domingo, 20 de dezembro de 2015

Fundação Roberto Marinho leva R$ 56 milhões para gerir museus que ainda estão em construção


Na quinta-feira (17), a cidade do Rio de Janeiro ganhou o Museu do Amanhã, construído na zona portuária onde antes havia um pier abandonado. O museu faz parte da operação urbana Porto Maravilha, de revitalização e desenvolvimento da região, realizada em parceria público-privada. A prefeitura conduz o processo, as empreiteiras Carioca Engenharia e OAS constróem, parte dos recursos é de financiamentos do FGTS-FI, o fundo de investimento que faz aplicações dos recursos do Fundo de Garantia e, no caso do Museu, quem toma posse da operação depois de pronto é a Fundação Roberto Marinho, ONG ligada aos donos da TV Globo. A Fundação é duplamente beneficiada: ganha prestígio com mais um museu de grande porte em seu portfólio, e cobra da prefeitura o preço para manter o museu funcionando. ONG no Brasil virou sinônimo de Organização Estatal Privada. A Fundação Roberto Marinho tem quase um monopólio na gestão de museus municipais do Rio de Janeiro. Além do Museu do Amanhã, a Fundação também ganhou da prefeitura a gestão do Museu de Arte do Rio de Janeiro, inaugurado em 2013, e o novo Museu da Imagem e do Som, em final de construção. O maior problema é quando ficamos sabendo que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entrou nesse meio, mesmo fora de sua área de competência. No âmbito da Operação Lava Jato, a Procuradoria-Geral da República afirma ter provas de que Eduardo Cunha recebeu outros R$ 52 milhões em propinas na Suíça e em Israel da empreiteira Carioca Engenharia para liberar financiamento do FGTS-FI para as obras do Porto Maravilha. Dois donos da empresa, Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, delataram que o próprio Eduardo Cunha acertou e cobrou a propina sem intermediários, para depositar no Exterior nas contas indicadas pelo deputado. Segundo a Procuradoria da República, o elo de Eduardo Cunha com o FGTS-FI era Fábio Cleto, indicado por ele para o cargo de vice-presidência de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal (CEF). Cleto era o representante da Caixa no Conselho Curador do FGTS, posição-chave tanto para dificultar como para facilitar a aprovação do financiamento de R$ 3,5 bilhões para o Porto Maravilha. Cleto foi demitido pela presidente petista Dilma Rousseff na semana passada. Nesta semana sua residência sofreu busca e apreensão por policiais federais, dentro da operação Catilinárias, cujo foco maior foi Eduardo Cunha e outras lideranças do PMDB. A Fundação Roberto Marinho não é acusada pela Procuradoria-Geral da República de participação nos malfeitos, mas os fatos incontestes são de que ela se torna uma espécie de herdeira na exploração dos museus construídos com possível corrupção de Eduardo Cunha. O que chama atenção no caso da ONG da família Marinho são os vultosos pagamentos recebidos dos cofres públicos da prefeitura. Segundo o Portal da Transparência da prefeitura do Rio de Janeiro, R$ 56.003.994 já foram pagos à Fundação Roberto Marinho pelo "Programa Porto Maravilha" desde 2010, mais do que a propina atribuída a Eduardo Cunha. Quase todo o valor foi pago antes mesmo da inauguração dos museus.

Gleisi Hoffmann, a "Barbie" petista, e Paulo Bernardo, estão encrencados em delação premiada


Vai trazer ainda mais problemas para o PT e, em especial para Gleisi Hoffmann, a "Barbie petista", ou "Doris Day do petismo", e Paulo Bernardo, a delação de Alexandre Romano, o "Chambinho", que será homologada a qualquer momento por José Dias Toffoli. Romano contou que fez chegar R$ 600 mil, em 2014, a Leones Dall'agnol, ex-chefe de gabinete de Gleisi Hoffmann e de Paulo Bernardo. O assessor trabalhou tanto com Gleisi na Casa Civil quanto com Paulo Bernardo no Ministério das Comunicações. A propósito, Alexandre Romano também encrencou Wagner Pinheiro, ex-presidente dos Correios e um ex-vice da estatal. 

Ministra nega pedido de filho de Lula para ter acesso à íntegra da Zelotes

A ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, negou a concessão de uma liminar (decisão provisória) pedida pelo empresário Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, para ter acesso à íntegra do inquérito que o investiga na Operação Zelotes. O conteúdo da decisão da ministra não foi divulgado pelo Supremo. Os advogados alegavam que não conseguiram a liberação de todo o material envolvendo a investigação e isso prejudica a defesa do empresário, ferindo entendimento do próprio Supremo. As empresas de marketing esportivo de Luís Cláudio, a LFT e a Touchdown, são alvos da operação porque a LFT recebeu R$ 2,5 milhões da empresa do lobista Mauro Marcondes Machado, investigado sob suspeita de compra de medidas provisórias em benefício do setor automotivo. "É inadmissível que o Reclamante e seus defensores, em meio a uma Operação desta magnitude, tenham acesso tão somente às informações previamente recortadas pela autoridade policial", afirmou a defesa ao STF. Em depoimento à Polícia Federal no último dia 4, o filho do ex-presidente Lula afirmou que realizou quatro projetos de marketing esportivo para a empresa do lobista Mauro Marcondes Machado, mas não deu detalhes sobre os serviços prestados. Mauro Marcondes foi preso na Operação Zelotes sob suspeita de ter usado sua empresa, a Marcondes e Mautoni, para fazer lobby junto a autoridades. Investigadores suspeitam que a contratação do filho de Lula ocorreu para obter influência com políticos. Mauro Marcondes é ligado ao setor automotivo e fazia parte da diretoria da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). No depoimento, Luís Cláudio enumera quatro projetos para os quais teria prestado serviços de análise à empresa: sobre os resultados das marcas perante a Copa 2014, da importância das marcas ligadas ao esporte, da utilização das novas arenas como exposição de marcas, do risco de investimentos para patrocínio das Olimpíadas de 2016. Ao citar esses projetos, porém, ele afirma não se lembrar dos valores de cada um. Questionado pela Polícia Federal, Luís Cláudio não explicou como estipulou o preço de seus serviços. O filho de Lula declarou aos investigadores que Marcondes nunca lhe pediu que intermediasse o contato com seu pai ou com algum político. Disse também que o lobista nunca lhe explicou as razões pelas quais teria optado por contratar sua empresa. A LFT só teve dois clientes, segundo o depoimento: a Mauro e Marcondes e o Corinthians, para quem Luís Cláudio disse ter feito campanha para desenvolvimento de esportes amadores.

A sina do fracasso

Só o afastamento de Dilma Rousseff pode impedir uma calamidade em 2016. Diz Samuel Pessoa, na Folha de S. Paulo: “No front inflacionário, as notícias são terríveis. A prévia da inflação deste mês veio acima do que se esperava e a inflação acumulada no ano aproxima-se de 11%. Os núcleos e a difusão vieram muito fortes. Tudo sugere que a inércia do processo inflacionário brasileiro atingiu novo patamar. É possível divisar forte estagflação em 2016, com a atividade recuando 3%, a inflação acima de 8% e o desemprego atingindo 12% a 13% no fim do ano. O trabalho de década e meia de arrumação de casa foi destruído nos seis anos da nova matriz econômica, também de responsabilidade de Nelson Barbosa. A geração que viveu a esperança de um Brasil como nunca antes na história deste país reencontra a sina do fracasso. Para quem vivenciou o governo Sarney, não haverá novidades”.

A "independência" de Renan

Renan Calheiros deixou o Senado, na sexta-feira, levando consigo os autos do processo de impeachment de Fernando Collor, diz o Estadão. De acordo com o jornal, no ano que vem, ele continuará a atuar ambiguamente. “Ele será independente. Em princípio, se portará como aliado de Dilma. Porém, se o governo perder o rumo, ele pode apoiar o impeachment dela”, disse um auxiliar de Renan Calheiros ao Estadão. A Lava Jato cuidará da "independência" de Renan Calheiros em 2016.

A missão familiar de Temer

Se unir o Brasil, a oposição e o PMDB parecia missão por demais complicada, descobre-se agora que Michel Temer precisa primeiro unir a própria família. Segundo o Estadão, o vice-presidente confidenciou a auxiliares o desejo de que Luciana Temer deixasse o cargo que ocupa na administração Haddad. Mas a secretária municipal de Assistência Social não só não pretende realizar a vontade do pai, como pensa em acompanhar Gabriel Chalita numa fuga do PMDB para o PDT. A filha de Temer nega o desgaste familiar, mas se diz "absolutamente integrada na equipe do prefeito Fernando Haddad". Ela é uma das responsáveis pelo programa “Braços Abertos”, um fracasso no combate à drogas.

As reinações de Renanzinho, o esbirro

Por Reinaldo Azevedo - O ministro do Supremo, Teori Zavascki, relator do petrolão, autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado e esbirro do Planalto. A autorização foi dada no dia 9, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República. A notícia começou a circular neste sábado, dia 19 — dez dias depois. Quando a personagem é Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, o vazamento é tão rápido que costuma até preceder a decisão de MPF e juízes… Mas vá lá. O pedido teria sido motivado por lambanças num contrato da Transpetro, subsidiária da Petrobras, no valor R$ 240 milhões. A empresa era dirigida por Sérgio Machado, então homem do Renan. O advogado do senador chama a decisão de absurda a diz que o senador jamais se negou a oferecer seus sigilos… Pois é… Alguém acha que gente como Renan, caso faça alguma safadeza (ele é investigado em nada menos de seis inquéritos), vai ficar deixando rastro fiscal ou bancário? Uma boa medida seria quebrar o sigilo do PMDB de Alagoas, que Renan controla. Por enquanto, esse negócio de quebra de sigilo é pura espuma. É espantoso que o homem não tenha sido denunciado até agora pelo Ministério Público Federal. Ah, sim: leio que, em seu encontro com sedizentes intelectuais, Renan garantiu que, no Senado, não vai avançar denúncia que “não tenha nem sequer um franja que caracterize crime de responsabilidade… Ora, não diga! Ô gentalha esses ditos intelectuais, né? Vão pra rua pedir a cabeça de Cunha, com seus três inquéritos, e fazem de Renan, com seis, o herói da resistência…

Maria do Rosário é coxinha

O grupo gaúcho La Banda Loka Liberal descobriu que a petista Maria do Rosário usou verba de gabinete para alugar SUV em Porto Alegre. Maria do Rosário é coxinha, mas com o nosso dinheiro, claro. (O Antagonista)