sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Os segredos do celular de Jorge Zelada

A Polícia Federal analisou o telefone celular apreendido com Jorge Zelada. Em sua agenda, foram encontrados 6.385 contatos, inclusive de ex-dirigentes da Petrobras, como Paulo Roberto Costa, Renato Duque, Pedro Barusco e Eduardo Musa; lobistas, como João Augusto Henriques, e executivos da Odebrecht, como Rogério Araújo - todos enrolados na Lava Jato. Da análise de 320 registros de chamadas, a Policia Federal destacou as ligações para Renato Duque e também para os empresários Raul Felipe Schmidt e Marcelo Leite, com quem Zelada mantinha negócios. Numa troca de mensagens em novembro de 2014, Jorge Zelada e Raul Felipe Schmidt Jr. lamentam a prisão de Renato Duque. O empresário diz ao ex-diretor da Petrobras que está sofrendo "por nosso amigo e irmão". "Torço para que tudo se resolva rápido". Raul Felipe Jr.: "Fica tão difícil expressar o que estou e tenho sentido. Parte de mim está aí (a maior parte). O carinho que tenho pelo Duque é tão grande que estou surpreendido. Acho que nunca estive tão triste em toda a minha vida. Experiência igual, nem pensar, imaginar como ele está agora, é uma tortura pra mim". Zelada: "Compartilho exatamente. O advogado foi hoje para Curitiba. A ver o que ele diz". Em outra troca de mensagens, em junho de 2015, pouco antes de Zelada ser preso, eles comentam reportagem da Folha citando ambos e Duque em repasses de propina. Raul Felipe Jr. fala da contratação de uma assessoria de imprensa (FSB) e pergunta novamente sobre Duque: "Alguma notícia do Renato?". Zelada responde: "Sim, está firme".

As "amigas" de Zelada

Rogério Araújo, da Odebrecht, está entre os principais contatos do ex-diretor internacional Jorge Zelada. Em mensagem ao sobrinho Yuri, em julho de 2014, o ex-executivo da Petrobras lhe pede que faça contato com Araújo. A reunião deveria ocorrer no dia 31. No mesmo dia, Zelada tinha encontro com o criminalista Nélio Machado.

Exclusivo: A ata de compra da Refinaria de Pasadena

No material apreendido pela Polícia Federal com Jorge Zelada, há escrituras de imóveis na Região dos Lagos, no Rio, contratos de offshores e de consultorias de fachada e documentos internos da Petrobras. Um desses documentos é a ata da reunião da diretoria executiva da Petrobras, ocorrida em 18 de agosto de 2005, na qual foi decidida a aquisição da Refinaria de Pasadena, negócio que gerou prejuízo bilionário para a estatal e muitos milhões de pixulecos para o PT e a sua turma. José Sérgio Gabrielli presidiu a reunião, escoltado pelos diretores Almir Barbassa, Guilherme Estrela, Ildo Sauer, Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa, Renato Duque e o secretário-geral Hélio Fujikawa. Uma planilha intitulada "Viagens Pasadena", anexada ao mesmo relatório da PF, traz a relação dos funcionários da Petrobras que foram a Houston, entre 2005 e 2009, para tratar do tema da refinaria. Foram realizadas 181 viagens, 50 delas no ano anterior à compra.

A ameaça de Dilma

Lula negociou a compra de Pasadena. Releia a nota que publicamos no mês passado: A seção Radar, da Veja, relata que, em 2 de maio de 2014, um Lula radiante foi ao Encontro Nacional do PT, em São Paulo, com discurso pronto para lançar a sua candidatura à Presidência da República. Dilma Rousseff, abatida, chamou-o para uma conversa a sós. Lula, diz a coluna, saiu abatido e Dilma, radiante. Ela foi aclamada candidata. Segundo a seção Radar, passado um ano e quatro meses, o assunto da conversa foi a compra da refinaria de Pasadena, o pior negócio da história do capitalismo mundial que, segundo Nestor Cerveró, rendeu 4 milhões de reais à campanha de Lula, em 2006. Ou seja, para ser candidata à reeleição, Dilma teria ameaçado Lula. (O Antagonista)

Bastidores sobre o parecer jurídico de Pasadena

No material apreendido com Jorge Zelada, a PF encontrou documentos referentes ao parecer jurídico que embasou a aprovação da compra da refinaria de Pasadena pela direção da Petrobras e por seu conselho de administração, então presidido por Dilma Rousseff. Na papelada, está um texto do advogado Thales Rezende Rodrigues de Miranda, que interpela a Petrobras sobre o negócio. Miranda era o consultor jurídico da estatal e teria se negado a firmar o parecer de aprovação, sendo punido por isso. Quando o assunto surgiu na imprensa, ele postou no Facebook um desabafo, que depois foi excluído. "Ter que sofrer tudo que sofri na pele por ter me recusado a assinar o parecer jurídico que respaldava a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras foi duro, paguei um preço alto por esta decisão. Terminou em uma licença psiquiátrica e culminou com meu pedido de demissão", diz num trecho do texto. A Polícia Federal registra no relatório que Miranda "chegou a ocupar cargos de confiança na Petrobras e foi o coordenador da Due Diligence jurídica, negociando diretamente as cláusulas dos contratos de Pasadena, sendo responsável por elaborar a primeira minuta do parecer". O documento, porém, não agradou. Seu superior hierárquico Carlos Cesar Borromeu "modificou várias vezes o texto original" e "assinou sozinho". "Thales Miranda também afirma no documento que a aquisição da Refinaria de Pasadena era parte estratégica do Projeto Honduras, que se encaixava no Plano Estratégico da Petrobras de adquirir uma refinaria nos EUA para mitigar as perdas com o refino de Marlin". O advogado acusou Borromeu de aconselhar a estatal a se aventurar temerariamente em uma arbitragem internacional contra cláusula literal de um dos contratos. "Em uma atitude de litigância temerária, tentou modificar um laudo arbitral em uma corte do Texas, o que qualquer advogado com um mínimo de conhecimento de arbitragem sabe ser praticamente impossível e passível de litigância de má-fé". Se for verdade, Thales Miranda merece uma medalha.


O parecer jurídico encomendado a Borromeu para garantir a negociata de Pasadena

Natalino e o banco de Bumlai

Natalino Bertin, a "amiga" de José Carlos Bumlai, que também é "amiga" de Lula, quis ter um banco. Em maio de 2008, apresentou ao Banco Central um pedido de autorização para a criação do BHB, um banco múltiplo, com carteira comercial e de investimento. O capital inicial era de R$ 59 milhões e a sede seria em São Paulo. Curiosamente, em setembro do mesmo ano o grupo pediu à área técnica do BC que suspendesse o processo de análise do plano de negócios, que seria retomado em "momento oportuno". O caso acabou arquivado e Bumlai perdeu a oportunidade de ter um banco só seu.

Baiano, você não encontrou Lulinha e Luleco?

No depoimento de Fernando Baiano, que publicamos ontem, o delator diz que foi falar com José Carlos Bumlai em seu escritório no edifício Office Brigadeiro, número 3530, conjunto 61, em São Paulo. Lá estava abrigada a sede administrativa da Usina São Fernando, que recebeu quase R$ 500 milhões em recursos do BNDES - dinheiro que ninguém mais viu. No mesmo endereço funcionava a LLCS Participações, de Fábio Luis e Luis Claudio Lula da Silva. O Antagonista sugere à força-tarefa da Lava Jato que pergunte a Baiano se ele, por acaso, não cruzou por lá com Lulinha e Luleco. Aliás, se Baiano queria aproximar Paulo Roberto Costa do PT podia falar diretamente com os filhos do dono.


Era conta conjunta?

Vamos repetir: a Usina São Fernando, que embolsou R$ 500 milhões do BNDES e depois quebrou, funcionava no mesmo endereço da LLCS Participações, dos filhos de Lula. Mais uma vez: a empresa de José Carlos Bumlai que conseguiu do BNDES, sem garantias, meio bilhão de reais dividia a sala com a empresa dos filhos do presidente da República que mandava no BNDES. Se eles dividiam telefone, mesa, cadeira e até o cafezinho, será que dividiam também a conta bancária?

Bazar 61

No mesmo conjunto 61, do edifício Office Brigadeiro, onde esteve sediada a Usina São Fernando e a LLCS Participações, também funcionou a Bilmaker 600, que pertence a Glaucos da Costamarques, primo de José Carlos Bumlai, especializada em agenciamento e intermediação de negócios em geral. Costamarques teve como sócios Fabio Tsukamoto e Otavio Portugal Ramos, que integraram a ZLT 500, outra empresa de promoção de eventos esportivos de Luís Cláudio, o Luleco. A Bilmaker 600 hoje se chama WDealer Serviços de Importação e Exportação e mudou sua sede para a rua Conego Eugenio Leite, 1173, 8o andar. Os sócios também foram trocados. Quem responde pela companhia é Claudio Rocha Júnior, também ligado a Bumlai.

O Islã é a barbárie

Não tem mais conversa: o Islã é a barbárie.

Os táxis de Paris

Os táxis de Paris estão levando passageiros de graça, para que ninguém fique na rua. Os táxis de Paris ajudaram as tropas francesas a ir para a Frente do Marne, na Primeira Guerra Mundial.

Incêndio em Calais

Em Calais, um incêndio devora o acampamento dos refugiados que querem ir para a Inglaterra.

Paris jamais será a mesma

O número de mortos e feridos é uma enormidade, mas só amanhã será possível fazer um balanço preciso. A única certeza é de que Paris jamais será a mesma.

J'accuse

O governo socialista de François Hollande é responsável pela carnificina em Paris. Deixou de policiar a cidade como deveria, depois dos atentados de janeiro, para não ferir as suscetibilidades do eleitorado muçulmano e dos esquerdistas empedernidos. (O Antagonista)

Ex-presidente da Previ renuncia ao conselho da Petrobras

A Petrobras informou nesta sexta-feira (13) que Dan Conrado renunciou ao posto de suplente do conselho de administração da companhia. Ele ocupava ainda uma vaga como conselheiro titular na BR Distribuidora. De acordo com comunicado distribuído pela estatal, a renúncia foi por "razões pessoais". Conrado foi presidente da Previ – o fundo de pensão dos empregados do Banco do Brasil – até o fim do ano passado e foi nomeado para a Petrobras em abril. Chegou ao conselho da Petrobras por indicação do presidente da estatal, o petista Aldemir Bendine, o amigo da Val, que presidia o Banco do Brasil. É a segunda renúncia no conselho em apenas seis meses – antes de Conrado, o conselheiro Clóvis Torres, que também era suplente, anunciou sua saída. Além disso, o presidente do conselho nomeado em abril, Murilo Ferreira, está licenciado desde setembro. O prazo da licença vence no dia 30 de novembro, mas há dúvidas com relação ao seu retorno. Ferreira se licenciou também alegando razões pessoais, mas pessoas próximas dizem que a decisão foi motivada por divergências com Bendine. O conselho nomeado em abril tem apenas dois representantes ligados ao governo [Bendine, e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho]. A nomeação de um grupo mais independente teve como objetivo tentar resgatar a credibilidade da estatal após o escândalo de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

Executivos da Andrade Gutierrez ficam calados diante de juiz Moro


Por orientação de seus advogados, três ex-executivos da empreiteira Andrade Gutierrez se recusaram a responder a perguntas em audiência na Justiça Federal do Paraná nesta sexta-feira (13).  A aparição do ex-presidente da empresa, Otávio Marques de Azevedo, durou menos de dois minutos. O executivo agradeceu a família e os amigos pelo apoio "em 150 dias de prisão" e disse ao juiz Sergio Moro que preferia se manter em silêncio. Os outros depoimentos marcados eram os dos ex-diretores Elton Negrão e Paulo Dalmazzo. A Andrade Gutierrez é suspeita de distribuir R$ 243 milhões em propina a políticos e dirigentes da Petrobras, em troca de ser beneficiada em contratos com a estatal. Azevedo e os executivos foram presos em junho deste ano. O operador e delator Fernando Baiano também depôs nesta semana e disse que jamais discutiu propinas ou vantagens indevidas com os diretores da empreiteira. "Se eu operei para alguém, eu operei para (o ex-diretor da Petrobras) Paulo Roberto Costa. Foi a pessoa que me pedia para receber dinheiro dizendo que vinha da Andrade Gutierrez, mas nem isso eu consegui confirmar. Nos encontros que eu tive com Paulo Roberto ou com executivos da Andrade Gutierrez nunca foi tratado de vantagens indevidas", disse Baiano. O lobista mudou uma informação que dera antes em um dos depoimentos de sua delação premiada. Primeiro, Baiano disse que intermediara um pagamento de R$ 500 mil da Andrade Gutierrez para o PP nas eleições de 2010. No depoimento desta semana, o delator recuou e disse não ter certeza se entregou um endereço, ao doleiro Alberto Youssef, para a retirada de dinheiro para o PP. Baiano atribuiu a mudança a uma confusão causada por uma conversa com Youssef na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. 

Paris sob gigantesco ataque do terrorismo islâmico - nove ataques em lugares diferentes; há mais de 100 reféns no cabaret Bataclan, e já morreram mais de 60 franceses




Uma série de ataques em Paris na noite desta sexta-feira deixou mais de 60 mortos, de acordo com a imprensa local. Dois homens armados abriram fogo contra o bar Le Carillon, no 10º distrito, matando 11 pessoas. A polícia de Paris informou que houve outro ataque próximo dali, no 11º distrito, que deixou 35 mortos na boate Bataclan, onde cerca de 100 pessoas são mantidas reféns. Violentas explosões foram ouvidas nos arredores do Stade de France, onde acontecia o amistoso entre França e Alemanha. A rede de televisão iTélé informou que o presidente da França, François Hollande, foi retirado do estádio por precaução. Uma testemunha que estava na boate Bataclan no momento do ataque contou a uma rádio local que os atiradores gritavam palavras em árabe enquanto atiravam na multidão. Segundo o jovem, que assistia ao show com a mãe e conseguiu fugir do local, eles diziam "Allahu Akbar", ("Deus é grande"). Há relatos de um quarto ataque, em um shopping center no bairro de Les Halles, no centro da capital francesa, com um forte tiroteio. 

As mistificações do IBGE sobre trabalho infantil e remuneração das mulheres

Por Reinaldo Azevedo - Aumentou o número de desempregados no Brasil, e nem poderia ser diferente. Não se produz impunemente — sem punir quem trabalha, claro! — uma recessão de quase 3,5% num ano, contratando uma outra que, estima-se, será de pelo menos 2% no ano que vem. Para registro: “O número de brasileiros desempregados cresceu 9,3% em 2014, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre 2013 e 2014, o contingente passou de 6,63 milhões para 7,25 milhões de desocupados, um acréscimo de 617,2 mil. Já a taxa de desemprego, que foi de 6,5% em 2013, passou a 6,9% no ano passado. Não há segredo aí. Quero fazer duas considerações sobre outros dados da pesquisa, que costumam servir à militância e quase nada à realidade. Segundo o IBGE, em 2014, havia 3,3 milhões de pessoas com idade entre 5 e 17 anos trabalhando no Brasil — os homens representavam cerca de dois terços desse número. Comparando com 2013, houve um aumento de 4,5% no número de crianças e adolescentes ocupados, ou um contingente de 143,5 mil a mais nessa condição. Sempre tenho curiosidade de saber como esses números são produzidos. Essas crianças estão ou não na escola? Se não estiverem em razão do trabalho, então estamos com um problema. Se estiverem trabalhando, mas frequentando normalmente as aulas, podemos não ter problema nenhum. Vamos seguir. Os artigos 402 a 441 da CLT trata do trabalho do menor, estabelecendo as normas a serem seguidas por ambos os sexos no desempenho do trabalho. A Constituição Federal, em seu artigo 7º, inciso XXXIII, considera menor o trabalhador entre 16 e 18 anos. Segundo a legislação trabalhista brasileira, é proibido o trabalho do menor de 18 anos em condições perigosas ou insalubres. Os trabalhos técnicos ou administrativos serão permitidos, desde que realizados fora das áreas de risco à saúde e à segurança. Ao menor de 16 anos de idade, é vedado qualquer trabalho, salvo na condição de aprendiz a partir de 14 anos. Muito bem: como os números do IBGE falam de trabalho entre 5 e 17 anos, isso inclui aqueles a partir dos 14, quando alguma forma de trabalho é permitida. Mais: é preciso distinguir a criança ou adolescente que acompanha o pai ou a mãe numa pequena propriedade — o que é muito comum no interior do Brasil — ou num empreendimento familiar daquele que exerce trabalho remunerado para terceiro, sem registro formal, o que pode caracterizar, aí sim, exploração da mão de obra infantil. Um filho que trabalhe com a família num negócio autônomo ou numa pequena propriedade, desde que frequentando a escola e livre de condições degradantes, não é um mau exemplo. Ao contrário! É bem melhor do que ficar na rua ou em companhias suspeitas, fazendo o que não deve. É simples assim.
Trabalho feminino
O IBGE divulga também números sobre a desigualdade de renda entre homens e mulheres. Outro mistério é saber como são produzidos. Caiu a diferença de ganho entre homens e mulheres entre 2013 e 2014, mas pouco, segundo a Pnad: as mulheres receberam em média 74,5% do rendimento dos homens — em 2013, 73,5%. O Brasil tem muito a aprender com Roraima pelo visto: é o Estado em que a diferença é menor – as mulheres recebem 88,8% do que é pago aos homens. O pior resultado seria o do Mato Grosso do Sul, com 65,1%. Então vamos pensar. O Mato Grosso do Sul, com a maior desigualdade de salário entre homens e mulheres do país, tem o 10º IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país; Roraima está em 13º. Há, portanto, 17 Estados com um IDH abaixo do de Mato Grosso do Sul, onde, segundo o IBGE, a diferença salarial entre homens e mulheres é menor. Vamos continuar a pensar. Só há algum sentido na comparação entre rendimentos de homens e mulheres caso se trate de funções idênticas. Ou é picaretagem. Será que uma empresa pagaria a um homem um pouco mais do que à mulher, embora ambos exerçam a mesma função? Em razão do quê? Daquilo que Ayres Britto chamou certa feita de “plus”, de “regalo”? A suposição é tola e antieconômica. Querem ver? Se homens e mulheres fazem rigorosamente a mesma coisa, e se a mão de obra delas é mais barata, por que as empresas contratariam a mais cara? Só para manter a TMP da equipe? O que é TMP? É a Taxa Média de Pênis. Essa conversa é muito comum também quando se trata da cor da pele. Uma empreiteira paga menos a pedreiros negros do que aos louros de olhos azuis?
Outra questão
“Ah, mas o rendimento dos homens acaba sendo maior porque eles são maioria em cargos de chefia…” Ah, bom, então estamos diante de outra questão, que não passa necessariamente por discriminação de gênero. No jornalismo, sou capaz de apostar que o salário médio das mulheres é maior porque as há em maior número em cargos de comando — e em maior número nas redações. Na construção civil, é possível que seja o contrário. Nesse setor, que concentra boa parte da mão de obra do país, há uma prevalência de homens porque é pequeno ainda o número de mulheres que escolhem, por exemplo, a engenharia civil. Mais: por razões que nada têm a ver com a discriminação no mundo do trabalho, é maior o número de mulheres nos serviços domésticos — cuja remuneração costuma ser inferior ao de outras funções, o que também concorre para rebaixar o ganho médio. Há certos cortes que são feitos em pesquisas que apenas obedecem ao viés militante e dizem muito pouco — ou quase nada – da realidade brasileira. Querem ver? Tendo a achar, por exemplo, que o ganho médio dos homossexuais na área de entretenimento — incluindo televisão, cinema e showbiz propriamente — é maior do que o dos heterossexuais. Tenho a ligeira desconfiança de que isso se deva à presença maciça — não entro neste texto nas razões — de homossexuais nesse setor da economia. A quantidade acaba gerando qualidade, e logo eles passam para a chefia. Dever-se-ia falar, nesse caso, em discriminação? Sabem qual é problema de se produzirem leituras erradas com números ainda que verdadeiros? A resposta para eventuais problemas é igualmente errada.
PS – Para encerrar: o IBGE considera exploração da mão de obra infantil o uso de crianças em protestos do MST e do MTST?

Lewandowski chama impeachment de golpe e evidencia a miséria jurídica e ética que chegou também ao STF

Por Reinaldo Azevedo - Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, costuma produzir seu melhor pensamento quando está calado. O diabo é que, de vez em quando, ele fala. E, por óbvio, também toma decisões. Nesta sexta, ele conferiu uma palestra numa faculdade aqui em São Paulo. Se há quem queira ouvir, né?, fazer o quê? E disse o seguinte sobre a possibilidade de Dilma perder o mandato em razão de um eventual processo de impeachment. “Estes três anos após o golpe institucional poderiam cobrar o preço de uma volta ao passado tenebroso de trinta anos. Devemos ir devagar com o andor, no sentido que as instituições estão reagindo bem e não se deixando contaminar por esta cortina de fumaça que está sendo lançada nos olhos de muitos brasileiros”. Trata-se de uma fala energúmena, terrorista e militante. Quem fala aí é o petista, pouco importa se de carteirinha ou não. O homem faz jus à forma como foi indicado por Lula: a mãe dele era amiga de Marisa Letícia, mulher do então presidente. E isso deu em notório saber jurídico. Adiante. 
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Golpe uma ova. Quando um presidente da Suprema Corte chama de “golpe” o que está previsto na Constituição e na Lei 1.079, das duas uma: ou não sabe nada, ou o que sabe é má-fé. Idiota, Lewandowski não é. Ou não teria chegado aonde chegou com seu currículo magro nas lentes jurídicas. Volta ao passado tenebroso de 30 anos? Do que esse cara está falando? Do regime militar? Em primeiro lugar, a ditadura durou 21 anos, não 30. No dia 21 de abril de 1985, assumiu a Presidência o senhor José Sarney, e o velho regime estava definitivamente morto. Se a ditadura tivesse durado 30 anos, teria se estendido até 1994, e a Constituinte de 1988 teria sido redigida sob a força dos tanques. Por que Lewandowski não se cala? Em segundo lugar, de que diabo de cortina de fumaça ele está a falar? A expressão designa o uso de determinado evento para distrair as pessoas, para tirá-las do foco, para levá-las a se fixar no que não tem importância, deixando de lado o que tem. Cortina de fumaça, pois, é o discurso de Lewandowski, segundo o qual o impeachment seria golpe. Este senhor está querendo que os brasileiros deixem de considerar a responsabilidade de Dilma Rousseff na crise política que vivemos — já nem se diga da econômica. Este senhor pretende que os brasileiros não divisem os crimes cometidos pelo PT, que, pela segunda vez, é flagrado numa grande esquema para assaltar a institucionalidade. Gente como Lewandowski provoca em mim uma profunda vergonha, aquela, a tal, a vergonha alheia. Ele tem formação em direito, ainda que vá lá, se fosse jogador de futebol, estivesse mais para um atacante do Íbis, o pior time do mundo, do que para um Pelé… Refiro-me apenas à habilidade específica, não ao caráter. Afinal, o Íbis quer ser o pior time do mundo. E Lewandowski certamente se acha uma sumidade. Ele sabe que está contando uma grossa mentira jurídica e política ao classificar um eventual processo de impeachment de golpe institucional. Mas por que se obriga a fazê-lo: na melhor das hipóteses, que já é terrível, para ser grato àquele que o alçou da mediocridade ao posto de um dos 11 indivíduos mais importantes da República. Lewandowski é a evidência da miséria intelectual, teórica e jurídica que também chegou ao Supremo.

Em Minas Gerais, hoje, Aécio Neves seria presidente com 43,6%. Lula teria apenas 17,2%, em segundo lugar.


Se as eleições fossem hoje e o povo mineiro fosse chamado novamente às urnas, o candidato do PT sofreria uma derrota acachapante, bem ao contrário da vitória folgada que Dilma teve sobre Aécio no ano passado. A pesquisa é do Instituto Paraná Pesquisas. Eis o resultado da estimulada (com nomes apresentados pelo pesquisador):
Aécio Neves, 43,6%
Lula, 17,2%
Marina, 14,3%
Ciro Gomes, 4,5%
Bolsonaro, 4,3%
Michel Temer, 2,2%
Caiado, 0,9%
Não sabe, 6,l6%
Nenhum, 6,5%
No caso de segundo turno contra Lula ou contra Marina Silva, o resultado é o seguinte:
Aécio Neves, 59,8%
Lula, 23%
Aécio Neves, 55,5%
Marina, 28,4%

Paraná Pesquisas diz que 84,2% dos eleitores mineiros desaprovam o governo Dilma Roussef

Avaliação do governo Dilma Roussef em Minas Gerais
Aprova, 12,7%
Desaprova, 84,2%
Não sabe ou não opinou, 3,1%

59,6% dos mineiros aprovam o impeachment contra Dilma Roussef

A imensa maioria dos eleitores de Minas Gerais aprova o pedido de impeachment apresentado pela oposição contra a presidente Dilma Roussef. São 589,6% contra 30,7%. Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Paraná Pesquisas.

Lula emite diktat: "Ou Dilma aceita Super-Meirelles ou cairá fora do governo"


O PT está mesmo em polvorosa com a possibilidade de que Lula emplaque o ex-banqueiro Henrique Meirelles na posição mais forte do governo Dilma, substituindo Joaquim Levy. Vem aí o Super-Meirelles. Ele não esconde mais o jogo. O ex-banqueiro quer plenos poderes para nomear novos ministro do Planejamento, presidente do Banco Central e chefe da Receita Federal. Dilma, que sempre detestou Meirelles, já se conformou. Se ela resistir, Lula irá derrubá-la.

População brasileira soma 203,2 milhões


A população brasileira cresceu 0,9% no ano passado e totalizou 203,2 milhões de pessoas, segundo estimativa do IBGE divulgada nesta sexta-feira (13) na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2014. Comparando a 2013, o total de residente no país cresceu em 1,7 milhão de pessoas. A maior parte da população (45,5% do total) se declarou de cor branca (92,4 milhões de brasileiros). O grupo de pessoas que se declarou de cor parda representava 45% do total, ou 91,5 milhões. Mais 17,4 milhões de pessoas se declararam de cor preta (8,6% do total) e 1,8 milhão de pessoas declarou outra cor ou raça (indígena ou amarela), representando 0,9%. A população que se declara de cor preta foi a que mais cresceu, de 8% para 8,6%. Isso significou um aumento de 1,4 milhão de pessoas. O Brasil tinha mais mulheres (104,8 milhões) do que homens (98,4 milhões). Mais crianças de até 9 anos (28 milhões) do que idosos com 60 anos ou mais (27,9 milhões). Apesar disso, a população mais velha continua em ascensão. As pessoas com 60 anos ou mais de idade respondiam por 13,7%, 0,7 ponto percentual do que em 2013. Da população total, 44,1 milhões de pessoas viviam no Estado de São Paulo, segundo as estimativas do IBGE. Desse contingente, 1,5 milhão vivia em zonas consideradas rurais do Estado. Para realizar a Pnad, os pesquisadores do IBGE visitaram 151 mil domicílios no ano passado. Trata-se de um dos perfil mais completos da população brasileira. 

Justiça dá vitória ao Clarín contra Lei de Mídia na Argentina


A Corte Suprema argentina enterrou a ambição da presidente Cristina Kirchner de levar adiante o desmembramento do Grupo Clarín, pelo menos no que resta de seu mandato. Em uma decisão assinada dia 10 e divulgada ontem, os magistrados consideram válida uma liminar de fevereiro deste ano que impede o kirchnerismo de consumar a divisão do maior grupo de comunicação do país. Depois que a Lei de Mídia foi declarada constitucional, em 2013, a empresa apresentou uma proposta de adequação que o governo rejeitou, por considerar que a transferência de suas licenças de transmissão seria feita a companhias vinculadas ao grupo. O presidente da Autoridade Federal de Veículos de Comunicação (AFSCA), Martín Sabbatella, recorreu à Justiça para forçar o desmembramento. Os advogados da empresa obtiveram, então, uma liminar que evitava por seis meses o efeito dessa “adequação forçada”. O prazo dessa cautelar foi estendido e vale até 16 de janeiro.  Falando ao canal kirchnerista C5N, Sabbatella lamentou a decisão da Justiça. “Mais uma vez, o Judiciário permite ao Grupo Clarín ter uma posição de privilégio”. Ele afirmou que se a causa se estender indefinidamente, “terminará sendo uma sentença definitiva”. Sabbatella associou a decisão dos magistrados da Corte Suprema à eleição do dia 22, quando o governista Daniel Scioli, governador da Província de Buenos Aires nos últimos oito anos, enfrentará o conservador Mauricio Macri, prefeito da capital argentina no mesmo período. As pesquisas divulgadas no segundo turno dão vantagem entre 4 e 8 pontos ao candidato da direita. Se eleito, Macri pretende pedir a Sabbatella que deixe o cargo, ainda que seu mandato dure até 2017. “Parte do Judiciário se envolve na discussão eleitoral e há uma parte vinculada a poderes econômicos e políticos. A Justiça tem que ser independente desses interesses”, disse o funcionário kirchnerista. O kirchnerismo lançou no último ano uma ofensiva para controle de postos chave no Judiciário, graças ao controle político do Conselho da Magistratura. Em junho, conseguiu aprovar uma lei com a qual nomeava em causas adversas juízes aliados sem concurso para o lugar de magistrados substitutos. Essa prerrogativa foi cassada na semana passada pela Corte Suprema, que considerou a prática inconstitucional.

Dívida da Petrobrás cresce R$ 78 bilhões em três meses

Principal fragilidade da Petrobrás, a dívida líquida da companhia cresceu R$ 78 bilhões somente entre julho e setembro, segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira, 12, pela empresa, chegando a R$ 402,3 bilhões. A dívida bruta, por sua vez, chegou a R$ 506,6 bilhões. A alta do endividamento decorre diretamente da depreciação cambial. O diretor financeiro da companhia, Ivan Monteiro, condicionou a melhora nos indicadores à reestruturação e à venda de ativos da companhia, e sinalizou que trabalha para reestruturar e alongar os prazos dos compromissos. Segundo ele, “não há risco” de os desinvestimentos não saírem do papel. A meta em cinco anos é vender US$ 57 bilhões em ativos. Até o próximo ano, a meta é vender US$ 15,1 bilhões. Em 2015, a companhia vendeu US$ 200 milhões e, caso conclua a venda da subsidiária Gaspetro, da área de gás natural, até dezembro, ainda terá mais US$ 500 milhões. O negócio fechado com o grupo japonês Mitsui depende da aprovação de órgãos reguladores.


Diretor financeiro da Petrobrás condicionou melhora da crise na estatal à venda de ativosSegundo Monteiro, a conclusão do plano de venda de ativos para o próximo ano permitirá que a companhia não volte ao mercado para captar novos financiamentos em 2016. Somente neste ano, a estatal já contratou US$ 11 bilhões em empréstimos, com o objetivo de fechar o ano com saldo de caixa de US$ 22 bilhões. A companhia também negocia mais US$ 3 bilhões em financiamentos, neste ano, para suprir a necessidade de caixa estimada para o próximo ano. Após ter o grau de investimento cassado por três agências de classificação de risco – o que implica em pagar taxas mais altas nos empréstimos feitos no exterior –, a Petrobrás está em busca de alternativas de captação que não elevem excessivamente o seu custo de financiamento. Uma das modalidades em estudo seria a venda com arrendamento e opção de compra (sales and leaseback) de plataformas de produção de petróleo. O diretor financeiro da estatal detalhou ainda que, em alguns casos, a empresa pode manter a operação de ativos que vierem a ser vendidos. Ele citou o exemplo de gasodutos, que podem ser repassados a terceiros. Nesse caso, ao adquirir o bem, a empresa que fez o negócio deve assinar um contrato garantindo à Petrobrás a operação da rede. Na próxima segunda-feira, a diretoria da Petrobras, liderada por Monteiro, viajará ao exterior para “dar uma volta ao mundo”, passando por países como China, Estados Unidos, México, Canadá e Inglaterra. “Não conseguimos dar conta da agenda de tanto interesse. Todos querem ter a Petrobrás como parceira”, disse Monteiro. Com a alta de 28% na cotação do dólar frente ao real no período, o endividamento líquido da empresa atingiu a marca de R$ 402 bilhões. A conclusão do plano de desinvestimento é fundamental para a redução da alavancagem – relação entre a dívida líquida e a geração de caixa da companhia – da estatal, que subiu a 5,2 vezes no trimestre, ante uma taxa de 4,6 vezes no trimestre anterior. A meta da própria companhia é fechar o ano com nível de 3,3 vezes. “Esse nível está dentro do nosso plano. Não há como reduzir a alavancagem (relação entre endividamento e patrimônio da empresa) sem que haja forte contribuição da venda de ativos. Mas isso não é para um ano especifico, mas ao longo do plano de negócios até 2019”, frisou Monteiro, durante coletiva de imprensa.“A velocidade (da desalavancagem) está viculada à venda de ativos. A aceleração desse processo depende basicamente do plano de desinvestimento.”

NA PINDAÍBA, JOSÉ DIRCEU MANDA DEVOLVER CASA ALUGADA

Preso, sem dinheiro e sem renda, o ex-ministro José Dirceu foi obrigado a entregar a casa onde vive sua família em Brasília, na QL 22 do Lago Sul, após vários meses de aluguel em atraso. O ex-braço direito de Lula teve bens e ativos bloqueados e perdeu a condição de manter os pagamentos em dia. A mulher e a filha de cinco anos, xodó do ex-ministro, residem agora em um pequeno apartamento. Coitadinho..... vamos fazer uma lista de apoio a ele? Pequenas doações podem ajudar a alugar uma nova mansão para a mulher novinha dele e a filhinha de 6 anos. Vocês não acham que o "guerreiro do povo brasileiro" merece?

Ex-diretor da Petrobras, Cerveró é transferido para presídio no Paraná


O ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, e mais dois presos na Operação Lava-Jato, o lobista ligado ao PMDB, João Augusto Henriques, e um dos donos da Engevix, José Antunes Sobrinho, foram transferidos na tarde desta quinta-feira para o Complexo Médico Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Eles estavam na carceragem da Polícia Federal. O delegado Igor Romário de Paula alegou dificuldade de espaço para manter os detentos na sede da instituição. A transferência foi autorizada pelo juiz Sérgio Moro a pedido da Polícia Federal. Os três ficarão em ala reservada no complexo. João Henriques é um dos denunciados em um processo que envolve o aluguel de navio-sonda para a Petrobras. José Antunes Sobrinho é acusado de participar do pagamento de propina ao então presidente da Eletronuclear Othon Silva nas obras de Angra 3. Ele responde pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e não deve permanecer preso em Curitiba durante muito tempo, pois o Superior Tribunal Federal desmembrou o processo e transferiu o relativo à usina nuclear para a Justiça Federal do Rio de Janeiro.

A extrema esquerda começa a enfrentar o Conselho de Ética


Chico Alencar e Jean Wyllis passam a enfrentar processos no Conselho de Ética, com provas robustas, que podem cassar os seus mandatos. Se caírem no plenário, com certeza dançam. O presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, José Carlos Araújo (PSD-BA), anunciou nesta quinta-feira o deputado Sandro Alex (PPS-PR) como relator do processo por quebra de decoro parlamentar contra o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ). Araújo também confirmou o recebimento da representação do PSD contra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ). O Solidariedade protocolou a representação alegando que Chico Alencar usou recursos da Casa para fins eleitorais porque parte de sua campanha à reeleição teria sido financiada por um funcionário de seu gabinete. O partido também alega que Chico Alencar, um dos principais adversários do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), teria apresentado notas frias de empresa fantasma para ressarcimento com a cota parlamentar. Alex terá dez dias para apresentar um parecer prévio sobre o caso. Ontem o PSD encaminhou o pedido de abertura de processo disciplinar contra Jean Wyllys. Na sessão plenária do dia 28 de outubro, o deputado João Rodrigues (PSD-SC) alega que o colega do PSOL o teria ofendido, acusando-o de roubar dinheiro público. "Os deputados carregam, pelo próprio cargo, uma responsabilidade institucional que não pode ser pormenorizada e denegrida de forma generalizada. É preciso agora provar quem são os ladrões apontados pelo deputado", diz Guilherme Campos, presidente do PSD, a representação. Rodrigues e Wyllys trocaram acusações no plenário após o deputado do PSD subir na tribuna para defender o projeto que muda o Estatuto do Desarmamento. "A sua vida pregressa eu não conheço. A sua experiência política eu sei. Tenho sete mandatos, fui três vezes prefeito. E tive a honra de ser o segundo deputado mais votado na história de Santa Catarina. Posso até ser criticado, mas vindo do senhor é elogio. Um parlamentar que defende perdão para drogas, que defende que adolescente pode trocar de sexo, mesmo sem autorização dos pais. Isso não é deputado, é a escória deste País, mas ocupa lugar como deputado", disse Rodrigues, que hoje alegou ter se retratado em plenário e retirado suas palavras por achar o tom ofensivo. Na sequência da discussão, Wyllys lembrou que o parlamentar do PSD foi flagrado assistindo a um filme pornográfico no plenário. "Homens decentes não assistem a vídeo pornô em plena sessão plenária. Homens decentes não são condenados por improbidade administrativa por roubar dinheiro público, como o deputado foi. Portanto, quem não tem moral para representar o povo brasileiro é ladrão. Eu vou dizer uma coisa: qualquer programa de televisão é mais decente do quem rouba dinheiro do povo na sua administração pública. Qualquer programa de televisão é mais decente que deputado que, em vez de honrar o voto e o dinheiro público, fica usando a sessão plenária para assistir filme pornô", disse Wyllys, para emendar: "Resta saber se seu vídeo pornô era hétero ou homossexual". Hoje, Rodrigues afirmou que Wyllys precisa provar o que disse. "Nós temos de limpar esse Congresso. As pessoas que não têm comportamento adequado não podem representar o povo brasileiro", declarou. Questionado sobre a possibilidade de vir a ser representado por assistir conteúdo impróprio para menores dentro da Câmara, Rodrigues alegou que não assistiu a filme pornográfico no plenário, apenas abriu uma mensagem que recebeu de colegas por celular, e que isso não pode ser considerado quebra de decoro. "Se isso fosse o maior crime, a metade dos senhores que estão aqui não estaria hoje aqui", respondeu.

Propina que cabe numa maleta

Alberto Youssef disse à Polícia Federal que os R$ 2 milhões entregues para o assessor de Antonio Palocci, destinados à campanha de Dilma Rousseff, foram carregados numa mala pequena de viagens e numa maleta, tudo em notas de 100 reais. Ele disse que esse era o costume. A mala de viagem cabe no bagageiro do avião, tem rodinhas e alça telescópica, de modo que ele puxa a alça, apoia a maleta na parte de cima e carrega as duas sem dificuldade. Isso deve explicar a obsessão do PT com o montante de R$ 2 milhões. Além de Palocci, João Vaccari Neto também recebeu R$ 2 milhões de Augusto Mendonça por meio da Gráfica Atitude, e José Carlos Bumlai levou outros R$ 2 milhões de Fernando Baiano para a nora de Lula. Pode ser também apenas coincidência e não significar absolutamente nada.

A verdadeira causa do prejuízo da Petrobras

Noticia-se que o prejuízo de 3,8 bilhões de reais da Petrobras, no terceiro trimestre, teve como causas a queda do preço do petróleo, a desvalorização cambial, o pagamento de dívidas fiscais e o menor consumo interno de combustíveis. Mas todo mundo sabe que a verdadeira causa é uma sigla: PT.

Investigadores dizem que há elementos para nova denúncia contra Eduardo Cunha


Investigadores da Operação Lava Jato avaliam que o dossiê enviado pelo Ministério Público da Suíça à Procuradoria-Geral da República com as contas secretas que têm o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como beneficiário já contém elementos que permitem oferecer uma segunda denúncia contra o peemedebista ao Supremo Tribunal Federal. De acordo com procuradores ouvidos pela Folha, Cunha poderá ser denunciado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas por ter mantido contas secretas na Suíça. No inquérito aberto pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, o deputado é investigado ainda por corrupção passiva. A Procuradoria aponta que os documentos suíços comprovam que o dinheiro de propina paga para viabilizar um negócio com a Petrobras na África em 2011 alimentou contas em banco suíço que têm o congressista e familiares como beneficiados. Em relação à corrupção, os procuradores dizem que há indícios, mas vão ampliar o rol de provas. Isso porque há versões divergentes entre o lobista João Augusto Rezende Henriques, apontado como operador ligado ao PMDB, e Felipe Diniz, filho do ex-deputado Fernando Diniz (PMDB-MG), morto em 2009. Preso na Operação Lava Jato, o lobista disse que Felipe foi responsável pela indicação do depósito de 1,3 milhão de francos suíços (R$ 5 milhões) para Cunha. Como a Folha mostrou nesta semana, em depoimento aos investigadores, Felipe Diniz afirmou que desconhecia a existência de contas no exterior atribuídas ao presidente da Câmara e negou que tenha ordenado o pagamento. Os investigadores devem requerer a tomada de novos depoimentos. Uma eventual acareação entre os dois é vista com ressalvas, uma vez que, como como são suspeitos, podem permanecer em silêncio. Os procuradores ainda avaliam se vão denunciar Cunha por crime tributário. A dúvida é se os dados da Suíça poderiam ser utilizados como provas porque naquele país os crimes tributários são tratados na esfera administrativa. Mas, como houve a transferência de investigação do Ministério Público suíço para o Brasil, parte dos investigadores acredita que os dados seriam provas para este crime no Brasil. Para os investigadores, a mulher de Cunha, jornalista Claudia Cordeiro Cruz, também deve ser implicada por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A nova denúncia, no entanto, só deve ser oferecida quando todos os elementos sobre os crimes apontados tiverem consolidados. A Suíça encontrou quatro contas associadas a Cunha e sua mulher, mas o deputado nega ser o dono porque elas são foram registradas por empresas que ele controla fora do país. Segundo a Folha apurou, o material enviado pela Suíça não traz o contrato de trust, estrutura organizada para administrar bens, dinheiro e ações de empresas de Cunha no exterior, que seria fechado por Cunha. O Ministério Público da Suíça chegou a bloquear 2,469 milhões de francos suíços (R$ 9,6 milhões) de Cunha e da mulher, sendo 2,3 milhões de francos suíços do deputado (R$ 9 milhões), que serão transferidos para o Brasil pode decisão do STF. Sobre o 1,3 milhão de francos suíços, Cunha diz que desconhecia sua origem, admite que ficou sabendo do depósito em 2012 e que deixou o dinheiro parado todos esses anos, aguardando alguém reclamá-lo. O deputado nega ligação com o esquema de corrupção. 

Lava Jato quebra sigilo telefônico de sede nacional do PT

A Justiça Federal autorizou a quebra do sigilo telefônico da sede do diretório nacional do PT, em São Paulo, e de mais seis números que foram usados pelo ex-tesoureiro da sigla João Vaccari Neto, segundo o Ministério Público Federal. Os dados, já fornecidos pelas operadoras de telefonia e encaminhados à Justiça, também incluem interceptações telefônicas da linha do Sindicato dos Bancários e de uma ex-funcionária da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) que hoje é vinculada ao PT, além da linha pessoal de Vaccari, de sua mulher e da residência dele. "É de todo plausível considerar-se que João Vaccari tenha se utilizado de linha fixa de sua residência e de outros números do diretório do Partido dos Trabalhadores a fim de realizar contatos profissionais, sendo possível, ademais, que tenha solicitado que terceiros realizasses as ligações em questão", disse o Ministério Público em manifestação sobre a medida. Dois números ligados ao coordenador-geral da Editora Gráfica Atitude, Paulo Roberto Salvador, também tiveram o sigilo quebrado. Os dados telefônicos cedidos vão de julho de 2010 a julho de 2015, período que engloba duas campanhas presidenciais. As medidas solicitadas pelo Ministério Público Federal integram a ação que investiga se a Gráfica Atitude foi usada pelo ex-tesoureiro do PT para lavar dinheiro de propina recebida por contratos com a Petrobras. As revelações sobre o esquema foram feitas pelo ex-executivo da Toyo Setal Augusto de Mendonça, que fez acordo de delação premiada. 

Petrobras anuncia prejuízo de R$ 3,8 bilhões no 3º trimestre do ano

A Petrobras registrou prejuízo de R$ 3,759 bilhões no terceiro trimestre de 2015. O balanço, divulgado nesta quinta-feira (12), traz fortes impactos da desvalorização cambial e da queda do preço do petróleo nos últimos meses. No ano, a empresa acumula lucro de R$ 2,102 bilhões. O resultado teve um impacto negativo de R$ 2 bilhões referente ao pagamento de dívidas pelo não recolhimento de imposto de renda sobre a importação de petróleo no final da década passada. É o segundo trimestre consecutivo que a empresa reconhece em seu balanço o pagamento de dívidas fiscais com a Receita, o que tem impacto direto no lucro da companhia. No terceiro trimestre de 2014, a empresa teve prejuízo de R$ 5,339 bilhões, com impacto de baixa de ativos no valor de R$ 6,2 bilhões, referente a perdas com corrupção, e de R$ 2,7 bilhões, por perdas com as refinarias Premium 1 e 2. No balanço divulgado nesta quinta, a estatal contabiliza receita de R$ 82,239 bilhões no terceiro trimestre, queda de 6,9% com relação aos R$ 88,337 bilhões do mesmo período do ano passado. A receita da empresa sofre impacto do preço mais baixo do petróleo e da menor venda de combustíveis no mercado interno, em função da crise. A desvalorização do real no período elevou a dívida da companhia para R$ 506,584 bilhões. Com isso, o resultado financeiro teve contribuição negativa de R$ 11,444 bilhões no desempenho do trimestre. A dívida da empresa é tomada em sua maior parte em moeda estrangeira. Quando o dólar aumenta, o seu custo aumenta. O endividamento da companhia é um dos pontos de maior preocupação do mercado. Um dos propósitos do plano de desinvestimento é, inclusive, fazer caixa e reduzir o volume de dívidas. 

A aliados Lula defende Meirelles na Fazenda para deter impeachment


Crítico ao ministro Joaquim Levy, o ex-presidente Lula defendeu nesta quinta-feira (12) a indicação do ex-ministro do Banco Central Henrique Meirelles para o comando do Ministério da Fazenda na tentativa de evitar que a atual crise econômica aumente a rejeição ao governo da presidente Dilma Rousseff. Em viagem a Brasília (em jatinho não declarado sobre quem pagou a conta), na qual conversou com advogados e petistas, ele avaliou que refluiu o movimento pelo impeachment da presidente, mas considerou que ele pode voltar com força caso o governo federal não faça mudanças na atual política econômica e evite retrocessos nas conquistas sociais das administrações petistas à frente do Palácio do Planalto. Para ele, Meirelles à frente do Ministério da Fazenda traria uma "perspectiva de futuro" para o mercado financeiro e "mudaria o humor" da sociedade, que atualmente estaria pessimista com o aumento da inflação e do desemprego. Em favor do ex-presidente do Banco Central, Lula afirmou que Meirelles tem mais "jogo de cintura" para lidar com a crise política. O petista avaliou ainda que atualmente é menor a resistência no governo federal ao nome de Meirelles. Ele costuma fazer uma brincadeira, dizendo que se hoje a presidente afirma não gostar dele, a situação melhorou. "Hoje ela diz que não gosta dele, mas antes nem queria ouvir falar no nome dele. Então, melhorou", afirmou. Nas conversas, Lula disse que o "prazo de validade de Levy venceu" e que o nome de Meirelles é necessário para "recuperar a credibilidade e confiança no governo federal". Nas conversas em Brasília, Lula voltou a se queixar da perseguição da Polícia Federal ao seu filho, Luis Cláudio Lula da Silva, cuja empresa foi alvo de busca e apreensão pela Operação Zelotes. Sob pressão de seu próprio partido, a presidente tem defendido a permanência de Joaquim Levy no governo federal, mas tem começado a ponderar a necessidade de mudanças no ajuste fiscal capitaneado pelo ministro.

Lucro líquido da JBS dispara 215% e chega a R$ 3,44 bilhões no 3º trinestre


A companhia de alimentos JBS teve lucro líquido de R$ 3,44 bilhões no terceiro trimestre com impulso de ganhos com derivativos cambiais, um salto de 215% em relação ao mesmo período do ano passado. A última linha do resultado da maior produtora global de carnes foi beneficiada por uma receita financeira líquida de R$ 2,65 bilhões. A empresa teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 3,83 bilhões, 6% acima do resultado de um ano antes. Analistas, em média, esperavam Ebitda ajustado de R$ 4,166 bilhões para o terceiro trimestre da JBS. A margem Ebtida foi de 8,9%, queda de 2,9 pontos percentuais sobre o terceiro trimestre de 2014. A receita líquida cresceu 39,8% no comparativo anual, para R$ 43 bilhões, com destaque para a JBS Foods, que inclui produtos processados, que respondeu por 69% das vendas da JBS no Brasil no período. O faturamento cresceu em ritmo menor do que a alta de 45,9% do custo dos produtos vendidos, que foi de R$ 36,78 bilhões. Em outra frente, as despesas administrativas e gerais avançaram 29,9%, a R$ 1,02 bilhão. A companhia fechou setembro com dívida líquida equivalente a R$ 10,5 bilhões, praticamente estável sobre um ano antes, com o nível de alavancagem, que ficou em 2,55 vezes.  No trimestre, a JBS teve um dispêndio de capital de R$ 7,35 bilhões, incluindo os ligados à compra da Moy Park.

Fechado acordão e Aécio Neves diz: "Não teremos Eduardo Cunha como a prioridade do PSDB"


O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), saiu em defesa, na tarde desta quinta-feira (12), da decisão tomada pela bancada do partido na Câmara de se afastar do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Não teremos o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, como a prioridade do PSDB", afirmou o senador após se reunir com a bancada de deputados para tratar, oficialmente, das eleições municipais do ano que vem. A decisão do PSDB foi anunciada na quarta (11), mas tomada já na terça-feira (10), quando a bancada de deputados se reuniu e tratou das justificativas dadas por Cunha acerca das contas no Exterior em nome dele. Segundo participantes, houve diversas críticas às entrevistas concedidas pelo peemedebista. É tudo jogo de cena. Já se acordaram todos. O deputado Carlos Sampaio (SP), líder da bancada tucana na Câmara, também teria sido incisivo ao pedir aos membros do partido no Conselho de Ética, os deputados Betinho Gomes (PE) e Nelson Marchezan (RS), que "sejam duros e representem a indignação de toda a bancada". O tucano voltou a defender o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas avisou que a questão não vai limitar "a atuação política" do partido. É claro que não, PSDB e PT já fecharam acordo para esquecer a questão do impeachment e a Lava Jato. 

Del Nero entra com pedido de habeas corpus para não ser preso na CPI


O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marco Polo Del Nero, entrou com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para que não seja preso e para que possa ficar calado durante um futuro depoimento na CPI do Futebol. A sua solicitação, que foi aberta por três advogados, entre eles o da CBF, Carlos Eugênio Lopes, está com o ministro Gilmar Mendes. Ele analisou o requerimento urgente de liminar, mas disse que não há necessidade de pressa, já que não tem nem data para a ida do dirigente a Brasília. "Levando em conta não haver, dentre os documentos que instruem o presente feito, qualquer elemento que traga a certeza da convocação, tampouco da realização da indigitada solenidade na data referida pelos impetrantes, inviável a análise, neste momento, do pleito de urgência", declarou o ministro. O cartola ainda não foi chamado, porém. Del Nero, no processo aberto, faz três pedidos: a) o direito de ser assistido e comunicar-se com o(s) seu(s) advogado(s); b) não ser obrigado a assinar Termo de Compromisso de dizer a verdade; e c) não ser preso ou ameaçado de prisão ao invocar o direito constitucional ao silêncio, tendo em vista respostas que, a seu critério ou a critério de seu(s) advogado(s), possam incriminá-lo.