quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Custo PT

O déficit primário nas contas do Tesouro para 2015 está sendo calculado em R$ 57 bilhões, mas o valor não leva em conta as despesas postergadas com as chamadas pedaladas fiscais - que podem duplicar o rombo. O governo tenta evitar que as pedaladas entrem no cálculo, ainda que seja obrigado a quitar as dívidas com os bancos públicos. A verdade é que, não importa a manobra contábil, qualquer meta permanecerá inatingível.

Os amigos do Lula “palestrante"

A Época publicou o relatório do Ministério Público que lista todas as viagens de Lula, para fazer “palestras", desde que deixou a Presidência. Foram 70, das quais 47 no Exterior, de fevereiro de 2011 e junho de 2015. Além das empreiteiras do Clube do Bilhão, a revista revela um universo de empresários amigáveis: “Na lista de companhias que fretaram as aeronaves nas quais o ex-presidente viajou para o Exterior estão, entre outras: Pirelli; Iberdrola; Gerdau; Dufry Brasil; Vale, controlada pelo governo; Coteminas, do empresário Josué Gomes. Entre os empresários, que têm uma boa relação com Lula e colocaram à disposição os seus jatinhos, estão: a família Klein, fundadora da Casas Bahia; José Seripieri Júnior, fundador da Qualicorp e amigo com quem o ex-presidente já passou dois réveillons em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro; o ex-ministro do Turismo e membro do conselho de administração da empresa de educação Kroton, Walfrido Mares Guida, por meio da sua empresa Samos Participações”. No setor financeiro, o banco BTG Pactual contratou Lula em três ocasiões. Itaú e Safra também não prescindiram das "palestras" do ex-presidente.

EXTRA - Imagem sem legenda - o bandido petista mensaleiro Pizzolato no avião a caminho da Papuda

A TV Globo flagrou Henrique Pizzolato no voo para a Papuda. Pior que um petista ladrão, é um petista ladrão e fujão.

O tamanho do estrago causado pelo PT

Não custa repetir a aula do professor Gustavo Franco: uma das medidas para medir o tamanho do estrago causado pelo PT na economia brasileira é a perde de valor das empresas nacionais de capital aberto, universo que inclui as estatais com ações na Bolsa de São Paulo. Quando FHC assumiu o ministério da Fazenda, em 1993, elas valiam, juntas, 80 bilhões de dólares. Depois do Plano Real, esse valor subiu para 300 bilhões de dólares. Em 2008, antes da crise mundial, as empresas brasileiras atingiram um valor total de 1 trilhão e 800 bilhões de dólares. Com a crise, esse número recuou para pouco mais de 1 trilhão. Hoje, graças às lambanças de Dilma Rousseff e cia., elas valem, se tanto, 600 bilhões de dólares. Para se ter uma idéia, o valor de mercado do Facebook, sozinho, é de mais de 250 bilhões. E os empresários brasileiros ainda acham que é mais seguro manter a petista no Planalto...

40 gaúchos que voltarão com o bandido petista e foragido covardaço Pizzolato esta noite prometem vaias para mensaleiro do PT

A presença do bandido petista mensaleiro e foragido covardaço Henrique Pizzolato no vôo da TAM da noite desta quinta-feira gera protestos entre parte dos passageiros que também voltarão ao Brasil. O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil está sendo extraditado hoje ao País. Pizzolato foi condenado no processo do Mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão e fugiu do Brasil em setembro de 2013. A Polícia Federal agiu preventivamente ao montar um esquema reforçado de segurança para trazer o bandido petista de volta ao País. Foram até a Itália três delegados e uma enfermeira para buscar Pizzolato. Eles chegaram em Milão no início desta semana. Já estão todos embarcados. Mas o vôo terá cerca de uma hora de atraso na decolagem. Uma comitiva de 40 gaúchos que esta retornando das férias disse que sabia que o bandido petista mensaleiro brasileiro embarcaria e programou uma salva de palmas e uma vaia ao para o foragido covardaço. Para Jaqueline Meneghetti, de 52 anos, assistente social, integrante da comitiva, "ele deve ser levado para a prisão para pagar pelos crimes que cometeu. Essa prisão representa o que deve acontecer com quem rouba", diz. Um dos passageiros da comitiva, um senhor de cabelos brancos, que vestia uma camisa vermelha, começou a insultar com palavras ofensivas tanto Pizzolato quanto o ex-presidente Lula e sua sucessora, Dilma Rousseff. Se o tumulto realmente acontecer, será difícil acalmar os ânimos dos passageiros. Segundo a TAM, os 183 lugares da classe econômica estão ocupados, estando livres somente algumas cadeiras da classe executiva.

As comunistas Manuela D'Ávila e Luciana Genro lideram a disputa pela prefeitura de Porto Alegre; da capital gaúcha nada é de se estranhar



Olhem os rostinhos sorridentes das comunistas Manuela D'Ávila (PCdoB) e Luciana Genro (PSOL). As duas são decididas revolucionárias, que defendem com unhas e dentes os regimes mais assassinos da face da Terra, como Cuba, por exemplo. No caso da comunista Manuela D'Ávila, o partido dela já teve como seu ídolo aquele que considerava a "lanterna da humanidade", o ditador obscuro e sinistro Enver Hoxha, da Albânia, um dos países mais atrasados do mundo. Ele ficou no poder por 40 anos. Depois de adorar por tanto tempo Hoxha, o PCdoB passou a adorar o ditador romeno Nicolae Ceaseascu, que terminou fuzilado pelos seus compatriotas ao lado de sua mulher, no pátio de um edifício fétido. Ele nem notou que estava sendo levado para o fuzilamento, tal o seu estado de alienação mental. Atrás dos sorrisos inofensivos, escondem-se duas ferozes comunistas, que nunca se notabilizaram por administrar coisa alguma. Mas, os porto-alegrense adoram esse tipo de demência. Prova disso é que mantiveram por 16 anos na prefeitura de Porto Alegre administrações petistas que foram as campeãs de todos os tempos de atraso e corrupção. A prova da corrupção é provada e comprovada, no caso do lixo e das obras do "Orçamento Participativo". Pois não é que os portoalegrenses estão saudosos de mais um pouquinho de atraso? Os resultados de acordo com o mais provável cenário da disputa eleitoral em Porto Alegre, ano que vem, mostra o seguinte resultado em pesquisa estimulada, portanto com apresentação de nomes, conforme pesquisa publicada hoje pelo jornal Correio do Povo e realizada pelo Instituto Methodus: 
Manuela D'Ávila, 23,9%
Luciana Genro, 14,5%
Vieira da Cunha, 10,2%
Sebastião Mello, 8,1%
Beto Albuquerque, 7,8%
Marchezan Júnior, 6,5%
Não sabe, 11,9%
Branco ou nulo, 17,1%
Quem ainda tem capacidade de se indignar pode se dirigir aos sites das embaixadas da Nova Zelândia, Austrália e Canadá, excelentes lugares para cair fora de Porto Alegre. 

Alexandre Grendene assume o controle da Even.

O empresário gaúcho Alexandre Grendene Bertelle, um dos donos da Grendene, assumiu o controle da Even, que no RS é associada ao grupo de construção Melnick. Saiu da presidência o fundador, Carlos Terepins. Alexandre assumiu o controle através da sua gestora de recursos Nova Milano. A Nova Milano tem 26% do controle da Even e Terepins, o fundador, tinha, agora, apenas 6%. Luciano Melnick poderá ser indicado presidente da Even. A Melnick, dona da Melpar, é uma das acionistas da Nova Milano.

Novo delator diz que dívida de R$ 60 milhões do PT foi quitada via negócio sujo com a Petrobrás

O jornal Valor informou aos seus leitores que teve acesso exclusivo à delação premiada de Eduardo Musa, na qual ele revelou que a dívida de R$ 60 milhões que Lula e o PT deixaram como herança da campanha presidencial de 2006 com o Banco Schain, foi quitada criminosamente. O Banco, que possui ramo industrial e de empreiteiras, quitou o débito em troca do contrato da sonda Viotória 10000 para a Petrobrás. Outro negócio sujo envolvendo Petrobrás, PT e Lula. Lula e o PT negam, mas a Laa Jato já possui indícios fortes sobre a trapaça. O intermediário do negócio foi o amigo de Lula, João Carlos Bumlai.

Jornalista Juremir Machado mostra no jornal Correio do Povo como foi a fraude fiscal da RBS investigada na Operação Zelotes

O jornalista esquerdóide Juremir Machado disponibiliza no site do jornal Correio do Povo de hoje, com autorização da direção, documentos sigilosos que correm em segredo de justiça, mais a informação de que está aberto no Supremo Tribunal Federal o inquérito 4150, que investiga a RBS, a partir de denúncia da Operação Zelotes, no caso do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), organismo de julgamento de recursos de dívidas com a Receita Federal. Por causa de dois nomes com foro privilegiado, o ministro Augusto Nardes (do Tribunal de Contas da União) e do deputado federal Afonso Mota (PDT), a denúncia foi remetida ao Supremo Tribunal Federal. A relatora é a ministra Cármen Lúcia. Juremir Machado, que chegou a ser cogitado, há cerca de 20 anos, como um futuro "Paulo Francis", sob incitação da direção da Zero Hora, na época, escreveu e publicou comentário em que dizia que o escritor Érico Verissimo tinha servido a ditadura. Isso foi motivo para uma irada reação do filho do escritor, na base do "ele ou eu". Exigiu a demissão do colega e esta foi obtida. Juremir Machado foi demitido ingloriamente de Zero Hora, em um pontapé no traseiro desferido pela nomenklatura petista jornalística, contista, comentarista. Na época, o Sindicato dos Jornalistas ficou amplamente favorável à demissão de um profissional de imprensa. Parece que Juremir Machado passou a sofrer da Síndrome de Estocolmo e foi se apaixonando perdidamente pelos petistas e pelo PT. É mais comum isso do que se imagina. O certo é que, agora, ele chega ao ponto da vingança e retribui. 
Leia a reportagem do jornal:
Os documentos mostram parte da sustentação da denúncia enviada ao STF.
O primeiro mostra o caminho do dinheiro da RBS para SGR de José Ricardo.
O segundo revela quem é José Ricardo.
Por fim, um grampo telefônico revela uma conversa entre Paulo Roberto Cortez, que foi conselheiro do CARF, e Edison Pereira Rodrigues, presidente do CARF de 1999 a 2005.
Na conversa, Paulo diz que Ricardo recebeu 13 milhões da RBS.
Num dos grampos aplicados pela Polícia Federal com autorização judicial, tudo no âmbito da Operação Zelotes, cujo foco foi investigar corrupção e propinas no Carf, órgão que recebe recursos contra decisões da Receita Federal, inclusive multas e autuações, o conselheiro Paulo Roberto Cortez trava diálogo escabroso com o presidente do Carf, Edison Pereira Rodrigues, referindo-se a dinheiro que a RBS pagou para se livrar de um caso milionário:
Paulo - Ele me prometeu uma migalha no êxito.Só da RBS, até agora, ele ganhou TREZE MILHÕES. Me prometeu CENTO E CINQUENTA MIL.
Edison - Ahmmm
Paulo - E ele recebeu os TREZE. É... é ... E os outros também. Mas ele, olha só.. A gente conversa esta semana com mais calma.
Edison - Tá bom.
Paulo - E trocamos idéia.. Eu ando já enjoado disso aqui... Desse lugar aqui !
Paulo Roberto referia-se ao dono da SGR, José Ricardo da Silva. A Polícia Federal encontrou 4 depósitos milionários feitos nas contas da consultoria, cada um de R$ 2,9 milhões.

Está aberto no STF o inquérito 4150, que investiga a RBS, a partir de denúncia da Operação Zelotes, no caso do CARF, organismo de julgamento de recursos de dívidas com a Receita Federal. Por causa de dois nomes com foro privilegiado, Augusto Nardes e Afonso Mota, a denúncia foi remetida ao Supremo Tribunal Federal. A relatora é a ministra Cármen Lúcia.
Os documentos abaixo mostram parte da sustentação da denúncia enviada ao STF.
O primeiro mostra o caminho do dinheiro da RBS para SGR de José Ricardo.
O segundo revela quem é José Ricardo.
Por fim, um grampo telefônico revela uma conversa entre Paulo Roberto Cortez, que foi conselheiro do CARF, e Edison Pereira Rodrigues, presidente do CARF de 1999 a 2005.
Na conversa, Paulo diz que Ricardo recebeu 13 milhões da RBS.

Deputado estadual gaúcho Jardel volta da Europa com 10 quilos de bacalhau e tem carga apreendida; a viagem foi bancada pela Assembléia Legislativa

Deputado Mário Jardel (PSD)
Ao desembarcar no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, o deputado estadual Mário Jardel (PSD) teve 10 quilos de bacalhau transportados dentro da mala apreendidos, segundo informações do Ministério da Agricultura. A apreensão ocorreu na terça-feira (20). A viagem foi patrocinada, bancada, pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Indiretamente, o Parlamento gaúcho virou patrocinador de importação clandestina de bacalhau de Portugal. De acordo com o Ministério da Agricultura. o transporte desse tipo de alimento só pode ser realizado com a apresentação de uma certificação sanitária emitida pelo país de origem, uma vez que o produto tem entrada proibida no Brasil. Foram apreendidas ainda nozes, conservas de pescado e cerca de 1,2 kg de queijo. A fiscalização é realizada como procedimento de rotina, por amostragem, com os passageiros que desembarcam de vôos internacionais. Os alimentos foram destruídos. No roteiro de 10 dias estavam visitas à Santa Casa de Lisboa, à federações portuguesas de futebol e de desporto para pessoas com deficiência e à Expomilano, em Milão na Itália. As passagens aéreas para os dois chegam perto de R$ 18 mil. O assessor gastou R$ 5,8 mil e o parlamentar, o dobro: R$ 11,9 mil. Em ofício enviado pelo gabinete de Jardel à Mesa da Assembleia, é solicitada uma passagem de classe executiva ao ex-jogador, "pois o mesmo é uma pessoa de grande estatura e fica extremamente desconfortável nos assentos normais". De acordo com as normas da Assembléia, os deputados não precisam comprovar a necessidade da viagem para receber autorização, apenas elaboram um relatório com as atividades realizadas quando voltam. Jardel relatará sua importação de bacalhau? Para isso serve o dinheiro dos contribuintes gaúchos. 

Seival confirma investimento de R$ 103 milhões para abastecer de carvão a utura usina Pampa, em Candiota

A Seival Sul Mineração, empresa controlada pelo grupo gaúcho Copelmi, confirmou na manhã desta quinta-feira que investirá R$ 103 milhões na implantação de mina e de uma unidade de britagem e processamento de carvão mineral em Candiota, onde a CRM também possui atividades iguais, estas para abastecer a usina da CGTEE. A Seival vai abastecer a usina Pampa Syul/Miroel Wolowski, da Tractebel. Esta usina deverá começar a operar em 2019, produzindo 340 MW, algo como 10% da atual demanda de energia elétrica do Rio Grande do Sul. A Copelmi é sócia minoritária atualmente na CRVR, antiga Sil Solução Ambiental, dona do aterro sanitário de Minas do Leão, que receberá diariamente o lixo produzido em Porto Alegre. Esse aterro sanitário funciona na cratera aberta pela exploração do carvão. 

Novo filme de Steven Spielberg é um suspense envolvente sobre a Guerra Fria


De volta à pauta com a ótima série de TV "The Americans", a Guerra Fria é o pano de fundo da quarta parceria do diretor Steven Spielberg com o ator Tom Hanks. "Ponte dos Espiões", que estréia nesta quinta-feira no circuito de cinemas, reconstitui o contexto de polarização das décadas posteriores à II Guerra Mundial a partir da história de um pacato advogado cooptado pelo governo norte-americano para intermediar uma troca de prisioneiros. Esse olhar "de fora" dos conflitos facilita a vida do espectador, que vai adentrando aos poucos naquele ambiente de maniqueísmos e belicismo nem sempre dissimulado. E, ao final, sai recompensado: trata-se de um thriller envolvente, capaz de fazer a alegria dos cinéfilos saudosos de clássicos como "Sob o Domínio do Mal" (1962) e "O Espião que Veio do Frio" (1965). "Ponte dos Espiões" tem roteiro que os irmãos Ethan e Joel Coen e o novato Matt Charman elaboraram a partir da trajetória real de James B. Donovan (papel de Hanks). Começa em uma ponte de Manhattan, onde, em 1957, os Estados Unidos prenderam o espião soviético Rudolf Abel (Mark Rylance, em grande atuação). E só termina em 1960, sobre uma ponte de Berlim, local do desfecho de um dos episódios mais tensos daqueles anos – a troca de Abel por Francis Gary Powers (Austin Stowell), piloto do caça U2 que caiu na URSS ao realizar um vôo para fotografar o território do adversário. Donovan entrou na história como a escolha "neutra" do presidente Dwight Eisenhower para defender Abel em seu julgamento – era importante para os EUA, mesmo em guerra, manter a imagem de país justo com seus prisioneiros. O advogado quase se tornou um inimigo público dos americanos, mas conseguiu convencer o juiz do caso (Dakin Matthews) a não condenar o espião à morte. Argumentou que ele poderia servir de moeda de troca caso alguém com informações confidenciais fosse capturado pelos russos – exatamente o que ocorreria ali adiante. Donovan virou o típico herói de causas quase impossíveis, que Hollywood adora exaltar, ao aproveitar a ocasião para lutar também pela libertação de um estudante (Will Rogers) que a Alemanha Oriental mantinha sob custódia alegando espionagem. Trazer o jovem para o primeiro plano foi uma aposta de Spielberg nesta sua versão do rumoroso caso, que fora contado, antes, no livro "Operation Overflight" (de Powers) e em um telefilme de 1976 intitulado "U2 – Voo Clandestino". Também chama a atenção o quão nuançada é a imagem do espião soviético pintada pelo diretor e seus roteiristas: o filme apresenta Abel como um sujeito frio e misterioso, porém, dotado de um humanismo que em outras ocasiões acabou sucumbindo ao ranço patriótico por vezes recorrente no gênero. O desfecho de "Porto dos Espiões" contém algum exagero nesse olhar generoso de Spielberg sobre (quase) todos os personagens em cena. "Precisava disso?", você talvez pergunte após constatar o didatismo – que se confunde com pieguice – das sequências finais. O retrato das relações estabelecidas, de todo modo, sobretudo entre Donovan e Abel, é dos mais interessantes. Da mesma forma, é estimulante ver a reconstituição de uma Berlim cindida, fria e muito distante de se recuperar do trauma da II Guerra. Se a primeira metade de "Ponte dos Espiões" tem lugar em gabinetes e tribunais de Nova York – fazendo lembrar o gosto de Spielberg pelos bastidores do poder, vide "Lincoln" (2012) –, o segundo ato é primoroso em sua representação da capital alemã à época. Como em alguns dos outros longas de guerra do cineasta, a exemplo de "O Resgate do Soldado Ryan" (1998), a capacidade de envolvimento do espectador deve muito à construção visual e à ambientação como um todo. Aqui de maneira particular: emulando os melhores títulos de Guerra Fria de outrora, "Ponte dos Espiões" é um suspense que não confunde alta voltagem com histeria – e se constrói mergulhando lentamente na personalidade dos envolvidos e nos conflitos que os circundam. 

Mais de 10 mil clientes seguem sem luz no Rio Grande do Sul quase dez dias depois do temporal


Mais de 10,8 mil clientes seguem sem energia elétrica em razão dos temporais que atingiram o Estado nos últimos dias. Na quarta-feira eram mais de 44 mil pontos. Os clientes mais afetados são da área de concessão da AES SUL. Ainda restam 10 mil clientes sem energia. As cidades de Jaguari, Santiago, São Francisco, Fronteira Sul, Alegrete, Santa Maria, Cachoeira do SuL, Segredo e Arroio do Tigre ainda têm pontos sem luz. Ná área da CEEE são 800 pontos desligados em locais que estão alagados, por motivo de segurança. A região das Ilhas na Capital tem 600 clientes sem luz. O fornecimento só será normalizado quando o nível das águas reduzir. Já a RGE ainda tem pontos isolados espalhados pela área de concessão.

Governo quer detentor de título público como garantidor em concessões


O governo criará um mecanismo para permitir que detentores de títulos públicos utilizem esses papéis como garantia para alavancar recursos para as concessões de rodovias, ferrovias e aeroportos. O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Paulo Corrêa, explicou que a ideia é que os títulos sejam aplicados em uma conta vinculada a projetos de infraestrutura e sejam utilizados como garantia no lançamento de debêntures que serão vendidas para financiar os projetos. 
Na semana passada, o Ministério da Fazenda anunciou o desenvolvimento de uma nova debênture - batizada de debênture padronizada - que poderia ser usada pelas empresas para financiar projetos de concessão. A diferença do novo instrumento é justamente a garantia dos títulos públicos. "O conceito está pronto, foi testado, e mercado reagiu bem. Houve uma consulta à comunidade financeira e houve uma receptividade muito grande", afirmou. A aplicação dos títulos públicos na conta vinculada ao projeto terá regras de entrada e saída, e será remunerada pelo projeto. Ou seja, o investidor perderá em liquidez, mas terá um prêmio pelo risco a ser pago pelo concessionário.  Caso ocorra algum problema na obra, o garantidor perde os títulos dados em garantia e passa a deter uma participação correspondente na Sociedade de Participação Especial (SPE), constituída para o processo, que estará em uma espécie de recuperação judicial. "É uma engenharia financeira em que não precisa gerar garantias novas para o Tesouro", completa Corrêa. Corrêa quer que a nova debênture padronizada seja utilizada em uma fase de testes já nos próximos leilões de concessões previstos no Programa de Investimento em Logística (PIL). Na fase piloto, o título financiará cerca de dez projetos: um de ferrovia, um de portos, um de aeroportos e o restante em rodovias. Segundo o secretário, neste momento, um grande escritório de advocacia trabalha na regulamentação jurídica para que o modelo seja bem amarrado. O foco das debêntures padronizadas são grandes investidores institucionais, principalmente fundos de pensão. Bancos também são alvo desses papéis que, com prazo menor, financiariam a fase de construção dos projetos. Uma característica do novo instrumento é permitir o financiamento do projeto desde o início da concessão. Como há uma garantia - a conta cheia de títulos públicos dos garantidores - a expectativa é que haja interesse de bancos em comprarem as debêntures ainda na fase de construção de rodovias e ferrovias, de forma a financiar essas obras. "Banco não gosta de longo prazo no mundo inteiro. Mas de operações com cinco, seis anos, eles gostam. Se você tiver uma garantia, podem financiar adquirindo debênture a fase de construção", acrescentou.  A ideia é ter debêntures de vários prazos. Papéis com prazo mais longo atrairiam o interesse de quem precisa de retorno no longo prazo, caso dos fundos de pensão. "O produto tem como característica se comportar como um investimento de renda fixa, que terá pagamentos sistemáticos e previsíveis", acrescentou. Corrêa explica que esse instrumento vem para suprir um espaço que não foi alçado com as chamadas debêntures incentivadas, cujo chamariz para o investidor é não ter a incidência de imposto de renda. "Nesses papéis, você tem uma receptividade muito grande de famílias, indivíduos, mas pouco dos investidores institucionais. Indivíduos não são exatamente os melhores gestores desse tipo de investimento, então a gente acha que pode estar criando um problema futuro nisso", afirmou. A debênture padronizada foi criada em parceria com o Banco Mundial, que aportará até R$ 500 milhões em uma linha de crédito para desenvolver o instrumento. O recurso será emprestado ao Tesouro Nacional e repassado ao Banco do Brasil, que emprestará para bancos interessados em comprar os papéis. "Queremos dar um impulso inicial no projeto com esses recursos, para desenvolver o mercado", ponderou. De acordo com Corrêa, não haverá aporte de recursos do Tesouro Nacional para o projeto, nem em fase posterior.

Deputados confirmam reunião com Aécio para discutir posição sobre Cunha


Deputados do DEM e do PSDB confirmaram nesta quarta-feira a reunião entre lideranças da oposição com os presidentes nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e do PPS, Roberto Freire, para discutir o posicionamento dos opositores no Congresso em relação ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Antes de fazerem nova manifestação pública pedindo o afastamento de Cunha na terça, líderes da oposição na Casa se reuniram com Aécio e Freire, no apartamento do tucano, na capital federal. No encontro, os dois teriam dissuadido os líderes da oposição a lançarem nova nota contra o presidente da Câmara. A ideia dos líderes do DEM, PSDB, PPS e Solidariedade era lançar uma segunda nota reforçando o pedido de afastamento e classificando como "gravíssimas" as denúncias de que Cunha possui contas secretas na Suíça, por meio das quais teria recebido propina, e de que possui patrimônio não declarado no exterior de cerca de R$ 61 milhões.


Apesar de confirmarem a reunião, lideranças da oposição negam que os presidentes do PSDB e do PPS tenham agido para barrar uma nova nota. "Não tem atribuição a Aécio ou a Freire de barrar nota", disse Mendonça Filho, líder do DEM. "Houve um entendimento entre todos os presentes de que uma nova nota pareceria frouxa e que as falas durante atos eram mais fortes", afirmou o líder da minoria, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). De acordo com Bruno Araújo, o encontro ocorreu na casa de Aécio Neves, em Brasília, e teve o objetivo de "nivelar a posição das oposições" em relação ao presidente da Câmara. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria do presidente do PSDB. Já Roberto Freire não comentou o assunto. Antes da manifestação de terça-feira, líderes da oposição também se reuniram com o próprio presidente da Câmara. A reunião ocorreu "no meio da manhã" de terça-feira, 20, na residência do líder do DEM. No encontro, os parlamentares informaram a Cunha que iriam reiterar a primeira nota divulgada no último dia 10 que defendia o afastamento dele do comando da Casa. Embora publicamente defendam o afastamento do presidente da Câmara do cargo, líderes da oposição continuam dando suporte político a Cunha nos bastidores. O objetivo é tentar estimular o peemedebista a autorizar o início do processo de impeachment da presidente Dilma na Casa.

PDT divulga nota contra impeachment e pelo afastamento de Cunha


A Executiva Nacional do PDT divulgou nota, nesta quarta-feira, 21, declarando-se contra os pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff e defendendo o afastamento imediato do cargo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O documento foi lido há pouco em plenário pelo líder do partido na Casa, deputado Afonso Motta (PDT-RS). "O PDT não compactua e não apoia qualquer possibilidade de impeachment que não esteja dentro das regras constitucionais estabelecidas no Brasil", afirma a Executiva Nacional do PDT, em nota assinada por Motta, pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e pelo líder da legenda no Senado Federal, Acir Gurgacz (PR). 


Em relação a Cunha, o PDT diz entender que o peemedebista "perdeu as condições políticas de se manter à frente da Câmara e deve se afastar das suas funções", diante do surgimento de provas que comprovam que o peemedebista tem contas secretas na Suíça e possui patrimônio não declarado de cerca de R$ 61 milhões no exterior. Em plenário no momento da leitura pelo deputado Afonso Motta, o presidente da Câmara não fez nenhum comentário sobre a nota da Executiva Nacional do PDT. Em entrevistas recentes, Cunha tem reiterado que só falará sobre as denúncias por meio de nota ou de seus advogados.

Para Marina Silva, corrupção não é problema 'exclusivo' de Dilma, Lula ou FHC



A ex-candidata presidencial Marina Silva,da Rede Sustentabilidade, voltou a dizer que a corrupção não é problema exclusivo de Dilma Rousseff nem dos presidentes que a antecederam. Em palestra em São Paulo nesta quarta-feira, 21, Marina disse que o País vive uma "insustentabilidade política" e que os cidadãos precisam sair da postura passiva. "A corrupção não é um problema da Dilma, do Lula, do Fernando Henrique, do Collor, de D. Pedro I nem de D. Pedro II. Enquanto for problema deles a coisa vai continuar feia", disse. "A corrupção é problema nosso e, na nossa insustentabilidade política, achamos que é problema de alguém. Enquanto for assim, não vamos ajudar a resolver o problema", completou. Marina reiterou que todo apoio deve ser dado às investigações da Lava Jato, mas que é importante uma mudança de postura na democracia brasileira. Ela ponderou que os brasileiros elegem representantes para assumirem um papel de pai e mãe que entregam demandas. E destacou que há figuras na política que gostam de ser colocadas como "grandes mães", em referência indireta à presidente Dilma Rousseff - que foi chamada de "mãe do PAC" pelo ex-presidente Lula. "Temos a ilusão de eleger alguém para fazer as coisas para nós. Projetamos todas as nossas demandas em uma atitude altamente compensatória", afirmou Marina. "Os eleitos não deveriam ser eleitos para substituir as pessoas, mas para representá-las."

Cerveró entregou R$ 170 mil em dinheiro vivo a delator



O lobista Fernando Baiano, apontado como operador de propinas do PMDB, contou em delação premiada que, em 2012, foi procurado pelo então diretor de área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, que lhe pediu uma Ranger Rover Evoque para ‘presentear a esposa’. A cor do carro de luxo ‘tinha que ser vermelha’, insistiu Cerveró, segundo o delator. A Range Rover, acrescida de blindagem, custou entre R$ 220 mil e R$ 230 mil. Baiano pagou e, cerca de 30 dias depois, foi reembolsado parcialmente – Cerveró devolveu R$ 170 mil em dinheiro vivo. “Que uns trinta dias depois, ou mais, Nestor Cerveró ressarciu o depoente, entregando- lhe os valores em espécie, em reais. no mesmo montante dos que foram entregues à concessionária”, registra a Procuradoria, no depoimento de Baiano. O delator afirmou que a ‘entrega dos valores em espécie’ ocorreu na residência do então diretor da Petrobrás, no Rio de Janeiro. Fernando Baiano e Cerveró estão presos em Curitiba, base da Operação Lava Jato. Eles foram condenados, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, pelo juiz federal Sérgio Moro. O ex-diretor da estatal petrolífera pegou 12 anos e três meses de prisão. Baiano, 16 anos e um mês. Fernando Baiano fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Quando pediu a Baiano que providenciasse uma Range Rover para dar à mulher, que faria aniversário, Cerveró teria alegado ao lobista que já tinha procurado aquele modelo em duas concessionárias no Rio de Janeiro, ‘sem sucesso’. Baiano tinha um carro da mesma marca, por isso Cerveró pediu ajuda para encontrar o veículo. O lobista disse, em sua delação, que o modelo tinha sido lançado havia pouco tempo e ‘a procura por ele era grande’. “Havia dificuldade em encontrar o veículo. principalmente na cor pretendida por Nestor Cerveró”, disse Fernando Baiano. “Na ocasião, (Cerveró) disse ao depoente (Baiano) que uma parte do preço do automóvel seria paga por meio de transferência bancária, acreditando que fosse da conta dele (Cerveró), e outra parte seria paga com valores em espécie”, contou o delator. Segundo Fernando Baiano, o dirigente da estatal lhe perguntou ‘se poderia providenciar o transporte dos valores em espécie para São Paulo, para ser entregue na concessionária’. Fernando Baiano disse a Cerveró que ‘tinha um contato’ na concessionária Autostar Comercial e Importadora, em São Paulo, ‘onde sempre comprou seus veículos, desde 2008 ou 2009′. Este ‘contato’ de Baiano disse a ele que poderia obter o carro ‘se não houvesse preferência de cor, que no caso do modelo vermelho seria necessário um prazo maior, em torno de sessenta dias’.

Rose de Freitas questiona Renan sobre prazo para Dilma em análise de contas


A presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), Rose de Freitas (PMDB-ES), cobrou do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) resposta sobre prazo de 45 dias concedido para defesa da presidente Dilma Rousseff, antes mesmo do processo de rejeição das contas ser encaminhado à CMO. O despacho de Calheiros saiu da Secretaria Geral da Mesa do Senado na noite desta quarta-feira, garantindo prazo para contraditórios. "Quando estive com vossa excelência, falamos da importância de que essas contas fossem diretamente para a CMO. Venho aqui contestar a decisão que vossa excelência tomou ao determinar prazo diferente", indagou Rose. 


A senadora questionou ainda se o governo já havia se manifestado. "Pergunto a vossa excelência se o governo manifestou o interesse de fazer aqui nesta Casa alguma defesa." Em resposta, o presidente do Senado explicou que o prazo de 45 dias só existirá se o governo tiver interesse em se defender. "Eu entendi por fazer esse despacho e garantir o direito constitucional da defesa, do contraditório. Se o governo desejar. Se não se manifestar, não haverá esse prazo e a matéria irá imediatamente para CMO." Com o prazo de 45 dias, é possível que as contas não sejam analisadas ainda neste ano. A senadora transmitiu em plenário sua decepção diante da decisão de Calheiros. "Eu gostaria muito que tivesse sido diferente. Gostaria que vossa excelência tivesse depositado mais confiança em todos os membros de todos os partidos que trabalham na Comissão de Orçamento. Não acho que o Brasil tenha de esperar até o ano que vem para analisar essas contas." 

Dilma diz que não vai permitir corte bilionário no programa Bolsa Família em 2016



Em sua conta no Twitter, Dilma cobrou "bom senso" do deputado e afirmou que o Bolsa Família era "prioridade máxima" do seu governo, assim como foi o ex-presidente Lula. "Não podemos permitir que isso aconteça. Estou certa que o bom senso prevalecerá na destinação de recursos ao programa", disse. A presidente afirmou ainda que "cortar o Bolsa Família significa atentar contra 50 milhões de brasileiros que hoje têm uma vida melhor por causa do programa". Dilma também lembrou que o programa completou 12 anos na última terça-feira e que o seu "sucesso" e "importância" eram reconhecidos por organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco mundial. "É o maior programa de inclusão social do mundo. Destinado aos mais vulneráveis, ele mantém 36 milhões de pessoas fora da extrema pobreza", disse. Nesta quarta, Barros voltou a afirmar que pretende incluir o corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família na proposta orçamentária. Isso corresponde a cerca de 35% do total previsto para o programa em 2016, de R$ 28,8 bilhões.

Odebrecht vende participação na ConectCar para o Itaú



A Odebrecht Transport, subsidiária do Grupo Odebrecht na área de transporte e logística, assinou na terça-feira um contrato de venda de sua participação na ConectCar para o Itaú Unibanco, por R$ 170 milhões. O negócio foi feito por meio da subsidiária do banco RedeCard S.A., que administra a credenciadora de pagamentos Rede. A ConectarCar foi criada em novembro de 2012, em parceria com a Ipiranga, do Grupo Ultra, que vinha tentando diversificar seus negócios para além da venda de combustíveis. Na época, as duas empresas investiram cerca de R$ 150 milhões para ter 50% de participação cada uma. A operação da empresa, que atua no segmento de pagamento eletrônico de pedágios, estacionamentos e combustíveis, teve início em 2013. O negócio assinado com o Itaú Unibanco envolve somente os 50% pertencentes à Odebrecht Transport. Com a venda, a gestão da ConectCar passará a ser compartilhada entre Itaú e o Grupo Ultra. O negócio foi planejado para desafiar a companhia que até então reinava absoluta no segmento, a Sem Parar, que ainda é a líder deste mercado. Após a ConectCar, surgiram outras companhias, como a AutoExpresso, que começou a operar em 2014. Segundo comunicado da Odebrecht, desde que foi criada, a ConectCar se tornou a segunda maior empresa do setor, operando em 12 Estados e no Distrito Federal. Na carteira de clientes, contabiliza mais de 500 mil usuários no País.  Os postos da rede Ipiranga são usados como ponto de venda do ConectCar. Para se diferenciar da principal concorrente, a empresa optou por um modelo pré-pago, mas com cobrança de uma comissão pelo uso. A Sem Parar, por seu turno, cobra uma mensalidade fixa de seus clientes. Com a transação, a empresa vai fortalecer sua estrutura de capital e focar seus investimentos em concessões rodoviárias, mobilidade urbana, aeroportos e em soluções integradas de logística, explica o comunicado. Com forte participação nos últimos leilões de concessão, seja de rodovias, aeroportos ou mobilidade urbana, a Odebrecht Transport tem compromissos bilionários para os próximos anos. O envolvimento do grupo Odebrecht na Operação Lava Jato, que investiga corrupção na Petrobrás, aliado à crise econômica do País, o crédito secou no mercado e afetou diretamente a subsidiária de transportes, que tem elevados investimentos para fazer em obras como a da BR-163, em Mato Grosso; a do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro; e a da Linha 6 do metrô, em São Paulo, onde tem parceria com Queiroz Galvão e UTC, também envolvidas nas investigações da Polícia Federal. O presidente da Odebrecht Transport, Paulo Cesena, afirmou que a empresa sempre faz uma análise de todos os seus ativos para verificar o que é estratégico ou não, e o que pode ser algo de desinvestimento – como ocorre agora com a operação da ConectCar. Mas, de acordo com o executivo, essa sempre foi a estratégia de atuação da empresa, independentemente dos problemas atuais com a Lava Jato. Mas é óbvio que a Odebrecht passou a enfrentar fortes dificuldades econômicas que poderão levá-la inclusive a uma concordata. 

Relator da CPI da Petrobrás recua e acata pedidos de indiciamento



Apesar de ter defendido que não era possível pedir a responsabilização de pessoas já indiciadas, denunciadas ou condenadas pelos mesmos crimes na Operação Lava Jato, o relator da CPI da Petrobrás, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), acabou acatando a sugestão dos sub-relatores e incluiu em uma nova versão de seu parecer a lista de pedidos de indiciamento. O petista apresentou um relatório que não previa indiciamentos e poupou os políticos investigados na Lava Jato por considerar que a CPI não é "Conselho de Ética paralelo". Ele foi pressionado pelos colegas a mudar o texto do parecer. Ainda assim, Luiz Sérgio fez nesta quarta-feira um discurso reiterando que era preciso respeitar o "amplo direito à defesa" dos investigados e rejeitou os pedidos de indiciamento da presidente Dilma Rousseff e dos ex-presidentes da Petrobrás, Graça Foster e José Sérgio Gabrielli, propostos pelo tucano Bruno Covas (SP). "Sou obrigado a me posicionar contra as sugestões de indiciamento em que não restou comprovada a autoria e a materialidade dos crimes. É inaceitável a tese de indiciamento meramente político. Isso não existe", disse o petista. "É preciso deixar claro que as sugestões de indiciamentos propostas pelos sub-relatores, sem a devida individualização e fundamentação, podem se tornar ineficazes aos trabalhos do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. Isso se deve à constatação desta Relatoria da ausência de requisitos formais exigidos pela lei penal como a autoria do delito, a materialidade do fato e a individualização da conduta do acusado para que eles possam saber do que são acusados e como se defender", diz o relatório final de Luiz Sérgio. 

Mulher de Pizzolato faz último apelo para tentar evitar extradição


Após 1 ano e 7 meses, a história da extradição de Henrique Pizzolato chega a seu capítulo final, com sua volta ao Brasil marcada para esta quinta-feira, 22. Mas, mesmo assim, Andrea Haas, a petista gaúcha mulher de Pizzolato, faz um último apelo na tentativa de evitar a extradição do condenando no processo do mensalão ao Brasil. Ela enviou carta ao ministro da Justiça italiano Andrea Orlando em que alega que passará por revista vexatória na Papuda para visitar o marido bandido petista mensaleiro e foragido covardaço. A extradição de Pizzolato estava marcada para o dia 7 de outubro, mas por causa de pressões políticas, o ministro Orlando mudou a data para amanhã. Três agentes da Polícia Federal já estão em Milão aguardando para receber o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil. Eles vieram acompanhados por uma enfermeira. 


Segundo fontes da Polícia Federal, Pizzolato chegará no aeroporto de Malpensa por volta das 17 horas. Ele será acompanhado à sala da polícia judiciária que fica no terminal 1, onde aguardará até que o seu check-in no voo da TAM Milão/São Paulo seja feito pelos policiais. Ao passar pela alfândega, será acompanhado a outra sala reservada, onde ficará até o momento do embarque, previsto para às 21h10. Na carta, Andrea não fala de Pizzolato, mas questiona a consequência que a decisão do ministro (de conceder a extradição) terá na vida dela: "Decidi não falar sobre o calvário judicial do meu marido, mas sobre mim, sobre o medo que tenho pela minha segurança". Ela menciona o fato de que, na Papuda, é consentida a revista íntima e não mede palavras para explicar o que significa. "No cárcere de Papuda, para onde o governo brasileiro e o seu governo estão mandando meu marido, ainda é consentida a revista vexatória, que consiste na obrigação para as visitantes - incluindo as mulheres mais velhas, pessoas com deficiência e adolescentes - de se despir, curvar-se e mostrar o ânus e a vagina para que os guardas prisionais possam inspecioná-los para ver se escondem objetos ilícitos", diz. Andrea lembra que ela será revistada mesmo que Pizzolato fique preso na "Ala de vulneráveis".

Palocci afirma que não indicou presidência da Sete Brasil



O ex-ministro Antonio Palocci (Governos Lula e Dilma) rechaçou com veemência, nesta quarta-feira, 21, versão de que teria indicado nome para a presidência da empresa Sete Brasil, criada pela Petrobrás em parceria com bancos e fundos de pensão federal. Por meio de nota divulgada por sua assessoria de imprensa, Palocci classificou de ‘equivocadas’ notícias que envolvem seu nome. Em delação premiada na Procuradoria-Geral da República, o operador de propinas do PMDB Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, afirmou que decidiu buscar a ajuda do pecuarista José Carlos Bumlai – amigo do ex-presidente Lula, com livre acesso ao Planalto – em contratos de navios-sonda para o grupo do empresário Eike Batista, ‘por sua relação com ex-ministro Antonio Palocci’. Palocci foi coordenador da campanha da presidente Dilma Rousseff, em 2010, e ocupava em 2011 cargo de ministro-chefe da Casa Civil. “Em razão da relação entre Antonio Palocci e Bumlai”, o operador do PMDB diz ter ligado para o pecuarista no primeiro semestre de 2011 e marcado um encontro no escritório dele em São Paulo, para tentar abrir portas para a empresa de Eike Batista na Sete Brasil. Palocci refuta enfaticamente ter intercedido na nomeação do presidente da Sete Brasil. O ex-ministro de Lula e Dilma afirmou que ‘desconhece o assunto mencionado’ na reportagem publicada pelo Estadão a partir da delação de Baiano. “Em nenhum momento foi procurado por quem quer que seja para tratar de assuntos relativos a interesses da OGX na Sete Brasil”, assinala Antonio Palocci. Ele destacou que cabe aos acionistas da Sete Brasil indicar a presidência da empresa. 

Delegado de Polícia diz que não houve crime de ódio no assassinato de haitiano em Navegantes


Após interrogar um adolescente de 17 anos e um homem de 24 anos, o delegado Rodrigo Coronha descartou a hipótese de crime de ódio no assassinato do haitiano Fetiere Sterlin, de 33 anos, em Navegantes. De acordo com ele, o menor confessou ter sido o mentor do ataque e afirmou que a motivação teria sido ciúmes. "Ele confessou o crime e disse que não foi preconceito racial, porque Fetiere teria mexido com a namorada dele. Já pedi a prisão preventiva do maior e a internação do adolescente, além da busca e apreensão de outros três menores de idade", explica. O jovem que assumiu o assassinato contou à polícia que o haitiano teria assediado sua namorada e que os dois teriam discutido. Como o haitiano estava em um grupo maior, o adolescente reuniu alguns amigos e retornou ao local onde estavam os imigrantes, no bairro Nossa Senhora das Graças, para um acerto de contas. Conforme Coronha, o jovem ainda sustentou no depoimento que estava alcoolizado e foi agredido por Fetiere durante a discussão. A versão difere da relatada pela mulher da vítima, a brasileira Vanessa Nery Pantoja. Segundo ela, o casal ia a uma festa no bairro com amigos, também de nacionalidade haitiana, quando três pessoas passaram pelo grupo gritando frases em crioulo — entre eles, o termo "macici", gíria para gay. "O meu marido disse apenas "macici são vocês". Isso foi motivo para eles o jurarem morte. Uns 10 minutos voltaram em umas 10 pessoas e foram pra cima da gente", conta. A mulher do haitiano contou que o grupo portava facas, uma pá e outras ferramentas. Para o delegado, os insultos trocados com os haitianos teriam sido uma forma dos adolescentes provocá-los para a briga. "Além dos depoimentos, testemunhas confirmaram as versões dos menores. O adolescente ainda admitiu ter dado uma facada em Fetiere", observa. Somente nessa quarta-feira mais de 10 pessoas foram ouvidas pela polícia. Os três adolescentes de 14, 15 e 16 anos, que tiveram o mandado de busca e apreensão solicitado pelo delegado, serão ouvidos novamente para esclarecer qual foi sua participação no crime. Outro ponto que ainda precisa ser apurado é o roubo do celular que estava com Fetiere — o adolescente de 17 anos negou que o grupo tenha levado o aparelho. A esposa do haitiano, Vanessa Nery Pantoja, diz que a versão contada pelo adolescente que assumiu a autoria do crime é mentirosa. De acordo com ela, quando ele passou pelo grupo estava acompanhado por outros dois jovens e não por uma mulher. "Isso é mentira, é equivocado o que ele falou. Não existe essa possibilidade. Foi xenofobia sim, foi racismo. Tem cinco testemunhas para falar isso. Eles não chegaram discutindo, chegaram golpeando", garante. A morte do haitiano Fetiere Sterlin teve grande repercussão no País nos últimos dias e levou o Ministério da Justiça a emitir nota oficial na noite de terça-feira. O ministro José Eduardo Cardozo também havia determinado que a Polícia Federal auxiliasse nas investigações. Na nota oficial, o Ministério afirma que o episódio “ofende nossa histórica tradição de acolhida e respeito aos imigrantes que vêm ao Brasil construir suas vidas e que ajudaram, e ajudam, no desenvolvimento socioeconômico do País”. O governo de Santa Catarina e a Secretaria de Assuntos Internacionais também emitiram nota repudiando a agressão que vitimou o haitiano. O texto expressa solidariedade aos familiares da vítima e a todos os imigrantes que escolheram o Estado como residência. A nota destaca ainda que a “diversidade cultural e étnica é um dos diferenciais que engrandece Santa Catarina” e afirma que “é papel do Estado estimular a integração entre os povos e combater toda espécie de preconceito, em especial a xenofobia”. Após quase quatro dias de espera, o corpo de Fetiere foi liberado na tarde desta quarta-feira pelo IML de Itajaí. Como a vítima não era casada legalmente, apenas um parente de primeiro grau poderia retirar o corpo. A mulher dele chegou a conseguir uma declaração de união estável no cartório da cidade, porém o IML não aceitou o documento. Após receber informações do consulado do Haiti no Brasil, o órgão fez a liberação do corpo. Fetiere era isolador naval e trabalhava em um estaleiro de Navegantes desde fevereiro deste ano — ele chegou à cidade há dois anos e logo se casou com Vanessa. Na empresa, era querido pelos colegas e considerado uma pessoa de bom caráter, tranquilo e ótimo profissional. 

Lula discutiu contrato da Petrobras com amigo lobista, diz delator



Em depoimento de delação premiada, o lobista Fernando Soares, o Baiano, investigado na Operação Lava Jato, afirmou que o ex-presidente Lula participou de reuniões com um amigo lobista e um empresário sobre contratos da Petrobras, e prometeu "ajudar a dar mais velocidade" aos negócios. A reunião foi revelada pela TV Globo na semana passada e novos detalhes foram divulgados pelo jornal "O Estado de S. Paulo", na edição desta quarta-feira (21). No final da manhã, o depoimento de Baiano a respeito foi tornado público na Justiça Federal do Paraná. O lobista que acompanhou Lula na reunião, de acordo com Baiano, foi o pecuarista José Carlos Bumlai, que vem sendo acusado de envolvimento em suborno e de agir em nome do ex-presidente. O delator já acusou Bumlai de ter recebido R$ 2 milhões em propina, que seriam destinados a uma nora do ex-presidente Lula. Tanto o petista quanto o pecuarista negam peremptoriamente as acusações. O encontro com Lula para tratar de contratos da Petrobras antecedeu o pagamento dos R$ 2 milhões, segundo Baiano. A reunião teria ocorrido no final do primeiro semestre de 2011, na sede do Instituto Lula, em São Paulo. Participaram dela, segundo o delator, Lula, Bumlai e o presidente da Sete Brasil (parceria entre a Petrobras e sócios privados, que administra o aluguel de sondas para o pré-sal), João Carlos Ferraz. A conversa foi marcada durante as tratativas de Baiano e Bumlai para conseguirem um contrato de construção de navios-sonda com a Sete Brasil. Na época, Baiano atuava em nome da OSX, estaleiro de Eike Batista. O negócio, contudo, não prosperou. Em meio às negociações, Baiano pediu a Bumlai que tomasse "uma providência mais incisiva" para viabilizar o contrato, recorrendo a "um peso maior". Foi assim que o pecuarista procurou Lula e acertou a reunião entre ele e Ferraz. Lula foi "muito amável", segundo teria dito Ferraz a Baiano. O ex-presidente assumiu o compromisso de "ajudar a dar mais velocidade nos assuntos da Sete Brasil, para viabilizar uma consolidação mais rápida da indústria naval brasileira", de acordo com o termo de delação. Cerca de um mês depois, o ex-presidente teria participado ainda de outra reunião, no sindicato da indústria naval, segundo contou Ferraz a Baiano. O delator afirma que não esteve em nenhum dos encontros. Poucos meses depois, ocorreu o pagamento de R$ 2 milhões a Bumlai, que disse que precisava do dinheiro para pagar uma nora de Lula. A transação foi feita por transferência bancária, em favor da empresa São Fernando, de propriedade do pecuarista. A OSX, de acordo com Baiano, não tomou conhecimento do pagamento, feito por meio de uma subcontratada que o devia uma comissão. O delator ainda afirma que "não participou e nem sabe de irregularidades envolvendo empresas do grupo de Eike Batista". O Instituto Lula afirmou, em ocasiões anteriores, que o petista nunca autorizou Bumlai a pedir dinheiro em nome dele e negou que alguma nora tenha recebido favor de Baiano. Em nota, reiterou que Lula "nunca atuou como intermediário de empresas em contratos, antes, durante ou depois do seu governo". A defesa de José Carlos Bumlai tem dito que as acusações são um "disparate" e que o empresário "jamais deu um centavo" ao ex-presidente Lula ou a parentes dele. Segundo o advogado Arnaldo Malheiros Filho, os negócios privados de Bumlai "não se revestem da ilegalidade com que se procura incriminá-lo".

Eletrobras pretende arrecadar até R$ 5 bilhões com venda de distribuidora



A Eletrobras pretende arrecadar até R$ 5 bilhões com a venda de sua participação majoritária na Celg D, distribuidora de energia de Goiás, que pode ser privatizada ainda este ano, disse uma fonte próxima das negociações. A estatal de energia corre contra o tempo para viabilizar a venda até dezembro. Isso após obter somente na semana passada sinal verde para ir adiante com o negócio com a aprovação, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), da renovação dos contratos de concessão de 39 distribuidoras de energia elétrica, entre elas a Celg, por um período de 30 anos. A Eletrobras detém 51 % da Celg D, enquanto o governo de Goiás é dono da participação restante. O comprador, portanto, poderia ter que desembolsar algo próximo a até R$ 10 bilhões, considerando a parcela detida por Goiás. "Acho que esse negócio vai ficar entre R$ 3 e 5 bilhões. A Eletrobras chegou a esse valor levando em conta o valor presente líquido do fluxo de caixa futuro. Você imagina quanto vai arrecadar, quanto vai gastar e quanto vai sobrar. Isso trazido a valores presentes dá esse valor", afirmou a fonte. A fonte disse que o cálculo também leva em conta a conjuntura ruim da economia brasileira e até a oferta de crédito mais cara, variáveis que podem influenciar no apetite das empresas pelo ativo. Além disso, o comprador ainda teria que assumir uma dívida da Celg estimada em R$ 2 bilhões. Segundo especialistas do mercado de energia elétrica, a distribuidora de Goiás é o "filé mignon" das distribuidoras federalizadas sob controle da Eletrobras, que planeja vender as empresas de distribuição aos poucos para reduzir a presença nesse segmento. "Há muitos interessados na Celg. Das federalizadas, a Celg é a jóia da rainha", disse o professor Nivalde de Castro, do Gesel (Grupo de Estudos do Setor Elétrico), da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O interesse na Celg se deve, entre outros fatores, ao fato de a distribuidora estar situada em uma região relativamente rica do País, próxima da capital federal, atendida por outra distribuidora. A Celg D é responsável pelo atendimento de 237 municípios de Goiás, correspondente a mais de 98,7 % do território goiano. O Estado tem mais de 6 milhões de habitantes. Além disso, a empresa tem menos "esqueletos" que as demais distribuidoras federalizadas, situadas nas regiões Norte e Nordeste, que registram menor eficiência. "Os chineses querem entrar na distribuição e transmissão e, se eles entrarem, dificilmente outro grupo conseguirá concorrer com eles. Faturam bilhões de dólares, têm grandes grupos para apoiar e querem grandes projetos. E a Celg se enquadra nesse perfil", explicou Castro. Recentemente, a State Grid assumiu interesse na distribuidora e disse que irá analisar o ativo quando este for colocado no mercado pela Eletrobras.

Após protesto, Cunha é homenageado pelo PMDB a portas fechadas


Um dos principais alvos da investigação da Operação Lava Jato, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi alvo nesta quarta-feira (21) de protesto no Salão Verde da Casa e teve sua saída do cargo pedida a gritos por deputados e manifestantes contrários a ele. No momento em que dava uma entrevista coletiva, o peemedebista foi interrompido por gritos de "Fora Cunha" e por perguntas sobre seu envolvimento no escândalo de corrupção da Petrobras. Puxaram a manifestação, entre outros, deputados e militantes do PSOL, além da deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ), filha do ex-governador Anthony Garotinho e adversária política de Cunha. Ela acompanhou a entrevista por um tempo e a interrompeu por duas vezes perguntando quando Cunha irá renunciar, além de afirmar que ele esconde um patrimônio milionário no exterior. O presidente da Câmara ficou calado, deixando transparecer certo constrangimento. A entrevista foi encerrada momentos depois debaixo de gritos e vaias contra ele. Manifestantes repetiram o bordão "o povo merce respeito", usado por Cunha em seu programa evangélico de rádio. Momentos antes da entrevista de Cunha no Salão Verde –o principal da Câmara dos Deputados, porta de entrada do plenário–, o PSOL havia liderado um protesto pela saída de Cunha. Diante da notícia de que o presidente da Casa seria homenageado naquele instante pela bancada do PMDB, que iria inaugurar a sua foto na galeria dos ex-líderes da bancada, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) exibiu um cartaz com pessoas que, segundo o partido, mereciam uma verdadeira homenagem. Após ter a entrevista encerrada, Cunha seguiu direto para a Liderança do PMDB, onde foi homenageado por parte da bancada do partido a portas fechadas. Do lado de fora foi possível escutar um breve discurso e palmas. A solenidade teve o objetivo de inaugurar a foto de Cunha na galeria dos ex-líderes da bancada do PMDB. "Essa é uma Casa democrática, todos têm o direito de se manifestar", se limitou a dizer Cunha na saída da homenagem recebida no gabinete da liderança do PMDB.

Ferrari inicia operações na Bolsa de Nova York com alta de 15%



A marca italiana de automóveis esportivos Ferrari, filial da FCA (Fiat Chrysler Automobiles), iniciou sua primeira sessão na NYSE (Bolsa de Valores de Nova York) com valorização de 15%, na manhã desta quarta-feira (21). A cotação da marca de luxo abriu a US$ 60 por ação depois de ter seu preço inicial fixado em US$ 52, no dia anterior. A companhia valorizava quase US$ 10 bilhões, sem incluir a dívida, nesse momento. Nos primeiros 30 minutos de operações, mais de 12 milhões de ações foram negociadas e a companhia atingiu a máxima de quase US$ 61 por ação. O título conteve sua alta em 6,57%, e era negociado a US$ 55,42 no meio da manhã. No prédio da Bolsa, em Manhattan, os operadores vestiam jaquetas e bonés com a famosa logomarca da Ferrari. O presidente da Fiat Chrysler, Sergio Marchionne, deu início à sessão. No dia 12, o grupo FCA anunciou a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Ferrari que ao término rendeu US$ 9,8 bilhões à companhia. Detentora de 90% da marca, o grupo FCA vendeu pouco mais de 17 milhões de ações ordinárias da empresa na Bolsa de Nova York. Esse número equivale a 9% do total, e 1% (1,717,150 ações) será oferecido para os subscritores do IPO. Os 80% restantes serão separados do resto da FCA e distribuídos aos acionistas da controladora - entre os quais a família Agnelli Elkann, que atualmente tem 30% das ações.

Ministra Carmen Lucia decidirá sobre investigação de ministro do TCU



Vice-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), a ministra Cármen Lúcia vai decidir sobre a investigação do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes e do deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) na Operação Zelotes. A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de fraudes no Carf, conselho vinculado ao Ministério da Fazenda que julga recursos de empresas multadas pela Receita Federal. A ministra deve enviar o relatório que recebeu da Justiça Federal de Brasília para a Procuradoria Geral da República se manifestar, que pedirá ou não a abertura de um inquérito para investigar os dois. A Justiça de Brasília decidiu enviar ao STF a petição do Ministério Público Federal que aponta indícios de que o ministro do TCU recebeu recursos de uma das principais empresas investigadas na Operação Zelotes. O relatório também cita Afonso Motta, que foi vice-presidente jurídico e institucional da RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul. A RBS, que no Carf discutia uma multa aplicada pela Receita, contratou por R$ 11,9 milhões a firma SGR Consultoria, pertencente a um ex-conselheiro do Carf, José Ricardo da Silva, que por sua vez pagou, entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, R$ 2,55 milhões à firma Planalto, pertencente ao sobrinho de Nardes, Carlos Juliano, e que também teve como sócio, até 2005, o próprio ministro do TCU. Segundo o Ministério Público, há indícios de que, do total recebido pela Planalto, R$ 1,6 milhão foi destinado a uma pessoa identificada em e-mails como "Tio", que, para o Ministério Público, trata-se de Augusto Nardes. Nardes ainda estava na sociedade quando a Planalto fechou, em 2005, o contrato com a SGR, tendo por objeto o recurso da RBS no Carf. Nardes deixou a Planalto em maio do mesmo ano para tomar posse no TCU. A decisão de envio ao STF foi assinada pela juíza substituta da 10ª Vara Federal de Brasília, Célia Regina Ody Bernardes. Ela foi tomada dias depois de o primeiro pedido feito pelo Ministério Público ter sido rechaçado pelo juiz federal que então respondia pela 10ª Vara, Ricardo Augusto Soares Leite. Em vez de encaminhar os autos ao STF, o juiz decidiu devolver os documentos ao Ministério Público por considerar os indícios insuficientes. Na semana passada, os procuradores protocolaram na 10ª Vara um recurso em sentido estrito para conseguir a reforma da decisão de Ricardo Leite. Ao analisar o recurso, a juíza Célia Regina decidiu que o caso não poderia continuar tramitando em primeira instância, sob pena de usurpação da competência do STF. Tanto Nardes quanto Afonso Motta têm direito ao foro privilegiado, pelo qual só podem ser processados e julgados no STF, daí o envio dos autos ao tribunal. 

Lula foi recebido com vaias no Piauí



Recebido no Piauí em meio a um bate-boca entre militantes do PT e o movimento Vem pra Rua, diante da Assembleia Legislativa, em Teresina, o ex-presidente Lula disse, nesta quarta-feira (21), que o país vive um "momento de ódio" e que dorme com a "consciência tranquila". Lula viajou ao Piauí para receber os títulos de cidadão piauiense e teresinense concedidos por petistas do Estado. No discurso, o ex-presidente lembrou de sua trajetória política, mas não fez menção à delação de Fernando Baiano na qual o lobista diz que Lula tratou com o amigo José Carlos Bumlai contratos suspeitos da Petrobras. "Eu sei o que fizemos pelo Brasil. Não faço política atrás de agradecimento. Político é assim, não espere agradecimento. O melhor agradecimento é deitar com sua consciência tranquila todo dia e é o que eu faço. Fiz o que era justo para meu País", discursou. Lula se autointitulou um "superbrasileiro" por ganhar tantos títulos e disse que o País vive um momento de exaltação do ódio contra o governo da presidente Dilma Rousseff. "Esse país está vivendo um momento de ódio, esse país está vivendo um momento em que as pessoas nem precisam ser julgadas. As manchetes dos jornais condenam antes de as pessoas saberem que têm um processo contra elas. Muita gente fica nervosa e precisa ter calma", disse. Lula afirmou também que as pessoas têm de saber qual é a "culpa" do governo e do PT na crise. Ele disse que países como Espanha, Itália e França também tiveram suas crises. "O Brasil não era uma ilha no meio do deserto. Nós também estamos sofrendo, e a presidente [Dilma Rousseff] tomou atitude para tentar melhorar. Isso a gente faz na casa da gente. Se gastou um pouco demais, perdeu a conta, você tem que brecar... Ou a gente faz isso ou quebra de vez". Manifestantes contrários ao governo Dilma e à homenagem a Lula se envolveram em um bate-boca com militantes em frente à Assembleia. Havia cerca de cem pessoas no local. A polícia foi acionada e ninguém saiu ferido. Nesta tarde, em visita a uma escola pública de Teresina, Lula disse que não acredita na possibilidade de impeachment da presidente Dilma. À noite, ele terá uma reunião sobre mobilização para educação. Lula irá pernoitar na capital piauiense e, na manhã desta quinta-feira (22), participará de uma teleconferência transmitida via satélite para 15 mil alunos em 177 municípios do Piauí. 

Senado aprova MP que dispensa licitações para a realização de obras



O Senado aprovou nesta quarta-feira (21) a medida provisória 678 que amplia o escopo de abrangência do RDC (Regime Diferenciado de Contratação) que, na prática dispensa licitações, para a realização de obras na área de segurança pública, como a construção ou reforma de presídios. As regras valem tanto para a administração pública federal quanto a estadual e municipal. O texto segue para sanção da presidente Dilma Rousseff. A votação da proposta, no entanto, foi marcada pela discussão sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal, que proibiu a inclusão de emendas estranhas ao conteúdo original de uma MP, chamadas no jargão legislativo de "jabutis". Os senadores divergiram sobre a vigência da nova regra, já que o Supremo ainda não publicou o acórdão da decisão e não definiu a partir de quando passaria a valer a determinação. O plenário, no entanto, decidiu por manter o texto aprovado pela Câmara que incluiu outros temas, como a ampliação do prazo para que os municípios acabem com os lixões e os substituam por aterros sanitários. O governo defendia que os temas estranhos fossem retirados da medida. Agora, a presidente Dilma deverá vetar trechos do texto. A legislação em vigor já permite a dispensa de licitação e a contratação pelo regime, entre outras, para obras dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2016, das ações do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e das obras e serviços de engenharia do SUS (Sistema Único de Saúde). Autoriza, por exemplo, a aplicação de RDC para obras e serviços de engenharia no âmbito dos sistemas públicos de ensino e de pesquisa, ciência e tecnologia, bem como para contratos de locação de bens móveis e imóveis. O regime, aprovado pelo Congresso em 2011, permite a contratação por inteiro de uma obra - projetos básico e executivo, além da construção - o que encurta os prazos. A princípio, o modelo foi criado com o intuito de acelerar obras ligadas à Copa e às Olimpíadas, mas acabou estendido para outras esferas, inclusive o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O texto inicial enviado pelo governo, permitia o uso do RDC apenas para as obras na área de segurança mas durante a tramitação na comissão mista, os parlamentares incluíram outras possibilidades para a adoção do regime diferenciado, além de incluir alterações como a renegociação de dívidas oriundas de operações de crédito rural e agroindustrial contratadas por produtores rurais e cooperativas. Também será permitido adotar o modelo de contratação para obras em áreas de mobilidade urbana e infraestrutura logística, além de serviços de engenharia nos sistemas públicos de ensino. O entendimento do Senado foi de que a decisão do STF valerá para novas medidas provisórias e não deve invalidar as regras já aprovadas dentro das matérias já aprovadas pelo Legislativo.

Senado aprova repúdio a Venezuela após veto do país a Nelson Jobim


O Senado aprovou nesta quarta-feira (21) uma moção de repúdio ao governo da Venezuela e de solidariedade ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Defesa Nelson Jobim. A Venezuela vetou o nome de Jobim para acompanhar e observar as eleições parlamentares do país vizinho, marcadas para dezembro. Ele foi indicado pelo Brasil para chefiar a missão de observadores da Unasul (União das Nações Sul-Americanas). Por causa da decisão, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desistiu de participar de uma missão de observação conduzida pelo órgão. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também repudiou a decisão do país vizinho e elogiou o presidente do TSE, José Dias Toffoli, sobre a questão. 


A moção de repúdio foi apresentada pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Ela foi subscrita por 30 senadores. "Quero aproveitar a oportunidade para, em nome dos senadores, apresentar os nossos cumprimentos ao ex-ministro Nelson Jobim, a nossa solidariedade e repudiar, do ponto de vista do Senado Federal, esses obstáculos que a Venezuela coloca, com relação ao acompanhamento de um dos grandes brasileiros, meramente no acompanhamento de eleições na Venezuela. Quero também aproveitar para cumprimentar o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, pela iniciativa com a qual o Senado Federal concorda totalmente", disse no plenário da Casa. Aloysio, por sua vez, afirmou que o veto a Jobim representa mais um passo na escalada autoritária promovida pelo Executivo daquele país, além de ser "um insulto a uma das grandes figuras da política brasileira". Outros senadores também criticaram a decisão do país vizinho. A senadora Ana Amélia (PP-RS) afirmou que já apresentou na Comissão de Relações Exteriores um requerimento para convidar a Unasul a explicar as sucessivas interferências na democracia brasileira. A senadora alega que elas são contrárias aos códigos internacionais de conduta celebrados na ONU (Organização das Nações Unidas). "A Unasul tomou partido, recentemente, sobre qual deve ser o rumo político da democracia brasileira na atual crise. É a mesma instituição que vetou, de modo autoritário e arbitrário, a participação do ex-ministro da Justiça e da Defesa Nelson Jobim para chefiar os observadores das eleições", disse.

Odebrecht pedia desconto na propina, diz Youssef em novo depoimento



Em depoimento à Justiça Federal, o doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Operação Lava Jato, disse nesta quarta-feira (21) que os executivos da Odebrecht responsáveis pelo pagamento de propina tinham o hábito de "pedir desconto". "Sempre tinha uma encrenquinha com a Odebrecht. Pediam desconto, diziam que a obra tinha sido ganha no aperto, que não tinham condições de pagar", afirmou Youssef, em depoimento ao juiz Sergio Moro. Ele foi interrogado como réu na ação penal que julga os executivos da empreiteira, uma das maiores do País. O doleiro, porém, reafirmou que a empresa participava do esquema de corrupção na Petrobras. Segundo ele, o executivo Marcio Faria da Silva, preso na Lava Jato, era o responsável pelos pagamentos de propina. "Presenciei várias vezes reclamações do seu José (Janene, ex-deputado federal pelo PP, morto em 2010) referentes ao Marcio Faria", disse Youssef. Ele disse, por exemplo, que a propina relativa a um contrato da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, vencido por um consórcio integrado pela Odebrecht, diminuiu para menos da metade por causa dos pedidos de Faria. "O valor do comissionamento era para ser de R$ 45 milhões, e no final acabou sendo R$ 20 milhões", afirmou. Em relação ao presidente do grupo, Marcelo Bahia Odebrecht – também preso preventivamente na Lava Jato –, o doleiro afirmou que não conheceu o empresário e que jamais soube de algo que apontasse sua ingerência no pagamento de propinas. "Em nenhum momento foi mencionado que alguém tinha que pedir autorização a ele para que pudesse fazer pagamentos ou acordos", afirmou Youssef. Segundo ele, Marcio Faria tratava do assunto com "autonomia total". A empreiteira, de acordo com o doleiro, fazia os pagamentos em contas no exterior ou em dinheiro em espécie, entregue no seu escritório em São Paulo. Youssef apontou à Justiça uma conta específica, da offshore RFY Import & Export, como a mais utilizada pela Odebrecht para operacionalizar os pagamentos de propina no Exterior. A conta pertencia a Leonardo Meirelles, antigo sócio do doleiro. A Odebrecht nega taxativamente as acusações. Sua defesa já afirmou que seus executivos vêm sendo prejulgados, e que as provas colhidas pelo Ministério Público não demonstram o vínculo entre os diretores e as contas que teriam sido usadas para o pagamento de propina. A respeito do depoimento de Youssef, as defesas dos executivos afirmaram, em nota, que "se pronunciarão na Justiça".

DEM admite que debate sobre impeachment fica para 2016


Reunida nesta quarta-feira (21), a cúpula do DEM reconheceu a hipótese de o debate sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff ficar para o ano que vem. Durante almoço em Brasília, os integrantes do partido também avaliaram que eventual votação do afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deverá ocorrer apenas em 2016. No almoço, membros do partido admitiram o enfraquecimento do movimento pelo impeachment de Dilma. E decidiram que não se manifestarão mais sobre a situação de Cunha. A oposição insiste na tese de que é preciso poupar Cunha até que se construa uma alternativa para sua sucessão, evitando que o comando da Câmara volte para o governo.

Câmara aprova projeto que permite a universidades públicas cobrar em pós


O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (21) projeto de emenda à Constituição que permite às universidades públicas cobrar por parte das modalidades de pós-graduação. O texto foi aprovado em primeiro turno por 318 votos contra 129. Falta ainda a votação de emendas e nova análise em segundo turno. Após isso, o projeto segue para o Senado. Pelo texto, a Constituição mantém a determinação de gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais, "salvo, na educação superior, para os cursos de extensão, de pós-graduação lato sensu e de mestrado profissional, exceções para as quais se faculta sua oferta não gratuita, respeitada a autonomia universitária". O projeto foi criticado por partidos de esquerda, sob o argumento de que se quebra a gratuidade do ensino público. Os defensores da proposta argumentam que a medida fortalece o caixa e a autonomia das universidades públicas.

Justiça condena empresário petista gaúcho por desvios de R$ 207 milhões em tributos


A Justiça Federal em Novo Hamburgo (RS) condenou o empresário petista gaúcho Renato Conill a seis anos e seis meses de prisão – com direito a recorrer em liberdade – por fraudes contra a Receita. Presidente do grupo SüdMetal, Conill integrou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República entre agosto de 2009 e junho de 2014 (governos Lula e Dilma). O Conselho assessora a Presidência da República na formulação de políticas e diretrizes específicas, além de assessorar a apreciação de propostas de políticas públicas, de reformas estruturais e de desenvolvimento econômico e social. O que será que ele aconselho por lá? A sentença acata denúncia do Ministério Público Federal. Conill foi condenado por crime de fraude à execução por 6 vezes, de falsidade ideológica por 25 vezes e uso de documento falso por 23 vezes. A denúncia da Procuradoria pode ser consultada na Justiça Federal/RS por meio do protocolo nº 5016383-15.2012.4.04.7108. O grupo SüdMetal, do setor metal-mecânico, é composto de 6 fábricas nos municípios de São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Sapiranga, Estância Velha e Gravataí. A denúncia do Ministério Público Federal, de autoria do procurador federal Celso Antônio Tres, informa que o empresário, entre os anos de 2003 e 2012, desviou fraudulentamente a arrecadação de R$ 207 milhões em tributos do erário – e fraudou execuções -, utilizando-se, dentre outros artifícios, da inserção de sócios fictícios, créditos inexigíveis (obrigações Eletrobrás), transferência disfarçada de ativos, operação empresarial sob nome de outra sociedade apenas de fachada e simulação de transações entre a pessoa física, Renato Conill, e as pessoas jurídicas de sua titularidade (Hahn Ferrabraz S/A, Fundição Becker Ltda. e SüdMetal Indústria Metalúrgica S/A, as quais compõem o Grupo SüdMetal). A Procuradoria sustenta que as empresas de Conill "são grandes devedoras de tributos federais". Na sentença, a juíza federal Maria Angélica Benites, da 5ª Vara Federal de Novo Hamburgo, diz que a veracidade da denúncia do Ministério Público Federal é confirmada. “Sob o comando do acusado as empresas Hahn Ferrabraz S/A, Fundição Becker Ltda. e SüdMetal Indústria Metalúrgica S/A deixaram, a partir dos anos de 2006 e 2007, de recolher tributos federais, em uma vertiginosa evasão tributária". O processo judicial concluiu que ‘a complexa engenharia societária, marcada pela inserção, nos contratos e estatutos sociais das empresas controladas pelo réu, de laranjas como sócios-administradores, decorreu de escolha deliberada do mesmo (Renato Conill) para mascarar uma situação de fato com o fim de suprimir o pagamento de tributos em prejuízo da União e da sociedade como um todo". O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) informa que Renato Conill integrou o corpo de conselheiros do CDES de 25 de agosto de 2009 até 15 de junho de 2014. Portanto, está com o mandato expirado.

Cientistas descobrem "beijo" de estrelas que pode ter final dramático



Uma equipe internacional de cientistas descobriu um novo sistema estelar duplo em que suas duas estrelas estão tão próximas uma da outra que se tocam e compartilham material. Ambas podem ter um "final dramático", segundo os pesquisadores. De acordo com a equipe, as estrelas poderiam se fundir para criar uma só estrela supergigante ou acabar formando um buraco negro binário. Estas são algumas das principais conclusões de um estudo publicado na revista Astrophysical Journal. A descoberta deste sistema binário no qual suas duas estrelas compartilham matéria foi possível graças ao telescópio chileno VLT (Very Large Telescope), do Observatório Europeu do Sul (ESO). O sistema estelar se denomina VFTS 352 e está situado a cerca de 160.000 anos-luz de distância na Nebulosa da Tarântula. Segundo uma nota do ESO, este par de jovens estrelas se encontra entre os objetos mais extremos e estranhos já encontrados. Este sistema é formado por duas estrelas muito quentes, brilhantes e de grande massa - orbitam entre si em pouco mais de um dia - e seus centros estão separados por apenas 12 milhões de quilômetros. 


De fato, segundo o ESO, as estrelas estão tão próximas que suas superfícies se sobrepõem e se formou "uma ponte" entre elas. VFTS 352 não é só a mais massiva conhecida nesta pequena classe de binárias de contato - tem uma massa combinada de cerca de 57 vezes a do Sol - mas também contém os componentes mais quentes, com temperaturas superficiais que superam os 40 mil graus. Miriam García, uma das autoras do estudo, explicou que todas as estrelas massivas são especiais: "há sistemas em que as estrelas estão em contato e sistemas, ainda mais exóticos, nos quais, além disso, as estrelas compartilham material". "VFTS 352 é um sistema no qual duas estrelas massivas se tocam e compartilham material. Só conhecemos quatro em todo o Universo e, com a diferença de que o sistema VFTS 352 é o que tem as estrelas de maior massa", disse. Ambas têm tamanho quase idêntico e se estima que compartilham cerca de 30% de seu material. "VFTS 352 é o melhor dos casos encontrados até agora de estrela dupla massiva e quente que apresenta este tipo de mistura interna", disse o autor principal deste trabalho, Leonardo A. Almeida, da Universidade de São Paulo: "Como tal, é uma descoberta fascinante e importante", segundo a nota do ESO. Os astrônomos preveem que o VFTS 352 terá um destino catastrófico que pode acabar de duas maneiras: o primeiro possível resultado é a fusão das duas estrelas, que provavelmente produziria uma única estrela supergigante de rotação rápida e, possivelmente, magnética. "Se continua girando rapidamente pode terminar sua vida como uma das explosões mais energéticas do Universo, conhecida como um estalido de raios gama de longa duração", relatou Hugues Sana, da Universidade de Lovaina (Bélgica). A segunda possibilidade é que as componentes acabem suas vidas como explosões de supernova, formando um sistema binário próximo de buracos negros(um novo caminho evolutivo completamente diferente das predições da evolução estelar clássica).

Secretário da Fazenda defende adiamento de leilão de rodovia


O ministério da Fazenda defende o adiamento para 2016 do leilão do trecho de rodovia 476/153/282/480, entre Lapa (PR) e a divisa de SC/RS, previsto para dezembro. O trecho de 493 km é conhecida como Rodovia do Frango. "Estamos defendendo que atrase porque não é o melhor momento", disse o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Paulo Corrêa. Ele explicou que ainda há muita instabilidade cambial e que muitos investidores podem não querer participar de um leilão agora esperando que o câmbio fique ainda mais atrativo. "Como é no final do ano, achamos que poderia ser uma boa idéia adiar", completou. O secretário reforçou que o cronograma está em dia e que será possível lançar o leilão no prazo previsto, se o governo assim decidir. A previsão do governo é lançar o edital em novembro e fazer o leilão em dezembro. A rodovia será a primeira a ser leiloada de um novo bloco de concessões previsto do Programa de Investimento em Logística, que tem ainda outros três trechos - BR-163/230/MT/PA, BR-364/060/MT/GO e BR-364/GO/MG, além de aeroportos e ferrovias. 

Polícia Federal investiga empresa de pecuarista ligado a Lula

A Polícia Federal investiga se o empresário e pecuarista José Carlos Bumlai usou notas frias para receber propina de negócios vinculados à Petrobras. Bumlai é amigo do ex-presidente Lula e tinha livre acesso ao gabinete do ex-presidente no Palácio do Planalto. O lobista Fernando Soares, o Baiano, afirmou que foi depositado cerca de R$ 2 milhões na conta da empresa São Fernando, de aluguel de equipamentos, indicada por Bumlai para receber a suposta propina. A São Fernando, segundo ele, estaria em nome do empresário ou do filho dele. O depósito, segundo Baiano, foi feito por uma terceira empresa, que lhe devia dinheiro. Para justificar o pagamento, teria sido feito um contrato de locação de equipamentos com a emissão de nota fiscal fictícia.


O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, enviou para o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, trechos da delação premiada em que o lobista acusa o empresário José Carlos Bumlai de pedir propina de R$ 2 milhões em nome de uma das noras do ex-presidente Lula. De acordo com Baiano, o dinheiro foi pedido por Bumlai como antecipação do pagamento de propina da empresa OSX para uma das noras do ex-presidente. Inicialmente, o empresário teria lhe pedido R$ 3 milhões, mas o lobista disse que comprometeu-se em ajudar com R$ 2 milhões. Segundo Baiano, ele não pediu qualquer valor à OSX, pois não havia sido fechado nenhum negócio com a Sete Brasil. Ao pedir o dinheiro a Baiano, Bumlai afirmou que estaria sendo "pressionado" a resolver o problema da nora do ex-presidente Lula. O lobista afirmou que o pagamento teria sido feito por transferência bancária por uma das empresas contratadas para fazer o estaleiro da OSX ou da LLX, duas companhias de propriedade do empresário Eike Batista. A transferência teria ficado pouco abaixo de R$ 2 milhões. Baiano afirmou que procurou Bumlai para que ajudasse a intermediar negócios entre a OSX e a Sete Brasil porque sabia da proximidade dele com o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que havia indicado o então presidente da Sete Brasil, José Carlos Ferraz. Depois de dois encontros no escritório do empresário em São Paulo, Bumlai prometeu ajudar, e Baiano procurou a OSX e mencionou que seria cobrado 5% do valor de cada navio-sonda para intermediar o negócio. Na OSX, ele teria conversado com Luís Carneiro, então presidente da empresa. Hoje, Carneiro preside a Sete Brasil. Segundo Baiano, o percentual não ficou definido, mas era certo que a "comissão" seria divida entre Baiano e Bumlai. Segundo o lobista, a primeira reunião entre Carneiro e Ferraz, da Sete Brasil, teria ocorrido no primeiro semestre de 2011, depois de um sinal verde de Bumlai. Todo o desenrolar da negociação, disse Baiano, era repassado a Bumlai. Como o fechamento de um acordo demorou, Baiano teria dito a Bumlai que precisava de "um peso maior" para que fosse efetivado. Bumlai se encarregou, então, de agendar uma reunião de Ferraz com o ex-presidente Lula. Antes Ferraz e Bumlai se encontraram no restaurante Tatini, em São Paulo, onde o empresário orientou o presidente da Sete Brasil sobre "o que falar com Lula". Depois, Ferraz e Bumlai foram para o Instituto Lula. Baiano, que permaneceu em São Paulo para saber sobre o resultado do encontro, disse que Ferraz lhe contou que a reunião havia sido "muito boa". Segundo ele, Ferraz teria pedido apoio do ex-presidente para dar mais velocidade aos assuntos da Sete Brasil, "para viabilizar uma consolidação mais rápida da indústria naval brasileira". Ferraz contou que ficou marcado um segundo encontro no Instituto Lula, com a participação do ex-presidente e representantes do setor naval. Baiano disse que não participou de nenhum dos encontros com Lula e continuou acompanhando as negociações entre a OSX e a Sete Brasil. Foi então, segundo ele, que Bumlai lhe pediu o adiantamento do dinheiro para resolver o problema da nora do ex-presidente. Baiano disse ter perguntado detalhes, e Bumlai afirmou que o dinheiro pagaria uma dívida ou uma parcela de um imóvel. Inicialmente, Baiano disse que não poderia ajudar. Mas voltou a ser cobrado e se comprometeu a ajudar com os R$ 2 milhões. Embora o negócio entre a Sete Brasil e a OSX não tenha saído, segundo o lobista, Bumlai não lhe devolveu o valor que recebeu adiantado. 

Bumlai vendeu a fazenda a banqueiro amigo de Lula

O banqueiro André Esteves, do BTG-Pactual, outra vez aparece ligado a gente enrolada em escândalos do PT. José Carlos Bumlai, amigão de Lula, vendeu a Esteves sua fazenda de 150 mil hectares, no Pantanal. O local foi cenário de programas eleitorais de Lula, em 2002, e do início da amizade do ex-presidente com Bumlai. O lobista Fernando Baiano contou que Bumlai lhe tomou R$ 2 milhões para dar à nora de Lula. Bumlai é uma das novidades mais bombásticas da Operação Lava Jato. Sua ligação a Lula coloca o ex-presidente na “cena do crime”. Lulistas mais “religiosos” sempre desconversam quando perguntam a eles quem, afinal, apresentou Bumlai ao banqueiro André Esteves. André Esteves, que se aventurou em negócios africanos nas águas do petismo, quem diria, acabou no ramo agropecuário no Pantanal. Subrelatoria da CPI da Petrobras investigou negócios da Petrobras na África que geraram lucros a André Esteves de fazer inveja em Lulinha.

CEEE terá enorme prejuízo por não concluir parque eólico

As obras de implantação do chamado Complexo Eólico Povo Novo, da CEEE estão atrasadas, o que obrigará a estatal a comprar energia no mercado livre para cumprir o que contratou no leilão do qual participou e que a obriga a entregar 55 MW a partir de janeiro. Ela terá grosso prejuízo em função dos atrasos. Este é o primeiro empreendimento da CEEE em geração de energia em pelo menos duas décadas. Povo Novo terá 25 aerogeradores, produzirá 55 MW, contratará 600 empregados e custará R$ 265 milhões. Ele fica na Fazenda Vera Cruz, Rio Grande. Há grande revolta na CEEE entre seus marajá em função da contratação de diretores que não são do quadro para tocar o Complexo Eólico Povo Novo. Os salários eram de R$ 3 mil mensais, mas por proposta do atual presidente, Paulo de Tarso, o valor pulou para R$ 13 mil. Um dos novos diretores nomeados é o ex-deputado Paulo Borges, que não se reelegeu e trocou o DEM pelo PSDB para garantir uma boquinha. Enquanto isso o governador José Ivo Sartori prossegue perdendo tempo na venda desse mamute chamado CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica) que continua, como sempre, sendo deglutido pelos marajás da sua corporação. A CEEE chega a pagar monumentais salários de 82 mil reais mensais para dezenas desses marajás. Enquanto isso, os gaúchos permanecem semana inteira sem energia elétrica após um temporal..