sábado, 17 de outubro de 2015

Ex-vereador detido na Lava Jato sai da prisão e ficará preso em casa

O ex-vereador Alexandro Romano, que foi filiado ao PT, saiu neste sábado (17) da superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde estava preso desde 13 de agosto pela Operação Lava Jato, e passará a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, segundo o advogado Daniel Alberto Casagrande. Romano foi preso pelo juiz federal Sergio Moro, sob acusação de ser um dos operadores de um esquema que teria desviado R$ 52 milhões do Ministério do Planejamento. A mudança de regime foi decidida pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, para onde o Supremo Tribunal Federal transferiu a ação por entender que o caso não tem conexão com os desvios da Petrobras. Romano conseguiu a conversão do seu regime de prisão porque é advogado e, como tal, teria direito a uma cela especial. Como não há cela especial na Polícia Federal em Curitiba, ele ficará em prisão domiciliar. "Todo mundo tem o direito de aguardar o julgamento em liberdade, e o Alexandre não oferece qualquer risco", disse o advogado. Além do uso de tornozeleira eletrônica, Romano está proibido de ter contato com outros investigados da Operação Lava Jato. A Justiça Federal em São Paulo não confirmou a mudança de regime de Romano porque o processo corre em segredo de Justiça. O juiz titular da 6ª Vara é João Batista Gonçalves. Quando a ação estava na Justiça Federal do Paraná, Moro suspendeu o segredo de Justiça por entender que o caso era de interesse público. Não há muitos Moros neste País. É a sorte dos petralhas. 

Escândalo na Petrobras chega à Noruega


O escândalo de corrupção na Petrobras atingiu a Noruega, onde a polícia revistou a sede da empresa Sevan Drilling. Em um comunicado divulgado na sexta-feira à noite, a empresa especializada na perfuração em águas profundas anunciou a operação em sua sede. O jornal econômico Dagens Naeringsliv (DN) informou que as autoridades suspeitam que a empresa "pagou importantes quantias em subornos para garantir contratos com a Petrobras". De acordo com a Sevan Drilling, controlada pela Seadrill, os contratos foram assinados entre 2005 e 2008, na época em que a empresa integrava a Sevan Marine, especializada em serviços offshore. No Brasil, as suspeitas sobre a legalidade dos negócios da Sevan Drilling no país surgiram no fim de junho. A empresa se antecipou e contratou uma auditoria de um escritório de advocacia, que entregou o relatório na sexta-feira. O documento afirma que "é mais provável (que improvável) que tenham acontecido pagamentos irregulares para a atribuição de contratos", segundo o DN.

Rio Guaíba chega ao seu nível máximo em 74 anos, águas saem do leito e invadem várias partes de Porto Alegre


Conforme estava previsto, o vento sul ganhou força, e elevou o nível do rio Guaíba neste sábado de maneira sensível e alarmante. A medição do fim da manhã apontou o nível da água a 2m93 acima do nível normal, consolidando-se como a maior cheia do rio nos últimos 74 anos. As águas saíram do leito e invadiram o cais e a rua interna do porto da capital gaúcha. A prefeitura de Porto Alegre, que já tinha sido obrigada na sexta-feira a fechar todos os 14 portões-comportas do cais do porto, precisou reforçar o bloqueio de alguns desses portões com sacos de areia, porque a água estava passando por baixo do portão-comporta e ameaçando invadir a avenida Mauá e o centro da cidade. O vento sul continua represando as águas da Lagoa dos Patos e esta represa o rio Guaíba, o que causa a enchente. A previsão é de continuidade do vento sul na próxima semana. Se chover novamente nas proximidades das cabeceiras dos rios que desaguam no rio Guaíba a situação poderá ficar ainda muito mais alarmante em Porto Alegre.


Cunha não pode mais fazer nada por si mesmo, mas ainda pode fazer pelo país: acolher a denúncia contra Dilma

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deve saber que não tem salvação. Se não for cassado pelos seus colegas, perderá o mandato porque condenado pelo STF. Se não der tempo de ser condenado neste, será no próximo se for reeleito. 
Sim. É tudo verdade:
– ele certamente não é o chefe do petrolão;
– ele já foi denunciado duas vezes, e os demais políticos, nenhuma:
– quando a investigação diz respeito a ele, tudo anda mais depressa;
– ele se transformou na figura mais importante de um esquema que era liderado pelo PT;
– e, obviamente, isso não faz sentido.
Mas não é menos verdade que as evidências contra ele são devastadoras. É preciso saber a hora em que as coisas não têm retorno. Se Cunha pode fazer por seu mandato (este ou o próximo), pode ainda prestar um favor ao País deixando que o Congresso decida o futuro do governo Dilma. Enquanto for presidente da Câmara, está nas suas mãos — e exclusivamente nas suas mãos — deferir ou não a denúncia que será apresentada pela oposição na terça-feira. O Supremo cassou, como se sabe, o direito que tinha — e, segundo o Regimento Interno da Câmara, tem — a oposição de recorrer. Lula se oferece para salvá-lo. Com os votos dos petistas, dos peemedebistas e de outros eventuais aliados, Cunha até pode se safar no Conselho de Ética e, eventualmente, em plenário, embora isso pareça a cada dia mais difícil.  Se a dinâmica dos fatos e da investigação vai escrever a sua biografia, que não seja ele o coveiro da possibilidade de Dilma responder por seus atos. Se alguém tem de enterrar essa possibilidade, que seja, então o Congresso — num primeiro momento, a Câmara. Cunha foi um bom presidente da Casa até aqui e livrou o País de diabólicos pesares, como a possibilidade de Dilma indicar mais cinco ministros do Supremo caso fique até 2018. Também ajudou a sepultar a absurda reforma política do PT, que Roberto Barroso tenta levar adiante no Supremo, na base do tapetão. Mas é preciso reconhecer o momento em que não dá mais. Ou as autoridades suíças estão mentindo, e os documentos que chegaram são todos falsos — não parece que seja o caso —, ou é o fim da linha, e a insistência em manter o atual status não só não o ajuda como faz mal ao País. Parece que esse jogo ele perdeu. Que não contribua para uma derrota do País e da democracia e permita que o Congresso avalie a obra de Dilma. E isso, por vontade de ministros do Supremo, só ele pode fazer. E só ele pode fazer não porque seja Eduardo Cunha, mas porque é o presidente da Câmara. Que Cunha acolha a denúncia contra Dilma e deixe que o Estado de Direito siga o seu curso. Por Reinaldo Azevedo

Lula teme Cunha

Lula passou a semana correndo atrás de Eduardo Cunha. À primeira vista, seu interesse seria impedir a abertura de um processo de impeachment contra Dilma Rousseff. Segundo a Época, porém, sua prioridade é outra: “Lula teme Cunha, porque seus destinos estão entrelaçados no petrolão. Afinal, foi Lula quem nomeou Jorge Zelada para a Petrobras, a pedido da bancada peemedebista da Câmara”. Lula está disposto a praticar qualquer obscenidade para salvar Dilma Rousseff. Mas o que ele quer, acima de tudo, é calar Eduardo Cunha e salvar a si próprio.

Cunha se tornou ainda mais perigoso para Dilma

Eduardo Cunha está com um pé na cadeia. A reportagem de capa da Época, porém, garante que “ele ainda é forte, muito forte – e se tornou ainda mais perigoso para o governo Dilma”. Abrir um processo de impeachment contra Dilma Rousseff, de fato, é a única maneira que lhe resta para sair das manchetes. Sobretudo se ele renunciar ao cargo de presidente da Câmara e voltar a agir nos bastidores, como sempre fez.

7 milhões de reais da Odebrecht para Lula

A Odebrecht pagou 7 milhões de reais a Lula. A conta foi feita pela Época, que obteve cópias dos contratos entre a empreiteira e seu caixeiro-viajante. Do total, 4 milhões de reais foram pagos por 10 palestras de Lula, realizadas em países como Angola e Venezuela, onde a Odebrecht tinha problemas urgentes a resolver. Os outros 3 milhões de reais foram gastos com jatos particulares, hotéis de luxo e despesas variadas quitadas por Alexandrino Alencar. Além desses 7 milhões de reais, quanto a Odebrecht deu ao Instituto Lula? Mais 10 milhões de reais? Mais 15 milhões de reais? Mais 20 milhões de reais? Isso ninguém sabe.

Lula entrega seu melhor amigo

Lula já está traindo José Carlos Bumlai. Ele mandou vazar para a Folha de S. Paulo (nas palavras do jornal, "Luiz Inácio Lula da Silva comentou com colaboradores") que José Carlos Bumlai "pode ter se aproveitado de sua amizade para obter vantagens financeiras". Fernando Baiano disse que o melhor amigo de Lula usou dinheiro de propina da Petrobras para comprar o apartamento de Lulinha. Lula, "nas conversas com seus aliados, reclamou de Bumlai, afirmando que, caso confirmada a versão de Baiano, o amigo teria se valido dessa intimidade para ganhar dinheiro".

Bumlai é o operador de Lula

Lula traiu José Carlos Bumlai dizendo que a propina de Fernando Baiano não foi usada para comprar o apartamento de Lulinha, e sim para seu enriquecimento pessoal. A Veja desta semana mostra que o relacionamento entre eles era muito mais promíscuo do que isso. Bumlai "não apenas emprestou o endereço de seu escritório" para registrar empresas em nome de Lulinha e Lulinhazinho. Lulinhazinho "tinha uma sala contígua à de Bumlai e lá recebia empresários de marketing esportivo no fim do governo do pai". Bumlai é o operador de Lula.

As ameaças de Duque

Renato Duque “está desesperado para fechar um acordo de delação premiada com a Lava Jato”, segundo a Época. Ele “já prometeu aos procuradores implicar até Dilma Rousseff e Lula. Mas, quando foi chamado para uma conversa com os investigadores, Duque subitamente hesitou para entregar detalhes que corroborassem suas informações”. Renato Duque mente. Ele está apenas usando a ameaça de delação premiada para forçar seus protetores petistas a agir.

Acordão contra a delação

A propósito da ameaça de delação premiada de Renato Duque, a Veja informa que, “capitaneado pelo Palácio do Planalto, pode estar em curso um acordo para evitar que outros ex-diretores da estatal além de Paulo Roberto Costa virem réus colaboradores”.

"Vai o Lula, vai a Dilma, vai todo mundo"

Os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez foram presos em 19 de junho. Além deles, foram presos também os principais executivos dessas empreiteiras. Um dos executivos presos, “dono de segredos estarrecedores”, de acordo com a Veja, resolveu contar à Lava Jato tudo o que sabia. Muito assustado, o dono de uma empreiteira se reuniu com dois ministros aposentados do STJ e avisou: “Se isso acontecer, vai o Lula, vai a Dilma, vai todo mundo”.

"Temos de reagir no STF"

No fim de junho, uma semana depois que a Lava Jato prendeu os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, Lula voou para Brasília e se reuniu com os líderes do PT e do PMDB. O encontro ocorreu, segundo a Veja, na casa de Renan Calheiros. Diz a reportagem: “Acossado pelo petrolão, o maior escândalo de corrupção da história do Brasil, Lula saiu-se com a tática que sempre adotou com sucesso: arrastar mais gente para o seu lado”. Lula acusou a Lava Jato de ser uma "campanha para desmoralizar a classe política". E chamou Sergio Moro de “arbitrário”. José Sarney, pai e padrinho de uma penca de investigados pela Lava Jato, concordou: "O país foi sequestrado pelo Moro. Temos de reagir no Supremo Tribunal Federal".

A Lava Jato vai engolir Lula e Dilma

A porcaria orquestrada por Lula, Renan Calheiros e José Sarney para desmantelar a Lava Jato, usando seus esbirros no STF, obteve uma série de sucessos nas últimas semanas. A Veja garante, porém, que “a esperança de um Brasil mais justo trazida pela operação comandada pelo juiz Sergio Moro continua de pé, longe das manchetes. A Lava Jato tem seus ritos e tempos próprios. Mais dia, menos dia, ela emerge das águas profundas e desfaz os acordos espúrios tramados na superfície”. O que isso significa? A capa da Veja esclarece o que a reportagem, por uma questão de confidencialidade, não pode explicitar: a Lava Jato está se preparando para engolir Lula, Dilma Rousseff e Eduardo Cunha.


Moro é Jaws

Lula "fez o lobby" com Fernando Pimentel

Lula admitiu ao Ministério Público que "pode ter entregue ao então ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel uma carta de Cuba pedindo um financiamento do BNDES". É o que diz O Globo. "A carta mencionada teria sido entregue a Lula pelo ministro do Comércio Exterior de Cuba, Rodrigo Mamierca, em 1º de junho de 2011, e pedia financiamento do BNDES para pequenos produtores cubanos". Lula disse imaginar que "a Odebrecht, que bancou sua viagem, tivesse interesse em investir em usinas de etanol em Cuba, mas que não tinha conhecimento de pedido específico de financiamento do BNDES para o setor sucroalcooleiro daquele país". Lula é uma mistura de Bené, o lobista que encaminhava a Fernando Pimentel os pedidos das empresas ao BNDES, e Carolina Oliveira, a primeira dama de Minas Gerais cujas despesas eram pagas pelas fornecedoras do PT.

Cunha é um deputado de fachada

A teia de empresas de fachada tecida por Eduardo Cunha para receber dinheiro roubado da Petrobras foi quase toda descoberta. Hoje, O Globo publica que "o operador usado para abrir as contas de Eduardo Cunha na Suíça é a conexão entre o dinheiro movimentado no Exterior pelo presidente da Câmara dos Deputados e o escândalo da Lava-Jato. Luis Maria Pineyrua Pittaluga, que criou para Cunha uma empresa de fachada em Cingapura, se apresenta como representante do escritório uruguaio Posadas & Vecino Consultores. O escritório funciona na Rua Juncal 1305, 21º andar, em Montevidéu, o mesmo endereço declarado como sede da Hayley S/A, investigada na Lava-Jato por receber propina pela intermediação de contratos de fornecimento de sondas de perfuração da coreana Samsung à área internacional da Petrobras". A Hayley também é uma empresa de fachada, descobriu O Globo. Em resumo, Eduardo Cunha é um deputado de fachada.

Cunha não vai durar

Eduardo Cunha ainda pode negociar com o governo o arquivamento de todo e qualquer processo de impeachment? Formalmente, sim. Mas sua decisão poderá ser reversível no curto prazo, porque ele não continuará na Presidência da Câmara e o PT perdeu a condição de fazer o sucessor.

Levy é apenas um chatonildo

Quem ainda tem paciência com Joaquim Levy? Ontem ele foi e voltou. Hoje, segundo o Estadão, o ministro vai embora ainda neste ano. De acordo com o jornal, "Joaquim Levy disse a interlocutores que pretende deixar o cargo no fim do ano, caso o 'fogo amigo' contra ele continue dentro do governo e no PT. Levy está muito irritado com as críticas que vem sofrendo por parte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do partido e, em conversas reservadas, avalia que sofre uma espécie de 'ataque especulativo', o que prejudica até mesmo a aprovação do ajuste fiscal pelo Congresso." Em vez de falar "a interlocutores", Joaquim Levy faria um grande serviço ao país se saísse logo, atirando contra Lula e o governo. Mas ele não passa de um "mimimi" - e dos mais chatonildos.

O melhor caminho para Cunha

O Antagonista reafirma o que disse: do ponto de vista estritamente político, o melhor para Eduardo Cunha seria renunciar à Presidência da Câmara e continuar atuando nos bastidores como sempre fez. Menos visível, ele talvez conseguisse manter o seu grupo.

Não perca o timing, Renan

Como noticiamos ontem, Renan Calheiros recebeu propina do petrolão, segundo delatou Fernando Baiano. O senador deveria parar de fazer jogo duplo e escolher logo o papel de herói do impeachment - ou vai perder o timing político, assim como ocorreu com Eduardo Cunha.

A primeira fatia de pizza do fatiamento

O fatiamento da Lava Jato rendeu a sua primeira fatia de pizza. O Estadão noticiou que "o advogado Alexandre Romano, o Chambinho, ex-vereador do PT em Americana, trocou neste sábado a prisão em Curitiba pelo regime domiciliar, com tornozeleira eletrônica. Apontado como suposto operador de propinas em contratos de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento, Chambinho estava preso na carceragem da PF em Curitiba, base da Operação Lava Jato, desde 13 de agosto,quando foi deflagrada a Operação Pixuleco II. Por decisão da Justiça Federal em São Paulo, Chambinho ficará em prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira". O narizinho de Gleisi Hoffman ficou mais arrebitado.

O manifesto dos "intelectuais" pró-Dilma

O UOL noticia que um grupo de "intelectuais" lançou um manifesto contra o impeachment de Dilma Rousseff intitulado "A Sociedade Brasileira Precisa Reinventar a Esperança". De acordo com os petistas, porque essa é a palavra correta para definir os tais "intelectuais", “Impeachment foi feito para punir governantes que efetivamente cometeram crimes. A presidenta Dilma Rousseff não cometeu qualquer crime”. Entre os signatários, está Fernando Morais, aquele que pegou carona em jatinho da Odebrecht para ir a Cuba, juntamente com o lobista Lula. O Antagonista acha que a sociedade brasileira precisa é tomar vergonha na cara.

Cunha divulga dura nota contra Janot e faz boas perguntas, embora não tenha dado a boa resposta

Já escrevi isso aqui muitas vezes e repetirei enquanto for necessário: que Eduardo Cunha e outros paguem pelo que fizeram. É preciso reconhecer, no entanto, que existe uma especial predileção do Ministério Público pelo presidente da Câmara. Tratei do assunto na minha coluna na Folha, nesta sexta. Se formos levar a sério o que está em curso, ficará parecendo que o peemedebista é o grande chefe do esquema corrupto. É? Alguém acredita nisso? Cunha divulgou uma nota com críticas a Janot. Leiam. Volto depois.
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Nota à imprensa:
Tendo em vista a estratégia ardilosa adotada pelo procurador-geral da Republica de vazar maciçamente supostos trechos de investigação e movimentações financeiras, atribuídas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, com o único objetivo de desestabilizar sua gestão e atingir sua imagem de homem público;
Considerando ainda que há uma omissão proposital sobre outros personagens da investigação em curso;
Considerando que a espetacularização adotada pelo procurador-geral da República coloca em xeque a respeitabilidade de um processo que deveria ser sério – de combate à corrupção –, denigre as instituições e seus líderes e evidencia a perseguição política contra o presidente da Câmara dos Deputados;
Considerando ainda o objetivo maldoso de desviar o interesse geral dos reais responsáveis pelos malfeitos e tornar o Presidente da Câmara o foco principal de todo o noticiário a respeito da operação sobre os desvios na Petrobrás, destacamos:
1) O presidente da Câmara nunca recebeu qualquer vantagem de qualquer natureza, de quem quer que seja, referente à Petrobras ou a qualquer outra empresa, órgão publico ou instituição do gênero. Ele refuta com veemência a declaração de que compartilhou qualquer vantagem, com quem quer que seja, e tampouco se utilizou de benefícios para cobrir gasto de qualquer natureza, incluindo pessoal.
2) Os seus advogados terão agora, finalmente, a oportunidade de conhecer os supostos dados e documentos alardeados pela mídia ao longo das duas últimas semanas, em uma tentativa de constranger e desgastar politicamente o presidente da Câmara. Trata-se de uma clara perseguição movida pelo procurador-geral da República. É muito estranha essa aceleração de procedimentos às vésperas da divulgação de decisões sobre pedidos de abertura de processo de impeachment, procurando desqualificar eventuais decisões, seja de aceitação ou de rejeição, do presidente da Câmara.
3) Os seus advogados, tão logo tenham acesso aos documentos e ao inquérito, darão resposta precisa aos fatos existentes.
4) Durante esse período, foram divulgados dados que deveriam, em tese, ser protegidos por sigilo, sem permitir ao presidente da Câmara o direito de ampla defesa e ao contraditório, garantido pela nossa Constituição. Essa divulgação foi feita, estranhamente, de forma ostensiva e fatiada em dias diferentes e para veículos de imprensa variados. O fato de esses vazamentos, costumeiramente, ocorrerem às vésperas de finais de semanas ou feriados é outro indicativo de seus objetivos persecutórios.
5) A propositura de inquérito sem preservação de sigilo, em oposição a outros que contenham dados que a lei protege o sigilo, evidencia a diferenciação do tratamento dispensado ao presidente da Câmara. Provavelmente, essa forma busca dar um verniz de legalidade aos vazamentos ocorridos, preservando-os de possíveis consequências. Por exemplo: os inquéritos propostos contra os ministros Aloizio Mercadante e Edinho Silva foram, a pedido do PGR, com sigilo. Por que a diferença?
6) O presidente da Câmara reitera o que disse, de forma espontânea, à CPI da Petrobrás, e está seguro de que o curso do inquérito o provará.
7) Por várias vezes, desde o início desse processo, o presidente da Câmara tem alertado para a atuação política do PGR, que o escolheu para investigar, depois o escolheu para denunciar e, agora, o escolhe como alvo de vazamentos absurdos e ilegais, que impõem o constrangimento de ser incluído em tudo que se refere à apuração de responsabilidades nesse processo de corrupção na Petrobras, que tanto envergonha o Brasil e está muito distante dele. Parece que a única atribuição que resta ao PGR é acusar o presidente da Câmara.
8) Em relação ao aditamento da denúncia já existente, o presidente e seus advogados ainda não tiveram acesso ao conteúdo, que será contestado nos autos, dentro do novo prazo legal. É de se estranhar, novamente, que passados 60 dias da primeira denuncia, ela precisasse ser aditada, reiterando que aquela denuncia foi mais uma escolha do PGR.
9) O presidente volta a formular as perguntas que não querem calar: onde estão as demais denúncias? Cadê os dados dos demais investigados? Como estão os demais inquéritos? Por que o PGR tem essa obstinação pelo presidente da Câmara, agora, covardemente, extensiva a sua família? Alguma vez na história do Ministério Público um procurador-geral respondeu a ofício de partido político da forma como foi respondido com relação ao presidente da Câmara, em tempo recorde para ser usado em uma representação ao Conselho de Ética? A quem interessa essa atuação parcial do PGR? Onde está a responsabilização dos verdadeiros culpados pela corrupção da Petrobras? A sociedade brasileira gostaria de conhecer essas respostas.
10) A Constituição assegura o amplo direito de defesa e a presunção da inocência, e o presidente pede que esse seu direito, como o de todo cidadão, seja respeitado. Não se pode cobrar explicação sobre supostos fatos aos quais não lhe foi dado o acesso para uma digna contestação, já que a ele, até o momento, só restava acompanhar o noticiário para conhecer as acusações.
11) O presidente da Câmara reitera sua confiança no Supremo Tribunal Federal, que certamente fará justiça ao apreciar os fatos imparcialmente e anulando essa perseguição ao presidente da Câmara.
Assessoria de Imprensa
Presidência da Câmara dos Deputados
Retomo
Sim, é claro que Cunha ataca também para se defender. Mas me digam: as questões que vão acima são ou não procedentes? Vocês também não se interessam em saber por que tardam tanto as denúncias sobre os demais políticos? Você não ficam curiosos com o fato de não existir nem mesmo um pedido de inquérito contra os Lula da Silva? Eu fico. O fato de Cunha fazer boas perguntas não quer dizer que ele tenha dado boas respostas sobre as tais contas. Não deu. Nem tira de suas costas o peso de algumas acusações. Na democracia, no entanto, não existem nem investigações nem vazamentos seletivos. Se seletivos são, servem mais à politicagem do que à verdade. Por Reinaldo Azevedo

Mais US$ 6 milhões em propina

Fernando Baiano, como já publicamos, envolveu o nome do petista Delcídio Amaral e dos peemedebistas Renan Calheiros, Jader Barbalho e Silas Rondeau no recebimento de propinas dos contratos de sondas da Petrobras. Segundo Baiano, o negócio rendeu US$ 6 milhões para os quatro políticos.

US$ 1,5 milhão para líder do governo

O JN deu detalhes da propina embolsada por Delcídio Amaral, líder do governo no Senado. Em sua delação, Fernando Baiano disse que o petista recebeu US$ 1,5 milhão desviados do contrato da refinaria de Pasadena para sua campanha ao governo do Mato Grosso do Sul em 2006. Em março, Teori Zavascki arquivou pedido da PGR para investigar Delcídio, citado por Paulo Roberto Costa como beneficiário de propinas do petrolão. Zavascki disse que faltavam evidência. Não faltam mais.

Policia Federal ressuscita "caso VTPB"

A Polícia Federal vai investigar os repasses da campanha de Dilma para a gráfica fantasma VTPB. O inquérito é aberto quatro meses após o pedido de Gilmar Mendes, baseado em denúncia do Antagonista. A VPTB recebeu da campanha petista quase R$ 23 milhões, dinheiro que teve origem no petrolão. Além da VPTB, será alvo da PF a Focal, empresa de fachada que pertence a Carlos Cortegoso, o ex-garçom de Lula. Outros supostos prestadores de serviço também serão investigados. Mendes havia solicitado investigação semelhante a Rodrigo Janot, mas ele arquivou o caso, alegando necessidade de "pacificação social".