segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Arábia Saudita anuncia que voltará a comprar carne bovina brasileira


A Arábia Saudita liberou nesta segunda-feira (9) as importações de carne bovina in natura do Brasil. A informação foi anunciado pelo Ministério da Agricultura brasileiro, após a assinatura de um novo modelo de Certificado Sanitário Internacional em Riad. Segundo o ministério, o Brasil tem potencial para exportar 50 mil toneladas anuais de carne bovina para a Arábia Saudita, com valor estimado em US$ 170 milhões. O país muçulmano já é um grande importador de carne de frango do Brasil. A Arábia Saudita havia suspendido a compra de carne bovina brasileira em 2012, após a ocorrência de um caso atípico de doença da vaca louca. "O fim do embargo à carne brasileira representa abertura não apenas do mercado saudita, mas de todos os países do Golfo", disse o ministério. A pasta disse ainda que pretende colocar fim a todos os embargos feitos à carne brasileira. "A Arábia Saudita era um dos últimos países que nos faltava. O último será o Japão, onde deveremos abrir o mercado para nossa carne processada", afirmou na nota a ministra Kátia Abreu, que está em Riad.

Filial do PT, a Rede ganha mais tempo do STF para filiar parlamentares

O ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira (9) a concessão de mais 30 dias para que parlamentares possam se filiar à Rede Sustentabilidade, partido liderado pela ex-senadora Marina Silva e autêntica filial do PT, sem o risco de perderem o mandato. O ministro acolheu, em parte, uma ação apresentada pela Rede ao STF questionando a legalidade de uma regra recém aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma Rousseff que alterou o prazo de filiação de deputados para novas legendas. Pela nova "janela", os deputados só poderiam mudar de partido sete meses antes da eleição, portanto, a troca só poderia ser feita em março de 2018. A decisão do ministro pode aumentar o tempo de TV e recursos do Fundo Partidário, benefícios vitais para a sobrevivência das legendas e que são calculados de acordo com a bancada de deputados. Até agora, a Rede filiou cinco deputados e teria direito neste ano R$ 196 mil do fundo partidário, fatia do benefício que é dividido entre todas as agremiações com registro na Justiça Eleitoral. A Rede obteve seu registro no dia 22 de setembro e teve uma semana para fazer as filiações, uma vez que a lei foi modificada. Antes, um novo partido poderia receber parlamentares nos 30 dias seguintes a seu registro, sem que eles corressem risco de perder os mandatos. Em sua decisão liminar (provisória), Barroso afirmou que a lei atingiu um "direito adquirido" e que "o prazo de 30 dias para as filiações aos novos partidos já estava em curso. Inclusive, há registro de alguns parlamentares que chegaram a migrar para uma dessas novas legendas pouco antes da edição" da nova lei. Segundo o ministro, a "nova norma causa embaraço ao funcionamento parlamentar dos novos partidos. É que somente com a migração de parlamentares podem as legendas recém-criadas obter, desde a sua criação, funcionamento parlamentar, e, o direito de se fazerem representar nas casas legislativas, organizando-se em bancadas, sob a direção de um líder, e participando das suas diversas instâncias". Na ação, a Rede argumentou que a nova lei feriu os princípios do pluralismo político e da livre criação de partidos, além da segurança jurídica, que garantiam à legenda o prazo maior para filiar deputados. A decisão de Barroso também se estende para o Partido Novo e Partido da Mulher Brasileira, que também foram criados recentemente como a Rede.

Atletismo da Russia pode ficar de fora da Olimpíada do Rio de Janeiro, por doping generalizado


Uma comissão independente da Agência Mundial Antidoping (Wada) recomendou nesta segunda-feira a suspensão da Federação Russa de Atletismo de todas as competições, incluindo a Rio-2016, após divulgar relatório sobre o escândalo de doping no país. Em Genebra, na Suíça, a Wada solicitou o banimento de cinco atletas e cinco treinadores e ainda acusou o governo russo de colaborar com esquema para encobrir o "doping sistemático" no país. O presidente do órgão, Richard Pound, detalhou que a recomendação de suspensão compreenderia a participação de atletas em qualquer competição internacional, incluindo os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Pound, no entanto, espera que a Rússia colabore com as investigações, "para que seja possível competir sob um novo marco no combate ao doping." "Espero que reconheçam que é tempo de mudar e que o façam. A ideia não é excluí-los dos Jogos, mas se a conduta não é correta, esse é o preço que se deve pagar". O relatório da Wada considera que os Jogos de Londres-2012 foram "sabotados" pela presença de atletas dopados e pediu o banimento de cinco atletas, entre eles Marya Savinova, campeã olímpica dos 800 m na capital inglesa. As outras atletas citadas são Ekaterina Poistogova, Anastasiya Bazdyreva, Kristina Ugarova e Tatjana Myazina. As conclusões do relatório, que tem mais de 300 páginas, foram adotadas por unanimidade pela comissão. Pound explicou que, de acordo com as evidências obtidas, se verificou um verdadeiro sistema para promover as irregularidades e não existe possibilidade que tudo tenha acontecido sem o consentimento das autoridades russas. "Não há outra conclusão possível" disse o presidente da comissão sobre a possibilidade de ter havido "doping respaldado pelo governo". A Wada também solicitou a retirada do credenciamento do laboratório antidoping de Moscou. Pound destacou que houve destruição de 1.400 exames pelo laboratório russo, mesmo a WADA tendo pedido para que todos fossem conservados. Os russos são acusados de ter construído até mesmo um laboratório paralelo para onde as amostras seriam enviadas. Apenas aquelas que estivessem limpas seriam repassadas para os laboratórios oficiais e com controle internacional. O atual presidente da IAAF, o britânico Sebastian Coe, já adiantou que irá propor que o Conselho Diretor considere a recomendação de punições à Federação Russa. "A informação da comissão independente é alarmante. Precisamos de tempo para digerir e entender os detalhes das averiguações incluídas no relatório. Pedi ao Conselho que abra o processo para avaliar possíveis punições", afirmou o dirigente. Pouco depois da divulgação do relatório, o ministro dos esportes da Rússia, Vitaly Mutko, afirmou que a Wada "não tem direito" de suspender o país das competições de atletismo. O relatório trata apenas de questões ligadas à Rússia e ao atletismo, mas a Wada deixou claro que "o doping organizado também atinge outros países e outros esportes". A Interpol, por sua vez, anunciou nesta segunda-feira, em Lyon, que vai coordenar a "Operação "Augeas", liderada pela França, para investigar casos de corrupção no atletismo. Na semana passada, o ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo, o senegalês Lamine Diack, que deixou o cargo em agosto, foi indiciado pela justiça francesa por suspeitas de "corrupção passiva e lavagem de dinheiro", sob acusações de ter recebido propina para encobertar os casos de doping na Rússia.

O inquérito da PF sobre a campanha de Dilma

A delegada Fernanda Costa de Oliveira comunicou ao ministro Gilmar Mendes a instauração do inquérito 1384/2015 para apurar indícios de irregularidades na campanha de Dilma Rousseff. Segundo o despacho, a investigação abrange as empresas Focal e UMTI Serviços. Esperamos que a PF não esqueça da VTPB.

Não vai parar, Cardozo

José Eduardo Cardozo tentou menosprezar a greve dos caminhoneiros que alcançou 12 estados, paralisou totalmente cinco rodovias e parcialmente outras 22. O ministro disse que o movimento tem um "viés político" (enfatizado, de resto, pelos próprios organizadores) e foi "pulverizado" porque não contava com o apoio dos sindicatos (dos quais os grevistas, aliás, se declararam autônomos). O que José Eduardo Cardozo viu como "fraqueza" é, na verdade, a força dos caminhoneiros. Não os menospreze, ministro.

Décimo terceiro: está difícil pagar

As empresas paulistas estão tirando leite de pedra para pagar o 13º salário dos funcionários neste ano. Segundo a Fiesp, 66% das companhias que precisam do faturamento do 4º trimestre para quitar o benefício estão com problemas. É o maior percentual desde 2009. A saída, para 35% delas, será pedir um empréstimo no banco. Trata-se do maior patamar de companhias que vão se endividar desde o início da série histórica da Fiesp, iniciada em 2008.

Doleiro descreve emissário dos R$ 2 milhões de Palocci

O Estadão reproduz novo termo de depoimento do doleiro Alberto Yousseff em que ele detalha à Polícia Federal como fez o pagamento dos R$ 2 milhões que Antonio Palocci pediu para a campanha de Dilma em 2010. Yousseff contou que esteve no Hotel Blue Tree, em São Paulo, onde entregou o dinheiro em cash a um emissário "de pele branca, estatura média alta", acima de 1m71 com "barriga saliente". A descrição, segundo a PF, bate com a de Charles Capella de Abreu, confirmando reportagem da Veja.

Delator da UTC liga propina a ex-tesoureiro de Lula



O executivo Walmir Pinheiro Santana, ligado à UTC Engenharia, disse em delação premiada à Procuradoria-Geral da República que a assinatura do contrato de obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) entre a Petrobras e o Consórcio TUC - UTC, Odebrecht e Toyo do Brasil - gerou "alguns compromissos" para o PT no valor de R$ 15,51 milhões. Santana relatou que o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o autorizou a abater desse valor R$ 400 mil para José de Filippi Júnior, aliado do ex-presidente Lula e ex-tesoureiro da campanha dele em 2006. Por indicação de Lula, Filippi também foi responsável pelas contas da campanha presidencial de Dilma Rousseff, em 2010. O delator não informou quando ou como o dinheiro foi pago. Segundo ele, também foi feita uma transferência para a campanha eleitoral do PT em São Bernardo do Campo, administrada pelo petista Luiz Marinho, outro aliado direto do ex-presidente Lula. Nos últimos meses, aliados políticos e nomes do entorno de Lula têm sido citados em delações da Lava Jato. Ainda segundo Santana, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil na gestão Lula) recebeu R$ 1,69 milhão em propina relativa às obras do Comperj. O valor teria sido repassado a Dirceu sob a autorização do ex-tesoureiro do PT. As obras do Comperj começaram em 2009. As empresas do TUC eram sócias em contrato de R$ 2 bilhões. Ao todo, o consórcio teve R$ 3,8 bilhões da estatal. "Vaccari autorizou abater destes valores de R$ 15,51 milhões, R$ 400 mil para entregar para José Filippi, R$ 1,69 milhão para José Dirceu e R$ 1,8 milhão foram para algumas campanhas eleitorais (provavelmente para campanhas ao cargo de prefeito): municípios de Contagem, Belo Horizonte, Recife, Montes Claros, Campinas, São Bernardo do Campo; que há um valor de R$ 150 mil que acha que foi para um evento em Belo Horizonte organizado pelo PT (houve procura pelo depoente de uma senhora do PT de Minas Gerais)", declarou o executivo em 6 de agosto. 

Governo de Minas Gerais embarga licença da Samarco para operação de mina em Mariana

A Samarco não pode mais extrair ou processar minério de ferro na mina de Germano, em Mariana (MG). Segundo o subsecretário de Estado de Regularização Ambiental, Geraldo Abreu, o governo embargou a licença de operação da unidade. Na quinta-feira (5), as barragens de Fundão e Santarém, que pertenciam à mina e recebiam rejeitos de minério de ferro, romperam-se e inundaram de lama o distrito de Bento Rodrigues. Até o início desta segunda-feira (9),foram confirmadas duas mortes e 25 desaparecidos. Ainda segundo o subsecretário, a Samarco só voltará a operar na região depois de cumprir exigências de segurança feitas pelo Estado. "É preciso realizar as correções necessárias para que o funcionamento da mina seja retomado", afirmou Abreu. Não há prazo para que isso aconteça. Uma das medidas a serem adotadas pela empresa, conforme Abreu, é o término do bombeamento do minério de ferro que se encontra dentro do mineroduto da empresa que liga Mariana ao Espírito Santo. O Complexo de Germano tem reservas estimadas em 400 milhões de toneladas de minério de ferro. Hoje, são retirados anualmente da mina cerca de 10 milhões de toneladas por ano. O embargo da licença aconteceu na sexta-feira (6). No mesmo dia, o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto, coordenador de Meio Ambiente do Ministério Público de Minas Gerais, anunciou que pediria nesta segunda-feira o fechamento da mina. A promotoria do Estado abriu inquérito civil público para investigar a queda das duas barragens. Segundo Ferreira Pinto, existe a suspeita de irregularidades em obras que estariam sendo feitas nas barragens para ampliação da capacidade de armazenamento de rejeitos. 

Receita com exportações do agronegócio cai 10,9% no acumulado de 2015

As vendas externas do agronegócio brasileiro somam US$ 74,73 bilhões no acumulado de janeiro a outubro, com queda de 10,9% em relação a igual período do ano passado, devido, principalmente, à redução nos preços da maioria das commodities (produtos básicos com cotação internacional). Em contrapartida, o Brasil gastou apenas US$ 11,18 bilhões com importações de produtos agrícolas no ano, ou 20,8% menos que em 2014. Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio acumula superávit de US$ 63,5 bilhões, de acordo com números divulgados hoje (9) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No mês passado, as vendas externas de soja, carnes, milho, produtos florestais e açúcar contribuíram com 73% das exportações totais do agronegócio brasileiro, no valor de US$ 7,78 bilhões. As importações de produtos agrícolas somaram US$ 1,05 bilhão, deixando saldo comercial de US$ 6,73 bilhões.


Os dados indicam que a participação de produtos agropecuários cresce cada vez mais na pauta de exportações do País. Em outubro do ano passado, 43,3% das vendas do Brasil para o Exterior saíram da agricultura e da pecuária. Em outubro deste ano, a participação subiu para 48,5%. Ao analisar a balança de outubro, a secretária Tatiana Lipovetskaia Palermo destacou o recorde histórico mensal em quantidades exportadas de milho café verde e soja em grão. Segundo ela, “apesar da queda dos preços internacionais, estamos aumentando os volumes vendidos, prova da competência do setor agropecuário do País”. Em outubro, o volume exportado do complexo soja cresceu 104,2%. Entretanto, houve retração de 19% no preço médio das exportações. Mesmo assim, os embarques de grãos, óleo e farelo de soja subiram de US$ 983,1 milhões, em outubro de 2014, para US$ 1,63 bilhão no mês passado. As vendas externas de carnes tiveram recuo de US$ 1,7 bilhão para US$ 1,22 bilhão na mesma relação mensal. O valor exportado da carne suína caiu 41,3%; de peru, 35,8%; de frango, 30,8%; e de gado, 21,2%. A terceira posição no ranking de exportações do agronegócio ficou com o setor de cereais - principalmente milho –, farinhas e preparações. O valor exportado somou US$ 920 milhões, com embarques recordes de 5,5 milhões de toneladas de milho. As exportações de produtos florestais totalizaram US$ 969,1 milhões em outubro deste ano, com leve crescimento em relação aos US$ 945,1 milhões registrados no mesmo mês de 2014. Destaque para as vendas de papel e celulose (US$ 758,8 milhões) e de madeiras e suas obras (US$ 210,3 milhões). O complexo sucroalcooleiro ficou na quinta posição entre os setores exportadores do agronegócio. Os embarques diminuíram de US$ 1,13 bilhão, em outubro de 2014, para US$ 863,3 milhões no mês passado. Principal produto da cadeia produtiva, o açúcar foi responsável por US$ 751,3 milhões. O etanol fechou com US$ 111,5 milhões. Tradicional ocupante da quinta posição no ranking dos principais produtos exportados pelo agronegócio, o café caiu para a sexta posição, com US$ 552,4 milhões em vendas externas – queda de 20,2%. Apesar disso, o mês passado registrou recorde de exportação de café verde, com 198,4 mil toneladas.

Morre embaixador Sebastião do Rego Barros após cair de janela

O embaixador Sebastião do Rego Barros Netto, 75, morreu na manhã desta segunda-feira (9) ao cair do 11º andar do prédio onde morava em Copacabana, na zona sul do Rio. Ele foi diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e embaixador do Brasil na União Soviética à época de sua extinção, em 1991. 
 

De acordo com Carlos Médicis, enteado do embaixador, a família acredita que ocorreu um acidente. Segundo ele, Rego caiu ao tentar pegar um livro numa prateleira alta, por volta das 11h. Um inquérito foi instaurado na 12ª DP (Copacabana) para apurar as circunstâncias da queda. Segundo pessoas próximas ao diplomata, ele sofria de um problema neurológico que pode ter contribuído para a queda. Conhecido pelos amigos como Bambino, ele chefiou a delegação do Brasil nas seções da comissão de energia da Conferência sobre Cooperação Econômica Internacional, em Paris, de 1975 a 1976. "Ele deixou uma marca importante no Itamaraty, caracterizou-se pela defesa dos nossos interesses, brigava com firmeza por suas posições", disse Rubens Barbosa, que foi embaixador em Washington e em Londres e era amigo de Rego Barros há quarenta anos. Os dois iam jantar na sexta-feira no Rio de Janeiro. "Ele e o ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia foram a grande dupla da política externa de Fernando Henrique." Descendente de um ministro da Guerra do Império, seu homônimo, o embaixador também dirigiu o departamento econômico do Itamaraty, em 1986, e foi subchefe da delegação brasileira na Reunião Ministerial das Partes Contratantes do Gatt (atual Organização Mundial do Comércio, OMC), que lançou a Rodada Uruguai para liberalização do comércio. De 1990 a 1994, ele foi o embaixador do Brasil na Rússia. Nos cinco anos seguintes, exerceu o cargo de secretário-geral das Relações Exteriores. Seu último posto na diplomacia foi como embaixador do Brasil na Argentina, entre 1999 e 2001. Assumiu a direção-geral da ANP em 2002, onde ficou até 2005. Atualmente, trabalhava comno consultor e atuava no conselho de algumas empresas. Carioca formado em Direito pela PUC-Rio, o embaixador era casado há 34 anos com Maria Cristina de Lamare Rêgo Barros, 70. Ele deixa a mulher, três filhos e cinco netos.

Greve de petroleiros atinge 11 refinarias e 58 plataformas


A greve dos petroleiros já afeta 11 refinarias e 58 plataformas, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira, 9, pela petista Federação Única dos Petroleiros (FUP). A entidade petista, que coordena 13 sindicatos petistas no País, avalia que a produção foi reduzida em 400 mil barris de petróleo por dia somente na Bacia de Campos (a produção média é de 1,49 milhão de barris por dia), mas estima impactos também nos campos terrestres na Bahia, onde a metade da produção estaria comprometida. Petistas representantes da federação se reuniram na manhã desta segunda com a Petrobras, mas decidiram continuar o movimento. O PT e os petistas estão determinados a liquidar com a Petrobrás. Segundo a FUP, a mobilização afeta a produção em 49 unidades marítimas da Bacia de Campos, seis plataformas no Ceará, três unidades no Espírito Santo, além dos campos terrestres da Bahia, Rio Grande do Norte e Espírito Santo. Entre as refinarias, estão sem troca de turno desde o início do movimento 11 unidades, entre elas a Reduc (Duque de Caxias, RJ) e a Replan (Paulínia, SP), as principais. Segundo o Sindicato dos Petroleiros de Caxias (Sindpetro), somente na Reduc houve uma queda de 30 mil barris de petróleo refinado por dia. Também foram afetadas as unidades Reman (AM), Clara Camarão (RN), Lubnor (CE), Abreu e Lima (PE), Rlam (BA), Regap (MG), Recap (SP), Repar (PR) e Refap (RS). Os sindicalistas têm promovido bloqueios no acesso às unidades, o que dificulta o fornecimento de matéria prima, principalmente o coque, subproduto utilizado no ciclo de produção de derivados de petróleo. A estratégia visa a reduzir a produção de combustíveis, como gasolina e diesel. Até o momento, a Petrobras descarta risco de desabastecimento. A estatal teria estoque de combustíveis entre 15 e 30 dias, segundo fontes internas. A preocupação da companhia quanto a este ponto é com outra paralisação, a dos caminhoneiros, que pode dificultar a distribuição dos produtos. A manifestação dos caminhoneiros já atinge nove Estados, segundo o Comando Nacional do Transporte. No Rio de Janeiro, chegou ao município de Barra Mansa, região sul fluminense. No km 273 da Rodovia Presidente Dutra, os motoristas interditaram uma faixa da pista sentido Rio e o acostamento, informou a Polícia Rodoviária Federal. O protesto é contra a alta de impostos e a elevação nos preços de combustíveis.

Quem é Ivar Schmidt

Desde o começo do ano, Ivar Schmidt vem dando dor de cabeça ao governo. Líder do Comando Nacional do Transporte, que capitaneia a greve dos caminhoneiros, ele tem 44 anos e mora em Mossoró, no Rio Grande do Norte. É natural da cidade de Palmitos, no oeste de Santa Catarina. Trabalha como caminhoneiro autônomo há mais de 20 anos, segundo a revista Carga Pesada, especializada no setor. "Comecei em 1994. Autônomo, tenho registro na ANTT como autônomo e como empresa, mas meu caminhão roda como autônomo. Tenho um só caminhão. Carrego sal para Mato Grosso e volto com milho", afirmou Schmidt à revista. Nunca foi filiado a nenhum sindicato. Segundo ele, o seu movimento começou a ganhar projeção em novembro de 2014, por causa do aumento do diesel. A medida "reduziu nosso lucro a zero", disse Schmidt. Ele fez das redes sociais o grande propulsor de suas reivindicações, por meio da página Comando Nacional do Transporte. Utiliza com muita frequência o Facebook e o Whatsapp para propagar seus vídeos, nos quais condena os sindicatos, associações e federações e a política econômica de Dilma Rousseff. Desde que as greves começaram, Schmidt afirmou à revista Carga Pesada que se sente como se o tivessem sentado "em cima de um foguete com o pavio aceso". Considera que se tornou a liderança do movimento por acaso, ao participar, a convite do deputado Jerônimo Goergen, do PP do Rio Grande do Sul, em fevereiro, das discussões da Lei do Caminhoneiro. Em entrevista à Veja, em fevereiro, disse: “Nosso movimento abomina sindicato, associação, federação, confederação. Esses segmentos tentaram nos representar nas últimas décadas e nunca resolveram nossos problemas”. Na mesma época, o caminhoneiro afirmou ter sido retirado da mesa de negociações pelo então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, o valente Miguel Rossetto, que não reconheceu sua legitimidade como liderança. No Facebook, no dia 2 de novembro, ele questionou as notas dos sindicatos e federações contra a paralisação: "Quem vocês representam? Por quem estão brigando? Estamos recebendo mais apoio de sindicatos patronais do que de sindicatos de autônomos. É interessante isso, porque retrata bem o que está acontecendo no País. Eu peço a todos os caminhoneiros do Brasil que peçam para conferir a contabilidade dos seus sindicatos. Vamos mostrar que estamos participando. Acho que precisamos ver como estão sendo gerenciadas as finanças do nossos sindicatos, já que para eles está bom como está." Ivar Schmidt, guardem esse nome.


“Nosso movimento abomina sindicato, associação, federação, confederação. Esses segmentos tentaram nos representar nas últimas décadas e nunca resolveram nossos problemas”

Cláudia Cordeiro Cruz, o sonho e a bolsa Chanel turquesa

Até Eduardo Cunha ser flagrado pela Lava Jato, a sua mulher, a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz, nutria um sonho: ajudar a eleger o marido presidente da República e tornar-se a primeira-dama do Brasil. As línguas viperinas afirmam que, se o sonho se tornasse realidade, nós sentiríamos saudades de Roseana Collor, ops, Rosane. De fato, corre muito veneno em Brasília. Leiam na legenda o que disse uma moça elegante a respeito de Cláudia Cruz.


Comentário de uma moça elegante: "Quando uma mulher tem uma Chanel turquesa, é porque tem todas as outras". Como essa jornalista foi apresentadora do Jornal Nacional e do Fantástico, serviria ela de parâmetro dos jornalistas da Rede Globo?

Polícia Federal investiga ex-assessor da Casa Civil em propina para campanha de Dilma


O pagamento de R$ 2 milhões feito pelo doleiro Alberto Youssef, em 2010, a pedido do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, é o caminho que a Operação Lava Jato trilha para chegar ao suposto uso de dinheiro de propina na campanha da primeira eleição da presidente Dilma Rousseff. O pagamento envolveria um pedido do ex-ministro Antonio Palocci, que foi coordenador da campanha presidencial do PT naquele ano e um ex-assessor especial da Casa Civil, Charles Capella de Abreu. Youssef – peça central da Lava Jato – detalhou em novo depoimento prestado à Polícia Federal no dia 29 de outubro o pagamento que fez em dinheiro vivo no Hotel Blue Tree, na Avenida Faria Lima, em São Paulo, a um emissário que ele não sabe dizer quem era. A suspeita dos investigadores recai sobre Charles Capella de Abreu. “Tal pessoa tinha a cor de pela branca, estatura média alta, sendo um pouco mais alto que ele, que tem 1 metro e 71 centímetros, compleição física normal, mas se tratando de pessoa obesa ou de barriga saliente”, descreveu o doleiro.


O suspeito recebeu Youssef em um quarto do hotel, conta o doleiro, que disse não se lembrar exatamente o mês, nem o dia, possivelmente “no período de junho a outubro de 2010″. “Os R$ 2 milhões determinados por Paulo Roberto Costa a tal pessoa foram entregues em uma ou duas malas pequenas, do tipo daqueles que se leva como bagagem de mão em vôos comerciais”, afirmou Youssef ao delegado Luciano Flores de Lima, da equipe da Lava Jato. “Esclarece que pode ter sido uma mala pequena, com alça telescópica, e uma maleta, como costumava fazer para transportar essa quantidade de dois milhões de reais em notas de R$ 100,00, como foi no presente caso”, anotou a PF. O doleiro disse que costumava usar esse tipo de bagagem para “não chamar a atenção, pois encaixava a maleta na alça prolongada da mala, puxando-as enquanto caminhava”. 

A Polícia Federal mostrou uma foto Charles Capella de Abreu para Youssef para saber se poderia ser ele o emissário que recebeu o dinheiro da propina da Petrobrás. “Reconhece como sendo possível que a foto seja de tal pessoa referida acima, para a qual entregou os R$ 2 milhões em notas cuja maioria (cerca de 85%) eram em cédulas de R$ 100,00 por ordem de Paulo Roberto Costa”, registra o depoimento. Em termos de probabilidade percentual, Youssef disse acreditar que tenha “70% a 80% de certeza” se tratar da mesma pessoa. Perguntado pelo delegado se conhecia Charles Capella de Abreu, Youssef respondeu que o nome não era estranho, mas não se lembrava se realmente o conhecia. O pagamento de R$ 2 milhões à campanha presidencial do PT em 2010 foi inicialmente apontado aos investigadores da PF, nas delações de Paulo Roberto Costa, o primeiro delator da Lava Jato, em agosto de 2014. O ex-diretor relatou ter recebido um pedido via Youssef, que teria falado no nome de Palocci. O doleiro negou ter sido ele o autor do pedido e revelou posteriormente que outro operador de propinas traria à tona tal demanda. Seria Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, operador de propinas ligado ao PMDB. Ele também fez acordo de delação premiada com a Lava Jato e em depoimento no dia 15 de setembro revelou que aproximou Palocci de Costa.

Para isso, Fernando Baiano afirma ter se reunido com o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que ele tentasse garantir a permanência de Costa na Diretoria de Abastecimento da Petrobrás caso a candidata Dilma fosse eleita. Costa temia ser demitido do cargo. Bumlai respondeu que sim (poderia ajudar) e que faria o que fosse possível”, afirma Baiano. “Bumlai disse que a pessoa mais indicada para fazer a aproximação de Paulo Roberto Costa com o PT era Antonio Palocci, uma vez que era naquele momento o coordenador da campanha de Dilma Roussef e provavelmente seria o ministro da Casa Civil". Fernando Baiano conta que acompanhou posteriormente Costa no encontro com Palocci, em Brasília. O ex-ministro teria faladou que “haveria interesse por parte do PT” na continuidade dele na Diretoria de Abastecimento. 


“Em seguida se passou a falar da campanha presidencial; que então Antonio Palocci falou que seria muito importante se Paulo Roberto Costa em sua relação com as empresas que eram prestadoras de serviços na Petrobrás conseguisse ajudar com doações para a campanha de Dilma Rousseff.”


Fernando Baiano afirma que o ex-diretor disse que poderia ajudar, mas não falou sobre valores nem como seria essa ajuda.


“No final da conversa, Antonio Palocci disse que havia uma pessoa que trabalhava com ele, possivelmente um assessor dele, que o estava ajudando nesta parte de arrecadação”, explicou Fernando Baiano. “Pelo que se recorda, o nome dessa pessoa era Charles.


Paulo Roberto Costa foi colocado frente-a-frente com Fernando Baiano na quinta-feira, 5, e negou que tivesse participado de reunião com ele e Palocci para tratar do assunto. O ex-diretor sustenta ter ouvido de Youssef o pedido de R$ 2 milhões para a campanha do PT a pedido do ex-ministro. Costa disse que autorizou o pagamento.



O pecuarista José Carlos Bumlai negou categoricamente envolvimento em qualquer ato ilícito.

Ministra do TSE se queixa de tentativa de ligá-la ao PT


A ministra Maria Thereza Assis Moura, do TSE, se queixou com colegas do tribunal pelas mensagens que tem recebido nas redes sociais desde que votou –e foi vencida– pelo arquivamento do pedido de abertura de cassação de mandato contra Dilma Rousseff e Michel Temer. Agora que, depois de abrir mão da relatoria, ela foi novamente designada para a função pelo presidente da corte, José Antonio Dias Toffoli, a pressão de movimentos anti-governo voltou na internet. No desabafo que fez com colegas, Maria Thereza se mostrou incomodada por ser associada ao PT e a algum tipo de partidarismo, uma vez que nunca teve nenhuma ligação política. Ministros acreditam que, a despeito de sua opinião inicial, contrária à ação, a ministra será neutra na condução do processo, que deve começar com o pedido de compartilhamento de provas da Operação Lava-Jato e o relatório do TCU que recomendou a rejeição das contas de Dilma em 2014 e associou as pedaladas à campanha eleitoral, Você acredita nisso? Ainda acredita em Coelhinho da Páscoa?

Greve de caminhoneiros atinge nove Estados


Um grupo de caminhoneiros iniciou na madrugada desta segunda-feira protestos em rodovias e avenidas de pelo menos nove Estados. O movimento, que pede a renúncia da presidente petista Dilma Rousseff, foi organizado por motoristas autônomos desvinculados dos sindicatos pelêgos e não tem previsão para acabar. No Rio Grande do Norte há um ponto de bloqueio próximo à cidade de Mossoró, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal. Cerca de 50 caminhoneiros interditam, desde às 6 horas, o quilômetro 51 da BR 304. O trânsito está liberado apenas para emergências e carros de passeio. No Tocantins, a BR 153 está parcialmente interditada, próximo ao município de Colina. Segundo a Concessionária Nova Dutra, no Rio de Janeiro, caminhoneiros bloqueiam o quilômetro 273,5, no sentido São Paulo, na altura do município de Barra Mansa. Apenas a faixa da esquerda está liberada. No sentido Rio, apenas o acostamento está interditado. Em Minas Gerais, a manifestação já dura mais de oito horas, segundo a Polícia Rodoviária Federal. No momento, estão interditadas as rodovias BR 381, do quilômetro 359 ao 513, na altura de João Monlevade (MG); a BR 262, no quilômetro 412, em Igaratinga (MG); e a BR 040, no quilômetro 627, em Conselheiro Lafaiete (MG). Em Capim Grosso, na Bahia, manifestantes interditaram o quilômetro 230 da BR 407 e queimaram pneus. Motoristas também protestam em cinco pontos diferentes na BR 376, no Paraná, na altura das cidades de Paranavaí, Nova Esperança, Apucarana e Califórnia. Em Santa Catarina, na cidade de São Bento do Sul, o quilômetro 122 da BR 280 está bloqueado parcialmente. No trecho, os caminhoneiros deixam livre a passagem para automóveis e ônibus. Pela manhã, houve interdições em vias do Rio Grande do Sul. No entanto, elas já foram liberadas, segundo a Polícia Rodoviária Federal. Em São Paulo, os caminhoneiros interditaram totalmente a pista expressa da Marginal Tietê, na altura da Ponte da Casa Verde, na Zona Norte da cidade. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os motoristas começaram a ocupar o local por volta das 11h. De acordo com o organizador do movimento, Ivar Luiz Schmidt, não há previsão para o fim da greve. "Ficaremos paralisados até que a presidente Dilma renuncie", afirmou. Schmidt também foi o responsável por liderar a paralisação de fevereiro, que ocorreu em diversos Estados e chegou a afetar a distribuição de combustível pelo País. Na ocasião, o grupo pedia pela redução do preço do óleo diesel, criação do frete mínimo e liberação de crédito subsidiado para os transportadores. "As reivindicações (de fevereiro) não foram atendidas. Agora não queremos negociar, não aceitaremos acordo. Queremos a renúncia da presidente", afirmou Schmidt. Apesar da articulação, a parte da categoria representada pela pelêga Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Carga Geral do Estado de São Paulo não aderiu ao movimento. "Os sindicatos entendem que o governo federal tem dificuldades para cumprir todas as requisições. Por, isso não aderimos à greve", afirmou o presidente da Federação dos Caminhoneiros de Carga em Geral do Estado de São Paulo, Norival de Almeida Silva. Para Almeida, a paralisação não assusta. "Pelo que pudemos observar, são poucos os motoristas que vão aderir ao movimento", disse o pelêgo.

Palestina é morta após tentar esfaquear guardas de Israel na Cisjordânia


Uma palestina foi baleada e acabou morrendo após tentar esfaquear guardas israelenses em um posto de controle no território ocupado da Cisjordânia, informou nesta segunda-feira o Ministério da Defesa de Israel. O incidente ocorreu junto ao local conhecido como Eliahu, próximo à colônia de Alfei Menashe e à cidade palestina de Kalkilia. O Ministério da Defesa de Israel afirmou que a agressora não atendeu às ordens para que parasse e acabou sendo baleada pelos agentes de segurança no local. Ela foi identificada como Rasha Muhammad Oweisi, de 24 anos e natural de Kalkilia, segundo a agência de notícias palestina Ma'an. Após o ataque, as autoridades encontraram um bilhete que a palestina deixou para sua família. "Faço isso com plena consciência, em defesa da minha terra, dos homens e mulheres jovens do meu povo. Não posso suportar o que vejo e não posso sofrer mais", diz a carta, segundo a edição digital do jornal Times of Israel. O jornal divulgou uma fotografia repassada pelo Ministério da Defesa na qual é possível ver uma faca sobre uma carta escrita em árabe. O bilhete, de acordo com a Ma'an, também tinha um pedido de desculpas à família. O incidente ocorreu após uma jornada de violência no domingo, quando seis israelenses foram feridos e dois agressores palestinos mortos a tiros pelas forças de segurança em pelo menos três ataques na Cisjordânia, um deles perto do local onde aconteceu a tentativa de esfaqueamento de hoje. Desde que se intensificou a onda de violência na região, no início de outubro, 76 palestinos, onze israelenses, um eritreu e um árabe-israelense morreram. (Veja)

Exclusivo: Peritos da Polícia Federal estimam em até R$ 42 bilhões o desvio do petrolão

Desde o início das investigações, a força-tarefa da Lava Jato tenta calcular o valor total do que foi desviado da Petrobras para o bolso de empreiteiros, ex-dirigentes, políticos e partidos. Os peritos da Polícia Federal, revela O Antagonista, estimamo desvio entre R$ 6,4 bilhões e R$ 42,8 bilhões. Parece um exagero, mas eles tomaram como referência mínima os 3% "repassados a partidos políticos e ex-funcionários da Petrobras" e, como referência máxima, os 20% aplicados no superfaturamento de contratos num "ambiente desprovido de livre concorrência". É certo que o valor efetivamente está entre um e outro, numa combinação de ambos. No caso da Odebrecht, que lidera a lista da propina, "o montante de recursos pagos indevidamente pela Petrobras" oscilaria entre R$ 1,06 bilhão e R$ 7,1 bilhões. A Techint é segunda no ranking, seguida da Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Engevix e UTC.
  




Ainda mais perto de Lula

A Polícia Federal descobriu que o maior fornecedor da Odebrecht foi Roberto Teixeira, como revelou O Antagonista, ontem à tarde. Uma dica: Roberto Teixeira é José Carlos Bumlai antes de José Carlos Bumlai. Assim como Bumlai, Teixeira foi acusado de fazer negócios em nome de Lula. Assim como Bumlai, ele cedeu imóveis a Lula e seus familiares. Assim como Bumlai, ele adotou os filhos de Lula. Se a Polícia Federal seguisse o dinheiro repassado da Odebrecht a Roberto Teixeira, entraria diretamente na esfera de Lula. Acorde, Roberto Teixeira.

José Eduardo Cardozo conhece Lula

A Folha de S. Paulo, hoje, tem uma entrevista com José Eduardo Cardozo. O jornal tentou descobrir por que Lula tinha antipatia por ele. Perguntou-lhe: “Dizem que o problema vem da época de uma CPI”. José Eduardo Cardozo respondeu: “Não é uma CPI. É uma investigação partidária. Foi designada pela direção do PT da qual participamos eu, Paul Singer e o Hélio Bicudo. Chegamos a uma conclusão. Disseram que o presidente não gostou da conclusão. Nunca me falou. Apenas soube e até hoje se especula que ele teria críticas a mim”. Trata-se da investigação que apontou as “graves faltas éticas” de Roberto Teixeira, o maior fornecedor de Lula e da Odebrecht. José Eduardo Cardozo sabe quem é Lula. Por isso Lula não gosta dele. (O Antagonista)

João Santana está solto

O jornalista Claudio Tognolli publicou o seguinte relato em seu blog, no Yahoo: "Pouco antes de começar a Copa do Mundo, aqui no Brasil, um amigo jornalista foi visitar José Maria Marin, em seu apartamento na alameda Casa Branca, nos Jardins. Seco e grave, Marin lhe confidenciou: "Você se considera jornalista investigativo? Se sim, tente investigar o esquema que o marqueteiro João Santana montou com Lula no exterior… Não há quem consiga investigar isso e eu sei de tudo, mas fico apenas com a dica que te dou…". José Maria Marin está preso. João Santana e Lula estão soltos. A Veja noticiou neste sábado, porém, que a Lava Jato está investigando o esquema de João Santana no Exterior. O resto da imprensa ignorou o assunto, assim como ignorou as referências a Feira no celular de Marcelo Odebrecht, mas se trata do fato mais explosivo dos últimos meses.

Prendam o pecuarista

José Carlos Bumlai, o operador de Lula, reuniu-se sete vezes com Marcelo Odebrecht, o empregador de Lula. Os encontros, informa O Globo, "foram mapeados pela PF na agenda do celular de Marcelo Odebrecht", e ocorreram entre 2010 e 2013. O agendamento das reuniões com o "pecuarista" José Carlos Bumlai, segundo a PF, não segue o padrão de outros compromissos marcados na agenda pessoal de Marcelo Odebrecht. Marcelo Odebrecht orientou Alexandrino Alencar a "não deixar o pecuarista solto" em sua viagem com Lula, para a Guiné. O Antagonista concorda: não deixe o pecuarista solto, PF.

Lula e a Muranno

A Lava Jato “reuniu indícios de que pagamentos feitos pela Petrobras à agência de publicidade Muranno - suspeita de ter sido usada para lavagem de dinheiro - foram autorizados por José Sergio Gabrielli”, informa o Valor. O caso pode parecer menor, considerando o volume de dinheiro roubado da Petrobras. Mas ele atinge diretamente Lula. Alberto Youssef disse que o dono da Muranno ameaçou revelar o esquema de corrupção na Petrobras caso não lhe pagassem 7 milhões de reais. Ao tomar conhecimento do caso, Lula mandou José Sérgio Gabrielli usar a propina das empreiteiras para calar o dono da agência. Quem cuidou do pagamento? Paulo Roberto Costa - o Paulinho - e Alberto Youssef.

Pixuleco I não foi e nem será fatiada

A Pixuleco II foi fatiada, mas a Pixuleco I continua sob a guarda de Sérgio Moro e segue firme. Na tarde de hoje, Ricardo Pessoa, Dalton Avancini e Eduardo Leite prestam depoimento a Moro em Curitiba como testemunhas da acusação. Só para lembrar, essa foi a operação que prendeu José Dirceu em 3 de agosto. O ex-ministro foi denunciado pelo MPF com o irmão Luiz Eduardo, o ex-assessor Bob Marques, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o lobista Milton Pascovitch e os ex-executivos da Petrobras Pedro Barusco e Renato Duque. Curitiba vai ferver.

Nora de Lula atuou para subsidiária da Petrobras

Fátima Rega Cassaro trabalhou no escritório Salusse Marangoni Advogados na defesa de processos administrativos fiscais, tanto no Carf, que está sob investigação da Operação Zelotes, como nas instâncias inferiores em tribunais administrativos fiscais de estados e municípios. Uma das clientes da nora de Lula, casada com Luís Cláudio, foi a Liquigás Distribuidora, subsidiária da Petrobras. A banca Salusse Marangoni disse ao Antagonista que Cassaro não trabalha mais lá. Não parece ser coincidência que a LFT receba dinheiro de um escritório de lobby (Marcondes e Mautoni) que atuava no mesmo Carf, e tampouco que a corretora "Silva e Cassaro", aberta pelo casal Fátima e Luís Cláudio, tenha sido alvo de busca e apreensão da Zelotes. A força-tarefa avançou mais dez jardas.

A MP do futebol americano

O lobista que pagou 2,4 milhões de reais a Lulinhazinho pensou em replicar o esquema da CAOA em outros setores. Segundo o Estadão, Mauro Marcondes ofereceu regalias fiscais às indústrias de autopeças, de máquinas e de pneumáticos, alegando possuir "influência política em Brasília". Um dirigente de uma entidade patronal que se reuniu com Mauro Marcondes disse à reportagem: "Só para iniciar os trabalhos, o Mauro nos pediu 500 mil reais. Se tudo desse certo, ele ganharia ainda uma taxa de sucesso entre 3% e 5% do valor total do benefício dado ao setor". Touchdown!

Juiz da Zelotes acusa Paulo Pimenta: "Ele ajudou a embaralhar a Zelotes para proteger o PT"


O juiz substituto Ricardo Leite, da 10ª. Vara Federal de Brasília, acaba de protocolar queixa-crime contra o procurador federal Frederico Paiva, que trabalha na Operação Zelotes, acusando-o de embaralhar as investigações para beneficiar o PT. Na queixa-crime, o juiz diz que o procurador usou o deputado gaúcho Paulo Pimenta e blogs alinhados com o PT e o governo, tudo para difamá-lo e afastá-lo do caso da Operação Zelotes. O pedido inclui a quebra dos sigilos telefônico e de e-mails do procurador. Está tudo no TRF da 1ª Região. O deputado federal petista Paulo Pimenta, de Santa Maria (RS) notabilizou-se quando foi flagrado pelo então deputado federal Júlio Redecker, no momento em que mergulhava dentro do carro do publicitário mineiro Marcos Varélio, de madrugada, após o final de mais uma sessão da CPI dos Correios. Marcos Valério era o operador do PT no Mensalão. Isso ocorreu na garagem do Senado Federal. No dia seguinte, Julio Redecker desmoralizou Paulo Pimenta em plenário, bem como a sua fraudada lista de propina de Minas Gerais. O petista gaúcho foi obrigado a renunciar à relatoria da CPI. Depois disso, ligava lamurioso para Julio Redecker, implorando para que o deputado gaúcho do PSDB não levasse o seu partido a ajuizar o seu pedido de cassação de mandato por falta de conduta ética. Os telefonemas foram ouvidos pelos acompanhantes de Julio Redecker no saguão do aeroporto de Brasília, no viva voz do telefone do deputado tucano gaúcho. O juiz atual do caso é Vallisney de Souza Oliveira, que estava lotado no STJ e decidiu voltar para a 10ª Vara logo depois da devassa nos escritórios de Lulazinho.

Boletim Focus prevê recessão de 3,1% para este ano e de quase 2% para o ano que vem

O novo boletim Focus, emitido hoje pelo Banco Central, prevê recessão bem maior para o ano que vem. As projeções passaram de 1,51% para 1,90% de queda do PIB. Pela 17ª. semana, Focus também promoveu revisão de estimativa para o PIB deste ano, passando de queda de 3,0% para 3,10%. Ajudou a envenenar a previsão o resultado do desempenho da produção industrial, que caiu 1,34% em setembro, fechando queda de 9,5% no terceiro trimestre, contra queda de 6,5% no trimestre anterior. Em relação à inflação, o boletim estima número igual a 9,99% em 2015, praticamente dois dígitos.

Bank of America prevê maior crise econômica do século para o Brasil. Recessão irá a 3,3% este ano e a 3,5% no ano que vem.

O Bank of America Merril Lynch prevê para o Brasil a maior crise econòmica do século, sem que o governo consiga iluminar o final do túnel. Eis as previsões:
PIB
2015 - menos 3,3%
2016 - menos 3,5%

A morte do petista João Acir Verle, ex-prefeito de Porto Alegre


O ex-prefeito de Porto Alegre, João Acir Verle (PT), morreu na madrugada de sábado, aos 75 anos, e foi enterrados nesta segunda-feira, na capital gaúcha. Em abril de 2002, Verle assumiu a prefeitura, exercendo  o cargo até o final do mandato, em janeiro de 2005. O petista também foi presidente do Banrisul durante a gestão Olívio Dutra. Verle só foi prefeito porque o peremptório petista "grilo falante" e poeta onanista e tenente artilheiro Tarso Genro, que havia garantido que não renunciaria ao posto, renunciou, para concorrer ao governo do Estado, e ser derrotado por Germano Rigotto (PMDB). Verle nasceu em Caçador, Santa Catarina, em 29 de novembro de 1939. Ele foi professor, economista e funcionário do Tribunal de Contas do Estado. João Acir Verle era destacado membro da DS - Democracia Socialista, grupo revolucionário trotskista clandestino que parasita o corpo do PT (a DS é sucedânea direta do antigo POC - Partido Operário Comunista). Foi no TCE que se montou uma "base" (célula) da DS e onde se formou o "pensamento econômico" do trotskismo, hoje conhecido como "pedalada fiscal". O maior expoente dessa "corrente de pensamento" é Arno Augustin, que chegou a secretário do Tesouro Nacional e conduziu o maior e inimitável endividamento da história brasileira em todos os tempos, com uma gigantesca "pedalada" fiscal destinada exclusivamente a garantir a reeleição de Dilma Rousseff e assegurar a permanência do PT no poder. A presença de Verle na chapa de Tarso Gerno, na eleição de 2000, comprova o quanto sempre foram íntimas as relações entre Tarso e os trotskistas (a mesma coligação se deu também para a sua eleição ao governo do Estado). Na condução da prefeitura de Porto Alegre, João Acir Verle conduziu uma gestão desastrada, que afundou as finanças da cidade. Aliás, a DS ocupou também a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul no governo do peremptório Tarso Genro e o resultado é o que se viu. Depois de deixar a prefeitura, João Acir Verle criou uma ong e passou a "vender" a idéia trotskista do Orçamento Participativo. Conseguiu convencer o Banco Mundial e levou essa experiência embrionariamente para a India e China. É notável como os trotskistas têm experiência histórica no mecanismo do "entrismo" em organizações. Aplica essa prática no Brasil desde a década de 70, Foi o que também fez ao ingressar no PT. 

Gerdau pode vender suas florestas por R$ 1 bilhão

O grupo Gerdau não desmentiu e nem confirmou as informações do mercado, segundo as quais teria colocado à venda os 150 mil hectares de florestas que possui em Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso. A venda poderia render R$ 1 bilhão para o grupo gaúcho. A atividade florestal da Gerdau começou quando os governos militares criaram incentivos fiscais para a formação de florestas. O Grupo Gerdau é investigado na Operação Zelotes por suposta dívida abatida de maneira criminosa pelo Carf, em valor bilionário.

Trotskista e executivo do Foro de São Paulo, Marco Aurélio "Top Top" Garcia é citado 50 vezes na investigação de Lula

O aspone para assuntos internacionais aleatórios da Presidência, Marco Aurélio "Top Top" Garcia, é citado ao menos 50 vezes no inquérito que investiga o ex-presidente Lula pela prática do crime de tráfico internacional de influência para beneficiar a empreiteira Odebrecht, com financiamentos do BNDES para obras no Exterior. O caso vem sendo investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. O protagonismo de Marco Aurélio Garcia no caso Odebrecht poderá levar o assessor presidencial a depor na CPI do BNDES. A investigação do Ministério Público apura a acusação de tráfico de influência internacional do ex-presidente Lula durante seu governo. E-mails obtidos pelo Ministério Público, comprovam que era Top-top Garcia quem “garantia” a autoridades os financiamentos do BNDES. O pânico no governo com a possível convocação de Top-top fez com que fosse criada “tropa de choque” para sepultar a CPI do BNDES.

Texto prevê R$ 10 bilhões com venda de terras

Com a dupla função de ser relator das contas da presidente Dilma Rousseff em 2014 e relator da Receita do Orçamento de 2016, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) decidiu contabilizar R$ 10 bilhões em seu parecer da venda de terrenos rurais da Amazônia Legal e urbanos para fechar as contas do governo no próximo ano. Para tanto, Gurgacz espera a aprovação de uma emenda apresentada por ele com essa finalidade na Medida Provisória 691/2015 – que trata principalmente da venda de terrenos de Marinha. O relator da MP na comissão mista, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), apresentou seu parecer na última quarta-feira acatando a sugestão. A votação na comissão só vai ocorrer na próxima quarta. E terá de passar por Câmara e Senado. Mesmo sem sequer existir, um dia após a decisão de Lelo Coimbra, o senador já decidiu contabilizar R$ 10 bilhões com a venda desses terrenos no parecer que apresentou como relator de Receitas do Orçamento de 2016. Ou seja, quer fazer um ajuste fiscal contando com a alienação dos imóveis. Gurgacz disse que a proposta visa a regularizar a situação fundiária de pessoas ligadas ao programa Amazônia Legal. Segundo ele, são terras que não estão em áreas de conflito. “Estamos facilitando o processo e tendo uma receita extra”, disse. Gurgacz também é relator das contas do governo da presidente Dilma na Comissão Mista de Orçamento. O caso é sensível porque o TCU recomendou ao Congresso a reprovação das contas da petista, medida que pode aumentar a pressão contra o governo pelo impeachment da presidente.