terça-feira, 13 de setembro de 2016

Cristina Kirchner é convocada pela Justiça argentina a depor pela segunda vez

Pela segunda vez desde que deixou a Casa Rosada, em dezembro do ano passado, a ex-presidente da Argentina, a peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner se apresentará à Justiça para depor. Nesta segunda-feira (12), ela foi convocada para prestar esclarecimentos sobre o direcionamento de obras públicas às empresas de Lázaro Báez. A audiência será em 20 de outubro. 


Báez, preso desde abril sob a acusação de lavagem de dinheiro, era um dos melhores amigos do marido de Cristina, o ex-presidente Néstor (2003-2007). O empresário foi também um dos maiores vencedores de licitações públicas sob o kirchnerismo (2003-2015). Além de Cristina e Báez, foram chamados para depor sobre o caso o ex-secretário de obras públicas, José López, e o ex-ministro de Planejamento, Julio De Vido. López está detido desde junho, quando foi pego tentando esconder US$ 8,9 milhões (cerca de R$ 29 milhões) em espécie em um convento na Grande Buenos Aires. Já De Vido está sendo processado por administração fraudulenta. Há suspeitas de que ele não controlou as condições de funcionamento da empresa de trens de Buenos Aires, o que culminou em um acidente, em 2012, no qual morreram 51 pessoas. O juiz Julián Ercolini convocou os políticos para deporem após pedidos de promotores, que afirmaram que existiu no país um "plano sistemático executado desde a Presidência e orientado a saquear o Estado através da designação de obras públicas viárias" para Lázaro Báez. Báez ainda é suspeito de ter pago propina em forma de aluguel de imóveis e de quarto de hotéis de empresas da família Kirchner. Esses casos de corrupção são os que mais preocupam a ex-mandatária. A investigação por suspeita de má administração de recursos públicos é tida como a mais frágil. O caso analisa a venda de dólares pelo Banco Central a preços inferiores aos de mercado, causando um prejuízo de 53 bilhões de pesos (R$ 12 bilhões) aos cofres públicos. Foi por essa causa que Cristina teve de se apresentar à Justiça, no último mês de abril. Na ocasião, ela foi acompanhada ao tribunal Comodoro Py, em Buenos Aires, por milhares de militantes.

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