domingo, 3 de janeiro de 2016

Empresas beneficiadas pelo Bolsa Empresário, do regime petralha, sem qualquer resultado


Basta colocar o mouse sobre qualquer quadradinho para você visualizar o nome da empresa beneficiada pelo Bolsa Empresário, um dinheiro dado de graça para os capitalistas brasileiros amigos do regime petralha, mas que será paga por você, por todos os brasileiros. Como o programa PSI não deu qualquer resultado visível, o dinheiro foi desviado, obviamente. É o mais gigantesco desvio de recursos públicos de um país no mundo inteiro. O volume de recursos desviado pelo PSI daria para sustentar o Bolsa Família durante décadas. O material é produzido pelo jornalista Dimmi Amora, da sucursal de Brasília da Folha de S. Paulo. Ele é o mais premiada repórter do ano no Brasil. E não por acaso.

Governo petista de Dilma Rousseff acaba com "Bolsa Empresário" e fica com dívida de R$ 214 bilhões

Depois de despejar R$ 362 bilhões até 2014 em empréstimos subsidiados do BNDES para a compra de máquinas e equipamentos, o governo encerrou o PSI (Programa de Sustentação de Investimentos) no final do ano passado com uma conta para pagar de pelo menos R$ 214 bilhões. A maior parte desse valor (R$ 184 bilhões) entrará na contabilidade da União como dívida pública. O restante (R$ 30 bilhões) terá de ser coberto pelo Tesouro até 2041 para compensar a diferença entre os juros pagos pelo BNDES à União na captação dos recursos (mais elevados) e as taxas cobradas dos tomadores dos empréstimos (abaixo da inflação). Conhecido ironicamente como "Bolsa Empresário", o PSI não ofereceu à economia um estímulo à altura dos desembolsos realizados desde 2009, quando o programa foi criado para ajudar a tirar o País da crise global. Os benefícios foram pontuais em alguns setores e maiores para grandes empresas, que normalmente têm acesso a outras fontes de financiamento. Por meio da Lei de Acesso à Informação, o jornal Folha de S. Paulo obteve as planilhas de quase 1 milhão de empréstimos do PSI, que liberou R$ 362,3 bilhões, entre 2009 e 2014, cobrando juros abaixo da inflação. Os dados de 2015 ainda não foram fechados. A análise deste material revelou que 1% dos 315 mil beneficiados concentrou 56% dos empréstimos, cerca de R$ 203 bilhões. Desse grupo só fizeram parte grandes empresas e até empresários. Um universo ainda mais restrito desse grupo, com as 31 maiores empresas, ficou com R$ 54 bilhões. Para eles, os juros foram ainda mais baixos e os prazos para pagar mais elásticos. A campeã individual de crédito foi a Petrobras, maior empresa do país, que pegou quase R$ 4 bilhões. No momento em que a estatal foi forçada pelo governo a manter o preço da gasolina abaixo do valor real, a companhia tomou R$ 1 bilhão com juros de 3% ao ano para pagar em 10 anos, começando só após o segundo ano (carência). Uma centena de grandes empresários, a maioria do agronegócio, também recorreu ao PSI. Entre eles está Erai Maggi. Conhecido como o "rei da soja", ele conseguiu R$ 297,6 milhões. A ex-prefeita de Campos de Júlio (MT), Claides Masutti, também está na lista. Ela perdeu o cargo recentemente por distribuir churrasco a eleitores. Economistas divergem sobre a política de juros subsidiados. Uns a defendem como forma de estimular a indústria e o crescimento nacional. Outros afirmam que ela agrava as contas públicas. A análise dos dados macroeconômicos mostrou que o aumento dos empréstimos do PSI não significou um crescimento proporcional de benefícios para a economia. Existe pouca relação entre os recursos liberados pelo programa e a geração de emprego, renda e até o investimento dos tomadores. "O subsídio infla artificialmente o retorno de um investimento. Se ele for suficientemente alto, qualquer projeto de investimento torna-se viável. Mesmo aqueles que não deveriam ser financiados", diz Vinicius Carrasco, economista da PUC-RJ. Para as empresas, o PSI permitiu antecipar investimentos. O ex-ministro da Fazenda, o petista Guido Mantega, chegou a defender o programa no Congresso. Disse que, sem ele, a recessão atual seria mais grave. Já para Carlos Oberto da Costa, fazendeiro de Unaí (MG), que tomou R$ 26 milhões no BNDES, ninguém precisa de subsídio: "A gente precisa é de juro adequado". O governo nunca teve dinheiro para financiar o PSI. Para levantar os recursos, vendeu títulos públicos na praça pagando até 14,5% (Selic). Esse dinheiro foi repassado ao BNDES a uma taxa que variou entre 5% e 7% (TJLP). Só essa diferença de juros deu R$ 184 bilhões de defasagem, no final de 2014. Mas o governo decidiu que, em vez de pagarem pelo menos o mesmo que o BNDES, as empresas tomadoras de empréstimos teriam juros de até 2,5%. O Tesouro teria então de cobrir essa diferença, fazendo a "equalização". Por praticamente quatro anos, no entanto, o governo ficou sem pagar a equalização ao BNDES, um atraso conhecido como "pedalada". Só no final de 2015, quitou cerca de R$ 30 bilhões. Restam ainda outros R$ 30 bilhões a serem pagos até 2041. O valor pode aumentar, dependendo dos juros até lá. 

Arábia Saudita rompe relação diplomática com Irã após invasão de sua embaixada

O reino da Arábia Saudita anunciou neste domingo (3) o rompimento das relações diplomáticas com o Irã, após o país persa criticar duramente a execução pelas autoridades sauditas de um proeminente clérigo xiita. O governo saudita pediu que a missão diplomática do Irã e todas as entidades relacionadas deixem o país em até 48 horas. O rompimento agrava a já tensa relação entre os rivais históricos do Oriente Médio. A escalada começou após a Arábia Saudita anunciar, no sábado (2), a execução do clérigo Nimr al-Nimr e outros 46 acusados de terrorismo.


Nimr, de 56 anos, foi sentenciado à morte por desobedecer as autoridades, instigar a violência sectária e ajudar células terroristas. O clérigo, muito crítico da dinastia sunita Al Saud, liderou em fevereiro de 2011 protestos oposicionistas na parte leste do país, onde está concentrada a minoria xiita saudita. A sua condenação já levara o Irã a criticar o reino saudita. Neste sábado, após a notícia de sua execução, o Ministério de Relações Exteriores iraniano afirmou que o país vizinho pagará um "preço elevado". "O governo saudita apoia por um lado os movimentos terroristas e extremistas e, ao mesmo tempo, usa a linguagem da repressão e da pena de morte contra seus rivais internos. Pagará um preço elevado por esta política", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Hossein Jaber Ansari, citado pela agência iraniana Irna. A embaixada saudita em Teerã chegou a ser invadida e incendiada na madrugada deste domingo (noite de sábado em Brasília), o que é um hábito do regime tarado islâmico dos aiatolás. As autoridades sauditas convocaram o representante diplomático do Irã no país para protestar contra as declarações de Ansari, que classificaram como uma interferência em assuntos domésticos. Neste domingo, autoridades iranianas voltaram a criticar a execução de Nimr. O site do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, comparou a Arábia Saudita à milícia radical Estado Islâmico. Na página, foi colocada uma imagem cujo título é: "Alguma diferença?" Nela, aparecem meio a meio um homem com túnica preta, usada pelos terroristas da Síria e do Iraque, e outro com uma túnica branca, comum entre os sauditas. Ambos estão com armas brancas na mão - punhal, no caso do terrorista do Estados Islâmico, e espada para o saudita.  No lado do Estado Islâmico, aparece um prisioneiro de laranja com a mensagem: "Condenado à morte por se opor ao Estado Islâmico". Já na parte saudita, a inscrição é: "Condenado à morte por se opor aos aliados do Estado Islâmico".  Desde que o Estado Islâmico se impôs no Iraque, em junho de 2014, os iranianos acusam os sauditas de financiarem a milícia terrorista. Os sauditas negam a acusação, mas algumas ações colocam em dúvida a real intenção do país de ver os terroristas derrotados. A Arábia Saudita foi um dos primeiros países a deixar a coalizão contra a milícia terrorista liderada pelos Estados Unidos. A monarquia do golfo Pérsico também é criticada por não reprimir os financiadores dos terroristas islâmicos, o que provoca reclamações dos aliados americanos e europeus. A inação dos sauditas em relação ao Estado Islâmico é vista por alguns analistas como uma forma de enfraquecer a Síria e o Iraque, governados por dois aliados de Teerã - o ditador Bashar al-Assad e o premiê Haider al-Abadi. Irã e Arábia Saudita ainda disputam indiretamente o domínio do Iêmen. Enquanto os iranianos reforçam os milicianos houthis, os sauditas fizeram uma ação militar para que o presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi retome o poder. A Arábia Saudita sunita e o Irã xiita se estranham desde que os aiatolás tomaram o poder em Teerã, em 1979. Com a ascensão de Khomeini e companhia, inimigos dos Estados Unidos, os sauditas se aproximaram ainda mais dos americanos. O fundamentalismo xiita terminou por estimular o terrorismo entre os sunitas radicais, que acusam a Arábia Saudita de trair o Islã ao aliar-se aos Estados Unidos. Al Qaeda e, posteriormente, Estado Islâmico são as expressōes máximas do terror sunita (Osama bin Laden era saudita). A Arábia Saudita enfrenta o radicalismo sunita (e xiita) com mão de ferro, dentro do seu território. Por isso, decapitou o clérigo xiita al-Nemer Nemer - que levou iranianos a incendiar a embaixada saudita em Teerã e Ali Khamenei a comparar o regime da Arábia Saudita ao Estado Islâmico. Resultado: o corte de relaçōes diplomáticas da parte de Riad e o acirramento ainda maior das tensōes no Oriente Médio. O Estado Islâmico festeja a divisão agora completa dos seus maiores inimigos.

Sem infra

No primeiro semestre de 2015, o governo Dilma investiu apenas 0,33% do PIB na infraestrutura do país. O cálculo é da Inter.B Consultoria. Como não há indícios de melhoras no segundo semestre, o Brasil deve ter fechado o ano com o pior percentual da história. Para efeito de comparação, em 2014, o Peru separou 11% do PIB para grandes obras.

Está vivo

A Folha entrevistou Jaques Wagner e perguntou se o impeachment de Dilma estaria "enterrado". A resposta do ministro da Casa Civil: "Nós vamos enterrá-lo". Em outras palavras, o impeachment segue vivo. Vivo ao ponto de Jaques Wagner não conseguir negá-lo.

Dilma é nada para o PT

Jaques Wagner não consegue negar o impeachment porque Jaques Wagner é o braço de Lula na Casa Civil. E, como explica Eliane Cantanhêde no Estadão, por mais que o ministro tente emplacar uma versão diferente, o ex-presidente segue em guerra franca contra Dilma. Leiam o que diz a jornalista na coluna publicada hoje: "Se Lula é o passado do PT, é também sua aposta para o futuro. Dilma não é nem passado, nem presente, nem futuro. É nada para o PT, que só precisa dela para tentar fazer a longa travessia até 2018 sem entregar o osso para Temer, ou seja, para o PMDB."

Como transformar 2016

José Roberto Mendonça de Barros, no Estadão, diz que só o afastamento de Dilma Rousseff pode impedir a calamidade econômica: "Recessão. Existe aqui uma grande dificuldade: se projetarmos as tendências recentes, o ano de 2016 será ainda de recessão e de forte piora no desempenho econômico, dado que o governo derrete em todas as áreas. Apenas uma mudança de governo pode alterar essa projeção, uma vez que, neste caso, as expectativas seriam francamente ajustadas do lado positivo, reduzindo a pressão no câmbio e na inflação. Os juros poderiam até cair e o último trimestre do ano poderia ser muito mais positivo, especialmente para a indústria. Uma nova agenda traria de volta o investimento. Pessoalmente, acredito que a recessão, o desemprego, a pressão da sociedade e a Operação Lava Jato levarão a este desfecho".

Jorge Ben Jor para Ministro da Fazenda

Luiz Fernando Pezão, para resolver o rombo financeiro do Rio de Janeiro, mandou retirar de seu gabinete o quadro “Alegoria da morte de Estácio de Sá”, de Antônio Parreiras. O quadro, como ele contou a O Globo, dava azar: "Bastou ele sair e começou a entrar dinheiro". Segundo Luiz Fernando Pezão, a descoberta de que o quadro era o verdadeiro responsável pela falência do Estado foi feita por Jorge Ben Jor, durante uma visita à sede do governo: "Ele chegou aqui, deu três batidinhas na moldura e disse: 'está muito carregado, tira'”. O Brasil é irremediável.

Fuga generalizada

A Folha chama de "fuga de elites" o fato de brasileiros com alguma condição estarem buscando segurança em outras nações. Não é "fuga de elites". É fuga de investidores, de capital, de cérebros, de pessoas que teriam plenas condições de ajudar o Brasil a sair do buraco cavado pelo petismo. E a Folha não percebe isso pois já incorporou a novilíngua petista.

Barroso não convence

Luís Roberto Barroso tentou culpar a edição que o mostra omitindo o trecho que legitima a votação secreta no Regimento Interno da Câmara. Mas descreveu uma situação diferente da apresentada no vídeo. Leiam o que escreveu para o Jota.Info: "Enquanto raciocinava para responder a ele, li de novo exatamente a mesma passagem que ele havia lido. Antes que eu concluísse o meu raciocínio, o Min. Teori fala: 'V. Exa. tem razão'. Nessa hora, paro de responder a ele e volto para o meu voto. Simples assim. O que a edição do vídeo fez, seguindo o padrão ético que nós precisamos superar no Brasil, foi cortar a parte inicial e final do diálogo, criando o erro deliberado na percepção do ouvinte". O vídeo segue no ar e basta apertar novamente o play para notar que a descrição de Barroso não condiz com o que os olhos veem: O trecho é abruptamente omitido da leitura de Barroso antes mesmo de qualquer intervenção de Teori. O raciocínio de Barroso não é interrompido mesmo com a intervenção de Teori Zavascki. Pelo contrário, é Barroso quem interrompe o aparte de Teori evitando que seja lido por completo o inciso III. Veja:


A banalização do bilhão

O governo Dilma acabou com o Programa de Sustentação de Investimentos após acumular dívidas de R$ 214 bilhões. Em valores de hoje, essa quantia bancaria 8 anos de Bolsa Família. Mas a informação se perde no noticiário como se fosse um erro menor. O PT é o maior dos erros do Brasil.

Antecedentes

A aproximação do governo Dilma com o empresariado brasileiro por intermédio do PSI não gerou aumento de emprego ou renda. A ideia foi tão mal gerida que, além de uma dívida bilionária, rendeu apenas corrupção e dificuldade para o pequeno empresário enfrentar os "campeões nacionais". Em outras palavras, diminuiu a competição e prejudicou o consumidor. Erro parecido já havia sido cometido pelos governos militares. O PT o repetiu sabendo onde enfiaria a economia brasileira.

Marcelo Odebrecht e Bumlai darão conselhos a Dilma?

Dilma e Nelson Barbosa preparam um documento com "novas diretrizes econômicas" para ser apresentado ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social até fevereiro. De acordo com Lauro Jardim, será a primeira reunião do Conselhão desde julho de 2014. A pergunta obrigatória: Marcelo Odebrecht e José Carlos Bumlai serão convidados para a próxima reunião? No site do CDES, os nomes de ambos seguem na galeria de conselheiros.