domingo, 27 de setembro de 2015

Fernando "Pixuleco" Haddad

Fernando Haddad agora pode ficar inflado de orgulho:


Fernando Haddad conseguiu parar a Paulista

Eduardo Cunha e a conta de Dubai

O delator João Henriques disse à PF que manteve uma das principais contas do esquema que beneficiou o PMDB em Dubai, nos Emirados Árabes. Foi lá que ele se refugiou depois das denúncias que fez à Época em outubro 2013. Em abril de 2014, dois meses depois de estourar a Lava Jato, Eduardo Cunha e outros deputados foram à China numa suposta missão parlamentar que teve Dubai como escala técnica - ou estratégica. A força-tarefa suspeita que Cunha se reuniu com Henriques e aproveitou para limpar seus registros bancários.

FHC pede "grandeza" a Dilma

Gerson Camarotti divulgou há pouco o programa do PSDB que vai ao ar amanhã. Os tucanos falam da incapacidade do governo do PT de sair da crise e das mentiras contadas na campanha. Ninguém fala em impeachment. Fernando Henrique, no máximo, pede um gesto de grandeza a Dilma Rousseff. Só que o único gesto de grandeza possível da petista agora seria a renúncia. Mas não adianta pedir, FHC.

Uma viagem muito suspeita

A 'missão' parlamentar que levou Eduardo Cunha a Dubai foi integrada por outros deputados enrolados, como Henrique Alves, que há poucas semanas foi citado pelo delator Fernando Baiano como beneficiário do petrolão. Também viajaram com a turma de Cunha os petistas Arlindo Chinaglia e Marco Maia, além de Felipe Maia (DEM), Antônio Imbassahy (PSDB) e Osmar Jr (PCdoB).

MST, sabujo do PT

O MST invadiu hoje uma fazenda de Pedro Corrêa, em Pernambuco. Os líderes do movimento admitiram que há uma orientação para agir contra delatores do PT. Corrêa resolveu delatar a participação de Lula e Dilma no petrolão, como mostrou ontem reportagem da Veja."Onde houver fazendas dessas pessoas que estão envolvidas com corrupção, o MST tem um encaminhamento para ocupar todas", mentiu José Aglailson ao G1. Obviamente, o MST não vai invadir fazendas de petistas.

Alô, alô, marciano

Ainda sobre o programa "paz e amor" do PSDB, O Antagonista se surpreende que um partido que pede a cassação do mandato de Dilma no TSE e apoia o pedido de impeachment na Câmara trate a petista como vítima do fisiologismo de sua base parlamentar e de uma herança maldita de Lula. O programa dos peemedebistas, que foi ao ar na semana passada, é mais de oposição que o dos tucanos. Se um marciano pousasse aqui, ao ver os dois programas na TV, pensaria que o PSDB é um insatisfeito partido da base, enquanto o PMDB sempre foi de oposição.

Lula convoca cúpula do PT

A Folha informa que Lula convocou o comando nacional do PT para uma reunião de emergência na quarta-feira. A pauta inclui a reforma ministerial empacada, o iminente processo de impeachment e a debandada de parlamentares e prefeitos. Lula segue solto.

TSE retomará votações

O TSE retoma na quarta-feira o julgamento da ação de investigação eleitoral contra Dilma Rousseff, suspenso após o pedido de vistas de Luciana Lóssio, a ministra da cobertura. O Antagonista já avisou que Lóssio e sua turma tentarão juntar todas as ações contra Dilma nas mãos da nova relatora, a ministra Maria Thereza. Enquanto isso, o processo de rejeição das contas do acrônimo Fernando Pimentel dorme no gabinete de Henrique Neves, que pediu vistas em agosto.

Olho na turma da Mela Jato

O Antagonista tratou mais cedo das suspeitas envolvendo o novo ministro do STJ Marcelo Ribeiro Dantas, que seria "mais sensível" aos apelos dos advogados dos réus da Lava Jato. Não é apenas Dantas, o relator, que merece a nossa atenção. A quinta turma tem outros dois ministros nomeados por Dilma: Gurgel de Faria e Reynaldo Soares da Fonseca. Sobra Félix Fischer (indicado por FHC). Dilma ainda poderá nomear um quarto ministro, na vaga temporariamente ocupada pelo desembargador convocado Leopoldo de Arruda Raposo, que se despediu do tribunal na semana passada.

Randolfe Rodrigues sai do PSOL e vai para Rede

Nem o afetado jovem senador Randolfe Rodrigues aguentou Luciana Genro e o PSOL. Ele foi embora para a Rede Sustentabilidade, de Marina Silva. Randolfe gosta mesmo de ser mandado por mulher. Agora ele cai nos braços da Santinha da Floresta e seus misticismos. Marina Silva é um ensopado ideológico. Ela começou no Partido Revolucionário Comunista, o PRC, junto com o bandido petista mensaleiro José Genoíno. Era o mesmo partido do peremptório petista "grilo falante" e poeta onanista e tenente artilheiro Tarso Genro. Na verdade, todos eram do PCdoB. Queriam ir para o PT, mas não podiam chegar lá de mãos abanando, de maneira avulsa, porque não teriam qualquer importância. Então criaram um rito de passagem. Criaram o PRC para dizer aos petistas que estavam indo com um partido inteiro. Uma vez no PT, nunca deixaram de ser revolucionários marxistas tradicionais. Agora esses marxistas se matizam de ambientalistas e defensores da sustentabilidade. É tudo a mesma coisa, mudam os nomes mas são os mesmos. 

Delator entrega documentos de offshores da Andrade Gutierrez

O lobista Mário Góes, um dos delatores da Operação Lava Jato, entregou a força-tarefa do Ministério Público documentos que, segundo ele, estão relacionados a recebimento de propina de offshores ligadas à empreiteira Andrade Gutierrez. Mário Góes é apontado pelos investigadores como operador de propinas na Diretoria de Serviços da Petrobrás. Preso em 5 de fevereiro deste ano, o lobista decidiu contar o que sabe sobre o esquema de propinas instalado na estatal, entre 2004 e 2014, em troca de benefícios, como redução de pena. “Dentre a documentação que apresenta nesta oportunidade ainda constam recebimentos oriundos das offshores Globo Business e Star Trading as quais pertencem ou foram utilizadas pela Andrade Gutierrez para a realização de pagamentos por conta desse esquema de corrupção”, diz o depoimento de Mário Góes. O delator foi questionado pela força-tarefa sobre como poderia assegurar a existência da ligação entre a empreiteira e as offshores. “A fim de responder essa indagação manteve contato com Antonio Pedro Campello, executivo da Andrade Gutierrez, o qual lhe informou que se tratavam de pagamentos feitos pela Andrade Gutierrez”, respondeu o Mário Góes, que citou o ex-gerente de Engenharia e também delator do esquema, Pedro Barusco. “Segundo dito por Pedro Barusco entre 2010 e 2012 a Andrade Gutierrez era uma das empresas que mais mantinha contratos na área de engenharia com a Petrobrás". Mário Góes afirmou aos investigadores que decidiu contratar um advogado no Exterior para obter documentos que pudessem corroborar suas declarações e auxiliar na repatriação de recursos. Segundo o lobista, lhe foram entregues documentos relacionados a contas utilizadas por ele junto ao banco Lombard Odier. Em outro trecho de sua delação premiada, o lobista confirmou que usou suas empresas, a RioMarine e a Phad Corporation, para repasse de propina e lavagem de dinheiro da empreiteira Andrade Gutierrez. O relatório da Polícia Federal que indiciou, em julho deste ano, por corrupção, fraude a licitações, organização criminosa e crime contra a ordem econômica o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, e dirigentes ligados à empreiteira classificou como ‘intensa’ a relação da companhia com o lobista Mário Góes. “A relação financeira entre a Andrade Gutierrez e o operador Mário Góes era intensa, ocorrendo pagamentos no Brasil (através da Rio Marine Oil e Gás Engenharia e Empreendimentos LTDA) e no Exterior (por meio da Phad Corporation, Maranelle, Dole Tech Inc, Rhea Comercial Inc, Daydream Properties LTD. e Backspin Management SA)”, apontou o relatório assinado pelo delegado Eduardo Mauat da Silva, que integra a força-tarefa da Polícia Federal na Lava Jato.

A petista Dilma atacou e bombardeou plano de redução da dívida pública, um gradual plano de ajuste fiscal, quando era ministra da Casa Civil


Imersa numa crise política e econômica que não se vê desde o início dos anos 1990, a presidente Dilma Rousseff colhe os frutos que ela mesma semeou. E não apenas em seu primeiro mandato, mas antes, como ministra do governo Lula. Quando titular da Casa Civil, Dilma capitaneava a ala do Executivo fanática do Estado grande, que não apoiava o ministro da Fazenda Antonio Palocci em sua política de manutenção dos pilares macroeconômicos construídos a duras penas nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Fato emblemático ocorreu em novembro de 2005, quando Dilma bombardeou um plano de ajuste fiscal de longo prazo apresentado pelo Ministério do Planejamento, que tinha como premissa que o gasto público não poderia crescer mais que o Produto Interno Bruto (PIB) nos dez anos seguintes. O objetivo era atacar e reverter a trajetória de alta da dívida pública. À época, Paulo Bernardo era o titular do Planejamento, mas o plano havia sido elaborado em parceria com a equipe de Palocci. Dilma não poupou disparos. "O que foi apresentado foi bastante rudimentar. Nós não consideramos que essa discussão teve início e transitou no governo. O fato de eu e mais três ministros tomarmos conhecimento não significa que exista discussão. Eu acho que nem existe a colocação de um conceito de ajuste fiscal no Brasil. Não se pode fazer uma projeção para dez anos pensando em planilha. Fazer um exercício dentro do meu gabinete e achar que ele será compatível com o nosso país não é consistente. Quando você fala em dez anos, você tem que 'combinar com os russos', que são as 180 milhões de pessoas que vivem no Brasil. Por isso eu digo que esse não é um exercício macroeconômico", disse a então ministra. O plano de ajuste de longo prazo foi pelo ralo, assim como Palocci, que havia perdido sustentação política depois de denúncias de corrupção de sua gestão na prefeitura de Ribeirão Preto, que mais tarde levaram à sua queda - e ao início da era Mantega. Se o plano que Dilma ajudou a sepultar tivesse sido implementado, a trajetória da dívida possivelmente não seria tão preocupante, beirando o nível de 70% do PIB. Não que a regra de limitação de gastos tivesse o potencial de inibir todos os passos em falso da presidente, mas certamente cercearia sua liberdade de impor fardos que o Estado brasileiro não está apto a suportar. Em tempos de vacas gordas, como em 2005, havia grande preocupação da equipe econômica (composta por economistas como o próprio ministro Joaquim Levy, Marcos Lisboa, Murilo Portugal e Bernard Appy) com a trajetória da dívida. Desde 2004 havia um diagnóstico, segundo um ex-secretário daquela gestão ouvido pelo site de VEJA, de que seria preciso impor um limite aos gastos para que, devido ao avanço do déficit da Previdência, o País conseguisse continuar cumprindo a meta de superávit primário na década seguinte. Contudo, a ala petista composta por Dilma, José Graziano (hoje chefe da FAO), Humberto Costa, Ricardo Berzoini e Miguel Rossetto se opunha frontalmente à limitação das despesas. "Nos primeiros anos de governo Lula, Dilma não opinava em quase nada na área econômica porque estava ocupada demais tentando resolver a equação do setor elétrico, tarefa que só foi possível com a ajuda de Levy, que era secretário do Tesouro. Mas, ao ingressar na Casa Civil, tudo mudou. Como se tratava de um trabalho interministerial, tudo passava por ela. E muitas vezes ela respondia em nome do presidente Lula sem sequer consultá-lo", lembra o ex-secretário. Assim como Dilma, Rossetto e Berzoini, outros membros do governo atual, como Aloizio Mercadante, chefe da Casa Civil, eram críticos ferozes da política econômica da turma de Palocci - uma turma que contava com técnicos herdados do governo FHC. Outra fonte da equipe econômica de Palocci relembra o clima de pé de guerra. "Nunca houve paz. Havia crítica sem qualquer censura por parte de ministros, que ora usavam os jornais para dar recados, ora falavam cara a cara mesmo", conta. O ex-secretário descreve o bombardeio da ala petista mais radical ao relatório "Política Econômica e Reformas Estruturais", feito por técnicos do Ministério da Fazenda em 2003, no primeiro ano do governo Lula, e que ampliava o espectro das reformas feitas na gestão anterior. O documento trazia o primeiro esboço do que viria a ser o Bolsa Família: a unificação de programas já existentes na gestão FHC e o estabelecimento de uma faixa populacional que deveria ser atendida pelo auxílio. Rapidamente entrou em campo o triunvirato composto por Graziano, Rossetto e Berzoini para se contrapor à proposta. "É engraçado que hoje eles abraçam o Bolsa Família como uma conquista do PT. Mas foram contra o programa alegando que era coisa de "tucano", idéia do Banco Mundial, política social de direita", afirma o ex-secretário. Para Graziano, que então comandava a extinta pasta da Segurança Alimentar, o auxílio deveria, sim, ser pago aos mais carentes. Porém, sem a contrapartida de levar filhos à escola. A economista Maria da Conceição Tavares, um dos quadros mais antigos e radicais do PT, chegou a chamar os autores do relatório de "débeis mentais", "analfabetos" e "neoliberais infiltrados", em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, em 2003. Se o embrião da crise atual teve, de fato, origem nas vezes em que Dilma ministra e petistas históricos jogaram contra as medidas criadas para reequilibrar a parte fiscal, a responsabilidade pelo que está aí recai sobre toda uma geração de políticos que, ora ocupando cargos ministeriais, ora assessorando poderosos, não cumpriu seu papel de zelar pelo dinheiro público. A reforma ministerial se aproxima e Dilma terá, aos 48 minutos do segundo tempo, uma chance, ainda que remota, de buscar redenção e neutralizar culpados. Mas os erros que levaram ao desastre estão registrados na história. (Veja)

O erro de tentar fatiar o PMDB

Ainda sobre a coluna de Dora Kramer: ela está absolutamente correta. Não há a menor chance de dar certo a tentativa de fatiar o PMDB, via "reforma ministerial", atraindo o baixo clero e isolando Michel Temer. Mas torcemos para que o PT continue a cometer sandices políticas.

A volta da inflação

O Antagonista reclama da imprensa, mas os jornais, hoje, publicaram boas reportagens sobre aquilo que deve dominar o debate político nos próximos anos: a alta do dólar e a consequente volta da inflação. Hernon do Carmo, da USP, disse ao Estadão que “se o câmbio continuar no patamar de 4 reais, a perspectiva de inflação para o ano que vem estará mais do que comprometida”. Fábio Romão estima que, por causa do dólar, os preços no atacado do setor de alimentos encerre o mês de setembro com alta de 3%. E Salomão Quadros, da FGV, observa que o câmbio já fez disparar os preços dos materiais para a manufatura, que subiram 1,37% até o dia 10 deste mês. Ramón Aracena, na Folha de S. Paulo, resumiu: "Como já vem ocorrendo, a deterioração fiscal no Brasil será acompanhada pela elevação do dólar, com reflexo na inflação. O que falta ao país é uma âncora fiscal que corte gastos públicos e que contenha esse ciclo negativo. Não estamos vendo isso acontecer”.

O Estado quebrou

A alta do dólar, segundo Samuel Pessôa, é um sintoma de que o mercado projeta uma "bola de neve" na trajetória da dívida pública, resultado da falta de ajuste entre a receita e as despesas do governo. Ele disse à Zero Hora: “O Estado quebrou. Se não mexer nas vacas sagradas, como previdência e política de salário mínimo, vai para a inflação acelerada”.

Calote à vista

O dólar sobe porque os investidores estão extremamente preocupados com o risco de um calote. Foi o que explicou o economista José Márcio Camargo, da PUC do Rio de Janeiro, à Folha de S. Paulo: "Nessa trajetória, não tem como pagar a dívida. Há cada vez mais gente preocupada com o risco de insolvência e considerando sair de papéis do governo e se refugiar no dólar”.

A disruptura de Dilma

Dilma Rousseff disse: "Estamos extremamente preocupados, porque tem empresas endividadas em dólar". Ao mesmo tempo em que está extremamente preocupada com o dólar, Dilma Rousseff está extremamente despreocupada com o dólar: “O Brasil hoje tem reservas suficientes para que não tenhamos nenhum problema, nenhuma disruptura por conta do dólar”. O Antagonista está extremamente preocupado com o dólar porque não tem a menor ideia do que seja “disruptura”.

O PT secou

O PT, ontem, organizou um ato em defesa de Dilma Rousseff, em São Paulo. O PCdoB, o PDT, o PCO, a CUT, a UNE e outros movimentos sociais, como o Coletivo de Luta pela Água, participaram do evento. Ao todo, segundo a PM, o ato reuniu 500 pessoas. O Antagonista suspeita que quase todas elas pertencessem ao Coletivo de Luta pela Água.

O PT em defesa do Petrolão

O presidente do PT, Rui Falcão, estava desolado com o fracasso do ato de apoio a Dilma Rousseff, que ontem reuniu apenas 500 pessoas. Ele disse: "Precisamos mobilizar mais gente. Mas eu sei que quem passou aqui tem compromisso de luta”. O único compromisso de Rui Falcão é lutar pelos quadrilheiros que assaltaram a Petrobras. Em seu discurso, ele fez questão de homenagear o tesoureiro do PT: “Vejam essa operação Lava Jato. Não podemos aceitar que, em nome do combate à corrupção, façam apenas investigações seletivas, tentando criminalizar somente o PT. Na semana passada, condenaram o companheiro João Vaccari sem provas, somente com delações". Rui Falcão é um bom candidato para o STF.

Os 500 de Lula

Além de defender Dilma Rousseff e João Vaccari Neto, o presidente do PT, no evento de ontem, defendeu também a candidatura de Lula: "Nas ruas, nas praças, nós vamos defender o mandato legítimo da Dilma, nós vamos evitar que haja golpe e nós vamos preparar o caminho para continuar com nosso projeto nacional, tendo à frente, de preferência, em 2018, o presidente Lula". O Coletivo de Luta pela Água, que atualmente deve ter mais acólitos do que PT, CUT e UNE somados, aplaudiu muito Rui Falcão.

Dilma é um não-futuro

Fernando Gabeira deu uma ótima entrevista à Veja. Ele disse: “O que é mais traumático para o país? Em uma visão mais imediata, o impeachment, de fato, traz alguns transtornos e solavancos. Mas a médio e longo prazo, ele é o caminho para a recuperação. A continuidade da Dilma é um não-futuro, uma falta geral de perspectivas. Dilma sabia de tudo, era presidente do conselho de administração da Petrobras na compra da refinaria de Pasadena e foi durante muito tempo ministra de Minas e Energia. Temos um tesoureiro do PT condenado a 15 anos de prisão”. Ele disse também: “Tenho uma dedução de que a Dilma não completa o mandato por falta de credibilidade e capacidade política. Sobre a campanha dela pesam acusações muito pesadas e graves vinculadas ao Petrolão. Não é possível que o maior escândalo do mundo moderno não tenha repercussão no partido e no governo. São bilhões desviados e isso precisa ser punido de alguma forma”. E sobre o STF: “O Supremo tem muitos ministros medíocres que foram colocados pelo PT. A gratidão do cara medíocre por estar naquele lugar é imensa”.

Mela Jato no STJ

Depois do STF, o STJ. A Folha de S. Paulo deste domingo tem um retrato de Marcelo Navarro, nomeado ao STJ para melar a Lava Jato: “Navarro é considerado garantista em matéria penal e politicamente articulado. Segundo colocado da lista tríplice, foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff com o aval de Renan Calheiros. A nomeação é vista com reservas por investigadores da Lava Jato. Eles temem que o novo ministro cumpra o seguinte roteiro: a anulação de provas de terceiros, peixes pequenos, criando jurisprudência que será aplicada depois para beneficiar grandes empresários, réus ou condenados na Justiça Federal do Paraná”. E: “Sob condição de não terem os nomes citados, advogados de empreiteiros presos disseram acreditar que Marcelo Navarro tende a ser mais sensível aos argumentos pró-libertação de seus clientes”.

A cta. Suíça da Odebrecht

A Odebrecht só pode contar com o STF para escapar da Lava Jato. O Globo informa que "um diretor da Odebrecht está diretamente ligado a uma das provas de pagamento de propina pela empreiteira no exterior a ex-dirigentes da Petrobras. Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho é quem assina carta localizada por autoridades suíças na sede do banco PKB. No texto, ele afirma que a Odebrecht é a única responsável pela conta da offshore Smith & Nash no banco. De acordo com o Ministério Público Federal, foi por meio desta conta que a Odebrecht pagou propinas a Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e Jorge Zelada, integrantes da cúpula da estatal no governo Lula".

Impeachment é tudo aquilo que o país espera

Hélio Bicudo falou à Veja sobre o impeachment de Dilma Rousseff: "Ela não governou até agora e não vai governar até o final. A substituição da Dilma dentro de um processo democrático é aquilo que o país espera. O Brasil está paralisado. Não vejo possibilidade de renúncia, pelo histórico dela, mas seria uma boa coisa, abrir as portas para uma nova gestão. Hoje temos uma presidente que não governa e o país precisa de pessoas que governem".

Dilma Rousseff faz fumaça na ONU

Na ONU, Dilma Rousseff anunciou que a meta do Brasil é reduzir 37% das emissões de gases até 2025, chegando possivelmente a 43% em 2030. O mundo surpreendeu-se. Fumaça, claro. O governo é incapaz de planejar o dia seguinte. Em 2030, o Brasil continuará poluindo, e mais do que hoje, assim como as águas do Rio de Janeiro permanecerão imundas, quando eram para estar limpas já neste ano. A menos que o Brasil deixe de ser Brasil rapidamente.

Odebrecht: não é seita, não

Marcelo Odebrecht fez 100 dias na prisão. Leiam o que publicou o UOL: "Acostumado a dar ordens, mantém dentro do cárcere a figura do líder. Cinco executivos da Odebrecht, presos também no dia 19 de junho, mantém a reverência hierarquia, mesmo afastados dos cargos e longe da empresa. 'Parece uma relação de seita', diz uma autoridade da equipe da Lava Jato". Não é seita, não, é máfia. Marcelinho é o poderoso chefinho. (O Antagonista)

A tese Toffoli só protege a Orcrim

Rogerio Tadeu Romano, ex-Procurador Regional da República, demoliu na Folha de S. Paulo a “tese Toffoli”, que fatiou a Lava Jato. Alguns trechos: “É muito estranho que quando a investigação chega próxima a uma auxiliar, próxima à presidente da República, na Casa Civil, o Supremo Tribunal Federal venha intervir modificando entendimento de competência na matéria. Ora, se há esse liame mínimo de conexão dos pagamentos de valores envolvendo as propinas da Petrobras, que eram administradas pelo ex-tesoureiro do PT investigado, então seria hipótese de manter a competência para acompanhar e fazer a supervisão ministerial, o Ministro Zavascki, data vênia. Haveria, pois, uma hipótese de conexão instrumental ou probatória. Na verdade, o que se investiga não é apenas as condutas ilícitas ocorridas na Petrobrás, mas, mais do que isso: a compra de apoio politico-partidário pelo governo federal, por meio de propina institucionalizada nos órgãos públicos. Isso tem nexo probatório, liame probatório, instrumental, a persistir na tese da conexão, e levar a prevenção no juízo que preside todas as investigações desde o inicio, seja em sede de primeiro grau, ou ainda nas instâncias superiores (STJ e STF). Ademais leve-se em conta o crime principal, corrupção, e não o secundário, que surge apenas porque havia o principal, ou seja, o de lavagem de dinheiro. O que deve ser levado em conta `” é a origem do dinheiro desviado” e não onde ele foi lavado. Isso não foi levado em conta no julgamento. Assim, “mensalão”, “petrolão”, desvio da Eletronuclear estão dentro de um contexto de uma mesma organização criminosa. No ápice dessa sinistra organização estão pessoas e partidos e o que a investigação tem revelado é que estão ligados à Casa Civil do governo Lula, sob o comando inicial do investigado José Dirceu”.

O petista Marco Maia frequentou o paraíso tropical de Chambinho em Miami

É um primor de escapismo e meios tons a micro-entrevista que o deputado gaúcho Marco Maia concedeu à revista Veja desta semana, tudo para explicar por que razão frequentou o apartamento que Chambinho, o ex-vereador Alexandre Romano, comprou por US$ 671 mil em Miami. Foi há três meses, em julho. O apartamento fica na South Tower at The Point e conta com área de lazer, marina e spa. Chambinho foi preso. Ele tinha conexões com o atual ministro da Previdência, Carlos Gabas, o motoqueiro que costuma dar carona para Dilma. O ex-vereador, preso no Paraná, costumava repassar para o PT parte da propina que acumulava nos seus negócios com o governo. O negócio de Chambinhno foi descoberto no esquema do contrato milionário da Consist, uma empresa de tecnologia digital. Ele repartia o dinheiro. Entre os beneficiados estava a senadora Gleisi Hoffmann e o ministro Paulo Bernardo. Eis um trecho da entrevista de Marco Maia á Veja:
- O senhor se hospedou em um apartamento na South Tower at The Point, em Miami?
- Ah, sim. Esse apartamento é dele. Acho que ele me convidou e eu utilizei o apartamento. Fiquei lá dez dias.
- Quantas vezes o senhor foi ao apartamento ?
- Acho que uma vez, mas tenho de ver isso com atenção.
- O senhor é o verdadeiro dono do apartamento ?
- Não, não, não é meu. Não tenho nenhuma relação com isso.
- O senhor já esteve com Alexandre Romano nos Estados Unidos?
- Não, nunca... Ah, lembrei que uma vez encontrei com ele, acho que em Nova Iorque.
Marco Maia era um sindicalista pobre de Canoas, na Grande Porto Alegre, no início de sua carreira. Mas, como todo mundo sabe, o sindicalismo é uma carreira próspera. Ele hoje é dono de um patrimônio considerável, começando por ter uma majestosa mansão em Canoas. O que a entrevista de Veja insinua, com toda clareza, é que o tal apartamento em Miami pertence mesmo a ele. A reação do sindicalista petista Marco Maia espelha isso.