sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Petrobras tem queda de 6,7% na produção de setembro


Em setembro, a Petrobras registrou uma produção de 2,06 milhões de barris de petróleo por dia - sendo metade desse total oriundo dos campos do pré-sal. O número representa uma queda de 6,7% em relação ao mês de agosto, que foi de 2,21 milhões de barris de petróleo diários. Segundo a estatal, a retração ocorreu por paradas programadas de unidades para manutenção, como a P-52. Com isso, a produção de gás natural também caiu 2,8% na mesma base de comparação, para 75 milhões de metros cúbicos por dia. Somando petróleo e gás, a produção caiu 6%, para 2,53 milhões de barris de óleo equivalente. Assim como já vinha ocorrendo nos meses anteriores, os campos do pré-sal foram destaque. Segundo a Petrobras, a produção média em setembro chegou a 1,028 milhão de barris por dia. No dia 15 de setembro, a produção no pré-sal bateu recorde: 1,120 milhão de barris diários. A queda na produção ocorre em um momento em que a Petrobras vem enfrentando sérios problemas financeiros. Por conta da alta do dólar, a dívida da companhia deve chegar a R$ 500 bilhões no fim do terceiro trimestre, dizem especialistas. Além disso, o preço baixo do petróleo no mercado internacional - na casa dos US$ 50 por barril - vem afetando a geração de caixa da empresa, já afetada com a menor produção. Sem recursos, a companhia foi obrigada a reduzir seus investimentos para 2015 e 2016. Ao todo, a companhia teve de cortar mais US$ 11 bilhões em investimentos. Agora, prevê investir US$ 48 bilhões até o ano que vem. A companhia nesta semana suspendeu a emissão de R$ 3 bilhões em debêntures (títulos de longo prazo) por falta de demanda dos investidores. Ao mesmo tempo, vem recorrendo a linhas de financiamento com os chineses. Desde abril, já contratou US$ 12 bilhões com três bancos estatais da China.

STJ restabelece condenação de Paulo Henrique Amorim por injúria racial contra Heraldo Peireira

Aquela coisa que Paulo Henrique Amorim faz, que muitos pretendem seja chamada “jornalismo”, está cada vez mais se transformando num problema de Justiça — eventualmente, de Polícia. Em 2009, Amorim chamou o jornalista Heraldo Pereira de “negro de alma branca”. A questão foi parar na Justiça. Escrevi vários posts a respeito. Leiam o mais recente desdobramento. 
Por Tadeu Rover, do Consultor Jurídico:
Por traduzir preconceito de cor, o crime de injúria racial também é imprescritível, como o racismo. Seguindo esse entendimento, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça restabeleceu a condenação de Paulo Henrique Amorim a um ano e oito meses de reclusão por injúria racial contra o jornalista Heraldo Pereira. A pena de prisão foi convertida em restritiva de direitos. O motivo da condenação é uma publicação feita pelo blogueiro em 2009 na qual afirmou que Heraldo Pereira, da TV Globo, é “negro de alma branca” e “não conseguiu revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde”. Apesar de ter sido condenado, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal considerou prescrita a pena aplicada ao blogueiro. No entanto, seguindo voto do desembargador convocado Ericson Maranho, o Superior Tribunal de Justiça concluiu que a injúria racial é imprescritível. “Esse crime, por também traduzir preconceito de cor, atitude que conspira no sentido da segregação, veio a somar-se àqueles outros, definidos na Lei 7.716/89, cujo rol não é taxativo”, afirmou Maranho, sendo seguido pelos demais ministros da 6ª Turma. Em seu voto, Maranho citou ainda o entendimento do desembargador Guilherme de Souza Nucci segundo a qual com o advento da Lei 9.459/97, introduzindo a denominada injúria racial, criou-se mais um delito no cenário do racismo, portanto, imprescritível, inafiançável e sujeito à pena de reclusão. O colegiado também analisou a questão da decadência, devido ao fato de a denúncia ter sido apresentada mais de seis meses depois da publicação considerada ofensiva. Ainda seguindo o voto do relator, a Turma concluiu que a injúria racial é crime instantâneo, que se consuma no momento em que a vítima toma conhecimento do teor da ofensa. No caso específico, como o texto ficou publicado na internet por muito tempo, o STJ considerou como verdadeira a alegação de Heraldo Pereira de que ele só tomou conhecimento da publicação tempos após ela ter sido feita. “O ônus de provar o contrário, ao que se me afigura, é do ofensor. Dele não se desincumbindo, não é dado duvidar da vítima”, explicou Maranho. Paulo Henrique Amorim ainda apresentou embargos de declaração, que foram rejeitados pela 6ª Turma por ausência de ambiguidade, contradição, obscuridade ou omissão no acórdão.
(…)
Outras condenações
Esta não é a única condenação de Paulo Henrique Amorim devido às suas postagens. Recentemente o Supremo Tribunal Federal manteve condenação imposta ao blogueiro pelo crime de injúria contra Merval Pereira, colunista do jornal O Globo, por chamá-lo de “jornalista bandido”. A decisão penal no caso do Merval Pereira foi a primeira transitada em julgado contra Paulo Henrique Amorim. Com isso, ele perdeu o status de réu primário. O blogueiro também já foi condenado em ações cíveis por ofensas a Gilmar Mendes, Ali Kamel, Nélio Machado, Daniel Dantas, Lasier Costa Martins e outros. Por Reinaldo Azevedo

Delator acusa líder de Dilma no Senado de ter recebido propina duas vezes; estão na lista Renan, Jader ex-ministro de Lula

Pois é, pois é… Paulo Roberto Costa já havia incluído o nome do senador Delcídio Amaral (PT-MT) entre os beneficiários do petrolão. O STF mandou arquivar uma investigação contra ele por falta de evidências. A situação do agora líder do governo no Senado voltou a se complicar. Fernando Soares, o Fernando Baiano, delator tido como operador principalmente do PMDB, afirmou em depoimento que repassou a Delcídio US$ 1,5 milhão referente à compra da refinaria de Pasadena. Delcídio também teria sido beneficiário de propina relativa a aluguel de navios-sonda, junto com Renan Calheiros, Jader Barbalho e o ex-ministro Silas Rondeu. A revelação de parte do conteúdo da delação de Baiano foi feita pelo Jornal Nacional desta sexta. Leiam. Volto em seguida.
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O delator da Operação Lava Jato Fernando Baiano citou o nome de mais um parlamentar como beneficiário do esquema. O senador Delcídio Amaral, do PT, teria recebido propina quando a Petrobras comprou a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Em março, o Supremo Tribunal Federal não viu motivos para investigar o senador Delcídio Amaral, do PT do Mato Grosso Sul, e arquivou o caso em que o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, citou Delcídio na delação. Ele disse que “ouviu dizer”, que Delcídio teria recebido propina quando era diretor de Gás e Energia da Petrobras, de 2000 a 2002. Mas agora o nome de Delcídio Amaral voltou a ser citado, desta vez na delação premiada de Fernando Baiano. Ele contou que Delcídio recebeu US$ 1 milhão ou US$ 1,5 milhão. Dinheiro desviado do contrato da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O delator disse que o dinheiro foi repassado para pagar a campanha de Delcídio ao governo do Mato Grosso do Sul, em 2006. A compra da refinaria de Pasadena causou prejuízo de mais de US$ 790 milhões, segundo o Tribunal de Contas da União. Essa é a primeira vez que um delator cita Delcídio como beneficiário de propina no contrato de Pasadena. Delcídio teria indicado Nestor Cerveró para diretoria Internacional da Petrobras, responsável pelo contrato de Pasadena, o que ele nega. As revelações estão sendo investigadas por delegados e procuradores. O nome de Delcídio também é citado em outro contrato da Petrobras, de navios-sonda. Baiano revelou um acerto envolvendo Delcídio, o presidente do Senado, Renan Calheiros, o senador Jader Barbalho e o ex-ministro Silas Rondeau, os três do PMDB. E US$ 4 milhões desse contrato da Petrobras seriam desviados para pagá-los. As negociações avançaram e o valor final foi de US$ 6 milhões. Baiano disse que o operador desses pagamentos foi o lobista Jorge Luz. O senador Delcídio Amaral disse que considera um absurdo o nome dele ser citado. Que ele conheceu Fernando Soares na década de 1990 e que depois não teve mais contato com ele. O senador Jader Barbalho disse que não conhece Fernando Soares e que na época da denúncia não era senador. O presidente do Senado, Renan Calheiros, negou as acusações. Também negou que conheça Fernando Soares. Disse ainda que não autorizou ninguém a falar em nome dele em nenhuma circunstância. 
Retomo
Dizer o quê? É uma pena, claro!, que, nesses casos, a investigação certamente não vá avançar com tanta celeridade, não é mesmo? Aliás, o escândalo de Pasadena é um troço que ficou meio solteiro, largado pelo caminho, no meio dessa confusão. É claro que tudo isso tem de se investigado e que não se trata de decretar a culpa e a condenação dos citados. Mas resta evidente que parece haver menos interesse da turma quando “governistas governistas” são atingidos pelas delações. A predileção mesmo é pelo “governista oposicionista”. Por Reinaldo Azevedo

Cunha de sacocheio@

Nos contatos com Fernando Baiano, Eduardo Cunha usava o email "sacocheio@". O delator não soube dizer se a expressão se referia ao humor do peemedebista ou saldo de suas contas bancárias. 

Baiano: "Saída de Cerveró não foi uma boa"

Em outro termo de depoimento de Fernando Baiano, ele comenta que a demissão de Nestor Cerveró da área internacional da Petrobras "não havia sido uma boa decisão" e Eduardo Cunha explicou que não tivera ingerência na troca por Jorge Zelada, pois "se tratava de uma decisão do PMDB de Minas Gerais". Baiano fala de sua proximidade com o ex-diretor, que tem detalhes do financiamento da campanha de reeleição de Lula. Por que o MPF não homologa a delação de Cerveró?

"Não sou operador do PMDB", diz Baiano

Na última parte da delação de Fernando Baiano sobre a relação com Eduardo Cunha, ele conta que se afastou de "negócios envolvendo agentes públicos e Petrobras" a partir de 2010 e garante que nunca foi operador do PMDB. O Antagonista sempre soube disso. Baiano é homem de José Dirceu e Lula.

Baiano: propina para Renan, Barbalho, Delcídio e Silas

Fernando Baiano também disse que os contratos das sondas Petrobras 10.000 e Vitória 10.000 renderam propina também para Renan Calheiros E Jader Barbalho. Outro contrato da BR Distribuidora rendeu também subornos a Delcídio Amaral e Silas Rondeau. O operador dos pagamentos, segundo Baiano, foi Jorge Luiz. 

Como Baiano conheceu Eduardo Cunha

Em sua delação, obtida pelo Antagonista, Fernando Baiano conta que conheceu Eduardo Cunha por acaso, em 2009, num hotel no Rio. Baiano diz que estava acompanhado de um general angolano chamado João Baptista de Matos. Quem apresentou Cunha a Baiano foi o deputado Alexandre Santos. Baiano não dá detalhes do tal general, nem é questionado pelo MPF. Ele apenas comenta que depois daquele encontrou buscou se aproximar de Cunha porque "sabia que ele tinha muita força junto ao governo do Rio de Janeiro". O "namoro" levou meses e, só a partir de 2010, é que Cunha abriu a guarda, ao pedir a Baiano ajuda com doações para sua campanha. Baiano não conseguiu as doações com as empresas que representava no Brasil, mas arrumou outro jeito: pediu a Cunha que cobrasse uma dívida de Júlio Camargo e receberia uma comissão por isso.


Eduardo Cunha tem Porsche em nome de Jesus.com


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é dono de uma frota de 8 veículos de luxo, que estão em nome de uma de suas empresas, a Jesus.com. Entre os carros em nome desta empresa, todos modelo 2013, estão um Porsche Cayenne (R$ 429.478 mil) um Ford Edge V6 (R$ 120.165 mil) e um Ford Fusion NA WD GTDI (R$ 92.693). Os dados constam do pedido de instauração de inquérito contra o presidente da Câmara, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral em exercício Eugênio José Guilherme Aragão.


“Segundo informações de fontes abertas, a frota de carros que Eduardo Cunha se utilizaria no Rio de Janeiro seria composta de diversos veículos, incluindo uma Porsche Cayenne, Touareg, Corolla, Edge, Tucson, Pajero Sport. Este Porsche Cayenne é conduzido pela mulher de Eduardo Cunha, a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz”, afirma o procurador. “Em consulta às bases de dados do INFOSEG, verifica-se que realmente há diversos veículos registrados em nome de Cláudia Cruz e, em especial, em nome das empresas do casal". Outra parte da frota, segundo o documento, está em nome da empresa C3 Produções, também controlada pelo parlamentar – Pajero Spor Flex, 2010, Hyundai Tucson, 2009, I/LR Freelander 2 SEI, 2008, e uma BMW 3251, 1993. Eduardo Cunha foi denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de ter recebido propinas sobre contratos da Petrobrás. 

Polícia Federal abre inquérito para investigar campanha de Dilma 4 meses após determinação do TSE


Quase quatro meses após o ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral, determinar abertura de inquérito para investigar suposta prática de atos ilícitos na campanha que reelegeu a presidente Dilma Rousseff em 2014, a Polícia Federal instaurou a investigação. A primeira determinação do ministro é de junho; a segunda é de agosto. Gilmar Mendes utiliza informações reveladas pelas investigações da Operação Lava Jato para dizer que a campanha foi financiada com recursos da Petrobrás. Por ser uma empresa de capital misto (recursos públicos e privados) a petroleira é vedada de financiar campanhas eleitorais. "As doações contabilizadas parecem formar um ciclo que retirava os recursos da estatal, abastecia contas do partido, mesmo fora do período eleitoral, e circulava para as campanhas eleitorais", escreveu o ministro. O ministro também citou delação premiada do lobista Milton Pascowitch, que afirmou a investigadores que parte dos recursos de propina teria sido repassada a pedido do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, hoje preso na Lava Jato, ao site Brasil 247, "simulando contrato de prestação de serviços". "O objetivo seria financiar a propaganda disfarçada do Partido dos Trabalhadores e seus candidatos, além de denegrir a imagem dos partidos e candidatos concorrentes", concluiu o ministro. "Em suma, há indicativos de que o partido recebeu auxílio por meio de sociedade de economia mista e publicidade", resume. As contas de campanha da presidente Dilma e do PT foram aprovadas com ressalvas pelo TSE em dezembro de 2014. A aprovação se deu na Corte por unanimidade após os ministros acompanharem o voto do relator, que foi o próprio Gilmar. No despacho ele justificou seu voto pela aprovação alegando que "apenas no ano de 2015, com o aprofundamento das investigações no suposto esquema de corrupção ocorrido na Petrobrás, vieram a público os relatos de utilização de doação de campanha como subterfúgio para pagamento de propina".

Procuradoria faz nova denúncia contra Marcelo Odebrecht por propinas de R$ 137 mi


A força-tarefa da Lava Jato apresentou nesta sexta-feira, 16, uma nova denúncia contra a cúpula da Odebrecht, incluindo seu presidente Marcelo Odebrecht – preso desde 19 de junho – e ex-funcionários da maior empreiteira do País por suposto pagamento de R$ 137 milhões em propinas em oito contratos com a Petrobrás, entre 2004 e 2011. Na ação, a Força-Tarefa imputa a Odebrecht e a outros cinco investigados a prática de 64 crimes. Os procuradores da República que subscrevem a denúncia pedem que seja decretado o perdimento "do proveito e produto dos crime", em valor mínimo de cerca de R$ 137 milhões, além do pagamento de danos mínimos de R$ 275 milhões em favor da estatal referentes aos oito contratos. A nova acusação do Ministério Público Federal contra Marcelo Odebrecht e outros cinco investigados ocorre menos de 24 horas depois que o Supremo Tribunal Federal acatou o habeas corpus do ex-diretor da empreiteira Alexandrino Alencar e determinou sua soltura. Alexandrino é o primeiro executivo preso em 19 de junho na 14ª fase da operação, a Erga Omnes, a deixar a prisão, por ordem do ministro Teori Zavascki. Foram denunciados os executivos Marcelo Bahia Odebrecht, Marcio Faria da Silva, Rogério Araújo e Cesar Rocha, também presos na Erga Omnes, acusados de corrupção ativa e o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, o ex-gerente de Serviços, Pedro Barusco, e o ex-diretor de Serviços, o petista Renato Duque. A denúncia tem por objeto delitos de corrupção relacionados aos projetos de terraplenagem no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e na Refinaria Abreu de Lima (RNEST); da Unidade de Processamento de Condensado de Gás Natural (UPCGN II e III) do Terminal de Cabiunas (Tecab); da Tocha e Gasoduto de Cabiunas; das plataformas P-59; P-60, na Bahia. Além destas obras, os executivos da empreiteira já respondem a uma ação penal na Justiça Federal no Paraná por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em outras obras na estatal. As obras estavam relacionadas às diretorias de Serviços, Abastecimento, Exploração e Produção e Gás e Energia. As duas primeiras, conforme já revelou a Lava Jato, são cotas do PT e do PP no esquema de corrupção na estatal e seus diretores já foram condenados em outras ações. Nas duas últimas diretoria, de acordo com o MPF a propina foi arrecadada pela Diretoria de Serviços, responsável pela condução das grandes licitações da Estatal em diversas áreas. Junto com a denúncia, o Ministério Público pede a manutenção das prisões cautelares dos executivos Marcelo Odebrecht, Rogério Araújo, Márcio Faria e César Rocha, bem como de Duque. Segundo o coordenador da Força-Tarefa, Deltan Dallagnol, a prisão preventiva é uma medida excepcional, mas plenamente justificada neste caso. A prisão foi decretada para proteger a sociedade de crimes e para que o processo pudesse tramitar de modo regular, já que surgiram indicativos, ao longo da investigação, de planos para obstruir a ação da Justiça. “É uma medida extrema para um caso extremo”, afirmou o procurador. A representação de hoje tem os seguintes denunciados, crimes e penas:
– Marcelo Odebrecht, Márcio Faria e Rogério Araújo: corrupção ativa (art. 333, caput e parágrafo único, do Código Penal), por 64 vezes.
– Pedro Barusco e Renato Duque: corrupção passiva qualificada (art. 317, caput e §1º, c/c art. 327, §2º, todos do Código Penal), por 27 vezes.
– Cesar Rocha: corrupção ativa (art. 333, caput e parágrafo único, do Código Penal), por 10 vezes.

O homem da mala de Cunha

Altair Alves Pinto, nascido em Muqui (ES), comerciante, 67 anos. Esse era o homem da mala de Eduardo Cunha, segundo o delator Fernando Baiano. Em sua delação, ele explicou que foi Altair quem recebeu os US$ 5 milhões de propina do peemedebista. O dinheiro foi pago em cinco ou seis parcelas, ao longo de 2011, em espécie, no escritório de Cunha na avenida Nilo Peçanha, centro do Rio. "Ele aparentava ser um assessor ou uma pessoa de confiança, até mesmo porque todos os valores entregues no escritório foram para Altair", disse Baiano. O homem da mala de Cunha esteve na Câmara em 2005, segundo registro de visitas obtido pela PGR. Altair também desfrutou dos voos da propina.

Propina voadora 2

A revelação de que Eduardo Cunha recebia propina em horas de vôo no jatinho de Júlio Camargo se ajusta à versão de que José Dirceu também voava com crédito obtido em suas negociatas. E traz à memória do Antagonista a misteriosa anotação "Depósito Avião (Lula)", encontrada no caderno vermelho do irmão de Dirceu. Esperamos que um dia a PF e o MPF questionem Lula sobre essa anotação e também sobre seus frequentes voos em aeronaves de empresários amigos.

Propina voadora

Eduardo Cunha aceitou propina em horas de vôo num jato particular, informa a Folha. O peemedebista chegou a ter R$ 300 mil em crédito para voar no Cessna de Júlio Camargo, segundo o delator Fernando Baiano. O avião, como O Antagonista revelou, foi vendido para José Dirceu, mas o negócio logo foi desfeito. O crédito de vôos para Cunha foi disponibilizado por Camargo, que lhe devia US$ 5 milhões em propina decorrente da venda de navios-sonda para a Petrobras. Cunha não teve tempo de usar todo o crédito, por causa da deflagração da Operação Lava Jato. Ele gastou apenas R$ 122 mil do que tinha direito em dez vôos, entre julho e setembro de 2014. 

Cunha pediu "doação" ao PMDB

Em sua delação premiada, Fernando Baiano confirmou que intermediou pedido de propina de Eduardo Cunha ao lobista Júlio Camargo, operador de José Dirceu, pelo contrato do navio-sonda Vitória 10.000 da Petrobras. Segundo Baiano, Cunha sugeriu que os repasses atrasados fossem feito como doação eleitoral ao PMDB, pois era 2012, ano eleitoral. A declaração confirma versão anterior de Camargo.

Teori solta, Moro prende

A Lava Jato reagiu às manobras de Teori Zavascki para melar a operação. Depois que o STF soltou Alexandrino Alencar, o homem que pagava as despesas de Lula, os procuradores de Curitiba resolveram apresentar uma nova denúncia contra Marcelo Odebrecht. Diz a Época: "Com base no farto material apreendido na operação Erga Omnes, realizada em junho, os procuradores da República vão fazer novas acusações contra representantes da empresa. É provável que os procuradores que cuidam da investigação da Lava Jato protocolem novos pedidos de prisão".

Presidente da FEE gaúcha diz que o povo é culpado pela crise, porque quer tudo do Estado. Mas que tal, não é um gênio?

O modelo econômico equivocado, onde o Estado faz tudo, é a maior causa da crise interna que o Brasil vive e, consequentemente, o Rio Grande do Sul. É simples assim. O autor da análise é o presidente da Fundação de Economia e Estatística, Igor Morais, colega de trabalho da petista Dilma Rousseff (sim, ela é economista funcionária da FEE - Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul). Ele falou sobre isto para os empresários da Associação Comercial e Industrial de São Leopoldo, a ACIS. Eis a síntese do que disse Igor Morais: 1) o modelo desenvolvimentista que foi usado nas décadas de 20 e 70 e que vigora novamente, faz com que o Estado fique gigante e difícil de carregá-lo; hoje, 22% do PIB é absorvido pelo governo; 2) a culpa de toda a distorção é da população, dos eleitores, porque nós queremos que tudo seja de graça, estradas, educação, saúde; e como não há dinheiro para tudo, emite-se papel; 3) a sociedade está muito ausente dos políticos que ajudou a eleger, desde os vereadores a deputados; nós não cobramos nada dos nossos políticos, que criam leis que muitas vezes nãos servem para nada, como a exigência dos extintores de incêndio para carros. E é para isso que os cidadãos gaúchos pagam salários, pagam para um economista do Estado dizer esse mundo de disparate. Em primeiro lugar, foi preciso desabar uma crise gigantesca para esse fenômeno da economia descobrir que havia problemas. Alguém conhece alguma manifestação anterior do tipo, ou da FEE, alertando que se desenhavam grandes problemas para a sociedade gaúcha? Mas, afinal, para que servem esses sujeitos? Em segundo lugar, o tipo genial atribui a culpa ao povo. É claro, o povo tem costas largas e suporta tudo. Evidentemente, o sujeito é como o pavão, não olha para os próprios pés. O que ele deveria ter feito antes, avisado o povo, ele não fez. Agora coloca culpa no povo. Quem disse a esse tipo que o povo quer tudo de graça do governo Quem quer tudo de graça do governo é funcionário público. O povo gaúcho quer trabalhar em paz, com segurança e tranquilidade, sem governo por perto para atrapalhar. E, por falar nisso, quando é que os capitalistas paraestatais gaúchos aprenderão que não devem mais ouvir esses representantes do corporativismo estatal?

Levy pede demissão

Joaquim Levy está pedindo demissão. Quem diz é Vera Magalhães, da coluna Radar, da Veja. Dilma Rousseff quer que ele continue no cargo por algum tempo e conduza "a transição para um novo comandante da economia – uma vez que ela ainda não tem um nome definido para assumir o posto". Lula ganhou mais uma.

Comitê de Emergência de Porto Alegre está reunido neste momento devido à ameaça de alagamento da cidade pela cheia do rio Guaíba


A prefeitura de Porto Alegre está realizando neste momento uma reunião do Comitê de Emergências, para avaliação de ações pontuais devido à subida das águas do rio Guaíba e seus afluentes. A reunão é realizada no Centro Integrado de Comando da Prefeitura de Porto Alegre, onde opera o Sistema de Vigilância Meteorológica da capital gaúcha. 

Prefeitura de Porto Alegre está fechando os 14 portões-comportas do porto, rio Guaíba ameaça de novo alagar a capital gaúcha


A prefeitura de Porto Alegre está procedendo no final da tarde desta sexta-feira ao fechamento dos 14 portões comportas existentes ao longo da Avenida Mauá, devido à subida das águas do rio Guaíba, que já chegaram ao nível do cais do porto. A situação é de alto risco devido às cheias dos rios Jacuí e Gravataí, principalmente, e ao alto nível das águas da Lagoa dos Patos, que está 1m44 acima do seu nível normal, complementado pela ocorrência de ventos do quadrante sul, que represam as águas. Faltam pouco mais de dez centímetros para que as águas do rio Guaíba invadam a cidade. A Rodoviária de Porto Alegre já teve seu pátio de estacionamento dos ônibus alagado na tarde desta sexta-feira. Os barcos catamarã que fazem a linha entre Porto Alegre e a cidade de Guaíba tiveram suas viagens suspensas ao final desta tarde. 

Para deputado e dirigente do PSDB, oposição não pode depender das "reduzidas chances de sobrevida" de Eduardo Cunha

Com a abertura de mais um inquérito no Supremo Tribunal Federal e o novo pedido de bloqueio de duas contas bancárias mantidas na Suíça atribuídas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o secretário-geral do PSDB, deputado Silvio Torres (SP), afirmou nesta sexta-feira, 16, que a agenda da oposição não pode mais depender das "reduzidas chances de sobrevida" do peemedebista. "O processo de impeachment, se tiver respaldo jurídico e político, seguirá curso próprio", disse Torres por meio de nota. A posição do secretário-geral vai ao encontro das manifestações públicas de outros dirigentes do PSDB que não são deputados federais. O líder da bancada tucana no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), e o presidente nacional da sigla, senador Aécio Neves (MG), rechaçaram acordo para blindar o peemedebista. Cunha Lima chegou a criticar a postura da bancada tucana na Câmara que, de olho no início do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, tem evitado defender publicamente a saída de Cunha e se limitou apenas a divulgar uma nota sobre o tema. "Não quero intervir na bancada da Câmara, ou na liderança do deputado Carlos Sampaio, mas nesse episódio o PSDB pecou no mínimo por lentidão", afirmou Cunha Lima nesta semana. Torres disse que o partido precisa "urgentemente" direcionar o foco e esforços à solução das crises econômica e fiscal, ao problema da "fuga de investidores" e aos desdobramentos do esquema de corrupção na Petrobrás investigados pela Operação Lava Jato. "É preciso orientar as bancadas no sentido de afastamento e condenação a todos os denunciados nos escândalos sob investigação, cujas culpas tenham sido comprovadas", afirmou o secretário-geral do PSDB. 

Ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, é internado para tratar câncer


O ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, internou-se nesta sexta-feira no Hospital Sírio Libanês em São Paulo. Ele passará por um tratamento pelos próximos três dias. Trata-se de um procedimento complementar à cirurgia de retirada de um câncer da tireoide realizada há três meses. "Logo estarei de volta", disse Cardozo. O Sírio  Libanês é o plano de saúde preferido de 10 entre 10 dos membros da alta nomenklatura petista nacional. O tratamento é feito a base de iodo e por isso o paciente precisa ficar isolado. Há algumas restrições, mas eventualmente ele pode atender ao telefone. No começo da semana, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo deve voltar a Brasília para dar expediente normal. Nas últimas semanas, Cardozo tem sido bombardeado por setores do PT e do PMDB que preferem vê-lo fora do Ministério da Justiça. O ex-presidente Lula e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que têm mantido boas relações, têm pedido sua demissão da pasta e até sua transferência para a Advocacia Geral da União. Apesar das pressões, Cardozo tem a confiança da presidente Dilma Rousseff. Em 2010, ele foi um dos coordenadores da campanha dela e já está na cadeira de ministro da Justiça há cinco anos.

Eduardo Cunha também tem conta não declarada nos EUA desde a década de 90, diz Janot


No pedido enviado ao Supremo Tribunal Federal, que resultou em uma nova abertura de inquérito para investigar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Procuradoria-Geral da República destacou que o peemedebista já tinha contas no Exterior desde os anos 90, com patrimônio não declarado de R$ 60,8 milhões, e também possuía uma frota de oito carros de luxo. Segundo o documento, Eduardo Cunha mantinha conta junto ao banco Merril Lynch nos Estados Unidos há mais de 20 anos e pela avaliação de risco possuía um "perfil agressivo e com interesse em crescimento patrimonial". Sua fortuna seria oriunda de aplicações no mercado financeiro local e de investimento no mercado imobiliário carioca. Há também referências à sua antiga função de Presidente da TELERJ. Seu patrimônio estimado, à época da abertura da conta, era de aproximadamente USD 16 milhões, (R$ 60,8 milhões). A Procuradoria Geral da República afirma que o valor "contradiz frontalmente" suas declarações perante a Justiça Eleitoral. Em 2014, Eduardo Cunha apresentou a declaração de bens no valor de R$ 1,6 milhão, sendo que, deste total, R$ 840 mil é referente a quotas ou quinhões da empresa C3 PARTICIPAÇÕES, da qual ele é sócio com a sua esposa, Claudia Cordeiro Cruz. Há também uma frota de oito veículos de luxo em nome de Claudia, da C3 Participações e de outra empresa da família, a Jesus.com. De acordo com a Procuradoria Geral da República, os carros valem juntos R$ 940,5 mil. Entre os carros listados há um Porshe Cayenne, ano 2013, no valor de R$ 429,5 mil e outro Porsche Cayenne, de 2006, avaliado em R$ 122,7 mil.

Impedida?

Ao conceder habeas corpus a Alexandrino Alencar, o ministro Teori Zavascki afirmou que o companheiro de viagens do lobista Lula havia saído da Odebrecht e que a empresa estava impedida de fazer negócios com a Petrobras. Mas não com o governo, Teori. Tanto é que Dilma Rousseff reuniu-se com executivos da Odebrecht na Colômbia. E da OAS. E da Camargo Corrêa.

Vai ser hoje, Levy?

O Globo informa: "Irritado com o bombardeio que vem sofrendo do ex-presidente Lula, do PT e com as dificuldades da equipe econômica para conduzir o ajuste fiscal, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pediu nesta sexta-feira uma conversa com a presidente Dilma Rousseff. O encontro deve ocorrer durante a tarde." E então, Levy, você vai sair ainda hoje?

Canadá vai facilitar entrada de brasileiros no país a partir de 2016

Vista dos hotéis e do comércio da vila de Whistler, estação de esqui no oeste do Canadá

O governo canadense, a partir de março de 2016, vai facilitar a viagem para os brasileiros que querem visitar o país. Quem já passou pelo Canadá nos últimos dez anos ou teve um visto norte-americano válido nesse período poderá apenas fazer on-line uma pré-autorização antes de viajar. A decisão exclui a necessidade do visitante brasileiro ter um visto no passaporte. A medida só é válida para via aérea e, além do Brasil, abrange outros países como Bulgária, México e Romênia. O objetivo da mudança é expandir o programa ETA (Autorização Eletrônica de Viagem) e trazer benefícios para o visitante que terá acesso ao serviço de forma on-line, rápida e sem custo.

Procuradoria cita "produto de crime" e pede bloqueio de contas de Eduardo Cunha


No pedido de investigação encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de quinta-feira, a Procuradoria-Geral da República afirmou que há indícios suficientes de que as contas atribuídas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no exterior "são produto de crime". Os dados são fruto de investigação do Ministério Público da Suíça. A abertura do inquérito foi autorizada pelo ministro Teori Zavascki. A Procuradoria pede ainda o bloqueio das contas do parlamentar. O documento, assinado pelo procurador-geral da República em exercício, Eugênio Aragão, traz o detalhamento de quatro contas no Exterior ocultadas em nome de Eduardo Cunha e dos repasses milionários realizados para elas entre 2007 e 2015. Uma das contas estava em nome da mulher de Eduardo Cunha, a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz (ex-apresentadora do Jornal Nacional e do Fantástico da Rede Globo). Já as outras três, de acordo com a Procuradoria Geral da República, tinham o presidente da Câmara como beneficiário final. Em uma delas, a Orion SP, com sede em Edimburgo, na Grã Bretanha, o peemedebista consta como único signatário autorizado e como beneficiário econômico efetivo. Aragão explica no documento que não há a menor dúvida da vinculação das contas a Eduardo Cunha e Claudia Cordeiro Cruz. "Há cópias de passaportes - inclusive diplomáticos - do casal, endereço residencial, números de telefones do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto", diz. A Procuradoria Geral da República aponta ainda a evolução patrimonial de 214% de Eduardo Cunha entre os anos de 2002 e 2014. Atualmente, o patrimônio declarado dele é de 1,6 milhão de reais, conforme suas declarações de patrimônio à Justiça Eleitoral. Em 2002, o valor declarado era de 525.768,00 reais. Conforme estimativa feita pelo banco americano Merril Lynch, à época da abertura da conta, há mais de vinte anos, o peemedebista tinha um patrimônio de aproximadamente 16 milhões de dólares. Conforme análise do presidente da Câmara, a conta de Eduardo Cunha tinha um perfil "agressivo e com interesse em crescimento patrimonial", e a fortuna seria oriunda de aplicações no mercado financeiro e de investimentos no mercado imobiliário carioca. Além das contas que são objeto do inquérito, outras duas que tinham como beneficiário Eduardo Cunha foram mencionadas pela Suíça: Orion SP e Triumph SP, segundo a Procuradoria Geral da República. Ambas foram fechadas pelo investigado pouco depois da deflagração da Operação Lava Jato. A Orion recebeu pagamentos no total de 1,311 milhão de francos suíços da conta da empresa Acona International Investments. A Acona está registrada no nome de João Augusto Rezende Henriques, denunciado pelo Ministério Público justamente pela intermediação do recebimento de propinas ligadas a contratos de navios-sonda. Após contrato firmado entre a Petrobras e uma empresa pela qual Henriques fez lobby, foram transferidos 10 milhões de dólares para a conta ligada a Eduardo Cunha. Conforme denúncia da Procuradoria Geral da República, Henrique transferiu 1,3 milhão de dólares, referentes aos honorários recebidos, para a conta Orion SP, controlada pelo presidente da Câmara. "As informações levantadas pelas autoridades suíças já demonstravam, por si, indícios da prática de corrupção e lavagem de dinheiro por parte de Eduardo Cunha e seus familiares", afirmou a PGR na denúncia. A Procuradoria escreve ainda que há um "acervo" que evidencia que as transferências para Cunha foram feitas "em contexto de desvios de recursos provenientes da Petrobras". Na semana passada, o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil documentos que mostram a origem do dinheiro encontrado nas contas atribuídas a Cunha. De acordo com os investigadores da Operação Lava Jato, os valores podem ser fruto de propina relacionada a um negócio de 34,5 milhões de dólares que a Petrobras fechou em Benin, na África. Com o novo inquérito, Cunha passa a ser alvo de dois processos no Supremo. Em agosto, Janot denunciou o presidente da Câmara dos Deputados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na denúncia apresentada ao Supremo, Janot afirmou que Cunha recebeu 5 milhões de dólares por meio de empresas sediadas no exterior e de fachada em um contrato de navios-sonda da Petrobras.

Delatores afirmam que amigo de Lula acertou propina de US$ 5 milhões com Cerveró


Reportagem da edição de VEJA de 23 de setembro revelou que, em depoimento prestado quando ainda negociava um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato, o lobista Fernando Baiano narrou como uma reunião em seu escritório no Rio de Janeiro definiu, em 2007, a empresa vencedora de um contrato de 1,6 bilhão de dólares com a Petrobras - e rendeu 60 milhões de reais aos corruptos que ajudaram a sangrar o cofre da estatal. Do encontro participaram, além de Baiano, apontado como um dos operadores do PMDB no petrolão, o ex-diretor da área internacional da estatal Nestor Cerveró e dois de seus subalternos, Eduardo Musa e Luis Carlos Moreira, além do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de longa data do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bumlai também foi citado em depoimento por Musa, outro que fechou acordo de delação premiada. Os dois delatores afirmam que Bumlai acertou pagamento de 5 milhões de dólares em propina para Cerveró e outros dois ex-gerentes da estatal. Os valores foram pagos pelo Grupo Schahin, em troca de contrato de operação do navio-sonda Vitória 10.000. Como mostrou reportagem de VEJA, a propina foi paga em contas no exterior, mais precisamente na Suíça, conforme definiu Bumlai. Ao lado da quantia que foi destinada a Cerveró, Baiano anotou o carinhoso apelido de Lindinho. Segundo as investigações, há registro de reunião entre Bumlai, Fernando Baiano, Cerveró, Eduardo Musa e o ex-gerente executivo da área Luis Carlos Moreira no escritório do operador do PMDB, no Rio de Janeiro. O pagamento dos 5 milhões de dólares teria sido tratado diretamente por Fernando Schahin, filho de um dos fundadores do grupo, e dividido entre os três ex-executivos da Petrobras da Diretoria Internacional, da cota do PMDB no esquema de corrupção na estatal. Dois deles indicaram contas bancarias no Uruguai para receber suas partes e um, na Suíça. Apontado como "o pecuarista" em conversas de executivos investigados em Curitiba, Bumlai seria uma espécie de avalista dos negócios com a Schahin, segundo suspeita da Polícia Federal. Lula e Bumlai estreitaram relações na campanha eleitoral de 2002. Desde então, o pecuarista passou a ser um dos conselheiros com acesso direto ao ex-presidente. E-mails apreendidos na sede da empreiteira Odebrecht, em São Paulo, indicam que Bumlai, que gozava de acesso irrestrito ao gabinete da Presidência na gestão Lula, tentou, inclusive, agendar reunião com Marcelo Odebrecht, presidente da empresa, para tratar de assuntos relativos ao governo da presidente Dilma Rousseff, como as privatizações de rodovias. O navio-sonda Vitória 10.000 fez parte de um pacote de construção de dois equipamentos do tipo, usados para exploração de petróleo em águas profundas. Contratados pela Diretoria Internacional, com negociações iniciadas em 2005, por Cerveró, o pacote incluiu os termos de construção e depois de operação. Ambos, segundo a Lava Jato, envolvendo propina. O estaleiro Samsung Heavey Industries, em parceria com o Grupo Mitsui, foi o responsável pela construção dos dois navios-sonda (Vitória 10.000 e Petrobras 10.000). Processo já julgado procedente pelo juiz responsável pelas ações penais da Lava Jato, Sérgio Moro, concluiu que a empresa pagou pelo menos 30 milhões de reais em propina, via lobista Júlio Camargo, representante do estaleiro no Brasil, e Fernando Baiano nessa primeira etapa. Um dos beneficiados, segundo Camargo, foi o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que recebeu pelo menos 5 milhões de reais. Apurações internas da Petrobras anexadas aos autos da Lava Jato indicaram problemas no contrato com a empresa. "A demora em concretizar negociação com a Schahin para a vinda do Vitoria 10.000 para o Brasil implicou custo de aproximadamente 126 milhões de reais", informa documento da estatal. "A escolha da Schahin como parceira foi discricionária." O contrato foi rescindido pela Petrobras, em maio, após o nome da empresa ser citado como uma das participantes do cartel alvo da Lava Jato. O grupo entrou esse ano em concordata. Bumlai informou que "não participou de reunião alguma com essas pessoas" e que não tratou de contratos da Petrobras. "Todas as informações ultimamente veiculadas na imprensa ligando o nome do empresário José Carlos Bumlai a escândalos relacionados à Operação Lava Jato são ilações inverídicas baseadas exclusivamente em depoimentos prestados por delatores (...) Bumlai nega que tenha qualquer relação com as mentiras já publicadas (pela imprensa), e repudia as novas infâmias que estão sendo agora assacadas contra sua pessoa", diz a nota.

"Diante do ataque sistemático à honra e reputação..."

Os advogados da família Lula, do escritório de Roberto Teixeira, o compadre do petista, querem acesso à íntegra da delação premiada de Fernando Baiano. Eles divulgaram a seguinte nota: "Diante do ataque sistemático à honra e reputação do sr. Fábio Luís Lula da Silva, sua defesa requereu na data de hoje (16.10) ao Ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, acesso à íntegra da delação premiada do lobista Fernando Soares. A providência tem por objetivo instruir ações que serão promovidas contra os que, pela imprensa, encabeçaram a divulgação, desde o último dia 11, de notícias falsas sobre pagamentos de contas de nosso cliente pelo citado delator. De forma sistematizada, põe-se em pé uma operação jornalística que, a cada dia, coloca na mira de suas manchetes o personagem da vez, eleito alvo da ofensa. Surge, agora, uma entidade primeiramente nominada a “nora de Lula". Após 24h, divulga-se que a “nora” citada é a mulher do sr. Fábio Luís, sob o alegado argumento de que “quem conhece a família não tem dúvida em apontar” sua esposa. A verdade não pode estar no mero repasse de informações fornecidas e colhidas a bel prazer, pingadas a conta-gotas de uma delação sob sigilo, que, a cada dia, muda sua versão dos fatos, para tornar mais verossímil a narrativa. O que se identifica são irresponsáveis ilações daqueles que foram, depois, desmentidos no decorrer do processo". O Antagonista acha que realismo fantástico é pouco para descrever a situação brasileira.

"A dívida pública está pior do que vocês imaginam"

Apesar o governo brasileiro “amar” dizer que a dívida pública líquida do Brasil é baixa, essa análise mostra uma idéia errada devido à baixa qualidade de alguns ativos e à existência de passivos ocultos. “A Caixa, a Petrobras e o Banco do Brasil todos constituem fontes indiretas de dívida". Essa é a visão do banco francês Natixis, que em análise desta sexta-feira opina sem meias palavras: “A dívida pública brasileira está pior do que vocês pensam”.

É a mulher de Lulinha

Fernando Baiano, na sua delação premiada, disse que deu 2 milhões de reais a uma nora de Lula, para cobrir despesas de um apartamento... Lauro Jardim, do Globo, publicou que: "A nora de Lula citada na delação premiada de Fernando Baiano é a mulher de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Lula tem três noras e Baiano não dá, em sua delação, o nome de quem seria a beneficiária do pedido supostamente feito pelo pecuarista José Carlos Bumlai. Mas pelo relato do caso, ou seja, o dinheiro serviria para quitar dívidas de um apartamento, quem conhece a família não tem dúvida em apontar a mulher de Lulinha como a nora referida". Matou, Laurão.

PT gaúcho quer assumir de fato a OAB, chega de meia sola

A OAB, já faz um bom tempo, é um puxadinho do PT na área jurídica. A OAB é um braço, uma linha auxiliar do PT. Em alguns lugares do Brasil, o PT está no exercício direto da chefia da OAB. Em outros, tem representantes muito meigos, muito à disposição para seus objetivos, como no Rio Grande do Sul. Mas, agora, o PT quer o exercício direto da presidência da OAB. O procurador Paulo Torelly, que chefiou a Procuradoria Geral do Estado no governo do Exterminador do Futuro, o petista Olívio Dutra, agora concorre à presidência da OAB gaúcha. Isso não é uma novidade, ele já tem concorrido em eleições anteriores. Só que agora revela o desejo do PT de ocupar diretamente a presidência da Ordem dos Advogados. Afinal de contas, o PT descobriu que pela via jurídica consegue alcançar melhor seus objetivos do que pelos meios eleitorais. Assim o PT está conseguindo resultados no Supremo Tribunal Federal devidamente bolivarianizado. O PT conseguiu transformar o STF em seu puxadinho. Não tem razão, então, para que as seccionais da OAB não sejam diretamente comandadas pelo PT. Paulo Torelly é um membro da DS. A DS - Democracia Socialista é um partido revolucionário clandestino. É um partido revolucionário trotskista. Ele quer fazer a revolução e implantar a ditadura do proletariado. A DS é uma sanguessuga que habita o corpo do PT. A DS é diretamente sucessora do POC, Partido Operário Comunista. Faz parte da DS o Mandrake Arno Augustin, que comandou as pedaladas fiscais junto com Dilma Rousseff. Essa gente só entende de legalidade quando é para atender seus objetivos. O editor de Videversus não vê mais força moral dentro da OAB para fazer frente aos revolucionários do PT. A OAB converteu-se à amoralidade implantada pelo petismo no Brasil.

Contato imediato

Ao conceder habeas corpus a Alexandrino Alencar, o companheiro de viagens do lobista Lula, o ministro Teori Zavascki determinou que o ex-executivo da Odebrecht não pode ter contato com outros investigados pela Lava Jato. Ou seja, Alexandrino Alencar pode ter contato com Lula. Ótimo para combinar versões, apagar vestígios, "fazer o diabo", para usar a expressão preferida dos petistas.

Mais ou menos do que Lula?

O Merrill Lynch estimou o patrimônio de Eduardo Cunha em aproximadamente 61 milhões de reais. É mais ou menos do que Lula e seu instituto faturam todos os anos? Queremos saber.

Outra MP pode ter sido vendida, como antecipamos

A PF e o MP suspeitam que Lula vendeu, em 2010, outra medida provisória para ajudar montadoras. Dessa vez, para as empresas se livrarem de dívidas com a Receita Federal. A notícia, publicada hoje pelo Estadão, foi antecipada pelo Antagonista. Comentar o quê? (O Antagonista)

O laranjal lulista

O apartamento de 6 milhões de reais que Lulinha ocupa desde 2010, em Moema, está em nome de seu sócio, Jonas Suassuna. Se a PF confirmar que o dinheiro de propina da Petrobras foi usado para quitar uma parcela de 2 milhões de reais daquele apartamento, teremos a prova de que Jonas Suassuna é apenas um laranja de Lulinha - e não seu caixa, como ele sempre deu a entender. A fazenda de Lula em Atibaia, reformada pela OAS, também está em nome de Jonas Suassuna. O caixa é único. O laranjal idem. (O Antagonista)

O lado "B" de Lula

O Jornal Nacional confirmou que José Carlos Bumlai pediu 2 milhões de reais em propina a Fernando Baiano para quitar as despesas de Lulinha. O Antagonista já mostrou que, nos e-mails da Odebrecht, José Carlos Bumlai é chamado de "JC Bumlai", "Pecuarista" ou simplesmente "B". A imprensa costuma referir-se a ele de outras maneiras:
- “Amigo íntimo de Lula”.
- “Próximo de Lula”.
- “Amigão de Lula”.
- “Tesoureiro particular de Lula”.
E:
- “O homem que cuida dos negócios de Lula”.
Escolha o que achar melhor.

Não deixem o pecuarista solto

Não dá para não republicar as mensagens da Odebrecht sobre a viagem de Lula à Guiné. José Carlos Bumlai, o "pecuarista", acompanhou-o. Alexandrino Alencar, o homem que pagava as despesas de Lula em nome da empreiteira, é intimado a permanecer "colado em Lula e no pecuarista" durante todo o trajeto. E é "importante não deixar o pecuarista solto por lá". Na verdade, PF, o importante é não deixar o pecuarista solto por aqui. 

Bumlai é Lula, Schahin é Lula

O Antagonista, ontem à noite, disse que o foco da Lava Jato está em José Carlos Bumlai e o Grupo Schahin. Depois das denúncias de Fernando Baiano, os investigadores decidiram concentrar-se na propina de 5 milhões de dólares pagos pelo Grupo Schahin a Nestor Cerveró para obter o contrato de operação do navio-sonda Vitória 10.000. Estadão: “Citado como ‘o pecuarista’ em conversas de executivos investigados em Curitiba, Bumlai seria uma espécie de avalista dos negócios com a Schahin, suspeita a Polícia Federal. Seu nome ainda não havia sido citado diretamente nos negócios de propina alvos da Lava Jato’.

O pecuarista e o estouro da boiada

Em 15 de agosto, publicamos um texto sobre a propina do navio-sonda Vitória 10000. É importante republicá-lo agora, porque o intermediador da propina, segundo Fernando Baiano, foi José Carlos Bumlai. E nós sabemos, assim como a Odebrecht, que o pecuarista não pode ficar solto por aí: Nestor Cerveró entregou Lula. Num de seus depoimentos à Lava Jato, segundo a Veja, Nestor Cerveró contou que a campanha de Lula, em 2006, foi financiada com propina paga pelo contrato do navio-sonda Vitória 10000. Isso mesmo: Lula se elegeu com dinheiro roubado da Petrobras. O operador Júlio Camargo já havia admitido o pagamento de 25 milhões de dólares em propina para favorecer o estaleiro Samsung e a empreiteira Schahin no contrato do Vitória 10000. O que Nestor Cerveró disse agora à Lava Jato foi que o contrato fraudulento assinado pela Petrobras com a empreiteira Schahin serviu para saldar dívidas de 60 milhões de reais da campanha de Lula, em 2006, com o Banco Shahin. Lula tem de ser preso.

Lula tomou o morro de Cunha

O Antagonista, em 21 de agosto, previu que "a denúncia contra Eduardo Cunha ainda vai explodir no colo do PT e de Lula". Por que? Pelo seguinte: "Rodrigo Janot acusou Eduardo Cunha de ter recebido propina para favorecer Samsung e Mitsui no contrato do navio-sonda Vitória 10000. Quando o Vitória 10000 ficou pronto, a Petrobras melou o negócio de Eduardo Cunha contratando a Schahin para operá-lo, por 1,6 bilhão de dólares. Nestor Cerveró já disse aos procuradores da Lava Jato que o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, mandou-o favorecer a Schahin, seguindo ordens 'do homem lá de cima', porque a propina relativa àquele contrato fraudulento seria usada para saldar as dívidas da campanha de Lula, em 2006. Lula e o PT, portanto, tomaram o morro de Eduardo Cunha. Nessa disputa, em vez de torcer para o Comando Vermelho ou para o Terceiro Comando, O Antagonista torce para que ambos se exterminem. E é isso que vai acontecer em breve, quando os depoimentos de Nestor Cerveró se tornarem públicos. Aguardem".

A etapa final da Lava Jato

A Lava Jato não deve ter a menor dificuldade para descobrir se Fernando Baiano realmente pagou propina a José Carlos Bumlai. Ele disse que o dinheiro foi repassado por meio de contratos fraudulentos. A Lava Jato também deve conseguir comprovar que o dinheiro que entrou na empresa de José Carlos Bumlai saiu para quitar as despesas de Lulinha. O pecuarista sempre foi visto como o administrador da fortuna pessoal de Lula e de seus filhos. Se os investigadores fizerem uma devassa em suas contas poderão demonstrar esse vínculo. Estamos entrando na etapa final da Lava Jato.

Levy acabou

Lula nomeou Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda. Agora ele decidiu derrubá-lo. Diz o Valor: "Muito embora o governo não tenha conseguido votar nada de seu interesse no Congresso até agora, Lula está satisfeito com os resultados da reforma ministerial realizada há 15 dias. Lula obteve praticamente tudo o que pediu a Dilma, inclusive a mudança no discurso da presidente. Falta apenas a saída de Joaquim Levy, fato que o PT já dá como certo".

Sem Levy e sem CPMF

Lula, ontem, enterrou Joaquim Levy. Junto com Joaquim Levy, ele enterrou também a CPMF. O deputado Ricardo Barros, relator do Orçamento, adiantou ao Valor que o imposto não deve ser incluído no projeto do ano que vem. O Brasil vai quebrar.

O fim do ajuste fiscal

Lula, na reunião de ontem à noite com deputados do PT, comunicou sua decisão de degolar Joaquim Levy. Folha de S. Paulo: “Lula já vinha reclamando da atuação de Levy no Ministério da Fazenda por considerar que o ministro só faz acenos ao mercado, o que tem desagrado a militância do partido. Segundo presentes à reunião, os deputados disseram ao ex-presidente que vão passar a criticar Levy em público e a defender mudanças na condução da economia, para que, de acordo com eles, o Brasil ‘saia da agenda do ajuste’". O ajuste fiscal acabou antes de começar.

Levy jogou a toalha

A queda de Joaquim Levy vai sacramentar seu fracasso. Depois de ter prometido um superávit primário de 1,1 do PIB em 2015 e de reduzi-lo, em julho, para 0,15%, ele agora sabe que o ano vai terminar com déficit de, no mínimo, 0,3% do PIB. Segundo a Folha de S. Paulo, de fato, "o governo jogou a toalha. Sem conseguir tirar as contas deste ano do vermelho, prepara a terceira revisão de sua meta fiscal de 2015, desta vez com um 'inevitável' déficit. Em reunião da equipe econômica nesta quinta, integrantes da Fazenda deram uma ideia inicial do rombo: R$ 20 bilhões. O número definitivo será decidido por Dilma em breve".

PIB despenca mais do que o previsto

O fracasso de Joaquim Levy pode ser medido também pelo PIB. O Financista informa que "o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, espécie de sinalizador do PIB, recuou 0,76% em agosto ante julho. O resultado veio pior do que a expectativa do mercado de queda de 0,61%. Na comparação com agosto do ano passado, a queda é de 4,85%. Os mercados esperavam baixa de 4,30%".

As pedaladas vão custar mais 40 bilhões de reais

O rombo nas contas públicas de 20,6 bilhões de reais em 2015 pode chegar, na verdade, a 60 bilhões de reais, ou 1% do PIB, segundo a Folha de S. Paulo. Além de receitas muito inferiores ao previsto, o governo pode ter de pagar todas as pedaladas fiscais do ano passado. Aquelas mesmas pedaladas fiscais que Dilma Rousseff sempre negou e que, se o Brasil ainda existisse, já teriam acarretado seu impeachment.

Meta alcançável e segura

Quando anunciou a segunda revisão da meta fiscal, em 22 de julho, Joaquim Levy disse: "Nosso objetivo é diminuir a incerteza da economia ao anunciar uma meta que nós consideramos alcançável e segura. Com isso se ajuda a orientar as decisões dos agentes econômicos, empresários, trabalhadores e famílias". Agora ele se prepara para anunciar a terceira revisão da meta fiscal, novamente "alcançável e segura".

O segundo impeachment

A segunda revisão da meta fiscal, anunciada em 22 de julho, ainda nem foi aprovada pelo Congresso Nacional. Apesar disso, o governo já se prepara para apresentar a terceira revisão da meta fiscal. No ano passado, para cobrir as pedaladas fiscais que lhe garantiram a vitória eleitoral, Dilma Rousseff fraudou as contas públicas apresentando em 15 de dezembro uma revisão à LDO. Neste ano, com o Congresso paralisado, a manobra tem tudo para fracassar. E o TCU será obrigado a reprovar suas contas também em 2016.

Teori liberta o lobista Alexandrino Alencar, da Odebrecht

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, deferiu liminar em habeas corpus a Alexandrino Alencar, executivo da empreiteira Odebrecht, preso em Curitiba (PR). Alencar deixará a carceragem e cumprirá medidas alternativas, como obrigação de comparecimento a todos os atos do processo, proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de deixar o País.

Teori Zavascki quer destruir a Lava Jato

Teori Zavascki soltou Alexandrino Alencar, o homem que distribuía a propina da Odebrecht e pagava as contas do caixeiro-viajante Lula. O próximo será Marcelo Odebrecht. Teori Zavascki quer destruir a Lava Jato.

O afrouxamento do ajuste fiscal

O Estadão informa que, em jantar com Dilma Rousseff, ontem à noite, Lula "pediu mudanças na política econômica para sair da crise, defendeu o afrouxamento do ajuste fiscal e voltou a dizer que Joaquim Levy tem 'prazo de validade'". Lula não quer derrubar Joaquim Levy. Ele quer derrubar o ajuste fiscal e distribuir dinheiro para seu eleitorado.

A nora do Lula tem um emprego para você

Guilherme Fiuza resumiu perfeitamente todas as questões: "Só haverá impeachment se os brasileiros sacaneados cercarem o Congresso Nacional. A alternativa é pedir emprego à nora do Lula".

O efeito econômico do impeachment

Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, disse hoje que, "se Dilma permanecer no poder, o que é mais provável, teremos três anos de crescimento baixo, inflação alta e o dólar chega a 5 reais". Se, por outro lado, ela cair - "cenário improvável", segundo ele -, "a CPMF passa no dia seguinte, o dólar chega a 3 reais e o clima de otimismo puxa a retomada econômica".

Assine, Cunha

A TV Globo obteve cópias dos documentos apresentados por Eduardo Cunha para abrir suas contas na Suíça. Tem até ficha de banco com sua assinatura. O que Eduardo Cunha pode fazer agora? Ele pode reproduzir sua assinatura no pedido de impeachment de Dilma Rousseff.



Assine, Cunha

Prévia do PIB registra queda de 2,99% no ano

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou baixa de 0,76% em agosto ante julho, a terceira consecutiva na margem, na série com ajuste. Em julho, o recuou foi de 0,01% e em junho, de 0,85%, segundo dados revisados nesta sexta-feira, 16, pelo Banco Central). O resultado deficitário ficou um pouco maior do que a mediana de -0,60% das estimativas apuradas pelo AE Projeções com 26 instituições financeiras. O intervalo dessa amostragem ia de -1 23% a -0,21%. O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. O indicador passou de 141,08 pontos (dado revisado) em julho na série dessazonalizada para 140,01 pontos em agosto. Na série observada, é possível identificar um recuo de 2,16% nos 12 meses encerrados em agosto. No acumulado deste ano até agosto, a retração acumulada já está em 2,99%. Na comparação entre os meses de agosto de 2015 e de 2014, houve diminuição de 4,47% também na série sem ajustes sazonais. Na série observada, agosto encerrou com o IBC-Br em 142,91 pontos ante 145,82 pontos de julho (dado revisado).

Emprego na indústria em agosto atinge menor nível da série histórica

O emprego na indústria voltou a atingir, em agosto, o menor nível da série, iniciada em dezembro de 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a sexta vez consecutiva que esse recorde é rompido este ano, e significa que a atividade mantém hoje o menor número de pessoal ocupado assalariado desde que o órgão passou a realizar a pesquisa. Além disso, o resultado negativo de agosto levou o indicador de emprego industrial a acumular uma queda de 5,1% em 12 meses. É a primeira vez que o resultado nesse tipo de confronto supera a retração percebida em dezembro de 2009 (-5,0%). Com isso, a força de trabalho na indústria brasileira já registra a maior queda da série - que tem informações desde dezembro de 2001 nesse recorte.

Na maior moita e silêncio, Exército cassa as medalhas dadas a bandidos mensaleiros

Finalmente, mas na maior moita e silêncio, três anos após serem condenados pelo Supremo Tribunal Federal, os mensaleiros José Genoino (PT), Roberto Jefferson (PTB) e Valdemar Costa Neto (PR) tiveram cassadas a Medalha do Pacificador, a mais alta condecoração do Exército Brasileiro. O ato é do general Vilas Boas, o atual comandante. Oex, general Enzo Peri, teve medo de irritar Dilma e não casou as medalhas, apesar de ser obrigado a isso pela legislação. Os mensaleiros já sumiram do Almanaque do Exército. O decreto 4.207/02 manda cassar honrarias de condenado por crime contra o erário, em sentença transitada em julgado. Os mensaleiros são corruptos transitados em julgado no STF desde 28 de novembro de 2012. Suas penas somaram 282 anos de cadeia. Pode ser que agora esses milicos deixem de irresponsabilidade e mensurem com mais cuidado aqueles que devem ser honradas com medalhas de homenagem militares. 

Supremo manda soltar o executivo Alexandrino Alencar, lobista da Odebrecht

O Supremo Tribunal Federal concedeu habeas corpus para a soltura do executivo Alexandrino Alencar, ex-diretor de Relação Internacional da Odebrecht, preso preventivamente desde junho e réu na operação Lava-Jato por corrupção. De acordo com o advogado de Alexandrino Alencar, Augusto Botelho, a decisão foi concedida pelo ministro Teori Zavascki. A expectativa é que Alencar seja liberado ainda nesta sexta-feira. O ex-diretor foi preso no dia 19 de junho, junto com o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e outros dois diretores da empresa. Alexandrino Alencar é apontado como lobista da empreiteira e cuidava das doações eleitorais da Odebrecht. De acordo com a Polícia Federal, ele relatou em depoimento encontros na sede da empreiteira com o braço direito de Alberto Youssef, Rafael Ângulo Lopez, e reuniões em hotéis de São Paulo com o ex-deputado José Janene (PP/PR). Ainda segundo a Polícia Federal, no relatório final de interceptação telefônica da 14ª fase da Lava-Jato - que prendeu os executivos da Odebrecht - o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com Alencar no dia 15 de junho, quatro dias antes de o executivo ser preso. De acordo com o relatório, Lula estaria preocupado com "assuntos BNDES".

Teori Zavascki manda soltar o executivo Alexandrino Alencar, lobista da Odebrecht

O Supremo Tribunal Federal concedeu habeas corpus para a soltura do executivo Alexandrino Alencar, ex-diretor de Relação Internacional da Odebrecht, preso preventivamente desde junho e réu na operação Lava-Jato por corrupção. De acordo com o advogado de Alexandrino Alencar, Augusto Botelho, a decisão foi concedida pelo ministro Teori Zavascki. A expectativa é que Alexandrino Alencar seja liberado ainda nesta sexta-feira. O ex-diretor foi preso no dia 19 de junho, junto com o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e outros dois diretores da empresa. Alexandrino Alencar é apontado como lobista da empreiteira e cuidava das doações eleitorais da Odebrecht. De acordo com a Polícia Federal, ele relatou em depoimento encontros na sede da empreiteira com o braço direito de Alberto Youssef, Rafael Ângulo Lopez, e reuniões em hotéis de São Paulo com o ex-deputado José Janene (PP/PR). Ainda segundo a Polícia Federal, no relatório final de interceptação telefônica da 14ª fase da Lava-Jato - que prendeu os executivos da Odebrecht - o ex-presidente Lula conversou por telefone com Alexandrino Alencar no dia 15 de junho, quatro dias antes de o executivo ser preso. De acordo com o relatório, Lula estaria preocupado com "assuntos BNDES".

CNA acusa o Banco do Brasil de venda casada na liberação de crédito agrícola

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Junior, disse ter apresentado ao Banco do Brasil provas de venda casada em agências da instituição. Produtores rurais estariam sendo levados a comprar outros produtos junto com a contratação do crédito agrícola. “Nós provamos que o Banco do Brasil está fazendo chantagem em cima do produtor. Levamos provas de venda casada. Isso encarece o custo de produção”, afirmou após a abertura do evento “Diálogo agrícola Brasil-Estados Unidos”, promovido pela CNA. O executivo defendeu a ampliação do seguro rural como forma de diminuir riscos e, consequentemente, o custo dos financiamentos. “Não podemos mais ficar a mercê de seguro insignificante, que não cobre nem 4% da nossa área e menos de 20% da nossa produção”, avaliou. “Se tivermos seguro agrícola com cobertura de 50% da produção, teremos facilidade de buscar recursos”, afirmou.

Acorda, Sartori, os fiscais da Secretaria da Fazenda estão te fazendo de bobo, de otário

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), que começou seu governo sem qualquer plano estratégico para enfrentar a violenta crise financeira do Estado, assim como todos os outros governadores anteriores do PMDB gaúcho, está sendo enganado e transformado em otário pelos fiscais da Secretaria da Fazenda. Todos os quatro governos gaúchos peemedebistas, até agora, foram marcados por gestões tão somente fiscalistas, com a predominância total do pensamento corporativista dos fiscais da Fazenda. É como se os fiscais fossem os verdadeiros formuladores de teoria do desenvolvimento, econômica e financeira do PMDB. Mas, esses fiscais da Fazenda não sabem fazer outra coisa senão propor aumento de impostos. Foi assim em todos os governos peemedebistas anteriores, e continua sendo assim agora. Não era preciso fazer aumento algum de imposto para melhorar as condições financeiras do Rio Grande do Sul, e José Ivo Sartori foi avisado disso. Mas, ele preferiu dar ouvidos à conversa corporativista dos fiscais. Mesmo que optasse por não tomar medidas mais radicais (que eram necessárias, continuam sendo necessárias, mas não serão tomadas, já se viu isso), Sartori poderia ter resolvido os problemas financeiros do Estado ouvindo a Secretaria da Fazenda, mas não os fiscais, e sim os técnicos do Tesouro do Estado. A solução estava e está em fazer uma coisa que a Secretaria da Fazenda deixou de fazer, que é a fiscalização das atividades econômicas. A coisa chegou a um tal ponto escandalizante que, em plena reunião no gabinete de Sartori, diante de outras autoridades do governo, o sub-secretário da Fazenda, o fiscal do ICMS Luiz Antonio Bins, não se constrangeu em dizer que o seu pessoal "não tem a cultura da fiscalização". Que tal, não é mesmo fantástico? Quer dizer, então, que fiscais não têm a embocadura da fiscalização. Assim sendo, para o que eles servem? Ora, aí está a razão das dificuldades das finanças do Rio Grande do Sul. Se fiscais fizessem o seu serviço, a arrecadação seria maior, e não seria necessário aumento de impostos e nem mais sacrifícios para a população gaúcha. Mas, fiscais preferem ficar em suas salas climatizadas, pilotando suas cadeiras de rodinhas, que é para não fazerem qualquer esforço. E olhem que eles ganham gordas gratificações para o uso do veículo próprio. Entrentanto, o único uso em trabalho desses veículos particulares é de casa até o estacionamento em vagas quase privativas dentro da área do porto de Porto Alegre reservadas à Secretaria da Fazenda. Está evidente que a coisa não pode ficar assim. Sartori precisa colocar esses marajás a trabalhar, e não pode cair no conto da compra de mais um sistema informatizado de fiscalização. Já se viu o resultado desse tipo de atitude. Além de tudo, José Ivo Sartori, que está sendo feito de otário pelos fiscais do ICMS da Secretaria da Fazenda, deveria ter um olho atento sobre os gastos desse órgão do governo com "informática". Os gastos da Secretaria da Fazenda com informática são assustadores, embora a secretaria comande a Procergs (Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul), 90% dos gastos são com empresas da área de informática, sub-dividido em dois ou três projetos. Todos os contratos foram assinados durante o governo do peremptório petista "grilo falante" e poeta onanista e tenente artilheiro Tarso Genro. Veja os dados:
Unidade Valor Empenho Valor pag/retenc 
PROCERGS R$ 13.566.128,65 R$ 15.310.064,79 
ACECO TI S/A R$ 14.293.949,62 R$ 14.291.452,12 
BIGDATA INFORMATICA LTDA R$ 9.499.500,00 
PHOENIX INFORMATICA LTDA R$ 5.501.070,00 
QUALIDADE RS PGQP R$ 1.006.324,57 
COMDADOS R$ 787.407,00 
FDRH R$ 565.000,00 R$ 543.107,93 
SADENCO SUL AMERICANA R$ 292.948,85 R$ 495.578,39 
NUMERIA INFORMATICA LTDA R$ 470.423,33 R$ 104.006,56 
STEFANINI INFORMATICA S/A R$ 484.022,27 R$ 26.214,85 
DRG TECNOLOGIA EM INFORMÁTICA R$ 400.626,00 R$ 399.819,10 
THYSSENKRUPP ELEVADORES S A R$ 375.376,72 R$ 19.215,07 
G4S MONITORAMENTO E SISTEMAS R$ 351.881,87 
INTEROP INFORMATICA LTDA R$ 324.011,48 R$ 350.607,87 
ENCLIMAR R$ 287.192,99 R$ 115.838,23 
FUHR ENGENHARIA LTDA R$ 243.800,00 
IPE R$ 185.028,80 R$ 81.264,68 
STATSOFT SOUTH AMERICA R$ 140.188,61 R$ 168.820,74 
PILLATEL R$ 163.122,74 R$ 163.122,74 
ALO SERVS EMPRESARIAIS LTDA R$ 130.986,68 R$ 160.900,22 
MICROSOFT INFORMATICA LTDA R$ 97.394,96 R$ 120.503,59 
DATEN TECNOLOGIA LTDA R$ 122.418,90 
CRYO TECHNOLOGIES LTDA R$ 85.555,00 R$ 77.726,71 
CLARO S/A R$ 63.600,00 
DBSERVER ASSESS R$ 62.544,24 R$ 56.379,49 
ESTRELAR SIRIUS R$ 59.998,00 
MOSER INFORMATICA LTDA R$ 62.328,00 R$ 69.683,88 
SERPRO R$ 131.398,29 R$ 55.992,21 
TECHNE ENGENHARIA E SISTEMAS R$ 693.975,84 R$ 614.576,40 
TRACE SISTEMAS LTDA R$ 93.424,00 R$ 115.109,07 
R$ 48.273.595,07 R$ 35.608.016,98

Caraca.... tudo isso é contratado da Fazenda. Então para que o Estado tem uma companhia de processamento de dados, se manda fazer tudo fora, com empresas contratadas? É uma fortuna. Mais estranho ainda, em plena e gigantesca crise financeira do Estado, quando o governo gaúcho não tem dinheiro para pagar salários de seus funcionários, os fiscais do ICMS da Secretaria da Fazenda empenham e pagam em três dias dez milhões a uma empresa referente a data center instalado na Procergs. É inacreditável, porque a função exata da Procergs é funcionar como data center do Estado. E os fiscais do ICMS da Secretaria da Fazenda, que deveriam estar a campo, fiscalizando, dizem que são programas para o combate da sonegação. Entretanto, quando descobrem alguma coisa, então os fiscais do ICMS dizem que farão um estudo para o quanto e onde está sendo sonegado o Estado. Os valores acima referem-se a pagamentos efetuados até setembro deste ano. E assim fica explicado porque os fiscais não fiscalizam, eles colocam os programas a rodar.... A propaganda do Sindifisco no canal 36 demonstra bem isso. Veja o vídeo do Sindifisco: 


Viram o fiscal na sua cadeira de rodinha bem na abertura do video?
A Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul tem 620 fiscais na ativa. Vocês querem saber quantos desses fiscais estão lotados na "auditoria"? Pois é.... apenas 60. Que tal? Não é mesmo um espanto? Sartori, deixa de ser otário, reage, começa a fiscalizar os fiscais, cobrar o resultado do trabalho deles, pelo qual são remunerados como autênticos marajá. Agora vem aí o tal projeto Big Data, da fiscalização. O projeto BigData envolveu gastos de 50 milhões até agora: 14 milhões da compra da solução e 36 milhões para reformas na Procergs para receber os equipamentos. A montagem e configuração levam de seis a 12 meses. Quem desenvolveu esse sistema de fiscalização do Big Data? Foi licitado? Quando? Por quanto? Tudo exige respostas nesse campo, e a Secretaria da Fazenda não dá satisfações ao distinto público, ao qual só sabe impor aumento de imposto. Sartori, mete o dedo a fundo na Secretaria da Fazenda, tem coisas muito erradas por lá. Não se deixe fazer de otário pelos fiscais do ICMS.

Giovani Feltes vem aí com seu big data de feroz combate à sonegação

Anuncia o jornalista Polibio Braga: "Esta tarde, às 14 horas, o secretário gaúcho da Fazenda, Giovani Feltes, anunciará publicamente o início das operações do seu big data, um impressionante novo sistema que fornecerá maior agilidade ao governo no combate à sonegação. Que será ainda mais feroz". 
O editor de Videversus acha que não é bem assim, tem certeza de que Giovani Feltes está amplamente dominado pelo lero-lero dos fiscais da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul. Estes fiscais querem fazer de tudo, menos fazer o que é a atribuição principal deles, a fiscalização. Eles não querem sair de jeito nenhum da comodidade de seus gabinetes e de suas cadeiras de rodinhas. 

Ministro Marco Aurélio Mello, do STF, sugere a renúncia coletiva de Dilma, Temer e Eduardo Cunha para solucionar a crise

Já repercute na mídia nacional a nota desta manhã da jornalista Natuza Nery, Folha de S. Paulo, na sua coluna Painel, segundo a qual o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, defende uma forma "não traumática" para o país superar a crise: a "renúncia coletiva" da presidente Dilma Rousseff, do seu vice Michel Temer e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Se de fato isto ocorresse, novas eleições teriam que ser convocadas. As declarações do ministro ajudam a botar combustível na fogueira da crise política. Escreve Natuza Nery: "Falo isso como cidadão e em uma perspectiva utópica, já que seria algo impensável para os atuais detentores dos poderes", diz ele. Para o ministro, "o mal maior, a crise econômica," está sendo deixado "em segundo plano" por "interesses políticos".

Lula, Cunha, Trotsky, o amoralismo do PT e o impeachment

Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Brasília para, vamos dizer, botar ordem no PT — a ordem lulista, naturalmente. Ninguém como este senhor entende com precisão a ética do troca-troca político, do “faz pra mim que faço pra você”, do toma-lá-dá-cá. Lula é professor onde qualquer outro é amador. E não é de hoje. Desde os tempos em que era sindicalista e negociava uma coisa com os empresários e outra com os trabalhadores — para prevalecer depois o que tinha combinado com os patrões —, ele não tem limites. Sua ética têm franjas a perder de vista. Isso lhe vale a fama de gênio político. Não! Ele não é gênio. É só um homem sem princípios. Lula se encontrou com 12 deputados graduados do PT nesta quinta. Deu a orientação: o objetivo número um é barrar o impeachment, e, pois, a ordem é manter, e não depor, Eduardo Cunha. Ele demonstrou clara insatisfação com os 34 deputados petistas (inicialmente, 32; depois, outros dois se juntaram), de um total de 62, que resolveram endossar a denúncia contra Cunha enviada ao Conselho de Ética. Lula não quer saber dessa conversa. Ele tem um objetivo estratégico: impedir que o presidente da Câmara aceite a denúncia contra Dilma. E, em nome disso, tudo é permitido. Lula deixa pruridos morais para a oposição. Ele sabe que, ainda que Cunha se livre de um processo de cassação na Câmara, a sua situação no STF será muito difícil caso se comprovem as acusações de que mantém contas na Suíça. Os petistas não precisam aparecer derrubando Cunha — os ministros do Supremo, um dia, poderão fazê-lo. Então, por quê? O ex-presidente certamente sabe que a tendência é que o STF mantenha a liminar que proíbe a oposição de recorrer ao plenário da Câmara para que se instale a comissão especial que vai avaliar a denúncia contra Dilma. Tudo, assim, depende de Cunha. Então por que brigar com o deputado? Isso, pondera o chefão petista, é para a oposição… Lula não leu o livro, porque não lê nada, “Moral e Revolução”, de Trotsky, mas ele o conhece na prática. Desenvolveu aquela deformação na luta política. Tivesse recebido a lição literal, o Apedeuta diria, como Trotsky, que não existem normas morais universalmente válidas. Ou, para ser literal, conforme ensina o revolucionário socialista: “Em todas as circunstâncias importantes, os homens têm um senso muito mais imediato e profundo de seu pertencer a uma classe do que de seu pertencer à sociedade. As normas morais obrigatórias para todos adquirem, dentro da realidade, um conteúdo de classe”. Lula não pensa exatamente em termos de classe porque ele nem sabe direito o que é isso. Pensa no PT. Assim, ele tem claro que as normas morais que empurraram os oposicionistas para se manifestar contra Cunha, para cobrar que se afaste da presidência da Câmara, não devem valer para o PT. Para Trostky, evocar uma norma moral abstrata era só uma das tramóias a que recorria a burguesa para garantir seus privilégios na luta de classes. O Babalorixá de Banânia pensa a mesma coisa em relação a seu partido: não existe um Cunha bom nem um Cunha mau; existe o que interessa e o que não interessa ao PT. Para Lula, é fácil evocar esse amoralismo porque sabe que a moral de seus adversários é outra. É um clássico do esquerdismo contar com os pruridos dos adversários e inimigos para, então, não ter prurido nenhum. Lula, em suma, se esforça para que os petistas possam oferecer a Cunha aquilo que as oposições, constrangidas, já não podem fazê-lo, vendo-se, inclusive, compelidas — em nome do tal “moralismo abstrato” — a dar declarações contra Cunha. Não ele! O chefão petista mediu a realidade e viu que, tudo o mais constante, com a colaboração de ministros do STF, o impeachment, para prosperar, depende de um ato inaugural. E esse ato inaugural é de Cunha, que tem de aceitar a denúncia. Sem isso, nada feito! O chefão petista, em suma, desembarcou em Brasília para lembrar que a vantagem do PT está em não ter limites. E é isso que distingue a sua moral da alheia. Por Reinaldo Azevedo

Baiano, Lula e Bumlai: por que Janot não pede nem mesmo a abertura de um inquérito contra chefão petista?

Vejam esta imagem. Já volto a ela.


Não tem jeito! Eu quero, sim, que Eduardo Cunha e outros quaisquer respondam por seus atos, pouco importa que pito toquem. Não sou Lula. Não sou petista. Não tenho moral seletiva. Mas jamais vou me conformar que Rodrigo Janot e o Ministério Público tenham transformado Eduardo Cunha na principal personagem do petrolão, um escândalo protagonizado, obviamente, pelo PT. E as evidências desse absurdo vão se acumulando. Querem ver? Fernando Soares, o dito Fernando Baiano, fez acordo de delação premiada. Dados que vazaram de seus depoimentos, revelados pelo Jornal Nacional, complicam ainda mais a situação de Eduardo Cunha, sem dúvida. Baiano afirma que entregou no escritório do deputado, no Rio, entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão, em dinheiro vivo. Seria parte da propina de US$ 5 milhões relativa à contratação de navios-sonda da Petrobras. Mas há mais do que isso. Vocês se lembram que Lula criou uma imagem para o pré-sal, né? Seria, segundo ele, um “bilhete premiado”. Se Baiano diz a verdade, a família Lula da Silva teve acesso especial ao prêmio. Por quê? O delator, que afirmou ter pagado despesas da ordem de R$ 2 milhões de Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, disse ao Ministério Público que repassou outros R$ 2 milhões para uma das noras de Lula. Como e por que foi feito? Baiano trabalhava para que a OSX, empresa de Eike Batista, fosse contratada pela Sete Brasil para a construção de navios-sonda da Petrobras. O lobista recorreu então ao pecuarista José Carlos Bumlai, um polêmico amigão do peito de Lula, que conseguiu mobilizar o chefão petista. Segundo Baiano, o ex-presidente participou de reuniões. O lobby de Lula tinha um preço: um repasse de R$ 3 milhões para uma nora sua. Baiano diz que acabou pagando R$ 2 milhões. Bumlai foi o intermediário da operação. Os dois simularam um contrato de aluguel de equipamentos, com notas frias. Lula, claro!, disse não ter nada com isso e que nunca autorizou Bumlai a negociar em seu nome. 

Amigo-problema

José Carlos Bumlai (foto ao lado) é um amigão de Lula. Do peito mesmo. Voltem à imagem lá do alto. Quando o Babalorixá era presidente, havia uma foto do empresário na portaria do Palácio do Planalto com a seguinte recomendação: “O sr. José Carlos Bumlai deverá ter prioridade de atendimento na portaria Principal do Palácio do Planalto, devendo ser encaminhado ao local de destino, após prévio contato telefônico, em qualquer tempo e qualquer circunstância”. Pois é… Nem dona Mariza Letícia teria tal privilégio, não é mesmo? Suponho que nem o ministro da Fazenda ou o presidente do Banco Central. Se vocês clicarem aqui, terão acesso a uma porção de posts em que o amigão do Poderoso Chefão petista aparece em situações nebulosas. Em 2010, o Incra comprou terras suas para a reforma agrária. Uma perícia revelou um superfaturamento, em uma única operação, de R$ 7,5 milhões. O homem, um pecuarista, participou da formação de consórcio para a construção da usina de Belo Monte. Bumlai também aparece fazendo pressão para o Banco do Brasil patrocinar a empresa de games de Lulinha. Mais: segundo Marcos Valério, aquele do mensalão, foi o pecuarista que arrumou dinheiro para pagar um chantagista que ameaçava envolver Lula na morte do prefeito Celso Daniel. Mais um pouco? Em 2013, mais da metade da dívida bilionária da usina de açúcar álcool do amigão de Lula estava com o BNDES e o Banco do Brasil, dois entes públicos. Intimidade, pois, não falta entre Lula e aquele que, segundo Fernando Baiano, intermediou uma propina de R$ 2 milhões para uma nora do petista em razão do lobby que este fez em favor de uma empresa privada. Venham cá: quando Janot determinou a abertura de inquéritos da Lava-Jato, havia contra os investigados algo mais do que isso? Por que nem mesmo um inquérito existe para investigar Lula? 


Por Reinaldo Azevedo