terça-feira, 27 de setembro de 2016

Esperando pela cadeia havia quatro dias, o comunista trotskista Antonio Palocci vai negar que fosse o "Italiano" da contabilidade da corrupção da Odebrecht



O ex-ministro da Fazenda, o comuno-petista trotskista Antonio Palocci Filho (ex-membro da Libelu) se preparava para ser preso havia quatro dias. Desde que viu seu sucessor no Ministério da Fazenda, Guido Mantega, ter a prisão temporária decretada, na manhã de quinta-feira (22), admitiu entre amigos que deveria ser ele o próximo alvo da Lava Jato. A tese inicial de Palocci, porém, não era a de prisão. Acreditava que, depois que Odebrecht começou as tratativas para fechar acordo de delação premiada, em maio, a Polícia Federal o levaria para depor coercitivamente. A partir de então, reduziu seus trabalhos na consultoria e correu para traçar sua defesa. Passou a se reunir semanalmente com seu advogado, o criminalista José Roberto Batochio, e negava as acusações. Mesmo aos mais próximos, Palocci dizia com veemência que não era ele o "italiano", apelido que figura em planilhas de pagamentos de propina apreendidos com executivos da Odebrecht. Apesar disso, reconhecia que tinha bom relacionamento com a família dona da empreiteira. Aos investigadores, seguirá essa linha e usará e-mail escrito em 2010 pelo ex-presidente da construtora, Marcelo Odebrecht, dizendo que o "Italiano não estava na diplomação", referência à cerimônia em que Dilma Rousseff foi reconhecida como presidente eleita, em 17 de dezembro de 2010. Palocci vai dizer que estava no evento e que isso pode ser comprovado com fotos da época. Com 55 anos, o comuno-petista Palocci (ex-militante da organização comunista trotskista Libelu - Liberdade e Luta) foi o grande articulador entre os empresários e o PT durante os governos do poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula e a mulher sapiens Dilma Rousseff e era considerado homem de confiança de Lula. Era quem fazia a ponte do empresariado com os hoje ex-presidentes e foi um dos principais formuladores da política econômica da era petista. Ex-colegas de Esplanada dizem que Palocci foi o último contraponto de Dilma. Como seu ministro da Casa Civil, era quem dava opinião sobre diversas áreas do governo e rebatia a então presidente. Depois dele, a petista se cercou apenas de quem concordava ou dizia que concordava com suas idéias e, segundo aliados, a falta de contraditório foi uma das razões que a fez perder a capacidade de governar e, consequentemente, o mandato. Nunca deixou de aconselhar Lula e até pouco tempo era frequentador do instituto que leva o nome do ex-presidente para reuniões sobre a conjuntura econômica, principalmente durante a crise que acometeu o governo Dilma. Palocci era formado em medicina, foi vereador, deputado estadual, deputado federal e prefeito de Ribeirão Preto. Aprendeu a circular entre os empresários e, como primeiro ministro da Fazenda de Lula, em 2003, idealizou a Carta ao Povo Brasileiro, que deu segurança para os pesos-pesados do PIB (Produto Interno Bruto) apoiarem o petista logo na largada. Sua primeira queda foi em março de 2006, quando deixou o Ministério da Fazenda de Lula após ser acusado pelo caseiro Francenildo Costa de frequentar uma casa mantida por lobistas e conhecida em Brasília como "República de Ribeirão Preto". O caseiro teve seu sigilo bancário estuprado pelo presidente da Caixa Econômica Federal, o comunista trotskista Jorge Matoso, ex-dirigente do POC (Partido Operário Comunista) e também da 4ª Internacional comunista (trotskista), em Paris. O estupro de sua conta bancária seria destina a desacreditá-lo para livrar o comunista trotskista Antonio Palocci das acusações de tráfico de influência na CPI dos Correios. O ex-ministro comuno-petista foi reabilitado politicamente — e publicamente — pelo PT na campanha que elegeu a mulher sapiens Dilma pela primeira vez ao Planalto. Em 2010, era um dos "três porquinhos", apelido dado a ele, José Eduardo Dutra, então presidente do partido, e José Eduardo Cardozo, que compunham a linha de frente da petista. Palocci coordenava a campanha e fazia o primeiro contato com empresários para as doações eleitorais, mesma atuação que teve nas duas campanhas presidenciais de Lula. Depois das reuniões com Palocci, os doadores procuravam o tesoureiro da campanha e acertavam os repasses. A pedido de Lula, Dilma nomeou Palocci seu ministro da Casa Civil em 2011, mas ele perdeu o cargo cinco meses depois, em razão de consultorias prestadas a empresas, inclusive durante a campanha de 2010. Não divulgou seus clientes e o aumento de 20 vezes de seu patrimônio tornou-se, segundo petistas, "injustificável". "O erro de Palocci foi tentar voltar para a vida pública depois de atuar no setor privado, como consultor. Isso nunca dá certo", diz um de seus correligionários. Nesta segunda-feira (26), Palocci foi preso na 35ª fase da Lava Jato, em São Paulo, e levado a Curitiba. Intitulada Omertà, a operação investiga indícios de uma relação criminosa entre o ex-ministro e Odebretch. Segundo o juiz federal Sergio Moro, há provas de que Palocci coordenou o repasse de propinas da empreiteira para o PT.

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