sábado, 12 de dezembro de 2015

Datafolha constata que 68% dos brasileiros não vêem melhoras depois de 13 anos de regime petista


Pesquisa divulgada neste sábado pelo Datafolha mostra que apenas 31% dos brasileiros acham que sua vida melhorou após 13 anos de governo do PT. Para 68% não houve melhora significativa: 26% alegaram que a situação, inclusive, piorou, e 42% consideraram que ela ficou igual. No período de PT no poder, todas as faixas sociais tiveram aumento de renda. Os 10% mais pobres passaram a ganhar 129% mais. Entre os 10% mais ricos, o aumento real da renda (acima da inflação) foi de 32%. Segundo analistas ouvidos pelo jornal “Folha de S.Paulo”, o conjunto crise econômica aguda, denúncias de corrupção, prisões de petistas e fragilidade política levou à queda no prestígio do PT captada pela pesquisa. Isso ocorreu mesmo com o ganho social que o partido promoveu, comparável ao dos países europeus que optaram pela social-democracia após a Segunda Guerra Mundial. Só 24% vêem o partido na Presidência como algo ótimo/bom. Para 35%, a legenda na presidência é “ruim ou péssima”. Para 40%, é regular. A pesquisa foi feita com 3.541 entrevistados em 185 municípios nos dias 25 e 26 de novembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais. 

Macri convida ex-opositor Scioli para buscar investimentos no Exterior

O novo presidente argentino, Mauricio Macri, convidou o ex-concorrente Daniel Scioli a acompanhá-lo em "alguma viagem internacional" em busca de investimentos para o país, disse na manhã deste sábado o ministro do Interior, Rogelio Frigerio. Segundo Frigerio, o ex-governador de Buenos Aires e ex-candidato da Frente para a Vitória, apoiada pela peronista populista e muito incompetente  Cristina Kirchner, aceitou a proposta feita por Macri durante encontro na última sexta (11) na Casa Rosada.


À rádio Mitre, o ministro de Macri disse que é importante que o novo presidente e seu ex-rival sejam vistos lutando juntos por investimentos para o país. "A imagem de dois concorrentes indo vender juntos a Argentina, vender o potencial que a Argentina tem e tentar atrair investimentos é muito boa", afirmou, segundo o "Clarín": "Isso é algo que ocorre normalmente em outros países, mas que aqui se deixou de fazerhá muito tempo". Logo após a reunião, Scioli destacou seu "espírito de colaboração" com o novo governo e que é preciso "pensar na pátria". Especula-se que Macri poderia oferecer a embaixada do país em Roma para o ex-concorrente. Frigerio, contudo, disse que o tema não foi mencionado na reunião.

Ex-soldado é preso após confessar assassinatos na ditadura chilena



Um veterano de 62 anos foi preso nesta sexta-feira (11) após confessar em um programa de rádio sua participação na morte de 18 pessoas durante aditadura de Augusto Pinochet no Chile. A polícia identificou o ex-soldado como Guillermo Reyes Rammsy como homem que fez uma ligação emocionada, de 25 minutos de duração, para um programa de rádio nesta semana. Durante o programa, Rammsy contou que levou diversas pessoas ao deserto, atirou contra suas cabeças e explodiu os corpos. "Não sobraram nem suas sombras", disse. Ele foi acusado de matar dois membros do Partido Comunista do Chile. A senadora María Isabel Allende, filha do ex-presidente Salvador Allende, afirmou que a organização apoiaria as investigações oficiais. O governo chileno estima que 3.095 pessoas foram mortas por motivos políticos durante a ditadura do general Augusto Pinochet, que acabou em 1990.

Os negócios do assessor de Dilma

O assunto no Palácio do Planalto, hoje, não é o impeachment. Estão todos apavorados com o RedBar, localizado no estádio do Beira-Rio. O estádio foi construído pela Andrade Gutierrez. E a loja ocupada pelo RedBar foi concedida pela empreiteira. Qual é o problema? Simples: um dos sócios do RedBar, inaugurado duas semanas atrás, é Anderson Dorneles, assessor pessoal de Dilma Rousseff, já chamado de anjo da guarda da presidente, o secretário particular que está sempre com ela. Dilma Rousseff cuidou da reforma do Beira-Rio e negociou o financiamento das obras com a Andrade Gutierrez, a empreiteira que agora promete delatar a propina paga para construir os estádios da Copa de 2014. Esse é o problema.


Anderson Dorneles é vermelho como Dilma

Líder latino em calotes

O Brasil é líder em calotes de títulos internacionais na América Latina. Segundo O Globo, duas das três empresas que, em 2014, entraram em default na região eram brasileiras. Em 2015, esse número subiu para sete das oito empresas da lista. As dívidas somam US$ 4,5 bilhões. Um diretor da Fitch chama esta de a “maior crise de geração de caixa em pelo menos uma década”. Está sendo generoso. Os estragos de Dilma são históricos.

Família Bumlai: longe do PT


No material apreendido pela Polícia Federal nos endereços da família do pecuarista José Carlos Bumlai destaca-se um documento que vai cortar o coração da turma de Rui Falcão. Uma carta, escrita de próprio punho por Maurício Bumlai, filho do amigo de Lula, na qual ele pede desfiliação do PT em fevereiro de 2014.

Perigo no STJ

O STJ, nesta semana, derrotou o ministro Ribeiro Dantas por 4 a 1 e manteve na cadeia os executivos da Andrade Gutierrez. O placar, porém, vai mudar. E vai mudar para pior. O ministro Gurgel de Faria já anunciou que pretende sair da Quinta Turma. O mais cotado para assumir seu lugar, segundo a Veja, é o desembargador José Marcos Lunardelli. Leia o que a própria Veja publicou sobre ele em 2010: "Deve-se a Dilma Rousseff a nomeação do desembargador José Marcos Lunardelli para o TRF de São Paulo. A defesa que a candidata fez do nome do jurista foi fundamental para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o indicasse para o cargo. Simpatizante do PT, Lunardelli é amigo de José Dirceu. Foi a primeira vez que Dilma interferiu em uma nomeação para um cargo no Judiciário".

Dilma inspecionada

O TCU, por meio do ministro José Múcio, autorizou uma medida pouquíssimo usual: fazer uma inspeção na Presidência da República, a fim de investigar os seis decretos ilegais de liberação de recursos, assinados por Dilma Rousseff neste ano, no valor total de 96 bilhões de reais. Apontados pelo procurador Júlio Marcelo de Oliveira, eles servem como base ao pedido de impeachment. O TCU quer saber quais foram os critérios técnicos que nortearam os decretos. Tentar encontrar critérios técnicos neste governo é como procurar por virgens em lupanares.

O Brasil desaba por causa dos crimes de Dilma

É bom que os ministros do Supremo e os políticos tenham em mente os dados aterradores compilados pelo Estadão:
- 59 milhões de consumidores estão com dívidas em atraso de um a dois meses. O total supera R$ 250 bilhões;
- Serão emitidos 14 milhões de cheques sem fundos neste ano;
- Os pedidos de falência de empresas subiram 17,8% entre os primeiros 11 meses de 2014 e de 2015 e as falências decretadas, 17,4%. Só em novembro, a alta foi de 34%
Esses números são reflexo direto dos crimes de responsabilidade cometidos por Dilma Rousseff na administração federal, bem como da corrupção pantagruélica dos sucessivos governos petistas.

Bia, a princesinha petista

A Veja publicou uma reportagem sobre Bia, a neta de Lula mais realista do que o rei. Leiam um trecho: "Primogênita de Lurian Lula da Silva, a filha de Lula com a ex-enfermeira Miriam Cordeiro, Bia é a aposta do presidente do PT do Rio, Washington Quaquá, para alavancar o partido nas eleições de 2018, ocasião em que deverá disputar um cargo. Estudante de psicologia, apresenta-se também como atriz. Em 2011, apareceu pela primeira vez no noticiário quando a empresa de telefonia Oi - a mesma que já havia feito um aporte milionário em uma empresa de seu tio Lulinha - decidiu patrocinar com 300 000 reais uma peça que ela estrelava. Na semana passada, voltou a ganhar os holofotes ao postar em seu Facebook um texto intitulado "Terrorismo midiático", reproduzido no mesmo dia pelo site oficial do PT. Nele, dizia estar sendo "incomodada e, por que não dizer, assediada" por uma repórter do jornal O Globo que queria escrever um perfil seu - "eu querendo ou não". Ao lado do texto, a neta de Lula publicou uma selfie em que faz um gesto mal-educado." Bia é uma legítima princesinha petista.

Bia faz com um dedo o que o seu avô fez com nove no do Brasil

Caiado revoga o AI-5 do PT no Facebook

A página do Vem Pra Rua no Facebook voltou ao ar, graças ao senador Ronaldo Caiado, que entrou em contato com o representante da empresa no Brasil. Ronaldo Caiado revogou o AI-5 do PT. Parabéns, senador.

Banrisul começará a aceitar pedidos de empréstimos dos servidores a partir de terça-feira

O Banrisul informou ontem que a partir de terça-feira os servidores estaduais poderão tomar os empréstimos que servirão para cobrir o calote do 13º. O dinheiro sairá com carência de meio ano e poderá ser devolvido em seis vezes. A nota expedida pelo banco não fala em garantias e também não diz se o empréstimo será do tipo consignado, como também não revela que tipo de juros serão cobrados. O governo estadual fará o pagamento do 13º salário dos servidores em seis parcelas entre junho e novembro de 2016. As cinco primeiras serão de 10% do valor do salário, a sexta, de 50%. O salário virá com indenização de cerca de 25% sobre o seu valor (o cálculo tem como base a variação da Letra Financeira do Tesouro mais uma taxa de 0,8118% ao mês) — valor que poderá ser usado no pagamento dos juros, nos casos de empréstimo. Toda esse imenso valor do caixa do Banrisul que irá para o pagamento de salários não se dirigirá para o financiamento de atividades econômicas. O Rio Grande do Sul cresce como cola de cavalo, para baixo. 

Cassiá Carpes ingressa hoje no PP

O ex-deputado estadual gaúcho Cassiá Rodrigues assinará, hoje, ficha de filiação no PP. O ato acotnecerá durante a convenão da Mulher Progressista. Cassiá foi candidato a vice na chapa de Ana Amélia. A entrada do ex-jogador coincide com a saída da vice de Canoas, Beth Colombo, que irá para o PT, partido pelo qual disputará a prefeitura de Canoas. É estranha a trajetória de Cassiá Carpes, de trabalhista a arenista. 

Estes são os deputados federais que têm processos criminais contra eles no Supremo Tribunal Federal


O comunista trotskista revolucionário Raul Pont defende o impeachment de Sartori


O comunista trotskita gaúcho Raul Pont, eterno chefe do partido comunista clandestino DS - Democracia Socialista (que parasita o corpo do PT), defendeu o impeachment do governador José Ivo Sartori, do PMDB, ao falar durante ato público de homenagem ao busto do ex-governador Leonel Brizola, curiosamente localizado bem ao lado do Palácio Piratini, a sede do governo gaúcho. O que disse o comunista trotskista Raul Pont, ex-militante do POC: "Qual diferença que existe entre o projeto enviado pelo governador Sartori pedindo autorização à Assembleia Legislativa para pagar salários por meio de empréstimos bancários e as chamadas pedaladas fiscais que o Tribunal de Contas da União cobra da presidenta Dilma?" O raciocínio dele é um desastre, porque se entende que Sartori deve sofrer processo de impeachment, então aprova o processo que é movido contra a rainha da mandioca, a petista Dilma Rousseff. Há uma diferença essencial entre Sartori e Dilma. A petista ordenou gastos (gastança) sem ter a necessária e obrigatória autorização legislativa para isso; Sartori vai pagar o 13º salário do funcionalismo por meio de empréstimos no Banrisul com autorização contida em lei aprovada pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Ele poderia ter acusado Sartori de outra coisa, a de ter enviado para a Assembléia um projeto de lei orçamentária que é uma ficção absoluta, uma fraude, contendo expectativa de enorme déficit, coberto de maneira mentirosa. Isso, sim, é um crime, que vem sendo repetido, todos os anos, por todos os governos. É outra coisa que ajuda a explicar a tremenda crise das finanças públicas do Rio Grande do Sul, uma crise sem solução, para a qual o PT contribuiu de maneira gigantesca. Aliás, Raul Pont, se tivesse um mínimo de vergonha na cara, não teria aberto a boca, porque foram dois membros de seu partido clandestino, a DS - Democracia Socialista, que produziram esta merdança nacional e gaúcha nas contas públicas: Arno Augustin, como Secretário do Tesouro Nacional, e o secretário da Fazenda do governo do peremptório petista "grilo falante" e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro. Mas, Raul Pont é assim, ele gosta de posar de herói há muito tempo. Na década de 70, por exemplo, ele procurou ser preso pela Operação Bandeirantes, em São Paulo, quando já tinha sido avisado a não cumprir "ponto', porque os agentes da repressão estavam à espera dele. Como eu sei disso? Sei porque fui eu quem passou a mensagem para o POC, para Raul Pont. Ele era um dos últimos quadros do POC (Partido Operário Comunista) que ainda não havia "caído" (sido preso). 

Fitch diz que empresas brasileiras devem ter crise de fluxo de caixa em 2016


As empresas brasileiras devem enfrentar uma crise de fluxo de caixa operacional em 2016, segundo relatório divulgado na sexta-feira (11) pela agência de classificação de risco Fitch, que afirma que a queda nas receitas e custos mais altos vão pesar sobre as contas das companhias. Além da continuação da crise econômica, as turbulências políticas servirão como vento contrário para o desempenho das empresas, afirmou a agência em relatório intitulado "Cenário 2016: Corporações Brasileiras (Pesadelo de Fluxo de Caixa Operacional)". "Como resultado, a Fitch não vislumbra melhoras significativas em 2016. A liquidez, que vinha sendo um ponto positivo das empresas brasileiras, está se deteriorando e vai elevar o risco de refinanciamento", disse a Fitch no documento, assinado pela diretora Debora Jalles. Segundo a agência, os cortes de nota de crédito devem superar as elevações a uma razão de 10 para 1 no Brasil em 2016. No ano até esta semana, esta relação está em 3,6 para 1, ante 2,5 para 1 em 2014.

Facebook tira do ar por quatro horas página de grupo anti-Dilma; o Facebook é associado do petismo e de Dilma

O Facebook tirou do ar o perfil do movimento Vem Pra Rua Brasil, um dos grupos à frente dos protestos contra o governo federal ocorridos neste ano. Com quase 750 mil curtidas, a página ficou inacessível neste sábado (12) durante cerca de quatro horas até voltar ao ar por volta das 15h50. "Depois de 4 horas fora do ar, sem nenhuma explicação razoável para isso, a página do Vem Pra Rua está de volta! Isso se chama censura. Mas não intimidará o movimento!", publicaram os administradores do perfil. Mais cedo, o grupo havia reclamado da suspensão em postagem na conta do Vem Pra Rua no Twitter: O bloqueio, que segundo membros do grupo foi creditado a denúncias por "conteúdo impróprio", aconteceu às vésperas de mais uma rodada de manifestações a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT). Neste domingo, estão previstos protestos simultâneos em capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, e em cidades de todo o Brasil.

Também em sua conta no Twitter, o empresário Rogerio Chequer, um dos principais articuladores da manifestação anti-Dilma ocorrida em outubro, afirmou que seu perfil pessoal no Facebook também foi bloqueado. "URGENTE! Censura! O Facebook acaba de derrubar minha página pessoal (Rogerio Chequer) assim como a página do Vem Pra Rua", escreveu Chequer em mensagem distribuída pelo Whatsapp. Ele continua: "Estamos na véspera de uma manifestação pró Impeachment em todo Brasil, e isto é uma clara forma de CENSURA. É nesta democracia que você quer viver, onde a verdade é suprimida e o povo escravizado por uma ideologia?". Na tarde de sábado (12), a página do empresário na rede social continuava inacessível. 

O Facebook, como é de seu comportamento ditatorial totalitário, não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre os porquês do bloqueio e do restabelecimento. Ele nunca responde a questões sobre quais determinações do documento "Padrões da Comunidade do Facebook" teriam sido infringidas pela página do movimento e como o Facebook avalia as denúncias recebidas e suas fontes. 

Morre médico atacado com uma pedrada na cabeça em festa na USP

Morreu na madrugada deste sábado (12), o médico Benício Orlando Saraiva Filho Leão, de 39 anos. Ex-aluno da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) ele estava internado no Hospital das Clínicas após ter sido agredido dentro da Cidade Universitária, na zona oeste da cidade, quando saia de uma festa. O crime ocorreu na sexta-feira (4). De acordo com o Hospital das Clínicas a morte ocorreu em decorrência dos ferimentos. Leão foi agredido com uma pedrada na cabeça e estava internado na UTI do hospital desde o dia do crime. 


Câmeras de seguranças do campus registraram o momento em que o médico foi agredido por um grupo de pessoas. De acordo com a polícia, o médico dirigia seu carro -um Fiat Punto preto- na rua da Reitoria quando esbarrou em uma bicicleta que estava mal estacionada na via. Leão parou o carro e duas pessoas se aproximaram. A polícia diz que o médico saiu do carro com uma barra de ferro, o que motivou o princípio de tumulto. Outras pessoas se aproximaram, quando um dos jovens atirou uma pedra no médico que caiu no chão e foi agredido. Nesse momento, um dos homens entrou no carro e roubou uma mochila, e um objeto que estava dentro do veículo. A USP disse, em nota, que o médico participou de uma festa tradicional, chamada "Quinta e Breja", realizada nas imediações da ECA (Escola de Comunicações e Artes) da instituição. A USP disse que lamenta o fato e que Leão foi "covardemente espancado".Até o momento ninguém foi preso.

Ditador Evo Morales afirma que há tentativa de "golpe parlamentar" no Brasil


O ditador boliviano Evo Morales disse que está em preparação um "golpe de estado parlamentar" contra Dilma Rousseff no Brasil. Em entrevista ao jornal peronista "Página 12", ele comparou a situação atual do Brasil com a do Paraguai de Fernando Lugo, deposto em 2012 após um processo de impeachment relâmpago. "É um golpe parlamentário em preparação. Já houve um golpe no Congresso do Paraguai, e agora está acontecendo o mesmo no Brasil (...) são os grupos oligárquicos os que detêm poder político", afirmou. O indio boliviano cocaleiro trotskista disse ainda que lhe "dói" o atual estágio do Mercosul, fazendo referência à vitória do político de centro-direita, Mauricio Macri, na Argentina. "Nos sentimos sós com Maduro. Me dói muito ver este panorama político regional", diz. Vai doer bem mais, pode esperar.....

Liderança nas pesquisas faz rivais e imprensa levarem Donald Trump a sério


"Queria te perguntar algumas coisas sobre o Donald Trump", disse o apresentador Seth Meyers em entrevista a Hillary Clinton no programa "Late Night", na última quinta-feira (10). "Primeira pergunta: você já ouviu falar dele?", zombou. A pré-candidata democrata cortou Meyers. "Olha, preciso dizer uma coisa. Não acho mais engraçado. Ele foi longe demais". 


Três meses atrás, a postura era outra. Hillary embarcou num longo esquete do programa "Saturday Night Live" em que simulava falar com Trump ao telefone e riu quando o imitador do ex-apresentador de tevê perguntou "muro ou muro gigante?" como política de imigração. A mudança de tom se dá depois de o líder na disputa pela nomeação republicana defender, na segunda-feira (7), barrar a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.  Ao longo desta semana, a pré-candidata, que lidera com folga a corrida pela nomeação democrata, repetiu que a fala de Trump "não é apenas vergonhosa, é perigosa" e disse que ele incita "preconceito e paranóia". Uma das principais assessoras de Hillary, Huma Abedin distribuiu e-mail para apoiadores dizendo ser uma "muçulmana orgulhosa" e lamentou as frases:"Infelizmente, Trump está inclinado ao tipo de medo do progresso que pode, muito bem, ajudá-lo a vencer a nomeação". Não é apenas a campanha de Hillary que parece ter começado a levá-lo mais a sério. Trump está em primeiro lugar nas intenções de voto há meses, com um breve intervalo em que o médico Ben Carson despontou, segundo algumas pesquisas. Faltando dois meses para o início das primárias, 70% dos eleitores com tendência a votar nos republicanos apostam que Trump será o candidato, e 66% deles concordam com a proibição à entrada de muçulmanos, segundo estudo do Rasmussen Reports divulgado nesta sexta-feira. O site "Huffington Post" reverteu decisão de julho e voltou a noticiar Trump na seção de política. "Como o comentário depravado demonstrou, sua campanha se tornou outra coisa: uma força feia e perigosa na política americana. Então, não cobriremos mais sua campanha (na seção de) entretenimento. Mas isso não quer dizer que vamos tratá-la como normal", escreveu Ariana Huffington, dona do site. A Casa Branca defendeu, na terça-feira (8), que Trump "se desqualificou"como potencial candidato. O que ele disse é "moralmente repreensível" e "traz consequências para a nossa segurança nacional", afirmou o porta-voz da administração do muçulmano Barack Obama, Josh Earnest. Outros republicanos engrossaram as críticas e, ironicamente, o bilionário voltou a ameaçar disputar a Presidência como independente. Ele cogitava a hipótese quando ainda era tratado como galhofa, mas em setembro assinou um termo prometendo não se candidatar fora do Partido Republicano. Se cumprir a ameaça, descumprirá a promessa feita a seus aliados do momento. Uma parte do partido Republicano americano tem discurso completamente dominado pela esquerda. 

Samarco construía megabarragem em reservatório palco da tragédia

Na época em que a barragem de rejeitos da Samarco se rompeu em Mariana (MG), no dia 5 de novembro, a empresa realizava obras para unificar as estruturas de Fundão (a rompida) e Germano (vizinha), criando uma megabarragem que teria cinco vezes o volume da que ruiu. A informação consta do auto de fiscalização feito pela Secretaria de Meio Ambiente de Minas após a tragédia que deixou 16 mortos e três desaparecidos, além de um rastro de destruição ambiental por cerca de 600 km até o litoral do Espírito Santo. Presidida por Ricardo Vescovi, a mineradora é controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton. Nesse documento, funcionários do governo de Minas Gerais registram que o coordenador de meio ambiente da Samarco, Euzimar Rosado, informou que, "no momento do acidente, uma equipe terceirizada estava realizando obras de unificação de duas barragens (Fundão e Germano)". O documento também traz detalhes da obra que estava sendo feita em Fundão –que também recebia rejeitos de uma mina da Vale. A causa de seu rompimento ainda está sendo investigada. Ainda de acordo com o relatório, o funcionário Wanderson da Silva, da equipe de geotécnica da mineradora, afirmou que "uma manutenção estava sendo realizada no sistema de drenagem nas ombreiras direita e esquerda da barragem de Fundão". Os trabalhos em curso, de acordo com Silva, faziam "parte do projeto de alteamento (elevação) da cota da barragem de 920 m para 940 m". Em entrevista após a tragédia, os diretores da mineradora confirmaram a elevação da parede da barragem, para aumentar sua capacidade, mas não citaram a unificação. Em julho deste ano, representantes da mineradora se reuniram com vereadores de Mariana para explicar as obras. Segundo o presidente da Câmara, Tenente Freitas (PHS), a Samarco também não fez referência à unificação. "Em momento algum falaram disso. Só citaram o alteamento da barragem", diz. A barragem de Germano, que armazena cerca de 200 bilhões de litros de rejeitos, começou a operar no fim dos anos 1970 e havia esgotado sua cota em 2009, um ano após o início da operação de Fundão, que comportava cerca de 55 bilhões de litros de lama. Com a fusão, que demoraria dois anos para ficar pronta, a nova estrutura comportaria, ao menos, 255 bilhões de litros de rejeito de minério. A licença para que a mineradora Samarco pudesse começar as obras de unificação da megabarragem foi emitida em julho pelo governo de Minas Gerais. A Reta Engenharia, uma das empresas terceirizadas para o serviço, era a responsável pelas obras de terraplanagem, drenagem e montagem das tubulações. O contrato entre ela e a Samarco existe desde maio, dois meses antes da publicação da licença para início das obras. Tanto o Ministério Público do Estado como a Procuradoria Federal apuram se as empresas já estavam fazendo as obras antes mesmo de a licença ter sido concedida à Samarco, o que é proibido. Os conselheiros do órgão mineiro que decidem pela emissão das licenças ambientais resolveram empurrar para o DNPM (Departamento Nacional de Proteção Mineral) a responsabilidade pela cobrança, à Samarco, de um novo plano de emergência. Segundo o promotor que assinou o parecer para as licenças prévia e de instalação da megabarragem, Mauro Ellovitch, o plano de emergência seria cobrado à Samarco antes que a nova estrutura entrasse em operação. Ainda assim, a empresa deveria ter o documento pronto e enviado ao DNPM. "Nós não abrimos mão do plano de emergência, até porque ele é uma obrigação da Samarco", disse o promotor.

Planalto ameaça retaliar deputados do PMDB com corte de verbas e cargos


Apesar do discurso público de que não interfere nas questões internas do PMDB, o Palácio do Planalto ameaça retaliar deputados do partido com o corte de emendas e cargos caso eles não apoiem a volta de Leonardo Picciani (RJ) à liderança da sigla na Câmara dos Deputados. Aliado da presidente Dilma Rousseff, Picciani foidestituído na quarta-feira (9), quando 35 dos 66 deputados do PMDB assinaram um documento pedindo sua saída do posto. O movimento contou, inclusive, com o apoio do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do vice-presidente Michel Temer. Preocupado com a derrota no Congresso, o Planalto escalou ministros do PT e do PMDB para cobrar que os deputados peemedebistas continuem alinhados ao governo, o que irritou Temer. Em conversa com a presidente Dilma na quarta, o vice pediu que o Planalto não interferisse nas disputas internas de seu partido mas, nesta sexta-feira (11), diante da forte atuação do governo, precisou telefonar para o ministro Jaques Wagner (Casa Civil) e pedir uma sinalização clara de que o movimento seria freado por Dilma Rousseff. O ministro prometeu que frearia as ações e a presidente deu uma declaração pública para dizer que seu governo "não tem o menor interesse" em interferir no PMDB. "Entendo que ele (Temer) tenha considerações em relação ao PMDB, ele é presidente do partido. Então o governo não tem o menor interesse em interferir nem no PT, nem no PMDB, nem no PR. Agora, o governo lutará contra o impeachment. São coisas completamente distintas", disse a presidente. Nos bastidores, porém, o governo não baixou a guarda. Nas palavras de um auxiliar de Dilma, Temer manteve "sua postura conspiratória" ao dar o aval para a destituição de Picciani e, por isso, o Planalto "também vai lutar com as armas que tem". Desde que Leonardo Quintão (MG) assumiu o lugar de Picciani à frente da liderança do PMDB na Câmara, os deputados do partido relatam terem sido procurados, inclusive, por líderes e vice-líderes do governo na Casa. Ministros do PMDB, como Marcelo Castro (Saúde) e Kátia Abreu (Agricultura), têm telefonado para deputados do partido que apoiaram o abaixo-assinado contra Picciani e acenado com possíveis acordos ou retaliações. Signatário do documento, o deputado Mauro Pereira (PMDB-RS) acusa o Planalto de ter atuado contra ele e retido cinco emendas parlamentares de sua autoria, no valor de R$ 4 milhões. "Se o governo federal for utilizar esse método com todos os membros da bancada, será uma maneira muito baixa para reverter votos", criticou. "É muito rasteiro". Temer também entrou em contato com o ministro da Saúde e com a ministra da Agricultura para pedir que eles interrompam a pressão sobre os deputados da sigla.

Grupo canadense recua de compra de ações da Invepar, e OAS tenta plano B


Temendo não conseguir vender as ações da Invepar, a OAS costura com seus credores um plano alternativo para sua recuperação judicial. O grupo chegou a fechar um acordo com a Brookfieldsobre o preço mínimo para a venda da participação. Pelo acerto, a fatia de 24,4% seria repassada por R$ 1,350 bilhão. Mas a companhia canadense impôs novas condições para assinar o contrato e chegou a ensaiar desistir do negócio caso as exigências feitas, como ajustes no acordo de acionistas da Invepar, não pudessem ser cumpridas. Com o recuo, a OAS propôs aos seus principais credores que, caso a operação de venda fracasse, eles mesmos fiquem com as ações. 


O mecanismo seria acionado se a Brookfield desistir do negócio, nenhum interessado surgir no leilão de venda e os atuais acionistas da Invepar não queiram exercer o direito de compra da participação. São sócios da companhia de concessões os fundos de pensão Petros (funcionários da Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Funcef (Caixa).  Os credores ainda não deram o aval final para a proposta e as conversas seguem. O esfriamento das negociações também fez a Brookfield desistir do empréstimo, anunciado em maio, de R$ 800 milhões à OAS em troca do direito de cobrir ofertas pela Invepar. O acerto não está mais na mesa. A ideia agora é que parte do valor levantado com a venda da Invepar vá para a OAS. Se a operação não ocorrer, a empreiteira usará o dinheiro da venda de outros ativos. O aperto no caixa será maior, já que a injeção financeira deve ficar entre R$ 200 milhões e R$ 400 milhões, no melhor cenário. Há duas semanas, a OAS anunciou acerto para repassar parte da empresa de saneamento do grupo. Negocia ainda a venda da OAS Óleo e Gás, da OAS Empreendimentos e de estádios de futebol. Dona de concessões de rodovias, trem, metrô e responsável pelo aeroporto de Guarulhos, a Invepar é de longe o ativo mais valioso da lista. Quando ofereceu as ações ao mercado, no final do ano passado, o grupo achou que conseguiria levantar o dobro do oferecido pela Brookfield. Para executivos próximos às negociações, a situação do país piorou muito ao longo deste ano, afastando investidores. Além disso, há muitos ativos à venda no momento, o que torna os compradores mais exigentes. A situação se complicou, mas, com as solução alternativa proposta aos credores, a OAS acredita que conseguirá votar sua recuperação no dia 17 de dezembro. A companhia já adiou por cinco vezes a apreciação do plano. A proposta de pagamento aos credores não deve sofrer alterações significativas em relação ao que já foi apresentado. A OAS pretende quitar seus débitos em até 25 anos. Os fornecedores receberão em parcelas, mas sem descontos. Já os estrangeiros, que têm a maior parte da dívida, terão descontos de cerca de 70% no valor a receber. A prisão temporária nesta sexta-feira (11) do presidente da construtora OAS, Elmar Varjão, foi vista como mais um baque para o grupo. Ele havia substituído Léo Pinheiro, que fora preso no final de 2014 em decorrência de investigações da Operação Lava Jato. A avaliação no momento é que a prisão não deve afetar a recuperação. A dúvida é quanto minará a tentativa da empresa de se reerguer e disputar contratos no futuro. O grupo pediu a proteção da Justiça para escapar da falência em março. A empresa foi acusada de pagar propina a funcionários da Petrobras, e alguns de seus principais executivos foram presos pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Os credores anteciparam a cobrança de dívidas e não havia dinheiro suficiente para pagá-los. O plano de recuperação judicial prevê que a empresa fique apenas com a construtora, que deu origem ao grupo. Os demais negócios serão vendidos para o pagamento dos credores. O plano ainda não foi votado porque é preciso convencer os credores a dar descontos agressivos na dívida do grupo, de cerca de R$ 11 bilhões. Além disso, a venda da empresa de concessões Invepar, que tem uma fatia do aeroporto de Guarulhos, está demorando mais do que o previsto. Se a maior parte dos credores votarem contra o plano de recuperação, a falência é decretada. Se o plano for aprovado, a empresa acerta as dívidas, mas terá de voltar a ganhar contratos de construção para sobreviver.

Indústrias atrasam pagamento de crédito subsidiado do BNDES


Com as vendas em queda por causa da recessão, as empresas estão atrasando as prestações de empréstimos subsidiados pelo governo para a compra de máquinas e querem condições ainda mais favoráveis de pagamento. O pleito, encampado pela Abimaq (que reúne os fabricantes de máquinas), é que as indústrias beneficiadas pelo PSI (Programa de Sustentação do Investimento), operado pelo BNDES, possam ficar 12 meses pagando só os juros sem amortizar a dívida. A associação já levou o pedido aos ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Armando Monteiro (Desenvolvimento). "As empresas investiram em aumento de capacidade, mas, devido à crise, as máquinas estão paradas ou subutilizadas. Não há condições de pagamento", diz José Velloso, presidente-executivo da Abimaq. 


Lançado em 2009 pelo governo Lula para estimular o investimento, o PSI foi várias vezes renovado com juros negativos e um custo importante para o Tesouro Nacional. O programa colaborou para evitar que a crise da quebra do banco americano Lehman Brothers, em 2008, contaminasse o Brasil, mas suas constantes prorrogações foram criticadas pelos especialistas devido ao peso fiscal. Só neste ano, com as contas públicas comprometidas, o governo elevou os juros do programa para patamares mais próximos do mercado. Hoje as taxas do PSI variam de 6,5% a 11%. No ano passado, estavam entre 4% e 8%, informou o BNDES. Mas as taxas já foram menores no passado. Pelos cálculos do especialista em contas públicas Mansueto de Almeida, os juros médios do programa entre sua criação e o fim ano do passado foram de 3% ao ano. Segundo o BNDES, o governo desembolsou no período de taxas mais favoráveis (2009 a 2014) R$ 324 bilhões com o PSI. Não há dados isolados para a compra de máquinas. O PSI beneficia também a compra de caminhões e outros itens ligados a investimento. Pelas estimativas de Mansueto, o desembolso informado pelo BNDES representa um volume total de subsídio do governo federal de R$ 23,4 bilhões ao ano. 


Desse total, R$ 9 bilhões teriam que ser repassados diretamente do Tesouro para o BNDES por causa da diferença entre a TJLP (taxa que baliza os juros do empréstimos do banco de fomento) e os juros do PSI. O restante é o custo financeiro indireto da distância entre a TJLP (7%) e a Selic (14,25% ao ano). O BNDES não comenta sobre o pleito dos fabricantes de máquinas. O banco não decide diretamente sobre mudanças na forma de pagamento do programa e executa o que for determinado pelo governo federal. A Fazenda disse que não teve acesso ao pleito e que as condições continuam iguais até o fim do financiamento. A inadimplência do PSI não é divulgada pelo BNDES, por ser uma operação indireta e, portanto, o risco é dos bancos repassadores. Um dos principais bancos atuantes no PSI, o Banco do Brasil, não informa a inadimplência por programa. A Abimaq diz que os atrasos nos pagamentos "ainda não são generalizados". "É para evitar a alta inadimplência que estamos pedindo esse prazo", afirma Velloso. Segundo a associação, a "trégua" de um ano no pagamento da dívida seria acrescentada no fim do empréstimo a juros de mercado, e não subsidiados.

Polícia Federal indicia Bumlai e confirma operação financeira no caso Santo André

O delegado federal Filipe Hille Pace, que integra a Operação Lava Jato em Curitiba (PR), indiciou nesta sexta-feira (11) o pecuarista José Carlos Bumlai por supostos crimes de corrupção passiva e gestão fraudulenta. O indiciamento não significa culpa formada, mas sim que a Polícia Federal identificou indícios que considera suficientes para acusar Bumlai de crimes. O Ministério Público Federal deverá ainda dar sua opinião sobre o assunto e submeter eventual denúncia à apreciação do juiz federal Sergio Moro, que decidirá então pela abertura ou não de uma ação penal. No relatório do indiciamento, o delegado federal concluiu que o fazendeiro "possivelmente" se utilizou de maneira "indevida do relacionamento que mantinha com o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva" para se beneficiar pessoalmente de uma contratação irregular da Schahin Engenharia, pela Petrobras, para a operação de um navio-sonda, o Vitoria 10.000. Segundo a Polícia Federal, Bumlai promoveu "a atuação ilegal de diretores (Nestor Cerveró) e gerentes (Eduardo Vaz Musa)" da Petrobras para receber, "em seu favor, vantagem indevida, que consistiu na quitação do empréstimo tomado originalmente em 2004" por Bumlai no banco Schahin. De acordo com o delegado, "ao contrário do que sustentou" Bumlai em depoimento na Polícia Federal, "alguns documentos apreendidos reforçam que ele" e Lula "mantinham sim relação de amizade muito próxima". "São fotos e convites que apresentam ambos em eventos oficiais – ao que parece, em viagem à Angola, por exemplo – e em momentos de intimidade, como festas e visitas", diz o relatório da Polícia Federal. A investigação concluiu que há indícios de que Bumlai contraiu um empréstimo no banco Schahin com o objetivo de quitar "uma dívida" contraída pelo PT no ano de 2002. Segundo a Polícia Federal, uma empresa de ônibus de Ronan Maria Pinto, implicado no escândalo de desvio de recursos da Prefeitura de Santo André (SP) que veio à tona logo após o assassinato do então prefeito, Celso Daniel (PT), em janeiro de 2002, recebeu R$ 2,9 milhões de uma firma de "agenciamento", a Remar, dias após Bumlai ter contraído um empréstimo de R$ 12 milhões junto ao banco Schahin. O dinheiro obtido por Bumlai, de acordo com a PF, passou por contas bancárias de duas empresas até chegar à empresa de Ronan. A operação guarda relação com um depoimento prestado em 2012 pelo pivô do escândalo do Mensalão do PT, o publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza, segundo o qual houve uma operação política em 2002 com o objetivo de comprar o silêncio de Ronan Pinto sobre denúncias de irregularidades na Prefeitura de Santo André. Na época do seu assassinato, em janeiro de 2002, Celso Daniel era coordenador da pré-campanha de Lula à Presidência e revelações sobre irregularidades na prefeitura poderiam impactar a campanha do petista. "A utilização de diversos atores na transferência dos recursos sugere, ao que parece, a tentativa de dissimular a origem do dinheiro e a real motivação das operações. Nada obstante, repita-se, os fatos ilícitos por ora imputados a José Carlos Costa Marques Bumlai limitarem-se ao momento da quitação do empréstimo contraído em 2004, os registros bancários acima indicados diminuem as dúvidas de que, ao menos parcialmente, o (empréstimo) mútuo destinava-se a atender aos interesses do Partido dos Trabalhadores", concluiu o relatório da Polícia Federal.

Collor foi afastado pelo Senado em rito sumário

Única referência histórica de um impeachment no Brasil, o afastamento do ex-presidente Fernando Collor de Mello foi decidido, em 1992, a toque de caixa pelo Senado. Segundo registros oficiais da época, entre a decisão da Câmara a favor do impeachment e o afastamento de Collor, autorizado pelo Senado, passaram-se apenas três dias. No dia seguinte à decisão dos deputados, em 30 de setembro, o Senado recebeu o ofício comunicando o resultado da votação e, ato contínuo, fez a leitura do documento em plenário e elegeu, em votação secreta, a chamada "comissão processante", que elaborou um parecer pela continuidade do processo no Senado. Esse documento foi votado no dia seguinte pelos senadores, em procedimento simbólico. Nenhum deles teve que registrar o voto, apenas se manifestar em plenário. Na ocasião, o então senador Odacir Soares chegou a questionar o presidente do Senado sobre a celeridade do processo. Na sessão, ele sugeriu que a Casa havia recebido da Constituição de 1988 a atribuição de "processar e julgar" o presidente da República. Com esse argumento, perguntou se não seria necessário ampliar a discussão sobre o afastamento de Collor. O argumento se assemelha ao que o Senado usa hoje para levantar, no STF (Supremo Tribunal Federal) a dúvida se pode ou não derrubar eventual decisão proferida pela Câmara. Na época de Collor, a questão de Odacir foi rejeitada pelos senadores. Hoje, o Senado defende que uma eventual decisão da Câmara de admitir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff teria, que obrigatoriamente ser validada pelo Senado. Com Collor, como havia um clima de que o caso era irreversível e havia uma maioria inquestionável pela aprovação do impeachment, sequer houve debate sobre o papel do Senado no processo. No dia 2 de outubro, Collor foi oficialmente afastado da Presidência e o então vice, Itamar Franco, assumiu o comando do Palácio do Planalto.

STF impede que CPI do Futebol quebre sigilos de comitê da Copa de 2014


O COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo 2014) entrou com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) para questionar a quebra de sigilo determinada pela CPI do Futebol, em andamento no Senado Federal, e foi atendido pela corte suprema. A entidade questionava a aprovação de requerimentos e ofícios que determinaram a quebra de seu sigilo fiscal e financeiro no dia 1º deste mês. O pedido de quebra de sigilo tinha sido feito pelo presidente da comissão, o senador Romário (PSB-RJ), no dia 1º de dezembro. O parlamentar foi econômico ao apresentar suas justificativas: "Requeiro que essa Comissão Parlamentar de Inquérito solicite aos órgãos cabíveis as informações fiscais e bancárias, no período de 1ª de janeiro de 2008 até 12 de março de 2015, do Comitê Organizador Brasileiro, em virtude de indícios de irregularidades cometidas por parte de seus dirigentes atuais e pretéritos". Na Justiça, o Comitê Organizador alegou que a quebra dos sigilos foi o primeiro ato formal da CPI em relação à entidade, que deveria ter feito uso, inicialmente, de medida menos gravosa. "Em síntese, o primeiro ato praticado pela CPI em face do COL foi, sem qualquer investigação prévia a seu respeito, a aprovação da quebra dos sigilos fiscal e financeiro, e, mais grave, sem que fosse assegurada a vigência dos princípios republicanos da motivação, da publicidade e da transparência", argumentou o comitê. Em decisão liminar (provisória), o ministro Celso de Mello determinou: "Defiro, em parte, o pedido de medida liminar, em ordem a suspender, cautelarmente, até final julgamento da presente ação de mandado de segurança, a eficácia das deliberações da CPI do Futebol, que ordenou a quebra do sigilo dos registros fiscais e bancários da empresa Copa do Mundo FIFA 2014 - Comitê Organizador Brasileiro Ltda. (...) e determinou a produção, por essa mesma impetrante, de "todos os seus demonstrativos de resultados e distribuição de lucros no período de 01 de janeiro de 2008 até 12 de março de 2015". (...)" De acordo com o COL, mesmo que a quebra de sigilo estivesse associada à investigação de algum dirigente ou ex-dirigente, a aprovação dos atos seria desproporcional porque não houve imputação de qualquer ato ilícito ao comitê organizador. O Comitê Organizador alega ser uma entidade privada e que isso afastaria a competência da CPI para requisição de documentos e quebras de sigilo, pois isso superaria os limites constitucionais impostos para sua atuação. Aponta, ainda, que a CPI funciona há meses sem foco específico de apuração, o que viola seu caráter temporário e com destinação específica para investigar fato certo e determinado. Segundo o COL, os atos da CPI do Futebol violam o artigo 58, parágrafo 3º (que trata do funcionamento de comissão parlamentar de inquérito) e o artigo 93, inciso IX (sobre publicidade de atos do Judiciário e fundamentação de decisões) da Constituição da República, além dos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. O processo está sob a relatoria do ministro Celso de Mello e deverá ter alguma decisão definitiva até o final deste ano.

Vice de Cristina é proibido de sair da Argentina por suspeita de corrupção


O ex-vice-presidente da Argentina, Amado Boudou, foi proibido nesta sexta-feira (11) de deixar o país sem autorização da Justiça. Ele perdeu o foro privilegiado com o fim de seu mandato e de Cristina Kirchner, na quinta (10). Boudou é acusado de uma série de crimes, como corrupção, tráfico de influência e falsificação de documentos. O caso mais conhecido é o da empresa Ciccone, que recebeu a permissão para imprimir as cédulas de pesos argentinos.


Quando era ministro de Economia, entre 2009 e 2011, o ex-vice-presidente teria perdoado dívidas fiscais da empresa e ajudado a atrair investimentos que tiraram a empresa da falência. Em troca, o funcionário teria recebido ações da companhia, que ficaram nas mãos de um laranja. Depois disso, a firma venceu a licitação para a produção de notas de cem pesos, feita pela Casa da Moeda. A instituição era controlada por uma aliada de Boudou e era vinculada ao Ministério da Economia, controlado por ele. O escândalo foi descoberto em 2012. Um ano depois, a empresa foi estatizada pelo governo. Também receberam proibições de deixar a Argentina José María Núñez Carmona, amigo e sócio do vice de Cristina, e Alejandro Vandenbroele, seu suposto laranja na Ciccone. Além do caso Ciccone, Boudou é acusado de improbidade administrativa no manejo dos recursos da Anses, a estatal de previdência social argentina, e falsificação do documento de um carro para evitar ter que dividi-lo com sua ex-mulher.  

Musa do impeachment vai se candidatar a vereadora

Conhecida como "musa do Impeachment" após tirar a roupa em uma manifestação na avenida Paulista, Juliana Isen agora quer usar sua popularidade para conseguir mais que uma capa de revista masculina. A empresária se prepara para lançar sua candidatura a vereadora de São Paulo em 2016, pelo PHS. Ela ainda não fala sobre os projetos para o futuro mandato, mas cultiva um sonho: ser eleita com mais votos que Tiririca. "Quero ter mais votos que o Tiririca. Vou ser uma vereadora séria, mas jamais deixarei de ser sexy", foi a declaração de Juliana. Deputado Federal pelo PR-SP, Tiririca foi o segundo deputado mais votado da história do Brasil, com 1,3 milhões de votos, atrás apenas de Enéas Carneiro (1,5 milhões). Em 2014, ele foi reeleito com um 1 milhão de votos. 

Presidente preso renuncia à Conmebol, que terá nova eleição



O paraguaio Juan Ángel Napout, preso na Suíça acusado de corrupção, enviou à Conmebol nesta sexta -feira (11) documento em que renuncia à presidência da entidade. Como manda o estatuto da confederação sul-americana, o uruguaio Wilmar Valdez, que é o único vice que permanece na entidade, convocará novas eleições para presidente em até 60 dias – a entidade anunciou, no início da noite, que a eleição será no dia 26 de janeiro. Valdez deve se candidatar, mas pode ter como concorrente Alejandro Dominguez, presidente da Federação Paraguaia de Futebol. Valdez será o presidente interino até a eleição. Participaram da reunião do Comitê Executivo da Conmebol nesta sexta o presidente interino da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Marcus Vicente, e o vice Fernando Sarney, que é um dos representantes da Conmebol na Fifa – ocupou a vaga de Marco Polo Del Nero, presidente licenciado da CBF, que renunciou ao cargo na Fifa no fim de novembro. Napout é acusado, a exemplo de Del Nero e José Maria Marin, ex-presidente da CBF, de cobrar propina de executivos para ceder direitos comerciais de torneios na América do Sul, como a Libertadores e a Copa América. Ele já aceitou ser extraditado para os EUA. A Conmebol criou também um cargo de diretor independente de auditoria interna, e convidou para a função o auditor paraguaio Daniel Elicetche. Também foi criado um Comitê Legal, com a participação de membros das associações, para formular reforma no estatuto e nas regras da entidade.

Residentes médicos entram em greve em 21 Estados


Médicos residentes de 21 Estados do país estão em greve desde a última terça-feira (8), segundo a Associação Nacional dos Médicos Residentes, e preveem paralisação de todas as atividades médicas feitas pela classe, exceto nos casos de emergência. "Por uma questão ética, 30% dos residentes continuam atendendo casos de emergência ou urgentes", diz Arthur Danila, 27, presidente da entidade. A associação defende uma mudança estrutural na Comissão Nacional de Residência Médica. "Entendemos que ela não é democrática, já que, apesar de haver o mesmo número de representantes da sociedade civil e do governo em sua composição, o voto de qualidade, ou seja, o voto de desempate é do governo", afirma Danila. "A comissão não respeita opiniões que sejam diversas das do governo." Além disso, a classe quer que o governo pare de criar novos programas de residências no país "sem avaliar as reais necessidades dos programas já existentes, que por vezes, não têm estrutura", afirma. Não há previsão de término da greve. Um plano de carreira nacional para médicos do SUS, incluindo progressão de carreira, desenvolvimento profissional e educação continuada segue como uma reivindicações da classe. "A residência médica de família e comunidade é muito importante, senão a mais. Mas hoje, não há um estímulo para que as pessoas se sintam atraídas, embora ela seja a mais importante. Temos dados que mostram que cerca de 80% dos casos poderiam ser resolvidos na atenção primária", Um grupo de médicos residentes do Instituto de Infectologia Emílio Ribas fará uma manifestação pela contratação de funcionários na próxima segunda-feira (11). O protesto está marcado para ocorrer às 14h30 na frente da unidade, na avenida Doutor Arnaldo, na região central de São Paulo. O estopim ocorreu após os médicos que trabalham no local terem sido informados sobre uma série de demissões que ocorrerá a partir do dia 18 deste mês. Eles não sabem quantos funcionários serão demitidos, mas já foram informados que os cortes atingirão as áreas de pneumologia, nefrologia, endocrinologia, pediatria e cardiologia. Esses profissionais foram contratados por meio de um concurso emergencial com validade de 1 ano – feito em 2014. A seleção para preenchimento definitivo das vagas foi feita e homologada em 2015, mas a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que, devido à falta de verba, esses profissionais não serão chamados.  Diante desse cenário, 52 dos 55 residentes da unidade decidiram, em assembleia, manter a greve por tempo indeterminado. O Emílio Ribas é o maior hospital de infectologia da América Latina. Entre as doenças tratadas na unidade estão aids, dengue e leptospirose. De acordo com o residente na unidade Alexandre Ferreira, 28, esse é um movimento de mobilização nacional. "Também pedimos a contratação de uma manutenção preventiva dos aparelhos de imagem do hospital. Ele sempre quebra e isso atrapalha, e muito, o atendimento", afirmou. 

Maduro tira da Assembleia controle sobre canal de TV


Numa demonstração de força às vésperas de entregar o Legislativo venezuelano à oposição, o governo chavista aprovou uma lei que transfere o controle dos canais parlamentares de TV e rádio aos trabalhadores da emissora, quase todos escolhidos por afiliação ideológica. Aprovada na noite de quinta-feira (10), a manobra é mais um componente da disputa entre o chavismo, que domina o Estado de forma hegemônica desde 1999, e a oposição, que se prepara para assumir o Parlamento – com amplos poderes garantidos pela supermaioria – a partir de 5 de janeiro. Pela nova lei, a ANTV e a ANRadio deixam de responder institucionalmente e juridicamente à Assembleia Nacional unicameral e passam a ser propriedade de suas centenas de funcionários – o número exato não é divulgado. O novo formato de funcionamento e gestão não está claro, mas aparenta ser semelhante ao de uma cooperativa. 


A lei foi avalizada pela Comissão Nacional de Comunicações (Conatel), órgão regulador alinhado ao chavismo. O governo alega ter tomado a decisão para "proteger os trabalhadores" depois que Henry Ramos Allup, um dos mais influentes deputados eleitos no pleito de domingo, chamou os canais parlamentares de "vergonhosos" e prometeu "mudá-los". Ramos Allup também anunciou planos de investigar suspeitas de corrupção nas emissoras. A oposição se queixa de que a ANTV e a ANRadio se tornaram plataforma de propaganda ideológica a serviço do chavismo em vez de atuar como órgãos isentos e republicanos, conforme manda a lei. Os canais ficaram famosos por ocultar uma pancadaria que deixou vários deputados feridos em 2013. A oposição até agora nega planos de fechar as emissoras, mas a diretora da ANTV, Merly Garaicoa, disse ter sido ameaçada. "Recebemos chamadas telefônicas nas quais nos perguntam: 'quem está aí?' Somos seus novos chefes, vamos atrás de vocês", afirmou. Oposição e governo também estão em rota de colisão nas agendas política e econômica. A oposição pretende usar sua maioria qualificada de dois terços para votar leis para libertar opositores presos, reduzir controles na economia e destituir altos funcionários chavistas. O governo deixou claro que resistirá às mudanças e chamou os opositores de "fascistas". Numa tentativa de se garantir juridicamente, o chavismo manobra há meses para reforçar seu controle sobre a Corte Suprema, conhecida como Tribunal Superior de Justiça. A aposentadoria de 12 dos 32 magistrados da Corte foi antecipada sem justificativa clara, abrindo caminho para a nomeação dos substitutos nos próximos dias.

Bacia que alimenta o Cantareira tem só 12,6% de cobertura florestal



Uma das regiões mais ricas do Estado de São Paulo, a bacia PCJ é também uma das mais pobres em árvores. Da água dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí dependem 5,5 milhões de pessoas, mas elas contam com apenas 12,6% de florestas nativas. A estatística devastadora foi colhida em levantamento da organização não governamental SOS Mata Atlântica. A pesquisa com dados de satélite cobriu 70 municípios paulistas da bacia PCJ, num total de 14.178 quilômetros quadrados. Desses 5,5 milhões de habitantes, cerca de 3 milhões moram na décima maior região metropolitana do Brasil, a de Campinas. O PIB per capita nela é de R$ 48 mil, bem acima dos R$ 27 mil do país. Também sai desse manancial, por transposição, a água do sistema Cantareira, que abastece outros 5,3 milhões de habitantes da Grande São Paulo. Antes da crise hídrica, o sistema provia 9 milhões. A diferença é que, em torno das represas do Cantareira, 21,5% do terreno ainda é guarnecido por matas. A cobertura da bacia PCJ fica abaixo até do que restou de mata atlântica no Estado, 13,9%. Se as leis florestais fossem cumpridas, a parcela preservada deveria ficar por volta de 30%. Cidades como Valinhos (12,3% de vegetação nativa) e Saltinho (8%) precisaram recorrer ao racionamento de água. O rio Piracicaba tinha secado, perto de Paulínia (4,8%), há dois anos. Florestas como a mata atlântica funcionam como esponjas. Liberam lentamente a água da chuva e permitem sua infiltração no solo, recarregando o lençol freático. Cada quilômetro quadrado de mata conservada produz água o suficiente para abastecer 2.600 pessoas. Há 12 casos extremos entre os 70 municípios monitorados pela SOS, com menos de 5% de sua área dotada de vegetação nativa. A pior situação é a de Hortolândia: restou só 1,3% com árvores. O levantamento da SOS Mata Atlântica também mostrou que quase todos os rios da bacia PCJ carecem de florestas por perto. De 25.556 km de margens mapeadas, meros 6.155 km (24%) ostentam fragmentos de vegetação nativa maiores que 1 hectare (10 mil metros quadrados). Quem percorre os rios, contudo, pode ter impressão diferente. Boa parte das margens ostentam árvores. Muitas vezes, porém, elas estão em "fila indiana", como diz Malu Ribeiro, da SOS. Por essa razão, a ONG combina a análise da qualidade e da quantidade das águas com o grau de cobertura florestal em volta. E o trabalho vai além da PCJ -levantamentos foram feitos na região do Cantareira e nas bacias dos rios Paraíba do Sul (SP/RJ) e Guandu (RJ). No caso do Paraíba, a bacia conta com bem mais florestas que a PCJ: 26,4% da área tem vegetação natural. A situação do Guandu e seus afluentes é ainda melhor: 62,2% de conservação e 2.558 km (61,9%) de rios com áreas de mata próximas. O Estado do Rio de Janeiro, que depende muito dessas duas bacias, também enfrenta sua crise hídrica. Mas, pelo menos, está mais bem servido de florestas em torno delas. Nas águas em disputa pelas regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, o equilíbrio entre matas e água é mais precário. "Após mais de 20 anos, o Piracicaba ainda é um rio recém-saído da UTI", lamenta Malu Ribeiro. "Nunca foi olhado como um manancial, só como um meio para diluir esgotos". Os levantamentos da ONG revelam, porém, que as últimas derrubadas de mais de três hectares na bacia PCJ pararam depois de 2008. Também fica claro, nas imagens de satélite, que as principais manchas contínuas de vegetação nativa se encontram em unidades de conservação. É o caso do Parque Estadual de Itapetininga, do Monumento Natural da Pedra Grande e das áreas de proteção ambiental (APAs) de Jundiaí e Cabreúva. "É mais um exemplo de como as unidades de conservação são importantes para deter o desmatamento de nossas florestas naturais", diz Márcia Hirota, diretora da SOS Mata Atlântica. O Jaguari nasce na serra da Mantiqueira, perto de Campos do Jordão (SP). O volume que não é desviado para a Grande SP segue para oeste e encontra o Atibaia em Americana para formar o Piracicaba, espinha dorsal da bacia PCJ. Preocupante ainda é a profundidade no meio do rio, que caiu de oito para quatro metros. Uma das causas para isso é o assoreamento dos rios, que tem muito a ver com desmate. Uma vez retirada a cobertura de árvores, muito mais água escorre pela superfície e retira a camada superior de terra -a mais fértil-, que chega aos corpos de água e se deposita no fundo. Calcula-se que o Brasil pode estar desperdiçando até R$ 30 bilhões por ano com perda de solos e assoreamento. 

Teori autoriza transferência do petista Delcídio Amaral da carceragem da Polícia Federal para sala com mordomia em quartel da PM



O ministro Teori Zavascki. do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta sexta-feira (11) a transferência do senador petista Delcídio do Amaral (PT-MS) da carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para uma sala com mordomias no Quartel da Polícia Militar do Distrito Federal. Delcídio está preso desde o dia 25 de novembro acusado de participar de uma trama para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Ele é o primeiro senador preso desde a Constituição de 1988. Teori atendeu a um pedido da defesa do senador, que recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. O Supremo não divulgou a íntegra da decisão do ministro e não há detalhes do que teria motivado a transferência. Ele ocupava numa sala administrativa adaptada às pressas para recebê-lo, na sede da Superintendência da Policia Federal. Na segunda, a Procuradoria-Geral da República ofereceu denúncia ao STF contra o senador Delcídio, o banqueiro André Esteves e outras duas pessoas acusadas de tentar obstruir as investigações da Lava Jato. O plano estabelecia a compra da delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, para evitar que os dois fossem citados. Em troca, ele receberia uma mesada de R$ 50 mil e teria auxílio para fugir do País. Se a acusação for acolhida pelo Supremo, Delcídio poderá pegar pelo menos 4 anos e 6 meses de prisão e Esteves 3 anos e seis meses. Além do senador e do banqueiro, também são alvos da Procuradoria Diogo Ferreira, chefe de gabinete do petista, e o advogado Edson Ribeiro, que atuava na defesa de Cerveró. Os quatro são acusados dos crimes de impedir e embaraçar a investigação de infrações penais (3 a 8 anos de prisão) e patrocínio infiel (6 meses a 3 anos). Delcídio, Diogo e Edson também são acusados de crime de exploração de prestígio (1 a 5 anos), isso porque houve a promessa de que haveria intervenção junto a ministros do STF para conseguir a liberdade de Cerveró. A denúncia foi mantida em sigilo no Supremo. A partir de agora, Teori deve abrir prazo para a apresentação da defesa dos acusados. Na sequência, a Procuradoria poderá apresentar suas contrarrazões. Depois, Teori levará o caso para que a segunda turma do Supremo, responsável pelos casos da Lava Jato, decidam se acolhem ou rejeitam a denúncia - ainda não há prazo para a decisão. Se acolhida, a denúncia torna-se ação penal e os quatro passam à condição de réu. Após a prisão, Delcídio teve sua filiação do PT suspensa. Ele e seu assessor ficaram na Policia Federal. André Esteves, um dos homens mais ricos do País, e Edson Ribeiro estão no presídio Bangu 8, no Rio de Janeiro. A trama foi descoberta depois que o filho do ex-diretor da Petrobras,Bernardo Cerveró, fez uma gravação de uma reunião na qual o senador petista prometia auxílio financeiro para impedir que o ex-diretor o citasse em sua delação premiada. Segundo as investigações da Procuradoria-Geral da República, esse auxílio seria de R$ 50 mil mensais e bancado pelo banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. Nas buscas feitas pela Polícia Federal após autorização do Supremo Tribunal Federal, foram encontrados cópias de documentos sigilosos da delação de Cerveró nos endereços de Diogo Ferreira. Também foram localizados trechos da delação do lobista Fernando Baiano. Em seu depoimento, o senador Delcídio confirmou ter tido uma conversa com o banqueiro André Esteves sobre a ajuda financeira a Cerveró. Esteves, porém, disse que se reuniu com o senador apenas para falar sobre temas econômicos. Os advogados de Delcídio, Maurício Leite, e de Diogo, Délio Lins e Silva Júnior, afirmaram que não tiveram acesso ainda à denúncia. Em seu depoimento, Delcídio disse que prometeu ajuda a Cerveró por uma questão "humanitária". Já a defesa de André Esteves, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, tem argumentado que não há provas do envolvimento do seu cliente e que ele apenas é citado por terceiros.

Kátia Abreu: "Mas namorei muito"

Kátia Abreu, na exploração política contra José Serra, disse que "todas as mulheres conhecem bem o eufemismo da expressão 'namoradeira'". Defiinição de "namoradeira", no Dicionário Aurélio: "Diz-se de, ou aquela que namora muito". Kátia Abreu, em perfil publicado pela revista Claudia, em 2013: "Não tive tempo para casar de novo. Mas namorei muito". Como transformar uma coisa boa numa coisa ruim.

Delcídio desiste de delação

A delação das delações ainda é objeto de escambo. Segundo o Valor, Delcídio Amaral desistiu de fazer acordo de delação premiada. Seu advogado Antônio Figueiredo Basto disse ao jornal: "Não tem delação nenhuma. Vamos partir para o enfrentamento da acusação. Essa prova reunida é toda ilícita, não vamos aceitar de modo algum as condições que estão sendo colocadas".

"Tudo que Delcídio fez foi a mando de Lula e Dilma"

Merval Pereira, em O Globo, revelou por que Delcídio Amaral pode fazer a delação das delações. Sua mulher, Maika “diz para quem quiser ouvir que tudo que Delcídio fez foi a mando de Lula e Dilma”.

Maika diz que Dilma recebeu dinheiro sujo da Odebrecht

A Odebrecht pagou a campanha de Dilma com dinheiro roubado da Petrobras. Segundo Merval Pereira, Maika conhece todos os detalhes da conversa entre Delcídio Amaral e Dilma Rousseff no dia da prisão de Marcelo Odebrecht: “Delcídio, de acordo com o relato de sua mulher, teria lembrado à presidente o papel importante que a Odebrecht teve no financiamento da campanha presidencial, tendo inclusive pagado ao marqueteiro João Santana com dinheiro de uma subsidiária em Angola. Ao que Dilma teria reagido: ‘Isso é problema do Lula. Ele que resolva’. Delcídio então retrucou, segundo a versão de Maika: ‘Não senhora, a campanha era sua, é sua a responsabilidade’”.

Os acrônimos de Dilma

Dilma Rousseff contratou o advogado Pierpaolo Bottini para sua defesa no inquérito que investiga a Focal e a VTPB. É o que informa a coluna Radar, da Veja. Pierpaolo Bottini é também o advogado de Fernando Pimentel, associado à Pepper, outra empresa que faturou alto com as campanhas de Dilma Rousseff. O Antagonista repete: a Lava Jato e a Acrônimo vão se cruzar na campanha de 2014.

Temer quer expulsar Picciani do PMDB

Andréia Sadi, da GloboNews, acaba de informar que os aliados de Michel Temer vão pedir a expulsão de Leonardo Picciani do PMDB: "Alegam que ele está tentando fraudar a bancada ao pedir filiações de deputados para retomar à liderança do partido".

PT jogou a toalha

Integrantes da principal corrente do PT, aquela de Lula, José Dirceu e João Vaccari Neto, já jogaram a toalha, segundo O Globo: "Estamos a caminho do impeachment". De acordo com esses petistas, "foi um erro imaginarem que a crítica a Eduardo Cunha garantiria mais 3 anos ao governo".

Rombo nas obras do São Francisco é muito maior

Se a Operação Vidas Secas, deflagrada hoje, descobriu de cara um desvio de R$ 200 milhões em dois dos 14 lotes da obra, é razoável supor que o rombo total na transposição do rio São Francisco some algo próximo a R$ 1,4 bilhão. É apenas uma suposição.

Lava Jato encontra US$ 190 milhões em conta de doleiro da Odebrecht

O Estadão informa que a força-tarefa da Operação Lava Jato descobriu uma movimentação de US$ 190 milhões de dólares e 4,4 milhões de euros em contas do doleiro Nelson Martins Ribeiro, preso na Operação Corrosão. Parte dos recursos depositados nas contas de Nelson Ribeiro veio das contas das offshores Klienfeld Services, Innovation Researd, Trident Trading e Constructora del Sur - vinculadas à Odebrecht. O MPF confirma informação publicada pelo Antagonista de que Ribeiro operava com Bernardo Freiburghaus, principal operador de propinas da Odebrecht.

Senadores do PMDB abandonam Dilma

O PMDB do Senado também está pulando fora do governo. Diz a Época: "Os senadores peemedebistas já começam a discutir como, num eventual governo Temer, manter o equilíbrio de forças dentro do partido. A chave do processo é articular para que um membro da bancada assuma a presidência do PMDB".

Fachin e a reinvenção da roda

Dora Kramer, no Estadão, noticia a inquietação entre ministros do Supremo com a vontade de Luiz Edson Fachin, militante petista, ou mais precisamente dilmista, de estabelecer um novo rito para o impeachent: "Assim que se conheceu a posição de Fachin, na quarta-feira, 9, houve inquietação entre ministros do STF que tomaram a iniciativa de se movimentar em sentido contrário, sob o argumento de que o colega estaria querendo reinventar a roda sem ter prerrogativa para isso. O rito do impeachment está estabelecido em lei datada de 1950 e foi com base nela que o Supremo, nas manifestações dos ministros Rosa Weber e Teori Zavascki, recentemente determinou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deveria seguir rigorosamente o que está escrito naquela norma: a decisão é atribuição exclusiva do presidente da Casa." Em resumo, para tentar salvar Dilma Rousseff, o ministro Fachin, além de contrariar a lei e o princípio da independência entre os Poderes, vai de encontro a decisões recentes de Rosa Weber e Teori Zavascki. Outro absurdo, noticiado pelo Antagonista, é que a mudança no rito teria de passar pela sanção de Dilma, ré de um processo de impeachment já em andamento.

Quarto de bebê no Alvorada

A Veja noticia que Marcela Temer está grávida do segundo filho. O primeiro, Michelzinho, tem seis anos. Vaza, Dilma, porque o casal precisa montar um quarto de bebê no Alvorada.

A nova 'velha' indústria da seca

A delegada Mariana Cavalcanti, chefe da operação Vidas Secas, se disse revoltada com a descoberta do esquema de corrupção em obras da transposição do São Francisco. "A operação mostra que continuamos a ter problemas com a indústria da seca. Essa obra que era grande esperança para acabar com o sofrimento do sertão, era a esperança de muitas pessoas e continua sendo alvo de ‘brincadeira’ com o dinheiro público'." Lula e Dilma são novos velhos coronéis.

Harvard esconde "Esteves Hall'

A Harvard Business School tirou da internet a página do Esteves Hall. No dia 25 de novembro, o local foi batizado em homenagem a André Esteves após uma gorda doação de US$ 25 milhões para a instituição. Não basta esconder a placa de homenagem ao pilantra. Harvard deveria devolver os 25 milhões de dólares dados por André Esteves, na forma de doação a uma instituição séria brasileira.

PF questionou paradeiro de Lula

Na quarta-feira 9, a Polícia Federal solicitou ao Instituto Lula informações sobre o paradeiro do ex-presidente e data de retorno ao Brasil. A PF, porém, não deu pistas sobre o motivo do questionamento, o que provocou nervosismo em assessores e familiares. Agora se sabe que o interesse era decorrente do mandado de intimação no âmbito da Operação Zelotes. Lula, que viajou para a Europa, retorna a São Paulo amanhã, quando receberá em mãos o mandado 6262.

Lula vai vender o filho?

Será que Lula vai dizer à PF o mesmo que disse ao jornalista Roberto D'Ávila -- que Luís Cláudio "deve provar que fez a coisa certa"? Lula não vendeu a mãe, mas é capaz de tentar vender o filho.

Cardozo convoca diretor da PF

O Antagonista foi informado de que José Eduardo Cardozo chamou em seu gabinete o diretor-geral da PF, Leandro Daiello. O ministro está irritadíssimo com o vazamento do mandado de intimação de Lula na Operação Zelotes. A casa está ruindo.

Lula assinou também a MP 512

Lula vai continuar dizendo que não tem nada a ver com as MPs que foram vendidas pelo escritório de lobby que pagou seu filho Luleco?
A MP entrou em vigor na data de sua publicação

Os nós cegos da política brasileira

Brasília transformou-se em um indigesto buffet de confusões a quilo, segundo o cientista político Murillo de Aragão, sócio da Arko Advice. Fazendo o balanço da vexaminosa semana que termina, Aragão afirma que a incapacidade de reação de Dilma e as revelações, cada vez mais impactantes, da Lava Jato são “extraordinários vetores do nó cego político que debilita o país”.

Centenário de Sinatra é celebrado em livro e exposição nos Estados Unidos


Há cem anos, nascia um gigante – um bebê de mais de seis quilos, trazido a fórceps, num parto de risco que deixou cicatrizes no lado esquerdo do rosto da criança. Dolly, a mãe, imigrante italiana geniosa, era conhecida por realizar abortos nas redondezas de sua casa, em Nova Jersey, EUA. Passou a vida malhando e adorando o filho. Quando ele contou que queria ser cantor, levou mais outra. "Se quiser ser um vadio desgraçado, está maluco", esbravejou a mãe. Meio século mais tarde, ela morreria em um acidente de avião a caminho de uma apresentação dele em Las Vegas. O crítico e editor americano David Lehman narra episódios da vida de Frank Sinatra (1915-1998) na recém-lançada biografia "Sinatra's Century" (O Século de Sinatra) na tentativa de responder a uma amiga que o instigara com a pergunta: "Mas o que você acha que ele representa?". 
 

A questão ecoa por todos os Estados Unidos na comemoração do centenário de Sinatra em livros, discos e filmes. "Há um tipo de som, de visual, de atitude que imediatamente se reconhece que é dele", diz Chris Morrison, responsável pela exposição sobre ele no Grammy Museum, em Los Angeles. A mostra "Sinatra: Um Ícone Americano" chegou à costa oeste do país em outubro, depois de meses em cartaz na Biblioteca Pública de Nova York. A extensa documentação sobre sua atividade nos palcos não sacia o interesse do público. São os objetos pessoais –fotos inéditas, correspondência e a reprodução do estúdio onde Sinatra pintava– que têm atraído mais a atenção, conta Morrison. 


Também pela data, a editora Taschen reeditou o clássico perfil do cantor por Gay Talese, "Frank Sinatra Está Resfriado". O fascínio por Sinatra é apimentado pela complexidade de seu caráter: amigo de mafiosos, mulherengo, alcoólatra e agressivo, disciplinado, brilhante e melancólico. Mas o biógrafo David Lehman concluiu que o que faz com que tantos, ainda cantem Sinatra no chuveiro é o que todo mundo já admirava: A Voz. "É o melhor cantor. Faz cada canção parecer um capítulo de sua autobiografia". No Brasil, também chega às prateleiras o segundo volume de biografia de Sinatra, escrita por James Kaplan. "Sinatra - O Chefão", chega ao Brasil depois de "Frank - A Voz", pela Companhia das Letras. A obra começa em 1954, quando o artista ganhou o Oscar de ator coadjuvante pelo filme "A Um Passo da Eternidade".

Temer está fora do crime das "pedaladas" de 2015

O vice-presidente Michel Temer não assinou qualquer decreto no ano de 2015, durante seus breves períodos de interinidade, e por isso não poderá responder pelos crimes que levaram o Tribunal de Contas da União (TCU), em duas decisões unânimes, a condenar a presidente Dilma Rousseff. O esclarecimento foi feito por um destacado ministro do TCU, que conhece o tema em profundidade. Os crimes imputados a Dilma, de 2015, que mereceram condenação do TCU, dão legalidade à denúncia do impeachment acolhida na Câmara. Dilma somente pôde sofrer ação de impeachment por malfeitorias cometidas no atual governo, apesar da rejeição das contas de 2014. Como forma de retaliação, um deputado governista do Rio protocolou pedido de impeachment de Temer, mas não deve prosperar. Em resposta a pedido de informações da oposição sobre “pedaladas” de Temer na interinidade, o TCU dirá que são todas no primeiro governo.