade homenageia o sociólogo de esquerda Florestan Fernandes. O jogador e pensador amador diz, então, ao suposto sem-terra — que teria um choque anafilático de pegasse numa enxada — que apoia a iniciativa e que contribuiu com ela, embora afirme desconhecer o que se faz lá. Eis Chico Buarque. Mais impressionante: ele exalta a “arte” e o “curso de literatura e tudo mais” que seriam ministrados na tal escola, que se transformou, atenção!, num centro da mais asquerosa patrulha ideológica de caráter stalinista. Alguns cursos, inclusive, são ministrados em parceria com universidades públicas só para quadros do MST, como ocorre na Unesp, em São Paulo, e na UNB, numa expressão óbvia da privatização das universidades federais por um aparelho do PT. Chico, que é um vigarista ideológico, elogia ainda o trabalho em conjunto com os povos irmãos da América Latina. Algumas das maiores parcerias do MST se dão com as ditaduras de Cuba e da Venezuela. Chico é mesmo um despudorado, um imoralista político. Nos dois casos, adversários do regime são encarcerados. Na Venezuela, Nicolás Maduro trata os adversários a bala. Não há liberdade de imprensa ou de opinião nesses países. Eis a fraternidade universal imaginada por Chico. 
Petrobras
Stedile, contando uma mentira escandalosa, endossada pela pilantragem intelectual de Chico, diz haver um projeto no Senado que quer privatizar a Petrobras, e “com isso, nós [o Brasil] perderíamos os royalties para a educação e para a saúde”. O entrevistado, então, responde uma banalidade: “O petróleo é nosso! É um velho lema que deve ser mantido, deve ser lembrado sempre, porque há uma cobiça permanente em torno da Petrobras. Agora vem essa história de participação da exploração do pré-sal. São conquistas nossas, conquistas dos nossos governos, desde os tempos de Getúlio, que, volta e meia, são ameaçadas por esse tipo de investida”.
É a mentira entrevistando a má-fé. Pela ordem:
1: não existe projeto nenhum de privatização da Petrobras no Senado; Stédile mente;
2: o que há no Senado é uma proposta que permite que a Petrobras abra mão do direito de ter pelo menos 30% de participação em campos de exploração do pré-sal;
3: se, por falta de recursos para investir, ela abrir mão, uma empresa privada pode ocupar o seu lugar;
4: isso nada tem a ver com os royalties, que continuariam a ser pagos do mesmo modo;
5: não existe cobiça nenhuma pelo nosso pré-sal, ao contrário do que diz Chico Burque;
6: nos leilões do pré-sal, não houve nem concorrência; poucas empresas internacionais se interessaram;
7: com a despencada do preço do petróleo, e não vai subir mais, tornou-se antieconômico tirar petróleo do pré-sal;
8: a exploração do pré-sal emperrou por falta de investimentos;
9: com a exploração do xisto nos Estados Unidos, caiu brutalmente o interesse pelo pré-sal.;
10: se o petróleo não sai das profundezas, não há royalities;
11: Chico e Stedile não estão nem aí para o povo; estão é preocupados com seus preconceitos ideológicos..
Chico Buarque e João Pedro Stedile são como dois vampiros representando um passado que não quer passar; representando os que já morreram e não sabem; representando as piores taras de uma elite de esquerda que levou o país à beira do abismo. Um fala do alto de sua ociosidade agressiva; o outro, de sua burrice específica. Graças a Deus, o Brasil, crescentemente, diz não a esses vampiros das nossas verdades. Eles estão acabados. Por Reinaldo Azevedo

Movimentos que levaram milhões às ruas estão presentes na denúncia que pode levar ao impeachment de Dilma

Hélio Bicudo (centro), à frente de Kim Kataguiri (Brasil Livre) e Adelaide Oliveira (Vem Pra Rua). À esquerda na foto, Miguel Reale, Carla Zambelli (Nas Ruas) e Janaina Paschoal. À direita de Kataguiri, Fernando Holiday e Renato Battista, ambos do MBL
Os movimentos de rua que promoveram as três maiores manifestações de protesto da história do País estão na denúncia que será protocolada na Câmara na quinta-feira, que pode resultar no impeachment da presidente Dilma. Nesta quarta-feira, o advogado Hélio Bicudo, 93 anos, fundador do PT, mas há muito desligado do partido, encontrou-se num cartório com os advogados Miguel Real Jr. e Janaína Paschoal, ambos professores da USP, para reconhecer firma do documento. Os três respondem formalmente pela denúncia. Representantes do Movimento Brasil Livre (Kim Kataguiri), Vem Pra Rua (Adelaide Oliveira) e Nas Ruas (Carla Zambelli) assinam o documento como testemunhas. O pedido, cujo autor principal é Bicudo, é aquele endossado pelos partidos de oposição. O texto acusa a presidente Dilma de crime de responsabilidade em razão das pedaladas fiscais e evoca como testemunha o representante do Ministério Público junto ao TCU, Júlio Marcelo de Oliveira. É ele quem detalhou as lambanças fiscais promovidas por Dilma. O procurador já deixou claro que as artimanhas contábeis acabaram, sim, interferindo na campanha (re)eleitoral da presidente, já que programas sociais poderiam ter sido paralisados em razão da falta de repasses do Tesouro para bancos públicos. Estes continuaram a arcar com o seu custo, embora isso fosse ilegal. Bicudo reagiu à acusação de Dilma, repetida nesta quarta pela enésima vez, de que a defesa do seu impeachment é uma tese golpista: “Esse negócio de falar que é golpismo é golpismo de quem fala. Estamos agindo de acordo com o que a Constituição diz”. Embora assine a denúncia que pode resultar no impeachment, o que concorreria para que Michel Temer chegue à Presidência, Bicudo deixou claro que gostaria mesmo é da realização de novas eleições. Reale, que já foi ministro da Justiça de FHC, afirmou por sua vez: “Lutamos contra a ditadura do fuzil e agora lutamos contra a [ditadura] da propina”. O jurista, diga-se, é autor de um pedido enviado ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, para a abertura de uma ação penal contra Dilma com base no Artigo 359 do Código Penal, justamente por causa das pedaladas. Janot está com o documento desde maio. Já se passaram quase quatro meses. Até agora, não disse nada a respeito. Cabe a ele negar a solicitação ou enviá-la ao Supremo. Até agora, não fez nem uma coisa nem outra. Bem, meus caros, a sorte está lançada. Nesta quinta-feira, esse pedido deve chegar à Câmara. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tem a prerrogativa de deixá-lo embolorando na gaveta, de determinar a instalação da comissão especial ou de recusar a denúncia. Nesse caso, cabe recurso, e o plenário da Câmara decidirá por maioria simples. Bicudo, Reale e Janaína fazem muito bem em ter como testemunhas os movimentos que levaram milhões de pessoas às ruas. Até porque, vamos ser claros, mais eles indicaram uma vereda às oposições do que o contrário. Foram eles que deram o primeiro grito de alerta sobre o que realmente queria a maioria da população brasileira. Por Reinaldo Azevedo

O milagre do crescimento dos assistidos pelo Bolsa Família

O governo alterou dados oficiais, públicos, depois que uma reportagem de VEJA mostrou que quase 800 000 famílias perderam o Bolsa Família entre dezembro do ano passado e julho deste ano. Além disso, retirou do site do Ministério do Desenvolvimento Social o link para a consulta desses dados. O link só voltou ao ar depois de a revista ter questionado o motivo do sumiço. Até a semana passada, uma página do site do Ministério do Desenvolvimento Social direcionava para o site da Caixa quem quisesse consultar o número oficial de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família. O banco é o responsável por fazer o pagamento do benefício. No site da Caixa, os dados referentes a julho deste ano mostravam um total de 13.221.128 famílias beneficiadas – essa informação foi utilizada na reportagem de VEJA, que mostrou a queda nos beneficiários baseada na informação, também fornecida pelo ministério, de que eram 14.003.441 as famílias autorizadas a receber o dinheiro em dezembro. Ontem, no entanto, o governo – que divulgou nota na segunda-feira contestando a reportagem de VEJA — alterou os dados sem nenhuma explicação. Depois de ficar fora do ar por algumas horas, o site da Caixa voltou exibindo um número diferente de beneficiados em julho: 13. 827.369 (veja nesta página as duas imagens do site, antes e depois da publicação da reportagem). Com esse novo dado, o número de famílias favorecidas pelo programa se mantém praticamente estável, em vez de diminuir.
bolsa família dados
Por Reinaldo Azevedo

Lula X9 pega outro jatinho nesta quinta-feira e vai a Brasília; quem anda pagando os jatinhos para este tipo?

O ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") desembarcará em Brasília nesta quinta-feira (17), quando deve ter uma reunião com a presidente Dilma Rousseff, a primeira depois do anúncio do novo pacote fiscal. Mais uma vez os brasileiros ficam sem saber quem anda pagando os jatinhos nos quais viaja Lula X9. Na semana passada, em viagem à Argentina, o petista fez críticas públicas ao arrocho empreendido pela equipe econômica, avaliando que o ajuste, no modelo adotado, aprofundaria o desemprego e achataria salários. Na ocasião, assessores presidenciais ficaram preocupados com o tom de Lula. Um dia depois de anunciar seu novo pacote fiscal, a presidente petista Dilma Rousseff montou uma operação para convencer deputados e senadores aliados a aprová-lo, mas recebeu sinais de que eles resistirão a aprovar a principal medida, a criação de um imposto sobre operações financeiras como a antiga CPMF. "A CPMF não é suportável e vai causar problemas na economia", resumiu o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A presidente conta com o apoio de governadores, com quem esteve na noite de segunda-feira (14). Ela espera arrecadar com o novo imposto R$ 32 bilhões. Vai ficar na espera, porque esse monstrengo não tem chance de ser aprovado, pelo menos não enquanto ela estiver no poder. Sem dinheiro em caixa, os governadores vão sugerir elevar a alíquota proposta pelo governo para o imposto de 0,20% para 0,38%. A diferença iria para os cofres de Estados e municípios. O governo está disposto a reduzir o prazo de vigência do tributo, batizado por eles de CPPrev, de quatro para dois anos. Esses caras parecem gostar da "teoria dos bodes na sala". Em evento no Palácio do Planalto, Dilma antecipou sua disposição de negociar diante das reações negativas: "O governo não aprova a CPMF, quem aprova é o Congresso". Seu tom foi uma resposta a deputados e senadores aliados que estiveram reunidos com ela e saíram fazendo críticas ao seu pacote fiscal, que depende do Congresso para ser aprovado -15 das 16 medidas têm de ser votadas no Legislativo. "A CPMF não é o caminho. Aliás, nenhum imposto é", afirmou o líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO). "Quando o governo está bem é difícil aprovar uma medida como essa [CPMF]. Imagina num momento desses", disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). O governo também enfrentará resistência do empresariado. O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade passou o dia pedindo apoio contra medidas do pacote que atingem o setor. "Liguei para parlamentares governistas e da oposição para derrubar ou mudar a proposta que retira 30% das verbas do Sistema S, o que pode levar ao fechamento de cursos profissionalizantes em funcionamento", afirmou.

Marin fica calado em depoimento ao Ministério Público da Suíça

O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, foi interrogado há cerca de 30 dias pelo Ministério Público da Suíça, mas não respondeu as perguntas relacionadas ao caso de corrupção no futebol. Os promotores quiseram saber de Marin detalhes sobre outros cartolas que estão sendo investigados. O cartola está preso em Zurique, na Suíça, desde 27 de maio, acusado de receber propina para fechar acordos comerciais com empresas de marketing esportivo. A investigação é feita pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, país por onde teria circulado o dinheiro. A Justiça da Suíça deve avaliar na próxima semana, entre 22 e 24 de setembro, o pedido dos Estados Unidos para a extradição de Marin.

Tribunal de Justiça paulista absolve a socialite Marta Suplicy da acusação de improbidade


O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo absolveu nesta terça-feira (15) a senadora e socialite paulistana Marta Suplicy (sem partido-SP) da acusação de improbidade administrativa durante sua gestão à frente da Prefeitura de São Paulo (2001-2004). A ação, como se observa, levou mais de dez anos, o que já diz tudo sobre a Justiça paulista. De acordo com denúncia do Ministério Público, a socialite Marta Suplicy teria contratado, em 2002 (13 anos atrás), sem licitação, a ONG Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual (GTPOS) para desenvolver ações sobre planejamento familiar, métodos contraceptivos e sexualidade na periferia de São Paulo (em Cidade Ademar, na zona sul, e em Cidade Tiradentes, na zona leste). A secretária de Educação à época, Maria Aparecida Perez, e a própria ONG –da qual Marta é sócia-fundadora– também eram rés na ação. A ex-prefeita foi condenada em primeira instância em janeiro de 2014 e sua defesa recorreu. Relator do recurso, o desembargador Carlos Violante esclareceu que a contratação atendeu aos requisitos legais para a dispensa de licitação, não havendo ilegalidade. Os desembargadores Vera Lucia Angrisani e Renato Delbianco também participaram da turma julgadora e acompanharam o voto do relator. Brasil é o País da piada pronta. 

Ciro Gomes filia-se ao PDT e chama Eduardo Cunha de "maior vagabundo de todos"

Em sua primeira entrevista depois de filiar-se ao PDT, o ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, criticou o movimento pró-impeachment e chamou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de "maior vagabundo de todos". A declaração ocorreu no mesmo dia em que seu irmão Cid Gomes – que também deve se filiar ao PDT neste mês – foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal a pagar R$ 50 mil de indenização a Eduardo Cunha, por chamá-lo de achacador. A declaração demonstra o estilo desqualificado dos irmãos neocoronéis cearenses e comprova o ponto a que chegou o PDT. "Cid Gomes era ministro (da Educação) e denunciou que havia um processo de apodrecimento das relações do governo federal com o Congresso Nacional, e que essa deterioração se assentava no achaque, na chantagem. Dito isso, foi lá, meteu o dedo na cara desse maior vagabundo de todos, que é o presidente da Câmara – digo pessoalmente, não como PDT –, pegou o paletó e foi para casa", disse Ciro Gomes. Que caráter.... que coisa mais notável.... impressionante. O ex-ministro ainda criticou a decisão que condenou Cid Gomes. "Primeiro, eu fico muito impressionado com a agilidade desse juiz. Eu vou examinar isso. Se ele tiver julgado antes de procedimentos mais antigos, ele vai se explicar no Conselho Nacional de Justiça. Segundo, o meu irmão vai recorrer. Porque quem fala a verdade neste País não pode ser criminalizado. Criminoso é quem está denunciado como ladrão". Isso mostra a desqualificação do neocoronel. Ninguém que ainda não foi condenado com sentença transitada em julgado pode ser chamado de criminoso. Apontado pelos novos correligionários como o candidato do PDT à Presidência em 2018, o ex-ministro afirmou que o momento não é de discutir candidatura, mas de defender a democracia, ameaçada, segundo ele, por "forças hostis que não aceitaram o resultado da eleição" e que são alimentadas por forças estrangeiras que têm interesse na Petrobras e no petróleo brasileiro. "Hoje, o moralismo [do discurso pró-impeachment] está a serviço da mais cruel imoralidade. O presidente da Câmara dos Deputados, hoje, que infelizmente representa uma maioria de corruptos, é quem tem o juízo de admissibilidade ou não do impeachment, cuja razão seria um crime de responsabilidade. Só que nós vamos enfrentá-los", afirmou. "Vou lutar por duas coisas neste momento: a defesa da democracia, de seus ritos, de seu calendário, que considero gravemente ameaçada por uma escalada golpista, e forçar, no limite que a democracia nos permitir, o governo que nós ajudamos a constituir a se reconciliar com os valores e grupos sociais que lhe deram a vitória", disse. Ciro criticou a política econômica do governo Dilma Rousseff, principalmente a alta taxa de juros – que, segundo ele, desestimula os investimentos no setor produtivo– e mencionou o lucro recorde dos bancos. "O país todo caindo aos pedaços, a população toda com medo, e um setor tendo lucros recordes", disse. "A presidente padece, sendo uma pessoa séria, de dois problemas graves: uma equipe muito ruim e uma falta absoluta de projeto", completou. Apesar das críticas, Ciro não defendeu que o PDT, que detém o Ministério do Trabalho, desembarque do governo petista. O ato de filiação aconteceu nesta quarta-feira (16) na sede nacional do PDT, em Brasília. Estiveram presentes o presidente do partido, Carlos Lupi, o atual ministro do Trabalho, Manoel Dias, deputados e senadores pedetistas, uma comitiva de políticos do Ceará, Estado natal dos irmãos Gomes, e o governador cearense, Camilo Santana (PT). Que tremenda maldição deve pesar sobre a memória de Leonel de Moura Brizola. 

MEC define que 60% do currículo para educação básica nacional será comum

O Ministério da Educação divulgou, nesta quarta-feira (16), a primeira versão para o currículo da educação básica no país. Nela, estão definidos 60% do conteúdo a ser abordado em sala de aula, da educação infantil ao ensino médio. Os demais 40% ficarão a cargo de Estados e municípios. O texto deve servir de base para o conteúdo ensinado na rede pública e privada de todo o País. O documento foi elaborado com a participação de 116 especialistas, distribuídos em 29 comissões, formadas a partir das diferentes disciplinas e séries de ensino. Agora, a proposta será aberta para críticas e sugestões em site específico (http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/conheca). A expectativa é que uma versão final seja encaminhada ao Conselho Nacional de Educação no início do próximo ano. A base foi elaborada a partir de quatro áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da natureza. Para o ministro Renato Janine (Educação), a integração entre os diferentes conteúdos é um dos "pontos cruciais" do documento. "Um pequeno número de disciplinas desarticulada em seu conteúdo é muito menos produtivo do que um número maior de disciplinas, porém articulada", disse. Ele destacou que este não é um documento que reflete a "posição do MEC". "É um documento de discussão, e é muito importante que cada componente curricular seja amplamente discutido", completou. Para o ministro, o documento terá efeito relevante na formação dos professores e elaboração de material didático. O secretário de educação básica da pasta, Manuel Palácios, destacou que este é um primeiro passo, a partir do qual haverá discussão nos Estados e municípios. Neste momento, não foram abordadas, por exemplo, questões como a flexibilização do currículo do ensino médio. "A base é como o esqueleto do corpo humano, o que vai deixá-lo de pé. O que compõe esse corpo vem depois", pondera Eduardo Deschamps, presidente do Consed (entidade que reúne secretários estaduais de educação). "É um primeiro passo importante, um divisor de águas. A base cria a possibilidade de redução das desigualdades entre as escolas", afirma o secretário de educação do Rio, Antonio Neto. Ele elogia a iniciativa de propor maior interação entre as diferentes áreas de conhecimento, mas aponta também a falta de discussão sobre habilidades socioemocionais, como criatividade, responsabilidade e investigação científica. "É uma discussão muito nova, que ainda não tem um nível de aprofundamento. Mas no século XXI o ideal é que o currículo também seja do século XXI", afirma. A definição de uma base nacional comum está prevista no Plano Nacional de Educação, sancionado em 2014. A lei definiu prazo de dois anos para o MEC encaminhar sua sugestão de um currículo para o conselho, que fará nova discussão sobre o assunto. "Nossas desigualdades precisam ser corrigidas respeitando nossas diferenças. É isso o que faz a base nacional comum", disse o secretário-executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa.

EPE adia início de operações das usinas hidrelétricas do rio Tapajós


A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) adiou novamente a previsão de início das operações das usinas hidrelétricas do rio Tapajós, os maiores projetos hidrelétricos do País após a usina de Belo Monte. A informação consta do Plano Decenal de Energia (PDE) 2024, que foi colocado hoje em consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia. O documento adia também, em um ano, o início das operações da usina nuclear de Angra 3, hoje com as obras paralisadas por divergências entre a Eletrobras e o consórcio responsável. A usina São Luiz do Tapajós foi adiada para 2021. Com potência de 8040 megawatts (MW), o projeto tem enfrentado uma série de dificuldades no processo de licenciamento ambiental, relacionadas principalmente aos impactos em comunidades indígenas na região. O governo pretendia leiloar o projeto no final do ano passado. Em evento recente, o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, admitiu que a concorrência ficará para 2016. O PDE é atualizado anualmente, de acordo com as variações do cenário macroeconômico e com o ritmo de leilões de novos projetos de geração de energia. Na última versão, São Luiz do Tapajós entraria em operação em 2020. A outra usina do Tapajós, Jatobá, foi adiada em dois anos em relação ao plano anterior, e ficou para 2023. O projeto prevê potência instalada de 2.338 MW. A projeção de início das operações de Angra 3, foi postergada de 2018 para 2019. A usina terá potência de 1.405 MW. O plano prevê investimentos de R$ 1,4 trilhão no aumento da oferta de energia no País nos próximos 10 anos e uma ampliação da capacidade de geração de energia no País em 73 mil MW. Cerca de metade da geração se dará por fontes renováveis, diz a EPE. O documento estima ainda que o Brasil produzirá 5 milhões de barris de petróleo ao fim do período, com um excedente exportável de 2 milhões de barris por dia.

Senador petista Walter Pinheiro diz não querer "salvar pele de ninguém" e é contra a CPMF

Em discurso no Senado nesta quarta-feira (16), o senador Walter Pinheiro (PT-BA) afirmou que não está preocupado em "salvar a pele de ninguém" e votará contra a retomada da CPMF. O senador criticou as propostas do pacote fiscal que cortam gastos em programas sociais. "É óbvio que eu vou votar contra a CPMF. Não quero votar um projeto aqui, ali e acolá. Eu quero conhecer um projeto que tenha início, meio e fim, que possa me dar garantias de que do outro lado vamos conseguir resolver o problema", disse o senador. "Não estou preocupado em salvar a pele de ninguém, muito menos a nossa. [...] Precisamos e temos a obrigação de encontrar uma saída para a crise do Brasil", disse o senador. Em aparte ao discurso, o senador Paulo Paim (PT-RS) endossou as críticas do colega petista e também cobrou diálogo do governo. "Para nós seria muito mais fácil calar a boca, ficar quietinho. [...] Mas não consigo ficar nessa inércia e acabo falando o que eu sinto", disse. Desde o início do ano, Pinheiro e Paim têm se afastado das reuniões de bancada e do partido, sinalizando que podem deixar o PT. Ambos, contudo, negam que tenham decidido deixar a sigla e alegam que a questão partidária não é prioridade no atual cenário de crise. Além do senador petista, a presidente Dilma Rousseff (PT) também terá um revés em votos conquistados na oposição para a aprovação do ajuste fiscal. Três meses depois de ajudar com oito votos favoráveis a aprovação do ajuste numa articulação com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) promete trabalhar contra a volta da CPMF. "O governo não merece uma segunda chance. E falo isso com tranquilidade porque no início do ano topei um desgaste interno no meu partido para ajudar a provação do ajuste", afirmou o prefeito. Para ACM Neto, o aumento da carga tributária vai agravar ainda mais a recessão, em vez de estimular a atividade econômica. "Para piorar, o governo tem sido comedido no corte de gastos com custeio. Está cortando pouco na própria carne para atingir o cidadão", diz. O prefeito também critica cortes em programas sociais e de investimentos como os R$ 300 milhões previstos para a construção de um sistema de corredores de ônibus em Salvador. O investimento na obra viária na capital baiana seria a principal contrapartida do acordo firmado com Temer, mas não cumprido pelo governo. "A presidente assumiu esse compromisso com Salvador e, agora, depois de muita enrolação, nos informaram que não haverá recursos", afirma o prefeito, cuja obra é tida como fundamental em seu projeto de reeleição em 2016.

Deputado que chamou presidente de CPI da Petrobras de "moleque" é punido pela Câmara

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados aplicou pena de "censura escrita" ao deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) por ter chamado o presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB), de "moleque" na sessão inicial da comissão, em março. Motta, que tem 26 anos, foi alvo de reclamações naquela sessão ao tentar criar sub-relatorias para a CPI sem submeter a decisão aos demais integrantes da comissão. A punição foi publicada no Diário Oficial da Câmara nesta quarta-feira (16), após um parecer do corregedor da Casa, deputado Carlos Manato (SD-ES). Embora não tenha efeitos práticos contra o parlamentar, o caso provocou bate-boca no plenário da Câmara entre deputados do PSOL e o presidente da Câmara. Isso porque os parlamentares acusaram Cunha de "engavetar" os pedidos do PSOL à corregedoria para abrir processo contra os parlamentares investigados na Operação Lava Jato, dentre os quais se inclui o presidente da Câmara. O corregedor, Carlos Manato, diz que ainda não recebeu os pedidos do PSOL – que precisam passar primeiro pela Mesa Diretora, comandada por Eduardo Cunha.

Morte de "Gaúcho da Copa" é destacada pela Fifa e seleção da Alemanha, menos pelo Internacional, que proibiu minuto de silêncio em sua homenagem

A morte do torcedor brasileiro conhecido como "o Gaúcho da Copa", nesta quarta-feira (16), repercutiu na imprensa internacional e em órgãos ligados ao futebol, como a Fifa e a seleção alemã. Clóvis Acosta Fernandes, que tinha 60 anos, morreu em decorrência de um câncer. Ele lutava contra a doença havia nove anos. Sempre ao lado de uma réplica da taça da Copa do Mundo, o gaúcho acompanhou partidas da seleção brasileira em sete mundiais, inclusive em 2014, quando ficou ainda mais conhecido. A Fifa o chamou de "um dos torcedores mais simbólicos de todos os tempos", em postagem na rede social de fotos Instagram. Já a seleção da Alemanha, pelo Twitter, recordou a comoção do ilustre torcedor com a derrota por 7 a 1 na semifinal da Copa. Clóvis Acosta Fernandes era torcedor do Grêmio e vestia-se com roupas típicas do Rio Grande do Sul. O clube também postou uma homenagem ao ilustre torcedor. 


Em Porto Alegre, onde vivia, a direção do Internacional se recusou na noite desta quarta-feira a fazer um minuto de silêncio em sua homenagem antes do início da partida com o Corinthians. O Rio Grande do Sul não foge nunca da sua condição de província e de estado da grossura e da indelicadeza. 

Líder do PT viaja aos Estados Unidos em pleno momento do impeachment e vira alvo de seus colegas


Ausente do Congresso Nacional desde a semana passada, o líder da bancada do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), virou alvo dos colegas por ter viajado aos Estados Unidos em plena época de ameaça de abertura de processo de impeachment contra Dilma Rousseff e de discussão sobre o pacote de reequilíbrio das contas públicas. Reservadamente, petistas dizem considerar a viagem inoportuna, além de fragilizar ainda mais uma bancada que vêm sofrendo derrotas seguidas desde que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) assumiu a presidência da Câmara, em fevereiro. Em sua página no Facebook a última postagem de Sibá até a tarde desta quarta era da quinta-feira (10) informando que ele encontrava-se em missão oficial nos Estados Unidos visitando a Universidade de Harvard e o Massachussets Institute of Technology (MIT), "com a proposta de abrir diálogos para futuras parcerias com as Universidades da Amazônia". O texto dizia ainda que ele participaria em Washington da Missão Interparlamentar da Câmara de Comércio Americana para discutir inovação em saúde. A viagem terminaria nesta quarta-feira. Em seu lugar na Câmara, Sibá deixou interinamente o deputado Ságuas Moraes (PT-MT), integrante do chamado "baixo clero". Na sessão plenária da Câmara de terça-feira, quando a oposição diz ter dado o pontapé inicial do impeachment ao questionar formalmente a Mesa sobre como se dará o rito do processo, coube ao PCdoB tomar a linha de frente da defesa de Dilma - em maior projeção do que o PT, embora tenha uma bancada bem menor (13 contra 63). Sibá defendeu a importância da viagem e afirmou que missões ao exterior "integram o rol de atividades dos parlamentares". "A viagem aos Estados Unidos, a convite da Câmara de Comércio Brasil/EUA, é importante para o fortalecimento da parceria bilateral em diferentes áreas de cooperação. Um dos focos da agenda é inovação em saúde, tema de interesse estratégico para o Brasil. A missão é integrada por oito parlamentares. Minha ausência não interfere no andamento dos trabalhos da bancada, que é conduzida pelo vice-líder Ságuas Moraes (PT-MT) e pelos demais vice-líderes". 

Procurador federal diz que ninguém mais quer ser igual a Marcos Valério


O procurador federal Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, usou os casos Mensalão do PT e Banestado para explicar o alto número de delações premiadas na investigação sobre corrupção na Petrobrás. Até agora, no âmbito do Ministério Público Federal em Curitiba, foram fechados 28 acordos de colaboração com investigados na operação. As delações foram essenciais para a Lava Jato escancarar o pagamento de propinas de empreiteiras a ex-diretores da estatal e políticos. “O caso Lava Jato é fruto de uma conspiração do universo, uma conjugação de fatores altamente improváveis. Eu poderia citar 20 fatores. Um deles, que fez com que os acordos de colaboração acontecessem, foi o efeito Marcos Valério. As pessoas viram que um caso de repercussão gerou punição severa ao Marcos Valério e nós obtemos o efeito Marcos Valério. Ninguém quer ser um segundo Marcos Valério”, afirmou Deltan Dallagnol. O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza foi um dos protagonistas do escândalo do Mensalão do PT. Acusado de ser um dos operadores do esquema, Marcos Valério foi condenado a 37 anos de prisão por corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele está preso desde novembro de 2013. Atualmente, cumpre pena na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O dinheiro que abastecia o Mensalão do PT saía de órgãos públicos e privados, passava pelas empresas de Marcos Valério e era sacado por parlamentares da base aliada do governo. O valerioduto foi montado pelo empresário com o mesmo modelo de desvios do mensalão mineiro, que teria operado em 1998. Mesmo diante de condenação tão elevada, Marcos Valério não fez delação premiada e é um dos poucos que permanece encarcerado. Os mais importantes quadros do PT pegaram penas mínimas e já estão livres. José Dirceu, então ministro-chefe da Casa Civil do Governo Lula, foi condenado a 7 anos e onze meses de recusão e já estsva em regime domiciliar, quando foi preso preventivamente dia 3 de agosto de 2015 na Operação Lava Jato. Na Lava Jato, os repasses feitos pelo cartel de empreiteiras a agentes públicos e políticos também mobilizaram elevado contingente de operadores, segundo a força-tarefa do Ministério Público Federal. O doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do esquema Petrobrás, os lobistas Fernando Baiano Soares, Mário Góes e Milton Pascowitch – este, delator e pivô da ordem de prisão do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula) – são alguns investigados que intermediaram propinas oriundas de contratos da Petrobrás. “Curiosamente, um efeito semelhante fez com que o caso Banestado lá atrás tivesse 18 acordos de colaboração. Naquela época, Toninho da Barcelona, um doleiro aqui de São Paulo, muito conhecido, foi punido de forma exemplar, com mais de 40 anos de prisão. Todos os outros doleiros do caso Lava Jato não queriam ser um segundo Toninho da Barcelona”, sustentou o coordenador da força-tarefa da Lava Jato. A investigação do caso Banestado desmontou esquema de evasão de divisas da ordem estimada em US$ 30 bilhões. A maioria dos nomes dos supostos operadores da Lava Jato surgiu na 9.ª etapa da Lava Jato, a ‘My Way’, que levou à prisão o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque. Neste capítulo da Lava Jato, onze investigados são suspeitos de operar a propina na diretoria de Duque, suposto elo do do PT no esquema. Em sua delação premiada, o ex-gerente da Petrobrás Pedro Barusco colocou na lista de operadores o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. O delator afirmou que os operadores da eram ‘autênticos representantes dos interesses das empresas corruptoras nos pagamentos das vantagens indevidas’. O procurador Deltan Dallagnol destacou durante o lançamento da campanha "10 medidas contra a corrupção", encetada pelo Ministério Público Federal, que os delatores da Lava Jato devolveram voluntariamente R$ 1,5 bilhão. O valor da propina no esquema Petrobrás alcança R$ 6,2 bilhões – a Polícia Federal estima em R$ 19 bilhões o tamanho do rombo nos cofres da estatal. Segundo o procurador, dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que a corrupção no Brasil, a cada ano, leva para o ralo R$ 200 bilhões. “Por que neste caso os réus estão buscando a colaboração?”, argumentou o procurador. “Se a alternativa no Brasil é a impunidade, por que o réu vai fazer um acordo de colaboração em que ele vai reconhecer culpa, vai ter de devolver o dinheiro que desviou dos cofres públicos e, ainda por cima, vai fornecer informações e provas sobre crimes que ele praticou e que você sequer conhecia? Não existe razão para isso". O coordenador da força-tarefa da Lava Jato explicou. “O ponto é: se nós tivermos um sistema funcional, e não disfuncional, um sistema de Justiça criminal eficiente, que funcione bem em outros casos, a alternativa não vai ser igualmente a impunidade. Em outros casos, os acordos de colaboração vão ser buscados, como foram buscados no caso Lava Jato por réus. Isto significa que nós teremos acordo de colaboração em todo o País. Teremos Lava Jato em todo o País”, afirmou. “O caso Lava Jato nos tornou sensíveis ao problema da corrupção".

Forte terremoto atinge a costa do Chile e há alerta para a possibilidade ocorrência de tsunami

Santiago
Um terremoto de magnitude 8.3 na escala Richter atingiu o Chile nesta quarta-feira sacudindo prédios, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) - o órgão havia reportado tremor de magnitude 7.9, mas atualizou a informação. O governo chileno pediu aos moradores da costa para evacuar a região. Autoridades disseram que o centro do tremor ocorreu no Oceano Pacífico às 19h45 (horário local), a 228 quilômetros a nordeste da capital Santiago e a uma profundidade de 5 quilômetros. O Centro de Tsunami do Pacífico emitiu alerta de possível tsunami no litoral de Chile e Peru e no Havaí. Cerca de 20 minutos após o terremoto principal, dois tremores de magnitudes 6.2 e 6.4 atingiram a região, de acordo com o USGS. Não houve relato imediato sobre feridos, danos à infraestrutura ou interrupções em serviços básicos, segundo o Escritório Nacional de Emergência do Chile. "Estamos em uma fase de coletar informação. As pessoas estão assustadas, mas esperamos que as coisas voltem à normalidade", disse o ministro do Desenvolvimento Social, Marcos Barraza. A imprensa local informa que o transporte público funciona normalmente em Santiago e que há cortes de energia elétrica em algumas regiões da capital. 

Cirurgia do deputado federal José Carlos Aleluia foi bem-sucedida


O deputado federal José Carlos Aleluia, do Democratas, já se encontra em recuperação depois da bem-sucedida cirurgia de revascularização miocárdica a que foi submetido na manhã desta quarta-feira (16), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O procedimento cirúrgico foi realizado pela equipe do médico Fábio Jatene. Aleluia, agora, está na UTI do hospital, onde deverá permanecer no máximo por dois dias. Após esse período, ele se manterá internado por mais uma semana sob observação médica. A expectativa é que o parlamentar baiano volte às suas atividades políticas num prazo de 20 dias. Durante todo o período pré-operatório, Aleluia manteve-se sempre atento aos acontecimentos nacionais. Em entrevista na última terça-feira (15), Aleluia manifestou sua posição contrária às últimas propostas de ajuste fiscal do governo federal, com a tentativa de reedição da CPMF. “O Democratas não apoia mais nenhum novo imposto”, afirmou.

Onde Dilma vai, Pixuleco vai atrás


O boneco Pixuleko foi inflado na manhã desta quarta-feira para recepcionar a presidente petista Dilma Rousseff em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. O Movimento Brasil levou o Pixuleko de carro à cidade e montou o boneco inflável no Parque do Povo, região central. Mais uma vez atrapalhado pelo vento, o Pixuleko permaneceu no parque e não se aproximou do bairro de casas populares que Dilma visitava. A presidente aterrissou de avião no aeroporto regional e seguiu direto para o Conjunto Habitacional Jardim João Domingos Netto. Ela participou da entrega de chaves das 2 342 casas do programa "Minha Casa, Minha Vida". Parte dos cerca de 100 manifestantes que protestavam ao lado do Pixuleko no parque saiu em carreata contra Dilma até o residencial, mas não conseguiu passar pelas barreiras de segurança. O protesto também marcou o primeiro mês completo do boneco de Lula em manifestações pelo País - ele foi lançado em 16 de agosto, em Brasília.

Depois de cometer crimes fiscais e eleitorais, ameaçada por impeachment, Dilma diz que está sendo vítima de um golpe.Oposição responde brandindo a Constituição Federal


Hoje, em Presidente Prudente, São Paulo, em ambiente controlado onde entraram somente os ditos militantes dos movimentos sociais (na verdade, milícias mantidas pelo PT) e beneficiários do programa "Minha Casa, Minha Vida", a presidente petista Dilma Rousseff fez um discurso colocando-se no papel de vítima de um golpe. Seu argumento para acusar as iniciativas de impeachment é justamente o voto que ela roubou com as mentiras da sua campanha, hoje comprovadas tanto pelo eleitor quanto pelas autoridades. A presidente tenta dar legalidade a um voto obtido com tramoias, truques, dinheiro sujo, propina. Bateu o desespero. Fernando Henrique Cardoso respondeu: "Quem sofre a crise não quer dar golpe, quer se livrar da crise. Na medida em que o governo faz parte da crise, começam a perguntar se o governo vai durar. Mas não é golpe", afirmou, antes de dizer que não sabe quem estaria tentando se aproveitar da crise para chegar a poder. Hélio Bicudo, ex-fundador do PT, que produziu o parecer final que está induzindo o processo de impeachment, questionado sobre a fala da presidente Dilma na manhã desta quarta-feira,  respondeu: "Esse negócio de falar que é golpismo, é golpismo de quem fala. Estamos agindo de acordo com o que a Constituição diz". O ex-petista também afirmou que preferia a convocação de novas eleições a um eventual mandato exercido pelo vice-presidente Michel Temer. "Temos que ter eleições livres e gerais para escolher um novo presidente", disse, reconhecendo em seguida a dificuldade de se eleger um novo governante na atual conjuntura. O jurista Miguel Reale Jr. também rechaçou que haja qualquer tentativa de golpe, e comparou o governo petista à uma "ditadura da propina": "Lutamos contra a ditadura do fuzil e agora lutamos contra a ditadura da propina". Reale Jr., que foi ministro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e ajudou a redigir petição do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, chegou a emitir uma manifestação em maio deste ano afirmando que não havia clima político para o impeachment de Dilma, mas disse que o cenário mudou: "Não teria passado em março, abril. Hoje há ambiente para isso (passar o impeachment em votação no Congresso Nacional)". Depois da assinatura do documento, os integrantes dos movimentos presentes no cartório entoaram palavras de ordem contra o PT como "Olê, Olê, estamos na rua para derrubar o PT". Eles também levaram miniaturas de bonecos do ex-presidente Lula vestido de presidiário, figura que ganhou o nome de "Puxileco" devido à operação Lava Jato. O documento de Hélio Bicudo deve ser protocolado nesta quinta-feira (17), na Câmara dos Deputados. 

Eles querem roubar 0,38% da sua vida

É hora de começar a reagir contra a CPMF. Use as suas redes sociais e mostre ao seu parente, amigo ou vizinho a traição que está sendo cometida pelo governardor do estado que apoia o imposto, como Pezão, do Rio de Janeiro, e pela Presidente da República. Acione o seu deputado e cobre dele o voto contra a CPMF. A @narizgelado do Blog da Nariz Gelado criou uma campanha que vale a pena viralizar. Use no seu twitter e no seu facebook e ajude a divulgar. (CoroneLeaks)

Assembléia do Rio Grande do Sul aprova fim das aposentadorias precoces, cria previdência complementar e limita o teto para benefícios

Por 35 votos a favor e apenas 5 contra, a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou o Projeto de Lei Complementar PLC 303/2015, que institui previdência complementar para os servidores efetivos e fixa o limite máximo para a concessão de aposentadorias e pensões e autoriza a criação da (RSPrev). Tratava-se de um dos temas mais polêmicos e contestado pelas corporações de funcionários públicos que têm se apropriado do Estado nas últimas décadas e contribuído para a falência das contas públicas. Até as 17h45 desta quarta-feira foram aprovados oito dos dez projetos apresentados pelo governador José Ivo Sartori (PMDB). Outros dois projetos, incluindo o que prevê o aumento dos impostos (ICMS), ficaram para votação na próxima semana. Confira os projetos aprovados até agora:
1) PL Nº 209: Impede que o servidor público incorpore função gratificada (FG) para fins de aposentadoria se tiver obtido o benefício ao exercer o cargo em outro poder. Aprovado por 40 votos a 0 (isto será um elemento poderoso para acabar, ou diminuir sensivelmente, a praga da cedência de funcionários públicos para outros órgãos).
2) PL Nº 303: Institui o regime de previdência complementar para os servidores públicos estaduais. Com isso, quem ingressar no serviço público terá de contratar previdência complementar se quiser receber acima do limite do INSS (R$ 4,6 mil). Aprovado por 35 votos a 5.
3) PL Nº 207: Cria a Câmara de Conciliação de Precatórios, que permitirá a negociação de acordos com credores com desconto de 40% do valor da dívida. Aprovado por 40 votos a 0.
4) PL N° 212: Inclui nas atribuições do Corpo Voluntário de Militares Inativos da BM atividades de videomonitoramento nos municípios que têm os equipamentos e necessitam de servidores para operá-los. Aprovada por 39 votos a 0.
5) PL Nº 213: Altera a lei que institui o Imposto sobre Doações ou Transmissões Causa Mortis (ITCD), cobrado em doações e herança, aumentando a alíquota de 4% para até 6%. Aprovado por 28 votos a 0.
6) PL Nº 215: Extingue fundos públicos que já cumpriram finalidades e aqueles que estão inativos há três anos ou mais, atendendo ou não a suas finalidades.
7) PL Nº 243:Propõe mudanças na legislação para que possa avançar a transformação do Laboratório Farmacêutico do Estado (Lafergs) em empresa pública. Foi aprovado um projeto substitutivo.
8) PL Nº 255: Autoriza o Poder Executivo a prorrogar os contratos de sete cargos em comissão/funções gratificadas da Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.
Como se vê, são projetos muito amenos, que mexem muito pouco na estrutura do aparato de Estado, mantido quase intacto. Para enfrentar a falência do Estado, será preciso cortar muito mais fundo, privatizando estatais, extinguindo orgãos e tomando uma série de outras medidas radicais. 

Governo de José Ivo Sartori apresenta uma inconcebível, inaceitável, intolerável, criminosa e ilegal proposta orçamentária com déficit de R$ 6,2 bilhões para 2016

O governo do Rio Grande do Sul, comandado por José Ivo Sartori (PMDB), entregou nesta quarta-feira, à Assembleia Legislativa, a Proposta Orçamentária para o ano de 2016. A proposta trabalha com um déficit de R$ 6,2 bilhões, resultado de uma equação de despesas de R$ 62,5 bilhões e um patamar de receitas de R$ 56,3 bilhões. É uma absurda, inconcebível, inaceitável, intolerável, criminosa e ilegal proposta orçamentária. Se os gaúchos tivessem na Assembléia Legislativa políticos que merecessem este nome, que vestissem calças efetivamente e não fosse eunucos, essa proposta cretiníssima de orçamento deveria ser devolvida ao governo, para que fossem adequadas as despesas às receitas projetadas. Há uma previsão ilegalíssima, criminosa, de quase sete bilhões de reais de gastos sem cobertura de receita. Isso é ilegal umas quantas vezes pelo ordenamento jurídico nacional, porque nenhuma despesa pode ser autorizada sem que haja o adequado suprimento necessário para cobertura da mesma. "Mesmo com toda prudência impressa nas diretrizes da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2016, o déficit permanece, pois as receitas caem enquanto a maior parte das despesas ainda cresce. Com isso, reforça-se a necessidade de irmos em busca de incremento nas receitas próprias, sem deixar de rever determinadas despesas que ainda possam sofrer uma readequação", afirmou o secretário do Planejamento e Desenvolvimento Regional, Cristiano Tatsch. Isso é uma fala desprovida de qualquer responsabilidade, uma fala irresponsável, incompetente, para dizer o mesmo. É a fala de quem alimenta a ilegalidade. Em relação às receitas, estão previstas as que têm real possibilidade de ingresso, em montantes compatíveis com o atual cenário macroeconômico desenhado. E esse orçamento, com toda certeza, deve ainda estar superestimado, como sempre foi, considerando ingresso de receitas extraordinárias absolutamente duvidosas. Nas despesas, estão previstas de forma integral as dotações necessárias para o pagamento da folha de ativos, inativos e pensionistas, o serviço da dívida, as transferências constitucionais e legais aos municípios, o custeio básico da administração pública e os investimentos mínimos, financiados basicamente por recursos provenientes de operações de crédito, convênios ou recursos próprios, diz o economis Cristiano Tatsch. Ele não conta o nome do milagre que pretende fazer para dar cobertura a tamanho déficit, mas qualquer um bem informado, e com memória, sabe que ele ocupa o cargo para promover privatizações. Foi o que fez no governo Antonio Britto, quando operacionalizou a privatização da CRT. Aliás, privatização muito bem conduzida e que era extremamente necessária. Nenhum vagabundo, hoje, por mais empedernido defensor do estatismo, é capaz de atacar aquela privatização, que dotou o Rio Grande do Sul e todos os gaúchos de telecomunicação. O crescimento de pessoal está mantido dentro dos limites definidos pela LDO, de correção de 3% em relação ao ano de 2015, com inclusão das duas parcelas do reajuste aprovado para os servidores da Segurança Pública, o que acarreta um impacto de R$ 900 milhões entre o pagamento de ativos e inativos. Ora, isso é um absurdo total, esses reajustes deveriam ser congelados, uma vez que foram ilegalmente concedidos pelo governo do peremptório petista "grilo falante" e poeta onanista e tenente artilheiro Tarso Genro. Na área da Saúde está prevista a aplicação constitucional de 12% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT), com a destinação de R$ 3,4 bilhões em despesas de saúde, incluindo mais de R$ 1 bilhão para atendimento de média e alta complexidade. A Educação tem uma previsão orçamentária total de R$ 8,9 bilhões. Ou seja, na educação não falta dinheiro no Rio Grande do Sul. Também está projetada a destinação de mais de R$ 500 milhões para a construção e reparos de rodovias, para projetos de restauração e manutenção da malha rodoviária e de pavimentação de acessos municipais sob responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer).

O que está acontecendo aí dentro, Dida?

Depois da saída de Murilo Ferreira do conselho de administração da Petrobras, agora foi a vez de José Lima Neto renunciar à Presidência da BR Distribuidora, sua subsidiária. Lima saiu de férias e nem voltou, alegando motivo de saúde. Há um mês, Aldemir Bendine anunciou que havia contratado a consultoria Korn Ferry (head hunter) para buscar um nome para o comando da BR. O plano de venda de ativos da BR para capitalizar a Petrobras tem sido ponto de conflito entre executivos na estatal, devido à influência do Palácio do Planalto. O que está acontecendo aí dentro, Dida?

Quem lhe deu asas?

Lula: de quem são suas asas?
Lula: de quem são suas asas?
Sabe-se que Lula foi ao Paraguai e à Argentina na semana passada – tanto que ele estava na terra dos Kirchner quando soube que a Polícia Federal quer ouvi-lo no âmbito da Lava-Jato -, mas ainda reina o mistério sobre como ele viajou. Voo de carreira, não foi. Mas o Instituto Lula, sabe-se lá por quê, não informa a quem pertence o avião que o levou para passear pela América do Sul. No passado, Lula já viajou nas asas da Odebrecht e da Qualicorp. Por Lauro Jardim

Liberado para estrangeiros

Jupiá: em leilão
Jupiá: em leilão
Nada como a crise. Sem alarde, o governo autorizou na semana passada a participação de investidores estrangeiros no leilão de 29 hidrelétricas que o Ministério das Minas e Energia realizará no dia 30 de outubro. São as hidrelétricas cujos contratos de concessão venceram e não foram renovados nas condições impostas pela polêmica Medida Provisória 579. Entre elas, Ilha Solteira, Jupiá e Três Marias. Por Lauro Jardim

Fusão de autarquias

CNPQ:  possível fusão com a Capes
CNPQ: possível fusão com a Capes
Dilma quer fundir a Capes, subordinada ao Ministério da Educação, com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), uma agência vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Por Lauro Jardim

Vai e volta

Unidos novamente?
Unidos novamente?
A cada vez mais provável fusão dos Ministérios do Trabalho e Previdência Social será a terceira encarnação da pasta. Em 1960, ainda sob JK, o ministério ganhou este nome, Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Em 1974, sob Ernesto Geisel,  foi desmembrado. Em 1990, Collor o reagrupou novamente. E em 1992, Itamar Franco os separou. A propósito, será uma briga de foice dentro do governo pelo novo superministério. Por Lauro Jardim

Fora em definitivo

BR: sem presidente
BR: sem presidente
José Lima Neto, presidente da BR Distribuidora desde 2009 e licenciado do cargo há quatro meses, encaminhou agora há pouco ao conselho da estatal seu pedido de afastamento definitivo do cargo.  posto será ocupado  ainda por mais alguns meses, portanto, pelo diretor Carlos Tessarollo. O conselho da BR já mandatou uma empresa especializada para contratar no mercado o novo presidente da estatal. Por Lauro Jardim

Ministro Gilmar Mendes acusa, "o PT instalou o financiamento público com dinheiro do Petrolão"


'O partido que mais leva vantagem na captação de recursos das empresas privadas agora, como Madre Teresa de Calcutá, defende o encerramento do financiamento privado. É uma conversão que certamente merece algum tipo de canonização. Será que nos tomam por idiotas?' O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, proferiu nesta quarta-feira um duríssimo voto contra a possibilidade de a Justiça impedir as doações de empresas a partidos políticos e candidatos. Em cinco horas de fala, Gilmar Mendes criticou o propinoduto montado na Petrobras para perpetuação do Partido dos Trabalhadores e seus aliados no poder. Foi o segundo voto contrário na Corte no julgamento sobre o financiamento de campanhas eleitorais e partidos por empresas privadas. O ministro Teori Zavascki adotou posição similar. Os ministros Luiz Fux, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Luis Roberto Barroso, Dias Toffoli e Joaquim Barbosa - já aposentado - se manifestaram contrários à possibilidade de pessoas jurídicas repassarem recursos a candidatos e partidos. O ministro Edson Fachin, por ter sucedido Barbosa, não participa do julgamento. O Supremo Tribunal Federal analisa uma ação direta de inconstitucionalidade apresentada pela filopetista Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que contesta trechos da Lei Eleitoral (9.504/1997) e da Lei dos Partidos Políticos (9.096/1995) e que pede que a Corte, além de declarar como inconstitucional a doação de pessoas jurídicas, delimite um teto individual e per capita para que os cidadãos possam fazer doações eleitorais e para os gastos de campanha pelos candidatos. Pelas regras atuais, empresas podem doar até 2% do seu faturamento bruto do ano anterior à eleição. No caso de pessoas físicas, a limitação é 10% do rendimento do ano anterior ao pleito. A Câmara dos Deputados concluiu recentemente uma votação que autoriza doações de empresas a partidos políticos limitadas a 20 milhões de reais, mas como o tema ainda não foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff, hoje ainda valem as regras atuais e o julgamento do STF ganha contornos mais relevantes. Em seu voto, Gilmar Mendes disse que barrar a possibilidade de empresas repassarem recursos a candidatos institucionalizaria o caixa dois em campanhas. Mais: uma outra alternativa, a de um teto único para doações de pessoas físicas, abriria, segundo ele, caminho para políticos utilizarem nomes de eleitores que não querem doar para lavar dinheiro de doações fictícias. "Barrar (doações de empresas) seria oficializar a clandestinidade de doações de pessoas jurídicas por meio de caixa dois. Seria praticamente a institucionalização do caixa dois. Se fixar um limite, certamente teríamos beneficiários do Bolsa Família fazendo doação", disse ao cogitar a hipótese da instituição de um "doador laranja". Em seu voto, o ministro atacou a OAB por estar defendendo interesses petistas no Supremo e disse que os atuais escândalos de corrupção não podem ser atribuídos à possibilidade de doações empresariais a campanhas, e sim a atitudes individuais de agentes públicos que optaram por cometer crimes. "O que tem, de uma certa forma, maculado o processo democrático brasileiro são os abusos perpetrados pelos candidatos, que podem usar a máquina administrativa em seu favor, cometendo ilícitos que podem ser evitados com o aperfeiçoamento da legislação", disse ele. Criticado por setores do governo e partidos aliados por ter interrompido o julgamento sobre o tema em abril do ano passado, Gilmar Mendes disse que se "regozijava" de ter pedido vista porque agora, com os desdobramentos da Operação Lava Jato, sabe-se dos métodos que agremiações governistas usam para engordar os caixas. "As revelações feitas pela mídia dessa Operação Lava Jato dão a dimensão da corrupção do aparato brasileiro. Na verdade, está a indicar um modo de governança em relação a não só uma empresa, mas da maior empresa do Brasil, a Petrobras", afirmou. "A investigação revela que o patrimônio público estaria sendo saqueado pelas forças políticas. Os recursos serviriam para manter a boa vida dos mandatários, mas não só isso. O esquema é um verdadeiro método de governo: de um lado recursos do Estado fluiriam para as forças políticas, financiando campanhas e, como ninguém é de ferro, o luxo dos atores envolvido, casas, iates, reforma de apartamento de namoradas, amantes, mães e tudo mais. Foi um método criminoso de governança que visava à perpetuação de um partido no poder", completou ele. Em seu voto, o ministro também apresentou a tese de que o fim do financiamento privado de campanha tiraria a paridade de armas entre candidatos governistas e de oposição e "aniquilaria" os oposicionistas. E disse que, ao contrário do que defenderam os seis ministros que já votaram contra o financiamento privado de campanha, não se poderia invocar neste julgamento princípios gerais previstos na Constituição, como a tese de que as doações de empresas colocariam em xeque a soberania popular ou o direito de cada eleitor à cidadania. Isso porque, disse ele, "no Brasil o constituinte decidiu não disciplinar a matéria (de financiamento de campanha) em âmbito constitucional", e sim deu liberdade ao Congresso para discutir o tema. Por isso, não haveria violações à Constituição nas doações empresariais de campanha. "A Constituição apenas vedou aos partidos o recebimento de recursos financeiros de entidades ou governos estrangeiros. A Constituição deixou para a legislação ordinária a regulação para o financiamento de eleições", declarou. Gilmar Mendes voltou a comparar o escândalo da Petrobras ao esquema do Mensalão, até então o mais significativo propinoduto da história recente, e ironizou: "o Mensalão foi rebaixado no rating de soberania dos escândalos": "O partido político (PT) já se locupletou ao limite e aí quer proibir a doação a outros partidos. O partido do poder já independe de doações eleitorais". Em forte tom de crítica, o ministro disse ainda que doações individuais de pessoas físicas, se passarem a ser as únicas possíveis, estimulariam uma indústria de aluguéis de CPFs para fraudar repasses de eleitores a políticos. Gilmar Mendes ainda voltou a atacar o discurso do PT favorável ao financiamento público exclusivo para campanhas. "A Petrobras não pode ser assaltada por um grupo de pessoas. A rigor, esse partido é vanguarda porque instalou o financiamento público antes de sua aprovação, com recursos diretamente de estatais para o partido. É um modelo vanguardista. O financiamento público já tinha sido instalado para financiar as atividades partidárias. Dinheiro da Petrobras é dinheiro público", disse. E continuou: "O partido que mais leva vantagem na captação de recursos das empresas privadas agora, como Madre Teresa de Calcutá, defende o encerramento do financiamento privado. Quase me emociona, quase vou às lagrimas. É uma conversão que certamente merece algum tipo de canonização. Será que nos tomam por idiotas? O partido consegue captar recursos na faixa de bilhões dos reais continuamente e passa a agora defende bravamente o julgamento da inconstitucionalidade da doação de empresas privadas?", disse. "Agora entendo o discurso de que a Petrobras é nossa. A Petrobras é nossa no sentido de que nós nos apropriamos da Petrobras. Não é que é nossa do povo brasileiro. E entendo agora porque determinados segmentos partidários fazem defesa tão ferrenha de estatais. É para sua manipulação. É para transform-la em propriedade própria", atacou o ministro. Gilmar Mendes foi o único votar na sessão plenária de hoje.´No final da sessão, o secretário-geral da OAB, Cláudio Pereira de Souza, ocupou a tribuna para contestar a afirmação de Gilmar Mendes de que a entidade esteja alinhada ao PT ao defender o fim do financiamento privado de campanhas. Souza começou a expor dados de uma pesquisa Datafolha segundo a qual 74% da população seria contra o financiamento privado quando foi interrompido pelo próprio Gilmar Mendes. O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, interrompeu: "Vossa Excelência falou por quase cinco horas. Vamos garantir a palavra ao advogado", disse a Gilmar Mendes. "Eu sou ministro desta Corte. Advogado é advogado", retrucou o magistrado. "Quem preside esta sessão sou eu", replicou Lewandowski, dando a palavra ao representante da OAB. Irritado, Gilmar Mendes deixou a sessão plenária na sequência.

Estados Unidos investigam pessoas próximas ao indio cacaleiro Evo Morales por narcotráfico


Os Estados Unidos estão investigando altos funcionários próximos ao presidente da Bolívia, o indio cocaleiro Evo Morales, que são acusados de narcotráfico no país andino, segundo revelou um informante da Agência Antidrogas americana (DEA) em um documento judicial. Entre os investigados está o piloto do avião oficial do presidente, Walter Álvarez Agramonte, e duas pessoas muito próximas ao vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera: seu pai, Raúl García, e seu amigo Faustino Giménez, cidadão argentino que trabalha para o governo, segundo o documento judicial. A informação sobre esta "operação em curso" foi revelada por Carlos Toro, ex-informante do DEA entre 1986 e 2015, que interpôs em 8 de setembro um processo contra o governo dos Estados Unidos, reivindicando 5 milhões de dólares (mais de 15 milhões de reais) para que reconheçam seu papel em diferentes investigações criminais. Segundo a denúncia, o informante teve um papel "essencial" ao obter para a DEA a informação necessária para acusar de tráfico de drogas pessoas do círculo próximo de Morales, antigo sindicalista cocaleiro que, em 2008, expulsou do país a DEA e também o então embaixador dos EUA no país andino, Philip Goldberg. No momento de sua expulsão, Morales acusou a DEA e Goldberg de serem parte de um plano de conspiração contra seu governo, denúncia que os Estados Unidos rejeitaram taxativamente e à qual responderam expulsando do país o embaixador boliviano Gustavo Guzmán. Desde a saída de embaixadores, as relações entre as nações ficaram estremecidas e hoje são regidas apenas em nível protocolar, com foco restrito aos negócios e comércio bilateral.

Medium João de Deus recebe alta do hospital Sírio-Libanês


O médium João de Deus, de 73 anos, teve alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, hoje, às 13h30. O médium permaneceu internado por um mês, aproximadamente. Há cerca de três semanas, ele foi submetido a uma cirurgia de grande porte no aparelho digestivo. O procedimento foi de alta complexidade. Teve a duração de mais de dez horas. O médium atende na cidade de Abadiânia, em Goiás. Mas ele não volta para lá agora. Permanecerá ainda alguns dias em São Paulo para acompanhamento médico. João de Deus, ou John of God para os estrangeiros, é um fenômeno religioso internacional. Ele conduz as chamadas "cirurgias espirituais" e dá alento a cerca de 5 000 pessoas, a cada semana. O ex-presidente Lula, o publicitário Nizan Guanaes, o empresário Paulo Skaf e a apresentadora americana Oprah estão entre seus pacientes. Hipertenso, João de Deus já havia se submetido em 2013 ao implante de seis stents em artérias do coração.

O desabafo de Murilo Ferreira sobre a Petrobras

Além dos políticos, funcionários também são "donos" da Petrobras, fez ontem um desabafo o ex-presidente do Conselho de Administração da estatal, a um interlocutor. “A Petrobrás não é do acionista majoritário, nem do acionista minoritário — ela é da corporação,” disse Ferreira, que também é o presidente da Vale. “Se eu fosse morador de Nilópolis, São Gonçalo ou da Baixada (regiões pobres do Rio de Janeiro), eu ficaria revoltado com os tipos de privilégios que os funcionários conseguiram garantir para si mesmos". Em seguida, meio constrangido, tirou da carteira um cartãozinho verde e comentou: “Sabe o que é isto? É um cartão com o qual eu vou a qualquer farmácia, pago apenas 15 reais e compro o medicamento que quiser. Nenhuma empresa particular no Brasil tem um cartão de convênio médico como esse. Eu nunca usei, senti vergonha". E prosseguiu: “Na Vale, consegui tirar os carros dos diretores. Na Petrobrás não é possível diminuir qualquer coisa que a corporação não queira". Esse espírito de corpo, segundo Murilo Ferreira, “não permite imaginar que qualquer coisa vá mudar lá". E, fazendo referência a um prêmio internacional que ganhou como CEO da Vale, disse, “Eu não poderia arriscar minha reputação continuando ali". E assim segue o Brasil comandado pelas corporações estatais, sob a batuta do populismo petista, abrigadas no setor público, e que se apoderaram do Estado. 

Eduardo Cunha prevê "derrota fragorosa" da CPMF, mesmo com apoio dos governadores


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quarta-feira que a proposta do governo federal de recriar a CPMF está "fadada a uma derrota fragorosa", mesmo com o apoio de governadores que foram ao Congresso nesta quarta defender o tributo, com uma alíquota ainda maior do que a proposta pelo governo. O grupo de governadores, encabeçado por Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro, tem defendido o apoio à recriação da CPMF desde que ela seja compartilhada com Estados e municípios. O bloco é composto basicamente por governadores de partidos da base aliada do governo federal, mas já conta também com nomes da oposição, como Marconi Perillo (PSDB). O conjunto de medidas fiscais anunciado pelo governo na última segunda-feira prevê a proposta de recriação da CPMF com alíquota de 0,2%. O grupo de governadores defende que o tributo tenha alíquota de 0,38%, com 0,2% para o governo federal e 0,18% para Estados e municípios. Em entrevista a jornalistas depois de se reunir com Pezão, Eduardo Cunha também disse que analisará dentro do "prazo da razoabilidade" um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, a ser protocolado nesta quinta-feira.

Auditores fiscais e policiais federais rejeitam adiamento de reajuste, o congelamento dos funcionários prometido pela petista Dilma Rousseff

Entidades de servidores públicos repudiaram hoje (16) o congelamento do salário no funcionalismo federal, anunciado pelo governo da petista Dilma Rousseff e pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, o petista Nelson Barbosa. Em nota, entidades que representam os auditores-fiscais da Receita Federal e do Ministério do Trabalho, além dos delegados e peritos da Polícia Federal, condenaram a decisão do governo de adiar os aumentos prometidos aos servidores. “Ao colocar a conta do desgoverno e do desequilíbrio das contas públicas sobre o ombro dos servidores, o governo federal se exime de fazer a sua parte no ajuste fiscal”, destacou o texto. Para os sindicatos, os servidores federais pagarão os gastos decorrentes da má administração. “É o cúmulo do desrespeito com os servidores do Poder Executivo, novamente, serem chamados a arcar com uma conta decorrente da má gestão e da corrupção, comprovadamente não sendo responsáveis pela crise e não devendo pagar, injustamente, pela mesma”, destacou o comunicado. Essa gente da Polícia Federal se prestou, durante mais de uma década, a funcionar como a política política do PT, a KGB do PT, abrindo operações político-policiais para beneficiar os petistas, conforme Romeu Tuma Jr. em seu livro, "Assassinato de reputações", e agora está vendo o preço de sua subordinação e sabujismo. Em entrevista à NBR, TV petista do governo federal, o ministro Joaquim Levy reconheceu que o adiamento dos reajustes do funcionalismo federal foi uma das medidas mais duras do pacote de ajuste fiscal. Ele, no entanto, disse que é preciso que o setor público se comprometa com o ajuste fiscal da mesma maneira que o setor privado, que enfrenta a desvalorização real de salários. A nota dos servidores foi assinada por seis entidades: Associação dos Delegados da Polícia Federal, Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal, Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho e Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal.

Servidores federais anunciam para dia 23 protestos contra medidas fiscais

A Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) anunciou hoje (16) que, em protesto contra as medidas de austeridade fiscal anunciadas pelo governo federal, fará na próxima quarta-feira (23) paralisações em todos os Estados. De acordo com a assessoria da entidade, outras 20 entidades sindicais devem participar do movimento, chamado Dia Nacional de Luta. De acordo com a Condsef, estão previstas atividades em frente a diversos órgãos do governo federal. Os organizadores afimaram que as medidas de austeridade não se justificam por não estarem focadas nas áreas onde realmente há excesso de recursos. Por meio da assessoria, a entidade informou que o governo “não está tirando da gordura” para atingir a meta fiscal. Representando cerca de 800 mil servidores – metade dos quais já aposentada – a Condsef acredita que, devido à preocupação causada pelo anúncio do governo, a paralisação alcance uma adesão “bastante significativa”, uma vez que as medidas prevêem suspensão de concursos e a eliminação do chamado abono de permanência, concedido aos servidores que atingem condições para aposentadoria, mas continuam a trabalhar. A entidade estima que atualmente há no país cerca de 101 mil servidores na ativa que já poderiam estar aposentados. 

Ex-presidente do Conselho da Petrobras desaba: "Senti vergonha de estar em uma empresa movida a privilégios"

De Murilo Ferreira sobre a sua saída da Presidência do Conselho de Administração da Petrobras: "Eu sinto vergonha pela forma como a companhia é gerida, movida a privilégios que nunca existiriam em empresas privadas. Eu não poderia arriscar minha reputação continuando ali". O presidente da Vale ficou poucos meses no cargo. No Rio Grande do Sul, ninguém se espanta com o fato do empresário Jorge Gerdau Johannpeter, tido como barão do aço no Brasil, ter permanecido uma década no Conselho de Administração da Petrobras e nunca ter visto nada, não ter percebido nada, não ter ouvido nada, sobre a gigantesca roubalheira do Petrolão patrocinada pelo PT, e nunca ter se dado conta da avassaladora indústria de privilégios existente na estatal. E Jorge Gerdau Johannpeter ainda tem o peito de se apresentar como o líder no Brasil das idéias e práticas de produtividade e qualidade na administração pública, copiadas dos princípios de administração privada. É uma gigantesca hipocrisia. Esse senhor já deveria, por pudor, ter fechado o seu instituto que mantém essa quimera da produtividade e da qualidade na administração pública. 

A cada duas horas um policial gaúcho pede aposentadoria

Um policial gaúcho pede aposentadoria a cada duas horas nos dias úteis de jornadas de oito horas. Já foram mil desde que o governador José Ivo Sartori assumiu. Somente ontem, 15 policiais pediram aposentadoria por hora. Esta onda tem tudo a ver com as propostas de reforma da previdência estatal estadual e de implementação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Maioria na Assembléia gaúcha amassa a vanguarda da retaguarda e aprova dois dos 10 projetos de ajuste fiscal e reforma do Estado protocolados por José Ivo Sartori

Acabam de ser aprovados o primeiro e o segundo dos dez projetos de ajuste fiscal e reforma do Estado encaminhados pelo governador José Ivo Sartori à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. A base aliada, com ampla maioria, impõe agora seu ritmo parlamentar e limpará a pauta ainda hoje para novas votações. A oposição fracassou e os ativistas xiitas e provocadores, terroristas corporativistas, vanguarda da retaguarda, que fecharam ontem a Assembléia, hoje foram contidos pelas forças da ordem. O PT e seu satélite PSOL retiraram-se do plenário, mas não seus aliados PCdoB e PTB, que votaram contra o governo. No PTB, o deputado Marcelo Moraes ficou com os projetos. A maioria impõe vitórias aplastantes sobre a vanguarda do atraso, com votações cujos resultados tem sido invariavelmente de 35 x 5. Foi aprovado o projeto de lei 209: Impede que o servidor público incorpore função gratificada (FG) para fins de aposentadoria se tiver obtido o benefício ao exercer o cargo em outro poder. Hoje há um monte de professorinhas com salários de marajás, de mais de 25 mil reais por mês, devido às incorporações de FGs da Assembléia Legislativa, por exemplo. Ou de militares da Brigada Militar que incorporaram gigantescas FGs do Tribunal de Contas. Essas barbaridades do serviço  público já deveriam ter acabado há muito tempo. 

Os pobres também são "coxinhas"

O grau de desaprovação a Dilma Rousseff nas classes mais baixas de Goiás desmoraliza o discurso petista de que o partido governa para os pobres. Na classe C, apenas 9,9% aprovam a administração de Dilma Rousseff, enquanto 87,4% a desaprovam. Nas classes D e E, 12,7% aprovam o governo petista, ao passo que 75,6% o desaprovam. A partir de agora, os petistas terão de chamar os pobres de "coxinhas".

Dilma: o tamanho do desastre

O Paraná Pesquisas mediu também, entre os goianos, o grau de satisfação com a administração de Dilma Rousseff. Os resultados, como era previsível, são um desastre ferroviário para a petista. Apenas 10,2% aprovam o governo de Dilma Rousseff, enquanto 87,1% o desaprovam. 

Lula? De jeito nenhum

O Paraná Pesquisas perguntou também aos goianos em quem eles não votariam de jeito nenhum para presidente da República. Do total de entrevistados, 21,4% disseram que não votariam em hipótese nenhuma em Aécio Neves e 36,1% em Marina Silva. Quanto a Lula, o seu nome foi completamente descartado por 64,5% dos eleitores goianos.

100 mil para Zeca Dirceu

Por falar em filhos, leiam o que publicou o Estadão: "O empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, afirmou em sua delação premiada que fez uma doação de R$ 100 mil, nas eleições de 2010, a pedido do ex-ministro José Dirceu, para a campanha de seu filho, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR)". Um telefonema de José Dirceu, como ele mesmo disse, "era um telefonema".

Mercadante e seu garoto de sucesso

O Antagonista anunciou que contaria a história de sucesso do filho de um grão-petista. O nome do mancebo é Pedro Barros Mercadante Oliva, filho do ministro da Casa Civil. Pedro Mercadante é um jovem de sorte. Formou-se em 2007 em economia na USP e logo arrumou emprego de vice-presidente no grupo STR Projetos e Participações, que controla a petroleira Petra Energia e a mineradora Vicenza Mineração. Desde que o filho do ministro entrou para o grupo STR, as duas companhias tornaram-se campeãs em seus setores. A Petra se tornou a maior proprietária de bloco de gás e petróleo on-shore e a Vicenza virou líder na obtenção de concessões de lavra e pesquisa de minérios, inclusive sensíveis como bauxita e titânio. Mas isso é só parte da história.

Mercadante e seu "Ronaldinho Fenômeno"
O grupo STR é conhecido no mercado. Ele pertence ao pernambucano Roberto Viana, que em 2013 foi tratado como gênio do setor petrolífero em grandes matérias na imprensa. O Estadão, por exemplo, chamou Viana de "filósofo que explora petróleo". Viana é ligado à família de Eduardo Campos e no governo Lula se aproximou de Mercadante. De tão próximos, o ministro foi convidado para o casamento do empresário. A relação com o petista levou à contratação do jovem economista Pedro. No final do ano passado, alguns blogs noticiaram a sociedade de Pedro e Viana, que reagiu duramente com nota à imprensa alegando que o rapaz nunca foi seu sócio na Petra, mas apenas um executivo, e que deixou a empresa em 2012. Mas não é bem assim.

Roberto Viana, o 'filósofo' do capital
De acordo com documentos obtidos na Junta Comercial, Pedro Mercadante entrou no grupo STR em setembro de 2010 e lá ficou como diretor-financeiro até setembro de 2013. Pedro Mercadante permaneceu na STR Energia, outro braço do grupo, até 19 de setembro do ano passado, quando a campanha de reeleição de Dilma esquentava. Pedro Mercadante também continuou num dos braços da Vicenza Mineração até abril de 2014. Roberto Viana disse ao Antagonista que tudo não passa de erro da Junta Comercial: "Houve uma falha e demoraram para dar baixa". A relação entre Roberto Viana e Pedro Mercadante extrapolou as fronteiras. A partir de 2012, os dois montaram até offshores na Áustria: Vicenza Holding GMBH, Petra Holding GMBH e STR PP Holding GMBH. Nessas empresas, o filho de Aloizio Mercadante aparece como sócio de Roberto Viana e Eduardo Guedes, advogado do executivo. Viana explicou ao Antagonista que a sociedade foi montada para a modelagem de projetos no Exterior: "O Pedro é um economista fantástico, entende muito de matemática. A especialidade dele é modelagem de projetos". Em setembro do ano passado, quando alguns órgãos de imprensa começaram a investigar o tema, o jovem Mercadante também abandonou as offshores de Viana. O empresário diz que já desmontou as empresas porque a queda do petróleo inviabilizou uma série de investimentos. Enquanto Pedro Mercadante permaneceu com Roberto Vianna, o grupo STR fez várias emissões de debêntures, swaps e contratos de mútuo, além de empréstimos. O banco mais parceiro do grupo STR foi o BTG Pactual, de André Esteves. Numa ata de julho de 2013, o conselho do grupo STR deliberou pela prestação de aval sobre as obrigações assumidas pela Petra Energia numa CDB de R$ 51 milhões emitidas em favor do BTG. No mês anterior, houve deliberação para fiança sobre financiamento contratado pela Petra Energia junto à FINEP no valor autorizado de R$ 210 milhões. Quando Pedro Mercadante estava no grupo STR, a Petra Energia se associou à MPX, o braço energético de Eike Batista, para a construção do complexo termoelétrico de Parnaíba. A empresa foi incluída no regime de prioridades do PAC e obteve junto ao BNDES um empréstimo de R$ 400 milhões.



Aloizio Mercadante já era

Aloizio Mercadante perdeu o emprego. Segundo Cristiana Lôbo, do G1, Dilma Rousseff decidiu colocar um técnico na Casa Civil, transferindo Mercadante para outro ministério, onde talvez ele provoque menos danos. O nome de seu substituto ainda não foi divulgado. Erenice Guerra, assessora de Dilma Rousseff, foi ministra da Casa Civil e poderia pleitear o cargo, mas ela corre o risco de ser presa. Antonio Palocci ocupou a Casa Civil no primeiro mandato de Dilma Rousseff, mas ele também está na bica de ser preso. Gleisi Hoffmann entrou no lugar de Antonio Palocci, mas ela, assim como seu antecessor, pode terminar seus dias na cadeia. Seja como for, a presidente saberá escolher um técnico competente, como sempre.

Je Suis Hubert - Facebook, movido pela canalha petralha, censura o melhor chargista brasileiro



É deplorável a censura no Facebook contra Hubert. Mostra que o Facebook é uma plataforma a serviço do petralhismo no Brasil, submetida ao petralhismo. Hubert, além de fazer a coluna do Agamenon com Marcelo Madureira, é o melhor chargista do Brasil. Leia o que aconteceu com uma de suas charges sobre Dilma Rousseff: "Quando era cartunista do Pasquim, tive vários desenhos censurados em Brasília pelo famigerado Departamento de Censura da Polícia Federal. De lá pra cá, felizmente, temos liberdade de expressão nesse País. Mas ontem fui mais uma vez vítima de censura em pleno século 21. O Facebook, alegando suas políticas, bloqueou o meu blog por 24 horas por causa de uma charge que publiquei. A charge tinha uma caricatura da Dilma segurando uma bandeja onde estava sua cabeça. Título: Sugestão de Corte no Orçamento. Se o desenho desagradou a militância governista, tudo bem, as pessoas têm todo o direito de reclamar. Mas que o Facebook prefira censurar uma obra cedendo aos apelos de uma militância paga com o dinheiro do contribuinte, a exibir a liberdade de expressão de seus associados é um absurdo que deve ser repudiado por todos aqueles que acreditam na democracia". Veja a charge de Hubert: