terça-feira, 17 de novembro de 2015

Polícia faz busca e apreensão no Banco Central argentino

Por ordem judicial, a polícia fez nesta terça-feira (17) uma operação de busca e apreensão na sede do Banco Central da Argentina, que fica no centro da capital, Buenos Aires. A operação foi ordenada pelo juiz federal Claudio Bonadio, em razão de um processo que investiga suposta má administração de recursos públicos pelo presidente do BC, Alejandro Vanoli – Bonadio é o mesmo juiz que, em julho deste ano, foi removido da investigação de acusações de lavagem de dinheiro envolvendo a família Kirchner. A suspeita é que Vanoli tenha ordenado operações de venda de dólares no mercado futuro de câmbio a preços excessivamente abaixo dos de mercado, com o objetivo de baixar a cotação da moeda.
 

A denúncia foi feita por dois deputados de oposição ao governo Cristina Kirchner, Federico Pinedo e Mario Negri, com assessoramento técnico do ex-presidente do Banco Central, Alfonso Prat-Gay. Prat-Gay é um dos nomes mais cotados para assumir o Ministério da Economia caso o opositor Mauricio Macri vença o governista Daniel Scioli no segundo turno presidencial, marcado para este domingo (22). O ex-presidente do Banco Central alega que, com a operação ordenada por Vanoli, o próximo ocupante da Casa Rosada – seja Macri, seja Scioli – terá de arcar com o pagamento de US$ 12 bilhões desses contratos. O atual presidente do Banco Central argumenta que os preços dos contratos futuros estão de acordo com as taxas de juros de referência e as expectativas de desvalorização do peso em relação ao dólar. Em nota, o Banco Central afirmou que suas intervenções no mercado futuro de câmbio são "absolutamente transparentes" e negou prejuízo aos cofres públicos.

Pai que deve pensão pode parar no SPC, decide Superior Tribunal

O Superior Tribunal de Justiça decidiu nesta terça-feira (17) que o nome do devedor de pensão alimentícia pode ser inscrito em serviços de proteção ao crédito, como SPC e Serasa. A decisão dos ministros da Quarta Turma do tribunal segue determinação do novo Código de Processo Civil, que entra em vigor em março de 2016. Com o julgamento, os juízes de todo o País, no entanto, já podem aplicar a partir de agora esse entendimento. Os ministros discutiram o caso de um devedor que não pagou a pensão do filho menor de idade e que não possuía bens para serem penhorados. A mãe recorreu à Justiça para que ele fosse inserido no cadastro de proteção ao cliente. Inicialmente, o juiz negou o pedido da mãe sob o argumento de que o direito de família corre em segredo, sendo que a finalidade é para preservar os envolvidos. A mãe do menor recorreu alegando que os direitos fundamentais da criança devem prevalecer na questão. Para os ministros, o interesse do menor tem prioridade sobre o direito do devedor de ter o nome preservado. A medida poderia ainda forçar o pagamento da pensão. Relator do caso, o ministro Luís Felipe Salomão sustentou que "não se verifica justificativa plausível para inviabilizar o protesto e a inscrição do nome do devedor alimentar no SPC ou no Serasa. "O segredo de justiça não se sobrepõe (...) ao direito à sobrevivência e dignidade do menor", disse o ministro. Segundo ele, entre as medidas previstas para forçar o pagamento da pensão, está inclusive a prisão do pai, o que seria muito mais grave do que o cadastro nos serviços de proteção ao crédito. Segundo o ministro, não deve haver divulgação de dados do processo ou do alimentando envolvido, devendo o registro se dar de forma sucinta, com a publicação ao comércio e afins apenas que o pai é devedor numa execução em curso.

Polícia Federal pede prisão de cunhado de Roseana Sarney por suspeita de destruição de provas


A Polícia Federal pediu na tarde desta terça-feira (17) à Justiça Federal de São Luís (MA) a prisão preventiva do ex-secretário de saúde do Maranhão, Ricardo Murad, que é cunhado da ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB-MA), e foi homem forte de sua administração, até 2014. A Polícia Federal desencadeou a Operação Sermão aos Peixes, que cumpriu 52 mandados de busca e apreensão e 14 de prisões no Maranhão, São Paulo, Goiás, Tocantins, Rio de Janeiro e Brasília, mobilizando 200 policiais federais. O superintendente da Policia Federal no Estado, Alexandre Saraiva, explicou que a Polícia Federal encontrou indícios de que Murad manifestou "intenção de destruir provas". Uma equipe da Polícia Federal que foi à casa de Murad cumprir um mandado de condução coercitiva, para depoimento do ex-secretário, encontrou vestígios de uma fogueira recente com vários documentos que seriam de interesse da investigação – só pedaços puderam ser salvos do fogo. Além disso, a Polícia Federal encontrou indícios de que houve transferência de documentos entre casas diferentes ligadas a Murad. O pedido de prisão de Murad já obteve parecer favorável do Ministério Público Federal e deve ser apreciado nas próximas horas pelo juiz da 1ª Vara Federal de São Luís (MA), Roberto Carvalho Veloso. O magistrado decidiu nesta tarde pelo fim do segredo de Justiça no inquérito, que tramita desde 2012. Um dos requisitos para a decretação da prisão preventiva é "conveniência da instrução criminal", ou seja, evitar que o réu ou investigado cause empecilhos ao andamento do processo, incluindo destruição de provas. A Operação Sermão aos Peixes tem por foco duas organizações não governamentais que receberam cerca de R$ 2 bilhões, entre 2010 e 2014, para atuarem como gestoras das unidades hospitalares do Estado do Maranhão. Elas são remuneradas com recursos do Ministério da Saúde e do Estado. Segundo a Polícia Federal, as duas entidades contrataram sem licitação empresas para a prestação de serviços nas unidades. O superintendente da Polícia Federal disse que a polícia trabalha com a estimativa de que 60% dos recursos sob apuração foram desviados. As empresas teriam simulado serviços para justificar retiradas e transferências de dinheiro. Dados mostram que a Polícia Federal averiguou 268 mil transações financeiras e mais de 9 mil chamadas telefônicas. O nome da operação é uma referência a um texto escrito, segundo a Polícia Federal, pelo padre Antonio Vieira em 1654, com críticas "à prepotência dos grandes que, como os peixes, vivem do sacrifício de muitos pequenos, os quais 'engolem' e 'devoram'". Em nota, a Controladoria Geral da União em Brasília, que também integra a Operação Sermão aos Peixes junto com o Ministério Público Federal, informou que auditorias do órgão nos gastos realizados de 2010 a 2013 "apontaram para a existência de uma cadeia de irregularidades na aplicação dos recursos aportados ao Fundo Estadual de Saúde". Segundo a CGU, as auditorias descobriram "um prejuízo potencial de mais de R$ 114 milhões". A CGU apontou também "montagem dos processos e direcionamento das contratações". Em texto distribuído à imprensa, a CGU informou que a auditoria encontrou "indícios de combinações prévias" entre a Secretaria de Estado de Saúde e as entidades gestoras no ato de contratação das empresas terceirizadas. "Uma característica comum nos processos é a celeridade com que os atos administrativos eram praticados. No mesmo dia eram assinados: requisição de contratação de entidade do terceiro setor; despacho para assessoria jurídica; parecer jurídico; e ofícios de solicitação de proposta para três entidades; ou ainda: despacho para assessoria jurídica; parecer jurídico; autorização para contratação; e termo de parceria", informou a CGU. Em agosto, quando a Justiça Federal determinou bloqueio de seus bens sob acusação de irregularidades na Saúde, Ricardo Murad manifestou-se em uma rede social. Ele culpou o governador Flávio Dino (PCdoB), adversário do clã Sarney, que estaria "perseguindo seus adversários" por meio de uma Secretaria da Transparência, que teria produzido uma "auditoria falsa". 

Oposição venezuelana vê "confissão de derrota" em ameaça do ditador bolivariano Nicolas Maduro

A Mesa da Unidade Democrática (MUD), coalizão opositora da Venezuela, condenou nesta terça-feira (17) a ameaça do presidente Nicolás Maduro de usar força militar para resistir a uma eventual derrota do chavismo na eleição parlamentar de 6 de dezembro. Em discurso na TV na noite de segunda-feira, Maduro se disse "espiritualmente, politicamente e militarmente pronto para assumir possível derrota" e prometeu reagir "nas ruas" com apoio de milhões de "revolucionários, patriotas, chavistas, bolivarianos". O secretário-geral da MUD, Jesus Torrealba, disse que a declaração do presidente é uma "confissão de derrota". "Esse discurso ameaçador por parte de um presidente de país e de partido mostra que o governismo entendeu que o cenário mais provável é que perca a Assembleia Nacional", afirmou Torrealba.


O oposicionista se refere às pesquisas eleitorais que prevêem por unanimidade uma vitória da oposição na disputa pelos 167 assentos do Parlamento unicameral, hoje sob domínio da coalizão governista. A margem de vantagem da oposição nas sondagens oscila entre 20% e 30%, dependendo da pesquisa. A popularidade de Maduro caiu para 22%, segundo o instituto Datanálisis. A insatisfação com o governo é atribuída a um misto de inflação de três dígitos, desabastecimento generalizado e índices de violência semelhantes aos de um país em guerra. Jornalista de carreira, Torrealba disse que a retórica inflamada por parte do chavismo "não é mais notícia". "Faz 16 anos que o discurso público do governo é assim", afirmou, numa referência a Hugo Chávez, que presidiu a Venezuela de 1999 até morrer de câncer, em 2013, e ser substituído por Maduro. Em outubro, Maduro já havia anunciado que "não entregaria a revolução" e formaria uma "aliança cívico-militar" com simpatizantes em caso de derrota do chavismo. Ecoando a confiança da MUD às vésperas da eleição, Torrealba afirmou que a oposição é uma "força de mudança serena" que, uma vez à frente do Parlamento, buscará "construir convivência, e não alimentar disputas". Analistas como Luis Vicente Leon, do Datanálisis, advertem para o excesso de expectativa da oposição. Devido ao complexo sistema eleitoral que inclui votos por candidatos individuais e por lista, a MUD precisaria de uma ampla vantagem numérica nas urnas para conquistar a maioria simples no Parlamento. Além disso, o antichavismo tradicionalmente tem dificuldades para capitalizar o descontentamento de setores populares que dependem dos programas sociais do governo para se manter.

O rombo se alarga

O governo federal arrecadou 103,5 bilhões de reais em outubro, 11,33% a menos do que no mesmo mês do ano passado. Só o IPI teve queda de 17,94%. Foi o que disse Arminio Fraga em sua entrevista à Folha de S. Paulo: o quadro é desolador, e só o impeachment - que não vai ocorrer - poderia impedir a calamidade.

Otimismo ou vigarice?

Eike Batista disse na CPI do BNDES que errou por ser otimista: "Eu fui otimista, achando que meus campos iam ter esse petróleo e era necessário construir meus próprios estaleiros e plataformas." O otimismo do filho de Eliezer lhe serviu por muito tempo para alavancar artificialmente o valor das ações de suas empresas na Bolsa. O que ele chama de otimismo, os acionistas ludibriados chamam de vigarice.

Fernando Baiano delata Gabrielli

Fernando Baiano disse que o PT ganhou "um valor considerável de propina" em Pasadena. Ele disse também que José Sérgio Gabrielli tinha conhecimento desses "acertos políticos", segundo a Folha de S. Paulo. Na prática, ele confirmou o depoimento de Agosthilde Mônaco de Carvalho, de acordo com o qual a compra de Pasadena foi feita para "honrar compromissos políticos" de José Sérgio Gabrielli, conforme O Antagonista publicou ontem, com exclusividade.

Reunião em Brasília selou apoio de Cerveró ao PMDB

Fernando Baiano contou à força-tarefa da Lava Jato que, em 2006, Nestor Cerveró foi chamado em Brasília por Delcídio Amaral e Silas Rondeau. Eles cobraram o seu "apoio" a campanhas do PT e do PMDB. Segundo o delator, "lindinho" citou nominalmente o próprio Delcídio, além de Renan Calheiros e Jader Barbalho. Em troca, eles dariam sustentação ao diretor internacional da Petrobras.

Sondas renderam US$ 6 milhões de pixulecos

Na reunião que selou o apoio do PMDB a Nestor Cerveró, ficou estabelecido o pagamento de US$ 4 milhões em propinas para as campanhas de Delcídio Amaral, Renan Calheiros e Jader Barbalho. Segundo Fernando Baiano, o dinheiro deveria sair do contrato da sonda Petrobras 10.000 e depois haveria "um encontro de contas" na contratação de uma nova sonda, a Vitória 10.000. Baiano disse que não queria ficar responsável pelo pagamento aos políticos e sugeriu o nome do operador Jorge Luz, que seria "muito próximo" de Renan e Barbalho. Houve uma nova reunião para acertar a participação de Luz e redefinir o valor da propina para US$ 6 milhões.

Sócio de Aníbal recebeu R$ 3 milhões da Petrobras

Perícia financeira da Polícia Federal descobriu que empresas de um sócio do deputado Aníbal Gomes, aliado de Renan Calheiros, receberam da Petrobras cerca de R$ 3 milhões em 2008. Segundo a Folha, o dinheiro foi depositado na conta do engenheiro civil Luis Carlos Batista Sá, que, além das empresas que prestaram serviço à Petrobras, mantém com Aníbal sociedade na Satel, uma companhia de projetos na área de energia.

Vaccari guardava propina em caixas coloridas

O lobista Milton Pascowitch disse à PF que repassou R$ 10 milhões em dinheiro vivo a João Vaccari Neto, entre 2009 e 2011. Os valores, informa o Estadão, foram entregues na sala do ex-tesoureiro no diretório do PT na Praça da Sé e guardados em caixas coloridas. "João Vaccari solicitava o auxílio do declarante (Pascowitch) para separar os recursos em pacotes de R$ 25 mil e depois os guardava em caixas de presentes coloridas que ficavam em um armário atrás da mesa de reuniões”.

O governo ganha; o país perde

O governo conseguiu aprovar na Comissão de Orçamento a nova meta fiscal, com um déficit de 120 bilhões de reais, que "legitima" o crime das pedaladas. O governo também deve ganhar no plenário. Há algo muito, muito errado quando o governo ganha e o país perde.

Pretexto para trair a nação

Como já dissemos, com a incorporação do crime das pedaladas na nova meta fiscal, como simples déficit, Eduardo Cunha terá um pretexto formal para indeferir o pedido de impeachment assinado por Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaina Paschoal... É sempre bom ter um pretexto, mesmo quando você não precisa dele para trair uma nação.

Um nono terrorista

Imagens de um vídeo mostram que possivelmente havia um nono terrorista. Ele teria participado dos ataques aos restaurantes em Paris.

Aux armes, citoyens

O jornal Le Figaro estampa, no seu site, um pesquisa feita depois dos atentados. Ela mostra que 84% dos franceses estão dispostos "a aceitar controles e uma certa limitação das suas liberdades para melhor garantir a segurança". Entre os que votam nos socialistas, esse número vai a 87%. Na mesma pesquisa, 85% da população querem que a França intervenha militarmente na Síria e 62% se dizem contra o acolhimento de imigrantes (há um mês, eram 47%). Aux armes, citoyens...

Turcos selvagens

Antes do início do amistoso entre Turquia e Grécia, em Istambul, a torcida local vaiou e gritou "Alá é grande" durante o minuto de silêncio em homenagem aos mortos em Paris. A culpa deve ser da "islamofobia", claro... Com esses selvagens, a Turquia já era para a União Europeia.

Baiano envolve empresário na compra de Pasadena

Em um dos termos de sua delação à força-tarefa da Lava Jato, Fernando Baiano disse que usou uma empresa de Gregório Marin Preciado para repassar US$ 5 milhões em propina a Alberto Feilhaber, executivo da Astra Oil que intermediou a venda da usina de Pasadena para a Petrobras. O delator contou que, para viabilizar o repasse da comissão de Alberto Feilhaber, procurou Preciado, com quem havia feito negócios no passado. O empresário emprestou a empresa Iberbras Integración de Negocios y Tecnologia para o repasse da propina a Feilhaber. Baiano disse que pagou a Preciado uma comissão de US$ 500 mil a US$ 700 mil pela transação, formalizada num contrato entre a Iberbras e a Three Lions, offshore do delator. Preciado, que foi conselheiro do Banespa, é casado com uma prima de José Serra. Os dois já tiveram sociedade num terreno. Não há nenhuma citação do nome de Serra na delação de Baiano.




Recebido aos gritos de "presidente", Temer diz: "PMDB não sairá do governo"

O vice-presidente Michel Temer negou nesta terça-feira, ao chegar ao congresso do PMDB em Brasília, que o partido tenha uma data para abandonar o governo Dilma Rousseff. “O PMDB não vai sair”, disse o vice. Faltou combinar com os militantes da legenda, que o receberam com gritos de “Brasil pra frente, Temer presidente”. O vice-presidente se prepara para a eventualidade de a titular ser afastada do poder. Temer já conversa com políticos, juristas e empresários enquanto traça um plano para si e para o Brasil pós-Dilma. Ao chegar ao congresso, o vice não escondeu que o plano do PMDB é chegar ao poder, como qualquer partido político. Segundo ele, as divergências entre os integrantes da sigla são naturais: parte do PMDB prega abertamente a ruptura com o governo federal e até o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Outra parte defende o adiamento desse rompimento, de modo a usufruir um pouco mais dos cargos conseguidos na reforma ministerial de outubro. “Mesmo os que querem a saída do governo querem colaborar com o País. E este programa que estamos fazendo é para o País”, disse o vice, referindo-se ao plano econômico apresentado pelo partido durante o congresso. O congresso da Fundação Ulysses Guimarães marca um posicionamento claro do PMDB como alternativa ao governo Dilma Rousseff, ameaçado pela instabilidade econômica, pela crise política e por ações na Justiça Eleitoral. O partido organizou um texto para debate com propostas econômicas antagônicas às do PT. Denunciado ao Supremo Tribunal Federal por envolvimento no petrolão, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) chegou a ser alvo de vaias quando tomou a palavra. Mas o movimento foi rapidamente abafado. Cunha pregou independência total do partido e afirmou que o PMDB está decidido a ter um candidato próprio à Presidência da República. “Ninguém mais tem dúvida de que o PMDB tem que buscar um caminho próprio e que vai ter que disputar a eleição em 2018. O PMDB terá candidato e isso é inevitável em 2018 e vai disputar em 2016 todas as eleições que puderem ser disputadas”, afirmou Cunha, investigado pela Operação Lava Jato e alvo de um processo por quebra de decoro parlamentar. “A discussão é se o PMDB tem ou não tem que ficar atrelado ao projeto que aí está, do qual não participamos, não formularmos. Nós não temos compromisso com o que está aí colocado, porque não participamos da formulação. Nossa voz não pode ser abafada por meia dúvida de carguinhos.” O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não defendeu o rompimento abertamente. “O Brasil vive um momento complicado e o PMDB está fazendo a sua parte apresentando um programa, mesmo que não haja convergência sobre todos os pontos do programa”, disse. “O PMDB está apresentando propostas não para o governo, mas para o Brasil. Precisamos sair dessa situação de crise que tende a se agravar se não houver uma saída.”

Presidente do Postalis pode responder por prejuízo de R$ 50 milhões

O presidente do Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios, Antônio Carlos Conquista, está na mira da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão do governo federal responsável por fiscalizar os fundos de pensão. Filiado ao PT, Conquista pode ser responsabilizado por prejuízos de 50 milhões de reais. Um auto de infração em análise no órgão pede a responsabilização de Conquista por parte do prejuízo de 5,6 bilhões de reais do Postalis. É a primeira vez que o atual dirigente, que já tem os bens bloqueados pela Justiça, é autuado por infrações relacionadas ao fundo dos Correios. O auto ainda está sob análise da Diretoria Colegiada. Se aprovado, caberá recurso por parte dos dirigentes do órgão. A ação diz respeito à aquisição de letras financeiras emitidas pelo banco BVA S/A no total de 50,9 milhões de reais. Esses títulos foram adquiridos pelo Postalis por meio de um fundo gerido pelo banco BNY Mellon, que tem sede em Nova York e é responsável por administrar e fiscalizar todos os fundos dos quais o Postalis é cotista. Os títulos foram adquiridos do fundo Serengeti, o maior déficit nos investimentos do Postalis. De acordo com auditoria feita pelos Correios, o Serengeti apresentou rentabilidade negativa de 6,36% em agosto do ano passado. “Apesar de os gestores dos fundos que compõem o Fundo Serengeti não terem cumprido suas metas, houve o aporte de novos recursos, quando era de se esperar que, de acordo com as regras pertinentes, os valores sob a gestão deles fossem resgatados”, informa a auditoria. A Previc questiona por que o fundo de pensão decidiu fazer uma transação financeira dessa natureza sem a análise do risco. “Em momento algum foram discutidas as implicações da aquisição desses títulos para os planos de benefícios, principalmente sob a ótica de possíveis perdas relacionadas ao risco de crédito, de concentração, de liquidez e legal”, diz o documento. “Os gestores do Postalis deveriam tomar os devidos cuidados no acompanhamento da atuação do terceiro, para, ao menos em tese (mas sempre com mecanismos eficazes), impedir que os atos deste contrariassem os deveres impostos pela legislação e pela política interna de investimentos da entidade”, continua a ação. Além do presidente, o auto de infração responsabiliza o diretor executivo Ricardo Oliveira Azevedo. Os dois podem ser penalizados em multa de cerca de 48.000 reais, receber uma suspensão administrativa por até 180 dias e ficar impedidos de assumir cargos na administração pública por até dez anos. As punições da Previc, órgão fiscalizador de empresas de previdência privada vinculado ao Ministério da Previdência Social, têm alcance apenas na esfera administrativa. Os documentos podem ser encaminhados ao Ministério Público e à Polícia Federal. Conquista já é velho conhecido da Previc. Ele foi autuado por aplicações irregulares por três vezes enquanto esteve à frente do Geap, outro fundo de previdência, com multas que chegam a quase 90.000 reais e com suspensão do cargo de 180 dias. Ele recorreu da decisão e o processo segue na fase recursal. Conquista chegou ao cargo por indicação de Wagner Pinheiro, demitido da presidência dos Correios na semana passada. Antes, ele foi chefe de gabinete de Pinheiro na Petros, outro fundo de pensão que está no vermelho. Conquista também trabalhou na Secretaria de Infraestrutura e Fomento do Ministério da Pesca.

Baiano confirma Delcídio como 'padrinho' de Cerveró

Em trecho de sua delação premiada, anexado aos autos da Operação Corrosão, Fernando Baiano confirma que a indicação de Nestor Cerveró para a Diretoria Internacional da Petrobras partiu do senador Delcídio Amaral. Depois que Cerveró foi preso na Lava Jato, Delcídio tentou atribuir a Renan Calheiros a indicação de Cerveró. "Foi o Renan quem bancou a nomeação", disse. Baiano, porém, garantiu à força tarefa que o próprio Cerveró, de quem já era amigo, lhe telefonou para contar sobre a indicação de Delcídio.

Os ônibus de Paris

Há um monte de barbudos com cara de fundamentalista dirigindo ônibus em Paris. Um deles era Samy Amimour, um dos terroristas dos atentados de sexta-feira. Samy foi motorista de ônibus durante quase um ano e meio, até pedir demissão em 2012. Desde 2005, o regulamento da empresa estatal de transportes da capital francesa exige um comportamento laico dos seus funcionários -- o que vinha sendo ignorado pelos muçulmanos. Agora, a presidente da empresa, Elisabeth Borne, afirmou que a regra terá de ser seguida a ferro e fogo. É bom que o governo de François Hollande também passe aplicar a lei que proíbe o uso de véus em estabelecimentos públicos.

Dos dólares de Cuba aos dólares do Congo

A Acrônimo descobriu algo que pode mudar o rumo das investigações. A Época diz: "A Pepper Interativa, agência de comunicação ligada ao PT e investigada na Operação Acrônimo, fechou no ano passado um contrato milionário com a Asperbras, empresa de tubos e conexões do interior paulista. Até aí nada demais. O detalhe é que o contrato foi fechado no Congo. A nota não acrescenta mais nada. Mas não é a primeira vez que a Asperbras se envolve com o submundo do PT. A empresa é de José Roberto Colnaghi, investigado na CPI dos Bingos por seus negócios em Angola, financiados pelo BNDES. Em 2002, na campanha presidencial, Colnaghi cedeu seu avião a Antonio Palocci. Outro avião de Colnaghi, segundo a Veja, foi usado para transportar caixas de uísque de Brasília para São Paulo, supostamente contendo dólares de Cuba para a campanha de Lula. No mensalão, as remessas do Trade Link Bank, associadas a José Roberto Colnaghi, foram chamadas de Conexão Angola. Agora a Acrônimo pode ter descoberto a Conexão Congo para a campanha de Dilma Rousseff.

Demissões em massa podem ocorrer na CEEE

O Conselho de Administração da CEEE reuniu-se ontem para discutir a pauta relacionada com o enxugamento das empresas do grupo, com ênfase para a redução do quadro de pessoal. A boataria na companhia é alarmante, porque a direção não deixa claro o que quer fazer. O fato é que ocorrerão demissões em massa. Um dos planos iniciais é demitir todos os trabalhadores que já estão apossentados pelo INSS, independente da idade e do tempo de contribuição para a previdência complementar da Fundação CEEE. O presidente do Conselho e secretário substituto de Minas e Energia, Arthur Lemos, terá reunião esta tarde com o presidente Pinheiro Machado. O velo corporativismo está em plena guerra e quer vantagens e garantias. Na verdade, o governo e José Ivo Sartori (PMDB) já deveria ter anunciado há tempos a venda de sua empresa pirilampo de energia elétrica. Se fosse dada de graça para algum grupo privado, isso já seria um grande negócio para o Rio Grande do Sul e para os consumidores de energia elétrica no Estado. 

Petrobras negocia empréstimo de US$ 1,8 bilhão com bancos de fomento


A Petrobras informou nesta segunda-feira (16) que negocia empréstimos de US$ 1,8 bilhão com bancos de fomento à exportação. Segundo a empresa, as operações fazem parte de seu programa de captação de recursos para 2016. Os empréstimos estão sendo negociados com as agências de crédito à exportação da Itália (Sace), da Inglaterra (UK Export Finance), do Japão (Nippon Export and Investment Insurance) e da Áustria (Oesterreichische Kontrollbank AG). A busca por fontes de financiamento alternativas ao mercado de capitais é parte da estratégia da companhia para evitar os altos juros após o rebaixamento de sua nota de crédito para grau especulativo. Os empréstimos com bancos de fomento à exportação costumam ter taxas mais baixas pois são associados à compra de bens e serviços. A estatal não informou, porém, o que comprará nestes países. Durante a divulgação do balanço do terceiro trimestre, no final da semana passada, o diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, disse que a empresa pretende captar US$ 3 bilhões ainda este ano para suprir suas necessidades de 2016. A empresa estuda ainda a possibilidade de fazer empréstimos atrelados à exportação de petróleo, afirmou o executivo. A Petrobras busca adequar o perfil de sua elevada dívida, que fechou o trimestre em R$ 506,6 bilhões, negociando empréstimos com prazos maiores e custos menores.