segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Janot pede ao Supremo para investigar presidente do DEM


A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para investigar o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), suspeito de cometer os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, de acordo com fontes com acesso às investigações. O senador é suspeito de combinar o recebimento de propina com executivos da construtora OAS com valores desviados das obras de Arena das Dunas, estádio no Rio Grande do Norte que sediou quatro jogos da Copa do Mundo de 2014. No entendimento da Procuradoria, o caso não tem vinculação com a Lava Jato e, por isso, não deve ficar sob relatoria do ministro Teori Zavascki, relator das investigações sobre o esquema de corrupção na Petrobrás na Corte. O pedido de abertura de inquérito será encaminhado à presidência do Supremo para ser redistribuído. O caso é mantido oculto no sistema do Tribunal. A Arena das Dunas foi colocada à venda em março deste ano pela OAS, responsável pela obra, menos de um ano depois dos jogos. A medida fez parte de um pacote da construtora para evitar prejuízos junto aos credores. Com dívida de R$ 8 bilhões, a companhia enfrenta dificuldades de crédito no mercado desde que foi vinculada ao esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato. O estádio potiguar custou R$ 423 milhões e foi construído por meio de uma parceira público-privada. Desse total, R$ 100 milhões foram financiados pela OAS; o restante, pelo Governo do Rio Grande do Norte via BNDES.

Delação oficial

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, deve homologar ainda nesta semana a delação premiada do lobista Fernando Baiano, que atuava como operador do PMDB na Petrobras. A colaboração judicial de Baiano, negociada durante vários meses, implica diretamente caciques peemedebistas, como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ) – que segue negando ter sido beneficiado pelo esquema de corrupção na Petrobras. Teori vai mandar ainda nesta semana um juiz auxiliar de seu gabinete a Curitiba, onde Baiano está preso, para cumprir a última formalidade antes da homologação: perguntar ao colaborador se seus depoimentos foram feitos de livre e espontânea vontade, e se seus direitos foram respeitados.

Gasto com "penduricalhos" na Justiça aumenta R$ 1 bilhão em três anos

O gasto com "penduricalhos" aos salários de magistrados e servidores do Poder Judiciário subiu R$ 1 bilhão em valores reais entre 2011 e 2014, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça). De acordo com a série de estudos "Justiça em Números", o dispêndio com benefícios às categorias subiu 37% em três anos. Despesas deste tipo incluem diferentes auxílios oferecidos aos funcionários do Poder Judiciário, desde auxílio educação a funeral. Em setembro o gasto com benefícios em 2014 foi de R$ 3,8 bilhões. A base de dados do CNJ mostra que em 2011 o dispêndio foi de R$ 2,8 bilhões, em valores atualizados (R$ 2,3 bilhões em valores da época). O gasto com benefícios subiu numa proporção maior do que o com remuneração, proventos e pensões, que no período teve alta de 8%, já descontada a inflação. Os "penduricalhos" – como os benefícios são chamados – têm sido criados como uma forma de aumentar o salário dos funcionários do Poder Judiciário. Eles permitem inclusive um vencimento acima do teto constitucional (R$ 33,7 mil), já que não entram no cálculo da remuneração passível de corte. Os valores também não sofrem desconto no Imposto de Renda. Cada Estado define que tipo de benefício concede à categoria, não existindo um padrão nacional. O Supremo Tribunal Federal discute projeto para reforma a Lei Orgânica da Magistratura e padronizar os benefícios no País.  No topo da lista do aumento de benefícios está o Tribunal de Justiça do Acre, onde as despesas deste tipo triplicaram em valores reais entre 2013 e 2014. No ano passado, foram gastos R$ 3,6 milhões, contra R$ 1,2 milhão no ano anterior. Sabem como é, um Estado rico como o Acre pode fazer isso. As verbas indenizatórias também tiveram aumento expressivo nos últimos três anos, segundo o CNJ. A rubrica, que inclui auxílio-moradia, diárias e passagens, entre outros, subiu 65% em valores reais no período (de R$ 722,5 milhões para R$ 1,2 bilhão). Em tese, ela restitui despesas de magistrados e servidores no exercício da função. Mas muitos tribunais pagam a verba sem qualquer comprovação de gasto. Neste caso, dividem o topo do aumento de gasto os Tribunais de Justiça de Alagoas e Paraná. Os dois multiplicaram por seis a despesa com verbas indenizatórias. 

GM suspende turno em São Caetano e aplica "lay-off" até março de 2016


A GM (General Motors) vai suspender temporariamente as operações do segundo turno na fábrica de São Caetano do Sul (SP) a partir de quinta-feira (8) até 7 de março de 2016. Segundo a montadora, os empregados afetados pela medida serão colocados em "lay-off" (suspensão do contrato de trabalho). A empresa não detalha quantos funcionários atuam nesse turno. "A medida é necessária para adequar a produção à atual demanda do mercado brasileiro, que registra queda superior a 30% desde janeiro do ano passado", informou a GM, em nota. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, filiado à Força Sindical, são 1.600 funcionários que trabalham das 15h às 23h41, no segundo turno, e devem ser afastados da fábrica. "Com o 'lay-off', evitamos a demissão desses funcionários. Mas o número nos surpreendeu, porque a negociação que estava em andamento previa a suspensão do contrato de 600 operários", diz Aparecido Inácio da Silva, presidente do sindicato. Outro grupo de cerca de 800 trabalhadores, já em "lay-off", terá prorrogado a suspensão do contrato por um período de mais três meses, de acordo com o sindicato. 

Referência do teatro argentino, Eduardo Pavlovsky morre aos 81 anos

O ator, diretor e dramaturgo argentino Eduardo "Tato" Pavlovsky, pioneiro do psicodrama na América Latina, morreu no domingo (4) de uma parada cardíaca aos 81 anos em Buenos Aires. Seu corpo será velado nesta segunda-feira (5). Referência do teatro argentino, Pavlovsky era médico psicanalista de profissão e somou seus conhecimentos neste campo com seu amor pelos palcos para se converter em um promotor do chamado psicodrama, como terapia de grupo e método criativo. Autor de 20 obras teatrais e 15 livros de teoria sobre processos de criação, ele era uma referência na formação de atores. Desde 2014 mantinha em cartaz na capital argentina uma obra de sua autoria, "Asuntos Pendientes", na qual também era o protagonista. 

O dramaturgo Eduardo Pavlovsky na peça "Variaciones Meyerhold"
Entre suas obras mais celebradas se destacam "El señor Galíndez", "Potestad" e "La muerte de Marguerite Duras" em uma trajetória de mais de 50 anos. Pavlovsky recebeu diversos prêmios, entre eles o Life Achievement Award, em 2014, entregue em Miami no Festival Internacional Hispânico de Teatro. Perseguido durante a ditadura argentina (1966-1983), Pavlovsky se exilou na Espanha, onde prosseguiu sua carreira teatral com êxito. Também teve uma grande carreira no cinema, onde atuou nos filmes "El santo de la espada" (1970), de Leopoldo Torre Nilson; "Los herederos" (1972), de David Stivel, e "El exilio de Gardel" (1985), de Pino Solanas, entre outros.

Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal podem voltar a comprar bancos


O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal podem voltar a fazer aquisições de instituições financeiras, como aconteceu em 2008 e 2009. A autorização foi dada pela presidente Dilma Rousseff por meio da publicação nesta segunda-feira (5) da medida provisória 695. Em 2009, o Banco do Brasil adquiriu parte (49,99%) do banco Votorantim, cujo grupo econômico passava por dificuldades financeiras causadas pela alta do dólar na época. No final do ano anterior, havia adquirido a Nossa Caixa. No mesmo ano, a Caixa Econômica Federal comprou parte do Panamericano, instituição que pertencia ao empresário e apresentador de TV Silvio Santos. Foi uma negociata pavorosa. Posteriormente,foram descobertas fraudes na contabilidade da instituição financeira. A autorização para esse tipo de operação expirou em junho de 2011. A compra de uma parcela inferior a 50% visava manter essas instituições como braços privados dos bancos estatais, sem impor a elas restrições como, por exemplo, contratações via concursos públicos. Em 2013, o Banco do Brasil chegou a oferecer R$ 2 bilhões por mais 25% do Banco Votorantim. A instituição suspendeu as negociações alegando instabilidade no mercado financeiro, mas não chegou a desistir totalmente do negócio. Na mesma medida provisória, o governo incluiu um artigo para ampliar o uso da Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva), uma raspadinha destinada a arrecadar recursos para o Futebol. Na semana passada, o Conselho Nacional de Desestatização aprovou a criação da Caixa Instantânea S.A., subsidiária da Caixa Econômica Federal que foi incluída no programa de privatização do governo e vai administrar as raspadinhas. A Lotex poderá contar com outros temas "que possam aumentar a atratividade comercial do produto", além do futebol, como eventos de grande apelo popular, datas comemorativas, referências culturais e licenciamentos de marcas ou personagens.

Nardes deveria se declarar suspeito para julgar contas, diz líder do PT

Em consonância com o governo, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), defendeu nesta segunda-feira (5) que o relator do processo de análise das contas da presidente Dilma Rousseff de 2014, Augusto Nardes, se declare suspeito para continuar no caso. Para o petista, o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) "assumiu um papel político" no caso. "Ele deveria se declarar suspeito. Em dissonância com a própria legislação que rege a magistratura, ele assumiu um papel político nesse processo. Ele declarou antecipadamente o seu voto, inclusive pela imprensa. Fez ações políticas junto a diversos segmentos no sentido de pressionar a Casa para se alinhar ao parecer que vai apresentar e que ele já disse que é pela rejeição das contas", afirmou Costa. O governo encaminhou nesta segunda, um pedido para que o plenário do TCU, composto por nove ministros, decida se Nardes deve ser afastado do caso. O Palácio do Planalto alega que o ministro cometeu uma irregularidade ao opinar publicamente sobe o assunto e antecipar publicamente, segundo o governo, o seu voto. O julgamento das contas está marcado para esta quarta-feira (7). O Advogado-Geral da União, Luiz Inácio Adams, afirmou que caso o TCU não aceite trocar o relator do processo, o governo vai entrar com o pedido de troca em tribunais superiores. O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), ministro Aroldo Cedraz, no entanto, vê poucas chances do tribunal adiar o julgamento das contas de 2014 do governo Dilma Rousseff. "A Corte, que é um órgão de apoio ao Legislativo, precisa ser completamente imparcial. Eu acho que ele [Nardes] deveria se declarar suspeito para participar dessa votação. Eu me refiro ao próprio ministro. Ele que deveria se declarar como suspeito e não o governo fazer isso como pressão", disse Costa. 

STJ mantém prisão de João Vaccari, ex-tesoureiro do PT, e do empresário Carlos Chater


O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, manteve nesta segunda-feira (5) a prisão do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e do empresário Carlos Chater, acusados de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. Vaccari Neto foi condenado a 15 anos e quatro meses de reclusão, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Chater foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão, em regime fechado, pelo crime de lavagem de dinheiro. Os dois estão presos em Curitiba. Ele também é relator do pedido de liberdade do dono da Odebrecht, Marcelo Odebrecht. Essa foi a primeira decisão de Ribeiro Dantas na Lava Jato, que tomou posse na semana passada no STJ e passou a integrar a 5ª Turma, responsável pelos processos relativos à operação que investiga denúncias de corrupção na Petrobras. Ribeiro Dantas é considerado garantista em matéria penal e "politicamente articulado". Segundo colocado da lista tríplice, foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff com o aval do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e patrocínio do presidente do STJ, Francisco Falcão. A nomeação é vista com reservas por investigadores da Lava Jato. Trisotto, que deixa o tribunal, costuma seguir decisões do juiz Sergio Moro. Advogados de empreiteiros presos disseram acreditar que Ribeiro Dantas tende a ser mais sensível aos argumentos pró-libertação de seus clientes do que o antecessor. Investigadores temem que o novo ministro cumpra o seguinte roteiro: a anulação de provas de terceiros, peixes pequenos, criando jurisprudência que será aplicada depois para beneficiar grandes empresários, réus ou condenados na Justiça Federal do Paraná. Indagado na sabatina do Senado sobre a operação, ele foi categórico: "Não tenho nenhum conhecimento com o senhor Marcelo Odebrecht nem com ninguém da Lava Jato. Simplesmente não os conheço. Por isso, não tenho impedimento nem suspeição".

Não é fácil deixar de ser Mané - Em Florianópolis, cartão enviado pela Secretaria de Educação é vergonhoso


Na quarta-feira (30), secretárias da rede municipal de educação de Florianópolis receberam um cartão virtual com uma ilustração péssima felicitando-as pelo dia da profissional. A imagem, que tem uma mulher em posição insinuante e com postura desastrada, foi enviada pela Secretaria Municipal de Educação e vinha acompanhada da seguinte mensagem: "Hoje é dia da secretária! É claro que lembramos de você! Uma pessoa competente, dedicada, eficiente e acima de tudo importante para nós! Parabéns pelo seu dia!". O mesmo e-mail foi enviado aos secretários homens da rede pública do município. O e-mail causou repercussão nas redes sociais e em grupos de Whatsapp de diretores de escolas municipais, que se mostraram indignados. "É uma vergonha", "Que figura de mau gosto", "Cadê a retratação da secretaria e do prefeito?" - foram algumas das publicações. O e-mail foi assinado pela Diretoria do Observatório da Educação (Diobe), responsável por "organizar e administrar o sistema de planejamento setorial da Secretaria", e pela Gerência de Informações Educacionais (Geinfe), que levanta dados para subsidiar o trabalho dessa diretoria. 

PMDB ameaça ir contra governo em 1ª votação após reforma ministerial

Horas depois de ser contemplado com sete ministérios na reforma promovida por Dilma Rousseff, o PMDB ameaçou, nesta segunda-feira (5), votar contra governo numa votação programada para amanhã. O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), disse ao secretário de Governo, Ricardo Berzoini, que ele mesmo votaria contra o governo caso fosse a plenário o requerimento de urgência para o projeto sobre o regime de partilha de produção na exploração do pré-sal. O governo não quer que o projeto seja votado. Mas, como o requerimento de urgência estava com votação prevista para esta semana, Picciani disse que não poderia apoiar o governo nessa disputa. O alerta foi feito durante reunião dos partidos da base aliada, no Palácio do Planalto. A líder do PCdoB, Jandira Feghali (RJ), reagiu alegando que essa seria uma desmoralização do Governo. O projeto apresentado há dois anos altera o sistema de concessões adotado desde 2010. Para contornar o problema, Berzoini pediu que os líderes adiassem a votação do requerimento. Outros projetos, como de regulamentação de profissões, tiveram votação adiada. Segundo participantes, foi adiada a discussão de todos os requerimentos de urgência. Ainda segundo participantes, esse não foi o único embate na reunião dos líderes, a primeira depois da reforma ministerial. O líder do PSD, Sérgio Rosso (DF), insistiu na convocação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para que vá à Câmara justificar o ajuste fiscal. Recém-empossado na Secretaria de Governo, Berzoini sugeriu que a convocação seja substituída por um convite. Rosso recusou a proposta. Mais uma vez, Jandira, interveio. Segundo participantes, ela afirmou que Levy "é a cara da crise" e sua convocação seria um sinal de "desmantelo". A discussão também foi adiada.

Peemedebistas avaliam ação contra Nardes como "tiro no pé" do governo

Integrantes de diferentes alas do PMDB avaliaram que o Planalto deu "um tiro no pé" ao lançar uma ofensiva contra o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, relator das contas da presidente Dilma Rousseff do ano de 2014, neste domingo (4). Mesmo integrantes do partido que são simpáticos à petista e atuam como bombeiros no Congresso disseram, reservadamente, que o pedido de afastamento de Nardes do julgamento das contas de Dilma acabou por inflamar o "espírito de corpo" dos demais integrantes da Corte. Na ala da sigla que já não esconde sua contrariedade com a presidente as críticas foram contundentes. O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), por exemplo, disse que a petista mostra sua incapacidade de avaliar a gravidade de sua própria situação ao autorizar ações como a que o advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, abriu contra Nardes. "A única crise que ainda não se tinha era a institucional. E o que eles fazem? Começam a criar uma", avaliou. "Boa parte dos integrantes do TCU vieram do Legislativo. O órgão é auxiliar do Congresso. Não deixa de ser uma intromissão", concluiu. A ala mais moderada do PMDB disse que, ao pedir o afastamento de Nardes, o governo Dilma buscava apenas ganhar tempo para continuar manobrando no Congresso e tentar diminuir o ímpeto dos que trabalham pela abertura de um processo de impeachment, mas a repercussão da iniciativa foi tão ruim, avaliaram, que pode acabar desencadeando o efeito contrário. Nesta segunda-feira (5), após reunião na Presidência do TCU, os ministros da Corte decidiram manter a data do julgamento das contas de Dilma, marcado para esta quarta-feira (7). O pedido de suspeição de Nardes será avaliado no mesmo dia, no início da sessão. Os peemedebistas acham que, com isso, o governo vai amargar uma dupla derrota: verá a Corte manter Nardes como relator do processo e o plenário rejeitar as contas da presidente, por manobras contábeis como as chamadas "pedaladas fiscais".

O bandido petista mensaleiro e covardaço Henrique Pizzolato recorre à Corte Européia para evitar extradição ao Brasil


Um dos advogados do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, o bandido petista mensaleiro e covardaço Henrique Pizzolato entrou nesta segunda-feira com um recurso na Corte Européia, em Estrasburgo, na França, para evitar a extradição de seu cliente para o Brasil. O advogado tenta reverter a decisão da Justiça italiana. Se considerar necessário, a Corte Européia pode suspender, em caráter liminar, a viagem de retorno do ex-diretor. Mas autoridades consideram remotas as chances de uma decisão favorável ao condenado do Mensalão do PT nas atuais circunstâncias. Pelas informações repassadas pelo governo italiano à Procuradoria-Geral da República, Pizzolato será entregue aos policiais brasileiros e estará pronto para retornar ao país nesta quarta-feira. A equipe da Polícia Federal já está na Itália para fazer a escolta do ex-diretor de Milão para Brasília. Sua extradição foi aprovada pela Justiça e, no dia 22 do mês passado, confirmada em definitivo pelo Conselho de Estado italiano. Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no processo do Mensalão do PT. Como o covardaço fugiu a sua pena deverá ser agravada pelo Supremo Tribunal Federal. A equipe da Polícia Federal destacada para buscar o bandido petista mensaleiro e covardaço Henrique Pizzolato é formada por três policiais e uma médica. Segundo uma autoridade que acompanha o caso de perto, a médica dará assistência ao ex-diretor em eventual emergência. A polícia também quer evitar qualquer imprevisto. Desde que foi preso, Pizzolato tem reclamado de problemas de saúde. Num determinado momento, ele teria dito até que preferiria morrer a cumprir pena em um presídio no Brasil. A ordem é garantir o retorno do ex-diretor petista sem qualquer contratempo. Pizzolato deverá deixar Milão nesta quarta-feira num vôo com destino ao aeroporto internacional de Guarulhos. A previsão é que o ex-diretor chegue em Brasília na manhã de quinta-feira, quando será levado para a ala de presos federais do presídio da Papuda. O bandido petista mensaleiro covardaço Henrique Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por receber R$ 326 mil de Marcos Valério Fernandes de Souza, o operador do Mensalão do PT. Ele recebeu o dinheiro para antecipar a liberação de verbas publicitárias para uma das empresas de Marcos Valério. A extradição de Pizzolato foi aprovada a partir de um pedido do procurador-geral Rodrigo Janot e de uma intensa movimentação da Secretaria de Cooperação Jurídica Internacional da Procuradoria-Geral da República. Em um dos momentos decisivos, a equipe de Janot gravou e mandou para Itália imagens dos presídios brasileiros que poderiam abrigar Pizzolato, um em Brasília e dois em Santa Catarina. Pelas imagens, o Conselho de Estado italiano entendeu que os presídios indicados estão em condições de receber o ex-diretor. Pizzolato recorrera conta a extradição com o argumento de que os presídios brasileiros não garantem aos presos o direito a integridade física. O Ministério Público Federal reconhece os graves problemas do sistema carcerário do País. Mas entende que os presídios indicados para receber Pizzolato estão em condições adequadas. A prisão do ex-diretor do Banco do Brasil, ex-candidato do PT ao governo do Paraná, e outros condenados do Mensalão do PT foi decretada em 15 de novembro de 2013. Mas, meses antes da emissão das ordens de prisão, o ex-diretor covardaço fugiu para a Itália. Ele acreditava que, por ter dupla cidadania, brasileira e italiana, não seria extraditado. Mas, numa decisão que surpreendeu até autoridades brasileiras, a Justiça italiana aprovou a extradição. O ex-diretor recorreu várias vezes. Mas, no final do mês passado, o Conselho de Estado, confirmou a extradição. Semana passada, o governo italiano informou à Procuradoria-Geral da República por intermédio do Ministério das Relações Exteriores que Henrique Pizzolato seria entregue à polícia brasileira na quarta-feira. Ele está detido em Módena. Segundo autoridades, o ex-diretor será levado até o aeroporto de Milão e, a partir de lá, estará sob a responsabilidade da escolta da Polícia Federal. 

Petrobras anuncia redução de investimento

Assim como já era esperado, a Petrobras anunciou a redução de seus investimentos para esse ano e 2016. Com a queda na cotação do preço do petróleo e o aumento do dólar nos últimos meses, os investimentos previstos pela estatal em 2015 caíram dos US$ 28 bilhões para US$ 25 bilhões. Para 2016, o investimento previsto passou de US$ 27 bilhões para US$ 19 bilhões. Ou seja, a companhia cortou US$ 11 bilhões em novos investimentos. “Na divulgação do Plano de Negócios e Gestão 2015-2019 (PNG 2015-2019) a companhia havia informado que a execução do Plano estaria sujeita a fatores de risco que poderiam impactar adversamente suas projeções, dentre os quais estão incluídas mudanças de variáveis de mercado, como preço do petróleo e taxa de câmbio”, informou a companhia em nota à Comissão de Valores Mobiliários. Pelo PNG, a estatal previa o preço do barril do petróleo a US$ 60 em 2015. Ontem, o barril fechou a US$ 49,15. Além disso, a estatal previa o barril do petróleo a US$ 70 para os anos entre 2016 e 2019. Além disso, a estatal previa câmbio a R$ 3,10 neste ano. Hoje, o dólar fechou a R$ 3,90. A estatal informou ainda, em comunicado, que manteve sua previsão de vender US$15,1 bilhões em ativos. Mas detalhou que, desse total, apenas US$ 700 milhões serão neste ano. O restante, US$ 14,4 bilhões, ficou para 2016. A empresa disse que "compromisso em atuar com disciplina de capital e rentabilidade". Ela também manteve inaltera suas metas de produção previstas para esse ano, de 2,125 milhões de barris por dia.

Prova da hipocrisia insuperável de Porto Alegre - José Fortunati homologa resultado da licitação dos ônibus; é a formalização legal do cartel


O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT, por enquanto, mas a caminho da Rede), homologou esta tarde o resultado da licitação do transporte público. No ato, a prefeitura apresentou também o novo layout dos ônibus da capital gaúcha. A homologação do resultado desta licitação transforma Porto Alegre na capital nacional da hipocrisia. A licitação foi feita em moldes a consagrar o cartel de empresários de ônibus que atua na cidade há mais de 40 anos. E ninguém diz nada, ninguém faz nada, ninguém sente nada, ninguém sabe de nada. Ou seja, o suficiente para decretar que Porto Alegre é mesmo muito hipócrita. Os contratos serão assinados nesta sexta-feira. O prefeito disse que no ano que vem concederá um só aumento de preços para as passagens. Que valente.... não é emocionante?!!! Os novos ônibus serão bicolores, com o cinza na parte de baixo do veículo e outra cor predominante – vermelho, azul, ocre e verde – na parte superior. Assim como é hoje, a cor indicará a bacia a qual a linha atende: vermelho (Norte), azul (Sul), ocre (Centro/Carris) e verde (Leste). 




Outra mudança significativa será o aumento no letreiro da identificação das linhas. “Ampliamos o tamanho do letreiro, que foi uma demanda do orçamento participativo, com luzes leds mais visíveis, para que a visualização seja bastante distante”, ressaltou o presidente da EPTC.

TCU repele tentativa bolivariana de Dilma Rousseff

O Tribunal de Contas da União confirmou para esta quarta-feira o julgamento das pedaladas fiscais do governo Dilma Roussef. Além disto, o TCU já deixou claro que repelirá o pedido da AGU para impugnar o relatório do ministro Augusto Nardes. O governo acabou dando um tiro no pé ao agir bolivarianamente contra Nardes.

A morte de José Eduardo Dutra e os limites que não devem ser ultrapassados

Que tipo de gente vai a um velório, como ocorreu com o de José Eduardo Dutra, para deixar panfletos com a inscrição “Petista bom é petista morto”? Entendam: ainda que alguém pense isso — e as pessoas têm o direito de pensar as coisas mais brutais —, não diz porque é moralmente indecoroso, independentemente de escolha ideológica. Romper essa fronteira do decoro corresponde a romper também um pacto de civilidade. Ninguém melhora nem piora porque morre: petista ou antipetista, corintiano ou palmeirense, flamenguista ou vascaíno. Mas é preciso ter senso de limite. Já relatei aqui a experiência. Em 2006, tive de extrair dois tumores do crânio. Um deles me conferiu aquela cova de golfinho do no alto da testa. Os petralhas fizeram, então, uma corrente torcendo pela minha morte. A agressão mais simpática, até engraçada, afirmava que os médicos haviam arrancado o meu cérebro e posto no lugar os tumores. Um rapaz que fazia um site do então presidente Lula, contratado do Palácio do Planalto, escreveu que eu só tinha tido os tumores porque estava sendo punido pelo meu reacionarismo e porque eu era contra a legalização da maconha. Creio que tivesse queimado muito mato. Não entendi nada. Eu me importava pouco comigo mesmo quanto a essas correntes — Dutra, então, nem ficou sabendo da baixaria. E assim era não por qualquer senso de desapego. Achava aquilo tudo de mau gosto e pronto; burro mesmo! Mas há as pessoas a quem você ama e que o amam. Elas ficam justamente magoadas. Sofrem. Sentem-se agredidas. Não contem comigo jamais para condescender com algo parecido. E não porque tenha acontecido comigo, mas porque tenho limites. Fui coordenador de Política da Sucursal da Folha em Brasília, em 1994. Almocei com Dutra umas quatro ou cinco vezes num dos bandejões do Congresso. Era um sujeito inteligente e cordial no trato. Mas aqueles eram tempos em que o PT estava na oposição, e os jornalistas, mesmo eu não sendo da turma, eram vistos como “companheiros”. Depois ele adotou o padrão petista de confronto com a imprensa. Andamos nos estranhando no Twitter não faz tanto tempo, há coisa de uns dois anos. Depois, não mais. Confesso que nem sabia da gravidade de seu estado de saúde. Lamento a sua morte, como lamento a de qualquer pessoa, e me parece terrível que se tente fazer política com isso. Eu não deixo que divergências dessa natureza contaminem meu juízo. Não morreu só o ex-presidente do PT e da Petrobras. Morreram também o pai, o marido, o filho, o irmão, o amigo dos seus amigos… Não agrido territórios do sagrado — e a vida humana é sagrada pra mim. Ponto final. Reitero: a morte não beatifica ninguém, a não ser os beatos — o que não era o caso de Dutra e de ninguém que eu conheça. As pessoas têm de arcar com o peso de sua história e de suas escolhas, é claro. Mas é bom que todos nós estabeleçamos uma linha, dizendo para nós mesmos: “Daqui não passo”. Eu sei do que são capazes os sem-limites e posso lhes dizer: não gosto deles, pouco me importa se esquerdistas, centristas ou direitistas; pouco me importa se corintianos ou palmeirenses; pouco me importa se carnívoros ou vegetarianos, se guelfos ou gibelinos. Quem estabelece meus limites sou eu mesmo, não meus adversários. Se alguém tiver alguma dúvida sobre o que pensa este blog em casos assim, basta consultar o arquivo. Por Reinaldo Azevedo

Ministério Público paulista apreende R$ 1,5 milhão na casa do prefeito de Indaiatuba


O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira uma operação de busca e apreensão nas prefeituras de Indaiatuba e Bragança Paulista, no interior do Estado. A ação foi realizada por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nas casas dos prefeitos das cidades e em empresas, e investiga fraudes em desapropriações de imóveis. Com apoio da Polícia Militar, os promotores cumpriram catorze mandados de buscas e confiscaram dinheiro, documentos e equipamentos de informática. Doze dos mandados ocorreram em Indaiatuba, onde a polícia apreendeu cerca de 1,5 milhão de reais em cédulas de dólar e euro na casa do prefeito Reinaldo Nogueira (PMDB). Os promotores deixaram o local levando também dois malotes com documentos, pen drives e CPUs de computadores. Em Bragança Paulista, foram alvos de buscas o prédio da prefeitura e a casa do prefeito Fernão Dias da Silva Leme (PT), onde foi apreendida uma arma com mira a laser, de uso restrito. Outros agentes da Polícia Militar se dirigiram às casas de empresários e de um promotor de Justiça, e aos escritórios das empresas imobiliárias Jacitara e JRS. De acordo com o Ministério Público, a suspeita é de que essas companhias tenham adquirido imóveis que eram revendidos ou desapropriados pela prefeitura por preço bem maior. Em um dos casos, em Indaiatuba, o terreno foi comprado pela empresa por 450.000 reais e desapropriado pelo município por 9,9 milhões de reais. Em nota, o Ministério Público de São Paulo confirmou o possível envolvimento de promotor de Indaiatuba. "As diligências foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça no curso de procedimento investigatório criminal, instaurado para apurar a obtenção de vantagem ilícita por agentes públicos e empresários, em razão de desapropriações de glebas de terra para empreendimentos imobiliários e com suposta omissão de membro do Ministério Público com atribuições na área de Meio Ambiente e Habitação e Urbanismo naquela comarca, como também de suposto envolvimento de seu familiar", diz o texto. A prefeitura de Indaiatuba informou em nota que aguarda manifestação do Ministério Público sobre possível denúncia para apresentar a defesa que se fizer necessária. Segundo nota divulgada, o prefeito não estava no local quando os promotores fizeram as buscas, e ele ainda não se manifestou sobre a deflagração da operação em sua casa. A empresa Jacitara informou que ainda apura qual o teor das investigações que levaram à busca e apreensão na sede da companhia. Já a JRS informou que as investigações têm relação apenas com a pessoa física de seu proprietário. A prefeitura de Bragança Paulista informou que até o momento nem a prefeitura, nem o prefeito, foram informados oficialmente das investigações e que estão à disposição para qualquer esclarecimento "sem a necessidade de operações invasivas e sem nenhum direito de defesa". A promotoria de Meio Ambiente e Habitação e Urbanismo e Indaiatuba não se manifestou sobre a denúncia.

Acordo Transpacífico marginaliza o Brasil no comércio internacional


Esta segunda-feira entra para a história como um dia memorável para o comércio exterior. Estados Unidos, Japão e outros dez países selaram um acordo de livre comércio, a Parceria Transpacífica, que tende a dar o tom das próximas negociações a serem costuradas entre as maiores nações do globo. Países como Chile, Peru e México devem se beneficiar do acordo. O Brasil, por sua vez, tende a ser marginalizado no comércio internacional. Especialistas dizem que a consequência mais imediata para o País é o isolamento ainda maior nas transações internacionais. "O Brasil não se interessou por esse tipo de acordo. Tomou posições equivocadas ao dar ênfase à política Sul-Sul (intercâmbio político e econômico entre países em desenvolvimento)", disse o ex-embaixador do Brasil nos EUA, Rubens Barbosa, hoje consultor de negócios e presidente do Conselho Superior do Comércio Exterior da Fiesp: "O Brasil fica ainda mais marginalizado dessas negociações que vão redesenhar o comércio exterior". Além de prever a criação de um bloco econômico, que representa cerca de 40% de toda a economia global, a Parceria Transpacífica é o primeiro pacto assinado entre duas grandes potências mundiais, e vai muito além de eliminar tarifas alfandegárias. O acordo trata da criação de regras comuns entre os 12 países integrantes nas áreas comerciais, trabalhistas e ambientais. Para o ex-embaixador, este é o primeiro de "uma nova geração de acordos". Ele cita as negociações que estão sendo feitas entre Estados Unidos e União Européia para instituir o Transoceânico, nas quais o governo americano deve centrar forças agora. O gerente executivo de comércio exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Diego Bonomo, cita números do setor externo para tentar mensurar os impactos: "No ano passado, nós importamos 60 bilhões e exportamos 54 bilhões de dólares para os países do grupo. Isso representa 25% de todas as nossas importações e 24% de nossas exportações", afirma. Segundo ele, os países participantes do acordo agora tendem a deixar de vender ou comprar produtos daqui, uma vez que melhora as condições comerciais entre eles: "Esse é um fenômeno de desvio de comércio. Vai ficar mais barato para eles negociarem entre si. Mesmo que o acordo não entre em vigor de imediato, as empresas vão incorporar isso no plano de negócios no futuro, de cinco a dez anos, na hora de escolher o fornecedor, por exemplo". A base do acordo foi selada hoje entre os 12 países após oito anos de negociações. O texto final ainda deve ser publicado e precisa passar pelo Congresso dos países para ser colocado em prática. Parlamentares americanos e a oposição ao presidente Barack Obama já se manifestaram contrários ao plano. Prevendo concorrência com empresas asiáticas, companhias americanas também fazem lobby contra o pacto. No entanto, o TPP já é visto como uma vitória de Obama na iniciativa de enfraquecer a influência da China sobre o mercado global, principalmente sobre países asiáticos. "Países que exportam produtos equivalentes ou semelhantes aos nossos terão vantagem devido à redução tributária e à desburocratização de processos", diz Alexandre Ratsuo Uehara, diretor acadêmico das Faculdades Integradas Rio Branco e especialista em comércio exterior. Segundo ele, o que falta ao País não é potencial econômico, mas uma política clara na área internacional. "O Brasil apostou em acordos multilaterais, via Organização Mundial do Comércio (OMC), enquanto o resto do mundo firmava acordos bilaterais", diz, citando o futuro tratado transatlântico, entre Estados Unidos e Europa. O especialista também defende uma revisão da estratégia protecionista adotada pelo País, que, segundo ele, pode minar um crescimento no longo prazo de diversos setores. "O problema é saber por que estou sendo protecionista. Protejo para não perder a competitividade, mas depois de um tempo isso perde o sentido", disse. Uma consequência da estratégia brasileira ficou evidente no ranking de competitividade dos países, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. Na versão mais recente do ranking, divulgada na última terça-feira, o Brasil apareceu na 75 posição - em 2014, ele estava na 57. Economias menos desenvolvidas também podem tirar proveito do tratado. Ratsuo diz que economias do sudeste asiático poderão exportar mão de obra, mais barata, enquanto importará, mais facilmente, produtos manufaturados de nações mais desenvolvidas. "Na Ásia, existe de fato integração das cadeias produtivas, há economias que acabam sendo fornecedores de outras", explica. O novo bloco prevê a entrada de novos membros, o que não significa que uma eventual adesão brasileira poderá alterar seu rumo sem maiores consequências. "Se o Brasil quiser entrar agora, ele vai ter que se submeter às regras como elas já estão. É difícil aderir a um acordo que já existe", diz Bonomo. O Brasil para ratificar sua musculatura na relação de forças do comércio internacional, em particular com os países desenvolvidos. "Precisamos atuar de forma pragmática, acelerar o passo e deixar qualquer ranço ideológico", afirma Thomaz Zanotto, diretor de comércio exterior da Fiesp.

É mais do que perplexidade, é nojo

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, entidade que lidera o movimento "Não vou pagar o pato", contra o aumento de impostos, divulgou uma nota depois da posse do pior ministério da história do mundo - contra a CPMF e a ideia de jerico de dupla cobrança, que saiu da cachola de Marcelo Castro: "A tentativa de ressurreição da CPMF já é, por si só, um absurdo. A proposta de dupla cobrança é estapafúrdia. A sociedade brasileira não suporta pagar mais impostos e vê, com perplexidade, as barganhas políticas que cercaram a montagem do novo ministério, com a participação de algumas lideranças do PMDB". É mais do que perplexidade, Paulo Skaf, é nojo.

Adams deu um tiro no pé

Luis Inácio Adams acabou de protocolar no TCU a arguição de suspeição do ministro Augusto Nardes no julgamento das pedaladas. Adams encaminhou o pedido diretamente ao presidente Aroldo Cedraz, para que oficie a Corregedoria. Cedraz, segundo apurou O Antagonista, não vai encaminhar o pedido à Corregedoria, mas diretamente ao relator, que enfrentará a questão preliminarmente ao julgamento das contas na quarta-feira 7. A tendência é a rejeição unânime do pedido de Adams. Será a maior surra jurídica da sua carreira.

Moro tenta evitar o desmembramento do Eletrolão

Em ofício ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, o juiz federal Sergio Moro argumentou hoje (5/10) que não há motivos para desmembrar o Eletrolão e, assim, o caso deve continuar tramitando na Justiça Federal de Curitiba. Na semana passada, Zavascki suspendeu a tramitação do processo e dos inquéritos relacionados as obras da Usina Angra 3 para averiguar indícios do envolvimento do senador Edison Lobão (PMDB-MA). “Mais uma vez esclareço que, em princípio, a ação penal encaminhada não narra crimes envolvendo autoridades com foro, nem foi efetivada qualquer medida investigatória em relação à autoridade com foro”, escreveu Moro.

Advogado-geral rasgou código de ética

O AGU poderia ter arguido a suspeição de Augusto Nardes em petição dentro do próprio processo ou levantado questão de ordem na hora do julgamento. Mas, ao convocar uma entrevista coletiva para anunciar o que faria, Luis Inácio Adams tentou intimidar publicamente o ministro e seus colegas. Além de ser uma estratégia suicida, Adams infringiu uma série de artigos do Código de Ética da OAB:
- O advogado deve "abster-se de utilizar de influência indevida, em seu benefício ou do cliente", "evitar insinuações a promoção pessoal ou profissional, bem como o debate de caráter sensacionalista" e abster-se de "debater em qualquer veículo de divulgação causa sob seu patrocínio".
E mais:
- "Deve o advogado tratar o público, os colegas, as autoridades e os funcionários do Juízo com respeito, discrição e independência, exigindo igual tratamento e zelando pelas prerrogativas a que tem direito".
Adams perdeu a razão, se é que algum dia teve alguma.
Mas, alguém ainda tem esperança de que o Estatuto da Advocacia valha para alguma coisa diante de uma instituição abastardada como a OAB?

De jatinho no velório

Lula foi ao velório de José Eduardo Dutra a bordo de um Cessna Citation CJ2 da companhia Táxi Aéreo Piracicaba. Ele desembarcou no aeroporto da Pampulha no final da manhã, escoltado por seguranças numa segunda aeronave idêntica da mesma empresa. Quem pagou a fatura?

Bovespa? No, thanks

Apesar da forte queda acumulada pela Bovespa neste ano, e da disparada do dólar, que barateia os ativos brasileiros, os estrangeiros não querem saber das ações tupiniquins. No terceiro trimestre, eles retiraram US$ 4,3 bilhões da Bolsa. A incerteza em relação ao câmbio e aos juros é o principal motivo para a saída dos gringos. Por enquanto, porém, o saldo de investimentos estrangeiros na Bolsa ainda é positivo em 2015 em US$ 17 bilhões.

TCU quer discutir a relação

A pedido do ministro substituto André Luiz de Carvalho, o TCU vai discutir a relação de Ideli Salvatti com o segundo-tenente músico Jeferson da Silva Figueiredo. Trata-se da nomeação do marido da petista para um cargo na Junta Interamericana de Defesa, com salário de 7,4 mil dólares. Ideli Salvatti pediu a Jaques Wagner para ficar juntinho com Jeferson da Silva Figueiredo em Washington, já que ela vai ocupar um cargo na vibrante OEA. "O fato causa preocupação, especialmente porque se sabe que as nomeações de militares para o exercício de missões no exterior passam por rigoroso processo de seleção", escreveu André Luís de Carvalho. Até o momento, Jeferson só passou pelo processo de seleção natural de Ideli.


We love taxpayer's money too...

Instituto Paraná Pesquisas aponta vitória acachapante de Aécio Neves sobre Lula, em Santa Catarina, se as eleições fossem hoje

A pesquisa feita pelo Instituto Paraná de Pesquisas em Santa Catarina aponta que o senador Aécio Neves (PSDB) teria uma vitória acachapante contra Lula X9 (PT) se eleições presidenciais fossem realizadas hoje, e os dois fossem candidatos. A vitória seria de 67,5% a 15,1%.
2º turno
Aécio, 67,5%
Lula, 15,1%
Não sabe, 8,8%
Nenhum, 8,6¨

1º turno
Aécio, 46,4%
Marina Silva, 12,6%
Lula, 12,2%
Jair Bolsonaro, 5,6%
Ciro Gomes, 4,8%
Eduardo Cunha, 1,7%
Caiado, 0,4%
Não sabe, 8,1%
Nenhum, 8,4%

Esperidião Amin, do PP, e Paulo Bauer, do PSDB, disputariam o segundo turno em Santa Catarina

As eleições para o governo de Santa Catarina, caso fossem hoje, dariam vitória ao ex-governador e atual deputado federal Espiridião Amin, do PP, mas seguido de perto pelo senador Paulo Bauer, PSDB, com 29,5%. Os demais candidatos marcaram menos de 10% cada um. Os dados são da pesquisa de hoje do Instituto Paraná Pesquisas.

Juiz Sergio Moro envia processos do eletrolão ao STF

O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, encaminhou nesta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) a ação penal, o inquérito e outros cinco processos judiciais que envolvem o esquema do eletrolão, braço da Operação Lava Jato que chegou ao setor elétrico e que investiga um escândalo de corrupção e pagamento de propina na Eletronuclear e em obras da usina de Angra 3. A decisão de Moro ocorre após o ministro Teori Zavascki, do STF, ter suspendido na última sexta-feira os processos abertos na Justiça Federal do Paraná que dizem respeito ao propinoduto. A suspensão dos processos havia sido pedida pela defesa do presidente afastado da Andrade Gutierrez Energia, Flávio Barra, que alegava que o caso não deveria ficar sob responsabilidade do juiz Sergio Moro porque há citações ao senador e ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB). Depois da decisão de Zavascki, o próximo passo será a Corte definir se o caso de autoridades citadas neste esquema deverá também ser desmembrado, remetendo o trecho que fala sobre Lobão ao STF e enviando a parte relativa à Eletronuclear ao Rio de Janeiro, onde está instalada a empresa. Ao analisar o pedido de suspensão dos processos do Eletrolão, o ministro Teori Zavascki afirmou que o próprio Flávio Barra, em depoimento à Polícia Federal, relatou que em reunião com o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, foi instado a fazer uma “contribuição” ao PMDB a pedido do senador Edison Lobão. De acordo com o executivo, o pedido ocorreu entre agosto e setembro do ano passado, durante um encontro entre representantes do consórcio Una 3, formado pelas empreiteiras Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa e UTC Engenharia, responsável pelas obras da usina de Angra 3. Nos autos da Lava Jato, os investigadores apontam que “haveria um acordo entre empresas participantes para fraudar a licitação da Usina Angra 3, no qual seria devido 1% a título de propina a integrantes do PMDB, notadamente o senador Edison Lobão (PMDB-MA)”.

Manifestantes novamente recebem Lewandowski aos gritos: "STF, puxadinho do PT"


O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, em cuja gestão comçou o fatiamento dos processos da Operação Lava Jato, está se tornando igual aos membros da "Nomenklatura" petista, que nem conseguem sair às ruas. Na semana passa os manifestantes o seguiram em uma solenidade no Tribunal de Justiça de Alagoas, exibiram para ele réplicas do boneco Pixuleco e entoaram o cântico: "STF virou puxadinho do PT". Pois a cena se repetiu, hoje, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Os manifestantes exibiram réplicas do colar de homenagem a Lewandowski, feitas de isopor e cartolina, mas nelas constava a seguinte inscrição: "Lei 1079, artigo 39". É a lei que trata de improbidade administrativa praticada por ministros do Supremo Tribunal Federal. Claudia Molinari, do movimento Pátria Livre, chegou a ser presa por ordem do ministro. Os manifestantes entoavam um canto cujo estribilho é "O STF é puxadinho do PT". Vocês já viram algum petralha receber ordem de prisão de alguma autoridade. Ricardo Lewandowski enfrentou esta tarde novos protestos contra a sua presença, desta vez em Campo Grande, onde recebeu o colar do Mérido Judiciário do Mato Grosso, em meio a pesado esquema de segurança que tentou impedir o acesso de manifestantes portando bonecos do Pixuleco e camisetas defendendo o juiz Sérgio Moro. O ministro foi a Campo Grande para o lançamento do programa Audiência de Custódia, o que o levou antes a Porto Alegre e Maceió.Em Maceió, na sexta-feira, ele enfrentou protestos semelhantes. A cerimônia deveria começar as 10h30min, mas só iniciou depois do meio dia, depois que os seguranças impediram o ingresso de militantes do movimento Pátria Livre. As bolsas das mulheres e as roupas dos homens foram revistadas, mas cinco ativistas passaram pelo esquema repressivo. Pelo menos 5 manifestantes conseguiram furar o bloqueio e retiraram bonecos desinflados do Pixuleco, que conduziam sob as roupas, exibindo-os em plenário, de onde foram removidos pela força. Essa é a democracia dos bolivarianos. É lastimável que agentes da Polícia Federal, encarregados da segurança do ministro, tenham se prestado a esse papel de cerceamento da liberdade de manifestação, mas é compreensível, porque a Polícia Federal é a KGB petista.

Inflação da Dilma chega a 9,53% e dispara para os dois dígitos.


As projeções para a inflação deste e do próximo ano, que já estavam altas, continuam a subir. Para 2016, a mediana do Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, apresentou a nona elevação consecutiva, passando de 5,87% para 5,94% - há um mês, estava em 5,58%. No Top 5 de médio prazo, grupo dos economistas que mais acertam as estimativas, a previsão para 2016 permaneceu em 6,46% de uma semana para outra. A projeção está, portanto, perto do teto da meta do governo, de 6,5%. Segundo especialistas,cresceu o;risco da inflação de 2016 furar teto da meta do governo. O Relatório Focus é uma pesquisa divulgada pelo Banco Central que ouve a estimativa de cerca de 100 analistas para as principais variáveis macroeconômicas. No caso de 2015, a inflação ganhou mais pressão agora com o aumento de 6% do preço da gasolina e de 4% do óleo diesel. A mediana das estimativas passou de 9,46% para 9,53%. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC havia apresentado estimativa de 9,5% para este ano tanto no cenário de referência quanto no de mercado. Para 2015, as estimativas do mercado financeiro para os preços administrados foram ajustadas de 15,50% para 15,55% de uma semana para outra. O Banco Central promete levar a inflação para a meta de 4,5% no fim do ano que vem, mas a autarquia vem chamando a atenção para "novos riscos" que surgiram para o comportamento dos preços. Pelos cálculos da instituição revelados no RTI de setembro, na semana passada, o IPCA para 2016 subiu de 4,8% para 5,3% no cenário de referência e passou de 5,1% para 5,4% no de mercado. Para a inflação de curto prazo, a projeção para setembro passou de 0,48% para 0,51%. Já a de outubro, aumentou de 0,50% para 0,53% de uma semana para outra. "O Relatório de Mercado Focus revelou uma rodada mais contida de revisão das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o documento, a perspectiva de retração da economia este ano passou de 2,80% para 2,85%. Para 2016, a mediana das previsões foi mantida em -1,00% de uma semana para outra. Segundo o IBGE, o PIB brasileiro caiu 2,6% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro e 1,9% ante o mesmo período de 2014.

Poder Judiciário gaúcho envia projeto de aumento dos seus funcionários nesta quarta-feira à Assembléia Legislativa; o Rio Grande do Sul esquizofrenizou-se de vez

O Poder Judiciário do Rio Grande do Sul deve enviar para a Assembléia Legislativa, na quarta-feira, o projeto de lei de aumento para os seus funcionários. O Poder Judiciário gaúcho dá mostras de que vive completamente alienado da realidade das finanças públicas do Estado. E mais, a proposta de aumento de seus próprios funcionários, neste momento, aparece como como uma bofetada na cara dos funcionários do Poder Executivo, que mal conseguem receber seus próprios salários. O editor de Videversus recebeu essa notícia pela retransmissão de uma mensagem via Whatsapp de Davi Pio, dirigente do Sindjus, nos seguintes termos: "Extra! Projeto de reajuste segue para a Assembléia Legislativa na próxima quarta-feira... mas Sindjus quer sigilo! Um militante nosso acaba de interceptar a seguinte mensagem, enviada pelo diretor do Sindjus - RS, Davi Pio através do wats app, há cerca de meia hora: "Confirmado o envio do PL de reposição dos servidores do judiciário estadual à AL, na próxima quarta-feira, dia 07. A Assessoria da Presidência do TJRS confirmou à direção do Sindjus, há poucos instantes que, na quarta-feira da próxima semana, dia 07 de outubro, fará oficialmente a entrega do PL que encaminha à Casa Legislativa do Estado, o Projeto de reposição dos servidores que propõe recomposição de 8,13% em 2015, retroativo ao mês de julho p.p. Essa era uma grande expectativa dos nossos colegas e um compromisso da Administração conosco. Pois bem. Conforme já havíamos afirmando anteriormente, agora é oficial. O envio do tão esperado PL se dará no dia sete próximo, à tarde, e a entrega será efetivada pela mesma Assessoria da administração do TJ RS em conjunto com as entidades representativas dos servidores,. Contudo, Estamos informando isso em off para apenas alguns colegas e lideranças da categoria porque que não queremos que isso vaze e caia nas bocas de setores da grande imprensa, que, recentemente, com os episódios dos parcelamentos de salários dos servidores do Poder Executivo, chegaram a defender nos seus veículos de informação que também nós, do Judiciário, deveríamos ter nossos vencimentos parcelados. Portanto, essa ótima notícia, que é absolutamente assegurada, até o início da próxima semana deve ser absorvida e comemorada por todos nós, mas mantida em circulação apenas interna, ok? Na segunda, informaremos a toda a categoria através do Sindjus Informa, de modo mais reservado, aos e-mails particulares dos servidores. Um grande abraço a todos. Agora começará a etapa da luta na Assembleia para a aprovação do nosso tão aguardado projeto! DAVI PIO (2/10 4:03 PM)"
O jornalista Vitor Vieira, editor de Videversus, tomou o cuidado de procurar Davi Pio, via inbox do Facebook, para confirmar a notícia, e recebeu na manhã desta segunda-feira a confirmação, nos seguintes termos: "Prezado Jornalista Vitor Vieira, bom dia. Primeiramente, cabe registrar minha estranheza por essa mensagem ter lhe sido enviada. Mas, tudo bem. A reserva nela solicitada é tão só pelo fato de que temos sofrido alguns ataques absolutamente injustificáveis, de alguns setores da grande imprensa que, ao invés de se proporem a realizar o justo e necessário debate, reconhecendo entre outras coisas a obrigatoriedade constitucional de recomposição das perdas inflacionárias, preferem instigar as categorias, colocando-as em choque e tensionando ainda muito mais um ambiente que já é dos piores. Nós, servidores do Judiciáiro Estadual, amargamos 55% de perdas nos nossos vencimentos, sofremos com severo assédio moral e somos forçados a realizar tarefas muitíssimo acima dos níveis que poderiam ser aceitáveis. Nossa sobrecarga é intensa e nosso número de servidores é absurdamente incapaz de atender as demandas. Ainda assim, nos esfolamos trabalhando e, com esse imenso esforço, fazemos com que a Justiça Estadual Gaúcha seja reconhecida como a melhor Justiça do País. Só que, em contrapartida, nos desgastamos e nos humilhamos por uma mísera reposição da última perda inflacionária que sequer, repõem a integralidade deste prejuízo que, evidentemente, já impactou, para baixo, nosso poder de compra. Não lutamos, pois, por qualquer aumento de salário, mas sim e tão só pela reposiçãoda inflação do último ano, sem qualquer compensação das hiistóricas perdas dos 55% já acumulados nessa proposta do TJ que aportará na AL. Por fim, importante registrar que temos total respeitopara com todas as demais categorias de trabalhadores e defendemos que todos, sem exceção, recebem, no mínimo, a recuperação das suas perdas inflacionárias. Entretanto, por mais atentos e solidários que sejamos para com as demais categorias, e de fato nosso comportamento tem sido sempre assim, essa é uma pauta que se apresentou no final da nossa recente greve, incljusive como condição para a cessação daquele movimento paredista.Cordialmente, Davi Pio". 
Como se vê, o Rio Grande do Sul, efetivamente, é uma terra esquizofrênica. Não há mais dúvida disso. 

Isabela Fiorentino desabafa: "Esse governo da Dilma é um lixo!"

A apresentadora de Esquadrão da Moda, SBT, reage com indignação contra os governos Lula e Dilma, usando seu próprio Facebook para protestar: "Esse lixo de governo tome vergonha na cara e pare de Roubar bilhões q deveria [sic] ir pra saúde e educação. Chega gente!" Esse é o ponto a que chegamos no Brasil. Isabela Fiorentino é a Sra. Stefano Hawilla, filho de J. Hawilla, empresário da área de comunicações e esportes que está preso nos Estados Unidos, tendo delatado a corrupção no chamado "Escândalo da Fifa". 

Marcelo Odebrecht se reuniu com GSI e Abin

E-mails obtidos pela Polícia Federal revelam encontro de Marcelo Odebrecht com a cúpula da inteligência brasileira. Em agosto de 2010, o ministro-chefe do GSI era Jorge Armando Felix, e o diretor da Abin, Wilson Trezza, que continua no cargo. Nas mensagens, não há detalhes do tema da reunião. A secretária apenas pergunta a Marcelo Oliveira quem ele gostaria de levar. "Basta Alexandrino", diz o dono da empreiteira, em referência a Alexandrino Alencar - que hoje está preso com Marcelo Odebrecht e acompanhava o lobista Lula nas viagens de negócios



Queime depois de ler

TCU: o tiro pode sair pela culatra

O tiro que o governo deu hoje no TCU pode sair pela culatra. Mesmo os ministros que se mostravam simpáticos à estratégia petista de arguir e tentar afastar Augusto Nardes do julgamento das pedaladas se sentiram ultrajados com a agressividade de Luís Inácio Adams, José Eduardo Cardozo e Nelson Barbosa. A arguição é um direito, mas fazer dela um ato político, de desqualificação prévia do julgamento, está sendo visto como um atentado ao TCU. Ficou nítido o caráter protelatório e desrespeitoso da manobra. Consta que Benjamin Zymler, que se aliara a Luís Inácio Adams e tratava de arregimentar votos para o governo, está assustado com a repercussão negativa da coletiva infame. A ver. Se quiserem obter algum respeito, os ministros do TCU têm de rejeitar por 8 a 0 o pedido de arguição de Augusto Nardes.

Sem respostas

Augusto Nardes disse a outro ministro do TCU, segundo a Folha de S. Paulo: “Me atacam porque não podem responder tecnicamente ao nosso parecer”. É verdade. O governo perdeu.

A tática do desepero

A Folha de S. Paulo informa que o governo considerou a hipótese de que o pedido de afastamento de Augusto Nardes “tivesse uma reação inversa e acabasse por incomodar os outros integrantes da corte”. Para os auxiliares de Dilma Rousseff, porém, “valia a pena arriscar”. Porque a discussão técnica já está perdida.

Parasitas

O Nobel de Medicina foi dado a cientistas que estudam parasitas como malária e lombriga. O Ministério da Saúde foi dado a Marcelo Castro, que aumentou seu patrimônio em 117% nos últimos quatro anos.

Dilma está levando o país ao caos

Lawrence Pih foi um dos primeiros empresários a apoiar Lula e o PT, durante a ditadura militar. Agora ele desistiu daquela gente. E explica, na Folha de S. Paulo, por que o modelo petista está errado: “Você não pode rasgar, decretar a inexistência das leis da economia. Você até pode baixar os juros. O Tombini baixou para 7,25% a pedido da Dilma. Agora está em 14,25% e vai subir mais”. Ele explica também por que Dilma Rousseff tem de ser afastada do poder: “Ela tem condições de continuar governando sem levar o país ao caos? Quando o câmbio quase dobra em um ano, está instalado um grau de confusão grande. Com ela na Presidência até 2018, como ficará o país? Se as coisas começam a se deteriorar no ritmo em que isso acontece desde janeiro, estamos em maus lençóis. O inpeachment não é só uma questão técnica. É também política, sob o aspecto da governabilidade”.

"Bandido bom é bandido morto"

O Datafolha revela que 50% dos brasileiros concordam que "bandido bom é bandido morto". Lula se assustou.

A agenda do FBI em Curitiba

O FBI passa a semana em Curitiba. Nos dias 6 e 7, os americanos têm reuniões com os investigadores da Lava Jato. Nos dias 8 e 9, foram marcados encontros de meia-hora com os advogados dos delatores e um tradutor. As provas colhidas pela Lava Jato serão usadas nos processos contra a Petrobras nos Estados Unidos.

As "trapalhadas" de Eduardo Cunha

Um trecho dos "Diários da Presidência", de Fernando Henrique Cardoso, cujo primeiro volume será publicado neste mês pela Companhia das Letras, foi antecipado pela revista Piauí. A anotação, de 1996, revela que FHC recusou o pedido de Francisco Dornelles para nomear Eduardo Cunha à Petrobras: “Na verdade o que eles (deputados do Rio) querem é nomear o Eduardo Cunha diretor comercial da Petrobras! Imagina! O Eduardo Cunha foi presidente da Telerj, nós o tiramos de lá no tempo de Itamar (Franco, ex-presidente da República) porque ele tinha trapalhadas, ele veio da época do Collor. Eu fiz sentir que conhecia a pessoa e que sabia que havia resistência, que eles estavam atribuindo ao Eduardo Jorge; eu disse que não era ele e que há, sim, problemas com esse nome. Enfim, não cedemos à nomeação".

Só no ano que vem

A expectativa do governo, segundo Cristiana Lôbo, é que o golpe do governo no TCU estenda a discussão até o ano que vem. Dilma Rousseff sabe que os ministros do tribunal não vão afastar Augusto Nardes da relatoria das contas de 2014. Ao mesmo tempo, ela considera que, ganhando alguns meses, poderá reverter o resultado do julgamento e narcotizar a Câmara dos Deputados com cargos e verbas. É um golpe podre de uma presidente podre.

Quem derruba quem

Só as leis da economia podem derrubar Dilma Rousseff. E elas já estão derrubando. O ano praticamente acabou e a expectativa dos analistas consultados pelo Banco Central continua a piorar. A pesquisa Focus indica agora uma queda do PIB, em 2015, de 2,85%. Dilma derruba o PIB, o PIB vai derrubar Dilma.

Perigo de bomba na Paulista

Avenida Paulista é interditada por suspeita de bomba. Uma mochila ligada a um relógio foi deixada em um ponto de táxi. A tensão no Brasil está aumentando perigosamente.


O país está explodindo

"Você é incompetente", disse Lula a Dilma

Lula disse a Dilma Rousseff, segundo a Época:
"Você é incompetente".
Ela respondeu:
“Você atrapalha o meu governo com os seus vazamentos!”
Isso ocorreu sete meses atrás.
Mais recentemente, em meados de setembro, Lula voltou à carga:
“Você escuta, mas não ouve”.
E Dilma Rousseff chegou perto de chorar.
Agora a disputa entre os dois acabou. Lula venceu - e Dilma Rousseff, a presidente incompetente que ele elegeu, entregou-lhe o poder.

A bomba na Paulista e o vale-tudo

A Paulista foi liberada depois que a polícia explodiu a bomba colocada perto da avenida. Quem colocou a bomba: opositores malucos, esquerdistas aloprados, malucos malucos? A verdade é que a falta de uma resposta firme da oposição e das instituições ao vale-tudo do governo petista está fazendo o país regredir 50 anos.

O Brasil na cracolândia do comércio mundial

O Acordo Transpacífico, de livre-comércio, assinado hoje entre Estados Unidos, Canadá, México, Peru, Chile, Japão, Vietnã, Brunei, Malásia, Cingapura, Austrália e Canadá, abrange 40% a economia do planeta. É o maior tratado desse tipo já assinado na história. Não vai demorar muito, os Estados Unidos e a União Europeia chegarão a um acordo semelhante. O Brasil petista está cada vez mais restrito à cracolândia do comércio mundial, com seus parceiros bolivarianos e corruptos.

OS TRÊS PATETAS 1 – Governo opta por chicana e tenta melar julgamento de contas no TCU

Nelson Barbosa, José Eduardo Cardozo e Luìs Inácio Adams durante entrevista coletiva
Nelson Barbosa, José Eduardo Cardozo e Luís Inácio Adams durante entrevista coletiva
A presidente Dilma Rousseff, como evidencia a capa da revista VEJA desta semana, entregou a faixa presidencial ao Pixuleco. Lula está no comando, e o novo velho presidente mostra as suas garras. Numa incrível e irresponsável entrevista coletiva, três ministros de estado, como se fossem Os Três Patetas, anunciaram que o governo vai recorrer à corregedoria do Tribunal de Contas da União (TCU) para acusar o impedimento de Augusto Nardes, relator das contas do governo relativas a 2014. Caso não seja bem-sucedido, o Planalto anuncia que poderá apelar ao Supremo. Acusação: Nardes não teria imparcialidade para julgar porque já teria antecipado seu juízo. Segundo disseram, o processo, que deveria ser técnico, já se tornou político. Ah, sim: o Curly, o Larry e o Moe da entrevista, no caso, foram Luís Inácio Adams, Nelson Barbosa e José Eduardo Cardozo. Antes que eu me alongue sobre as circunstâncias em que se dá essa patuscada, tratemos da coisa em si, que andou angustiando muitos leitores. É possível que a inciativa do governo até provoque um adiamento do julgamento, previsto para esta quarta. Mas é nula a chance de a corregedoria acatar a reclamação. Ainda que acontecesse, teria de contar com a maioria do plenário. Esqueçam. Na verdade, a patetada servirá para unir ainda mais o tribunal. Aí restará o caminho do Supremo, sabe-se lá com base em que dispositivo legal. O tribunal teria de dar uma liminar suspendendo o julgamento ou declarando a suspeição de Nardes — e isso também não vai acontecer. A menos que se queira, aí sim, transformar uma crise, que é econômica e política, também numa crise institucional. O TCU é um órgão de assessoramento do Poder Legislativo. Duvido que o Supremo vá entrar nessa. Então por que a entrevista dos Três Patetas, com direito a dedo no olho, soco no nariz e pancada na cabeça? Ora, em primeiro lugar, para demonstrar que o governo está sob nova gerência: agora é com Lula, e ele não teme crise institucional porque se considera acima dela. Em segundo lugar, o objetivo é desmoralizar o julgamento, cujo resultado é conhecido: Nardes vai, sim, recomendar a rejeição das contas — até porque já as rejeitou. O governo só teve de responder a um questionário por isso. A iniciativa do trio é uma farsa. O governo e os petistas querem que o relatório de Nardes chegue ao Congresso, onde será votado, sob suspeição. Também se trata de fazer pressão na Câmara, onde deputados vão decidir o destino de Dilma. Inicialmente, ao menos 254 têm de defender a instalação de uma comissão para avaliar a denúncia contra a presidente; numa fase posterior, 342, no mínimo, teriam de admitir a denúncia, hipótese em que Dilma será afastada. O Planalto tenta emprestar a tudo isso um tom de conspiração.
“Fazer a luta política”
O leitor que não está familiarizado com as práticas e os jargões das esquerdas precisa saber que existe uma expressão dos pixulequentos chamada “luta política” — na verdade, o que se diz é exatamente isto: “É preciso fazer a luta política”. O significado é um tantinho diferente do que as palavras indicam na sua denotação. “Fazer uma luta política” poderia ser, simplesmente, lutar por um ponto de vista, uma idéia, uma leitura da realidade. Não! Em esquerdês, essa estrovenga quer dizer outra coisa: “fazer a luta política” significa mobilizar o que estiver ao alcance da mão, mesmo as mentiras mais asquerosas, para fazer triunfar a versão conveniente ao partido. Para um esquerdista, desde que se “faça bem a luta política”, a verdade do partido triunfará, mesmo que o povo não entenda os motivos. Em 2005, quando o PT foi pego com a boca na botija do mensalão, optou-se pela dita-cuja. Lembram-se? Os intelectualoides do PT, liderados por Marilena Chaui, inventaram o tal “golpe da mídia”. No ano passado e neste, a mesma ladainha. Só que, desta feita, a crise econômica não deixa triunfar a mentira. Agora que Dilma passou a faixa para o Pixuleco, os petistas decidem, então, fazer a tal “luta política”, acusando a ilegalidade e a ilegitimidade do julgamento do TCU. O ato é de uma espantosa irresponsabilidade. É claro que o governo pode e deve se defender, mas não atacando as instituições.
Para lembrar
Desde que ficou claro que o TCU tendia a rejeitar as contas de Dilma, surgiram na imprensa, adivinhem como e qual a origem!, acusações contra os ministro Aroldo Cedraz, presidente do tribunal; Raimundo Carreiro (corregedor); Vital do Rêgo e o próprio Nardes, relator do caso. Naquele acordão malsucedido que passou por Renan Calheiros há coisa de um mês e meio, o presidente do Senado havia se comprometido a inverter ao menos dois votos, jogando-os no colo do Planalto. Não conseguiu. A truculência palaciana foi contraproducente: hoje, estima-se, o governo pode perder por nove a zero. Para a turma sem limites, restou atacar a idoneidade do próprio tribunal. Isso só prova, mais uma vez, que chegou a hora de pôr um ponto final nessa pantomima dos patetas. Por Reinaldo Azevedo

OS TRÊS PATETAS 2 – Em nota, TCU repudia declarações de Adams; Nardes nega antecipação de voto

Augusto Nardes, ministro do TCU e relator das contas de Dilma, repudiou as declarações de Luís Inácio Adams e lembrou o óbvio: o debate já foi feito no tribunal. E a corte só concedeu um novo prazo ao governo justamente para que explicasse as tais “pedaladas” que, com efeito, aconteceram. Nardes tem razão. Tanto aconteceram que nem o governo as negou. Limitou-se a dizer que outros governos procederam do mesmo modo no passado — o que, dados intensidade e volume das tramóias, é mentira. O ministro diz ainda que não se sente impedido de votar. Leiam a íntegra da nota publicada pelo tribunal.
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O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), repudia as declarações do Advogado-Geral da União divulgadas pela imprensa acerca de sua atuação na relatoria do processo de apreciação das Contas de Governo do exercício de 2014.
Esclarece, em relação à sessão prevista para 7 de outubro, que não antecipou sua opinião final acerca da apreciação dessas contas. Apenas disponibilizou, na quinta-feira passada, minuta de relatório e do parecer prévio aos demais ministros, uma vez que o Regimento Interno do TCU exige que a distribuição dessas peças aos seus pares se faça em até cinco dias antes da data da sessão.
Eventuais declarações coletadas junto à imprensa estão relacionadas a acórdãos públicos já prolatados pelo TCU, a exemplo do Acórdão 825/2015 – TCU-Plenário, que tratou de adiantamentos realizados pelos bancos oficiais para cobertura de despesas da União com programas sociais, e do Acórdão 1.464/2015 – TCU-Plenário, sobre a análise preliminar das contas de governo, no qual o tribunal comunicou ao Congresso Nacional que as referidas contas não estavam em condições de serem apreciadas naquele momento, em virtude dos indícios de irregularidades constatados que demandavam a apresentação de contrarrazões por parte da Presidente da República.

OS TRÊS PATETAS 3 – Aécio: Governo quer mudar o juiz porque está perdendo o jogo

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), chamou a decisão do governo, de acusar o impedimento de Augusto Nardes, relator das contas de Dilma no TCU, de “truculenta”, “desrespeitosa” e “agressão à democracia”. Leiam nota emitida pelo partido.

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O governo age como um time que, vendo que está perdendo de goleada a partida, pede para mudar o juiz. Chega a ser patética essa tentativa extrema de buscar desqualificar o Tribunal de Contas da União e os pareceres técnicos elaborados com rigor e isenção. Na verdade, essa ação truculenta e desrespeitosa do governo, através do titular da AGU, só consegue demonstrar, de forma definitiva, que faltam argumentos sérios para responder aos questionamentos feitos pelo TCU, e escancara o enorme receio de uma histórica derrota quando do julgamento das contas presidenciais. Felizmente, e ao contrário do que parece supor o Advogado Geral, o TCU não é órgão subordinado ao Poder Executivo e cumprirá o seu dever de julgar com independência e baseado em argumentos técnicos. É hora de mostrarmos definitivamente que, no Brasil, a lei deve ser cumprida por todos, em especial por quem deveria dar o exemplo: a presidente da República. 
Senador Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB

Cunha, o impeachment e as teorias conspiratórias

É claro, e já escrevi isto aqui, que a situação do deputado Eduardo Cunha se complicou bastante depois que o governo da Suíça e o Ministério Público daquele país informaram que quatro contas o têm como beneficiário último. A informação, que chegou ao Brasil, foi diligentemente vazada. Quem sabia? O Ministério da Justiça e a Procuradoria-Geral da República. Quando a coisa já estava na praça, a PGR emitiu uma nota confirmando o dado. Muito bem! Isso altera aquela que é tarefa de Cunha no caso da denúncia endossada pela oposição, que está na Câmara? Já escrevi a respeito. Ele pode fazer de conta que a coisa não existe. Pergunto: há clima para isso? Pode aceitar e mandar instalar a comissão especial. Dirão que o faz só para se vingar. Pode recusar, hipótese em que parlamentares da oposição vão recorrer. Dirão que tudo não passa de manobra. O próprio deputado registrou o paradoxo no Twitter: “Acho engraçado que ficam achando conspiração em tudo. Se eu aceitar, é porque estou viabilizando [o impeachment], e, se rejeitar, também estou viabilizando”. É isso mesmo. Os que fazem essa crítica gostariam que a coisa não estivesse lá e pronto. Para lembrar: caso o deputado rejeite a denúncia, serão necessários 257 votos favoráveis do plenário para instalar a comissão especial. Não está claro hoje se eles existem. Ninguém sabe direito o efeito da “reforma anti-impeachment” feita por Dilma, sob a inspiração de Lula. Celso Pansera (PMDB-RJ), a quem coube o ministério da Ciência e Tecnologia, dado antes como homem de Cunha, agora prevê que a rebelião peemedebista vai diminuir. O mesmo juízo faz Eliseu Padilha (Aviação Civil), que é mais próximo de Michel Temer, que não articulou a reforma. Em entrevista à VEJA, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) avalia que a reforma não põe fim à crise.
Cunha ainda escreveu no Twitter:
“Não tenho qualquer outro papel que não seja esse. Os que falam gostariam que eu mantivesse na gaveta [ele está se referindo à denúncia da oposição], e isso não ocorrerá. A minha obrigação é despachar”. Pois é… Do jeito que os teóricos da conspiração estão animados, alguém dirá, daqui a pouco, que, se Cunha demorar mais algum tempo, é porque está esperando crescer de novo o descontentamento do PMDB… Por Reinaldo Azevedo

É legítimo matar crianças e castrar mulheres em nome da identidade e da diversidade culturais? Não há meio-termo: é sim ou não!

A questão, eu sei, parece um tanto deslocada das nossas urgências, mas informa alguns dos absurdos do pensamento politicamente correto. Expõe ainda a relação que entendo moralmente criminosa de certos padres com comunidades indígenas e a moral deformada dos esquerdistas. Qual é o ponto? Tramita no Congresso desde 2007 o Projeto de Lei 1.057, de autoria do então deputado petista Henrique Afonso (AC), que coíbe o infanticídio de crianças indígenas, prática ainda adotada por algumas tribos. Não só isso: o texto assegura também direitos fundamentais a crianças, adolescentes, mulheres e idosos vulneráveis nessas comunidades. O projeto foi aprovado na Câmara no dia 26 de agosto e agora segue para o Senado. Obriga qualquer pessoa com conhecimento de casos que coloquem em risco a vida de crianças indígenas a comunicar o fato à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e à Fundação Nacional do Índio (Funai). O conselho tutelar da criança da respectiva localidade — ou, na falta dele, a autoridade judiciária e policial — também tem ser informado. A pena para a pessoa ou autoridade pública que se omitir será de seis meses a um ano de prisão, além de multa. Sobre Henrique Afonso, uma nota que dá conta do comportamento fascistóide do PT. Em 2009, a legenda o suspendeu por três meses das atividades partidárias e o impediu de representá-la na Comissão de Seguridade Social e Família porque ele se manifestou contra a… legalização do aborto! Afonso acabou migrando, então, para o PV e, neste ano, filiou-se ao PSDB. Adiante. O projeto foi apelidado de Lei Muwaji, numa homenagem a uma mãe da tribo dos suruwahas que se rebelou contra a tradição de sua tribo e salvou a vida da filha, que seria morta por ter nascido com deficiência. O CIMI (Conselho Indigenista Missionário), da Igreja Católica, acreditem, joga no lixo a símbolo da Cruz e se opõe ao texto. A Funai também é contra. É o que pensa, por exemplo, o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA). Para ele, o texto é inconstitucional porque “acaba negando o que está previsto na Constituição: a garantia dos povos indígenas à sua identidade cultural”. O cara acredita que se podem matar criancinhas em solo brasileiro em nome da… identidade. Chico Alencar (RJ), seu midiático companheiro de legenda, que também votou contra, desconversa: “O projeto aprovado não atinge o objetivo de superar a eliminação de crianças, prática cada vez mais rara em cada vez mais ínfimos grupos tribais”. Rara? Em 2012, em Caracaraí, em Roraima, 37 bebês foram assassinados. Sabem quem também combateu o projeto? A deputada Jandira Feghali, do PCdoB-RJ, que, pasmem!, é médica!!! Afirmou: “Não estamos aqui defendendo assassinato, estamos defendendo a vida dessas crianças por meio de uma mediação cultural. Do jeito que está aqui, vamos colocar a tribo inteira na cadeia, obrigando todos a denunciar o risco de algo acontecer”. Jandira tem um juízo meio perturbado do mundo. O que o projeto propõe é justamente a mediação cultural para evitar as mortes. Por que ela votou contra? Simone Melo, da ONG Atini, que defende a lei, vai ao ponto em entrevista à Folha: “O infanticídio faz parte de uma das práticas tradicionais de alguns indígenas. Mas, assim como a mutilação genital feminina em alguns países da África, deve ser combatido por meio do diálogo intercultural. A cultura não é estática”. Eis aí: em nome da identidade e da diversidade culturais, vamos silenciar diante da castração feminina? Milhões de mulheres não vivem hoje numa posição subalterna, expostas a violências e humilhações, justamente em nome de tradições culturais e religiosas? Acreditamos ou não na universalidade de certos direitos? Essa questão, como poucas, expõe a degradação cultural e moral das esquerdas. No fim do século XIX, imaginaram a revolução socialista porque, diziam, era preciso criar o “novo homem”, livre de qualquer jugo. Na segunda década do século XXI, depois de terem matado quase 200 milhões de pessoas no século XX, os comunistas estão defendendo, na prática, o direito de assassinar criancinhas e castrar mulheres em nome da identidade cultural. Por alguma razão insuspeitada, eles acham que isso ajuda a combater o capital. Que um raio moral os parta ao meio. Por Reinaldo Azevedo

A reforma ministerial afastou o impeachment? Romero Jucá responde

Será que a reforma ministerial comandada por Lula, com o auxílio de setores cooptados do PMDB, pôs fim ao debate sobre o impeachment e dá tranquilidade à subpresidente Dilma Rousseff — agora que ela terceirizou o governo e pôs a faixa no peito do Pixuleco? Vamos ver o que disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR) em entrevista a Thaís Oyama, nas “Páginas Amarelas” de VEJA. Leiam trecho.
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Se há uma coisa que o senador Romero Jucá entende como ninguém é a quase sempre sinuosa relação que governos estabelecem com o Congresso (na política há quase trinta anos, conseguiu o feito de ser líder do governo Fernando Henrique, líder do governo Lula e, mais tarde, líder do governo Dilma). Nesse quesito, avalia, o atual governo merece nota mínima. Hoje um dos políticos mais influentes do PMDB e mais próximos do vice-presidente Michel Temer, ele acha que o papel da sigla não pode ser “segurar a votação de um impeachment em troca de cargos”. Na economia, diz que o governo errou por ser ideológico e intervencionista e que terá pela frente dias ainda mais amargos. Já os seus serão doces. Na semana que vem, Jucá embarca para o exterior em viagem de lua de mel para comemorar seu terceiro casamento.

O PMDB vai anunciar o rompimento com o governo Dilma no congresso marcado para 15 de novembro?
Estamos discutindo, avaliando a situação. E estamos procurando ajudar o governo, a Agenda Brasil é um exemplo disso. Mas não podemos deixar de ser críticos. Não podemos deixar de dizer que o PMDB tem uma história que vai além do governo do PT e da presidente Dilma. O partido tem uma vida que vai além dessa aliança com o PT – uma aliança que já se esgotou. O PMDB tem de se preparar para o futuro. Não pode ficar preso a esse passado nem a este presente. Não pode ser sócio dos erros do governo porque a concepção desses erros não foi nossa. O PMDB vai ter de ter coragem de decidir.

Mas o partido parece que nunca esteve tão dentro do governo, dado que será o principal beneficiário da reforma ministerial.
O governo decidiu falar direto com as bancadas. O que ele fez foi negociar com elas e ampliar o número de suítes do Titanic. Mas, para nós, do comando do PMDB, a discussão não tinha de ser em torno do número de suítes, tinha de ser para mudar a rota do navio. E o governo mais uma vez deixou de atuar nessa direção. Mostrou estar completamente fora de sintonia com a realidade política das ruas brasileiras. Tudo o que o povo não quer ouvir falar é em negociação de cargos, distribuição de emendas – tudo o que não resolve estruturalmente a relação política.

Mas essas são praticas comumente associadas ao PMDB.
Ocorre que nós estamos vivendo uma crise de representatividade política e de relação com a sociedade. Os partidos e os políticos que não entenderem isso estarão fora do jogo. Esse modelo do toma lá da cá se esgotou. O partido que não estiver sintonizado com o que a sociedade espera vai virar um dinossauro e perecer. Nós vamos ter em 2018 uma eleição completamente diferente.

Por quê?
Porque o eleitor amadureceu e não aceita mais essa política de ficar em cima do muro, a política da embromação, de fazer o jogo pra lá e pra cá. Está muito mais seletivo. O cenário também vai mudar em relação ao número de candidatos a presidente. Se houver essa mudança de governo, teremos muitos partidos fazendo parte do que será uma ampla base para levar adiante esse período de transição. E dessa base poderão sair muitos nomes novos. Agora, se não houver essa mudança, e a presidente ficar sangrando até 2018, devemos ter um ou dois opositores.

O que definirá qual dos dois cenários se tornará realidade?
A forma como o governo se conduzir. O brasileiro já mostrou que aceita duas hipóteses: um governo novo – e isso significa que a presidente Dilma teria de realinhar o seu eixo político – ou um novo governo – nesse caso, sem a presidente Dilma. Uma dessas duas coisas tem de acontecer.