segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Lula e PT reagem na TV

Sentindo-se acuado pelos programas de TV do PMDB e do PSDB, o PT resolveu reagir e veiculará amanhã e na quinta-feira dois comerciais, um deles com a presença de Lula. Na primeira peça publicitária, Lula repete a cantilena da inserção social e diz que continuará lutando hoje e sempre. Na segunda, um ponto de interrogação percorre as cidades com a voz de um locutor que pergunta: "Os políticos que querem desestabilizar o governo estão pensando no bem do País ou em si mesmos?" O Antagonista responde: os políticos do PT desestabilizaram o País pensando em si mesmos.



Jobim tem "olhos e ouvidos" no Alto Comando

Nelson Jobim, o homem por trás do fatiamento da Lava Jato, tem "olhos e ouvidos" no Alto Comando do Exército. Trata-se de Sérgio Etchegoyen, chefe do Estado Maior. Etchegoyen foi assessor militar de Jobim e deve ao ex-ministro, de quem é muito amigo, sua promoção a 4 estrelas.

Inteligência do Exército preparou relatório

O Centro de Inteligência do Exército preparou um relatório secreto sobre a atual conjuntura brasileira. O documento será analisado na reunião do Alto Comando que começou hoje. Nele constam projeções sobre as consequências da crises econômica e política, avaliação de possíveis impactos da Lava Jato em obras de infraestrutura com a participação da força terrestre e um levantamento de acampamentos de sem-terra considerados 'atípicos'.

Exército reúne alto comando

O Antagonista foi informado de que o Exército convocou uma reunião de seu Alto Comando. São 15 generais. O Correio Braziliense publicou ontem uma entrevista com o comandante Eduardo Villas Bôas. Ele disse o seguinte: "A gente encarna uma referência de valores da qual a sociedade está carente. Não tenho dúvida. A sociedade esgarçou seus valores, essa coisa se perdeu. Essa é a principal motivação de quererem a volta dos militares. Mas nós estamos preocupados em definirmos para nós a manutenção da estabilidade, mantendo equidistância de todos os atores. Somos uma instituição de Estado. Não podemos nos permitir um descuido e provocar alguma instabilidade. A segunda questão é a legalidade. Uma instituição de Estado tem de atuar absolutamente respaldada pelas normas em todos os níveis".

PGE poda o criador de partidos

O Ministério Público Eleitoral encaminhou ao TSE parecer contrário à criação do Partido Liberal, mais uma legenda idealizada por Gilberto Kassab. O PL não conseguiu reunir o número mínimo de assinaturas de apoio exigido por lei para sua fundação. Kassab já fundou o PSD, que não é de esquerda, direita nem de centro.

Ações do Banrisul continuam derretendo com picolé em calçada ao sol do meio dia no verão

Ação do Banrisul derrete como o real, porque a cotação de hoje na Bovespa despencou para R$ 5,91, quando em março valia R$ 13,00.

Banrisul prorroga abertura de envelopes de licitação de propaganda cujo resultado já é conhecido por todo mundo antecipadamente

O Banrisul adiou de novo a data para o recebimento das propostas que as agências para administrar a sua conta de publicidade, calculada em R$ 100 milhões para o ano que vem. O edital fala em R$ 48 milhões, mas não fala em prazo, mas todo mundo sabe que o valor real a ser executado é mais do que o dobro disso. Agora a abertura das propostas foi agendada para 3 de novembro. Até lá, continuarão na lista de atendimento as atuais agências. Na verdade o Banrisul nem precisaria fazer uma licitação de publicidade, porque não quem não saiba com quem vai ficar a conta. Não é mesmo, José Luis Monteiro Fuscaldo?!!!

Inadimplência das empresas brasileiras sobe 16% em agosto

A inadimplência das empresas brasileiras avançou 16,1% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, reflexo do aprofundamento da recessão, associado aos juros e dólar mais altos, informou a consultoria Serasa Experian nesta segunda-feira. De janeiro a agosto, o índice de inadimplência das empresas já acumula alta de 13,3%, maior nível desde 2012, quando subiu 14,3% no mesmo período. O valor médio dos títulos protestados cresceu 15,4% no acumulado do ano, ao passo que os cheques sem fundos subiram 6,8%. “O aprofundamento da recessão econômica e as escaladas das taxas de juros e do dólar estão impactando negativamente a geração de caixa e a capacidade de pagamento das empresas, impondo sérias dificuldades à quitação de seus compromissos financeiros neste ano de 2015″, disse a Serasa, em comunicado. Já na comparação de agosto com julho, a inadimplência recuou 5,7%, influenciada pela queda de 13,4% dos cheques sem fundo e baixa de 2% nos protestos.

Juros e alta do dólar fazem dívida pública subir 3,16% em agosto


O estoque da dívida pública federal subiu 3,16% em agosto em comparação com julho, somando 2,68 trilhões de reais, informou nesta segunda-feira o Tesouro Nacional. Em julho, o estoque estava em 2,60 trilhões de reais. A dívida pública federal inclui as dívidas interna e externa. Os dados mostram que o aumento da dívida no mês está relacionado principalmente à apropriação de juros, que não são pagos e entram no cálculo da dívida. Os gastos com juros somaram 36,89 bilhões de reais. Em agosto, foram emitidos 66,11 bilhões de reais em papéis da dívida federal, quando o governo pega emprestado, enquanto foram resgatados (ou pagos) 20,67 bilhões de reais. Ou seja, o governo contraiu mais dívida do que pagou. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna subiu 3,1% e fechou o mês em 2,55 trilhões de reais. Já a Dívida Pública Federal externa teve um aumento de 4,35% por causa da valorização do dólar, totalizando 134,32 bilhões de reais (ou 36,83 bilhões de dólares) no mês passado. A participação dos investidores estrangeiros no estoque da dívida interna caiu de 19,56% em julho para 19,14% em agosto, somando 488,51 bilhões de reais. 

Israel responde a foguetes sírios que caíram nas Colinas de Golã


Israel abriu fogo de artilharia contra posições do Exército sírio nas colinas de Golã, na noite deste domingo, em resposta a disparos de foguetes procedentes da Síria, informou o porta-voz do exército israelense, Peter Lerner. "Israel não vai tolerar nenhuma violação de sua soberania. O Exército sírio é responsável e deve prestar contas por qualquer agressão que provenha de seu território", afirmou Lerner, em um comunicado. Os foguetes, disparados da Síria, no sábado e no domingo, não causaram vítimas ou danos materiais. O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), ONG que dispõe de uma ampla rede de informação na Síria, anunciou "que pelo menos três dos quatro foguetes israelenses atingiram um edifício militar do regime sírio" em Saryeh, na província de Quneitra. Desde o início da guerra civil síria, em 2011, a situação no Golã se tornou muito tensa, com muitos foguetes lançados contra Israel, o que provoca a reação do Estado hebraico. Israel ocupou 1.200 quilômetros quadrados nas colinas de Golã durante a guerra dos Seis Dias, em 1967, que posteriormente anexou ao seu território, o que não é reconhecido pela comunidade internacional. Os dois fiéis aliados da Síria, Rússia e Irã estão conseguindo impor aos países ocidentais sua estratégia de fazer da luta contra os jihadistas na Síria uma prioridade absoluta, mantendo no cargo o ditador Bashar Assad. O presidente russo Vladimir Putin, que vai se reunir nesta segunda-feira, em Nova York, com o colega americano Barack Obama, revelou que pretende trabalhar junto com os americanos para construir uma nova coalizão e combater o grupo Estado Islâmico (EI). A conversa com Obama, em Nova York, também terá como pano de fundo o aumento da presença russa na Síria e seu ativismo diplomático neste tema. O chefe do Kremlin é um dos dirigentes mais aguardados na Assembleia Geral da ONU, nesta segunda-feira, onde fará um discurso no qual, segundo previsões, defenderá seu aliado sírio e revelará seu plano da nova coalizão ampliada para combater o EI. As iniciativas russas preocupam os Estados Unidos e seus aliados europeus, que parecem estar cada vez mais obrigados a reagir diante das ações de Moscou, em um momento em que sua própria estratégia militar contra o EI parece patinar. "Estamos tentando compreender quais são as intenções da Rússia e da Síria e de tentar ver se há uma forma de encontrar uma saída benéfica", admitiu, neste domingo, um alto funcionário do Departamento de Estado americano. 

Nasa informa que Marte tem água líquida em sua superfície


A Nasa anunciou nesta segunda-feira que encontrou as "provas mais sólidas" até o momento da existência de água líquida em Marte. De acordo com a agência espacial americana, imagens da sonda Mars Reconaissance Orbiter (MRO), em órbita no planeta vermelho localizaram veios de cerca de cem metros de comprimento e cinco metros de largura que, segundo a hipótese dos cientistas, abriga água corrente. Além de estar na forma líquida, a água tem grandes possibilidades de ser salgada, pois já foram encontradas marcas de sais hidratados em algumas das crateras do planeta. Água na forma líquida e salgada seriam algumas das condições mais propícias ao surgimento e desenvolvimento de vida. De acordo com a Nasa, há "evidência espectral" de que as linhas em quatro lugares diferentes da superfície de Marte "confirmam a hipótese" que existe por conta da "atividade atual de água salobra", segundo os pesquisadores de um estudo que será apresentado nesta semana no Congresso de Ciência Planetária Europeu, realizado em Nantes (França).

Petrobras, em violenta crise causada pelo regime petralha, e com caixa esgoelado, revê contratos e cobra multas de seus fornecedores


Com o aprofundamento da crise da Petrobras, causado pelo saque produzido pelo regime petralha, cresce o número de fornecedoras do setor de óleo e gás que avaliam ir à Justiça contra a companhia. Uma dezena de afiliadas à Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) já estuda processar a petroleira, diz José Velloso, presidente executivo da entidade. É que o aperto no caixa da estatal — que impôs uma freada em desembolsos — afeta as finanças da cadeia produtiva do segmento. E impulsiona as consultas a advogados especializados sobre os caminhos do litígio contra a gigante brasileira de petróleo. "Num mercado em que a Petrobras é quase cliente único, processar a empresa é uma decisão extrema e que deve ser avaliada considerando o peso da estatal na carteira do fornecedor. Era raro. Mas, no atual cenário, vai acontecer", conta Velloso: "O mercado está parado. A Petrobras não nos recebe. Pelo vácuo de informação, em caso extremo, recomendamos ao associado ir à Justiça contra a companhia". A Abimaq conta com 500 fornecedoras de máquinas e equipamentos para o setor de óleo e gás, que respondem por quase dez mil das 35 mil demissões nessa indústria de janeiro a julho. Cerca de 90 empresas esperam receber pagamentos de companhias em recuperação judicial, conta Velloso. Destas, 50 processam empresas que fazem a intermediação entre a Petrobras e os fornecedores na execução de projetos. "Já há perto de R$ 500 milhões em dívidas a serem recebidas por fornecedores de máquinas e equipamentos para óleo e gás", avalia Alberto Machado Neto, professor do MBA da FGV e diretor de Petróleo e Gás da Abimaq. A forte redução nos investimentos da Petrobras — que caíram de uma faixa de US$ 45 bilhões anuais até 2013 para menos de US$ 27 bilhões este ano — tem efeito em cascata no mercado. Uma fonte da estatal conta que serão reduzidos aportes para 2016 para menos de US$ 25 bilhões. A Petrobras reconhece negociar com fornecedores parte de seus contratos visando a redução de custos, mas não informa valores. E afirma seguir na busca pela competitividade nos processos e pelo desenvolvimento nacional de fornecedores, que somam mais de dez mil em seu cadastro. "No setor offshore, as empresas são especializadas. Não é possível diversificar atividades. E a redução da curva do petróleo pela Petrobras é absurda, passando da produção de dois milhões de barris por dia hoje para só 2,8 milhões em 2020. É um crescimento pífio", diz Marcelo Nacif, gerente geral da Swire Oilfield Services, multinacional de serviços de transportes. Para preservar o caixa, a Petrobras renegocia e até rescinde contratos. A concessão de aditivos foi suspensa e, de meados de 2014 para cá, relatam advogados e empresas do setor, é crescente a aplicação de multas às contratadas, incluindo penalidades ligadas a contratos já terminados. A carioca BSM Engenharia, de serviços de logísticas à atividade offshore, foi à Justiça contra a estatal. Argumenta ter sofrido aplicação de multas abusivas, de R$ 18 milhões. E cobra R$ 11,7 milhões por serviços realizados. "A questão mostra uma conduta abusiva por parte da Petrobras. Com a posição dominante que tem no mercado de óleo e gás no Brasil, ela impõe uma série de condições listadas em contrato padrão e que não aceitam negociação de cláusula. (O abuso) fica ainda mais flagrante com as multas, pois faz notificações sobre inadimplementos cometidos mais de um ano atrás. Como fazer a defesa de algo já passado?" — questiona Leonardo Marins, advogado da BSM. Segundo Marins, a Petrobras informa das multas em documentos. As explicações da fornecedora são recusadas sem apresentação de justificativa. Com isso, o valor da multa é descontado do pagamento por serviços prestados. "Isso significa que a empresa recebe um pagamento cada vez menor, reduzindo o fluxo de caixa", pondera Marins, ressaltando que a BSM tem a Petrobras como cliente há mais de 30 anos. A BSM pediu recuperação judicial em julho, dias após rescindir um contrato com a Petrobras, alegando ser inviável manter as operações devido à aplicação de multas abusivas. A Petrobras esclareceu, por meio de nota, que aplicou multas e sanções à empresa ao longo da execução de contrato de serviços para a operação na Base de Imboassica, em Macaé, que tinha duração de cinco anos. As penalidades eram relativas ao não cumprimento de prazos e obrigações contratuais. Após a rescisão do contrato pela BSM, a Petrobras substituiu a empresa por nova contratada. Márcio Cotrim, sócio do escritório Leal Cotrim, vê uma mudança de paradigma: "A estatal tem feito leituras mais restritas dos contratos, favorecendo aplicação de sanções e multas. Como têm cláusulas abertas, as empresas se esforçam para resolver administrativamente, mas já fazem consultas sobre o caminho judicial". A Petrobras afirma que observa a legislação, suas normas internas e os procedimentos previstos em contratos para aplicação de multas e resolução de disputas. E que sempre notifica a empresa de conduta passível de penalidade, garantindo prazo para apresentação de defesa pelo fornecedor, que é avaliada para, só depois, aplicar a multa. O impacto do desinvestimento afeta empresas de todos os portes. Segundo fontes do setor, a Rolls-Royce avalia desativar a fábrica de propulsores marítimos que inaugurou em Duque de Caixas no primeiro trimestre. Já a OneSubsea, unidade de Cameron Schlumberger de produtos e sistemas para o setor de óleo e gás, dizem executivos próximos, estuda direcionar sua produção no País para a exportação. Especialistas avaliam que os debates sobre a posição dominante da Petrobras na indústria de óleo e gás devem esquentar. Para João Emílio Gonçalves, gerente executivo de política industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o tema é incontornável: "Não há como recuperar demanda na cadeia sem recuperação da Petrobras. A discussão sobre contar com um operador único do pré-sal é importante. Limita investimentos e é um fardo para a estatal, que tem de entrar em todos os projetos, mesmo que avalie não ser o melhor".

Economistas já prevêem queda de 1% no PIB de 2016, diz boletim Focus do Banco Central


Os economistas do mercado financeiro consultados pela pesquisa Focus, do Banco Central prevêem que a atividade econômica vai registrar uma contração de 2,80% este ano – é a 11ª piora seguida nas expectativas. Para o ano que vem, a previsão foi reduzida pela oitava vez consecutiva e já se espera que a economia encolha 1%. A previsão de inflação para 2015 e 2016 também foi elevada, assim como a cotação do dólar no fim deste ano e taxa Selic que estará em vigor em dezembro do ano que vem. A piora na expectativa em relação ao PIB do ano que vem está ligada, em grande medida, à previsão de retração de 0,60% na produção industrial, ante uma expectativa de crescimento de 0,20% apontada no levantamento da semana anterior. A inflação, de acordo com o relatório Focus, deve fechar 2015 em 9,46%. Na semana passada, a expectativa era que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficasse em 9,34%. Em 2016, a taxa deve ficar em 5,87% — acima da meta de inflação do Banco Central, que é de 4,5%, podendo variar dois pontos para cima ou para baixo. A previsão para o ano que vem foi elevada pela oitava semana seguida e cada vez mais se aproxima do teto do alvo do governo. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, ficou em 0,39% em setembro, informou o IBGE na terça-feira passada. O resultado mostrou uma desaceleração frente a agosto, quando a taxa foi de 0,43%. Em 12 meses, a inflação acumulada é de 9,57% — mantendo-se como a mais elevada desde dezembro de 2003 (9,86%), já que a taxa de setembro foi exatamente igual a do mesmo mês do ano passado. No ano, a alta de preços é de 7,78%, maior taxa para o período de janeiro a setembro desde 2003 (8,46%).


A inflação deste ano reflete, em grande medida, a forte alta nos preços administrados pelo governo, como o da energia elétrica. O Focus desta semana elevou a previsão para a inflação dos preços controlados de 15,20% para 15,50% este ano. Para 2016, também houve leve elevação, de 5,91% para 5,92%, pressionando o resultado esperado para o IPCA. E após o dólar bater a maior cotação da história do Plano Real, ao superar os R$ 4,24, a taxa de câmbio para este ano foi elevada pela quarta vez consecutiva. A previsão agora é de que o dólar seja vendido a R$ 3,95. Na semana passada, a expectativa era de R$ 3,86. A moeda americana acabou fechando a semana passada a R$ 3,975, com queda de 0,42% em relação ao dia anterior — mas acumulou uma alta de 0,36% de segunda a sexta-feira. A pressão de alta só arrefeceu depois que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que as reservas internacionais são um instrumento que “pode e deve” ser usado para atuação no câmbio, juntamente com uma série de leilões de dólares no mercado. 


No próximo ano, de acordo com os economistas ouvidos pelo Banco Central, a divisa deve chegar a dezembro em R$ 4,00 - mesmo patamar previsto na última pesquisa. Já a Selic para este ano foi mantida no mesmo nível pela nona semana seguida, nos atuais 14,25%. Para 2016, houve mais uma alteração e os economistas subiram a taxa de 12,25% para 12,50%.

Hoje o PT começa a derrubar Dilma

O PT, hoje, apresenta seu plano para a economia. Resultado: o dólar deve voltar a superar os 4 reais. O documento do PT, intitulado “Por um Brasil Justo e Democrático”, condena o pacote fiscal proposto por Dilma Rousseff, dizendo: "O ajuste fiscal em curso está jogando o país numa recessão, promove a deterioração das contas públicas e a redução da capacidade de atuação do Estado em prol do desenvolvimento. Mais grave é a regressão no emprego, salários, no poder aquisitivos e nas políticas sociais". E também: "A lógica que preside a condução do ajuste é a defesa dos interesses dos grandes bancos e fundos de investimento. Eles querem capturar o Estado e submetê-lo a seu estrito controle, privatizar bens públicos, apropriar-se da receita pública, baratear o custo da força de trabalho e fazer regredir o sistema de proteção social". O PT decidiu derrubar Dilma Rousseff derrubando, antes dela, Joaquim Levy.

Terrorismo do mercado

A Rede Brasil Atual, que pertence à Editora Atitude, acusada pela Lava Jato de lavar dinheiro roubado da Petrobras, conversou com Márcio Pochmann e Eduardo Fagnani, os coordenadores do plano econômico do PT. A crise, segundo eles, não foi gerada por Dilma Rousseff e Guido Mantega: "Nós temos clareza de que a crise, até 2014, tão difundida como uma crise terminal da economia brasileira, não encontra respaldo nos dados econômicos. O cenário econômico foi contaminado pelo cenário político. Então, é uma crise totalmente fabricada, de certa forma, pelo terrorismo econômico do mercado”.

O aglutinador de PSDB e PT

A decisão do STF de fatiar a Lava Jato, segundo o Valor, "contou com um operador discreto e eficiente: o advogado Nelson Jobim". Ministro de Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff, ele desempenha o papel de "aglutinador entre ministros do STF, criminalistas e políticos". Seu primo, Atan Barbosa, preso em flagrante pela Lava Jato, foi acusado de ser um aglutinador de propinas da construtora Iesa a Pedro Barusco. (O Antagonista)

Dilma vai ser investigada nos Estados Unidos

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos aguarda o resultado da Lava Jato para investigar Dilma Rousseff. A informação é da Arko Advice. O caso da presidente da República "vem sendo tratado com cuidado nos Estados Unidos e não deve ter desdobramento relevante antes de uma definição mais precisa da Lava Jato ou, até mesmo, do fim de seu mandato. As autoridades norte-americanas sabem que uma investigação aberta contra Dilma levaria todo o esforço para melhorar o relacionamento dos Estados Unidos com o Brasil à estaca zero. No entanto, as autoridades sabem também que a cada dia as evidências de malfeitos se tornam mais avassaladoras. E acreditam firmemente que as punições devem ser exemplares para mandar um sinal claro contra a corrupção".

Microgates

A imprensa diz que Bill Gates pediu desculpas a Dilma Rousseff e que sua entidade filantrópica não está processando a Petrobras. O link do processo está aqui. Bill & Melinda Foundation Trust processa a Petrobras e, também, a Pricewaterhousecoopers Auditores Independentes.

Previsões

A consultoria de investimentos Whatscall prevê que:
1 - Dilma Rousseff deve cair entre dezembro deste ano e março de 2016.
2 - Sua queda vai refrescar a crise financeira do Brasil.
3 - Quando o país finalmente se livrar de Dilma Rousseff, o dólar vai se estabilizar no patamar de 3,50 reais.
O Antagonista não é uma consultoria de investimentos, mas concorda com os pontos 1, 2 e 3.

Das Vergonha

A Audi, que pertence à Volkwagen, reconheceu hoje que falsificou os resultados dos testes antipoluição de 2,1 milhões de carros a diesel, usando o mesmo software da matriz descoberto pelos americanos. Desses 2,1 milhões de carros, 1,42 milhões foram vendidos na Europa Ocidental, 577 000 na Alemanha e 13 000 nos Estados Unidos. Das Vergonha.

Preço do pão no Rio Grande do Sul vai aumentar 20% já nesta semana

O Sindicato da Indústria de Panificação do Rio Grande do Sul prevê aumento entre 10% a 20% para o preço do pão no Estado. Tudo por conta da alta do dólar, que tornou mais caro trigo importado e influiu na alta do trigo brasileiro. O Brasil importa metade do cereal que consome. No total, são 11 milhões de toneladas e metade é importada.

BTG recomenda não comprar ações do Bradesco

O BTG Pactual divulgou relatório em que comenta as ações do Bradesco (BBDC4) após encontro com investidores no papel e a direção da empresa. Os analistas afirmam que, apesar do valuation abaixo da média para o papel, é difícil se manter otimista no momento atual e, com isso, atribuem a recomendação neutra para os papéis do banco. Os analistas esperam que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro continue a se deteriorar, mais desdobramentos da operação Lava Jato, alta do desemprego, entre outros fatores que podem pressionar ainda mais as receitas dos bancos e qualidade de recursos. Por isso, os analistas preferem outros papéis no setor financeiro que não os bancos, como a Cielo (CIEL3), Cetip (CTIP3) e BB Seguridade (BBSE3). A equipe de análise relata que o banco admitiu que o cenário brasileiro tem se mostrado bastante desafiador, mas que ele continua na expectativa de apresentar bons números. Um melhor mix e sólida originação de empréstimos deve limitar a deterioração, apontam os analistas. Em relação à aquisição do HSBC, a expectativa que o banco trabalha é que ela seja concluída ainda em 2015.

Petrobrás convida para licitação empresa alvo da Operação Lava Jato

Após um ano impedida de contratar com a Petrobrás, a empresa holandesa de aluguel de plataformas e embarcações SBM Offshore anunciou nesta segunda-feira, 28, que foi novamente convidada pela estatal a participar de duas licitações. A empresa, que confirmou ter feito pagamentos de propina a funcionários da estatal e "agentes públicos", no último ano, irá participar da concorrência para oferta de duas unidades de produção para o pré-sal, nas áreas de Sépia e Libra, ambas na Bacia de Santos, com previsão de operação entre 2019 e 2020. Em comunicado publicado em seu site, a empresa holandesa diz ter sido notificada pela Petrobrás de que estaria "habilitada" a participar das novas licitações para afretamento de navios-plataforma. A participação, entretanto, ainda depende de aprovação das demais empresas que compõem o consórcio de Libra. "Isto segue uma revisão completa de padrões de conformidade do grupo pela Petrobrás, incluindo o seu departamento de conformidade", informa o comunicado. A empresa informou, também, que segue em colaboração com as autoridades brasileiras. Em maio, a SBM firmou acordo de leniência com a Controladoria-Geral da União (CGU) - o primeiro entre as empresas investigadas por corrupção na Petrobrás. A empresa reconheceu ter pago cerca de R$ 139 milhões em "comissões" a agentes públicos entre 2007 e 2011 para conseguir informações e contratos com a Petrobrás.


Ao todo, 14 funcionários e ex-funcionários da estatal são alvo de processo na Controladoria por participação no esquema. Um deles é o ex-gerente executivo Pedro Barusco, que confirmou ter recebido propina. Barusco fez acordo de delação premiada na Operação Lava Jato e prometeu devolver US$ 97 milhões aos cofres públicos. Desse total, R$ 69 já foram devolvidos à estatal em julho. Barusco já depôs sobre suposto pagamento de propinas a funcionários da estatal brasileira pela SBM. As primeiras denúncias do escândalo surgiram em janeiro do último ano, após a revelação do esquema internacional de propinas da SBM. A Petrobrás, então, abriu uma auditoria interna para apurar as informações sem ter identificado qualquer irregularidade. Cerca de cinco meses depois, entretanto, a própria SBM alertou a então presidente da estatal, Graça Foster, sobre o esquema de corrupção em seus contratos, quando foi bloqueada de participar de novas concorrências públicas. A SBM é uma das principais afretadoras de embarcações à Petrobrás, com cerca de R$ 20 bilhões em contratos ativos com a estatal. No último ano, a empresa confirmou ter descoberto esquema de pagamento de propina para obter informações sigilosas da estatal. A empresa também mantinha esquemas semelhantes em outros dois países da África, razão pela qual firmou acordo de leniência com o ministério público holandês no valor de US$ 240 milhões.  Desde setembro, a Petrobrás abriu caminho para reabilitar as empresas suspeitas de corrupção em seus contratos. A estatal encaminhou carta a cerca de 30 empresas que estavam bloqueadas de participar de suas licitações, em função das investigações de corrupção. O comunicado incluía um questionário para recadastramento, considerada etapa inicial para "eventual processo de desbloqueio". No questionário, com 59 itens divididos em seis temas, abordava aspectos como punição de funcionários envolvidos em denúncias, evolução das investigações internas e procedimentos adotados para a governança das empresas.

AB Inbev deve ofertar £ 70 bilhões por SAB Miller nesta semana


A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, pode fazer uma oferta de £ 70 bilhões (R$ 423 bilhões) pela SAB Miller, a segunda maior, ainda nesta semana. A informação é do jornal britânico "Sunday Times", deste domingo. Segundo fontes do veículo, as duas maiores cervejarias do mundo iniciaram conversas "amigáveis" e a oferta poderá acontecer em dias. A notícia sobre a oferta passou a circular na semana retrasada. Caso se efetive, a compra criaria uma empresa de US$ 275 bilhões que responderia por uma em cada três garrafas de cerveja produzidas no planeta. A união entre a fabricante das cervejas Budweiser e Stella Artois e o grupo por trás das marcas Peroni e Grolsch se enquadraria como uma das maiores tomadas de controle acionário da história, e a maior em um ano que já vem sendo o mais forte em termos de transações de grande valor desde 2007. Também representaria um novo estágio na notável consolidação do setor mundial de cerveja propelida por um grupo de investidores brasileiros liderado por Jorge Paulo Lemann. Trata-se do mesmo grupo de investidores que criou a 3G Capital, companhia brasileira de capital privado que vem adquirindo companhias do setor de alimentação nos Estados Unidos, entre as quais a Heinz, Kraft e Burger King, em certos casos com o apoio do investidor serial Warren Buffett.

Lula reúne cúpula do PT para debater reforma ministerial e crise, incluindo a debandada do partido

O ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") se reúne, nesta quarta-feira (30), com o comando nacional do PT para discutir saídas para crise política e contra eventual processo de impeachment. A participação de Lula X9 atende a um pedido da cúpula do partido, que pretende discutir com ele os rumos do PT. Embora não exista uma pauta pré-definida, petistas afirmam que a intenção é debater a reforma ministerial elaborada pela presidente Dilma Rousseff e estratégia em defesa da permanência da presidente. Mas, na verdade o PT também recorreu a Lula X9 para que ele detenha a debandada de deputados e senadores, além da legião de prefeitos e vereadores que, temendo derrota nas eleições, migraram de partido, o que está acontecendo no País inteiro de maneira vertiginosa. A reunião consumirá todo o dia. A movimentação de Lula X9 é fruto de uma estratégia traçada com a concordância de Dilma. Segundo seus colaboradores, Lula X9 deve ampliar sua presença na vida do partido, além de viajar pelo País e a Brasília. Quem está pagando as viagens de jatinho? 

MST invade fazenda de Pedro Corrêa; a família diz que PT está por trás da invasão


Dezenas de famílias da organização criminosa terrorista clandestina Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram nesta manhã deste domingo a Fazenda Boa Esperança, de propriedade da família do ex-deputado federal Pedro Corrêa, no município de Brejo da Madre de Deus (PE), a 200 quilômetros da capital Recife. Familiares do ex-deputado afirmam que a ação é uma retaliação às revelações que Pedro Corrêa, preso na Operação Lava Jato, vem fazendo dentro do processo de delação premiada que ele negocia com a Justiça. "Estou preocupado com a minha segurança e a de meus irmãos. Para se manter no poder, essa gente é capaz de fazer qualquer coisa. Se invadiram a nossa fazenda, o que mais podem fazer? Essa gente do PT é capaz de tudo", disse Fabio Corrêa Neto, filho do ex-deputado. Em sua delação o ex-deputado afirma que o Petrolão foi criado dentro do Palácio do Planalto, com o conhecimento e aval do ex-presidente Lula e mantido pela presidente Dilma Rousseff. Fabio considera a ação um ato de intimidação por parte do PT, que estaria usando o MST para tentar constranger Pedro Corrêa. "Essa fazenda pertence à nossa família desde 1954. Então, um dia depois de VEJA divulgar o que o meu pai está dizendo no processo, o MST invade? Não acredito em coincidência. É uma ação de Lula. Lula manda. Ele acha que dessa forma vai calar o Pedro Corrêa", diz. A família do ex-deputado vai requerer na Justiça a reintegração de posse da fazenda, que é usada para criação de gado, cavalos, ovelha e outros animais de corte.

Artigo de Gustavo Franco, um dos pais do Real - "Precisamos falar sobre capitalismo"

No Brasil, pouca gente sabe definir o que é, mas muitos odeiam o capitalismo.
O Instituto Millenium (ONG dedicada a promover os valores da liberdade, democracia e economia de mercado), um dia desses, colocou uma pessoa na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro, perguntando aos transeuntes o que pensavam sobre o assunto. Três de cada quatro entrevistados ficaram nervosos com a pergunta, recuavam temerosos do microfone, ou resmungavam desconfortos variados como “aqui no Brasil não tem isso não”, “sei não senhora” e que tais. O restante das respostas, inclusive de uma professora do ensino médio, refletiu o que se esperaria obter de uma região outrora conhecida como a “Brizolândia”. Em um belo livro recentemente lançado (“Capitalismo: modo de usar”), Fábio Giambiagi concentra esta mesma mensagem na sua epígrafe, uma fala de Fernando Henrique Cardoso dirigida a Arminio Fraga antes de sua sabatina no Senado como parte de sua nomeação para a presidência do Banco Central. Sem pretender precedência, registro apenas que ouvi este conselho igualzinho nas duas ocasiões em que fui sabatinado. Eis a sabedoria: “o Brasil não gosta do sistema capitalista. Os congressistas não gostam do capitalismo, os jornalistas não gostam do capitalismo, os universitários não gostam do capitalismo”. 
Como explicar essa estranha hostilidade ao sistema econômico que prevalece em todo o planeta, excetuadas algumas comunidades primitivas isoladas no Caribe e na Ásia, e cujo indiscutível e extraordinário sucesso aniquilou qualquer concorrência?
Afinal, o capitalismo é o sistema econômico baseado na propriedade privada, na liberdade de empreender, na letra da lei, e na centralidade do mercado para estabelecer os preços. Que há de tão errado com isso?
O fato é que são reveladoras as respostas ouvidas na Brizolândia.
Em primeiro lugar, destaque-se a apatia, muito provavelmente incentivada por valores nossos, mal cultivados. Hierarquias e privilégios parecem mais naturais no Brasil que a igualdade diante da lei e a impessoalidade. Valores “maiores” parecem prevalecer sobre os da contabilidade ou da sustentabilidade: os balanços fecham no Palácio, os patrimônios “não têm preço”, prejuízos “não importam”, e a criatividade permeia partidas dobradas. E por fim, o mercado, a meritocracia e a competição, são coisas para nossos inimigos, pois é o que se passa na “rua” e não na “casa”, como ensina Roberto DaMatta.
Em segundo lugar, trata-se do sucesso do capitalismo como se houvesse dúvida sobre isso. O próprio Marx, em seu famoso manifesto, em 1848, as eliminou ao afirmar que “a burguesia, em seu reinado de apenas um século, gerou um poder de produção mais massivo e colossal do que todas as gerações anteriores reunidas”. O erro estava em prever o colapso do sistema, ou exagerar nos efeitos colaterais.
Sobre desigualdade, é preciso cuidado com um sofisma muito comum. O progresso material não é igual em diferentes regiões do planeta, ou mesmo dentro de um país. Muitas regiões do continente africano vivem hoje do mesmo jeito que viviam há 500 anos, e nessa ocasião os nativos da região hoje conhecida como a Califórnia estavam nesta mesma faixa de renda. Em nossos dias, diante da brutal diferença de bem-estar entre essas regiões pode-se distinguir ao menos dois tipos de reações: de um lado, os que se encantam com o desenvolvimento californiano e procuram emular seus valores, e, de outro, os que afirmam que esses 500 anos de capitalismo aprofundaram a desigualdade (fato estatístico indiscutível, eis que uma das regiões simplesmente ficou estacionada) ou que, um tanto mais canhestramente, os californianos ficaram ricos explorando os africanos, ou os mexicanos. Ou seja, o vilão é quem deu certo, e o sucesso é sempre pecaminoso, segundo a Brizolândia.
O fato é que, contrariamente aos países onde as virtudes burguesas — empreendedorismo, parcimônia, iniciativa e integridade — são louvadas, nosso capitalismo meio patrimonialista sempre foi visto como um jogo de cartas marcadas, onde os valores a cultivar eram outros: conexões com o governo, imprevidência, reservas de mercado e malandragem.
Um “capitalismo pela metade” pode produzir um sucesso pela metade (ou um “meio fracasso”, um País eternamente do futuro), com distorções imensas, como ocorreu no Brasil dos anos 1980, e mesmo um retrocesso, como na Argentina. As nações podem simplesmente fracassar.
Em um famoso discurso no Senado em junho de 1989, o senador Mário Covas, um homem de centro-esquerda e inatacáveis credenciais nacionalistas, proclamou que o Brasil precisava de um “choque de capitalismo”. Era um desabafo a propósito da democracia que ele tanto lutara para reconstruir, e que vivia, naquele mês, uma inflação de 28,6%. A democracia não deveria levar o País à insensatez econômica. Covas disputava a presidência, e no primeiro turno obteve apenas 11,5% dos votos, ficando em quarto lugar. Em dezembro, quando ocorreu o segundo turno, a inflação rompeu oficialmente a barreira da hiperinflação: 51,5% naquele mês. Covas estava correto em que havia algo de muito errado nesse nosso “anticapitalismo” patológico e fora de época, mas o paciente não estava convencido do tratamento. Ainda era forte a demanda por mágica.
Diversos choques se seguiram, mas o de capitalismo só avançou mesmo com o “não choque” representado pelo Plano Real e suas reformas: privatização, responsabilidade fiscal, abertura e as outras que, em seu conjunto, trouxeram a inflação brasileira para níveis de primeiro mundo. Quem poderia imaginar que o sucesso do Plano Real seria o resultado de reformas com o intuito declarado de fazer do Brasil uma economia de mercado por inteiro?
Não obstante, as reformas enfrentaram enorme resistência, esta é a maldição da Brizolândia: uma minoria de perdedores do processo de modernização é sempre capaz de bloquear o que é novo, pois a maioria beneficiada permanece mergulhada na apatia. Os ganhos são dispersos, e os custos concentrados em minorias despojadas de seus privilégios, o velho problema das reformas, e a razão pela qual elas são implementadas por estadistas e não por “gerentonas” ou líderes populistas.
É caprichosa a História, que organiza uma volta ao passado pela ascensão de um líder operário, a quem coube interromper o avanço do capitalismo no Brasil antes que começasse a modernizar demais as coisas. O Brasil mergulha num conservadorismo metido a progressista, cuidadoso e inercial no início, mas que adquire uma feição mais concreta já mais perto de 2008, quando entramos para valer num capitalismo companheiro, ou de quadrilhas e boquinhas.
Não é a inflação que explode, mas a corrupção, uma outra expressão para o fracasso desse capitalismo “pela metade” sobre o qual não vale a pena gastar nem dois tostões de sociologia. Que o digam Joaquim Barbosa e Sergio Moro. Bobos fomos nós em levar a sério a “nova matriz” e outras ridículas vestimentas heterodoxas de que se serviu o cronismo caudilhesco que aqui se implantou. Não era keynesianismo, nem estruturalismo, mas apenas desonestidade, inclusive intelectual.