sábado, 2 de janeiro de 2016

Comissão de transporte dos valores

O petrolão era um esquema tão descarado que possuía até uma comissão por transporte de propina. De acordo com Carlos Alexandre Rocha, o Ceará, para evitar pagar os 3% cobrados por Youssef, o ex-deputado João Pizzolatti fazia questão de retirar pessoalmente o dinheiro no escritório do doleiro. Foram destinados a Pizzolatti um total de R$ 5,5 milhões na campanha de 2010.

Pátria educadora sem chão

A "contabilidade criativa" do petismo segue fazendo vítimas. De acordo com a Confederação Nacional de Municípios, o governo Dilma superestimou a receita do Fundeb, interferindo diretamente no cálculo do piso salarial dos professores. Por causa disso, segundo a Veja, estados e municípios se dizem impossibilitados de arcar com os 11,36% de aumento calculados pelo MEC e sugerem um reajuste de apenas 7,41%. O populismo sai caro.

Desastre automobilístico ferroviário

Dezembro costuma colecionar recordes de vendas de veículos no Brasil. Mas, em 2015, o mês surpreendeu negativamente e apresentou uma queda de 37,6% na venda de carros e comerciais leves, em relação a 2014. Repetindo: 37,6%. O desastre automobilístico é ferroviário.

Microfone x panela

Celso Marcondes, um dos diretores do Instituto Lula, disse ao Estadão que “é só dar um microfone na mão" de Lula para o ex-presidente se recuperar e vencer uma eleição. O Antagonista acredita que basta uma aparição de Lula no horário eleitoral para mais um panelaço calar os petistas.

Polícia Federal vê rombo de R$ 5 bilhões em fundo de pensão dos Correios


A Polícia Federal descobriu um rombo de R$ 5 bilhões no Postalis, o Instituto de Seguridade dos Correios. O valor é resultado da análise de investimentos feitos pelo instituto nos últimos quatro anos. O relatório, que aponta mau uso das contribuições dos servidores dos Correios, foi entregue em 15 de dezembro à Justiça Federal no Rio de Janeiro. O documento lista os negócios e responsabiliza 28 pessoas, entre diretores e ex-diretores do Postalis, além de empresários e executivos do mercado financeiro. A Polícia Federal aponta indícios de gestão temerária, crimes contra o sistema financeiro e organização criminosa. O Postalis é considerado o terceiro maior fundo de pensão do País, atrás só do Petros, da Petrobras, e do Previ, do Banco do Brasil. Os negócios suspeitos aconteceram, de acordo com a Polícia Federal, na administração de Alexej Predtechensky, conhecido como Russo, e na atual gestão de Antônio Carlos Conquista. Predtechensky foi indicado pelo PMDB e Conquista, pelo PT. Apesar das suspeitas, não se comprovou até o momento se dinheiro do Postalis foi parar nas mãos de políticos dos dois partidos. A partir de depoimentos e análises de documentos, a Polícia Federal concluiu que os dois gestores tinham conhecimento sobre a aplicação "temerária" dos recursos do Postalis. Russo e Conquista firmaram, segundo a Polícia Federal, contratos com instituições de consultoria de risco que davam o aval para a aplicação do dinheiro dos contribuintes. Entre os grupos contratados para gerir as aplicações do Postalis e indicar o que seria o melhor investimento estão o banco BNY Mellon e a Risk Office, apontada como a maior gestora de riscos da América Latina. Os investigadores identificaram "conflito de interesses", já que os executivos dos gestores de aplicação do fundo atuavam tanto no Postalis como em alguns planos adquiridos. Investigadores analisam por que tanto o banco BNY Mellon como a Risk Office, assim como os gestores do Postalis, "não questionam a baixa rentabilidade dos fundos aplicados ou adotam medidas para o saque do dinheiro aplicados", diz o relatório. A investigação da Polícia Federal no Rio de Janeiro teve início em dezembro de 2013, a partir de denúncias de irregularidades na emissão de debêntures do Grupo Galileo, em 2011, mantenedor da Universidade Gama Filho, da ordem de R$ 100 milhões. "Os dirigentes deixam de aplicar recursos dos planos sem observar segurança, rentabilidade e transparência. Houve uma falta de controle dos gestores", afirmou a Polícia Federal. 

Cerveró volta para cadeia após passar feriado com família


O ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, voltou para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba na tarde deste sábado, após passar as festas de fim de ano com a família, em Itaipava, no Rio de Janeiro. Ele chegou à capital do Paraná por volta das 13 horas. A viagem estava prevista no acordo de delação premiada que Cerveró assinou com a Justiça. Enquanto esteve em casa, o novo delator foi monitorado com tornozeleira eletrônica. A viagem foi feita com escolta de policiais federais. Cerveró está preso desde janeiro de 2015. Ele já foi condenado duas vezes pela Justiça Federal por crimes como corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em dezembro, ele assinou acordo de delação premiada. É só no Brasil que existem essas molezas no sistema jurídico. É por isso que o Brasil não tem solução. 

Dilma aumenta brutalmente o imposto sobre vinho, cachaça, uísque e produtos de informática

O Diário Oficial da União publicou nesta sexta-feira a Medida Provisória 690, que aumenta a tributação sobre bebidas alcoólicas quentes, como vinho, cachaça e uísque, e produtos de informática. Houve também mudança na forma de cobrança do IPI, cuja alíquota passa a ser sobre o valor do produto. Com a mudança, uma garrafa de vinho nacional de R$ 50,00 deixa de pagar R$ 0,73 de imposto e passa a pagar R$ 5,00. A expectativa é que as alterações tragam receita de R$ 7,7 bilhões em 2016.