domingo, 1 de novembro de 2015

Avião que caiu no Egito se partiu no ar, diz Comitê de Aviação russo

O Airbus A-321 que levava 224 pessoas a bordo e caiu no sábado na Península do Sinai, no Egito, se partiu no ar, informou neste domingo, 1, o Comitê de Aviação Interestatal da Rússia (CAI). "A destruição aconteceu no ar, e os fragmentos ficaram espalhados por uma superfície de cerca de 20 quilômetros quadrados", disse Victor Sorochenko, diretor-executivo do CAI, à imprensa russa após visitar o local do acidente. Ele afirmou, no entanto, que "ainda é cedo para tirar conclusões" sobre as causas do acidente aéreo. 


Segundo testemunhas, o avião da companhia aérea russa Kogalimavia, sob o nome comercial de MetroJet, um Airbus A-321, já estava em chamas antes de cair em uma região montanhosa. O ex-diretor da empresa aérea, Sergei Mordvintsev, afirmou que os aviões desta classe da companhia nunca haviam sofrido problemas técnicos. "O A-321 é uma aeronave segura. Durante seu período de funcionamento, seus motores nunca apresentaram nenhum problema", disse ele à agência de notícias Interfax. Autoridades russas e egípcias descartaram um possível atentado terrorista como causa da queda. Técnicos dos dois países estão analisando as caixas-pretas do avião que, segundo o ministro de Transporte da Rússia, sofreram "danos técnicos menores".

Petroleiros intensificam greve e exigem fim de venda de ativos da Petrobras


Os sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) iniciaram às 15h deste domingo (1) greve por tempo indeterminado em protesto contra o corte de investimentos e a venda de ativos da Petrobras. O movimento teve início no horário de troca de turno das instalações de refino. Segundo coordenador da petista FUP, José Maria Rangel, a paralisação nas plataformas de produção começará às 19h, quando o turno é trocado. Rangel disse que a ideia é reduzir a produção de petróleo e combustíveis ao máximo possível, sem suspendê-la integralmente, evitando danos ao abastecimento. A categoria reclama que a Petrobras se recusa a discutir sua "Pauta pelo Brasil", que questiona o novo plano de negócios da estatal e a venda de ativos e propõe medidas para a empresa sair da crise. Em comunicado, a FUP diz que "as necessidades inadiáveis da população serão garantidas pelos petroleiros ao longo de toda a greve". A entidade reúne 14 sindicatos petistas de trabalhadores da Petrobras. Na quinta-feira (29), os sindicatos filiados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), começaram sua greve, mobilizando trabalhadores de seis Estados. No sábado (31), a Petrobras enviou comunicado a seus empregados alertando para os efeitos da greve sobre a delicada situação financeira da companhia. A empresa ressaltou, em nota, que "está disposta a discutir as cláusulas do acordo coletivo de trabalho", indicando que não vai negociar a "Pauta pelo Brasil". Na quarta-feira (28), a estatal aumentou sua proposta de reajuste salarial, que passou de 5,73% para 8,11%. "Em relação às mobilizações dos sindicatos em algumas unidades da companhia, a Petrobras destaca que não há prejuízos à produção ou ao abastecimento do mercado", concluiu a companhia.

O que o PT teme depois da busca e apreensão de documentos na empresa do filho de Lula


O que os petistas mais graúdos temem de verdade, de acordo com conversas reservadas entre eles, é uma determinada cena do próximo capítulo do caso Luis Cláudio Lula da Silva. A partir da busca e apreensão, a Polícia Federal passou a ter em mãos toda a contabilidade da empresa do filho de Lula. O temor generalizado é que se encontre algum repasse deJosé Carlos Bumlai na conta de Luis Cláudio. Neste caso, o problema ganharia outra dimensão. A propósito, quando a delação de Fernando Baiano tornar-se pública ficará explícito que o lobista repassou recursos a Bumlai por meio de terceiros.

EBC perto de mais uma greve


Os funcionários da EBC, empresa pública responsável pela TV Brasil, pela Radiobrás e outros veículos públicos, estão prestes a entrar em greve em protesto pela decisão de não haver reajustes em 2016 nem 2017.

Governo topa diminuir aumento das taxas de agências


Dilma topou o acordo proposto por Julio Lopes para que as taxas cobradas pelas agências reguladoras tenham um reajuste menor do que o que estava previsto no texto da medida provisória que trata do assunto no Congresso. Se o acordo se mantiver, as taxas cobradas pelas agências (um registro de alimento na Anvisa ou a taxa de fiscalização de um caminhão pela ANTT) serão reajustadas até apenas 50% do valor atual e não mais 200% — como aconteceria com a Anvisa, por exemplo.

Operadoras pedem a Anatel que puna WhatsApp e outros aplicativos de voz

O sindicato das empresas de telefonia fixa e móvel (Sinditelebrasil) resolveu arregaçar as mangas e partir para uma briga já longamente anunciada contra os aplicativos comoWhatsApp, Viber, Skype, Ringo, Tango e outros, que concorrem com as empresas tradicionais permitindo, por exemplo, chamadas telefônicas via internet substiuindo as operadoras. O Sinditelebrasil vai entrar nos próximos dias com uma medida de ação cautelar junto a Anatel para tentar que a agência puna esses serviços de voz paralelos.


Os termos da denúncia estão sendo finalizados e o documento deve ser entregue à Anatel dentro de uma semana. O objetivo é cessar a prática atual dos aplicativos e equalizar a competição, que as operadoras consideram desajustada. Em resumo, as operadoras querem acabar com os serviços gratuitos desses aplicativos. Em abril, o presidente da Anatel, João Rezende, havia se pronunciado contra o banimento do WhatsApp. Mas a decisão final não é dele, mas do conselho da Anatel.

Inquérito de Beto Richa chega à PGR


Chegou à Procuradoria-Geral da República o inquérito que investiga se a campanha de Beto Richa pelo governo do Paraná recebeu dinheiro desviado da Receita Estadual.

CPI da CBF tem em mãos os trajetos do helicóptero da entidade


A CPI da CBF já tem em mãos um levantamento que mandou fazer junto a Anac: o trajeto dos voos do helicóptero da CBF nos últimos anos. Por enquanto, o que o material prova é o que já se imaginava: o helicóptero também era usado para deslocamentos pessoais, com parentes e namoradas, dos dirigentes da entidade. Como, por exemplo, para Ourinhos, onde morava uma ex-namorada de Marco Polo Del Nero.

Grupo educacional vai à Justiça contra distribuição de vagas do FIES


O secretário de Educação Superior do MEC pode ser responsabilizado penal, civil e administrativamente caso a instituição não cumpra liminar concedida pelo desembargador Néviton Guedes em favor da Anima Educação. O grupo, mantenedor de instituições como a Universidade São Judas Tadeu e o Centro Universitário de Belo Horizonte, questiona na Justiça os critérios para distribuição de vagas do FIES entre diferentes entidades no segundo semestre deste ano. A defesa da Anima sustenta que o MEC descumpriu a própria portaria normativa que determina como critério da distribuição o conceito dos cursos. O mandado de segurança está sendo julgado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

PDT e Gabriel Chalita a caminho do altar


O PDT hoje tem mais chances de levar o passe de Gabriel Chalita do que outras legendas que o sondaram. Fernando Haddad está pessoalmente empenhado na saída de Chalita do PMDB, para que ele seja seu candidato a vice na disputa pela prefeitura de São Paulo.

Janot não quer dividir investigação da família Cunha

A Procuradoria-Geral da República não vai pedir a cisão do inquérito que investiga as contas da família Cunha no Exterior. De acordo com procuradores que atuam no caso, os fatos são tão imbricados que a separação dos investigados dificultaria a compreensão dos possíveis crimes. A notícia é um alento para Cláudia Cordeiro Cruz e Danielle Cunha, mulher e filha do presidente da Câmara, que, sendo investigadas junto com ele no Supremo, escapam de Sergio Moro. Danielle é jornalista, que trabalha em escritório próprio especializado em cuidar da imagem de políticos e de empresários. Já a atual mulher de Eduardo Cunha, Claudia Cordeiro Cruz, é uma ex-jornalista, que foi empregada da Rede Globo e chegou a apresentadora do Jornal Nacional e do programa Fantástico. Desde que encerrou sua carreira jornalística, Claudia Cordeiro Cruz se especializou no aperfeiçoamento no papel de "perua nouvelle riche", uma especialista em supérfluos que implicam no gasto de muito dinheiro. 

Dois anos depois, grupo de Eike Batista tem nova crise



Passados dois anos do pedido de recuperação judicial, a petrolífera OGPar (ex-OGX), que já foi o carro-chefe das empresas do grupo “X”, de Eike Batista, atravessa nova grande crise financeira. A empresa não paga o aluguel de plataformas há meses, e a produção de petróleo só faz cair, por falta de recursos para incrementar a atividade. A companhia sequer tem dinheiro para arcar com as garantias exigidas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para desativar o campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, outrora apontado como o mais promissor de seu portfólio, mas que, desde setembro, não produz uma gota de petróleo. Em meio à carência de recursos — a OGPar tinha US$ 13 milhões em caixa em 30 de junho, segundo dados do balanço financeiro — a companhia trava uma briga judicial com credores da FPSO OSX-3, plataforma que fica no campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, o único em produção, o que põe em risco seu plano de recuperação judicial. O pedido de proteção à Justiça foi feito em 30 de outubro de 2013. Pouco depois, a então OGX acertou com um grupo que detinha a maior parte da dívida de R$ 13 bilhões converter o débito em ações da empresa. Acertou-se que eles fariam uma injeção de US$ 215 milhões, chamado DIP, com uma emissão de debêntures (títulos da dívida) da ex-OGX, que poderiam ser convertidas em ações. Na prática, eles seriam os novos donos da companhia. Toda a engenharia financeira está prevista no plano de recuperação judicial. Para dar fôlego à empresa, foi acertado entre OGPar e sua empresa-irmã OSX que o valor do aluguel pela FPSO OSX-3 cairia de US$ 439 mil por dia para US$ 250 mil por dia. A OSX é dona das plataformas usadas pela petrolífera do grupo e, por isso, acabou arrastada para a recuperação judicial, em novembro de 2013, após várias encomendas canceladas. Sem ter para onde fugir, aceitou a redução das diárias. O problema foi a queda no preço do petróleo. Quando o plano de recuperação da OGPar foi aprovado, em junho de 2014, o barril girava em torno de US$ 100,00. Hoje, está na casa dos US$ 50,00. A OGPar passou a atrasar o pagamento do aluguel da plataforma de Tubarão Martelo, o que deixou os credores da plataforma enfurecidos. No cálculo do escritório Felsberg Advogados, que os defende, a dívida está em US$ 90 milhões e está sendo cobrada na Justiça. A batalha judicial se tornou uma pedra no sapato de Paulo Narcélio, presidente da OGPar. Um acordo com os credores da FPSO OSX-3 é precondição para que o grupo de credores que havia injetado dinheiro na empresa converta o crédito em ações. Em fevereiro, a OGPar tinha pedido a eles prazo até 15 de agosto para solucionar o impasse. Sem consenso, o prazo havia sido prorrogado até anteontem. A OGPar afirma estar próxima de um acordo. Narcélio descarta a hipótese de falência: "Todas as partes sabem seus limites, e a falência da empresa seria ruim para todos. O que acontece é que todos os credores querem tirar vantagem da fragilidade momentânea da companhia e obter o melhor resultado das negociações. Os credores não querem falir a empresa", disse, citando como entrave a posição do sócio da OGPar na Parnaíba Gás Natural, que, segundo ele, estaria criando dificuldades para não concluir a compra da fatia da OGPar na empresa de exploração de gás. A aposta é o bloco BS-4, na Bacia de Santos, no qual é sócia de Queiroz Galvão e Barra Energia. Nele, estão os campos Atlanta e Oliva, e o primeiro óleo é previsto para 2016. Na semana passada, a OGPar assinou contrato com a Shell para venda de sua parte da produção em Atlanta. "Não fosse a queda do preço do óleo, a situação estaria saneada. O setor está sujeito a flutuações de preço", diz Narcélio. Com prejuízo de R$ 320 milhões no primeiro semestre, a OGPar não tem dinheiro para arcar com as garantias exigidas pela ANP para desativar o campo de Tubarão Azul. A produção parou, mas há um custo para o abandono, incluindo medidas de segurança ambiental — o poço tem que ser selado e o equipamento, removido. Segundo fontes, são mais de US$ 60 milhões em garantias. De acordo com a empresa, a OSX, dona da plataforma ancorada no campo, arcaria com parte dos custos. Parte do montante só seria paga à agência quando a plataforma for vendida, afirmam fontes. A ANP diz que a questão “está em análise técnica e jurídica”: "Todos os credores querem tirar vantagem da fragilidade momentânea da companhia e obter o melhor resultado das negociações. Os credores não querem falir a empresa". A falta de recursos afetou diretamente a produção. Em seu balanço, a OGPar diz que “o menor volume de produção (no campo de Tubarão Martelo, no segundo trimestre) foi resultado da contínua ausência de investimentos no campo devido às condições econômicas e de viabilidade financeira”. Em setembro, Tubarão Martelo produziu 9 mil barris por dia. No início do ano, eram 14 mil barris diários. Em outubro de 2010, quando a OGX atingiu o pico de seu valor de mercado — R$ 75,22 bilhões — prometia produção de 730 mil barris diários em 2015. Da mesma forma que as promessas de Eike viraram vento, R$ 113 bilhões em valor de mercado das cinco principais empresas do grupo evaporaram. Juntas, a então OGX, OSX, MMX, LLX (atual Prumo) e MPX (Eneva) chegaram a valer R$ 117,3 bilhões, se considerado o pico de valor de cada uma, alcançado entre 2008 e 2012. Quase uma Petrobras a valores de hoje (R$ 113 bilhões). Hoje, elas valem R$ 5,2 bilhões. E apenas uma, a Prumo, que foi vendida à americana EIG em 2013, se safou da recuperação judicial. No primeiro semestre, teve perda de R$ 56,4 milhões. Seu principal projeto é o Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense, onde funciona o estaleiro da OSX. A Eneva, que passou ao controle da alemã E.ON em 2013, não conseguiu honrar créditos bancários e pediu proteção judicial em dezembro. OSX e MMX Sudeste, sob controle de Eike, estão em recuperação judicial. Para a OSX, uma das dificuldades é a venda das plataformas OSX-1 e OSX-2. Sua dívida soma R$ 3,5 bilhões, dos quais R$ 2,7 bilhões foram renegociados nos termos do plano de recuperação. A curto prazo, espera receber empréstimo adicional dos credores. O plano é atuar sob coordenação da Prumo Logística na prospecção de empresas dispostas a instalar no Porto do Açu empreendimentos ligados à indústria naval. A MMX foi a que mais avançou nas soluções. Eike vendeu o Porto Sudeste à holandesa Trafigura e ao fundo árabe Mubadala por US$ 400 milhões em 2013. Os ativos da empresa em Corumbá foram arrendados à Vetorial, restando minas em Minas Gerais, alguns terrenos e terminais de carga, reunidos na MMX Sudeste, que tem dívida sujeita à recuperação judicial de R$ 840 milhões. A Trafigura acertou a compra de duas das principais minas da MMX Sudeste por R$ 70 milhões. "O projeto de Eike foi um fracasso. Na ex-OGX, que era a vitrine do grupo, a única coisa que deu certo foram os campos de gás no Maranhão, que hoje pertencem à Parnaíba Gás Natural. De onde menos se esperava resultado, foi de onde mais vieram frutos", afirma Pedro Zalán, da ZAG Consultoria em Exploração de Petróleo. 

Oposição tentará convocação de Lula, Palocci e Pimentel à CPI do BNDES

 

Relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeira) que aponta movimentações financeiras “atípicas” do ex-presidente Lula, dos ex-ministros da Casa Civil Antonio Palocci e Erenice Guerra, e do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), levarão a oposição a pressionar pela convocação dos petistas na CPI do BNDES. Segundo reportagem da revista “Época” deste fim de semana, Lula, Erenice, Palocci e Pimentel teriam feito operações financeiras com movimentações de R$ 300 milhões. Eles integram um grupo de 103 pessoas que movimentaram meio bilhão de reais de forma suspeita. O relatório do Coaf, segundo a publicação, foi enviado pelo banco estatal à CPI do BNDES. Deputados do PSDB e SD, que têm assento na comissão de inquérito, pedirão na semana que vem que sejam colocados em votação requerimentos para convocar Lula, Palocci e Pimentel. No caso dos três petistas, já foram apresentados à CPI pedido para que sejam chamados por negociações suspeitas junto ao BNDES. Quanto à Erenice, que foi ministra da Casa Civil no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff e sua secretária executiva na pasta durante o governo Lula, os tucanos apresentarão terça-feira o requerimento. "Todos os elementos apontam para a importância de ouvi-los e eles poderiam aproveitar a oportunidade para esclarecer essas movimentações incompatíveis. Há indícios de movimentações suspeitas e o relatório parece bastante incisivo", disse o deputado Miguel Haddad (PSDB-SP), integrante da CPI. Ele disse que um dos requerimentos de convocação do ex-presidente Lula é de sua autoria e que pedirá uma reunião da comissão na semana que vem para votá-lo. Havia uma reunião deliberativa marcada para terça-feira, mas ela foi cancelada pelo presidente, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM). Na quinta-feira, há sessão da CPI para ouvir depoimento do empresário Eike Batista sobre negócios de suas empresas com o BNDES. Outro integrante da CPI, o deputado Augusto Coutinho (SD-PE), pedirá acesso à integra do relatório do Coaf remetido à comissão. "É fundamental que a gente tenha acesso a esses documentos para constatar o que há de suspeito, efetivamente. Vou sugerir ao presidente na terça-feira que coloquemos requerimentos de convocação em votação", disse o parlamentar. Apesar da pressão que a oposição fará, não será tarefa simples aprovar requerimentos convocando ex-ministros e, principalmente, o ex-presidente Lula. Dos 27 integrantes titulares da CPI, 15 são de partidos da base aliada. "O voto dos parlamentares aliados é muito pendular. Depende de como está a relação com o governo em determinada semana e, também, como está o termômetro do andamento do pedido de impeachment da presidente Dilma. Quando ela parece se fortalecer, aproxima a base. Quando parece mais fraca, todos dispersam", disse um deputado governista. 

O Instituto Lula não engana ninguém

O assessor de imprensa do Instituto Lula disse que a Época “engana os leitores, vendendo como novidade um tema tratado em agosto por sua concorrente mais famosa e ainda mais mentirosa”. Quem está mentindo, evidentemente, é o assessor de imprensa do Instituto Lula. O relatório do Coaf que trata da fortuna de Lula, com seu movimento bancário de 52,3 milhões de reais, foi produzido em 23 de outubro de 2015, como demonstrou o editor-chefe da revista, Diego Escosteguy. O Instituto Lula, no máximo, consegue enganar Tereza Cruvinel.


O relatório do Coaf, com a data de 23/10/2015

O maior temor dos petistas

O temor dos petistas mais graúdos, segundo Lauro Jardim, é que a Polícia Federal encontre algum depósito de José Carlos Bumlai na conta de Lulinhazinho. Isso porque a Policia Federal passou a ter em mãos toda a contabilidade da empresa do filho de Lula. Quando a Policia Federal quebrar o sigilo de José Carlos Bumlai, o temor dos petistas vai aumentar. E se ele depositou dinheiro na conta de Lulinha? E se ele depositou dinheiro na conta de Fernando Bittar, testa-de-ferro da fazenda de Lula? E se ele depositou dinheiro na conta do próprio Lula?

Quem pagou a fazenda de Lula?

Quando a Veja publicou sua reportagem sobre a fazenda de Lula, reformada pela OAS e avaliada em 2,5 milhões de reais, o resto da imprensa ignorou o assunto.
Por que?
Porque a imprensa sempre protegeu Lula.
Agora isso deve mudar.
O relatório do Coaf reproduzido por Época revelou um depósito de Lula na conta da Coskin, a empresa que comprou a fazenda de Lula. Ao que tudo indica, a Coskin é uma empresa de fachada. Ela está em nome de Fernando Bittar e de sua mulher Lilian Arbex, cujo apelido no Twitter é, justamente, @coskina. O capital social da Coskin é de dois mil reais. A empresa está localizada no apartamento em que eles moram, num condomínio residencial, na rua Carlos Weber, 663. Se o Coaf fizer um cruzamento de todos os depósitos que a Coskin recebeu na época em que a fazenda de Lula foi comprada, em outubro de 2010, poderá descobrir quem efetivamente pagou por ela, elucidando de uma vez por todas o funcionamento do esquema lulista. 


Coskin e Coskina no esquema de Lula

A agenda nacional é o impeachment

Fernando Henrique Cardoso, neste domingo, defende a necessidade de uma "agenda nacional", com apoio da sociedade e de alguns partidos, capaz de tirar o Brasil da paralisia: "Como quem tem a responsabilidade de unir porque foi eleita para conduzir o país (e não uma facção) está com poucas condições para tal, é que se dá a discussão, infausta, mas necessária, dos caminhos constitucionais para sairmos da crise. Não se dá um passo maior sem saber o que vem depois. Daí a necessidade de um consenso nacional para juntarmos forças ao redor de um caminho mais claro para o futuro". Ele está certo sobre a necessidade de uma agenda nacional. Mas a ordem dos fatores está errada. Não dá para discutir a reforma da Previdência ou o corte do gasto público antes do impeachment. Ao contrário: é o impeachment que pode gerar a discussão sobre esses assuntos, unindo aqueles que pensam mais ou menos da mesma maneira. Sem dar um passo maior, não há um depois.

A melhor repatriação de recursos

Graças a 33 delações premiadas e três acordos de leniência, a operação Lava Jato é responsável pela volta ao Brasil de R$ 2,4 bilhões perdidos para a corrupção. O valor equivale a um terço dos R$ 7,2 bilhões já comprovadamente desviados pelo Petrolão. O levantamento do Globo se deu em cima de 31 ações judiciais. O jornal explica que esses valores ficam à disposição da Justiça, mas que Sérgio Moro vem determinando que voltem aos cofres dos órgãos públicos lesados. O melhor projeto para repatriação de recursos se chama Lava Jato.

53 vezes maior

Na matéria do Globo é lembrado um dado passado por Deltan Dallagnol em entrevista ao Programa do Jô: "Para se ter ideia, antes do caso Lava Jato, tudo que foi recuperado no país e entrou nos cofres públicos, em todos os outros casos (de corrupção) juntos, somam menos de R$ 45 milhões". Com a recuperação de R$ 2,4 bilhões, a Lava Jato chega a um valor 53,3 vezes maior.

O governo teme o governo

No primeiro semestre, o governo defendeu a ideia de que 2016 seria um ano ainda complicado, mas que já mostraria alguma recuperação na economia. Novembro começa com Dilma assumindo que há sérios ricos de o próximo ano ser ainda pior que 2015. O temor é da perda de grau de investimento já nos próximos meses, o que faria o dólar disparar ainda mais e quebraria as empresas com dívidas em moeda estrangeira. A matéria da Folha não cita, mas o caso mais grave de endividamento em dólar é o da Petrobras. Quebrada pelo PT em todas as frentes.

R$ 13 bilhões

Com as medidas provisórias vendidas nos governos petistas, o Brasil deixará de arrecadar até 2020 um total de R$ 13,2 bilhões em impostos. Mas o estrago causado pela corrupa poderia ser bem maior se não fosse a recessão. O Estadão explica que, deste montante, R$ 7,6 bilhões já deixaram de ser arrecadados em 2015. O total é 412 vezes maior que os R$ 32 milhões pagos pelas montadoras aos lobistas que intermediaram a negociação. Ou 8.800 vezes maior que o R$ 1,5 milhão que a empresa de Lulinhazinho recebeu de forma suspeita.

Collor faz macumba contra Janot

Lauro Jardim noticia que "Na última vez em que esteve em sua casa, em julho, a PF encontrou um despacho de macumba endereçado a Rodrigo Janot e Fábio George da Silva, o homem-forte de Janot no Conselho Nacional do Ministério Público. Numa mesa, os agentes encontraram uma foto dos membros do CNMP com os rostos de Janot e de George assinalados num círculo feito a caneta. Acima da foto, numa folha de papel com o timbre do Senado, os nomes de vários orixás: Iemanjá, Elegbara, Oxalá, Ogum, entre outros". Collor é um caso de internação.

Muito além da Petrobras

Moro ficou impressionado com uma tabela apreendida com Youssef, com 750 obras de vários órgãos públicos que podem ter sofrido alguma interferência da parte do doleiro. O Globo informa ter sido este o documento que o fez acreditar que as fraudes iam "muito além da Petrobras". Contudo, a Lava Jato pouco conseguiu sair da estatal. E, no pouco que saiu, vem sofrendo seguidos desmembramentos graças a Teori Zavascki. Esse documento precisa ser melhor detalhado para que fique ainda mais claro que a Lava Jato não investiga a Petrobras, ela investiga o governo brasileiro.

Apagão siderúrgico

Com a paralisia na construção civil e um excedente na produção internacional, a siderurgia brasileira não consegue mais viver de consumo interno, nem externo. O resultado é um novo apagão com efeitos ainda mais danosos que o da crise de 2008. O Estadão enumera casos assustadores, como o da Usiminas em Cubatão, que anunciou a demissão de 4 mil trabalhadores após um prejuízo líquido de R$ 1,042 bilhão. E mostra um setor altamente endividado, uma situação ainda mais arriscada por se tratar de um país às vésperas da perda do grau de investimento. Enquanto o PT tenta se salvar, o Brasil derrete.

O risco Bumlai

A reportagem da Folha deixa bem claro os riscos que o BNDES assumia ao conceder crédito milionário à empresas ligadas a Bumlai, o amigo de Lula: "O balanço da São Fernando Energia em 2011 mostra a empresa em situação dramática. As dívidas da companhia eram 9,5 vezes maiores do que o patrimônio líquido". Além disso, uma auditoria independente também de 2011 afirmava que o "alto grau de endividamento" na São Fernando Açúcar e Álcool, pertencente ao mesmo grupo, deixava em dúvidas a "capacidade de continuidade" da empresa. Hoje, as empresas do grupo São Fernando possuem dívidas bilionárias e centenas de credores.

R$ 101,5 milhões ao amigo de Lula

Em julho de 2012, os negócios José Carlos Bumlai estavam em sérias dificuldades quando o BNDES liberou R$ 101,5 milhões em crédito para a a São Fernando Energia 1. Mas o amigo de Lula já havia sido alvo de um pedido de falência em novembro de 2011 por dívida de R$ 523,2 mil. E as normas do banco proíbem empréstimos nessas condições. A Folha de S.Paulo lembra que, nove meses depois, a São Fernando Energia 1 pediu recuperação judicial por incapacidade de quitar as dívidas contraídas. Hoje, a usina é apenas uma das cinco empresas de Bumlai em situação pré-falimentar. Por não conseguir honrar os compromissos assumidos no processo de recuperação judicial, o Banco do Brasil e o próprio BNDES pediram a falência do grupo São Fernando. As dívidas do grupo já somam R$ 1,2 bilhão, sendo R$ 330 milhões apenas ao BNDES.

O petismo, de fato, cuidou muito bem dos ex-pobres Lula e Erenice. Hoje, são milionários!

Ui, ui, ui… Em entrevista concedida à Folha no sábado, Gilberto Carvalho diz haver uma campanha de desmoralização do Lula para que ele seja depois enviado à cadeia. Carvalho não deixou claro por qual crime. O próprio Lula, por sua vez, atacou a imprensa e afirmou que esta só bate no PT porque não gosta de ver o pobre melhorar de vida. Ah, sim: o jornalismo também estaria a serviço das elites. Como a gente vê, o petismo cuida muito bem dos pobres. Lula já foi pobrezinho. Erenice idem. Agora são milionários. Essa imprensa é muito má… Por Reinaldo Azevedo

Petismo: nunca, na história do capitalismo, o discurso socialista rendeu tanto dinheiro a tão poucos

Antonio Palocci é, sem dúvida, o maior gênio do PT. Caiu em desgraça duas vezes. E, a cada queda, ele ficava ainda mais rico. Que talento! José Dirceu deve se perguntar todo dia: “Onde, diabos!, eu errei?!”. Dirceu está em prisão preventiva por causa do petrolão e já puxou cana por causa do mensalão. Corre o risco de ver regredir a pena. Os cálculos mais avantajados sobre a sua empresa de consultoria apontam um faturamento de R$ 39 milhões desde que deixou o governo. E ainda foi apontado como uma espécie de mentor do petrolão — no mensalão, foi chamado de chefe de quadrilha. Está com seus direitos políticos suspensos, e sempre se desconfia que esteja tramando alguma coisa. Palocci flana acima do bem e do mal. Esse vai só no sapatinho. Vá ser bom consultor assim na casa do chapéu!!! Em sete anos, movimentou a espetacular soma de quase um quarto de bilhão de reais: R$ 216 milhões. E sem produzir um parafuso!!! O governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, amigo pessoal de Dilma desde os tempos em que ambos pertenciam a grupos terroristas, também mostra que não veio para brincar em serviço na selva do capitalismo. Nunca, na história do capital, o discurso socialista rendeu tanto para tão poucos! Por Reinaldo Azevedo